GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS DA FOLHA VILA RIOZINHO FOLHA SB.21-Z.A Escal a 1:250.000 PRO GRA MA LE VAN TA MEN TOS GEO L ÓG IC OS BÁ SI COS DO BRAS IL PROJETO ESPECIAL PROVÍNCIA MINERAL DO TAPAJÓS COO RD EN AÇ ÃO GERAL Xafi da Sil va Jorg e João Sab in o Orlan do C. Loguércio COO RD EN AÇ ÃO E SUPERVISÃO TÉCNICA Car to graf ia Geológica Orland o José Bar ros de Ara ú jo Ge ol og ia Estrutural Reg in ald o Alves dos Santos Geo física Már io J. Met el o e Rui Cé lio Martins Ge oc ro no lo gia João Orest es Schne i der dos San tos Ge o pro cess am en to Jorg e Pi men tel e Pa u lo Branc o Met al og en ia Iná cio de Me dei ros Delg ad o Pet ro gra fia Ana Ma ria Dre her Sen so ri am en to Re mo to Cid ney Ro dri gues Val ent e e Man oe l Ro ber to Pessoa Ope ra ção e Logística José Wa ter loo Leal EQUIPES EXECUTORAS Sup er int end ênc ia Re gi o nal de Belém Chef ia do Pro je to Ruy Cé lio Martins Alfreu dos Santos Equi pe Exe cu to ra Alfreu dos Santos Evand ro Luiz Klein Mar ce lo La cer da Vasquez Pau l o dos San tos Fre i re Ricci Ruy Cé lio Martins Co la bo ra do res José Ma ria de Azev ed o Carvalho Lú cia Tra vas sos da Rosa Costa Sup er int end ênc ia Re gi o nal de Manaus Che fe de Equipe Mar ce lo Este ves Almeida San do val da Sil va Pinheiro Equip e Executora Ama ro Luiz Ferr ei r a Cláud io Cou to Reis Mar ce lo Este ves Alme i da Mar cus Vin íc iu s Fon se ca Po pi ni Ma ria de Fát im a Lima de Bri to Re si dên cia de Por to Velho Equi pe Executora Ruy Be ne di to Call ia r i Bahia Mar cos Luís do Espí ri to San to Quadros GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS DA FOLHA VILA RIOZINHO MI NIS TÉ RIO DE MIN AS E ENER GIA SEC RET AR IA DE MI NAS E MET AL URG IA CPRM – Ser vi ço Ge ol óg i co do Bras il PROG RAM A LE VAN TA MEN TOS GE O LÓ GI COS BÁS IC OS DO BRASIL PROJETO ESPECIAL PROVÍNCIA MINERAL DO TAPAJÓS (PROMIN-TAPAJÓS) GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS DA FOLHA VILA RIOZINHO FOLHA SB.21-Z-A Esta do do Pará Orga ni za do por Evan dro Luiz Klein Mar ce lo La cer da Vasquez BRASÍLIA 2000 CRÉD IT OS DE AUTORIA Ca pí tu lo 1 Ruy Cé lio Martins Cap ít u lo 3 Evand ro Luiz Kle in Alfreu dos Santos Orland o José Bar ros de Araújo Mar ce lo La cer da Vasquez Ruy Cé lio Martins Evand ro Luiz Klein Ca pí tu lo 2 Ca pí tu lo 4 Evand ro Luiz Klein Su bi tens 2.1 Evand ro Luiz Klein Mar ce lo La cer da Vasquez Ca pít u lo 5 Evand ro Luiz Klein Pau l o dos San tos Fre i re Ricci Mar ce lo La cer da Vasquez Alfreu dos Santos Su bi tens 2.2 Mar ce lo La cer da Vasquez Car to gra fia ge o ló gi ca Evand ro Luiz Klein Pau l o dos San tos Fre i re Ricci Alfreu dos Santos Evand ro Luiz Kle in Mar ce lo La cer da Vasques Alfreu dos San tos Ruy Cé lio Martins Ruy Cé lio Mart ins Re vi são Fi nal: Evand ro Luiz Kle in e Pa u lo dos San tos Fre i re Ricci PRO GRA MA LE VAN TA MEN TOS GEO L ÓG IC OS BÁ SI COS DO BRAS IL PROJ ET O ESPECIAL PROVÍNCIA MINERAL DO TAPAJÓS Exec ut ad o pela CPRM – Serv iç o Ge o ló gi co do Brasil Sup er int end ênc ia Re gi o nal de Belém Coo rd en aç ão Edi to ri al a car go da Div is ão de Edi to ra ção Ge ral – DIE DIG De par ta men to de Apoio Técn ic o – DEPAT K64 Kle in, Evand ro Luiz Pro je to Espec ia l Prov ínc ia Mi ne ral do Ta pa jós. PROMIN Ta pa jós. Ge o lo gia e re cu rsos mi ne rais da Fo- lha Vila Rio z in ho - SB.21-Z-A. Esta do do Pará Escal a 1:250.000. Nota exp lic at iv a / org an iz ad o [por] Evan- dro Luiz Kle in e Marc el o La cer da Vasq uez. – Bras íl ia: CPRM, 2000. 1 CD-ROM Prog ram a Le van ta men tos Geo l óg ic os Bá si cos do Bras il. Exec ut ad o pela CPRM – Serv iç o Geo l óg ic o do Bras il. Sup er int end ênc ia Re gi o nal de Belém. 1. Ge o lo gia – Pará – Map as. 2. Map ea m ent o geo l óg ic o – Pará. I. Vasq uez, Marc el o La cer da. II. Com- pa nhia de Pes qui sa de Re cur sos Mi ne ra is. III. Tít ul o. CDD 558.115 Fi cha ela bo ra da pe las bib li o te cá ria s Son ja He nie Pi nhei ro e Ma ri lu cia R. Pinheiro SUMÁRIO RESUMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . vii ABSTRACT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ix 1 INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1.1 Loc al iz aç ão e Aces so . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1.2 Met od ol og ia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1.3 Aspect os Fis io g ráf ic os e Ge o mor fo ló gi cos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2 GEOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2.1 Con tex to Geo l óg ic o Reg io n al . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2.2 Desc riç ão das Unid ad es Lit oe st rat ig ráf ic as e Lit od êm ic as . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2.2.1 Comp lex o Cui ú-Cuiú (Pcc) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 2.2.2 Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão (Pcz) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 2.2.3 Suí t e Intrus iv a Par au a r i (Pp1 e Pp2). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.2.4 Roc has Bás ic as e Interm ed iár ia s Pal eo p rot er oz óic as . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.2.4.1 Oliv in a Gabro Rio Novo (Prn) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.2.4.2 Qua rtz o Monz og ab ro Igar ap é Je ni pa po (Pij) . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 2.2.4.3 Andes it os Joe l-Mamoal (Pjm) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 2.2.4.4 Lamp róf ir os Ja man xim (Pjx) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 2.2.5 Grup o Irir i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.2.5.1 Form aç ão Sal ust ia n o (Psa) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.2.5.2 Form aç ão Arur i (Par). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 2.2.6 Suí t e Intrus iv a Mal oq uin ha (Pm1 e Pm2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 2.2.7 Form aç ão Bu i u çu (Pbu) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 2.2.8 Dia b ás io Crep or i (Pcr) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 2.2.9 Suí t e Intrus iv a Ca cho e i ra Seca (Mcs) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2.2.10 Dia b ás io s ind if er enc ia d os (db) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2.2.11 Co ber tu ras det rít ic as e lat er ít ic as (TQdl). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 2.2.12 Dep ós it os alu vi o na res (Qa) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 – v – 3 GEOLOGIA ESTRUTURAL / TECTÔNICA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 3.1 Anál is e Des cri ti va dos Element os Estru tu ra is da Fol ha Vila Ri o zi nho . . . . . . . . . . . . 23 3.2 Anál is e Interp ret at iv a e Evol uç ão Geo l óg ic a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 4 RECURSOS MINERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 4.1 Ouro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 4.1.1 Mi ne ra li za ções Hosp ed ad as e/ou Assoc ia d as ao Comp lex o Cui ú-Cuiú e à Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 4.1.2 Mi ne ra li za ções Hosp ed ad as e/ou Assoc ia d as à Suí t e Intrus iv a Par au a r i . . . . . . 34 4.1.3 Mi ne ra li za ções Hosp ed ad as e/ou Assoc ia d as à Suí t e Intrus iv a Mal oq uin ha. . . . . 36 4.1.4 Aspect os Estru tu ra is e Mod el os de Mi ne ra li za ções. . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 4.2 Out ros Bens Mi ne ra is . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 5 CONCLUSÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 ANEXOS: l Mapa Geo l óg ic o l Mapa de Estaç ões Geo l óg ic as – vi – RESUMO O Proj et o Espec ia l Prov ínc ia Min er al do Tap a - a tard io r og ên ic os, pert enc ent es, resp ect i va ment e, jós (Pro je to PROMIN-Tapajós) foi inst it uí d o, dent ro ao Comp lex o Cui ú-Cuiú e à Suí t e Intrus iv a Cre po ri - da con cep ção do Prog ram a Le van ta men tos Geo l ó- zão, atrib uí d os a amb ie nt es de arc os magm á tic os. gic os Bás ic os do Bras il (PLGB) da CPRM/Serv iç o O se gun do do mí nio é const it uí d o pred o min an te- Geo l óg ic o do Bras il, para a rea l iz aç ão de lev ant a - men te por di ver sas ger aç ões de gran it óid es pa le o- ment os geo l óg ic os e aval ia ç ão do pot enc ia l min e - prot er oz óic os com ca rac te rís ti cas pós-orogênicas ral, esp ec ia lm ent e aur íf er o, da Prov ínc ia Tap aj ós, (Suí t e Intrus iv a Par au a r i), trans ic io n ai s para anor o - uma área de ativ id ad e gar imp ei r a his to ri ca men te gên ic as (Suí t e Intrus iv a Ma lo qui nha) e por vul câ ni- imp ort ant e, loc al iz ad a no sud oe st e do Estad o do cas áci das e int erm ed iár ia s, com vulc an o-clásticas Pará e sud est e do Estad o do Amaz on as. Este proj e - ass oc ia d as, reu n id as no Grup o Irir i. Tam bém fa - to cob r iu uma área de aprox im ad am ent e zem part e des se dom ín io, ma ni fes ta ções plu tô ni- 90.000km2, que de acord o com o cort e int ern ac io - cas bás ic as (Oliv in a Gab ro Rio Novo, Dia b á sio Cre- nal ao mil io n és im o, corr esp ond e às fol has Vila Ma- po ri) e int erm ed iár ia s (Qu art zo-Monzogabro Iga ra- mãe Anã (SB.21-V-D), Jac ar ea c ang a (SB.21-Y-B), pé Jen ip ap o, Andes it os Joe l-Mamoal, Lam pró fi ros Ca ra col (SB.21-X-C), Vila Ri o zi nho (SB.21-Z-A) e Jam anx im) e a seq üênc ia sed im ent ar da For ma ção Rio Novo (SB.21-Z-C). Bui u ç u. O Mes op rot er oz óic o car act er iz a-se pelo Esta Nota Expli ca ti va apres ent a os res ult ad os re- pos ic io n am ent o de roc has bás ic as troct ol í ti cas, en- fer ent es à cart og raf ia geo l óg ic a e ao lev ant am ent o quan to que o Fan er oz óic o cont ou com a in tru são de dos rec urs os mi ne ra is da Fol ha Vila Ri o zi nho pelo men os duas ger aç ões de diq ues de di ab á sio e (SB.21-Z-A), na es ca la 1:250.000. pela form aç ão das co ber tu ras su per fi ci a is det rí ti- O Pré-Cambriano da reg ião foi comp art im ent ad o cas, la te rí ti cas e aluv io n ar es. nos dom ín io s orog ên ic o e ext ens io n al/pós-orogênico A es tru tu ra ção na Fol ha Vila Ri o zi nho, e da Pro - a ano ro gê ni co, o prim ei r o eng lob and o con jun tos ro - vínc ia Tap aj ós como um todo, é const it u í da dom i - chos os pa le o pro te ro zói cos, ass oc ia d os ao fin al do nan te men te por gran des lin ea m ent os NW-SE que Cic lo Trans am az ôn ic o, com ida des ent re 2.100 e cond ic io n ar am o arr anj o esp ac ia l e/ou a col oc aç ão 1.960Ma, e o se gun do com roc has com ida des inf e - dos di ver sos con jun tos roc hos os, que apres en- ri o res a 1.900Ma, pos ic io n ad as no Pal eo e Me so- tam-se along ad os se gun do essa dir eç ão. Esses li - prot er oz óic o. Na Fol ha Vila Ri o zi nho o do mí nio oro- nea m ent os curv il in ea r es e sin uo s os rep re sent am gên ic o está rep res ent ad o por comp lex os gran i - princ ip alm ent e fal has e, sub ord in ad am en te, zon as to-gnáissicos de méd io a alto grau e gran it óid es sin de cis al ham ent o rúpt il-dúctil e dúct il, ge ra das em – vii – reg im e dom in ant em ent e trans cor ren te, que evol ui u de quart zo de di ver sos ti pos (sim ples, conj ug a- a part ir de poss ív el comp ress ão oblíq ua que ter ia dos), pos ic io n ad os em fal has, e rar os stockw orks e afet ad o as roc has mais an ti gas do Comp lex o Cu - diss em in aç ões em zon as hid rot erm ai s, ass oc i ad os iú-Cuiú. Os elem ent os plan ar es e lin ea r es ass oc ia - esp ac ia lm ent e às suí t es Crep or iz ão e Par au a ri, dos a ess as est rut ur as in di cam mov im ent aç ão do - prin ci pal men te. Mi ne ra li za ções aur íf er as se cund á- min ant em ent e sin ist ral. ria s, alu vi o na res e su per gê ni cas são tamb ém co - No lev ant am ent o de rec urs os mi ne ra is são apre- men ta das. sent ad as as car act er íst ic as de 38 mi ne ra li za ções A es tru tu ra ção NW-SE cont rol a tamb ém a ma i o ria aur íf er as pri má ri as, dist rib uí d as ao long o de áre as dos cam pos min er al iz ad os em ouro, que se dis trib u - com dif er ent es gra us de pot enc ia l id ad e, além de em nas pro xi mi da des dess as est rut ur as, em suas in- ocorr ênc ia s de mol ibd en it a, cass it er it a, turm al in a e fle xões, em seus cruz am ent os com est ru tur as gran it o. O est il o dom in ant e de min er al iz aç ão au rí fe - NE-SW, bem como ao long o de con ta tos geo ló gic os ra, na Fol ha Vila Ri o zi nho, é rep res ent ad o por vei o s e em per if er ia s de cor pos plut ôn ic os mais ra sos. – viii – AB STRACT This Exp lana t ory Note prese nts the res ults of ment of the lateritic, det rit al and all uv ial cover. The struc- the geol ogi c al mapp ing of the Vila Riozinho tural framew ork in the Vila Riozinho Sheet, and in the (SB.21-Z-A) Sheet, at 1:250 000 scale, inc ludi ng a Tapajós Prov ince as a whole, comp rises dom i nant chap ter with the main chara ct eri st ics of the gold min- NW-SE trending line am ents. These maj or struc tures era li zat ion in the area. have played an imp ort ant role in the defi n it ion of the ge- Two tect onic dom ains have been reco gn ized in the ome t ry and/or the em place ment of the lithostratigraphic Tapajós Provi nce: an orogenic and an units, which are elong ated acc ordi ng to this NW-SE extensional/post-orogenic to anorogenic dom ain. In strike. The struct ures have curvilinear and sigmoidal the Vila Riozinho Sheet, the orogenic do main com- pat terns and repr es ent mainly britt le faults and, prises Paleoproterozoic units, ass oc ia ted with the end subordinately, britt le-ductile and duct ile shear zones, of the Transamazonian Cy cle, with ages bet ween 2100 de vel oped in a domi n antly strike-slip reg ime, which and 1960 Ma, rep re sented by med ium to high-grade evolved from a poss ib le oblique comp ress ion that ortogneiss of the Cuiú-Cuiú Com plex, and by syn to would have af fected the olde st rocks from the Cuiú-Cuiú late-orogenic granitoid plutons of the Creporizão Int ru - Comp lex. The plan ar and line ar feat ures ass oc i ated to sive Suite. Both seq uences are reg arded as havi ng de- these maj or struct ures ind ic ate a pred omi n antly sinistral velo ped in a magm atic arc env ir onm ent. The seco nd movem ent. dom ain, with ages older than 1900 Ma, but still within Thirty-eight gold showi ngs have been de scribed in the Paleoproterozoic, is formed pred omi n antly by dif - the Vila Riozinho Sheet, as well as occ urr ences of mo - fere nt gene ra t ions of post-orogenic (Parauari In tru sive lybd en ite, cass ite ri te, tourm al ine and gran ite. The Suite) transitioning to anorogenic (Maloquinha Int ru - domi n ant style of gold mine ra li zat ion is rep re sented by sive Suite) granitoid and by fels ic to int erm ed ia te volc a- quartz veins (simp le and conj ug ate lodes and duc tile nic rocks, with ass oc ia ted epiclastic rocks (Iriri Group). veins) emplaced along-strike in faults, as well as min or The sparse bas ic (Rio Novo Oli vi ne-gabbro and diss emi n at ions in hydrothermalized zones and Crepori Diabase) to int erm ed ia te (Igarapé Jenipapo stockworks, spat ially ass oc ia ted to the Creporizão and Quartz-monzogabbro, Joel-Mamoal And es ite and Parauari suite. Comm ents are also made on the sec - Jamanxim Lamp rop hyre) magmatism and the onda ry (all uv ial and supergene) gold mine ra li za tion. localized sedi m ent ary cover of the Buiuçu Form at ion, The NW-SW trendi ng struct ures have played also are also ass oc ia ted to this dom ain. a maj or role in gold distributions, which are located in The Mesoproterozoic is chara ct eri zed by the loc al - the prox im ity of these struct ures, spec ially close to ized in tru sion of troctolitic bas ic rocks, whereas the their inflexions, int ers ect ions with NE-SW struc tures, Phanerozoic rec ords the in tru sion of at least two gene ra - as well as along lithological con tacts and on the pe - tions of mafic dykes (mainly diabase) and the dev elo p - riphe ry of shal low plutonic bodi es. – ix – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) 1 INTRODUÇÃO O Proj et o Espec ia l Prov ínc ia Min er al do Tap aj ós Rio z in ho – Área-Piloto do Crep or iz ão – para exec u ção (PROMIN-Tapajós) foi con ce bi do com o obj et iv o de de trab al hos de det al he, obj et iv and o a aval ia ç ão do im- atua l iz ar e aum ent ar o con hec im ent o geo l óg ic o da pact o prov oc ad o pela ativ id ad e gar imp ei r a na reg ião. Prov ínc ia Tap aj ós, bem como de sua me ta lo ge nia au- Tod as ess as ativ id ad es ger ar am uma sé rie de ríf er a, for ne cen do os da dos bás ic os para o est ab el e - map as, rel at ór io s int ern os e um cons id er áv el acer- cim ent o de proj et os de pesq uis a min er al na reg ião. vo de dad os, cuja int eg raç ão re sul tou nas no tas ex- Para o cump rim ent o dess es obj et iv os foi re a li za do o plic at iv as dos ma pas geo l óg ic os das cinc o fol has map ea m ent o geo l óg ic o, em es ca la reg io n al map ea d as (es ca la 1:250.000), inc lui nd o a pres en te (1:250.000), de aprox im ad am ent e 90.000km2, eng lo - nota; em um rel at ór io in te gra do (es ca la 1:500.000), ban do as fol has Vila Mam ãe Anã (SB.21-V-D), Jac a - cont emp land o tamb ém uma cart a met al og en ét i ca, rea c ang a (SB.21-Y-B), Car ac ol (SB.21-X-C), Vila Rio - além do rel at ór io fin al da Área-Piloto do Cre po riz ão zin ho (SB.21-Z-A) e Rio Novo (SB.21-Z-C), loc al iz a - e de di ver sos rel at ór io s tem át ic os. das no li mi te sul, ent re os est ad os do Amaz on as e Pará. Tamb ém for am est ud ad as mais de uma cent e- na de frent es de lav ra em mi ne ra li za ções aur íf er as 1.1 Loc al iz aç ão e Acess o prim ár ia s (gar imp os), env olv end o as equi pes de ma- pea m ent o e gru pos esp ec íf ic os para est ud os de de - A Fol ha Vila Ri o zi nho (SB.21-Z-A) sit ua-se na re- tal he em prosp ect os sel ec io n ad os, vis and o ao ent en - gião sud oe st e do Estad o do Pará e está com pree n - dim ent o do cond ic io n am ent o est rut ur al e dos poss í - did a ent re os par al el os 6°00’ e 7°00’ sul e os me ri di - vei s mod el os ge né ti cos dess as min er al iz aç ões. an os 55°30’ e 57°00’ oest e de Gree nw ich (fig u ra Le van ta men to ae ro ge o fí si co (magn et om et ria e ga- 1.1). Ocup a uma sup erf íc ie de aprox im a da men te mae sp ect rom et ria) foi rea l iz ad o em cerc a de 18.500km2, com sua mai o r part e (cerc a de 60%) 48.000km2. Este lev ant am ent o, acop lad o ao já exist en - pert enc ent e ao mun ic íp io de Itai t ub a e o rest an te lo- te, perm it iu a cob ert ur a de toda a área do proj et o, fa vo- cal iz ad o em terr it ór io s dos mun ic íp io s de Jac ar ea - re cen do a sua util iz aç ão como ferr am ent a aux il ia r do cang a e Novo Prog ress o. As vil as de Cre po ri zão, map ea m ent o e para fut ur os trab al hos pros pec ti vos. Mor ae s Alme i da, Jard im do Ouro, Vila Ri o zi nho e Tam bém foi sel ec io n ad a uma área de aprox im a - Crep or iz in ho, const it ue m-se nos prin ci pa is núc le os da men te 200km2, na porç ão sud oe st e da Fol ha Vila pop ul ac io n ai s. – 1 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil N 20km ↑ Fig ur a 1.1 – Mapa de loc al iz aç ão da área do Proj et o PROMIN-Tapajós, com as princ ip ai s loc al id ad es e vias de aces so a par tir do mun ic íp io de Itai t ub a. Em cin za, a lo ca li za ção da Fo lha Vila Ri o zi nho. O aces so à área, a part ir da cid ad e de Itai t ub a, maz ôn ic a), até o cruz am ent o com a BR-163 (ro do- pode ser fei t o atrav és de vias flu vi al, terr est re e aé- via Cui a b á-Santarém), num perc urs o de 30km. A rea. Por via flu vi al, ating e-se a reg ião de tra ba lho part ir dest e pont o, util iz and o-se a BR-163, che - atrav és dos rios Tap aj ós, Ja man xim, Crep or i e ga-se à vila de Mor ae s Almei d a, sit ua d a no flanc o Novo, util iz and o-se barc os mov id os a mot or de lest e da fo lha, após um perc urs o aprox i mad o de popa. Este aces so é semp re dif ic ult ad o, dev id o aos 300km. Dest a vila, atrav és da rod ov ia Trans ga rim - freq üent es trec hos enc ac hoe i r ad os. O aces so ro - pei r a, ating e-se a vila do Crep or iz ão, no flan co su - dov iár io é fei t o atrav és da BR-230 (rod ov ia Tran sa- doe st e da fo lha, num perc urs o de 192km. – 2 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) Por via aér ea, ating e-se a vila do Crep or iz ão atra- seções geo l óg ic as con tí nu as (fig ur a 1.2), que per mi- vés de vôos reg ul ar es da PENTA Lin has Aér ea s, que tiss em um me lhor ent end im ent o do quad ro ge o ló gi co util iz a aviões mon om ot or es tipo Car av an, ou atrav és da área. Adic io n alm ent e, est ud os mais det a lhad os de peq uen as aer on av es de loc aç ão, util iz and o-se fo ram efet ua d os nas frent es de la vras gar imp e i ras, lo- as inúm er as pist as exist ent es no int er io r da fo lha. cai s onde, via de reg ra, as boas exp os iç ões roc ho sas otim iz ar am as obs erv aç ões para o ent end im en to do cont ext o geo l óg ic o-metalogenético. Semp re, ao fi nal 1.2 Met od ol og ia de cada etap a de camp o, for am sel ec io n a das e en - ca mi nha das amost ras para as anál is es de se ja das. A me to do lo gia de tra ba lho em pre ga da na exe - A terc ei r a etap a cons ist iu nas ati vi dad es cuç ão da Fol ha Vila Ri o zi nho const ou, gen er ic a - pós-campo e env olv eu, fund am ent alm en te, a in te - ment e, de três fas es fund am ent ai s. A prim ei r a de - gra ção dos da dos de camp o, int erp ret aç ões tem á- las, den om in ad a pré-campo, env olv eu as seg uin- tic as em funç ão dos res ult ad os anal ít ic os disp o ní - tes etap as: plan ej am ent o, aquis iç ão de doc um en - vei s e a elab or aç ão, dig it aç ão/dig it al iz a ção, rev i - ta ção técn ic a, comp il aç ão bib lio g ráf ic a, int erp ret a - são e com pa ti bi li za ção de text os e ma pas fi na is in- ção de sens or es rem ot os, ela bo ra ção de ma pas teg rad os. Por últ im o, pro ce deu-se a mon ta gem, prel im in ar es, int eg rand o da dos geo l óg ic os, geo - edi to ra ção e ent reg a do rel at ór io na form a de uma quím ic os, geo f ís ic os, geo c ron ol óg ic os, de ca das - Nota Expli ca ti va, por fo lha, na es ca la 1:250.000; tram ent o min er al e, fin alm ent e, ela bo ra ção da pro- Nota Expli ca ti va int eg rad a das cinc o fo lhas que gram aç ão da prim ei r a etap a de camp o. com põem o Pro je to PROMIN-Tapajós, na es ca la A se gun da etap a env olv eu as oper aç ões de 1:500.000; e, fin alm ent e, os rel at ór io s tem át i cos in- cam po. Para tal, util iz ou-se, bas ic am ent e, do aces- teg rad os de toda a área do proj et o: geo f í sic a, geo - so prop ic ia d o pel os rios e est rad as exist ent es no quím ic a reg io n al, mi ne ra li za ções aur íf er as pri má ri- âmb it o da fo lha, com o obj et iv o de se rea l iz ar as, geo c ron ol og ia e pet rol og ia. Fig ur a 1.2 – Dist rib ui ç ão dos perf is exec ut ad os e lav ras ga rim pe i ras est ud ad as na Fo lha Vila Rio z in ho - SB.21-Z-A. – 3 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 1.3 Aspect os Fis io g ráf ic os e Geo m orf ol óg ic os por iz in ho e Mar up á, além de out ros curs os d’água de men or es cap ta ções. O clim a dest a área é o tipo dom in ant e na Ama zô - No que conc ern e aos asp ect os geo m orf ol ó gi cos, a nia, quent e e úmid o. Anua lm ent e, é env olv id o por Fol ha SB.21-Z-A está ins er id a, reg io n alm en te, na uni - duas est aç ões, uma chuv os a, car act er iz ad a como dad e morf oe st rut ur al Plan alt