O
AÇ
Ã
OR SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASILT CPRM
ED
I
EM
2
O i
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇMINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIRA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
TO SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM I Diretoria de Geologia e Recursos Minerais D Departamento de Recursos Minerais E Divisão de Economia Mineral e Geologia Exploratória
M
RELATÓRIO DE REAVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO MINERAL
E PALMEIRÓPOLIS – TOCANTINS MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Fernando Bezerra de Sousa Coelho Filho
Ministro de Estado
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Vicente Humberto Lôbo Cruz
Secretário
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Eduardo Jorge Ledsham
Diretor-Presidente
José Leonardo Silva Andriotti (interino)
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Stênio Petrovich Pereira
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Antônio Carlos Bacelar Nunes
Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento
Nelson Victor Le Cocq d’Oliveira
Diretor de Administração e Finanças
Marco Túlio Naves de Carvalho (interino)
Chefe do Departamento de Geologia
José Leonardo Silva Andriotti (interino)
Chefe do Departamento de Recursos Minerais
Ruben Sardou Filho
Chefe da Divisão de Economia Mineral e Geologia Exploratória
José Márcio Henriques Soares (interino)
Chefe do Departamento de Relações Institucionais e Divulgação
José Márcio Henriques Soares
Chefe da Divisão de Marketing e Divulgação
Superintendência Regional de Goiânia
Luiz Fernando Magalhães
Superintendente Regional
Luciana Felício Pereira
Gerente de Geologia e Recursos Minerais
Marcelo Henrique da Silva Rosa
Gerente de Administração e Finanças
Cíntia de Lima Vilas Boas
Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial
Sheila Soraya Alves Knust
Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETRARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL O SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM T Diretoria de Geologia e Recursos Minerais I Departamento de Recursos Minerais D Divisão de Economia Mineral e Geologia Exploratória E RELATÓRIO DE REAVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO MINERAL PALMEIRÓPOLIS – TOCANTINS M ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- EQUIPE TÉCNICA Compatibilização e Revisão E (Executores do Informe) Ricardo Wosniak Coordenação Geral Ruben Sardou Filho Organização, Preparo e Controle da Editoração Final
Lauro Gracindo Pizzatto
Coordenação Técnica
Ricardo Wosniak
Pesquisadores em Geociências
Pedro Sérgio Estevam Ribeiro (Geologia)
Antonio Augusto Soares Frasca (Geologia)
Tiago Rocha Faria Duque e Antonio Augusto Soares Frasca (Geologia)
Marco Antonio Couto Junior (Geofísica)
Eduardo Duarte Marques (Geoquímica)
Luiza Lopes de Araújo (Banco de Dados)
Ricardo Wosniak (Modelagem e Estimativa de Recursos)
Angeval Alves de Brito (Beneficiamento/Avaliação Econômica)
Luciana Felicio Pereira (Socioambiental)
Élcio Rodrigues (Direitos Minerários)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
COLABORADORES TÉCNICOS
Pesquisadores em Geociências
Marco Túlio Naves de Carvalho
Pedro Sérgio Estevam Ribeiro
Antonio Augusto Soares Frasca
Eduardo Moussalle Grissolia
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
APOIO TECNICO
Paulo Ricardo Almeida Sampaio (Topografia)
Pedro Ricardo Soares Bispo (Topografia)
Daniella Pascoal de Paiva Macedo (Geoprocessamento)
Jônathan Nereu Lisbôa Rojas (Litoteca)
Hugo Oliveira Nunes (Geofísica)
Nitzchia Regina Rodrigues Domingos (Geofísica)
Daniel Araújo de Medeiros (Geofísica)
Maria Abadia Camargo (Petrografia)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
APOIO ADMINISTRATIVO
Maria Madalena Figuerêdo de Lima
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ESTAGIÁRIOS
Nathalia Issa Dorneles
Leonardo Araújo Menezes
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
REVISÃO FINAL
Marco Túlio Naves de Carvalho
Chefe do Departamento de Geologia (interino)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
REVISÃO ORTOGRÁFICO-GRAMATICAL
Sueli Cardoso de Araujo
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
SUMÁRAIO I
1 INTRRODUÇÃO 1 2 OLOCALIZAÇÃO, INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA 2 2.1 IT Rodovias 3 2.D2 Hidrovias e Portos 3 E2.3 Ferrovias 4 2.4 Aeroportos 4 M 2.5 Recursos Energéticos 5 E 3 HISTÓRICO DO PROJETO 6 3.1 Síntese Bibliográfica de Trabalhos Anteriores 7
3.2 Acordo de Cooperação Técnica Brasil-Japão 9
3.2.1 Área Morro do Acampamento 9
3.2.2 Área Rio Dois de Junho 13
3.3 Pesquisa Acadêmica, Simpósios e Congressos 13
4 ASPECTOS LEGAIS 17
5 GEOLOGIA REGIONAL 23
5.1 Província Tocantins 23
5.1.1 Bloco Cavalcante-Natividade 24
5.1.2 Faixa Brasília 24
5.1.2.1 Maciço de Goiás 25
5.1.2.2 Arco Magmático de Goiás 26
6 GEOLOGIA LOCAL 28
6.1 Unidades Geológicas 29
6.2 Litotipos 35
6.3 Arcabouço Estrutural 38
7 TIPO DE DEPÓSITO 40
7.1 Mineralização e Alteração Hidrotermal 40
7.2 Modelo Metalogenético 41
8 PROSPECÇÃO GEOQUÍMICA 43
8.1 Metodologia 43
8.2 Resultados 44
8.3 Discussão 51
8.3.1 Sedimentos de corrente 51
8.3.2 Solos 57
8.3.2.1 Levantamento de semidetalhe 57
8.3.2.2 Levantamento de detalhe 60
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O iv
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
8.3.3 Análise Afatorial (estatística multivariada) para os dados de sedimentos 64
(levRantamento regional) e solos (levantamento de semidetalhe) 9 OPROSPECÇÃO GEOFÍSICA 67 9.1 IT Dados de Execução 67 9.D1.1 Aerogeofísica 67 E9.1.2 Geofísica terrestre 67 9.1.3 Petrofísica e geoquímica de furos de sondagem 69 M 9.2 Resultados e Discussões 72 E 9.2.1 Seleção, localização e modelagem de condutores VTEM 72 9.2.2 Integração petrofísico-geoquímica de furos de sondagem 73
9.3 Integração de Dados Geofísicos 79
9.3.1 Anomalias aerogeofísicas relevantes 79
9.3.2 Integração aerogeofísico-geofísica terrestre 83
9.3.2.1 CSAMT 83
9.3.2.2 IP e SIP 85
9.3.2.3 Modelagem e inversão dos dados aerogeofísicos (VTEM e 85
magnetometria)
10 RECURSOS GEOLÓGICOS 98
10.1 Sondagem 98
10.1.1 Histórico 98
10.1.2 Levantamento das bocas dos furos de sondagem 98
10.1.3 Corpo C1 99
10.1.4 Corpo C2 102
10.1.5 Corpo C3 102
10.1.6 Corpo C4 103
10.1.7 Armazenamento 104
10.1.8 Resgate de dados de logs de sondagem 104
10.1.9 Amostragem 106
10.1.10 Resgate dos resultados analíticos 106
10.1.11 Estudo comparativo entre resultados analíticos de amostras de rocha 107
(testemunhos) realizados por diferentes laboratórios
10.1.12 Avaliação da qualidade analítica dos resultados obtidos: material de 114
referência certificado (MRC) e amostras duplicatas
10.1.12.1 Material de referência certificado (MRC) 114
10.1.12.2 Avaliação das amostras duplicatas 117
10.1.12.3 Conclusão 120
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O v
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
10.1.13 Perfis deAscritivos de sondagem 120
10.1.14 Banco de dados 121
10.1.15 OValiRdação do banco de dados 122 10.2 IT Modelagem Geológica 122 10D.2.1 Corpo C1 123 E10.2.2 Corpo C2 135 10.2.3 Corpo C3 141 M 10.2.4 Corpo C4 148 E 10.3 Estimativas dos Recursos 152 10.3.1 Definição do modelo de blocos 152
10.3.2 Comparativo dos volumes 153
10.3.3 Compositagem das amostras 153
10.3.4 Análise estatística 154
10.4 Classificação dos Recursos 163
10.4.1 Metodologia 163
10.4.2 Modelo de densidade 164
10.4.3 Modelo de recuperação 165
10.4.4 Modelo de teores 166
10.5 Classificação de Recursos 169
10.5.1 Curvas de parametrização 170
11 ESTUDOS DE BENEFICIAMENTO 174
11.1 Lixiviação do Material Alterado 174
11.1.1 Caracterização da amostra 174
11.1.2 Ensaios de lixiviação 176
11.1.2.1 Teste de leite estático 176
11.1.2.2 Teste com agitação mecânica 176
11.1.2.3 Outros testes de lixiviação 177
11.1.3 Representatividade das amostras: material alterado 177
11.2 Beneficiamento de Polissulfeto de Cobre, Chumbo e Zinco 178
11.2.1 Caracterização do minério 178
11.2.1.1 Preparação da amostra 178
11.2.1.2 Análise granulométrica 179
11.2.1.3 Análise química 179
11.2.1.4 Difração de raios X 180
11.2.1.5 Liberação de sulfetos 180
11.2.2 Ensaios de moagem 181
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O vi
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
11.2.2.1 DetermiAnação do índice de Bond (WI) 181
11.2.2.2 EnsRaios de moagem 181 11.2.3 OEnsaios de flotação 181 11.2.3I.1T Flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo 181 11D.2.3.2 Flotação diferencial da esfarelita 183 E11.2.3.3 Flotação dos sulfetos de cobre 184 11.2.3.4 Flotação diferencial da galena 185 M 11.2.4 Resultados obtidos 186 E 11.2.4.1 Flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo 186 11.2.4.2 Flotação diferencial da esfalerita 188
11.2.4.3 Flotação dos sulfetos de cobre 188
11.2.4.4 Flotação diferencial da galena 188
11.2.5 Representatividade da amostra 189
12 LAVRA DOS DEPÓSITOS 190
12.1 Lavra a Céu Aberto 190
12.2 Lavra Subterrânea 191
12.3 Definição do Melhor Método de Lavra 191
13 AVALIAÇÃO ECONÔMICA 193
14 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL 196
14.1 Legislação Ambiental Pertinente 196
14.2 Caracterização Fisiográfica 198
14.2.1 Clima 198
14.2.2 Relevo 198
14.2.3 Solos 198
14.2.4 Cobertura vegetal 198
14.2.5 Hidrografia e águas subterrâneas 199
14.3 Ecossistemas e Biodiversidade 201
14.4 Espaços Territoriais Protegidos 201
14.5 Socioeconomia 203
14.6 Uso e Ocupação do Solo 204
14.7 Impactos Prováveis 206
15 RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÕES 208
REFERÊNCIAS 212
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇ LISTA DE FIGURAS R
Nº O LEGENDA 1 – ITMapa de localização da cidade de Palmeirópolis (TO) 2 2 D– Malha rodoviária do estado do Tocantins 3 E3 – Vista aérea do aeroporto Lysias Rodrigues (Palmas, TO) 5 4 – Visão ampla da região do projeto Palmeirópolis (TO) 5 M 5 – Esboço geológico local, com as áreas do patrimônio mineral da CPRM e 8 E posição dos principais corpos mineralizados 6 – Tipos de minério encontrados nos depósitos de Palmeirópolis 9
7 – Localização das áreas pesquisadas em Palmeirópolis (TO) 10
8 – Quadro sintético dos trabalhos realizados na sequência 11
metavulcanossedimentar de Palmeirópolis
9 – Exemplo de perfil geológico com interpretação estrutural (dobras) 11
10 – Mapa de anomalia Bouguer da região do conjunto SMVSP/CCB 16
11 – Mapas de anomalias Bouguer residual (a) e calculado (b) juntamente com o 16
mapa resultante da espessura (c) para o conjunto litológico SMVSP/CCB
12 – Espacialização dos direitos minerários do projeto Palmeirópolis 19
13 – Espacialização de furos de sondagem no corpo C2 20
14 – Mapa geológico regional da faixa Brasília 23
15 – Mapa geológico local mostrando as subdivisões da SMVSP na área do 30
projeto
16 – Metassedimentos da unidade de Oeste da SMVSP 31
17 – Rochas da unidade Central da SMVSP 32
18 – Metassedimentos da unidade de Leste da SMVSP 32
19 – Coluna estratigráfica da sequência metavulcanossedimentar de 33
Palmeirópolis
20 – Perfis esquemáticos da região da SMVSP 34
21 – Microfotografias dos principais litotipos da região de Palmeirópolis 37
22 – Afloramentos presentes na região dos depósitos de Palmeirópolis 37
23 – Feições estruturais da região do projeto Palmeirópolis 38
24 – Esquema de deformações polifásicas para a SMVSP 39
25 – Prancha com os tipos de minério encontrados nos depósitos de 40
Palmeirópolis
26 – Representação esquemática dos corpos mineralizados e suas encaixantes 41
27 – Disposição das estações de amostragem de sedimentos de corrente 46
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
Projeto Palmeirópolis
ÇÃ
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Relatório Técnico
(n=1.142) A
28 – DisposRição das estações de amostragem de solos em escala de semidetalhe 47 (nO=10.856) 29 – ITDisposição das estações de amostragem de solos em escala de detalhe para 48 D a área dos corpos C1 (n=1.039) e C2 (n=590) E30 – Representação da simbologia das faixas de concentração em mapas de 49 pontos e de bacias de proveniência baseados em gráficos box plot M 31 – Distribuição espacial de Cu em sedimentos de corrente (mapa de bacias e 53 E pontos) ao longo da área de estudo 32 – Distribuição espacial de Pb em sedimentos de corrente (mapa de bacias e 53
pontos) ao longo da área de estudo
33 – Distribuição espacial de Zn em sedimentos de corrente (mapa de bacias e 54
pontos) ao longo da área de estudo
34 – Distribuição espacial de Fe em sedimentos de corrente (mapa de bacias e 54
pontos) ao longo da área de estudo
35 – Distribuição espacial de Mn em sedimentos de corrente (mapa de bacias e 55
pontos) ao longo da área de estudo
36 – Box plot da distribuição de elementos maiores, menores e traços em 55
amostras de sedimentos de corrente nas quatro principais unidades
geológicas* da área estudada
37 – Distribuição de Cu em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa 58
de interpolação e pontos)
38 – Distribuição de Pb em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa 59
de interpolação e pontos)
39 – Distribuição de Zn em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa 59
de interpolação e pontos)
40 – Distribuição de Cu em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de 61
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados)
41 – Distribuição de Pb em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de 61
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados)
42 – Distribuição de Zn em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de 62
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados)
43 – Distribuição de Cu em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de 63
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados)
44 – Distribuição de Pb em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de 63
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados)
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
Projeto Palmeirópolis
ÇÃ
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Relatório Técnico
45 – DistribuiçãoA de Zn em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de 64
detalheR, mapa de interpolação e pontos integrados) 46 – DiOstribuição dos escores para o fator extraído da análise fatorial nos dados 65 ITde sedimento de corrente (mapas de bacias e pontos) 47D – Distribuição dos escores para o fator extraído da análise fatorial nos dados 66 E de solos (mapas de bacias e pontos) 48 – Localização do aerolevantamento magnetométrico e VTEM da região de 68 M Palmeirópolis (TO) E 49 – Localização das principais estações de IP, SIP e CSAMT utilizadas na área 69 do projeto Palmeirópolis
50 – Localização dos furos de sondagem do projeto Palmeirópolis 70
51 – Localização de furos de sondagem para os corpos mineralizados C1, C2, C3 71
e C4 com amostragem petrofísica
52 – Aerolevantamento de VTEM: marcação de 533 pickings de condutores em 73
toda a extensão da área de execução do projeto
53 – Log do furo de sondagem PM-06-GO do corpo C1 74
54 – Log do furo de sondagem PM-12-GO do corpo C2 74
55 – Log do furo de sondagem PM-117-GO do corpo C3 74
56 – Log do furo de sondagem PM-138-GO do corpo C4 75
57 – Análise de correlação para o corpo C1 76
58 – Análise de correlação para o corpo C2 77
59 – Análise de correlação para o corpo C3 78
60 – Mapas das zonas anômalas marcadas por VTEM 80
61 – Mapas aeromagnetométricos básicos utilizados 81
62 – Mapa de lineamentos magnéticos extraídos de ISA e dx1 82
63 – Mapas aerogamaespectrométricos básicos utilizados 83
64 – Modelos invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções A e B 84
65 – Modelos invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções C e D 84
66 – Modelos invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções E e F 85
67 – Detalhe do corpo C1 mapeado sobre o mapa de ASA 87
68 – Pseudosseções de PFE do levantamento SIP do corpo C1 88
69 – Resultados de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para 89
o corpo C1
70 – Detalhe do corpo C2 mapeado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA 90
71 – Resultados de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para 91
o corpo C2
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
72 – Detalhe doA corpo C3 mapeado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA 92
73 – Perfis da resposta de VTEM para os mid e late times (canais 12 a 22) 93
74 – ReOsultaRdos de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para 94 ITo corpo C3 75D – Detalhe do corpo C4 modelado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA 95 E76 – Resultados de MVI para o corpo C4 96 77 – Pseudosseções de PFE do levantamento SIP do corpo C4 97
EM
78 – Galpão da litoteca regional de Caeté (BH) 105
79 – Modelo de logs antigos de testemunhos de sondagem 105
80 – Tabela original escaneada com os resultados analíticos das amostras dos 107
furos de sondagem
81 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 109
analíticos de Ag obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para Ag nas amostras selecionadas
82 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 110
analíticos de Cd obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para Cd nas amostras selecionadas
83 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 111
analíticos de Cu obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para Cu nas amostras selecionadas.
84 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 112
analíticos de Pb obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para Pb nas amostras selecionadas
85 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 113
analíticos de S obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para S nas amostras selecionadas
86 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados 114
analíticos de Zn obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico
de imprecisão analítica (%) para Zn nas amostras selecionadas
87 – Gráfico das análises da amostra-padrão BRP-1 para Cu 116
88 – Gráfico das análises da amostra-padrão BRP-1 para Pb 116
89 – Gráfico das análises da amostra-padrão BRP-1 para Zn 117
90 – Gráfico de dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para 118
Cd
91 – Gráfico de dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para 118
Cu
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
92 – Gráfico deA dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para 119
Pb
93 – GrOáficoR de dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para 119 Zn
94D – I
TModelo de log de sondagem criado para o projeto Reavaliação do Patrimônio 121
E Mineral 95 – Localização do projeto Palmeirópolis, com a locação dos principais alvos 123 M prospectados E 96 – Mapa geológico do corpo C1, com locação de furos e seções verticais 125 97 – Seção geológica SV50N 126
98 – Seção geológica SV28N 126
99 – Seção geológica SV20N 127
100 – Seção geológica SV10N 127
101 – Seção geológica SV00S 128
102 – Seção geológica SV10S 128
103 – Seção geológica SV20S 129
104 – Seção geológica SV30S 129
105 – Seção geológica SV40S 130
106 – Seção geológica SV50S 130
107 – Seção geológica SV60S 131
108 – Seção geológica SV70S 131
109 – Seção geológica SV90S 132
110 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados 135
(margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem
rotativa (branco)
111 – Galeria executada no corpo C1 135
112 – Mapa geológico do corpo C2, com locação de furos e seções verticais 136
113 – Seção geológica SV20S 137
114 – Seção geológica SV30S 138
115 – Seção geológica SV40S 138
116 – Seção geológica SV50S 139
117 – Seção geológica SV60S 139
118 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados 140
(margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem
rotativa (branco).
119 – Mapa geológico do corpo C3, com locação de furos e seções verticais 141
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
120 – Seção geoAlógica SV460N 142
121 – Seção geológica SV13,25N 143
122 – SeOção Rgeológica SV00N 144 123 –I TSeção geológica SV490N 145 12D4 – Seção geológica SV500N 146 E125 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados 148 (margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem M rotativa (branco) E 126 – Mapa geológico do corpo C4, com locação de furos e seções verticais 149 127 – Seção geológica SV1430S 149
128 – Seção geológica SV1425S 150
129 – Seção geológica SV1420S 150
130 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados 151
(margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem
rotativa (branco)
131 – Seção SV50S do corpo C2, mostrando a aderência do modelo de blocos aos 152
sólidos interpretados
132 – Distribuição do tamanho das amostras originais de minério 153
133 – Seção geológica SV13,25N mostrando a metodologia de validação visual e a 154
distribuição do tamanho das amostras após a compositagem com o corpo
mineralizado C3
134 – Histogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais 156
elementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos
recursos para o corpo C1
135 – Histogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais 158
elementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos
recursos para o corpo C2
136 – Histogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais 160
elementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos
recursos para o corpo C3
137 – Histogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais 162
elementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos
recursos para o corpo C4
138 – Distribuição das densidades para amostras de compósitas 164
139 – Visão tridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C1 166
140 – Visão tridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C2 167
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
141 – Visão tridimAensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C3 168
142 – Visão tRridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C4 168 143 – PaOrametrização do recurso inferido do corpo C1, a partir da variável Zn 170 144 –I TParametrização do recurso inferido do corpo C2, a partir da variável Zn 171 14D5 – Parametrização do recurso inferido do corpo C3, a partir da variável Zn 171 E146 – Parametrização do recurso inferido do corpo C4, a partir da variável Zn 172 147 – Parametrização do recurso total inferido do projeto Palmeirópolis, a partir da 173 M variável Zn E 148 – Fluxograma de preparação de amostra 178 149 – Fluxograma de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo 182
150 – Fluxograma de flotação diferencial da esfarelita 183
151 – Fluxograma de flotação dos sulfetos de cobre 185
152 – Fluxograma de flotação diferencial da galena 186
153 – Efeito da adição de NaCN na recuperação de Cu, Pb, Zn 187
154 – Lavra a céu aberto: método de bancadas 191
155 – Relação custo unitário x REM 192
156 – Custo zinco: série histórica 15 anos ((nov. 2001-jun. 2016) 194
157 – Mapa de caminhamento na área dos alvarás de pesquisa para caulim da 197
CPRM
158 – Bacias hidrográficas e rede hidrometeorológica do estado do Tocantins 199
159 – Mapa de favorabilidade hidrogeológica do estado do Tocantins 200
160 – Bacias hidrográficas inseridas nas áreas de alvará de pesquisa da CPRM 201
161 – Áreas protegidas no município de Palmeirópolis 202
162 – Mapa de uso e ocupação do solo em Palmeirópolis (TO) 205
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Projeto Palmeirópolis
ÇÃ
O xiv
Relatório Técnico
A LISTA DE QUADROS R
Nº LEGENDA
1 – ITSituOação legal dos direitos minerários da CPRM no projeto Palmeirópolis junto ao 17 D DNPM E2 – Detalhamento dos processos do projeto Palmeirópolis junto ao DNPM 19 3 – Histórico do processo DNPM nº 864.218/04 21 M 4 – Dados do processo DNPM nº 864.259/07 22 E 5 – Litotipos identificados na região do projeto Palmeirópolis 36 6 – Análise fatorial (PCA) de dados petrofísicos e geoquímicos de furos de 79
sondagem*
7 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C1, levantadas em 100
campo com GPS de precisão (medidas)
8 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C1, inferidas por 101
mapas e seções geológicas anteriores
9 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C2, levantadas em 102
campo com GPS de precisão (medidas)
10 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C3, levantadas em 103
campo com GPS de precisão (medidas)
11 – Coordenadas do furo de sondagem executado no corpo C3, inferidas por 103
mapas e seções geológicas anteriores
12 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C4, inferidas por 104
mapas e seções geológicas anteriores
13 – Parâmetros utilizados nos modelos de blocos individualizados por corpos 152
mineralizados
14 – Análise comparativa entre os volumes dos sólidos e do modelo de blocos 153
15 – Parâmetros utilizados na classificação dos recursos 164
16 – Discriminação dos indicadores do IDH-M de Palmeirópolis (TO) 203
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O xv
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇ LISTA DE TABELAS R
Nº O LEGENDA 1 – ITParâmetros estatísticos pertinentes aos metais analisados para o levantamento 50 D regional e por unidades geológicas em sedimento de corrente E2 – Parâmetros estatísticos pertinentes aos metais analisados para os 51 levantamentos de semidetalhe, por unidade geológica e de detalhe por solos M 3 – Matriz de correlação (Spearman) para os elementos analisados nas diferentes 56 E unidades geológicas por sedimentos de corrente* 4 – Matriz de correlação (Spearman) para os elementos analisados nas diferentes 60
unidades da SMVSP por solos*
5 – Matriz de correlação (Spearman) para os elementos analisados para amostras 64
de solos nas áreas dos corpos C1 e C2*
6 – Associação dos furos de sondagem utilizados na integração petrofísico- 72
geoquímica e respectivo número de amostras para os intervalos mineralizados
7 – Dados das análises da amostra-padrão BRP-1 para Cu, Pb e Zn, com 115
respectivos parâmetros estatísticos
8 – Intervalos mineralizados dos furos de sondagem do corpo C1 133
9 – Intervalos mineralizados dos furos de sondagem do corpo C2 140
10 – Intervalos mineralizados dos furos de sondagem do corpo C3 147
11 – Intervalos mineralizados dos furos de sondagem do corpo C4 151
12 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais 155
posicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C1
13 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir 155
de amostras originais para o corpo C1
14 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais 157
posicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C2
15 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir 157
de amostras originais para o corpo C2
16 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais 159
posicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C3
17 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir 159
de amostras originais para o corpo C3
18 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais 161
posicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C4
19 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir 161
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O xvi
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
de amostrasA originais para o corpo C4
20 – EstatístiRca básica das amostras compositadas 165 21 – DenOsidades medidas em testemunhos de sondagem e estimadas em modelos 165 ITde blocos, separadas por corpo mineralizado 22D – Quadro geral de recuperações medidas em testemunhos de sondagem e 166 E estimadas em modelos de blocos, separadas por corpo mineralizado 23 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo 167 M mineralizado C1 E 24 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo 167 mineralizado C2
25 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo 168
mineralizado C3
26 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo 169
mineralizado C4
27 – Resultado final da estimativa dos recursos inferidos 169
28 – Resultado final da estimativa de metal contido nos corpos mineralizados 169
29 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do 170
corpo C1
30 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do 171
corpo C2
31 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do 172
corpo C3
32 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do 172
corpo C4
33 – Análise granulométrica e química do minério alterado 175
34 – Caracterização do material 175
35 – Teste de leite estático 176
36 – Teste com agitação mecânica 176
37 – Teste de lixiviação sulfúrica com agitação (1) 177
38 – Teste de lixiviação sulfúrica com agitação (2) 177
39 – Análise granulométrica da amostra britada a 10 malhas 179
40 – Análise química da amostra média do minério 179
41 – Análise modal aproximada do minério de Palmeirópolis 180
42 – Grau de liberação obtido por microscopia 180
43 – Melhores condições dos ensaios de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e 187
chumbo
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
44 – Melhores coAndições dos ensaios de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e 187
chumbo
45 – MelOhoreRs condições dos ensaios de flotação diferencial da esfarelita 188 46 – ITMelhores condições dos ensaios de flotação diferencial da esfarelita 188 47D – Reserva (2014) e produção mundial de zinco (2013-2014) 195 E48 – Reserva e produção mundial de zinco (2015-2016) 195
EM
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O I
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
SUMÁRIO A
Localização eR Acesso
O depóIsTito Opolimetálico de Palmeirópolis, assim tratado pela presença associada de Pb-Zn-Cu-Cd-Ag-Au, localiza-se no município homônimo, região sul do estado do Tocantins. DiDstante cerca de 520 km de Goiânia, o acesso se dá pelas rodovias GO-080, BR-153 e GO-E343. Palmeirópolis dista 130 km da Rodovia Belém-Brasília e desta até os depósitos de minério o acesso é efetuado por estradas municipais e/ou vicinais não pavimentadas, com M distância média de 25 km. E Infraestrutura e Logística A infraestrutura energética da região faz parte dos sistemas Furnas e Tucuruí. Palmeirópolis é
suprida por meio de subestação com capacidade de 34,5 kV, encontrando-se em operação
linha de 138 kV, ligando o centro de distribuição de Porangatu à cidade de Minaçu e desta às
instalações da mina de amianto da S.A. Minerações Associadas (SAMA), distantes 100 km de
Palmeirópolis.
Situação Legal dos Processos Minerários
As áreas da CPRM compreendem seis processos minerários, todos em nome da Companhia
de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), totalizando 6.050 ha, todos com relatórios finais
de pesquisa aprovados. Atualmente, há uma solicitação do Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM) para retificação da poligonal de um dos alvarás, modificada por
esse órgão no passado.
Geologia e Mineralização
Situada na porção centro-norte da Província Tocantins, a Sequência Metavulcanossedimentar
de Palmeirópolis (SMVSP) encontra-se inserida no contexto da Faixa Brasília, entre os
crátons Amazonas e São Francisco. Constitui uma unidade geológica que se estende por
aproximadamente 300 km, descontinuamente, na qual se incluem as sequências de
Indianópolis e Juscelândia (ARAÚJO; FAWCETT; SCOTT, 1995).
Quatro corpos de minério principal, denominados C1, C2, C3 e C4, foram definidos nos
trabalhos realizados pela CPRM na década de 1970. Nos corpos C1, C2 e C3, a mineralização
ocorre no contato entre anfibolitos e xistos das pilhas vulcânicas que constituem a Unidade
Central, estando associada a intensa alteração hidrotermal (OLIVEIRA, 2000). A parte
conhecida do corpo C4 difere dos demais corpos por estar encaixada em rochas riolíticas
(topo da pilha vulcânica sul) e sua maior parte ser formada por minério disseminado, ainda
que apresente fraturas submétricas preenchidas por sulfeto brechoide (maciço).
A mineralização ocorre tanto disseminada quanto maciça, sendo os principais minerais de
minério: pirrotita, pirita, esfalerita, calcopirita e galena. O minério maciço apresenta estruturas
brechoides, com fragmentos de tamanhos variados, quartzo, xisto e anfibolito imersos na
massa de sulfetos, enquanto o minério bandado, apenas encontrado no corpo C3, caracteriza-
se por faixas pirítico-esfaleríticas intercaladas com faixas pirítico-calcopiríticas. O minério
disseminado apresenta-se em cordões ao longo da xistosidade, disperso na massa da
encaixante, e em pequenos veios preenchendo fraturas frequentemente coalescentes.
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O II
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Trabalhos AnterioAres
Os trabalhos deR pesquisa, executados até o final da década de 1970, compreenderam: mapeamentoO geológico em escalas 1:10.000 e 1:2.000; coleta de 1.740 amostras de sedimento de correTnte, analisadas por AA para Cu, Pb e Zn; coleta de 30.429 amostras de solo em malhasI regulares 200 x 80 m e 50 x 20 m; 165 furos de sondagem rotativa diamantada em várDios diâmetros (32.500 m); 81 poços de pesquisa; uma galeria com inclinação de 30° no Ecorpo C1, com 64,2 m de comprimento transversalmente ao corpo de minério e com um ramal de 8,5 m ao longo do corpo de minério; testes de beneficiamento em escala de bancada. M Recursos Minerais E A modelagem geológica e as estimativas de recursos envolveram trabalhos de organização de dados de sondagem, importação de furos e interpretações das seções, elaboração de um
modelo tridimensional por link da geologia x teor e estimativa de recursos, sendo todas essas
etapas devidamente apresentadas no corpo deste relatório. Como resultado, os recursos
inferidos totais para o depósito, considerando-se um cut-off de 1% Pb+Zn, corresponde a 6,54
Mt de minério, com teor médio de 0,79% Cu, 0,57% Pb e 3,63% Zn.
Beneficiamento
Os ensaios de beneficiamento em escala de bancada realizados à época de execução do
projeto incluíram testes de flotação do minério do corpo C1, que indicaram que um processo
de moagem e flotação produziria um concentrado com 19,6% de Cu e 70% de recuperação e
45% de Zn e 71% de recuperação.
Apesar de a galena ser um sulfeto pouco abundante no minério do corpo C1, considerou-se
que existe a possibilidade de se obter um concentrado de chumbo, via otimização do uso de
dióxido de enxofre na separação de cobre-chumbo, ou ainda realizando flotação “scavenger”,
com rejeito da flotação coletiva.
Situação Socioambiental
O uso do solo, dentro das áreas da CPRM e na maior parte do município de Palmeirópolis, é
predominantemente destinado à pastagem e mais restritamente ao trato de culturas. Áreas
remanescentes de vegetação nativa (matas-galeria e cerrado) restringem-se às margens dos
cursos d’água e a alguns topos de morros, onde formam Áreas de Proteção Permanente
(APP), não também qualquer unidade de conservação em suas imediações.
Os processos da CPRM em Palmeirópolis encontram-se distantes de qualquer núcleo urbano,
em distâncias superiores a 10 km. Uma área de reassentamento rural do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (INCRA), denominada Fazenda Mutum do Barreiro, interfere
parcialmente com a porção norte da área 800.744/1978, sem, contudo, englobar o corpo
mineralizado C3 localizado naquela área.
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O 1
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
1 INTRODUÇAÃO
A CPRM detémR, na atualidade, 332 processos de direitos minerários ativos no DNPM, em fases variávOeis entre alvarás de pesquisa e relatórios finais de pesquisa aprovados, os quais constitueTm 30 blocos ou projetos, referentes a 14 bens minerais, distribuídos por todo o país. DentreI as substâncias que constituem o portfólio, incluem-se fosfato (1), cobre (1), chumbo (1)D, zinco (1), ouro (4), caulim (1), níquel laterítico (2), gipsita (1), carvão (5), turfa (8), Ediamante (2), nióbio (1), terras-raras (1) e calcário (1). Esse conjunto de áreas constitui o patrimônio mineral da empresa, no qual o Bloco M Palmeirópolis está inserido. E Para reavaliação dos depósitos de Palmeirópolis, a CPRM desenvolveu um amplo trabalho de resgate, validação e reinterpretação dos dados históricos do projeto e concluiu uma base de dados digitais de exploração mineral, geológicos, geoquímicos e geofísicos.
Com base no banco de dados de sondagem rotativa e amostragem de superfície e utilizando
uma combinação de softwares técnicos de mineração, construíram-se sólidos detalhados dos
corpos mineralizados, que constituíram a base para a estimativa de recursos. Todos os
modelos dos corpos mineralizados foram ajustados a partir de amarração em campo de
diversos furos com GPS diferencial (DGPS – Differential Global Positioning System), o que
possibilitou a definição de volumes de minério mais precisos. Em seguida, os dados foram
validados estatisticamente e visualmente com as estimativas obtidas nos blocos, garantindo a
representatividade da informação na amostragem original. Os modelos de blocos resultantes
foram classificados como recursos na categoria inferida, de acordo com o espaçamento
amostral, qualidade e quantidade atual dos dados.
Procedeu-se, ainda, à atualização da situação econômica do mercado (mundial e interno) em
termos de abastecimento e demanda pelo bem mineral, bem como à compilação de uma série
de testes de flotação realizados à época da pesquisa mineral, de caráter preliminar.
Concomitantemente, realizou-se uma análise, em campo e em escritório, de possíveis
fragilidades socioambientais nas áreas do projeto, diagnosticadas por meio de mapas
temáticos das unidades de conservação e de uso e ocupação do solo, destacando-se as áreas de
preservação permanente e de comunidades tradicionais e indígenas, todas ausentes na área.
Com o objetivo de divulgar esta oportunidade mineral, são apresentadas, a seguir, de forma
sistemática, as informações necessárias ao exame dos aspectos técnico-econômicos dos
depósitos de Palmeirópolis.
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O 2
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
2 LOCALIZAAÇÃO, INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA
As áreas de pesqRuisa estão situadas no município de Palmeirópolis, região sul do estado do Tocantins. AOs referidas áreas distam cerca de 520 km de Goiânia, com acesso pelas rodovias GO-080 Te BR-153, ambas asfaltadas, até a cidade de Santa Tereza, situada a 390 km de GoiâniIa, à margem da Rodovia Belém-Brasília. O Dacesso até a cidade de Palmeirópolis, a partir da BR-153, é efetuado pela rodovia GO-343, Eprincipal eixo viário regional, que liga Santa Tereza a Paranã, com apenas 46 km asfaltados (trecho Santa Tereza-Trombas). Palmeirópolis dista 130 km da Rodovia Belém-Brasília e M dessa rodovia até os depósitos de minério o acesso é efetuado por estradas municipais e/ou vicinais, com distância média de 25 km (Figura 1). E Figura 1 – Mapa de localização da cidade de Palmeirópolis (TO).
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O 3
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2.1 RODOVIAS A
Rodovias pOavimRentadas e em bom estado de conservação favorecem o crescimento econômiTco da região e promovem o desenvolvimento socioeconômico de Tocantins. São 7,3 mil kmI de estradas pavimentadas que interligam os municípios tocantinenses às principais rodDovias federais e assim a todas as regiões do Brasil. O estado é cortado por uma das principais rodovias do país, a BR-153, um importante corredor para o transporte de cargas. A Eárea do projeto está próxima a essa rodovia, o que auxilia no desenvolvimento de projetos na região e no escoamento da produção para o restante do Brasil (Figura 2). M Figura 2 – Malha rodoviária do estado do Tocantins. E
2.2 HIDROVIAS E PORTOS
O estado do Tocantins possui potencial de desenvolvimento do modal hidroviário, que pode
ser atendido pelo rio Tocantins, cuja nascente é no estado de Goiás, na divisa entre os
municípios de Ouro Verde de Goiás e Petrolina de Goiás, desembocando no Golfão
Amazônico (próximo à cidade de Belém).
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O 4
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Durante a época das cheÇias, seu trecho navegável é de aproximadamente 2.000 km, entre as
cidades de LajeaRdo (TAO) e Belém (PA). Em março dOe 2015, foi inaugurado o Porto Praia Nova (TO), na cidade homônima, distante 1.000 km de Palmeirópolis.
O goveIrnTo do Tocantins é o principal apoiador da implantação do Ecoporto de Praia Norte, umD dos mais importantes empreendimentos para a infraestrutura logística do estado e de Eintegração nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste. O porto colocará a região norte de Tocantins na rota de três dos principais portos do Brasil: Manaus (AM), Belém (PA) e Itaqui (MA).
EM O projeto da hidrovia Araguaia-Tocantins data dos fins da década de 1960, tendo sido retomado a partir dos anos de 1980, com o objetivo de programar a navegação comercial na Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, em trechos já navegáveis durante boa parte do
ano. A hidrovia faz parte de um projeto maior, que pretende oferecer flexibilidade à
navegação no interior do Brasil, ao promover a integração entre as bacias do Paraguai,
Tocantins e Amazonas, por meio dos rios Araguaia, Tocantins, São Francisco, Paraná,
Guaporé e Madeira.
2.3 FERROVIAS
No Tocantins, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) possui seu maior trecho, com cerca de 800 km de
trilhos que cortam o estado. Em busca dessa logística, empresas multinacionais e nacionais
estão se instalando em torno de seus pátios para distribuição de seus produtos. A redução de
custos e a rapidez do transporte de cargas são outros atrativos a que os grandes empresários
visam.
O Tocantins conta com seis plataformas multimodais da FNS: Aguiarnópolis, Araguaína,
Colinas, Guaraí, Palmas e Gurupi. Cada pátio está dividido em lotes, cujas licitações já foram
abertas. Empresas nacionais e multinacionais estão instaladas nesses pátios e geram emprego
e renda para a região.
O estado tem o seu projeto-âncora no eixo Araguaia-Tocantins, que atende ao mercado
interno e aumenta a integração com diversas regiões do país. A Ferrovia Norte-Sul vai
contribuir para o crescimento dos projetos agropecuários e agroindustriais nesse eixo. Mais de
700 km, que correspondem ao trecho da FNS entre Palmas (TO) e Açailândia (MA), estão
concluídos e em pleno funcionamento.
É importante salientar que esse eixo se integrará ao eixo Oeste-Leste, na cidade de
Figueirópolis (TO), que a ligará à cidade de Ilhéus (BA), onde será implantado o Porto Sul.
2.4 AEROPORTOS
O Aeroporto de Palmas – Brigadeiro Lysias Rodrigues, possui o maior sítio aeroportuário do
país, com 2.374 ha, ou 23 milhões de m2. As instalações somam área construída de 12,3
milhões de m2, com capacidade para atender até 370 mil passageiros por ano. As dimensões
da pista de pouso são de 45 m x 2.500 m, com capacidade para operar aeronaves do porte de
um Boeing 767. O aeroporto tem dois pátios – um para aviação regular e outro para aviação
geral –, que totalizam 41.360 m2 de áreas para instalação de PAA, hangares e áreas de
terminais de carga e manutenção das empresas aéreas.
A região conta com completa infraestrutura, que inclui torre de controle e instalações para o
grupamento de navegação aérea; seção contra incêndio; com abrigo para viaturas; refeitório e
salas de treinamento; dois terminais de combustíveis para abastecimento de aeronaves; portão
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com controle de acesAso eÇletrônico, guaritas, estacionamento e edificações de proteção ao voo, além de acesso vRiário de mais de 4 km que liga o aeroporto à principal avenida da cidade de Palmas (FiguOra 3). Figura 3T – Vista aérea do aeroporto Lysias Rodrigues (Palmas, TO). I
ED
EM
2.5 RECURSOS ENERGÉTICOS
O estado do Tocantins tem grande potencial energético e baixo consumo per capita, devido à
baixa densidade demográfica. Logo, não existiriam problemas maiores com o fornecimento de
energia elétrica para empreendimento mineiro na região, inclusive havendo, na área do
projeto, linha de transmissão de 500 kV (Figura 4).
Figura 4 – Visão ampla da região do projeto Palmeirópolis (TO).
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O 6
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AÇ3 HISTÓRICO DO PROJETO
O início das pesqRuisas pela CPRM remete a meados dos anos de 1970. Ao analisar os dados magnéticos Odo Projeto Aerogeofísico Serra da Mesa, seus técnicos identificaram anomalias associadTas a rochas de natureza básica e ultrabásica. Desde então, foram gerados, a princípio, 30 requIerimentos para pesquisa de níquel nas proximidades da localidade Morro Solto. A Dpartir de mapeamentos geológicos, constatou-se a presença de anfibolitos finos e de Esulfetos, principalmente pirita disseminada. Em amostras de solo dessa região detectaram-se valores de cobre variando entre 150 a 700 ppm, culminando na prospecção de elementos M como zinco e chumbo e, subordinadamente, prata, cádmio, bismuto e ouro. E Em 1976, iniciaram-se os trabalhos de prospecção preliminar nos 30 blocos originais, com mapeamento geológico e prospecção geoquímica por amostragem de sedimento de corrente de cunho regional, em escala 1:60.000. Esses trabalhos resultaram na seleção de quatro alvos,
denominados 1P, 2P, 3P e 4P, detalhados em escala 1:5.000, com acréscimo de geoquímica
de solo e geofísica por métodos de magnetometria e VLF (Very Low Frequency), gerando-se,
assim, subalvos nas áreas 2P e 4P (atualmente, corpos C1 e C2, respectivamente),
selecionados para investigação na escala 1:2.000. Durante essa etapa de pesquisa, 17 áreas
foram recomendadas para descarte, restando, portanto, 13 áreas dos 30 requerimentos
originais.
Com os resultados da prospecção preliminar, foi dado início à primeira fase de pesquisa,
desenvolvida em duas etapas: a primeira, destinada aos subalvos individualizados na fase de
prospecção, consistiu em mapeamento geológico, geoquímica de solo, geofísica
(magnetometria e Slingram) em escala 1:2.000 e abertura de poços; já a segunda fase, relativa
à sondagem, com execução de dois furos na área do subalvo 2P, resultou na descoberta de
mineralização de sulfetos de Cu, Pb e Zn associados a elementos calcófilos como Ag, Cd e Bi.
Entre os anos de 1978 e 1979, deu-se início à segunda fase de pesquisa, na qual, além das
atividades de detalhe retromencionadas, retrabalharam-se os dados de geoquímica de
sedimentos de corrente da fase de prospecção preliminar, resultando em mais três alvos: 5P,
6P e 7P. O conhecimento da existência de depósitos de sulfetos maciços em sequências
vulcanossedimentares de outras partes do mundo levaram a CPRM a requerer mais 15 áreas
para pesquisa contíguas às 13 remanescentes dos primeiros pedidos.
Com o avanço do conhecimento técnico, os parâmetros geológicos, geoquímicos e geofísicos
tiveram de ser reavaliados e reestruturados, o que resultou em nova sistemática de pesquisa.
Assim, foi adotada uma sucessão de quatro escalas: regional (1:50.000), semidetalhe
(1:10.000), detalhe (1:2.000) e desenvolvimento (1:1.000). De posse dos resultados,
constatou-se a necessidade de renovação dos alvarás de pesquisa por mais dois anos, uma vez
que novos depósitos foram sendo encontrados.
Deu-se início à terceira fase de pesquisa, com a execução de trabalhos de semidetalhe e
detalhe, em escalas 1:10.000 e 1:2.000, respectivamente, em 1986, por meio de acordo de
cooperação técnica firmado entre CPRM, DNPM e MMAJ (Metal Mining Agency of Japan),
que teve como produto o relatório da Japan International Cooperation Agency (JICA)
publicado em 1989 (JICA/MMAJ, 1989).
No decorrer da década de 1990, foram entregues os últimos relatórios finais de pesquisa dos
alvarás DNPM, restando, até então, seis áreas de aproximadamente 1.000 ha correspondentes
aos processos nºs 8000.744/1978, 811689/1975, 811686/1975, 860310/1984, 860317/1984 e
811702/1975.
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3.1 SÍNTESE BIABLIOGRÁFICA DE TRABALHOS ANTERIORES
Essa síntese, elaborada pelos geólogos Antônio Augusto Soares Frasca e Pedro Sérgio
Estevam RiObeiroR, congrega os principais trabalhos produzidos pela CPRM – relatórios de consultIoTria e artigos acadêmicos gerados entre 1975-2003 – que versam sobre a área do Projeto Palmeirópolis. As questões abordadas, portanto, são de cunho descritivo a respeito da evoDlução do conhecimento sobre a área. ERibeiro Filho e Teixeira (1981) utilizaram a designação informal Sequência Vulcanossedimentar Palmeirópolis. Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981) e Leão Neto e M Ollivatti (1983) mantiveram a denominação para caracterizar um conjunto de litotipos E formado por micaxistos (metapelitos), anfibolitos finos (metabasaltos), anfibólio-xisto (metandesito), quartzitos finos (metacherts), metapiroclásticas e pequenos corpos intrusivos de composição ácida.
Leão Neto e Ollivatti (1983) sintetizaram os dados coletados por todas as empresas que à
época trabalhavam na Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis em um relatório
intitulado “Projeto Palmeirópolis”, acompanhado por um mapa em escala 1:50.000 de toda a
área de abrangência dessa sequência, incluindo partes das unidades adjacentes. Esses autores
dividiram a referida sequência em três unidades:
Basal: constituída por anfibolitos ortoderivados sobrepostos por piroclásticas de
composição ácida a intermediária, com sedimentos grauváquicos. Essas camadas, por sua
vez, sobrepostas por outro pacote formado por anfibolitos com camadas de quartzito puro
a ferruginoso e de granada-muscovita-quartzo-xisto.
Intermediária: composta, predominantemente, por sedimentos imaturos, onde predominam
biotita-quartzo-xistos feldspáticos, biotita-anfibólio-xistos (metarriodacitos e
metarriolitos) com produtos de sedimentação pelítica e precipitação química. Para os
autores citados, os corpos de minério da CPRM estariam nessa unidade, no contato com as
rochas vulcânicas básicas anfibolitizadas da unidade basal.
Unidade de topo: composta, predominantemente, por sedimentos pelíticos aluminosos
(titanita-biotita-muscovita-quartzo-xisto, cianita-biotita-muscovita-quartzo-xisto, granada-
muscovita-quartzo-xisto, cianita-estaurolita-muscovita-quartzo-xisto), com intercalações
de precipitação química (chert e formação ferrífera bandada) com diques e sills básicos
(Figura 5).
Leão Neto e Ollivatti (1983) defendem a existência de três direções estruturais marcantes: i)
direção estrutural NS, relacionada a esforços durante o alojamento do Complexo de Cana
Brava, paralela à unidade basal da sequência, paralela a S0, que, por sua vez, é paralela a S1,
resultante de dobramentos isoclinais que afetaram a área; ii) conjunto de estruturas de direção
N350-400E, resultante de provável esforço compressivo com mergulhos altos, tanto para NW
quanto para SE; iii) conjunto de direção N300-400W, restrito à porção NE da sequência.
Segundo Araújo e Nilson (1987), os três corpos de minério descobertos pela CPRM ocorrem
em área bastante arrasada. O mapa geológico das áreas das mineralizações foi elaborado com
base em fotointerpretação (fotografias coloridas em escala 1:25.000), em dados de furos de
sondagem e em poucos afloramentos.
Para Leão Neto e Ollivatti (1983), os corpos C1 e C2 estão localizados na mesma posição
estratigráfica do corpo C1, ou seja, no contato entre anfibolitos e um pacote de rochas
composto predominantemente por biotita-quartzo-xisto feldspático, estaurolita-granada-
biotita-quartzo-xisto, biotita-anfibólio-xisto, biotitito e cloritito. Araújo e Nilson (1987)
sugerem que o corpo C3, em função da geologia da área, também estaria no mesmo contexto
litológico-estratigráfico dos corpos C1 e C2.
