SECRETARIA DE
GEOLOGIA, MINERAÇÃO MINISTÉRIO DE
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL MINAS E ENERGIA
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Diretoria de Geologia e Recursos Minerais
Departamento de Recursos Minerais
Divisão de Geologia Econômica
Programa Geologia do Brasil
AVALIAÇÃO DOS RECuRSOS MINERAIS DO BRASIL
ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE
MINERAL VALE DO RIBEIRA:
MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS (Pb,
Ag, Zn, Cu e Au – “TIPO PANELAS”) EM
ZONAS DE CISALHAMENTO RÚPTIL,
CINTuRÃO RIBEIRA MERIDIONAL
ESTADOS DE SÃO PAuLO E PARANÁ
Angela Pacheco Lopes
Ligia Maria de Almeida Leite Ribeiro
Elizete Domingues Salvador
Mauricio Pavan
Anderson Dourado Rodrigues da Silva
INFORME DE RECuRSOS MINERAIS
Série Províncias Minerais do Brasil, nº 13
São Paulo
2017
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Diretoria de Geologia e Recursos Minerais
Departamento de Recursos Minerais
Divisão de Geologia Econômica
Programa Geologia do Brasil
ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE MINERAL – VALE DO RIBEIRA:
MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS (Pb, Ag, Zn, Cu e Au – “TIPO PANELAS”) EM
ZONAS DE CISALHAMENTO RÚPTIL, CINTURÃO RIBEIRA MERIDIONAL, SP-PR
INFORME DE RECuRSOS MINERAIS
Série Províncias Minerais do Brasil, nº 13
Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
L 864a LOPES , A n g e l a Pacheco
Áreas de relevante interesse mineral – Vale do Ribeira: mineralizações
polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu e Au – “tipo panelas”) em zonas de cisalhamento
rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR / Angela Pacheco Lopes, Ligia
Maria de Almeida Leite Ribeiro, Elizete Domingues Salvador, Mauricio Pavan,
Anderson Dourado Rodrigues da Silva. – São Paulo : CPRM, 2017.
158 p.; il. color. (Informe de Recursos Minerais, Série Províncias Minerais do
Brasil, 13)
Programa Geologia do Brasil
ISBN 978-85-7499-345-4
Inclui Referências Bibliográficas
1. Geologia econômica. 2. Minerais metálicos. 3. Depósitos minerais – Vale do
Ribeira. I. Ribeiro, Ligia Maria de Almeida Leite. II. Salvador, Elizete Domingues.
III. Pavan, Mauricio. IV. Silva, Anderson Dourado Rodrigues da. V. Título. VI.
Série.
CDD 553.109816
Ficha catalográfica elaborada pela Bibliotecária Claudia Maria Coutinho Lopes
Índices para catálogo sistemático
1. Geologia econômica 553
2. Minerais metálicos 553.4
3. Depósitos minerais : Vale do Ribeira 553.109816
Fotos da capa, da esquerda para direita: 1) Veio de sulfeto maciço em zona de falha subvertical de direção N55E na Mina de Panelas; 2) Amostra evi-
denciando a relação entre a pirita e a galena na Mina do Lajeado; 3) Aspectos microscópicos do minério polimetálico constituído por pirita, esfalerita,
pirrotita e galena na Mina de Panelas; 4) Inclinação do Sinal Analítico do Gradiente Horizontal Total (ISA-GHT) na área investigada, sobre o Campo
Magnético profundo; 5) Nível sulfetado em testemunhos de sondagem na Mina da Barrinha; 6) Veio mineralizado em zona de falha subvertical de
direção N45E na Mina do Lajeado.
Direitos desta edição: Serviço Geológico do Brasil - CPRM
É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte.
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Diretoria de Geologia e Recursos Minerais
Departamento de Recursos Minerais
Divisão de Geologia Econômica
Programa Geologia do Brasil
ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE MINERAL – VALE DO RIBEIRA:
MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS (Pb, Ag, Zn, Cu e Au – “TIPO PANELAS”) EM
ZONAS DE CISALHAMENTO RÚPTIL, CINTuRÃO RIBEIRA MERIDIONAL, SP-PR
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Fernando Coelho Filho
Ministro de Estado
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Vicente Humberto Lôbo Cruz
Secretário
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Esteves Pedro Colnago
Diretor-Presidente (interino)
José Leonardo Silva Andriotti
Diretor de Geologia e Recursos Minerais (interino)
Antônio Carlos Bacelar Nunes
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Esteves Pedro Colnago
Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento
Juliano de Souza Oliveira
Diretor de Administração e Finanças (interino)
Lúcia Travassos da Rosa Costa
Chefe do Departamento de Geologia
Marcelo Esteves Almeida
Chefe do Departamento de Recursos Minerais
Felipe Mattos Tavares
Chefe da Divisão de Geologia Econômica (interino)
Luiz Gustavo Rodrigues Pinto
Chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica
Denise de Assis
Chefe da Divisão de Marketing e Divulgação
SuPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SÃO PAuLO
Lauro Gracindo Pizzatto
Superintendente Regional
Maurício Pavan Silva
Gerente de Geologia e Recursos Minerais
Fabrízio Pior Caltabellotta
Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento
Angela Pacheco Lopes
Viviane Carrilo Ferrari
Supervisoras de Geologia e Recursos Minerais
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Diretoria de Geologia e Recursos Minerais
Departamento de Recursos Minerais
Divisão de Minerais e Rochas Industriais
ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE MINERAL CINTuRÃO RIBEIRA
EQuIPE TÉCNICA
INFORME DE RECuRSOS MINERAIS
Coordenação Geral 4. ESTRATIGRAFIA
Evandro Luiz Klein Ligia Maria de Almeida Leite Ribeiro
Angela Pacheco Lopes
Gerente de Geologia e Recursos Minerais Fabrizio Prior Caltabellotta
Maurício Pavan Vidyã Vieira de Almeida
Colaboradores 5. MINERALIZAÇõES POLIMETÁLICAS
José Roberto de Góis Angela Pacheco Lopes
Wanessa Sousa Marques Ligia Maria de Almeida Leite Ribeiro
Cristina Burgos Carvalho Maria José de Mesquita
Márcio José Remédio Leonardo Fadel Cury
Henrique Jose Zaffari Sérgio Roberto Estevam de Carvalho
Cláudia Maria Coutinho Lopes Anderson Dourado Rodrigues da Silva
Luís Carlos Melo Palmeira
Digitalização e Editoração Mariane Brumatti
Marina das Graças Perin Ivan Pereira Marques
José Antonio Sales da Costa Felipe Brito Mapa
Compatibilização e Revisão Geral 6. ESPECTROSCOPIA DE REFLECTâNCIA APLICADA àS
Evandro Luiz Klein e Felipe Mattos Tavares MINERALIZAÇõES
João Luiz Carneiro Naleto
Chefe do Projeto Manoel Augusto Correa da Costa
Anderson Dourado Rodrigues da Silva Deborah Mendes
Monica Mazzini Perrotta
CRÉDITOS AuTORAIS
Angela Pacheco Lopes 7. GEOFÍSICA ExPLORATÓRIA
Ligia Maria de Almeida Leite Ribeiro Rafael Ribeiro Severino
Elizete Domingues Salvador Jairo Jamerson Correia de Andrade
Mauricio Pavan Luiz Gustavo Rodrigues Pinto
Anderson Dourado Rodrigues da Silva
8. GEOQuÍMICA PROSPECTIVA
CRÉDITOS DE AuTORIA POR CAPÍTuLO Francisco Ferreira de Campos
1. INTRODuÇÃO 9. INTEGRAÇÃO DE DADOS E ÁREAS POTENCIAIS
Angela Pacheco Lopes Angela Pacheco Lopes
Elizete Domingues Salvador
2. MATERIAIS E MÉTODOS Leonardo Fadel Cury
Angela Pacheco Lopes Maria José de Mesquita
Francisco Ferreira de Campos Rafael Bittencourt Lima
João Luiz Carneiro Naleto
Rafael Ribeiro Severino 10. CONCLuSõES E RECOMENDAÇõES
Angela Pacheco Lopes
3. CONTExTO GEOTECTôNICO DO CINTuRÃO RIBEIRA Rafael Bittencourt Lima
MERIDICIONAL E IMPLICAÇõES NAS MINERALIZAÇõES
Angela Pacheco Lopes
Mauricio Pavan
Leonardo Fadel Cury
EDIÇÃO DO PRODuTO
Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento
Divisão de Marketing e Divulgação – DIMARK – Denise de Assis
Divisão de Geoprocessamento – DIGEOP – Hiran Silva Dias – SIG/GEOBANK
APRESENTAÇÃO
O momento atual da economia global tem imposto profundas mudanças nas
empresas e instituições governamentais. No caso da mineração, há uma forte
competitividade por orçamentos, o que leva à priorização de projetos em fase mais
avançada em detrimento de programas exploratórios. Os países com maior nível de
conhecimento geológico, geofísico e geoquímico e que disponibilizam mapas e bancos
de dados organizados levam vantagem na atratividade de investimentos realizados
por mineradoras nacionais e internacionais de qualquer porte. A CPRM – Serviço
Geológico do Brasil, após os maciços investimentos realizados em levantamentos
aerogeofísicos e geoquímicos nos últimos anos, passa a priorizar o processamento e
a interpretação desses dados existentes e sua integração com novos dados de campo
e laboratoriais visando a identificação de áreas prioritárias para investimentos em
pesquisa mineral.
Nesse sentido, a CPRM – Serviço Geológico do Brasil desenvolve a Ação Avaliação
dos Recursos Minerais do Brasil, ligada ao PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO
CRESCIMENTO do governo federal. Esta ação consiste em um conjunto de projetos
que visam estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira, com foco adicional no
suprimento de matérias primas essenciais para o desenvolvimento da infraestrutura
e do agronegócio no Brasil. Parte dessa iniciativa está agrupada no empreendimento
Áreas de Relevante Interesse Mineral (ARIM).
Assim, o Ministério de Minas e Energia e a Secretaria de Geologia, Mineração e
Transformação Mineral, por meio da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, tem a
satisfação de disponibilizar à comunidade geocientífica, empresários do setor mineral
e à sociedade em geral, os resultados parciais obtidos no projeto Áreas de Relevante
Interesse Mineral (ARIM) – Vale do Ribeira. Abrange uma área de 60.000 km2 (57.000
km2 de área emersa), englobando 20 folhas na escala 1:100.000, nos limites dos
estados de São Paulo e Paraná, onde são reconhecidas diversas jazidas de chumbo,
prata, ouro, cobre e zinco, além de importantes ocorrências de barita e fluorita. O
projeto envolveu estudos temáticos de geologia básica e geologia econômica com
uso de técnicas geofísicas e laboratoriais avançadas e sua execução e gerenciamento,
na CPRM – Serviço Geológico do Brasil, foi de responsabilidade da Superintendência
Regional de São Paulo, com participação das divisões de Geologia Econômica
(DIGECO), Geoquímica (DIGEOQ) e Sensoriamento Remoto e Geofísica (DISEGE), com
coordenação geral dos Departamentos de Recursos Minerais (DEREM) e de Geologia
(DEGEO).
Os resultados, integrados em Sistema de Informações Geográficas (SIG) estão
disponíveis no banco de dados corporativo da CPRM, o GEOSGB (http://geosgb.
cprm.gov.br) e consistem em bancos de dados temáticos, mapas e neste Informe de
Recursos Minerais.
ESTEVES PEDRO COLNAGO JOSÉ LEONARDO SILVA ANDRIOTTI
Diretor - Presidente Diretor de Geologia e Recursos Minerais
v
RESuMO
As mineralizações polimetálicas (Pb, Zn, Ag, Au e Cu – “tipo Panelas”) que ocorrem nos limi-
tes dos estados de São Paulo e Paraná foram reavaliadas no projeto “Integração de dados
e reavaliação do potencial mineral do Vale do Ribeira”. A fim de avançar no entendimento
do controle das mineralizações e reavaliar o potencial mineral, foram selecionados dois alvos
(Lajeado e Rocha), que abrangem as principais ocorrências e as minas de maior relevância,
como Lajeado, Furnas, Rocha, Barrinha e Panelas, localizadas nas proximidades das cidades
de Apiaí, Ribeira e Adrianópolis. Na década de 1950, esta região foi o maior centro metalúrgi-
co brasileiro de chumbo e prata, ocupando primeiro lugar na produção brasileira; e segundo
lugar na produção de ouro. Estudos em parceria com a CPRM foram executados na região,
principalmente na década de 1980, momento em que as minas ainda estavam em atividade,
cujos dados foram reavaliados neste projeto. Novas bases de sensoriamento remoto, geofísi-
cas, geoquímicas (prospectiva de sedimento de corrente) e geológicas contribuíram para um
avanço no conhecimento e delimitação de áreas potenciais, caracterizadas e consistidas por
meio de estudos de campo, petrografia, espectroscopia de reflectância e análises litogeoquí-
micas. As minas estão atualmente desativadas, no entanto, foi descrito e amostrado minério
in situ nas minas de Lajeado, Barrinha e Panelas, esta última com teores máximos de 30% de
chumbo, 5% de zinco, 1% de cobre e 564 ppm de prata, detectados em veios de sulfeto maci-
ço. O maior teor de ouro foi verificado em galeria secundária da Mina da Barrinha, com 5634
ppb. As mineralizações polimetálicas ocorrem principalmente sob a forma de sulfetos, com
óxidos e carbonatos subordinados. Os principais minerais de interesse econômico descritos
neste projeto são galena (principalmente argentífera), pirita, arsenopirita, pirrotita, esfalerita e
calcopirita. As rochas hospedeiras das mineralizações polimetálicas são principalmente meta-
calcários das formações Mina de Furnas e Bairro da Serra (Grupo Lajeado) e da Formação Água
Clara, unidades pertencentes ao Supergrupo Açungui. A alteração hidrotermal foi caracteriza-
da principalmente por meio de espectroscopia de reflectância, que evidenciou enriquecimen-
to em ferro e aumento da temperatura de cristalização nos minerais (principalmente micas e
carbonatos) em direção às zonas mineralizadas. O controle litológico das mineralizações foi
confirmado pela concentração de ocorrências e minas essencialmente em rochas carbonáti-
cas. O forte controle estrutural destes depósitos filoneanos hidrotermais é evidenciado pelas
concentrações de minério em veios situados em zonas de falha de direção NE-SW, subverticais,
sin a pós-transcorrência, com veios de direção NW-SE subordinados. Feições típicas de zonas
de cisalhamento rúptil foram verificadas nas zonas mineralizadas, como brechas, veios, falhas
e fraturas. Cataclase é evidenciada por quartzo fragmentado e microfraturas, que seccionam
as foliações anastomosadas marcadas por micas e agregados sigmoidais de quartzo, o que
sugere evento de milonitização sobreposto por evento cataclástico. Em galeria secundária da
Mina de Furnas, indicadores cinemáticos registraram transcorrência destral. O mecanismo de
falha-válvula é sugerido para precipitação de minério nas zonas de falha de direção NE-SW,
desfavorável para abertura sob tensão máxima de direção NW-SE. A alta pressão de fluidos
pode ter sido propiciada pela intrusão do Granito Itaoca, que teria provocado o rompimento
da zona de cisalhamento e geração das brechas hidráulicas descritas nos veios de sulfeto ma-
ciço na Mina de Panelas. Estas feições não haviam sido descritas na área e, juntamente com a
associação das mineralizações às zonas de cisalhamento rúptil, constituem informações inédi-
tas, que aumentam as perspectivas para exploração na região.
vii
ABSTRACT
The occurrences of polymetallic mineralization (Pb, Zn, Ag, Au and Cu - Panelas type) in
Paraná and São Paulo states were revisited in the project "Integração de dados e reavaliação
do potencial mineral do Vale do Ribeira". To increase the knowledge about the controls of the
mineralization and to re-evaluate the mineral potential, two areas were selected (Lajeado and
Rocha). Both cover the primary occurrences and the most important mines, such as Lajeado,
Furnas, Rocha, Barrinha and Panelas, located near the towns of Apiaí, Ribeira and Adrianópolis.
This region was, during the 1950´s, the largest Brazilian metallurgical center for lead and
silver, ranking first in national production and second for gold. Data generated by studies
developed in partnership with the CPRM, mainly in the 1980´s when the mines were still in
activity, were reassessed in this project. The use of remote sensing data with new geophysical,
stream sediment geochemistry and geology information contributed to an advance in the
delimitation of potential areas, using field studies, petrography, reflectance spectroscopy and
lithogeochemistry. Although the Lajeado, Barrinha and Panelas mines are currently closed, we
described and sampled in-situ ore from them. In the Panelas mine, the ore (sulfide veins) has
maximum concentration of 30% lead, 5% zinc, 1% copper and 564 ppm silver. The highest
gold content was determined in a sample from a secondary gallery of the Barrinha Mine, with
5,634 ppb. Polymetallic mineralizations occur mainly in the form of sulfides, with a minor
presence of oxides and carbonates. The main phases of economic interest described in this
project are galena (predominantly silver-rich type), pyrite, arsenopyrite, pyrrhotite, sphalerite,
and chalcopyrite. The host rocks of the mineralizations are mainly metacarbonates from the
Furnas and Bairro da Serra Formation (Lajeado Group), and the Água Clara Formation, from
the Açungui Supergroup. The hydrothermal alteration, characterized mostly by reflectance
spectroscopy, shows an increase in both the iron content and crystallization temperature of the
minerals (mainly micas and carbonates) towards the mineralized zones. The ore occurrences
and mines in carbonate rocks confirm the lithological control of the mineralizations. The strong
structural control of the hydrothermal deposits is evidenced by the concentrations of ore in
veins located in subvertical, NE-SW-trending, post-transcurrent fault zones with subordinate
NW-SE oriented veins. Typical features from shear zones were observed in the ore-rich domains,
such as breccia, veins, faults and fractures. Fracturing and comminution are evidenced by the
fragmentation of quartz and formation of microfractures, which cut the anastomosed foliation
defined by micas and sigmoidal aggregates of quartz. The relation between structures suggests
that a milonitization event was superimposed by a cataclastic event. Kinematic indicators in a
secondary gallery of the Furnas Mine point to dextral transcurrence. The fault-valve mechanism
is suggested for ore precipitation in NE-SW fault zones, which is unfavorable for opening under
a maximum strain of NW-SE direction. The high pressure of fluids may have been caused by the
intrusion of the Itaoca Granite, provoking the rupture of the shear zone and generation of the
hydraulic breccias described in the massive sulfide veins in the Panelas Mine. These features
had not been previously reported in the area and, together with the mineralizations in brittle
brittle zones, constitute information that increase the prospectivity in the region.
ix
SuMÁRIO
1 — INTRODUÇÃO ....................................................................................15
2 — MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................17
3 — CONTEXTO GEOTECTÔNICO DO CINTURÃO RIBEIRA MERIDIONAL E IMPLICAÇÕES
NAS MINERALIZAÇÕES ........................................................................ 21
3.1 - Mineralizações no Cinturão ribeira Meridional e relevânCia das zonas de
CisalhaMento e do MagMatisMo nos proCessos Mineralizadores ....................23
3.2 - apliCação do terMo “zona de CisalhaMento” .............................................27
4 — ESTRATIGRAFIA .................................................................................29
4.1 - supergrupo açungui ..............................................................................29
4.1.1 - Formação Água Clara (Mp1ac) ...........................................................................29
4.1.2 - grupo votuverava (Mp1vo) ...............................................................................31
4.1.3 - grupo lajeado (Mpi) ......................................................................................31
4.2 - gabro de apiaí (np3da) ............................................................................33
4.3 - intrusivas bÁsiCas de CaruMbé (np3dc) .......................................................33
4.4 - granito itaoCa (np3g2i) ..........................................................................33
4.5 - granito Cerro azul (np3g1ca) ..................................................................33
4.6 - granito barra do Chapéu (np3g1bc) ..........................................................33
4.7 - gabro José Fernandes (JKbjf) ..................................................................33
4.8 - depósitos aluvionares (Q2a) ....................................................................34
5 — MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS (Pb, Ag, Au, Cu e Zn) .............................. 35
5.1 - Área do roCha ......................................................................................35
5.1.1 - Mina de panelas ...........................................................................................37
5.1.2 - Mina de barrinha ..........................................................................................41
5.1.3 - Mina do rocha .............................................................................................47
5.2 - Área laJeado ........................................................................................48
5.2.1 - Mina do lajeado ...........................................................................................49
5.2.2 - Mina de Furnas .............................................................................................53
6 — ESPECTROSCOPIA DE REFLECTÂNCIA APLICADA ÀS MINERALIZAÇÕES .............. 55
6.1 - testeMunhos de sondageM ag-b1 e ag-b2 - Mina da barrinha ..........................55
6.2 - aMostras de aFloraMentos .....................................................................60
6.3 - perFil transversal à zona Mineralizada - Mina do laJeado ...........................60
6.4 - Modelo espeCtro-MineralógiCo ...............................................................61
7 — GEOFÍSICA EXPLORATÓRIA. .................................................................. 63
7.1 - MagnetoMetria ....................................................................................63
7.2 - gaMaespeCtroMetria .............................................................................66
8 — GEOQUÍMICA PROSPECTIVA .................................................................. 71
9 — INTEGRAÇÃO DE DADOS E ÁREAS POTENCIAIS ........................................... 81
9.1 - Áreas potenCiais ...................................................................................84
10 — CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ........................................................ 87
11 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................... 89
xi
LISTAGEM DOS INFORMES DE RECURSOS MINERAIS .......................................... 97
ANEXO 1 – ANÁLISES LITOGEOQUÍMICAS ...................................................... 105
xii
ÁREAS DE RELEVANTE INTERESSE
MINERAL – VALE DO RIBEIRA:
MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS (Pb,
Ag, Zn, Cu e Au – “TIPO PANELAS”)
EM ZONAS DE CISALHAMENTO RÚPTIL,
CINTURÃO RIBEIRA MERIDIONAL
ESTADOS DE SÃO PAULO E PARANÁ
xiii
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
1 — INTRODUÇÃO
Com o intuito de fomentar o Setor Mineral do As investigações foram centradas na consistência
Brasil, com importância indiscutível para economia dos dados geológicos preexistentes e detalhamento
do país e para a população, a Companhia de Pesqui- de áreas de maior interesse econômico. O projeto
sa de Recursos Minerais (CPRM) selecionou “Áreas “Anta Gorda” (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984;
de Relevante Interesse Mineral” (ARIM). Nestas DAITX et al., 1983; DAITX, 1984) foi executado pela
áreas, criteriosamente selecionadas em todo o CPRM, em conjunto com a Japan International Co-
país, estão sendo executados projetos focados na operation Agency (JICA) e Metal Mining Agency of
reavaliação do potencial mineral. Com este propó- Japan (MMAJ) e o projeto “Integração e Detalhe
sito, o projeto “Integração de dados e reavaliação Geológico do Vale do Ribeira” (SILVA et al., 1981)
do potencial mineral do Vale do Ribeira” (ARIM - foi conduzido por meio de convênio com o Depar-
Vale do Ribeira) foi desenvolvido pela Gerência de tamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Geologia e Recursos Minerais da Superintendência Parte das informações resgatadas sobre as minera-
Regional de São Paulo (GEREMI - SUREG-SP), ligada lizações nas áreas de estudo apresentadas neste in-
à Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). forme provém destes projetos. Devido à atualização
O projeto teve início em janeiro de 2015 com levan- da nomenclatura estratigráfica para as rochas da
tamentos geológicos regionais. Os estudos efetivos região, as principais minas e ocorrências, anterior-
concentrados em alvos nas regiões de Castro, Pe- mente atribuídas ao Grupo Açungui, situam-se em
rau e Lajeado foram intensificados a partir de 2016, rochas do Grupo Lajeado e da Formação Água Clara,
com foco na investigação das mineralizações. O pro- pertencentes ao Supergrupo Açungui (FALEIROS et
jeto foi encerrado em julho de 2017. al., 2012; CAMPANHA et al., 2015, CALTABELLOTTA
Os dois alvos descritos neste volume, deno- et al., 2017). Apesar das minas na região constarem
minados Lajeado e Rocha, abrangem as mineraliza- atualmente como reservas esgotadas em alguns
ções “tipo Panelas” (FLEISCHER, 1976), onde se lo- trabalhos (e.g. BIONDI, 2015), assim como exposto
calizam as principais ocorrências polimetálicas e as por Fleischer (1976) e Pereira et al. (2014), as infor-
minas de maior relevância na região, como Lajeado, mações disponíveis não são suficientes para um pa-
Furnas, Rocha, Paqueiro, Barrinha e Panelas (atual- recer definitivo a respeito da avaliação do potencial
mente desativadas). Os alvos situam-se nas proximi- mineral, carecendo ainda da realização de estudos
dades das cidades de Apiaí, Ribeira e Adrianópolis, específicos.
no limite dos estados de São Paulo e Paraná (Figura O desenvolvimento de tecnologias no período
1.1). As mineralizações de chumbo, que ocorrem entre a execução dos trabalhos na década de 1980
principalmente sob a forma de sulfetos, estão as- e os dias atuais, permitiu que novas ferramentas de
sociadas a outros elementos nativos com relevância investigação fossem utilizadas para uma reavaliação
na área, como ouro, prata, zinco e cobre. Segundo destas mineralizações no projeto “ARIM - Vale do
Moraes (1957), esta região foi o maior centro meta- Ribeira”. Além disso, formas de extração e benefi-
lúrgico brasileiro de chumbo e prata na década de ciamento inovadoras têm contribuído para tornar
1950, ocupando o primeiro lugar na produção bra- economicamente viáveis depósitos considerados de
sileira; e o segundo lugar na produção de ouro. No baixo potencial nas décadas passadas, o que torna
ano de 1955, a produção foi de 7293 t de minério, este projeto ainda mais oportuno. Neste contexto,
com 3200 t de chumbo, 4000 Kg de prata e 12 Kg os estudos visaram principalmente à investigação
de ouro, refinados. As reservas disponíveis foram dos controles das mineralizações polimetálicas, além
estimadas em 10000 t na região de Adrianópolis e de uma análise expedita do potencial mineral. Novas
11000 t na área de Ribeirão do Rocha. O chumbo bases geofísicas, geoquímicas, geológicas e de sen-
era refinado e fracionado em lingotes e, posterior- soriamento remoto contribuíram para a delimitação
mente, transportados de caminhão para São Paulo. de áreas potenciais, caracterizadas e consistidas por
A prata e o ouro eram transportados de avião, cujo meio de estudos de campo, petrografia, espectrosco-
campo de aviação situava-se na margem direita do pia de reflectância e análises litogeoquímicas.
rio Ribeira, a 1 Km de Adrianópolis. Agradecemos à PLUMBUM do Brasil Ltda.,
Na década de 1980, devido à relevância e po- por permitir o acesso às galerias, e ao geólogo José
tencialidade econômica da região, foram executa- Roberto de Góis, pela disponibilização e boa vonta-
dos dois projetos pela CPRM, por meio de parcerias. de nos trabalhos de campo na Mina de Panelas.
15
Informe de Recursos Minerais
Figura 1.1 – Acesso e localização da área abrangida neste informe e da área do Projeto “ARIM - Vale do Ribeira”; arti-
culação das folhas 1:100000 executadas na CPRM.
16
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
2 — MATERIAIS E MÉTODOS
A investigação dos alvos Lajeado e Rocha 1981) na área da Mina da Barrinha, além de preparar
teve início com a elaboração de um Sistema de e fotografar amostras coletadas em campo.
Informações Geográficas (SIG) com o conjunto das Petrografia
informações disponíveis na região, incluindo dados
de projetos anteriores e novas bases geológicas, Assim como os trabalhos de campo, as análi-
geofísicas, geoquímicas e de sensoriamento remoto. ses petrográficas foram concentradas nas mineraliza-
Posteriormente, foram executados os trabalhos de ções e respectivas rochas hospedeiras. Procurou-se
campo, análises petrográficas, litogeoquímicas e de executar perfis petrográficos também em escala de
espectroscopia de reflectância. Após a consolidação afloramento para compreensão das relações textu-
rais, paragêneses e sucessão mineral, partindo das
dos dados, finalizou-se o mapa de recursos minerais
rochas inalteradas hospedeiras, até atingir as zonas
e o respectivo informe.
mineralizadas, com intuito de identificar as modifi-
Levantamento bibliográfico cações impostas pelo processo mineralizador. A pe-
Procurou-se obter subsídios em trabalhos trografia também foi fundamental na identificação
anteriores durante todo o projeto, com o intuito de minerais nos litotipos de granulação muito fina,
de avançar no conhecimento e executar as predominantes na área. O mesmo procedimento foi
atividades da melhor forma possível, considerando adotado na descrição de amostras de testemunhos
as experiências anteriores. Foram compilados e de sondagem executados em projetos anteriores.
analisados produtos cartográficos, levantamentos Foram descritas 65 lâminas delgadas e delgado-poli-
geofísicos, imagens de sensoriamento remoto, das em microscópio Olympus BX51 (SUREG-SP), das
dados estruturais e geoquímicos de projetos quais 55 constituem lâminas delgado-polidas, que
realizados na região. Análise crítica de artigos, livros, permitiram a análise dos minerais opacos, principais
teses, dissertações e relatórios sobre a geologia constituintes do minério, e de suas relações com os
regional, trabalhos prospectivos na área, assim minerais de ganga. As lâminas foram confeccionadas
como das técnicas aplicadas, também permitiram no laboratório de laminação da Superintendência
uma noção prévia da geologia, dos recursos e de Regional de Salvador (CPRM) e descritas pela equipe
procedimentos, facilitando o aprofundamento do do projeto.
conhecimento. Litogeoquímica
Trabalhos de campo As análises de litogeoquímica foram executa-
Os campos objetivaram a caracterização de das no SGS Geosol Laboratórios Ltda. As concentra-
mineralizações remanescentes, principalmente em ções dos elementos maiores foram obtidas por meio
galerias de minas, que atualmente se encontram de fluorescência de raios X (FRX). Para a determinação
desativadas. Foram executados perfis regionais dos elementos-traço, inicialmente executou-se a di-
cortando áreas mineralizadas, a fim de compreender gestão total das amostras por ataque ácido (ácidos ní-
o contexto regional do minério. Com base em trico, clorídrico, fluorídrico e perclórico) ou por fusão
controles estabelecidos para as mineralizações, com metaborato de lítio. Posteriormente, as amostras
novas áreas potenciais foram percorridas em foram analisadas por Espectrometria de Massas com
Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-MS) e Espectro-
busca de outras ocorrências. Os trabalhos de
metria Ótica de Emissão com Plasma Indutivamente
campo, predominantemente concentrados nas
Acoplado (ICP-OES). Em amostras de minério, as con-
mineralizações, totalizaram dezesseis dias efetivos,
centrações dos elementos ouro, platina e paládio fo-
com 100 pontos e 163 amostras coletadas. Foram ram obtidas pelo método fire assay com leitura em
adotados os materiais e métodos definidos ICP-OES e do elemento prata por Espectrometria de
pelo Departamento de Geologia (DEGEO) e pelo Absorção Atômica (AAS). No total, foram analisadas
Departamento de Recursos Minerais (DEREM), além 65 amostras de rocha, visando principalmente à de-
dos demais procedimentos e normas estabelecidas terminação de teores em minério (Anexo 1).
na CPRM. Posteriormente, a equipe permaneceu na
Litoteca de Araraquara (LIAR – CPRM) durante cinco Espectroscopia de Reflectância
dias descrevendo os testemunhos de dois furos de Para a realização das análises espectroscópi-
sondagem executados no projeto “Integração e cas foram utilizadas 83 amostras de rochas metassili-
Detalhe Geológico do Vale do Ribeira” (SILVA et al., ciclásticas e metacarbonáticas provenientes de aflo-
17
Informe de Recursos Minerais
ramentos na área e de testemunhos das sondagens ram processadas no software ENVI pelo Laboratório
AG-B1 e AG-B2, executadas na área da Mina da Bar- de Sensoriamento Remoto e Espectroscopia Óptica
rinha, no âmbito do projeto “Anta Gorda” (REPORT, da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica
1981; 1982; 1983; 1984). (DISEGE). Foram analisadas as cenas de órbita 226,
As leituras foram realizadas no espectrorra- pontos 73, 74, 75 e 76 e órbita 227, pontos 73, 74
diômetro ASD-FieldSpec-3 Hi-Resolution, com 2.151 e 75, obtidas no site do United States Geological
bandas distribuídas entre os comprimentos de onda Survey Earth Resources Observation and Science
do visível-infravermelho próximo (VNIR) e infraver- (EROS) Center.
melho de ondas curtas (SWIR) (de 350 a 2500 nm), As imagens aerogeofísicas foram processadas
com resolução espectral de 3 nm (em 700 nm), 8,5 no software Oasis Montaj® pela Divisão de Senso-
nm (em 1400 nm) e 6,5 nm (em 2500 nm). Para a riamento Remoto e Geofísica (DISEGE), a partir de
tomada das medidas utilizou-se sonda de contato e dados gamaespectrométricos e magnetométricos,
as amostras foram investigadas nas suas variadas fa- obtidos no projeto São Paulo – Rio de Janeiro (1978),
ces de acordo com o tipo (exposta, quebra natural ou com altura média de voo de 150 m sobre o terreno
serrada), grau de intemperismo, relação angular com e espaçamento entre as linhas de voo de 1000 m; e
a foliação e presença de heterogeneidades (veios e no projeto Paraná – Santa Catarina (2011), com es-
bandas). Este procedimento gerou um total de 480 paçamento entre as linhas de voo de 500 m e altura
espectros, registrados em valores de reflectância média de voo de 100 m sobre o terreno. A fusão das
proporcional, relativa a uma referência padrão bran- imagens dos grids aerogeofísicos com o modelo digi-
ca de máxima reflectância difusa, do tipo Spectralon. tal de elevação SRTM, com pixel corrigido de 30 m,
A interpretação mineralógica das assinaturas teve como objetivo facilitar a visualização e explora-
de reflectância foi realizada visualmente, a partir da ção da informação espectral dos dados geofísicos e
análise da posição e geometria das feições de absor- a informação topográfica da imagem SRTM, integra-
ção, com base nas bibliotecas espectrais de referên- dos em um único produto. Neste procedimento foi
cia do guia GMEX - Spectral Analysis Guides for Mi- empregado o software ENVI (Versão 5.0) da Sulsoft
neral Exploration (PONTUAL et al., 2008) e do USGS para a técnica HSV, que consiste em um sistema de
- United States Geological Survey (CLARK et al., 2007), cor representado por um espaço em forma de cone,
além de trabalhos consagrados na literatura científi- constituído por suas três componentes, sendo “H”
ca voltados ao entendimento do comportamento es- tonalidade das cores, “S” a saturação e “V” a inten-
pectral de minerais (e.g. HUNT e SALISBURY, 1970; sidade.