o Re si du al Tap a jós (Ven - inv ern o, ent re dez emb ro e maio, e out ra, tida como tur a et al., 1975). Uma anál is e mais det al had a per mi tiu de est ia g em, den om in ad a de ver ão, ent re jun ho e o rec on hec im ent o de dois gran des dom ín io s do re le - nov emb ro. Ness as est aç ões ocorr em va ri a ções de vo: rel ev os de agrad aç ão e rel ev os de de gra daç ão. temp er at ur a ent re 17°C e 38°C, mant end o uma mé- Os rel ev os de deg rad aç ão são larg am ent e do mi nan - dia anua l em torn o de 25°C. tes e pod em ser div id id os em quat ro subd o mí ni os ge- Os da dos plu vi o mé tri cos, prov en ie nt es de lei t u- om orf ol óg ic os, de acord o com cri té ri os adap ta dos da- ras diár ia s efet ua d as nos anos de 1997 e 1998 pelo quel es util iz ad os por Ponç an o et al. (1981): col i nas, set or de hid rol og ia da Sup er int end ênc ia Reg io n al morr os e morr ot es de to pos arr ed ond ad os, mor ros e de Be lém, em es ta ção mont ad a no ga rim po Pat ro- morr ot es de to pos achat ad os e morr os e mor ro tes de cín io, most ram que a pre ci pi ta ção méd ia anua l gi - top os along ad os (fig ur a 1.3). O rel ev o arr as a do co li no - rou em torn o de 1.617mm, com méd ia mens al de so apres ent a uma amp la dist rib ui ç ão na fol ha e se de- 48mm na es ta ção seca e 222mm na es ta ção chu - senv olv eu princ ip alm ent e sob re o emb as a ment o íg - vos a. neo e met am órf ic o. Os morr os e morr ot es de to pos ar- Em sua qua se tot al id ad e, a área é re co ber ta pela red ond ad os, marc ad os por cúp ul as e bat ól it os do em- flor est a trop ic al ama zô ni ca, de mat as alt as e fec ha- ba sa men to ígneo plut ôn ic o, con cen tram-se na por - das, com o apa re ci men to loc al iz ad o de sav an as no ção oest e com alg um as ocorr ênc ia s a sul e a nor des - nor oe st e da fo lha, onde ocorr em cam pos de per - te. As crist as e peq uen as serr as, ger alm en te de ro - me io com arb ust os. chas sed im ent ar es e vulc an o-clásticas, mar cam o A princ ip al rede hid rog ráf ic a que dren a a área dom ín io de morr os de to pos along ad os que ocor rem faz part e da bac ia do méd io rio Tap aj ós. É const it uí - nas porç ões sud est e e no ro es te. Os plat ôs la te rí ti cos da pelo rio Jam anx im, com os trib ut ár io s Novo e To- das porç ões cen tral e sud oe st e marc am o rel ev o de cant ins, e pelo rio Crep or i, com os trib ut ár io s Cre - morr ot es de to pos achat ad os. Fig ur a 1.3 – Dom ín io s geo m orf ol óg ic os da Fo lha Vila Rio z in ho - SB.21-Z-A. – 4 – -06º00’ M3 M3 M1 C M1 M1 CMORAES C colinas ALMEIDA C JARDIM morros e morrotes de toposDO OURO M1 arredondados (cúpulas M1 e batólitos) VILA RIOZINHO M2 morros e morrotes de topos M2 achatados (platôs e planaltos) M3 C C Rodovia M1 morros e morrotes alongados C C M3M1 (cristas e pequenas serras) CREPORIZÃO M2 M3 C C M3 M1 M1 M1 -07º00’ -57º00’ -55º30’ SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) 2 GEOLOGIA 2.1 Cont ext o Geo l óg ic o Reg io n al orment e, por di ver sos epis ód io s de ret rab a lha men to crus tal e re ju ve nes ci men to isot óp ic o. Essas mass as As pri me i ras ref er ênc ia s a trab al hos de rec on hec i - cont in ent ai s, oriu nd as de pro ces sos col is io na is, se ri- men to na Prov ínc ia Tap aj ós dat am do fin al do sé cu lo am comp art im ent ad as em bloc os crust ai s lim i ta dos pass ad o. Con tu do, essa prov ínc ia pass ou a rec eb er por cint ur ões transc orr ent es ou de cav al ga men to, est ud os sist em át ic os so men te na déc ad a de 70, atra- dem arc ad os por anom al ia s magn ét ic as, MAGSAT e, vés de uma sér ie de proj et os de map ea m ent o geo l ó - prin ci pal men te, gra vi mé tri cas, e pela ocor rên cia de gic o e lev ant am ent os geo q uím ic os, cuj os res ult ad os roc has gra nu lí ti cas e gnáiss ic as de mé dio e alto est ão con ti dos em Andrad e & Urdin in ea (1972), San- grau, além de gran it óid es e sup rac rust ai s (Ha sui et tos et al. (1975), Andrad e et al. (1978), Almei d a et al. al., 1984; Cost a & Has ui, 1997). Se gun do essa con- (1977), Pess oa et al. (1977), Biz in ell a et al. (1980) e cei t ua ç ão, a Prov ínc ia Tap aj ós est ar ia con ti da no Melo et al. (1980). Após ess es lev ant am ent os, os tra- Bloc o Arag uac em a, coi nc id ind o, aprox im a da men - bal hos re gi o na is na prov ínc ia só for am re to ma dos, te, com o Cin tu rão Méd io Tap aj ós, que mar ca ria o li- pre sen te men te, atrav és do Pro je to PROMIN-Tapajós. mi te ent re esse bloc o e o Bloc o Jur ue n a, a su doe s te. A Prov ínc ia Tap aj ós, na qual se ins er e a Fol ha Vila Out ras hip ót es es, fund am ent ad as em apor te Ri o zi nho, está cont id a na porç ão cen tral do Crát on cresc ent e de da dos geo c ron ol óg ic os, con sid er am Ama zô ni co, no Escud o Bras il Cen tral (fig ur a 2.1). a evol uç ão do Crát on Ama zô ni co a part ir da acres- Esta unid ad e geo t ect ôn ic a mai o r tem sua evol uç ão li- ção e aglut in aç ão de fragm ent os crust ai s an ti gos gad a ess enc ia lm ent e ao Arquea n o e Prot er oz óic o, (terr en os gran it o-gnáissicos ou gran it o-gre ens to- tend o se torn ad o est áv el em rel aç ão aos event os bra- ne), em torn o dos quai s te ri am se est ab el e ci do cin- sil ia n os. Mod el os para a evol uç ão geo l óg ic a des sa tur ões móv ei s prot er oz óic os form ad os sob re cros ta grand e reg ião têm-se pol ar iz ad o em torn o de hip ót e- pree x ist ent e (ens iál ic os), ou env olv end o ge raç ão ses que env olv em, de um lado, ret rab al ham ent o de de crost a em arc os mag má ti cos (Cord an i & Brit o crost a ant ig a e, de out ro, event os de acresç ão. Nev es, 1982; Tei x ei r a et al., 1989). Nest a lin ha, o As prim ei r as, de fen di das por Gibbs & Barr on Crát on Ama zô ni co foi subd iv id id o em di ver sos do- (1983), Has ui et al. (1984) e Amar al (1984), cons i - mín io s ge o cro no ló gi cos-tectônicos, com ca rac te- der am o Crát on Ama zô ni co como um conj unt o de ríst ic as rel at iv am ent e cons ist ent es (Tas sin a ri, mas sas cont in ent ai s aglut in ad as no Arquea n o ou 1996; Tass in ar i et al., 1996). Esses dom ín i os re pre - Pal eo p rot er oz óic o e ger ad as por pro ces sos geo - sent ar ia m fragm ent os crust ai s, cint ur ões mó ve is e lógic os ainda não dev id am ent e esc lar ec id os (Cost a arc os magm át ic os, cuja in te ra ção e aglut i na ção te- & Has ui, 1997), que te ri am sido afet ad as, pos te ri- ria ger ad o a grand e área crat ôn ic a no fin al do Me - – 5 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Fig ur a 2.1 – Loca li za ção e comp art im ent aç ão tec tô ni ca da Prov ínc ia Tap aj ós na área do proj et o (a) e mapa geo l óg ic o int eg rad o e sim pli fi ca do (b). – 6 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) so pro te ro zói co. De acord o com essa con cep ção, a adas, reu n id os no Grup o Irir i. De form a um tan to tar - Prov ínc ia Tap aj ós está ins er id a no Do mí nio Vent ua - dia em rel aç ão a esse magm at ism o, pos ic io na ram-se ri-Tapajós (Tas si na ri, 1996), con si de ra do um arco os gran it os Porq uin ho, Pep it a e Igar ap é Escon di do, mag má ti co ger ad o no Pal eo p rot er oz óic o. que guard am sim il ar id ad es com os da Suí t e Ma loq ui- Os da dos do lev ant am ent o geo l óg ic o prom ov id o nha. Pos si vel men te re la ci o na da a esse per ío do, con- pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, som ad os ao con he- sid er a-se a int rus ão dos Lamp róf ir os Jam anx im. cim ent o hist ór ic o, perm it em comp or um quad ro re- Marc and o a est ab il iz aç ão des se frag men to crus - gio n al para a Prov ínc ia Tap aj ós, no qual são rec o - tal, edif ic ad o no fin al do Cic lo Trans am az ôn ic o, sur- nhec id os dois dom ín io s tect ôn ic os, um orog ên ic o, gem as co ber tu ras sed im ent ar es cont in en tai s, do - ou tro pós-orogênico a anor og ên ic o (fig ur a 2.1), min ant em ent e psam o-pelíticas, dep os it a das em com lim it es um tant o irr eg ul ar es. grab ens e reu n id as na Form aç ão Bui u ç u, comp on - As unid ad es mais an ti gas da Prov ínc ia Tap aj ós, do as bac ia s do Crep or i e do Alto Tap aj ós (na ser ra que const it ue m o seu emb as am ent o, são roc has me- do Cac himb o), cort ad as pelo magm at ism o bás ic o ta vul ca no-sedimentares rel ac io n ad as ao Grup o Ja- do Dia b ás io Crep or i. car ea c ang a e gna is ses e gran it óid es gran od io r ít ic os No Me so pro te ro zói co, é re gis tra do apen as o even- a ton al ít ic os, com rar os mig ma ti tos e an fi bo li tos as so- to magm át ic o int rus iv o ger ad or das bás ic as troc to lít i - ci a dos, do Comp lex o Cui ú-Cuiú. Estes con jun tos for- cas, reu n id as na Suí t e Intrus iv a Cac hoe i r a Seca, pos- mar am-se ent re 2.000 e 2.150Ma, po den do rep re - si vel men te rel ac io n ad o ao Event o K´Mudk u. sent ar uma ass oc ia ç ão de arco imat ur o (Almei d a et No Fa ne ro zói co, o Pal eo z óic o é marc a do pela al., 1999b), comp ost a por bac ia s ret roa rc o e magm a - se di men ta ção das bac ia s Ama zô ni ca e do Alto Ta- tism o calc io a lc al in o bai x o po tás sio, resp ect iv am ent e. paj ós, cort ad as por diq ues bás ic os, desd e o Cam- Tais seq üênc ia s for am in tru di das por gran it óid es sin bria n o até o Me so zói co, en quan to que ou tras co - a tard io r og ên ic os, tamb ém calc io a lc al in os, mas mé - ber tu ras sed im ent ar es cret ác ea s, det rít ic as e la te rí- dio-alto pot áss io, ent re aprox im ad am ent e 1.990 e tic as terc iár ia s e aluv iões quat ern ár ia s com plet am 1.960Ma, re pre sen ta dos pel os met ag ran it óid es da o quad ro geo l óg ic o da Prov ínc ia Tap aj ós. Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão. Estes con jun tos comp õe o Cabe aind a com ent ar, que a es ca la de tem po ado- dom ín io orog ên ic o da prov ínc ia e dist rib ue m-se de tad a resp ei t a as rec om end aç ões da Sub co mis são for ma along ad a se gun do NW-SE, orie nt aç ão dos para Estrat ig raf ia do Pré-Cambriano, apro vad a pela grand es lin ea m ent os, dom in ant em ent e transc orr en - Intern at io n al Unio n of Ge o lo gi cal Scie nc es (Plumb, tes, que cont rol am a form a dos cor pos roc hos os. 1991). Ress alt a-se, con tu do, que emb or a man tid o A mai o r ext ens ão sup erf ic ia l da prov ínc ia é cob ert a nest a nota exp lic at iv a, o li mi te ent re Pa le o pro te ro zói co pel as unid ad es com orig em e col oc aç ão lig ad as às e Mes op rot er oz óic o su ge ri do por aquel a com is são fas es ex ten si o na is pós-orogênica a anor og ên ic a. A (1.600Ma) tem-se most rad o inv iáv el para o Crá ton prim ei r a enc ont ra-se rep res ent ad a pel os gran it óid es Ama zô ni co, con for me já disc ut id o por Sant os (1984a), calc io lc al in os da Suí t e Intrus iv a Par au a r i, com ida des Brit o Nev es (1992) e Schob be nha us Fº (1993), que po- en tre 1.883 e 1.898Ma, pos si vel men te ass oc ia d os a sic io n am esse li mi te em ± 1.800-1.900Ma, as so ci an - vulc ân ic as int erm ed iár ia s (Form aç ão Bom Jard im), do-o ao iníc io do vulc an ism o Irir i. às roc has bás ic as calc io a lc al in as da Suí t e Ingar an a e a uma sér ie de int rus iv as e efu si vas bás ic as e int er - med iár ia s, como o Oli vi na-gabro Rio Novo, o Gab ro 2.2 Desc riç ão das Uni da des Serr a Com pri da, o Qu art zo-monzogabro Igar ap é Je - Lit oe st rat ig ráf ic as e Lit od êm ic as ni pa po e os Andes it os Joe l-Mamoal, tent at iv am ent e col oc ad os no Pal eo p rot er oz óic o. Os trab al hos ant er io r es, na Prov ínc ia Ta pa jós, so - Em ín ti ma ass oc ia ç ão com ess es conj unt os, mad os aos nov os da dos ob ti dos pelo Pro je to ocorr e a Suí t e Intrus iv a Ma lo qui nha, com ida des ra- PROMIN-Tapajós, atrav és de sens or es rem o tos, des - dio m ét ric as em torn o de 1.880Ma, const it uí d a por criç ões de aflor am ent os, anál is es pe tro grá fi cas, quí- gran it os evo lu í dos, al ca li nos e alu mi no sos, alto po- mic as e geo c ron ol óg ic as e est ud os de de tal he em táss io, com car act er íst ic as trans ic io n ai s ent re gra - frent es de la vras gar imp ei r as, per mi ti ram às equi pes nit óid es pós-orogênicos e fran ca men te anor og ên i - da Sup er int end ênc ia Reg io n al de Bel ém in di vi du a li zar cos. Tamb ém está inc luí d o nes sa sit ua ç ão o Gran i- de zes se is unid ad es li to es tra ti grá fi cas e lit o dêm ic as, to Car oç al. Esse plut on ism o é comp lem ent ad o pelo na Fol ha Vila Ri o zi nho (SB.21-Z-A), que se po sic i on am ext ens o vul ca nis mo ácid o a int erm ed iár io pen e- est rat ig raf ic am ente desd e o Pa le o pro te ro zói co ao cont emp or ân eo, com vulc an o-clásticas ass oc i- Qua t ern ár io (fig ur a 2.2). – 7 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Fig ur a 2.2 – Arranj o temp or al das unid ad es lit oe st rat ig ráf ic as e lit od êm ic as da Fol ha Vila Rio z in ho (SB.21-Z-A). – 8 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) 2.2.1 Comp lex o Cui ú-Cuiú (Pcc) O Comp lex o Cui ú-Cuiú const it ui-se de gna is ses (fi- gur a 2.3), sub ord in ad os mig ma ti tos e alg uns me ta- No map ea m ent o ao mil io n és im o, exe cu ta do pelo gran it óid es mais ou men os gnai ss if ic ad os, com am - Proj et o RADAM, na Fol ha SB.21-Tapajós, Sant os et plo do mí nio dos pri me i ros. A comp os iç ão var ia de al. (1975) agrup ar am o em ba sa men to pol im et am órf i- quart zo-diorítica a gran od io r ít ic a, além de oca si o na is co da reg ião no Comp lex o Xing u (Sil va et al., 1974). ti pos gran ít ic os, alg uns a duas mic as. As pa ra gê ne- No Pro je to Jam anx im, exe cu ta do pela CPRM, Pess oa ses são de fác ie s an fi bo li to, com bio t it a, horn blen da et al. (1977) rea g rup ar am as roc has ort om et am órf i - e/ou musc ov it a. As text ur as são porf ir oc lás tic as, fi ta - cas no Grup o Cui ú-Cuiú. Melo et al. (1980), no Pro je to das e gran ob lást ic as, com mat riz gran ol ep i do blás ti - Tap aj ós-Sucunduri, re de fi ni ram as roc has ort om et a - ca a gran ol ep id o-nematoblástica para as pri me i ras. mórf ic as de méd io a alto grau, como Suí t e Met am órf i- As prin ci pa is fei ç ões mil on ít ic as são as fo li a ções S-C, ca Cui ú-Cuiú. Almei d a et al. (1998) obs erv ar am a porf ir oc last os de felds pat os amend oa d os ou ass im é - ocor rên cia de gran it óid es pouc o def orm ad os, as so- tric os, bas to ne tes de quartz o, além de ocas i o nai s cia d os aos ort om et am orf it os de méd io a alto grau, crist ai s pisc if orm es (musc ovita e hornb len da). agrup and o este conj unt o no Comp lex o Cui ú-Cuiú. A dif ic uld ad e na ind iv id ua l iz aç ão dos or to me ta mor fi tos dos gran it óid es, na es ca la reg io n al de map ea m ent o (1:250.000), just if ic a en qua drá-los em comp lex o, conf orm e o Cód ig o Bras il ei r o de Nom enc lat au r a Estrat ig ráf ic a (Pet ri et al., 1986), send o tal des ign aç ão a uti li za da pelo Pro je to PROMIN-Tapajós. Os or to me ta mor fi tos e met ag ran it óid es do Com- plex o Cui ú-Cuiú perf az em cerc a de 3% da área ma- pea d a, na Fol ha Vila Ri o zi nho, e são re pre sen ta dos por dois ma ci ços. O princ ip al ocorr e na porç ão su- doe st e, cort ad o long it ud in alm ent e pelo méd io cur - so do rio Crep or iz in ho, est end end o-se além do lim i- te sul da fo lha. Apres ent a form a trap ez oi d al e na sua cont in ua ç ão para sud est e ad qui re form as sig- moi d ai s e irr eg ul ar es, re sul tan tes da es tru tu ra ção Fig ur a 2.3 – Gnai ss e to na lí ti co do Comp lex o NW-SE. O out ro corp o, de dim ens ões men or es e Cui ú-Cuiú rec ort ad o por inj eç ões gran ít ic as disc ord an - for ma trap ez oi d al, ocorr e na porç ão no ro es te, sec- tes do band am ent o (esc al a com 14,5 cm). Ra mal ci o na do pelo rio Crep or i. para o gar imp o da Inva são, pró xi mo à Em ge ral, os mac iç os car to gra fa dos como Com - vila Crep or iz ão (est aç ão EK-49). plex o Cu iú-Cuiú en con tram-se env olv id os pel as in - trus ões de gran it óid es das suí t es Crep or iz ão, Par au - ar i e Mal oq uin ha e, mais lo ca li za da men te, rec ob er- Pess oa et al. (1977) car act er iz ar am a na tu re za tos pel as co ber tu ras sed im ent ar es da Form aç ão Bu- ort om et am órf ic a e o quim ism o tol ei í t ic o dos an fi bo - iu ç u. A rel aç ão de int rus ão dos gran it óid es está bem li tos ass oc ia d os ao Comp lex o Cui ú-Cuiú. Melo et al. marc ad a no corp o loc al iz ad o a nord est e da vila Cre- (1980) conf irm ar am ess as car act er íst ic as e iden tif i - por iz ão, onde ocorr em xen ól it os ang ul os os de gna- car am anf ib ol it os magn es ia n os. Nos proj et os an te - is ses hosp ed ad os em gran it óid es da Suí t e Par au a r i. ri o res, os gna is ses e met ag ran it óid es do Com plex o Na aer om agn et om et ria, esta unid ad e exib e am - Cui ú-Cuiú semp re for am rel ac io n ad os a pro ces sos pla var ia ç ão magn ét ic a de camp o to tal, ent re -130 de migm at iz aç ão e a sua evol uç ão quí mi ca nun ca e 10nT, com rel ev o sua v e e gran des comp rim ent os foi est ud ad a. Cout in ho et al. (1998) evi den ci a ram de onda. São fei ç ões isol ad as, onde os bai x os para est es gran it óid es, um quim ism o cal ci o al ca li no magn ét ic os são sin uo s os e orie nt ad os pref er enc i- per al um in os o, pouc o evol uí d o, rel ac io n an do-os a alm ent e para E-W. A aer og am ae sp ect rom et ria, no amb ie nt es de arc os magm át ic os prim it iv os (tipo can al cont ag em to tal, sug er e uma sér ie de peq ue - Cor di lhe i ra no). O trat am ent o dos da dos li toq uí mi- nos bai x os, com val or es de até 30cps, sin uo s os e cos, ob ti dos pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, evi den- alin had os, form ando um conj unt o com dir eç ões cio u, tamb ém, a pres enç a de term os me ta lu mi no- variando de NW-SE a N-S, na porç ão sud oe st e da sos e fort em ent e per al um in os os nest e gru po de fol ha. gran it óid es calc io a lc al in os de arc os imat ur os. – 9 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil As ida des U-Pb em zirc ão, ob ti das por J.O.S. Sant os (co mu ni ca ção esc rit a), para os gna is ses to- na lí ti cos e gran od io r ít ic os e gran it óid es de for ma dos do Comp lex o Cuiú-Cui ú, nas fol has Car ac ol, Jac ar ea - can ga, Rio Cur ur u (SB.21-Y-D) e Vila Rio z in ho, va ri am en tre 2.033±7 e 2.005±7Ma, evid enc ia nd o para este emb as am ent o uma evol uç ão essenc ia lm ent e pal eo - prot er oz óic a. 2.2.2 Suí t e Intrus iv a Cre po ri zão (Pcz) As equi pes do Pro je to PROMIN-Tapajós, nas fo - lhas Vila Ri o zi nho e Rio Novo, ma pe a ram um conj un - to de gran it óid es, dom in ant em ent e prot om il on it iz a - Fig ur a 2.4 – Apó fi se gra ní ti ca da Su í te Intrus iv a Par au - ar i, à di re i ta, int rud id a em gran it óid e da Su í te Intrus iv a dos e met am orf iz ad os no máx im o na fác ie s anf ib ol i - Crep or iz ão ( esc al a com 13cm). Fa zen da Je ni pa po, to méd io, que for am ind iv id ua l iz ad os do Comp lex o pró xi mo à vila Crep or iz ão (est aç ão EK-38). Cui ú-Cuiú por Ricc i et al. (1999), que pro pu se ram a de sig na ção de Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão, para este conjunt o de gran it óid es. ocorr em anom al ia s com mais de 1.500cps no qua- Os gran it óid es da Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão cor - drant e sud oe st e da fo lha, dist rib uí d as em ext en sas res pon dem a aprox im ad am ent e 12% da área map e - área s com suc ess iv os fec ham ent os das isol in has ad a na Fol ha Vila Rio z in ho. Os prin ci pa is bat ól it os orie nt ad as se gun do NW-SE. Sit ua ç ão di fe rent e ocorr em na porç ão sud oe st e da fo lha, com form as ocorr e no rio Novo, na foz do igar ap é Se rin guei r a, irr eg ul ar es along ad as se gun do NW-SE, trend dos próx im o à vila Ri o zi nho, onde a rad ia ç ão não ul tra- princ ip ai s lin ea m ent os, e em segm ent os sigm oi d ai s. pass a a 500cps e dist rib ui-se alea t or ia m en te. Nas porç ões cent ro-leste e lest e, ocorr em plut on it os A Suí t e Crep or iz ão é comp ost a por gran it ói des men or es, res pec ti va men te, no rio Novo e a lest e do fol ia d os e gran ob lást ic os, os quai s pres er vam di - rio Ja man xim (ga rim po São Jorg e), apre sen tan do ver sas est rut ur as prim ár ia s, tais como fe no cris ta is form as sigm oi d ai s e irr eg ul ar es, mas igual men te idio m órf ic os de felds pat os, enc lav es mic rog ran u la - cont rol ad os pel os lin ea m ent os NW-SE. res com fei ç ões de ming ling, diq ues sinp lu tô ni cos e Os bat ól it os e plut on it os men or es da Suí t e Crep o - flux o ígn eo marc ad o pela orie nt aç ão pre fe renc i al riz ão apres ent am-se env olv id os por cor pos gran ít i - dos fe no cris ta is de felds pat os (fig ur a 2.5). cos das suí t es Par au a r i e Mal oq uin ha. No corp o da vila Crep or iz ão, a rel aç ão de int rus ão é marc ad a pela ocorr ênc ia de xen ól it os ang ul os os dos gran it ói - des da Suí t e Crep or iz ão hosp ed ad os nos gran it os da Suí t e Par au a r i, bem como, pela ocorr ênc ia de di- ques e apóf is es mic rog ran ít ic as da Suí t e Par au a r i in- tru di dos nos pri me i ros (fig ur a 2.4). Na porç ão lest e, o stock do ga rim po São Jorg e é, apa ren te men te, re- cob ert o por vulc ân ic as áci das do Grup o Irir i. Nen hu - ma evid ênc ia dir et a foi obs erv ad a, mas os da dos geo c ron ol óg ic os, ob ti dos por Lam ar ão et al. (1999) para esse corp o gra ní ti co, apont am para ida des mais an ti gas que as vulc ân ic as do Grup o Irir i. Na aer og eo f ís ic a, esta unid ad e apres ent a car ac - ter iz aç ão magn ét ic a de camp o tot al com amp lit u - des var ia nd o de 0 a -100nT. Esses bai x os val or es Fig ur a 2.5 – Diq ue sin plu tô ni co hos pe da do em gran i- rep res ent am anom al ia s es tre i tas e along ad as na tóid e da Su í te Intrus iv a Crep or iz ão que exi be flux o di re ção E-W, como ocorr e próx im o às vil as Crep or i - mag má ti co mar ca do pelo alin ham ent o dos felds pat os zão e Ri o zi nho, e a oest e do méd io cur so do rio Cre- e fo li a ção pro to mi lo ní ti ca N30°W. Cab ec ei r a da pist a por i. Na gam ae sp ect rom et ria, cont ag em to tal, da Pent a, na vila Crep or iz ão (est aç ão EK-54). – 10 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) Os lit ót ip os dom in ant es são sie n o e monz og ran i - Gran od io r it o Par au a r i. Brit o (no prel o) bas e a da na tos, com sub ord in ad os gran od io r it os e ton al it os, var ia ç ão fac io l óg ic a e na amp la dist rib ui ção dos além de rar os quartz o-monzodioritos. Nos prim ei - corp os gra ní ti cos des sa unid ad e util iz ou a de sign a - ros, são freq üent es os leu c og ran it os e os ti pos com ção Suí t e Intrus iv a Par au a r i, a qual é ado ta da pelo bio t it a e clor it a. Nos dem ai s ocorr em horn blen da e Proj et o PROMIN-Tapajós. bio t it a. Con for me os est ág io s de def orm aç ão e re - Os gran it óid es da Suí t e Intrus iv a Par au a r i to ta li zam crist al iz aç ão alc anç ad os, as text ur as pod em ser cerc a de 44% da área ma pe a da na Fol ha Vila Rio z i - porf ir ít ic as, porf ir oc lást ic as, mort ar, gra no blás ti cas nho. Na porç ão cent ro-leste ocorr e o princ i pal bat ó li - e pol ig on iz ad as, send o as duas últ im as típ ic as da to, apre sen tan do uma form