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Projeto Palmeirópolis
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Relatório Técnico
Figura 5 – Esboço gAeológico local, com as áreas do patrimônio mineral da CPRM e posição
dos pRrincipais corpos mineralizados.
TO
ED
I
EM
Fonte: OLIVEIRA, 2000.
Para a CPRM, o depósito é formado por lentes dobradas de pouca espessura e comprimento
variável. Essas lentes estariam controladas em charneiras de dobras menores, apertadas em
estilo isoclinal, que compõem dobras maiores do tipo sinclinório, alinhadas segundo NNE,
com eixos apresentando caimento de 10 a 20º para SE.
Os três corpos de minério estão associados a um pacote de rochas composto, essencialmente,
por antofilita e biotita, com quantidades variáveis de cordierita, estaurolita, granada, ganita,
plagioclásio e quartzo, que constitui um conjunto de vulcânicas básicas submetidas a processo
hidrotermal relacionado à origem do depósito.
O depósito de Palmeirópolis foi classificado pela CPRM como Volcanic Hosted Massive
Sulphide (VHMS) em função de sua semelhança com outros depósitos encontrados em
distritos mineiros nos quais as mineralizações sulfetadas estão relacionadas a sequências
vulcanossedimentares pré-cambrianas, considerando o ambiente geológico e as características
das mineralizações.
Oliveira (2000) cita que os minerais de minério são constituídos por pirrotita, pirita, esfalerita,
calcopirita e galena, nessa ordem de abundância; formam o minério do tipo maciço composto
por mais de 50% em volume de sulfeto em relação à rocha total. Apresentam estruturas
variadas em brecha e bandada (Figura 6). As brechas são comuns aos três corpos e se
tipificam por apresentarem fragmentos de dimensões variadas da rocha encaixante (quartzo,
xisto e anfibolito) imersos na massa de sulfetos. O minério com estrutura bandada, apenas
encontrado no corpo C3, caracteriza-se por faixas de cor marrom, de composição pirítico-
esfalerítica, e amareladas, de composição pirítico-calcopirítica.
O minério disseminado raramente excede 20% do total da rocha. Apresenta-se em filetes ou
striped ao longo da xistosidade, disperso na massa da encaixante, com pequenos veios e
vênulas preenchendo fraturas que se aglutinam.
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O 9
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
A parte conhecida do coÇrpo C4 difere dos demais corpos pelas seguintes características: está
encaixado em roRchasA de composição riolítica (topo da pilha vulcânica sul) e sua maior parte é formada porO minério disseminado. Entretanto, apresenta fraturas submilimétricas preenchidas por sulfeto brechoide (maciço), constituindo um depósito Zn-Pb.
FiguraI 6T – Tipos de minério encontrados nos depósitos de Palmeirópolis.
ED
EM
3.2 ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA BRASIL-JAPÃO
O “Report on the cooperative mineral exploration in Palmeirópolis, area Federative Republic
of Brazil” (JICA/MMAJ, 1989), apresenta os resultados dos trabalhos de pesquisa (geologia,
geoquímica, geofísica e sondagem), iniciados em 1986, de uma área de 2.750 km2, com o
propósito de avaliar o potencial do depósito de Palmeirópolis e áreas adjacentes. Os estudos
foram direcionados para pesquisa de detalhe em duas subáreas, nomeadas Morro do
Acampamento e Rio Dois de Junho, fases I e II, respectivamente (Figura 7). Posteriormente,
uma fase III foi executada para aprofundamento de estudos mais localizados (Figura 8).
3.2.1 Área Morro do Acampamento
A fase I (área Morro do Acampamento) consistiu em reconhecimento geológico e
levantamento geoquímico de sedimento de corrente (1.031 amostras analisadas para Cu, Pb,
Zn e As) de uma área de 2.750 km2, que confirmaram a presença de minério na Sequência
Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis (SMVSP).
As unidades geológicas que ocorrem nessa área são todas pertencentes à SMVSP, sendo
representadas por cinco unidades: anfibolitos gabroicos; xistos piroclásticos de composição
ácida a intermediária e metagrauvacas; anfibolitos com granada intercalados a quartzitos
ferruginosos e xistos aluminosos; xistos de composição ácida a intermediária com biotita,
estaurolita e granada; xistos com cianita e estaurolita. Intrusivo na sequência está o Granito
Morro Solto e, a oeste, em contato tectônico, encontra-se o Grupo Serra da Mesa.
O arcabouço que acomoda essas unidades geológicas é descrito como muito complicado,
ocorrendo a superimposição de estruturas de dobras e falhas nas mais diversas escalas (Figura
9). A arquitetura geral é entendida como uma grande dobra de trend N/NE e eixo mergulhante
para N/NE. Para os autores do relatório, a principal mineralização da área, o depósito Cu-Pb-
Zn encontrado pela CPRM (corpo C1), ocorre como parte integrante e controlada nessas
dobras.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 7 – LocalizaçAão das áreas pesquisadas em Palmeirópolis (TO). R
DI
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 8 – Quadro sAintético dos trabalhos realizados na sequência metavulcanossedimentar de PaRlmeirópolis.
TO
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I
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Fonte: JICA/MMAJ, 1989.
Figura 9 – Exemplo de perfil geológico com interpretação estrutural (dobras).
Fonte: JICA/MMAJ, 1989.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Após as primeiras atAividÇades de levantamento e reconhecimento geológico, adensou-se, em áreas predetermiRnadas, a geoquímica de solo (2.055 amostras com análises para Cu, Pb, Zn e As), cobrinOdo uma área de 300 km2 apresentada em escala 1:20.000. Esses trabalhos confirmaram a existência de minério entre as unidades de xistos ácidos a intermediários e anfibolitos.
CoDmo Ire
Tsultado, determinaram-se seis subsetores anômalos para sedimento de corrente e
cinco subsetores para geoquímica de solo. A análise multivariada realizada concluiu que as
Eanomalias de primeira ordem Zn-Cu representam a rocha hospedeira, enquanto a anomalia de segunda ordem As-Pb reflete os efeitos hidrotermais associados a falhas. Segundo o relatório M (JICA/MMAJ, 1989), não fica claro se essas anomalias estão relacionadas, na área Morro do E Acampamento, ao minério encontrado no corpo C1 perfurado pela CPRM, ou se simplesmente são características dessas rochas. Os valores individuais para cada elemento indicam que Cu e Zn refletem o background das rochas; Pb é anômalo próximo ao corpo C1 e
nos xistos ácidos a intermediários; As possui valores mais elevados ao longo de falhas NS que
cortam as rochas metassedimentares.
Reforçando os levantamentos geoquímicos, estudos geofísicos de CSAMT (Controlled Source
Audio Frequency Magneto-Telluric) e SIP (Spectral Induced Polarization) foram realizados
na fase I, cobrindo 100 km2, definindo subsetores anômalos a nordeste e sudoeste de Morro
do Acampamento, com características de resistividade semelhantes à área do depósito de
Palmeirópolis.
As conclusões dos levantamentos são gerais e apontam que: a) os contrastes de resistividade
são devidos às estruturas ou diferenças entre “camadas”; b) os valores de resistividade são
mais elevados no setor ocidental da sequência, intermediários a baixos na posição central e
baixos a leste; c) a distribuição da eletrorresistividade estabelece uma estrutura côncava na
parte central; d) próximo ao corpo de minério C1, identificado pela CPRM, os valores de
resistividade são relativamente baixos, tornando-se cada vez mais altos com o aumento da
profundidade; e) as zonas mineralizadas possuem trend norte e mudam de valor gradualmente
para leste; f) ocorrem na área outros valores de resistividade similares aos do corpo C1.
As sondagens foram posicionadas nas melhores áreas apontadas por estudos geoquímicos e
geofísicos, mas os resultados não foram promissores, A sondagem na área indicada a nordeste
de Morro do Acampamento, na mesma unidade em que se encontra o corpo C1 da CPRM,
não indicou qualquer possibilidade de mineralização.
Duas sondagens a sul, em áreas também indicadas por estudos prévios (em alvos com IP
anômalos), a sudoeste de Morro do Acampamento, atravessaram níveis de sulfetos
disseminados com percentual máximo de 7% em peso e finas camadas de grafite – quartzo-
xistos. Outras três sondagens em alvos similares encontraram a mesma situação, pirita
disseminada e pequenas quantidades de calcopirita, galena e esfalerita. Os autores sugerem a
correlação entre as camadas de sulfeto disseminado devido à proximidade entre os furos.
Todas se distribuem em xistos ricos em micas e a paragênese sulfetada é similar. O depósito
de Cu-Pb-Zn detectado pela CPRM encontra-se nesse contexto. No relatório (JICA/MMAJ,
1989), recomendam-se estudos mais detalhados, que possibilitem melhor avaliação das
reservas.
Afirma-se, ainda, que os métodos IP e SIP são efetivos para detecção de áreas com sulfetos;
todavia, não se localizaram corpos de sulfetos semelhantes àqueles encontrados pela CPRM.
No referido relatório, consta que o depósito de sulfeto maciço de Cu-Pb-Zn é pequeno dentro
da área de disseminação de sulfeto.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
3.2.2 Área Rio DoAis de Junho
Na área denominRada Rio Dois de Junho (Fase II), com 150 km2, procedeu-se a amostras de solo (2.008)O, levantamento topográfico e mapeamento geológico de detalhe (1:5.000). As uniIdaTdes geológicas estudadas são as mesmas da área de Morro do Acampamento, à exceção de Granito Morro Solto, Grupo Serra da Mesa, intrusões graníticas com enclaves da SeDquência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis e algumas intrusões de rochas básicas. EA estrutura se conforma em uma grande sinclinal com intercalações de camadas simetricamente distribuídas, com falhas de várias direções cortando as unidades. Apesar de a M complexidade descrita na área anterior (Morro do Acampamento), no relatório publicado por JICA/MMAJ (1989) ilustra-se com mais riqueza de detalhes a estruturação dessa parte da E área. Com relação às mineralizações, os autores chamam a atenção para dois dados de superfície,
diagnósticos de mineralização: a) ocorrência de gossans no contato entre os anfibolitos com
granada e os xistos de composição intermediária a ácida; b) ocorrência de sulfetos
disseminados em redes e vênulas de quartzo em rochas básicas.
A geoquímica realizada e o tratamento por análise multivariada apontaram duas associações
principais: Zn-Cu e Pb-Cu(-Zn). A primeira, considerada como valores e características
próprios de rochas encaixantes (anfibolitos); a segunda, relacionada a concentrações de Pb.
Todavia, no referido relatório, afirma-se que “há alguma possibilidade de ocorrer, na área Rio
Dois de Junho, o mesmo tipo de mineralização que ocorre no depósito de minério de
Palmeirópolis, porque a distribuição das anomalias de segunda ordem é paralela às rochas
anfibolíticas e, com base nisso, é possível sugerir que a mineralização seria singenética e
associada a essa litologia”.
Considerando os trabalhos realizados na área Rio Dois de Junho, os autores do trabalho
(JICA/MMAJ, 1989) concluem que há zonas com sulfetos disseminados, mas que as zonas
anômalas encontradas são pequenas e não econômicas.
3.3 PESQUISA ACADÊMICA, SIMPÓSIOS E CONGRESSOS
Barbosa et al. (1969) situaram as rochas básicas e os xistos feldspáticos de Palmeirópolis no
Grupo Araxá.
Danni e Fuck (1979) caracterizaram as rochas anfibolíticas com metacherts a oeste do Maciço
de Cana Brava como vulcanismo básico proveniente de fragmento crustal de origem oceânica.
Ribeiro Filho e Teixeira (1981), seis anos após os primeiros trabalhos da CPRM,
caracterizaram uma faixa constituída de metapelitos, metabasaltos, metandesitos,
metapiroclásticas e metacherts situada a oeste do maciço básico-ultrabásico de Cana Brava, à
qual denominaram informalmente Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis,
distinguindo-a dos terrenos greenstone de Goiás. Esses autores ainda correlacionaram a
estratigrafia dessas rochas à sequência semelhante a sul, nomeada de Indaianópolis. Esses
autores ressaltam também as dificuldades e até mesmo a impossibilidade na correlação
estratigráfica interna da unidade, em função de descontinuidade de afloramentos e suposta
natureza transicional dos contatos. Realizaram uma série de conjecturas e probabilidades,
estando entre as principais: i) os anfibolitos formam a base da unidade e representam basaltos;
ii) anfibólio-xistos feldspáticos são estratos intermediários e representam o vulcanismo cada
vez mais diferenciado, culminando com a ocorrência de andesitos; iii) as rochas piroclásticas
são interpretadas como arrefecimento vulcânico e dando lugar a contribuições cada vez mais
sedimentares; iv) o Granito Morro Solto é de caráter intrusivo, pré-tectônico e associado à
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sequência, sendo as AvulcÇânicas ácidas superiores correlatas a esse plutonismo, chamando a atenção para o caRráter sódico desse granito. Figueiredo, OLeão Neto e Valente (1981) apresentam os dados preliminares sobre as descoberTtas das mineralizações sulfetadas de Cu-Pb-Zn da região de Palmeirópolis, descobIertas pela CPRM, e apresentam as perspectivas econômicas do corpo mineralizado C1. EsDses autores teceram algumas considerações sobre os aspectos geotectônicos levantados por Ribeiro Filho e Teixeira (1981). Aqueles autores propõem uma divisão mais objetiva, em que Ea unidade central é compreendida como a base da sequência e formada por anfibolitos a andesina e labradorita. Esses anfibolitos são encimados por metapiroclásticas e metatufos de M composição intermediária a ácida. A porção leste é entendida por aqueles autores como de E posição mediana e constitui-se de intercalações de anfibolitos e rochas metavulcânicas e metassedimentares rudáceas e clásticas.
A porção oeste seria o topo da unidade, constituída de metapelitos, depósitos exalativos e
calcissilicáticas, sendo todo o conjunto submetido a metamorfismo de fácies anfibolito médio
a alto. Outras questões pertinentes levantadas por Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981)
discursam sobre o controle da mineralização, que estaria relacionada a determinado nível
estratigráfico: o contato entre anfibolitos e vulcânicas intermediárias a ácidas da unidade
central, o que, por consequência, classificaria o depósito como do tipo stratabound. Ainda
segundo esses autores, as alterações hidrotermais que ocorreram nesse tipo de depósito
vulcanogênico apresentam faixas de composição incomum e a deformação subsequente pode
ter deslocado totalmente as mineralizações de suas posições originais. Destacam, ainda, o
aspecto brechoide do minério maciço e argumentam que esse tipo de estrutura não é comum
em depósitos vulcanogênicos.
Segundo Araújo e Nilson (1987), o depósito de Palmeirópolis apresenta feições bastante
típicas de depósito vulcanogênico. Para esses autores, o depósito não possui definição quanto
à forma dos corpos de minério em função da falta de conhecimento dos processos
deformacionais.
Araujo (1986) e Araújo e Nilson (1987) realizaram estudos específicos sobre a petrologia das
mineralizações sulfetadas de Palmeirópolis. Citam que a sequência é caracterizada por
vulcanismo bimodal, sobressaindo grande volume de rochas metavulcânicas básicas
(anfibolitos), que apresentam composição química similar à de modernos basaltos toleíticos
formados em ambiente de dorsal meso-oceânica.
Os corpos de sulfeto maciço de Cu-Pb-Zn descobertos pela CPRM estão associados a espesso
pacote de rochas metavulcânicas básicas (anfibolitos) e encontram-se intimamente ligados às
porções desses anfibolitos, que constituem zonas de alteração hidrotermal formadas por
rochas a antofilita, biotita e cordierita; rochas a biotita e plagioclásio e rochas a sericita. Os
corpos de minério apresentam composição mineralógica muito similar entre si, predominando
pirrotita e pirita, com proporções variáveis de esfalerita, calcopirita e, subordinadamente,
galena. Zonas de alteração hidrotermal intensa são evidenciadas por modificações químico-
mineralógicas e constituem o principal controle da mineralização. O depósito de sulfeto é
interpretado como de origem singenética, modificado na forma e estrutura pela deformação
que acompanhou o metamorfismo regional.
Os dados produzidos por Araújo e Nilson (1987) estão em conformidade com os resultados
obtidos por Danni e Leonardos (1978, 1980), que defendem que a Sequência
Vulcanossedimentar de Indaianópolis teria se depositado em ambiente formado a partir de
rifteamento e expansão do assoalho oceânico. Essas conclusões são as mesmas obtidas por
Danni e Kuyumijian (1984) para a origem dos anfibolitos basais da Sequência
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Vulcanossedimentar Ade ÇJuscelândia, os quais seriam originados de basaltos de filiação toleítica, extravaRsados em dorsais meso-oceânicas. Araújo e NilOson (1987, 1988) propõem que o depósito de Palmeirópolis foi gerado em cadeia meso-ocTeânica, cujo eixo central estaria distante de uma crosta continental ou em uma bacia marginIal formada atrás de um arco magmático. Uma origem singenética pré-metamórfica parDa os sulfetos é sugerida pela distribuição estratiforme e recristalização metamórfica da esfalerita e da pirrotita. Eles apontam, ainda, a analogia entre os depósitos ofiolíticos de EChipre e Turquia, com ressalva para os constituintes, que, nesse tipo de ambiente, são principalmente cobre e zinco e, no caso de Palmeirópolis, observa-se relativa quantidade de M chumbo. Segundo o modelo genético proposto por esses autores, o depósito de Palmeirópolis E teria se formado pela circulação de soluções em um sistema de células geotermais convectivas. No caso de Palmeirópolis, a fonte dos metais seria a espessa pilha de rochas vulcânicas sotopostas ao depósito, cujos teores de cobre, zinco e chumbo dão suporte a essa
hipótese. O enxofre encontrado no depósito de Palmeirópolis teria como fonte a água do mar.
Araújo, Fawcett e Scott (1995), em estudos de microssonda em rochas hidrotermalmente
alteradas, associadas ao depósito de sulfeto maciço de Palmeirópolis, concluíram que as zonas
de alteração do depósito são caracterizadas por grande diversidade química e que as condições
metamórficas estimadas alcançam temperaturas da ordem de 550 e 650C, com pressões que
variam entre 2 kbar e 5.5 kbar.
Araújo, Scott e Longstaffe (1996) complementam o estudo das zonas de alteração de
Palmeirópolis utilizando isótopos de oxigênio. Eles compararam as mineralizações e zonas
hidrotermais com aquelas que ocorrem no depósito de Geco, no Canadá, tentando estabelecer
correlações prospectivas, e concluíram que há diferenças substanciais no comportamento dos
isótopos nos dois depósitos e atribuíram o reequilíbrio isotópico e a diferença dos resultados
entre Geco e Palmeirópolis às dimensões dos depósitos, argumentando que o depósito
brasileiro é pequeno em relação ao canadense.
Dardenne e Schobbenhaus (2001), baseados nos dados de Araújo e Nilson (1988), Araújo
(1998, 1999) e Correia et al. (1999), sugerem a abertura de um oceano em 1.3 Ga., no qual
foram depositadas as sequências vulcanossedimentares de Palmeirópolis, Indaianópolis e
Juscelândia, a oeste dos grandes maciços de Cana Brava, Niquelândia e Barro Alto.
Carminatti, Marangoni e Correia (2003) realizaram modelagem gravimétrica do Complexo de
Cana Brava e Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis, concluindo que a
anomalia Bouguer do conjunto é um grande positivo alongado N-S seguindo os limites
aflorantes dos corpos e não apresenta anomalias menores que permitam separar os dois corpos
principais. O resultado da modelagem gravimétrica de ambos os corpos (Cana Brava e
Palmeirópolis) indica que a maior espessura do conjunto coincide com o centro da área
aflorante e que o contato entre os dois corpos mergulha para oeste. A Sequência
Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis alcança até 15,5 km de espessura na região norte,
diminuindo para 4,5 km na região sul. No mapa de anomalia Bouguer da região do conjunto
SMVSP/CCB, é apresentada a localização dos dados: + para todas as estações e para os
pontos do perfil mostrado. O intervalo de contorno das isolinhas é de 10 mGal. Também está
indicada a localização dos três perfis utilizados para a modelagem 2 ½D (Figura 10).
O modelo sugere que o conjunto possui seção vertical triangular com maior largura muito
próxima à superfície (Figura 11). Pequenos valores residuais positivos a leste do limite
aflorante podem ser modelados pela presença de uma lasca do Complexo de Cana Brava em
subsuperfície, desconectada do corpo principal.
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Figura 10 – Mapa deA anomalia Bouguer da região do conjunto SMVSP/CCB. R
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Figura 11 – Mapas de anomalias Bouguer residual (a) e calculado (b), juntamente com o
mapa resultante da espessura (c) para o conjunto litológico SMVSP/CCB.
Fonte: BHASKARA; RAMESH, 1991.
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4 ASPECTOSA LEGAIS
O levantamento da situação legal dos direitos minerários da CPRM no Projeto Palmeirópolis
(município de PRalmeirópolis (TO)), com requerimentos de pesquisa para níquel, prata e
cianita, TcomO averbação posterior para cádmio, chumbo, cobre, zinco e esmeralda, é apresentado no Quadro 1. O projeto é composto por seis áreas que se encontram com seus
relDatóriIos de pesquisa aprovados pelo DNPM, não havendo restrições (Figura 12). EQuadro 1 – Situação legal dos direitos minerários da CPRM no projeto Palmeirópolis junto ao DNPM M Data de Aprovação Processo Ano Situação (RFP) E 800.744 1978 Aprovado 21.03.97 811.686 1975 Aprovado 17.01.97
811.689 1975 Aprovado 17.01.97
811.702 1975 Aprovado 17.01.97
860.310 1984 Aprovado 17.01.97
860.317 1984 Aprovado 17.01.97
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Figura 12 – EspaciaAlização dos direitos minerários do projeto Palmeirópolis. R
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A seguir, será apresentado um estudo detalhado da situação das áreas referentes aos processos
nºs 811.686/75, 811.689/75 e 811.702/75 (um único relatório final de pesquisa).
Todos esses processos (Quadro 2) estão situados em Palmeirópolis (TO), em terras de
propriedade de Raimundo Barbosa da Costa e outros. Estudos levados a efeito pelo DNPM
indicam que houve necessidade de alterar o vetor de amarração, para melhor acostamento das
áreas.
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Quadro 2 – DetalhamAento dos processos do projeto Palmeirópolis junto ao DNPM
Memorial DescriRtivo Segundo Requerimento Memorial Descritivo Segundo Alvará de Ode Pesquisa Pesquisa Outorgado IT Processo nº 811.686/75 Esta área é delimitada por um retângulo com as Área delimitada por um retângulo que tem um vértice seDguintes características: vértice 1 dista 13.150m, no a 13.163m, no rumo verdadeiro 81º10’SW, da Erumo verdadeiro 81º00’SW, a partir da confluência confluência dos rios Mocambinho e Maranhão, e os dos rios Mocambinho e Maranhão. Os lados, a partir lados divergentes desse vértice, com os seguintes M do vértice 1, têm os seguintes comprimentos e comprimentos e rumos verdadeiros: 1.000m-E e rumos verdadeiros: lado 1-2 - 1.000m-rumo E; lado 10.000m-S. E 2-3 - 10.000m-rumo S; lado 3-4 - 1.000m-rumo W; lado 4-1 - 10.000m-rumo N.
Processo nº 811.689/75
Esta área é delimitada por um retângulo com as Área delimitada por um retângulo que tem um vértice
seguintes características: vértice 1 dista 15.100m, no a 15.142m, no rumo verdadeiro 82º19’SW, da
rumo verdadeiro 82º30’SW, a partir da confluência confluência dos rios Mocambinho e Maranhão, e os
dos rios Mocambinho e Maranhão. Os lados, a partir lados divergentes desse vértice, com os seguintes
do vértice 1, têm os seguintes comprimentos e comprimentos e rumos verdadeiros: 10.000m-S e
rumos verdadeiros: lado 1-2 - 10.000m-rumo S; lado 1.000m-W.
2-3 - 1.000m- rumo W; lado 3-4 - 10.000m-rumo N;
lado 4-1 - 1.000m-rumo E.
Processo nº 811.702/75
Esta área é delimitada por um retângulo com as Área delimitada por um retângulo que tem um vértice
seguintes características: vértice 1 dista 18.450m, no a 18.459m, no rumo verdadeiro 49º22’SW, da
rumo verdadeiro 49º00’SW, a partir da confluência confluência dos rios Mocambinho e Maranhão, e os
dos rios Mocambinho e Maranhão. Os lados, a partir lados divergentes desse vértice, com os seguintes
do vértice 1, têm os seguintes comprimentos e comprimentos e rumos verdadeiros: 2.000m-E e
rumos verdadeiros: lado 1-2 - 2.000m-rumo E; lado 5.000m-S.
2-3 - 5.000m-rumo S; lado 3-4 - 2.000m-rumo W;
lado 4-1 - 5.000m-rumo N.
As áreas desses três processos (Figura 13), a partir de 1976, foram deslocadas.
Especificamente com relação ao Processo DNPM 811.689/75, os furos de sondagem relativos
ao corpo C2 ficaram fora da área originalmente requerida.
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Figura 13 – EspaciaAlização de furos de sondagem no corpo C2.
ITO
R
ED
EM
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Após trabalhos de cAampÇo para checagem das coordenadas dos vértices das áreas desses processos, a CPRRM corroborou que, com o deslocamento da área originalmente requerida no Processo nºO 811.689/75, os furos de sondagem referentes ao corpo C2, efetivamente, encontram-se fora da área. ConstaItoTu-se, ainda, que os relatórios finais de pesquisa (todos aprovados pelo DNPM, segDundo DOU de 17.01.1997) não se encontram anexos a esses processos, muito embora constem nos autos que eles estariam apensos ao Processo DNPM 811.686/75, levando, assim, Eà necessidade de que seja solicitado ao DNPM que o relatório final de pesquisa seja anexado em pelo menos um desses três processos. M A CPRM solicitou novamente ao DNPM-SEDE, em janeiro de 2017, a remessa dos processos E nºs 811.686/75, 811.689/75 e 811.702/75 para Brasília, objetivando o reestudo das áreas originalmente requeridas nesses processos, visto que a Superintendência do DNPM/TO não
tem condições técnicas para efetuá-los. Argumentou-se, junto ao superintendente, que, na
época, os estudos (demarcação de áreas) foram realizados com instrumentos de pouca
precisão, baseando-se nos dados planialtimétricos disponíveis. Assim, a CPRM não poderia
ser prejudicada. O superintendente do DNPM/TO informou que situações semelhantes a esta
têm sido comunicadas ao DNPM e submetidas à análise por esse órgão.
Procedeu-se, também, ao levantamento dos processos nºs DNPM 864.218/04 e 864.259/07,
não pertencentes à CPRM, mas adjacentes ao Processo DNPM nº 811.689/75 da CPRM
(Quadros 3 e 4).
Quadro 3 – Histórico do processo DNPM nº 864.218/04
Data Histórico do Processo DNPM 864.218/04
Indeferimento do requerimento de pesquisa e área colocada em disponibilidade pelo
27.07.2005 (DOU) prazo de 60 dias (Artigo 26 do Código de Mineração).
Após análise pela Comissão, foi publicada a homologação da proposta apresentada
13.02.2006 (DOU) por Ananias Ponce Lacerda Neto – firma individual.
MINERATINS protocolizou pedido de reconsideração contra a não aceitação da
24.04.2006 Proposta de Habilitação ao Edital.
Encaminhamento do processo à Procuradoria Distrital – 6º Distrito/DNPM/GO, para
13.06.2006 emissão de parecer.
07.10.2009 Procuradoria Distrital do DNPM emite parecer.
AR 27.02.2014 foi encaminhada pelo Superintendente do DNPM em Tocantins,
intimando o Sr. Ananias Ponce Lacerda Neto a se manifestar sobre a alegação partida
14.02.2014 da recorrente (MINERATINS), no tocante à imputação da legitimidade daquele que
assinou o documento inaugural da proposta de habilitação.
Ananias Ponce Lacerda Neto – firma individual – se manifesta, esclarecendo que a
02.07.2014 assinatura do requerimento de disponibilidade é do procurador do requerente, e Minas Sérgio Taveira de Camargo.
Conforme se observa, o Processo DNPM 864.218/04 encontra-se pendente de decisão final
pelo DNPM, com relação à disponibilidade da área.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Quadro 4 – Dados dAo processo DNPM nº 864.259/07 R Descrição Data
197 - AIUTT PEOSQ/INDEFERIMENTO PRORROGAÇÃO PRAZO ALVARÁ 12.09.2013 25D5 - AUT PESQ/CUMPRIMENTO EXIGÊNCIA PROTOCOLI 28.03.2013 E252 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO 29.01.2013 M 251 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO 23.11.2012 E 227 - AUT PESQ/PAGAMENTO MULTA EFETUADO 18.10.2012
252 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA CONCEDIDO 27.09.2012
224 - AUT PESQ/AUTO INFRAÇÃO MULTA PUBLICADA 21.05.2012
251 - AUT PESQ/PRORROGAÇÃO PRAZO EXIGÊNCIA SOLICITADO 15.05.2012
250 - AUT PESQ/EXIGÊNCIA PUBLICADA 19.03.2012
236 - AUT PESQ/DOCUMENTO DIVERSO PROTOCOLIZADO 07.04.2011
293 - AUT PESQ/RELATORIO PESQ PARCIAL APRESENTADO 01.10.2010
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO 28.01.2010
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO 29/01/2009
264 - AUT PESQ/PAGAMENTO TAH EFETUADO 29/01/2008
323 - AUT PESQ/ALVARÁ DE PESQUISA 03 ANOS PUBL 30/11/2007
100 - REQ PESQ/REQUERIMENTO PESQUISA PROTOCOLIZADO 25/05/2007
Segundo informações obtidas junto ao Superintendente do DNPM/TO, a área referente a esse
processo será colocada em disponibilidade para pesquisa.
Com relação aos processos nºs 860.310/84 e 860.317/84 (um único relatório final de
pesquisa), eles estão situados em Palmeirópolis (TO), em terras de Raimundo Barbosa da
Costa e outros. Os referidos processos não tiveram modificação pelo DNPM das áreas
originalmente requeridas quando da outorga dos respectivos alvarás de pesquisa. A CPRM foi
quem solicitou a redução das áreas desses alvarás, de 1.000 ha para 500 ha. O relatório final
de pesquisa foi aprovado (DOU de janeiro de 1997) e encontra-se anexo ao Processo DNPM
nº 860.310/84.
O Processo nº 800.744/78 está situado em Palmeirópolis (TO), em terras de Raimundo
Barbosa da Costa e João dos Santos Reis. Apresenta relatório final de pesquisa aprovado e
publicado no DOU de 24.02.1997, porém não se encontra anexado ao processo. Em virtude de
não estar totalmente mineralizada, a área foi reduzida de 10.000 ha para 1.050 ha.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
5 GEOLOGIAA REGIONAL
Situada na porção centro-norte da Faixa Brasília, dentro da Província Tocantins, a Sequência
MetavulcanoOssedRimentar de Palmeirópolis (SMVSP) é uma unidade geológica com aproximTadamente 2.500 km2, formando uma faixa descontínua que inclui as sequências metavuIlcanossedimentares Indianópolis e Juscelândia (ARAÚJO; FAWCETT; SCOTT, 19D95). Tem seus limites mais representativos, a leste, com a suíte máfico-ultramáfica Eacamadada do Complexo de Cana Brava e com o Grupo Araí, marcado pela Falha do Rio Maranhão, e a oeste, com os metassedimentos do Grupo Serra da Mesa. A área encontra-se inserida geotectonicamente na Faixa Brasília, entre os crátons Amazonas e do São Francisco
EM
(Figura 14).
Figura 14 – Mapa geológico regional da faixa Brasília.
Fonte: Modificado de MARINI et al., 1974 apud DARDENNE, 2000.
5.1 PROVÍNCIA TOCANTINS
A Província Estrutural do Tocantins (ALMEIDA et al., 1977), estabelecida na região centro-
oeste do Brasil, abrange os estados de Goiás e Tocantins e o Distrito Federal, e as porções
meridionais dos estados de Pará e Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul e de Minas
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Projeto Palmeirópolis
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Relatório Técnico
Gerais. Constitui umA sistema de orógenos brasilianos caracterizado por três cinturões dobrados – faixaRs Brasília, Araguaia e Paraguai –, formados em decorrência da convergência e colisão doOs crátons Amazônico, a oeste, do São Francisco, a leste, e Paranapanema, a sudoeste. Esses orógenos são entidades de significância na província, por sua importância geotectIôTnica e metalogenética na estruturação e evolução do Escudo Brasileiro (PIMENTEL; FUCK; GIOIA, 2000; PIMENTEL; JOST; FUCK, 2004).
FuDck et al. (1993), Fuck (1994), Dardenne (2000) e Pimentel, Jost e Fuck (2004) dividiram a EProvíncia Tocantins nas seguintes unidades tectônicas: Zona Cratônica e Maciço de Goiás; Faixa Brasília, com suas Zonas Interna e Externa; Arco Magmático de Goiás; e Faixa M Paraguai-Araguaia. Nessa proposta, individualizaram o Maciço de Goiás como um E microcontinente envolvido nos processos colisionais brasilianos e destacaram deste uma faixa de acresção crustal neoproterozoica denominada Arco Magmático de Goiás (PIMENTEL et al., 1991; PIMENTEL e FUCK, 1992).
Compondo o contexto geotectônico e tido como o embasamento subjacente ao domínio
externo da Faixa Brasília, ocorre um fragmento crustal informalmente chamado de Bloco
Cavalcante-Natividade (FUCK et al., 2014).
Para melhor entendimento, essas entidades geológicas serão apresentadas de acordo com sua
área de ocorrência, de leste para oeste.
5.1.1 Bloco Cavalcante-Natividade
O Bloco Cavalcante-Natividade (FUCK et al., 2014) é um núcleo paleoproterozoico exposto
na região leste da área. Representa uma extensão do Cráton do São Francisco e é considerado
o embasamento da Faixa Brasília setentrional envolvido e deformado na orogenia brasiliana.
É constituído por associações de terrenos tipo TTG e greenstone belts, gnaisses orto- e
paraderivados, granitos peraluminosos sin- a pós-colisionais e rochas supracrustais
gnaissificadas, incluindo metavulcânicas e metassedimentares meso- a neoproterozoicas. A
idade do magmatismo varia entre 2.3, 2.2 e 2.15 Ga e sugere geração de diferentes fragmentos
de crosta continental juvenil, com retrabalhamento no Paleoproterozoico (FUCK et al., 2014).
Determinação U-Pb em zircão de tonalitos e granodioritos gnáissicos do Bloco Cavalcante-
Natividade, a leste do Lineamento Transbrasiliano (LTB), indicam idade de cristalização de
2142±11 Ma (FRASCA et al., 2015).
5.1.2 Faixa Brasília
Almeida (1967, 1968, 1981), Almeida, Hasui e Brito-Neves (1976), Almeida et al. (1977) e
Hasui e Almeida (1970) procederam às primeiras sugestões de compartimentação
geotectônica e aos primeiros estudos geocronológicos baseados em métodos Rb-Sr e K-Ar de
grande abrangência na Província Tocantins.
Os estudos desenvolvidos por esses autores permitiram as primeiras definições referentes à
Faixa Brasília, quais sejam: (i) a Faixa Brasília é composta por várias unidades de rochas
metassedimentares depositadas e deformadas na borda oeste do Cráton do São Francisco; (ii)
o metamorfismo e a deformação são progressivos e mais enérgicos em direção a oeste; (iii)
idades K-Ar confirmavam a importância do evento termal neoproterozoico, mas também
sugeriam com constância rochas mais antigas recicladas no Evento Brasiliano; (iv) grandes
terrenos gnáissicos e granulíticos, expostos especialmente em suas porções centro, oeste e
norte, constituiriam o embasamento antigo das sequências supracrustais da faixa,
compreendendo o denominado Maciço Mediano de Goiás (ALMEIDA; HASUI; BRITO-
NEVES, 1976; MARINI et al., 1984).
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O 25
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
A arquitetura da FaAixa ÇBrasília compreende os seguintes compartimentos envolvidos na orogenia brasiliaRna: (i) terrenos granito-greenstone; (ii) cinturões paleoproterozoicos; (iii) bacia intracOontinental – rifte intracontinental paleo-mesoproterozoico; (iv) sequência pós-rifte; (v) bacia oceânica mesoproterozoica; (vi) Arco Magmático de Goiás; (vii) bacia marginIalT de arco; (viii) raiz de arco magmático; (ix) bacia de margem passiva; (x) bacia de antepaís (MOREIRA et al., 2008).
BaDseando-se em dados referentes à intensidade de deformação e à polaridade dos eventos Emetamórficos, diversos autores (COSTA E ANGEIRAS, 1971; DARDENNE, 1978; FUCK, 1994; FUCK et al., 1987, 1994; LACERDA FILHO et al., 1999; MARINI, 1981, citados por M MOREIRA et al., 2008) distinguiram dois domínios principais na Faixa Brasília, aos quais E denominaram Zona Externa e Zona Interna. A região compreendida pela Zona Externa é um cinturão de dobramentos com vergência para o Cráton do São Francisco, consistindo em depósitos sedimentares de margem passiva metamorfizados em fácies xisto-verde.
Fuck et al. (2006) subdivide a zona interna em três porções, representadas por: núcleo
metamórfico do Complexo Anápolis-Itauçu, rochas do Maciço de Goiás e crosta juvenil do
Arco Magmático de Goiás.
5.1.2.1 Maciço de Goiás
O Maciço de Goiás é uma fração continental, um bloco alóctone, que colidiu com a margem
ocidental sanfranciscana no Neoproterozoico, que apresenta evolução crustal marcadamente
longeva e complexa. É composto por seis complexos de ortognaisses e cinco greenstone belts
metamorfizados em baixo grau, com idades arqueanas e paleoproterozoicas. Em sua parte
norte afloram os complexos Hidrolina, Moquém, Caiamar e Anta, os quais alojam os
greenstone belts de Crixás, Pilar de Goiás e Guarinos. Ao sul estão os complexos de Caiçara e
Uvá e os greenstone belts Serra de Santa Rita e Faina.
Dados recentes de Jost et al. (2010, 2013) indicam ser o Maciço de Goiás uma parte exótica e
alóctone que foi amalgamada à província durante os estágios finais da orogenia brasiliana.
Segundo esses autores, as rochas mais antigas do Maciço de Goiás são tonalitos, granodioritos
e dioritos polideformados, que apresentam idade de cristalização de 3040 Ma a 2930 Ma. As
rochas mais novas, por sua vez, são tonalitos, monzogranitos e granodioritos tabulares
formados entre 2876 e 2846 Ma. As duas idades demonstram a existência de duas fases
magmáticas e, possivelmente, a existência de segmentos crustais independentes.
Um importante retrabalhamento dessas rochas durante o Paleoproterozoico (ca. 2,2-2,0 Ga)
produziu magmatismo granítico e sequências supracrustais. Na parte norte do Maciço de
Goiás, sucessões metavulcanossedimentares (Juscelândia, Palmeirópolis e Indaianópolis) de
alto grau metamórfico mostram rochas metavulcânicas bimodais com características
geoquímicas anorogênicas, datadas em 1,3-1,25 Ga e em 0,79 Ga (DELLA GIUSTINA;
OLIVEIRA; PIMENTEL, 2009; FERREIRA FILHO et al., 2010; PIMENTEL et al., 2003).
As sequências de rochas supracrustais de Juscelândia, Palmeirópolis e Indaianópolis
recobrem, tectonicamente, na ordem, os volumosos complexos máfico-ultramáficos
diferenciados de Cana Brava, Barro Alto e Niquelândia, todos metamorfizados em fácies
granulito. Esses complexos, formados a partir da cristalização de câmaras magmáticas
básicas, são marcados por controvérsias quanto à idade de cristalização. Recentemente,
datações U-Pb SHRIMP em zircão (PIMENTEL et al., 2003) forneceram idades de
cristalização em 797 Ma e de metamorfismo granulítico em torno de 770-750 Ma, as últimas
confirmando as datações U-Pb (zircão) obtidas por Ferreira Filho et al. (1994).
O metamorfismo granulítico de 770-750 Ma é indicativo de evento orogênico precoce do
Neoproterozoico, parcialmente preservado no Maciço de Goiás, porém geralmente obliterado
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O 26
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
pelos eventos metaAmórÇficos principais ocorridos entre 650-600 Ma, relacionados aos episódios colisionais que estruturaram toda a Faixa Brasília.
O evento maOgmáRtico ocorrido em 1,25 Ga, que teria originado as rochas vulcânicas bimodais (SequêncTia Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis e correlatas), seria responsável também pelas inItrusões máficas acamadadas do tipo serra dos Borges e serra da Malacacheta. Dados geoDquímicos das rochas vulcânicas máficas dessas sequências indicam composições semelhantes a MORB, sugerindo ambiente tectônico de rifte continental, que teria culminado Ena abertura de uma bacia oceânica. As grandes intrusões acamadadas, situadas junto às sequências metavulcanossedimentares, são formadas, principalmente, por cumulatos de M olivina mais plagioclásio, com troctolitos abundantes e leucotroctolitos, associados a olivina-E gabros, gabros, anortositos e piroxenitos (FERREIRA FILHO et al., 2010). Dentre esses complexos, Cana Brava, situado a leste da Sequência Metavulcanossedimentar
de Palmeirópolis, encontra-se disposto segundo direção N-S e próximo à Falha do Rio
Maranhão. Formado basicamente por rochas máfico-ultramáficas com texturas
protomiloníticas até ultramiloníticas, o complexo encontra-se deformado com intensidade
crescente em direção à sua porção basal, sendo o metamorfismo na fácies granulito (LIMA,
1997). As rochas que formam o complexo podem ser subdivididas em três zonas:
Máfica inferior: Formada por metagabronoritos, com metanoritos subordinados e
eventuais intercalações de metapiroxenito e olivina-metagabro-norito coronítico.
Ultramáfica: Composta por repetições de camadas de metaperidotito e piroxenito
sobrepostas por websterito.
Máfica superior: Predomínio de camadas de metagabro-noritos, metanoritos e olivina-
metagabro-noritos melanocráticos com intercalações de piroxenito (metawebsteritos
feldspáticos e olivina-metawebsteritos) e intrusões de norito e quartzonorito (MOREIRA
et al., 2008).
A evolução magmática do Complexo de Cana Brava, segundo Girardi e Kurat (1982) e
Correia (1994), ocorreu pela cristalização de um único pulso de magma em um sistema
fechado. Entretanto, Lima (1997) reconhece a presença de unidades cíclicas compostas pela
injeção de vários pulsos magmáticos representando um sistema aberto.
Constituindo a maior parte da porção oeste do Maciço de Goiás, encontram-se ainda as rochas
do Grupo Serra da Mesa, composto por rochas metassedimentares, com ocorrência desde o
norte do estado de Goiás até o estado do Tocantins. Moreira et al. (2008) dividem esse grupo
em duas unidades: A, basal, composta por quartzitos, e B, de topo, metapsamo-pelítica.
A idade do Grupo Serra da Mesa é presumida como meso-neoproterozoica, sendo que sua
atribuição ao Mesoproterozoico deve-se à intrusão de rochas alcalinas do Peixe, com idade U-
Pb em zircão de 1503 ± 5 Ma (KITAJIMA, 2002).
5.1.2.2 Arco Magmático de Goiás
O Arco Magmático de Goiás (PIMENTEL et al., 2000; PIMENTEL; FUCK, 1992;
PIMENTEL; FUCK; GIOIA, 1998; PIMENTEL; FUCK; SILVA, 1996) se estende desde a
região de Arenópolis e Bom Jardim de Goiás (GO) até Silvanópolis (TO), onde é recoberto
por rochas sedimentares da Bacia do Parnaíba, ocupando a porção mais ocidental da Faixa
Brasília, e limitado a noroeste pelo Lineamento Transbrasiliano. Representa o testemunho de
uma crosta juvenil que registra a abertura e o fechamento de um grande domínio oceânico
entre os paleocontinentes Amazônico e São Francisco-Congo, no período entre 900 a 550 Ma.
O Arco Magmático de Goiás é dividido em arco meridional e setentrional. A porção norte,
denominada Arco de Mara Rosa, compreende um arco de ilha juvenil de idade 900-800 Ma
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(LAUX et al., 2005; APIMÇENTEL; FUCK, 1992) e um arco continental mais jovem, chamado de Arco de SantaR Terezinha de Goiás, com sequências metavulcanossedimentares com idade entre 670-63O0 Ma (FUCK et al., 2002, 2006; JUNGES; PIMENTEL; MORAES, 2002). O fragmento de arco de ilha chamado Mara Rosa corresponde a tonalitos e granodioritos gnáissiIcoTs calcialcalinos, depletados em LILE e HFSE, com idades de cristalização U-Pb entre 848±4 Ma a 810±4 Ma, TDM entre 1480 e 910 Ma e εNd(T840) com valores de +1.56 a +5D.14, sugerindo fontes juvenis (FRASCA et al., 2015). O arco continental mais jovem, com Eidade entre 670-630 Ma (Arco de Santa Terezinha de Goiás), envolve um compartimento mais recente, com idades U-Pb em zircão entre 590 e 540 Ma, onde ocorrem rochas que M intrudem e reciclam as unidades mais antigas. E O Arco de Mara Rosa possui unidades toleíticas e calcialcalinas com razões isotópicas Sr87/Sr86 iniciais baixas e valores εNd positivos, com idade modelo TDM principalmente entre 0,8 e 1,1 Ga (LAUX et al., 2005). As associações de arco mais novas têm valores
εNd(T) entre +2,8 e -15,1, sendo a maioria das rochas com εNd negativo, levando Laux et al.
(2005) a concluírem por provável formação em margem continental ativa no final da orogenia
brasiliana e envolvimento de crosta continental mais antiga nesse evento.
A predominância de composição calcialcalina dessas rochas magmáticas indica a ação de
contínuos processos relacionados à subducção. Acrescentam Dantas et al. (2007) que, na
região setentrional do arco, as rochas plutônicas são peraluminosas, mas com assinatura
isotópica de material juvenil relacionado à evolução de arcos. Citam idades modelo TDM
variando entre 1,5 a 1,2 Ga. Contudo, maior participação de material derivado de crosta
continental antiga é misturada às rochas juvenis, refletindo idade modelo TDM entre 2,6 e 1,7
Ga. Apõem, ainda, a presença de rochas máficas e ultramáficas em faixas alongadas e
deformadas interpretadas como restos de crosta oceânica estirada e colocada de forma
descontinua ao longo do Lineamento Transbrasiliano.
Durante a evolução do Orógeno Brasília, em sua fase pré-colisional houve subducção de
litosfera oceânica e desenvolvimento de rochas plutônicas de arcos de ilhas e cordilheiranos,
associados a outros gnaisses representantes das sequências metavulcanossedimentares de
Mara Rosa no setor setentrional. Já o estágio colisional arco-continente representa a
maturidade química do arco, pois apresenta LILE moderados a elevados, HFSE baixos a
moderados, enriquecimento em ETRL e depleção em ETRP sem anomalia de Eu. Possuem
fontes mistas e heterogêneas, parte de reciclagem crustal, partes juvenis, com TDM desde
2610 a 960 Ma, em média em torno de 1,2 Ga, e εNd variando de -25,44 a +6,13. No estágio
de arco maduro, em geral formado por granitoides evoluídos, apresenta padrões comuns ao
arco continental pós-colisional. Há maior enriquecimento em HFSE e ETRL do que em LILE.
As idades de cristalização são próximas a 545 Ma. Rochas básicas pós-orogênicas analisadas
apresentam fontes crustais e juvenis e TDM entre 1490 e 820 Ma, com εNd(T530) variando
de -1,11 a +4,26 (FRASCA et al., 2015). O Lineamento Transbrasiliano, por sua vez, encerra
em seu interior porções do embasamento e dos dois arcos magmáticos, todos submetidos a
intensa deformação. Faixas granulíticas em zonas de transpressão e zonas de cisalhamento
transcorrentes obliteram as suturas entre os blocos crustais, embaralhando e interrompendo
unidades. Apresenta arquitetura assimétrica e de vergência dupla, semelhante a uma mega
“pop-up”.
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6 GEOLOGIAA LOCAL
No contexto do RProjeto Brasília-Goiás, Barbosa et al. (1969) citaram de forma regional a SMVSP, refOerindo-se à área a oeste do Complexo Máfico-Ultramáfico de Niquelândia com a ocorrêncTia de xistos feldspáticos e quartizitos micáceos sobrepostos a anfibolitos. Dessa maneirIa, relacionando as rochas félsicas com o Grupo Araxá e as máficas como parte do MaDciço de Cana Brava. ENa execução do Projeto Serra Dourada, Marini et al. (1977) reavaliaram os dados do Projeto Brasília-Goiás e associaram as rochas anteriormente tidas como Grupo Araxá às rochas do M Grupo Serra da Mesa. E Ribeiro Filho e Teixeira (1981), em trabalho na porção oeste dos maciços de Cana Brava e Niquelândia, consideraram que esses complexos seriam áreas desmembradas de uma única sequência vulcanossedimentar, designando-a Sequência Vulcanossedimentar de
Palmeirópolis. Entretanto, como Danni e Leonardos (1978) já a haviam denominado
Sequência Vulcanossedimentar de Indaianópolis, a denominação de Ribeiro Filho e Teixeira
(1981) passou a ser restrita à região de Palmeirópolis (ARAÚJO; NILSON, 1987).