1971; HUNT et al., 1971a; 1971b; HUNT e ASHLEY, Geoquímica prospectiva
1979; CLARK et al., 1990; CLARK, 1999). Os dados utilizados para o estudo de geoquí-
Feições espectrais específicas nas assinaturas mica prospectiva foram produzidos nos projetos
de alguns minerais foram analisadas com intuito de de mapeamento na escala 1:100000 da folha Apiaí
investigar tendências físico-químicas e suas relações (FALEIROS et al., 2012) e de mapeamento na escala
com as mineralizações. Nesta etapa, as interpreta- 1:50000 das folhas Vila Branca e Ribeira (BRUMATTI
ções e análises foram realizadas com auxílio de pro- e TOMITA, 2014) (Figura 2.1). Nesses projetos foram
gramas específicos para tratamento de dados de sen- coletadas amostras de sedimento ativo de corrente,
soriamento remoto e espectroscopia de reflectância, cuja fração fina (inferior a 80 mesh ou 0,177 mm) foi
tais como ENVI© 5.3 e The Spectral Geologist© (TSG). analisada para 50 - 53 elementos químicos através
Os resultados das análises espectroscópicas da digestão parcial (água régia) e leitura por meio
foram integrados com informações geológicas pré- de ICP-MS e ICP-OES. Amostras de concentrado de
vias, com objetivo de gerar novos dados acerca dos minerais pesados também foram coletadas para aná-
padrões de distribuição mineralógica relacionados lise mineralógica (identificação semiquantitativa de
aos diferentes eventos que afetaram as rochas na cerca de 75 minerais). Do total de amostras coleta-
área de estudo. das nestes projetos, 132 amostras de sedimento de
corrente e 132 amostras de concentrado de mine-
Geofísica e sensoriamento remoto rais pesados estão localizadas no recorte da área de
Imagens do sensor OLI, a bordo do satélite interesse. A análise da variabilidade dos resultados
LANDSAT-8, e imagens aerogeofísicas foram inter- obtidos para as amostras duplicatas de campo foi re-
pretadas em várias etapas do projeto, inicialmente alizada nos trabalhos originalmente publicados por
em escala regional e, posteriormente, com deta- meio do “teste t de Student”. Quase a totalidade dos
lhes nas áreas com maior número de ocorrências elementos apresentou variabilidade em nível aceitá-
e minas, contribuindo, inclusive, na delimitação de vel, com exceção de alguns elementos que tiveram
áreas potenciais. As imagens de satélite Landsat fo- baixo número de amostras com resultados acima do
18
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
limite de detecção, como ouro e enxofre (BRUMATTI elemento. A definição das classes foi fundamentada
e TOMITA, 2014). na divisão do conjunto de dados conforme Carranza
A análise estatística teve início com a elabora- (2009), que se baseia nos box-plots e distâncias inter-
ção dos histogramas para avaliação da distribuição quartil (Figura 2.2).
dos dados para cada elemento. De forma geral, na Os dados obtidos dos concentrados de mine-
natureza os elementos possuem uma distribuição rais pesados foram classificados em zonas de desta-
log-normal. No conjunto de dados aqui avaliados, os ques mineralógicos, considerando os minerais com
elementos cálcio e ferro possuem distribuição nor- relevância para as mineralizações nesta área e a
mal e os demais elementos apresentam uma distri- ocorrência de pelo menos uma bacia, na qual houve
buição log-normal. Foi realizado o cálculo de alguns a identificação do mineral. Portanto, foram delimita-
parâmetros estatísticos (primeiro quartil, mediana, das seis zonas de destaques mineralógicos: ouro, ga-
terceiro quartil) e desenhados os box-plots para cada lena, arsenopirita, limonita, piromorfita e goethita.
Figura 2.1 - Mapa dos pontos de coleta de sedimento de corrente e concentrados de minerais pesados e suas respec-
tivas bacias hidrográficas (área sombreadas), nas folhas Cerro Azul (análises realizadas no laboratório SGS Geosol) e
Apiaí (análises realizadas no laboratório ACME), escalas 1:100000. As folhas Vila Branca e Ribeira, escalas 1:50000, são
integrantes da folha Cerro Azul.MOURA, 2008).
Figura 2.2 - Classificação dos dados pelo box-plot. Q25 = primeiro quartil; Q75 = terceiro quartil; IQR = distância inter-
quartil (Q75 – Q25) (sem escala).
19
Informe de Recursos Minerais
20
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
3 — CONTEXTO GEOTECTÔNICO DO
CINTURÃO RIBEIRA MERIDIONAL E
IMPLICAÇÕES NAS MINERALIZAÇÕES
A área investigada está situada no setor me- na porção central desta província, inseridas no setor
ridional do Cinturão Ribeira (HASUI et al., 1976), meridional do Cinturão Ribeira (Figura 3.1).
porção central da Província Mantiqueira (ALMEIDA As possíveis interações entre microplacas tec-
et al., 1977; 1981) (Figura 3.1 A), na qual se desta- tônicas que se amalgamaram na formação do Pale-
ca o Vale do Ribeira, região que empresta o nome ocontinente Gondwana Ocidental (e.g. CAMPANHA
para um dos sistemas orogênicos mais importantes e SADOWSKI, 1999; HEILBRON e MACHADO, 2003;
no contexto do sul e sudeste brasileiro. São reconhe- HEILBRON, 2008; HEILBRON et al., 2000; 2004; FALEI-
cidas diversas jazidas de chumbo, prata, ouro, cobre ROS, 2008; BASEI et al., 2010; FALEIROS et al., 2011;
e zinco, além de importantes ocorrências de barita e CAMPANHA et al., 2015) sustentam os principais mo-
fluorita. Muitos desses depósitos foram descobertos delos geotectônicos atuais propostos para o Cinturão
ainda no século XVIII, com exploração mais intensa Ribeira Meridional. A partir deste princípio, as teorias
nos meados do século passado, sendo considerados que correlacionam os ambientes, os regimes e o dia-
sempre promissores devido à quantidade e diversi- cronismo dos eventos são inúmeras. Estes modelos
dade de minerais de minério. são muitas vezes empregados sem a consciência das
Um aspecto peculiar desta Província é a pre- premissas inevitáveis que os sustentam, dificultando
sença de faixas anastomosadas limitadas por zonas a visão factual do contexto geológico. Por meio de
de cisalhamento de direção NE-SW que, apesar dos trabalhos de detalhe em bacias ediacaranas/cam-
registros evidentes dos sistemas transcorrentes, brianas da Província Mantiqueira, Fragoso-Cesar et
não possui uma configuração geológica que permi- al. (2000) e Almeida et al. (2010) propõem a atuação
te o entendimento de toda evolução geotectônica de orogenias intracontinentais no Cinturão Ribeira.
de forma simples. A sobreposição de eventos no Com base no proposto, teria ocorrido um evento ex-
Pré-Cambriano e a geração e reativação fanerozoi- tensional, com rifteamento de grande porte na for-
ca de estruturas obliteraram registros, tornando mação destas bacias entre 600 e 530 Ma, que implica
complexa a hierarquização dos eventos tectônicos na existência prévia de uma placa consolidada. Este
e, por consequência, repercutindo diretamente nos evento tem correlação direta com a colocação dos
modelos metalogenéticos. O conhecimento geo- granitos “tipo A” que, segundo estes autores, é total-
lógico proveniente do estudo integrado da região mente desvinculada da transcorrência, assim como a
(e.g. FALEIROS et al., 2016), aliado ao uso de novas formação destas bacias.
tecnologias, tem permitido o trabalho com mais in- Nas duas linhas propostas, baseado em orogê-
formações factuais, amenizando as dificuldades e nese intraplaca ou em limite de placa, os trabalhos
possibilitando maior compreensão dos eventos mi- citados são, na grande maioria, consistentes, partin-
neralizadores. do da análise dos dados utilizados para as conclusões
Heilbron et al. (2004) afirmam que a Província apresentadas. No entanto, nesta revisão, constatou-
Mantiqueira, definida como um sistema orogênico -se que os trabalhos sobre o Cinturão Ribeira Meri-
neoproterozoico, abrange os orógenos Araçuaí, Ribei- dional que discutem sua origem e desenvolvimento
ra, Brasília Meridional, Dom Feliciano e São Gabriel, a partir da colisão de terrenos na formação do pale-
que se distribuem desde o sul do Estado da Bahia até ocontinente Gondwana Ocidental no Pré-Cambriano
o Estado do Rio Grande do Sul. Estas unidades foram são sustentados por uma maior quantidade de dados
subdivididas em Sistemas de Orógenos Brasilianos I estruturais, petrográficos, geoquímicos e isotópicos,
(clímax em 880-700 Ma), II (clímax em 640-610 Ma) e além de cobrirem uma área significativamente mais
III (clímax em 590-520 Ma) por Delgado et al. (2003). extensa. A possibilidade de orogenia intracontinental
A distribuição destes orógenos e de remanescentes neste Cinturão, apesar de coerente, ainda é pouco
de unidades arqueanas, paleoproterozoicas, meso- investigada, e comumente centrada no estudo de
proterozoicas e de coberturas cenozoicas proposta bacias, necessitando um maior número de investi-
pelos autores pode ser visualizada na Figura 3.1. A gações em outras áreas para consolidação. Porém,
área investigada neste projeto abrange rochas de não se descarta aqui a possibilidade de ter ocorrido
idade neoproterozoica a mesoproterozoica, situadas um menor número de colisões no Cinturão Ribeira
21
Informe de Recursos Minerais
Figura 3.1 - Localização da área no contexto da Província Mantiqueira, adaptado de Delgado et al. (2003) (A); e no contexto do Cinturão Ribeira Meridional, modificado de Rodri-
gues et al. (2011) (B).
22
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Meridional, no qual parte das orogenias seriam atri- LEIROS, 2008; BASEI et al., 2010; CAMPANHA et al.,
buídas a ambiente intracontinental, segundo princí- 2015). Esta última foi adotada neste trabalho por
pios similares aos apresentados por Raimondo et al. constituir a divisão considerada mais coerente, cujos
(2014). terrenos, denominados Apiaí, Embu, Curitiba, Para-
O Cinturão Ribeira Meridional abrange, prin- naguá e Costeiro (FALEIROS, 2008; CURY, 2008) pos-
cipalmente, ortognaisses paleproterozoicos com suem a configuração atual devido às sucessivas coli-
migmatização neoproterozoica e remanescentes ar- sões ocorridas durante a Orogênese Brasiliana (SIGA
queanos (SIGA Jr., 1995; 2009; 2011a, b; KAULFUSS, Jr., 1995; HEILBRON et al., 2004). Neste contexto, as
2001; FALEIROS, 2008; CURY, 2008; FALEIROS e PA- áreas selecionadas para estudo das mineralizações
VAN, 2013; MEIRA, 2014), sequências sedimentares estão localizadas no Terreno Apiaí, situado ao norte
e metavulcanossedimentares mesoproterozoicas a da Falha da Lancinha (Figura 3.1 B).
neoproterozoicas (TASSINARI et al., 1990; BASEI et Estudos geocronológicos consistentes (BASEI
al., 2003; WEBER et al., 2004; RIBEIRO, 2006; CAMPA- et al., 2003; CAMPANHA et al., 2008; HACKSPACHER
NHA et al., 2008; 2015; FALEIROS et al., 2011), inten- et al., 2000; SIGA Jr. et al., 2003; 2009, entre outros)
so magmatismo granítico ediacarano (JANASI et al., sugerem que o Terreno Apiaí, onde ocorre a maior
2001; CURY, 2003; PASSARELI et al., 2004; PRAZERES parte das formações que foram consideradas parte
FILHO, 2005; PRAZERES FILHO et al., 2003; CURY et do Grupo Açungui (BIGARELLA e SALAMUNI, 1958;
al., 2008; SALAZAR et al., 2008; 2013, CALTABELLOT- FIORI, 1993), posteriormente elevado à categoria de
TA, 2011; VLACH et al., 2011; FALEIROS e PAVAN, supergrupo (CAMPANHA, 1991; CAMPANHA e SADO-
2013; entre outros), bacias vulcanossedimentares WSKI, 1999), compreende uma associação de uni-
ediacaranas a cambrianas (MORO, 1993; ALMEIDA dades litoestratigráficas geradas em ambientes dis-
et al., 2010); além de parte da Bacia do Paraná (SOA- tintos, com idades entre o Caliminiano (1450-1500
RES et al., 1978; SOARES, 1982; 1991; ZALÁN, 1986; Ma: Grupo Votuverava, incluindo a Formação Perau,
ZALÁN et al., 1987; 1990; ARTUR e SOARES, 2002; Sequência Serra das Andorinhas e Formação Água
MILANI et al., 1990; ROSTIROLLA et al., 2000), rochas Clara), Esteniano-Toniano (910-1030 Ma: parte do
alcalinas, principalmente mesozoicas (CORDANI e Grupo Itaiacoca e Grupo Lajeado) e Ediacarano (630-
HASUI, 1968; SONOKI e GARDA, 1988; RUBERTI et al., 580 Ma: Formação Iporanga e parte do Grupo Itaia-
1984; 2002; MACHADO Jr., 2000; SPINELLI e GOMES, coca), acrescidos durante a Orogenia Brasiliana-Pan-
2008) e sedimentos quaternários (Figura 3.1 B). -Africana (CAMPANHA e FALEIROS, 2005; FALEIROS,
A análise estrutural de detalhe na porção me- 2008; FALEIROS et al., 2011). Granitoides deforma-
ridional do Cinturão Ribeira indica uma evolução tec- dos estaterianos (1750-1800 Ma) (CURY et al., 2002;
tônica progressiva associada à convergência oblíqua PRAZERES FILHO, 2005; RIBEIRO, 2006), descritos an-
de placas, com estágio inicial compressivo (geração teriormente como gnaisses-migmatíticos, afloram,
de falhas de empurrão e dobramentos com eixo NE), principalmente, no núcleo de algumas estruturas an-
seguido de transcorrências (FALEIROS, 2003; FALEI- tiformais restritas. Granitoides ediacaranos de com-
ROS et al., 2012; CAMPANHA et al., 2015). Alguns posição predominantemente cálcio-alcalina, de alto
autores (e.g. FASSBINDER, 1996; FIORI, 1990; 1991; potássio, ocorrem intrudidos nas rochas metassedi-
1993; CURY et al., 2016) discordam da proposta de mentares (e.g. PRAZERES FILHO 2000; 2005; JANASI
deformação progressiva, sugerindo, pelo menos, et al., 2001). Afloram ainda granitoides ediacaranos
dois eventos distintos. Para Cury et al. (2016), o pri- de tipologia A (CURY et al., 2002) e rochas básicas e
meiro evento corresponde a uma tectônica de baixo alcalinas mesozoicas (e.g. ALGARTE, 1972; FERREIRA
ângulo, com uma primeira fase relacionada aos está- et al., 1981; BRUMATTI et al., 2015).
gios iniciais de fechamento da bacia; e uma segunda
fase relacionada a zonas de cisalhamento de baixo 3.1 - MINERALIZAÇÕES NO CINTURÃO RIBEI-
ângulo com aloctonia das unidades metavulcanosse- RA MERIDIONAL E RELEVÂNCIA DAS ZONAS DE
dimentares. O segundo evento é caracterizado como CISALHAMENTO E DO MAGMATISMO NOS PRO-
uma tectônica de alto ângulo, com instalação das zo- CESSOS MINERALIZADORES
nas transcorrentes, com o desenvolvimento de do-
bras escalonadas desenvolvidas em escala regional. As atividades extrativas no Vale do Ribeira ti-
Devido à complexidade geológica e às diver- veram início no período colonial brasileiro, concen-
gências na evolução geotectônica de diferentes por- tradas principalmente nos municípios de Iporanga,
ções do Cinturão Ribeira Meridional, foi proposta, Eldorado, Cananéia e Apiaí. As mineralizações ex-
inicialmente, a divisão em conjuntos (HASUI e SA- ploradas constituíam inúmeros veios de quartzo au-
DOWSKI, 1976), posteriormente em domínios (CAM- ríferos encaixados em rochas metassedimentares, e
PANHA e SADOWSKI, 1999; BASEI et al., 2000; SIGA ocorrências aluvionares no Rio Ribeira de Iguape e
JÚNIOR, 2005; HEILBRON et al., 2008), e a separação afluentes. As principais ocorrências de veios mine-
atualmente mais aceita, em terrenos (DELGADO et ralizados polimetálicos (Pb, Ag, Cu, Au) estavam si-
al., 2003; HEILBRON et al., 2004; CURY, 2008; FA- tuadas, principalmente, na Serra do Cavalo Magro,
23
Informe de Recursos Minerais
região de Sete Barras/Eldorado (SP); no rio Ivaporun- Na Mina da Barrinha, inserida nas mineraliza-
duva, em Eldorado (SP); no Piririca, em Iporanga (SP); ções “tipo Panelas”, Ferreira et al. (1981) descrevem
em Araçariguama (SP); na Mina do Cavalo Branco, mineralizações concordantes. Os autores sugerem
em Botuverá (SC); e em Campo Largo (PR) (PEREIRA que o chumbo foi remobilizado dos calcários, primei-
et al., 2014). ro durante a deformação, e depois com a intrusão
A Mina do Ouro, situada em Apiaí (SP), próxima dos granitos e dos pórfiros. Barbour et al. (1990) afir-
aos alvos investigados neste projeto, foi explotada de mam justamente o contrário da definição do “tipo
forma rudimentar no período de 1885 a 1942, segun- Panelas” proposta por Fleischer (1976), aventando
do Paiva e Morgental (1980), sendo atualmente um a possibilidade de existência de um “nível panelas”
ponto turístico na região. Faleiros (2012) explica que para as mineralizações sulfetadas das minas de Fur-
as mineralizações no Morro do Ouro, de direções nas, Lajeado, Bairro da Serra, Panelas, Barrinha, Pa-
NE-SW e NW-SE, subverticais, ocorrem em veios de queiro e Rocha, com continuidade estratigráfica e ca-
quartzo com ouro, hospedadas em rochas metasse- racterísticas genéticas semelhantes, hospedado nas
dimentares de baixo grau metamórfico. A geração de rochas carbonáticas. Os autores sugerem ambiente
veios de direção NE-SW, paralelos ao plano axial de de plataforma continental, com setores móveis apro-
dobras apertadas e à falha principal de alto ângulo, priados para os processos geotermais sedimenta-
é relacionada à descarga de fluidos na zona fratura- res exalativos, cujos movimentos verticais propicia-
da após ruptura sísmica; os veios de direção NW-SE riam a formação de bacias rasas favoráveis para as
são associados à fraturamento pré-sísmico. Por meio mineralizações sulfetadas. O minério é constituído
do estudo de inclusões fluidas, a autora sugere que principalmente por galena, pirita e esfalerita, com
os fluidos hidrotermais enriquecidos em ouro foram porcentagens subordinadas de calcopirita, arseno-
originados de interação com as rochas metassedi- pirita, tetradrita-tenantita, estibinita, bornita, pirro-
mentares, e que a precipitação ocorreu por modifica- tita, boulangerita, calcosina, prata nativa, antimônio
ções físico-químicas nas propriedades dos mesmos nativo e ouro. Nas porções oxidadas ocorrem cerusi-
em consequência da imiscibilidade. Para Faleiros ta e limonita e os minerais de ganga compreendem
(2012), os veios mineralizados nesta região foram calcita, dolomita, ankerita, quartzo, sericita e fluori-
gerados pelo mecanismo de falha-válvula, com forte ta (BARBOUR et al., 1990; DARDENNE e SCHOBBE-
influência da geometria da falha. NHAUS, 2001).
Nos alvos Lajeado e Rocha, a exploração do Zaccarelli (1988) e Pereira et al. (2014) carac-
chumbo teve início na década de 1920 (MELCHER, terizam as mineralizações na Mina de Panelas como
1968; FLEISCHER, 1976). Pereira et al. (2014) citam filões constituídos por pirrotita e galena (com pirita e
as principais minas (Furnas, Lajeado, Rocha, Paquei- esfalerita subordinada), e pirita e galena (com pirroti-
ro, Barrinha e Panelas) de metais base (Pb, Zn, Cu, ta e calcopirita subordinada). Outros minerais descri-
Ag) e afirmam que os depósitos filoneanos atingiram tos são arsenopirita, estibnita, tetraedrita, bournodi-
90% do total da produção de chumbo proveniente da ta, boulangerita, e alabandita. Biondi (2015) afirma
região do Vale do Ribeira, estimada em cerca de 200 que a mineralização na Mina de Panelas difere das
mil toneladas. A região foi o maior centro metalúrgi- demais pela ausência de pirita, o que não condiz com
co brasileiro de chumbo e prata na década de 1950, os dados apresentados neste informe e com o expos-
ocupando o primeiro lugar na produção brasileira to pelos autores supracitados. Biondi (2015) também
destes metais; e segundo lugar na produção de ouro afirma que a Mina de Panelas possuía 1,31 Mt de mi-
(MORAES, 1957). nério com 6,9% de chumbo, 120 g/t de prata, 0,5%
Fleischer (1976) propôs uma classificação sim- de cobre e 1,8 g/t de ouro, e que está atualmente
plificada, designando “tipo Panelas” as mineraliza- esgotada. No entanto, Pereira et al. (2014) afirmam
ções polimetálicas em veios nas rochas carbonáticas que não há, até o momento, conhecimento suficien-
no Vale do Ribeira, discordantes do bandamento te para suportar tal afirmação, o que foi constatado
composicional, interpretadas como epigenéticas. Ao também no Projeto ARIM Vale do Ribeira.
passo que designou “tipo Perau” as mineralizações O “tipo Perau” (FLEISCHER, 1976) possui ca-
em rochas cálcio-silicáticas na Formação Perau (con- racterísticas comuns com o modelo de depósito tipo
cordantes com o bandamento composicional), con- SEDEX (Sedimentar Exalativo), no entanto, não há
sideradas pelo autor como singenéticas. Apesar de estudos suficientes para confirmar esta hipótese.
esta classificação ter sido adotada por outros auto- Trata-se de uma sequência metavulcanossedimen-
res (MACEDO, 1986; TASSINARI et al., 1990; DAITX, tar submetida a metamorfismo em fácies anfiboli-
1996), trabalhos posteriores identificaram caracte- to médio, com sobreposição de eventos tectônicos
rísticas distintas daquelas usadas na tipificação das que obliteraram a estrutura, textura e mineralogia
mineralizações adotada por Fleischer (1976). original, concentrando o minério, principalmente,
24
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
na charneira de dobras. O trabalho apresentado por primárias (Perau) e a remobilização das mineraliza-
Daitx (1996) é o mais consistente na unidade, no ções no Brasiliano. Idades isotópicas Pb-Pb obtidas
qual se percebe o cuidado na análise dos detalhes em galenas nas mineralizações da área do Rocha
das mineralizações das minas de Canoas, Água Clara, forneceram resultados enquadrados entre 1200 e
Perau e Pretinhos. Porém, as ferramentas de investi- 1100 Ma, 750 e 600 Ma, 500 e 400 Ma (CASSEDANE
gação disponíveis na época eram limitadas. Estudos e LASSERRE, 1970; CASSEDANE et al., 1972; DAMAS-
centrados nas mineralizações da Formação Perau fo- CENO 1966; 1969 apud SILVA, 1981). A presença de
ram realizados no projeto “ARIM Vale do Ribeira” em vários intervalos de idade para a formação da galena
informe específico (SILVA et al., no prelo). reflete a necessidade de um estudo geocronológico
A remobilização de minério em grande esca- mais apropriado para datação das mineralizações de
la pode estar associada às intrusões dos batólitos chumbo no Vale do Ribeira, visto que o sistema isotó-
ediacaranos no Cinturão Ribeira Meridional, devido pico Pb-Pb é facilmente perturbado pela percolação
ao aquecimento provocado nas encaixantes. A Intru- de fluidos e devido a problemas intrínsecos destes
são do Granito Itaoca (623 ± 10 Ma, U-Pb SHRIMP métodos aplicados nas décadas passadas.
em zircão, SALAZAR et al., 2008), segundo Mello e Outro evento magmático em grande esca-
Bettencourt (1998), remobilizou mineralizações das la ocorreu durante o rifteamento do Atlântico Sul
sequências metavulcanossedimentares. Com base e abertura do oceano, com reativação destral dos
em dados de campo, petrográficos, geoquímicos e planos NE e fraturas extensionais NW, preenchidas,
isotópicos, os autores investigaram os depósitos me- principalmente, por magmatismo básico (diques
tálicos no corpo granítico, que são descritos como re- básicos da Província Paraná-Etendeka) (MILANI e
presentantes clássicos dos escarnitos de contato com THOMAZ FILHO, 2000). Apesar de originar, essencial-
tungstênio, molibdênio e cobre. Estudaram ainda os mente, rochas plutônicas extrusivas, não se descarta
veios mineralizados no interior do corpo granítico a possibilidade de corpos espessos cristalizados em
e afirmam que a origem do cobre e do molibdênio profundidades relativamente rasas terem provocado
é compatível com a composição do Granito Itaoca. remobilização de mineralizações, juntamente com o
No entanto, o chumbo e o ferro verificados nestes amplo fraturamento extensional. Almeida (2016) de-
veios são interpretados como resultado da migração monstra, por exemplo, assimilações de rochas encai-
de elementos carreados a partir das encaixantes me- xantes metassedimentares pelo Gabro José Fernan-
tassedimentares, por convecção, em processos tec- des, localizado ao sul da Mina da Barrinha.
tônicos regionais, para zonas permeáveis do corpo Segundo Zalán et al. (1987; 1990a,b) e Mila-
intrusivo. ni e Thomaz Filho (2000), a porção leste da Bacia do
As idades Pb-Pb entre 1422 e 1497 Ma obti- Paraná (em contato com o Terreno Apiaí), que reco-
das em galena de veios de quartzo do Granito Itaoca bre grande parte das estruturas pré-cambrianas na
são, segundo Mello e Bettencourt (1998), de mesma área, é intensamente afetada pelo rifteamento do
ordem que as obtidas por Tassinari et al. (1990) nas Atlântico Sul. A reativação de zonas de cisalhamento
ocorrências epigenéticas deste elemento nos ho- pretéritas é associada ainda à formação do segmen-
rizontes de mármore da região (minas de Furnas e to sul das bacias que compõem o Rifte Continental
Panelas), consideradas remobilizações durante o me- do Sudeste Brasileiro, o qual é atribuído a eventos
tamorfismo regional destas unidades. Mello e Bet- transtensionais relacionados ao rearranjo da Plata-
tencourt (1998) sugerem que as mineralizações no forma Sul-Americana, que deformaram as seções
Grupo Lajeado são produto de remobilização no Ne- sedimentares das bacias rifte. Além da reativação
oproterozoico das mineralizações da Formação Pe- dos lineamentos transcorrentes, ocorrem movimen-
rau. Os dados obtidos em galenas de veios de quartzo tos verticais. Grandes falhas normais entre a região
analisadas no trabalho, quando inseridas no diagra- continental e a Bacia de Santos controlaram a mor-
ma Plumbotectônico (ZARTMAN e DOE, 1981), situ- foestrutura inicial da Serra do Mar, da Serra da Man-
am-se em um campo intermediário entre as galenas tiqueira e das regiões a oeste, onde se instalaram
consideradas epigenéticas dos depósitos de Panelas uma série de bacias sedimentares cenozoicas, na ta-
e singenéticas da Formação Perau. Portanto, os auto- frogênese continental que foi chamada de Rifte Con-
res aventam a possibilidade das mineralizações epi- tinental (RICCOMINI et al., 1989). Estas reativações
genéticas de chumbo no Vale do Ribeira serem mais de estruturas pré-cambrianas no Fanerozoico podem
jovens que o indicado nos dados geocronológicos. Os ter provocado movimentos em direções contrárias
eventos tectonometamórficos teriam perturbado o às registradas no Neoproterozoico nas zonas de cisa-
sistema isotópico, remobilizando parte do chumbo. lhamento, devido às tensões diferenciadas atuantes
Os valores obtidos corresponderiam a uma idade in- nas bordas das placas, provocando reativações dos
termediária entre as mineralizações assumidas como sistemas. Isso pode ter ocorrido, por exemplo, na
25
Informe de Recursos Minerais
Orogenia Gondwana, que inclui a Orogenia La Ven- tre as assinaturas geoquímicas, isotópicas e geocro-
tana, no Neopermiano, no leste da Argentina, com nológicas dos terrenos Apiaí, ao norte desta zona de
consequente compressão NE-SW da Plataforma Sul- cisalhamento; e Curitiba, localizado ao sul desta es-
-Americana e reativação evidenciada, por exemplo, trutura. Para Faleiros (2008), a Zona de Cisalhamento
na Zona de Cisalhamento Lancinha (SOARES, 1991; Lancinha foi gerada pela reativação neoproterozoica
MILANI e RAMOS, 1998; FIORI et al., 2012). Além da de uma zona de sutura antiga. Por meio da datação
possível remobilização de mineralizações, estas rea- de micas neoformadas nesta estrutura, o autor suge-
tivações dificultam a análise cinemática e a identifi- re uma idade mínima de 534 ± 16 Ma para o movi-
cação dos eventos mineralizadores. mento relativo dos terrenos a sul desta estrutura, no
O trabalho de Sibson et al. (1975) demonstra Neoproterozoico.
o papel relevante das zonas de cisalhamento em sis- Até mesmo fluidos meteóricos remobilizam
temas de fluxo de fluidos que, por meio de bombe- mineralizações, o que pode ocorrer em profundi-
amento sísmico, atingem longas distâncias. Outras dades relativamente rasas, inclusive em processos
possibilidades para a flutuação de fluidos em siste- diagenéticos, nos quais também é possível ocorrer
mas de falhas é o de “falha-válvula” (SIBSON et al., fraturamento hidráulico. Em rochas sedimentares,
1988). Com base nestes modelos, os quais foram por exemplo, H2O e CO2 são expulsos durante o so-
adotados por Faleiros (2003) e Faleiros et al. (2007) terramento. Nos estágios iniciais deste processo, a
no estudo da Zona de Cisalhamento Ribeira; e por fase volátil consiste, geralmente, de H2O e sais dissol-
Faleiros (2012) na investigação das mineralizações vidos, encontrando-se sob pressão hidrostática origi-
no Morro do Ouro (Apiaí – SP), a alta pressão de flui- nada pelo fluido em poros interconectados. As fases
dos desencadeia o evento sísmico, que passa a di- minerais sólidas estão submetidas à maior pressão
minuir no momento da ruptura da rocha, devido à litostática e essa diferença de pressão é mantida pela
permeabilidade gerada. A Zona de Cisalhamento Ri- compressão das fases sólidas. Nessas condições, o
beira, de direção ENE-WSW, deve ser considerada na espaço poroso é fechado, liberando fluidos (WAL-
investigação das áreas mineralizadas focadas neste THER e ORVILLE, 1982), gerando fraturamento hi-
volume pela proximidade das minas, principalmente dráulico e, ainda, afetando a migração de elementos
de Panelas e Barrinha (Figura 3.1). Segundo Faleiros de interesse econômico (WANG e XIE, 1998). Proces-
(2003), o Supergrupo Açungui (CAMPANHA e SA- sos hidrotermais podem ocorrer nestas condições,
DOWSKI, 1999), atualmente considerado em parte segundo a concepção de Machel e Lonnee (2002)
como Grupo Lajeado (FALEIROS et al., 2012), foi sub- adotada neste trabalho, que considera hidrotermal
metido à intensa influência da Zona de Cisalhamen- o mineral formado em temperaturas superiores às
to Ribeira, em regime dúctil (milonitos formados em da rocha hospedeira, não importando a tempera-
fácies anfibolito) e, posteriormente, em regime rúp- tura na qual se deu a cristalização. A suscetibilidade
til (fraturas e veios de quartzo tardios com inclusões das mineralizações inseridas em veios de quartzo e
fluidas aprisionadas em condições de 85-150oC). Esta carbonato no Cinturão Ribeira Meridional pode ser
estrutura, segundo Faleiros (2003), não é facilmente constatada ainda pela solubilidade do quartzo que,
caracterizada no campo, onde os filonitos gerados mesmo sendo o mineral de sílica menos solúvel, pas-
em rochas metassedimentares de baixo grau, mui- sa a ser solubilizado em água quente a partir de 50oC.
tas vezes, são confundidos com filitos, dificultando a Ao contrário da sílica, a solubilidade nos carbonatos
análise cinemática. é diminuída quando a temperatura aumenta, sen-
A Zona de Cisalhamento Ribeira se conecta do consideradas temperaturas ainda mais baixas de
com a Zona de Cisalhamento Lancinha em sua extre- remobilização (RIMSTIDT, 1997). Com as diferentes
midade leste (Figura 3.1), a qual se une com a Zona composições dos fluidos, outros parâmetros e varia-
de Cisalhamento Cubatão–Além Paraíba. Estudos na ções diversas devem ser considerados.