a sug est iv am en te elíp tic a, ma triz. Felds pat os amend oa d os ou as si mé tri cos e along ad a se gun do NW-SE, com segm ent os ir re gu la- rec rist al iz ad os em subg rãos e neo g rãos, in di cam res e ret ang ul ar es, est end end o-se além dos lim it es que a def orm aç ão reg io n al ocorr eu em cond iç ões nor te e sul da fo lha. Na porç ão oest e, ocorr em stocks de fác ie s an fi bo li to méd io. de form as tra pe zo i da is e irr eg ul ar es, mas igual men te A anál is e dos da dos lit oq uím ic os dos gran it óid es bal iz ad os e int erc ept ad os pel os lin ea m ent os NW-SE. da Suí t e Crep or iz ão in di cou trat ar-se de um magm a - A rel aç ão de int rus ão dos cor pos da Suí t e Par a u a ri, tism o calc io a lc al in o, per al um in os o e me ta lu mi no so, nos gran it óid es da Suí t e Crep or iz ão (fig ur a 2.4) e nos rel ac io n ad o aos est ág io s sin a tar di o ro gê ni cos e se- ort om et am orf it os do Comp lex o Cui ú-Cuiú (fi gur a 2.6) mel hant e aos de arc os cont in ent ai s mat ur os. está bem marc ad a nas ocorr ênc ia s loc al iz a das nas Tass in ar i (1996) obt ev e uma isóc ron a Rb-Sr que prox im id ad es da vila Crep or iz ão. Os vár i os stocks forn ec eu uma idad e de 1.965±16Ma para os gran i - gran ít ic os da Suí t e Ma lo qui nha, cont rol ad os por li ne - tóid es da Suí t e Crep or iz ão, nas pro xi mi da des da vila am ent os e que cort am o bat ól it o cent ro-leste, sug e - hom ôn im a. Esta idad e se most rou coe r ent e com as rem uma rel aç ão de int rus ão dess es stocks na Su í te idad es U-Pb em zirc ão, ob ti das por J.O.S Sant os Par au a r i, o que é conf irm ad o pel os nov os da dos geo - (com un ic aç ão esc rit a), de 1.957±6Ma, e Pb-Pb em cron ol óg ic os, que apont am para uma peq ue na def a - zir cão de 1.968±16Ma, obt id a pelo Pro je to sag em temp or al, em que os gran it óid es de com pos i - PROMIN-Tapajós em out ro corp o na Fol ha Vila Rio z i - ção mais prim it iv a da Suí t e Par au a r i se ri am um pou co nho (es ta ção AT-46). For am obt id as, aind a, ida des mais an ti gos que os gran itos da Suí t e Mal oq ui nha. Pb-Pb em zirc ão ent re 1.997±3 e 1.984±1Ma, para os bat ól it os de gran it óid es da Suí t e Crep or iz ão, na Folha Rio Novo (est aç ões MV-30 e MV-74). No Escud o da Gu i a nas, no est ad o de Ror ai m a, for am car act er iz ad os con jun tos de gran it óid es calc io a lc al in os tard i a pós-orogênicos, das suí t es int rus iv as Água Bran- ca (Oliv ei r a et al., 1996) e Ped ra Pint ad a (Frag a et al., 1996) que, res pec ti va men te, for ne ce ram ida des Pb-Pb em zirc ão de 1.960±21Ma e 2.005±45Ma (Almei d a et al., 1997). Tais evid ênc ia s apont am para uma poss ív el cor re la ção dess es gran it óid es com os gran it óid es da Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão. 2.2.3 Suí t e Intrus iv a Par au a r i (Pp1 e Pp2) Fig ur a 2.6 – Xe nó li to de gnai ss e to na lí ti co do Comp lex o Cui ú-Cuiú hos pe da do num gran it o da Sant os et al. (1975) in di vi du a li za ram um conj unt o Su í te Intrus iv a Pa ra u a ri (esc al a com 14,5cm). de gran it óid es, nos aflue nt es dos rios Tap aj ós e Pa- Ram al do gar imp o Inva são, pró xi mo à vila Crep or iz ão rau a r i, nas fol has Jac ar ea c ang a e Mam ãe Anã, de- (es ta ção EK-49). no mi nan do-o de Gra ni to Par au a r i. Pess oa et al. (1977) desm emb rar am do em ba sa men to me ta mór- Na aer og eo f ís ic a, esta suí t e apres ent a va lo res fi co cor pos de gran it óid es corr el at os à unid ad e Pa- magn ét ic os de camp o tot al que va ri am de -50 a rau a r i, nos rios Tap aj ós, Ja man xim e em alg uns de 60nT. O cont at o com out ras unid ad es geo lóg ic as, seus afluentes. Melo et al. (1980) re de fi ni ram os quas e semp re é marc ad o pela par al el iz a ção das gra ni tói des cons id er ad os pós-cinemáticos, da re - isol in has sin uo s as, not ad am ent e orie nt ad as seg un - gião dos rios Tap aj ós, Par au a r i e Ari pu a nã, como do as dir eç ões N-S e ENE-WSW. Loc alm en te, como – 11 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil obs erv ad o na marg em esq uerd a do rio Ja man xim, há gran it óid es sin a tar di o ro gê ni cos for am se pa rad os, a form aç ão de bai x os de até -100nT e de dip ól os, va- tend o sido ident i f ic ad a uma ass in a tu ra ria nd o ent re -70 e 80nT, de nun ci an do mai o r mag ne ti- pós-orogênica para o magm at ism o calc io a l ca li no zaç ão. Na aer og am ae sp ect rom et ria, a cont ag em to - da Suí t e Par au a r i, que guard a uma se me lhan ça tal apres ent a cont rast es. A porç ão cen tro-norte da fo- com os gran it óid es de arc os cont in ent ai s. lha é marc ad a por val or es bai x os, de no máx im o J.O.S Sant os (com un ic aç ão esc rit a) obt ev e ida - 300cps, dist rib uí d os em gran des ext ens ões e com des U-Pb em zirc ão e tit an it a ent re 1.897±2 e pouc a var ia ç ão. Mas, as porç ões nor oe st e e sud oe s - 1.880±14Ma, para os gran it óid es da Suí t e Par a u ar i, te exib em var ia ç ões ent re 300 e 1.000cps. Esse com- nas fol has Jac ar ea c ang a e Mam ãe Anã. Ida des port am ent o se rep et e a nord est e e a sul da fo lha, po - Pb-Pb em zirc ão, sem el hant es, for am ob ti das nes ta rém, em áre as de peq uen as ext ens ões. suí t e gra ní t i ca, nas fol has Jac ar e ac ang a A Suí t e Par au a r i apres ent a um amp lo es pec tro (1.883±8Ma) e Car ac ol (1.893±2Ma), pelo Pro je to comp os ic io n al, var ia nd o desd e sie n og ran it os a mi - PROMIN-Tapajós, ass im como, para o cor po gra ní- crot on al it os com pred om in ânc ia de monz og ran it os ti co dest a su í te, loc al iz ad o na vila Crep or i zão (es ta- e gran od io r it os. Assim, os lit ót ip os for am agrup ad os ção EK-38), foi obt id a uma idad e de 1.883±2Ma. em dois conj unt os, a fác ie s gran od io r ít ic a (Pp1) que reú n e gran od io r it os, mic rot on al it os e alg uns mon zo - gran it os, e a fác ie s gran ít ic a (Pp2) que é comp ost a 2.2.4 Roc has Bá si cas e Interm ed iár ia s por mon zo e si e no gra ni tos. So men te no bat ól it o da Pal eo p rot er oz óic as por ção cent ro-leste foi poss ív el in di vi du a li zar am bas as fác ie s. Nos dem ai s corp os, a comp lex id ad e da Alguns cor pos de roc has bás ic as e int er me diá ri as dist rib ui ç ão das fác ie s di fi cul tou a in di vi du a li za ção que ocorr em nas fol has Rio Novo e Vila Ri o zi nho não dest as, na es ca la de map ea m ent o util iz ad a. se enq uad ram perf ei t am ent e nas unid ad es até en - Os gran it óid es da Suí t e Par au a r i, em ge ral, são tão des cri tas para a Prov ínc ia Tap aj ós. No ent an to, porf ir ít ic os e isot róp ic os, com fe no cris ta is de mic ro- fo ram obs erv ad os cri té ri os est rat ig ráf ic os e com po- clin a/ort oc lás io e plag io c lás io de 1 a 3cm, e ric os sic io n ai s que perm it em pos ic io n á-los no Pa le op ro te - em enc lav es mic rog ran ul ar es com fei ç ões de min - roz óic o. Assim, est es cor pos for am ind iv id u a liz ad os gling, com 1 a 20cm de diâm et ro. Text ur alm ent e, como lit od em as e rec eb er am uma des ign aç ão es - são roc has isent as de def orm aç ão plás ti ca e rec ris - pec íf ic a. Não obst ant e, est ud os fut ur os mais det a - tal iz aç ões, apen as ric as em transf orm aç ões tard i a lhad os pod er ão car act er iz ar me lhor ess as uni da - pós-magmáticas e hid rot erm ai s. A bio t it a e a horn- des, enq uad rand o-as em unid ad es já exis ten tes. blend a, mui t as ve zes, ocorr em em pro por ções Na Fol ha Vila Ri o zi nho, as ocorr ênc ia s de ro chas aprox im ad am ent e iguai s, por vez es form and o clots bás ic as e int erm ed iár ia s pa le o pro te ro zói cas, so- (aglutin aç ões), ass oc ia d as à tit an it a, opac os, clor i - mad as às do Dia b ás io Crep or i e à int rus ão troc to lí ti- ta, epi do to, al la ni ta, apa ti ta e zirc ão. O plag io c lás io é ca corr el at a à Suí t e Ca cho e i ra Seca to ta li zam me - fort em ent e zon ad o, sua comp os iç ão var ia de olig o - nos de 0,5% da área map ea d a. clás io a and es in a, e enc ont ra-se frac a a fort em ent e sau ss ur it iz ad o. As prin ci pa is transf orm aç ões sec un- dár ia s obs erv ad as são a arg il iz aç ão dos felds pat os 2.2.4.1 Oliv in a Gab ro Rio Novo (Prn) alc al in os, a clor it iz aç ão e desf err if ic aç ão de bio t it as, o pree nc him ent o de vên ul as por preh ni ta e a des es - Andrad e & Urdin in ea (1972) ma pe a ram um cor - tab il iz aç ão da horn blen da para bio t it a, clor it a, epi- po de aug it a-diorito de aprox im ad am en te 20km2, do to, opac os, car bo na to e tit an it a. na con fluên cia dos rios Novo e Ja man xim, por ção Melo et al. (1980) car act er iz ar am o quim ism o cal- nor des te da Fol ha Vila Ri o zi nho, eng lob an do-o no ci o al ca li no dos gran it óid es da Suí t e Par au a r i. Cout i- gru po das “int rus iv as dio r ít ic as ant ig as”. nho et al. (1998) evid enc ia r am o ca rá ter calc io a lc al i- No Pro je to PROMIN-Tapajós, este corp o bá sic o no evol uí d o dest a suí t e de gran it óid es me ta lu mi no- foi cart og raf ad o como um stock de form a irr e gu lar, sos e pe ra lu mi no sos, ass oc ia nd o-os aos est ág io s along ad o e ba li za do por lin ea m ent os NW-SE, in tru- sin a tar di o ro gê ni cos de um arco magm át ic o re la ci o- siv o no bat ól it o cent ro-leste da Suí t e Par a ua ri e re - nad o a sub duc ção e sub se qüen te col is ão. Con tu do, cob ert o por vulc an o-clásticas do Grup o Irir i, conf ir - part e dest es gran it óid es é, na verd ad e, pert enc ent e mand o as re la ções prop ost as por Andrad e & Urdi - à Suí t e Crep or iz ão. No trat am ent o dos da dos lit oq uí- nin ea (1972). A rel aç ão de int rus ão nos gra nit óid es mi cos, efet ua d o pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, esses é su ge ri da pela ocor rên cia de term os de gran u- – 12 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) lação mais fina próx im o ao cont at o (es ta ção sên cia de met am orf ism o e def orm aç ão no cor po MV-149), rep res ent and o porç ão de bord a da int ru - máf ic o, mas pres ent es na hosp ed ei r a. são máf ic a, e o re co bri men to é marc ad o pela ocor - Na aer om agn et om et ria, é marc ad o por um úni co rênc ia de tuf os no topo do morr ot e que marc a o cor- bai x o, est rei t o e along ad o, que alc anç a -100nT, ori- po. A ocorr ênc ia de ven ul aç ões pree nc hid as por fa- en ta do se gun do E-W, com inf lex ões sin u o sas e re- ses hid rot erm ai s sug er e ativ id ad e de flui d os que po- flex os mai o r es do que a part e map ea d a. Na aer o - dem est ar rel ac io n ad os a um magm at ism o ácid o. gam ae sp ect rom et ria, é rep res ent ad o por um úni co Na ae ro mag ne to me tria de camp o re si du al, este alto de 1.000cps, de form a oval ad a e ori en ta do corp o bás ic o está ass oc ia d o a um bai x o de form a segundo a mesm a dir eç ão. oval ad a e amp lit ud es inf er io r es a -150nT, que, su - Qu art zo monz og ab ro é o lit ót ip o pred om in ant e, mas, ges ti va men te, faz part e de uma fe i ção anô ma la sub ord in ad am ent e, ocorr em quart zo mon zo ni tos, mi - mais amp la, que se est end e para lest e. Na aer og a - cro ga bros e mi cro quart zo sie n it os. A text ur a é ineq üi- ma es pec tro me tria por cont ag em to tal, o cont rast e gran ul ar hi pi di o mór fi ca, rica em int erc resc im en tos mi- da bai x a rad ia ç ão (<300cps) do Oliv in a Gabro Rio cro grá fi cos e/ou gran of ír ic os ent re o quart zo e o feld - Novo com a mais elev ad a das hos pe de i ras au xi li ou spat o alc al in o. A min er al og ia é comp ost a por an de si - na del im it aç ão dest e corp o bás ic o. na/lab rad orita, aug it a ±hip erst ên io, hornb lend a, bi o - O lit ót ip o dom in ant e nes se corp o é um gab ro for - tit a, quartz o, mi cro cli na, opac os ±act in ol it a ±clor it a, tem ent e ural it iz ad o e ger alm ent e cat ac las ad o. Ao epid ot o, se ri ci ta, arg il om in er ai s ±carb on at o ±apa ti ta mic rosc óp io, a text ur a orig in al pres erv ad a é do tipo ±zir cão. het er oa dc um ul át ic a, com plag io c lás io na fase cú - Tass in ar i (1996) obt ev e uma isóc ron a Rb-Sr de mu lo eng lob ad o po i qui li ti ca men te por mi ne ra is in- uma porç ão do Qua rtz o Monz og ab ro Igar ap é Jen ip a- ter cú mu los, como aug it a, oliv in a, opac os e mic roc li- po, afet ad a pela alt er aç ão hi dro ter mal das min e ra li- na. O plag io c lás io é a la bra do ri ta, mui t as vez es zo - zaç ões au rí fe ras ass oc ia d as, que forn ec eu uma ida - nad a e sau ss ur it iz ad a. A oliv in a ocorr e com teo r es de mí ni ma de 1.732±82Ma, para o event o de mi ne ra - en tre 5 e 10%, ser pen ti ni za da ou como grãos rel iq ui- liz aç ão e, con se qüen te men te, para o cor po má fi co ar es, isol ad os ou aglut in ad os ent re si. Os dem ai s mi- ass oc ia d o. ne ra is são horn blen da, epi do to, opac os, apa ti ta O pred om ín io de li tó ti pos de comp os iç ão in ter- ±clor it a ±act in ol it a ±bio t it a ±mi cro cli na ±car bo na to med iár ia dif ic ult a a cor re la ção com a Suí t e Intru siv a ±tit an it a ±ser ic it a ±arg il om in er ai s. O quart zo ocorr e Ingar an a. Con tu do, tal poss ib il id ad e não é tot al - apen as em mic rov ên ul as ass oc ia d as à cat ac las e. men te desc art ad a, perm it ind o ass im es pe rar-se A ocor rên cia de oliv in a ness es teo r es e a aus ên- idad es de crist al iz aç ão ent re 1.900 e 1.880Ma, a cia de quart zo e de pi ro xê ni os pob res em cálc io (hi- exemp lo das ida des U-Pb em zirc ão, bad del ey í ta e perst ên io e pig eo n it a) im pe dem uma corr el aç ão ti ta ni ta ob ti das por J.O.S Sant os (com un ic aç ão es- com gab ros da Suí t e Intrus iv a Inga ra na, apes ar de crit a), e Pb-Pb em zirc ão (1.887±3Ma) ob ti das pelo as re la ções de camp o su ge ri rem trat ar-se de uma Proj et o PROMIN-Tapajós, nos cor pos bás i cos des- int rus ão prot er oz óic a cont emp or ân ea ao magm a - ta su í te, nas fol has Car ac ol e Mam ãe Anã. tism o Par au a r i. Assim, é aqui prop ost a a des ign a - ção Oliv in a Gabro Rio Novo. 2.2.4.3 Andes it os Joe l-Mamoal (Pjm) 2.2.4.2 Qua rtz o Mon zo ga bro Iga ra pé Na Fol ha Vila Rio z in ho, for am car to gra fa dos di- Jen ip ap o (Pij) ques e ocorr ênc ia s res tri tas de derr am es de ro chas de comp os iç ão and es ít ic a. Alguns dest es corp os, Na porç ão sud oe st e da fo lha, próx im o à vila Cre- como os dos gar imp os Joel, nas prox im id a des da por iz ão, foi ind iv id ua l iz ad o um corp o de roc has plu- vila Crep or iz ão, e Mam oa l, na porç ão nor dest e da tô ni cas in ter me diá ri as, que rec eb e aqui a des ign a- fol ha, são exemp los com mi ne ra li za ções au ríf e ras ção Qua rtz o Monz og ab ro Igar ap é Jen ip ap o. Este ass oc ia d as. Assim, adot ou-se aqui a des ign a ção de ocorr e como um stock, com seu eixo mai o r seg un- Ande si tos Jo el-Mamoal para nom in ar est es corp os. do ENE-WSW e um seg men to inf let id o para NW-SE, Em trab al hos ant er io r es, na Prov ínc ia Tap a jós, fo - int rus iv o em gran it óid es da Suí t e Crep or iz ão. A re - ram des cri tos derr am es de and es it os ass o cia dos às laç ão de int rus ão é in di ca da pelo pos ic io n am ent o vul câ ni cas do Grup o Iri ri. Biz in ell a et al. (1980) agrup a - dess e corp o se gun do um trend disc ord ant e da es- ram derr am es bas ált ic os ves ic ul ar es e an des í ti cos tru tu ra ção reg io n al NW-SE mais ant ig a, e pela au - que ocorr em na Fol ha Mam ãe Anã, na Su ít e Bás i ca – 13 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Crep or i. Con tu do, Ferr ei r a (no prel o) red ef in iu este Estes and es it os apres ent am uma afi ni da de quí - conj unt o de derr am es como Form aç ão Bom Jard im. mi ca calc io a lc al in a alto pot áss io, típ ic a de am bi en - Assim, é poss ív el que os and es it os Joe l-Mamoal se - tes pós-orogênicos, à sem el hanç a dos and es it os e jam cor re la tos a esta form aç ão. bas alt os da Form aç ão Bom Jard im. No ga rim po Joel, bem como em out ras ocorr ên - A inex ist ênc ia de reg ist ros de roc has and es ít ic as cia s próx im as, os diq ues and es ít ic os são subv ert i - fan er oz óic as na Prov ínc ia Tap aj ós e prov ín ci as adj a - cai s, com 0,8 a 1,0m de esp ess ur a e orie nt aç ão cent es ind ic a uma idad e mí ni ma prot er oz ói ca para os ENE-WSW e en con tram-se aloj ad os em fal ham en- and es it os Joe l-Mamoal. A rel aç ão de int rus ão des tes tos que secc io n am os gran it óid es da Suí t e Crep or i - diq ues an de sí ti cos nos gran it os da Suí t e Ma lo qui nha zão. No ent ant o, no ga rim po Mam oa l, ocorr em en - e a quí mi ca calc io a lc al in a alto pot áss io dess es and e - cai x ad os em fal ham ent os NW-SE, que int erc ept am sit os sug er em uma cont emp or an ei d ad e, ou peq ue na uma int rus ão de gra ni to da Suí t e Mal oq uin ha. de fa sa gem temp or al, com o mag ma tis mo pós-orogênico Na rod ov ia BR-163, nas prox im id ad es da vila pal eo p rot er oz óic o da prov ínc ia. Mor ae s Almei d a (es ta ção AT-10), ocorr em and es i - tos ass oc ia d os a gran it óid es da Suí t e Ma lo qui nha, que pela form a de ocorr ênc ia, pouc os met ros de 2.2.4.4 Lamp róf ir os Jam anx im (Pjx) esp ess ur a, ind ic a trat ar-se de diq ues. Na aer og eo f ís ic a, apen as a ocorr ênc ia na No lev ant am ent o geo l óg ic o do Pro je to Sant a- BR-163 apres ent a uma fe i ção magn ét ic a marc ad a rém-Cachimbo, Almei d a et al. (1977) ma pe a ram di- por um arr anj o est rei t o e along ad o das isol in has se- ques de lamp róf ir os int rus iv os nas vulc â ni cas do gun do E-W, e uma in fle xão para NE, que ating e até Grup o Irir i e gran it os da Suí t e Ma lo qui nha, de no mi- -270nT. Na gam ae sp ect rom et ria, não foi ident if ic a - nan do-os Lamp róf ir os Jam anx im. da nen hum a ass in at ur a car act er íst ic a. No Pro je to PROMIN-Tapajós, esta de sig na ção Os and es it os Joe l- Ma moal são isot róp ic os e, al- está send o mant id a para as ocorr ênc ia s de diq ues gum as ve zes, porf ir ít ic os, com fe no cris ta is mil im é- lamp rof ír ic os da porç ão sud oe st e da Fol ha Vila Ri o - tri cos a subc ent im ét ric os de plag io c lás io (fig ur a zi nho, reg ião da vila Crep or iz ão. Estes di ques lam- 2.7). Out ros são afí ri cos, com lo ca li za das fei ç ões prof ír ic os apres ent am 0,3 a 2,0m de esp es sur a e gran of ír ic as ent re o quart zo e o felds pat o alc al in o. A orie nt aç ão NE-SW, fre qüen te men te int rud in do gra- ass oc ia ç ão min er al é const it uí d a por plag io c lás io nit óid es da Suí t e Crep or iz ão. ±hornb lend a ±bio t it a ±clo ri ta ±act in ol it a ±epi do to, Na aer om agn et om et ria, camp o to tal, es tas ocor- opac os ±quart zo ±felds pat o alc al in o ±preh ni ta rên ci as de diq ues de lamp róf ir os apres en tam for te ±arg il om in er ai s. mag ne ti za ção marc ad a por suc ess iv os bai xos es- trei t os, li ge i ra men te sin uo s os, along ad os se gun do ENE-WSW, que alc anç am até -140nT. Na ae ro ga- mae sp ect rom et ria, não apres ent am ass in a tu ra ca - ract er íst ic a. Nos Lamp róf ir os Ja man xim são re co nhe ci dos esp ess art it os e vog es it os. To dos apres en tam tex tu- ra porf ir ít ic a a glom er op orf ir ít ic a, cuj os fe no cris ta is são de pi ro xê ni os e anf ib ól io s idio m órf ic os. A ma triz var ia de mic roc rist al in a a mic rog ran ul ar, com var iá - vei s gra us de arg il iz aç ão e/ou ser ic it iz aç ão. Os vo- ges it os são form ad os por aug it a, hornb len da, feld- spat o alc al in o ±plag io c lás io ±act in ol it a ±clo ri ta ±bio t it a ±opac os ±quart zo ±epid ot o ±car bo na to ±apat it a ±zirc ão. Os esp ess art it os apres en tam au- git a, hornb lend a, bio t it a, plag io c lás io ±ac ti no li ta ±epi do to ±clo ri ta ±opac os ±quart zo ±car bo nat o. Fig ur a 2.7 – And es it o porf ir ít ic o, à esq uerd a, de um As va ri e da des pet rog ráf ic as enc ont rad as nos di que ENE-WSW dos Ande si tos Joe l-Mamoal, Lam pró fi ros Ja man xim são do grup o dos lam próf i- hosp ed ad o em gran it óid e da Su í te Intrus iv a ros de afi ni da de cal ci o al ca li na pós-orogênica ou Crep or iz ão. Gar imp o do Joel, pró xi mo à shos ho ní ti ca, con for me Rock (1987). O trat a ment o vila Crep or iz ão (est aç ão EK-42). dos da dos lit oq uím ic os ob ti dos no Pro je to – 14 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) PROMIN-Tapajós, conf irm am este quim ism o calc i - Suí t e Mal oq uin ha. Vasq uez et al. (1999), ba se ad os oa lc al in o alto pot áss io tard io, à sem el hanç a das ca - nas re la ções de camp o e nas ida des Pb-Pb em zir cão ract er íst ic as ident if ic ad as nos Andes it os Jo- das vulc ân ic as do Grup o Irir i e dos gran it os da Suí te el-Mamoal e da Form aç ão Bom Jard im. Mal oq uin ha, nas fol has Car ac ol e Vila Ri o zi nho, con - No Pro je to Sant ar ém-Cachimbo, foi dat ad o um firm ar am a cont emp or an ei d ad e en tre essas ma ni fes - diq ue de vo ge si to, na Fol ha Car ac ol, por K-Ar em taç ões vulc ân ic as e plut ôn ic as. roc ha to tal, e foi obt id a uma idad e mí ni ma de 1.536±31Ma, con for me ta bu la do em Tass in ar i (1996), in di can do que os Lamp róf ir os Ja man xim são prot er oz óic os. A ass in at ur a quí mi ca cal ci o al- cal in a alto pot áss io dest es lamp róf ir os, tamb ém ident if ic ad a nas roc has an de sí ti cas da prov ínc ia, sug er e uma con tem po ra ne i da de ou até uma cog e- ne ti ci da de. E a est rei t a ass oc ia ç ão dest as man if es- taç ões an de sí ti cas e lamp rof ír ic as com magm at is- mo ácid o pós-orogênico a anor og ên ic o ref orç am o po si ci o na men to dest as no Pal eo p rot er oz óic o. 2.2.5 Gru po Irir i Fig ur a 2.8 – Apó fi se de gran it o subv ulc ân ic o da No lev ant am ent o geo l óg ic o fei t o pela Suí t e Intrus iv a Ma lo qui nha, int rus iva nas vul câ ni cas SUDAM/GEOMINERAÇÃO (Form an et al., 1972), na ácid as do Gru po Iri ri. Marg em da rod ov ia reg ião dos rios Irir i e Cur uá, for am map ea d as vulc â- BR-163, pró xi mo à vila Mo ra es Almei d a nic as áci das e vulc an o-clásticas, as quai s for am de- (es ta ção AT-02). nom in ad as Form aç ão Irir i. Pess oa et al. (1977) ind i - vi du a li za ram unid ad es de derr am es vul câ ni cos 2.2.5.1 Form aç ão Sa lus ti a no (Psa) (For ma ção Sa lus ti a no), de dep ós it os pir oc lást ic os (For ma ção Arur i) e vulc an o-clásticos (Seq üênc ia s Na Form aç ão Sa lus ti a no, os ti pos dom in an tes são Híb rid as), elev and o a unid ad e Irir i à cat eg or ia de rio l it os, com alg uns dac it os e and es it os ass o ci a dos. subg rup o. No Pro je to PROMIN-Tapajós, adot ou-se a Ao mic rosc óp io, exib em text ur as afí ri cas, mic ro por fi - de sig na ção Grup o Irir i, emp reg ad a por Andrad e et rít ic as, porf ir ít ic as, glom er op orf ir ít ic as, fels o fír i cas e al. (1978), man ten do-se as form aç ões Sal ust ia n o e cript of els of ír ic as. Os fe no cris ta is pod em ser de ort o - Arur i, send o os dep ós it os vulc an o-clásticos eng lo - clá sio/sa ni di na, quart zo idio m órf ic o, hornb len da, bi o- bad os nest a úl ti ma unid ad e. tit a, opac os e plag io c lás io zon ad o nas efu si vas dac ít i- Os derr am es vulc ân ic os e de pó si tos pir oc lást ic os cas. A mat riz, em ge ral, é mic ro a cript oc ris tal in a, por e vulc an o-clásticos do Grup o Irir i perf az em aprox i - vez es