No final da década de 1970, a CPRM realizou diversos trabalhos dentro da SVSP, que
culminou em 30 áreas requeridas com teores significativos de cobre. Por meio desses
trabalhos, Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981) estabeleceram, informalmente, para a parte
norte da sequência, três unidades: a) leste, composta predominantemente por pelitos; b)
central, predominantemente vulcânica; c) oeste, com predomínio vulcânico terrígeno. A parte
central foi tida como basal e as da borda, representando o topo da estratigrafia.
Posteriormente, Leão Neto e Ollivatti (1983) subdividiram a SMVSP em cinco unidades, com
a unidade 1 representando a porção mais basal e a unidade 5, o topo. Em síntese, as unidades
são compostas por:
Unidade 1: vulcânica básica, formada por anfibolitos de granulação grossa, por vezes
bandados e aspecto gabroico.
Unidade 2: sedimentos vulcânicos e terrígenos (metagrauvacas, lapilli tufos e brechas
vulcânicas) associados a sills ultrabásicos.
Unidade 3: metavulcânicas básicas anfibolitizadas com metacherts e BIFs.
Unidade 4: rochas de composição intermediária a ácida xistificadas.
Unidade 5: sedimentos pelíticos aluminosos contendo sedimentação química.
Em estudo sobre a petrologia e as mineralizações da SMVSP, Araújo (1986) propõe
ocorrências de sulfetos associadas às rochas metavulcânicas máficas pertencentes a uma
imensa zona de rochas alteradas hidrotermalmente e caracteriza os corpos de minérios como
de origem vulcanogênica.
Em relação ao metamorfismo, Araújo, Fawcett e Scott (1995), baseados em dados de química
mineral e assembleias minerais, sugerem um evento metamórfico com temperaturas e pressão
estimadas em 550 a 625°C e 2 a 5,5 kbar, típicas de fácies anfibolito com evidências de
retrometamorfismo a fácies xisto-verde. Entretanto, citam que não é possível o uso de outros
marcadores de geotermobarometria, pois a composição não habitual dos minerais da zona de
alteração é diferente do intervalo normal da maioria dos geotermobarômetros.
Datações realizadas em rochas dessa sequência, com o método Rb-Sr em rocha total, sugerem
idades de homogeneização isotópica de 1157±0,15 Ma com algum retrabalhamento durante o
Ciclo Brasiliano (GIRARDI et al., 1978).
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Dados isotópicos Pb-PBÇ oriundos de galenas contidas nos depósitos indicam idades entre
1270 a 1170 Ma. (ARAÚJO; FAWCETT; SCOTT, 1995). Já as idades K-Ar encontram-se no
intervalo de O446 Ra 583 Ma, representando, possivelmente, o fechamento do orógeno brasiliano na Faixa Brasília (GIRARDI et al., 1978). Esses resultados, embora não sejam conclusivos, sugeremIT uma idade de 1300 Ma para a SMVSP. 6.1D UNIDADES GEOLÓGICAS EOs alvos estão localizados na porção norte da SMVSP, cujas associações de rochas são divididas em unidades denominadas de acordo com sua posição dentro da sequência (Figura M 15). E Segundo Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981), a SMVSP, de modo geral, pode ser dividida, informalmente, em três unidades: Oeste, Central e Leste.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 15 – Mapa geAológico local mostrando as subdivisões da SMVSP na área do projeto. R
TO
ED
I
EM
Fonte: Modificado de FRASCA et al., 2015.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
A Unidade de OesteA poÇssui natureza pelítico-aluminosa composta por estaurolita-granada-mica-quartzo-xisRtos, apresentando textura porfiroblástica. Podem ocorrer intercalações de xistos a cOianita e pelitos xistificados, grafita-xisto, quartzitos e níveis de rochas calcissilicáticas, além de diques e sills básicos (Figura 16).
FiguraI 1T6 – Metassedimentos da unidade de Oeste da SMVSP.
ED A
M E
B C
Nota: A: perfil em corte de estrada; B e C: detalhe de pelitos xistificados.
A Unidade Central é a que possui relação direta com os quatro depósitos de sulfetos (Figura
17). É composta por rochas gabroicas sobrepostas por rochas anfibolíticas derivadas de
basaltos toleíticos de fundo oceânico (MORB). No topo dessa unidade têm-se vulcanitos
xistificados intercalados com anfibolitos. Intrudindo a unidade, tem-se o Granito Morro Solto,
considerado sintectônico à SMVSP. Observam-se, ainda, com ocorrência restrita, formação
ferrífera, sedimentos quartzosos (chert) e sílico-grafitosos intercalados (OLIVEIRA, 2000).
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 17 – Rochas Ada unidade Central da SMVSP.
A R B
TO
ED
I
EM
C D
Nota: A: metabasaltos toleíticos deformados; B: rocha com textura gabroica; C: anfibolito alterado; D: amostra de
granito tipo Morro Solto.
A Unidade de Leste é constituída por metassedimentos imaturos (Figura 18) e
metavulcânicos, essencialmente compostos por xistos heterogêneos com fragmentos líticos ou
com textura porfiroblástica com intercalações de rochas anfibolitizadas.
Figura 18 – Metassedimentos da unidade de Leste da SMVSP.
A B
Nota: A: vista geral dos metassedimentos imaturos; B: detalhe dos fraturamentos.
Por meio de acordo de cooperação técnica estabelecido entre CPRM, DNPM e JICA/MMAJ,
que teve como produto o relatório final publicado em 1989 (JICA/MMAJ, 1989), estabeleceu-
se, a partir de mapeamentos de superfície e dados de subsuperfície, uma coluna estratigráfica
com os litotipos presentes na região, bem como o tipo de metarmorfismo sofrido e a
metalogenia associada (Figura 19).
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 19 – Coluna eAstratigráfica da sequência metavulcanossedimentar de Palmeirópolis.
ITO
R
ED
EM
Fonte: Modificado de JICA/MMAJ, 1989.
Baseados em descrições anteriores, utilizaram-se na elaboração deste trabalho a divisão
proposta por Leão Neto e Ollivatti (1983) e as siglas adotadas em “Geologia do estado de
Goiás e do Distrito Federal” (MOREIRA et al., 2008). As relações dessas litologias podem
ser vistas nos perfis da Figura 20.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 20 – Perfis esAquemáticos da região da SMVSP. R
ITO
ED
EM
Fonte: Modificado de JICA/MMAJ, 1989.
A Unidade 1 (MP2vsp1) representa a base da sequência. É constituída por anfibolito grosso
de aspecto gabroico e ocorre, principalmente, na porção centro-leste da sequência.
A Unidade 2 (MP2vsp2) encontra-se em contato com as rochas da Unidade 1 e é composta
por metagrauvacas, metagrauvacas líticas e conglomeráticas, tufos de cristal, lapilli tufos e
brechas vulcânicas xistificadas de composição ácida a intermediária e anfibolitos
(MP2vsp2a), além de ocorrências de metaconglomerados e sills ultrabásicos e talco-xistos
(MP2vsp2ub). A maior parte dessa unidade situa-se na porção leste da sequência e faz contato
com as unidades do Grupo Araí.
A Unidade 3 (MP2vsp3) é predominantemente composta por metavulcânicas básicas
anfibolitizadas de granulometria fina, rica em biotita, granada e segregações de carbonato.
São foliadas e de coloração verde-escura (FRASCA et al., 2015). São comuns níveis
descontínuos de metacherts, por vezes ferruginosos (formação ferrífera – MP2vsp3ff),
granada-biotita-muscovita-quartzo-xisto, xisto grafitoso e diques básicos e ultrabásicos.
Dados petroquímicos oriundos dos anfibolitos sugerem tratar-se de metavulcânicas toleíticas
de cadeia meso-oceânica (ARAÚJO, 1986; ARAÚJO; NILSON, 1987).
A Unidade 3 tem sua área de ocorrência na porção centro-oeste, dentro da sequência e em
contato com as unidades 2 e 5.
A Unidade 4 (MP2svp4) é composta por granada-biotita-muscovita-quartzo-xistos
feldspáticos, plagioclásio-biotita-quartzo-xistos, plagioclásio-muscovita-biotita-quartzo-xistos
(dacitos-riodacitos), sericita-microlínio-muscovita-quartzo-xistos (riolitos) e metatufos ácidos
com intercalações de anfibolito, estaurolita-granada-biotita-quartzo-xisto e metachert.
Apresenta-se como um conjunto predominantemente vulcânico, após o estágio essencialmente
básico da bacia. Possui características de vulcanismo fissural e de neck, variando de
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
intermediário a ácidAo cÇom rochas metavulcânicas anfibolitizadas (MP2vsp4a) na base e metarriolitos no topo.
Essa unidadOe encRontra-se, em sua maior parte, circundada pela Unidade 3 e é possivelmente na interfTace rocha básica/rocha ácida dessa unidade que estão contidos os depósitos de Zn, Cu e Pb, aIlém de Ag e Cd associados. A DUnidade 5 (MP2svp5) está no topo da sequência e é formada por metapelitos aluminosos Eintercalados por rochas calcissiliciclásticas, formações ferríferas, filitos grafitosos e metacherts. Os metapelitos são basicamente xistos quartzosos com muscovita, granada, biotita, cianita e estaurolita, que constituem porfiroblastos com dimensões até centimétricas. M Ocorrências de anfibolitos (MP2svp5a) em forma de lentes são comuns. E Ocupa, proporcionalmente, a maior área entre as unidades, ocorrendo na porção oeste da sequência. Encontra-se em contato direto com as rochas do Grupo Serra da Mesa.
O Granito tipo Morro Solto (MPɣms) é formado por corpos elipsoidais de granitos alcalinos
que intrudem a SMVSP, principalmente as unidades 2, 3 e 4, com destaque para a porção
homônima no centro da sequência e próxima aos depósitos de sulfetados. De acordo com
Moreira et al. (2008), são rochas de coloração cinza-claro a esbranquiçadas, de granulação
variando entre média e grossa e com bordas apresentando aspecto gnáissico. Possui
composição com porcentagens entre albita/oligoclásio, microclínio, quartzo e hornblenda
sódica. Diques de aplitos são comuns nas zonas com as encaixantes.
Dados de Rb-Sr obtidos por Drago et al. (1981) em hornblendas forneceram idades de 955±56
Ma, com razão inicial 0,713±0,002 tida como a idade de cristalização. Amostras originadas de
um pequeno corpo granítico dessa unidade forneceu uma isócrona Rb-Sr com idade de
1330±67 Ma (FUCK et al., 1989). Portanto, se considerada a contemporaneidade das
intrusões graníticas com as sequências vulcanossedimentares, infere-se que essa unidade
possui idade variando entre 1300 a 1000 Ma (MOREIRA et al., 2008).
6.2 Litotipos
Por meio de amostras de afloramento e, principalmente, com as amostras oriundas dos furos
de sondagem (117), Guimarães e Araújo (1979) sugerem a divisão dos litotipos encontrados
na região do Projeto Palmeirópolis em nove supergrupos e 18 grupos relacionados entre si,
devido às características das paragêneses mineralógicas (Quadro 5; Figuras 21 e 22).
Para Araújo (1986), em estudos desenvolvidos em furos de sondagem, é possível dividir dois
grandes pacotes de rochas: um formado por anfibolitos e outro por rochas compostas por
antofilita e biotita ± cordierita.
Os anfibolitos são constituídos, principalmente, por hornblenda e plagioclásio e estão
intimamente associados aos corpos de minério. A hornblenda é o principal constituinte dessas
rochas, satisfazendo de 60 a 80% do volume total; o restante é formado por plagioclásio
variando entre 10 a 25%; têm-se, como minerais acessórios, granada, titanita, ilmenita,
epídoto, carbonato, quartzo e apatita.
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Quadro 5 – Litotipos
RA
Ç
identificados na região do projeto Palmeirópolis
Supergrupo I Grupo 1: xisto e k-feldspato.
O Metassedimentos (metarenito feldspático e/ou pelito e/ou Grupo 2: Muscovita-biotita-plagioclásio-IT quartzo-xisto Supergrupo II marga) e/ou metavulcânica ácida Grupo 3: Granada-muscovita-biotita-D plagioclásio-quartzo-xisto. E Grupo 4: Estaurolita-granada-plagioclásio- biotita-quartzo-xisto Metassedimentos aluminosos Supergrupo III (pelito ou grauvaca) e/ou Grupo 5: Granada-muscovita-estaurolita-M vulcânicas aluminosas silimanita-plagioclásio-biotita-quartzo-xisto Grupo 6: Plagioclásio-biotita-quartzo-xisto com E silimanita/cianita Metassedimento (pelito
ferruginoso ou grauvaca) e/ou Grupo 7: Granada-plagioclásio-biotita-quartzo-Supergrupo IV
metavulcânicas intermediárias xisto e anfibólio e estaurolita
Metassedimento (pelito Grupo 8: Cumingtonita-gedrito-xisto e/ou
Supergrupo V ferruginoso) e/ou metavulcânicas estaurolita/cianita e granada
Grupo 9: Anfibólio-plagioclásio-biotita-quartzo-
Metavulcânica xisto
Supergrupo VI intermediária/básica e/ou
metassedimentos Grupo 10: Granada-hornblenda-biotita-quartzo-
xisto
Grupo 11: Biotita-plagioclásio-anfibolito
Rocha vulcânica básica e/ou (hornblendito)
Supergrupo VII metamarga Grupo 12: Granada-quartzo-plagioclásio-
anfibolito
Grupo 13: Anfibolitos, plagioclásio-anfibolito
com e sem quartzo
Supergrupo VIII Rochas metabásicas Grupo 14: Metabasitos
Grupo 15: Diopsídio-hornblenda-plagioclásio-
anfibolito
Grupo 16: Granada-biotita-anfibolito
Metapelitos ferruginosos e/ou
Supergrupo IX Grupo 17: Rochas de quimismo ultrabásico rocha ultrabásicas (tremolititos, estaurolita-biotita-granada-
hornblenda-clorita-xisto)
Grupo 18: Fragmentos angulosos de quartzo-
Supergrupo X Brechas biotita-xisto, anfibolito e cristais de anfibólio e
plagiocásios
Fonte: Modificado de GUIMARÃES; ARAÚJO, 1979.
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Figura 21 – MicrofotAografias dos principais litotipos da região de Palmeirópolis.
ORT
ED
I
EM
As rochas formadas por antofilita e biotita ± cordierita possuem diferentes ocorrências, com
proporções distintas entre minerais associados como quartzo e feldspatos, que se encontram
dispostos em leitos granoblásticos. Minerais acessórios como ganita, actinolita, cumingtonita,
diopsídio e silimanita também são encontrados, além de apatita, titanita e zircão.
Figura 22 – Afloramentos presentes na região dos depósitos de Palmeirópolis.
Nota: Da esquerda para a direita, em sentido horário: micaxistos alterados; anfibolitos alterados
hidrotermalmente; granito tipo Morro Solto; metapelitos imaturos; anfibolitos com bandas de
quartzo dobradas; coloração típica dos solos da região; anfibolitos xistificados e dobrados;
calcedônia com box works; anfibolito fino.
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6.3 ARCABOUÇAO ESTRUTURAL
Devido à escasseRz e descontinuidade de afloramentos na área, a história deformacional ainda não é bem cOompreendida. Entretanto, Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981) reconhecem três dirIeçTões estruturais marcantes. Em ordem cronológica, esses autores colocam a Unidade Central como referência, pois esta contém as rochas mais antigas da área. A primeira tem dirDeção N20°-30°E, originada por um dobramento isoclinal com planos axiais de alto Emergulho tanto para SE quanto para NW, que coincidem com a xistosidade S1. Os eixos e as lineações têm mergulho para SW, variando de 10° a 20°. Formando um anticlinal, sintectonicamente a essa fase tem-se a intrusão do Granito tipo Morro Solto. Na etapa final M desse evento e com diminuição da atividade vulcânica, ocorre um entulhamento de E sedimentos terrígenos grosseiros e imaturos, seguido de vulcanismo básico e tufos líticos de composição intermediária e granulação variada, originando a Unidade de Leste. Após essa
fase, a deposição de sedimentos terrígenos pelíticos associados a precipitados químicos
silicosos e ferruginosos dá origem à Unidade de Oeste.
A formação dessa sequência é seguida por uma deformação que crenulou a xistosidade S1,
formando dobras assimétricas fechadas (Figura 23) e uma clivagem de fratura (S2) com
direção N60°-70°E. É possível que tenha havido reativação das falhas ligadas ao primeiro
estágio evolutivo.
Figura 23 – Feições estruturais da região do projeto Palmeirópolis.
A B
C D
E F
Nota: A: lineação de crenulação nos anfibolitos; B: boudin de quartzo em anfibolito; C: anfibolito com dobras tipo
“m”; D: amostra de xisto dobrada; E: veio de quartzo com dobra tipo “Z” em anfibolito; F: xisto dobrado.
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Por fim, todo o pacote soÇfreu dobramentos suaves, levemente assimétricos, com direção NS-
10°E, com planoRs axiAais verticalizados e eixos sub-horizontalizados. Entretanto, eOm estudos mais recentes empreendidos pelo “Projeto metalogenia e geologia da porção cTentro-norte da faixa Brasília”, Frasca et al. (2015) observam que a SMVSP foi alteradIa tectonicamente por deformações polifásicas e, no geral, não progressivas. Esses autDores ressaltam que, possivelmente, muito pouco da estratigrafia original e estruturas primárias encontram-se preservadas, devido aos intensos processos deformacionais e Emetamórficos. Frasca et al. (2015) sintetizam a possível evolução tectônica da SMVSP, que seria constituída M por três fases deformacionais (Figura 24). A primeira refere-se a um encurtamento crustal E gerando dobras fechadas e assimétricas marcadas na foliação principal S1. Seguindo esse evento, a fase 1 é sobreposta por uma transpressão com atitudes N/S de baixo a alto ângulo,
com mergulhos variando entre 35º e 80º e crescentes de oeste para leste. A terceira fase é
predominantemente composta por sistemas de transcorrências de sentidos dextrais e sinistrais
que sobrepõem as demais, dando origem a atitudes N/S, lineações de estiramento sub-
horizontais e paralelas a subparalelas ao strike (FRASCA et al., 2015).
Figura 24 – Esquema de deformações polifásicas para a SMVSP.
Fonte: Modificado de FRASCA et al., 2015.
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7 TIPO DE DE
RA
PÓSITO
7.1 MINOERALIZAÇÃO E ALTERAÇÃO HIDROTERMAL Os minIeTrais-minério encontrados nos depósitos são representados, em ordem de abundância, por pirrotita, pirita, esfalerita calcopirita e galena. Para fins de classificação, adotou-se como miDnério maciço aquele composto por 50% em volume de sulfetos em relação à rocha total, e Eminério disseminado aquele onde raramente a relação sulfeto/rocha total excede 20% (Figura 25). O minério do tipo maciço ocorre em dois tipos de estrutura: brechoide, que é M caracterizada por fragmentos de tamanhos variados da rocha encaixante circundados por sulfeto maciço; e bandado (restrito ao corpo C3), que se caracteriza pela intercalação de faixas E de coloração amarronzada, com composição pirita/esfalerita, e amareladas, de composição pirita/calcopirita. O minério disseminado ocorre segundo a xistosidade, disperso na rocha e
em vênulas preenchendo fraturas.
Figura 25 – Prancha com os tipos de minério encontrados nos depósitos de Palmeirópolis.
A B D
C
Nota: A, B, C: sulfeto maciço; D: sulfeto disseminado.
Os corpos sulfetados, segundo Figueiredo, Leão Neto e Valente (1981) e Leão Neto e
Ollivatti (1983), C1, C2 e C3, estão associados ao contato entre os anfibolitos e um pacote de
composição ácido-intermediária, formado, principalmente, por biotita-quartzo-xisto
feldspático, estaurolita-granada-biotita-quartzo-xisto, biotita-anfibólio-xisto, biotitito e
cloritito (Figura 26). Já o corpo C4 difere dos demais, pois está encaixado em rochas ácidas
de composição riolítica e é formado, em maior parte, por minérios disseminados, uma vez que
o minério maciço ocorre preenchendo fraturas submétricas. De acordo com Araújo e Nilson
(1987), as rochas do corpo C4 são consideradas de natureza ácida (rochas a muscovita,
feldspato potássico e quartzo), que foram afetadas por processo de alteração hidrotermal
primária, antes mesmo do metamorfismo regional. Esse processo é semelhante ao que ocorreu
nas rochas a antofilita e biotita encontradas em outros corpos.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
A morfologia dos coArposÇ mineralizados difere entre si em vários aspectos, principalmente no que se refere à Rdeformação. Os corpos C1, C2 e C3 possuem aspecto lenticular com alto mergulho pOara SE. Apresentam forte controle estrutural com remobilização de sulfetos maciços brechoides preenchendo diversos tipos de fraturas. O corpo C4 aparenta ser do tipo stockwIorTk anelar, revelado pelo contorno da anomalia geofísica por meio do método mise-à-la-masse.
A Docorrência de ouro tem sido relatada em alguns testes, embora não se tenha ainda ideia Eclara de sua gênese e provável teor. Apenas os corpos C3 e C4 tiveram análises sistemáticas para Au. O corpo C1 apresentou uma ocorrência em ensaios realizados em concentrados do
EM
minério.
Figura 26 – Representação esquemática dos corpos mineralizados e suas encaixantes.
Localização do depósito de Palmeirópolis
Regional Local
Basalto (anfibolito - Hbl + Plg)
Rochas sedimentares
pelíticas e químicas Sulfeto maciço
Vulcânicas ácidas a intermediárias Zona de alteração
Granada-biotita-anfibolito
Mi n .
Vulcânicas básicas
Basalto (anfibolito -Hbl + Plg)
Fonte: Modificado de ARAÚJO; NILSON, 1987.
7.2 MODELO METALOGENÉTICO
O modelo admitido para os depósitos de sulfetos de Palmeirópolis é o Volcanic Hosted
Massive Sulphide (VHMS) do tipo estratiforme e stratabound, devido ao ambiente geológico
e características da mineralização (ARAÚJO, 1986; ARAÚJO, 1996; ARAÚJO; NILSON,
1987). Os modelos desse tipo são considerados como produtos hidrotermais de células
geotermais convectivas, alimentadas, principalmente, por água presente na região de
formação, como água do mar nos depósitos de origem submarina. A presença de rochas a
antofilita e biotita ricas em Mg e pobres em Na na região de Palmeirópolis é totalmente
consistente com tal modelo.
Diversos estudos sobre geoquímica das rochas da SMVSP (ARAÚJO, 1986; ARAÚJO, 1996;
ARAÚJO; FAWCETT; SCOTT, 1995; ARAÚJO; NILSON, 1987) indicam uma afinidade
com basaltos de cadeia meso-oceânica (MORB) e a ausência de sedimentação terrígena
associada ao pacote de rochas básicas leva a crer que o eixo central da abertura desse oceano
de idade proterozoica encontrava-se distante da crosta continental. Outro tipo de ambiente
sugerido para a formação desse tipo de mineralização seria em bacias marginais formadas
atrás de um arco magmático (ARAÚJO; NILSON, 1987).
Devido à recristalização metamórfica da esfalerita e da pirita e sua estrutura estratiforme,
adota-se uma origem pré-metamórfica singenética para os sulfetos.
Os depósitos de sulfetos maciços associados a Palmeirópolis, devido às características de
gênese e evolução, estão localizados em diversos locais, como os de Chipre e Turquia, onde
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os corpos sulfetadosA usuÇalmente ocorrem no contato entre duas unidades de rochas máficas com altos teores Rde Cu-Zn. Entretanto, o depósito de Palmeirópolis ainda apresenta teores de Pb subordinado. Outro comparativo se dá com o depósito de Geco, no Canadá, que se
encontra defOormado e metamorfizado na fácies anfibolito e com distintas zonas de alteração hidroteIrmTal (ARAÚJO; SCOTT; LONGSTAFFE, 1996). AsD prováveis fontes para os metais dentro de um sistema geotermal convectivo são as rochas pelas quais o fluido hidrotermal percola. Os teores de Cu, Zn e Pb presentes nos anfibolitos de EPalmeirópolis podem ter sido carreados por meio de lixiviação desse pacote de rochas (ARAÚJO, 1986). No que se refere ao enxofre contido no depósito, este pode ter entrado no M sistema geotermal a partir da água do mar. Outra hipótese, também devido ao grande volume E de rochas ígneas máficas contemporâneas aos corpos sulfetados, seria a de um componente magmático para a origem do enxofre (ARAÚJO; NILSON, 1987).
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8 PROSPECÇÃO GEOQUÍMICA
O tratamento do
Projeto PalmOeiróR
A
s dados geoquímicos das amostras de sedimentos de corrente e solo do
polis seguiu a metodologia hoje aplicada pelos principais centros de pesquisa
e serviçoTs geológicos do mundo, utilizando-se de estatística robusta, ou seja, técnicas usadas para atIenuar o efeito de outliers e preservar a forma de uma distribuição tão aderente quanto poDssível aos dados empíricos (CARRANZA, 2009, 2011; FILZMOSER; HRON; REIMANN, E2009; GRUNSKY, 2010; REIMANN et al., 2008). 8.1 METODOLOGIA
EM Segundo o “Relatório final da pesquisa – Projeto Palmeirópolis (DNPM n° 800.744/78)” do ano de 1984, a amostragem de sedimentos de corrente e solos seguiu o padrão de amostragem praticado nos dias atuais na CPRM, sendo os sedimentos de corrente utilizados para escala
regional (1:50.000) e solos para escala de semidetalhe (1:10.000) e detalhe (1:2.000). Para
sedimentos de corrente, foram coletadas, de forma composta, no canal ativo da drenagem, em
trechos mais retilíneos, em cinco a 10 porções e em raio máximo de 50 m. Esses múltiplos
pontos de coleta envolveram expressiva varredura nas drenagens, com o objetivo de se obter
melhor representatividade da amostragem. Contudo, a densidade amostral se deu em função
dos alvos magnéticos indicados pela geofísica (Projeto Aerogeofísico da Serra da Mesa),
alcançando densidade de uma amostra/km2, considerando a área que engloba todos os alvos.
Da mesma forma se deu a distribuição da malha amostral de solos, contemplando também os
alvos indicados. A amostragem se deu em profundidades entre 0,4 e 0,6 m, segundo os
autores do relatório, variando entre os horizontes pedogenéticos B e C. Esse procedimento
não foi obedecido quando em áreas de predominância de crostas ferruginosas. Nesse caso, o
material foi coletado logo após atravessado o nível de canga.
Em laboratório, as amostras de ambas as matrizes foram destorroadas e peneiradas e a fração
80 mesh separada para análise, não se indicando no relatório a pulverização dessa alíquota,
procedimento incluso na metodologia atual. Essa alíquota sofreu abertura química por HNO3
concentrado em chapa aquecedora e analisado por espectrofotometria de absorção atômica,
método que apresenta limitações quanto ao limite inferior de detecção quando comparado aos
métodos mais modernos, tal como ICP-MS. Contudo, não há problema em detectar altos
teores em matrizes geológicas. Houve, então, a quantificação de teores para Cu, Zn, Pb, Fe e
Mn.
Há de se ressaltar que não há menção no relatório de que os dados analíticos foram
submetidos a testes para garantir e controlar a qualidade da análise química, tampouco a
qualidade de amostragem (QA/QC). Desde já, recomenda-se que as alíquotas das amostras
das duas matrizes sejam reanalisadas com os métodos analíticos atuais, o que poderia gerar
maior número de informações e melhores interpretações, além de estabelecer procedimentos
de controle de qualidade das análises químicas.
Foram recebidos dois bancos de dados para sedimentos e cinco para solos para tratamento
geoquímico, com coordenadas consistidas pela equipe da Divisão de Geoquímica (DIGEOQ)
da CPRM:
Para sedimentos de corrente, os arquivos com extensão shape
“Sedimentos_de_corrente_Spans”, que consiste em estações de amostragem a oeste da
área de estudo (n=248), que não apresentam resultados de concentração para Fe e Mn, e
“Sedimentos_de_corrente_Spans_Geobank”, com amostras no restante da área (n = 894) e
que possuem resultados para os cinco elementos analisados.
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Para solos, os arAquivos em extensão shape “Solos_Spans”, os quais contemplam uma malha com eRstações de amostragem a norte (sobre o corpo C3) e a extremo sul da área de estudo (On = 4.754), e “Solos_Spans_Geobank”, que mostram malha com estações que contemplam a parte central da área estudada, além dos demais corpos mineralizados (C1, C3 IeT C4; n=6099). Esses arquivos correspondem ao levantamento em escala de semidetalhe (1:10.000). Os arquivos com extensão shape – Dsubalvo2P_2000_geoquimica_solos, subalvo4P_2000_geoquimica_solos e E subalvo8P2_2000_geoquimica_solos – representam a malha de solos em escala de detalhe (1:2.000) sobre, respectivamente, os corpos C1, C2 e C3. É válido ressaltar que a malha M de detalhe do corpo C3 não possui os valores de concentração de Cu, Pb e Zn, não sendo possível confeccionar os mapas de concentração dos elementos. Para o corpo C4, não foi E possível resgatar geoquímicos e locacionais (coordenadas) do acervo para a reinterpretação.
O primeiro passo para o tratamento dos dados foi a organização de banco de dados para
tratamento estatístico. Entretanto, tal banco de dados apresentou um problema em relação aos
dados analíticos. Existem amostras que possuem dados químicos incompletos, ou seja,
espaços vazios na tabela para alguns elementos químicos, o que faz com que o usuário não
saiba se a amostra não possui o dado (o elemento químico não foi analisado) ou está abaixo
do limite de detecção do método analítico (o qual não é indicado no relatório para quaisquer
elementos analisados). Para tanto, foi considerado que espaços vazios na tabela de dados
químicos dos elementos significam “não analisados”.
Após a organização do banco de dados geoquímicos, as variáveis foram submetidas ao
tratamento estatístico básico univariado, com a confecção de gráficos, tais quais histogramas,
probabilidade normal (os quais não serão mostrados neste relatório) e box plot (junto aos
mapas unielementares), além de sumários estatísticos de cada matriz, mostrando parâmetros
estatísticos pertinentes das variáveis, e da estatística bivariada, levando-se em consideração as
amostras do levantamento regional.
8.2 RESULTADOS
Os resultados e as discussões desse estudo serão divididos entre as duas matrizes geológicas
analisadas (sedimentos de corrente e solos), sendo os resultados para sedimentos de corrente
em escala regional (1:50.000) para solo apresentados nas escalas de semidetalhe (1:10.000) e
detalhe (1:2.000). Os dados de sedimento de corrente e solos na escala de semidetalhe serão
analisados para as diferentes unidades geológicas, o que pode fornecer informações sobre o
comportamento de Cu, Zn e Pb em diferentes litotipos. Esse tipo de análise seria mais efetivo
se houvesse maior quantidade de elementos químicos analisados, os quais seriam mais bem
explicados por meio de tratamento por estatística multivariada (análise de principais
componentes, análise fatorial e análise de agrupamentos). Contudo, pelo número de amostras
que ambas as matrizes geológicas analisadas apresentam (n = 1. 142 para sedimentos; n =
10.856 para solos na escala de semidetalhe), foi utilizada a análise fatorial para mostrar áreas
de favorabilidade para jazimento, o que compensa o número reduzido de variáveis. Portanto,
efetivamente, somente as estatísticas univariada (análise estatística para cada elemento) e
bivariada (correlação entre os elementos) foram utilizadas nos levantamentos (Figuras 27, 28
e 29).
Os lineamentos e estruturas indicados nos mapas supracitados e os demais mapas ao longo
deste relatório foram baseados no mapeamento geológico original dessa área, não sendo
consideradas, portanto, as estruturas retiradas do levantamento geofísico.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
A simbologia que Ase Çobserva nos mapas geoquímicos é a representação dos quartis apresentados noRs gráficos box plot para cada elemento (Figura 30) e foi baseada na metodologiaO utilizada por Grunsky (2010). Descrevendo a simbologia, o círculo menor representa os outliers inferiores; o círculo médio representa as amostras com concentrações do limite IdoT whisker inferior até 25% (Q1) do total de amostras; o círculo maior se refere aos valores entre 25% (Q1) e 75% (Q3), faixa que representa as amostras de tendência central de conDcentrações dentro de toda a população (esses valores representam a amplitude interquartil E– AIQ – e também a faixa estimativa que representa o background da população); a cruz representa valores entre 75% e o limite do whisker superior (valor representado pelo M algoritmo Q3 + 1,5*AIQ, representando o limiar), se referindo às amostras que possuem certa elevação de concentração em relação à faixa “normal”, ou seja, representam amostras E intermediárias entre a faixa de tendência central e outliers superiores, essas últimas consideradas anomalias geoquímicas. A faixa de outliers superiores ou anomalias,
dependendo de sua amplitude, pode ser dividida em anomalias de terceira ordem (amostras
que possuem concentrações até o valor representado pelo algoritmo Q3 + 3*AIQ), segunda
(amostras que possuem concentrações até o valor representado pelo algoritmo Q3 + 4,5*AIQ)
e primeira (amostras que possuem concentrações maiores que o valor representado pelo
algoritmo Q3 + 4,5*AIQ). Lembrando que foram consideradas as distribuições log
normalizadas dos elementos analisados neste estudo. Como os mapas geoquímicos
unielementares são baseados nos percentis de gráficos box plot, o procedimento de log
normalização não superestima outliers superiores e não subestima outliers inferiores, além de
corroborar análises estatísticas que envolvam correlação de variáveis (tendência à
normalização dos dados).
Tanto para os dados brutos (sem transformação) quanto dados log transformados de
sedimento de corrente e solos (em escalas de semidetalhe e detalhe) foi aplicado o teste
Shapiro-Wilk, para confirmar se as distribuições dos elementos analisados possuíam
distribuição normal. Como resultado, todas as variáveis, independentemente da matriz ou
escala de levantamento, não mostraram distribuição normal (p < 0,05).
Os principais parâmetros estatísticos para interpretação do comportamento dos elementos
químicos analisados para o levantamento regional por sedimentos de corrente são
apresentados na Tabela 1. Os mesmos parâmetros para levantamento de semidetalhe e detalhe
para solos são exibidos na Tabela 2. Para os dados de sedimentos de corrente, é observado
que o número de amostras válidas para os elementos Mn e Fe não atinge a mesma
porcentagem de Cu, Pb e Zn; portanto, não permitem realizar, de maneira satisfatória, análises
estatísticas mais robustas (análises estatísticas multivariadas).
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AÇFigura 27 – Disposição das estações de amostragem de sedimentos de corrente (n=1.142).
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Figura 28 – DisposiAção das estações de amostragem de solos em escala de semidetalhe (n=R10.856).
ITO
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Figura 29 – DisposiçAão das estações de amostragem de solos em escala de detalhe para a áreRa dos corpos C1 (n=1.039) e C2 (n=590).
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Figura 30 – RepreseAntação da simbologia das faixas de concentração em mapas de pontos e deR bacias de proveniência baseados em gráficos box plot.
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Tabela 1 – ParâmetAros estatísticos pertinentes aos metais analisados para o levantamento regioRnal e por unidades geológicas em sedimento de corrente Limiar Limiar N N O Inferior Q1 Q2 Q3 Superior 2 Válidos Média Mínimo Máximo Contraste Válidos (Whisker (25%) (Mediana) (75%) (Whisker T(%) Inferior) Superior) Todas as amostras - (n=1.142) Cu (ppm) 113D9 I99,74 13,21 3,00 3,00 8,00 15,00 22,00 85,00 85,00 5,67 Pb (ppm) 1139 99,74 8,48 2,00 3,00 6,00 9,00 12,00 30,00 70,00 7,78 Zn (ppm) E1142 100,00 18,20 2,00 3,00 11,00 20,00 30,00 120,00 140,00 7,00 Fe (%) 893 78,20 2,46 0,10 0,50 1,70 2,60 4,00 10,00 30,00 11,54 Mn (ppm) 893 78,20 325,99 4,00 18,00 160,00 400,00 750,00 5600,00 7700,00 19,25 1 SMVSP Unidade 1 - (n=107)
Cu (Mppm) 107 100,00 18,83 3,00 5,00 14,00 20,00 30,00 60,00 60,00 3,00 EPb (ppm) 107 100,00 7,12 3,00 3,00 5,00 8,00 11,00 23,00 23,00 2,88 Zn (ppm) 107 100,00 21,88 3,00 7,00 15,00 25,00 35,00 85,00 85,00 3,40 Fe (%) 107 100,00 3,62 0,40 1,40 2,80 3,90 5,20 9,30 9,30 2,38 Mn (ppm) 107 100,00 606,71 11,00 110,00 400,00 680,00 1000,00 3000,00 3000,00 4,41
1
SMVSP Unidade 2 - (n=115)
Cu (ppm) 115 100,00 8,36 3,00 3,00 5,00 8,00 13,00 24,00 24,00 3,00
Pb (ppm) 115 100,00 9,59 3,00 3,00 7,00 10,00 13,00 28,00 28,00 2,80
Zn (ppm) 115 100,00 14,35 3,00 3,00 9,00 16,00 22,00 55,00 55,00 3,44
Fe (%) 115 100,00 1,78 0,30 0,50 1,30 2,00 2,80 6,10 6,10 3,05
Mn (ppm) 115 100,00 218,00 4,00 12,00 95,00 220,00 480,00 3000,00 3000,00 13,64
1
SMVSP Unidade 3 - (n=160)
Cu (ppm) 160 100,00 22,99 3,00 7,00 18,00 26,00 35,00 85,00 85,00 3,27
Pb (ppm) 160 100,00 5,20 3,00 3,00 3,00 4,00 8,00 26,00 26,00 6,50
Zn (ppm) 160 100,00 28,41 6,00 8,00 20,00 29,50 40,00 89,99 90,00 3,05
Fe (%) 160 100,00 4,05 0,70 1,10 3,05 4,45 6,05 9,80 9,80 2,20
Mn (ppm) 160 100,00 638,99 30,00 110,00 434,97 680,00 1100,00 4200,00 4900,00 7,21
1
SMVSP Unidade 4 - (n=59)
Cu (ppm) 59 100,00 12,49 3,00 3,00 7,00 11,00 22,00 55,00 55,00 5,00
Pb (ppm) 59 100,00 10,86 3,00 3,00 7,00 10,00 15,00 35,00 70,00 7,00
Zn (ppm) 59 100,00 23,64 6,00 6,00 17,00 24,00 35,00 55,00 140,00 5,83
Fe (%) 59 100,00 2,64 1,00 1,00 1,80 2,60 4,10 7,50 7,50 2,88
Mn (ppm) 59 100,00 343,93 30,00 60,01 210,00 410,00 540,00 2000,00 2000,00 4,88
1
SMVSP Unidade 5 - (n=493)
Cu (ppm) 493 99,60 15,09 3,00 4,00 11,00 15,00 22,00 55,00 70,00 4,67
Pb (ppm) 493 99,60 10,09 2,00 4,00 8,00 10,00 14,00 26,00 26,00 2,60
Zn (ppm) 495 100,00 18,94 2,00 3,00 11,00 20,00 30,00 100,00 100,00 5,00
Fe (%) 273 55,15 2,80 0,60 0,90 2,10 2,80 3,80 8,00 10,00 3,57
Mn (ppm) 273 55,15 419,05 30,00 40,00 220,00 450,00 820,00 5600,00 7700,00 17,11
3
CMUC - (n=18)
Cu (ppm) 18 100,00 15,40 8,00 8,00 12,00 17,00 20,00 25,00 25,00 1,47
Pb (ppm) 18 100,00 6,33 3,00 3,00 5,00 6,00 8,00 11,00 23,00 3,83
Zn (ppm) 18 100,00 22,53 11,00 11,00 16,00 23,49 30,00 45,00 45,00 1,92
Fe (%) 18 100,00 2,93 1,50 1,50 2,30 3,05 3,40 5,60 5,60 1,84
Mn (ppm) 18 100,00 542,19 280,00 280,03 390,00 574,80 670,00 990,00 990,00 1,72
4
CRM - (n=41)
Cu (ppm) 41 100,00 5,91 3,00 3,00 4,00 6,00 8,00 20,00 20,00 3,33
Pb (ppm) 41 100,00 7,18 3,00 3,00 6,00 8,00 10,00 17,00 17,00 2,13
Zn (ppm) 41 100,00 11,33 3,00 3,00 8,00 11,00 18,00 35,00 35,00 3,18
Fe (%) 41 100,00 1,14 0,20 0,40 0,80 1,20 1,50 3,60 3,60 3,00
Mn (ppm) 41 100,00 119,62 8,00 10,00 60,00 130,00 220,00 910,00 910,00 7,00
5
GMS - (n=25)
Cu (ppm) 25 100,00 5,75 3,00 3,00 4,00 6,00 8,00 14,00 14,00 2,33
Pb (ppm) 25 100,00 9,25 3,00 3,00 6,00 11,00 14,00 24,00 24,00 2,18
Zn (ppm) 25 100,00 11,11 3,00 3,00 8,00 11,00 19,00 40,00 40,00 3,64
Fe (%) 25 100,00 1,25 0,10 0,10 0,60 1,60 2,20 3,30 30,00 18,75
Mn (ppm) 25 100,00 110,64 20,00 20,00 40,00 100,00 180,00 750,00 1900,00 19,00
6
FT - (n=95)
Cu (ppm) 95 100,00 6,08 3,00 3,00 3,00 6,00 9,00 40,00 40,00 6,67
Pb (ppm) 95 100,00 7,59 3,00 3,00 6,00 8,00 10,00 20,00 20,00 2,50
Zn (ppm) 95 100,00 8,93 3,00 3,00 5,00 8,00 16,00 70,00 70,00 8,75
Fe (%) 95 100,00 1,09 0,10 0,40 0,80 1,10 1,80 3,80 3,80 3,45
Mn (ppm) 95 100,00 74,17 6,00 6,00 35,00 80,00 160,00 550,00 550,00 6,88
1 – Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis.
2 – Razão entre o teor máximo do elemento analisado e o teor de background (representado pela mediana).
3 – Complexo Máfico-Ultramáfico de Cana Brava; 4 – Complexo Rio Maranhão; 5 – Granito Morro Solto; 6 – Formação Traíras
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Tabela 2 – Parâmetros estatÇísticos pertinentes aos metais analisados para levantamentos de semidetalhe, por
unidadeR geoAlógica e de detalhe por solos Limiar Limiar N N Inferior Q1 Q2 Q3 Superior 4 OVálidos Média Mínimo Máximo Contraste Válidos (Whisker (25%) (Mediana) (75%) (Whisker (%) Inferior) Superior)
Todas as amostras
(n=10.856) T
Cu (ppm) 1I0853 100,00 27,05 3,00 5,00 18,00 29,00 45,00 172,00 2600,00 89,66
Pb (ppm) 10853 100,00 13,10 1,00 5,00 10,00 12,00 18,00 43,00 1440,00 120,00
Z n E(ppmD) 10853 100,00 22,58 1,00 3,00 13,00 23,00 40,00 210,00 1500,00 65,22 1 SMVSP Unidade 1 (n=1.110) MCu (ppm) 1110 100,00 36,08 3,00 8,00 25,00 40,00 55,00 150,00 150,00 3,75 Pb (ppm) 1110 100,00 10,85 1,00 5,00 9,00 11,00 15,00 32,00 200,00 18,18 E Zn (ppm) 1110 100,00 23,80 4,00 5,00 15,00 26,00 35,00 120,01 200,00 7,69 1SMVSP Unidade 3 (n=4.229)
Cu (ppm) 4229 100,00 36,37 3,00 10,00 27,00 40,00 55,00 145,01 2600,00 65,00
Pb (ppm) 4229 100,00 11,98 1,00 5,00 10,00 12,00 16,00 32,00 1350,00 112,50
Zn (ppm) 4229 100,00 28,01 3,00 5,00 18,00 29,00 43,00 158,02 940,00 32,41
1
SMVSP Unidade 4
(n=2.512)
Cu (ppm) 2512 100,00 20,71 3,00 3,00 12,00 20,00 35,00 171,99 460,00 23,00
Pb (ppm) 2512 100,00 17,38 2,00 5,00 12,00 16,00 24,00 65,00 1440,00 90,00
Zn (ppm) 2512 100,00 21,40 3,00 3,00 11,00 20,00 35,00 190,02 1500,00 75,00
1
SMVSP Unidade 5
(n=2.952)
Cu (ppm) 2952 100,00 20,19 3,00 5,00 14,00 21,00 30,00 89,99 160,00 7,62
Pb (ppm) 2952 100,00 12,54 2,00 5,00 10,00 12,00 16,00 30,00 110,00 9,17
Zn (ppm) 2952 100,00 17,19 1,00 2,00 9,00 16,00 30,00 180,01 340,00 21,25
Levantamento de Detalhe
2
C1
(n=1.039)
Cu (ppm) 1039 100,00 43,36 2,00 11,00 30,00 44,00 60,00 159,99 2600,00 59,09
Pb (ppm) 1035 99,61 27,26 1,00 5,00 15,00 21,00 42,00 196,02 1627,00 77,48
Zn (ppm) 1005 96,73 30,48 1,00 5,00 18,00 28,00 46,00 185,99 540,00 19,29
3
C2
(n=590)
Cu (ppm) 590 100,00 42,88 8,00 14,00 30,00 42,50 55,00 130,00 580,00 13,65
Pb (ppm) 588 99,66 18,34 3,00 4,00 10,00 14,00 22,00 70,00 2018,00 144,14
Zn (ppm) 582 98,64 35,68 4,00 9,00 21,00 30,00 50,00 180,00 860,00 28,67
1 – Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis;
2 – Corpo 1;
3 – Corpo 2.
4 – Razão entre o teor máximo do elemento analisado e o teor de background (representado pela mediana).
8.3 DISCUSSÃO
8.3.1 Sedimentos de corrente
Os mapas de bacias e de pontos de sedimentos de corrente (escala 1:50.000) para Cu, Pb, Zn,
Fe e Mn são mostrados, respectivamente, nas figuras 31 a 35; enquanto a amplitude das
concentrações desses elementos nas diferentes unidades geológicas abrangidas pelo
levantamento é apresentada na Figura 36. Entre os metais que são destaques para a área de
estudo, Cu, Pb e Zn não possuem teores significativos para indicação de mineralização,
apresentando valores máximos de 85, 70 e 140 ppm, respectivamente. Contudo, tais
concentrações se mostram maiores do que suas médias para a crosta superior (Upper Crust
Concentration – UCC) (GREEN, 1959; TAYLOR, 1964; WEDEPOHL, 1978, 1995), a saber,
14,3; 17 e 52, respectivamente, para Cu, Pb e Zn.
Concentrações significativas de Cu e Zn (entre 75% e o limiar superior) coincidem próximas
à área do corpo C3, área hachurada mais a norte da área de estudo. Tais concentrações podem
ter grande influência das estruturas (zonas de cisalhamento) de direção NE-SW/NS. Contudo,
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
a maior concentraçãoA de ÇZn coincide com a maior de Pb em amostra dentro da área do corpo C4. Apesar de alRgumas coincidências em relação a concentrações, a distribuição de Pb na área de estudo poOssui comportamento muito distinto, comparado ao de Cu e Zn, os quais possuem comportamentos semelhantes ao longo da área. Essa característica será confirmada mais adianteI pTelo teste estatístico de correlação. A distribuição espacial dos elementos Fe e Mn são bastante semelhantes entre si e semelhantes com a distribuição de Cu e Zn, possuindo conDcentrações significativas (entre 75% e o limiar superior), podendo estar relacionados à Eorigem hidrotermal em zonas de cisalhamento, preferencialmente nas estruturas de direção NE-SW/NS. M Os dados dos elementos analisados também foram explorados por unidades geológicas E presentes na área de estudo, a saber, as cinco unidades da Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis (SMVSP), os metassedimentos paleoproterozoicos da Formação Traíras (FT); rochas granitoides do Complexo Rio Maranhão (CRM) e do Granito Morro Solto
(GMS); além do Complexo Máfico-Ultramáfico de Cana Brava (CMUC). A única unidade
geológica não abordada foi o Grupo Serra da Mesa, devido à pequena quantidade de amostras
em seus domínios (n < 20).
Ao analisar os gráficos box plot para as diferentes unidades geológicas (Figura 36), constata-
se que, obviamente, as unidades da Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis
(SMVSP) e o Complexo Máfico-Ultramáfico de Cana Brava (CMUC) possuem as maiores
concentrações para quase todos os elementos analisados, principalmente ao se constatar as
concentrações representativas do background (representado pela mediana) dos elementos. A
exceção seria Pb, que, apesar de possuir as maiores concentrações na Unidade 4 da SMVSP,
possui maior valor de mediana para o Granito Morro Solto. A Unidade 3 da SMVSP é a que
possui a maior concentração mediana para os demais elementos, além de deter concentrações
significativas (entre 75% e o limiar superior) para Cu e Zn. É válido destacar os valores de
contraste (razão entre o teor máximo do elemento analisado e a mediana) para Cu, Pb e Zn
nas unidades 3 e 4 da SMVSP, onde esses valores corroboram a hipótese de origem
hidrotermal em zonas de cisalhamento, devido à grande diferença entre a concentração de
background e a concentração máxima desses elementos. Tal comportamento pode ser
observado nos gráficos box plot (Figura 36). Outra informação pertinente seria que, ao se
comparar os teores medianos das unidades com os teores crustais (UCC), percebe-se que
somente Cu possui valores superiores (unidades 1, 3 e 5 da SMVSP e CMUC). Pode-se,
então, conjecturar que o background para Cu nessas unidades é naturalmente elevado, ou seja,
independentemente do processo mineralizante, tais unidades, possivelmente, já possuíam
teores elevados para Cu.