Zona de Cisalhamento Lancinha (Figura 3.1) sugerem Ao investigar os controles de mineralizações,
tratar-se de uma estrutura profunda, que se pro- principalmente em terrenos pré-cambrianos, o pes-
longa sob a Bacia do Paraná (CASTRO et al., 2014). quisador precisa estar atento a uma gama de possi-
Esta constatação é importante para os depósitos mi- bilidades para não gerar modelos simplistas, incom-
nerais discutidos neste trabalho, pois as estruturas patíveis com tamanha complexidade. É necessário
profundas são caminhos de fluidos mineralizantes, considerar todas as possibilidades de deposição e
onde podem ocorrer misturas de fluidos de origem remobilização do minério, nas quais a migração dos
desde meteórica até mantélica. A interpretação da elementos dependerá das condições do sistema em
Zona de Cisalhamento Lancinha como um limite de que se encontra. As inúmeras variações destas con-
placas no Neoproterozoico é sustentada em vários dições no decorrer do tempo geológico contribuem
trabalhos (KALFUSS, 2001; CURY et al., 2002; SIGA Jr. para o aumento das dificuldades. As mineralizações
et al., 2007), nos quais fica evidente o contraste en- podem precipitar e remobilizar (totalmente e par-
26
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
cialmente), além de interagir com fluidos de origens elementos que se deformam plasticamente, e outros
diversas. Isso ocorre principalmente em áreas próxi- nos quais a deformação ocorre de forma friccional. A
mas das zonas de cisalhamento e de corpos intrusi- restrição do termo ao regime dúctil não parece co-
vos de grande porte, o que deve ser considerado na erente por este motivo e pelo fato de uma mesma
investigação das mineralizações no Cinturão Ribeira zona de cisalhamento ser reativada no decorrer do
Meridional, principalmente nas ocorrências e depó- tempo geológico em regimes diferenciados. Para evi-
sitos polimetálicos (Pb, Au, Ag, Cu, Zn) associados às tar conflitos conceituais, serão utilizados os termos
zonas de cisalhamento, objeto deste informe. “zona de cisalhamento rúptil”, “zona de cisalhamen-
to friccional” e “zona de falha”, quando predomina-
3.2 - APLICAÇÃO DO TERMO “ZONA DE CISA- rem elementos resultantes de regime rúptil. Estes
LHAMENTO” termos foram sugeridos por Fossen (2010) e adota-
dos neste volume pelo fato das mineralizações esta-
O termo “zona de cisalhamento” é utilizado rem associadas a este tipo de regime, porém, situa-
neste informe sem restrição às faixas com concen- das principalmente em zonas de cisalhamento que
tração de deformação em regime dúctil. Uma zona contém registros de deformação rúptil-dúctil a dúctil
de cisalhamento contém, na maioria dos sistemas, preexistentes.
27
Informe de Recursos Minerais
28
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
4 — UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS
Originalmente, as rochas presentes na área de reflete os modelos geotectônicos discutidos no
estudo eram designadas Série Açungui (CARVALHO CAPÍTULO 3. Há diversas hipóteses de hierarquia
e PINTO, 1937; BIGARELLA e SALAMUNI, 1958), dos eventos tectonometamórficos que, de qualquer
que incluía, essencialmente, as formações Setuva, forma, obliteraram a estratigrafia original, dobrando
Capiru e Votuverava, esta última localizada no (e redobrando) camadas e deslocando fatias por
topo. Posteriormente, Bigarella e Salamuni (1958) cisalhamento. Por consequência, a reconstituição
consideraram impróprio o termo Série Açungui e estratigráfica é um desafio, uma vez que apenas
introduziram o termo Grupo Açungui. Marini et al. trabalhos de campo de detalhe não são suficientes
(1967) individualizaram a Formação Água Clara, para elucidar a complexa evolução geológica da
posicionando-a sobre a formação Votuverava, na qual região. Parte da inconsistência no entendimento do
as unidades do Grupo Açungui foram atribuídas ao empilhamento estratigráfico do Supergrupo Açungui
Neoproterozoico. Ebert (1971) denominou Complexo que, em alguns trabalhos, abrange a Formação
Setuva e separou as rochas consideradas gnáissicas Capiru, localizada a sudeste da Zona de Cisalhamento
no Grupo Setuva. No final da década de 1970, as Lancinha (Figura 3.1 B), pode ser atribuída a esta
formações Setuva e Água Clara foram redefinidas, estrutura. Faleiros (2008) apresenta dados que
sendo consideradas mais antigas que o Grupo demonstram que os terrenos localizados a norte e ao
Açungui, e neste continuaram inclusas as formações sul desta zona de cisalhamento contêm diferenças
Capiru e Votuverava (PONTES, 1982; FRITZSONS et significativas, que não permitem considerar como
al., 1982), atribuídas ao Mesoproterozoico. Grupo formados em uma única bacia, constituindo,
Setuva incluía as formações Água Clara e Perau, e portanto, terrenos exóticos justapostos.
foi posicionada estratigraficamente abaixo do Grupo Como o foco do trabalho foi o estudo das
Açungui (FRITZSONS Jr. et al., 1982). mineralizações, no qual não foi realizada uma
Scholl et al. (1981) subdividiram as rochas investigação detalhada da cartografia geológica,
do Pré-Cambriano da região em Complexo Pré- adotou-se neste projeto a estratigrafia proposta por
Setuva, Formação Setuva e Grupo Açungui, sendo Faleiros et al. (2012), compatível com a cartografia
que neste estavam inseridas as formações Capiru que consta no mapa de recursos minerais da área
e Votuverava. Posteriormente, parte da Formação investigada, integrada por Caltabellotta et al. (2017).
Votuverava, situada ao norte da Falha de Morro A FIGURA 4.1 abrange os dois alvos, denominados
Agudo, foi designada Sequência Antinha por Pontes Lajeado e Rocha, nos quais foi centrada a maior parte
(1982), que considerou esta unidade mais nova que dos trabalhos de campo e análises. No entanto, será
a Formação Votuverava. Dias e Salazar Jr. (1987) feita uma apresentação geral de todas as unidades
inseriram a Sequência Antinha no Grupo Açungui. que constam na área de abrangência da desta figura
No entanto, Campanha et al. (1987) propuseram a (da base para o topo) que, de alguma forma, podem
inserção desta unidade no Subgrupo Lajeado. Soares ter influência sobre as mineralizações em questão.
(1987) descreveu a Formação Setuva, na região da
Antiforme do Setuva, como tectonofácies de zona 4.1 - SUPERGRUPO AÇUNGUI
de cisalhamento (milonitos e cataclasitos). Para Fiori
(1993), o Grupo Açungui é composto pelas formações
Capiru, Votuverava e Antinha. Mapas publicados Conforme sugerido por Faleiros (2008), o
pela MINEROPAR e CPRM em 1989 mantiveram a Supergrupo Açungui é constituído pela Formação
denominação de Grupo Açungui, o qual abrangia as Água Clara, Grupo Votuverava, Grupo Lajeado,
formações Capiru, Votuverava, Itaiacoca e Antinha. As Sequência Serra das Andorinhas e Grupo Itaiacoca.
unidades consideradas mais antigas foram conservadas Somente as três primeiras afloram na área e são
no Grupo Setuva, que abrangia as formações Água descritas a seguir, da base para o topo.
Clara, Perau e Complexo Cajati. Campanha (1991)
designou a unidade de Supergrupo Açungui, na qual
incluiu (da base para o topo) a Formação Água Clara, 4.1.1 - Formação Água Clara (MP1ac)
o Grupo Votuverava, a Sequência das Andorinhas
e o Grupo Lajeado. Faleiros (2008) insere ainda o A Formação Água Clara, definida originalmen-
Grupo Itaiacoca no topo do Supergrupo, conforme te por Marini et al. (1967), aflora, principalmente,
considerado neste trabalho. na porção oeste da área (Figura 4.1). Contém unida-
Esta síntese da histórica controvérsia no de de xisto (MP1acx) e carbonática (MP1acc), sub-
empilhamento estratigráfico de unidades na área metidas a metamorfismo de grau médio. O critério
29
Informe de Recursos Minerais
Figura 4.1 - Mapa geológico adaptado de Caltabellotta et al. (2017), com a localização das áreas selecionadas para investigação das mineralizações (Lajeado e Rocha), além de
pontos de recursos minerais, furos de sondagem (SILVA et al., 1981; REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) e localização de perfis que serão apresentados no CAPÍTULO 5.
30
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
de subdivisão destas unidades foi o predomínio do formações: Betari (MPb), Bairro da Serra (MPbs),
litotipo, no entanto, as duas unidades são constituí- Água Suja (MPas), Mina de Furnas (MPmf), Serra da
das por rochas siliciclásticas e carbonáticas, segundo Boa Vista (MPbv), Passa Vinte (MPpv) e Gorutuba
Faleiros et al. (2012). A unidade carbonática desta (MPg) (Figura 4.2). Faleiros et al. (2012) adotam a
formação, que possui maior importância na área mesma estratigrafia, porém incluem no Grupo o
por conter mineralizações polimetálicas da Mina do Mármore de Apiaí, definido na cidade de Apiaí. O
Rocha, é constituída predominantemente por már- ambiente de sedimentação sugerido é de plataforma
more e rochas cálcio-silicáticas, com metabásicas e carbonática de mar aberto, gerado na margem
xistos subordinados. As rochas metabásicas foram passiva de um paleocontinente (CAMPANHA et al.,
datadas por Weber et al. (2004), que obteve idades 2015). Segundo estes autores, a idade de máxima
entre 1590-1470 Ma (U-Pb em zircão). Segundo os deposição é de 1200 Ma, com base em análises U-Pb
autores, o ambiente de sedimentação foi de águas SHRIMP em zircões detríticos, ao passo que a idade
predominantemente rasas, associado à plataforma mínima é dada pelos zircões magmáticos do Gabro
continental. Apiaí, com 877 ± 8 Ma (U-Pb em zircão), que intrude
as formações de topo da unidade.
4.1.2 - Grupo Votuverava (MP1vo) As formações que constituem o Grupo
Lajeado são descritas a seguir, da base para o topo,
com base no trabalho de Faleiros et al. (2012) e
O Grupo Votuverava, originalmente definido complementações do projeto atual.
por Bigarella e Salamuni (1958), aflora na porção
A Formação Betari, subdividida em unidades
sudeste da área, ao sul da Falha da Ribeira (Figura
metapsamítica, metapelítica e xistos, constitui a
4.1). Compreende sequência vulcanossedimentar unidade terrígena basal do Grupo Lajeado. A FIGURA
com expressivo vulcanismo básico, submetidos 4.2 A mostra o aspecto geral de metassiltito descrito
a metamorfismo de grau médio. Perrota (1996) nesta unidade no projeto atual, na qual é possível notar
subdivide o Grupo Votuverava nas formações Perau, o acamamento sedimentar preservado. A Formação
Rubuquara, Nhunguara, Piririca e Riberão das Bairro da Serra é composta predominantemente
Pedras. Faleiros et al. (2012) sugere a adição de mais por metacalcário e metacalcarenito, com camadas
duas unidades informais, designadas de “micaxisto” subordinadas de metacalcilutitos. São comuns
e “granada-micaxisto”, sendo estas as aflorantes na porções irregulares, veios e vênulas de calcita (Figura
área percorrida neste trabalho. A unidade de granada- 4.2 B) e quartzo. Esta unidade é hospedeira de
micaxisto (MP1vogx) é constituída por micaxistos de mineralizações sulfetadas polimetálicas, que incluem
granulação grossa com porfiroblastos de granada as minas de Panelas, Barrinha e Lajeado.
e biotita. Contém corpos lenticulares de anfibolito,
quartzito e rochas cálcio-silicáticas. Segundo Basei et A Formação Água Suja é constituída por
al. (2003), esta unidade possui idade de 1479 ± 12 Ma metarritmitos, com alternância entre camadas de
(U-Pb SHRIMP em zircão de anfibolitos). A unidade metassiltito, metargilito e metarenito muito fino
de micaxisto contém principalmente micaxisto cinza (Figura 4.2 C). A Formação Mina de Furnas é composta
a esverdeado, por vezes milonítico, com intercalação essencialmente por metacalcário e metacalcarenito
de filito, quartzito e rochas metabásicas. fino, cinza escuro, com frequente estratificação plano-
paralela, na qual estão presentes camadas de filito
carbonoso e de metarenito. São comuns níveis, veios
4.1.3 - Grupo Lajeado (MPI) e vênulas com predomínio de calcita (Figura 4.2 D).
Em campo, esta unidade possui características muito
O Grupo Lajeado é a principal unidade semelhantes à Formação Bairro da Serra, porém,
litoestratigráfica investigada neste trabalho por as camadas são predominantemente de menor
conter a maior parte das ocorrências minerais e espessura, e ocorrem intercalações frequentes de
minas. Constitui uma faixa anastomosada (limitada sedimentos terrígenos e carbonatos impuros. Esta
por zonas de cisalhamento), que se estende unidade também hospeda mineralizações sulfetadas
desde a porção sudoeste até a porção nordeste polimetálicas, incluindo a Mina de Furnas.
da área, predominando nos dois alvos, Lajeado A Formação Serra da Boa Vista está em contato
e Rocha (Figura 4.1). Foi originalmente definido erosivo com a Formação Passa Vinte e tectônico com
como subgrupo (CAMPANHA et al., 1985; 1986; a Formação Mina de Furnas. Predomina metarenito
CAMPANHA e SADOWSKI, 1999), caracterizado rítmico com camadas subordinadas de metarenito
como uma sequência de rochas siliciclásticas e médio, por vezes conglomerático. Ocorrem estratos
carbonáticas, submetidas a metamorfismo na de metassiltito com porfiroblastos milimétricos e
fácies xisto verde inferior. O empilhamento original euédricos de cloritoide, indicador de metamorfismo
foi adotado por Campanha et al. (2015) e neste de fácies xisto verde. A Formação Passa Vinte ocorre
projeto, sendo da base para o topo constituído pelas com contato concordante e interdigitado com a For-
31
Informe de Recursos Minerais
Figura 4.2 - Unidades litoestratigráficas do Grupo Lajeado, adaptada de Campanha et al. (2015). A) Metassiltito da
Formação Betari, na qual é visível o acamamento primário (S0). B) Metacalcário da Formação Bairro da Serra, com
níveis, veios e vênulas calcíticas (indicadas pelas setas vermelhas). C) Aspecto geral de metassiltito da Formação Água
Suja. D) Detalhe de metacalcário da Formação Mina de Furnas, com veios e vênulas de calcita.
32
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
mação Serra da Boa Vista e tectônico com a Forma- entre os alvos Lajeado e Rocha (Figura 4.1). No Gra-
ção Gorotuba (FALEIROS et al., 2012). É formada por nito Itaoca, por sua complexidade genética, também
mármore cinza claro a branco, bandado, por vezes foi adotada a faciologia de trabalhos anteriores, com
impuro. Ocorrem subordinadamente corpos de xisto poucos pontos descritos no projeto. Com base em
carbonático, metamarga, metarenito e metassiltito. dados de campo, petrográficos, geoquímicos e iso-
A Formação Gorotuba, situada no topo do tópicos, Mello e Bettencourt (1998) investigaram os
Grupo Lajeado, aflora na porção nordeste da área (Fi- depósitos metálicos no corpo granítico, que são des-
gura 4.1), porém, não está inserida nos alvos. É cons- critos como representantes clássicos dos escarnitos
tituída por intercalação de metacalcilutito, metamar- de contato com tungstênio, molibdênio e cobre. A
ga, metassiltito, metarenito, metargilito e mármore, idade do corpo granítico obtida pelos autores foi de
nos quais se verificam laminações plano-paralelas e 626 ± 27 Ma pelo método Rb/Sr. Posteriormente, Sa-
cruzadas de baixo ângulo e dobras atectônicas. Nas lazar et al. (2008) obteve idade de 623 ± 10 Ma, por
porções em contato com o Gabro de Apiaí, ocorre meio de U-Pb SHRIMP em zircão. O litotipo verificado
intenso metamorfismo de contato com geração de em campo no projeto corresponde a monzogranito
anfibólio hornfels, com desenvolvimento de cristais de cor cinza a rosada e estrutura predominantemen-
euédricos milimétricos de actinolita com orientação te maciça (localmente foliada). A textura é principal-
aleatória. Segundo Campanha et al. (2015), o con- mente porfirítica, com megacristais de feldspato po-
tato da Formação Gorotuba com a Formação Passa tássico, que ocorrem localmente alinhados. Segundo
Vinte, que ocorre por cisalhamento, e a aparente in- Mello (1995), trata-se de granito tardi a pós-orogêni-
compatibilidade entre os fácies sedimentares, suge- co, do tipo I Cordilherano.
rem aloctonia da Formação Gorotuba.
4.5 - GRANITO CERRO AZUL (Np3γ1ca)
4.2 - GABRO DE APIAÍ (NP3δa)
O Granito Cerro Azul ocorre no extremo leste
da área, intrudido na Formação Água Clara (Figura
Aflora na porção nordeste da área, com pe- 4.1). Prazeres Filho (2005) descreve a composição
quena incidência no alvo Lajeado (Figura 4.1). É como granodiorítica a monzogranítica, com textura
constituído essencialmente por piroxênio e plagio- inequigranular, localmente foliados, com litotipos
clásio, além de minerais opacos. Contém alteração que variam de cinza-claro a cinza-escuro, tipo I,
hidrotermal moderada, com hornblenda e biotita de- cálcio-alcalinos de alto K, e atribui idade de 610 ± 3
senvolvidas nas bordas de augita e hiperstênio. Exibe Ma (U-Pb em zircão).
variação textural, ocorrendo sob a forma de gabro,
microgabro e diabásio. Campanha et al. (2015) su-
gerem que o Gabro Apiaí constitui um lopólito, cujo 4.6 - GRANITO BARRA DO CHAPÉU (Np3γ1bc)
magma se alojou em estrutura sinclinal preexistente,
intrudindo no topo do Grupo Lajeado, na Formação O Granito Barra do Chapéu, que faz parte da
Gorutuba (Figura 4.2). Segundo os autores, esta in- Suíte Granítica Três Córregos (RODRIGUES e CALTA-
trusão tem uma idade U-Pb SHRIMP em zircão de BELLOTTA, 2012), aflora na porção noroeste da área,
877 ± 8 Ma, que representa a idade mínima do Gru- intrudido em rochas da Formação Água Clara (Figura
po Lajeado. 4.1). É constituído essencialmente por plagioclásio,
quartzo, biotita e hornblenda. Acessórios comuns são
4.3 - INTRUSIVAS BÁSICAS DE CARUMBÉ titanita, apatita, epidoto, alanita, zircão, magnetita e
(NP3δc) sulfetos, com variações entre sienogranito e grano-
diorito. Contém enclaves microgranulares máficos de
composição predominantemente diorítica, além de
As Intrusivas Básicas de Carumbé constituem bolsões aplíticos e pegmatíticos, fácies miloníticas e
corpos de rocha básica de pequenas dimensões, in- cataclásticas (FALEIROS et al., 2012). Predomina grani-
trusivos nas rochas metassedimentares. Segundo Bru- toide porfirítico com fenocristais de feldspato alcalino
matti e Tomita (2014), correspondem a metabasitos e e litotipos com cores que variam de rosa a cinza. A es-
gabros, cujo posicionamento estratigráfico é incerto. trutura varia de isótropa a foliada. Salazar et al. (2013)
Trata-se de uma unidade pouco investigada, que ne- sugere magmatismo cálcio-alcalino de alto K, tipo I e
cessita estudos de detalhe com técnicas acuradas. idade de 596 ± 4 Ma (U-Pb-SHRIMP em zircão).
4.4 - GRANITO ITAOCA (NP3γ2i) 4.7 - GABRO JOSÉ FERNANDES (JKbjf)
Este corpo granítico ocorre como intrusão no Segundo Almeida (2016) e Almeida et al.
Grupo Lajeado e aflora na porção central da área, (2017), o Gabro José Fernandes contém uma varie-
33
Informe de Recursos Minerais
dade de rochas basálticas, em parte cumuláticas, derada na possível remobilização de mineralizações,
cortadas por diques alcalinos. Foi datada em 134,93 principalmente na área da Mina da Barrinha, pela
± 0,16 Ma pelo método U-Pb TIMS em zircão. Possui proximidade em relação à intrusão.
aproximadamente 3 Km2 e faz parte do magmatismo
alcalino da Província Magmática Paraná-Etendeka.
Estudos da natureza do contaminante, segundo a 4.8 - DEPÓSITOS ALUVIONARES (Q2a)
autora, condizem com rochas metassedimentares
proterozoicas, com assinatura de crosta superior.
Modelamentos sugerem magma inicial basanítico São constituídos predominantemente por
e contaminação por rochas metassedimentares do areia, cascalho, silte e argila, situados em canais e
Grupo Votuverava. Esta constatação deve ser consi- planícies de inundação.
34
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
5 — MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS
(Pb, Ag, Au, Cu e Zn)
A região investigada no Projeto ARIM Vale do Na Mina do Paqueiro, segundo Silva et al.
Ribeira (Figura 3.1) foi o maior centro metalúrgico (1981), constam dados de produção total de 16300
brasileiro de chumbo e prata na década de 1950, t de minério, com teor médio de 9,1% e reservas
ocupando o primeiro lugar na produção brasileira. indicadas de 1800 t a 5% de chumbo. Entre abril de
O chumbo era transportado de caminhão para São 1957 e novembro de 1966 foram produzidas 1700
Paulo. A prata e o ouro eram levados de avião, cujo t de chumbo e 400 Kg de prata, sendo que a jazida
campo de aviação situava-se próximo a Adrianópolis do Paqueiro possuía reservas provadas de 300 t de
(PR) (MORAES, 1957). Os dados de reserva disponíveis chumbo e reservas prováveis estimadas entre 1200
em Fleischer (1976) são históricos e estão resumidos e 1500 t de chumbo contido. Os dados referentes
na TABELA 5.1. Conforme apresentado pelo autor, à Mina da Barrinha, segundo Silva et al. (1981), no
foram extraídos na Mina de Furnas aproximadamente ano de 1978 eram de reserva medida de chumbo
3 Kg de prata/t de chumbo. Nas minas de Panelas em 63460 t a 24,8% de chumbo, reserva indicada de
e Rocha, os teores de prata atingiam 1200 g/t de 39369 t a 15, 8% de chumbo, e inferida de 5400 t a
chumbo e 3 Kg de ouro/t de prata. Segundo Chiodi 9,7% de chumbo.
Filho et al. (1982), a prata no minério é bastante As principais áreas com ocorrências e minas
relevante, atingindo valores superiores a 2 Kg/t de de chumbo, prata, zinco e cobre no Cinturão Ribeira,
chumbo. Porém, como bem observado pelos autores, situadas próximas à divisa entre São Paulo e Paraná,
a falta de uma “memória mineira” dificulta avaliar estão requeridas no Departamento Nacional de
os trabalhos executados e precisar a quantidade de Produção Mineral (DNPM, 06/2017). Os processos
minério extraído na região. Além disso, a deficiência estão, principalmente, em fase de autorização de
de sistemática nos trabalhos efetuados no passado pesquisa, com requerimento e concessão de lavra
prejudicou a estimativa das reservas. nas principais minas e seus entornos (Figura 5.1).
Segundo Silva et al. (1981), as minas do Rocha Neste capítulo, será feita uma abordagem
e Panelas contribuíram com a maior parcela da descritiva das mineralizações, sendo que as
produção acumulada de minério de chumbo e prata interpretações ficaram reservadas ao CAPÍTULO 9,
no Vale do Ribeira. Até a década de 1980 tinham no qual os dados são integrados e discutidos. A Mina
sido lavrados, segundo os autores, mais de 30 filões, do Paqueiro não será abordada por não terem sido
com desenvolvimento de aproximadamente 60000 encontradas ocorrências in situ na área desta mina.
m de trabalhos subterrâneos. Na Mina do Rocha,
nesta década, foram medidas reservas de 65000 t 5.1 - ÁREA DO ROCHA
de minério com teor de 5,5% de chumbo, reservas
indicadas de 55000 t a 5,5% e inferidas de 12000 t a
4,5% de chumbo, com conteúdo de 2150 g de prata Esta área está situada a sudoeste do Granito
por t de minério. A produção mensal prevista para Itaoca e abrange as minas do Rocha, Paqueiro, Bar-
o ano de 1981 foi de 3280 t de minério a 5,78% de rinha e Panelas (Figura 4.1). No perfil geológico que
chumbo, da qual 1760 t seriam tratadas pela usina passa próximo da Mina da Barrinha (Figura 5.2 A;
de beneficiamento recentemente instalada na mina, localização do perfil AA´ na Figura 4.1) verifica-se a
onde obtiveram um pré-concentrado de 48-49% de estruturação geral das unidades, que ocorrem do-
chumbo, com 94-95% de recuperação. bradas e cortadas por zonas de cisalhamento sub-
Tabela 5.1 – Dados históricos de minério extraído, reservas e teores nas principais minas da área, segundo Fleischer (1976).
ExTRAÍDO RESERVAS TOTAIS
Minério (t) Pb contido (t) Minério (t) Pb contido (t) Minério (t) Pb contido (t) Teor médio
PANELAS 1120981 79499 70000 3000 1190981 82499 6,9%
ROCHA 502455 29752 200000 8900 702455 38652 5,5%
LAJEADO 62500 4100 ---- ---- ---- ---- 6,6%
PAQUEIRO 16353 1480 ---- ---- ---- ---- ----
BARRINHA 5000 985 ---- ---- ---- ---- 19,7%
FURNAS 6000 ---- ---- ---- ---- ---- 11 a 70%
35
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.1 – Situação legal das áreas no DNPM (06/2017) e pontos de recursos minerais (SILVA et al., 1981; REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984).
36
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.2 – Resumo das estruturas na área do Rocha. A) Perfil geológico que passa pela Mina da Barrinha (localização
na Figura 4.1) mostrando a estruturação geral das unidades. B) Foliação S1 subparalela a S0, crenulada por S2. C) Fo-
liação S3 anastomosada. D) Fratura preenchida por quartzo e pirita. Fotos superiores: lâminas delgadas; fotos inferio-
res: fotomicrografias, B e C com polarizadores cruzados e D com polarizadores paralelos. Abreviações dos minerais: Qz
– quartzo, Car – carbonato, Py – pirita, Mca – mica.
verticais. A análise geral das estruturas nesta área chas e fraturas preenchidas ou não por quartzo e/
permite definir uma foliação S1, caracterizada por ou carbonato e/ou sulfetos (Figura 5.2 D), com maior
xistosidade penetrativa, subparalela ao acamamento concentração de sulfetos na direção NE-SW, confor-
primário (S0), de direção preferencial NE-SW, marca- me será detalhado neste capítulo.
da principalmente por mica. Em alguns afloramentos
foram observadas falhas inversas de direção NE-SW, 5.1.1 - Mina de Panelas
com vergência para SE, por vezes associadas a do-
bras fechadas a isoclinais, eventualmente rompidas.
A foliação S1 ocorre crenulada e localmente trans- As galerias da Mina de Panelas estão situadas
posta para uma foliação plano axial (S2) (Figura 5.2 nas formações Bairro da Serra e Betari, pertencentes
B). Ocorre uma terceira foliação (S3) anastomosada, ao Grupo Lajeado. É a mina mais próxima do Granito
marcada por planos subverticais e milonitização local Itaoca e da Zona de Cisalhamento Ribeira, de
(Figura 5.2. C), provavelmente gerada pelas zonas de direção ENE-WSW (Figura 4.1). Atualmente a mina
cisalhamento transcorrentes de direção preferencial é propriedade da Companhia Plumbum Mineração e
N40-60E. Nestas zonas é comum a ocorrência de bre- Metalurgia Ltda.