com est rut ur a de flu xo ou até pil ot ax í ti ca e, nas mad am ent e 15% da área ma pe a da na Fol ha Vila Ri- subv ulc ân ic as, pode ser mic rog ran ul ar. Tan to a ma - oz in ho. Pred om in am na porç ão lest e da fo lha, onde, triz como os fe no cris ta is cos tu mam ser subst i tuí dos ge ral men te ocorr em como cor pos de form as irr eg u- parc ia l a tot alm ent e por mi ne ra is sec und á ri os, tais la res. Alguns segm ent os, princ ip alm ent e dos dep ó - como ser ic it a, epi do to, carb on at o, arg il o mi ne ra is, sit os pir oc lást ic os e vulc an o-clásticos da Form aç ão clo ri ta, act in ol it a e opac os. Arur i, na porç ões sud est e e cen tral da fo lha, apre - Os derr am es da porç ão sud est e, nos rios Novo e sent am-se como serr as e cue st as along ad as fort e- Ja man xim, são comp ost os por dac it os e ri o li tos, men te cont rol ad as pel os lin ea m ent os NW-SE. com alg um and es it o, mic rog ran it óid es, pi ro clás ti - Esses cor pos de vulc ân ic as, pi ro clás ti cas e vulc a- cas e vulc an o-clásticas as so ci a das. Na par te nor - no-clásticas re co brem os bat ól it os gran ít ic os das suí - dest e, nas prox im id ad es da vila Mor ae s Alme i da, tes Par au a r i e Crep or iz ão e são in tru di dos por stocks pred om in am rio l it os e ign imb rit os. No rio Novo, na de gran it os da Suí t e Mal oq uin ha, na sua ma i o ria alo - por ção sul, ocorr em rio l it os e and es it os e al guns mi- jad os em fal ham ent os. Na porç ão lest e, próx im o da crog ran it os e vulc an o-clásticas. vila Mor ae s Almei d a, ocorr em apóf is es de mi cro gra - Na aer om agn et om et ria, camp o to tal, esta unid a- nit os in tru di dos nas vulc ân ic as do Grup o Irir i (fig ur a de car act er iz a-se por apres ent ar no seu in te ri or a 2.8), nas prox im id ad es do cont at o com int rus ões da form aç ão de gran des dip ólos, que va ri am de -140 a – 15 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 50nT, pos si vel men te cau s ad os pela ocorr ênc ia de const it uí d as por alt os aer og am ae sp ect rom ét ric os, corp os bast ant e magn et iz ad os. A aer og am ae sp ec - cont ag em to tal, sem ic irc ul ar es de até 1.000cps, e por trom et ria, a lest e do rio Jam anx im, é dom in ant em en - bai x os inf er io r es a 400cps, sem form as par ti cu la res. te anôm al a, com val or es que ult rap ass am a 800cps Na quí mi ca do Grup o Irir i, Pess oa et al. (1977) re- e ating em out ras unid ad es geo l óg ic as. Ao long o do con hec er am uma afi ni da de cal ci o al ca li na para as rio Novo apres ent a-se com val or es máx im os de vulc ân ic as e vulc an o-clásticas ácid as, e uma ten - 500cps. Em am bas ocorr ênc ia s não há pad rões típ i - dênc ia tol ei ít ic a para os term os de comp o si ção in - cos, dis tri bu in do-se alea t or ia m ent e. term ed iár ia as so ci a dos. Observ ar am, aind a, que amb os os gru pos apres ent am um au men to de alc a - lin id ad e com a dif er enc ia ç ão. Con tu do, San tos 2.2.5.2 Form aç ão Arur i (Par) (1984b) cont est ou a nat ur ez a tol ei ít ic a, su ge rind o que est es gru pos dev em ter se ori gi na do de um Na Form aç ão Arur i obs erv ou-se uma ín ti ma as so - magm a mant él ic o and es ít ic o, ou bas ál ti co alto cia ç ão dos tuf os, ign imb rit os, brec has, aglom er ad os e vul ca no-clásticas que def in em os dep ós it os pir o- clást ic os do Grup o Irir i. As pi ro clás ti cas são roc has com text ur a fragm ent ár ia, form ad as por mat er ia l de dif er ent es gran ul om et ria s, desd e po e i ra e cin za vul - cân ic a até bloc os e bomb as. As mais fin as form am os tu fos-pó e tuf os ci ne rí ti cos, pass and o pel os lap ill i-tu - fos (lít ic os e de crist ai s) e cos tu mam exib ir lam in aç ão ou est rat if ic aç ão plan o-paralela. Os ign imb rit os, bre - chas e aglom er ad os são os ti pos mais gross ei r os ou pro xi ma is, send o as brec has lít ic as e/ou crist al ol ít ic as as roc has mais num erosas com essa gran ul om et ria. As vulc an o-clásticas, equi va len tes às Seq üênc ia s Híb rid as de Pess oa et al. (1977), form am ext ens os dep ós it os mac iç os ou es tra ti fi ca dos, onde pred om i- nam os tuf it os (25 a 75% de pir oc last os), os quai s se conf und em fa cil men te com as pir oc lást ic as do tipo Fig ur a 2.9 – Tufo a cin zas e cris tal com len tes de are - tufo. São aren it os tuf ác eo s, sei x os os ou não, além de ni tos tufá ce os e es tra ti fi ca ção pla no-paralela nos mic rob rec has, brec has e mic roc ong lom er ad os tuf á - depós it os pi ro clás ti cos e vulc an o-clásticos do Gru po ceo s. Sub ord in ad am ent e, ocorr em os epic last it os (0 Iri ri. Rio Jam anx im, pró xi mo à vila Jard im do Ouro(es ta ção MV-183). a 25% de pir oc last os), os quai s ass em el ham-se aos su bar có se os, su bli ta re ni tos, silt it os e con glo me- rados conv enc io n ai s. Os dep ós it os vul ca no-clásticos e pir oc lást ic os da por ção sud est e, no rio Novo, são comp ost os por tuf os cin er ít ic os e lí ti cos, aren it os tu fá ce os, com con glo me- rad os vulc ân ic os e alg uns derr am es rio l ít ic os ass oc i - ad os. No corp o do rio To can tins ocorr em brec has vul- cân ic as e tuf os lít ic os ass oc ia d os a derr am es rio l ít i- cos e mi cro gra ni tos. E nos dep ós it os ass oc ia d os com os derr am es vulc ân ic os do rio Ja man xim ocorr em tu- fos de cin za e crist al (fig ur a 2.9), tuf os crist al ol ít ic os, aren it os e brec has tuf ác ea s (fig ur a 2.10) Na aer og eo f ís ic a, esta unid ad e é marc ad a pela pre sen ça de alt os mag né ti cos de camp o to tal, com até 100nT, de form a circ ul ar e gran des comp rim ent os de onda que ult rap ass am o do mí nio da unid ad e. Na Fig ur a 2.10 – Brec ha vul câ ni ca com len tes de are- ni tos tuf ác eo s nos de pó si tos pi ro clás ti cos e foz do rio Novo e a sud est e da fo lha, acha-se cort ad a vulc an o-clásticos do Gru po Iri ri. Rio Jam anx im, por bai x os de -150nT, que tamb ém ult rap ass am os pró xi mo à vila Jard im do Ouro seus con ta tos geo l óg ic os. Part es des sa unid ad e são (es ta ção MV-183). – 16 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) alumina, calc io a lc al in o, que evol ui u com e sem enr i - no mi nan do-os Gra ni to Mal oq uin ha. Estas in tru sões que ci men to em álc al is. As vulc ân ic as áci das semp re gran ít ic as for am ident if ic ad as por Pess oa et al. fo ram vinc ul ad as aos gran it os da Suí t e Mal oq uin ha, (1977), na Fol ha Car ac ol, que as den om in a ram For - mas, o trat am ent o pre li mi nar dos da dos lit oq uím ic os maç ão Mal oq uin ha. Almei d a et al. (1977) e Andra de efet ua d o pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, som ad o aos et al. (1978) emp reg ar am a des ign aç ão Su í te Intru si - nov os da dos geo c ron ol óg ic os, most ram que, em par- va Mal oq uin ha, mant id a no Pro je to PROMIN-Tapajós. te, est as vulc ân ic as dev em est ar rel ac io n ad as aos Brit o (no pre lo), na Fol ha Mam ãe Anã, ident i fi cou uma gran it óid es das suí t es Par au a r i e Crep or iz ão. Assim, fá ci es a bio t it a (Pm1) e uma por ta do ra de anf ib ó lio pod e-se esp er ar uma ass in at ur a quí mi ca calc io a lc al i - (Pm2) nest a suí t e gran ít ic a. na, var ia nd o de sin a pós-orogênica, evol ui nd o para al- Os gran it os da Suí t e Intrus iv a Mal oq uin ha cor res - ca li na. Con tu do, nest e pro je to não foi poss ív el ind iv i- pond em a cerc a de 23% da área da Fol ha Vila Rio z i - dua l iz ar, no map ea m ent o, est es con jun tos de vul câ ni- nho. Nas porç ões cen tral e lest e os gran it os des ta su ít e cas, est and o to dos eng lob ad os no Grup o Irir i. ocorr em como stocks elíp ti cos, along ad os se gun do Na ge o cro no lo gia do Grup o Irir i, o Pro je to NW-SE, mas alg uns plut on it os apres ent am form as ir re - PROMIN-Tapajós obt ev e uma idad e Pb-Pb em zirc ão gul ar es e são cont rol ad os por lin ea m ent os N-S. Na de 1.888±2Ma, para um rio l it o da Form aç ão Sal ust ia - por ção oest e ocorr e um bat ól it o de form a ir reg ul ar, no, na Fol ha Car ac ol (es ta ção RB-53). Nest a mesm a sec ci o na do trans ver sal men te pelo rio Crep or i, e um fol ha, Dall’Agnol et al. (1999) obt iv er am uma idad e stock gross ei r am ent e ret ang ul ar, próx im o da vila Cre - idên ti ca, pelo mesm o mé to do, em rio l it os pe ral ca li nos por iz ão, am bos cont rol ad os pel os lin ea m ent os NW-SE no rio Ja man xim. Lam ar rão et al. (1999) obt iv er am e est end end o-se além do li mi te oest e da fo lha. idad es Pb-Pb em zirc ão sem el hant es (1.890±2 e Os plu to ni tos da Suí t e Mal oq uin ha in tru dem os 1.877±4Ma) para os ign imb rit os e rio l it os da vila Mo - bat ól it os e stocks das suí t es Crep or iz ão e Pa ra u a ri, rae s Almei d a, e ida des mais an ti gas (2.001±6Ma) em os mac iç os do Comp lex o Cui ú-Cuiú, e, ge ral men te, da ci tos da vila Rio z in ho. são aloj ad os e cont rol ad os por fal ham ent os. As roc has vul câ ni cas do Grup o Irir i for am cor re la- Na aer om agn et om et ria, camp o to tal, da porç ão cio n ad as por vár io s aut or es, como Sant os (1984a), às cen tro-oeste da fo lha, esta unid ad e exib e apen as a vulc ân ic as dos gru pos Iric oum é (Oliv ei r a et al., 1975), ass in at ur a do camp o magn ét ic o reg io n al. Na por ção nos est ad os do Amaz on as e Pará, e Sur um u (Melo et cent ro-leste, ocorr e a form aç ão de bai x os ma io res al., 1978), no Estad o de Ror ai m a. Alguns est en- que -100nT, ca rac te ri zan do cor pos along ad os para dem-nas ao Sur in am e, Gu i a na e Ven ez ue l a, e as reú - E-W e de alt os, com até 60nT, prov en ie nt es de cor pos nem, junt am ent e com seus equi va len tes plut ôn ic os, de form as ovai s a sem ic irc ul ar es. As alt as ra di a ções no Su per gru po Uat um ã (Melo et al., 1978). Esta corr e - gam ae sp ect rom ét ric as de cont ag em to tal, su pe ri o - laç ão res pal da-se pel as ida des isoc rôn ic as Rb-Sr en- res a 1.000cps, são ind ic at iv as das exp os i ções des- tre 1.772 e 1.875Ma, mas Schobb en hau s Fº et al. sa su í te. Há gran des áre as com ess es va lo res, con - (1994) ob ti ve ram ida des U-Pb em zirc ão ent re 1.966 tend o suc ess iv os fec ham ent os das isol in has no seu e 1.962Ma nas vulc ân ic as dos grup o Sur um u e Iric ou- in te ri or. mé. Tais ida des U-Pb con tras tam com a ma i o ria das A Suí t e Mal oq uin ha é comp ost a por leu c o si e no - idad es Pb-Pb ob ti das nas vulc ân ic as do Grup o Irir i, gran it os, felds pat o alc al in o gran it os (alas qui tos) e al - na Prov ínc ia Tap aj ós. No ent ant o, a idad e dos dac it os guns monz og ran it os, em ger al com bio t it a (Pm1) e da vila Ri o zi nho e dos gran it óid es da Suí t e Crep or iz ão por vez es port ad or es de anf ib ól io (Pm2), sen do esta apon tam para a pres enç a de um mag ma tis mo mais últ im a fác ie s ind iv id ua l iz ad a so men te na porç ão cen- ant ig o na prov ínc ia, e in di cam a exist ênc ia de dois tral da fo lha. Em ge ral, são gran it os de gran ul a ção event os magm át ic os. Tal fato é ref orç ad o pel as dif e - mé dia a gross a, isot róp ic os e exib ind o text ur a eqüi - renç as quím ic as ent re os mag ma tis mos calc io a lc al i - gran ul ar e ine qüi gra nu lar hip id io m órf ic a, rar am ent e no sin a tard io r og ên ic o e calc io a lc al in o alto pot áss io e porf ir ít ic a, a não ser nos cor pos subv ulc ân ic os. Nes- alc al in o pós-orogênico a anor og ên ic o. ses ca sos, os fe no cris ta is são de quart zo bi pir a mi dal, felds pat o alc al in o e pla gi o clá sio, de até 2,5cm, além de ocas io n ai s mi ne ra is má fi cos. O felds pat o al ca li no 2.2.6 Suí t e Intrus iv a Mal oq uin ha (Pm1 e Pm2) do mi nan te é o ort oc lás io pert ít ic o e o plag i oc lá sio é de comp os iç ão alb ít ic a. Os mi ne ra is máf ic os são bi o- No Pro je to RADAM, Sant os et al. (1975) map ea - tit a, horn blen da (hasting si ta), epid ot o e clo ri ta, en- ram cor pos gran ít ic os circ ul ar es, com tend ênc ia quan to o zirc ão, a fluo r it a e os opac os são as fas es “alasq uít ic a”, ass oc ia d os ao vulc an ism o Uat um ã, de- acess ór ia s mais const ant es. – 17 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Klei n et al. (1997) obs erv ar am que a au sên cia de do Alto Tap aj ós (serr a do Cac himb o) ao Grup o Cu - met am orf ism o e def orm aç ão nas in tru sões gran ít ic as bencranq uém, en quan to Andrad e & Urdin in ea (1972), da Suí t e Mal oq uin ha, som ad a à pres enç a de cav id a - no lev ant am ent o geo l óg ic o da SUDAM/GEOMITEC, des mia r ol ít ic as e ocorr ênc ia de cor pos subv ulc ân ic os na reg ião do rio Jam anx im, corr el ac io n ar am as ocor - ass oc ia d os com vulc ân ic as com agm át ic as ind ic ar ia m rênc ia s de roc has sed im ent ar es ao Grup o Go ro ti re. No um pos ic io n am ent o raso. Algum as fei ç ões como Proj et o RADAM, na Fol ha Tap aj ós, San tos et al. quartz o bi pi ra mi dal e int erc resc im ent os gra no fí ri cos (1975) in di vi du a li za ram três dif er ent es ti pos de co - quartz o-feldspáticos corr ob or am esta col oc aç ão rasa ber tu ras plat af orm ai s pré-cambrianas. As da bor da para ess es gra ni tos, mesm o para as fác ie s de gra nu la- nor te da bac ia do Alto Tap aj ós e a da bac ia do Cre- ção mais gross a, hosp ed eiras de subv ulc ân ic as. por i for am enq uad rad as no Grup o Ben ef ic i en te e, lo- Pess oa et al. (1977) ident if ic ar am nos gran it os da Su- cal iz ad am ent e, na Form aç ão Prosp er anç a, en quan - ít e Mal oq uin ha uma afi ni da de calc io a lc al in a, evol ui nd o to que as loc al iz ad as na reg ião dos rios Iri ri-Curuá e para alc al in a, em um amb ie nt e ano ro gê ni co. Con tu do, Rio z in ho do Anfrís io for am, res pec ti va men te, cor re- Brit o et al. (1997) car act er iz ar am os gran it os dest a suí t e lac io n ad as ao Grup o Gor ot ir e e à Form aç ão Prosp e - como tipo A (alc al in o) de amb ie nt es pós-colisionais ou ranç a. Pess oa et al. (1977), no Pro je to Jam an xim, pós-orogênicos. Cout in ho et al. (1998) tamb ém re la ci o- cor re la ci o na ram as co ber tu ras da bac ia do Crep o ri, nar am a evol uç ão dest a suí t e gran ít ic a a um magm at is- ao Grup o Gor ot ir e, e as dos rios Neg ro e Ri o zi nho do mo alc al in o pós-orogênico ex ten si o nal. O trat am ent o Anfrís io, ao Grup o Cu ben cran quém. Sant i ag o et al. dos da dos lit oq uím ic os pelo Pro je to PROMIN-Tapajós (1980) pro pu se ram a des ign aç ão Form aç ão Pal ma- corr ob or ou este quim ism o alc al in o, mas sug er e ca rá ter res, para as co ber tu ras prot er oz óic as con ti nen ta is trans ic io n al ent re pós-orogênico a anor og ên ic o para os da bord a nort e da bac ia do Alto Tap aj ós. No en tan to, granit os da Suí t e Mal oq uin ha. no Pro je to Tap aj ós-Sucunduri, Biz in ell a et al.(1980) No Pro je to PROMIN-Tapajós foi obt id a uma idad e mant iv er am a des ign aç ão Grup o Gor ot ir e, para esta Pb-Pb em zirc ão de 1.882±4Ma para o bat ól it o gra - ocor rên cia e as da bac ia do Crep or i. Pin he i ro & Fer- nít ic o da Suí t e Mal oq uin ha, na porç ão oest e da fol ha rei r a (1999) con si de ra ram inv iáv el a corr el aç ão des- (est aç ão EK-89). Em um corp o dest a su í te, nas pro- tas co ber tu ras sed im ent ar es com as dos gru pos Go- xi mi da des da vila Mor ae s Almei d a, Lam ar ão et al., rot ir e e Bef ic ie nt e, e ao cons ult ar em o Léx ic o Estrat i - (1999) obt iv er am uma idad e de 1.880±9Ma, pelo gráf ic o do Bras il, const at ar am a exist ênc ia de uma mesm o mé to do. J.O.S Sant os (co mu ni ca ção esc ri- unid ad e com a de no mi na ção Form aç ão Pal ma res, ta) obt ev e por U-Pb em zirc ão uma idad e de def in id a ant er io rm ent e. Assim, pro pu se ram red e fi- 1.883±4Ma, para um corp o da Suí t e Mal oq uin ha na ni-la como Form aç ão Bui u ç u, em alus ão ao iga ra pé Fol ha Jac ar ea c ang a. hom ôn im o, que a exemp lo do igar ap é Palm a res, Sant os & Log uerc io (1984), bem como out ros aut o - tam bém é um aflue nt e da marg em esq uerd a do alto res, corr el ac io n ar am os gran it os da Suí t e Mal oq uin ha curs o do rio Tap aj ós, na Fol ha Jac ar ea c an ga, com com os das suí t es Map ue r a (Oliv ei r a et al., 1975), nos bons aflor am ent os des sa unid ad e. est ad os do Amaz on as e Pará, e Sar ac ur a (Melo et al., As roc has sed im ent ar es clást ic as da For maç ão 1978), no Estad o de Ror ai m a, eng lob and o-os no Su - Bui u ç u corr esp ond em a cerc a de 2% da área ma - per gru po Uat um ã. Tal corr el aç ão era resp ald ad a pe- pea d a, na Fol ha Vila Rio z in ho, send o sua ocor rên - las ida des isoc rôn ic as Rb-Sr ent re 1.770 e 1.809Ma cia rest rit a à porç ão nor oe st e, no li mi te com as fo - (Sant os & Reis Neto, 1982), que apes ar de ser em me- lhas Car ac ol e Jac ar ea c ang a. Trat a-se de um seg- nor es que as ida des U-Pb e Pb-Pb em zirc ão para os men to da bord a sul da bac ia do Crep or i, que apre- gran it os da Suí t e Mal oq uin ha, são coe r ent es. No en - sent a uma form a sigm oi d al along ad a se gun do E-W tant o, a idad e Pb-Pb em zirc ão de 1.814±27Ma, obt i - e um fort e cont rol e est rut ur al exerc id o pe los li nea - da por Sil va et al. (1997), para o Gra ni to Mod ern a da ment os WNW-ESE. Estas co ber tu ras sed im en ta res Suí t e Ma pu e ra, evid enc ia um dia c ron ism o para este rec ob rem os cor pos dos gran it óid es da Suí te Pa ra - magm at ism o alc al in o pós-orogênico a ano ro gê ni co. u a ri e met am orf it os do Comp lex o Cui ú-Cuiú. Esta rel aç ão é sug er id a pela seq üênc ia de aflo ra ment os e pel os fal ham ent os na bord a sul da bac ia do Cre- 2.2.7 Form aç ão Bui u ç u (Pbu) por i. Pess oa et al. (1977), a part ir de est ud os se dim ent o - Em tra ba lho de rec on hec im ent o, na reg ião do ló gi cos das co ber tu ras sed im ent ar es pro te ro zóic as mé dio Tap aj ós, Barb os a (1966) corr el ac io n ou as da bac ia do Crep or i, na Fol ha Car ac ol, ind i ca ram os co ber tu ras sed im ent ar es das bac ia s do Crep or i e gran it óid es e met am orf it os como áreas-fonte e que – 18 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) os vulc an it os do Grup o Irir i serv ir am de subst rat o da Suí t e Par au a r i (±1.890Ma), que ser vir am de bac ia. Con tu do, a ocorr ênc ia de clast os de vul câ ni- área-fonte. Pess oa et al. (1977) e Biz in ell a et al. ca ácid a nos aren it os da bord a sul da bac ia Crep or i (1980) corr el ac io n ar am estas co ber tu ras com as dos (es ta ções EK-75 e 77), sug er em que as vulc ân ic as est ad os de Ror ai m a e Amaz on as, no Bras il, e com as do Grup o Irir i, tamb ém serv ir am de área-fonte para do lest e da Ven ez ue l a e oest e da Gui a n a, atua lm en te ess as cob ert ur as. agrup ad as no Su per gru po Ror ai m a (Pin hei r o et al., Nas seç ões geo l óg ic as do Pro je to Ouro e Gem as, 1981). Po pi ni et al. (no prel o) obs erv ar am que tant o na bac ia do Crep or i, Da mas ce no et al. (1992) des - em term os lit ol óg ic os quant o cron ol óg ic os, as ro chas crev er am uma seq üênc ia clás ti ca con ti nen tal de sed im ent ar es da Form aç ão Bu i u çu se ass e me lham am biên cia fluv ia l comp ost a dom in ant em ent e por às roc has sed im ent ar es da Form aç ão Ua i lã do Su - aren it os arc os ia n os, alg uns com est rat if ic aç ão cru - per gru po Ror ai m a. zad a plan a de méd io a peq uen o port e, com sub ord i - nad as ocorr ênc ia s de silt it os mac iç os e lam in ad os, e ocas io n ai s nív ei s de ort oc ong lom er ad os pol im ít ic os. 2.2.8 Dia b ás io Crep or i (Pcr) For am desc rit os, tamb ém, pac ot es sub or iz ont ai s, merg ul hand o no máx im o 10°NE, que em alg uns seg- No Pro je to Ja man xim, Pess oa et al. (1977) in div i - ment os da bord a da bac ia apres ent am um bas cu la - dua l iz ar am sol ei r as de di a bá sio, int rus iv as nas co - men to de até 70°S, com brec has de fal has ass oc ia - ber tu ras sed im ent ar es prot er oz óic as da ba cia do das. Con for me Da mas ce no et al. (1992), est es pa - Crep or i, de no mi nan do-as Sill Crep or i. Post er i or- cot es for am basc ul ad os por fal ham ent os norm ai s ment e, Bi zi nel la et al. (1980) ma pe a ram in trus ões líst ric os que conv erg ir am das bor das para o cent ro bás ic as corr el at as, com derr am es bas ált ic os as so- da ba cia, form and o um grab en rest rit o. ci a dos, pro pon do a des ign aç ão Suí t e Bá sic a Cre - Na aer og eo f ís ic a esta unid ad e exib e, a nor oe st e por i. Bah ia & Qua d ros (no prel o) obs erv ar am que da fo lha, grad ie nt e de camp o magn ét ic o tot al sua - os cor pos rel ac io n ad os a este magm at ism o bá sic o ve, com as isol in has orie nt ad as se gun do E-W, com rest ring em-se às ocor rên ci as hip oa b iss a is de dia - val or es não ul tra pas san do o in ter va lo de -50 a bás io s, re to man do a des ign aç ão Dia b ás io Cre po ri, 10nT, dec ai nd o para o cent ro da uni da de. Na aer o- rev ist a por Sant os (1984a). gam ae sp ect rom et ria alt ern am-se fai x as sin uo s as e Na Fol ha Vila Rio z in ho, o Dia b ás io Cre po ri está est rei t as, orie nt ad as se gun do E-W, com val or es va- rest rit o a uma ocorr ênc ia no ext rem o-noroeste, no li- ria nd o de 200 a 500cps. mi te com a Fol ha Car ac ol, e foi int erp ret ad o atrav és A Form aç ão Bui u ç u, na Fol ha Vila Ri o zi nho, é dos sens or es rem ot os, como uma cont in u i da de dos com pos ta so men te por pac ot es sub or iz ont ai s de li- diq ues subv ert ic ai s de dia b ás io des cri tos por Ba hia tar en it os e sub arc ós eo s com est rat if ic aç ão pla - & Qua d ros (no pre lo), na que la fo lha. Estes au to res no-paralela. Os lit ar en it os poss ue m gran ul om et ria desc rev er am diq ues int rus iv os nas co ber tu ras da méd ia, com grãos mal sel ec io n ad os, sub arr ed on- Form aç ão Bui u ç u, com esp ess ur as ent re 10 e 50m, dad os a arr ed ond ad os e art ic ul ad os por con ta tos além de meg ad iq ues com esp ess ur as em torn o de flu tu an tes, pont ua i s e tang enc ia i s, em ge ral. Além 500m, orie nt ad os se gun do NNE-SSW. de quartz o, ocorr em lit oc last os de vulc ân ic as áci - Na aer og eo f ís ic a, esta unid ad e apres en ta, a no ro - das e ci men to de quart zo sob rec resc id o dia g en et i - est e da fo lha, como mai o r car act er íst ic a do re fle xo ca men te em alg uns ca sos. Os sub arc ós eo s apre - magn ét ic o, a mud anç a na dir eç ão ger al das iso li nhas sent am gran ul om et ria fina, são mal sel ec io n ad os e de E-W para NE-SW, dev id o à magn et iz aç ão do cor - os grãos va ri am desd e sub ang ul os os a sub arr e- po para essa dir eç ão, rep res ent ad o por bai x os de até dond ad os. Os con ta tos ent re os grãos de quart zo e -60nT. Invers am ent e, na ae ro ga ma es pec tro me tria, a de felds pat os são dos ti pos flut ua nt e e pont ua l, os fei ç ão corr esp ond e a um alto de form a ova la da, que clast os acham-se env olv id os por uma mat riz quart- ating e 750cps, ori en ta do se gun do E-W. zo sa mui t o fina e rica em ser ic it a pós-deposicional Bah ia & Qua d ros (no prel o) desc rev er am o Dia - ou hid rot erm al. bás io Crep or i como send o comp ost o por aug i ta O in ter va lo de idad e da se di men ta ção dess as diabás io s e alguns oliv in a dia b ás io s, ge ral men te co ber tu ras sed im ent ar es é est im ad o atrav és da mel an oc rát ic os, isot róp ic os, de gran