A matriz de correlação de Spearman entre os elementos analisados para sedimentos de
corrente nas diferentes unidades geológicas é apresentada na Tabela 3. A correlação de
Spearman é um teste estatístico não paramétrico, logo, não requer que as relações entre as
variáveis sejam lineares nem que essas variáveis sejam medidas em intervalos de classes, o
que é adequado para distribuições não normais, tais quais as variáveis deste estudo. É possível
notar que Cu e Zn possui intrínseca relação com Fe e Mn em quase todas as unidades
geológicas, o que pode se tratar de um processo supergênico de adsorção/coprecipitação de
Cu e Zn por óxidos-hidróxidos de Fe e Mn, além de remeter à hipótese de origem hidrotermal
em zonas de cisalhamento (falhas e lineamentos) de direção NE-SW/NS. Em contrapartida, o
Pb possui valores de correlação significantes com Fe e Mn em apenas algumas unidades,
principalmente fora das unidades da SMVSP, a saber, CMUC e Formação Traíras. Como
mencionado, Cu e Zn possuem distribuição distinta de Pb, o que reflete em valores de
correlação não tão significativos entre esses elementos. Tal fato pode se dever à baixa
mobilidade de Pb em ambiente superficial. Uma vez solubilizado, esse metal é prontamente
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 53
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
adsorvido por superAfícieÇs de troca, principalmente pela matéria orgânica, além de sofrer rápida precipitaçRão, pois se trata de um metal anfótero (precipita sob forma de sal em pH ácido e alcaOlino) (FAURE, 1998; KRAUSKOPF; BIRD, 1995; YARIV; CROSS, 1979). Outra hipótese seria a abundância em determinadas áreas do mineral primário de Pb, a galena, que poIssTui as menores porcentagens entre os minerais de minério (CPRM, 1982, 2000).
EFigDura 31 – Distribuição espacial de Cu em sedimentos de corrente (mapa de bacias e pontos) ao longo da área de estudo.
EM
Figura 32 – Distribuição espacial de Pb em sedimentos de corrente (mapa de bacias e
pontos) ao longo da área de estudo.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 54
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 33 – DistribuAição espacial de Zn em sedimentos de corrente (mapa de bacias e poRntos) ao longo da área de estudo.
ITO
ED
EM
Figura 34 – Distribuição espacial de Fe em sedimentos de corrente (mapa de bacias e
pontos) ao longo da área de estudo.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇFigura 35 – Distribuição espacial de Mn em sedimentos de corrente (mapa de bacias e poRntos) ao longo da área de estudo.
ITO
M
ED
E
Figura 36 – Box plot da distribuição de elementos maiores, menores e traços em amostras
de sedimentos de corrente nas quatro principais unidades geológicas* da área
estudada.
(*) Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis (U1, U2, U3, U4 e U5); Complexo Máfico-Ultramáfico de
Cana Brava (CMUC); Complexo Rio Maranhão (CRM); Granito Morro Solto (GMS); Formação Traíras (FT); a
linha contínua em cada gráfico representa a concentração média da crosta (UCC).
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
ÃO 56 Projeto Palmeirópolis Relatório Técnico Ç
Tabela 3 – Matriz dAe correlação (Spearman) para os elementos analisados nas diferentes unidRades geológicas por sedimentos de corrente*. OCu (log) Pb (log) Zn (log) Fe (log) T 1 U1 0,01 1
D I U2 0,39 1 U3 -0,05 1
M
E U4 0,15 1Pb (log) U5 0,21
2
CMUC 0,50
3
E CRM 0,45 4 GMS 0,67 5 FT 0,56
1 1
U1 0,80 U1 0,03
1 1
U2 0,74 U2 0,37
1 1
U3 0,76 U3 -0,01
1 1
U4 0,50 U4 0,56
1 1
Zn (log) U5 0,60 U5 0,23
2 2
CMUC 0,67 CMUC 0,68
3 3
CRM 0,85 CRM 0,62
4 4
GMS 0,51 GMS 0,35
5 5
FT 0,77 FT 0,58
1 1 1
U1 0,77 U1 0,16 U1 0,61
1 1 1
U2 0,83 U2 0,53 U2 0,62
1 1 1
U3 0,77 U3 -0,09 U3 0,64
1 1 1
U4 0,83 U4 0,10 U4 0,27
1 1 1
Fe (log) U5 0,73 U5 0,07 U5 0,58
2 2 2
CMUC 0,75 CMUC 0,66 CMUC 0,76
3 3 3
CRM 0,82 CRM 0,55 CRM 0,82
4 4 4
GMS 0,71 GMS 0,47 GMS 0,88
5 5 5
FT 0,76 FT 0,67 FT 0,76
1 1 1 1
U1 0,61 U1 0,10 U1 0,68 U1 0,58
1 1 1 1
U2 0,77 U2 0,27 U2 0,70 U2 0,75
1 1 1 1
U3 0,57 U3 -0,10 U3 0,46 U3 0,55
1 1 1 1
U4 0,60 U4 0,35 U4 0,51 U4 0,59
1 1 1 1
Mn (log) U5 0,54 U5 0,04 U5 0,55 U5 0,60
2 2 2 2
CMUC 0,63 CMUC 0,50 CMUC 0,81 CMUC 0,50
3 3 3 3
CRM 0,68 CRM 0,34 CRM 0,73 CRM 0,80
4 4 4 4
GMS 0,48 GMS 0,08 GMS 0,67 GMS 0,67
5 5 5 5
FT 0,47 FT 0,53 FT 0,63 FT 0,63
Notas: (*) Os valores em vermelho representam correlações significantes a p <0,05. 1 – Unidades da Sequência
Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis; 2 – Complexo Máfico-Ultramáfico de Cana Brava; 3 –
Complexo Rio Maranhão; 4 – Granito Morro Solto; 5 – Formação Traíras.
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O 57
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
8.3.2 Solos
8.3.2.1 LevaRAntamento de semidetalhe
A distribuiçOão das concentrações de Cu, Pb e Zn nas amostras de solo na área de estudo e os mapas IdTe isovalores e de pontos são mostrados nas figuras 37, 38 e 39. Faz-se necessário ressaltar que, nos mapas de pontos, as simbologias dos percentis entre 25 e 75%, entre limiar infDerior e 25% e as anomalias negativas foram propositalmente retiradas com o intuito de Emostrar as maiores concentrações, devido ao grande número de amostras. As amostras de solo deste levantamento contemplaram quatro das cinco unidades da SMVSP (a Unidade 2 foi M descartada, devido ao pequeno número de amostras em seus domínios). E Ao contrário do levantamento por sedimentos de corrente, as amostras de solos mostraram teores que caracterizam presença de mineralização, com Cu, Pb e Zn apresentando concentrações máximas de 2.600, 1.440 e 1.500 ppm, respectivamente. Tais valores são tão
significativos que magnificam os valores de contrastes, atingindo 89, 120 e 65,
respectivamente, para Cu, Pb e Zn, considerando todas as amostras. Por se tratar de amostras
de solo sobre uma área mineralizada, as concentrações são mais elevadas do que em amostras
de sedimento de corrente. Tal característica, junto à disponibilidade hídrica da região de
estudo, confere a predominância da dispersão clástica desses metais sobre a dispersão
hidromórfica. Assim como para sedimentos de corrente, as distribuições de Cu e Zn em mapa
(Figuras 37 e 39, respectivamente) são semelhantes, ainda que suas anomalias sejam
coincidentes somente em algumas amostras, principalmente sobre os corpos C1 e C2. O Zn
apresenta amostras anômalas coincidentes com os quatro corpos mineralizados indicados por
mapeamentos geológico e geofísico e sondagens. Já o mapa de distribuição de Pb (Figura 38)
apresenta um exacerbado número de anomalias geoquímicas em relação aos demais
elementos, mostrando notável trend, que é coincidente com todos os corpos C1 e C4, ao sul da
área estudada, além de apresentar amostras anômalas coincidentes com todos os corpos
mineralizados mapeados, a exemplo de Zn. Essa característica das anomalias de Pb se deve ao
fato de que Cu e Zn possuem valores de concentração de background bem maiores do que Pb,
fato esse mais bem evidenciado ao se observarem os valores de background dos elementos
para cada unidade da SMVSP. É possível, ainda, perceber, nos mapas de distribuição, que as
anomalias para os três elementos parecem possuir relação com as estruturas de direção NE-
SW/NS, característica também apresentada pelas amostras de sedimento de corrente.
Ainda analisando as anomalias apresentadas por esses elementos, os gráficos box plot por
unidade geológica (Figura 39) mostram bem a discrepância entre os valores de background e
os valores extremos, caracterizando, portanto, a presença de uma mineralização, o que não foi
apresentado para as amostras de sedimento de corrente. Nota-se, também, que o maior
número de anomalias para todos os elementos analisados se encontra na Unidade 3, embora
Pb e Zn possuam seus valores máximos na Unidade 4. Comparando-se as concentrações dos
elementos analisados com a média crustal (UCC), observa-se que as concentrações medianas
de Cu para todas as unidades da SMVSP são maiores do que o UCC; para Pb, a Unidade 4
ficou um pouco acima do UCC, enquanto Zn não mostrou qualquer concentração mediana
acima da média crustal. Tal comportamento dos elementos em amostras de solo se assemelha
ao das amostras de sedimento, levando a crer que o Cu possui background naturalmente
elevado para as unidades da SMVSP.
A matriz de correlação de Spearman entre os elementos analisados para solos nas unidades da
SMVSP é apresentada na Tabela 4. Cu e Zn apresentam os melhores valores de correlações
significativas, corroborando as informações obtidas pelas demais ferramentas de exploração
de dados. O Pb não apresenta boas correlações com os demais elementos analisados, a
exemplo de seu comportamento para sedimentos. Ao analisar novamente os mapas de
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 58
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
distribuição dos elemAentÇos (Figuras 36, 37 e 38), comparando o trend geral dos elementos, percebe-se que o Pb possui concentrações significativas em algumas áreas do mapa que não
são apresentOadasR por Cu e Zn, o que pode corroborar o resultado desse teste de correlação. Isso pode ser atrelado a condições de dispersão de Pb a determinadas estruturas (zonas de cisalhaImTento) diferentes das de Cu e Zn, ainda que apresentem o mesmo trend (estruturas NE-SW/NS), além da hipótese de que nessas áreas possuam maior porcentagem de galena para maDior dispersão de Pb (maiores concentrações). EFigura 37 – Distribuição de Cu em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa de interpolação e pontos).
EM
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 59
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇFigura 38 – Distribuição de Pb em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa de inteRrpolação e pontos).
ITO
ED
EM
Figura 39 – Distribuição de Zn em malha de solos (levantamento de semidetalhe, mapa de
interpolação e pontos).
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Tabela 4 – Matriz dAe correlação (Spearman) para os elementos analisados nas diferentes unidRades da SMVSP por solos* O Cu (log) Pb (log) T I U1 -0.25 D U3 -0.15 E Pb (log) U4 0.11 U5 0.14 M E U1 0.67 U1 -0.12 U3 0.68 U3 -0.18
Zn (log) U4 0.45 U4 0.19
U5 0.60 U5 -0.03
(*) Os valores em vermelho representam correlações significantes a p < 0,05.
8.3.2.2 Levantamento de detalhe
O levantamento de detalhe foi realizado para as áreas dos corpos mineralizados C1, C2 e C3.
Todavia, somente os corpos C1 e C2 possuem dados geoquímicos. Assim como comentado
para o levantamento de solos na escala de semidetalhe e sedimentos, a dispersão dos
elementos na área de estudo possui forte componente estrutural, em que estruturas
condicionam os halos geoquímicos com maiores concentrações. A distribuição de Cu, Pb e
Zn, respectivamente, para a área do corpo C1, é apresentada nas figuras 40, 41 e 42. Essa área
apresenta a maior parte das amostras com concentrações anômalas de Cu, Pb e Zn entre
estruturas sinclinais e anticlinais de direção NE-SW. Além disso, estruturas mais recentes, de
direção NW-SE/NS, parecem condicionar as amostras com altas concentrações, colocando
tais amostras em um trend de direção NS, o que é mostrado para os três metais analisados.
Outra observação pertinente para essa área seria um condicionante litológico para Cu, Pb e
Zn, em que amostras anômalas para os três elementos se encontram no limite entre as
unidades 3 e 4 da SMVSP. Portanto, a conjunção dos fatores estruturais (zonas de
cisalhamento) e litológicos condiciona a concentração de altos teores desses metais. Apesar de
a similaridade da dispersão dos três metais, o teste de correlação de Spearman (p <0,05) para
o corpo C1 repete os levantamentos de sedimento e de solo em escala de semidetalhe, em que
Cu e Zn possuem valores de correlação significativos entre si, enquanto o Pb não apresenta
correlação com os demais.
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Figura 40 – Distribuição de Cu em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de
deRtalheA, mapa de interpolação e pontos integrados).
ITO
ED
EM
Figura 41 – Distribuição de Pb em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados).
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 42 – DistribAuição de Zn em malha de solos para o corpo C1 (levantamento de deRtalhe, mapa de interpolação e pontos integrados).
ITO
ED
EM
Para a área do corpo C2 (Figuras 43, 44 e 45), ainda a componente estrutural parece
condicionar os teores anômalos entre dois lineamentos (vide a parte superior da estrutura mais
a norte dessa área, onde a referida estrutura parece limitar as concentrações dos metais
analisados, principalmente para Cu e Zn, enquanto a sul dessa estrutura se apresentam as
amostras anômalas). O lineamento mais a oeste também se apresenta como condicionante das
concentrações de Cu e Zn, que mostram maiores concentrações a sul dessa estrutura.
O teste de correlação de Spearman para o corpo C2 (Quadro 6) mostra que os três metais
apresentam correlações significativas entre si, com um comportamento destoante em relação
aos testes de correlação para os demais levantamentos. Não é possível afirmar se tal
comportamento tem alguma influência litológica, uma vez que essas amostras se encontram
totalmente na Unidade 3 da SMVSP, ou se há outras estruturas em menor escala que possam
influenciar, mas que não foram detectadas pelo mapeamento geológico.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 43 – DistribAuição de Cu em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de deRtalhe, mapa de interpolação e pontos integrados).
ITO
ED
EM
Figura 44 – Distribuição de Pb em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de
detalhe, mapa de interpolação e pontos integrados).
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 45 – DistribAuição de Zn em malha de solos para o corpo C2 (levantamento de deRtalhe, mapa de interpolação e pontos integrados).
ITO
ED
EM
Tabela 5 – Matriz de correlação (Spearman) para os elementos analisados para amostras
de solos nas áreas dos corpos C1 e C2*
Cu (log) Pb (log)
Pb (log) C1 0.11
C2 0.66
Zn (log) C1 0.72 C1 0.21
C2 0.74 C2 0.61
(*) Os valores em vermelho representam correlações significantes a p < 0,05.
8.3.3 Análise fatorial (estatística multivariada) para os dados de sedimentos
(levantamento regional) e solos (levantamento de semidetalhe)
Com o intuito de mostrar áreas com maior favorabilidade para possíveis jazimentos de Cu, Pb
e Zn, ainda que o presente banco de dados não possua variáveis suficientes, foi utilizada a
análise fatorial (estatística multivariada) para amostras de sedimentos e solos. Para a
realização dessa análise estatística, os dados foram transformados pelo algoritmo Centred
Log-Ratio (CLR) (AITCHISON, 1986), devido aos corriqueiros problemas de múltiplas
populações das variáveis envolvidas (considerando os dados como composicionais). Contudo,
não houve retirada das amostras consideradas outliers (procedimento que evita a influência
das amostras anômalas na variância do sistema), com o objetivo de destacar as zonas
anômalas. Devido ao número reduzido de variáveis, essa análise mostrou algumas restrições,
tais quais a não rotação dos vetores e, obviamente, apenas um fator tanto para sedimentos
quanto para solos. A utilização da transformação CLR permite que alguns fatores apresentem
informações sobre duas associações geoquímicas, uma com coeficientes (loadings) positivos
significativos com o fator e outra com coeficientes negativos significativos com o fator.
Ressalta-se que, para os dados de sedimentos de corrente, somente uma parte das amostras foi
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O 65
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
considerada (n=894), as Çquais possuíam as análises dos cinco elementos (Cu, Pb, Zn, Fe e
Mn), enquanto para oAs dados de solos não houve análise para os elementos Fe e Mn.
O fator geOradoR pela análise fatorial para sedimentos de corrente mostra correlações significaTtivas positivas para Cu, Zn, Pb e Mn (respectivamente, 0,93, 0,85, 0,92 e 0,88) e correlaIção significativa negativa para Pb (-0,79). Tal fator representa 72% da variância do sisDtema de dados dessa matriz. Para solos, o fator gerado possui correlações significativas positivas para Cu e Zn (respectivamente, 0,92 e 0,89) e correlação significativa negativa para EPb (-0,75), representando 70% da variância do sistema de dados. Ambas as matrizes apresentaram valores de representatividade da variância satisfatórios, considerando a M condição limitada da análise. E Essa análise gera, ainda, escores do fator para cada estação amostrada, ou seja, representa o quanto o fator (que representa a associação geoquímica entre Cu-Zn-Fe-Mn, para os valores
positivos, enquanto valores negativos representam o Pb) é significativo em cada estação.
Portanto, por meio de escores do fator, é possível elaborar um mapa em que a associação
geoquímica Cu-Zn (incluindo Fe-Mn para sedimentos de corrente) e Pb possuam maior
significância e, por consequência, definir áreas de favorabilidade para jazimentos desses
metais. Resumindo, quanto maior o valor do escore no mapa, maior é a significância da
associação Cu-Zn naquela área, e quanto menor o escore, maior é a significância de Pb. As
figuras 46 e 47 mostram, respectivamente, os mapas dos escores para os fatores extraídos da
análise fatorial nos dados de sedimento de corrente e solos (escala de semidetalhe). A
simbologia do mapa de escores foi elaborada do mesmo modo que a dos mapas
unielementares, ou seja, baseada nos quartis dos gráficos box plot.
Os resultados de sedimentos e de solos ratificam as considerações sobre a distribuição dos
metais analisados, mostrando que Cu e Zn possuem afinidade entre si, enquanto Pb possui
distribuição diferenciada. Entretanto, as características encontradas nos mapas unielementares
ainda são evidenciadas nos mapas dos fatores, principalmente os mapas de solos, em que as
estruturas de direção NE-SW/NS parecem controlar a dispersão dos três metais, ainda que Pb
possua comportamento distinto.
Figura 46 – Distribuição dos escores para o fator extraído da análise fatorial nos dados de
sedimento de corrente (mapas de bacias e pontos).
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Figura 47 – DistribuAição dos escores para o fator extraído da análise fatorial nos dados de solRos (mapas de bacias e pontos)
ITO
ED
EM
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
9 PROSPEACÇÃO GEOFÍSICA
Este capítulo apRresenta os resultados do processamento dos dados aerogeofísicos e de
geofísicaT terOrestre, visando a evidenciar o potencial mineral das áreas da CPRM. A análise dos dadIos abrange uma discussão regional dessas áreas e, em seguida, é focada nas regiões doDs corpos mineralizados conhecidos: C1, C2, C3 e C4. Apresenta-se o processamento básico desses dados e o avanço que a modelagem e a inversão desses dados podem representar para Eesse objetivo. Os resultados foram integrados a alguns dados geoquímicos disponíveis nas áreas, apresentando boa correlação entre as zonas de altos teores de Cu, Pb e Zn dos corpos M C1, C2, C3 e C4 e as anomalias magnéticas e condutivas apontadas pelos dados geofísicos. E 9.1 DADOS DE EXECUÇÃO 9.1.1 Aerogeofísica
Neste projeto foram utilizados dados de dois aerolevantamentos geofísicos. O primeiro,
cedido por Lara do Brasil Mineração Ltda. e Votorantim Metais (VOTORANTIM, 2008),
consiste de um aerolevantamento de aeromagnetometria e Versatile Time Domains
Eletromagnetic (VTEM). O aerolevantamento foi executado pela companhia Microsurvey no
ano de 2008. Suas linhas de voo de produção foram orientadas na direção E-W, com
espaçamento de 250 m, linhas de controle de orientação N-S com espaçamento de 2.500 m e
altura média de voo de 100 m (Figura 48). Esses dados foram adquiridos por helicóptero. O
sistema VTEM utilizado possui frequência de base 30 Hz, com impulso de forma de onda
trapezoidal e 25 canais de aquisição (cuja numeração varia entre 10 e 34) no regime off times
somente para a componente vertical ( ) do campo eletromagnético induzido (Figura 48).
O segundo consistiu na aquisição de dados de aeromagnetometria e aerogamaespectrometria
provenientes do Projeto Aerogeofísico Palmeirópolis (número 1045 da Série 1000) (DREW,
1983) da CPRM, executado no ano de 1979, recortado para a área de trabalho e reamostrado
para as linhas de voo do aerolevantamento de Lara/Votorantim. Entretanto, com o intuito de
auxiliar no mapeamento de zonas de alteração hidrotermal das porções sulfetadas e
mineralizadas, foram utilizados apenas os dados de gamaespectrometria desse
aerolevantamento. Esses dados foram adquiridos com linhas de voo de orientação E-W, com
espaçamento das linhas de voo de produção de 500 m, linhas de controle espaçadas entre 3 e
3,5 km e altura média de voo de 80 m.
9.1.2 Geofísica terrestre
Os dados de geofísica terrestre apresentados neste relatório consistem de levantamentos dos
métodos de Polarização Induzida (IP), Polarização Induzida Espectral (SIP) e
Audiomagnetotelúrico de Fonte Controlada (CSAMT), adquiridos mediante acordo de
cooperação entre o governo brasileiro e o governo japonês, por meio de CPRM, DNPM, JICA
e MMAJ (JICA, 1987, 1988; JICA/MMAJ, 1989). Esses levantamentos foram executados em
três fases, entre os anos de 1986 e 1988, concentrando-se na porção sul das áreas da CPRM
(corpos C1 e C4), com enfoque prospectivo para mineralizações de Cu e Zn na região, no
contexto da execução do Projeto Palmeirópolis conduzido por CPRM e DNPM (Figura 49).
A localização das principais estações de IP, SIP e CSAMT adquiridas na área do Projeto
Palmeirópolis é apresentada na Figura 49. Neste trabalho, apenas as estações CSAMT
utilizadas para formar as seções do mapa são apresentadas. O restante das estações e seus
dados encontram-se nos arquivos digitais que acompanham este relatório.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇFigura 48 – Localização do aerolevantamento magnetométrico e VTEM da região de Palmeirópolis (TO).
ITO
R
ED
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 49 – LocalizaAção das principais estações de IP, SIP e CSAMT utilizadas na área do proRjeto Palmeirópolis.
ITO
ED
EM
9.1.3 Petrofísica e geoquímica de furos de sondagem
Neste trabalho, utilizaram-se também dados petrofísicos e geoquímicos medidos em
testemunhos extraídos dos furos de sondagem do Projeto Palmeirópolis (CPRM, 1982)
(Figuras 51 e 52; Tabela 6).
Os dados petrofísicos foram adquiridos em 2014 e consistem de medidas de susceptibilidade
magnética e condutividade elétrica executadas diretamente em testemunhos com
condutivímetros e suscetibilímetros de mão, com taxa de amostragem da ordem de 0,5 m nos
intervalos mineralizados (DOMINGOS, 2014). Os dados geoquímicos foram adquiridos na
campanha do Projeto Palmeirópolis (CPRM, 1982), com taxa de amostragem da ordem de 2
m, e foram utilizados para análise da relação das zonas mineralizadas de Cu, Pb e Zn com as
anomalias petrofísicas e geofísicas. Os gráficos dos logs das medidas petrofísicas e
geoquímicas e as tabelas de dados são apresentados no Anexo I.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 70
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Os dados petrofísicos taÇmbém foram utilizados como informação a priori e vínculos para a
modelagem direRta dAos condutores de VTEM e inversão magnética da aeromagnetometria, respectivamente.
Figura 5T0 –O Localização dos furos de sondagem do projeto Palmeirópolis.
ED
I
EM
Fonte: CPRM, 1982.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 71
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 51 – LocalizaAção de furos de sondagem para os corpos mineralizados C1, C2, C3 e C4 Rcom amostragem petrofísica.
TO
ED
I
EM
Fonte: DOMINGOS, 2014.
Nota: A, B, C, D: detalhe dos corpos C1, C2, C3 e C4, respectivamente.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 72
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Tabela 6 – Associ
geRoquA
ação dos furos de sondagem utilizados na integração petrofísico-
ímica e respectivo número de amostras para os intervalos mineralizados
Nº
X (m) Y (m) Z (m) Furo Corpo
Amostras
I79T593O1.5 8553118 388.991 PM-01-GO 795893 8552919 390.75 PM-06-GO D 795962.9 8553108 385.5961 PM-23-GO E 795903.6 8552711 381.8565 PM-25-GO C1 76 795957.9 8553004 390.2672 PM-59-GO M 795799.2 8552531 384.2134 PM-70-GO E 795881 8552717 380.1087 PM-96-GO 793227 8562816 403.172 PM-12-GO
793256.9 8562815 402.6951 PM-49-GO
793316.9 8563120 389.6765 PM-50-GO C2 37
793289.8 8562917 388.3802 PM-71-GO
793249.6 8562915 390.7142 PM-72-GO
793005.7 8567785 390.1434 PM-103-GO
793067.9 8567884 387.6075 PM-104-GO
792908.3 8567584 395.8523 PM-105-GO
792985.7 8567685 391.6029 PM-110-GO
792986.6 8567685 392.3234 PM-114-GO
792844.5 8567485 398.0905 PM-105-GO
C3 241
792870.9 8567487 397.1686 PM-117-GO
792865.9 8567382 386.4806 PM-121-GO
792900.5 8567387 397.4996 PM-122-GO
793023.2 8567674 389.0511 PM-123-GO
793017.1 8567486 385.3928 PM-130-GO
793044.6 8567474 386.8393 PM-131-GO
792652.9 8548366 434.6335 PM-52-GO
C4 11
793069 8548366 431.8812 PM-138-GO
9.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES
9.2.1 Seleção, localização e modelagem de condutores VTEM
Os pickings dos condutores VTEM foram gerados a partir de um algoritmo de propriedade da
Microsurvey/Geotech. Essas anomalias foram modeladas com o software EMIT Maxwell,
parte executada, a pedido de Votorantim Metais, pela Reconsult Geofísica, e parte por
geofísicos da CPRM. A modelagem da CPRM visou à complementação de modelos
preexistentes dentro dos polígonos das áreas de sua propriedade.
O aerolevantamento de VTEM marcou 533 pickings de condutores em toda a extensão da área
de execução. Destes, na Figura 52-A são apresentados 232 no interior e no entorno das áreas
da CPRM, de modo que a modelagem foi realizada para 91 anomalias (detalhados na Tabela
AIII-1 do Anexo III). Na Figura 52-B apresentam-se os condutores modelados no interior e no
entorno das áreas da CPRM, bem como os alvos exploratórios demarcados em Votorantim
(2008).
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O 73
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 52 – AerolevAantamento de VTEM: marcação de 533 pickings de condutores em toda a exRtensão da área de execução do projeto. O A) B) IT
ED
EM
Nota: A: localização de 178 pickings de condutores VTEM; B: localização de 79 condutores modelados; os
retângulos vermelhos, amarelos e azuis indicam alvos prospectivos marcados pela Votorantim Metais,
classificados por prioridade.
9.2.2 Integração petrofísico-geoquímica de furos de sondagem
Os dados geoquímicos foram integrados aos dados petrofísicos dos furos (Tabelas AI-1 a AI-4
do Anexo I), de modo a casar os intervalores de amostragem, embora possuam taxas de
amostragem diferentes. Os dados geoquímicos têm taxa de amostragem até quatro vezes
maior do que os dados petrofísicos (Figuras 53 a 56). O restante dos logs é apresentado no
Anexo II.
Em alguns intervalos de profundidade dos furos, nota-se que alguns picos das anomalias de
susceptibilidade magnética ( ) e condutividade elétrica ( ) coincidem com os picos das
anomalias geoquímicas (teores de Cu, Pb e Zn). Entretanto, para compreensão mais apurada
das possíveis correlações desses dados, optou-se por integrá-los por meio de análise estatística
não paramétrica bivariada (análise de correlação de Pearson dos dados) e multivariada
(análise fatorial, usando o Método de Componentes Principais (PCA)) entre , , teor de Cu,
teor de Pb e teor de Zn nas regiões mineralizadas dos furos de sondagem. Para esse processo,
foram utilizadas rotinas em MATLAB para a análise de correlação e o software Statisca 12
para a análise fatorial. Os dados foram log transformados, visando à homogeneização das
distribuições dos dados amostrados. Especificamente para a análise fatorial, utilizou-se a
rotação de fatores pelo Método Varimax Normalizado.
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O 74
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 53 – Log do fAuro de sondagem PM-06-GO do corpo C1.
OR
DI
T
E
EM
Figura 54 – Log do furo de sondagem PM-12-GO do corpo C2.
Figura 55 – Log do furo de sondagem PM-117-GO do corpo C3.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 75
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 56 – Log do fAuro de sondagem PM-138-GO do corpo C4.
ORIT
ED
EM
Para o corpo C1 (Figura 57), nota-se que as grandezas físicas ( e ) e os teores de Pb e Zn
possuem alta correlação, com ( ) e ( ). A análise
fatorial (Quadro 6) para dois fatores (1 e 2) corrobora esses resultados, mostrando que os
teores de Pb e Zn são os mais representativos para o Fator 1 (pesos em valor
absoluto) e as propriedades físicas mais representativas para o Fator 2. Aparentemente, esses
resultados podem indicar que não há correlação entre os teores de Cu, Pb e Zn e as zonas mais
magnéticas e/ou condutivas. Entretanto, nota-se que existe uma correlação positiva fraca entre
e teor de Cu ( e ), podendo sugerir uma relação das zonas magnéticas
com maior concentração de pirrotita associada à paragênese da calcopirita. É válido ressaltar
que os dados petrofísicos possuem uma taxa de amostragem muito mais refinada do que os
dados geoquímicos, uma vez que esses últimos possuem taxa de amostragem até quatro vezes
maior do que os dados petrofísicos. Desse modo, os dados geoquímicos possuem uma
amostragem litológica com maior dispersão estatística do que os dados petrofísicos. É
recomendado que as amostragens petrofísicas e geoquímicas sejam refeitas com taxas de
amostragem semelhantes para refinamento dessa análise estatística.
O corpo C2 (Figura 58) apresenta forte correlação positiva entre os teores de Pb e Zn (
e ) e correlações fracas entre e ( e ), e Cu (
e ) e e Pb ( e ). Esses resultados podem indicar que os
condutores mapeados por VTEM podem marcar zonas enriquecidas em calcopirita e galena,
principalmente as regiões de sulfetação maciça. Devido à forte correlação entre os teores de
Pb e Zn, podem ajudar a mapear também as zonas mais enriquecidas em esfalerita. Assim
como no caso do corpo C1, a análise fatorial para dois fatores (Quadro 6) mostrou o Fator 1
mais representativo para os teores de Pb e Zn e o Fator 2 mais representativo para e (pesos
em valor absoluto). Possivelmente, o sinal invertido entre os pesos de cada fator
reflete a correlação negativa que possui com as propriedades químicas, embora seja muito
fraca.
O corpo C3 (Figura 59) apresenta correlação fraca entre e ( e ), e Cu
( e ), e Zn ( e ) e Cu e Zn ( e ).
Nota-se correlação negativa fraca entre os teores de Cu e Pb ( e ). Esses
resultados podem indicar que os condutores mapeados por VTEM podem mapear zonas
enriquecidas em calcopirita e esfalerita. Além disso, e Cu aparentam possuir correlação
positiva muito fraca ( e ), devido à dispersão dos dados geoquímicos e sua
taxa de amostragem ser muito maior que os dados petrofísicos. Esse resultado pode indicar
que algumas zonas condutivas e também magnéticas podem ser mapeadas no levantamento
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 76
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
aeromagnetométrico Ae deÇ VTEM, o que sugere que zonas de pirrotita podem acompanhar a paragênese da calcopirita e esfalerita na mineralização. A análise fatorial (Quadro 6) para dois
fatores sugeOre quRe os dados petrofísicos são mais representativos para o Fator 1 e o teor de Zn para o Fator 2 (pesos em valor absoluto). O peso do Fator 1 de 0.658 para o Cu tambémI Té significativo, reforçando a correlação que pode existir entre as zonas enriquecidas em calcopirita (juntamente à pirrotita) e anomalias magnéticas e condutivas.
InfDelizmente, o corpo C4 possui poucas informações petrofísicas que podem ser comparadas Ecom os dados geoquímicos dos furos por meio dessa análise estatística, uma vez que seu número de amostras é muito baixo (11). Para o corpo C4, apenas os logs petrofísicos e M geoquímicos dos furos são apresentados no Anexo II. E Figura 57 – Análise de correlação para o corpo C1.
Nota: A: box plots de susceptibilidade magnética ( ), condutividade elétrica ( ), teor de Cu, teor de Pb e teor de
Zn; B: matriz de correlação entre as variáveis, com o valor do coeficiente de correlação de Pearson
apresentado em negrito em cada gráfico de dispersão; a tabela apresenta os p-valores das correlações; os
valores em vermelho mostram as correlações com pelo menos 95% de confiança ( ).
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 77
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 58 – Análise Ade correlação para o corpo C2.
ORT
ED
I
EM
Nota: A: box plots de susceptibilidade magnética ( ), condutividade elétrica ( ), teor de Cu, teor de Pb e teor de
Zn; B: matriz de correlação entre as variáveis, com o valor do coeficiente de correlação de Pearson
apresentado em negrito em cada gráfico de dispersão; a tabela apresenta os p-valores das correlações;
os valores em vermelho mostram as correlações com pelo menos 95% de confiança ( ).
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Figura 59 – Análise Ade correlação para o corpo C3.
ORT
ED
I
EM
Nota: A: box plots de susceptibilidade magnética ( ), condutividade elétrica ( ), teor de Cu, teor de Pb e teor de
Zn; B: matriz de correlação entre as variáveis, com o valor do coeficiente de correlação de Pearson
apresentado em negrito em cada gráfico de dispersão; a tabela apresenta os p-valores das correlações;
os valores em vermelho mostram as correlações com pelo menos 95% de confiança ( ).
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O 79
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Quadro 6 – AnálisAe fatorial (PCA) de dados petrofísicos e geoquímicos de furos de soRndagem*. O C1 C2 C3T Peso dos Fatores Peso dos Fatores Peso dos FatoresI Fator 1 Fator 2 Fator 1 Fator 2 Fator 1 Fator 2k -0.036 0.979 k 0.288 0.837 k 0.821 -0.025D σ 0.042 0.980 σ -0.371 0.815 σ 0.790 0.040Cu 0.596 -0.048 Cu 0.069 -0.231 Cu 0.658 0.344E Pb 0.939 0.036 Pb -0.965 0.075 Pb -0.545 0.486 Zn 0.948 0.048 Zn -0.949 0.121 Zn 0.157 0.892Comunalidades Comunalidades Comunalidades
Fator 1 Fator 2 Fator 1 Fator 2 Fator 1 Fator 2
EM k 0.001 0.959 k 0.047 0.783 k 0.674 0.675σ 0.002 0.963 σ 0.192 0.802 σ 0.625 0.626Cu 0.355 0.357 Cu 0.008 0.058 Cu 0.433 0.551
Pb 0.883 0.884 Pb 0.938 0.938 Pb 0.297 0.533
Zn 0.899 0.901 Zn 0.913 0.914 Zn 0.025 0.821
Autovalores Autovalores Autovalores
% Variâcia % Variâcia % Variâcia
Valor Autovalor Valor Autovalor Valor Autovalor
Total Total Total
1 2.154 43.075 1 2.155 43.095 1 2.068 41.360
2 1.911 38.215 2 1.341 26.813 2 1.139 22.776
(*) Os valores dos pesos dos fatores em vermelho indicam pesos significativos > 0.700 em valor absoluto.
9.3 INTEGRAÇÃO DE DADOS GEOFÍSICOS
9.3.1 Anomalias aerogeofísicas relevantes
Nesta seção são apresentados os mapas básicos aerogeofísicos utilizados para demarcar as
anomalias de interesse prospectivo para as áreas da CPRM.
Na Figura 60 apresenta-se a resposta do canal 25 do modo off times para o transiente do
campo magnético e do VTEM no regime de late times na região das áreas da
CPRM. As anomalias mostram áreas condutivas em relação ao background da região. Nota-se
a ótima correlação entre os pickings dos condutores e as zonas anômalas marcadas por
VTEM. A anomalia de e que mais se destaca na região das áreas da CPRM é o
alinhamento condutivo de direção N-S, que se inicia nas proximidades do alvo PM10 e se
estende até o corpo mineralizado C3, passando pela região do corpo C2. Esse alinhamento
condutivo sugere a presença de possível estrutura condutiva que relaciona os corpos C2 e C3.
Outra característica ressaltada nesses mapas é o posicionamento proximal dos corpos C1, C2
e C3 às zonas condutivas, indicando que o aerolevantamento por VTEM pode estar
demarcando zonas enriquecidas em sulfetos mineralizados, uma vez que se tem conhecimento
de que esses corpos são mineralizados.
Na Figura 61 apresentam-se os mapas aeromagnetométricos básicos utilizados neste trabalho
(Amplitude do Sinal Analítico (ASA), Inclinação do Sinal Analítico (ISA) e derivada na
direção E-W de 1ª ordem – dx1). Já na Figura 62 apresenta-se o mapa de lineamentos
magnéticos extraídos dos mapas de ISA e dx1. Todos os mapas aeromagnetométricos foram
reduzidos ao polo (RTP) com a rotina do USGS para o Geosoft Oasis Montaj (PHILLIPS,
2007) e continuados para cima em 50 m, a fim de retirar os ruídos de alta frequência
introduzidos no processo de RTP. Os mapas de dx1 e ISA (Figuras 61B e 61C, reforçados na
Figura 62) indicam uma estrutura magnética alinhada ao trend condutivo entre C2 e C3
apresentado na Figura 60, sugerindo que porções dessa estrutura condutiva também são
magnéticas. Nota-se, também, que os corpos mineralizados C1, C2, C3 e C4 estão próximos a
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 80
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
zonas magnéticas eA/ou Çposicionados próximos a trends magnéticos, mostrando que as mineralizações pRossuem uma componente magnética. Os mapas dOa Figura 63 apresentam as distribuições de Potássio Anômalo ( ) e Urânio AnômaloT ( ) oriundas dos dados aerogamaespectrométricos para a região das áreas da CPRMI. No mapa de (Figura 63B), nota-se uma anomalia linear paralela ao trend de conDdutores entre os corpos C2 e C3. Embora não tão evidentes no mapa da Figura 63A, alguns trechos desse trend condutivo se alinham às anomalias de . Esses resultados, Ecombinados aos resultados de VTEM e aeromagnetometria, sugerem que essa grande estrutura condutiva que possivelmente conecta os corpos C2 e C3 pode ter sido importante M para a alteração hidrotermal mineralizante desses corpos, de modo que se torna um alvo E potencial para a prospecção mineral. Uma caracterização geofísica detalhada dessa estrutura é recomendada, como aquisições terrestres de eletrorresistividade/IP, magnetometria, gamaespectrometria e eletromagnético indutivo (domínios da frequência e/ou tempo).
Nota-se também no mapa de que os corpos C1, C2 e C3 ocorrem juntos ou próximos às
zonas de anomalias positivas, indicando concentração potássica nessas mineralizações, devido
à alteração hidrotermal. O corpo C4 parece se localizar em zona de pouca concentração
potássica.
Figura 60 – Mapas das zonas anômalas marcadas por VTEM*.
(*) A) . B) .
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
AÇFigura 61 – Mapas aeromagnetométricos básicos utilizados.
ITO
R
ED
EM
Nota: A: amplitude do sinal analítico (ASA); B: inclinação do sinal analítico (ISA); C: derivada na direção E-W de
1ª ordem (dx1).
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Figura 62 – Mapa deA lineamentos magnéticos extraídos de ISA e dx1. R
DI
TO
E
EM
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Figura 63 – Mapas aAerogamaespectrométricos básicos utilizados. R
TO
ED
I
EM
Nota: A: potássio anômalo ( ); B: urânio anômalo ( ).
9.3.2 Integração aerogeofísico-geofísica terrestre
9.3.2.1 CSAMT
Os dados de CSAMT apresentados no mapa da Figura 49 foram utilizados para posicionar a
aquisição do levantamento IP+SIP do acordo de cooperação entre o governo brasileiro e o
governo japonês, por meio de CPRM, DNPM, JICA e MMAJ. Desse modo, serão
apresentadas apenas as seções de resistividade elétrica obtidas por meio da inversão 1D dos
dados de CSAMT (Figuras 64, 65 e 66) executadas no projeto (JICA, 1987). Nota-se nessas
seções que a localização dos corpos C1 e C4 ocorre em zonas de baixa resistividade elétrica
( ), entre as estações 27 e 28 para o corpo C1 (Seção A) e estação 80 para o corpo
C4 (Seção E). Esses resultados indicam a localização das zonas sulfetadas mineralizadas que
foram detalhadas na aquisição dos dados de IP+SIP.
Cabe ressaltar que outras zonas de baixa resistividade elétrica também ocorrem próximas às
regiões dos levantamentos de IP+SIP, como na região das estações 44 (Seção C) e 63 (Seção
D), de forma a reforçar o potencial prospectivo para essas áreas.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 84
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 64 – ModelosA invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções A e B. R
ITO
ED
EM
Nota: Os valores de resistividade elétrica obtidos estão representados no modelo em . A numeração ao
longo dos perfis representa as estações CSAMT.
Figura 65 – Modelos invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções C e D.
Nota: Os valores de resistividade elétrica obtidos estão representados no modelo em . A numeração ao
longo dos perfis representa as estações CSAMT.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 85
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 66 – Modelos
RA
invertidos 1D dos dados de CSAMT para as seções E e F.
ITO
ED
EM
Nota: Os valores de resistividade elétrica obtidos estão representados no modelo em . A numeração ao
longo dos perfis representa as estações CSAMT.
9.3.2.2 IP e SIP
Os resultados de IP e SIP são apresentados de forma integrada aos resultados da modelagem e
inversão geofísica dos dados de VTEM e aeromagnetometria na próxima subseção, conforme
a necessidade de integração. As demais seções de IP e SIP estão disponibilizadas em forma
digital, conjuntamente com os dados de CSAMT.
9.3.2.3 Modelagem e inversão dos dados aerogeofísicos (VTEM e
magnetometria)
Nesta seção são apresentados os resultados da modelagem direta dos condutores mapeados
por VTEM e a inversão dos dados aeromagnetométricos. Conjuntamente, são integrados os
resultados dos dados de IP e SIP (JICA, 1987; JICA/MMAJ, 1989) e os dados de geoquímica
de solo detalhados para os corpos C1 e C2.
Os condutores mapeados por VTEM foram modelados com o software EMIT Maxwell, o qual
simula uma placa condutora fina ou espessa (placa de Maxwell) com geometria, condutância
ou condutividade elétrica e orientação espacial (azimute e ângulo de mergulho) definidas pelo
usuário. O software resolve o problema diretamente do VTEM para esse condutor, permitindo
ajustes finos por meio de algoritmos de inversão da placa condutora. O valor de condutância
e/ou condutividade elétrica a priori nos modelos diretos foi extraído dos dados petrofísicos
dos furos nas zonas de minério maciço e/ou disseminado.
A inversão magnética foi executada com o pacote VOXI do Geosoft Oasis Montaj, com o
módulo MVI (Magnetic Vector Inversion). Essa metodologia resolve o problema diretamente
para o vetor de magnetização, considerando uma distribuição anisotrópica da susceptibilidade
magnética e, portanto, da própria magnetização do meio investigado, para um campo
magnético local (ELLIS, 2015; PEREIRA et al., 2015). Desse modo, o problema de
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
Projeto Palmeirópolis
ÇÃ
O 86
Relatório Técnico
magnetização remanAescente da região é contornado, uma vez que a informação da remanescência éR incorporada no problema diretamente e o problema inverso recupera soluções mais realistas para a geometria dos corpos magnéticos. O problema inverso permite
a entrada deO vínculos geométricos, nos quais é possível inserir a informação física a priori, no qual o IalTgoritmo atribui pesos ao vínculo em cada interação e foca as soluções em torno dos valores do vínculo (Reweighting Model + IRI Focusing). Os dados petrofísicos de susDceptibilidade magnética e os corpos mineralizados de Pb+Zn foram utilizados para esse Evínculo. A Figura 67 apresenta o detalhe do corpo C1. A Figura 67A apresenta a malha de geoquímica M de solo detalhada para o corpo mineralizado (malha de Cu) e os mapas de isolinhas do Efeito E de Frequência Percentual (Percent Frequency Effect (PFE)) obtido com o levantamento de SIP (Figura 67B). As anomalias de PFE sugerem zonas de alta sulfetação. Nota-se bom alinhamento das anomalias de Cu de 2ª e 3ª ordens com os valores de PFE > 2% e os pickings
de condutores de VTEM formando um alinhamento na direção NE-SW, paralelamente ao
corpo mineralizado aflorante mapeado. Além disso, nota-se que toda a região do corpo C1
encontra-se em área de alta favorabilidade de Cu, Pb e Zn, identificadas com a geoquímica de
solo da malha regional.
O levantamento de SIP apresenta anomalias de PFE no intervalo 2% < PFE < 4%, que
aparenta se estender até cerca de 300 m, com mergulho para E-SE, entre as estações 000 e
30E das linhas 15S e 35S (Figuras 68A e 68B). Esse resultado pode indicar uma concentração
de sulfetos coincidente com a posição do corpo C1. Além disso, o levantamento de SIP sugere
uma zona anômala (PFE > 2%) a S-SW do corpo C1, cujas seções mostram corpos anômalos
com valores de PFE superiores a 2% e topo variável entre 100-200 m nas linhas 110S
(estações 30W e 20W) e 150S (estações 10W e 10W) (Figuras 68C e 68D). Para melhor
compreensão dessas anomalias, recomenda-se a continuidade das campanhas de furos de
sondagem.
Nos mapas da Figura 67, nota-se que toda a região do corpo C1 está envolvida em uma zona
magnética ( ). Os resultados de MVI (Figura 69) mostram um corpo
magnético coincidente com a posição do corpo mineralizado (Pb+Zn) modelado (Figura 69A)
e também com as placas condutoras modeladas para os pickings de VTEM. O corpo
magnético apresenta susceptibilidade magnética no intervalo e com
mergulho para SE. As placas condutoras modeladas apresentam condutância no intervalo
(os modelos das placas são detalhados na Tabela AIII-1 do Anexo III). O
corpo magnético resolvido por MVI apresenta profundidade de sua base em torno de 400 m e
as placas condutoras modeladas possuem profundidade da base em torno de 150 m. Esses
resultados concordam com aqueles do levantamento de SIP.
Nota-se que na porção sul do corpo C1 (Figura 69B) os corpos magnéticos envolvem as
placas condutoras, sugerindo que essa região pode ter uma concentração anômala de pirrotita.
Esses resultados podem indicar uma zona de maior concentração de calcopirita, assumindo-se
sua paragênese associada à pirrotita. Além disso, nota-se que as placas condutoras e os corpos
magnéticos abrangem uma região maior do que a do corpo mineralizado modelado. Desse
modo, o potencial exploratório do corpo C1 pode ser estendido ao seu entorno. Entretanto,
mais campanhas de furos de sondagem podem ajudar na compreensão desses resultados.
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O 87
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Figura 67 – Detalhe Ado corpo C1 mapeado sobre o mapa de ASA. R
ITO
ED
EM
Nota: A: malha de detalhe de geoquímica de solo e anomalias de PFE do levantamento SIP; B: posições das
estações do levantamento de SIP sobrepostas às anomalias de PFE.
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Figura 68 – PseudosAseções de PFE do levantamento SIP do corpo C1.
A) R
DI
TO
E
EM
B)
C)
D)
Fonte: JICA, 1987.
Nota: A: linha 15S; B: linha 35S; C: linha 110S; D: linha 150S. As linhas tracejadas em vermelho indicam as
anomalias de PFE > 2%.
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Figura 69 – ResultaAdos de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para o corpRo C1.
DI
TO
M
E
E
Nota: A: vista superior da posição dos furos de sondagem (pontos verdes) e do corpo C1 modelado; B: vista em
detalhe com rumo para SW; C: vista para NW dos corpos mineralizados e geofísicos modelados; D:
detalhe da vista para NW, com indicação do corpo C1 modelado, dos corpos magnéticos resolvidos por
MVI e das placas condutoras modeladas para os dados de VTEM.
A Figura 70 apresenta o mapa de detalhe do corpo C2. A malha de detalhe de geoquímica de
solo apresenta anomalias de Cu de 2ª e 3ª ordens coincidentes com a projeção do corpo
mineralizado modelado e com as posições dos pickings de VTEM. Todo o entorno do corpo
C2 encontra-se em zonas de favorabilidade de Cu, Pb e Zn extraídas da malha regional de
geoquímica, com melhor correspondência entre os pickings de VTEM e do corpo
mineralizado modelado com a zona anômala de Cu. Esses resultados indicam que os
condutores mapeados por VTEM podem se correlacionar à mineralização do corpo C2.