37
Informe de Recursos Minerais
Os veios polimetálicos (Pb, Ag, Zn, Cu e Au) ocorrem brechadas a poucos metros de distância dos
verificados em campo possuem direção preferencial veios sulfetados (Figura 5.3 D).
N55-65E e atingem até 40 cm de espessura, sendo A ocorrência de cavidades arredondadas a su-
que alguns foram parcialmente lavrados. Estão en- barredondadas preenchidas por quartzo e carbonato
caixados em zonas de falha subverticais, paralelas a nos veios de sulfeto maciço é um aspecto peculiar
subparalelas às direções dos veios (Figuras 5.3 A e frequente no minério da Mina de Panelas (Figura
B). Nos veios amostrados foram obtidos teores de 5.4 A e B). As cavidades têm uma borda fina com
até 35% de chumbo, 5% de zinco, 1% de cobre, 564 concentração de carbonatos e traços de tremolita e
ppm de prata e 765 ppb de ouro (Figura 5.3 e Anexo uma parte interna de quartzo. Nota-se que em cavi-
1). Elevações nos teores de ferro (até 23%) também dades menores (até 2 mm de diâmetro), o quartzo
foram detectadas, além de altos teores de estanho encontra-se predominantemente poligonizado. Em
(que atingem 550 ppm) e de antimônio (até 400 cavidades maiores (até 8 mm de diâmetro) a poli-
ppm) (Anexo 1). gonização é menos intensa, sendo comum contatos
As rochas hospedeiras são metacalcários com lobados (Figuras 5.4 C, D e E). A FIGURA 5.4 F mostra
acamamento sedimentar dobrado, marcado por al- o minério em meio às cavidades que, devido à gra-
ternância de camadas cinza escuro e camadas cinza nulação muito fina, são mais bem visualizados com
claro. Na FIGURA 5.3 C, observa-se veio de sulfeto as objetivas de maior aumento (a partir de 10x). O
maciço com direção subparalela ao acamamento minério é constituído principalmente por galena, pi-
sedimentar. Em muitas ocorrências nas galerias, os rita, esfalerita, pirrotita (Figura 5.5 A) e calcopirita,
veios de sulfeto maciço apresentam aspecto brechoi- sendo que este mineral ocorre de forma localizada.
de, o que sugere não se tratar de feição localizada. Os cristais de pirita, predominantemente subédricos,
Da mesma forma, as rochas carbonáticas também se sobressaem no tamanho (até 1 mm) em meio a
Figura 5.3 – Minério polimetálico na Mina de Panelas. A) Parte de veio polimetálico preservado (direção N60E) e teores
obtidos. B) Veio de sulfeto maciço em zona de falha subvertical de direção N55E e respectivos teores. C) Detalhe de veio
de sulfeto maciço hospedado em metacalcário (bandamento indicado pelo tracejado branco). D) Rochas carbonáticas
hospedeiras fraturadas com porções brechoides.
38
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.4 – Detalhes das mineralizações na Mina de Panelas. A) Amostra representativa do minério principal. B) Lâmi-
na polida da amostra observada na figura A, na qual as cavidades arredondadas preenchidas por quartzo são eviden-
ciadas. C, D, E) Fotomicrografias mostrando as cavidades arredondadas preenchidas por bordas finas de carbonato e
núcleo de quartzo, em meio ao minério polimetálico (C: luz transmitida e polarizadores cruzados; D: luz refletida; E: luz
transmitida e polarizadores paralelos). F) Detalhe do minério em meio às cavidades exibidas na figura D (luz refletida).
Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Car – carbonato, Gn – galena, Py – pirita, Po – pirrotita, Sp – esfalerita, Tr -
tremolita.
um agregado mais fino constituído essencialmente ção menor, provavelmente pela menor porcentagem
por grãos anédricos de galena, pirrotita e esfalerita de matéria orgânica. A incidência de mica branca é
(Figura 5.5 B). maior nas camadas mais escuras (Figuras 5.6 A e B).
As rochas hospedeiras são predominantemen- Ocorrem vênulas com formatos e limites irregulares,
te metacalcários bandados. Alternam-se camadas constituídas essencialmente por carbonato, sulfeto e
centimétricas cinza escuro, constituídas por carbona- mica branca, em porcentagens distintas. Nas FIGU-
to de granulação muito fina; e camadas brancas, nas RAS 5.6 C e D observam-se parte de vênulas de com-
quais predominam carbonatos de granulação fina, posição diferenciada, sendo que a vênula constituída
com cristais subédricos a anédricos, e aspecto mais essencialmente por mica branca é seccionada pela
límpido que o verificado nas camadas de granula- vênula de carbonato e sulfeto (pirita).
39
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.5 – Aspectos microscópicos do minério maciço principal na Mina de Panelas. A) Minério polimetálico constitu-
ído por pirita, esfalerita, pirrotita e galena (luz refletida). B) Cristais de pirita subédricos, em meio a cristais anédricos
de galena, pirrotita e esfalerita (luz refletida). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Car – carbonato, Gn – galena, Py
– pirita, Po – pirrotita, Sp – esfalerita.
Figura 5.6 – Rochas hospedeiras na Mina de Panelas. A, B) Bandamento da rocha carbonática mostrada na figura
5.3 C (luz transmitida e polarizadores cruzados). C) Vênula com limites irregulares, constituída por carbonato e mica
branca, interrompida por vênula constituída essencialmente por carbonato, com pirita e mica branca (luz transmitida e
polarizadores paralelos). D) Detalhe da vênula exibida em C (luz transmitida e polarizadores cruzados). Abreviações dos
minerais: Car – carbonato, Py – pirita, Mb – mica branca.
40
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Na petrografia, assim como no campo, não foi foliação de direção N60E, com mergulho de 65º para
observada diferença mineralógica nas rochas hospe- NW (Figura 5.7 A). Ao lado da entrada da galeria,
deiras, próximo ao contato com os veios sulfetados. onde a alteração intempérica é menos intensa, se
No entanto, os carbonatos e as micas brancas são es- observa filito constituído essencialmente por quart-
táveis em um grande intervalo de temperatura e a zo e biotita, com microfraturas preenchidas por óxi-
detecção de diferenças composicionais está limitada do/hidróxido de ferro (Figuras 5.7 B e C). Na porção
pela técnica. No CAPÍTULO 6 esta questão será nova- central, o filito possui aparência oxidada e contém
mente abordada. fragmentos centimétricos (de até 5 cm) de quartzo
cinza escuro. Teores de até 5634 ppb de ouro e 1065
5.1.2 - Mina da Barrinha ppm de cobre foram detectados nestas amostras (Fi-
gura 5.7 D e E). Nesta galeria foram verificados ainda
níveis elevados de bismuto (até 125 ppm) e telúrio
A Mina da Barrinha está localizada a 5 Km a sul (até 47 ppm) nas amostras mineralizadas (Anexo 1).
do município de Adrianópolis (PR), em uma lente de Na análise detalhada de uma amostra de mi-
rocha carbonática da Formação Bairro da Serra, que nério, cujos teores detectados foram de 1230 ppb
ocorre na Formação Água Suja, Grupo Lajeado (Figura de ouro e 1646 ppm de cobre (Figura 5.8 A e Anexo
4.1). Atualmente, a concessão da lavra é da Mineração 1), observa-se a foliação anastomosada marcada por
São Braz S.A. (Figura 5.1 - DNPM, 06/2017). A galeria biotita, contornando agregados de quartzo (Figura
principal, de onde foi retirada a maior parte do 5.8 B). Nestes fragmentos, por vezes, com formas
minério na década de 1970, encontra-se soterrada. sigmoidais, os cristais possuem contatos lobados, ex-
No entanto, ocorrências, principalmente de ouro e tinção ondulante e subgrãos. Sobrepondo as feições
cobre, foram verificadas em galeria secundária a dúcteis, o quartzo está cataclasado e os espaços va-
centenas de metros de distância da galeria principal, zios estão preenchidos por material opaco (Figuras
na Formação Água Suja. 5.8 C, D, E). Na lâmina polida, dos minerais opacos,
Na entrada da galeria ocorrem filitos com al- foi possível a identificação somente de hematita, de-
ternância de níveis cinza e marrons, subparalelos à vido à alteração. O ouro não foi visualizado.
Figura 5.7 – Aspectos gerais das mineralizações de ouro e cobre em galeria secundária da Mina da Barrinha. A) Ocor-
rências de rochas mineralizadas na entrada da galeria. No teto, filito com foliação bem marcada. B) Filito hospedeiro
de granulação muito fina constituído essencialmente por quartzo e biotita. C) Detalhes na rocha hospedeira, com
microfraturas preenchidas por óxido/hidróxido de ferro. D) Porção mineralizada com respectivos teores. E) Detalhes da
porção mineralizada a ouro e cobre, exibindo agregados centimétricos de quartzo cinza em rocha de granulação muito
fina e aspecto oxidado.
41
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.8 – Detalhes das rochas mineralizadas em galeria secundária da Mina da Barrinha. A) Amostra mineralizada a
ouro e cobre. B) Foto da lâmina polida mostrando a foliação marcada pela biotita contornando agregados de quartzo.
C) Agregado sigmoidal de cristais de quartzo com contatos lobados, envolto por biotita de granulação muito fina (luz
transmitida e polarizadores cruzados). D e E) Foliação marcada por agregados sigmoidais de quartzo circundados por
níveis de biotita e quartzo fragmentado (D - luz transmitida e polarizadores cruzados; E – luz transmitida e polarizado-
res paralelos). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Bt – biotita, Op – Minerais opacos.
Nas rochas hospedeiras também se observa ciona a foliação anterior, também anastomosada. As
que a foliação, marcada por biotita e agregados de microvênulas também foram submetidas ao evento
quartzo, é sobreposta por fragmentação do quartzo rúptil, o que foi constatado pelos minerais que as
e por microfraturas que seccionam a biotita (Figura constituem (quartzo e minerais opacos), que tam-
5.9 A). A FIGURA 5.9 B evidência, por meio de mi- bém ocorrem fraturados (Figura 5.9 C).
croscopia, a deformação de natureza rúptil, que sec-
Figura 5.9 – Rochas hospedeiras em galeria secundária da Mina de Barrinha. A) Foto da lâmina delgada mostrando o
filito com microfraturas e vênulas de quartzo e minerais opacos. B) Filito constituído por quartzo e biotita, no qual o
quartzo ocorre fragmentado (luz transmitida e polarizadores paralelos). C) Detalhe de vênula com cristais de quartzo
e minerais opacos fraturados (luz transmitida e polarizadores paralelos). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Bt –
biotita.
42
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Outros indícios da deformação rúptil sobre- paragênese metamórfica até então composta es-
posta nos filitos foram verificados no interior da ga- sencialmente por sericita, clorita e quartzo. No final
leria secundária. Ocorrem fragmentos de até 1 m de desta primeira parte da seção (entre 145 e 150 m de
quartzo leitoso circundados por foliação anastomo- profundidade), há um aumento da quantidade de pi-
sada com direção semelhante à descrita na entrada rita, descrita em lentes de quartzo e/ou carbonato
da galeria (N60E/65NW). Os fragmentos de quartzo (Figura 5.11).
estão cataclasados, com fraturas preenchidas por A segunda parte da seção do furo (entre 150
material argiloso avermelhado, com teores elevados e 300 m de profundidade) contém maior incidência
de ouro e cobre (Figura 5.10 A e B). Ocorrem exten- de feições características das zonas mineralizadas
sas zonas de dano, com falhas e fraturas em diversas verificadas na área. A partir de 168 m de profundida-
direções, além de porções brechoides (Figura 5.10 de, ocorrem frequentes níveis com alteração hidro-
C). No teto da galeria, acompanhando a direção da termal, nos quais foram descritos sericita, quartzo,
mesma e das mineralizações, há uma zona de falha caulinita, hematita e montmorilonita (Silva et al.,
contínua, com limites definidos, de direção N65E, na 1981). As feições brechoides são frequentes, além
qual as rochas apresentam uma aparência mais oxi- de níveis de alteração hidrotermal disseminada e de
dada (Figura 5.10 D). Em afloramentos nos arredores um maior número de ocorrências de níveis milimé-
da galeria ocorrem filitos similares, com a mesma di- tricos a centimétricos de sulfetos (principalmente
reção de foliação (N60E), nos quais fragmentos centi- pirita). Observa-se amostra de quartzo-clorita filito
métricos de quartzo com formas predominantemen- com veios e vênulas de carbonato, subconcordantes
te sigmoidais ocorrem concordantes com a foliação com a foliação, dobrados e boudinados. Aglomera-
(Figura 5.10 E). dos de pirita e calcopirita ocorrem associados a es-
Na área da galeria principal da Mina da Bar- tas estruturas, em níveis milimétricos, no contato do
rinha, local que constituía a cede da mineração São veio com o filito e em microfraturas. Dentre os teores
Braz na década de 1980, foi possível investigar ape- verificados na amostra, destacam-se 673 ppm de co-
nas blocos de rejeito. Análises de amostras deste re- bre e 10 ppb de ouro (Figura 5.12 A e B). Nos agrega-
jeito, com veios essencialmente de galena, indicam dos de quartzo, por vezes com formatos sigmoidais,
tratar-se do minério polimetálico explorado na déca- o quartzo apresenta extinção ondulante, contatos lo-
da de 1970. Foram detectados teores de 1052 ppb bados e subgrãos (assim com descrito na subgaleria
de ouro, 539 ppm de prata, 760 ppm de cobre, 1955 - Figura 5.8), e ocorrem frequentemente contorna-
ppm de zinco e 23% de chumbo, que fornecem uma dos pela foliação, marcada principalmente por mica
ideia do potencial do minério que era explorado na branca (Figura 5.12 C). Ocorrem níveis centimétricos
região (Figura 5.10 F). a métricos de quartzo-carbonato-clorita filito (Figura
Descrição e amostragem expeditas foram exe- 5.12 D) intercalado a níveis de quartzo e prevalecem
cutadas nos testemunhos de sondagem AG-B1 e AG- formas sigmoidais, que vão desde a escala micromé-
B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984), localizados trica (Figura 5.12 E) até a centimétrica.
na área da Mina da Barrinha (localização na Figura Porção brechada envolvida por zonas de alte-
4.1). As seções que constam na FIGURA 5.11 foram ração hidrotermal ocorre em 223 e 230 m de profun-
elaboradas com base nas descrições de projetos pas- didade, na qual se observam fragmentos de rochas
sados, complementadas com análise macroscópica carbonáticas, cálcio-silicática e quartzo, envolvidos
dos furos, na qual foram priorizados testemunhos de por matriz preta, de granulação muito fina. Neste
profundidades próximas às zonas de maior concen- litotipo foram verificados pequenos indícios de sul-
tração de sulfetos. Posteriormente, foram confeccio- feto, com pirita milimétrica disseminada na rocha
nadas e descritas lâminas de amostras representati- (Figura 5.12 F). Na análise microscópica da amostra
vas dos testemunhos. foram descritos níveis anastomosados de diferentes
Na porção superficial da seção (Figura 5.11) composições, por vezes constituídos essencialmente
são observados aproximadamente 50 m de solo e por quartzo, outras com composição essencialmente
rocha oxidada, onde tem início uma zona silicifica- carbonática (os quais apresentam maior alteração) e,
da oxidada, com ocorrência de pirita. Concentrações por fim, níveis calcissilicatados constituídos por tre-
mais significativas de pirita, porém, sem relevância molita, carbonato e quartzo (Figura 5.12 G).
econômica, ocorrem em brecha silicificada (próximo Aproximadamente em 260 m de profundida-
de 70 m de profundidade). Quartzo-clorita-sericita de, aumenta a ocorrência de veios, vênulas e len-
filito ocorre alternado a bandas carbonáticas, com tes de carbonato e/ou quartzo, até atingir 275 m,
níveis milimétricos de pirita e quartzo intercalados quando os níveis (ou vênulas) subconcordantes de
descontinuamente. Aproximadamente a 135 m de pirita, por vezes com pirrotita, ficam mais espessos,
profundidade, tremolita passa a constituir parte da constituindo a parte mais expressiva do testemunho
43
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.11 – Seção esquemática dos testemunhos da sondagem AG-B1, executado no projeto “Anta Gorda” (REPORT,
1981; 1982; 1983; 1984), na área da Mina da Barrinha (localização na Figura 4.1). Observar brechas silicosas e silicifi-
cação, principalmente nos pontos de maior concentração de sulfetos.
44
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.12 – Detalhes de amostras descritas no testemunho de sondagem AG-B1 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984),
área da Mina da Barrinha (localização na figura 4.1). A) Caixa de testemunho de sondagem com amostra em detalhe
de quartzo-clorita filito, com foliação bem marcada, contornando veio e cavidades de carbonato com pirita e calcopi-
rita, além de teores detectados. B) Sulfetos em microfraturas que afetam vênula de quartzo e foliação marcada por
micas (polarizadores cruzados). C) Lentes de quartzo deformado (polarizadores cruzados). D) Foliação dobrada, bem
marcada por níveis estirados de quartzo no quartzo-carbonato-clorita filito (polarizadores paralelos). E) Nível de quart-
zo boudinado em clorita filito (polarizadores paralelos). F) Ocorrência de pirita em zona brechada. G) Alternância de
níveis lenticulares de diferentes composições em rocha brechada (polarizadores cruzados). Abreviações dos minerais:
Py – pirita; Cal – calcita; Ccp – calcopirita; Qz – quartzo; Car – carbonato; Tr – tremolita; Mca – mica; Cl – clorita.
45
Informe de Recursos Minerais
de sondagem. A sulfetação é associada a uma silici- veis com pirita e pirrotita, o que pode ser constatado
ficação intensa, com ocorrência localizada de bre- principalmente nas amostras quatro e cinco (Figura
cha silicosa (Figura 5.13). Lentes e veios de quartzo 5.13). A fase monominerálica posterior também é
se alternam à rocha xistosa hidrotermalizada, com verificada em meio a fraturas e interstícios da fase
vênulas milimétricas de sulfeto, que também ocor- sulfetada que a antecede.
rem de forma disseminada e em agregados de piri- A concentração dos sulfetos (pirita e pirrotita)
ta e pirrotita. Veio de sulfeto maciço de granulação em estreitamento de agregados de quartzo com for-
muito fina, constituído essencialmente por pirita e matos sigmoidais, níveis lenticulares, microfraturas
pirrotita, envolvendo lentes de quartzo, ocorre em e glomeros irregulares foi detalhada na microscopia
aproximadamente 278,30 metros de profundidade (Figura 5.14). A foliação é marcada pelo alongamento
(Figuras 5.11 e 5.13). As rochas hospedeiras apresen- dos minerais micáceos e estiramento dos agregados
tam porções sulfetadas que se alternam a níveis ir- de quartzo (Figuras 5.14 A, B e C). Há fragmentação
regulares e glomeros de sulfeto maciço, constituídos dos agregados de quartzo, que constituem fragmen-
essencialmente por pirita e pirrotita. A possibilidade tos irregulares, bem como cristais individuais. A frag-
de mais de uma fase de precipitação de fluidos é in- mentação é mais intensa nos cristais de dimensões
dicada por veios e porções irregulares constituídos menores, que ocorrem comumente associados a
essencialmente por pirita, que seccionam veios e ní- sulfetos (Figura 5.14 D). A fase sulfetada constituída
Figura 5.13 - Amostras descritas na zona sulfetada mais relevante do testemunho de sondagem AG-B1 (REPORT, 1981;
1982; 1983), localizado na área da Mina da Barrinha (localização na Figura 4.1). Níveis descontínuos e lenticulares,
cavidades e vênulas de quartzo alternados a sulfeto maciço. O sulfeto maciço ocorre isótropo (amostra 2). É nítida a
fase constituída essencialmente por pirita e pirrotita, cortada por fase monominerálica de pirita, evidenciada principal-
mente nas amostras 4 (em vênula) e 5 (disseminada). Abreviações dos minerais: Py – pirita; Qz – quartzo; Po - pirrotita.
46
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.14 - Detalhes de amostras descritas na zona sulfetada do testemunho de sondagem AG-B1 (REPORT, 1981;
1982; 1983; 1984), área da Mina da Barrinha (localização na Figura 4.1). A) Foto da lâmina mostrando a distribuição
dos minerais opacos concordantes com a foliação e no estreitamento de agregados sigmoidais. B e C) Níveis lenticula-
res de pirita em agregados sigmoidais de quartzo, parcialmente fragmentados (A - polarizadores paralelos; B – polari-
zadores cruzados). D) Sulfetos associados a fragmentos angulares de quartzo circundados pela foliação anastomosada
marcada por mica branca (polarizadores paralelos). E) Foto da lâmina mostrando a disposição de agregados de sulfe-
tos. F) Pirita maciça afetada por vênulas de quartzo e carbonato (polarizadores paralelos). G e H) Detalhe de porção
mineralizada com fragmentos de quartzo e matriz carbonática, parcialmente substituída por fase sulfetada (G – pola-
rizadores cruzados; H – polarizadores paralelos). Abreviações dos minerais: Py – pirita; Qz – quartzo; Car – carbonato;
Mca – mica branca.
principalmente por pirita é afetada por microfraturas bonato e/ou pirita seccionados por sistema de mi-
e microvênulas preenchidas por quartzo e/ou carbo- crofalhas. A amostra 5 é de um grafita filito com sul-
natos (Figuras 5.14 E e F). Agregados irregulares de feto disseminado ao longo da foliação (Figura 5.15).
pirita ocorrem ainda substituindo parcialmente a
matriz da rocha, composta por mica branca e carbo-
nato (Figuras 5.14 G e H). 5.1.3 - Mina do Rocha
As amostras do testemunho de sondagem AG-
B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (localização na A Mina do Rocha está situada em área atual-
figura 4.1) foram analisadas de forma expedita por mente supervisionada pela Votorantim Energia, e
conterem menor incidência de sulfetos e ausência sob concessão da Companhia Brasileira de Alumínio
de nível expressivo de concentração dos mesmos. (Figura 5.1 - DNPM, 06/2017). A galeria principal da
Uma diferença significativa é a ocorrência de rochas Mina do Rocha está lacrada, portanto, procurou-se
metabásicas e de grafita xisto na porção inferior do descrever afloramentos no entorno, priorizando áre-
testemunho de sondagem AG-B2. Zonas de brecha as com maiores ocorrências e depósitos minerais de
silicosa e/ou hidrotermalizadas são menos frequen- chumbo, prata e zinco cadastrados no banco de da-
tes, quando comparadas às amostras do testemunho dos da CPRM. As principais mineralizações descritas
AG-B1. Na porção superior (até 130 m), predomina nesta região ocorrem na unidade carbonática da For-
mica-quartzo filito e, a partir desta profundidade, mação Água Clara, porção oeste da área de estudo
anfibólio passa a constituir parte da paragênese da (Figura 4.1). É a única mina explorada na área, que
rocha. Os sulfetos (principalmente pirita e pirrotita) não se situa no Grupo Lajeado, segundo a cartografia
ocorrem associados a veios e vênulas de quartzo atual da CPRM (CALTABELLOTTA et al., 2017). Ocor-
e/ou carbonato, ou disseminado (Figura 5.15). Na rências subordinadas foram descritas na formação
amostra 1 foram observados cristais de anfibólio dis- Água Suja (Grupo Lajeado), além de pequenos indí-
seminado na foliação. Vênula de quartzo e carbonato cios de sulfeto disseminado em mármore, veios e vê-
com sulfeto e halo de alteração bem definido por mi- nulas carbonáticas que ocorrem em toda região. Por
nerais máficos e sulfetos se destacam na amostra 2. vezes, a orientação dos veios é caótica, o que sugere
Nas amostras 2, 3 e 4 evidencia-se complexo sistema fraturamento hidráulico, sem controle direcional ex-
de diversas gerações de vênulas de quartzo e/ou car- pressivo.
47
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.15 - Seção esquemática sintetizada do testemunho de sondagem AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984), lo-
calizado na área da mina da Barrinha (localização na Figura 4.1), com detalhe de amostras representativas. 1) Cristais
de anfibólio (pontos pretos) disseminados na foliação. 2) Vênula irregular de quartzo em meio a nível com concentra-
ção de minerais máficos e sulfetos. Notar bandamento original da rocha e veio de quartzo seccionados por microfalha.
3) Foliação fina afetada por várias gerações de vênulas irregulares de carbonato e/ou pirita, ambas seccionadas por
sistemas de microfalhas. 4) Microgabro limitado por brechas hidrotermais. Zona de stockwork preenchida com carbo-
nato, no centro da amostra. 5) Grafita filito com pirita disseminada e em níveis. Abreviações dos minerais: Py – pirita;
Po - pirrotita.
Na entrada de uma galeria abandonada (em B e C). O veio de carbonato que ocorre subparalelo
condições muito precárias) foi descrito mármore com ao veio de quartzo com sulfetos possui crescimento
veios e vênulas de carbonato e sulfetos de direções sintaxial de carbonato com textura elongate blocky
e mergulhos variados (Figura 5.16 A), cujos teores (BONS et al., 2012) (Figura 5.17 D).
são de 48 ppb de ouro, 160 ppm de cobre, 9816 ppm
de chumbo e 1727 ppm de zinco (Figura 5.16 B). A 5.2 - ÁREA LAJEADO
galena ocorre em microfraturas nos veios de calcita
e ocupando cavidades entre os cristais (Figuras 5.16
C, D e E). Em filitos e xistos da Formação Água Suja No alvo Lajeado, a nordeste do Granito Itaoca, a
ocorrem veios de quartzo de orientação preferencial deformação é menos intensa e as estruturas sedimen-
NW-SE, com porções e níveis oxidados, com os teores tares, como marcas de onda, plano-paralelas e cruza-
mais relevantes de 150 ppb de ouro e 169 ppm de das, ocorrem com maior frequência. O perfil executado
cobre. Veio de carbonato com drusas centimétricas na área (localização na Figura 4.1) mostra as dobras,
ocorre paralelamente ao veio de quartzo (Figura de escala regional, mais abertas e de menor amplitude
5.17 A). Microscopicamente, o quartzo no veio (quando comparadas ao perfil da área Rocha – Figura
mineralizado ocorre em agregados poligonais de 5.2). As minas estão situadas em zonas de cisalhamento
granulação muito fina e em cristais com extinção subverticais que, por vezes, incidem no plano axial das
ondulante de granulação fina a média (Figuras 5.17 dobras em escala regional (Figura 5.18).
48
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.16 - Veios de carbonato com sulfeto na região do entorno da Mina do Rocha (Formação Água Clara). A)
Afloramento localizado na entrada de galeria abandonada. B) Amostra do veio de carbonato com galena e respecti-
vos teores. C) Detalhe do veio com galena em textura detrítica em quartzo. D e E) Próximo ao contato entre o veio e a
encaixante, distribuição dos sulfetos no limite e em microfraturas irregulares ou subparalelas ao veio (lâminas polidas
e fotomicrografias com polarizadores cruzados). Abreviações dos minerais: Car – carbonato; Py – pirita; Gn – galena.
5.2.1 - Mina do Lajeado lena (Figuras 5.19 B, C e D). Nas rochas mineralizadas
foram verificados teores de até 680 ppb de ouro, 529
ppm de prata, 454 ppm de zinco, 760 ppm de cobre e
Situada na Formação Bairro da Serra, a nor- 17% de chumbo, além de 24% de ferro e até 5474 de
deste do Granito Itaoca (Figura 4.1), a Mina do Laje- arsênio (Anexo 1). Em imagens obtidas com lupa, é
ado se encontra atualmente sob concessão de lavra possível observar cristais de galena que se desenvol-
da empresa Plumbum Comércio e Representações veram a partir das paredes dos fragmentos da brecha
de Produtos Minerais e Industriais Ltda (Figura 5.1 (Figura 5.19 E). A zona de falha é contínua no teto da
- DNPM, 06/2017). Na galeria detalhada neste pro- galeria, onde se percebe o caráter anastomosado da
jeto, uma das principais exploradas na década de mesma, com alargamento e estreitamento, inclusive
1980, ocorrem metacalcários bandados, com bandas dos veios de galena que estão contidos nesta faixa de
que variam do branco ao cinza escuro. deformação de caráter rúptil (Figura 5.19 F).
As mineralizações estão contidas em zona de Na FIGURA 5.20, o minério descrito na Mina
falha de direção N45E, compatível com a direção da do Lajeado pode ser observado com maior detalhe.
galeria. São constituídas por sistemas de veios centi- Cristais subédricos de pirita ocorrem fraturados, jun-
métricos de galena, subparalelos à zona de falha (Fi- tamente com o quartzo de granulação muito fina. A
gura 5.19 A). Os veios de galena seccionam outra fase galena pode ser verificada preenchendo interstícios
sulfetada constituída por pirita, arsenopirita e calco- e envolvendo cristais de pirita fraturados (Figura 5.20
pirita, que ocorre brechada, juntamente com quart- A). As fases sulfetadas estão distribuídas heterogene-
zo de granulação muito fina e carbonato. Nestas por- amente e são predominantemente monominerálicas
ções brechadas foram observadas drusas de quartzo na amostra de minério descrito (Figuras 5.20 A e B).
de até 2 cm. Faixas avermelhadas com concentração Na análise microscópica são observadas pelo menos
de goethita ocorrem paralelamente aos veios de ga- duas fases sulfetadas: a primeira, constituída essen-
49
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.17 - Veios na região do entorno da Mina do Rocha (Formação Água Suja). A) Veio de quartzo de direção N25W,
com porções oxidadas e respectivos teores (1), subparalelo a veio de carbonato com crescimento sintaxial e drusas (2).
B e C) Fotomicrografias mostrando detalhes do veio de quartzo com concentrações de minerais opacos (B – polarizado-
res paralelos; C – polarizadores cruzados). D) Veio de carbonato com crescimento sintaxial de quartzo em textura tipo
elongate bloky (BONS et al., 2012) (polarizadores cruzados). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Car – carbonato,
Min. Op. – minerais opacos.
Figura 5.18 - Perfil geológico da área do Lajeado com a localização das minas de Furnas e Lajeado na estruturação
regional (localização do perfil na Figura 4.1) (executado sobre a mesma base geológica de FALEIROS et al., 2012).
cialmente por pirita, que ocorre alterando para go- interstícios dos cristais de pirita, com comportamen-
ethita, em meio a quartzo; e a segunda, constituída to mais rúptil. As duas fases sulfetadas são cortadas
essencialmente por galena (Figura 5.20 C). No entan- por veios e vênulas de quartzo e carbonato (Figura
to, não se descarta a hipótese de constituírem fases 5.20 D). Duas gerações de quartzo, no mínimo, ocor-
concomitantes, nas quais a galena, com comporta- rem na zona mineralizada, uma de granulação muito
mento mais dúctil, teria preenchido microfraturas e fina, que intercepta outra de granulação muito fina a
50
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.19 - Minério na Mina do Lajeado. A) Aspecto geral da zona de falha de direção N45E em metacalcário, com
veios mineralizados (interior da galeria). B e C) Detalhe dos veios constituídos principalmente por galena, cortando fase
constituída por pirita, arsenopirita e calcopirita, em meio a carbonato e quartzo de granulação muito fina e goethita.