ul aç ão fina a idad e U-Pb em badd el ey it a obt id a por J.O.S. San - méd ia, com text ur as afír ic as a por fi rí ti cas e ar ran jos tos nos diq ues do Dia b ás io Crep or i (±1.778Ma), in- sub of ít ic os. Nos ti pos dom in ant es for am obs er va- trus iv os ness as (idad e mín im a), e pel as ida des dos pla gi o clá sio, aug it a, oliv in a, bio t it a, act in ol it a, U-Pb e Pb-Pb em zirc ão das roc has do Grup o Irir i e opac os ±quart zo ±felds pat o al ca li no ±se ri cit a ±ti - – 19 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil tan it a ±arg il om in er ai s ±apat it a, e oliv in a, serp ent i - Este corp o bás ic o é comp ost o por um di ab ás io na e au sên cia de quartz o, felds pat o al ca li no e ti ta ni- rico em oliv in a (66-90% dos má fi cos), cor resp on - ta nos oliv in a dia b ás io s. dent e hi po a bis sal dos gab ros troct ol ít ic os e dos No Pro je to Tap aj ós-Sucunduri, Bi zi nel la et al. troct ol it os. Em ge ral, são roc has de gra nu la ção fina (1980) ident if ic ar am as si na tu ras quím ic as var ia d as a méd ia, mel an oc rát ic as e isot róp ic as. Nos ti pos nas roc has bás ic as e int erm ed iár ia s corr el ac io n a - mais fin os, as text ur as são sub of ít ic as e, nos mais das ao magm at ism o Crep or i. Con tu do, o ret rab al ha - gross ei r os, pod em ser int erg ran ul ar es. men to dest es da dos lit oq uím ic os pelo Pro je to A ass oc ia ç ão min er al é form ad a por pla gi o clá sio, PROMIN-Tapajós, por Mont ei r o (no prel o) evi den ci- oliv in a, tit an o-augita, bio t it a tit an íf er a, opac os, apa ti ta ou uma tend ênc ia alc al in a no Dia b ás io Crep or i, su - ±hip erst ên io ±felds pat o alc al in o ±anf ib ól io ±clo ri ta ger ind o uma rel aç ão com magm as bás ic os int ra - ±serp ent in a ±ser ic it a ±arg il om in er ai s ±zirc ão. O pla - con ti nen ta is. gi o clá sio, que var ia de and es in a a la bra do ri ta, é oca si- Pess oa et al. (1977) obt iv er am uma idad e K-Ar on alm ent e zon ad o e os grãos mai o r es pod em exi bir in- em plag io c lás io de 1.611±42Ma para o Dia b ás io clu sões poi q uil ít ic as de oliv in a. A oliv in a ocor re ass o ci - Crep or i, corr el ac io n and o-o ao magm at ism o bás ic o ad a ou não aos pi ro xê ni os e os crist ai s mais de sen vol- Avan av er o no Su ri na me, e Ped ra Pret a, no Est ad o vid os exib em in clu sões sub of ít ic as de pla gi o clá sio. A de Ror ai m a. J.O.S Sant os (com un ic aç ão esc rit a) serp ent in iz aç ão é inc ip ie nt e e rest rit a às frat u ras. Nos obt ev e ida des U-Pb em badd el eyít a de 1.778±9Ma pir ox ên io s, a tit an o-augita ocorr e como agreg a dos, para o Dia b ás io Crep or i e 1.778±13Ma para uma com oliv in a ass oc ia d a, ou como crist ai s isol ad os, com int rus ão bás ic a (Cipó) no Su per gru po Ror ai m a, inc lus ões da que le min er al. O hip erst ên io ocorr e su - aprox im and o-se do res ult ad o obt id o (1.789±9Ma) bord in ad am ent e, com in clu sões poi q uil ít ic as de opa - por Norc ross et al. (1998) para os diq ues do mag- cos e oliv in a, e sub of ít ic as de pla gi o clá sio. A bi o tit a exi- mat ism o Avan av er o no oest e do Sur in am e, pelo be pleo c roí sm o averm el had o, send o prov av elm en te ti- mesm o mé to do, em zirc ões e badd el eyít as. Tais re- tan íf er a e, em ge ral, ocorr e como mant os (co ro as) em sult ad os rest ring em o int erv al o de se di men ta ção volt a dos crist ai s de opac os (óxi dos de Fe-Ti) das co ber tu ras sed im ent ar es cont in ent ai s prot er o- No Pro je to Jam anx im, Pess oa et al. (1977) iden ti - zóic as do Crát on Ama zô ni co a um in ter va lo de fic ar am uma ass in at ur a alc al in a nas roc has bá si cas aprox im ad am ent e 110Ma. da Suí t e Ca cho e i ra Seca. Con tu do, Qua d ros et al. (1998) car act er iz ar am uma tend ênc ia to le ií ti ca mag ne si a na para esta suí t e bás ic a. 2.2.9 Suí t e Intrus iv a Cac hoe i r a Seca (Mcs) Nas roc has bás ic as troct ol ít ic as da Suí t e Cac ho e ir a Seca, na Fol ha Car ac ol, Pess oa et al. (1977) ob ti ver am Pess oa et al. (1977) ma pe a ram uma int rus ão bá- idad es mín im as K-Ar, em roc ha tot al e pla gi o clá sio, en- sic a, no méd io cur so do rio Toc ant ins, que rec eb eu tre 1.046±50 e 1.072±18Ma. J.O.S Sant os (co mun ic a- a des ign aç ão de Troct ol it o Ca cho e i ra Seca. Qua - ção esc rit a) obt ev e uma idad e U-Pb em badd e ley i ta dros et al. (1998) util iz ar am a des ign aç ão Suí t e de 1.107±25Ma para esta su í te. Bas ea d o na cor re la - Intrus iv a Ca cho e i ra Seca, tamb ém adot ad a pelo ção com a Suí t e Cac hoe i r a Seca, dev e-se esp er ar Proj et o PROMIN-Tapajós. uma idad e de crist al iz aç ão para o corp o bás i co troct o - No méd io cur so do rio Crep or i, no trec ho Cem lít ic o de Cem Ilhas próx im a dest a últ im a. Ilhas, ocorr e um diq ue troct ol ít ic o, corr el at o à Suí t e Ca cho e i ra Seca, ori en ta do se gun do E-W, bem mar- cad o pela aer og eo f ís ic a e imag ens de sat él it e e ra- 2.2.10 Di a bá si os Indi fe ren ci a dos (db) dar, int rud ind o gran it os da Suí t e Ma lo qui nha. Tal re- laç ão de int rus ão é marc ad a pelo aloj am ent o dest e No Pro je to PROMIN-Tapajós, for am des cri tos e diq ue má fi co em um lin ea m ent o E-W, que cont rast a cart og raf ad os diq ues de dia b ás io int rus iv os nos or - com a ori en ta ção NW-SE do bat ól it o gran ít ic o do rio tom et am orf it os, nos gran it óid es e nas vul câ ni cas Cre po ri que o hos pe da. prot er oz óic as, cuj as min er al og ia s e text ur as as se - Na ae ro mag ne to me tria este corp o é car act er iz a- mel ham-se às de alg uns dia b ás io s atrib u í dos ao do por isol in has par al el as, ori en ta das se gun do Pro te ro zói co (Dia b ás io Crep or i). No ent an to, a ocor- E-W, com va ri a ção ent re -30 e 40nT. Tamb ém, rênc ia de diq ues de roc has bás ic as, com pro va da - acha-se rep res ent ad o por um bai x o ae ro ga ma es- men te fan er oz óic as, na Prov ínc ia Tap aj ós, como os pect rom ét ric o, com val or es ent re 300 e 500cps, de diq ues jur áss ic os do Dia b ás io Cur ur u (San tos et al., for ma est rei t a e along ad a se gun do E-W. 1975) na Fol ha Rio Cur ur u e do Dia b ás io Per i qui to – 20 – SB. 21-Z-A (Vila Riozinho) (Alme i da & Nog uei r a Fi lho, 1959), na reg ião do rio 2.2.11 Cob ert ur a det rít ic a e la te rí ti ca (TQdl) Arip ua n ã, e os diq ues camb ria n os (Dia b ás io Pir a - nhas) ident if ic ad os por Sant os et al. (1999) na Fol ha As co ber tu ras lat er ít ic as na Fol ha Vila Ri oz i nho, Jac ar ea c ang a, evid enc ia m a exist ênc ia de mais de corr esp ond em a men os de 0,5% da área ma pe a da. uma ger aç ão de magm at ism o bás ic o. Assim, na im- O princ ip al plat ô, loc al iz ad o na porç ão cen tral da fo- poss ib il id ad e de en qua drá-los numa dess as unid a - lha, na reg ião do ga rim po São Dom ing os, apres en ta des, opt ou-se por uma des ign aç ão inf orm al, den o- uma form a irr eg ul ar. Na porç ão sud oe st e, pró xi mo à mi nan do-os di a bá si os ind if er enc ia d os. vila Crep or iz in ho, ocorr e out ro plat ô de form a ir reg u - Na Fol ha Vila Rio z in ho, os diq ues de dia b ás ios lar e dim ens ões inf er io r es a 3km2. ind if er enc ia d os apres ent am dim ens ões cent im ét ri - Algum as ocorr ênc ia s de cob ert ur as, como a das cas e orie nt aç ões va ri a das. São roc has fre qüen te- prox im id ad e da vila Crep or iz ão e a do tre cho Cem men te porf ir ít ic as, com fe no cris ta is mil im ét ric os de Ilhas, no rio Crep or i, est ão ass oc ia d as a cor pos má fi - plag io c lás io e/ou pir ox ên io. Ao mic rosc óp io, as tex - cos de peq uen as dim ens ões, port ant o não fo ram ma- tur as va ri am de afír ic as a porf ir ít ic as, com re la ções pea d as em funç ão da es ca la dest e trab al ho. Ou tras, sub of ít ic as ent re o plag io c lás io e a aug it a. Out ros como as da reg ião do ga rim po São Dom in gos e vila min er ai s são bio t it a ±act in ol it a, opac os ±oliv in a Cre po ri zi nho, apes ar de não aflor ar em sign if ic at i vos ±quartz o ±felds pat o alc al in o ±clo ri ta ±ser ic it a corp os má fi cos, so men te diq ues de di a bá sio, apre - ±epi do to ±arg il om in er ai s ±car bo na to ±serp ent in a sent am sign if ic at iv as anom al ia s aer og eo f ís ic as as so - e apat it a. As pro por ções men or es de oliv in a cia d as. A nor oe st e da vila Crep or iz ão, as co ber tu ras (<10%) e a ocorr ênc ia de quart zo int erst ic ia l dist in - lat er ít ic as, a exemp lo de out ras ocorr ênc ia s men o res, guem-nos dos gab ros e dia b ás io s troct ol ít ic os da como as da reg ião dos gar imp os Toc ant ins, Ma mo al Suí t e Ca cho e i ra Seca, mas não perm it em di fe ren- e Água Branc a, tamb ém não car to gra fa das na es ca la ciá-los das roc has bás ic as do Dia b ás io Crep or i. dest e trab al ho, re co brem os to pos dos mor ros de ro- Na aer og eo f ís ic a, a ocor rên cia na porç ão nor- chas do emb as am ent o ígn eo e met am órf ic o. Estas dest e da fol ha é marc ad a por uma suc ess ão de bai - ocorr ênc ia s dist ing uem-se daq uel as ass oc i a das aos xos mag né ti cos de form a sem ic irc ul ar, com peq ue- corp os má fi cos, por ser em men or es e desc ont í nua s. nos comp rim ent os de onda, amp lit ud es var ia nd o Nas co ber tu ras lat er ít ic as, as ass in at u ras aer o- en tre -130 e -210nT e arr anj ad os em cord ões ret il í- magn et om ét ric as ass oc ia d as ref let em cor pos mag - neo s se gun do NE-SW. Na gam ae sp ect rom et ria, net iz ad os, não aflor ant es. Na part e cen tral da fo lha, na não apres ent am ass in at ur a car act er íst ic a. reg ião do ga rim po São Dom ing os, ocorr e uma ext en sa Biz in ell a et al. (1980) iden ti fi ca ram afin id ad es ano ma lia neg at iv a e sin uo s a que se along a para lest e, quím ic as al ca li na e tol ei ít ic a nas roc has bás ic as com suc ess iv os bai x os, form and o fort es grad i en tes mes oz óic as da reg ião do Pro je to Tap á- que va ri am de -70 a -200nT, que prov av elm ent e está jos-Sucunduri. No Pro je to PROMIN-Tapajós, al- rel ac io n ad a a um corp o de roc has bás ic as não aflo - guns diq ues de dia b ás io s in di fe ren ci a dos, pro va- rant es, mas ass oc ia d o em sup erf íc ie a um gran de pla- velm ent e fan er oz óic os, most rar am uma ass in at ur a tô lat er ít ic o. Nas prox im id ad es da vila Crep o ri zin ho, o tol ei ít ic a de amb ie nt e int rac ont in ent al. plat ô la te rí ti co está ass oc ia d o a um seg men to de uma Sant os et al. (1975) obt iv er am uma idad e mí ni ma ano ma lia est rei t a e along ad a se gun do E-W, mar ca da K-Ar de aprox im ad am ent e 180±9Ma, em um diq ue por um conj unt o de isol in has que se dist rib u em num de dia b ás io (Dia b ás io Cur ur u). Biz in ell a et al. (1980) grad ie nt e com val or es ent re -50 e -130nT, re la cio n a da obt iv er am uma idad e de 190±5Ma, pelo mesm o mé- ao corp o do Qua rtz o Monz og rab ro Igar ap é Je nip a po, to do, nos diq ues do Dia b ás io Per iq uit o, na Fol ha Su- loc al iz ad o mais a oest e, sug er ind o trat ar-se de uma maú m a (SB.20-Z-D). Sant os et al. (1999) obt iv er am cont in ui d ad e do mesm o. Na aer og am ae s pect ro me - em um diq ue de oliv in a gab ro (Dia b ás io Pir an has), tria, não apres ent am ass in at ur a car act er íst ic a. uma idad e U-Pb em badd el eyít a de 514±15Ma. Po- Os perf is lat er ít ic os obs erv ad os são ima tur os e de-se esp er ar am bas ida des fan er oz óic as, ou ain - inc omp let os, pass and o de um sap ról it o com es fol i - da, ida des próx im as à do Dia b ás io Crep or i para os aç ão esf er oi d al para um ho ri zon te pá li do pou co es- diq ues de dia b ás io s ind if er enc ia d os da Fol ha Vila pess o (1 a 3m). Os ho ri zon tes mosq uea d o e ar gi lo- Rio z in ho, pois Bas ei (1974) obt ev e uma idad e mín i - so apres ent am esp ess ur as var ia d as, po den do atin- ma K-Ar em pla gi o clá sio, de 1.553±26Ma, em um di- gir dezenas de metros, ou simp lesm ent e es ta rem que de dia b ás io in tru si vo nos gran it óid es do emb a - au sen tes. Os nív ei s concrec io n ár io s e de fragmen - sam ent o ígn eo e met am órf ic o, nas prox im id ad es da tos (ston e lines) são rar os e ating em esp es su ras vila Crep or iz in ho. cent im ét ric as (10 a 20cm), mas as co ber tu ras (ca ra - – 21 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil paç as) de lat er it as ferr ug in os as são esp ess as (5 a 2.2.12 De pó si tos Aluv io n ar es (Qa) 20m) e fre qüen tes. Nos perf is la te rí ti cos ver if ic ad os nas esc av aç ões As co ber tu ras alu vi o na res con cen tram-se ao dos gar imp os, os sap ról it os, em ger al gran ít ic os, lon go das prin ci pa is dren ag ens e perf az em men os apre sen tam uma su per po si ção da alt er aç ão int em- de 0,5% da área da Fol ha SB.21-Z-A. Na porç ão pér ic a sob re a hid rot erm al. Os ho ri zon tes pá li do e cent ral dest ac am-se os dep ós it os alu vi o na res do arg il os o, por ve zes, most ram-se trunc ad os por co - rio Novo e de seus aflue nt es, o igar ap é Sam a ú ma e ber tu ras det rít ic as col uv io n ar es de lat oss ol os com rio Sur ub im, e, na porç ão sud est e, os do rio Ja man- nív ei s de clast os sub ang ul os os de quart zo de vei o s xim. Na porç ão oest e ocorr em alg uns dep ó sit os e conc reç ões ferr ug in os as, sem evid ênc ia s de men or es nos rios Crep or i e Crep or iz in ho. transp ort e sign if ic at iv o (fig ur a 2.11). As co ber tu ras alu vi o na res são comp ost as por se - Conf orm e Cost a (1991), dest ac am-se dois per ío - dim ent os aren os os e arg il os os inc ons ol id a dos e se - dos de form aç ão dos la te ri tos da Ama zô nia, os per- mic ons ol id ad os, com nív ei s de casc al ho as soc i a dos. fis mat ur os no Terc iár io e os imat ur os no Qua t ern á - Os dep ós it os inc ons ol id ad os, form ad os do mi - rio. Na Fol ha SB.21-Z-A só for am ident if ic ad os per- nan te men te de arei a, ocorr em como barr as de ca- fis imat ur os; con tu do, não se des car ta a exist ênc ia nai s dos rios, com nív ei s de casc al ho, em ge ral não de perf is mat ur os ret rab al had os. Assim, opt ou-se aflor ant es, ocorr end o como dep ós it os de fun do, só por in clu ir as co ber tu ras lat er ít ic as em am bos pe- evid enc ia d os pela dra ga gem da lav ra gar im pe i ra. ríod os, send o as det rít ic as exc lus iv as do Qua t er - Esta ação ant róp ic a dif ic ult a a car act er i zaç ão da nár io. for ma e dim ens ão dest es dep ós it os. Os dep ós it os sem ic ons ol id ad os são enc on tra - dos nas plan íc ie s de inund aç ão dos rios, onde a dep os iç ão dos sed im ent os ar gi lo sos, com ní vei s aren os os as so ci a dos, form am pac ot es com es pes- sur as var iáv ei s. Estes sed im ent os, par ci alm en te cons ol id ad os, apres ent am aca ma da men tos ho ri- zont ai s plan o-paralelos e alg uns nív ei s ci men ta dos por óxi dos de ferr o. Em ge ral, de pen den do do con tex to ge o ló gi co, tant o os dep ós it os sem ic ons ol id ad os, quan to os in- cons ol id ad os são port ad or es de ouro. A larg ur a das co ber tu ras alu vi o na res do rio Novo e seus aflue nt es var ia ent re 0,75 e 2,5km, e no rio Ja- man xim ent re 0,5 e 1,75km. Na son da gem rea l i za da em pesq uis a de ouro pela emp res a Ishib ras, nas Fig ur a 2.11 – Nív el de con cre ções ferr ug in os as e aluv iões do rio Novo, for am de tec ta das pro fun did a - fragm ent os ang ul os os de quartz o de veio em des de até 12m (Cast ro, 1985). Estes alar ga men tos cob ert ur a col uv io n ar sob re sa pró li to de gra ni tói de. e esp ess am ent o das aluv iões, prov av elm en te re sul - Gar imp o São Chic o, pró xi mo à rod ov ia ta ram de rea t iv aç ões neo t ect ôn ic as dos li nea men - Trans ga rim pe i ra (est aç ão EK-17). tos NW-SE. – 22 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) 3 GEOLOGIA ESTRUTURAL/TECTÔNICA A anál is e dos ma pas aer og eo f ís ic os e dos sio n ai s rel ac io n ad as ao grand e sist em a trans cor - prod ut os de sens or es rem ot os, na área de abran - rent e. Tamb ém com exp ress ão reg io n al, ocor re um gênc ia do Pro je to PROMIN-Tapajós, dem onst ra sist em a NNE-SSW de frat ur as às quai s se as so ci am que as prin ci pa is fei ç ões est rut ur ai s re gis tra das diq ues máf ic os isol ad os ou form and o en xa mes, são gran des lin ea m ent os orie nt ad os dom in ant e - princ ip alm ent e no set or sud oe st e da área. men te se gun do NNW-SSE a NW-SE, es ten den- Aba i xo será apres ent ad a a car act er iz aç ão es trut u- do-se por dez en as a cent en as de quil ôm et ros e ral da Fol ha Vila Ri o zi nho, bas ea d a em da dos de apres ent and o traç ad os sin uo s os, sigm oi d ai s, lo - camp o e na anál is e de sens or es rem ot os, se gui da de calm ent e ret il ín eo s, con tí nu os a desc ont ín uo s. Em uma int erp ret aç ão dess as est rut ur as na es ca la glo bal conj unt o, ess es lin ea m ent os conf ig ur am um pa - da área ma pe a da pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, e drão geo m ét ric o anas to mo sa do e rep res ent am, da prop os iç ão de mod el o evol ut iv o. glob alm ent e, traç os de fal ham ent os subv ert ic ai s, conf orm e most rad o nos ma pas est rut ur al (fig ur a 3.1) e geo l óg ic o (fig ur a 2.1) da Prov ínc ia Tap aj ós. 3.1 Anál is e Desc rit iv a dos Elem ent os Esse sist em a, ger ad o em reg im e transc orr ent e, Estrut ur ai s da Fol ha Vila Ri o zi nho des env olv eu-se de man ei r a prog ress iv a (ver dis - cuss ão adi an te) e, prov av elm ent e com re a ti va ções Na Fol ha Vila Ri o zi nho, a anál is e das ima gens de (San tos, 1999), tend o des emp en had o um pap el sat él it e e rad ar, int eg rad as aos ma pas aer og eo fí si - pre pon de ran te na can al iz aç ão de flui d os e loc al i- cos e aos da dos de camp o, per mi te ident if ic ar es- zaç ão de part e exp ress iv a das mi ne ra li za ções aur í- tru tu ral men te dois pad rões princ ip ai s, de acor do fer as da prov ínc ia (ver cap ít ul o 4). Tamb ém imp or - com os ar ran jos, trends e mag ni tu des das es tru tu- tant e foi o pap el exerc id o por essa es tru tu ra ção no ras e com os tam an hos, form as e orie nt a ções dos po si ci o na men to e no post er io r cont rol e da geo m e- conj unt os roc hos os. tria dos cor pos ígn eo s e met am órf ic os e das bac ia s O prim ei r o é car act er iz ad o na porç ão su do es te sed im ent ar es do Alto Tap aj ós e do Crep or i (Klei n et da fo lha, onde peq uen os dom ín io s gross e i ra ment e al., 1997; Sant os, 1999; e cap ít ul o 2 deste re la tó rio), along ad os se gun do NW-SE, exib em a pre senç a de conf orm e pode ser ver if ic ad o na fig ur a 2.1. lin ea m ent os sin uo s os, sem gran des am pli tu des, Out ro conj unt o de lin ea m ent os, con cen tra dos na orie nt ad os pref er enc ia lm ent e se gun do a di re ção por ção nord est e da área (nord est e da Fo lha Ca ra- N30° -40°W, com alg um as in f le xões para col), apres ent a orie nt aç ão se gun do E-W e for am in- N10°-20°W. No mapa aer om agn ét ic o (fig u ra 3.2), terp ret ad os por Sant os (1999) como frat ur as ext en - apen as loc alm ent e essa orie nt aç ão ger al das ima - – 23 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil gens é ob ser va da, e o que pred om in a são os trends ra dar, exp õe lin ea m ent os sin uo s os mais lo ca li za dos, E-W. Nas obs erv aç ões de camp o ess es pad rões orie nt ad os se gun do NW-SE a NNW-SSE sem mag ni tu- ass oc ia m-se aos con jun tos de gna is ses e met ag ra- des e con ti nu i da de marc ant es, nem reg ist ros mag né ti- nit óid es do Comp lex o Cui ú-Cuiú e a tram a est rut u- cos com pa tí ve is. No lev ant am ent o ae ro ge o fí si co de ral desc rit a é rep res ent ad a ess enc ia lm ent e por de ta lhe (es ca la 1:50.000) rea l iz ad o na área-piloto do band am ent o gnáiss ic o com orie nt aç ão ger al Crep or iz ão, o que cham a atenç ão nos sens o res mag - NW-SE, na ma i o ria das vez es sub ver ti ca li za do ou nét ic os, são lin ea m ent os sin uo s os orie nt ad os na dir e - merg ul hand o fort em ent e, ora para su do es te, ora ção E-W, mui t o emb or a a ga ma es pec tro me tria ress al- para nord est e. Loc al iz ad am ent e, alg um as zon as te clar am ent e uma es tru tu ra ção NW-SE (fig u ra 3.3). No de cis al ham ent o subv ert ic ai s, dis cre tas, apres en- cam po, ess as fei ç ões est ão ass oc ia d as aos gra nit ói - tam fol ia ç ão mil on ít ic a ori en ta da se gun do des atrib uí d os à Suí t e Crep or iz ão, que apre sent am N10°-20°W. porç ões com fol ia ç ões mil on ít ic as NNW-SSE subv ert i - Tamb ém faz part e dest e pad rão, o conj unt o dist ri - ca li za das, ou com fort es merg ul hos (70°-80°), ora para buí d o em torn o da vila do Crep or iz ão, aind a na por - ENE, ora para WSW, atit ud es conc ord ant es com a ção sud oe st e da fol ha que, nas imag ens de satél it e e 20km Fig ur a 3.1 – Mapa es tru tu ral int eg rad o da área do Proj et o PROMIN-Tapajós, ress alt and o, em cin za, a Fo lha Vila Ri o zi nho. – 24 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) Fig ur a 3.2 – Mapa de Cont orno de int ens id ad e do cam po mag né ti co res id ua l, de part e da Fo lha Vila Ri o zi nho. Fig ur a 3.3 – Mapa de cont orn o de int ens id ad e rad io m ét ric a de con ta gem tot al, de part e da Fo lha Vila Ri o zi nho. – 25 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil fo li a ção magm át ic a apres ent ad a pel os gran it ói- 3.2 Anál is e In ter pre ta ti va e Evol uç ão Ge o ló gic a des. Os elem ent os lin ea r es reg ist rad os nas roc has do As car act er íst ic as est rut ur ai s des cri tas no item Comp lex o Cui ú-Cuiú e, prin ci pal men te, nos gran it ói- ant er io r para a Fol ha Vila Ri o zi nho, os da dos pe tro- des da Suí t e Crep or iz ão, most ram-se com orie nt a - gráf ic os e as obs erv aç ões re a li za das em sens or es ções var ia d as, sob ret ud o se gun do EW, NW e NS, e rem ot os são aqui util iz ad os de form a con junt a com os ind ic ad or es cin em át ic os são cond iz ent es com as inf orm aç ões lit oe st rut ur ai s, geo c ron ol óg i cas, e mov im ent aç ão ess enc ia lm ent e sin ist ral e, loc alm en - com os da dos est rut ur ai s ob ti dos no est u do det a - te, dext ral. lha do de mi ne ra li za ções aur íf er as prim ár ia s, ao lon- Um frat ur am ent o sup erp ost o é, com freq üênc ia, go de toda a área do Pro je to PROMIN-Tapajós, coi nc id ent e com a es tru tu ra ção mais ant ig a (dúc- para o est ab el ec im ent o de uma seq üênc ia evo lu ti - til), che gan do mui t as vez es a masc ar á-la. Loc al i- va dos event os que lev ar am à conf ig ur aç ão do ar- zad am ent e, são re gis tra das fal has, frat ur as ou jun- ca bou ço tect on o-estrutural da Prov ínc ia Ta pa jós. tas de cis al ham ent o com orie nt aç ão NE, even tu al - As evid ênc ia s mais an ti gas da exist ênc ia de ati vi- men te pree nc hid as por roc has máf ic as e/ou por - dad e geo l óg ic a na prov ínc ia est ão rel ac i o na das à tand o min er al iz aç ão aur íf er a, como ver if ic ad o nos pre sen ça de zirc ões herd ad os em gran it ói des (2,6 a ga rim pos Joel, Mest re Anton io e Min er aç ão Cre - 2,7Ga; Almei d a et al., 1999b) e zirc ões det rí ti cos em pory, próx im o à vila do Crep or iz ão. met ass ed im ent os do Grup o Jac ar ea c ang a (2,1 a O se gun do pad rão est rut ur al é o mais exp ress iv o 2,8Ga; Sant os et al., 1997), não