A Figura 71 apresenta os resultados de MVI e da modelagem das placas condutoras para os
pickings de VTEM no corpo C2. Nota-se que o condutor ( ) da porção sul
do corpo C2 (Figura 71D) correlaciona-se muito bem com um corpo magnético de
susceptibilidade magnética no intervalo e com o corpo mineralizado
(Pb+Zn) modelado. Esse resultado está em acordo com a análise estatística não paramétrica
da petrofísica e da geoquímica dos furos de sondagem, cujo resultado apontou correlação
positiva entre zonas condutivas e zonas enriquecidas em teores de Zn e Cu. O envoltório do
corpo magnético na porção sul pode sugerir uma zona enriquecida em pirrotita associada à
paragênese da calcopirita e da galena, podendo sugerir a continuidade das zonas
mineralizadas até a profundidade da ordem de 300-350 m. Na porção norte do corpo C2, a
extensão da placa condutora até profundidades dessa ordem também sugere continuidade da
mineralização em profundidade e a norte do corpo C2 mapeado. Para avaliar esses resultados,
recomenda-se a continuidade das campanhas de furos de sondagem para investigação desses
condutores.
Um forte corpo magnético ( ) a sul do corpo C2 foi resolvido pelo
algoritmo de MVI. Ainda não há investigações sobre esse resultado. Por esse motivo,
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O 90
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
recomendam-se ÇfolloAw-ups de geofísica terrestre (magnetometria, IP, eletrorresistividade e eletromagnético)R para caracterizá-lo melhor, visando a avaliar seu potencial prospectivo e guiar futurasO campanhas de furos de sondagem.
FiguraI 7T0 – Detalhe do corpo C2 mapeado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA.
M
ED
E
Nota: Malha de detalhe de geoquímica de solo apresenta forte correlação das anomalias de 2ª e 3ª ordens com
os pickings de VTEM e com a projeção em superfície do corpo mineralizado modelado.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 71 – ResultaAdos de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para o corpRo C2.
TO
ED
I
EM
Nota: A: vista superior mostrando a posição do corpo modelado (Pb+Zn); B: vista em detalhe com rumo para SE
indicando a posição dos furos de sondagem; C: vista para SW dos corpos mineralizados e geofísicos
modelados; D: detalhe da vista para SW, com indicação do corpo C2 modelado, dos corpos magnéticos
resolvidos por MVI e das placas condutoras modeladas para os dados de VTEM.
Para o corpo C3, o VTEM identificou quatro pickings de condutores na região da
mineralização (Figura 72). Embora não alinhados com o corpo mineralizado aflorante
mapeado, como nos casos dos corpos C1 e C2, os pickings se concentram em torno de zonas
de favorabilidade para Cu, identificadas na malha regional de geoquímica de solo. As placas
condutoras modeladas para esses pickings apresentam respostas de mid e late times
características de um corpo condutor de mergulho suave. De fato, os modelos de placas
condutoras ajustados apresentam mergulho entre 15º e 30º (Figuras 73 e 74) e condutância
elétrica no intervalo .
Em contraste, o corpo mineralizado (Pb+Zn) modelado (Figura 74) apresenta mergulho
subvertical. Esse resultado sugere que os modelos de placas condutoras de VTEM indicam
um trend de sulfetação de direção oblíqua à mineralização modelada. De fato, os resultados da
análise estatística entre os dados petrofísicos e geoquímicos dos furos de sondagem indicam
correlação positiva fraca entre altos teores de Cu e Zn. Essa característica pode indicar que as
mineralizações de Cu e Zn (zonas de concentração de calcopirita e esfalerita) não ocorrem
necessariamente associadas às zonas de mineralização de Pb (zonas de concentração de
galena). Se a relação das mineralizações de Cu, Pb e Zn possuem essa característica, o
mapeamento dos condutores sugere que o entorno do corpo C3 possui um potencial
exploratório ainda maior.
As soluções de MVI indicam corpos magnéticos ( ) associados à
porção sul do corpo C3, correlacionando-se, inclusive, com as placas condutoras nessa região
(Figura 74B). Essas soluções de MVI sugerem zonas enriquecidas em pirrotita associada à
paragênese de calcopirita e esfalerita. Para melhor compreensão dos resultados de MVI e da
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O 92
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modelagem dos conAdutÇores, recomenda-se a investigação por furos de sondagens dos condutores mapeRados e dos corpos magnéticos resolvidos por MVI, além da execução de follow-ups dOe geofísica terrestre (IP, eletrorresistividade, magnetometria e eletromagnético (domínio do tempo ou frequência)). Outra característica interessante a ser notada nos resultados geofísicos do corpo C3 é o
aliDnhamIe
Tnto dos pickings dos condutores com os lineamentos magnéticos e estruturais.
Embora alguns condutores associados a essas estruturas tenham sido modelados, a técnica de
EMVI não foi aplicada às anomalias magnéticas associadas. Esses resultados podem ajudar a aumentar o potencial exploratório do entorno do corpo C3. Para avaliar esse potencial, M recomenda-se a aplicação da técnica de MVI e a continuidade das modelagens dos pickings E de VTEM, de modo, inclusive, a auxiliar o planejamento da execução do levantamento de geofísica terrestre para follow-up.
Figura 72 – Detalhe do corpo C3 mapeado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA.
Nota: Observa-se a boa correlação dos alinhamentos dos pickings de VTEM com os lineamentos estruturais e
magnéticos. O corpo C3 encontra-se próximo a uma região de alta favorabilidade da malha regional de
geoquímica de solo.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 73 – Perfis daA resposta de VTEM para os mid e late times (canais 12 a 22).
A)
OR
W E
IT
ED
EM
B) W E
Nota: A caixa tracejada vermelha indica os ângulos de mergulho das placas condutoras modeladas. O modelo
completo dos condutores é referenciado na tabela AIII-1 do Anexo III. A: condutor “B” da linha 3500; B:
condutor “B” da linha 3400.
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Figura 74 – ResultaAdos de MVI e da modelagem dos pickings condutores de VTEM para o corpRo C3.
ITO
ED
EM
Nota: A: vista superior mostrando a posição do corpo modelado (Pb+Zn) e os furos de sondagem (pontos
verdes); B: vista em detalhe com rumo para norte, mostrando o mergulho mais suave em relação ao corpo
mineralizado modelado; C: vista para SW dos corpos mineralizados e geofísicos modelados; D: detalhe da
vista para SE, com indicação do corpo C3 modelado, dos corpos magnéticos resolvidos por MVI e das
placas condutoras modeladas para os dados de VTEM.
Na região do corpo C4, os pickings de VTEM não coincidem com a posição do corpo
mineralizado modelado (Figura 75). Aparentemente, os pickings correlacionam-se à zona de
contato entre as unidades Palmeirópolis 1 e 5. Desse modo, no caso do corpo C4, o
aerolevantamento de VTEM utilizado neste trabalho contribui pouco para o entendimento da
mineralização.
Entretanto, o corpo mineralizado modelado (Pb+Zn) apresenta boa correlação com uma
anomalia circular de ASA (Figura 75). Os resultados de MVI apresentam corpos magnéticos
lineares de direção NW-SE coincidentes com partes do corpo mineralizado modelado (Figura
76), cujos valores de suscetibilidade magnética encontram-se no intervalo
. Esses resultados mostram uma continuidade do corpo magnético coincidente com o
corpo de Pb+Zn modelado, sugerindo um potencial para essa direção. Essas zonas magnéticas
podem indicar zonas de disseminação de pirrotita, uma vez que os valores máximos de
susceptibilidade magnética da região do corpo C4 são muito menores em comparação com os
de outros corpos. Para avaliar melhor essa discussão, são necessários mais estudos
petrofísicos dos furos do corpo C4, de modo a tornar a distribuição estatística das medidas nas
litologias significativas.
Os dados de SIP (Figura 77) apresentam anomalias de PFE > 4% coincidentes com o corpo de
Pb+Zn modelado entre as estações 000 e 60E das linhas 1430S e 1440S (Figuras 77B e 77C),
com extensão em profundidade até cerca de 250 m, compatível com o corpo de Pb+Zn
modelado. Essas anomalias estão indicadas no mapa da Figura 75B. As linhas adjacentes ao
corpo de Pb+Zn indicam que pode haver continuidade dessas anomalias de PFE para norte
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O 95
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
(em maiores profundidadÇes) e para sul (Figuras 77A e 77D. Além disso, o mapa de isovalores
de PFE (Figura R75AA) mostra uma região com valores superiores a 4% a oeste do corpo de Pb+Zn modOelado, coincidente com uma zona de favorabilidade de Zn e, parcialmente, Pb. Esses resultados indicam que o potencial exploratório da região do corpo C4 pode ser ainda maior. IDTesse modo, para verificar os apontamentos feitos neste trabalho, recomenda-se a continuidade de levantamentos de geofísica terrestre (magnetometria, eletromagnético (doDmínio do tempo ou frequência), eletrorresistividade e IP com arranjos mais detalhados) Epara caracterizar melhor essa área. Figura 75 – Detalhe do corpo C4 modelado (Pb+Zn) sobre o mapa de ASA.
EM
Nota: A: malha de detalhe de geoquímica de solo e anomalias de PFE do levantamento SIP; B: posições das
estações do levantamento de SIP sobrepostas às anomalias de PFE.
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Figura 76 – ResultadAos de MVI para o corpo C4.
OR
DI
T
M
E
E
Nota: A: vista superior mostrando a posição do corpo modelado (Pb+Zn) e os furos de sondagem (pontos
pretos); B: vista inferior de detalhe mostrando os corpos magnéticos lineares resolvidos por MVI; C; vista
para sul dos corpos mineralizados e geofísicos modelados; D: detalhe da vista para sul, com indicação do
corpo C4 modelado, dos corpos magnéticos resolvidos por MVI e coincidentes com a mineralização.
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Figura 77 – PseudosAseções de PFE do levantamento SIP do corpo C4. R
ITO
ED
EM A)
B)
C)
D)
Fonte: JICA, 1988.
Nota: A: linha 1405S; B: linha 1420SS; C: linha 1430S; D: linha 1440S.
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10 RECURSAOS GEOLÓGICOS
10.1 SONDAGREM
10.1.1 HistOórico
AsD camIp
Tanhas de sondagem foram executadas com sondas rotativas a diamante dos tipos BBS
e Longyear, com capacidade de perfuração de 250 e 500 m, respectivamente. As perfurações
Etiveram início com diâmetro NX, sendo reduzidas, a seguir, para os diâmetros BX e AX, conforme as conveniências técnicas, adotando-se, na maioria das vezes, o processo de M testemunhagem contínua. Os testemunhos foram acondicionados em caixas de madeira, cujas E capacidades variavam de 4, 5 a 6 m, de acordo com os diâmetros empregados. Nas áreas dos corpos de minério, os furos foram executados em linhas espaçadas de 100 m, as
quais foram traçadas perpendicularmente às suas direções estruturais. Todos os furos foram
descritos macroscopicamente, com auxílio de lupa binocular, e as descrições transcritas em
boletins apropriados.
Na identificação dos furos, utilizou-se o código PM, referente a Palmeirópolis, seguido do
número de ordem e da sigla do estado de Goiás (GO). Dessa forma, a numeração PM-01-GO
significa o primeiro furo executado no Projeto Palmeirópolis.
A sondagem rotativa a diamante foi empregada, basicamente, com duas finalidades:
sondagem prospectiva e sondagem sistemática. Na fase de sondagem prospectiva, foram
executados 29 furos, perfazendo 3.872,75 m perfurados nas áreas dos subalvos 2P, 2PA, 3PA,
4P e 10P e alvo l3P, visando, prioritariamente, à verificação de anomalias geofísicas e
geoquímicas coincidentes, detectadas por trabalhos de pesquisa locados sobre as linhas E-W
das malhas adotadas na pesquisa, com azimutes de 270° ou 90°. Naquela época, as
inclinações dos furos foram indicadas pelas variações de mergulho dos corpos condutores
detectados pelos métodos geofísicos (Slingram e Mise-à-la-masse) e medidas com relação à
vertical e variavam de 0° até 45°; entretanto, somente por questões de padronização, neste
projeto de reavaliação alterou-se o mergulho do furo em relação à horizontal, que varia de 90°
até 45°. Em algumas situações, foram investigadas, separadamente, zonas geoquímicas e/ou
geofísicas anômalas, com a finalidade de obtenção de parâmetros locais.
A sondagem sistemática foi executada, especificamente, sobre as áreas dos corpos de
minérios Cl, C2, C3 e C4, visando à verificação da geometria e condicionamentos geológico-
estruturais desses corpos, além da obtenção de parâmetros físicos e químicos das
mineralizações, necessários ao dimensionamento de seus recursos.
Essa sondagem foi planejada sobre uma malha regular, contudo, em função das
complexidades geológicas e estruturais das áreas mineralizadas, foi preciso, em alguns locais,
diminuir esse espaçamento.
No total, foram perfurados 165 furos, perfazendo, aproximadamente, 32.500 m de sondagem,
assim distribuídos: corpo C1: 69 furos, totalizando 9.598.09 m; corpo C2: 19 furos,
totalizando 2.319,75 m; corpo C3: 25 furos, totalizando 6.479,93 m; corpo C4: 19 furos,
perfazendo 5.004,72 m. Os 33 furos restantes, aproximadamente 5.600 m, foram executados
nos demais alvos.
10.1.2 Levantamento das bocas dos furos de sondagem
Durante o levantamento topográfico das bocas dos furos, verificaram-se discrepâncias com
relação ao posicionamento de alguns furos nos mapas e perfis, comparativamente às suas
coordenadas locais no banco de dados. Inicialmente, procedeu-se ao reconhecimento das áreas
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O 99
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
(C1, C2, C3 e C4) pAor pÇarte da equipe da CPRM, com o objetivo de localizar e sinalizar os furos de sondageRm ou seus vestígios. Com isso, receberam a mesma nomenclatura do projeto original, ou seja, cada furo começa com a sigla PM (Projeto Palmeirópolis), seguida do
número de ordem e da sigla do estado de Goiás (GO).
Para esItaTbelOecer as coordenadas planialtimétricas dos furos de sondagem encontrados, foi utiDlizada tecnologia GPS no modo estático pós-processado, com o rastreio sendo feito com receptores do tipo geodésico L1/L2 (modelos GPS HIPER SR L1, L2). EDevido à distância entre os pontos a serem medidos e objetivando maior precisão, foram estabelecidas três bases. Esses pontos foram escolhidos por se encontrarem em fazendas de M proprietários conhecidos, oferecendo segurança ao equipamento ali instalado, assim como E próximas aos pontos a serem medidos. Nesses pontos, um receptor GPS geodésico, para coleta de dados, era instalado pela manhã e
retirado ao final do dia. Com outro GPS geodésico, percorriam-se as linhas, medindo-se os
poços de sondagem existentes. O tempo de medição de cada poço variou de 40 a 90 minutos,
em função da topografia, cobertura vegetal e distância da base.
De posse dessas medições diárias, procedeu-se, primeiramente, ao processamento e ajuste dos
dados das bases. Para tal, foram utilizados dados gerados pela Rede Brasileira de
Monitoramento Contínuo (RBMC) do IBGE. Uma vez ajustadas as bases, procedeu-se ao
ajustamento dos dados remotos relativos a cada poço, obtendo-se, assim, o ajustamento de
todo o trabalho.
Os dados altimétricos obtidos em relação ao elipsoide foram convertidos para o geoide,
obtendo-se a altitude de cada ponto. O datum horizontal utilizado foi SIRGAS2000.
10.1.3 Corpo C1
Na área do corpo C1 foram executados, entre 08.11.1977 e 24.11.1984, 69 furos, totalizando
9.598.09 m de perfuração (Quadro 7), com os azimutes 285°, 270°, 105°, 90° e 0° para os
furos verticais.
Para obtenção das coordenadas dos furos de sondagem que não foram localizados em campo,
a solução foi georreferenciar mapas antigos com a distribuição geral das sondagens e extrair, a
partir deles, as coordenadas faltantes. Para auxiliar no georreferenciamento do mapa,
utilizaram-se como referência espacial os furos de sondagem extraídos em campo. Porém,
para minimizar o erro e tornar o posicionamento espacial mais confiável, procurou-se ajustar
essas feições geográficas (drenagens, morros, vales) dos mapas à imagem Geocover.
Após minimização dos erros, foram extraídas as referidas coordenadas. As cotas (Z) dos furos
foram obtidas projetando-se a boca desses furos (Collar) na topografia utilizada na
modelagem geológica.
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O 100
Projeto Palmeirópolis Relatório Técnico
AÇ
Ã
Quadro 7 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C1, levantadas em
camRpo com GPS de precisão (medidas) O PROFUNDI BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR MERGULHO DADE AZIMUTE (°) PM-01-GO
PM-02-GIOT
8553118 795931 389.86 63.65 60 90
8553368 796030 380.56 36.35 55 270
PM
ED
-03-GO 8553216 796101 376.04 337.05 60 270
PM-04-GO 8553219 795916 389.58 202.2 90 0
M PM-05-GO 8553218 795911 390.06 149.65 45 90 PM-07-GO 8553069 795920 390.53 116.9 90 0 E PM-09-GO 8553469 796043 377.48 80.8 90 0
PM-10-GO 8552573 795565 412.76 64.2 90 0
PM-11-GO 8553569 795631 377.62 80 90 0
PM-15-GO 8553690 796111 366.70 105.55 60 285
PM-16/19-GO 8552904 795953 387.70 120.1 60 285
PM-17-GO 8552724 795854 382.47 151.3 60 285
PM-18-GO 8553304 796010 384.64 100 60 285
PM-20-GO 8552731 795827 387.12 97 60 285
PM-21-GO 8553011 795939 390.51 98.7 60 285
PM-22-GO 8553496 796060 375.44 105.05 45 285
PM-23-GO 8553108 795963 385.83 66.7 70 285
PM-24-GO 8552934 795839 395.19 114.5 55 105
PM-25-GO 8552711 795904 382.51 145 60 285
PM-27-GO 8553097 796002 386.04 104.1 70 285
PM-28-GO 8553516 795983 376.80 90.5 60 285
PM-29-GO 8553128 795886 392.81 111.5 60 105
PM-30-GO 8553703 796067 366.71 150.65 60 285
PM-31-GO 8552943 795799 397.97 95.25 60 105
PM-32-GO 8553506 796022 376.84 101.7 90 0
PM-33-GO 8552740 795791 391.48 165.9 60 285
PM-34-GO 8552953 795760 401.82 122.95 60 105
PM-35-GO 8552643 795765 393.69 117.85 60 105
PM-36-GO 8552555 795702 400.28 246.65 60 285
PM-37-GO 8552614 795882 390.16 98.15 60 105
PM-39-GO 8552818 795891 383.19 117.5 55 285
PM-40-GO 8553128 795886 392.81 122 80 105
PM-59-GO 8553004 795958 390.47 86.5 55 285
PM-60-GO 8552998 795978 389.73 90.45 55 285
PM-61-GO 8552630 795811 384.59 166.05 70 285
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O 101
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
PM-62-GO 8552AÇ832 795821 392.69 94.65 90 0
PM-63-GO R8552822 795872 385.87 100.05 55 285 PM-64-GO O 8552808 795930 379.25 98.9 55 285 PM-66-GIOT 8553205 795988 382.68 54.25 70 285 PM-68-GO 8553297 796032 383.60 66.75 60 285
PMD-69-GO 8553402 796027 380.32 45.65 60 285 EPM-70-GO 8552531 795800 385.66 203.15 60 285 M PM-84-GO 8552540 795763 392.09 251.85 60 285 E PM-85-GO 8552521 795838 392.30 292.15 60 285 PM-86-GO 8552624 795846 386.37 228.55 70 285
PM-87-GO 8552638 795784 390.06 129.25 70 285
PM-90-GO 8552918 795908 390.08 120.25 60 285
PM-92-GO 8552813 795911 380.97 105.25 55 285
PM-93-GO 8553101 795990 385.41 99.85 60 285
PM-94-GO 8553394 796053 378.60 83.4 60 285
PM-95-GO 8551953 795636 407.09 438.2 90 0
PM-96-GO 8552717 795881 380.09 166.9 60 285
PM-97-GO 8553200 796008 380.94 98.45 70 285
PM-98-GO 8553210 795968 386.24 99.6 70 285
PM-99-GO 8552928 795874 392.33 199.85 60 285
PM-100-GO 8552803 795960 377.90 139.3 55 285
PM-101-GO 8552144 795704 408.20 160.7 60 285
PM-102-GO 8551306 795763 404.55 499.25 60 285
PM-116-GO 8552548 795731 395.46 165.71 90 0
PM-118-GO 8552641 795775 391.87 146.93 90 0
No corpo C1, nove furos ficaram como status de posição espacial inferida (Quadro 8).
Quadro 8 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C1, inferidas por
mapas e seções geológicas anteriores
AZIMUTE
BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR PROFUNDIDADE MERGULHO
(°)
PM-06-GO 8552916 795914 391.20 129.1 90 0
PM-08-GO 8552771 795460 415.52 109.65 90 0
PM-26-GO 8553292 796050 381.52 119.9 70 285
PM-38-GO 8552620 795843 382.90 228.55 90 0
PM-65-GO 8552916 795914 390.52 45.3 90.00 0
PM-67-GO 8553113 795946 389.52 38 90 0
PM-88-GO 8552336 795751 400.52 361.95 60 285
PM-89-GO 8553550 796315 361.52 185.3 60 270
PM-91-GO 8552908 795934 390.52 69.1 60 285
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O 102
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
10.1.4 Corpo C2 A
Na área do corpRo C2 foram executados, no período de 11.10.1978 a 15.11.1981, 19 furos, totalizando 2O.319,75 m, com os azimutes 270° e 0° para os furos verticais . QuadrIo T9 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C2, levantadas em campo com GPS de precisão (medidas) D AZIMUTE BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR PROFUNDIDADE MERGULHO E (°) PM-12-GO 793227 8562816 404.42 78.7 90 0 M PM-13-GO 793237 8563016 394.96 125.85 90 0 E PM-14-GO 793237 8563215 390.72 152.7 90 0 PM-42-GO 793217 8562817 404.64 90.3 65 270
PM-43-GO 793190 8562716 406.70 96.1 90 0
PM-45-GO 793196 8562666 405.97 138.85 90 0
PM-46-GO 793362 8563253 385.89 99.2 60 270
PM-47-GO 793237 8563016 394.96 116.55 70 270
PM-48-GO 793297 8563017 395.75 178.35 70 270
PM-49-GO 793257 8562815 402.93 130.9 70 270
PM-50-GO 793317 8563120 389.89 121.65 60 270
PM-51-GO 793252 8562716 401.67 80.2 60 270
PM-71-GO 793296 8562917 399.05 149 60 270
PM-72-GO 793256 8562915 401.76 119.05 60 270
PM-73-GO 793317 8563016 394.99 204.75 70 270
PM-74-GO 793288 8562816 400.22 118.6 60 270
PM-75-GO 793225 8562916 402.83 107.3 60 270
PM-76-GO 793282 8562718 399.98 104.6 60 270
PM-79-GO 793212 8562616 402.40 107.1 60 270
10.1.5 Corpo C3
No corpo C3 executaram-se 25 furos, totalizando 6.479,93 m de perfuração. Destes, foram
executados os furos PM-103-GO a PM-117-GO no período de 26.03.1984 a 11.11.1984. Com
relação aos furos PM-119-GO a PM-131-GO, não se conseguiu identificar o período de
perfuração (Quadro 10).
Nos furos executados sobre as áreas mineralizadas, procedeu-se a medidas de desvios de
inclinação e de direção, utilizando-se o equipamento óptico Reflex-Fotobor Dip & Direction
Indicator (R-F DDI), de fabricação sueca. O emprego desse instrumento foi devido à
existência de minerais magnéticos associados à mineração sulfetada.
O primeiro trabalho consistiu em extrair graficamente, a partir dos perfis de detalhe em escala
1:500.000, somente as cotas e os ângulos de desvio dos furos de sondagem, não sendo
possível recuperar os desvios nos azimutes, uma vez que não se encontraram os dados desses
furos. Convencionou-se, então, adotar o posicionamento mostrado nos perfis, por este ser
considerado mais confiável. Os azimutes iniciais foram 270°, 290° e 310°.
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O 103
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Quadro 10 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C3, levantadas em
camRpo Acom GPS de precisão (medidas) AZIMUTE BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR PROFUNDIDADE MERGULHO
(°)
PM-103-GO O 793006 8567785 391.23 110.45 75 270
PMD-104-IG
TO 793068 8567884 387.824 155.12 60 270
EPM-105-GO 792909 8567583 397.432 100.61 60 310 PM-106-GO 793048 8567885 388.001 61.8 60 270 M PM-107-GO 793153 8567883 386.293 276.36 60 270 E PM-108-GO 793046 8567786 390.749 304.14 75 270 PM-110-GO 792987 8567685 393.917 254.54 60 290
PM-112-GO 793046 8567786 390.749 251.94 65 270
PM-113-GO 792919 8567574 397.333 206.46 70 310
PM-114-GO 792987 8567685 393.917 239.85 75 290
PM-117-GO 792872 8567487 399.525 204.86 65 270
PM-119-GO 792951 8567549 397.099 281.1 75 310
PM-120-GO 792903 8567486 398.877 218.75 74 270
PM-121-GO 792871 8567382 400.623 291.78 70 270
PM-122-GO 792901 8567387 399.945 302.03 78 270
PM-123-GO 793024 8567674 393.48 271.46 80 290
PM-124-GO 792966 8567486 397.493 285.48 80 270
PM-125-GO 793004 8567506 396.52 305.17 80 310
PM-126-GO 793083 8567656 393.257 377.5 82 290
PM-127-GO 793086 8567783 390.504 355.83 80 270
PM-128-GO 793008 8567503 396.52 382.46 80 310
PM-129-GO 792849 8567381 401.086 288.47 70 270
PM-130-GO 793020 8567486 396.179 354.26 75 270
PM-131-GO 793045 8567474 395.802 427.96 87 310
Nesse corpo, somente um furo não foi localizados em campo (Quadro 11).
Quadro 11 – Coordenadas do furo de sondagem executado no corpo C3, inferidas por
mapas e seções geológicas anteriores
PROFUNDI AZIMUTE
BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR MERGULHO
DADE (°)
PM-115-GO 792846 8567485 401.304 171.55 65 270
10.1.6 Corpo C4
No corpo C4, o número de furos foi de 19, perfazendo 5.004,72 m de perfuração (Quadro 12).
Na área do corpo de minério, os furos foram executados em linhas espaçadas de 50 m, 100 m
e 150 m, aproximadamente perpendiculares à sua direção estrutural predominante, com os
azimutes 270° e 0° para os furos verticais.
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O 104
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
Nesses furos também fÇoram realizadas medidas de desvios de inclinação e de direção,
utilizando-se o eRquipAamento óptico Reflex-Fotobor Dip & Direction Indicator (R-F DDI), mas, para esOse corpo, não foi possível extrair graficamente as cotas e os ângulos de desvio dos furos de sondagem, uma vez que esses dados não foram localizados em perfis e mapas nos formatoIsT adequados para sua recuperação. QuDadro 12 – Coordenadas dos furos de sondagem executados no corpo C4, inferidas por mapas e seções geológicas anteriores E BHID XCOLLAR YCOLLAR ZCOLLAR PROFUNDIDADE MERGULHO AZIMUTE (°) PM-52-GO 792653 8548366 434.85 110.7 60 270 M PM-77-GO 792765 8549165 458.84 194.25 90 0 E PM-78-GO 792422 8549167 454.85 202.15 60 270
PM-80-GO 792657 8548866 448.83 145.6 60 270
PM-81-GO 792619 8548168 421.84 125.7 90 0
PM-82-GO 792709 8548267 430.59 133.4 60 270
PM-83-GO 792594 8548463 438.83 114.8 60 270
PM-137-GO 792773 8548366 438.67 434.35 78 270
PM-138-GO 793070 8548366 437.79 352.6 80 270
PM-139-GO 793048 8548468 442.90 411.35 88 270
PM-152-GO 793246 8548470 433.51 333.2 88 270
PM-154-GO 792996 8548365 440.53 336.75 80 270
PM-156-GO 793146 8548468 428.83 370 88 270
PM-158-GO 792945 8548365 441.59 364.06 80 270
PM-159-GO 793248 8548615 437.94 331.66 82 270
PM-160-GO 792945 8548264 436.52 260.2 90 0
PM-161-GO 793129 8548366 430.21 264.1 80 270
PM-162-GO 792997 8548414 442.94 328.75 90 0
PM-165-GO 792948 8548465 446.16 191.1 90 0
10.1.7 Armazenamento
Os testemunhos foram parcialmente preservados, apresentando algum nível de deterioração,
principalmente, com redução de quantidades por amostragens diversas realizadas tanto pela
CPRM quanto por instituições de pesquisa que a eles tiveram acesso.
Atualmente, os testemunhos encontram-se armazenados na Litoteca Regional de Caeté da
CPRM, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), estando acondicionados em caixas de
poliuretano com capacidade para 4 m de testemunho em diâmetro NQ e 5 m em diâmetro BQ
(Figura 78).
10.1.8 Resgate de dados de logs de sondagem
Os logs de sondagem analógicos (Figura 79), constantes nos diversos relatórios finais de
pesquisa apresentados ao DNPM, foram digitalizados por equipe própria da CPRM, iniciando
pelas informações do cabeçalho. As descrições geológicas originais foram mantidas,
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 105
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
buscando-se manter ApresÇervadas as informações primordiais para compreensão da geologia local, da mineralRização e de seus controles. Figura 78 –O Galpão da litoteca regional de Caeté (BH). T
ED
I
EM
Figura 79 – Modelo de logs antigos de testemunhos de sondagem.
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O 106
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
10.1.9 AmostrageAm
A seleção dos intervalos amostrados em cada furo para execução de análises químicas
quantitativasO e dReterminação da densidade teve por base a descrição dos testemunhos e a constataçTão da presença de sulfetos (esfarelita, calcopirita e galena) em percentual estimado, nunca iInferior a 5% em volume. EsDse critério revelou-se eficiente desde quando foi enviado para análise todo o material Esulfetado com respectivas estimativas dos percentuais em volumes catalogados para comparação com os resultados analíticos fornecidos em porcentagem/peso. Resultou que os M intervalos cujas estimativas estavam abaixo de 5,0% em volume de sulfetos dos elementos econômicos, invariavelmente, não forneceram teores anaíticos representativos. Assim, E estabeleceu-se esse valor como mínimo em uma primeira seleção, propiciando redução de custos.
Os intervalos máximos de amostragem foram de 0,50 m na coluna mineralizada, distinguindo-
se os intervalos de minério maciço, disseminado e material estéril porventura intervalado.
Os intervalos de testemunho assim medidos foram serrados no campo, dividindo-os
longitudinalmente em duas metades e uma delas seccionada à metade, enviando-se para
análise um quarto do testemunho.
Em cada amostra foram efetuados cálculos de densidade por meio de pesagem no ar e na
água, tendo-se efetuado duas a quatro pesagens por amostra. As leituras foram efetuadas em
balança com capacidade máxima de até 500 g e sensibilidade de leitura de 0,01 g. As
aproximações dos resultados foram na segunda casa decimal: para cima, quando igual ou
maior do que 5, e desprezados, quando menor do que esse valor.
As análises quantitativas efetuadas para Cu, Pb, Zn, Cd foram efetuadas pela Divisão de
Laboratório (DIVLAB) da Superintendência Regional de Goiânia (SUREG-GO) da CPRM.
Os resultados analíticos utilizados nos cálculos dos recursos foram obtidos por absorção
atômica, utilizando-se aparelho Perkin Elmer modelo 460 e abertura com água-régia a quente.
A sequência de operações até a análise propriamente dita é sumarizada a seguir.
Britagem da amostra total com britador de mandíbula à granulometria de 0,5 cm.
Quarteamento em bancada, com redução de amostra para 200 a 300 g.
Pulverização a -150 mesh em moinho de disco vertical.
Abertura de 1 g da amostra pulverizada com água-régia a quente, até eliminação total dos
vapores nitrosos.
As amostras cujos resultados apresentaram valores acima de 1.000 ppm foram diluídas em
balão volumétrico, usando-se técnica analítica quantitativa, sendo os resultados expressos em
porcentagem.
Os boletins de análises dos furos foram transcritos e tabulados para facilitar o seu manuseio
no cálculo dos recursos. Esses valores foram utilizados separadamente nas definições dos
limites da coluna mineralizada detectada em cada furo. Os teores das zonas mineralizadas, por
furo, foram obtidos por seleção dos resultados analíticos de acordo com o corte estabelecido.
10.1.10 Resgate dos resultados analíticos
Os resultados analíticos das amostras dos testemunhos de sondagem (Figura 80) foram
resgatados e digitados em tabelas Excel e agrupados em uma única tabela pela equipe da
Divisão de Geoprocessamento (DIGEOP) da CPRM, usando-se como base as informações
constantes nos relatórios finais de pesquisa das diversas áreas apresentados ao DNPM.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 107
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 80 – TabelAa original escaneada com os resultados analíticos das amostras doRs furos de sondagem.
ITO
ED
EM
10.1.11 Estudo comparativo entre resultados analíticos de amostras de rocha
(testemunhos) realizados por diferentes laboratórios
O estudo teve por objetivo comparar os resultados analíticos de 132 amostras de rocha
(testemunhos de sondagem) do Projeto Palmeirópolis, analisadas pelo LAMIN-RJ na década
de 1980, com as reanálises das alíquotas das mesmas amostras por SGS GEOSOL, laboratório
que atende às premissas de certificação de qualidade ISO, em 2016. As alíquotas estavam
arquivadas na Litoteca Regional de Caeté (BH), pulverizadas a 150 mesh (0,106 mm), as
quais são representativas de níveis mineralizados dos testemunhos.
É importante ressaltar que existem diferenças entre os métodos analíticos na década de 1980 e
o realizado recentemente, o que pode gerar grande inconsistência ao se comparar os
resultados. O método analítico utilizado pelo LAMIN foi Espectrometria de Absorção
Atômica por Chama (FAAS), com digestão química das amostras por água-régia
(2HCl/2HNO3), tendo sido analisados Ag, Cd, Cu, Pb, S e Zn. O método utilizado por SGS
GEOSOL foi Espectrometria de Massa com Fonte de Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 108
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
MS), com digestão químÇica multiácida (1HCl/1HNO3/1HF/1HClO4), com quantificação para
53 elementos, enRtre Aeles aqueles que foram analisados pelo LAMIN. As duas metodologias analíticas são muito utilizadas em laboratórios de pesquisa, porém, apresentam limites de
quantificação muito diferentes.
A FAAIST é Ouma técnica tipicamente monoelementar, em que a célula de atomização é a chaDma. Cerca de 90% da amostra introduzida são perdidos devido ao ineficiente processo de nebulização e o tempo médio de residência dos átomos gasosos na região de observação é Ebaixo. Esses dois fatores afetam negativamente a sensibilidade da técnica, gerando limites de quantificação mais elevados em %. M O ICP-MS é uma poderosa técnica para determinação de elementos em nível de traços e para E análises isotópicas. A capacidade multielementar, associada à sua alta sensibilidade, possibilita elevado desempenho para análises de rotina, caracterizando-se por limites de
detecção da ordem de ppt. Por outro lado, um dos aspectos críticos para a técnica de ICP-MS
é a ocorrência de severos processos de interferências matriciais, que exigem criteriosa seleção
de condições de calibração.
Para se discutir os resultados, utilizaram-se: i) gráficos de dispersão, com regressão linear
(Reduction to Major Axis – RMA), a qual representa a correlação perfeita entre os pares de
resultados; ii) análise de Thompson & Howarth, por meio da qual se mede a precisão
analítica, ou seja, a repetitividade de resultados analíticos, apesar de se tratar de métodos
analíticos significantemente diferentes e diferentes laboratórios. Os resultados dessa análise
são representados como “imprecisão”, que é estimada pelo desvio-padrão, ou seja, quanto
menor o desvio-padrão na comparação entre dois valores de concentração, maior a precisão
(REIMANN et al., 2008). Tal análise possui valor aceitável de “imprecisão” até 5%. Ressalta-
se que as amostras que possuíam concentrações acima e abaixo dos limites de detecção
superior e inferior, respectivamente, foram retiradas do tratamento, como também foram
retiradas as amostras consideradas outliers (por meio de gráficos de probabilidade normal, não
mostrados neste estudo), para não influenciar os resultados da comparação (Figuras 81 a 86).
Observa-se que a comparação dos resultados analíticos dos dois laboratórios nos gráficos de
dispersão não apresenta simetria para a grande maioria dos pares de amostras em relação à
reta de 45°. Os elementos que mais se aproximaram de boa simetria entre os pares de
amostras foram Cd, Cu e Pb. Contudo, é válido ressaltar que os pares com menores
concentrações para quase todos os elementos apresentaram boa simetria. Apesar das
diferenças quanto aos limites de detecção dos elementos (maior resolução para maiores
concentrações no FAAS e maior resolução para menores concentrações no ICP-MS), existe
uma faixa de concentração em que as leituras de ambos os métodos se equivalem, nesse caso,
concentrações menores e médias, justificando tal comportamento daquela parcela de
amostras. Foram observadas, ainda, para quase todos os elementos, amostras com altas
concentrações para um laboratório e baixa concentração para outro e vice-versa.
Quanto à análise de Thompson & Howarth, nenhum elemento analisado apresentou uma
porcentagem de imprecisão para os pares de amostras ao menos próxima de 5%, sendo a faixa
para Ag entre 270 e 81%; Cd entre 1255 e 50%; Cu entre 397 e 48%; Pb entre 323 e 90%; S
entre 66 e 60%; Zn entre 457 e 59%. Logo, por essa análise, o conjunto de pares não é
considerado compatível.
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Figura 81 – A) grAáfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados anRalíticos de Ag obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para Ag nas amostras selecionadas. IT
ED
EM
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Figura 82 – A) grAáfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados anRalíticos de Cd obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para Cd nas amostras selecionadas. IT
ED
EM
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Figura 83 – A) grAáfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados anRalíticos de Cu obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para Cu nas amostras selecionadas. IT
ED
EM
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Figura 84 – A) grAáfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados anRalíticos de Pb obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para Pb nas amostras selecionadas. IT
ED
EM
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Figura 85 – A) grAáfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados anRalíticos de S obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para S nas amostras selecionadas. IT
ED
EM
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Figura 86 – A) gráfico de dispersão para as amostras selecionadas com resultados
anRalítiAcos de Zn obtidos nos laboratórios LAMIN e SGS GEOSOL; B) gráfico Ode imprecisão analítica (%) para Zn nas amostras selecionadas.
DI
T
E
EM
10.1.12 Avaliação da qualidade analítica dos resultados obtidos: material de
referência certificado (MRC) e amostras duplicatas
10.1.12.1 Material de referência certificado (MRC)
O controle de qualidade analítica das amostras enviadas para SGS GEOSOL foi
efetuado pela análise do material de referência BRP-01, produzido por meio de um
projeto colaborativo entre pesquisadores de UNICAMP/UNESP/CPRM/USGS/IAG
em 2004. O material é derivado de basalto da região de Ribeirão Preto (SP). A
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
matriz do BRP-01 Aé compatível com a do material da área de estudo (sequências metavulcânicasR), embora o litotipo seja diferente. Para avaliaçOão do desempenho do laboratório, utilizou-se a seguinte metodologia: AvaIlTiação da média dos valores recebidos em relação ao valor certificado (viés). DInvestigação da fonte de eventuais desvios em lotes com picos sucessivos fora dos limites de +/-2 DP (desvio-padrão) da população (outliers). E Avaliação visual de tendências.
M Na avaliação do viés segue-se esta orientação: (1) Bom: |Viés| <5%; (2) Questionável: |Viés| E entre 5% e 10% e (3) Inaceitável: |Viés| >10%. Seis amostras do material de referência (BRP-01) foram enviadas ao laboratório SGS GEOSOL, distribuídas em dois lotes de amostras de testemunhos, que geraram três
certificados analíticos. As análises foram realizadas por ICP-MS após digestão multiácida,
diferentemente dos métodos utilizados para certificação do MRC, na maioria por
fluorescência de raios X para elementos maiores. Ressalta-se que, para este estudo, foram
considerados apenas os elementos Cu, Pb e Zn, os quais possuem resultados certificados pela
amostra-padrão BRP-1, excluindo-se, então, Ag, Cd e S.
Os dados analíticos das seis amostras BRP-01 apontam discrepância entre os resultados do
primeiro boletim (três amostras) e os dois últimos (três amostras), nos quais os valores de Cu,
Zn e Pb atingem diferenças bastante significativas, com Cu apresentando diferença de 1850%;
Pb, 472%; Zn, 329% (Tabela 7). Portanto, os parâmetros estatísticos dos gráficos das figuras
87 a 89 foram baseados nos três primeiros resultados analíticos da amostra-padrão BRP-1, os
quais possuem valores mais “próximos” das concentrações certificadas.
Considerando-se apenas os três primeiros resultados analíticos, Cu apresenta um viés de
+0,67; Pb, +109,09; e Zn, +0,70. Conclui-se, assim, que as demais amostras, a partir da quarta
análise, são outliers. Como há somente seis amostras-padrão, além da abnormalidade dos
dados a partir da quarta análise, torna-se difícil avaliar uma tendência.
A discrepância entre os resultados analíticos para os elementos Cu, Pb e Zn, além do alto viés
positivo para Pb, pode indicar: i) contaminação em algum ponto do processo; ii) problemas de
calibração do equipamento utilizado; iii) restrições nos limites de resolução do equipamento.
Apesar dessas hipóteses, não é conclusiva qualquer especulação a respeito da causa dos
espúrios e vieses positivos.
Tabela 7 – Dados das análises da amostra-padrão BRP-1 para Cu, Pb e Zn, com
respectivos parâmetros estatísticos
Desvio-
Média das
Padrão Valor
Três Média Média
Elemento Análises da Amostra-Padrão BRP-01 das Três Certific Viés
Primeiras +2DP -2DP
Primeiras ado
Análises
Análises
1 2 3 4 5 6
Cu (ppm) 150.70 166.10 166.40 339.10 4033.90 4569.40 161.07 8.79 179.02 143.11 160.00 +0.67
Pb (ppm) 8.70 11.10 14.70 20.80 31.10 110.90 11.50 3.02 17.54 5.46 5.50 +109.09
Zn (ppm) 126.00 151.00 152.00 198.00 373.00 841.00 143.00 14.73 172.46 113.54 142.00 +0.70
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Figura 87 – Gráfico dAas análises da amostra-padrão BRP-1 para Cu. R
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Figura 88 – Gráfico das análises da amostra-padrão BRP-1 para Pb.
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Figura 89 – Gráfico dAas análises da amostra-padrão BRP-1 para Zn.
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10.1.12.2 Avaliação das amostras duplicatas
Durante a preparação dos lotes a serem enviados para check assay, alíquotas de amostras
selecionadas foram quarteadas para formação de um conjunto de duplicatas, como parte das
amostras de controle. Ao todo, apenas seis amostras duplicatas foram analisadas e, juntamente
com seus pares originais, foram avaliadas com uso de gráficos e técnicas estatísticas.
Ressalta-se que somente os elementos Cd, Cu, Pb e Zn foram avaliados, pois os demais
elementos selecionados – Ag e S – possuem concentrações acima do limite de detecção do
método analítico de quantificação. Os elementos Cu, Pb e Zn também tiveram amostras
excluídas por apresentarem concentrações acima do limite de detecção, sendo analisados
cinco pares de duplicatas para Cu e Pb e quatro para Zn.
Ao se analisar os gráficos de dispersão das amostras para Cd, Cu, Pb e Zn (Figuras 90 a 93), é
notável a porcentagem de amostras recusadas (fora dos limites de aceitação), sendo apenas
quatro para Cd (62,67%) e Cu (60,00%), cinco para Pb (80,00%) e quatro para Zn (100,00%).
Dentre as prováveis causas dessas anomalias, citam-se: i) amostra (testemunho) com massa
abaixo do recomendado em relação à granulometria; ii) amostragem seletiva; iii) controle
deficitário na cominuição da amostra; iv) heterogeneidade das frações durante a preparação;
v) quarteamento inadequado; vi) digestão parcial das amostras; vii) contaminação.
Ressalta-se que, por se tratar de elementos-traço, os quais possuem baixos teores, estão mais
suscetíveis à contaminação. Logo, é sugerida investigação mais aprimorada. Por outro lado,
dadas as dificuldades em recuperar material primário (testemunhos) das amostras analisadas,
assim como o baixo volume de alíquotas armazenadas, uma avaliação completa das causas
desses problemas pode ficar comprometida.
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Figura 90 – Gráfico dAe dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para Cd.
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Figura 91 – Gráfico de dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para Cu.
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Figura 92 – Gráfico dAe dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para Pb.
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Figura 93 – Gráfico de dispersão dos resultados analíticos de amostras duplicatas para Zn.
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10.1.12.3 ConcAlusão
A qualidade anaRlítica das amostras (testemunhos de sondagem) do Projeto Palmeirópolis foi avaliada emO condições restritivas, pois nem todos os dados estavam disponíveis e a quantidaTde e tipos de amostras de controle não permitem afirmar seguramente as causas dos desviosI encontrados. Apesar disso, é possível aprimorar a investigação em alguns pontos, o quDe traria maior confiabilidade aos resultados obtidos nos laboratórios. EHá de ser ressaltada a ausência dos critérios atuais de qualidade quando da execução dos trabalhos de exploração no projeto em questão. Não está clara a metodologia empregada na M coleta da amostra, tendo sido observados, em fotografias, diversos fragmentos de testemunho com diâmetro preservado. Ou seja, há indícios de que os testemunhos não foram serrados para E amostragem. Os registros de métodos de preparação de amostras não estão acessíveis e não há registro de controle de qualidade nesse processo (teste de peneira, tipo de quarteador, fração
britada/pulverizada etc.).
Uma avaliação granulométrica do minério é altamente recomendada, para avaliar se a fração
granulométrica das alíquotas pulverizadas é adequada. Tal relação afeta diretamente a
repetibilidade do processo, gerando teores anômalos de duplicatas. A dispersão de pares
avaliados pode ser consequência da incompatibilidade dos dois parâmetros.
Os resultados dos padrões retornaram pontos de questionamento junto à SGS GEOSOL, que
não foram justificados até a data de fechamento deste relatório. Foi necessário considerar
apenas parte dos resultados das amostras-padrão para obtenção dos parâmetros estatísticos,
uma vez que as demais amostras apresentaram valores demasiadamente elevados em relação
aos valores certificados.
As duplicatas de polpa apresentaram pares relativamente anômalos, o que pode ter sido
causado por problemas de preparação e consequente prejuízo na homogeneidade das
alíquotas. A avaliação ficou comprometida pelo baixo número de pares (seis), podendo ser
incrementado se houver interesse investigativo maior e dependendo da disponibilidade de
alíquotas.
Baseados nos resultados obtidos da comparação das análises químicas, conclui-se que há
diferenças significativas entre os resultados dos dois laboratórios. Sugere-se, assim, a
reanálise de todas as amostras de testemunhos que apresentaram grande discrepância em suas
concentrações, utilizando-se padrões de referência para auxiliar no controle da qualidade
analítica.
10.1.13 Perfis descritivos de sondagem
Após recuperação e validação dos dados analógicos, foram gerados logs de sondagem
definitivos (Anexo I), que sintetizam todas as informações atualizadas e corrigidas pertinentes
aos furos executados e utilizados na modelagem, tais como seu posicionamento em
coordenadas UTM (SIRGAS2000), metragem atingida, data de execução, geólogo
responsável, descrições geológicas, análises químicas para as variáveis (Cu (%), Pb (%), Zn
(%), Ag (ppm), Au (g/t), Cd (ppm) e Dens (t/m3)) e medidas de densidade do minério (Figura
94).
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Figura 94 – ModeloA de log de sondagem criado para o projeto Reavaliação do Patrimônio MinReral.
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10.1.14 Banco de dados
O banco de dados da sondagem contém as descrições geológicas dos furos, os dados
locacionais, de direção e azimute, os dados analíticos, as medidas de densidade, sendo
composto por cinco tabelas – Collar, Survey, Litology, Assay, Densidade – totalmente
desenvolvidas no software CAE Mining Studio3 versão 3.21.9646. As tabelas foram
organizadas da seguinte forma:
• Collar: Armazena os dados de posição espacial de cada furo de sondagem, bem como a
cota da boca do furo, profundidade, geólogo responsável, período da perfuração.
• Survey: Armazena os dados de azimute e mergulho de cada furo.
• Litology: Armazena os dados de litologia e demais características descritivas dos
intervalos litológicos de cada furo.
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• Assay: ArmazenaA osÇ dados analíticos provenientes das análises químicas dos intervalos amostrados de cada furo.