D) Amostra com os respectivos teores. E) Mineralizações compostas por agregados arredondados de pirita e pirita
goetitizada com cimento de galena (fotomicrografias obtidas em lupa ótica). F) Continuação da zona de falha (teto da
galeria). Abreviações dos minerais: Gn – galena; Py – pirita; Apy – arsenopirita; Ccp – calcopirita, Gt – goethita; Qz –
quartzo; Car - carbonato.
fina, ambas com predomínio de contatos poligoniza- em galena, confirma o teor de prata presente no mi-
dos. Ocorrem resquícios de carbonato, juntamente neral (Tabela 5.2). Porém, deve ser considerado que
com o quartzo da primeira geração (Figura 5.20 E). o diâmetro de abrangência da amostra na análise é
Os teores de prata nas amostras (Anexo 1) e a de 8 mm, maior que o tamanho dos cristais de gale-
análise por meio de fluorescência de raios X portátil na, o que explica os teores dos demais elementos.
(modelo Thermo Scientific NITON XL3t 900 GOLDD)
51
Informe de Recursos Minerais
Figura 5.20 - Detalhe do minério na Mina do Lajeado. A) Amostra evidenciando a relação entre as fases sulfetadas.
B) Foto da lâmina polida mostrando concentrações isoladas de fases (pirita, galena e goethita). C) Fotomicrografia
evidenciando pirita alterando para goethita, em contato com fase constituída essencialmente por galena (luz refletida).
D) Veios e vênulas de quartzo e carbonato cortando as demais fases sulfetadas e cristais de goethita (luz transmitida,
polarizadores paralelos). E) Quartzo e carbonato presentes na zona mineralizada (luz transmitida, polarizadores cruza-
dos). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Car – carbonato, Gn – galena, Py – pirita, Gt – goethita.
Tabela 5.2 - Análise de fluorescência de raios X (portátil) em galena (diâmetro: 8 mm). Valores em ppm, exceto onde indica-
do. LD = limite de detecção.
SiO2 7,8% As 1,7% Cl 3589 Pd 76 Au < LD Se < LD
P2O5 4,6% Fe 17,8% Cs 1031 Pr 826 Bi < LD Ta < LD
K2O 0,2% Pb 24,1% Cu 731 Sb 522 Co < LD Th < LD
Al2O3 < LD S 22,0% La 387 Sc 19 Cr < LD U < LD
CaO < LD Ag 404 Mo 34 Sn 140 Hf < LD V < LD
TiO2 < LD Ba 302 Nb 520 Sr 98 Hg < LD Y < LD
MnO < LD Cd 59 Nd 1217 Te 2250 Rb < LD Zn < LD
MgO < LD Ce 496 Ni 957 W 1107 Re < LD Zr < LD
52
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 5.21 - Fotomicrografias mostrando detalhes das rochas hospedeiras na Mina do Lajeado. A) Diferença de gra-
nulação nas bandas dos metacalcários. Notar fraturas irregulares sem padrão direcional preenchidas por hidróxido de
ferro (polarizadores paralelos). B) Foliação anastomosada marcada por micrólitos sigmoidais de carbonato envoltos
por níveis de material marrom escuro (polarizadores cruzados). C e D) Fragmentos de veios ou cavidades de quartzo
e carbonato estirados envoltos por matriz foliada marcada pelos mesmos minerais, em zona de falha (polarizadores
paralelos e cruzados, respectivamente). Abreviações dos minerais: Qz – quartzo, Car – carbonato.
As rochas hospedeiras das mineralizações na petrografia, porém, a espectroscopia de reflectância
Mina do Lajeado são principalmente metacalcários, permitiu a identificação de um zoneamento
por vezes bandados. As bandas cinza escuro são composicional, que será descrito no CAPÍTULO 6.
constituídas por carbonato de granulação muito
fina; e as bandas cinza claro contêm carbonatos 5.2.2 - Mina de Furnas
de granulação muito fina a fina e aspecto mais
límpido (Figura 5.21 A). Próximo às zonas de falha
mineralizadas, os cristais apresentam formas A Mina de Furnas, situada em formação
sigmoidais e marcam uma foliação anastomosada de homônima (localização em mapa na Figura 4.1 e em
direção N50E, marcada por micrólitos sigmoidais de perfil na Figura 5.18), possui atualmente os direitos
carbonato envoltos por níveis escuros (Figura 5.22 B). minerários de concessão de lavra pertencentes à
Catáclase é evidenciada pelas fraturas preenchidas empresa Plumbum Comércio e Representações de
por hidróxido de ferro, sem padrão definido ou ao Produtos Minerais e Industriais Ltda (DNPM, 06-
longo da foliação (Figuras 5.22 A e B) ou por quartzo 2017 – Figura 5.1). Não foi encontrado minério in
e carbonato fragmentado (Figuras 5.22 C e D). Não situ na galeria secundária investigada. Porém, veios
foi verificada variação mineralógica em direção à de carbonato e quartzo de diversas gerações foram
zona mineralizada, no entanto, quartzo e carbonato descritos em metacalcário predominantemente
são estáveis a uma variação ampla de temperatura. bandado, e foram considerados na análise estrutural
Diferenças composicionais não foram detectadas na do controle do minério na região.
53
Informe de Recursos Minerais
O primeiro sistema de veios está dobrado com outra geração de veios de quartzo subparalelos. Um
eixo 38/20. É um veio zonado com uma primeira segundo sistema de veios zonados de carbonato
zona externa de carbonato, trilhas de sulfeto na e quartzo ocorre na direção ENE-WSW, oblíquos e
interface, e quartzo no centro (Figura 5.22 A). Estes sem indício de deformação dúctil. Este sistema é
veios zonados são interceptados por zona de falha interceptado por vênulas de sulfetos (Figura 5.22
de direção NE-SW, (N176/74), com estrias de falha C). Por fim, ocorre um sistema de veios de quartzo,
sub-horizontais (N265/15), que indicam caráter orientados na direção E-W e com mergulhos variados.
transcorrente e degraus que indicam movimentação (Figura 5.22 D).
destral (Figura 5.22 B). Esta zona de falha aloja
Figura 5.22 - Hierarquia dos veios em metacalcários no interior da subgaleria da Mina de Furnas. A) Veio zonado
de carbonato-quartzo, dobrado (dobra recumbente com eixo N038/20). Níveis de sulfeto ocorrem entre a interface
carbonato e quartzo. B) Detalhe da zona de falha transcorrente N176/74, com estria N264/15 (indicada pela caneta) e
degraus que registraram movimentação destral. C) Sistema de veios zonados carbonato-quartzo, tipo crack-seal com
orientação N333/61, cortado por vênulas de sulfetos, (indicados pelas setas pretas) e teor de ouro indicado. D) Sistema
de veios de quartzo na direção EW, subverticais (Qz: quartzo).
54
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
6 — ESPECTROSCOPIA DE REFLECTÂNCIA
APLICADA ÀS MINERALIZAÇÕES
Na prospecção mineral de depósitos hidroter- Neste capítulo são apresentados os resultados
mais, a caracterização das assembleias de alteração obtidos a partir de análises espectroscópicas
é muito importante para o entendimento dos con- realizadas em amostras de rocha coletadas nas áreas
dicionantes físico-químicos da mineralização e cons- Lajeado e Rocha (Figura 4.1), durante o projeto
trução de modelos exploratórios. O mapeamento “ARIM-Vale do Ribeira”. O objetivo principal foi a
dos halos de alteração adjacentes aos depósitos, in-
tegrados às suas características geológicas, permite obtenção de informações adicionais relativas ao
indicar direções de favorabilidade crescente à ocor- conteúdo mineral proveniente das diferentes fases de
rência das zonas ou veios mineralizados. alteração associadas às mineralizações polimetálicas
A espectroscopia de reflectância é uma técnica (Au, Ag, Cu, Zn e Pb) na área.
de uso crescente na indústria mineral, tanto em fases
exploratórias iniciais quanto no controle de qualida- 6.1 - TESTEMUNHOS DE SONDAGEM AG-B1 E
de dos minérios, sendo aplicada principalmente à ca- AG-B2 - MINA DA BARRINHA
racterização de assembleias hidrotermais. A partir do
estudo da interação entre a energia eletromagnética
refletida em comprimentos de onda específicos e a Nos testemunhos das sondagens AG-B1 e AG-
superfície dos materiais, a espectroscopia de reflec- B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984; Figuras 5.11 a
tância permite a identificação de uma ampla gama de 5.15) foram realizadas análises espectroscópicas ao
minerais (e.g. óxidos e hidróxidos de ferro, piroxênios, longo dos trechos compostos por material rochoso,
óxidos e carbonatos de cobre, filossilicatos, silicatos entre as profundidades de 59,25 e 299,90 m (Figura
hidroxilados, sulfatos, carbonatos e minerais conten- 5.11) e 54,85 e 299,20 m (Figura 5.15), respectiva-
do amônia), a quantificação de abundâncias relativas mente, totalizando 349 espectros de reflectância.
e o levantamento de características físico-químicas
dos mesmos. As análises são obtidas de forma rápida, Os resultados apontam associações minerais
não destrutiva e de simples operacionalidade, geran- variadas e serão apresentados a seguir de acordo
do informações adicionais, além daquelas obtidas por com agrupamentos litológicos elaborados a partir
métodos tradicionais, tais como a petrografia, a lito- das descrições mesoscópicas dos testemunhos (Fi-
geoquímica ou a difratometria de raios X. gura 5.11 e 5.15), resumidos nas TABELAS 6.1 e 6.2.
Tabela 6.1 – Minerais identificados por meio da espectroscopia nos testemunhos da sondagem AG-B1 (REPORT, 1981; 1982;
1983; 1984) (localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11), organizados por grupos litológicos distintos.
Grupos Litologias Minerais identificados pela espectroscopia
sericita-clorita-quartzo filito, quartzo-clorita filito,
FeMg-clorita, muscovita, ilita/esmectita muscovítica,
quartzo-sericita-tremolita filito e clorita-anfibólio
Encaixantes calcita/dolomita, flogopita, gipso, (-)Fe-carbonato, (-)
filito, com alternância de níveis carbonáticos e
montmorilonita (-)caulinita
zonas de silicificação com indícios de pirita
Alteração hidrotermal filitos hidrotermalizados com associação de ilita/esmectita muscovítica, Fe-carbonato, Fe/FeMg-
pervasiva brechas silicosas e vênulas de sulfetos clorita, caulinita, montmorilonita, gipso
filito hidrotermalizado, com vênulas e veios
Horizonte de sulfeto muscovita, Fe-carbonato, Fe-turmalina, gipso, (-)
irregulares de sulfeto maciço associados a intensa
maciço calcita/dolomita, (-)ilita muscovítica
silicificação
Tabela 6.2 – Minerais identificados pela espectroscopia nos testemunhos da sondagem AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983)
(localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.15), organizados por grupos litológicos distintos.
Grupos Litologias Minerais identificados pela espectroscopia
quartzo-mica filito, mica-quartzo-anfibólio filito, muscovita, ilita/esmectita muscovítica, calcita e/ou
Encaixantes grafita filito, com lentes e níveis de quartzo e de dolomita, Fe-carbonato, Mg-clorita, saponita, gipso,
carbonato e intercalações de níveis de diabásio (-)FeMg-clorita, (-)montmorilonita, (-)caulinita
Alteração hidrotermal filitos hidrotermalizados com associação de ilita/esmectita muscovítica, muscovita, Fe-
pervasiva brechas silicosas e vênulas de sulfetos carbonato, gipso
55
Informe de Recursos Minerais
As cloritas são identificadas por suas feições Nos horizontes de filitos (encaixantes), ao lon-
espectrais diagnósticas nos comprimentos de onda go da sondagem AG-B1 (REPORT, 1981; 1982; 1983;
relativos a absorções associadas às ligações Fe-OH e 1984) (localização na Figura 4.1 e seção esquemática
Mg-OH, em torno de 2250 e 2350 nm, respectivamen- na Figura 5.11), ocorrem cloritas de composição es-
te (Figura 6.1). Variações na posição destas absorções sencialmente intermediária (FeMg-cloritas) (Figura
indicam conteúdos distintos de ferro e magnésio na 6.2), em mistura espectral com muscovita, calcita e/
composição deste mineral (Figura 6.2). Feições secun- ou dolomita, gipso e, localmente, flogopita (Figura
dárias, em torno de 750, 930, 1130, 1410 e 2000 nm 6.1). Nesta mesma sondagem, a partir de 150 m de
(Figura 6.1), são também importantes na identificação profundidade, onde os filitos são cortados por níveis
das cloritas, principalmente no caso de misturas es- de alteração hidrotermal pervasiva frequentes (Figura
pectrais com outros minerais com feições diagnósticas 5.11), observam-se comprimentos de onda levemente
em comprimentos de onda semelhantes. mais elevados (entre 2255 e 2257 nm) para a absorção
Figura 6.1 – Espectros de reflectância medidos nos testemunhos da sondagem AG-B1 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984)
(localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11), na região da Mina da Barrinha.
56
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 6.2 – Gráfico exibindo a variação composicional das cloritas a partir da posição da absorção relativa ao FeOH,
em relação aos horizontes litológicos dos testemunhos da sondagem AG-B1(REPORT,1981; 1982; 1983; 1984) (localiza-
ção na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11).
relacionada ao FeOH nas cloritas (Figura 6.2), indican- los de rochas máficas, em mistura espectral com sapo-
do um enriquecimento em ferro neste mineral possi- nita e +/- montmorilonita.
velmente associado à percolação dos fluidos hidroter- As micas brancas são identificadas por suas
mais. Cloritas enriquecidas em ferro também ocorrem feições espectrais diagnósticas nos comprimentos de
nos horizontes de alteração hidrotermal pervasiva, onda relativos a absorções associadas à ligação Al-OH,
em mistura espectral com argilas, micas brancas e Fe- em torno de 2200 nm, em combinação com feições
-carbonatos (Figura 6.1), porém de maneira subordi- secundárias em torno de 1410, 1900, 2350 e 2440
nada. O horizonte de sulfeto maciço é marcado pela nm (Figura 6.1). Variações na posição da absorção em
ausência de cloritas (Figuras 6.1 e 6.2). Na sondagem torno de 2200 nm indicam diferenças composicionais
AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (localização nas micas brancas (Figura 6.3) e a razão entre a pro-
na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.15), as fundidade desta absorção e a absorção em torno de
FeMg-cloritas são escassas em todos os horizontes, 1900 nm, relativa à presença de H2O, indica variações
ocorrendo Mg-cloritas associadas apenas aos interva- de cristalinidade neste grupo mineral (Figura 6.4).
Figura 6.3 – Gráfico exibindo a variação composicional das micas brancas a partir da posição da absorção relativa ao
AlOH, em relação aos horizontes litológicos dos testemunhos da sondagem AG-B1(REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984)
(localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11).
57
Informe de Recursos Minerais
Figura 6.4 – Gráfico exibindo a variação da cristalinidade das micas brancas a partir da razão entre as profundidades das
absorções relativas ao AlOH e à H2O, em relação aos horizontes litológicos dos testemunhos da sondagem AG-B1(REPORT,
1981; 1982; 1983; 1984) (localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11).
Nos testemunhos da sondagem AG-B1 (RE- desta feição indica a composição do carbonato, tal
PORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (localização na Figura que, a calcita é identificada por absorções em torno
4.1), as micas brancas ocorrem com maior frequên- de 2340 nm, dolomita em torno de 2325 nm e Fe-
cia a partir de 100 m de profundidade, aproximada- carbonatos (Fe-dolomita, ankerita e siderita) entre
mente, sendo evidentes em profundidades mais ra- 2320 e 2350 nm. Adicionalmente, os Fe-carbonatos
sas apenas feições subordinadas de mica branca em são identificados por feições secundárias em torno
espectros de clorita (Figura 6.1). A composição das de 1060 nm e 1270 nm, as quais permitem diagnos-
micas brancas é essencialmente potássica (muscoví- ticá-los em misturas espectrais com outros minerais,
tica) ao longo de todo o furo, e não foi observada cujas feições se sobrepõem na região do CO3/MgOH
tendência composicional que pudesse se relacionar (e.g. cloritas, biotitas, anfibólios, micas brancas).
às variações litológicas ou aos processos de alteração Nos testemunhos das sondagens AG-B1 e AG-
hidrotermal/mineralização (Figura 6.3). B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (localização
A análise da cristalinidade das micas brancas nas Figuras 4.1, 5.11 e 5.15) não foram encontrados
aponta a ocorrência de valores mais altos (“muscovi- espectros puros de calcita e/ou dolomita, mas a pre-
tas”) associados ao horizonte de sulfeto maciço, em sença destes minerais é sugerida pelo efeito da ab-
torno de 280 m de profundidade (Figura 6.4). Nos sorção principal dos carbonatos sobre espectros de
horizontes de alteração hidrotermal pervasiva ocor- cloritas e micas brancas, a qual desloca a posição e
rem as micas brancas menos cristalinas (“esmectitas- aprofunda absorções diagnósticas destes minerais
-ilitas” e “ilitas-esmectitas”), enquanto que nos hori- (Figura 6.1). Do mesmo modo, os Fe-carbonatos
zontes de filitos (encaixantes) a cristalinidade destes foram identificados na sondagem AG-B1 (REPORT,
minerais se apresenta variável (“ilita/esmectita”, “ili- 1981; 1982; 1983; 1984) pelo efeito de suas absor-
ta” e “muscovita”) (Figura 6.4). No testemunho da ções principais sobre espectros de outros minerais,
sondagem AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) porém conjuntamente às suas feições secundárias
(localização na Figura 4.1 e seção esquemática na Fi- (Figura 6.1), conforme descrição acima. A calcita e/
gura 5.15), as micas brancas de composição musco- ou dolomita ocorrem ao longo de todo o perfil, as-
vítica são os minerais mais frequentes identificados sociadas às encaixantes, enquanto que os Fe-car-
pela espectroscopia, porém não foram realizadas bonatos exibem forte relação com os horizontes de
análises de tendências composicionais e de cristali- alteração hidrotermal pervasiva, estando presentes
nidade devido à baixa importância metalogenética também no horizonte de sulfeto maciço na sonda-
deste furo. gem AG-B1 (Figuras 6.1 e 5.13), e na forma de veios
Os carbonatos são identificados nos espectros nos testemunhos da sondagem AG-B2 (Figura 5.15).
de reflectância pela feição de absorção assimétrica A flogopita apresenta assinatura espectral se-
em comprimentos de onda em torno de 2300 a 2360 melhante às cloritas, com feições principais diagnós-
nm, relativa à presença da molécula de CO3 na es- ticas nas regiões de absorção relativas à presença das
trutura mineral. A variação no comprimento de onda ligações Fe-OH e Mg-OH, nos comprimentos de onda
58
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
em torno de 2250 nm e 2330 nm, respectivamente, distribuição espacial restrita nas amostras analisa-
porém com feições secundárias distintas. Nas amos- das, ocorrendo montmorilonita e caulinita, princi-
tras analisadas, a flogopita foi identificada apenas palmente nas bordas dos horizontes de alteração
nos filitos da sondagem AG-B1 (REPORT, 1981; 1982; hidrotermal pervasiva, em mistura espectral com Fe-
1983; 1984) (localização na Figura 4.1) entre 90 e 108 -carbonatos (Figura 6.1). A saponita se restringe ape-
m de profundidade (Figuras 6.1 e 5.11), a partir de nas aos intervalos de rochas máficas na sondagem
sua feição secundária em 2380 nm, ocorrendo em AG-B2 (Figura 5.15), possivelmente relacionada à
mistura espectral com FeMg-clorita (Figura 6.1). alteração secundária (supergênica?) de rochas ricas
A turmalina apresenta assinatura espectral em magnésio.
com feições diagnósticas agudas e estreitas, com O gipso é identificado por feições de absorção
profundidades variáveis, nas regiões de absorção em comprimentos de onda e geometrias muito ca-
relativas às ligações Al-OH, Fe-OH e Mg-OH, a qual, racterísticas, tais como a absorção tripla em torno de
às vezes, pode se tornar semelhante às assinaturas 1500 nm e a feição profunda e simétrica em torno de
de misturas espectrais entre micas brancas e clori- 1940 nm, relativas à presença de H2O na estrutura
tas, dependendo da proporção relativa entre estes mineral (Figura 6.5), e ainda absorções em torno de
minerais. Porém, a presença de Fe2+ nas turmalinas 1750 nm e 2215 nm, as quais são menos persistentes
ocasiona absorções típicas, de geometrias amplas e em misturas espectrais.
posicionadas em torno de 740 nm e 1110 nm, que Nos testemunhos analisados (Figuras 5.11 a
permitem identificar este mineral em misturas es- 5.15), o gipso foi identificado ao longo de todos os
pectrais. Adicionalmente, feição relacionada à pre- grupos litológicos aqui definidos, em espectros com
sença de OH na estrutura mineral, na posição de feições de micas brancas, cloritas, carbonatos e ar-
1440 nm, também permite a identificação da turma- gilas (Figura 6.5). Sua ocorrência, porém, fica mais
lina em espectros de misturas. evidente nos trechos com presença de carbonatos e
Nas amostras analisadas foram identificadas pirita, o que sugere sua gênese como subproduto da
Fe-turmalinas somente no horizonte de sulfeto ma- oxidação de sulfetos e reação com carbonatos.
ciço da sondagem AG-B1 (Figuras 6.1 e
5.13). Nas profundidades entre 276 e 279
m e entre 280 e 282 m (Figura 5.11), apro-
ximadamente, a turmalina foi identificada
por feições secundárias subordinadas, em
espectros dominados pela presença de
muscovita e Fe-carbonatos (Figura 6.1).
Já no núcleo deste intervalo litológico,
entre 279 e 280 m de profundidade (Fi-
gura 5.11), foram identificados espectros
puros de Fe-turmalina (Figura 6.1), o que
sugere um aumento da proporção deste
mineral relacionado diretamente à perco-
lação dos fluidos hidrotermais responsá-
veis por esta fase de sulfetação.
As argilas identificadas nos teste-
munhos das sondagens AG-B1 e AG-B2
(REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (Figu-
ras 5.11 e 5.15) compreendem esmectitas
e caulinitas. Os espectros de esmectitas
são caracterizados por absorções profun-
das e assimétricas relacionadas à presen-
ça de H2O na estrutura mineral, sendo a
montmorilonita distinguida pela feição
adicional em torno de 2210 nm (AlOH) e
a saponita em torno de 2310 nm (MgOH).
A caulinita é identificada por suas feições Figura 6.5 – Feições de absorção diagnósticas de gipso em assinaturas
diagnósticas de geometria dupla, tanto espectrais de clorita, muscovita e argilas, medidas nos três grupos litoló-
gicos da sondagem AG-B1(REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (localização
em torno de 1400 nm (OH), quanto em na Figura 4.1 e seção esquemática na Figura 5.11), associados à presen-
torno de 2200 nm (AlOH). As argilas têm ça de carbonatos e pirita.
59
Informe de Recursos Minerais
6.2 - AMOSTRAS DE AFLORAMENTOS Nos metacalcários maciços e bandados foram
identificadas principalmente calcita e dolomita, diag-
nosticadas pela feição de absorção relativa ao CO ,
Setenta e oito amostras de rocha metassilici- 3respectivamente em torno de 2340 nm e 2320 nm.
clásticas e metacarbonáticas provenientes de aflo- Nas metamargas, as assinaturas de carbonatos con-
ramentos da área foram analisadas. Os resultados têm também feições subordinadas de ilita muscoví-
apontam associações minerais variadas, resumidas tica, montmorilonita e caulinita, conforme descrição
na TABELA 6.3 de acordo com os principais agrupa- espectral nos itens anteriores.
mentos litológicos elaborados a partir da descrição
mesoscópica das amostras. Nos metacalcários venulados, hidrotermali-
zados e/ou com sulfetos, além de calcita e dolomita
Tabela 6.3 – Minerais identificados pela espectroscopia nas também foram identificados nos espectros, por or-
amostras de afloramentos, organizados por litologia. dem de maior para menor frequência, ilita/esmectita
muscovítica, muscovita, Fe-carbonatos (em veios) e
Minerais identificados pela
Litologias Fe- e FeMg-cloritas. Nas faces intemperizadas destas
espectroscopia amostras ocorrem também, principalmente goethita
muscovita, ilita muscovítica, e montmorilonita e, subordinadamente, hematita e
FeMg-clorita, (-)Fe-clorita/
filitos e filitos
(-)biotita, calcita/dolomita, caulinita, cujas feições espectrais diagnósticas foram
intercalados com
(-)Fe-carbonato, caulinita, descritas nos itens anteriores.
metarenitos
montmorilonita, (-)gipso,
goethita, (-)hematita
metacalcários maciços e calcita e dolomita, (-)micas 6.3 - PERFIL TRANSVERSAL À ZONA MINERALI-
bandados, metamargas brancas, (-)argilas ZADA - MINA DO LAJEADO
metacalcários calcita, dolomita, micas brancas,
venulados, Fe-carbonatos Fe- e FeMg-
hidrotermalizados e/ou cloritas, montmorilonita, (-) Análises de espectroscopia de reflectância
com sulfetos caulinita, goethita, (-)hematita, foram executadas em amostras coletadas ao longo
de um perfil transversal às mineralizações em zona
de falha na galeria da Mina do Lajeado (Figura 5.19),
As associações minerais identificadas para com objetivo de identificar possíveis variações com-
os filitos e filitos intercalados com metarenitos são posicionais entre as rochas hospedeiras e o minério.
coerentes com as associações encontradas nos tes- As rochas hospedeiras são representadas por meta-
temunhos das sondagens AG-B1 e AG-B2 (REPORT, calcários bandados com alternância de bandas sul-
1981; 1982; 1983; 1984) (Figuras 5.11 a 5.15), con- fetadas (galena, pirita, arsenopirita e calcopirita) em
forme descrições acima, porém foram identificadas meio a quartzo e carbonato de granulação muito fina
nas amostras de afloramentos também Fe-clorita e e goethita.
biotita, além de goethita e hematita em faces intem-
Seis espectros foram medidos a partir de duas
perizadas. Estes minerais foram descritos também na
amostras da rocha hospedeira, dos quais apenas um
petrografia (capítulo 5).
forneceu informações mineralógicas. Os outros es-
A Fe-clorita ocorre de maneira restrita e foi pectros se mostram planos e sem feições de absor-
identificada a partir da feição relacionada à ligação ção (Figura 6.6), possivelmente devido à granulação
Fe-OH na posição em torno de 2260 nm conjunta- muito fina da rocha (maior superfície específica e,
mente às feições secundárias em torno de 750, 930 portanto, maior quantidade de planos de reflexão).
e 1130 nm, em espectros dominados por feições de Na amostra de metacalcário foram identificadas a
muscovita. Em alguns espectros, nos quais estas fei- calcita, a partir da feição típica de carbonatos, posi-
ções estão presentes de maneira menos evidente, a cionada em torno de 2340 nm (Figura 6.6), e possi-
biotita também foi apontada, espectralmente indis- velmente a goethita, a partir do pico de reflectância
tinta da Fe-clorita, uma vez que estes minerais apre- em 760 nm e da absorção ampla e aberta em torno
sentam espectros muito semelhantes. de 925 nm, que nesta amostra ocorrem atenuados
A goethita e a hematita apresentam assinatu- (Figura 6.6).
ras espectrais semelhantes, com feições diagnósticas Nas amostras coletadas dos veios mineraliza-
nos comprimentos de onda do visível-infravermelho dos observam-se assinaturas espectrais com feições
próximo, sendo diferenciadas entre si pela posição de absorção muito características de goethita e gip-
do pico de reflectância relacionado à cor do mineral so, conforme descrição nos itens anteriores e ilustra-
e da absorção aberta relacionada ao Fe, respectiva- do nas (Figura 6.5 e 6.6). Nestas amostras, apenas
mente em 760 nm (laranja) e 925 nm para a goethita um espectro aponta a presença de muscovita, em
e 750 nm (vermelho) e 875 nm para a hematita. mistura espectral com gipso, a partir das absorções
60
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 6.6 – Espectros das amostras coletadas em perfil transversal à zona mineralizada na galeria da Mina do Lajeado.
agudas em torno de 1410 nm e 2205 nm, observadas 4FeS2 + 10H2O + 15O2 ↔ 4FeO(OH) + 8H2SO (Eq. 1)
em contínuo removido (Figura 6.6). (pirita) (goethita) (ác. sulfúrico)
A ocorrência de goethita associada ao gipso H2SO4:H2O + CaCO3 ↔ CaSO4.2H2O + CO2 (Eq. 2)
neste perfil reforça a interpretação citada anterior- (ác. sulfúrico) (calcita) (gipso)
mente para a gênese do sulfato a partir de processos
de alteração supergênica, segundo as equações abai- 6.4. MODELO ESPECTRO-MINERALÓGICO
xo, nas quais a oxidação da pirita produziria goethita
e ácido sulfúrico (Equação 1) (TAYLOR e EGGLETON, A partir dos resultados alcançados pelas aná-
2001), o qual, em meio aquoso e por circulação de lises espectroscópicas nos testemunhos de sonda-
água meteórica, reagiria com a calcita dos metacal- gem na região da Mina da Barrinha (Figura 4.1) e nas
cários e veios carbonáticos, produzindo gipso e libe- amostras de afloramentos, coletadas em superfície e
rando CO (Equação 2) (NAIDU e SCHERER, 2012). na galeria da Mina do Lajeado, é proposto um mode-2
61
Informe de Recursos Minerais
lo de distribuição das associações minerais (modelo cas brancas, refletindo maior temperatura de cristali-
espectro-mineralógico), conforme apresentado na zação, e pela ocorrência de Fe-carbonatos e Fe-turma-
FIGURA 6.7, que visa a ser utilizado como guia explo- lina, indicando também um possível enriquecimento
ratório para as mineralizações da área, conjuntamen- em Fe associado à percolação dos fluidos hidroter-
te a outros dados geológicos. mais. Ressalta-se que a Fe-turmalina foi identificada
O modelo organiza as associações minerais apenas associada a este horizonte de sulfetação, que
identificadas pelas análises espectroscópicas em três não corresponde à fase de sulfetação principal rela-
zonas principais, denominadas: “Encaixantes” (não cionada à geração dos veios polimetálicos (Au, Ag, Cu,
alterada hidrotermalmente), “Distal” (alteração hi- Zn e Pb), portanto, deve ser usada em conjunto com
drotermal pervasiva / sulfetos disseminados) e “Proxi- outros critérios geológicos/metalogenéticos como um
mal” (sulfetos maciços). Além disso, abrange também mineral-guia para os depósitos da área.
os minerais originados por processos de alteração se- Os minerais de alteração secundária corres-
cundária. pondem a argilas (caulinita, montmorilonita), óxidos
A zona denominada “Encaixante” agrupa os mi- e hidróxidos (goethita e hematita) e sulfatos (gipso).
nerais metamórficos, que correspondem aos consti- As argilas foram identificadas nas faces intemperiza-
tuintes principais das rochas metassiliciclásticas e me- das das amostras de superfície, o que sugere origem
tacarbonáticas do Grupo Lajeado e da Formação Água a partir de processos de alteração supergênica e/
Clara (Figura 4.1). É caracterizada pela presença de ou intempérica. Porém, nos testemunhos das son-
dagens AG-B1 e AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; 1983;
micas brancas muscovíticas de cristalinidade variada,
1984) (Figuras 5.11 a 5.15), elas foram identificadas
FeMg-cloritas, calcita, dolomita, biotita e flogopita, e
nas bordas dos horizontes de alteração hidrotermal
nela as variações espectro-mineralógicas refletem a pervasiva e, portanto, poderiam corresponder tam-
variabilidade litológica. bém ao registro mineralógico de uma fase hidroter-
A zona de alteração distal engloba minerais mal final (argilização) em mais baixa temperatura.
identificados nas amostras alteradas hidrotermalmen- Para a goethita e o gipso, conforme proposto
te e/ou contendo sulfetos disseminados, tais como no item 6.3, a ocorrência conjunta destes minerais
os horizontes de alteração hidrotermal pervasiva pode ser um indicativo de processos de alteração
nas sondagens AG-B1 e AG-B2 (REPORT, 1981; 1982; supergênica de rochas carbonáticas contendo sulfe-
1983; 1984) (Figuras 5.11 e 5.15) e metacalcários hi- tos, o que constitui um possível guia litológico para
drotermalizados coletados em afloramentos. Esta as mineralizações da área. Neste modelo espectro-
zona é caracterizada pela ocorrência de micas brancas -mineralógico, levanta-se a hipótese de que a maior
de cristalinidade baixa a média e carbonatos e cloritas abundância destes minerais poderia estar relaciona-
com maior conteúdo em Fe. da diretamente a um maior conteúdo de sulfetos em
A zona de alteração proximal foi definida prin- rochas carbonáticas, porém esta relação depende de
cipalmente a partir da associação mineral encontrada fatores mais complexos que condicionariam a hete-
no horizonte de sulfeto maciço na sondagem AG-B1 rogeneidade da alteração (e.g. clima, estruturas, cir-
(REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984) (Figura 5.11), sendo culação de água meteórica) e que fogem ao escopo
caracterizada pelo aumento da cristalinidade das mi- deste trabalho.