tend o sido re con he- de tod os, tant o em área de ocorr ênc ia (per me an do cid os (map ea d os) lit ót ip os rel at iv os a essa fase. tod os os quad rant es da fo lha) como em magn it ud e Algum as ida des-modelo Sm-Nd (Tass in a ri, 1996; das fe i ções. É rep res ent ad o por lin ea m ent os com Sato & Tass in ar i, 1997) tamb ém apont am para even- dez en as de quil ôm et ros, via de reg ra ret il ín eo s a tos de acresç ão crust al ant er io r es a 2,1Ga. sua v em ent e sin uo s os, com orie nt aç ões pref er enc i - Os elem ent os lit oe st rut ur ai s mais an ti gos est ão ai s NW-SE a NNW-SSE (mais cont ín ua s) e NE-SW rep res ent ad os por uma es tru tu ra ção NE-SW ger a da (mais int err omp id as). Var ia ç ões para NS e EW são em cons eq üênc ia de um proc ess o de for ma ci o nal most rad as tant o nas imag ens como nos ma pas de nat ur ez a dúct il, bem car act er iz ad a na Fol ha Ja - aer og eo f ís ic os. Alguns lin ea m ent os ret il ín eo s me- car ea c ang a e marc ad a pelo band am ent o em gna is - nor es são tamb ém reg ist rad os, com as mesm as ses do Comp lex o Cui ú-Cuiú e pela xis to si da de dos orie nt aç ões dos ma i o res. No camp o, iden ti fi ca-se lit ót ip os do Grup o Jac ar ea c ang a, am bas uni da des esse pad rão superp ost o, atrav és de fal has e fra - com ida des ent re 2,0 e 2,1Ga. A anál is e dos elem en- tur as ident if ic ad as em to dos os con jun tos roc ho- tos plan ar es e lin ea r es, ass oc ia d os aos in di ca do res sos, de for ma dos ou não, mas so bre tu do nos do- cin em át ic os iden ti fi ca dos, per mi te inf er ir como ca u- mín io s do Grup o Irir i e da Suí t e Ma lo qui nha, onde sa des sa es tru tu ra ção mais ant ig a, a atua ção ini ci al as di ver sas orie nt aç ões dos frat ur am ent os for - de um reg im e tect ôn ic o co li si o nal oblíq uo. Esta hip ó- mam pad rões tria ng ul ar es e romb oe d rai s. É im - tes e é, pelo men os parc ia lm ent e, corr ob o ra da pelo port ant e res sal tar que os lin ea m ent os NW-SE, reg ist ro lit ol óg ic o (pres enç a de gnai ss es, gran i tói- mu i tas vez es most ram-se como ba li za do res de des a duas mic as), emb or a falt em elem ent os que a vár ia s unid ad es roc hos as, e são com fre qüên cia comp rov em def in it iv am ent e, como gran ul it os e ro - cor ta dos por l in ea m ent os t ransc orr ent es chas máf ic as e ult ram áf ic as ob duc ta das. Tam bém (NE-SW). Peq uen as fal has, junt as e frat ur as de ci - Almei d a et al. (1999b) atrib ue m a orig em des sa es - sal ham ent o, com cin em át ic a ora dext ral, ora si - tru tu ra ção a pro ces sos de en cur ta men to crus tal li - nist ral, e fei ç ões part ic ul ar es tipo ten si on gash e gad o à subd ucç ão. Essa es tru tu ra ção não é mais vi- arr anj os pull-apart são ident if ic ad as em aflor a- sua l iz ad a em unid ad es mais jo vens. ment o. De man ei r a prog ress iv a, o reg im e com pres si vo O traç ad o da dren ag em princ ip al (rios Crep or i, evo lu iu para dom in ant em ent e dir ec io n al, pois coe - Ma ru pá, Pir an has e Jam anx im) obed ec e uma orie n- xist em elem ent os dia gn óst ic os tant o de com pres - ta ção ger al subm er id ia n a com inf lex ões men or es são (lin ea ç ões de mer gu lho alto) como de trans cor- para WNW-ESE a ENE-WSW. Dos rios ma i o res, ape - rên cia (lin ea ç ões sub or iz ont ai s, ass im et ria de porf i- nas o Novo orie nt a-se gross ei r am ent e se gun do roc last os), o que é ver if ic ad o na Fol ha Vila Ri o zi nho, NE-SW. Por out ro lado, seus trib ut ár io s de se gun da e imp ress o tant o nas roc has gnáiss ic as do Com ple xo terc ei r a ord em pref er enc ia lm ent e orie nt am-se em tor- Cui ú-Cuiú, como, de form a men os int ens a, nos gra- no de E-W e N-S. nit óid es da Suí t e Crep or iz ão (fol ia ç ões pri má ria e – 26 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) mil on ít ic a con cor dan tes). Na Fol ha Vila Ri o zi nho a Tass in ar i (1996) em gran it óid es des sa mes ma suí - tra ma est rut ur al imp ress a nos gna is ses do Comp le- te, na reg ião da vila do Crep or iz ão (sud oe s te da fo- xo Cui ú-Cuiú é fund am ent alm ent e rep res ent ad a lha), mui t o próx im as da idad e de cris ta li za ção, por um ban da men to e loc al iz ad a fo li a ção mil on ít i- como ref let ind o con tem po ra ne i da de ent re o pos i ci- ca, am bos de alto ang ul o, loc alm ent e de bai x o ân- on am ent o dos gran it óid es Crep or iz ão e a de for ma - gul o, com orie nt aç ão ger al NW-SE a NNW-SSE. O ção ger ad a nas transc orr ênc ia s NW-SE. Essa int er - reg ist ro est rut ur al NE-SW mais ant ig o não se en - pret aç ão é vá li da pelo men os para o corp o da ta do. cont ra pres erv ad o nos litó ti pos da Fol ha Vila Rio z i - Su per pon do toda essa es tru tu ra ção mais ant i ga, nho. Os litó ti pos da Suí t e Crep or iz ão (1,99 a há um amp lo des env olv im ent o de ext en sos li ne a - 1,96Ga) most ram-se tamb ém orie nt ad os dom in an - ment os de nat ur ez a ess enc ia lm ent e rúp til, com a tem ent e se gun do NW-SE. mesm a orie nt aç ão ger al NW-SE a NNW-SSE e se - O sist em a NW-SE, que pass ou a dom in ar a est ru - cund ar ia m ent e NE-SW. Ao anal is ar-se a co inc id ên - tur aç ão da prov ínc ia, é vis ua l iz ad o como um grand e cia de orie nt aç ão des sa tram a, pod e-se in ter pre - sis te ma de fal has transc orr ent es. Indi ca do res cin e- tá-la como uma rea t iv aç ão de anis ot rop ia s NW-SE mát ic os ob ti dos nos trab al hos de map ea m ent o e de mais ant ig as, e os efei t os mais evid ent es des sa res- det al ham ent o do cont rol e est rut ur al de min er al iz a - surg ênc ia rel ac io n am-se ao fato de que as est ru tu - ções aur íf er as, e re la ções geo m ét ric as com est rut u - ras cort am unid ad es mais jo vens (suí t es Par a u a ri e ras subs id iár ia s ass oc ia d as, sug er em que esse sis- Mal oq uin ha e Grup o Irir i, por exemp lo) e ao mas ca - tem a de fal has faça part e de um grand e bin ár io ram ent o da es tru tu ra ção pret ér it a, princ ip al ment e transc orr ent e sin ist ral, res ult ant e da aplic aç ão de nos dom ín io s onde a mesm a não cheg ou a ser nem esf orç os comp ress iv os sub or iz ont ai s ori en ta dos in ten sa nem ext ens a. aprox im ad am ent e se gun do a dir eç ão E-W. Essa Tal est rut ur aç ão, marc ad a fund am en tal ment e mesm a int erp ret aç ão é forn ec id a por Sant os (1999), por fal has e frat ur as, além de zon as de cis a lha men - que ress alt a o ca rá ter prog ress iv o e epis ód ic o da to dúct ei s lo ca li za das, está prov av elm en te re la ci o - def orm aç ão, inc lus iv e com var ia ç ões nos val or es nad a à prog ress ão do sist em a transc or ren te que ang ul ar es (rot aç ões) ao long o des sa prog ress ão. culm in a com a im plan ta ção de imp ort ant e reg im e Ness e cont ext o, as zon as transc orr ent es disc re - dist ens iv o, aind a em cond iç ões pós-orogênicas, tas, re co nhe ci das com orie nt aç ão NNE-SSW, po- que tran si ci o na para out ro reg im e dist en si vo em dem ser en ten di das como com po nen tes ant it ét ic os cond iç ões anor og ên ic as (ent re 1.900 e aprox i ma - (R’) des se grand e bin ár io si nis tral NW-SE. Do mes- da men te 1.780Ma), se gun do um poss ív el eixo ex - mo modo, alg um as zon as NE-SW pod em ter sido tens io n al NE-SW. Des se modo, a form a e orie n ta- ger ad as por com po nen tes ex ten si o na is (T) du ran te ção de vár io s con jun tos roc hos os sug er e uma re la- a evol uç ão do bin ár io princ ip al. Não se pode des - ção esp ac ia l e tem po ral des sa es tru tu ra ção com a cart ar, emb or a seja men os adeq uad a, a hip ót es e asc ens ão e o pos ic io n am ent o dos gran it ói des atri - de que se es te ja trat and o com um grand e conj ug a - buí d os às suí t es Par au a r i, Mal oq uin ha e Ca roç al, do NE-SW/NW-SE de cis al ham ent o. das roc has máf ic as da Suí t e Inga ra na, e com o de- Esse quad ro tect ôn ic o e est rut ur al é int erp ret ad o sen vol vi men to das bac ia s que abrig ar am o vulc a- como de sen vol vi do du ran te a fase orog ên ic a (com- nism o Irir i (acomp an had o de peq uen as ba ci as de press iv a/transp ress iv a) da Prov ínc ia Tap aj ós, de- epi clas ti tos ass oc ia d os) e a se di men ta ção da For- sen vol vi da no Pal eo p rot er oz óic o, aprox im ad am en- maç ão Bu i u çu (Klei n et al., 1997; Sant os, 1999; te ent re 2,1 e 1,96Ga, afe tan do, port ant o, o Com - Almei d a et al., 1999b). Esses lin ea m ent os te ri am plex o Cui ú-Cuiú, o Grup o Jac ar ea c ang a e a Suí t e fun ci o na do como fal has norm ai s, mais ou me nos Crep or iz ão, send o o li mi te sup er io r dado pel as ida- oblíq uas, e loc alm ent e transc orr ent es. des mais jo vens de gran it óid es da Suí t e Crep or i - No Me so pro te ro zói co, event os dist ens i vos pro- zão. Essas con si de ra ções, anal is ad as conj unt a- pic ia r am a rea t iv aç ão de gran des est rut u ras E-W, men te com da dos lit oq uím ic os prel im in ar es, perm i- por volt a de 1.100Ma, cont rol and o o pos ic i o nam en - tem a vis ua l iz aç ão de uma evol uç ão a part ir da to das roc has troct ol ít ic as da Suí t e Ca cho e i ra Seca, acresç ão de arco(s) magm át ic o(s) a poss ív ei s nú - o que é bem evid enc ia d o na porç ão cen tral da Fo- cleo s cont in ent ai s mais ant ig os. lha Car ac ol e no nor oe st e da Fol ha Vila Ri o zi nho. Com rel aç ão à idad e da def orm aç ão transc or - Esse proc ess o pode est ar ass oc ia d o ao even to rent e, já foi sal ie nt ad o o ca rá ter prog ress iv o da K’Mudk u, dist rib uí d o por todo Crát on Ama zô ni co, mesm a. Entret ant o, Ricc i et al. (1999) int erp ret am a co mu men te rep res ent ad o por zon as de ca ta cla si- idad e iso crô ni ca Rb-Sr de 1.965 ± 16Ma, obt id a por tos e mil on it os (Schobb en hau s Fº, 1993). – 27 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil No Pal eo z óic o, a im plan ta ção da bac ia Amaz ôn i - E-W, são const ant es ness as dren ag ens ma i o res, e ca pode ter afet ad o tant o a orie nt aç ão como a cin e- const it ue m tamb ém a orie nt aç ão ger al das dre na - mát ic a de uma part e dess es lin ea m ent os mais ant i- gens sec und ár ia s, que, loc alm ent e, most ram-se tam- gos. Adic io n alm ent e, um out ro event o dis ten si vo, bém cont rol ad as se gun do NE-SW. A julg ar pela atua - dest a fei t a no Me so zói co, e sat isf az end o um eixo ção de um bin ár io dex tral E-W, cont rol ad or da ci ne - ext ens io n al NE-SW (ori en ta ção pref er enc ia l dos di- mát ic a da plac a sul-americana, du ran te o Ce no zói co ques bás ic os map ea d os), pode tamb ém ter afet a - (Has ui, 1990), pod e-se en ten der ess es lin ea men tos do, de alg um a form a, a lei t ur a que se faz hoje do ce - como lig ad os a fal has ex ten si o na is (T) NNW-SSE e nár io est rut ur al da área. ant it ét ic as (R’) se gun do NNE-SSW. Os lin e a ment os Uma anál is e ger al da rede de dren ag em const a- E-W pod em est ar rel ac io n ad os a com po nen tes sint é- ta uma ori en ta ção sub me ri di a na como pref er enc ia l tic os (Y/D), en quan to são prev is ív ei s on dul aç ões para os rios ma i o res. Que b ras fre qüen tes, se gun do comp ress iv as com orie nt aç ões próx im as de NE-SW. – 28 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) 4 RECURSOS MINERAIS A ativ id ad e min ei r a na Prov ínc ia Tap aj ós está dos tra ba lha do res dos gar imp os, e que re flet em, hist or ic am ent e lig ad a às mi ne ra li za ções aur íf er as. em ge ral, o mo men to em que for am busc a das as in- Desd e o fin al da déc ad a de 50, o ouro vem send o form aç ões. Com rel aç ão à prod uç ão de ouro na ext raí d o das aluv iões atrav és de gar imp ag em ma - prov ínc ia, da dos não ofic ia i s sug er em val o res em nua l, ou por lav ra com dif er ent es gra us de me ca ni- tor no de 600 t Au em três déc ad as, en quan to da dos zaç ão. O vir tu al esg ot am ent o das re ser vas aluv io n a - ofic ia i s (Cal de ra ro et al., 1998) apont am para uma res, nas áre as trad ic io n alm ent e ga rim pa das, lev ou à prod uç ão de 90 t Au, en tre 1985 e 1995. desc ob ert a de dez en as de mi ne ra li za ções pri má ri- Área s de pot enc ia l id ad e alta, mod er ad a ou ba ix a as (aqui con si de ra das num sent id o amp lo, eng lo- são sug er id as em funç ão da pres enç a com prov ad a, ban do tant o roc ha dura quant o aquel as lav rad as no ind ic ad a ou inf er id a de um met al ot ect o; da form a (ti- nív el sa pro lí ti co dos perf is de alt er aç ão int emp ér ic a, pol og ia) e freq üênc ia com que ocorr em as mi ne ral i - em torn o da min er al iz aç ão prim ár ia strict u sen so). zaç ões prim ár ia s; da in ten si da de e freq üênc ia dos As prin ci pa is ca rac te rís ti cas de vár ia s dess as min e- ja zi men tos sec und ár io s; e da pres enç a de in dí ci os ral iz aç ões, cad ast rad as pel as equi pes do Pro je to ind ir et os (alt er aç ões hid rot erm ai s, pres enç a de ouro PROMIN-Tapajós e comp lem ent ad as com in for ma - em conc ent rad os de ba te ia a anom al ia s geo fís ic as). ções exist ent es na bib lio g raf ia, ser ão des cri tas a se- Estas áre as est ão re pre sen ta das esq uem a tic a men- guir. Out ros bens min er ai s, ident if ic ad os no dec orr er te na fig ur a 4.1, perm it ind o a lo ca li za ção dos ga rim- do proj et o, ou comp il ad os da bib lio g raf ia, ser ão pos cit ad os no text o e a vis ua l iz aç ão de suas re la - tam bém apres ent ad os sum ar ia m ent e. ções esp ac ia i s. Os cri té ri os de pot enc ia l id a de/fav o- É tamb ém apres ent ad o um quad ro que res um e rab il id ad e adot ad os lev am em cons id er aç ão atrib u - as prin ci pa is car act er íst ic as das mi ne ra li za ções tos geo l óg ic os mas não gen ét ic os das mi ne ra li za- aur íf er as pri má ri as (tab el a 4.1). A num er aç ão se- ções e, emb or a obj et iv os, não perm it em dis cri min a- qüenc ia l, apres ent ad a na prim ei r a co lu na da tab el a ção de áre as em que poss am ocorr er ja zi men tos au- corr esp ond e àquel a apres ent ad a no mapa geo l ó - ríf er os de tam an ho mai o r do que aquel es que es tão gic o ou no corp o do re la tó rio, e são forn ec id as, tam- send o ex plo ta dos atua lm ent e (Delg ad o, 1999). bém, as font es de ref er ênc ia dos da dos aqui des - Out ros bens mi ne ra is (mol ibd en it a, cass i te rit a, cri tos, que event ua lm ent e não ten ham sido cit ad as gem as e mi ne ra is in dus tri a is) poss ue m ocor rênc ia no text o. Da dos econ ôm ic os (teo r es, pro du ção) mais rest rit a no âmb it o da Fol ha Vila Ri o zi nho. Os são apont ad os, semp re que poss ív el, mas dev em dad os cad ast rad os pelo pro je to e comp il a dos da li- ser tom ad os com cau t el a, uma vez que re sul tam de ter at ur a en con tram-se rel at ad os em item à par te e uma aval ia ç ão emp ír ic a, bas ea d a em inf orm aç ões su ma ri za dos na tab el a 4.2. – 29 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Fig ur a 4.1 – Esboç o do mapa me ta lo ge né ti co/pre vi si o nal da Fo lha Vila Ri o zi nho, most rand o as área s pot enc ia i s e a lo ca li za ção das min er al iz aç ões aur íf er as prim ár ia s e alu vi o na res, e de ou tros bens min er ai s. Base ge o ló gi ca sim pli fi ca da (le gen das no mapa geo l óg ic o 1:250.000 ane xo). – 30 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) Tab el a 4.1 – Princ ip ai s car act er íst ic as das min er al iz aç ões aur íf er as prim ár ia s na Fo lha Vila Ri o zi nho. Nº Localidade/ Município/ Tipologia Textura Encaixante/ Unidade Hidroterma- Mineralogia Controle Dados econômicos Ref. frente de lavra UF hospedeira estratigráfica lismo metálica estrutural (teor; produção)/ status (A/I) 1 Tocantins/Serra Itaituba/PA veio maciça granitóide Parauari cao 80º/125º I 1 do Bicó-1 2 Tocantins/Serra Itaituba/PA veio sacaroidal granitóide Parauari cao 80º/345º A 1 do Bicó-2 3 Troca-Troca/ Itaituba/PA veio maciça granitoide Maloquinha ep 88º/10º I 2 Inácio 4 Mamoal Itaituba/PA veio maciça FK-granito e Maloquinha s, k pi, gal 88º/20º A 3, 4 dique máfico 5 Crente Itaituba/PA veio granitoide Parauari s, ar pi 88º/60º I 1 6 Água Branca/ Itaituba/PA veio venular monzogranito Parauari s, ep cpi 88º/125º 21 g/t 1 César pente I 7 Água Itaituba/PA veio laminada monzogranito Parauari s, ep pi, cpi 70º/120º 600 kg 1 Branca/João pente A Boroca 8 Água Itaituba/PA veio laminada monzogranito Parauari ep, cao 35º-65º/ 80 kg 1 Branca/Evair pente 290º-315º A 9 São Domingos/ Itaituba/PA veios sacaroidal monzogranito/ Parauari s, ep pi 88º/155º A 1 Raimundo conjugados qz-monzonito 10 S. Domingos/ Itaituba/PA veio sacaroidal granodiorito Parauari s, ep pi 88º/170º A 1 Noel 11 S. Domingos/ Itaituba/PA veio sacaroidal granodiorito Parauari s, ep pi 88º/165º A 1 Baixão do brechada Atacadão 12 S. Domingos/ Itaituba/PA veio maciça, granodiorito Parauari 88º/150º I 1 Fazenda pente e Gouveia sacaroidal 13 S. Domingos/ Itaituba/PA veio pente granodiorito Parauari s, ep pi 88º/145º I 2 Sargento 14 S. Domingos/ Itaituba/PA stockwork e pente granitóide Parauari s, ep pi, gal, bor 72º/320º A 2 Bigode veio maciça 15 São Chico Itaituba/PA veio laminada granodiorito Parauari s, ep, mu, pi 50º-88º/170 A 1 pente cao º 16 Palito Itaituba/PA veio maciça monzogranito Parauari s, ep 88º/45º A 2 brechada 17 São Jorge Novo veios maciça leucogranito Parauari s, mu pi, cpi 80º/160º A 2 Progresso/ conjugados PA 18 Asa Branca Itaituba/PA veios maciça granitóide Parauari s, ep 88º/175º e I 2 conjugados 88º/25º 19 Serra Verde – 1 Jacarea- veio sacaroidal monzogranito Creporizão 75º/75º 1 kg/mês 10 canga/PA + dique máfico I 20 Serra Verde - 2 Jacarea- veio granodiorito e Creporizão cl, ep, si 88º/14º I 10 canga/PA microtonalito 21 Mineração Itaituba/PA veios granitóide + Creporizão s, mu, c, ep 88º/130º-16 I 3, 5, 6 Crepory conjugados dique andesito 0º 22 Mineração Itaituba/PA veio maciça quartzo-monzo Igarapé 80º/315º A 2 Crepory/Ivan brechada diorito Jenipapo 23 União/Joel Itaituba/PA veio maciça granitóide + Creporizão s, ad, se, pi 65º/320º A 3, 5, dique máfico ep 11 24 Mestre Antonio Itaituba/PA veios maciça granitóide + Creporizão s pi 88º/150º 20 g/dia 3, 6 conjugados dique máfico A 25 União/1 Itaituba/PA veio granitóide Creporizão s 88º/30º I 7 26 União/2 Itaituba/PA veio granitóide Creporizão I 7 27 km-174/Messias Itaituba/PA veio granitoide Creporizão 88º/175º A 7 28 Tirirical Itaituba/PA veio monzogranito Creporizão si, ep, se 88º/160º I 2 hidrotermal 29 km-170 Itaituba/PA veio granitóide Creporizão s pi, aspi 88º/160º I 5 30 JL/Goiano Itaituba/PA veios granitóide Creporizão 88º/150º A 6 conjugados 31 Elmar Itaituba/PA veio granitóide Parauari 88º/30º A 7 32 Creporizinho/ Itaituba/PA stockwork/ qz-monzonito Cuiú-Cuiú 70º/295º-34 8 Jânio veio + dique máfico 0º 33 Creporizinho/ Itaituba/PA veios granodiorito Cuiú-Cuiú s 88º/145º e 8 Zé Baiano conjugados gashes 70º/60º e 88º/180º 34 Jorge Itaituba/PA veio granitóide Parauari 88º/130º 8 35 Piçarreira Itaituba/PA veio granitóide Parauari s pi, gal 88º/150º 8 36 Santa Isabel Itaituba/PA veios pente granitóide Maloquinha 60º/220º I 9 conjugados 37 Patrocínio/ Itaituba/PA veio maciça granitóide Creporizão s, cl pi 88º/170º I 2 Valderi 38 Patrocínio/ Itaituba/PA veio maciça granodiorito Creporizão se 80º/145º 0,83 g/m3 2 Chicão A Legenda: hidrotermalismo (ad: adulária; ar: argilização; c: carbonatação; cao: caolinização; cl: cloritização; ep: epidotização; k: potassificação; mu: muscovitização; s: sulfetação; se: sericitização; si: silicificação); mineralogia metálica (aspi: arsenopirita; bor: bornita; cpi: calcopirita; gal: galena; pi: pirita). Controle estrutural em notação CLAR. A/I: ativo/inativo. Referências: 1: Klein et al., 1998; 2: Klein et al., 1999; 3: PROMIN-Tapajós; 4: Santos, 1996; 5: Santos, 1997a.; 6: Santos, 1998; 7: Araújo Neto, 1999; 8: CPRM/CALFERS, 1995; 9: Santos, 1997b; 10: Almeida & Reis, 1998; 11: Dreher et al., 1998. – 31 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Tab el a 4.2 – Ou tras Subs tân ci as Min er ai s na Fo lha Vila Ri o zi nho. Nº Substância Localização Município/UF Tipologia Encaixante Unidade Status Ref. Estratigráfica 39 molibdênio Transgarimpeira Itaituba/PA irregular granitóide Creporizão ocorrência 1 40 estanho Rio Surubim Itaituba/PA aluvionar/ areias e cascalhos aluviões garimpo 2 plácer recentes inativo 41 estanho Rio Jamanxim Novo Progresso/PA aluvionar/ areias e cascalhos aluviões garimpo 2 plácer recentes inativo 42 turmalina Bacia do Crepori Itaituba/PA veio ocorrência 3 43 cascalhos Palito Itaituba/PA irregular cobertura ocorrência 1 detrito-laterítica 44 granito Moraes Almeida Itaituba/PA irregular granito Maloquinha ocorrência 1 45 granito Moraes Almeida Itaituba/PA irregular granito Maloquinha ocorrência 1 46 granito Vila Riozinho Novo Progresso/PA irregular granito Creporizão ocorrência 1 Legenda: Ref: 1: PROMIN-Tapajós; 2: Santos et al., 1975; 3: Collyer et al., 1994, 4.1 Ouro A min er al iz aç ão aluv io n ar, tipo plácer, foi, du - ran te três déc ad as, o princ ip al obj et iv o da ativ id a - de gar imp ei r a no Tap aj ós, tend o sido resp ons áv el pela mai o r part e da prod uç ão aur íf er a des sa re - gião. Atua lm ent e, enc ont ra-se em de clí nio, mas seu reg ist ro hist ór ic o é imp ort ant e, pois foi a part ir dess a ativ id ad e que se cheg ou aos ja zi men tos pri- már io s. Vale res sal tar que os cam pos com mai o r den si da de de mi ne ra li za ções pri má ri as coi nc i- dem, em ge ral, com as áre as com alta dens id ad e de aluv iões ga rim pa das (fig ur a 4.1). Ouro em perf is de al te ra ção sup erg ên ic a é en - Fig ur a 4.2 – Aspec tos do perf il de alt er aç ão sup erg ê -nic a no gar imp o São Chic o. cont rad o em pra ti ca men te to dos os ja zi men tos desc rit os e é resp ons áv el por uma imp ort ant e par - ce la da prod uç ão da reg ião. Algum as áre as dest a- morf ol og ia tab ul ar, com ou sem ven ul aç ões de cam-se, inc lus iv e, pelo grand e vo lu me de tra ba lho quartz o ass oc ia d as. ga rim pe i ro ness es perf is, o que é o caso dos gar im- Os dif er ent es ti pos de ja zi men tos pri má ri os ocor- pos To can tins (Área I), Água Branc a (Área III), São rem de man ei r a ind isc rim in ad a em to das as áre as Chi co (Área IV e fig ur a 4.2) e Pa tro cí nio (Área VIb). min er al iz ad as da fol ha e não são dia gn ós tic os de For am ident if ic ad os dois ti pos prin ci pa is de mi - um me ta lo tec to es pe cí fi co. Assim, opt a-se aqui por ne ra li za ções aur íf er as prim ár ia s, stock work e fil o - uma des cri ção dos ti pos exist ent es por me ta lo tec to nea n o, send o que no se gun do grup o, lar ga men te lit ol óg ic o/est rat ig ráf ic o, send o ess es me ta lot ect os dom in ant e, for am ind iv id ua l iz ad os três subt ip os: a) re pre sen ta dos pel as di ver sas suí t es gra ni tóid es e vei o s de quart zo simp les, const it ui nd o apen as um met ag ran it óid es exist ent es na área. sis te ma, ass oc ia d o a frat ur as ex ten si o na is ou a fa- lhas/frat ur as de cis al ham ent o, sim il ar es aos cent ral shea r vei ns da class if ic aç ão de Hodgs on (1989); b) 4.1.1 Mi ne ra li za ções Hos pe da das e/ou vei o s con ju ga dos, const it uí d os por dois ou mais Asso ci a das ao Com ple xo Cui ú-Cuiú e à sist em as de vei o s de quartz o, conj ug ad os ou ex - Suí t e Intrus iv a Cre po ri zão tens io n ai s, corr esp ond end o, em ge ral, ao conj unt o sec ond ord er shea r, cen tral vein da class if ic aç ão As roc has