• DensidadOe: ARrmazena os dados de densidade dos intervalos amostrados de cada furo. 10.1.1I5 TValidação do banco de dados A Dvalidação do banco de dados contemplou a verificação de dados duplicados ou com erros de digitação, informações ausentes e a consistência dos intervalos “De” (from) e “Até” (to), Ecom eliminação de gaps e overlaps. Nenhum problema maior de validação foi encontrado, ficando os dados prontos para exportação e uso no Datamine Studio 3. As tabelas foram M mescladas e convertidas em um único arquivo drillholes. E 10.2 Modelagem Geológica De posse dos dados resgatados dos relatórios finais de pesquisa protocolados no DNPM,
procedeu-se à reinterpretação e reavaliação do modelo geológico dos quatro corpos
mineralizados, utilizando-se o software Datamine Studio3 versão 3.21.7164.0_EN_R.
Na base de dados de sondagem (drillholes), consta: corpo C1: 69 furos, totalizando 9.598.09
m de perfuração; corpo C2: 19 furos, totalizando 2.319,75 m de perfuração; corpo C3: 25
furos, perfazendo 6.479,93 m de perfuração; corpo C4: 19 furos, totalizando 5.004,72 m de
perfuração (dados disponíveis até 31.10.2016). Após organização dos dados anteriores e de
reinterpretação prévia dos corpos mineralizados, por meio de digitalização das seções
anteriores, procedeu-se à confecção da segunda modelagem geológica, agora bem mais
definida e detalhada, por meio de software específico para modelagem e estimativa de
recursos.
Em seguida, procedeu-se à geração de sólidos (wireframes), análise estatística e estimativa de
recursos para a área. Todo o processo de interpretação geológica e geração de perfis, sólidos e
definição de recursos minerais foi desenvolvido pela equipe da CPRM.
Foram gerados quatro depósitos minerais, distribuídos em seis requerimentos ativos junto ao
DNPM (Figura 95). Para cada seção, elaborou-se um perfil geológico com base nas
informações das descrições dos furos de sondagem integradas aos dados de geologia de
superfície, a partir dos quais se elaboraram seções simplificadas, onde consta, apenas, a
morfologia das zonas mineralizadas.
Os sólidos tridimensionais dos corpos mineralizados foram construídos por meio de
triangulações linkando as strings interpretadas nas seções geológicas verticais com
fechamento do corpo até a meia-distância das seções anterior e posterior aos polígonos inicial
e final. O processo de triangulação gera dois arquivos distintos para cada superfície
(wireframe): um de pontos e outro de triângulos representados pelas letras finais dos nomes
dos arquivos – .pt para pontos e .tr para triângulos. Esses sólidos foram revisados por
ferramentas de validação do próprio software, que checam triângulos duplicados, arestas
duplicadas, faces vazias e abertas, interseções entre triângulos, entre outros.
Apesar dos problemas relatados anteriormente, tais como falta de algumas coordenadas
tiradas com GPS geodésico e de informações de recuperação e de desvio dos furos inclinados
(Survey), todo o estudo foi realizado buscando-se seguir as melhores práticas possíveis para
obtenção de um resultado coerente.
Os quatro depósitos de sulfeto descobertos estão diretamente relacionados à Unidade Central,
predominantemente vulcânica, mais especificamente às rochas que compõem as duas pilhas
vulcânicas mencionadas ou em zonas xistificadas, produto de alteração hidrotermal de
anfibolitos (contato anfibolito-xistos).
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Figura 95 – Localização do projeto Palmeirópolis, com a locação dos principais alvos
proRspeActados.
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Os corpos C-1 e C-4 estão localizados na Pilha Vulcânica Sul, enquanto os corpos C-2 e C-3
estão relacionados à Pilha Vulcânica Norte.
10.2.1 Corpo C1
O corpo C1 localiza-se na porção centro-leste das áreas da CPRM e encontra-se inserido nos
processos DNPM 811.686/1975, 811.702/1975 e 860.310/1984, todos com relatório final
aprovado (DOU de 17.01.1997). Em sua maior parte, o corpo C1 encontra-se inserido entre
duas unidades vulcânicas (MP2svp3 e MP2vsp4xt1) e lentes de quartizitos em superfície,
onde predominam, respectivamente, anfibolitos finos e xistos a antofilita-biotita com
proporções variáveis de quartzo, plagioclásio, granada e estaurolita (ARAÚJO, 1986). Essas
rochas dão origem a solos argilosos, de coloração avermelhada, principalmente oriundos dos
anfibolitos.
O litotipo predominante no corpo C1 é composto por anfibolitos bastante homogêneos, de
coloração verde-escura e granulometria variando de fina a média, com ocorrências de
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granadas e porções eAnriqÇuecidas em carbonato preenchendo fraturas. Há discreto aumento de rochas de sedimRentação pelítico-aluminosa com rochas xistosas de origem vulcanoclástica, com sedimeOntação química associada à medida que se caminha na direção sul do corpo C1; entretanto, ocorrem diversas lentes de rochas máficas com espessuras aparentes na faixa de 4 a 5 m, IpoTdendo chegar a 50 m, e com comprimento variável, alcançando até 2 km (ARAÚJO, 1986). Os sulfetos, principalmente pirrotita, pirita e, em menor quantidade, calcopirita e esfDalerita, ocorrem associados aos anfibolitos e encontram-se preenchendo fraturas ou em Epequenas lâminas paralelas à foliação. Os xistos a antofilita-biotita são muito heterogêneos, com texturas variando de minerais com M nenhuma ou pouca orientação até pacotes fortemente foliados. A granulometria varia de E média a grossa e há ocorrência de sulfetos disseminados, como pirrotita, pirita, calcopirita, esfalerita e, às vezes, galena.
Nesse setor foram executados 69 furos de sondagem rotativa, totalizando 9.485,24 m. Suas
seções geológicas verticais possuem direção de AZ105 e espaçadas em média de 100 m. De
forma a facilitar na modelagem tridimensional, optou-se, em alguns casos, por acrescentar
seções intermediárias inferidas realizadas com clipping de 50 m, aplicando-se a regra da
meia-distância entre os furos (Figura 96).
Araújo (1996) destaca que, no furo PM-61, entre os intervalos 121,30 e 126,60 m, ocorre uma
lente de ultramáfica composta por serpentinitos e tremolitos.
Os furos interceptaram zonas mineralizadas que apresentam sulfetos dos tipos maciço,
disseminado e brechoide, constituídos por pirrotita, pirita, esfarelita, galena e calcopirita, em
ordem de abundância, com espessuras métricas e extensões decamétricas, associadas em zona
de alteração hidrotermal e, às vezes, ao contato anfibolito/xistos das pilhas vulcânicas que
constituem a Unidade Central na forma de barreira litológica.
O depósito posiciona-se encaixado nas charneiras de dobras isoclinais apertadas, formando
uma estrutura maior do tipo sinclinal. Tais estruturas estão alinhadas segundo SSW-NNE,
com caimento de 10°-20° para SSW, apresentando duas fases de deformação. A segunda fase
deformacional produz um efeito de redobramento em estilo simétrico perpendicular à primeira
fase.
Os corpos mineralizados foram submetidos a esses esforços, que proporcionaram
remobilizações dos fluidos para as zonas de alívio de pressão, como os planos axiais das
dobras e fraturas, preenchendo-as por sulfeto maciço “brechoide”. Possuem formas
anastomosadas, espessuras variadas e formam um plunge da mineralização, com direções
principais variando de N15 a N20 e mergulho 10°-20° para SSW.
Apesar de o controle estrutural bem marcante, às vezes ainda é possível identificar um
zoneamento mineralógico primário preservado (minério maciço com altos teores em Zn; o
disseminado contém teores expressivos de cobre em geral).
Por último, destacam-se, estruturalmente, algumas falhas escalonadas normais de direção
N340 subverticais, com deslocamento real da ordem de dezenas de metros. A partir das
seções SV30S e SV70S, a mineralização encontra-se em cota inferior às seções que estão a
NE.
As principais seções do corpo C1, com a interpretação dos corpos mineralizados com teor de
cobre acima de Pb+Zn maior ou igual a 1%, são apresentadas nas Figuras 97 a 109, enquanto
os intervalos mineralizados, com teor de Pb+Zn maior ou igual a 1,0%, são apresentados na
Tabela 8.
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Figura 96 – Mapa geoAlógico do corpo C1, com locação de furos e seções verticais. R
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Figura 97 – Seção gAeológica SV50N. R
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Figura 98 – Seção geológica SV28N.
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Figura 99 – Seção gAeológica SV20N. R
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Figura 100 – Seção geológica SV10N.
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Figura 101 – Seção Ageológica SV00S. R
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Figura 102 – Seção geológica SV10S.
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Figura 103 – Seção Ageológica SV20S. R
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Figura 104 – Seção geológica SV30S.
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Figura 105 – Seção Ageológica SV40S. R
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Figura 106 – Seção geológica SV50S.
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Figura 107 – Seção Ageológica SV60S. R
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Figura 108 – Seção geológica SV70S.
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Figura 109 – Seção geológica SV90S.
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Durante a modelagem e visando à melhor definição de áreas de interesse prospectivo e
econômico, a área do corpo C1 foi subdividida em três setores principais: 1, 2 e 3 (Figura
110).
O Setor 1 compreende um corpo mineralizado contínuo, de extensão conhecida de 634 m
entre as seções SV20N a SV30S, com espessura entre 2 a 6 m, de direção N17/60°-65°SE, a
uma profundidade máxima de 100 m em relação à superfície. Na zona de alteração, em
consequência de processos intempéricos, as espessuras do corpo aumentam
significativamente, ocasionando diluição na distribuição dos teores.
Na seção geológica SV10S, também foi efetuada a escavação de uma galeria com inclinação
de 30° e 64,2 m de comprimento, aberta transversalmente ao corpo de minério e com uma
seção de 8,5 m ao longo do corpo (Figura 111). As rochas descritas no plano inclinado
representam uma associação de anfibolitos com rochas à base, principalmente, de antofilita e
biotita, e variações nas quantidades de quartzo, plagioclásio, granada e estaurolita. Também
são encontrados, mas em proporções mais restritas, biotititos.
No Setor 2 ocorrem, no mínimo, cinco intervalos mineralizados de corpos de minério. Todos
eles se situam entre as seções SV30S a SV70S, sendo deformados em diferentes estágios e
apresentando caráter lenticular, formas achatadas e estiradas ao longo da xistosidade,
mascarando a característica “estratigráfica” desses tipos de depósito de N10°-20°E, mergulho
variando bastante de 65° a 36° para SE. Esses corpos possuem extensão aproximada de 500
m, espessuras de 2 a 4 m, a uma profundidade máxima de 150 m em relação à superfície.
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Tabela 8 – IntervaloAs mineralizados dos furos de sondagem do corpo C1
Seção R Espessura Pb Zn Ag Cd S BHID De Até Cu (%) Dens Vertical aparente (%) (%) (ppm) (ppm) (%)
SV28N TPOM-09-GO 3.00 21.00 18.00 0.31 0.31 1.15 - - - - I PM-69-GO 2.00 15.50 13.50 0.30 0.30 1.12 0.55 1.70 - - SV20N D PM-94-GO 35.00 37.50 2.50 0.34 1.87 8.72 25.46 204.44 10.74 3.03 E PM-18-GO 6.50 16.50 10.00 0.50 1.04 1.01 - - - - SV10N PM-68-GO 38.50 41.50 3.00 0.15 2.33 2.98 19.50 56.85 8.76 3.07 M PM-66-GO 27.50 30.50 3.00 1.54 1.17 4.71 26.69 110.35 7.91 3.07 E SV00S PM-97-GO 51.30 53.10 1.80 1.43 2.43 9.66 46.33 240.88 13.14 3.29 PM-98-GO 0.50 9.50 9.00 0.94 0.73 1.23 - - - -
PM-01-GO 26.00 37.00 11.00 3.16 0.31 3.45 - - - -
PM-23-GO 23.50 27.50 4.00 0.28 1.06 4.42 8.13 147.63 5.39 3.03
PM-23-GO 32.00 36.50 4.50 1.19 1.23 4.60 15.16 171.50 6.27 3.11
SV10S
PM-27-GO 67.50 69.50 2.00 0.20 1.72 5.63 - 17.48 - 3.10
PM-67-GO 28.25 30.10 1.85 FURO PARA ESTUDO DE BENEFICIAMENTO
PM-93-GO 55.00 56.00 1.00 0.65 3.27 10.83 52.40 252.70 12.21 3.29
PM-21-GO 25.00 39.50 14.50 2.30 0.93 3.64 29.97 134.69 9.33 3.10
SV20S PM-59-GO 50.00 57.00 7.00 0.53 1.50 7.24 44.27 189.64 9.38 -
PM-60-GO 74.50 75.50 1.00 0.10 0.26 0.71 3.25 18.25 - -
PM-06-GO 20.00 22.50 2.50 1.06 0.48 1.09 - - - -
PM-06-GO 31.00 41.50 10.50 0.75 1.47 4.01 10.32 132.69 5.76 3.12
PM-24-GO 57.25 60.75 3.50 0.19 0.14 1.30 - 67.20 - 3.12
PM-31-GO 83.50 85.00 1.50 0.74 2.73 4.46 42.00 345.00 7.90 9.59
SV30S PM-90-GO 58.00 61.50 3.50 0.59 0.14 0.86 5.29 20.07 4.87 3.00
PM-90-GO 68.00 74.00 6.00 0.99 0.70 2.98 30.50 96.67 7.74 3.03
PM-91-GO 44.35 46.70 2.35 0.25 2.73 9.50 47.84 238.47 8.42 3.18
PM-99-GO 0.00 8.00 8.00 0.88 0.86 0.65 - - - -
PM-99-GO 44.00 45.00 1.00 0.13 0.11 0.44 4.75 12.50 - 3.06
PM-39-GO 50.95 55.45 4.50 1.67 2.24 9.29 17.91 233.44 12.46 3.26
PM-39-GO 57.30 59.80 2.50 0.68 2.80 12.34 33.48 400.40 12.42 3.28
PM-39-GO 63.45 64.45 1.00 0.39 0.62 1.46 8.50 57.50 9.65 3.05
PM-39-GO 67.45 72.30 4.85 0.52 2.19 3.13 17.85 107.50 7.95 2.98
PM-39-GO 105.15 106.65 1.50 0.20 0.31 2.72 7.50 105.00 5.20 2.90
SV40S PM-62-GO 32.10 33.10 1.00 1.08 0.24 0.92 13.50 25.50 4.60 2.92
PM-63-GO 50.50 53.00 2.50 2.40 0.44 1.79 29.80 44.60 6.78 -
PM-63-GO 64.25 67.10 2.85 0.90 3.32 13.06 75.34 330.10 14.13 -
PM-63-GO 68.95 70.95 2.00 0.60 6.13 23.50 125.00 580.00 12.58 -
PM-64-GO 78.70 81.20 2.50 0.19 1.93 7.42 61.70 184.24 9.37 3.13
PM-92-GO 68.00 69.50 1.50 0.26 0.37 0.86 7.25 26.50 3.75 3.00
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Seção Espessura Cu Pb Ag Cd
BHIRD ADe Até Zn (%) S (%) Dens Vertical aparente (%) (%) (ppm) (ppm) OPM-17-GO 45.00 48.00 3.00 0.38 0.87 2.66 10.00 125.00 7.86 3.06 TPM-17-GO 51.00 58.50 7.50 2.21 0.28 0.38 21.60 37.86 8.02 3.05 I PM-17-GO 70.50 72.50 2.00 1.05 3.27 12.73 42.95 320.50 12.59 3.26 D PM-17-GO 79.50 89.50 10.00 0.76 1.96 5.38 16.73 161.25 7.44 3.13 SV50S PM-17-GO 119.00 123.50 4.50 0.97 0.23 0.46 8.71 20.00 7.17 3.00 E PM-25-GO 96.15 98.50 2.35 0.23 0.81 4.62 18.18 67.50 3.90 3.08 PM-96-GO 76.00 76.50 0.50 0.78 3.12 13.09 30.40 400.00 16.96 3.44 M PM-96-GO 79.50 83.00 3.50 1.53 0.98 3.69 31.19 124.00 7.12 3.11 E PM-35-GO 73.00 76.00 3.00 0.43 0.74 1.74 9.17 50.00 7.25 3.00 PM-35-GO 87.10 88.60 1.50 0.86 0.73 3.31 15.07 83.00 7.93 2.79
PM-35-GO 97.60 99.00 1.40 0.19 0.48 1.03 - 49.33 - 2.88
PM-61-GO 39.00 42.00 3.00 0.03 0.08 1.86 2.08 4.63 - -
PM-61-GO 96.50 99.50 3.00 1.32 2.78 8.69 55.50 212.47 13.27 -
PM-61-GO 102.50 103.45 0.95 0.39 0.86 3.75 16.42 100.33 8.43
PM-61-GO 120.40 120.90 0.50 1.70 0.85 2.46 36.40 60.40 3.94 -
PM-61-GO 127.10 127.50 0.40 2.20 1.10 3.00 80.00 120.00 6.60 -
SV60S PM-86-GO 64.70 71.00 6.30 0.18 0.38 1.19 6.02 31.42 4.12 2.94
PM-86-GO 75.00 78.35 3.35 0.45 0.52 1.62 7.50 29.23 4.01 2.92
PM-86-GO 80.00 80.50 0.50 0.73 5.91 18.10 79.40 477.62 19.41 3.68
PM-86-GO 103.00 110.00 7.00 2.44 2.27 9.19 56.53 235.28 11.34 3.27
PM-118-GO 80.00 85.00 5.00 1.43 2.14 6.40 36.50 135.75 7.93 3.07
PM-118-GO 87.50 91.00 3.50 0.53 2.78 6.00 45.50 153.17 7.37 3.06
PM-118-GO 93.78 98.28 4.50 1.19 2.43 9.65 52.56 219.85 12.25 3.20
PM-118-GO 104.50 106.00 1.50 1.03 1.07 4.43 21.00 96.33 8.30 2.78
PM-118-GO 117.00 120.50 3.50 2.18 2.52 10.44 70.92 261.92 12.51 3.30
PM-116-GO 119.65 121.50 1.85 1.01 1.33 5.80 36.88 161.50 5.50 2.90
PM-70-GO 134.00 138.90 4.90 3.46 3.23 11.96 95.32 276.00 14.21 3.19
SV70S
PM-85-GO 166.00 168.50 2.50 0.46 0.68 0.81 17.40 22.00 2.86 3.07
PM-85-GO 186.00 187.50 1.50 1.86 1.31 5.90 39.00 147.33 7.23 3.14
SV90S PM-88-GO 339.50 343.85 4.35 0.09 0.22 1.25 8.45 28.34 10.05 3.06
No Setor 3 observa-se um corpo mineralizado, interceptado e projetado apenas através do furo
PM-88-GO na SV90S, na qual se encontra em cota inferior aos corpos dos setores 1 e 2. Esse
corpo posiciona-se espacialmente a uma profundidade entre 240 a 330 m em relação à
superfície, com extensão inferida de 200 m, espessura de 2 m, direção N15/70°SE, todas
seguindo a foliação principal descrita nos logs dos furos e poços de pesquisa.
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Projeto Palmeirópolis
ÇÃ
O 135
Relatório Técnico
Figura 110 – VistaA em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados (mRargenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem Orotativa (branco). IT
ED
EM
Figura 111 – Galeria executada no corpo C1.
10.2.2 Corpo C2
O corpo C2 possui muita semelhança com o corpo C1 e encontra-se na interface entre as
rochas das unidades MP2vsp4 e MP2vsp3, com lentes de quartzitos e sedimentação recente
(Figura 112). Entretanto, segundo Araújo (1986), há aumento de clorita e diminuição de
antofilita em relação às rochas do corpo C1.
A ocorrência de sulfeto aparece de forma disseminada e brechoide nas rochas encaixantes,
além de massas (sulfeto maciço) com fragmentos de quartzo. A predominância desses
minerais dá-se, pela ordem: pirrotita, pirita, esfalerita, calcopirita e galena.
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O 136
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 112 – Mapa gAeológico do corpo C2, com locação de furos e seções verticais.
ITO
R
M
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E
Os furos de sonda foram executados em malha por 250 m e por meio de interpretação das
seções verticais de 19 furos, totalizando 2.319,75 m de sondagem rotativa. Foram delimitados
os corpos mineralizados com espessuras e extensões métricas, que foram texturalmente
agrupados.
Os corpos de minério C2 estão associados em zonas de alteração hidrotermal no contato dos
anfibolitos com os xistos. Apresentam também sulfetos dos tipos maciço e disseminado,
constituídos por pirrotita, pirita, esfarelita, galena e calcopirita, em ordem de abundância, e
posicionam-se encaixados nas charneiras de dobras apertadas e com estilo isoclinal, formando
uma estrutura maior, do tipo sinclinal, alinhadas N-S, com plunge da mineralização de
N180/10° para S.
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O 137
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
As principais seçõesA do Çcorpo C2, com a interpretação dos corpos mineralizados e teor de cobre acima de PRb+Zn maior ou igual a 1%, são apresentadas nas Figuras 113 a 117, enquanto os intervaloOs mineralizados, com teor de corte de Pb+Zn maior ou igual a 1,0%, são apresentados na Tabela 9.
FiguraI 1T13 – Seção geológica SV20S.
M
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 114 – Seção Ageológica SV30S. R
ITO
ED
EM
Figura 115 – Seção geológica SV40S.
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Figura 116 – Seção Ageológica SV50S. R
DI
TO
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EM
Figura 117 – Seção geológica SV60S.
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O 140
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Tabela 9 – IntervalosA mineralizados dos furos de sondagem do corpo C2.
Seção Espessura Ag Cd
BHID R De Até Cu (%) Pb (%) Zn (%) Densidade Vertical Aparente (ppm) (ppm)
SV20S TPMO-50-GO 81.50 82.50 1.00 0.27 0.71 0.94 16.50 - 3.02 I PM-13-GO 88.00 106.50 18.50 0.38 1.53 6.97 29.30 168.99 3.26 SDV30S PM-47-GO 36.00 36.50 5.80 0.12 0.57 1.96 9.79 88.42 3.06 E PM-48-GO 75.30 76.65 1.35 0.03 1.40 5.19 47.80 155.19 2.92 PM-71-GO 104.00 106.00 2.00 0.20 0.56 2.14 11.56 61.55 3.00 M SV40S PM-71-GO 130.35 132.60 2.25 0.41 1.47 6.63 26.06 177.83 3.24 PM-72-GO 62.35 63.15 0.80 0.09 1.81 6.86 20.00 178.75 3.36 E PM-12-GO 31.50 35.50 4.00 0.77 2.10 8.92 18.11 253.57 3.39 SV50S PM-49-GO 55.15 57.15 3.75 1.81 0.46 3.83 23.00 100.00 3.10
PM-49-GO 59.45 61.20 1.75 0.42 1.21 6.94 18.57 165.29 3.16
Esse setor compreende três corpos mineralizados (Figura 118). O corpo principal, que ocorre
entre as seções SV50S e SV30S, possui espessura entre 3 e 5 m e estende-se por 335 m na
direção N-S. O mergulho é para leste e varia de 60° na porção sul até 75° no extremo norte. O
corpo intermediário posiciona-se a leste do corpo principal, entre as seções SV30S e SV20S,
com extensão de 220 m e espessura real entre 1,5 e 2 m na porção mais espessa e direção N-S
com mergulho variando de 53° a 65° para leste. A continuidade desses dois corpos para norte
ainda está em aberto. O terceiro corpo mineralizado encontra-se na seção SV40S, ao lado W
do corpo principal. Possui extensão inferida de 105 m, com espessura entre 1,5 a 2 m na
porção mais espessa, de direção N-S, com alto mergulho de 65°.
Todos os corpos estão a uma profundidade máxima de 135 m em relação à superfície.
Figura 118 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados
(margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem
rotativa (branco).
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10.2.3 Corpo C3
RA
Ç
O corpo C3 situa-se na conjunção das rochas das unidades MP2vsp4vxt1 e MP2vsp3.
Anfibolitos Oparcialmente ou totalmente cloritizados e rochas micáceas com granulação muito fina, forTmadas por sericita, clorita e alguma biotita, envolvem o corpo C3. As sulfetações ocorremI disseminadas e associadas à foliação principal, além da forma maciça sem o aspecto breDchado evidente dos corpos C1 e C2. Predominam pirrotita, esfalerita, calcopirita e pirita; raramente, ocorre galena (Figura 119). EO depósito encontra-se delimitado por 25 furos de sondagem rotativa, totalizando 6.479,93 m, M no qual foram confeccionadas e interpretadas seis seções geológicas verticais com direções W-E (SV450N, SV460N, SV490N e SV500N), N130 (SV13,25) e N110 (SV00), com E afastamento variando de 90 a 120 m. As principais seções do corpo C3, com a interpretação dos corpos mineralizados com teor de
cobre acima de Pb+Zn maior ou igual a 1%, são exibidas nas figuras 120 a 124, enquanto os
intervalos mineralizados, com teor de corte de Pb+Zn maior ou igual a 1,0%, são apresentados
na Tabela 10.
Figura 119 – Mapa geológico do corpo C3, com locação de furos e seções verticais.
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Figura 120 – Seção Ageológica SV460N. R
ITO
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AÇFigura 121 – Seção geológica SV13,25N. R
ITO
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Figura 122 – Seção Ageológica SV00N. R
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Figura 123 – Seção Ageológica SV490N. R
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Figura 124 – Seção Ageológica SV500N. R
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Tabela 10 – IntervalosA mineralizados dos furos de sondagem do corpo C3
Seção R Espessura Cu Pb Zn Ag Au Cd BHID De Até S (%) Densidade Vertical Aparente (%) (%) (%) (ppm) (g/t) (ppm)
PM-O104-GO 90.35 91.35 1.00 0.59 0.40 8.37 16.05 0.03 268.00 17.98 3.54 SV500N ITPM-104-GO 104.60 105.60 1.00 0.16 4.71 0.07 933.40 5.83 38.38 2.10 3.03 PM-106-GO 49.20 50.20 1.00 0.19 0.34 11.29 13.00 - 357.25 19.60 3.55
ED
PM-103-GO 50.50 71.00 20.50 2.58 0.30 10.43 28.71 0.09 313.08 31.12 3.97
PM-108-GO 163.50 170.00 6.50 0.59 0.10 2.53 10.19 0.06 130.65 8.51 3.03
SV490N
PM-108-GO 190.00 192.00 2.00 0.37 0.18 4.16 9.85 0.03 6.17 8.61 3.17
M PM-112-GO 109.50 114.50 5.00 3.76 0.17 13.42 29.77 0.12 413.17 31.08 3.97 E PM-110-GO 88.50 92.50 4.00 0.65 0.16 1.08 11.75 0.06 55.76 6.49 2.91 SV00N PM-114-GO 127.00 143.50 16.50 1.15 0.93 10.75 34.62 0.08 273.39 33.03 4.03
PM-123-GO 184.00 195.00 11.00 2.97 0.30 13.85 26.64 0.08 389.50 31.54 4.06
PM-105-GO 68.20 73.70 5.00 0.62 0.42 3.58 31.53 0.08 103.74 9.25 3.11
PM-113-GO 139.55 144.55 5.00 2.39 0.43 7.82 25.99 0.09 216.23 27.13 3.86
PM-119-GO 215.90 227.40 11.50 2.97 0.33 5.33 33.74 0.10 163.17 20.03 3.56
SV13,25
PM-125-GO 261.54 270.54 9.00 AMOSTRAS E CERTIFICADOS NÃO LOCALIZADOS
PM-128-GO 285.00 293.00 8.00 1.02 0.07 0.52 5.82 0.05 14.27 8.74 3.31
PM-131-GO 403.00 404.50 1.50 0.70 0.07 2.30 7.00 0.07 87.67 10.83 3.30
PM-115-GO 94.20 95.50 1.30 0.24 0.07 6.64 3.50 0.03 149.57 21.52 3.50
PM-117-GO 121.00 124.50 3.50 0.56 0.07 1.88 3.86 0.05 55.83 16.41 3.40
SV460N PM-120-GO 174.00 177.00 3.00 0.69 0.31 0.27 20.83 0.07 9.60 8.75 3.09
PM-124-GO 227.50 234.50 7.00 0.78 0.40 1.84 21.86 0.08 81.42 16.00 3.36
PM-130-GO 317.50 324.00 6.50 1.09 0.07 0.91 3.85 0.05 8.80 9.22 3.23
Ocorrem dois corpos mineralizados (Figura 125), sendo o corpo principal contínuo, de forma
anastomosada, com extensão conhecida de 590 m, de direção N27°, com mergulho variando
entre 70° a 52° para SE; sua espessura real chega a 16 m nas porções mais espessas, a uma
profundidade real máxima de 380 m em relação à superfície, com o plunge da mineralização
de N207°/30°SW situado entre as seções SV460N a SV500N. O segundo corpo mineralizado
situa-se a oeste do corpo principal, entre as seções SV490N e SV500N, de caráter lenticular e
estirado ao longo da xistosidade, com direção N21/75SW, 270 m de comprimento e 1,5 m de
espessura.
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O 148
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Figura 125 – VistaA em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados (mRargenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem Orotativa (branco). IT
M
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10.2.4 Corpo C4
O corpo C4 localiza-se no estremo sul da área, na localidade conhecida como Cabeceira
Verde. Diferentemente dos corpos anteriores, que possuem alguns aspectos em comum, esse
corpo, aparentemente, não tem muita relação com os corpos já descritos. As unidades
predominantes são MP2vspvxt3, MP2vspvxt2 e MP2vsp4a, compostas por micaxistos
feldspáticos, rochas vulcânicas com anfibolitos basais e metarriolitos no topo (Figura 126).
Foram perfurados 19 furos, perfazendo 5.004,72 m e sua malha de sondagem programada
teve como foco a seção SV1430S, onde se encontram os principais furos mineralizados. Nesse
local, a morfologia da zona mineralizada possui formato do tipo stockwork e a sulfetação,
principalmente pirita, ocorre de forma disseminada em rochas de cor cinza-claro, compostas
por quartzo, biotita, muscovita e pórfiros reliquiares de feldspato (ARAÚJO, 1986). Ocorre,
também, sulfeto maciço, de aspecto brechoide, porém de forma muito restrita.
Compreende sete intersecções mineralizadas, conforme se observa na seção geológica
SV1430S. À medida que se caminha para o norte, essas mineralizações se unificam em
quatro, na seção geológica SV1425S, na qual somente as duas intersecções superiores
continuam para a próxima seção geológica SV1420S em um único corpo mineralizado. Este
aparenta estar encaixado ao longo de estruturas de uma dobra apertada e com estilo isoclinal,
recumbente assimétrica, com eixos de dobras W-E, na qual se encontra redobrado
suavemente, em uma segunda fase deformacional, aparentemente perpendicular à primeira
fase.
Todos os corpos mineralizados estão localizados entre as seções SV1420S, SV1425S e
SV1430S, abrangendo uma área de dimensões conhecidas de 600 x 250 m. Suas espessuras
variam entre 2 a 17 m e profundidade máxima de 280 m em relação à superfície. Esses corpos
posicionam-se ao sul de uma estrutura maior, na forma de uma bacia sinforme estruturalmente
fechada, circular, onde o acamamento mergulha radialmente no sentido de um ponto central
mais ao norte, bem evidenciado no mapa geológico.
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ÃO 149 Projeto Palmeirópolis Relatório Técnico
As principais seções Ado cÇorpo C4, com a interpretação dos corpos mineralizados com teor de cobre acima de PRb+Zn maior ou igual a 1%, são exibidas nas figuras 127 a 129, enquanto os intervalos mOineralizados, com teor de corte de Pb+Zn maior ou igual a 1,0%, são apresentados na Tabela 11. Uma vIisTta em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados é apresentada na DFigura 130. EFigura 126 – Mapa geológico do corpo C4, com locação de furos e seções verticais.
M E
Figura 127 – Seção geológica SV1430S.
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O 150
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Figura 128 – Seção Ageológica SV1425S. R
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Figura 129 – Seção geológica SV1420S.
Serviço Geológico do Brasil Dezembro de 2016
O 151
Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico Ç
Tabela 11 – IntervaloAs mineralizados dos furos de sondagem do corpo C4
Seção Espessura Cu Pb Zn Ag Au Cd S
BOHID R De Até Densidade Vertical Aparente (%) (%) (%) (ppm) (g/t) (ppm) (%) ITPM-137-GO 123 134 11.00 0.09 0.24 0.86 5.80 0.02 11.32 4.34 2.89 D PM-138-GO 132.5 143.5 11.00 0.08 0.09 0.77 3.45 0.02 9.55 5.12 2.90 E PM-138-GO 156.5 162 5.50 0.07 0.19 0.97 5.00 0.03 14.27 5.05 2.93 PM-138-GO 178 195.5 17.50 0.21 1.14 2.72 19.53 0.03 33.76 6.53 3.01 M PM-154-GO 110 124 14.00 0.31 0.24 2.87 8.55 0.04 62.58 3.70 2.95 E PM-154-GO 129.5 137 7.50 0.15 0.07 1.34 4.00 0.03 29.53 1.95 2.83 PM-154-GO 175 177 2.00 0.19 0.28 1.57 0.00 0.02 119.00 3.20 11.50
PM-154-GO 192.5 200 7.50 0.17 0.10 1.12 3.44 0.03 49.75 4.23 3.04
SV1430S
PM-154-GO 205 206.5 1.50 0.19 0.23 1.22 9.00 0.03 59.50 3.68 2.57
PM-154-GO 211 214.5 3.50 0.15 0.15 0.80 4.00 0.02 17.80 3.31 2.80
PM-154-GO 255.5 257.5 2.00 0.09 0.68 2.01 17.25 0.02 33.25 6.28 2.98
PM-158-GO 87 90.5 3.50 0.10 0.15 1.21 6.67 0.06 36.83 2.90 2.86
PM-158-GO 169 172 3.00 0.23 4.20 2.71 63.00 0.03 280.00 4.72 17.30
PM-158-GO 266 267.5 1.50 0.11 7.36 1.02 229.00 0.02 98.00 3.60 8.70
PM-161-GO 122.03 127 4.97 0.26 2.50 1.36 100.72 0.02 236.00 3.86 29.21
PM-52-GO 81.7 82.05 0.35 0.12 1.20 7.60 - - 175.00 - 3.06
PM-162-GO 169.5 178.5 9.00 0.12 0.19 1.43 3.83 0.03 23.88 5.57 2.92
PM-162-GO 183 188.5 5.50 0.15 3.45 1.34 89.00 0.10 257.00 6.52 32.60
SV1425S PM-162-GO 203.5 207 3.50 0.07 1.06 0.54 31.00 0.02 87.00 1.41 20.00
PM-162-GO 215.5 226 10.50 0.11 0.25 0.75 6.22 0.05 18.90 1.38 2.87
PM-165-GO 172.5 177.5 5.00 0.02 0.03 0.81 1.75 0.05 19.40 4.40 -
SV1420S PM-139-GO 157 160 3.00 0.07 0.22 0.79 7.00 0.02 15.33 4.05 2.92
Figura 130 – Vista em perspectiva do modelo tridimensional dos corpos mineralizados
(margenta), plano das seções geológicas (vermelho) e furos de sondagem
rotativa (branco).
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O 152
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10.3 ESTIMATIVAAS DOS RECURSOS
10.3.1 DefiniçãRo do modelo de blocos
Para o estabOelecimento dos recursos do Projeto Palmeirópolis, foram gerados quatro modelos de blocIoTs, com uso do software Datamine/Studio 3 versão 3.21.9646. Cada modelo de bloco foi caracterizado por uma série de atributos e definições (Quadro13).
QuDadro 13 – Parâmetros utilizados nos modelos de blocos individualizados por corpos E mineralizados MODELO DE BLOCOS M Corpo Tamanho Origem Número de E Mineralizado Eixos Eixos Rotação do Bloco UTM Blocos
X 5 795600 70 Z 17
C1 Y 10 8552278 140 Y 26
Z 10 -50 40 X 0
X 5 793215 20 Z 25
C2 Y 20 8562763 22 Y 0
Z 5 260 27 X 0
X 2 792820 55 Z 25
C3 Y 5 8567431 118 Y 12
Z 5 -10 78 X 0
X 5 792597 120 Z 25
C4 Y 10 8548314 25 Y 0
Z 5 170 48 X 0
Após o preenchimento dos sólidos, procedeu-se a validações visuais, analisando-se a
aderência do modelo de blocos às wireframes (Figura 131).
Figura 131 – Seção SV50S do corpo C2, mostrando a aderência do modelo de blocos aos
sólidos interpretados.
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10.3.2 ComparativAÇo dos volumes
A validação dos Rmodelos baseia-se na comparação entre o volume medido nos quatro sólidos mineralizadoOs (wireframe) gerados durante a modelagem geológica e o volume do modelo de blocos, vTisando a estabelecer um critério de eficiência, verificando-se a aderência entre os volumeIs dos sólidos e do modelo de blocos (Quadro 14). QuDadro 14 – Análise comparativa entre os volumes dos sólidos e do modelo de blocos. E VOLUME Corpo Mineralizado 3 3M Wireframes (m ) Modelo de Blocos (m ) Diferença (%) E C1 406633 436989 -6.95 C2 68361 68348 0.02
C3 566367 564876 0.26
C4 1039886 1016000 2.35
Ocorreram no corpo C1 diferenças significativas, devido à forma geométrica irregular e ao
mergulho dos corpos mineralizados, bem como às poucas espessuras. O preenchimento dos
sólidos em sua totalidade implicou tamanhos de blocos menores, mesmo assim fora dos
padrões de lavra e critérios de estimativa aceitável de um quarto (¼) do suporte amostral.
10.3.3 Compositagem das amostras
A compositagem consiste em regularizar todas as amostras ao mesmo volume, com o objetivo
de atingir uma amostragem uniforme, reduzindo o impacto da variabilidade aleatória e
minimizando o efeito de média amostral. Nessa etapa, cada amostra recebeu a denominação
de compósito. Após análise, verificou-se que, do total de 6.427 amostras com registro (tabela
Assay), somente 1.170 ocorrem dentro dos sólidos mineralizados, utilizando-se o critério para
modelagem de teores ≥ 1% de Pb+Zn.
O estudo foi realizado utilizando-se essas amostras. Em aproximadamente 85,74% dos casos
(932 amostras), o tamanho das amostras de minério variou de 0,45 a 0,55 m de comprimento,
sendo 0,46m a média do comprimento dos intervalos amostrados (Figura 132).
Figura 132 – Distribuição do tamanho das amostras originais de minério.
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O 154
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Para análise e estimatiÇva de teores foram geradas compósitas apenas dos intervalos
mineralizados inRdiviAdualizados pelos setores. Consideraram-se compósitas de 0,5 m com suporte mínOimo de até 0,25 m, gerando 481 amostras para o corpo C1, 81 para o corpo C2, 242 para o corpo C3 e 266 para o corpo C4, totalizando 1.070 amostras. Ao todo, foram 100 amostrIasT a menos que as do banco original, respeitando-se os comprimentos mínimo e máximo mais próximos do tamanho da compósita com range menor.
ApDós a geração das compósitas, procedeu-se à validação visual nos arquivos, objetivando Econfirmar se os intervalos mineralizados foram respeitados (Figura 133). Figura 133 – Seção geológica SV13,25N mostrando a metodologia de validação visual e a M distribuição do tamanho das amostras após a compositagem com o corpo E mineralizado C3.
10.3.4 Análise estatística
As amostras foram estudadas sob o enfoque da estatística clássica, considerando as
compósitas geradas. Nas análises estatística (Tabelas 12 a 19) e histográfica (Figuras 134 a
137), utilizou-se o mesmo software da modelagem e estimativa (Datamine/Studio 3, versão
3.21.9646), o que permitiu inferência sobre distribuições, modas e valores anômalos das
variáveis em foco, de modo a auxiliar na análise estrutural (variografia) e na distribuição dos
teores para os quatro corpos mineralizados (C1, C2, C3 e C4).
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O 155
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Tabela 12 – ResuAltados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais pRosicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C1 Tipo de Amostras Originais (C1)
Variáveis O Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total deI aTmostras 537 528 540 MíDnimo 0.01 0.01 0 EMáximo 9.07 8.4 33.1 Média 0.994 1.097 3.905 M Variância 1.853 2.432 38.848 E Desvio-padrão 1.361 1.56 6.233 Coeficiente de variação 1.37 1.421 1.596
Obliquidade 3.141 2.131 2.137
Curtose 12.865 4.073 3.573
5% percentil 0.04 0.04 0.08
10% percentil 0.09 0.06 0.16
25% percentil 0.22 0.18 0.53
50% percentil 0.5 0.485 1.3
75% percentil 1.1 1.2 3.6
90% percentil 2.4 4 16
95% percentil 3.3 5.2 21.5
Tabela 13 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir
de amostras originais para o corpo C1
Tipo de Amostras Compósitas (C1)
Variáveis Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total de amostras 479 473 481
Mínimo 0.01 0.01 0.01
Máximo 9.07 7.8 25.6
Média 0.994 1.093 3.879
Variância 1.821 1.946 31.552
Desvio-padrão 1.349 1.395 5.617
Coeficiente de variação 1.357 1.277 1.448
Obliquidade 3.202 1.908 2.006
Curtose 13.428 3.223 3.224
5% percentil 0.04 0.04 0.094
10% percentil 0.093 0.06 0.2
25% percentil 0.22 0.19 0.55
50% percentil 0.53 0.5 1.4
75% percentil 1.2 1.3 4.16
90% percentil 2.5 3.14 13.1
95% percentil 3.4 4.4 17.288
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O 156
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Figura 134 – HistAogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais Relementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos O recursos para o corpo C1. IT
ED
EM
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Tabela 14 – ResuAltados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais pRosicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C2 Tipo de Amostras Originais (C2)
Variáveis O Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total de aTmostras 87 85 89
MíDnimoI 0.01 0.01 0.01 EMáximo 4.6 4.8 22 Média 0.432 1.338 5.807 M Variância 0.451 1.62 30.853 E Desvio-padrão 0.672 1.273 5.555 Coeficiente de variação 1.557 0.951 0.956
Obliquidade 4.426 0.917 0.87
Curtose 21.985 -0.19 -0.387
5% percentil 0.03 0.02 0.06
10% percentil 0.07 0.08 0.28
25% percentil 0.15 0.24 1.1
50% percentil 0.23 0.85 3.6
75% percentil 0.43 2.6 10.4
90% percentil 0.78 3.1 14.4
95% percentil 1.3 4.1 17.2
Tabela 15 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir
de amostras originais para o corpo C2
Tipo de Amostras Compósitas (C2)
Variáveis Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total de amostras 79 78 81
Mínimo 0.01 0.01 0.01
Máximo 4.6 4.8 18
Média 0.434 1.334 5.792
Variância 0.449 1.31 24.897
Desvio-padrão 0.67 1.145 4.99
Coeficiente de variação 1.544 0.858 0.861
Obliquidade 4.484 0.887 0.799
Curtose 22.357 0.045 -0.38
5% percentil 0.049 0.03 0.06
10% percentil 0.072 0.09 0.56
25% percentil 0.16 0.37 1.256
50% percentil 0.24 1.106 4.432
75% percentil 0.43 2.06 9.8
90% percentil 0.73 2.9 13.2
95% percentil 1.3 3.204 15.71
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Figura 135 – HistAogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais Relementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos O recursos para o corpo C2. IT
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Tabela 16 – ResuAltados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais pRosicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C3 Tipo de Amostras Originais (C3)
Variáveis O Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total deI aTmostras 265 265 265 MíDnimo 0.07 0.07 0.07 EMáximo 10.4 6.8 25.6 Média 1.708 0.384 6.785 M Variância 2.995 0.507 47.563 E Desvio-padrão 1.731 0.712 6.897 Coeficiente de variação 1.013 1.853 1.016
Obliquidade 1.772 4.809 0.688
Curtose 3.623 32.381 -0.896
5% percentil 0.1 0.07 0.07
10% percentil 0.23 0.07 0.07
25% percentil 0.46 0.07 0.42
50% percentil 1.1 0.07 3.9
75% percentil 2.3 0.38 12
90% percentil 4 1 17.6
95% percentil 5 1.4 18.8
Tabela 17 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir
de amostras originais para o corpo C3
Tipo de Amostras Compósitas (C3)
Variáveis Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total de amostras 242 242 242
Mínimo 0.07 0.07 0.07
Máximo 8.32 6.42 25.6
Média 1.712 0.379 6.789
Variância 2.784 0.461 44.119
Desvio-padrão 1.669 0.679 6.642
Coeficiente de variação 0.975 1.793 0.978
Obliquidade 1.614 4.597 0.658
Curtose 2.572 29.387 -0.871
5% percentil 0.12 0.07 0.07
10% percentil 0.24 0.07 0.07
25% percentil 0.5 0.07 0.48
50% percentil 1.095 0.1 4.6
75% percentil 2.5 0.365 12.4
90% percentil 4 1 17.28
95% percentil 4.9 1.4 18.8
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Figura 136 – HistAogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais Relementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos O recursos para o corpo C3. IT
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Tabela 18 – ResuAltados estatísticos do tratamento de dados de amostras originais pRosicionadas dentro de sólidos mineralizados para o corpo C4 Tipo de Amostras Originais (C4)
VariáveiTs O Cu (%) Pb (%) Zn (%) Total de amostras 276 276 276
MíDnimoI 0.006 0.008 0.07 EMáximo 1.6 12.8 23.6 Média 0.152 0.356 1.512 M Variância 0.037 1.15 5.772 E Desvio-padrão 0.191 1.073 2.403 Coeficiente de variação 1.255 3.016 1.589
Obliquidade 4.035 8.547 5.102
Curtose 20.46 84.636 35.944
5% percentil 0.07 0.07 0.07
10% percentil 0.07 0.07 0.07
25% percentil 0.07 0.07 0.3
50% percentil 0.07 0.07 0.84
75% percentil 0.15 0.26 1.6
90% percentil 0.32 0.64 3
95% percentil 0.55 1.1 5.6
Tabela 19 – Resultados estatísticos do tratamento de dados de compósitas geradas a partir
de amostras originais para o corpo C4
Tipo de Amostras Compósitas (C4)
Variáveis Cu (%) Pb (%) Zn (%)
Total de amostras 266 266 266
Mínimo 0.006 0.008 0.07
Máximo 1.6 12.8 23.6
Média 0.153 0.354 1.512
Variância 0.036 1.151 5.774
Desvio-padrão 0.19 1.073 2.403
Coeficiente de variação 1.247 3.028 1.589
Obliquidade 3.977 8.557 5.106
Curtose 19.942 84.725 35.977
5% percentil 0.07 0.07 0.07
10% percentil 0.07 0.07 0.07
25% percentil 0.07 0.07 0.32
50% percentil 0.07 0.07 0.84
75% percentil 0.15 0.26 1.7
90% percentil 0.32 0.64 3
95% percentil 0.501 1.1 5.6
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Figura 137 – HistAogramas de frequência com distribuição lognormal dos principais Relementos (Cu, Pb e Zn) utilizados na análise estatística e cubagem dos O recursos para o corpo C4. IT
ED
EM
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10.4 CLASSIFICAAÇÃO DOS RECURSOS
Os trabalhos anteRriores, bem como seus dados históricos, eram apresentados como “reservas”, conforme prOeconizado no Código de Mineração brasileiro, não estando de acordo com normas internaciTonais de avaliação de recursos e reservas. Na claIssificação atualizada dos recursos, consideraram-se os limites dos sólidos modelados comD razoável nível de confiabilidade (tonelagem, densidade, forma, características físicas, Eteor e conteúdo mineral), baseados na exploração semidetalhada e confiável suficientemente para se admitir a continuidade da mineralização e permitir qualquer estimativa razoável de M tonelagem e teor. E Entretanto, tendo em vista tratar-se de dados adquiridos na década de 1980, existem alguns fatores que contribuíram para diminuição da confiabilidade nos recursos reportados, tais como: falta de precisão da posição espacial dos trabalhos exploratórios executados naquela
época (amostragem de solo, geofísica terrestre, poços de pesquisa), ausência de medidas de
desvios nas perfurações, ausência de suporte amostral para realização de estudos
geoestatísticos e definição das correlações dos teores pela variografia no depósito.
Tais fatores, somados às condições precárias de acondicionamento e preservação dos
testemunhos de sondagem após inúmeros transportes sem o devido rastreamento, bem como a
organização anterior do acervo, composto por boletins de sondagem, certificados analíticos,
fichas de descrição dos afloramentos, logs de sondagem, perfis de poços de pesquisa, perfis e
mapas geológicos, comprometem tanto a materialidade das informações quanto a eficiência
de quaisquer auditorias internas ou externas que possam vir a ser realizadas.
Além disso, a ausência de um banco de dados digital que possa ser auditável e de ferramentas
de QA/QC acarretou a migração para categoria de recursos inferidos, com baixo nível de
confiança.
Dessa forma, assume-se a continuidade de corpos e teores baseada em afloramentos
observados em campo e nas perfurações, mas a confiabilidade na estimativa não é suficiente
para permitir a aplicação de parâmetros técnicos e econômicos para um planejamento
minerário detalhado. Assim, recomendamos um adensamento nas malhas de sondagem e
estudos complementares que certifiquem as informações utilizadas.
10.4.1 Metodologia
As estimativas foram realizadas a partir das seções geológicas transversais e longitudinais
elaboradas pelo método de seção e baseadas em perfis de sondagem. Após essa etapa, foram
definidos os volumes dos corpos de minério, usando-se uma zona de influência de meia-
distância para cada lado de cada seção ou evidências geológicas em superfície. Os dados
analíticos foram processados por meio de análise estatística, não se utilizando capping no
processo de estimativa.