Figura 6.7 – Modelo espectro-mineralógico para as rochas metasiliciclásticas e metacarbonáticas na área.
62
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
7 — GEOFÍSICA EXPLORATÓRIA
No projeto “ARIM Vale do Ribeira”, os dados Anômalo (CMA), restrito à contribuição de fontes da
de levantamentos geofísicos aéreos foram processa- crosta, foi obtido por meio da subtração do modelo
dos e interpretados, principalmente com o objetivo IGRF-2010 sobre os valores do campo magnético.
de auxiliar na investigação das mineralizações poli- O CMA da área total do projeto “ARIM - Vale
metálicas (Pb, Zn, Ag, Cu e Au) que ocorrem no Cintu- do Ribeira”, apresentado na Figura 7.1, mostra prin-
rão Ribeira Meridional. Para a área abrangida neste cipalmente anomalias magnéticas nas direções NW-
informe, foi considerada ainda a forma filoneana dos -SE, relacionadas ao enxame de diques mesozoicos,
depósitos na elaboração dos produtos. com maior densidade na região do Arco de Ponta
Grossa (porção sudoeste). Estas anomalias magnéti-
7.1 - MAGNETOMETRIA cas obliteram os sinais e dificultam a individualiza-
ção de anomalias magnéticas provenientes de ou-
As fontes internas do campo magnético ter- tras fontes. Na área focada neste informe (retângulo
restre estão localizadas em duas regiões da Terra, no preto – Figura 7.1), a incidência dos diques é menor.
núcleo terrestre, por complexos processos magneto- Destaca-se um dipolo ao sul, que corresponde ao Ga-
-hidrodinâmicos e, de forma subordinada, na crosta, bro José Fernandes, cujo mapeamento em superfície
devido à concentração de minerais magnéticos (prin- delimita um corpo de dimensões menores (Figura
cipalmente magnetita e hematita) em rochas situa- 4.1). Este corpo básico mesozoico, segundo Almei-
das abaixo da superfície de Curie. O campo magné- da (2017), assimilou parte das rochas encaixantes da
tico produzido pelo núcleo pode ser representado Formação Votuverava, portanto, devem ser conside-
matematicamente pelo modelo IGRF-2010 (Interna- radas possíveis remobilizações das mineralizações na
tional Geomagnetic Reference Field), gerado a partir área da Mina da Barrinha, que incide nesta anomalia
de dados de satélite e de observatórios geofísicos no magnética (Figura 7.2). Corpos básicos descritos no
ano de 2010 (BLAKELY, 1996). O Campo Magnético testemunho de sondagem AG-B2 executado nesta
Figura 7.1 - Fusão do “Campo Magnético Anômalo” (CMA) com o “Shuttle Radar Topography Mission” (SRTM) para a área
do projeto “ARIM - Vale do Ribeira”. O retângulo preto representa a área abrangida neste informe.
63
Informe de Recursos Minerais
região (localização na Figura 4.1 e seção esquemá- Os dados do CMA foram submetidos a uma sé-
tica na Figura 5.15) apresentam correspondência rie de filtros, visando apurar a definição e a qualidade
com as descrições que constam em Almeida (2017). da visualização dos elementos de interesse para o foco
A assimetria deste dipolo sugere inclinação do corpo do projeto. Com a aplicação do filtro “continuação para
ígneo em profundidade. Na porção norte da área, cima” (HENDERSON e ZIETS, 1949), buscou-se uma me-
destaca-se a anomalia magnética correspondente ao lhor visualização das anomalias magnéticas profundas,
Gabro de Apiaí, que ocorre como intrusão nas for- com a atenuação exponencial dos valores dos dados
mações superiores do Grupo Lajeado (CAMPANHA et em relação ao comprimento de onda, de forma que
al., 2015) (Figuras 4.2 e 7.2). quanto menor o comprimento de onda, maior é a ate-
nuação. Considerando que os valores de número de
A análise de “espectro de potência” realizada onda no espectro obtidos na área variam de 0 a 0,004
a partir do CMA visou a avaliação da distribuição dos m-1, que corresponde ao intervalo de 0 a 250 m para o
dados em função do número de onda (frequência). comprimento de onda, aplicou-se o filtro para 125 m.
Com base na curva do “espectro de potência”, fo- O filtro “cosseno direcional” seleciona ou rejeita ten-
ram traçadas curvas tangentes a fim de estimar as dências em determinadas direções. Foi utilizado para
profundidades médias dos topos de possíveis fon- rejeitar tendências na direção N45W, correspondente
tes causadoras das anomalias magnéticas, segundo à direção média dos diques, privilegiando a visualiza-
(SPECTOR e GRANT, 1970). Os dados foram divididos ção de anomalias magnéticas em outras direções de
em três grupos, de acordo com essa estimativa: ra- interesse neste projeto. O produto obtido após estas
sos (140 m), intermediários (350 m) e profundos (4,5 manipulações, denominado “Campo Magnético Pro-
km) (Figura 7.3). fundo” (CMP), pode ser visualizado na FIGURA 7.4.
Figura 7.2 - Fusão do “Campo Magnético Anômalo” (CMA) com o “Shuttle Radar Topography Mission” (SRTM) para a
área abrangida neste informe, com inserção das minas e ocorrências minerais. Polígono a norte – Lajeado; polígono a
sul – Rocha.
64
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 7.3 - Espectro de potência dos dados do “Campo Magnético Anômalo” (CMA) para a área do projeto “ARIM - Vale do
Ribeira” com a profundidade média estimada pelo ajuste das retas.
Figura 7.4 - Campo Magnético Profundo (CMP) obtido após a aplicação do filtro “Continuação para cima” para o valor de
125 m de comprimento de onda, seguido do filtro “Cosseno Direcional”, rejeitando tendências na direção N45W.
65
Informe de Recursos Minerais
Os produtos da área foram tratados separa- magnéticas de direção NE-SW, correspondente às
damente, com o intuito de incrementar a acurácia zonas de cisalhamento, com as minas e ocorrências
do traçado dos lineamentos magnéticos. Os dados de mineralizações. No caso dos lineamentos magné-
do CMA e do CMP foram submetidos ao método ticos de 1º ordem traçados sobre o CMP (prováveis
ISA-GHT (Inclinação do Sinal Analítico do Gradiente condutos de fluidos), é necessário considerar deslo-
Horizontal Total) que, teoricamente, delimita as bor- camentos (mesmo que pequenos) em superfície de-
das do corpo pelos valores máximos e o centro pelos vido à inclinação destas zonas de cisalhamento.
mínimos (Figura 7.5). Estes valores variam entre -π/2
e π/2 independentemente da profundidade e, por 7.2 - GAMAESPECTROMETRIA
consequência, corpos profundos e rasos aparecem
de forma equalizada (FERREIRA et al., 2010; 2013). A gamaespectrometria tem por finalidade es-
A partir dos mapas ISA-GHT gerados sobre o CMA e timar as concentrações de K, Th e U das rochas, a
CMP, os lineamentos magnéticos foram delineados e partir da contagem dos raios γ emitidos por seus res-
agrupados em três categorias: diques, lineamentos pectivos radioisótopos, com energia e intensidade
magnéticos de 1° ordem e lineamentos magnéticos suficientes para serem medidos em levantamentos
de 2° ordem (Figura 7.6). aéreos. Na estimativa do K é utilizado o radioisótopo
Os lineamentos magnéticos de 1° ordem tra- K40; para estimar o Th e o U são utilizados os elemen-
çados sobre o CMA, denominados de A até F (Tabela tos Tl208 e Bi214, pertencentes às respectivas séries de
7.1), mostram uma correlação direta com os princi- desintegração, com notações eTh e eU.
pais lineamentos geológicos. Os lineamentos mag- Os dados gamaespectrométricos coletados
néticos G e H podem ser correlacionados, respecti- por sensores aerotransportados são processados e
vamente, com os gabros José Fernandes e Apiaí; os submetidos a uma série de ajustes, a fim de validar
lineamentos magnéticos I indicam uma zona de falha a correspondência entre os valores das concentra-
de direção NE. Os lineamentos magnéticos de 2° or- ções medidas e os valores que as rochas possuem
dem não apresentam uma direção predominante no em superfície. Os dados são apresentados em com-
CMA, mas indicam correlação com corpos geológi- posição ternária RGB, na qual as concentrações de K,
cos, como os granitos Itaoca, Cerro Azul e Barra do eTh e eU são sobrepostas em escalas de cores (K em
Chapéu (Figuras 4.1 e 7.6 A). vermelho, eTh em verde, e eU em azul). Ressalta-se
Os lineamentos magnéticos de 1º e 2º ordem que na composição ternária RGB a cor branca é in-
derivados do CMP possuem direção preferencial NE- terpretada como um domínio gamaespectrométrico
-SW (Figuras 7.5 B e 7.6 B), diferenciando-se dos li- com altos valores dos três radioelementos; enquanto
neamentos magnéticos derivados do CMA, que pos- que, a cor preta é interpretada como um domínio ga-
suem maior variação das direções (Figuras 7.5 A e 7.6 maespectrométrico com baixos valores (ou ausência)
A), o que sugere refletir estruturas do embasamento de K, eTh e eU. A Figura 7.7 apresenta a distribuição
no CMP. Os lineamentos de 1° ordem sugerem corre- dos três elementos radiométricos na área do proje-
lação principalmente com as zonas de cisalhamento to “ARIM - Vale do Ribeira”, destacando-se os corpos
Ribeira e Quarenta-Oitava e com a Falha Serra do Ca- graníticos com coloração mais homogênea. Na por-
rumbé, com profundidades médias estimadas entre ção central, destaca-se o Granito Itaoca; e na porção
4 e 5 km. É notável a correspondência das anomalias noroeste, os granitos Cerro Azul e Barra do Chapéu.
Tabela 7.1 - Correlação entre os principais lineamentos geológicos e os lineamentos magnéticos de 1° ordem traçados a
partir do ISA-GHT sobre o CMA (correspondência na Figura 7.6).
Lineamento Magnético Lineamento Geológico
A Zona de Cisalhamento Morro Agudo (ZCMA)
B Zona de Cisalhamento Quarenta Oitava (ZCQO)
C Falha Serra do Carumbé (FSC)
D Zona de Cisalhamento Ribeira (ZCR)
E Zona de Cisalhamento Figueira (ZCF)
F Zona de Cisalhamento Agudos Grandes (ZCAG)
66
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 7.5 – “Inclinação do Sinal Analítico do Gradiente Horizontal Total” (ISA-GHT) na área investigada sobre o “Cam-
po Magnético Anômalo” (A) e sobre o “Campo Magnético profundo” (B). Os polígonos pretos representam os alvos
Rocha (sudoeste) e Lajeado (nordeste). Observar a correlação dos lineamentos magnéticos com as ocorrências de
mineralizações e minas. Zonas de cisalhamento: ZCMA - Zona de Cisalhamento Morro Agudo, ZCQO - Zona de Cisalha-
mento Quarenta Oitava, FSC - Falha Serra Carumbé, ZCR - Zona de Cisalhamento Ribeira, ZCF – Zona de Cisalhamento
Fiqueira, ZCAG – Zona de Cisalhamento Agudos Grandes.
67
Informe de Recursos Minerais
Figura 7.6 - Lineamentos magnéticos na área investigada, delineados a partir da “Inclinação do Sinal Analítico do Gradiente
Horizontal Total” (ISA-GHT) sobre o “Campo Magnético Anômalo” (A) e sobre o “Campo Magnético Profundo” (B). Observar
a correlação dos lineamentos magnéticos com as ocorrências de mineralizações e minas. Zonas de cisalhamento: A - Zona de
Cisalhamento Morro Agudo, B - Zona de Cisalhamento Quarenta Oitava, C - Falha Serra Carumbé, D - Zona de Cisalhamento
Ribeira, E– Zona de Cisalhamento Figueira, F – Zona de Cisalhamento Agudos Grandes.
68
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
As sequências metassedimentares não possuem di- cimento de K, caso refletissem poderia se utilizar o
ferenças significativas que permitam individualizá- parâmetro F.
-las e correlacioná-las diretamente com as unidades Foram excluídos da área processada os grani-
geológicas (Figura 4.1). tos ediacaranos, além de outras rochas que pudes-
A análise específica no recorte dos alvos Lajea- sem afetar os valores de background. Os dados suge-
do e Rocha ocasionou uma mudança no background rem uma correlação das unidades carbonáticas com
dos valores de concentrações K, eTh e eU, com con- anomalias de baixo potássio nas áreas de maior con-
sequente redistribuição de cores, realçando ano- centração dos pontos de recursos minerais (minas
malias radiométricas. Visando contribuir para uma e ocorrências de mineralizações polimetálicas), os
melhor compreensão dos processos hidrotermais quais incidem, em sua maior parte, com lineamen-
associados às mineralizações, confeccionou-se um tos magnéticos de direção NE-SW, correspondentes
mapa a partir da soma dos valores da razão eTh/K às zonas de cisalhamento relativamente mais rasas
e da razão eU/K, segundo metodologia utilizada por (Figuras 7.5 A e 7.6 A). Tal correlação demonstra que
Gnojek e Prichystal (1985), ao invés do Parâmetro F, este produto constitui uma importante ferramenta
que pode refletir enriquecimento de K (Figura 7.8). prospectiva para depósitos polimetálicos (Pb, Zn, Cu,
A soma dessas razões foi utilizada nessas unidades Ag, Au) em zonas de cisalhamento no Vale do Ribeira
geológicas, pois as mesmas não refletem enrique- (Figura 7.8).
Figura 7.7 - Mapa da composição ternária RGB para a área investigada.
69
Informe de Recursos Minerais
Figura 7.8 - Mapa com a soma das razões eTh/K e eU/K sobre os alvos Rocha (1) e Lajeado (2) (elaborado com base em
GNOJEK e PRICHYDTAL, 1985). Observar incidência de ocorrências minerais e minas sobre anomalias de direção NE-SW.
70
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
8 — GEOQUÍMICA PROSPECTIVA
Dados de geoquímica prospectiva foram que são produtos de alteração de minerais ricos
coletados, analisados e interpretados em várias em ferro (por exemplo, a pirita), estão amplamente
áreas do Projeto ARIM Vale do Ribeira (Figura 1.1). distribuídos pela área de estudo, mas percebe-se
Na região dos alvos Lajeado e Rocha (Figura 2.1) uma ocorrência maior dos destaques nas áreas alvo
foram realizadas análises estatísticas considerando e na região nordeste da área de estudo, relacionado
somente as amostras específicas no recorte das ao Granito Cerro Azul. A partir destes dados, a
áreas, com o intuito de minimizar influências de região que merece mais destaque fica a sudeste
áreas externas no background dos dados. da Mina do Lajeado, na Formação Bairro da Serra,
Os estimadores estatísticos das populações do onde foram identificados simultaneamente galena,
Vale do Ribeira e dos alvos Lajeado e Rocha constam pirita, piromorfita e limonita (FIGURA 8.1).
na TABELA 8.1, e o procedimento analítico está A geoquímica de sedimentos de corrente na
inserido no CAPÍTULO 2. Dentre as medianas dos área investigada mostrou anomalias de chumbo
valores obtidos nas amostras dos alvos, nenhuma da última classe, coincidentes com a localização
está acima dos valores médios da crosta continental das galerias das minas do Rocha, Paqueiro, Lajeado
superior (RUDNICK e GAO, 2003), além de Pb, Ag, e Furnas, que representam bacias enriquecidas
Hg, S, As, Zn, Ba, Cd, e Mo. Apesar de estes dados entre 2,9 e 50,6 vezes a concentração da crosta
serem resultantes de digestões parciais, que são continental superior (RUDNICK e GAO, 2003) (Figura
seletivas nos minerais solubilizados, a comparação 8.2). Este enriquecimento é compatível com os
dos valores obtidos com a concentração média da teores de chumbo verificados em amostras de rocha
crosta é interessante como fator adicional, além na área (ANEXO 1). Um terço dessas bacias possui
do background local, para avaliação de áreas com concentrações de chumbo acima de 340 ppm, o que
anomalias geoquímicas. representa um enriquecimento de 20 vezes. Além das
Os destaques mineralógicos obtidos a bacias coincidentes com as minas, em sete das bacias
partir das análises nas amostras de minerais anômalas não há ocorrências minerais cadastradas,
pesados estão apresentados na FIGURA 8.1. Foram configurando áreas com indícios de potencial para
identificadas pintas de ouro em diversas bacias na exploração. No entanto, é importante ressaltar
região do Morro do Ouro, da Mina do Lajeado e a que na área da Mina de Panelas, o levantamento
sul da Mina de Panelas (Figura 8.1). As dimensões geoquímico foi prejudicado pela proximidade do Rio
das pintas de ouro variam entre < 0,5 mm e > 1 Ribeira, de forma que as bacias de 1ª e 2ª ordens não
mm, porém 90% das pintas identificadas são < contemplaram totalmente esta ocorrência.
0,5 mm e 69% das pintas foram identificadas na Os dados de chumbo para sedimento de
amostra de concentrado coletada na bacia onde se corrente de projetos históricos da CPRM, como
localiza o Morro do Ouro. A galena está presente "Integração e detalhe geológico no Vale do Ribeira"
em uma única bacia, próximo à Mina do Lajeado, (SILVA et al., 1981) "Itaoca" (CPRM, 1978) e
entretanto ressalta-se que a galena é um mineral "Sudelpa" (MORGENTAL, 1975), foram classificados
frágil e de baixa dureza, pouco resistente ao com as mesmas classes que o mapa da FIGURA 8.2. A
transporte mecânico (PEREIRA et al., 2005) e que amostragem desses projetos possui uma densidade
se altera para fases secundárias quando exposto bem maior do que a geoquímica prospectiva
ao ambiente superficial, gerando principalmente realizada na escala 1:100000. Em contrapartida,
piromorfita, cerusita e anglesita (KEIM e MARKL, as análises geoquímicas foram feitas somente para
2015). Foram identificados diversos destaques três elementos (Cu, Pb e Zn). Há muita semelhança
mineralógicos de piromorfita, estando a maior parte entre as áreas anômalas identificadas em ambos os
deles relacionados às rochas metassedimentres do conjuntos de dados. As anomalias de última classe
Grupo Lajeado e localizados próximos às minas se concentram espacialmente nas localizações das
de Furnas, Lajeado, Panelas, Barrinha e Morro do antigas minas que operaram na região. Além disso,
Ouro. A pirita também é facilmente alterada em nas bacias classificadas na penúltima classe segundo
ambiente superficial e sua ocorrência está restrita a a amostragem mais nova, a maior densidade de
quatro destaques, sendo dois próximos às minas do amostragem evidenciou mais precisamente as áreas
Rocha e Lajeado. Por sua vez, limonita e goethita, de maior concentração de chumbo (Figura 8.3).
71
Informe de Recursos Minerais
Tabela 8.1 - Estimadores estatísticos do conjunto de dados abrangendo todo o projeto ARIM Vale do Ribeira e do recorte da
área alvo Lajeado. Valores em ppm, exceto onde indicado. LD = Limite de detecção.
ARIM Vale do Ribeira Área Alvo - Lajeado
Rudnick
LD ACME / DESV. DESV.
Elemento N MÉDIA MÍN. MÁX. MED. N MÉDIA MÍN. MÁx. MED. e Gao,
GEOSOL PAD. PAD.
2003
Au (ppb) 0,2 ppb / 0,1 ppm 2158 - < 100 8105,8 - - 132 - < 100 8105,8 - - 1,5 ppb
Ag 2 ppb / 0,01 ppm 2225 0,04 < 0,002 3,60 0,008 0,13 132 0,12 < 0,01 2,25 0,036 0,33 53 ppb
Al (%) 0,01% 2225 1,23 0,03 6,80 1,03 0,86 132 1,26 0,20 3,73 1,23 0,59 8,15%
As 0,1 / 1 ppm 2225 2,8 < 0,1 253 1,0 8,1 132 6,5 0,1 111 2,0 14,3 4,8
Ba 0,5 / 5 ppm 2225 90 < 0,5 2401 76 94 132 142 14 1758 113 174 624
Be 0,1 ppm 2225 0,7 < 0,1 3,9 0,6 0,5 132 0,7 < 0,1 2,4 0,7 0,3 2,1
Bi 0,02 ppm 2225 0,16 < 0,02 9,83 0,09 0,41 132 0,25 < 0,02 6,63 0,13 0,64 0,16
Ca (%) 0,01% 2225 0,18 < 0,01 15,00 0,08 0,62 132 0,31 0,01 1,87 0,26 0,27 2,57%
Cd 0,01 ppm 2225 0,05 <0,01 1,90 0,04 0,07 132 0,07 < 0,01 0,79 0,05 0,10 0,09
Ce 0,1 / 0,05 ppm 2223 70,8 0,6 874,4 46,9 85,5 132 53,6 6,4 170,4 52,2 25,1 63
Co 0,1 ppm 2225 8,4 < 0,1 132,7 7,0 7,2 132 11,0 1,4 42,6 9,5 5,8 17,3
Cr 0,5 / 1 ppm 2225 36 0,6 1262 23 55 132 92 7 382 89 66 92
Cs 0,02 / 0,05 ppm 2225 1,13 0,03 8,68 0,86 0,95 132 1,34 0,22 7,85 1,12 0,99 4,9
Cu 0,01 / 0,5 ppm 2225 15,9 0,3 163,6 11,6 14,9 132 22,2 3,4 122,6 14,3 20,3 28
Fe (%) 0,01% 2215 3,04 0,05 15,00 2,68 1,94 132 3,55 0,85 15,00 3,07 1,89 3,92%
Ga 0,1 ppm 2225 5,6 < 0,1 27,4 4,8 3,6 132 5,2 1 12,9 5,1 2,1 17,5
Ge 0,1 ppm 1507 0,1 < 0,1 2,1 0,05 0,2 132 0,1 < 0,1 0,2 0,05 0,03 1,4
Hf 0,02 / 0,05 ppm 2225 0,19 < 0,02 6,75 0,12 0,30 132 0,17 < 0,02 0,64 0,14 0,11 5,3
Hg 5 ppb / 0,01 ppm 2225 0,02 < 0,005 0,31 0,02 0,03 132 0,03 < 0,01 0,08 0,02 0,01 0,05
In 0,02 ppm 2225 0,02 < 0,02 1,06 0,01 0,04 132 0,05 < 0,02 1,06 0,02 0,13 0,056
K (%) 0,01% 2225 0,14 < 0,01 1,08 0,11 0,12 132 0,23 0,03 0,77 0,21 0,13 2,32%
La 0,5 / 0,1 ppm 2225 34,3 < 0,5 806,8 21,1 47,5 132 27,3 3,5 123,6 25,0 15,1 31
Li 0,1 / 1 ppm 2225 7 0,2 47 6 5 132 8 < 1 22 8 4 21
Lu 0,01 ppm 1349 0,09 < 0,01 1,27 0,07 0,08 4 0,04 0,02 0,07 0,04 0,02 0,31
Mg (%) 0,01% 2225 0,18 < 0,01 6,50 0,11 0,29 132 0,29 0,01 0,79 0,27 0,15 1,50 %
Mn 1 / 5 ppm 2225 502 1 6666 380 488 132 608 134 2664 504 395 0,08%
Mo 0,01 / 0,05 ppm 2225 0,61 < 0,05 11,78 0,44 0,75 132 0,61 < 0,05 4,28 0,56 0,47 1,1
Na (%) 0,001 / 0,01% 1507 0,01 < 0,001 0,31 0,005 0,02 132 0,04 < 0,001 0,31 0,03 0,04 2,43%
Nb 0,02 / 0,05 ppm 2225 1,56 < 0,02 28,38 1,18 1,75 132 0,82 0,06 4,17 0,67 0,60 12
Ni 0,1 / 0,5 ppm 2225 11,4 0,2 1053,0 8,4 24,2 132 15,7 2,1 54,6 14,0 8,4 47
P 0,001% / 50 ppm 2225 314 < 10 8439 230 396 132 354 < 50 1277 285 198 0,07%
Pb 0,01 / 0,2 ppm 2225 15,7 0,7 1291,3 10,2 49,7 132 49,4 4,0 859,7 11,9 136,3 17
Rb 0,1 / 0,2 ppm 2225 14,6 0,1 110,0 11,4 12,7 132 20,9 1,9 81,2 20,1 12,0 84
Re 1 ppb / 0,1 ppm 1507 0,27 < 0,001 2,50 0,05 0,72 132 0,02 < 0,001 0,05 0,0005 0,02 0,198 ppb
S (%) 0,02 / 0,01% 2225 0,01 < 0,01 0,81 0,005 0,03 132 0,01 < 0,01 0,13 0,01 0,01 0,032
Sb 0,02 / 0,05 ppm 2225 0,27 < 0,02 18,86 0,13 0,63 132 0,58 < 0,05 7,21 0,15 1,11 0,4
Sc 0,1 ppm 2225 3,9 < 0,1 37,8 3,2 3,0 132 3,6 0,4 18,8 3,1 2,2 14
Se 0,1 / 1 ppm 1507 0,5 < 0,1 4,0 0,5 0,4 132 0,5 < 0,1 3,0 0,2 0,7 0,09
Sn 0,1 / 0,3 ppm 2225 1,2 < 0,1 17,4 1,0 1,0 132 1,3 0,1 6,0 1,2 1,0 2,1
Sr 0,5 ppm 2225 16,3 < 0,5 898,7 9,1 32,3 132 28,5 1,8 97,0 23,2 20,0 320
Ta 0,05 ppm 1507 0,10 < 0,05 7,80 0,025 0,41 132 0,02 < 0,05 0,025 0,025 0,00 0,9
Tb 0,02 ppm 1349 0,55 0,02 9,17 0,35 0,69 4 0,19 0,15 0,26 0,18 0,05 0,7
Te 0,02 / 0,05 ppm 1507 0,18 < 0,02 11,86 0,025 0,70 132 0,09 < 0,02 6 0,025 0,55 -
Th 0,1 ppm 2225 14,7 0,1 393,9 8,4 21,7 132 9,2 1,6 33,6 7,9 5,6 10,5
Ti (%) 0,001 / 0,01% 2225 0,17 < 0,001 2,00 0,11 0,20 132 0,15 0,002 1,21 0,14 0,14 0,38%
Tl 0,02 ppm 1728 0,12 < 0,02 0,77 0,10 0,09 83 0,13 0,02 0,37 0,13 0,06 0,9
U 0,1 / 0,05 ppm 2225 1,6 < 0,05 34,0 1,1 2,0 132 1,1 0,1 4,7 1,0 0,6 2,7
V 2 / 1 ppm 2225 60 < 1 1071 40 74 132 77 5 508 53 85 97
W 0,1 ppm 1507 0,5 < 0,1 28,7 0,1 1,7 132 1,1 < 0,1 28,7 0,3 2,9 1,9
Y 0,01 / 0,05 ppm 2225 7,94 0,13 106,73 6,09 7,01 132 5,81 1,33 12,55 5,73 2,03 21
Yb 0,1 ppm 1354 0,8 < 0,1 64,0 0,6 2,7 5 7,2 0,3 34,0 0,5 15,0 2
Zn 0,1 / 1 ppm 2225 38,6 0,4 496,4 35,0 29,3 132 52,7 2,4 496,4 40,9 59,7 67
Zr 0,1 / 0,5 ppm 2220 8,1 0,1 234,0 5,3 11,4 131 5,4 < 0,5 23,2 5,2 3,3 193
72
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 8.1 – Destaques mineralógicos na área de estudo.
Figura 8.2 - Levantamento geoquímico de chumbo na área de estudo.
73
Informe de Recursos Minerais
Figura 8.3 - Levantamento geoquímico de chumbo (Pb) realizado nos projetos "Integração e detalhe geológico no Vale do
Ribeira" (SILVA et al., 1981) "Itaoca" (CPRM, 1978) e "Sudelpa" (MORGENTAL, 1975), em comparação com os dados mais
recentes.
A área de estudo está em grande parte enri- mais bacias estão classificadas na penúltima classe
quecida em prata em até 16 vezes a concentração da ou no background regional (Figura 8.5).
crosta continental superior (RUDNICK e GAO, 2003). A distribuição de zinco na área demonstra uma
Próximas às minas de Furnas, Lajeado e Rocha ocor- abundância de bacias com anomalias da penúltima
rem bacias com anomalias de prata (Figura 8.3) da classe, que variam entre o valor da concentração da
última classe segundo o background regional, que crosta continental superior e 2,7 vezes este valor (RUD-
apresentam enriquecimento muito alto, entre 16 e NICK e GAO, 2003), relacionadas espacialmente com
42 vezes a concentração da crosta continental su- as minas do Rocha, Paqueiro, Barrinha e Panelas. Além
perior (RUDNICK e GAO, 2003), o que sugere asso- disso, quatro bacias com anomalias de última classe
ciação com as anomalias de chumbo. Ocorre ainda ocorrem na área das minas de Furnas e Lajeado, com
uma bacia no norte da área (Figura 8.4), que coinci- enriquecimento entre 3,4 e 7,4 vezes a média da crosta
de com o Morro do Ouro, uma antiga mina que foi continental (RUDNICK e GAO, 2003) (Figura 8.6).
explorada nas décadas passadas e que atualmente Bacias anômalas de cobre na penúltima classe
constitui um ponto turístico na cidade de Apiaí (SP). com concentrações que variam desde o valor médio
Entretanto, é necessário considerar com cautela os da concentração da crosta continental superior até
resultados de prata, devido às diferenças analíticas 3,4 vezes este valor (RUDNICK e GAO, 2003) ocorrem
entre os dois laboratórios que executaram as análi- na área e estão espacialmente relacionadas com as
ses (capítulo 2). diversas minas da região. Próximo à Mina do Rocha
Com relação ao bário, uma bacia no extremo também há uma bacia anômala na última classe, en-
sul da área de estudo, ao sul da Mina de Panelas riquecida em 4,4 vezes o valor médio de cobre na
apresenta valores anômalos, enquanto que as de- crosta continental superior (Figura 8.7).
74
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Figura 8.4 - Levantamento geoquímico de prata na área de estudo.
Figura 8.5 - Levantamento geoquímico de bário na área de estudo.
75
Informe de Recursos Minerais
Figura 8.6 - Levantamento geoquímico de zinco na área de estudo..
Figura 8.7 - Levantamento geoquímico de cobre na área de estudo.