ort ogn áiss ic as e gran ít ic as do Com - de Hodgs on (1989); c) diss em in aç ões em zon as de plex o Cui ú-Cuiú e os gran it óid es mais ou men os alt er aç ão hid rot erm al, form ad os por subs ti tu i ção met am orf iz ad os e de for ma dos da Suí t e Intrus iv a met ass om át ic a da roc ha orig in al, em ge ral, com Crep or iz ão est ão conc ent rad os no li mi te SW da – 32 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) Folha Vila Ri o zi nho e enc err am dez en ov e ja zi men tos caso do Joel, foi ident if ic ad a a pres enç a de adu lá ria ca das tra dos nas imed ia ç ões das vil as do Crep or i- fato que ass oc ia d o ao nív el crust al raso de co lo ca- zão, Crep or iz in ho e Pat roc ín io, agrup ad os nas áre as ção do veio, aos ti pos de text ur as do quart zo e à VI e VII (fig ur a 4.1), e têm sua cont in ua ç ão para sul, com po si ção e tem pe ra tu ras de ho mo ge ne i za ção de den tro dos lim it es da Fol ha Rio Novo (Klei n, no pre lo). inc lus ões flu i das, lev ou Dreh er et al. (1998) à su ges- Na Área VII, reg ião do ga rim po Serr a Verd e (19, tão de um mod el o epit erm al para esse jaz i men to. 20), ocorr em dois ja zi men tos com vei o s simp les No ga rim po do Pa tro cí nio (37 e 38, Área VIb) pelo subv ert ic ai s e orie nt ad os se gun do N20°W e N70°W, men os quat ro vei o s de quart zo sim ples, ma ci ços, enc ai x ad os em gran it óid es atrib uí d os à Suí t e Intrus i - às vez es len ti cu la res, com esp ess ur as en tre 5 e va Crep or iz ão e ass oc ia d os a diq ues máf ic os e int er - 40cm, ocorr em em duas frent es de lav ra, hosp ed a- med iár io s. Clo ri ti za ção, epid ot iz aç ão e si li ci fi ca ção dos em fal has com atit ud es N55º-86ºE/80ºSE, que são os prin ci pa is efei t os hid rot erm ai s obs erv ad os. cort am lin ea ç ões e a fo li a ção da enc ai x ant e (N12°- As mi ne ra li za ções da Área VI são prat ic am ent e 50ºW/30ºSW), um met am onz og ran it o porf ir ít i co tod as fil on ea n as, exc eç ão fei t a ao ga rim po do Jâ - gross o (loc alm ent e ine qüi gra nu lar méd io) da Suí te nio (32), no qual ocorr e o tipo stock work. As min er a - Cre po ri zão, com bio t it as fort em ent e ori en ta das, al- liz aç ões est ar ia m enc ai x ad as em quartz o-monz o - guns porf ir oc last os de felds pat o est ir ad os, apre- nit os ti dos como pert enc ent es ao Comp lex o Cu- sen tan do est rut ur as tipo schlie r en e cont en do en - iú-Cuiú (CPRM/CALFER’S, 1995), loc alm ent e as so- clav es cen ti mé tri cos de dio r it o. O env el o pe hi dro- cia d as a diq ues máf ic os. Na porç ão fi lo ne a na os term al poss ui esp ess ur as var iáv ei s, ent re cen ti mé- vei o s orie nt am-se se gun do N25º-70ºE, com merg u - tri cas a mé tri cas, const it ui nd o-se de clo ri ti za ção, lho fort e para NW. ser ic it iz aç ão e sulf et aç ão (pir it a). Entre os ja zi men tos fil on ea n os ocorr em os três es- Vei o s de quart zo conj ug ad os ocorr em em qua tro ti los de vei o s, sim ples, conj ug ad os e diss em in aç ões si tu a ções (21, 24, 30, 33). Três del es est ão enc a i xa - em zon as hid rot erm al iz ad as. O est il o dom in ant e é dos em gran it óid es da Suí t e Crep or iz ão, cons ti tui n - car act er iz ad o pela pres enç a de vei o s de quart zo do-se de vei o s de quart zo est rei t os, subv ert i cai s e sim ples, com esp ess ur as cen ti mé tri cas a dec im ét ri- orie nt ad os se gun do N40º-60ºE, com vei o s ex tens i- cas, pos ic io n ad os em est rut ur as rúpt ei s a rúpt e - on ai s oblíq uos aco pla dos, conf er ind o ci ne mát i ca is-dúcteis, norm alm ent e disc ord ant es da est rut ur a - sin ist ral aos conj unt os, a exemp lo do ga rim po ção reg io n al NW, e env olt os por est rei t os hal os hi - JL/Goi a n o (30, fig ur a 4.3). O quart o jaz im en to en - drot erm ai s. As est rut ur as hos pe de i ras são dom in an- cont ra-se enc ai x ad o em met ag ran od io r it o do Com- tem ent e fal has subv ert ic ai s com dir eç ão ent re plex o Cui ú-Cuiú, send o form ad o por um veio prin ci- N40º-80ºE. Apen as duas min er al iz aç ões, União-1 pal N55°E, ao qual se as so ci am vei o s ex ten si o na is (25) e Elmar (31), têm dir eç ões N60ºW. Na alt er aç ão hid rot erm al a ser ic it a é ocas io n al e a pi ri ta é o sulf et o princ ip al. Sub ord in ad am ent e ocorr em ga le na e ar - sen op ir it a e o ouro é vis ív el loc alm ent e. As roc has hosp ed ei r as/enc ai x ant es são met ag ran it óid es, pre - dom in ant em ent e da Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão e, se- cund ar ia m ent e, do Comp lex o Cui ú-Cuiú. Tam bém são in clu í dos nest e conj unt o, três jaz i- ment os hosp ed ad os em um corp o de gran it óid es da Suí t e Intrus iv a Par au a r i, Elmar (31), Jorg e (34) e Piç arr ei r a (35) que, dada a sua ín ti ma ass oc ia ç ão com as unid ad es mais ant ig as, não pôde ser ind iv i- dua l iz ad o como uma área isol ad a. O mesm o ocorr e com o ga rim po do Ivan (22), em que a hos pe de i ra é um quart zo monz og ab ro da unid ad e Igar ap é Jen i- pa po, magm at ism o int erm ed iár io tamb ém um pou- co mais jov em do que as roc has do me ta lo tec to Fig ur a 4.3 – Esboç o, em plant a, da min er al iz aç ão princ ip al. Em dois ca sos, Joel (23) e Mest re Anton io au rí fe ra no gar imp o JL/Go i a no, most rand o a pos iç ão (24), ocorr em diq ues de roc has máf ic as as so- dos vei o s de quart zo, lon gi tu di na is e disp ost os ciados às min er al iz aç ões, po den do est es es ta rem de form a esc al on ad a (ten si on gash es). rel ac io n ad os àquel e magm at ism o int erm ed iár io. No Mo di fi ca do de San tos (1998). – 33 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil esc al on ad os (ten si on gash es) com alto mer gu lho Inform aç ões ofic io s as apont am para rec urs os da para N0º-30ºW. A al te ra ção hi dro ter mal ass oc ia d a ord em de 40 a 45t de ouro. a ess es ja zi men tos é um tant o rest rit a, do mi nan do a sul fe ta ção, send o mais abund ant e na Mi ne ra ção Crep ory (21), onde mus co vi ta, car bo na to e epid ot o 4.1.2 Mi ne ra li za ções Hos pe da das e/ou são abun dan tes. Asso ci a das à Suí t e Intrus iv a Par a u ar i O terc ei r o est il o de min er al iz aç ão fil on ea n a pode ser ver if ic ad o na peq uen a lav ra aband on ad a do A Suí t e Intrus iv a Par au a r i const it ui um me tal o tec - ga rim po Tir ir ic al (28), const it ui nd o-se em uma zona to que do mi na o set or cent ro-norte da Fol ha Vila Ri- hid rot erm al iz ad a, com min er al iz aç ão diss em in ad a, o zi nho e hosp ed a as mi ne ra li za ções pri má ri as das cont end o epi do to, ser ic it a, felds pat o alc al in o e área s Água Branc a (IIIb), São Dom ing os/São Chic o quart zo, mas pob re em ven ul aç ões des se úl ti mo (IVa) e To can tins (I), princ ip alm ent e, e duas out ras mi ne ral. Essa zona poss ui esp ess ur a em torn o de ocorr ênc ia s esp ars as (Pal it o, Área IVb e Asa Bran- 1m, é ver ti ca li za da e está ori en ta da se gun do ca). O ga rim po Água Branc a apres ent a dez en as de N70ºE, est and o enc ai x ad a em monz og ran it o da peq uen as lav ras, const it ui nd o-se num en xa me Suí t e Crep or iz ão. subp ar al el o (N25º-45ºE/70º-90ºSE, var ia n do lo cal - Afast ad o des sa área de do mí nio de roc has da men te até N70ºE) de vei o s de quart zo sim ples de Suí t e Crep or iz ão e do Comp lex o Cui ú-Cuiú, aflor a pe que na esp ess ur a (<20cm), env el op ad os por ha- um corp o isol ad o de gran it óid es, onde se loc al iz a o los hid rot erm ai s tamb ém est rei t os, car ac te ri za dos ga rim po São Jorg e (17, Área V). Esta min er al iz aç ão por epid ot iz aç ão e sulf et aç ão (pi ri ta e calc op i rit a, fil on ea n a é const it uí d a por vei o s de quart zo sim - com cov el it a como prod ut o da al te ra ção su per gê- ples, acinz ent ad os, com atit ud es ent re N80°E/50° ni ca dess es min er ai s), com o ouro de gran ul aç ão -80°SE e N80°W/50°-80°SW e esp ess ur as ent re 2 e fina, loc alm ent e vis ív el e liv re. Os vei o s apre sen tam 20cm. Tamb ém ocorr em vei o s de quart zo branc os car act er íst ic a text ur a lam in ad a (fig ur a 4.4), form a - e len ti cu la res, um pouc o mais esp ess os (até da pela alt ern ânc ia de ban das quartz os as ma ci - 50cm), com atit ud es N60°-70°W/40°NE, cuja rel a - ças, com lâm in as da roc ha comp let am en te hi dro - ção com o out ro sist em a de vei o s não pôde ser ver i - term al iz ad a, além de text ur as tipo pent e e de pre - fic ad a. A al te ra ção hid rot erm al é dom in ad a por sul- enc him ent o de esp aç os vaz io s (vugs). Em vá ri os fe tos (pi ri ta e calc op ir it a) e ser ic it a, além da si li ci fi- cas os evi den ci ou-se o pos ic io n am ent o dos vei os caç ão. A roc ha enc ai x ant e imed ia t a da min er al iz a - de form a lon gi tu di nal (par al el os à dir eç ão da es tru- ção é um le u co si e no gra ni to, que ocorr e de form a tur a hosp ed ei r a) em fal has transc orr ent es dex tra is. sub ord in ad a no corp o mai o r de monz og ran it os re - Frat ur am ent o pen et rat iv o e par al el o aos vei os é co- lac io n ad os à Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão. Essa enc a - i xan te poss ui idad e rad io m ét ric a ent re 1.888 e 1.961Ma, cerc a de 100Ma mais jov em do que o cor - po monz og ran ít ic o princ ip al, dat ad o em 1.981Ma, e foi atrib uí d a por Lam ar rão et al. (1999) a rej uv en es - cim ent o ou ne o for ma ção de zirc ões, prov oc ad os por hid rot erm al ism o, não rep res ent and o a idad e da hosp ed ei r a. Entret ant o, dev e-se cons id er ar tam - bém a hip ót es e de que essa hos pe de i ra seja, alt er- nat iv am ent e, uma peq uen a int rus ão mais jov em que a Suí t e Crep or iz ão, rel ac io n ad a à Suí t e Par au a - ri. Nív ei s col uv io n ar es con cre ci o ná ri os, com es pes- sur as ent re 8 e 20cm, são tamb ém ob je to de lav ra ga rim pe i ra. Aprox im ad am ent e 5m3, ent re vei o s de quartz o e col úv io s, são proc ess ad os dia r ia m ent e, ger and o ent re 40 e 60g de ouro, o que forn ec e est i - Fig ur a 4.4 – De ta lhe do veio au rí fe ro do gar imp o Água ma ti va de teor em torn o de 50g/t (para dens id ad e Branc a, most rand o seu as pec to la mi na do. mé dia de 2,5g/cm3). A emp res a RTDM des env ol - Observ ar as di fe ren tes text ur as nas vá ri as lâm in as veu trab al hos de pesq uis a nes sa área, env olv end o (ma ci ça, pent e, pre en chi men to de va zi os, ge o quí mi ca de solo, aer og eo f ís ic a e sond ag em. roc ha hi dro termalizada). – 34 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) mum e, loc alm ent e, des env olv er am-se zon as de ci- sal ham ent o dúc til cen ti mé tri cas, no cont at o ve- io-encaixante. Na reg ião do Toc ant ins, o cond ic io n am ent o es - trut ur al obs erv ad o em duas frent es de lav ra é se - mel hant e ao do Água Branc a. Os vei o s, en tre tan to, poss ue m text ur a sac ar oi d al e a ca o li ni za ção é mais pron unc ia d a, ocorr end o, num dos ca sos, sob a for- ma de pree nc him ent o de uma rede de mic rof rat u - ras que env olv e o fil ão princ ip al, che gan do a ating ir 50cm de esp ess ur a. Esse halo, con tu do, não é con- si de ra do econ ôm ic o pel os gar imp ei r os. Nas áre as São Dom ing os e São Chic o, tamb ém ocorr em vár ia s frent es de lav ra que exp lor am en xa - mes de vei o s de quart zo dom in ant em ent e simp les Fig ur a 4.6 – Min er al iz aç ão tipo stock work no gar imp o (apen as um caso de veio con ju ga do) com hal os hi- do Big od e, com vei o s de quartz o cor tan do gran it óid e drot erm ai s pouc o esp ess os, e atitudes N65°-90°E/ hid rot erm al iz ad o. 50°-90°SE. Esses vei o s exib em asp ect o sac ar oi d al, text ur as em pent e (fig ur a 4.5) e de pree nc him ent o de vaz io s, alg uns lam in ad os. A al te ra ção hi dro ter- vei o s obs erv a-se est rei t o env el op e de alt e ra ção hi - mal pred om in ant e é a epid ot iz aç ão, send o ser ic it i - drot erm al, com fort e felds pat iz aç ão. Ocorr em tam - zaç ão e ca u li ni za ção re co nhe ci das apen as no São bém, out ros dois vei o s mais poss ant es (esp es su ras Chic o, not ad am ent e em bol sões em que o vo lu me mai o r es do que 50cm), com atit ud e N55°E/ 72°NW de roc ha al te ra da é ma i or. A pi ri ti za ção é ger al e o (sim il ar ao desc rit o para as dem ai s áre as aci ma) e ouro é vis ív el apen as loc alm ent e. port and o pir it a, ga le na e born it a. Sua rel aç ão com o Em to das ess as áre as cit ad as acim a, os perf is de sis te ma stock work não fic ou clar a. alt er aç ão sup erg ên ic a são ext ens os, cap ea nd o in- No ga rim po Asa Branc a (18), tem pred o mi na do a var ia v elm ent e as min er al iz aç ões. Nív ei s conc rec io - exp lot aç ão das aluv iões e de sap ról it os. Fil ões de ná ri os ferr ug in os os tamb ém se faz em pres ent es, quartz o tamb ém for am alvo de alg um trab a lho, mas mas não se enc ont ram min er al iz ad os. com res ult ad os pouc o prom iss or es. Os vei o s cen ti - O ga rim po do Big od e (14), aind a na reg ião do São mét ric os de quart zo form am sist em as con ju gad os Dom ing os, apres ent a um cond ic io n am ent o di fe ren- mais ou men os con tí nu os (fig ur a 4.7) e dis post os te, tipo stock work (fig ur a 4.6), pos si vel men te re la ci o- de man ei r a long it ud in al às duas zon as de cis al ha - nad o a fra tu ra men to hid rául ic o em cúp ul a de gran i- men to re co nhe ci das no lo cal. Essas zon as pos su- tóid e. Const it ui-se de um sist em a mul ti di re ci o nal de em esp ess ur as ent re 2 e 5m, são vert ic a li za das e vei o s de quart zo com esp ess ur as inf er io r es a 10cm têm dir eç ões dist int as: N65°W e N85°E. e com esp aç am ent o amp lo ent re si. Em torn o dos Em toda essa reg ião as enc ai x ant es são mon zo - gran it os e, prin ci pal men te, gran od io r it os, ine qüi- gra nu la res fin os a méd io s e porf ir ít ic os, to dos re la- cio n ad os à Suí t e Intrus iv a Par au a r i. A min er al iz aç ão fi lo ne a na do Pal it o (16) é for ma- da por veio de quart zo simp les (fig ur a 4.8), bre cha- do e sulf et ad o, com até 1,70m de esp ess u ra. Apre- sent a atit ud e N48°W/90° e está enc ai x ad o em gra- nit óid e fino a méd io, fort em ent e hid rot er ma li za do (alt er aç ão po tás si ca, epid ot iz aç ão e sul fe ta ção). Essa al te ra ção pode ser acom pa nha da por al guns quil ôm et ros, tant o nos aflor am ent os do ra mal que liga o ga rim po à rod ov ia Transg ar imp ei r a, como ao lon go do rio Novo, send o perv as iv a em alg uns lo ca- is ou ocorr end o sob a form a de vên ul as mili a cen ti - Fig ur a 4.5 – De ta lhe de veio au rí fe ro no gar imp o São mét ric as de quart zo e epi do to. Esse gran it ói de tem Chi co, most rand o text ur a em pent e. sido rel ac io n ad o à Suí t e Intrus iv a Par au a r i, mas há – 35 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil nec ess id ad e de est ud os com ple men ta res, pois 4.1.3 Mi ne ra li za ções Hos pe da das e/ou mu i tas vez es ass em el ha-se bast ant e aos gran it ói- Asso ci a das à Suí t e Intrus iv a Mal oq uin ha des Mal oq uin ha. As aluv iões do igar ap é do Pal it o fo ram amp lam ent e gar imp ad as, ass im como sít io s Nest e con tex to est ão inc luí d os os ja zi men tos pri- loc al iz ad os do per fil sup erg ên ic o. má ri os das áre as IIa (Ma mo al e Troc a-Troca) e IIc (San ta Isab el), além de zona pe ri fé ri ca a um plú ton dess a su í te, cont end o apen as aluv iões ga rim pa das (Área IIb). A min er al iz aç ão do Ma mo al (4) cons ti tui um conj unt o par al el o de quat ro vei o s de quart zo sim ples, de atit ud es N70°W/90°, com 10cm de es - pess ur a méd ia, pos ic io n ad os long it ud in alm en te em fal ha transc orr ent e dext ral, no cont at o ent re di que de roc ha má fi ca e a roc ha enc ai x ant e (fi gur a 4.9), um al ca li feld spa to gra ni to ros ad o, fino a méd io, am- bos hid rot erm al iz ad os, com clor it a, car bo na to e epi- dot o ident if ic ad os em seç ão delg ad a, e for tem en te sulf et ad os (pir it a, gal en a). O ouro ocorr e tan to no veio quant o no diq ue hid rot erm al iz ad o. No con ta to en tre o diq ue má fi co e o gran it óid e enc ai x ant e, de - senv olv er am-se brec has de fa lha. No ga rim po Troc a-Troca (3) for am re co nhe ci dos três vei o s mac iç os de quartz o, sub pa ra le los (N80°W; subv ert ic ai s, atit ud es sim il ar es às dos fi - lões no Mam oa l), com esp ess ur as ent re 7 e 10cm e halo hid rot erm al de 35cm. O hid rot erm al ism o é do- min ad o pela epid ot iz aç ão e os vei o s est ão enc a i xa - dos no mesm o gran it óid e fino a méd io en con tra do Fig ur a 4.7 – Exemp lo de vei o s de quartz o conj ug ad os no gar imp o Asa Branc a, po si ci o na dos em fa lha transc orr ent e si nis tral (ci ne má ti ca dada pelo ar ran jo ent re o veio lon gi tu di nal e os vei o s ext ens io n ai s oblí quos). Fig ur a 4.9 – De ta lhe da min er al iz aç ão no gar imp o Fig ur a 4.8 – Veio de quartz o au rí fe ro no gar imp o do Mam oa l, com veio de quartz o pos ic io n ad o no Pa li to (veio simp les). con ta to ent re diq ue máf ic o e o gran it óid e en ca i xan te. – 36 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) no ga rim po Mam oa l, que aqui cheg a a ating ir, loc a - nho é const it uí d a por alg um a es pé cie de veio de liz ad am ent e, fác ie s pegm at óid e. O ouro, emb or a quartz o pos ic io n ad o em fal has rúpt ei s (fau lt-fill ve - vis ív el nos vei o s, está de po si ta do em teo r es econ ô - ins) e zon as de cis al ham ent o rúpt il-dúctil (she ar ve- mi cos, se gun do os gar imp ei r os, so men te no en ve- ins) subv ert ic ai s, des env olv id as em sist em a trans - lop e hid rot erm al. corr ent e. Diss em in aç ões em zon as de al te ra ção hi- O ja zi men to prim ár io do ga rim po Sant a Isab el dro ter mal e stockw orks, ocorr em de form a sub ord i - (36) const it ui-se de pelo men os dois con jun tos de nad a. vei o s de quart zo con ju ga dos, com esp ess ur a mé - Numa es ca la mais reg io n al, é imp ort ant e ob ser- dia de 10cm, pos ic io n ad os long it ud in alm ent e em var o fato de que os prin ci pa is cam pos min er al i za - fa lhas transc orr ent es sin ist rai s, com atit ud es dos (fig ur a 4.1), inc lus iv e aluv io n ar es, se dis tri bu - N50°W;sub ver ti ca is, ass oc ia d os a vei o s ex ten si o- em nas prox im id ad es das gran des es tru tu ras nai s oblíq uos, com crist ai s de quart zo cresc id os or- NW-SE que pre do mi nam na reg ião (áre as IIa, VI), tog on alm ent e às par ed es dess es vei o s e evi den ci- em suas inf lex ões (Área III) e cruz am en tos com and o vár ia s fas es de pree nc him ent o (crack and grand es est rut ur as NE (Área IV), bem como, ao lon- seal – fig ur a 4.10) (Sant os, 1997b). A roc ha enc ai - go de con ta tos lit ol óg ic os (Área VI). Esses lin ea - xant e é tamb ém um alc al if elds pat o gra ni to méd io, ment os e suas est rut ur as subs id iár ia s com põem o de cor rós ea a averm el had a. grand e sist em a NW-SE de fal has trans cor rent es que const it ue m o ar ca bou ço est rut ur al prin ci pal da 4.1.4 Aspect os Estrut ur ai s e Prov ínc ia Tap aj ós (ver cap ít ul o 3). Dev em ser tam - Mod el os de Mi ne ra li za ções bém lev ad as em cons id er aç ão, zon as per i fé ri cas a stocks e bat ól it os das suí t es Par au a r i e Ma lo qui nha, Embor a a apres ent aç ão das car act er íst ic as das que par ec em ser os met al ot ect os mais ex pres si vos min er al iz aç ões aur íf er as pri má ri as ten ha sido sist e - em out ras área s, adj ac ent es à Fol ha Vila Ri o zi nho mat iz ad a se gun do met al ot ect os li to ló gi cos/es tra ti- (fo lhas Vila Mam ãe Anã, Jac ar ea c ang a e Ca ra col). gráf ic os, é mar can te o pap el exerc id o pel as est ru - Os elem ent os acim a des cri tos, tom ad os em con- tur as, em vár ia s es ca las, na loc al iz aç ão dess as mi- junt o com os asp ect os tex tu ra is e est rut ur a is apre - ner al iz aç ões. Os da dos est rut ur ai s, em es ca la de sent ad os pel os vei o s min er al iz ad os (text ur as ma ci - corp o min er al iz ad o e dep ós it o, dem onst ram que a ças, lam in ad as, sac ar oi d ai s, brec had as, em pen te, imen sa ma i o ria dos ja zi men tos da Fol ha Vila Rio z i- pree nc him ent o de vaz io s), ref let em dif er en tes pro- fun di da des de form aç ão, prov av elm ent e epi a me- soz on ai s, e, poss iv elm ent e, dif er ent es con di ções de temp er at ur a e press ão. Os pri me i ros res ul ta dos de est ud os de inc lus ões flui d as em ja zi men tos da Fol ha Vila Ri o zi nho e adj ac ent es (Dreh er et al., 1998; Klei n, 1999) corr ob or am essa hip ót e se e po - dem su ge rir dif er ent es mod el os de dep ó si to, com en vol vi men to de flui d os de orig ens comp le tam en te div ers as (met eór ic os, met am órf ic os, magm át i cos). Mod el os met al og en ét ic os vig ent es para a Pro - vínc ia Tap aj ós são dev id os a Cout in ho et al. (1998) e a Dreh er et al. (1998). Os pri me i ros aut o res in vo- cam uma evol uç ão met al og en ét ic a em duas fa ses. A prim ei r a, mais ant ig a, comp ort ar ia as mi ne ral iz a- ções do tipo lode, mais pro fun das, ass o ci a das às zon as de cis al ham ent o reg io n al, en quan to que a seg und a fase env olv er ia ja zi men tos mais ra sos, cen tra dos em int rus ões, com lod es, stock works e diss em in aç ões, num mod el o si mi lar ao tipo pór fi ro desc rit o para amb ie nt es mod ern os rel ac i on a dos à sub duc ção (Sill it oe, 1991). Os últ im os aut o res de- Fig ur a 4.10 – Veio au rí fe ro do gar imp o Sant a Isab el fen dem um mod el o epit erm al, pelo me nos para o mos tran do evid ênc ia s de vá ri as fa ses de jaz im ent o do Joel, além de out ros em fol has ad ja - pree nc him ent o (crack and seal). cent es. – 37 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 4.2 Ou tros Bens Min er ai s tad a (Colly er et al., 1994), ref er ênc ia s a res pe i to da roc ha enc ai x ant e, e a loc al iz aç ão forn e ci da para Com exc eç ão das mi ne ra li za ções aur íf er as, a essa ocorr ênc ia coi nc id e com área de aflor a men - únic a ocor rên cia prim ár ia de subst ânc ia met ál ic a tos de roc has sed im ent ar es da Form aç ão Bu i u çu, cad ast rad a pelo Pro je to PROMIN-Tapajós foi de na bac ia do Crep or i. Indíc io s de gem as em alu viões mol ibd en it a, na reg ião sud oest e da fol ha (es ta ção são tamb ém ref er id os na li te ra tu ra, lim it an do-se à AT-35a). Esse min er al ocorr e sob a form a de crist a - pre sen ça de dia m ant e, turm al in a, top áz io e rut i lo is gross ei r os, cinz a-prateados, com háb it o lam el ar em con cen tra dos de ba te ia (Sant os et al., 1975; e dist rib uí d os de man ei r a ir re gu lar em porç ões Schobb en hau s Fº et al., 1984; Colly er et al., 1994). mais pegm at óid es da hos pe de i ra que cont êm ve - Com rel aç ão aos mi ne ra is ind ust ria i s, um de pó si- nul aç ões de quartz o. Esta roc ha é um si e no gra ni to to col uv io n ar de casc al hos, const it uí d o por mat e ri a is porf ir ít ic o gross o, com pla gi o clá si os alt er ad os para conc rec io n ár io s ferr ug in os os, ocorr e próx i mo à ro - se ri ci ta, epid ot o e carb on at o, atrib uí d o à Suí t e Cre- dov ia Trans ga rim pe i ra (es ta ção EK-19). Obser- por iz ão. Além diss o, gar imp os de cass it er it a nos vou-se que esse mat er ia l já foi exp lor ad o em pe que - rios Su ru bim e Jam anx im, ativ os na déc ad a