Definiram-se como amostra de minério somente os intervalos com teor de Pb+Zn ≥1%. O
espaçamento (regularização da amostra – compósitas) utilizado foi de 0,5 m de comprimento.
Procedeu-se à estimativa de teores com a técnica de estimativa do IQD (Inverso do Quadrado
da Distância), usando-se a rotação dos modelos de blocos que correspondem à direção e ao
mergulho dos corpos mineralizados e o fator de subcélula de 2x2x1 (x, y, z). Utilizou-se o
critério da extrapolação máxima por furo para preenchimento de todos os blocos, um fator de
expansão de 4 e 20 vezes o raio de busca inicial (Quadro 15).
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Quadro 15 – ParâmeAtros utilizados na classificação dos recursos R Critérios Inferido
Número mínimo de amostras por bloco 01
ITONúmero máximo de amostras por bloco 12 D Número mínimo de furos 01 E Dimensões maior, média e menor do elipsoide de 50x20x10 busca (m) M 10.4.2 Modelo de densidade E Para cálculo dos recursos também foram utilizadas as medidas de densidade obtidas por meio de testemunhos de sondagem mineralizados realizadas naquela época.
A determinação da densidade pelo Método de Arquimedes envolve unicamente medidas de
massa: a primeira da amostra seca e a segunda imersa no líquido. Em virtude disso, a
densidade pode ser determinada com precisão e exatidão, empregando-se uma balança
analógica.
A princípio, qualquer líquido pode ser empregado para determinação da densidade, porém, a
água é o mais amplamente empregado. A água utilizada neste estudo foi destilada e recém-
fervida. Tomou-se cuidado para que a balança sempre estivesse zerada (tarada) antes da
tomada das medidas das amostras a seco e quando imersas totalmente no líquido.
Os valores de densidade utilizados para estimativa das reservas foram obtidos em estudo de
análise histográfica a partir de 896 amostras inseridas nos corpos mineralizados (Figura 138;
Tabela 20). Esses valores foram estimados para cada setor como uma variável nos cálculos de
reservas.
As densidades médias mostram semelhança nos setores e garantem que os blocos retratam o
universo das amostras da sondagem (Tabela 21).
Figura 138 – Distribuição das densidades para amostras de compósitas.
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Tabela 20 – EstatístiAca básica das amostras compositadas
Tipo de ARmostras Compósitas 3
Variável O Densidade (g/cm ) Corpos mineralizados C1 C2 C3 C4
Total deI aTmostras D 317 81 242 256 Mínimo 2.03 2.76 2.07 2 EMáximo 3.85 3.98 4.47 3.6 Média M 3.092 3.201 3.623 2.92 Variância 0.044 0.095 0.272 0.022 E Desvio-padrão 0.21 0.308 0.521 0.148 Coeficiente de variação 0.068 0.096 0.144 0.051
Obliquidade 0.019 0.843 -0.022 -0.287
Curtose 5.194 -0.267 -1.232 11.586
5% percentil 2.88 2.8 2.9 2.8
10% percentil 2.92 2.87 2.96 2.8
25% percentil 2.99 2.96 3.19 2.8
50% percentil 3.06 3.114 3.59 2.9
75% percentil 3.162 3.39 4.18 3
90% percentil 3.365 3.65 4.274 3.1
95% percentil 3.46 3.83 4.348 3.1
Tabela 21 – Densidades medidas em testemunhos de sondagem e estimadas em modelos
de blocos, separadas por corpo mineralizado
3
Corpos Densidade (g/cm )
Diferença (%)
Mineralizados Compósitas Modelo de Blocos
C1 3.09 3.10 -0.03
C2 3.20 3.18 0.65
C3 3.62 3.55 1.96
C4 2.92 2.92 0.01
Média 3.16 3.14 0.61
10.4.3 Modelo de recuperação
Para medir o impacto da recuperação dos testemunhos de sondagem na confiabilidade dos
cálculos de reservas em relação aos volumes dos corpos mineralizados e respectivos teores,
utilizou-se uma variável denominada recuperação em % para verificação de possíveis desvios
provocados pela baixa recuperação nas amostras por problemas operacionais de sondagem ou
reologia das rochas.
As recuperações médias para o referido depósito foram de 95,08% para o corpo C1 e 99,22%
para o corpo C2 (Tabela 22), esses resultados são considerados excelentes, tendo em vista que
em alguns casos recuperações superiores a 75% não geram desvios significativos nas
estimativas de recursos. Entretanto não foi possível fazer esse estudo para os demais corpos
mineralizados C3 e C4, devido à ausência desta informação nos log’s antigos de sondagem.
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Tabela 22 – QuadrAo geral de recuperações medidas em testemunhos de sondagem e esRtimadas em modelos de blocos, separadas por corpo mineralizado. O CORPOS T MINERALIZADOS I Vari ável C1 C2 D Total de Amostras 518 77 E Mínimo 0 87.3 Máximo 100 100 M Média 95.08 99.22 E 5% Percentil 70.5 93.8 10% Percentil 80.9 98.3
25% Percentil 100 100
10.4.4 Modelo de teores
A mesma metodologia de estimativa foi replicada para os teores nos blocos gerados dentro
dos corpos mineralizados, sendo estimados para as variáveis Pb (%), Zn (%), Ag (ppm) e Cd
(ppm), tendo sido ilustrada a distribuição de teores para a variável Zn (%) nos quatro corpos
mineralizados (Figuras 139 a 142).
Para se compreender melhor as estimativas dos teores, procedeu-se à análise de correlação
para os elementos que estavam disponíveis no banco de dados (Tabelas 23 a 26), mesmo
sabendo que existem números de análises reduzidos para Fe e Au em relação a Cu, Pb e Zn.
Nota-se que Zn possui valores de correlação significativos com Pb e Cu nos corpos C1 e C3;
já no corpo C2, Pb e Cu possuem correlação entre si, mas não com Zn, enquanto no corpo C4,
Zn possui correlação com Pb; por sua vez, o elemento Cd possui correlações significativas
com Zn nos corpos C2 e C4. Desse modo, interpreta-se que esses fluidos mineralizantes
possuem fontes diferentes ou processos hidrotermais distintos.
Figura 139 – Visão tridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C1.
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Tabela 23 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo
miRneraAlizado C1 Elemento Pb (%) Zn (%) Ag (g/t) Cd (g/t) S (%) Fe (%)
CTu (%O) 0.54 0.74 0.14 -0.01 0.12 0.04 IPb (%) 0.49 0.16 -0.03 0.14 0.06 D Zn (%) 0.21 0.35 0.01 0.03 E Ag (g/t) 0.34 0.51 0.14 Cd (g/t) -0.26 0.01 M S (%) 0.25 E
Figura 140 – Visão tridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C2
Tabela 24 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo
mineralizado C2
Elemento Pb (%) Zn (%) Ag (g/t) Cd (g/t) S (%)
Cu (%) 0.81 -0.18 0.41 -0.07 0.42
Pb (%) -0.17 0.51 -0.04 0.51
Zn (%) 0.21 0.96 -0.08
Ag (g/t) 0.30 0.76
Cd (g/t) 0.00
S (%)
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Figura 141 – Visão tAridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C3.
ORIT
ED
EM
Tabela 25 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo
mineralizado C3
Elemento Pb (%) Zn (%) Ag (ppm) Au (ppm) Cd (ppm) S (%)
Cu (%) 1.00 0.97 0.18 0.57 -0.12 0.86
Pb (%) 0.97 0.20 0.58 -0.14 0.85
Zn (%) 0.16 0.51 0.10 0.93
Ag (ppm) 0.09 -0.07 0.10
Au (ppm) -0.26 0.36
Cd (ppm) 0.27
S (%)
Figura 142 – Visão tridimensional dos recursos inferidos para a variável Zn do corpo C4.
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Tabela 26 – Matriz de correlação para os elementos analisados e intervalos do corpo
mRineraAlizado C4 Elemento Pb (%) Zn (%) Ag (ppm) Au (ppm) Cd (ppm) S (%)
TCuO (%) 0.27 0.46 -0.05 -0.10 0.38 0.15 I Pb (%) 0.79 0.23 0.02 0.51 0.32 D Zn (%) 0.11 -0.07 0.74 0.46 E Ag (ppm) 0.11 0.27 0.06 Au (ppm) -0.07 0.16 M Cd (ppm) 0.39 E S (%)
A fim de validar o método de estimativa IQD utilizado no estudo, foi realizada análise Swath
Plot entre os 4 corpos mineralizados nas direções (X,Y,Z), comparando os arquivos de
sondagem (compósitas) X modelo de blocos. Os resultados obtidos garantem que os teores
dos blocos retratam o universo das amostras da sondagem bem como as extrapolações
realizadas nos recursos inferidos e resultados não tendenciados.
10.5 CLASSIFICAÇÃO DE RECURSOS
A modelagem geológica e as estimativas de recursos envolveram trabalhos de organização de
dados de sondagem, importação de furos e interpretações das seções, elaboração de um
modelo tridimensional por link da geologia x teor e uma estimativa de recursos. Como
resultado, o total de recursos inferidos calculados corresponde a 6,54 Mt de minério com teor
médio de 0,79% Cu, 0,57% Pb e 3,63% Zn, correspondendo, estatisticamente, aos seguintes
setores e valores de metal contido (Tabelas 27 e 28).
Tabela 27 – Resultado final da estimativa dos recursos inferidos
Corpo Volume Densidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (g/t Cd (g/t)
C1 436989 3.09 1348129 1.15 1.27 4.31 25.20 117.74
C2 68348 3.18 217376 0.41 1.16 4.99 21.18 138.51
C3 564876 3.55 2007153 1.55 0.37 6.17 24.96 179.28
C4 1016000 2.92 2966553 0.15 0.34 1.50 8.75 28.05
2086213 3.14 6539210 0.79 0.57 3.63 17.53 96.63
Tabela 28 – Resultado final da estimativa de metal contido nos corpos mineralizados
Metal Contido
Corpo
Cu (t) Pb (t) Zn (t) Ag (t) Cd (t)
C1 15503 17121 58104 33.97 158.73
C2 895 2518 10845 4.60 30.11
C3 31057 7485 123867 50.11 359.84
C4 4406 10138 44401 25.95 83.23
Total 51862 37262 237218 114.64 631.90
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10.5.1 Curvas deA parametrização
As curvas de parametrizações dos recursos inferidos para os corpos mineralizados C1, C2, C3
e C4, considOeranRdo-se as variáveis Zn, Pb, Cu, Ag e Cd, são apresentadas nas Figuras 143 a 147. A cTurva vermelha é lida no eixo “Quantidade de Metal (Mt)” e a curva verde é lida no eixo “TIeor médio em % para Zn, Pb e Cu e ppm para Ag e Cd”. O eixo horizontal indica o cutD-off considerado e vale para os dois eixos verticais. EA parametrização dos recursos inferidos dos corpos mineralizados por faixas de interesse é apresentada nas Tabelas 29 a 32. M A curva de parametrização do recurso total na área do Projeto Palmeirópolis, considerando a E variável Zn, é exibida na Figura 148. Figura 143 – Parametrização do recurso inferido do corpo C1, a partir da variável Zn.
Tabela 29 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do
corpo C1
Categoria Volume Densidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (g/t) Cd (g/t)
Cut-Off (Zn %) 0 0.00 0 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
[0.5 22345 3.09 68948 0.91 0.74 0.77 9.92 24.10
[1 115148 3.03 349445 0.53 0.59 1.41 8.89 31.38
[2 52193 3.04 158796 1.10 0.78 2.54 19.66 85.53
[3 43950 3.08 135345 1.23 1.14 3.55 21.45 116.60
[4 52570 3.10 163001 1.61 1.32 4.43 25.29 135.89
[5 37497 3.10 116398 1.18 1.45 5.47 26.37 154.62
[6 25294 3.11 78774 1.17 1.69 6.51 31.68 168.49
[7 28330 3.14 88831 1.33 2.02 7.47 40.73 190.48
[8 59661 3.16 188591 1.84 2.51 9.56 57.30 241.37
Total 436989 3.09 1348129 1.15 1.27 4.31 25.20 117.74
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Figura 144 – ParameAtrização do recurso inferido do corpo C2, a partir da variável Zn.
ITO
R
ED
EM
Tabela 30 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do
corpo C2
Categoria Volume Densidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (%) Cd (ppm)
Cut-off (Zn %) 0.00 0.00 0 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
[0.5 1980 2.97 5889 0.25 0.58 0.92 18.53 145.86
[1 7557 3.03 22924 0.11 0.61 1.74 10.23 83.26
[2 6693 3.04 20322 0.17 0.65 2.32 12.44 76.28
[3 4498 3.13 14099 0.36 1.01 3.57 19.95 114.81
[4 6451 3.15 20337 0.73 0.98 4.67 21.17 121.94
[5 19230 3.20 61486 0.44 1.31 5.62 24.64 140.63
[6 8764 3.26 28566 0.41 1.51 6.43 27.53 158.13
[7 6352 3.28 20840 0.49 1.56 7.56 26.88 193.74
[8 6822 3.36 22912 0.57 1.92 8.67 25.18 229.60
Total 68348 3.18 217376 0.41 1.16 4.99 21.18 138.51
Figura 145 – Parametrização do recurso inferido do corpo C3, a partir da variável Zn.
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Tabela 31 – ParamAetrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do corpo C3
Categoria OVRolume Densidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (g/t) Au(ppm) Cd (g/t) Cut-Off (Zn %) 0 0.00 0 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
[0.5 IT 125777 3.26 409844 1.01 0.11 0.68 9.08 0.06 14.22 [1 D 71222 3.28 233861 0.79 0.31 1.53 20.23 0.09 66.04 E[2 42089 3.17 133334 0.68 0.15 2.48 14.82 0.09 107.75 [3 32872 3.22 105686 0.85 0.38 3.49 36.70 0.18 117.28 M [4 19716 3.38 66560 1.31 0.31 4.51 31.78 0.17 156.06 E [5 22205 3.50 77632 1.82 0.28 5.59 27.18 0.12 177.14 [6 109929 3.69 405764 2.39 0.37 7.54 31.30 0.14 229.34
[7 48454 3.94 190937 1.57 0.63 11.02 30.40 0.09 300.01
[8 92612 4.14 383535 2.16 0.68 13.47 33.94 0.08 358.66
Total 564876 3.55 2007153 1.55 0.37 6.17 24.96 0.97 179.28
Figura 146 – Parametrização do recurso inferido do corpo C4, a partir da variável Zn.
Tabela 32 – Parametrização dos recursos da camada mineralizada por teores de Zn do
corpo C4
Categoria Volume Densidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (g/t) Cd (g/t)
Cut-Off (Zn %) 0 0.00 0 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
[0.5 378813 2.89 1095557 0.08 0.18 0.80 5.18 13.99
[1 440750 2.92 1288617 0.16 0.28 1.41 8.53 29.67
[2 87281 2.94 256346 0.22 0.66 2.50 16.87 43.16
[3 99406 2.98 296266 0.31 0.92 3.27 15.36 53.82
[4 1500 3.02 4523 0.37 0.71 4.33 15.38 73.83
[5 8250 3.06 25244 0.12 1.21 7.59 5.95 174.46
Total 1016000 2.92 2966553 0.15 0.34 1.50 8.75 28.05
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Figura 147 – ParamAetrização do recurso total inferido para os corpos C1,C2,C3 e C4 do prRojeto Palmeirópolis, a partir da variável Zn.
ITO
ED
EM
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11 ESTUDOAS DE BENEFICIAMENTO
Os estudos dOe beRneficiamento foram executados em duas etapas. A primeira, com o objetivo de se esTtudar a viabilidade técnica da extração de cobre contido na camada alterada do depósitIo de Palmeirópolis, utilizando-se a técnica de lixiviação, com uso de ácidos sulfúrico, cloDrídrico e amônia como agentes lixiviantes. Os resultados apresentaram recuperação de apenas 50% de cobre e alto consumo específico de ácido (70 g ácido/g cobre extraído). Esse Eresultado mostra a inviabilidade do uso de lixiviação no depósito de Palmeirópolis. Já a segunda etapa focou no estado de concentração de polissulfeto de cobre, chumbo e zinco, M constando, basicamente, de caracterização do minério, moagem e ensaios de flotação. E Nos estudos de caracterização mineralógica, foram identificados os minerais esfarelita, calcopirita, bornita, pirita e galena. Os referidos estudos indicaram que, no minério de Palmeirópolis, os sulfetos de cobre e zinco aparecem sob duas formas de mineralização:
maciça e disseminada. A liberação desses minerais se mostrou complexa: enquanto os
minerais do tipo maciço se liberam razoavelmente em 270 malhas, os do tipo disseminado só
se liberam abaixo de 400 malhas. A galena apresenta-se em cristais desenvolvidos e a pirita
ocorre em granulometria grosseira e está praticamente liberada em 100 malhas.
Para os ensaios de flotação, o minério foi moído a 72% abaixo de 270 malhas, o que já
reduzia 55% de toda a massa do minério a uma granulometria inferior a 400 malhas.
O estudo de flotação constituiu, inicialmente, na flotação coletiva dos sulfetos de cobre e
chumbo após a depressão da esfarelita, obtendo-se um pré-concentrado de calcopirita, bornita
e galena, o qual foi aquecido até 55ºC, quando lhe foram adicionados dextrina e dióxido de
enxofre, que causam a depressão da galena, possibilitando a flotação dos sulfetos de cobre.
Na flotação diferencial dos sulfetos de cobre, obtiveram-se concentrados com teores de 19,6%
Cu e recuperação de 70%, considerando-se a recirculação dos mistos.
Na flotação diferencial da galena, não foram obtidos bons resultados, devido, em parte, ao
baixo teor de chumbo (1%) no minério. Com dicromato de potássio, obteve-se um
concentrado com teor de 44,5% de chumbo e 7% de zinco, porém, em detrimento do
concentrado de cobre, que apresentou alto teor de zinco.
Após ativação da esfarelita, obteve-se um concentrado com teor de 45% de zinco e
recuperação em torno de 71%, com recirculação dos mistos.
11.1 LIXIVIAÇÃO DO MATERIAL ALTERADO
Procedeu-se a um estudo preliminar sobre a viabilidade de extração de cobre contido na
camada alterada do depósito de Palmeirópolis, por meio de métodos hidrometalúrgicos
convencionais.
11.1.1 Caracterização da amostra
Foram enviadas ao Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) (Memo. nº 1533/SUREG-
GO/81) duas amostras dos poços 2P-80S/52W e 2P-55S/45,8W, homogeneizadas e
quarteadas em campo, a partir de um volume original de 1,00 m3. As referidas amostras,
pesando cerca de 240 kg, foram homogeneizadas e consideradas uma amostra, por não haver
motivo que justificasse um estudo em separado. A seguir, por meio de homogeneização e
quarteamento, foi retirada uma amostra de 30 kg para caracterização do material e realização
de testes. Esse material foi cominuído, até que se encontrasse todo abaixo de 35 malhas e
quarteado em frações de 500 g. A partir dessas frações, foram separadas três alíquotas de 2
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O 175
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kg, que foram moídaAs deÇ forma a se ter amostras com o material todo abaixo de 100, 200 e 400 malhas (Tabela 33).
Tabela 33 –O AnáRlise granulométrica e química do minério alterado IT Peso (%) Fração (Malhas) Retido Acumulado Passante Cu (%) D 10 8,88 8,88 91,12 0,29 E 14 2,11 10,99 89,01 0,52 20 3,83 14,82 85,18 0,54 M 28 4,04 18,86 81,14 0,58 E 35 4,23 23,09 76,91 0,59 48 4,49 27,58 72,42 0,6
65 4,42 32,00 68,00 0,61
100 6,19 38,19 61,81 0,58
150 4,99 43,18 56,82 0,61
200 5,23 48,41 51,59 0,65
270 3,58 51,99 48,01 0,56
400 4,49 56,48 43,52 0,58
-400 43,51 99,99 - 0,52
Procedeu-se à caracterização do material por meio de microscopia e difração de raios X, não
se detectando minerais conhecidos de cobre, registrando-se, apenas, caulinita, quartzo, óxidos
hidratados de ferro (amorfo e goetita em pequenas quantidades), dolomita e mica.
A ocorrência de cobre, de alguma forma ligada a óxidos hidratados, é uma possibilidade a ser
considerada, que exige, contudo, estudo mais detalhado sobre a forma dessa ligação. A análise
espectrográfica do material apresentou o seguinte resultado:
Predominantes: Si, Zn
Secundários: Fe, Al, Ti, Cu
Traços: As, Mg, Mn, Bi, V, Ag, Pb
Ausentes: Ga, Ca, Ni, Ba, Sn, Na, Cr, Li, P
Alguns elementos e compostos na amostra estudada apresentaram os seguintes teores médios:
Cu = 0,56%; Fe = 14,00%; Al = 8,23%; Zn = 0,74%; Pb = 0,97%; Ca = 1,02%; Mg = 0,52%;
K = 0,61%; Na = 0,46%; S = 0,18%; SiO2 = 37,00%;
Visando-se a determinar a validade de um tratamento diferenciado, procedeu-se à
caracterização do material dividido em duas frações – -400 malhas e +400 malhas –, após
deslamagem intensiva (Tabela 34).
Tabela 34 – Caracterização do material
Granulometria Peso Teor (%) Distribuição (%)
(Malhas) (%) Cu Fe Al Mn Cu Fe Al Mn
+400 46 0,58 14,3 5,31 0,35 45 49 28 81
-400 54 0,60 12,9 11,7 0,07 55 51 72 19
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11.1.2 Ensaios de Alixiviação
11.1.2.1 TestRe de leite estático
Procedeu-seO a cinco testes de lixiviação sulfúrica em leito estático, visando a determinar o compoIrtTamento do material para diversas quantidades iniciais de ácido. Esses testes constituíram-se, basicamente, em se deixar 400 g do material com granulometria inferior a 35 maDlhas em repouso durante três dias, em contato com 800 ml de água destilada e uma Equantidade variável de ácido (Tabela 35). Tabela 35 – Teste de leite estático M Recuperação Consumo Específico de (H2SO4) g Fe:Cu Al:Cu E Cu (%) Ácido 3,7 5,8 0,15 0,31 28 11,1 11,2 0,56 0,48 22
14,8 11,2 0,72 0,56 22
25,9 15,4 1,15 0,74 27
37 17,4 2,13 1,08 38
11.1.2.2 Teste com agitação mecânica
Procedeu-se a diversos testes, utilizando ácido clorídrico e amônia como agentes lixiviantes,
objetivando-se verificar a influência de algumas variáveis, tais como concentração do agente
lixiviante, temperatura, granulometria e tempo de lixiviação na solubilização de cobre e no
consumo de reagente.
Os testes foram realizados com 100 g de material e 500 ml de solução (Tabela 36).
Tabela 36 – Teste com agitação mecânica
Recuperação Cu (%) Consumo
Agente Concentração Granulometria Temperatura
Específico de
Lixiviante (g/l) (Malhas) (°C) t = 5 min t = 300 min
Ácido
H2SO4 15 -35 27 8,7 14,3 21
H2SO4 15 -100 27 11,1 16,5 26
H2SO4 15 -200 27 12,4 19,2 29
H2SO4 15 -400 27 13,4 21 24
H2SO4 15 -35 60 15,6 33,9 20
H2SO4 15 -100 60 19,6 32,6 27
H2SO4 15 -200 60 22,3 36,2 26
H2SO4 15 -400 60 24,1 37,5 23
H2SO4 95 -35 27 11,6 18,3 51
H2SO4 95 -100 27 13,4 21 65
H2SO4 95 -200 27 15,6 24,1 53
H2SO4 95 -400 27 17,4 24,1 45
H2SO4 95 -35 60 24,6 50 73
H2SO4 95 -100 60 30,4 49,6 68
H2SO4 95 -200 60 30,8 53,1 73
H2SO4 95 -400 60 31,3 52,7 64
HCl 3 -35 26 4,9 10,2 12
HCl 15 -100 60 26,2 36,6 25
NH4 * -200 26 2,9 2,9 -
NH4 ** -400 60 11,2 11,4 -
(*) -25 g (NH4)2CO3 + 40 ml NH4OH. (**) -100 g (NH4)2CO3 + 160 ml NH4OH.
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O 177
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Realizaram-se, ainda, Çdois testes de lixiviação sulfúrica com agitação, do qual,
periodicamente, eramA retiradas alíquotas da solução para acompanhamento da dissolução de
Cu, Fe e Al e do Rconsumo de ácido (Tabelas 37 e 38).
Tabela 3T7 –O Teste de lixiviação sulfúrica com agitação (1) I Consumo Recuperação TDempo (min) Fe:Cu Al:Cu Específico de Cu (%) Ácido E 15 16,1 0,67 0,5 12 60 21,4 0,75 0,69 15 M 120 24,3 0,72 0,72 16 E 180 25,4 0,74 0,74 17 240 29,6 0,68 0,77 15
300 29,6 0,68 0,82 16
Nota: Condições experimentais: 500 g de material (-35 malhas), 750 ml H2SO4 (20 g/l), T = 60ºC.
Tabela 38 – Teste de lixiviação sulfúrica com agitação (2)
Consumo
Recuperação
Tempo (min) Fe:Cu Al:Cu Específico de
Cu (%)
Ácido
15 22,9 1,47 0,88 12
60 26,8 2,2 1,15 22
120 33,6 2,56 1,24 23
180 35 2,69 1,31 25
240 36,1 3 1,41 27
300 37,5 3,04 1,43 28
Nota: Condições experimentais: 300 g de material (-35 malhas), 750 ml H2SO4 (50 g/l), T = 60ºC.
11.1.2.3 Outros testes de lixiviação
Procedeu-se, ainda, aos seguintes testes:
Lixiviação sulfúrica em contra corrente em três estágios, em 15 minutos cada a 60ºC.
+
Lixiviação com adição gradual de ácido, mantendo a quantidade de íons H em solução
sempre baixa.
Lixiviação do material em colunas.
Os resultados desses testes mostram baixa extração de cobre e alto consumo específico de
ácido. No teste de lixiviação em colunas, foi verificado um problema para percolação da
solução por meio de massa sólida, o qual já era esperado, devido às características do
material.
11.1.3 Representatividade das amostras: material alterado
O poço 2P-55S/45,8W não teve localizado seu perfil descritivo. Ao se avaliar o perfil do poço
2P-80S/52W, percebeu-se que ele não representa o depósito em sua totalidade, pois supõe-se
que todo o material coletado foi enviado ao laboratório e, com isso, subentende-se que houve
diluição da amostra de minério e consequente diminuição dos teores de minério.
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O 178
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Esta é uma explicaçAão pÇlausível em relação aos teores teóricos apresentados no estudo de modelamento atual.
11.2 BENOEFICRIAMENTO DE POLISSULFETO DE COBRE, CHUMBO E ZINCO Com eIssTe estudo, objetiva-se a caracterização em bancada do polissulfeto de Palmeirópolis, visando à obtenção de concentrados de cobre, chumbo e zinco com teores adequados à meDtalurgia extrativa e recuperações satisfatórias. E11.2.1 Caracterização do minério M 11.2.1.1 Preparação da amostra E Para os ensaios de flotação, foram recebidas pelo CETEM 11 caixas com testemunhos de sondagem provenientes de dois furos de sonda: PM-65 e PM-67. Essas amostras pesavam, aproximadamente, 400 kg. Inicialmente, algumas amostras foram selecionadas para estudos
petrográficos. A seguir, a amostra foi britada em um britador de mandíbulas primário e,
posteriormente, em um britador de mandíbulas secundário, alcançando granulometria abaixo
de 6,35 mm (1/4”). Em seguida, foi feita uma pilha homogeneizada, da qual foram retirados
30 kg para determinação do work index do minério. A seguir, foi feita nova pilha
homogeneizada do minério, o qual foi retirado da pilha e acondicionado em sacos plásticos,
constituindo amostras de 2 kg, que foram utilizadas nos ensaios.
A fim de evitar possíveis problemas de oxidação, a amostra era britada a 10 malhas e moída
momentos antes da flotação (Figura 148).
Figura 148 – Fluxograma de preparação de amostra.
AMOSTRA DO MINÉRIO
(400 kg)
CARACTERIZAÇÃO
PETROGRÁFICA
BRITAGEM (-1/4") 6,35 mm
DETERMINAÇÃO DO WI
PILHA HOMOGENEIZADA DO MINÉRIO
CARACTERIZAÇÃO
PILHA HOMOGENEIZADA ANÁLISE QUÍMICA
MINERALÓGICA
ENSAIOS DE
BENEFICIAMENTO
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11.2.1.2 AnáliAse granulométrica
A análise granuloRmétrica da amostra britada a 10 malhas é apresentada na Tabela 39.
Tabela 39 –O Análise granulométrica da amostra britada a 10 malhas
PenIeTira Acumulada Passante Peso (g) Peso (%) (Malhas) (%) (%) D14 325,10 16,60 16,60 83,40 E 20 340,80 17,40 34,00 66,00 28 224,40 11,50 45,50 54,50 M 35 222,40 11,40 56,90 43,10 E 48 141,20 7,20 64,10 35,90 65 97,00 4,90 69,00 31,00
100 140,60 7,20 76,20 23,80
150 90,30 4,60 80,90 19,10
200 88,00 4,60 85,40 14,60
270 47,00 2,40 87,80 12,20
400 82,70 4,20 92,00 8,00
-400 156,10 8,00 100,00 -
Total 1995,60 100,00 - -
11.2.1.3 Análise química
No estudo, procedeu-se a análises químicas da amostra média do minério (Tabela 40).
Tabela 40 – Análise química da amostra média do minério
Elemento ou
Teor (%)
Composto
Cu 0,81
Zn 4,01
Pb 0,97
Fe 10,00
S 5,74
Cd 0,01
CaO 5,18
MgO 7,11
Al2O3 11,60
K2O 1,60
SiO2 43,20
Elemento Teor (g/t)
(*) Au 0,07
(*) Ag 20
(*) Fire assay.
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11.2.1.4 DifraçAão de raios X
Os minerais idenRtificados por difração de raios X foram: blenda, pirita, calcopirita, bornita, galena, anfiObólio (os minerais do grupo do anfibólio que ocorrem nesse minério são, principalTmente, dos tipos actinolita-tremolita e horniesfarelita), plagioclásio, biotita, quartzo e granada.
11D.2.1I.5 Liberação de sulfetos EOs estudos realizados por microscopia ótica por meio de observação em lupa binocular e microscópio polarizante indicam que os minerais de cobre, calcopirita e bornita, embora M apresentem comportamento semelhante, aparecem tanto em cristais bem desenvolvidos, E chegando a microcristais de até 2 mm, como disseminados em macrocristais de esfarelita, em granulometria de aproximadamente 10 µm. Aparecem também disseminados em minerais de ganga, apesar de sua associação principal com a esfarelita.
A esfarelita, por sua vez, ocorre tanto em cristais bem desenvolvidos, com frequentes
microinclusões de sulfeto de cobre, como disseminada em minerais de ganga em
granulometria da ordem de 10 µm. Em menor frequência, ocorre disseminada em
macrocristais de calcopirita e bornita.
A galena é evidenciada somente em cristais bem desenvolvidos, enquanto a pirita ocorre em
granulometria grosseira e está praticamente liberada em 100 malhas.
Esses estudos forneceram também a análise modal estimada do minério e o grau de liberação
de cada sulfeto em cada faixa granulométrica (Tabelas 41 e 42).
Tabela 41 – Análise modal aproximada do minério de Palmeirópolis
Mineral %
Blenda 6,0
Calcopirita 1,5
Bornita 0,5
Galena 1,0
Pirita 6,0
Anfibólio* 45,0
Plagioclásio 20,0
Biotita 15,0
Quartzo 5,0
(*) Os minerais do grupo do anfibólio que ocorrem nesse minério são, principalmente, dos tipos actinolita-
tremolita e horniesfarelita.
Tabela 42 – Grau de liberação obtido por microscopia
Minerais
Fração
Calcopirita (%) Bornita (%) Blenda (%) Galena (%)
65 x 100 55 70 30 45
100 x 150 65 76 40 65
150 x 200 75 90 50 70
200 x 270 80 92 65 75
270 x 400 90 96 75 85
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O 181
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11.2.2 Ensaios de Amoagem
11.2.2.1 DeRterminação do índice de Bond (WI)
Procedeu-seO a ensaios para determinação do Índice de Bond (WI) do minério sulfetado de PalmeiIróTpolis, usando-se o método direto estabelecido por Bond. O valor encontrado, usando como malha-teste a peneira de 100 malhas, foi de 13,0 kWh/t curta (910 kg).
11D.2.2.2 Ensaios de moagem ECom esses ensaios, teve-se o objetivo de se atingir um P80<270 malhas, granulometria em M que os sulfetos já se encontram razoavelmente liberados. Na determinação do tempo de moagem necessário para atingir a malha de 270, executaram-se testes de moagem em E diferentes tempos (20, 25, 30, 40, 50 e 60 minutos), seguidos de análises granulométricas dos produtos obtidos. Com base nesses dados, foram levantadas as curvas de moagem para esse
minério e o tempo de 51 minutos foi o escolhido para a cominuição do minério. Para a
realização desse teste, foi utilizado o moinho de pêra da DENVER (12” x 5”) com carga
moedora de 29 bolas de 1½” e 110 bolas de 1”. A porcentagem de sólidos na polpa foi de
60,6%. Esses ensaios foram realizados com amostra de 2 kg de minério, britado a 10 malhas.
11.2.3 Ensaios de flotação
O estudo em escala de bancada de beneficiamento com polissulfeto de Palmeirópolis
compreendeu as seguintes etapas:
Flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo.
Flotação diferencial da esfarelita.
Flotação dos sulfetos de cobre.
Flotação diferencial da galena.
Cada etapa foi estudada separadamente e, à medida que as melhores condições eram
definidas, passava-se para a etapa seguinte. Foram realizados 30 ensaios de flotação.
Inicialmente, realizaram-se alguns testes exploratórios, visando a definir as condições básicas
da flotação.
11.2.3.1 Flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo
Os ensaios de flotação coletiva foram levados a efeito com o objetivo de se obter um pré-
concentrado de cobre e chumbo, com alta recuperação de calcopirita, bornita e galena. O
principal problema foi a presença da esfarelita, que, em granulometria extremamente fina e
disseminada em macrocristais de calcopirita e bornita, e secundariamente associada à galena,
teve uma distribuição de aproximadamente 20% no concentrado coletivo (Figura 149).
Nesses ensaios, foram utilizados 2 kg de minério, a uma granulometria de 72% abaixo de 270
malhas, e uma célula de laboratório DENVER, modelo D-12, usando uma cuba com
capacidade de 10 L. A agitação da célula manteve-se em 900 rpm no condicionamento e
flotação.
As variáveis estudadas na flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo foram as
seguintes:
a) CoIetor
Foram testados os coletores Aero Xantato 325 (etiI xantato de sódio) e Aero Float 242,
fabricados por Cyanamid; Z11 (isopropiI xantato de sódio); Z12 (secbutil xantato de sódio),
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O 182
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fabricados por Dow CÇhemical; Minerec B (etiI isobutiI xantoformiato), fabricado por
Minerec; SF 323R (isAopropiI etiI tionocarbamato), fabricado por Shell. Os coletores foram testados em Oadições de 55 g/t, exceto o Aero Xantato 325, que foi testado em adições de 7 g/t e 30 g/t.
b) DeIpTressor FoDram testados como depressores da esfarelita: suIfato de zinco (ZnSO4) e cianeto de sódio E(NaCN). O sulfato de zinco foi testado nas quantidades de 125 g/t, 300 g/t, 350 g/t e 500 g/t, enquanto o cianeto de sódio foi testado em quantidades de 15 g/t, 20 g/t, 25 g/t, 30 g/t, 35 g/t, M 40 g/t, 100 g/t e 120 g/t. E c) pH de flotação Foram testados os seguintes valores de pH: 9,0; 9,5; 9,8; 10,0. Estes foram ajustados com
soluções de carbonato de sódio (Na2CO3) e leite de cal (CaO).
Figura 149 – Fluxograma de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo.
MOAGEM
(51 minutos)
72% < 270 malhas
CONDICIONAMENTO
*DEPRESSORES
*COLETORES
*ESPUMANTE
FLOTAÇÃO REJEITO FINAL
CONCENTRADO COLETIVO
(Cu + Pb)
Na realização desses testes, foram mantidas constantes as seguintes variáveis:
Tempo de condicionamento do cianeto de sódio: 5 minutos.
Tempo de condicionamento de sulfato de zinco: 8 minutos.
Tempo de condicionamento dos coletores: 5 minutos.
Tempo de condicionamento do espumante: 1 minuto.
% sólidos no condicionamento: 40% em peso.
Tempo de fIotação: 5 minutos.
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% sólidos na flotaAção: 17,6% em peso.
Rotação da cRélula no condicionamento e flotação: 900 rpm.
11.2.3.2 OFlotação diferencial da esfarelita
Os ensIaiTos de flotação diferencial da esfarelita tiveram como principal objetivo a obtenção de umD concentrado com teores de zinco superiores a 40% e com alta recuperação da esfarelita (Figura 150). EOs referidos ensaios foram realizados com o rejeito da flotação coletiva dos sulfetos de cobre M e chumbo, após ativação da esfarelita com sulfato de cobre. Utilizou-se uma coluna de laboratório DENVER, modelo D12, com uma cuba com capacidade para 10 L. Na flotação E cleaner, utilizou-se uma cuba com capacidade para 1,5 L. As variáveis estudadas na flotação diferencial da esfarelita foram as seguintes:
a) Ativador
Para ativação da esfarelita na flotação Rougher, foi testada a adição de sulfato de cobre nas
seguintes quantidades: 130 g/t, 400 g/t e 500 g/t.
b) Coletor
Como coletor foi testado o SF-323 (isopropil etil tionocarbarnato), fabricado por Shell, em
adições de 20 g/t, 55 g/t, 60 g/t e 80 g/t.
c) pH de flotação
Em todos os ensaios de flotação foi usado leite de cal (CaO), devido ao seu efeito depressivo
sobre a pirita. O pH, tanto na flotação Rougher como na flotação CIeaner, foi mantido em 11,5.
Figura 150 – Fluxograma de flotação diferencial da esfarelita.
REJEITO DA
FLOTAÇÃO
COLETIVA
CONDICIONAMENTO
*ATIVADOR
*COLETOR
*ESPUMANTE
FLOTAÇÃO REJEITO FINAL
ROUGHER
CONDICIONAMENTO
COM COLETOR
FLOTAÇÃO
CLEANER
CONCENTRADO DE
ZINCO
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Na realização desses AtestÇes, foram mantidas constantes as seguintes variáveis:
% sólidos noR condicionamento Rougher: 15,6%.
Tempo dOe condicionamento Rougher: 11 minutos.
pH IdTe condicionamento de flotação Rougher e Cleaner: 11,5.
DTempo de flotação Rougher: 5 minutos. E % sólidos na flotação Rougher: 15,6%. M % sólidos no condicionamento Cleaner: 9%. E Tempo de flotação Cleaner: 3,5 minutos. % sólidos na flotação Cleaner: 9%.
Rotação da célula no condicionamento e flotação Rougher e Cleaner: 900 rpm.
11.2.3.3 Flotação dos sulfetos de cobre
Os ensaios de flotação de sulfetos de cobre tiveram como principal objetivo a obtenção de um
concentrado com teores de cobre superiores a 20%. Os referidos ensaios foram realizados
com o pré-concentrado obtido na fIotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo. Esse pré-
concentrado é condicionado com dióxido de enxofre e dextrina, que causam a depressão da
galena, possibilitando a flotação dos sulfetos de cobre. Utilizou-se uma célula de laboratório
DENVER modelo D12, usando-se no condicionamento uma cuba com capacidade para 3 L.
Na flotação Rougher e Cleaner, utilizou-se uma cuba de 1,5 L (Figura 151).
As variáveis estudadas na flotação dos sulfetos de cobre foram as seguintes:
a) Depressor
Foram testados como depressores da galena o dióxido de enxofre (SO2) e o dicromato de
potássio (K2Cr2O7). Esse último foi testado em adições de 200 g/t, 400 g/t, 500 g/t, 700 g/t e
1000 g/t, com intensa agitação no condicionamento.
b) pH de condicionamento e flotação
Como reguladores de pH foram testados: carbonato de sódio (Na2CO3), cal (CaO) e
hidróxido de sódio (NaOH).
As demais variações estudadas foram mencionadas na etapa de flotação coletiva dos sulfetos
de cobre e chumbo.
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Figura 151 – FluxogArama de flotação dos sulfetos de cobre.
ORFLOTAÇÃO CONCENTRADO1º CLEANER Cu + Pb
DI
T
E FLOTAÇÃO
CONDICIONAMENTO
2º CLEANER COM DEPRESSORES
A 55ºc
EM FLOTAÇÃO
3º CLEANER RESFRIAMENTO
CONCENTRADO DE CONDICIONADOR
COBRE COM COLETOR
FLOTAÇÃO
REJEITO FINAL
ROUGHER
Na realização desses testes, foram mantidas as seguintes variáveis:
% sólidos no condicionamento dos depressores: 5%.
Tempo de condicionamento dos depressores: 10 minutos.
pH de condicionamento dos depressores: 4.
% sólidos no condicionamento Rougher: 9%.
Tempo de condicionamento Rougher: 5 minutos.
pH de condicionamento Rougher e Cleaner: 10.
Tempo de flotação Rougher: 2 minutos.
% sólido na flotação Rougher: 9%.
pH na flotação Rougher e Cleaner: 10.
Rotação da célula no condicionamento e flotação Rougher e Cleaner: 900 rpm.
11.2.3.4 Flotação diferencial da galena
Os ensaios de flotação diferencial da galena tiveram como principal objetivo a obtenção de
um concentrado com teores de chumbo superiores a 40% e com baixo teor de zinco com 8%.
Na obtenção desse concentrado, o principal problema foi a presença da esfarelita, que também
foi deprimida com dióxido de enxofre (SO2) e aparecia em teores elevados no concentrado de
chumbo.
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Esses ensaios foram reaÇlizados com o rejeito da flotação Rougher dos sulfetos de cobre.
Utilizou-se uma RcéluAla de laboratório DENVER modelo D12, usando-se no condicionamento e flotação uma cuba com capacidade para 1,5 L (Figura 152).
Na flotaçTão Odiferencial da galena, foi testado o sulfato de zinco (ZnS04) no condicionamento RougheIr, na tentativa de deprimir a esfarelita. As demais variáveis estudadas foram meDncionadas na etapa de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo. EFigura 152 – Fluxograma de flotação diferencial da galena.
M FLOTAÇÃO CONCENTRADOROUGHER Cu + PbE
FLOTAÇÃO CONDICIONAMENTO
1º CLEANER COM DEPRESSORES
A 55ºc
FLOTAÇÃO
2º CLEANER RESFRIAMENTO
FLOTAÇÃO CONDICIONADOR FLOTAÇÃO DE CONCENTRADO
3º CLEANER COM COLETOR COBRE DE Cu
CONCENTRADO DE CONDICIONAMENTO
CHUMBO COLETOR
ESPUMANTE
Na realização desses ensaios, foram mantidas constantes as seguintes variáveis:
% sólidos no condicionamento dos depressores: 5%.
Tempo de condicionamento dos depressores: 10 minutos.
% sólidos no condicionamento Rougher: 3%.
pH no condicionamento Rougher e Cleaner: 10.
Rotação da célula no condicionamento e flotação Rougher e Cleaner: 900 rpm.
11.2.4 Resultados obtidos
11.2.4.1 Flotação coletiva dos sulfetos de cobre e chumbo
Os ensaios realizados nessa etapa do trabalho mostraram que as recuperações para cobre e
chumbo se situaram em torno de 80%. Obtiveram-se recuperações de até 89,8% Cu, mas com
consequente aumento da distribuição de zinco no concentrado coletivo (ver ensaio nº 6). A
influência da granulometria foi verificada quando se realizaram testes com diferentes tempos
de moagem. A recuperação de cobre aumentou no concentrado coletivo, enquanto a
distribuição de zinco diminuiu (ver ensaios nºs 5 e 6).
Os ensaios realizados com a adição de cianeto de sódio mostraram que, a partir de 20 g/t, há
diminuição na recuperação de cobre e chumbo (ver ensaios nºs 9 a 16) (Figura153).
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Figura 153 – Efeito dAa adição de NaCN na recuperação de Cu, Pb, Zn.
OR
DI
T
M
E
E
Devido à sensibilidade da calcopirita ao cianeto de sódio, o sulfato de zinco foi utilizado
como o maior depressor de esfarelita e em grande quantidade. A influência do pH na flotação
coletiva também foi estudada. No ensaio nº 17, vê-se que, com um pH = 9, a recuperação de
cobre caiu para apenas 32%. No ensaio nº 19 (pH = 9,8), houve aumento na recuperação de
cobre, mas este teve também maior distribuição de zinco. O uso do carbonato de sódio como
regulador de pH mostrou que este favorece a flotação da esfarelita, pois houve sensível
aumento de zinco no concentrado coletivo (ver ensaio nº 20) (Tabelas 43 e 44).
Tabela 43 – Melhores condições dos ensaios de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e
chumbo
Reagentes (g/t)
Malha
Ensaio pH
Moagem Aero - Óleo de SF- 323 NaCN ZnSO4 CaO Na CO 325 Pinho 2 3
9 p80<270# 10,0 50 30 - 350 10 2.440 -
11 p80<270# 10,0 50 30 20 350 10 2.440 -
19 p80<270# 9,8 55 30 20 350 10 - 13.000
20 p80<270# 10,0 55 30 20 350 10 - 13.000
21 p80<270# 10,0 55 30 20 350 10 - 13.000
Tabela 44 – Melhores condições dos ensaios de flotação coletiva dos sulfetos de cobre e
chumbo
Teor de Alimentação Teor de Concentrado
Recuperação Distribuição (%)
Ensaio (%) (%)
Massa (%)
Cu Pb Zn Cu Pb Zn Cu Pb Zn
9 10,7 0,87 1,05 4,20 6,73 7,63 9,25 83,00 77,70 23,60
11 7,1 0,89 1,00 4,06 10,25 10,75 9,25 81,70 76,30 16,10
19 8,1 0,89 1,07 4,09 9,40 10,20 10,00 85,50 77,20 19,80
20 8,6 0,89 1,09 4,18 9,00 9,80 11,60 86,90 77,30 23,80
21 8,2 0,85 1,02 4,01 8,90 9,60 8,75 85,80 77,10 17,90
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11.2.4.2 FlotaçAão diferencial da esfalerita
Os ensaios realizRados nessa etapa do trabalho permitiram obter um concentrado com teor de 45% Zn e Orecuperação de 71%. Também foi estudado o efeito do ativador da esfarelita (sulfato de cobre). Em adições de 130 g/t, obteve-se recuperação de apenas 29,4% de zinco no concenItrTado de zinco. Em adições de 400 g/t, a recuperação do zinco subiu para valores próDximos a 80% (ver ensaios nºs 8 a 16) (Tabelas 45 e 46). EO coletor SF-323 (isopropil etil tionocarbamato) foi testado em adições de 20 g/t na Rougher, apresentando recuperações de apenas 30% para o zinco (ver ensaios nºs 5 e 6). Em adições de M 55 g/t e 60 g/t, as recuperações para o zinco praticamente se mantiveram constantes, em torno de 80% (ver ensaios nºs 8 a 30). Na flotação diferencial da esfarelita, o pH foi acertado com E CaO, devido ao seu efeito depressor sobre a pirita. Tabela 45 – Melhores condições dos ensaios de flotação diferencial da esfarelita
Reagentes (g/t)
Malha
Ensaio pH
Moagem Óleo de SF-323 CuSO4 CaO Pinho
8 p80<270# 11,5 75 400 10 1.590
11 p80<270# 11,5 75 400 10 1.590
14 p80<270# 11,5 75 400 10 1.590
15 p80<270# 11,5 75 400 10 1.590
Tabela 46 – Melhores condições dos ensaios de flotação diferencial da esfarelita
Teor de Teor
Recuperação Distribuição
Ensaio Alimentação Concentrado
de Massa (%) (Zn) %
(Zn) % (Zn) %
8 6,8 4,09 46,3 76,9
11 6,4 4,06 47,5 74,9
14 6,2 4,02 50,6 78
15 6,8 3,99 45,6 77,7
11.2.4.3 Flotação dos sulfetos de cobre
Os ensaios realizados nessa etapa do trabalho permitiram obter um concentrado com teor de
19,6% Cu e recuperação de 70%. Os ensaios nºs 22, 23 e 24 foram realizados com apenas um
estágio de limpeza, e o teor de cobre no concentrado ficou em torno de 13%. A partir do
ensaio nº 25, introduziram-se mais dois estágios de limpeza, com o objetivo de elevar o teor
de cobre no concentrado. Utilizando-se o dicromato de potássio como depressor da galena, as
recuperações de cobre tiveram aumento, mas em detrimento do teor. Com 400 g/t de
dicromato de potássio, obteve-se um concentrado com 21% Cu, mas com teor de 13,8% de
Zn, considerado alto (ver ensaio nº 27).