76
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Os minérios conhecidos na região ocorrem O cálculo dos coeficientes de correlação de
predominantemente na forma de sulfetos, e os re- Pearson entre os resultados, considerando-se ape-
sultados para enxofre revelaram bacias anômalas nas o conjunto de amostras dentro da área Lajea-
segundo o background local na última e penúltima do, revelou correlações fortes (r > 0,7) para o grupo
classe, especialmente na região das minas do Rocha Pb-Zn-As-Sb-Cd, compatíveis com teores elevados
e Paqueiro (Figura 8.8). O valor mais alto de enxofre destes elementos detectados nas análises litogeo-
na área atinge 2,1 vezes o valor médio na crosta con- químicas de amostras das minas do Lajeado e Pane-
tinental superior (RUDNICK e GAO, 2003). las (Anexo 1). Neste mesmo conjunto de dados foi
Os dados referentes a ouro na área compreen- aplicada a análise multivariada fatorial com rotação
dem resultados obtidos por diversos projetos, em dois varimax nos dados log-normalizados, excluindo-se
laboratórios distintos, que utilizaram métodos com os elementos com baixo número de resultados dis-
limites de detecção diferentes. Os dados foram dividi- poníveis para essas amostras. O objetivo da análise
dos em seis classes (Figura 8.9), sendo que duas dessas multivariada é reduzir o número de variáveis ori-
classes representam as bacias com resultados abaixo ginais (resultados analíticos de 49 elementos para
do limite de detecção para cada um dos métodos em- cada amostra) para um número pequeno de nove
pregados. A maior parte das bacias na área se enquadra fatores, onde cada fator representa um conjunto
nessas classes, o que não fornece a informação neces- das variáveis originais, agrupadas por estarem ra-
sária para uma análise completa do comportamento do zoavelmente correlacionadas, ou seja, se compor-
ouro. As demais classes foram definidas de forma a re- tarem estatisticamente da mesma maneira. Os fa-
presentar a distribuição do ouro nas bacias com resul- tores podem ter ou não um significado geológico/
tados, ressaltando àquelas com anomalias geoquími- geoquímico e por isso devem ser devidamente in-
cas. As duas bacias com valores mais altos, sendo uma terpretados. Foram gerados doze fatores que expli-
com mais de 8 ppm de ouro, correspondem à região do cam 83% da variância dos dados, cujas associações
Morro do Ouro, em Apiaí (SP). são apresentadas na TABELA 8.2.
Figura 8.8 - Levantamento geoquímico de enxofre na área de estudo.
77
Informe de Recursos Minerais
Figura 8.9 - Levantamento geoquímico de ouro na área de estudo. Devido a limites de detecção inadequados de análises
executadas em projetos passados, as anomalias não refletem todas as mineralizações de ouro na área.
Tabela 8.2 - Fatores calculados com sua respectiva variância e associação de variáveis originais (elementos químicos) repre-
sentadas neles.
Fator Autovalor Variância (%) Variância Acumulada (%) Associação (> 0,7)
1 9,8 20,0 20,0 Tl-K-Li
2 8,1 16,6 36,6 In-Zn-Cd-As-Pb
3 5,3 10,8 47,4 Ce-La-P-Th-U-Nb-Sr
4 3,8 7,8 55,2 Ca
5 3,0 6,1 61,3 Sc-Co-Ni-Cu-Al
6 2,2 4,5 65,8 S-Mo-Ag-Sb-Pb
7 1,7 3,4 69,3 Th-Bi
8 1,6 3,2 72,5 Ti-Zr-Hf
9 1,4 2,8 75,3 Hg
10 1,4 2,8 78,0 W
11 1,2 2,5 80,5 Cr
12 1,0 2,1 82,6 Au
78
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Os fatores 2 e 6, os mais importantes para este dois corpos graníticos presentes na área, Granito
trabalho pelo significado geológico, demonstram Barra do Chapéu e Granito Itaoca (Figura 8.10). Os
compatibilidade com as áreas mineralizadas nas ro- demais fatores não foram interpretados por não pos-
chas carbonáticas (Figura 8.10) e com os teores dos suírem um significado geológico claro ou representa-
mesmos elementos detectados nas análises litogeo- rem um único elemento.
químicas nas respectivas minas (Anexo 1).
A associação de elementos terras raras e ou-
tros elementos incompatíveis do fator 3 mapeia os
Figura 8.10 - Distribuição espacial dos escores normalizados dos fatores 2, 3 e 6 na área de estudo. Observar correspon-
dência do fator 2 e 6 com as áreas das minas e ocorrências, exceto com a Mina de Panelas, cuja amostragem foi prejudi-
cada pela proximidade do Rio Ribeira.
79
Informe de Recursos Minerais
80
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
9 — INTEGRAÇÃO DE DADOS
E ÁREAS POTENCIAIS
Os dados obtidos no projeto “ARIM – Vale do (Anexo 1), teor bastante superior aos teores médios
Ribeira” foram integrados com informações prove- apresentados por Fleischer (1976 – Tabela 5.1), no
nientes de trabalhos executados no passado, princi- entanto, ressalta-se que não se trata de amostra-
palmente do projeto “Integração e detalhe geológico gem sistemática. Nesta mesma mina foram obtidos
do Vale do Ribeira” (SILVA et al., 1981), que foi de- os maiores teores de prata (560 ppm), zinco (5,3%)
senvolvido em conjunto com o DNPM; e do projeto e cobre (>1%) na área (Anexo 1), o que evidencia o
“Anta Gorda” (REPORT, 1981; 1982; 1983; 1984; DAI- caráter polimetálico da mineralização. Estes teores,
TX et al., 1983; DAITX, 1984), realizado em parceria juntamente com a descrição de grande quantidade
com a Japan International Cooperation Agency (JICA) de minério in situ nas galerias (Figura 5.3), sugere
e Metal Mining Agency of Japan (MMAJ). A rein- elevado potencial mineral ainda inexplorado nesta
terpretação de informações contidas nos relatórios mina. No entanto, trabalhos de investigação mais de-
destes projetos, juntamente com os dados obtidos talhados, com auxílio de sondagens, são necessários
neste trabalho, contribuiu para uma nova visão dos para a delimitação dos corpos em subsuperfície, pos-
controles das mineralizações e delimitação de áreas sibilitando uma avaliação mais acurada. O maior teor
potenciais, conforme discutido neste capítulo. de ouro foi detectado em galeria secundária da Mina
da Barrinha (5630 ppb) (Anexo 1) (Figura 5.7), sendo
Além dos minerais de minério descritos nas esta uma ocorrência inédita.
mineralizações polimetálicas (Pb, Zn, Cu, Au e Ag)
neste projeto, representados por galena, pirita, ar- O controle litológico na precipitação das mine-
senopirita, calcopirita, pirrotita e esfalerita (Figuras ralizações polimetálicas é evidenciado pelas ocorrên-
5.4, 5.5, 5.13, 5.19 e 5.20), Silva et al. (1981) e Chio- cias e minas descritas por Silva et al. (1981) e no pro-
di et al. (1982) descrevem ocorrências de calcocita, jeto atual, que situam-se essencialmente em rochas
cuprita, bornita, covelita e cobre nativo. Entre os mi- carbonáticas. Estão concentradas principalmente nas
nerais secundários, os referidos autores descrevem formações Mina de Furnas e Bairro da Serra (Grupo
limonita, calamina, cerusita, anglesita, piromorfita Lajeado) e na Formação Água Clara, unidades inseri-
e goethita, sendo esta última identificada também das no Supergrupo Açungui, segundo a estratigrafia
neste trabalho (Figura 5.20). Além de gipso e argilo- adotada na CPRM (CALTABELLOTTA et al., 2017 – Figu-
ra 4.1). Mesmo em ocorrências localizadas em unida-
minerais detectados por meio de espectroscopia de des com predomínio de rochas siliciclásticas, as descri-
reflectância (capítulo 6). Os minerais de ganga são ções demonstram que as mineralizações ocorrem em
principalmente calcita e quartzo, constatação evi- nível carbonático ou margoso. Este controle havia sido
dente no projeto atual (Figuras 5.6, 5.8, 5.9, 5.14 e sugerido por Silva et al. (1981) e foi confirmado neste
5.20) e nos projetos antigos. projeto. A hipótese das rochas carbonáticas atuarem
A alteração hidrotermal nunca foi bem com- como armadilha geoquímica para os fluidos minera-
preendida na área, provavelmente pela assembleia lizantes, devido ao alto contraste geoquímico fluido-
mineral das rochas hospedeiras (principalmente -rocha, é uma possibilidade importante. No entanto,
quartzo, carbonato e micas), que não permite a per- uma combinação de controle estrutural (reológico) e
cepção de variações composicionais e estruturais geoquímico é o mais provável. Estudos com ferramen-
por meio de técnicas convencionais. Neste contexto, tas mais robustas, como isótopos estáveis, são neces-
a espectroscopia de reflectância possibilitou a carac- sários para melhor entender a formação dos veios e
terização de enriquecimento em ferro e aumento da precipitação do fluido nas rochas carbonáticas.
temperatura de cristalização dos minerais em dire- O principal argumento utilizado por Silva et al.
ção à zona mineralizada (capítulo 6). Zonas de silici- (1981) para sustentar a origem singenética do depó-
ficação associadas às mineralizações também foram sito e proveniência sedimentar do chumbo é o fato
observadas em campo e na petrografia. A associação das minas estarem hospedadas em calcários, em ho-
dos minerais secundários supracitados precisa ser rizontes delgados e extensos com microteores da or-
mais bem investigada com técnicas robustas para dem de 0,1% a 0,5%, o que contrasta com horizontes
distinção entre os minerais provenientes de altera- estéreis. Esta possiblidade do sulfeto disseminado
ção hidrotermal, supergênica e intempérica. verificado em algumas rochas carbonáticas repre-
Foram coletadas na Mina de Panelas amostras sentar um protominério, que teria sido remobilizado
em veios de sulfeto maciço com até 35% de chumbo e concentrado nas zonas de falha, não pode ser dis-
81
Informe de Recursos Minerais
cutida e aprofundada com as técnicas utilizadas até principal é a milonitização exclusivamente da porção
o momento. sul do corpo granítico, que incide nesta estrutura
Pela falta de análises com técnicas robustas, (FALEIROS et al., 2012). Portanto, a precipitação de
optou-se aqui por não fazer comparações com mo- minério polimetálico associada à intrusão deste cor-
delos de depósitos conhecidos, como Mississippi po granítico na Mina de Panelas, a mais próxima ge-
Valley-Type (MVT), Irish Type, entre outros. Quanto à ograficamente tanto da intrusão quanto da estrutura
forma, pode-se dizer que os depósitos são tabulares (Figura 4.1) é uma possibilidade a ser investigada em
ou filoneanos, com corpos de minério irregulares, trabalhos futuros por meio de técnicas apropriadas.
sendo “filoneanos hidrotermais” um termo adequa- O contraste da deformação dúctil no corpo magmáti-
do ao conhecimento disponível. co com a deformação rúptil nas encaixantes poderia
ser explicado pela plasticidade do granito no proces-
O controle estrutural na concentração das so de cristalização/resfriamento.
mineralizações na área abordada neste informe foi
sugerido por Fleischer (1976), Silva et al. (1981) e Na Mina da Barrinha, Silva et al. (1981) posicio-
Report (1983). Porém, os veios foram associados a nam cronologicamente as mineralizações no amplo
eventos de deformação distintos, incluindo dobra- intervalo entre a fase de dobramento da sequência
mentos, cavalgamentos e intrusão dos corpos graní- e o tectonismo cataclástico cambro-ordoviciano. Nos
ticos, conforme discutido a seguir. locais em que as mineralizações foram verificadas de
forma concordante ao acamamento, acompanhando
Na Mina de Panelas, cujos veios de sulfeto as estruturas de dobramentos, os autores sugerem
maciço são subverticais, de direção média de N60E que as mineralizações são anteriores ao dobramen-
(Figura 5.3), Mello e Bettencourt (1998) afirmam to, cogitando possibilidades de constituírem minera-
que o Granito Itaoca provocou remobilização do mi- lizações singenéticas. Barbour et al. (1984) descreve
nério de chumbo presente nos metassedimentos e como mineralizações primárias estratiformes. Fleis-
explicam que os veios com chumbo e ferro presen- cher (1976) considera as mineralizações nesta mina
tes no corpo ígneo possuem assinatura geoquímica associadas à zona de charneira de uma anticlinal, na
incompatível com a assinatura do granito. Esta pos- qual a concentração do minério ocorreu por migração
sibilidade havia sido aventada por Fleischer (1976), para locais de baixa pressão durante o próprio dobra-
que descreve corpos graníticos de tamanhos varia- mento. Ferreira et al. (1981) cogita as hipóteses das
dos que cortam os calcários, além de ocorrências de mineralizações terem sido geradas durante a diagêne-
cornubianitos. Afirma que as mineralizações nesta se ou durante o metamorfismo, antes do dobramento
mina, por vezes, estão nos contatos entre os corpos da sequência e por remobilização destas para fraturas.
graníticos e os metacalcários. Nas galerias descritas Neste projeto, o minério polimetálico descrito em tra-
neste projeto, estas feições não foram observadas, balhos anteriores na Mina da Barrinha não pode ser
porém, nas décadas de 1970 e 1980, o acesso às ga- avaliado, pois a mina se encontra colapsada.
lerias era facilitado, com as minas em atividade. Os Em galeria secundária da Mina da Barrinha,
aspectos que poderiam ser considerados indícios de na qual foram detectados os maiores teores de Au
atuação de magmatismo associado à concentração (até 5630 ppb) (Anexo 1), o minério ocorre em zona
das mineralizações são brechas hidráulicas nos veios de falha subvertical de direção preferencial N60-65E,
de sulfeto maciço, com cavidades arredondadas e com diversas feições compatíveis com esta estrutu-
subarredondadas preenchidas por quartzo, cujos ra (Figuras 5.7 a 5.10). Nos testemunhos de sonda-
contatos poligonizados podem indicar recristalização gens executadas anteriormente na área desta mina,
estática. Cristais de tremolita distribuídos aleatoria- os quais foram reinterpretados neste projeto, foram
mente nas bordas das cavidades com concentração descritas duas fases de sulfetação. Uma constituída
de carbonato (Figura 5.4) e nas encaixantes também por pirita e pirrotita, que ocorre a partir de 275 m de
podem contribuir para esta interpretação. profundidade, seccionada por outra constituída es-
Considerando a presença de brechas hidráuli- sencialmente por pirita, sendo esta frequente ao lon-
cas na Mina de Panelas, a alta pressão de fluidos na go dos testemunhos. Por meio de correlação com as
ativação ou reativação de falhas pode ter sido provo- mineralizações descritas na Mina do Lajeado, na qual
cada por fluidos provenientes da intrusão do Granito os veios de galena seccionam a fase constituída por
Itaoca, cuja idade é de 623 ± 10 Ma (U-Pb SHRIMP pirita, arsenopirita e calcopirita, no mínimo três fases
em zircão SALAZAR et al., 2008). A presença frequen- de precipitação de fluidos mineralizantes foram des-
te de brechas nas zonas mineralizadas (Figuras 5.3, critas na área. Neste contexto, o minério polimetáli-
5.10, 5.12 e 5.19) é outro fator favorável para esta co principal, constituído principalmente por galena,
interpretação. Esta hipótese é coerente ainda com a constitui a última fase de precipitação de minerais de
possibilidade de emplacement das fácies da porção minério. É necessário considerar ainda a dimensão
sul do Granito Itaoca concomitante à movimentação do Gabro José Fernandes, que ocorre sob a área da
destral da Zona de Cisalhamento Ribeira. O indício Mina da Barrinha, constatado pelo dipolo na magne-
82
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
tometria (Figura 7.2). Segundo Almeida (2016), este hospedeiro das mineralizações na área, o qual deno-
corpo máfico assimilou parte das rochas encaixantes, minam “nível panelas”. Supõe-se ainda que, pelo fato
provavelmente da Formação Votuverava. Portanto, a de não haver um amplo conhecimento das zonas de
possibilidade de remobilização das mineralizações cisalhamento na região nas décadas de 1970-1980, e
durante a intrusão desta unidade, mesmo que em pela dificuldade de identificação de estruturas com-
pequena escala, não deve ser descartada. patíveis com este regime em rochas de granulação
A análise estatística dos dados estruturais co- muito fina, a associação das mineralizações com as
letados durante o projeto “Integração e detalhe ge- zonas de cisalhamento rúptil tenha sido dificultada.
ológico do Vale do Ribeira” (SILVA et al., 1981) su- O contraste entre a foliação, marcada principal-
gere predomínio de veios mineralizados nas galerias mente pelas micas e agregados sigmoidais de quartzo
da Mina do Rocha na direção NNW/SSE, compatí- nas rochas hospedeiras, e a deformação cataclástica so-
veis com ocorrências descritas neste projeto (Figura breposta, nítida principalmente pela fragmentação do
5.17). Os autores relacionam as mineralizações nesta quartzo, falhas, brechas e fraturas em diversas escalas,
mina a um sistema de fraturas extensionais, gerado pode ser explicado por reativações da zona de falha em
pela mesma compressão dos dobramentos de se- períodos distintos e/ou variação no regime de fluido e/
gunda ordem. Fleischer (1976) descreve o minério ou reologia distinta dos litotipos. Estas hipóteses foram
na Mina do Rocha como estruturas típicas de preen- aventadas por Faleiros (2003), ao perceber estruturas
chimento de fraturas (NNW-SSE). contrastantes associadas à Zona de Cisalhamento da
Nas minas de Furnas e Lajeado, os veios mine- Ribeira (localização em mapa – Figura 4.1), próxima às
ralizados de direção principal NE-SW, segundo Silva minas de Panelas e Barrinha. O autor verificou veios de
et al. (1981), foram gerados em regime compressivo, quartzo em feixes múltiplos e interrompidos por feições
de direção NW-SE concomitante aos dobramentos de de boudinagem na zona de cisalhamento principal (pa-
primeira ordem, gerados sob um regime compressivo ralelos à foliação milonítica), compatível com as estru-
de direção NW-SE, com a formação de sistemas de fra- turas descritas na Mina da Barrinha (Figuras 5.8 e 5.14).
turas de direção NE-SW, paralelo ao eixo das dobras. Estas feições diferem daquelas verificadas em veios NW
Neste projeto, na Mina do Lajeado foram descritos (extensionais), predominantemente maciços, zonados
veios polimetálicos de direção preferencial N45E, sub- e com estrutura sintaxial, descritos na área da Mina do
verticais, inseridos em zona de falha (Figuras 5.19 e Rocha (Figura 5.17). Segundo Faleiros (2003), as rochas
5.20). A forma anastomosada da zona de cisalhamen- do Grupo Lajeado foram submetidas à deformação
to, com continuidade no teto da galeria (a qual possui imposta pela Zona de Cisalhamento Ribeira, em regi-
a mesma direção da zona de falha), com alternância me dúctil e, posteriormente, em regime rúptil, o que é
de alargamento e estreitamento dos veios, corrobora compatível com as estruturas verificadas neste projeto,
para atuação do sistema transcorrente na precipita- principalmente na área da Mina da Barrinha (Figura 5.8
ção do minério. Isso também explica a irregularidade e 5.14). Devido à reologia da rocha hospedeira na ga-
e a descontinuidade dos filões e bolsões descritos em leria desta mina, representadas por filitos (filonitos?),
trabalhos anteriores, que na época eram descritos os registros destes eventos estão, provavelmente, mais
como “charutos”. Na Mina de Furnas, os indícios de bem preservados.
transcorrência são evidentes (Figura 5.22). O modelo de evolução das falhas sugerido por
Ao longo dos trabalhos executados neste pro- Faleiros et al. (2003) é compatível com os dados aqui
jeto, o forte controle estrutural das mineralizações apresentados, no qual inicialmente a área teria sido
foi confirmado, porém, verificou-se que os veios po- submetida a um episódio compressivo com esforço má-
limetálicos (Pb, Ag, Zn, Cu e Au) se situam em zonas ximo na direção NW-SE, caracterizado por empurrões
de cisalhamento rúptil, principalmente de direção (de direção NE-SW), seguidos de dobramentos (com
NE-SW, com veios de direção NW-SE subordinados. eixos sub-horizontais na direção NE-SW). Uma primei-
Mesmo nos locais em que as ocorrências estão situ- ra geração de veios de quartzo precedente ocorre afe-
adas em regiões plano-axiais de dobras (Figura 4.1), tada por estes eventos, conforme descrito na Mina de
os indícios de zona de falha descritos nas mineraliza- Furnas (Figura 5.22). Posteriormente, teria ocorrido a
ções e respectivas rochas hospedeiras são evidentes instalação do regime transcorrente com geração das
(Figuras 5.3, 5.8, 5.9, 5.14, 5.19, 5.21 e 5.22). falhas ENE, como a Zona de Falha Ribeira (Figura 4.1).
Devido ao bandamento subvertical nas rochas, A possibilidade de ativação da Zona de Falha
é possível que a concordância de alguns veios com Ribeira concomitante à intrusão do Granito Itaoca é
a direção dos estratos e/ou bandamento, muitas ve- aqui considerada, conforme discutido no início deste
zes em zonas plano-axiais de dobras regionais, tenha capítulo. Portanto, a precipitação de minério poli-
conduzido alguns autores à associação com estes metálico nas minas de Panelas e Barrinha, com veios
eventos, incluindo hipóteses de formação singenéti- de sulfeto maciço sugestivos de brecha hidráulica, de
ca destas mineralizações. Barbour et al. (1990), por direção preferencial N60-65E pode ter ocorrido neste
exemplo, descrevem um nível estratigráfico como contexto. No caso, a alta pressão de fluido proveniente
83
Informe de Recursos Minerais
da intrusão teria ativado a zona de falha. As falhas de no Cinturão Ribeira, com base em dados de trabalhos
direção média N45E, nas quais se situam as minas de anteriores na região (DAMASCENO, 1967; FLEISHER,
Furnas e Lajeado, constituíam zonas de cavalgamento 1976; ODAN et al., 1978; CHIODI et al., 1982; SILVA,
e eixos de dobramento, respectivamente (Figura 4.1), 1982; SILVA et al., 1982; BARBOUR et al., 1984, 1988
com posterior ativação direcional, segundo Faleiros e 1990; TASSINARI et al., 1990). Segundo o estudo
(2003), momento que pode ter ocorrido a precipita- realizado, para as mineralizações “tipo Panelas”, os
ção dos veios de sulfeto maciço nestas estruturas. O contatos entre xistos e carbonatos compreendem as
fato destas estruturas de direção N45E na área Laje- áreas de maior favorabilidade. Este resultado obtido
ado constituírem anomalias mais rasas, demonstra- pelos autores na modelagem quantitativa não condiz
das na FIGURA 7.5, é compatível com esta hipótese. com os dados que constam neste informe, no qual
As anomalias mais profundas, neste modelo, seriam foi demonstrado que poucas mineralizações ocor-
os principais condutos de fluidos, correspondendo a rem nestes contatos. Além disso, as principais minas
zonas de cisalhamento essencialmente transcorren- exploradas no passado estão situadas no interior de
tes, como a Zona de Falha Ribeira, localizada na área unidades carbonáticas (Figuras 4.1 e 9.1). Os autores
Rocha (Figuras 4.1 e 7.5) argumentam que no modelo “tipo Panelas” são ne-
Faleiros (2003) sugere ainda que os veios NW- cessários estudos complementares para definição de
-SE de quartzo teriam precedido os veios de quartzo alvos dentro das unidades carbonáticas, com maior
de direção NE-SW associados à Zona de Falha Ribeira, atenção às zonas de fraturamento, para as quais é
sendo considerados pré-sísmicos. Neste projeto, con- sugerida análise estrutural de detalhe. Os autores
sidera-se ainda a possibilidade de associação a evento explicam que o controle estrutural não foi levado em
extensional posterior, sendo necessária uma análise consideração na análise, em razão da escala regio-
estrutural de detalhe para melhor compreensão. A nal adotada. A análise de favorabilidade apresentada
Mina do Rocha é a única que está localizada em unida- por Araújo e Macedo (2004) reflete a necessidade de
de que não pertence ao Grupo Lajeado e que contém estudos geológicos de detalhe na área, imprescindí-
mineralizações predominantemente nesta direção. veis para uma modelagem quantitativa de áreas fa-
voráveis às mineralizações, motivo que desmotivou a
As mineralizações polimetálicas são aqui con- aplicação de metodologia semelhante neste projeto.
sideras sin a pós-transcorrência, incluindo a possibili-
dade de precipitação de minério em zonas transtra- Mesmo com a carência de trabalhos de detalhe
cionais por reativação destas estruturas e em evento que permitam a definição de um modelo genético de
extensional posterior, com aproveitamento de estru- mineralização específico para as mineralizações poli-
turas transcorrentes preexistentes. A precipitação de metálicas do Cinturão Ribeira Meridional, a integra-
veios mineralizados na direção NE, paralelos e subpa- ção dos dados permitiu a elaboração de um mapa, no
ralelos à direção das zonas de falha de alto ângulo e qual os controles espaciais das zonas mineralizadas
aos planos axiais de dobras apertadas (que propicia- são ressaltados. Com base nos critérios anteriormente
discutidos, foi possível delimitar áreas potenciais para
ram a ativação direcional posterior), desfavorável à as mineralizações polimetálicas de Pb, Zn, Ag, Cu e Au
abertura de espaço nas transcorrências destrais, pode na porção meridional do Cinturão Ribeira (Figura 9.1).
ser explicada por rompimento causado por sismo ge- Os principais aspectos considerados foram:
rado pela alta pressão de fluido. Dependendo da flu-
tuação da pressão de fluidos, do regime e da profundi- - Ocorrência de mineralizações em zonas de
dade, ainda há a possibilidade dos fluidos provocarem cisalhamento rúptil que interceptam rochas carbo-
o rompimento de estruturas em outras direções, po- náticas (capítulo 5) e alteração hidrotermal presente
dendo remobilizar fluidos de estruturas adjacentes (capítulo 6).
até atingir o fraturamento hidráulico (SIBSON et al., - Anomalias de sedimento de corrente tanto
1988; ROBERT et al., 1995), com indícios diversos des- unielementares como Ag, Ba, Cu, Zn e Cu, quanto nos
critos neste informe. O trabalho de Sibson et al. (1975) fatores 2 e 6 de correlação In-Zn-Cd-As-Pb e S-Mo-Ag-
demonstra o relevante papel das estruturas transcor- -Sb-Pb (capítulo 8), compatíveis com as análises lito-
rentes em sistemas de fluxo de fluidos, que por meio geoquímicas (Anexo 1).
de bombeamento sísmico, atingem longas distâncias, - A soma dos valores da razão eTh/K e da razão
o que corrobora para atuação deste sistema na con- eU/K, sugerido em Gnojek e Prichystal (1985), mos-
centração de minério na área, como constatado por trando a correlação das mineralizações com zonas de
Faleiros (2003) em análise dos veios de quartzo na depleção de K dentro das unidades carbonáticas; e li-
Zona de Falha Ribeira. neamentos traçados sobre base ISA-GHT (capítulo 7);
A integração geológica evidência as principais
9.1 - ÁREAS POTENCIAIS áreas mineralizadas e potenciais desse contexto ge-
ológico (Figura 9.1), e constitui uma base adequada
Araújo e Macedo (2004) fazem uma análise de para a definição de novas áreas potenciais para mi-
favorabilidade das mineralizações de chumbo e zinco neralizações polimetálicas no Cinturão Ribeira.
84
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira
Meridional, SP-PR
Figura 9.1 – Mapa de integração de dados e delimitação de áreas potenciais.
