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Integração e modelagem de dados gamaespectrométricos, magnetométricos e gravimétricos na porção emersa da Bacia de Alagoas
OLIVEIRA, Roberto Gusmão de; RODRIGUES, Marília de Araújo Costa
A Bacia de Alagoas, situada na margem continental leste do Nordeste brasileiro, integra o sistema rifte Sergipe-Alagoas, desenvolvido durante o Cretáceo Inferior como consequência da fragmentação do Gondwana e da abertura do Atlântico Sul. Esse sistema preserva um registro completo das fases pré-rifte, rifte, pós-rifte e cenozoica, refletindo a evolução tectonossedimentar fanerozoica da margem continental leste da Província Borborema. A pesquisa integrou dados geológicos, gravimétricos e aerogeofísicos com o objetivo de caracterizar a arquitetura da bacia, o embasamento adjacente e as estruturas tectônicas regionais. Essa abordagem possibilitou a identificação de feições estruturais controladas por antigas zonas de fraqueza pré-cambrianas reativadas durante o Mesozoico. O estudo apresenta a síntese geológica da área, os métodos de aquisição e processamento dos dados, bem como as metodologias de integração e interpretação adotadas. A análise revelou padrões regionais de anomalias e lineamentos que evidenciam o controle tectônico sobre a sedimentação e a evolução da margem continental. A modelagem integrada dos dados gravimétricos e magnetométricos mostrou-se essencial para a caracterização estrutural da bacia e para a compreensão dos controles tectônicos. Foram realizadas 15 modelagens diretas 2,5D por meio do programa GmSys, integrando informações de 33 poços exploratórios, o que permitiu construir modelos quantitativos de densidade e suscetibilidade magnética consistentes com o arcabouço geológico regional. Os resultados destacam o papel das falhas normais e do embasamento cristalino na compartimentação e evolução da bacia, sendo igualmente discutidas as premissas, limitações e interpretações associadas a cada perfil modelado.
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Cartografia de risco geológico: Luciara, MT
SOUZA, Anderson Alves de; SILVA, José Antonio da
Este trabalho apresenta os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico executado no município de Luciara/MT, entre os dias 13 e 20 de abril de 2026. Atualmente, o município conta com uma população estimada de 2.616 habitantes (IBGE 2025), com área urbanizada de 0,89 km² (IBGE, 2019), e com IDHM de 0,676 (PNUD, 2010). Durante os levantamentos de campo foram identificadas 2 áreas de risco relacionadas a enchente e inundação, sendo 1 de risco muito alto e 1 de risco alto, perfazendo 2 residências e 8 pessoas, representando 0,30 % da população do município. As conclusões apontam que as áreas de risco geológico cartografadas decorrem principalmente das ocupações inadequadas do território e das características naturais do meio físico.
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Cartografia de risco geológico: São Félix do Araguaia, MT
SOUZA, Anderson Alves de; SILVA. José Antonio da
Este trabalho apresenta os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico executado no município de São Félix do Araguaia/MT, entre os dias 7 a 12 de abril de 2026. Atualmente, o município conta com uma população estimada de 14.604 habitantes (IBGE 2025), com área urbanizada de 16.682 km² (IBGE, 2025), e com IDHM de 0,668 (PNUD, 2010). Durante os levantamentos de campo foram identificadas 3 (três) áreas de risco relacionadas a alagamento, enchente, inundação e enxurrada, com risco muito alto, perfazendo 199 residências e 796 pessoas, representando 5,45 % da população do município. As conclusões apontam que as áreas de risco geológico cartografadas decorrem principalmente das ocupações inadequadas do território e das características naturais do meio físico.
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Atlas pluviométrico do Brasil: equações Intensidade-Duração-Frequência (desagregação de precipitações diárias): estação pluviométrica Praia Grande, código 02949001 (ANA), município Praia Grande, SC
WESCHENFELDER, Adriana Burin; PICKBRENNER, Karine; PINTO, Eber José de Andrade
Este trabalho apresenta a equação Intensidade-Duração-Frequência (IDF) estabelecida para o município de Praia Grande/SC. As séries de dados utilizadas no estudo foram elaboradas a partir de registros contínuos de precipitação da estação Praia Grande, código 02949001 (ANA), localizada no mesmo município. A metodologia para definição da equação utilizando séries de duração parcial está descrita em detalhes em Pinto (2013). A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial, com os parâmetros calculados pelo método dos momentos-L. As equações adotadas para representar a família de curvas IDF podem ser aplicadas para durações entre 10min e 24h e são recomendadas para tempos de retorno até 50 anos. A aplicação da equação IDF elaborada para o município de Praia Grande permite associar intensidades de precipitação, nas diferentes durações, a frequências de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de estruturas hidráulicas. Também pode ser utilizada de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento de precipitação ocorrido numa determinada duração, definindo se o evento foi raro ou ordinário, dentro da caracterização de chuva extrema local.