11.2.4.4 Flotação diferencial da galena
Os ensaios realizados nessa etapa do trabalho não foram conclusivos, porque não permitiram
a obtenção de um concentrado de chumbo dentro das especificações exigidas. Para tentar a
depressão da galena, foram testados: dióxido de enxofre e dicromato de potássio, O primeiro
mostrou-se mais eficiente, tendo sido notada menor distribuição do chumbo nos concentrados
de cobre (ver ensaios nºs 22 a 25). O dicromato de potássio, mesmo condicionado com alta
agitação na coluna de flotação (1.700 rpm), proporcionou maior distribuição do chumbo nos
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concentrados de cobre, Çalém de baixa recuperação. No ensaio nº 30, com 1000 g/t de
dicromato de potRássiAo, obteve-se concentrado de chumbo com teor de 44,5% Pb e 7,13% Zn, mas com apOenas 15,5% de recuperação. Nesse teste, 49,2% do chumbo se distribuem nos concentrados de cobre. Utilizando-se dicromato de potássio, a distribuição de zinco nos concenItrTados de cobre também aumentou, chegando a 33,1% (ver ensaio nº 26). NoD Anexo 1 deste relatório são apresentados os dados dos 30 ensaios de flotação realizados nos laboratórios do CETEM. E11.2.5 Representatividade da amostra M Nessa fase de estudo de beneficiamento dos polissulfetos do projeto, os furos utilizados (11 E caixas) foram os dos poços PM-65 e PM-67. Analisando esses perfis, concluiu-se que estes também não são representativos para o depósito.
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12 LAVRA DAOS DEPÓSITOS
A mineração é Ruma atividade que depende de técnicas de extração para viabilizar sua produção, seOndo possível destacar cerca de 10 métodos de lavra. Parece muito, mas a verdade é que exTistem, provavelmente, mais de 300 variações possíveis de métodos de lavra, sendo limitadIas pela disponibilidade de equipamentos necessários à viabilização das técnicas de extDração. EA seleção do método de lavra é um dos principais elementos em qualquer análise econômica de uma mina, na qual é preciso levar em conta não só os aspectos tecnológicos como também M os sociais, econômicos e ambientais. Portanto, é preciso: E Avaliar as condições geológicas, sociais e ambientais, para permitir a eliminação de alguns métodos que não estejam de acordo com os critérios desejados.
Definir o método com menor custo possível, considerando as condições técnicas que
garantam maior segurança.
Após a definição do método a ser utilizado, alguns aspectos fundamentais devem ser
considerados, tais como:
Segurança e condições ambientais adequadas para os operários.
Redução de impactos causados ao meio ambiente.
Redução e controle de resíduos gerados.
Adaptação das condições geológicas à infraestrutura disponível.
Melhoria da produtividade, com impacto direto na redução do custo.
12.1 LAVRA A CÉU ABERTO
A lavra a céu aberto (Figura 154) se justifica tanto econômica como tecnologicamente,
quando são identificados depósitos de rochas ou minerais com viabilidade de comercialização
e em profundidade relativamente pequena em relação à superfície.
Lavras a céu aberto normalmente são exploradas até o esgotamento do recurso mineral, ou
quando a razão entre o volume de minério a ser explorado em relação ao volume a ser
produzido torne a extração economicamente inviável.
Os principais métodos de lavra a céu aberto são: bancadas, tiras e pedreiras.
No caso específico do depósito em estudo, o primeiro método seria o indicado, no qual o
estéril é removido, formando uma pilha próxima ao local de extração do minério.
Cabe destacar que os cortes de taludes necessários ao aprofundamento da mina movimentam
grandes quantidades de terra e estéril de cobertura para a operação da lavra. Esse material
retirado pode gerar grandes impactos ambientais, necessitando, assim, que sejam adotados
controles operacionais, visando a evitar riscos ao meio ambiente.
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Figura 154 – Lavra aA céu aberto: método de bancadas. R
DI
TO
E
EM
Fonte: Disponível em: .
12.2 LAVRA SUBTERRÂNEA
Os métodos de lavra subterrânea podem ser divididos em três grandes grupos:
Método com realces autoportantes (câmaras e pilares, subníveis e VCR (Vertical Crater
Retreat)).
Método com suporte das encaixantes.
Método com abatimento.
Com relação aos quatro corpos do depósito de Palmeirópolis, o planejamento de uma lavra
subterrânea passaria, necessariamente, por nova e específica campanha de sondagem, já que,
com o atual nível de conhecimento dos depósitos, essa ação é fortemente não indicada.
12.3 DEFINIÇÃO DO MELHOR MÉTODO DE LAVRA
A escolha do método de lavra dá-se em função da geometria do corpo (inclinação e espessura)
e das características de resistência e estabilidade dos maciços que constituem o minério e suas
encaixantes, devendo ser escolhido o método mais seguro e, ao mesmo tempo, mais
econômico. O desmonte do minério pode ser efetuado por meios mecânicos ou com o recurso
de explosivos.
A opção de se lavrar a céu aberto ou subterraneamente depende de se ultrapassar ou não a
relação de mineração limite (relação estéril/minério limite), número adimensional que
expressa uma relação entre massas ou entre volumes (Figura 155).
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Essa relação é um doAs vaÇlores fundamentais de qualquer planejamento de lavra, bem como os denominados teoRres de corte (para a mesma jazida haverá teores de corte diferentes, se ela for lavrada a céOu aberto ou subterraneamente, admitindo como tecnicamente viáveis ambos os tipos de lavra), teores mínimos ou marginais etc. A opçãIoT de lavra será obtida por meio de análise das expressões: DCMs > CMca + RCe (1): lavra a céu aberto E CMs = CMca + RCe (2): lavra indiferente CMs < CMca + RCe (3): lavra subterrânea
Onde:
EM CMs = custo de lavra subterrânea de 1 t de minério, incluindo os custos operacionais de desmonte, carregamento, britagem e transporte do minério até a usina de concentração.
CMca = custo de lavra a céu aberto de 1 t de minério, incluindo os custos operacionais de
desmonte, carregamento, britagem e transporte até a usina de concentração.
Ce = custo de lavra do estéril, incluindo seu desmonte, carregamento, britagem e
transporte até o “bota-fora”.
R = relação de mineração ou relação estéril/minério, que representa o número de unidades
de estéril a remover para cada unidade de minério lavrada a céu aberto.
A condição limite é obtida da relação (2), denominada relação de mineração limite, que vale:
RL = CMs - CMca.
Figura 155 – Relação custo unitário x REM.
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13 AVALIAÇAÃO ECONÔMICA
O zinco e os produtos que contêm esse elemento contribuem com cerca de US$ 40 bilhões por
ano para aO ecoRnomia global. Dada a ampla gama de setores que exploram as suas propriedTades singulares, não surpreende o fato de que esse metal tenha importância econômIica significativa:
DA mineração, a fundição e o refino do zinco contribuem com aproximadamente US$ 18,5 E bilhões para a economia mundial. O concentrado de minério de zinco, do qual se produz aproximadamente 7,5 milhões de M toneladas por ano, tem um valor de mercado de cerca de US$ 7,6 bilhões. E O mercado mundial do zinco utilizado na galvanização corresponde a cerca de US$ 3,5 bilhões anuais e a indústria de galvanização contínua tem uma receita bruta acima de US$
50 bilhões. A contribuição econômica total da indústria de galvanização geral para a
economia global corresponde a cerca de US$ 7,5 bilhões por ano.
O mercado para os principais usos de óxido de zinco é estimado em cerca de US$ 1 bilhão
por ano.
A utilização do zinco faz sentido do ponto de vista econômico – estima-se que os custos da
corrosão para a economia de um país representam cerca de 4% do Produto Interno Bruto
(PIB) nas nações industrializadas. Esse custo é dramaticamente reduzido quando o aço é
protegido com zinco, que prolonga a vida do aço em cinco vezes, mesmo com os cálculos
mais conservadores. O aço revestido com zinco praticamente dispensa manutenção, o que
significa economias consideráveis no decorrer da vida útil de um produto de aço. No caso de
infraestrutura pública, essa vantagem é significativa quando traduzida em economia
permanente de custo, já que os recursos públicos que seriam gastos com manutenção e
substituição de peças são liberados para outros propósitos.
A produção global de minas de zinco em 2016 foi de 11,9 milhões de toneladas, 7% inferior à
de 2015. A produção de minas de zinco na Austrália diminuiu em quase 50%, como resultado
do fechamento da mina Century em 2015, devido ao esgotamento de reservas, e cortes
temporários da produção nas minas de George Fisher e de Senhora Loretta. Diferentemente de
2015, quando a produção ultrapassou o consumo, o mercado do zinco caiu em 2016, com
consumo superior à produção. A produção de zinco refinado em 2016 diminuiu 3% para
13,22 milhões de toneladas e o consumo de metais foi essencialmente inalterado em 13,57
milhões de toneladas, resultando em um déficit de produção-consumo de 349 mil toneladas de
zinco refinado. Os recursos de zinco identificados no mundo são cerca de 1,9 bilhões de
toneladas.
Com relação à produção interna, os indicadores de produção de zinco registrados em 2014,
não obstante a menor demanda do mercado doméstico, continuaram registrando taxas de
crescimento ao longo do ano. A produção de concentrado de zinco, em metal contido, atingiu
169,8 kt, significando elevação de 11,6% em comparação ao mesmo período de 2013. Na
mesma base de comparação, a produção de metal primário registrou aumento de 0,3%,
totalizando 246,1 kt.
O resultado da corrente do comércio exterior de zinco (minérios e seus concentrados e metal
primário) atingiu US$ 237,9 milhões em 2014. As importações totalizaram US$ 179,8
milhões, recuando 22% em relação a 2013. Na mesma base de comparação, as exportações
diminuíram 4,9%, para US$ 58,2 milhões. As compras de minérios e seus concentrados
atingiram U$S 131,7 milhões e foram originárias de Peru (95,1%) e Espanha (4,9%). México
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(52,5%), Peru (36,3%) Çe Argentina (8,5%) foram os principais mercados de origem das
importações brasileirAas de metal primário (US$ 48,1 milhões).
As vendas dOe mRinérios e seus concentrados de zinco somaram US$ 6,9 milhões, recuando 11,6% eTm 2014, ante 2013. O Peru foi o único país de destino dessas exportações. Os embarqIues de metal primário diminuíram 3,9% em 2014, para US$ 51,3 milhões. As expDortações desses produtos foram direcionadas, principalmente, à África do Sul, Argentina e Taiwan, que atingiram US$ 27,2 milhões, US$ 8,9 milhões e US$ 6,1 milhões, Erespectivamente, correspondendo, no conjunto, a uma participação de 82,5% (Figura 156). Figura 156 – Custo zinco: série histórica 15 anos (nov. 2001-jun. 2016).
EM
Fonte: Disponível em: .
Por sua propriedade anticorrosiva, o revestimento de chapas de aço constitui-se na principal
aplicação na indústria brasileira. O processo de galvanização do aço consiste basicamente em
adicionar uma camada superficial de zinco ao produto já laminado, o que lhe confere grande
resistência à corrosão, com aplicação nas indústrias automobilísticas, de construção civil e de
eletrodomésticos, particularmente da linha branca. Na forma de óxido de zinco, é utilizado na
vulcanização de borrachas, cosméticos, medicamentos, dentre outros. O zinco também é
aplicado na composição de várias ligas, como as de alumínio, cobre e magnésio.
O consumo aparente de zinco refinado apresentou queda de 4,2% de 2013 para 2014. Nesse
período, a produção, as importações e as exportações registraram variações, respectivamente,
de 0,3%, -40,3% e -10,8%. Vale ressaltar que a participação dos importados no atendimento
anual do consumo de zinco passou de aproximadamente 14,1% em 2013 para 8,7% em 2014.
Já a decomposição do consumo aparente de concentrado de zinco revela que, no período
analisado, 35% do consumo foram atendidos pela importação (Tabelas 47 e 48).
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Tabela 47 – ReservaA (2014) e produção mundial de zinco (2013-2014)
Reservas (x1000) Produção (x1000)
PaOís R 2014 2013 2014 Brasil T 2.200 152 170 AustráliIa 62.000 1.524 1.561
ChDina 43.000 4.730 4.930 EPeru 29.000 1.351 1.319 México 16.000 641 675
EM
Índia 11.000 793 706
USA 10.000 788 831
Cazaquistão 10.000 428 390
Canadá 5.900 423 348
Bolívia 4.500 407 420
Irlanda 1.100 327 283
Outros Países 39.800 1.659 1.714
Total 234.500 13.223 13.347
Fonte: DNPM, 2016.
Tabela 48 – Reserva e produção mundial de zinco (2015-2016)
Produção (x1000)
País Reservas (x1000)
2015 2016*
USA 11.000 825 780
Austrália 63.000 1.600 850
Bolívia 4.000 440 460
Canadá 5.700 227 310
China 40.000 4.300 4.500
Índia 10.000 821 650
Irlanda 11.000 236 150
Cazaquistão 11.000 339 340
México 17.000 680 710
Peru 25.000 1.420 1.300
Suécia 3.000 247 250
Outros Países 32.000 1.610 1.600
Total 220.000 12.800 11.900
Fonte: Disponível em: .
(*) Produção estimada.
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14 DIAGNÓASTICO SOCIOAMBIENTAL
O objetivo desRsa análise é retratar, a partir de levantamento preliminar, a situação socioambienOtal da região em que se inserem os alvarás de pesquisa para cobre, chumbo e zinco daT CPRM, de modo a identificar os espaços territoriais protegidos, com regime restritivIo de uso dos recursos naturais ou que possam gerar conflitos de uso do solo nas áreas anaDlisadas. A identificação desses espaços territoriais protegidos é essencial para a tomada de Edecisão sobre a explotação dos depósitos no âmbito do projeto, pois são condicionantes para aprovação ou indeferimento dos empreendimentos mineiros por parte dos órgãos ambientais. Como se trata de uma avaliação de caráter informativo, a metodologia adotada para esse M diagnóstico é distinta das metodologias estabelecidas para os estudos ambientais posteriores, E que visam à obtenção de licenças ambientais. A abordagem consistiu no levantamento de dados bibliográficos, tais como informações sobre
as características dos depósitos-alvo (relatórios da CPRM), situação atual da mineração de
polimetálicos no Brasil, relatórios e dados georreferenciados das características ambientais da
região e de áreas protegidas existentes nas proximidades (ANA, FUNAI, IBAMA, ICMBio,
INCRA, SEMARH/TO), assim como a legislação correlata. Além disso, foram elaborados
mapas de apoio para o levantamento de campo, incluindo a delimitação das áreas dos alvarás
de pesquisa e os limites dos municípios onde estes estão inseridos, com base em imagens de
satélite (Google Earth: imagem CNES/SPOT– 2014). Em uma segunda etapa, procedeu-se ao
reconhecimento de campo nas áreas de alvará de pesquisa e em seu entorno (Figura 143).
Além do reconhecimento das características físicas e bióticas, levantou-se de forma expedita o
uso e a ocupação do solo na área e os dados socioeconômicos junto ao IBGE.
Na composição do diagnóstico ambiental, consideraram-se as áreas registradas no DNPM
como áreas de enfoque para aspectos dos meios físico e biótico (área de influência direta para
possível empreendimento de exploração mineral). Para os aspectos socioeconômicos, a
abordagem envolveu os municípios onde estão inseridos os alvarás de pesquisa. Alguns
aspectos ambientais foram abordados a partir de informações externas às áreas indicadas, por
ausência de dados mais próximos. Foram elaborados mapas temáticos (mapas de
caminhamento, de unidades de conservação e de uso e ocupação do solo, destacando-se as
áreas de preservação permanente) (Figura 157).
14.1 LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PERTINENTE
As normas legais ambientais que balizam a atividade de exploração mineral no Brasil estão
contidas nos seguintes documentos:
Lei nº 6.938, de 31.08.1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus
fins e mecanismos de formulação e aplicação.
Lei nº 9.314, de 14.11.1996 – Altera dispositivos do Decreto-lei nº 227, de 28.02.1967
(Código de Mineração).
Lei nº 9.433, de 08.01.1997 – Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Lei nº 9.605, de 12.02.1998 – Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas
de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (“Lei de crimes ambientais”).
Lei nº 9.985, de 18.07.2000 – Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da
Natureza.
Lei nº 12.727, de 17.10.2012 – Atualiza o Código Florestal Brasileiro.
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Figura 157 – MapaA de caminhamento na área dos alvarás de pesquisa para caulim da CRPRM.
ITO
M
ED
E
Resolução CONAMA nº 001, de 23.01.1986 – Dispõe sobre as definições, as
responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da
Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio
Ambiente.
Resolução CONAMA nº 237, de 19.12.1997 – Dispõe sobre a revisão e complementação
dos procedimentos e critérios utilizados para o licenciamento ambiental.
Resolução CONAMA nº 303, de 20.03.2002 – Dispõe sobre parâmetros, definições e
limites de Áreas de Preservação Permanente.
Resolução CONAMA nº 357, de 17.03.2005 – Dispõe sobre a classificação dos corpos de
água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições
e padrões de lançamento de efluentes.
Resolução CONAMA nº 369, de 28.03.2006 – Dispõe sobre os casos excepcionais, de
utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a
intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP).
Resolução CONAMA nº 371, de 05.04.2006 – Estabelece diretrizes aos órgãos ambientais
para cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de recursos advindos de
compensação ambiental.
Resolução nº 16, de 08.05.2001 – Estabelece critérios gerais para a outorga de direito de
uso de recursos hídricos.
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ABNT NBR 130A28, de 09.2006 – Elaboração e apresentação de projeto de disposição de rejeitos de beRneficiamento, em barramento, em mineração. ABNT NOBR 13029, de 09.2006 – Elaboração e apresentação de projeto de disposição de estéril, em pilha, em mineração.
ABINT 13030 – Elaboração e apresentação de projeto de reabilitação de áreas degradadas Dem mineração. E14.2 CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA M As áreas dos alvarás de pesquisa para cobre, chumbo e zinco da CPRM estão situadas na E porção centro-sul do estado do Tocantins, na Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, sub-bacia do rio Mutum, inseridos no município de Palmeirópolis.
14.2.1 Clima
O clima local é tropical semiúmido, com temperatura média anual variando entre 24 a 26ºC,
umidade relativa do ar de 70 a 75% e índice pluviométrico médio de 1.700 mm. Possui duas
estações bem definidas, uma seca (maio-setembro) e outra chuvosa (outubro-abril).
14.2.2 Relevo
Contida na unidade geomorfológica “Depressão do Tocantins”, a área de estudo é constituída
por rochas do Pré-Cambriano Indiferenciado (granitos e gnaisses), rochas pré-cambrianas
metassedimentares e extensa cobertura detrítico-laterítica do Tércio-Quaternário. São
encontradas três formas de dissecação do relevo: Aguçadas, Convexas e Tabulares. Essa
última é a predominante, sendo formada por relevo de topo aplanado, com diferentes ordens
de grandeza e de aprofundamento de drenagem, e eventualmente separado por vales de fundo
plano (BRASIL, 1981).
O processo predominante na modelagem do relevo é o intemperismo químico, que, associado
às intervenções antrópicas, favorece o aparecimento de focos erosivos.
14.2.3 Solos
Apresentando escalas reduzidas, os levantamentos pedológicos para a área são aplicáveis
apenas a estudos regionais. Nos estudos existentes são identificadas as seguintes classes de
solos: Argissolo Vermelho-Amarelo e Latossolo Vermelho-Amarelo (IBGE, 2001).
Os Argissolos são de baixa fertilidade e estão associados às áreas de relevo mais acidentado,
enquanto os Latossolos, presentes em áreas planas e onduladas, são intensamente utilizados
para formação de pastagens
(http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONT000g05ip3qr02w
x5ok0q43a0r3t5vjo4.html).
14.2.4 Cobertura vegetal
Na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia estão presentes os biomas Floresta
Amazônica, ao norte e noroeste, e Cerrado nas demais áreas. O desmatamento da região se
intensificou a partir da década de 1970, com a construção de rodovias, hidrelétricas e
expansão das atividades agropecuárias e de mineração. No município de Palmeirópolis,
remanescentes da vegetação pristina de cerrado, embora raros, ainda são presentes. São
observadas diferentes formações vegetais, típicas do cerrado, como mata de galeria, mata seca
e cerradão (formações de porte arbóreo, ou formações florestais), cerrado sentido restrito, com
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
seus subtipos, e vereAdas Ç(formações savânicas) e formações campestres, como o campo sujo de cerrado.
De modo geOral, aR cobertura vegetal original encontra-se muito descaracterizada em função de sua subsTtituição por culturas agrícolas e ampla utilização como área de pastagem. Nas áreas de maiIor umidade ou em locais de solos mais ricos provenientes da alteração de rochas anfDibolíticas, desenvolvem-se matas de grande porte (OLIVEIRA, 2000). E14.2.5 Hidrografia e águas subterrâneas O município de Palmeirópolis está situado na Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, em seu M terço de montante (Figura 158). E Os afluentes do rio Tocantins que drenam as áreas da CPRM são o ribeirão Mutum e o córrego Mucambinho, que apresentam boa qualidade em suas águas. Próximo à cidade de
Palmeirópolis, há uma estação pluviométrica (Figura 158).
Quanto ao potencial de águas subterrâneas, as condições geológicas induzem à existência de
aquíferos fraturados de baixa vazão (Figura 159). Existe apenas um poço cadastrado no
município, em zona urbana, extraindo, a 35 m de profundidade, uma vazão de 1,8 m3/h a
partir de um aquífero freático (cascalho e areia) (Figura 160).
Figura 158 – Bacias hidrográficas e rede hidrometeorológica do estado do Tocantins.
Fonte: CPRM, 2006.
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Figura 159 – Mapa dAe favorabilidade hidrogeológica do estado do Tocantins.
TO
R
ED
I
EM
Fonte: CPRM, 2006.
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AÇFigura 160 – Bacias hidrográficas inseridas nas áreas de alvará de pesquisa da CPRM.
ORIT
ED
EM
14.3 ECOSSISTEMAS E BIODIVERSIDADE
O ecossistema original do estado, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do
Estado do Tocantins (FAET), é de floresta pluvial, floresta estacional e cerrados, que, se
mantidos como tais, formam um sistema biológico em equilíbrio, onde há diversidade
genética, de habitats e de espécies.
A Amazônia é a maior reserva de biodiversidade do mundo e o maior bioma do Brasil,
ocupando 9% de Tocantins em sua porção norte. A vegetação característica é de árvores altas.
Estima-se que esse bioma abrigue mais da metade de todas as espécies vivas do Brasil.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e ocupa 91% de Tocantins.
Predominam formações de savana. Além dos planaltos, com extensas chapadas, existem
nessas regiões florestas de galeria, conhecidas como mata ciliar e mata ribeirinha, ao longo do
curso d’água, e com folhagem persistente durante todo o ano; e a vereda, em vales
encharcados, composta de agrupamentos da palmeira buriti sobre uma camada de gramíneas
(estas são constituídas por plantas de diversas espécies, como gramas e bambus).
14.4 ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS
Os mapas de Áreas Prioritárias para Conservação (MMA, 2001) e o mapa de Áreas de Uso
Legal Restrito e Potencial para Conservação Ambiental (SEPLAN, 2007) não contemplam
qualquer área dentro do município de Palmeirópolis.
Existe apenas uma unidade de conservação de uso sustentável que cobre pequena parte do
município. No extremo leste, na divisa com o município de São Salvador, existe a Área de
Proteção Ambiental Lago de São Salvador do Tocantins, Paranã e Palmeirópolis, com
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14.224,66 ha, criadaA pelÇo Decreto Estadual no 1.559, em 01.08.2002, que visa a proteger o entorno do reservRatório da UHE São Salvador no rio Tocantins. As demais áOreas protegidas referem-se às Áreas de Proteção Permanente (APPs) em torno dos cursos dT’água e topos de morro, que perfazem menos de 10% da área total dos processos da CPRMI (Figura 161). FigDura 161 – Áreas protegidas no município de Palmeirópolis.
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14.5 SOCIOECONAOMIA
As origens de RPalmeirópolis datam de 1922, com a instalação da fazenda Itabaiana, propriedade Ode João Polidório. No começo da década de 1960, teve início o povoado de PalmeiraTs, nome dado ao lugar devido aos coqueirais de babaçu existentes em abundância na região.I O município, que chegou a ser um dos maiores produtores de grãos do estado de GoDiás, sofreu sério revés econômico com a criação do estado do Tocantins, pois, com a divisão territorial, ficou fora da área de influência da capital do novo estado e isolado Egeograficamente de Palmas. O comércio local é expressivo e continuou tendo como principais centros de abastecimento as cidades de Anápolis e Goiânia (GO), devido às facilidades de M acesso. Ultimamente, vem experimentando gradual processo de retomada de E desenvolvimento, com a construção do linhão do sistema energético Furnas-Tucuruí, seguido da pavimentação asfáltica da rodovia que liga o município ao estado de Goiás. Cabe destacar a construção da Usina Hidrelétrica de São Salvador, no rio Tocantins, que tem em
Palmeirópolis seu principal ponto de apoio logístico, o que ocasionou grande aumento no
número de trabalhadores em circulação na cidade, propiciando o incremento do comércio e da
economia do lugar (IBGE, 2016).
Palmeirópolis é uma cidade-polo da microrregião do sul do estado do Tocantins, com
destacada relevância econômica na região e comércio local com diversos supermercados,
variados estabelecimentos comerciais, hotéis, restaurantes, cerâmicas, movelarias, agência do
Correio, duas agências bancárias (Banco do Brasil e Bradesco), concessionárias de veículos,
postos de combustível, agência lotérica, colégios estaduais, campus universitário avançado,
hospital público, cartórios, delegacia de polícia, destacamento da Polícia Militar, fórum e
prefeitura. As terras do município são férteis, há numeroso rebanho bovino de gado de corte e
de produção de leite, a agricultura está voltada para a produção de soja, arroz, milho, banana,
melão e abóbora, dentre outros. Conta com extensas áreas plantadas de seringueiras,
colocando o município como potencial maior produtor de látex do estado do Tocantins e um
dos maiores do país (IBGE, 2010).
A população estimada pelo IBGE (2010) é de 7.666 habitantes, em uma área territorial de
1.703,94 km2 e densidade demográfica de 4,3 hab./km2. Cerca de 80% da população vivem
na área urbana e o restante, na área rural.
O valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares
permanentes, em área rural, é de R$ 255,00, enquanto na área urbana é de R$ 348,75. O
Índice de Desenvolvimento Humano no município (IBGE, 2010) é de 0, 673 (Quadro 16).
Quadro 16 – Discriminação dos indicadores do IDH-M de Palmeirópolis (TO)
Taxa de Taxa Bruta
Esperança Índice de Índice de Índice de
Alfabetização de Renda per
Municípios de Vida Longevidade Educação Renda
de Adultos Frequência capita
(anos) (IDHM-L) (IDHM-E) (IDHM-R)
(%) Escolar
Palmeirópolis 68,80 80,98 86,10 166,31 0,730 0,827 0,626
Fonte: PNUD, 2010.
Na área urbana central, as ruas e avenidas estão pavimentadas. Na parte mais afastada, onde
não há asfalto, as ruas são encascalhadas e se encontram em bom estado de conservação. O
sistema viário urbano da cidade de Palmeirópolis liga-se aos municípios de Minaçu (GO) e
São Salvador do Tocantins (TO). Há linhas regulares de ônibus para Goiânia e Brasília. Para
as cidades próximas partem ônibus e vans todos os dias (CESS, 2003).
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O sistema de abastecimÇento de água de Palmeirópolis (informações obtidas na Cia. de
Saneamento do TocaAntins (SANEATINS)) produzia, em dezembro de 2003, uma vazão de
152 m3/h. A caRptação da água é por meio de uma barragem em concreto localizada no
córrego CocOalzinho. As águas captadas são conduzidas por gravidade até a Estação de TratamIenTto de Água (ETA), do tipo convencional. A ETA, em 2003, trabalhava com um terço de sua capacidade nominal de tratamento. Da ETA, as águas são aduzidas para três resDervatórios, classificados em: elevado, com capacidade de 50 m3, localizado no bairro EUnião; apoiado, com capacidade de 1.000 m3, no mesmo local; elevado, com capacidade para 50 m3, localizado na Vila Bom Tempo, na Avenida das Palmeiras. A distribuição é por meio M de 28 km de rede, que atende a 1.711 ligações, mais de 90% de ligações residenciais (CESS, 2003). E Em termos de esgotamento sanitário, não existe rede coletora. A coleta de lixo, de responsabilidade da Prefeitura, é realizada de segunda a sexta-feira, segundo dados de 2003,
em toda a cidade. A quantidade semanal de lixo coletado é de 25 m3, sendo depositado a céu
aberto, próximo à Vila Bom Tempo, a dois quilômetros da cidade, na estrada de acesso a
Minaçu. A coleta de lixo hospitalar é diferenciada, mas é depositada no mesmo local (CESS,
2003).
14.6 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
Dentro das áreas de alvará de pesquisa da CPRM, 52% do solo são utilizados para atividades
agropecuárias (pastagens e cultura de subsistência), enquanto 48% são ocupados por
vegetação nativa, que está associada a áreas íngremes ou beira de cursos d’água (incluindo
APPs). Não existem núcleos urbanos ou assentamentos rurais cadastrados nas áreas
(http://acervofundiario.incra.gov.br/i3geo/interface/incra.htm).
Durante os levantamentos de campo, foram visitadas, dentro das áreas, duas sedes de fazendas
particulares, cujas atividades são de pecuária de leite e agricultura de subsistência, geridas
pelos proprietários de maneira simples (Figura 162).
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Figura 162 – Mapa dAe uso e ocupação do solo em Palmeirópolis (TO). R
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14.7 IMPACTOS PROVÁVEIS
A explotação de RAminérios sulfetados polimetálicos, como os encontrados nas áreas da CPRM, envolve a abOertura de frentes de lavra a céu aberto e/ou subterrânea, que são responsáveis pela geração Tde impactos tais como: remoção de vegetação, alteração em ecossistemas locais, interferência em recursos hídricos (superficiais e subterrâneos), geração de poeira, ruído e vibDraçõIes. EPor conterem, usualmente, baixo teor do elemento metálico, o beneficiamento do minério é complexo, requerendo etapas de concentração por flotação e/ou processos hidrometalúrgicos M que envolvem o uso de produtos químicos e a geração de efluentes líquidos. Portanto, os impactos ambientais desses empreendimentos podem ser considerados como de alto potencial E poluidor, requerendo processos de licenciamento ambiental trifásicos (licença prévia, licença de instalação e licença de operação), com vistas à sua mitigação.
Grande parte desses impactos ambientais negativos pode ser mitigada a partir de um bom
planejamento das diversas fases do empreendimento – implantação, operação e fechamento da
mina – que considere o contexto ambiental na definição de parâmetros operacionais.
Nesse contexto, é considerada fundamental a implantação de alguns programas, que devem
ser discutidos e geridos com a comunidade, tais como:
Gestão e controle ambiental
Qualidade das águas de processo e efluentes
Controle de emissões atmosféricas
Preservação e conservação ambiental de áreas circunvizinhas à mina
Recuperação de áreas degradadas e mineradas
Gestão de resíduos industriais
Redução de consumo de água, energia e combustíveis
Reuso de água
Sinalização de vias
As principais medidas para controle dos impactos na etapa de extração referem-se,
principalmente, à recuperação do solo, destinação de resíduos sólidos, controle da drenagem e
de emissões atmosféricas e negociações com a comunidade local.
A presença da APA Lago de São Salvador do Tocantins, Paranã e Palmeirópolis não se
caracteriza como impedimento à exploração dos depósitos, mas cuidados precisam ser
garantidos para evitar carreamento de sólidos e assoreamento de nascentes.
Apesar de as áreas estarem situadas em locais com densidade demográfica reduzida, o
impacto visual causado pela extração mineral a céu aberto merece atenção, não propriamente
pelos danos ao meio ambiente e ao homem, mas pela imagem negativa que gera nas
comunidades e instituições. É importante que o projeto ambiental considere a minimização
desse fator.
Impactos positivos também são previstos com a implantação de um empreendimento mineral,
em especial a geração de empregos e renda, o pagamento de royalties (CEFEM) aos
municípios, o aumento na arrecadação de impostos e, consequentemente, o incremento da
economia. Para esses impactos também devem ser previstos programas de cunho social,
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envolvendo a comunAidadÇe positivamente com a mineração. Tais programas devem objetivar a capacitação da cRomunidade, de modo que esta seja preparada para se beneficiar com as mudanças aOdvindas da implantação da mineração e da paralisação das atividades quando do esgotamento da jazida. IT
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15 RECOMEANDAÇÕES E CONCLUSÕES
O trabalho de Reavaliação do Patrimônio Mineral da CPRM no Projeto Palmeirópolis, por
meio deT intOegração de dados geológicos, geofísicos e geoquímicos, permitiu esboçar um modeloI geológico tridimensional para mineralização de zinco na área de estudo e quantificar seuDs recursos minerais. EAs áreas dos trabalhos de pesquisa estão localizadas na porção norte da Sequência Metavulcanossedimentar de Palmeirópolis (SMVSP), que é constituída por três unidades: M Central, composta por um substrato de rochas gabroicas sotopostas a uma plataforma de E rochas anfibolíticas derivadas de basaltos toleíticos de piso oceânico (MORB). Essas rochas estão sobrepostas por vulcanitos xistificados intercalados com anfibolitos e dispostos em duas pilhas vulcânicas (N e S). Essa unidade é atravessada por intrusão
granítica (Morro Solto) e contém formação ferrífera bandada (BIF) do tipo Algoma, além
de sedimentos quartzosos e sílico-grafitosos intercalados.
Leste, representada por xistos heterogêneos de natureza fragmentar lítica ou com textura
porfiroblástica, intercalando níveis de rochas anfibolitizadas.
Oeste, de natureza pelítico-aluminosa, compreende um pacote de estaurolita-granada-
mica-quartzo-xistos porfiroblásticos com variações/intercalações para xistos a cianita e
xistos finos (pelitos), grafita-xistos, quartzitos e níveis de rochas calcissilicáticas, além de
sills e diques de rochas básicas.
Os trabalhos de pesquisa executados até o final da década de 1970 permitiram a descoberta de
dois depósitos de sulfeto maciço (corpos C1 e C2) associados a rochas vulcânicas da SMVSP,
contendo mineralizações de Zn, Cu, Pb, Cd, Ag (e Au subordinado).
A evolução do conhecimento levou à confirmação do potencial da área, consubstanciado na
descoberta de dois corpos de minério (C3 e C4).
Com relação ao caráter geoquímico, os resultados apresentados são fortemente influenciados
por processos geoquímicos de superfície, mostrando, por exemplo, a grande afinidade de Fe e
Mn, que representam óxidos/hidróxidos, por Cu e Zn. Tal hipótese é corroborada pelas
análises estatísticas bivariadas (correlações) e multivariadas (análise fatorial) para os dados de
sedimentos e, indiretamente, para solos. Da mesma forma, pode-se conjecturar o
comportamento antagônico entre Cu-Zn e Pb para todos os levantamentos, os quais podem se
comportar e se dispersar de maneiras distintas no ambiente superficial, segundo influências de
fatores físico-químicos, tais quais pH, Eh, oxigênio dissolvido etc. Entretanto, a influência de
processos supergênicos não mascarou evidências sobre a origem e proveniência dos metais
analisados. Considerando-se a dispersão geoquímica clástica dos elementos como a
predominante na região estudada, as amostras de solos mostram características mais próximas
do ambiente primário, ou seja, da mineralização e processos associados. Esses fatos foram
mais bem verificados no levantamento de solos de semidetalhe e detalhe, em que as estruturas
regionais (lineamentos, falhas e dobramentos) seriam condicionantes de amostras com teores
anômalos para Cu, Pb e Zn, além de haver controle litológico associado, verificado no
levantamento de detalhe dos corpos C1 e C2.
Tais informações foram levantadas praticamente com três elementos químicos, pois se trata de
levantamentos da década de 1970, quando havia limitações para os métodos analíticos.
Portanto, seria de grande importância a reanálise de alíquotas das amostras de sedimentos e
solo deste projeto, se ainda existirem, por métodos mais sensíveis e com maior número de
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Projeto Palmeirópolis à Relatório Técnico
elementos analisadosA, coÇmo os utilizados atualmente pela CPRM, o que poderia corroborar as interpretações pRelo levantamento geoquímico, principalmente dos alvos propostos neste estudo.
Os resuTltadOos da análise estatística para avaliar a correlação dos dados petrofísicos e geoquíImicos dos furos de sondagem sugerem correlações positivas entre as zonas de altos teoDres de Cu, Pb e Zn com as zonas anômalas de condutividade elétrica e susceibilidade magnética. Esse resultado não foi verificado somente no corpo C4, pois a informação Epetrofísica disponível não é estatisticamente significativa nos intervalos mineralizados dos furos. M Os resultados de MVI e modelagem direta dos condutores mapeados por VTEM confirmam E os resultados apontados por essa análise de correlação dos dados dos furos de sondagem. Desse modo, os modelos geofísicos apontam o potencial exploratório dos corpos
mineralizados e, inclusive, sugerem aumento desse potencial. No caso dos corpos C1 e C2, os
modelos sugerem aumento do potencial dos corpos mineralizados modelados (teores de Pb e
Zn) em profundidade e extensão lateral, em trends NE-SW e NW-SE, respectivamente. Esses
alinhamentos das anomalias geofísicas são paralelos ao alinhamento de anomalias de teor de
Cu de segunda e terceira ordens da malha de detalhe de geoquímica de solo. Para o corpo C3,
os modelos de placas condutoras dos dados de VTEM sugerem possível trend mineralizado
oblíquo ao corpo Pb e Zn já conhecido. No caso do corpo C4, os corpos magnéticos sugerem
possível potencial exploratório na porção SE do corpo mineralizado.
Os dados de SIP para os corpos C1 e C4 corroboram os resultados apresentados por MVI,
modelagem dos condutores de VTEM e anomalias geoquímicas, de modo a expandir o
potencial exploratório na região desses corpos mineralizados. No caso do corpo C1, as
pseudosseções PFE > 2% do corpo C1 mostram um corpo anômalo com mergulho para SE
semelhante aos modelos de placas dos condutores e o corpo magnético gerado por MVI. As
anomalias de PFE > 2% se alinham em planta ao trend dos condutores VTEM e às anomalias
geoquímicas de teor de Cu em todos os níveis de investigação do levantamento de SIP. Além
disso, esse trend anômalo se estende para a porção S-SW do corpo C1. As anomalias de PFE
> 4% do corpo C4 apresentam boa correlação com zonas de favorabilidade de Zn e Pb na
porção leste do corpo mineralizado conhecido. As pseudosseções mostram um corpo anômalo
com valores de PFE > 4% com profundidade da base da ordem de 250 m, compatível com o
corpo mineralizado conhecido.
Em resumo, os resultados das modelagens geofísicas corroboram e possivelmente expandem
o potencial exploratório das áreas dos corpos C1, C2, C3 e C4. Entretanto, é recomendável
que novas campanhas de follow-ups de geofísica terrestre sejam executadas para confirmar os
resultados deste trabalho. Recomenda-se que sejam utilizados os métodos magnetométrico,
IP/eletrorresistividade e eletromagnético (domínios do tempo e/ou frequência). Como os
dados geoquímicos de furos de sondagem possuem taxas de amostragem até quatro vezes
maior do que os dados petrofísicos desses furos, recomenda-se fortemente que esses dados
sejam reamostrados com taxas de amostragem compatíveis, visando a melhorar a correlação
estatística entre eles.
Regionalmente, nota-se uma estrutura condutiva entre os corpos C2 e C3, de modo a sugerir
conexão entre esses corpos. Recomenda-se o estudo dessa estrutura condutiva em futuras
campanhas de geofísica terrestre com os métodos anteriormente sugeridos. Recomenda-se,
também, a extensão desses follow-ups de geofísica terrestre nas áreas potenciais apontadas
por Votorantim (2008), assim como a continuidade da modelagem dos condutores marcados
por VTEM e a aplicação da técnica de MVI para os dados aeromagnetométricos.
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Esses depósitos, em seÇu conjunto, assemelham-se aos encontrados frequentemente em
distritos mineirosR de Asequências vulcanossedimentares pré-cambrianas. O modelo gOenético admitido é o denominado Volcanic Hosted Massive Sulphide (VHMS), levando-Tse em consideração o ambiente geológico e as características das mineralizações. A modIelagem geológica e as estimativas de recursos envolveram trabalhos de organização de dadDos de sondagem, importação de furos e interpretações das seções, elaboração de um Emodelo tridimensional por link da geologia x teor e uma estimativa de recursos, sendo todas essas etapas devidamente apresentadas no corpo deste relatório. Como resultado, o total de reservas calculado corresponde a 6,54 Mt de minério com teor médio de 0,79% Cu, 0,57% Pb M e 3,63% Zn. E Os teores de ouro apresentados para os corpos C3 e C4 são apenas indicativos, visto que o número de análises realizadas à época foi insuficiente para definir a distribuição desse metal
nos depósitos. É altamente recomendável uma nova campanha de amostragem e análises
químicas multielementares nos furos que apresentam mineralização disseminada e não foram
amostrados, visto que, naquela época, considerava-se necessária uma concentração de sulfetos
de elementos econômicos superior a 5% em volume para execução de análises químicas.
Os ensaios de beneficiamento realizados mostraram a inviabilidade da exploração do cobre
contido na camada alterada (oxidado) via processos tradicionais de lixiviação sulfúrica.
Outros agentes lixiviantes, como ácido clorídrico e amônia, também não apresentaram
resultados positivos nas condições estudadas.
Existem outros processos ou alternativas que podem vir a ser tentados, tais como:
aglomeração dos finos seguida de lixiviação em pilhas, ou “camada fina” (TL), ativação
térmica do material, processo de segregação. É de fundamental importância, entretanto, que
seja conhecido o tamanho da reserva para que se possa avaliar a viabilidade de
aprofundamento da pesquisa.
Esta pesquisa, caso seja considerada de interesse, deve se iniciar por uma caracterização
aprofundada do material que fornecerá os dados necessários para o planejamento da pesquisa
do melhor processo para extração do metal.
Os estudos de flotação realizados em escala de bancada com o polissulfeto de Palmeirópolis
permitiram obter um concentrado de cobre com 19,6% Cu e 70% de recuperação e um
concentrado de zinco com 45% Zn e 71% de recuperação. Os estudos de caracterização
mineralógica indicaram que, no minério de Palmeirópolis, os sulfetos de cobre e zinco
aparecem sob duas formas de mineralização: maciça e disseminada.
A alta distribuição de zinco no concentrado coletivo se deve à não liberação da esfarelita. Esta
tem sua associação principal com os sulfetos de cobre – calcopirita e bornita – e se apresenta
disseminada nos macrocristais de calcopirita e bornita em granulometria de 10 µm. Por outro
lado, a calcopirita também aparece como microinclusões nos cristais bem desenvolvidos de
esfarelita, o que torna a liberação bastante complexa.
Como sugestão, o concentrado coletivo deverá ser remoído para completa liberação da
esfarelita presente. Esta, posteriormente, deverá ser deprimida, utilizando-se os seguintes
depressores: cianeto de sódio e sulfato de zinco. Com isso, espera-se que o concentrado
coletivo não apresente distribuição significativa de zinco.
Apesar de a galena ser um sulfeto pouco abundante no minério, a utilização do dióxido de
enxofre na separação cobre-chumbo deverá ser otimizada, buscando a obtenção de um
concentrado de chumbo.
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A utilização do dicromÇato de potássio como depressor da galena não apresentou bons
resultados. A diRstribAuição de zinco no concentrado de cobre aumentou e o chumbo se distribuiu emO todos os produtos. Outra sugestão é realizar uma flotação Scavenger com o rejeito da flotação coletiva, visando a aumentar as recuperações de cobre e chumbo. Esse dIeTpósito apresenta boa infraestrutura, o que facilitará a implantação de um emDpreendimento mineiro, e apresenta-se como alternativa para alavancar novos investimentos para o setor mineral brasileiro, sendo recomendada sua disponibilização ao setor privado. EContudo, deve-se destacar que seu estágio ainda é de pesquisa mineral e demanda fortes investimentos, por meio de nova campanha de sondagem. Assim, os recursos poderão ser M confirmados ou potencializados e transformados em reservas, para que se possa definir sua E viabilidade econômica.
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ÃOÇ
R NOATA TÉCNICA DGM - CPRM 2017
TO PALMEIRÓPOLIS
LocDalizaIção e Acesso EO depósito polimetálico de Palmeirópolis, assim tratado pela presença associada de Zn-Cu-Pb-Cd-Ag-Au, localiza-se no município homônimo, região sul do estado do Tocantins. Distante M cerca de 520 km de Goiânia, o acesso se dá pelas rodovias GO-080, BR-153 e GO-343. E Palmeirópolis dista 130 km da Rodovia Belém-Brasília e desta até os depósitos de minério o acesso é efetuado por estradas municipais e/ou vicinais não pavimentadas, com distância média de 25 km (Figura 1).
Figura 1 – Espacialização dos direitos minerários do projeto Palmeirópolis.
Considerações
Com base no banco de dados de sondagem rotativa, informações geológicas de superfície e
utilizando uma combinação de softwares técnicos de mineração, construíram-se sólidos
detalhados dos corpos mineralizados, estes constituíram a base para a estimativa de recursos.
As posições espaciais das sondagens rotativas foram realizadas a partir de amarração em
campo com GPS diferencial (DGPS – Differential Global Positioning System) dos marcos
topográficos, a maioria constituída de piquetes de madeira com a anotação de referência do
furo e alguns de cimento (Figura 2).
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O
ÇÃ
Figura 2: Modelos de mAarco topográfico (A) cimento e (B) madeira, encontrados nos furos de
sondagem do ProRjeto Palmeirópolis. O
A T B
ED
I
EM
Após o levantamento de todos os marcos nos corpos mineralizados e a realização dos ajustes
necessários, foi possível especializar os corpos com precisão. Entretanto após este tratamento
espacial verificou-se o deslocamento da poligonal do corpo C2 (811.689/75) em relação a sua
posição original, deliberando algumas ações, tais como: notificação ao DNPM, visita técnica
com o DNPM e emissão desta nota técnica para direcionar os trabalhos futuros.
As áreas requeridas junto ao DNPM possuíam seus vértices atrelados ao ponto de amarração
(P.A.) na confluência do ribeirão Mocambinho com o Rio Maranhão localizado com as
seguintes coordenadas da época: 48°09’31” e 12°57’28”. Entretanto, atualmente este ponto
encontra-se submerso devido à criação da represa de São Salvador.
Especificamente com relação ao Processo DNPM 811.689/75, o corpo mineralizado e furos de
sondagem relativos ao corpo C2 encontram-se fora da área atualizada (Figura 3).
2
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ÇÃ
Figura 3 – EspacializaçAão do corpo mineralizado no corpo C2. R
DI
TO
E
EM
Vistoria técnica na área por parte do DNPM
Em 04/05/17 foi efetuada a vistoria da área pela equipe do DNPM, em suma o relatório dos
técnicos do DNPM enviado ao surpreendente do DNPM/TO em 30 de maio de 2017, refere-se
aos processos 811.686/1975, 811.689/1975 e 811.702/1975 e relatam a metodologia
empregada para aquisição dos pontos de controle. Assim concluem que as áreas levantadas
em campo estão em conformidade com as áreas que estão no banco de dados do DNPM.
Reservas e Recursos estimados
A modelagem geológica e suas estimativas de recursos para todo o depósito apresentaram um
total de recursos inferidos de 6,54 Mt de minério com teor médio de 0,79% Cu, 0,57% Pb e
3,63% Zn (Tabela 1), sendo destes o total de recurso contido no corpo C2 corresponde a 217
mil toneladas, estatisticamente representando -3.32% do recurso do referido depósito e
redução dos seguintes valores em metal contido por substância: -1.73% Cu, -6.76% Pb, -4.57%
Zn, -4.01% Ag e -4.76% Cd.
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ÃOÇ
Corpo VolumRe ADensidade Tonelada Cu (%) Pb (%) Zn (%) Ag (g/t Cd (g/t) C1 O436989 3.09 1348129 1.15 1.27 4.31 25.20 117.74 C2 IT 68348 3.18 217376 0.41 1.16 4.99 21.18 138.51 DC3 564876 3.55 2007153 1.55 0.37 6.17 24.96 179.28 E C4 1016000 2.92 2966553 0.15 0.34 1.50 8.75 28.05 M 2086213 3.14 6539210 0.79 0.57 3.63 17.53 96.63 E Tabela 1 – Resultado final da estimativa de metal contido nos corpos mineralizados e em
vermelho relativo ao corpo C2.
Conclusões e Recomendações
Após estudos feitos pelos técnicos do DNPM e cartógrafos da CPRM constatou-se que as
poligonais estão posicionadas corretamente e que o corpo C2 encontra-se totalmente fora dos
ativos da CPRM. Este fato pode ter-se dado devido ao tipo de tecnologia existente á época e a
precisão destes equipamentos, além é claro das mudanças de projeções (data) utilizados.
O deslocamento relativo do corpo C2 aos requerimentos situa-se em torno de 100m,
entretanto como continua em aberto nas extremidades norte e sul e sua direção é NNE – SSW
recomenda-se que novos estudos sejam feitos, a fim de se ter melhor o entendimento da
posição do corpo uma vez que os processos em torno dos corpos encontram-se ou em fase de
disponibilidade ou com desistência protocolizada.
Quanto à reserva estimada para corpo C2, 217.376 toneladas, e como todo o corpo calculado
encontra-se fora da área requerida pela CPRM, não seria prudente caracterizá-la como reserva
incluída dentro do depósito de Palmeirópolis, porém este corpo poderia fazer parte de uma
área em potencial.
Brasília, 21 de agosto de 2017
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OR SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASILT CPRM
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