de 70, na esc al a, serv ind o para re co bri men to de es tra das fo ram des cri tos pelo Pro je to RADAM (Sant os et al., vic in ai s. Tamb ém são re co nhe ci das ocorr ên cia s de 1975). gran it o (para brit a) em alg uns aflor am ent os com vo- Entre os mi ne ra is de int er ess e gem ol óg ic o, é re- lu me con si de rá vel de ma te ri al, sust ent and o pe que- lat ad a uma ocor rên cia prim ár ia de turm al in a em nos morr os às marg ens da rod ov ia Cui a bá-San ta - veio (morf ol og ia fil on ea n a). Não há na font e cons ul - rém (nord est e da Fol ha Vila Rio z in ho). – 38 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) 5 CONCLUSÕES O lev ant am ent o geo l óg ic o reg io n al prom ov i - com car act er íst ic a quí mi ca calc io a lc al in a, me ta lu - do pelo Pro je to PROMIN-Tapajós, env olv end o a re- mi no sa a per al um in os a, re la ci o na da a ar cos mag- vis ão de trab al hos ant er io r es, int eg raç ão de sen so - má ti cos cont in ent ai s. res rem ot os, map ea m ent o geo l óg ic o, lev ant am en - A Suí t e Intrus iv a Par au a r i é a unid ad e que apre - to de rec urs os mi ne ra is e anál is es pe tro grá fi cas, sent a a mai o r ex pres si vi da de cart og ráf ic a na Fo lha quím ic as e geo c ron ol óg ic as, trou xe um novo en - Vila Ri o zi nho, ocorr end o na form a de cor pos ba tol í- tend im ent o em rel aç ão à cons ti tu i ção e evol uç ão tic os e mos tran do clar as re la ções de in tru são na ge o ló gi ca e met al og en ét ic a da Prov ínc ia Tap aj ós. Suí t e Crep or iz ão. Os gran it óid es des sa suí te apre- No âmb it o da Fo lha Vila Ri o zi nho (SB.21-Z-A), fo- sent am amp lo es pec tro comp os ic io n al, tend o sido ram in di vi du a li za das dez ess ei s unid ad es lit oe st ra- agrup ad os em duas fác ie s, uma gran ít ic a e ou tra tig ráf ic as e lit od êm ic as. Entre elas, for am de fi ni das gra no di o rí ti ca, em funç ão dos term os dom i nan tes. a Suí t e Intrus iv a Crep or iz ão, o Oli vi na Gab ro Rio Poss ue m car act er íst ic as tex tu ra is ti pi ca men te íg- Novo, o Qua rtz o Monz og ab ro Igar ap é Jen ip ap o. nea s, loc alm ent e afet ad as por def orm aç ão, e ass i - Algu mas unid ad es tiv er am man ti das as suas def in i- nat ur a cal ci o al ca li na met al um in os a a pe ra lu mi no- ções ori gi na is, en quan to out ras for am red ef in id as, sa, re la ci o na da às fas es pós-orogênica do de sen - em funç ão dos nov os da dos col et ad os. vol vi men to de arc os mag má ti cos cont in en ta is. Os ort ogn ai ss es e gran it óid es do Comp lex o Cu - Uma sér ie de unid ad es de roc has bás ic as e in - iú-Cuiú, com ida des ent re 2.033-2.005Ma, cons ti tu- term ed iár ia s prot er oz óic as, que não pud e ram ser em-se nas roc has mais an ti gas dent ro dos lim it es da en qua dra das em unid ad e já con hec id as na reg ião, Fol ha Vila Ri o zi nho, apre sen tan do ocorr ênc ia rel at i- fo ram tamb ém ind iv id ua l iz ad as, como li to de mas, vam ent e rest rit a, est and o qua se semp re env olv id os rec eb end o de fi ni ção for mal. por mac iç os gran ít ic os mais jov ens. Esses gna is ses O vul ca no-plutonismo ácid o corr el at o ao mag- fo ram suc ed id os no temp o geo l óg ic o pel os gran it ói- mat ism o Uat um ã, está rep res ent ad o pelo Gru po Iri - des da Suí t e Crep or iz ão, def in id os no dec orr er des- ri e pela Suí t e Intrus iv a Ma lo qui nha, poss uindo am- te pro je to (Ricc i et al., 1999), com área-tipo na pró - pla dis tri bu i ção na Fol ha Vila Rio z in ho. Com re la ção pria Fol ha Vila Ri o zi nho. Esta unid ad e, com ida des ao vulc an ism o, ver if ic ou-se a exist ênc ia de um U-Pb e Pb-Pb em zirc ões ent re 1.997 e 1.957Ma, event o de idad e mais ant ig a, inc omp at ív el com a poss ui peq uen a dist rib ui ç ão na Fol ha Vila Rio z in ho, do Grup o Irir i, que pos si vel men te se rel ac io n a ao send o mais abund ant e a sul, na Fol ha Rio Novo. É magm at ism o cal ci o al ca li no da Suí t e Cre por iz ão. const it uí d a por gran it óid es mais ou men os de for ma- Entret ant o, na es ca la dest e map ea m ent o, não foi dos, met am orf iz ad os até a fác ie s an fi bo li to méd io, poss ív el a sep ar aç ão cart og ráf ic a dess es dois gru - – 39 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil pos de roc has vulc ân ic as, fic and o to das eng lob a- magm at ism o apres ent a em rel aç ão à evol u ção das no Grup o Irir i. post ul ad a para a Prov ínc ia Tap aj ós, di fe ren te men - Estrut ur alm ent e, a Fol ha Vila Ri o zi nho rep et e o te do que ocorr e no sud est e doc rát on, onde o even - mesm o comp ort am ent o enc ont rad o ao long o de toda to Uat um ã é cla ra men te anor og ên ic o, ocor ren do Prov ínc ia Tap aj ós, send o car act er iz ad a por gran des cerc a de 1.000Ma após os event os ar que a nos, que lin ea m ent os NNW-SSE a NW-SE, com traç os ora si- car act er iz am a fase orog ên ic a na que la porç ão do nu o sos, ora curv il ín eo s que re pre sen tam dom in ant e- crát on. Essa hip ót es e é crit ic ad a por alg uns aut o- men te transc orr ênc ia s sin ist rai s, pur as ou comp o - res (p.ex. Schob be nha us Fº, 1993), que cons id e- nent es oblíq uas, às quai s ass oc ia m-se ban da men tos ram o event o Uat um ã, ind ep end ent em en te das ci - gnáiss ic os, fo li a ções mil on ít ic as e mag má ti cas e lin e- tad as re la ções cron ol óg ic as, como o marc a dor do aç ões mi ne ra is, subp ar al el as, além de fal has com ori- iníc io da est ab il iz aç ão do Crát on Ama zô ni co. ent aç ões e poss anç as div ers as. Estes lin ea m ent os O Mes op rot er oz óic o ca rac te ri zou-se pel as in tru- form am um pad rão ger al anast om os ad o, e func io n a - sões de gran it óid es anor og ên ic os e de ro chas má- ram como con di ci o na do res da atua l geo m et ria dos fic as troct ol ít ic as, en quan to que no Fa ner o zóic o corp os roc hos os e/ou da sua col oc aç ão, de form a houv e a im plan ta ção da Ba cia do Amaz onas, int ru- que os mesm os apres ent am-se, em sua mai o r ia, são de diq ues de dia b ás io s e form aç ão das co ber - alon ga dos se gun do a orient aç ão princ ip al. tur as sup erf ic ia i s. A aval ia ç ão do quad ro li to es tra ti grá fi co, est rut u- O lev ant am ent o dos rec urs os mi ne ra is de mons - ral e geo c ron ol óg ic o da Fo lha Vila Ri o zi nho e da trou ser o ouro o princ ip al bem min er al na Fo lha Vila Prov ínc ia Tap aj ós como um todo, dem onst ra que Ri o zi nho, com amp la dis tri bu i ção ao long o de seis esta prov ínc ia poss ui uma evol uç ão ess enc ia lm en - área s com dif er ent es gra us de pot enc ia l id ad e (alta, te pal eo p rot er oz óic a. Evid ênc ia s isot óp ic as (zir - mod er ad a e bai x a), além de ocorr ênc ia s de cass it e - cões herd ad os e ida des-modelo Sm-Nd), ent ret an - rit a, mol ib id en it a, gem as e mat er ia l de cons truç ão. to, sug er em a exist ênc ia de uma crost a cont in ent al For am rel ac io n ad os 38 ja zi men tos aur íf er os pri má ri- mais ant ig a en vol vi da na ger aç ão de alg um as uni- os, cuja car act er iz aç ão most ra que as min e ra liz a - dad es. ções fil on ea n as const it ue m a princ ip al ti po lo gia. Dois dif er ent es dom ín io s tect ôn ic os for am rec o - Esta é car act er iz ad a por vei o s de quartz o, simp les nhec id os, um orog ên ic o, com pres si vo-transpressivo, ou con ju ga dos, de dim ens ões e hal os hid ro ter ma is mais ant ig o, lig ad o ao Cic lo Trans am az ôn ic o, con - mod est os, pos ic io n ad os em fal has subv er ti ca is de cent rand o seq üênc ia s me ta vul ca no-sedimentares, orie nt aç ões var ia d as, mas dom in ant em en te NE-SW, gnai ss es e roc has gran it óid es cal ci o al ca li nas, em ge- prov av elm ent e ass oc ia d as aos gran des li nea men - ral met am orf iz ad as e deform ad as, atrib uí d as à evo- tos NNW-SSE, que const it ue m o princ ip al me tal o tec - luç ão de um arco magm át ic o, ent re aprox im ad a - to nest a área. Essa tip ol og ia poss ui ass oc i a ção es - men te 2.100Ma e 1.960Ma. As seq üênc ia s met a- pac ia l princ ip alm ent e com a Suí t e Crep or iz ão e com vulc an o-sedimentares do Grup o Jac ar ea c ang a e o Comp lex o Cui ú-Cuiú. Lo ca li za da men te ocor rem os gna is ses e gran it óid es do Comp lex o Cui ú-Cuiú vei o s com evid ênc ia s de col oc aç ão em reg i me rúp- rep res ent am as seq üênc ia s pré a si no ro gê ni cas, til-dúctil a dúct il, brec has hid rot erm ai s e dis se mi na - enq uant o que o magm at ism o gran ít ic o calc io a lc al i - ções em zon as hid rot erm al iz ad as, além de um caso no da Suí t e Crep or iz ão re pre sen ta os est ág io s sin a de min er al iz aç ão tipo stockw ork. tard io r og ên ic os. Como sug est ão para trab al hos fut ur os pro- O out ro dom ín io, ess enc ia lm ent e ex ten si o nal, põe-se o map ea m ent o em es ca la mai o r (pelo me - eng lob a as seq üênc ia s pós-orogênicas a anor og ê- nos 1:100.000) da porç ão sud oe st e da fo lha, uma nic as des env olv id as ent re 1.900 e 1.780Ma, car ac- área com mar can te ass oc ia ç ão ent re as unid ad es ter iz and o-se por ext ens as man if est aç ões mag má ti - roc hos as do Comp lex o Cui ú-Cuiú, suí t es Cre po ri - cas, re pre sen ta das pel os gran it óid es Par au a r i e zão e Par au a r i, est rut ur as e mi ne ra li za ções au rí fe- Ma lo qui nha, int rus ões bás ic as, vulc an ism o ácid o a ras prim ár ia s. in ter me diá rio (Grup o Irir i) e pelo es ta be le ci men to Tam bém se rev est e de int er ess e o set or cen tro- de bac ia s sed im ent ar es cont in ent ai s, marc and o a nor te da Fol ha Vila Ri o zi nho, dom in ad o pel as ro- est ab il iz aç ão da reg ião. chas da Suí t e Par au a r i, que enc err a um grand e nú- Essa ten ta ti va de ass oc ia ç ão do vulc a- mer o de mi ne ra li za ções aur íf er as pri má ri as ao lon- no-plutonismo Uat um ã ao fin al da orog ên es e, ba - go das áre as Toc ant ins, Água Branc a, São Dom in - sei a-se na grand e prox im id ad e tem po ral que esse gos/São Chic o e Mam oa l. – 40 – SB.21-Z-A (Vila Riozinho) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, C.A.S.; COLLYER, T.A.; PEREIRA, J.L.; Extend ed abst racts... 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Rio de post-tectonic, sub-alkalic, A-type Mod ern Gran i - Jan ei r o: RADAM/DNPM, 1975. p. 116-149. te (Map ue r a Int rus iv e Sui t e), Stat e of Ror ai m a, (Lev ant am ent o dos Rec urs os Na tu ra is, 7). – 45 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Folhas em Execução NA.19-Z Alto Rio Negro9 SC.20 Porto Velho8 SD.24-Y-B Ilhéus1 NA.20 Boa Vista8 SC.21-Z-A Ilha 24 de Maio1 SE.22-V-A Guiratinga1 SA.20-V Rio Cuiuni1 SC.24.V Aracaju NW8 SE.23-Z-B-IV Serro1 SA.22-X-D Belém4 SC.24-Z Aracaju SE8 SE.23-Z-D-I Conceição do Mato Dentro1 SA.23-Z São Luís SE8 SC.24-V-A-I Riacho Queimadas1 SF.23-Y Rio de Janeiro SW8 SB.22-X-B Rondon do Pará4 SD.22-Z-A Itapaci1 SG.22-X-B Itararé1 SB.24.Z Jaguaribe SE8 SD.22-Z-B Uruaçu1 SH.22 Porto Alegre8 Folhas Impressas Borda Oeste SC.20-V-D-I Jaciparaná1 SD.23-Z-D-IV Janaúba3 NA.20-X-C-III Paredão1 SC.20-Z-C-V Paulo Saldanha1 SD.23-Z-D-V Rio Pardo de Minas3 NA.20-X-C-VI Serra do Ajarani1 SC.20-Z-C-VI Rio Pardo1 SD.24-V-A Seabra2 (CD-ROM) NA.20-X Roraima Central9 (CD-ROM) SB.21-V-D Vila Mamãe Anã8(CD-ROM) SD.24-V-A-I Seabra1 NB.20-Z-B-V Monte Roraima1 SB.21-X-C Caracol8(CD-ROM) SD.24-V-A-II Utinga1 NB.20-Z-B-VI Monte Caburaí1 SB.21-Y-B Jacareacanga8(CD-ROM) SD.24-V-A-V Lençóis1 NB.20-Z-D-II Rio Quinô1 SB-21-Z-A Vila Riozinho8(CD-ROM) SD.24-V-C Livramento do Brumado NB.20-Z-D-III Rio Cotingo1 SB.21-Z-C Rio Novo8 (CD-ROM) SD.24-V-C-II Mucugê1 NB.20-Z-D-V Vila Pereira1 SC.22-X-A Redenção4 (CD-ROM) SD.24-Y-A Vitória da Conquista2 NB.20-Z-D-VI Rio Viruquim1 SC.22-X-B Conceição do Araguaia4 SD.24-Y-B-V Ibicaraí1 NB.21-Y-A-IV Sem denominação SC.23-Y-D Formosa do Rio Preto1 SD.24-Y-B-VI Itabuna1 NB.21-Y-C-I Sem denominação SC.23-X-D-IV Campo Alegre de Lourdes1 SE.21-Y-D Corumbá1 SA.20-V Rio Cuiuni1 SC.23-Z-A/Y-B Curimatá/Corrente1 SE.22-V-B Iporá2 SA.23-Z-C Itapecuru-Mirim4 SC.23-Z-C Santa Rita de Cássica1 SE.22-V-B Iporá1 (1999) SA.22-Y-D Altamira4 SC.24-V-A Paulistana1 SE.22-X-A São Luís de Montes Belos2 SA.23-V-D Turiaçu4 SC.24-V-A-II Paulistana1 SE.22-X-A-III Itaberaí1 SA.23-X-C Cururupu4 SC.24-V-A-III Santa Filomena1 SE.22-X-A-VI Nazário1 SA.23-Y-B Pinheiro4 SC.24-V-A-IV Barra do Bonito1 SE.22-X-B Goiânia2 SA.23-Z-A São Luís4 SC.24-V-A-V Afrânio1 SE.22-X-B Goiânia8 (1999) SA.23-Y-D Santa Inês4 SC.24-V-A-VI Riacho do Caboclo1 SE.22-X-B-I Nerópolis1 SA.24-Y-D-V Irauçuba3 (CD-ROM) SC.24-V-B-IV Cristália1 SE.22-X-B-II Anápolis1 SB.22-X-C Serra Pelada4 SC.24-V-C Petrolina1 SE.22-X-B-IV Goiânia1 SB.22-Y-B São Félix do Xingu4 SC.24-V-C-III Petrolina1 SE.22-X-B-V Leopoldo de Bulhões1 SB.20-Z-B-VI Mutum1 SC.24-V-D Uauá2 SE.22-X-B-VI Caraíba1 SB.22-X-D Marabá4 SC.24-V-D-I Itamotinga1 SE.22-X-D Morrinhos2 SB.22-Z-A Serra dos Carajás4 SC.24-X-A Belém de S. Francisco1(CD-ROM) SE.23-V-B São Romão2 SB.22-Z-B Xambioá4 SC.24-X-C-V Santa Brígida1 SE.23-Z-B Guanhães2 SB.22-Z-C Xinguara4 SC.24-X-C-VI Piranhas1 SE.23-Z-C Belo Horizonte2 SB.22-Z-D Araguaína4 SC.24-X-D-V Arapiraca1 SE.23-Z-D Ipatinga2 SB.23-V-A Açailândia4 (CD-ROM) SC.24-Y-B Senhor do Bonfim2 SE.24-V-A Almenara2 SB.23-V-B Vitorino Freire4 SC.24-Y-B-VI Euclides da Cunha3 SE.24-Y-C-V Baixo Guandu1 SB.23-V-C Imperatriz4 SC.24-Y-C Jacobina2 SE.24-Y-C-VI Colatina1 SB.23-V-D Barra do Corda4 SC.24-Y-C-V Morro do Chapéu1 SF.21 Campo Grande 8 (CD-ROM) SB.23-X-A Bacabal4 SC.24-Y-D Serrinha1 (rev.) SF.21-V-B Aldeia Tomásia1 SB.23-X-B Caxias1 SC.24-Y-D Serrinha2 SF.21-V-D Porto Murtinho1 SB.23-X-C Presidente Dutra4 SC.24-Y-D-II Gavião1 SF.21.X.A Aquidauana1 SB.24-V-C-III Crateús1 SC.24-Y-D-IV Mundo Novo1 SF.23-V-D-V-4 São Gonçalo do Sapucaí1 SB.24-V-D-V Mombaça1 SC.24-Y-D-V Pintadas1 SF.23-X-B-I Mariana1 SB.24-X-B/D Areia Branca/Mossoró2 SC.S4-Y-D-VI Serrinha1 SF.23-X-B-II Ponte Nova1 SB.24-Y-B Iguatu1 SC.24-Z-A-II Jeremoabo1 SF.23-X-B-IV Rio Espera1 SB.24-Y-B-II Catarina1 SC.24-Z-A-III Carira1 SF.23-X-C-III Barbacena1 SB.24-Y-C-V Patos1 (PI) SC.25-V-A-II Vitória de Santo Antão1 SF.23-X-C-VI Lima Duarte1 SB.24-Y-C-VI Simões1 SD.21-Y-C-II Pontes e Lacerda1 SF.23-X-D-I Rio Pomba1 SB.24-Z-B Caicó1 SD.21-Z-A Rosário do Oeste2 SF.23-Y-B-II-2 Heliodora1 SB.24-Z-B-II Currais Novos3 SD.21-Z-C Cuiabá2 SF.24-V-A-II Afonso Cláudio1 SB.24-Z-B-V Jardim do Seridó3 SD.22-X-D Porangatu2 SF.24-V-A-III Domingos Martins1 SB.24-Z-C Serra Talhada1 SD.22-Z-C-V Sanclerlândia1(CD-ROM) SF.24-V-A-V Cachoeiro de Itapemirim1 SB.24-Z-C Serra Talhada1 (1999) SD.22-Z-B Uruaçu2 SF.24-V-A-VI Piúma1 SB.24-Z-C-VI Afogados da Ingazeira1 SD.22-Z-C Ceres2 SG.22-X-D-I Curitiba8 (CD-ROM) SB.24-Z-D-I Patos1 (PB) SD.22-Z-C-VI Itaguaru1 SG.22-Z-B Joinville2 SB.24-Z-D-II Juazeirinho1 SD.22-Z-D Goianésia2 SG.22-Z-D-I-2 Botuverá SB.24-Z-D-IV Monteiro1 SD.22-Z-D-IV Jaraguá1 SG.22-Z-D-II-1 Brusque1 SB.24-Z-D-V Sumé1 SD.22-Z-D-V Pirenópolis1 SG.22-Z-D-V Florianópolis1 SB.25-V-C Natal2 SD.23-X-B Ibotirama2 SG.22-Z-D-VI Lagoa1 SB.25-V-C-IV João Câmara1 SD.23-X-C-V Coribe1 SH.22-V-C-IV Santa Maria SB.25-Y-C-V Limoeiro1 SD.23-X-D Bom Jesus da Lapa2 SH.22-Y-A Cachoeira do Sul2 SC.20-V-B-V Porto Velho1 SD.23-Y-C Brasília2 SH.22-Y-C Pedro Osório1 (CD-ROM) SC.20-V-C-V Abunã1 SD.23-Y-D Buritis2 SH.22-Y-A-I-4 Passo do Salsinho1 SC.20-V-C-VI Mutumparaná1 SD.23-Z-D-II Monte Azul3 SH.22-Y-B Porto Alegre1 Folhas em Editoração NA.20-Y Serra Imeri1 SC.24-X Aracaju NE8 SH.22-X-B-IV Criciúma1 NA.20-Z Caracaraí9 SC.24.Y Aracaju SW8 SH.22-Y-A Cachoeira do Sul1 SA.23-V-C Castanhal4 SB.24-Y Jaguaribe SW8 SH.22-Y-C-II Piratini1 SA.23-V/Y São Luís SW/NW8 SE.23-Z-C-VI Belo Horizonte1 SB.22-Z-C Xinguara4 SE.23-Z-D-IV Itabira1 1Levantamento Geológico/Geoquímico/Metalogenético nas escalas 1:500.000, 1:250.000, 1:100.000, 1:50.000; 2Mapas Metalogenéticos e de Previsão de Recursos Minerais escala 1:250.000; 3Mapas de Previsão de Recursos Hídricos Subterrâneos escala 1:100.000; 4Projeto Especial Mapas de Recursos Minerais, de Solos e de Vegetação para a Área do Programa Grande Carajás – Subprojeto Recursos Minerais; 5Levantamento geológico visando ao meio ambiente; 6Levantamentos aerogeofísicos; 7Integração geológica/geoquímica de regiões metropolitanas; 8Integração geológico/metalogenética nas escalas 1:500.000 e 1:250.000; 9Mapeamento Geológico/Metalogenético da Região Amazônica na escala 1:500.000. Folhas Concluídas Disponíveis para consulta SC.24-V-B Salgueiro2 SE.24-Y-C Colatina2 NA.20-X-B Uraricoera2 SC.24-X-A Floresta2 SF.21-V-B Baía Negra2 NA.21-V-A Conceição do Maú2 SC.24-X-B Garanhuns2 SF.21-X-A Miranda2 NA.20-X-D Boa Vista2 SC.24-X-C Paulo Afonso2 SF.23-V-A-II.2 Rio São Lourensinho7 NA.20-Z-B- Caracaraí2 SC.24-X-D Santana do Ipanema2 SF.23-V-A-III.1 Itanhaem7 NB.20-Z-B e SC.24-Y-A Mirangaba2 SF.23-V-A-III.2 Mangagua7 NB.21-Z-A Monte Roraima2 SC.24-Z-A Jeremoabo2 SF.23-Y-A-V.4 Campinas7 NB.20-Z-D Vila Surumu2 SC.24-Z-B/D Aracaju/Estância2 SF.23-Y-A-VI.3 Valinhos7 NB.21-Y-C Rio Maú2 SC.24-Z-C Tobias Barreto2 SF.23-Y-C-II.2 Indaiatuba7 NA.21-Z-B Rio Citaré2 SC.25-V-A Recife2 SF.23-Y-C-II.4 Cabreúva7 NA.22-V-B Rio Oiapoque2 SC.25-V-C Maceió2 SF.23-Y-C.III.1 Jundiaí7 NB.22-Y-D Cabo Orange2 SD.20-V-B Príncipe da Beira2 SF.23-Y-C-III.2 Atibaia7 NA.22-V-D Lourenço2 SD.20-X-A Pedras Negras2 SF.23-Y-C-III.3 Santana do Parnaíba7 NA.22-Y-A Serra do Tumucumaque2 SD.20-X-B Vilhena2 SF.23-Y-C-III.4 Guarulhos7 NA.22-Y-B Rio Araguari2 SD.20-X-C Ilha do Sossego2 SF.23-Y-C-V.2 São Roque7 NA.22-Y-D Macapá2 SD.20-X-D Pimenteiras2 SF.23-Y-C-V.4 Juquitiba7 SA.21-X-B Rio Maicuru2 SD.21-Y-C Mato Grosso2 SF.23-Y-C.VI.1 Itapecerica da Serra7 SA.24-Y-A Parnaíba2 SD.21-Y-D Barra do Bugres2 SF.23-Y-C-VI.2 São Paulo7 SA.24-Y-B Acarau2 SD.22-X-A Araguaçu2 SF.23-Y-C-VI.3 Imbu-Guaçu7 SA.24-Y-C Granja2 SD.22-X-B Alvorada2 SF.23-Y-C-VI.4 Riacho Grande7 SA.24-Y-D Sobral2 SD.22-X-C São Miguel do Araguaia2 SF.23-Y-D-I.1 Piracaia7 SA.24-Z-C Fortaleza2 SD.22-Y-D Barra do Garças2 SF.23-Y-D-I.2 Igaratá7 SB.22-X-C Rio Itacaiúnas2 SD.22-Z-A Mozarlândia2 SF.23-Y-D-I.3 Itaquaquecetuba7 SB.22-X-D Marabá2 SD.23-V-A Arraias2 SF.23-Y-D-I.4 Santa Isabel7 SB.22-Z-A Rio Paraopebas2 SD.23-V-C Campos Belos2 SF.23-Y-D-II.3 Jacareí7 SB.24-V-A Piripiri2 SD.23-X-A Barreiras2 SF.23-Y-D-IV.1 Suzano (Mauá)7 SB.24-V-B Quixadá2 SD.23-X-C Santa Maria da Vitória2 SF.23-Y-D-IV.2 Mogi das Cruzes7 SB.24-V-C Crateús2 SD.23-Y-A São João d'Aliança2 SF.23-Y-D-IV.3 Santos7 SB.24-V-D Quixeramobim2 SD.23-Z-A Manga2 SF.23-Y-D-IV.4 Bertioga7 SB.24-X-A Aracati2 SD.23-Z-B Guanambi2 SF.23-Y-D-V.1 Salesópolis7 SB.24-X-C Morada Nova2 SD.24-V-A Seabra2 SF.23-Y-D-V.2 Pico do Papagaio7 SB.24-Y-A Valença do Piauí2 SD.24-V-B Itaberaba2 SF.23-V-A Franca2 SB.24-Y-B Iguatu2 SD.24-V-D Jequié2 SF.23-V-B Furnas2 SB.24-Y-C Picos2 SD.24-X-C Jaguaribe2 SF.23-V-C Ribeirão Preto2 SB.24-Y-D Juazeiro do Norte2 SD.24-X-A Salvador2 SF.23-V-D Varginha2 SB.24-Z-A Souza2 SD.24-Y-B Ilhéus2 SF.23-X-A Divinópolis2 SB.24-Z-B Caicó2 SD.24-Z-A Itacaré2 SF.23-X-B Ponte Nova2 SB.24-Z-D Patos2 SD.24-Y-C Rio Pardo2 SF.23-X-C Barbacena2 SB.25-Y-A Cabedelo2 SD.24-Y-D Itapetinga2 SF.23-X-D Juiz de Fora2 SB.25-Y-C João Pessoa2 SD.24-Z-C Canavieiras2 SF.23-Y-A Campinas2 SC.20-V-C Abunã2 SE.21-V—D-V Morraria do Ínsua1 SF.23-Y-B Guaratinguetá2 SC.20-V-D Ariquemes2 SE.21-Y-B-II Lagoa de Mandioré1 SF.23-Y-C São Paulo2 SC.20-Y-B Alto Jamari2 SE.21-Y-B-III Amolar1 SF.23-Y-D Santos2 SC.20-Y-D Serra dos Uopianes2 SE.23-V-A Unaí2 SG.22-X-A Telêmaco Borba2 SC.20-Z-A Rondônia2 SE.23-V-C Paracatu2 SG.22-X-B Itararé2 SC.20-Z-B Rio Branco2 SE.23-V-D João Pinheiro2 SG.22-X-C Ponta Grossa2 SC.20-Z-C Presidente Médici2 SE.23-X-A Montes Claros2 SG.22-X-D Curitiba2 SC.20-Z-D Pimenta Bueno2 SE.23-X-B Araçuaí2 SG.23-V-C Cananéia2 SC.21-Z-B Vila Guarita2 SE.23-X-C Pirapora2 SG.23-V-A Iguape2 SC.22-X-D Miracema do Norte2 SE.23-X-D Capelinha2 SG.22-Z-D Florianópolis2 SC.22-Z-B Porto Nacional2 SE.23-Y-A Patos de Minas2 SH.21-Z-D Bagé2 SC.22-Z-D Gurupi2 SE.23-Y-B Três Marias2 SH.21-Z-B São Gabriel2 SC.23-X-D São Raimundo Nonato2 SE.23-Y-C Uberaba2 SH.22-X-B Criciúma2 SC.23-Y-C Natividade2 SE.23-Y-D Bom Despacho2 SH.22-Y-D Pelotas2 SC.23-Z-B Xique-Xique2 SE.23-Z-A Curvelo2 SH.22-Z-C Mostarda2 SC.23-Z-D Barra2 2SE.24-V-C Teófilo Otoni2 SI.22-V-A Jaguarão SC.24-V-A Paulistana2 SE.24-Y-A Governador Valadares2 Memória Técnica • Mapas de serviço disponíveis para cópias heliográficas (*) • Disquetes de computador com análises químicas, petrográficas, mineralógicas etc (*) • Sistema de Informações em Recursos Naturais – SIR (**) • Bases de Dados: GEOB e GTM – Bibliografia SIGEO – Projetos de Geologia, Geoquímica e Geofísica META – Ocorrências Minerais SISON – Dados de Sondagem AFLO – Descrição de Afloramento DOTE – Acervo Bibliográfico da CPRM PETR – Análises Petrográficas PROJ – Carteira de Projetos da CPRM Locais de acesso: (*) DNPM: Brasília e Distrito Regional; (**) Brasília e Distritos Regionais e CPRM: Rio de Janeiro Departamento de Apoio Técnico Giuseppina Giaquinto de Araujo Divisão de Cartografia Paulo Roberto Macedo Bastos Divisão de Editoração Geral Maria da Conceição C. Jinno EQUIPES DE PRODUÇÃO Cartografia Digital Carla Cristina M. da Conceição José Pacheco Rabelo Carlos Alberto da Silva Copolillo Julimar de Araujo Carlos Alberto Ramos Leila Maria Rosa de Alcantara Elaine de Souza Cerdeira Luiz Guilherme de Araújo Frazão Elcio Rosa de Lima Marco Antonio de Souza Ivan Soares dos Santos Maria Luiza Poucinho Ivanilde Muniz Caetano Marília Santos Salinas do Rosário João Bosco de Azevedo Paulo José da Costa Zilves João Carlos de Souza Albuquerque Risonaldo Pereira da Silva Jorge de Vasconcelos Oliveira Samuel dos Santos Carvalho José Barbosa de Souza Sueli Mendes Sathler José Carlos Ferreira da Silva Valter Alvarenga Barradas José de Arimathéia dos Santos Wilhelm Petter de Freire Bernard Editoração Antonio Lagarde Laura Maria Rigoni Dias Edaloir Rizzo Marília Asfura Turano Hélio Tomassini de Oliveira Filho Pedro da Silva Jean Pierre Souza Cruz Sandro José Castro José Luiz Coelho Sergio Artur Giaquinto MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA Min is tro de Es ta do Rod olph o Tou ri nho Neto Se cre tá rio Executivo He lio Vit or Ra mos Filho Se cret á rio de Mi nas e Met al ur gia Lu ci a no de Frei tas Borges COM PA NHIA DE PES QUI SA DE RE CURS OS MINERAIS – CPRM Serv iç o Ge ol óg i co do Bra sil Di re tor-Presidente Umber to Ra i mun do Cos ta Dir et or de Hi drol og ia e Ges tão Ter ri to ri al Tha les de Qu ei roz Sampaio Di ret or de Ge ol og ia e Re cur sos Mi ne rais Luiz Au gust o Bizzi Di ret or de Ad mi nist ra ção e Fi nanç as José de Sam paio Por te la Nun es Dir et or de Re la ções Insti tu ci o na is e De sen volv im en to Pa ul o Antôn io Carn ei ro Dias Che fe do Dep ar ta ment o de Ge ol og ia Sab in o Or lan do C. Log uér cio SUP ER IN TEN DÊNC IAS REG IO NAIS Su pe rin ten den te de Be lém Xafi da Silv a Jor ge João Su pe rin tend en te de Belo Ho ri zont e Os val do Cas ta nhei ra Su pe rin ten den te de Goi ân ia Már io de Car val ho Sup e rin tend en te de Ma naus Fer nan do Per ei ra de Carv a lho Su pe rint en den te de Por to Aleg re Cla dis Ant on io Pre sot to Sup er in tend en te de Re ci fe Mar ce lo Soa res Be zer ra Sup e rin tend en te de Sal vad or José Car los Vi eir a Gon çal ves da Sil va Su pe rint en den te de São Pau lo José Car los Gar cia Fer rei ra Chef e da Res id ên cia de For ta le za Clo dio nor Car va lho de Araújo Che fe da Re si dên cia de Por to Velho Rommel da Sil va Sousa ANEXOS