85
Informe de Recursos Minerais
86
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
10 — CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
A integração de dados de campo, petrogra- uma análise estrutural de detalhe, podem auxiliar a
fia, litogeoquímica, espectroscopia de reflectância, esclarecer esta questão, contribuindo para definição
geoquímica prospectiva e geofísica exploratória per- de um modelo para o depósito.
mitiu um avanço significativo no entendimento das Nas amostras da Mina do Lajeado, os minerais
mineralizações polimetálicas (Pb, Zn, Ag, Au e Cu) de minério descritos neste projeto foram galena (ar-
que ocorrem na porção meridional do Cinturão Ri- gentífera), pirita, arsenopirita e calcopirita. Os teo-
beira, tradicionalmente designadas “tipo Panelas”. res máximos detectados foram 17% de chumbo, 450
Neste trabalho foi descrito minério in situ nas minas ppm de zinco, 530 ppm de prata, 680 ppb de ouro,
de Lajeado, Panelas e Barrinha (galeria secundária), 760 ppm de cobre, além de 24% de ferro. Destaca-se
além de ocorrências na área da Mina do Rocha que, nesta mina os teores de arsênio, que atingem 5470
juntamente com as técnicas utilizadas, corroborou ppm. Há ainda uma elevação nos teores de antimô-
para uma nova visão dos controles das mineraliza- nio (até 93 ppm) nas amostras mineralizadas, porém,
ções. Os veios polimetálicos de sulfeto maciço estão significativamente menores que na Mina de Panelas.
situados em zonas de cisalhamento rúptil (zonas de As mineralizações também ocorrem em zonas de fa-
falha), subverticais, principalmente de direção NE, lha subverticais como na Mina de Panelas, no entan-
com ocorrências subordinadas na direção NW, o que to, a direção preferencial dos veios é de N45E. Cons-
constitui interpretação inédita, que aumenta as pers- tituem veios centimétricos de galena subparalelos à
pectivas para exploração na área. zona de falha, que seccionam outra fase sulfetada
Na Mina de Panelas, o minério é constituído constituída por pirita, arsenopirita e calcopirita, que
principalmente por galena (argentífera), esfalerita, ocorre brechada, juntamente com quartzo e carbo-
pirrotita, pirita, arsenopirita e calcopirita. Os maio- nato de granulação muito fina, sendo metacalcário
res teores verificados neste projeto ocorrem em bandado a rocha hospedeira. Alteração supergêni-
amostras desta mina, com até 35% de chumbo, 5% ca é sugerida por faixas subparalelas avermelhadas
de zinco, > 1% de cobre e 564 ppm de prata, além constituídas essencialmente por goethita.
de 23% de ferro. Como diferencial entre as amostras Mineralizações inéditas foram descritas em
mineralizadas desta mina, em comparação com as galeria secundária da Mina da Barrinha, cujos teores
amostras das outras minas investigadas, foram de- de ouro atingiram 5630 ppb, que ocorrem associa-
tectados ainda teores elevados de estanho (até 550 dos a teores elevados de bismuto (até 125 ppm) e
ppm), antimônio (até 400 ppm), arsênio (até 500 telúrio (até 47 ppm). O tipo de mineralização dife-
ppm), cádmio (até 180 ppm) e enxofre (> 5%), que re das descritas nas minas de Panelas e Lajeado, no
podem servir como elementos farejadores das mi- entanto, mineralizações semelhantes foram descri-
neralizações, com elevada correlação com os fatores tas em projetos anteriores, na mina que se encontra
2 e 6 (associação Ag-As-Cd-In-Pb-Sb-Zn) definido na colapsada atualmente. Nesta galeria secundária, o
geoquímica prospectiva. O minério nas galerias des- minério ocorre em filitos (ou filonitos?) cataclásticos
critas ocorre em veios de sulfeto maciço de até 50 cm oxidados, também em zona de falha. Em testemu-
de espessura, subverticais, com direção preferencial nhos de sondagens de projetos anteriores executa-
N60E, hospedados em metacalcários. dos na área desta mina foram detectadas duas fases
Outra feição que distingue as mineralizações sulfetadas sem teores relevantes, uma formada por
na Mina de Panelas das demais na área é o aspecto pirita e pirrotita, seccionada por outra monominerá-
brechoide do minério, com cavidades subarredonda- lica constituída por pirita.
das a arredondadas (sugestivas de brecha hidráuli- A Espectroscopia de Reflectância se mostrou
ca), as quais foram preenchidas essencialmente por uma ferramenta adequada para o estudo das mine-
quartzo que, por vezes, apresentam uma borda cons- ralizações na área, principalmente para o entendi-
tituída por carbonato e traços de tremolita. Esta fei- mento da alteração hidrotermal, dificultado pela gra-
ção nunca foi descrita em trabalhos anteriores, po- nulação muito fina das rochas e pelas paragêneses
rém, é de extrema importância para o entendimento estáveis (principalmente quartzo, carbonato e micas)
metalogenético das mineralizações. Pode indicar, em uma ampla variação de temperatura. A técnica
juntamente com as diferenças litogeoquímicas apon- permitiu a caracterização de tendências físico-quími-
tadas, participação das intrusões magmáticas. Neste cas em minerais específicos (cristalinidade das micas
caso, a alta pressão de fluidos pode ter contribuído brancas e variação composicional das cloritas), além
para geração dos veios polimetálicos nesta mina, a da discriminação de fases minerais muito finas, tais
mais próxima do Granito Itaoca. Estudos de inclu- como a caulinita e montmorilonita, e variações na
sões fluidas e isótopos estáveis, juntamente com composição dos carbonatos (calcita, dolomita e Fe-
87
Informe de Recursos Minerais
-carbonatos). A integração das interpretações espec- verde do Grupo Lajeado (principalmente formações
troscópicas possibilitou a elaboração de um modelo Mina de Furnas e Bairro da Serra) e da Formação
espectro-mineralógico, que sugere enriquecimento Água Clara, unidades inseridas no Supergrupo Açun-
de ferro e aumento da temperatura de cristalização gui. Foram descritos poucos afloramentos de recur-
dos minerais em direção à zona mineralizada, prova- sos minerais em unidades com predomínio de rochas
velmente relacionado ao processo de alteração hi- de natureza siliciclástica, ou no contato destas com
drotermal. Observou-se ainda por meio das outras as rochas carbonáticas. Porém, mesmo nas unidades
técnicas, recristalização mineral e silicificação comu- que não são constituídas essencialmente por rochas
mente associadas às mineralizações. carbonáticas, as mineralizações situam-se em níveis
As rochas hospedeiras das mineralizações poli- margosos, calcissilicáticos e carbonáticos.
metálicas (Pb, Zn, Ag, Cu e Au) que ocorrem em zona A origem do fluido mineralizador deve ser in-
de falha no Cinturão Ribeira Meridional são princi- vestigada por meio de análises de inclusões fluidas
palmente metacalcários bandados metamorfisados e isotópicas nos minerais de ganga e no minério
em fácies xisto verde. Indícios de atuação de sistema que compõem os veios para melhor compreensão
transcorrente foram verificados em todas as áreas metalogenética. Por este motivo também não foi
mineralizadas e/ou na continuidade das zonas de fa- discutida qualquer relação de origem de fluido das
lha que passam pelas minas e ocorrências. Além de mineralizações “tipo Perau”. Até o momento, estas
planos subverticais com estrias sub-horizontais, foram mineralizações foram datadas em trabalhos ante-
verificadas feições sigmoidais e foliação anastomosa- riores apenas por meio do método Pb-Pb, possivel-
da em todas as rochas hospedeiras. Os agregados sig- mente afetado pela percolação de fluidos. Portanto,
moidais de quartzo com extinção ondulante, contatos recomendam-se também métodos geocronológicos
lobados e subgrãos, com bordas fragmentadas; e a mais acurados, como Re-Os em sulfetos para datação
presença de quartzo fragmentado e de microfraturas das mineralizações sulfetadas.
preenchidas por óxido/hidróxido de ferro seccionan- As novas bases de geofísica e de geoquímica
do a foliação anastomosada (marcada pela biotita e/ foram essenciais no planejamento dos trabalhos de
ou muscovita e/ou tremolita), sugerem evento dúctil campo e, juntamente com dados de projetos ante-
(em parte milonítico) sobreposto por evento cataclás- riores e do atual, permitiram a delimitação de áreas
tico. Outras feições de zonas de falha como a ocorrên- potenciais. Avaliação acurada por meio de técnicas
cia frequente de brechas e rochas intensamente fratu- apropriadas é necessária para uma conclusão defini-
radas e falhadas nas zonas mineralizadas corroboram tiva. O produto obtido com os dados radiométricos,
para esta interpretação. Considerando a complexida- produzido pela soma dos valores da razão eTh/K e da
de do sistema, com possíveis reativações das zonas razão eU/K, que sugere o empobrecimento em po-
de falha, recomenda-se análise estrutural de detalhe tássio nas zonas de cisalhamento mineralizadas (que
em cada mina investigada para melhor compreensão ocorrem no interior das unidades carbonáticas), e os
da cinemática e, consequentemente, melhor entendi- fatores 2 e 6 definidos na geoquímica prospectiva,
mento do controle das mineralizações. parecem constituírem ferramentas apropriadas para
Neste projeto, os veios mineralizados são con- busca de novos depósitos polimetálicos (Pb, Zn, Ag,
siderados sin a pós-transcorrentes, o que abrange as Cu e Au) no Vale do Ribeira.
possibilidades de geração por reativação do sistema Apesar de constituírem depósitos de pequeno
transcorrente com precipitação de fluidos minerali- porte, os dados fornecidos neste informe confirmam
zantes em zonas transtracionais; e a colocação dos que as minas na região não estão esgotadas e que há
mesmos em regime extensional, com aproveitamen- potencial, mesmo desconsiderando as áreas de res-
to de estruturas transcorrentes pré-existentes. Na trição ambiental. Avanços mais expressivos poderiam
possibilidade de geração concomitante às transcor- ser obtidos por meio de análises estruturais de deta-
rências destrais, a precipitação de fluidos na direção lhe, isotópicas e de inclusões fluidas, as quais permi-
NE, paralelos e subparalelos à direção da zona de tiriam uma abordagem metalogenética, além de for-
falha, pode ser explicada por sismo gerado pela alta necer subsídios mais fundamentados para discussão
pressão de fluido, que provoca ruptura da zona de ci- das hipóteses aqui apresentadas, tornando-as mais
salhamento principal. A alta pressão de fluidos pode consistentes. É preciso considerar ainda a fisiografia
ter sido provocada pelas intrusões dos granitos edia- na região, caracterizada por relevo montanhoso e es-
caranos, como exemplo do Granito Itaoca. Porém, carpado, que dificulta o transporte do minério. Além
estudo com técnicas mais acuradas são necessários de passivos ambientais de explorações nas décadas
para confirmar esta hipótese. passadas que acabaram por gerar preconceitos na
Além do forte controle estrutural, o controle população local. No entanto, as dificuldades explora-
litológico fica claro pela ocorrência de minério exclu- tórias podem ser superadas facilmente se o potencial
sivamente em rochas carbonáticas, independente da for confirmado, ponderado com outros fatores econô-
unidade, incluindo formações metassedimentares micos, e a região retomar a atividade de exploração,
mesoproterozoicas metamorfisadas em fácies xisto atentando, desta vez, para a sustentabilidade.
88
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
11 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALGARTE, J. P. A influência dos arqueamentos cratô- Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: SBG, 1984., p.
nicos no condicionamento das alcalinas dos estados 3641- 3657.
de São Paulo e Paraná. In: CONGRESSO BRASILEIRO BASEI, M. A. S.; BRITO NEVES, B. B.; SIGA JR, O.; BA-
DE GEOLOGIA, 26, 1972, Belém. Anais ... Belém: SBG. BINSKI, M.; PIMENTEL M. M.; TASSINARI, C. C. G.;
Núcleo Norte, 1972. P.65-69. HOLLANDA, M. H. B.; NUTMAN, A.; CORDANI, U. G.
ALMEIDA, F. F. M. de; HASUI, Y.; BRITO NEVES, B. B.; Contribution of SHRIMP U–Pb zircon geochronology
FUCK, R.A. Províncias estruturais brasileiras. In: SIM- to unravelling the evolution of Brazilian Neoprotero-
PÓSIO DE GEOLOGIA DO NORDESTE, 8., 1977. Cam- zoic fold belts. Precambrian Research, v. 183, p.112-
pina Grande. Atas... Campina Grande: SBG-Núcleo 144, 2010.
Nordeste, 1977. P. 363-391. BASEI, M. A. S.; SIGA JR., O.; MASQUELIN, H.; HARA-
ALMEIDA, F. F. M. de; HASUI, Y.; BRITO NEVES, B.B.; RA, O. M.; REIS NETO, J. M.; PRECIOZZI, F. P. The Dom
FUCK, R. A. Brasilian structural provinces: an intro- Feliciano Belt of Brasil and Uruguay and its foreland
duction. Earth Science Review, Amsterdam, v.17, domain, the Rio de La Plata Craton: framework, tec-
n.1, p.:1-29, 1981. tonic evolution and correlation with similar provin-
ALMEIDA, R. P.; JANIKIAN, L.; FRAGOSO-CESAR A. R. ces of southwestern Africa. In: CORDANI, U.G. (Ed.)
S.; FAMBRINI, G.L. The Ediacaran to Cambrian Rift et al. Tectonic evolution of South America. Rio de Ja-
System of Southeastern South America: Tectonic Im- neiro: 31st International Geological Congress, 2000.
plications. Journal of Geology, v.118, n.2, p.141-161. P. 311-334.
ALMEIDA, V. V. Petrologia do Gabro José Fernandes e BASEI, M. A. S.; SIGA JR, O.; KAULFUSS, G. A.; COR-
sua relação temporal com o magmatismo mesozoico DEIRO, H.; NUTMAN, A.; SATO, K.; CURY, L. F.; PRAZE-
toleítico e alcalino no Arco de Ponta Grossa. 2016. RES FILHO, H. J.; PASSARELLI, C. R.; HARARA, O. M.;
261p. Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo, REIS NETO, J. M.; WEBER, W. 2003. Geochronology
São Paulo, 2016. and isotope geochemistry of Votuverava and Perau
Mesoproterozoic basins, Southern Ribeira Belt, Bra-
ALMEIDA, V.V.; JANASI, V. A.; HEAMAN, L. M.; SHAU- zil. In: SOUTH AMERICAN SYMPOSIUM ON ISOTOPE
LIS, B. J. ; HOLLANDA, M. H. B. M.; RENNE, P. R. Con- GEOLOGY, 4, 24-27 aug. 2003, Salvador. Short Pa-
temporaneous alkaline and tholeiitic magmatism in pers. Salvador: CPBM; IRD, 2003. P. 501-504.
the Ponta Grossa Arch, Paraná-Etendeka Magmatic
Province: Constraints from UPb zircon/baddeleyite BIGARELLA, J. J.; SALAMUNI, R. Estudos prelimina-
and 40Ar/39Ar phlogopite dating of the José Fernan- res na Série Açungui. VIII - A Formação Votuverava.
des Gabbro and mafic dykes. Journal of Volcanology Boletim do Instituto de História Natural - Geologia,
and Geothermal Research, 2017. D.O.I. 10.1016/j. Curitiba, n. 2, 1958.
jvolgeores.2017.01.018. BIONDI, J. C. Processos metalogenéticos e os depó-
ARAÚJO, C. C.; MACEDO, A. B. Geoprocessamento sitos minerais brasileiros. 2. ed. Atual. São Paulo:
de dados geológicos para mapeamento de favorabili- Oficina de Textos, 2015. 552 p.
dade para cobre, chumbo e zinco no Vale do Ribeira BLAKELY, R. J. Potential Theory in Gravity and Mag-
(SP - PR). Revista Brasileira de Geociências, v.34, n.3, netic applications. New York: Cambridge University,
p.317-328, 2004. 1996. 464p.
ARTUR, P. C. e SOARES, P. C. Paleoestruturas e Petró- BONS, P. D.; ELBURG, M. A.; GOMEZ-RIVAS, E. A re-
leo na Bacia do Paraná, Brasil. Revista Brasileira de view of the formation of tectonic veins and their mi-
Geociências, v. 32, n.4, p.433-448, 2002. crostructures. Journal of Structural Geology, v. 43,
BARBOUR, A. P.; BRITO NEVES, B. B.; MEDEIROS, R. A. p.33-62, out. 2012.
Algumas implicações tectônicas na gênese das mine- BRUMATTI, M.; ALMEIDA, V. V.; LOPES, A. P.; CAMPOS,
ralizações sulfetadas do tipo Panelas no Vale do Ri- F. F.; PERROTA, M. M.; MENDES, D.; PINTO, L. G. R.;
beira, SP-PR. Revista Brasileira de Geociências, v.20, PALMEIRA, L. C. M. Metalogenia das províncias mine-
n.1-4, p.46-54, 1990. rais do Brasil: rochas alcalinas da porção meridional
BARBOUR, A. P.; MACEDO, A. B.; HYPÓLITO, R. Cor- do Cinturão Ribeira, estados de São Paulo e Paraná.
relação de elementos prata, chumbo, zinco e ferro Brasília: CPRM, 2015. 87 p. Informe de Recursos Mine-
com bário em algumas jazidas sulfetadas do Vale do rais. (Série Províncias minerais do Brasil, 6).
Ribeira, Estado de São Paulo e Paraná. Boletim IG - BRUMATTI, M.; TOMITA, S. A. Geologia e recursos
USP, Série Científica, v.19, p.1-21, 1981. minerais das folhas Vila Branca SG.22-x-B-IV-1 e Ri-
BARBOUR, A. P.; OLIVEIRA, M. A. D.; HYPOLITO, R. beira SG.22-x-B-IV-2: estados de São Paulo e Paraná.
Geologia e Gênese do depósito estratiforme de Pb São Paulo: CPRM, 2012. Escala 1:50.000.
da Mina da Barrinha, Vale do Ribeira, PR. In: XXIII CALTABELLOTTA, F. P. Alojamento e deformação de
CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 33, 1984, plútons graníticos da extremidade nordeste da Su-
89
Informe de Recursos Minerais
íte Intrusiva Cunhaporanga (Domínio Apiaí - Faixa Brasil, Rio de Janeiro, v.22, n.71/75, p. Irreg, il + ma-
Ribeira, PR). 2011. 88 P. Dissertação (Mestrado) – pas. 1937.
Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, CASTRO, L. G.; FERREIRA, F. J. F.; CURY, L. F.; FIORI,
São Paulo, 2011. A. P.; SOARES, A. P.; LOPES, A. P.; OLIVEIRA, M. J. In-
CALTABELLOTTA, F. P. et al. Mapa de Integração do terpretação qualitativa e semiquantitativa dos dados
Cinturão Ribeira Meridional. Projeto ARIM Vale do aeromagnéticos sobre a Zona de Cisalhamento Lan-
Ribeira. [São Paulo]: CPRM, 2017 (no prelo). cinha, porção meridional do Cinturão Ribeira no Es-
CAMPANHA, G. A. C. Tectônica Proterozoica no Alto tado do Paraná, Sul do Brasil. Geol. uSP, Ser. Cient.,
e Médio Vale do Ribeira, Estados de São Paulo e São Paulo, v. 14, n. 4, p. 3-18, Dezembro 2014.
Paraná. 1991. 296 p. Tese (Doutorado) - Instituto de CHIODI, D. K.; THEODOROVICZ, A. M. de G.; THEO-
Geociências, Universidade de São Paulo, São Pau- DOROVICZ, A.; SILVA, L. M. Projeto planejamento
lo,1991. minerário na ocupação do solo em área de atuação
CAMPANHA, G. A. C. et al. Geologia das folhas Ipo- da Sudelpa: relatório final, texto e mapas. São Paulo:
ranga (SG.22-x-B-V-2) e Gruta do Diabo (SG.22-x-B- CPRM, 1982. 3 v. + 4 maps.
-VI-1), estado de São Paulo. São Paulo: PROMINÉRIO CHIODI FILHO, C.; ALEGRI, V.; BATOLLA Jr., F.; FERREI-
/ IPT, 1985. 2v. (Relatório 22.352) RA, J. C. G. 1982. Geologia e mineralizações da região
CAMPANHA, G. A. C.; BASEI, M. S.; TASSINARI, C. C. que abrange as minas do Rocha, Paqueiro e Barrinha,
G.; NUTMAN A. P.; FALEIROS, F. M. Constraining the Vale do Ribeira, PR e SP. In: CONGRESSO BRASILEIRO
age of the Iporanga formation with SHRIMP U-Pb zir- DE GEOLOGIA, 32., set. 1982, Salvador. Anais... Sal-
con: implications for possible Ediacaran glaciation in vador: SBG. Núcleo Bahia, 1982. v. 3. p. 1037-1048. il.
the Ribeira belt, SE Brazil. Gondwana Research, v.13, CLARK, R. N. 1999. Spectroscopy of rocks and mine-
n.1, p. 17-125, 2008. rals, and principles of spectroscopy. In: RENCZ, An-
CAMPANHA, G. A. C.; BISTRICHI, C. A.; ALMEIDA, M. drew N. (Ed.). Remote sensing for the earth scien-
A.. Considerações sobre a organização litoestratigrá- ces. 3. ed. New York: John Wiley & Sons, c1999. 707
fica e evolução tectônica da faixa de dobramentos p. il. color. (Manual of Remote Sensing, 3). P.3-58.
Apiaí. SIMPOSIO SUL-BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 3. , CLARK, R. N.; KING, T. V. V.; KLEJWA, M.; SWAYZE, G.
1987, Curitiba. Atas... Curitiba: SBG - Núcleo Paraná, A.; VERGO, N. High spectral resolution reflectance
Santa Catarina e Rio Grabde do Sul, 1987. V. 2, p.725- spectroscopy of minerals. Journal of Geophysical
742. Research, v.95, n.8, p. 12653-12680, 1990.
CAMPANHA, G. A. C.; FALEIROS, F. M. Neoproterozoic CLARK, R. N.; SWAYZE, G. A.; WISE, R.; LIVO, E.; HO-
terrane collage in the southern and central Ribeira EFEN, T.; KOKALY, R.; SUTLEY, S. J. 2007. uSGS digital
belt, Brazil. In: CONFERENCE GEOLOGICAL AND BIO- spectral library splib06a. U.S. Geological Survey, Digi-
LOGICAL HERITAGE OF GONDWANA, 12., 2005, Men- tal Data Series 231. Disponível em: Acesso em: 25/09/2017.
Sciences, 2005. V.1, p. 81. COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS.
CAMPANHA, G. A. C.; FALEIROS, F. M.; BASEI, M. A. Projeto Itaóca: relatório de prospecção preliminar.
S.; TASSINARI, C. C. G.; NUTMAN, A. P.; VASCONCE- São Paulo, 1978. 10 f.
LOS, P. M.. Geochemistry and age of mafic rocks from COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS.
the Votuverava Group, southern Ribeira Belt, Brazil: Projeto Aerogeofísico Paraná - Santa Catarina: rela-
Evidence for 1490 Ma oceanic back-arc magmatism. tório final do levantamento e processamento dos da-
Precambrian Research, v.266, p.530-550, set. 2015. dos magnetométricos e gamaespectrométricos. Rio
CAMPANHA, G. A. C.; GIMENEZ FILHO, A.; CAETANO, de Janeiro: Lasa Prospecções, 2011. 27 v. Programa
S. L. V.; PIRES, F. A.; DANTAS, A. S. L.; TEIXEIRA, A. Geologia do Brasil (PGB).
L.; DEHIRA, L. K. 1986. Geologia e estratigrafia da re- CORDANI, U. G.; HASUI, Y. Idades K-Ar de rochas al-
gião das Folhas Iporanga e Gruta do Diabo, Vale do calinas do primeiro planalto do estado do Paraná. In:
Ribeira, São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 22, 01-07
GEOLOGIA, 34, 12 - 19 out. 1986, Goiânia. Anais... set. 1968, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte:
Goiânia: SBG, 1986. 6v., v.2. p. 1058-1073. SBG, 1968. V. 1., p. 149-153.
CAMPANHA, G. A. C.; SADOWSKI, G. R. 1999. Tecto- CURY, L. F. Geocronologia e litogeoquímica dos sto-
nics of the southern portion of the Ribeira belt (Apiaí cks graníticos da porção sudeste da Faixa Apiaí, Es-
domain). Precambrian Research, Amsterdam, v.98, tado do Paraná. 2003. 125 p. Dissertação (Mestrado)
n.1-2, p.31-51, out. 1999. – Instituto de Geociências, Universidade de São Pau-
CARRANZA, E. J. M. Geochemical anomaly and mi- lo, São Paulo, 2003.
neral prospectivity mapping in GIS. Amsterdam: CURY, L. F. Geologia do Terreno Paranaguá. 2008.
Elsevier, 2009. 351 p. (Handbook of Exploration and 187 p. Tese (Doutorado) – Instituto de Geociências,
Environmental Geochemistry, 11) Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
CARVALHO, Paulino Franco de; PINTO, Estevam Al- CURY, L. F.; FEDALTO, G.; FREITAS, L. S.; ZANELLA, R. R.
ves. Reconhecimento geológico na série Assunguy. 2016. Contexto metamórfico e estrutural dos depó-
Boletins do Serviço Geológico e Mineralógico do sitos sulfetados do Vale do Ribeira. In: CONGRESSO
90
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 48., 09 a 13 out. 2016, do Ouro Mine, Ribeira Belt, Brazil. Ore Geology Re-
Porto Alegre. Anais.... Porto Alegre: SBG-Núcleo São views, v.56, p.442-456, jan. 2014.
Paulo, 2016. Disponível em: < http://sbg.sitepessoal. FALEIROS, F. M. Zona de cisalhamento Ribeira: de-
com/anais48cbg/> Acesso em: 22/09/2017. formação, metamorfismo e termobarometria de
CURY, F. C.; KAULFUSS, G. A.; SIGA Jr., O.; BASEI, M. veios sintectônicos. 2003. 146 f. Dissertação (Mes-
A. S.; HARARA, O. M.; SATO, K. Idades U-Pb (Zircões) trado) - Instituto de Geociências, Universidade de
de 1.75 Ga em granitoides alcalinos deformados dos São Paulo, São Paulo, 2003.
núcleos Betara e Tigre: evidências de regimes exten- FALEIROS, F. M. Evolução de terrenos tectonome-
sionais do estateriano na Faixa Apiaí. Geologia uSP – tamórficos da Serrania do Ribeira e Planalto Alto
Série Científica, São Paulo, v.2, p. 95-108, dez. 2002. Turvo (SP, PR). 2008. 306 p. Tese (Doutorado em
CURY, L. F.; SIGA JR., O.; HARARA, O. M. M.; PRAZE- Geoquímica e Geotectônica) – Universidade de São
RES FILHO, H. J.; BASEI, M. A. S. Aspectos tectônicos Paulo, São Paulo, 2008.
das intrusões dos Granitos do Cerne, Passa Três e Rio FALEIROS, F. M. et al. Fault-valve action and vein
Abaixo, Sudeste do Pré-Cambriano Paranaense. Es- development during strike-slip faulting: an example
tudo baseado em datações 39Ar-40Ar em micas. Geo- from the Ribeira Shear Zone, southeastern Brazil.
logia USP – Série Científica, São Paulo, v.8, n.1, p.87- Tectonophysics, v.438, n.1-4, p.1-32, jun. 2007.
104, 2002.
FALEIROS, F. M.; CAMPANHA, G. A. C.; MARTINS, L.;
DAITX, Elias Carneiro et al. Projeto Anta Gorda Fase VLACH, S. R. F.; VASCONCELOS, P. M. Ediacaran high-
III: Mapeamento geológico da área norte, relatório e -pressure collision metamorphism and tectonics of
mapa geológico. São Paulo: CPRM, 1983. 1 v. the southern Ribeira belt (SE Brazil): evidence for ter-
DAITX, Elias Carneiro. Projeto Anta Gorda Fase IV: rane accretion and dispersion during Gondwana as-
Relatório de Atividades. São Paulo: CPRM, 1984. 1 v. sembly. Precambrian Research, Amsterdam, v.189,
DAITX, E. C. Origem e evolução dos depósitos sulfe- n.3-4, p. 263-291, set. 2011.
tados tipo Perau (PB-ZN-AG), com base nas jazidas FALEIROS, F. M.; CAMPANHA, G. A. C.; PAVAN, M.;
Canoas e Perau,Vale do Ribeira, PR. 1996. 2v. Tese ALMEIDA, V. V.; RODRIGUES, S. W. O.; ARAÚJO, B.
(Doutorado em Geociências) - Instituto de Geociên- P. Short-lived polyphase deformation during crustal
cias e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulis- thickening and exhumation of a collisional orogen
ta, Rio Claro, 1996. (Ribeira Belt, Brazil). Journal of Structural Geology,
DARDENNE, M. A.; SCHOBBENHAUS, C. Metalogêne- v.93, p.106-130, dez. 2016.
se do Brasil. Brasília: UNB/CPRM, 2001. 392 p. FALEIROS, F. M.; PAVAN, M. Geologia e recursos mi-
DELGADO, I. M.; SOUZA, J. D.; SILVA, L. C.; SILVEIRA nerais da folha Eldorado Paulista SG.22-x-B-VI: es-
FILHO, N. C.; SANTOS, R. A.; PESDREIRA, A. J.; GUI- tados de São Paulo e Paraná, escala 1:100.000. São
MARÃES, T.; ANGELIN, L. A. A.; VASCONCELOS, A. M.; Paulo: CPRM, 2013. 1 CD-
GOMES, I. P.; LACERDA FILHO, J. V.; VALENTE, C. R.; FALEIROS, F. M.; MORAIS, S. M.; COSTA, V. S. Geolo-
PERROTTA, M.; HEINECK, C. A. Geotectônica do Escu- gia e Recursos Minerais da Folha Apiaí SG.22-X-B-
do Atlântico. In: BIZZI, L. A. et al. Geologia, tectônica -V: estados de São Paulo e Paraná. São Paulo: CPRM,
e recursos minerais do Brasil: texto, mapas e SIG. 2012. 107 p. il. Escala 1:100.000. (Programa Geologia
Brasilia: CPRM, 2003. P. 227–234. do Brasil. Levantamentos Geológicos Básicos)
DIAS, M. V. F.; SALAZAR Jr., O. 1987. Geologia da Se- FASSBINDER, E. Análise Estrutural da Falha da Lan-
quência Antinha - Grupo Açungui, PR. In: SIMPOSIO cinha, Estado do Paraná. 1990. 165 p. Dissertação
SUL-BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 3. , 1987, Curitiba. (Mestrado) - Instituto de Geociências, Universidade
Atas... Curitiba: SBG - Núcleo Paraná, Santa Catarina de São Paulo, São Paulo, 1990.
e Rio Grabde do Sul, 1987. V.I, p.263-279.
FASSBINDER, E. A unidade Água Clara no contexto
DNPM. SIGMINE: Sistema de Informações Geográ- do Grupo Açungui: um modelo transpressivo de
ficas da Mineração. Disponível em: Acesso em: 22/09/2017. 1996. 207 f. Tese (Doutorado) - Instituto de Geoci-
EBERT, H. Observações sobre a litologia e subdivisão ências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
do "Grupo Setuva" no Estado do Paraná. In: CON- FERREIRA, F. J. F. et al. 1981. Contribuição ao estudo
GRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 25, set. 1971, do alinhamento estrutural de Guapiara. In: SIMPO-
São Paulo. Anais... São Paulo: SBG, 1971. V.1, p.131- SIO REGIONAL DE GEOLOGIA, 3. , nov. 1981, Curitiba.
165. Anais... Curitiba: SBG, 1981, p. 226-240.
FALEIROS, A. M. Regime de fluidos e formação de FERREIRA, F. J. F.; SOUZA, J.; BONGIOLO, A. B. S.;
veios quartzo-auríferos da Mina Morro do Ouro, CASTRO, L. G.; ROMEIRO, M. A. T. 2010. Realce do
Apiaí, SP. 2012. 40p. Dissertação (Mestrado) – Insti- gradiente horizontal total de anomalias magnéti-
tuto de Geociências, Universidade de São Paulo, São cas usando a inclinação do sinal analítico. Parte I:
Paulo, 2012. Aplicação a dados sintéticos. In: SIMPÓSIO BRASI-
FALEIROS, A. M; CAMPANHA, G. A. C ; FALEIROS, F. LEIRO DE GEOFÍSICA, 4. , 14-17 nov. 2010, Brasília,
M.; BELLO, R. M. S. Fluid regimes, fault-valve beha- DF. Resumos expandidos... Brasília: SBGf, 2010. 1
vior and formation of gold-quartz veins - The Morro CD-ROM.
91
Informe de Recursos Minerais
FERREIRA F. J. F. et al. Enhancement of the total hori- HASUI, Y.; SADOWSKI, G.R. Evolução geológica do
zontal gradiente of magnetic anomalies using the tilt Pré-Cambriano na região sudeste do Estado de São
angle. Geophysics, v.78, n.3, p.J33-J41, 2013. Perma- Paulo. Boletim IG USP, v. 6, p.180 - 200, 1976.
link: https://doi.org/10.1190/geo2011-0441.1 HEILBRON, M.; MACHADO, N. Timing of terrane ac-
FIORI, A. P. Tectônica e estratigrafia do Grupo Açun- cretion in the Neoproterozoic– Eopaleozoic Ribeira
gui a norte de Curitiba. 1990. 261 p. Tese (Livre-Do- belt, SE Brazil. Precambrian Research, v. 125, n.1-2,
cência) - Instituto de Geociências, Universidade de p. 87–112, jul. 2003.
São Paulo, São Paulo, 1990. HEILBRON, M.; VALERIANO, C. M.; TASSINARI, C. C.
FIORI, A. P. Tectônica de cavalgamento no Grupo G.; ALMEIDA, J. C. H.; TUPINAMBA, M.; SIGA JR, O.;
Açungui. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ESTUDOS TEC- TROUW, R. A. J. Correlation of Neoproterozoic ter-
TÔNICOS, 3. , 27 out. a 03 nov. 1991, Rio Claro. Resu- ranes between Ribeira Belt, SE Brazil and its African
mos extendidos e roteiros das excursões. Rio Claro: counterpart: comparative tectonic evolution and
Sociedade Brasileira de Geologia, 1991. P. 134-136. open questions. Special Publications, v. 294, p. 211-
FIORI, A. P. Tectônica e estratigrafia do Grupo Açun- 237, jan. 2008. https://doi.org/10.1144/SP294.12
gui – PR. Boletim IG-USP - Série Científica, v.23, p.55- HEILBRON, M.; MOHRIAK, W.; VALERIANO, C.M.;
74, 1992. MILANI, E.J.; ALMEIDA, J.; TUPINAMBÁ, M. From
FIORI, A. P. O sistema de cavalgamento Açungui (PR). Collision to Extension: The Roots of the Southeas-
Geociências, São Paulo, v. 12, n.1, p. 187-208. tern Continental margin of Brazil. In: MOHRIAK, W.;
TALWANI, M. (Ed.). Atlantic Rifts and Continental
FIORI, A. P.; LOPES, A. P.; ALVES, M. H. Participação Margins. Washington DC: American Geophysical
dos deslocamentos no Sistema de Transcorrência Union, 2000. P.1-32 (Geophysical Monograph Series,
Lancinha-Cubatão-Paraíba do Sull. In: CONGRESSO 115) DOI: 10.1029/GM115
BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 46.; CONGRESSO DE GEO-
LOGIA DOS PAISES DE LINGUA PORTUGUESA, 1., Set. HEILBRON, M.; PEDROSA-SOARES, A. C.; CAMPOS
2012, Santos. Anais... Santos: SBG, 2012. NETO, M. da C.; SILVA, L. C. da; TROUW, R. A. J.; JA-
NASI, V. de A. Província Mantiqueira. In: MANTESSO-
FIORI, A. P.; LOPES, A. P.; Campanha, A. C. C.; FALEIROS, -NETO, Virgínio (Org.) et al. Geologia do Continente
F. M. Análise da profundidade de formação de veios Sul-Americano: evolução da obra de Fernando Flávio
de quartzo associados à Falha da Ribeira - SP. In: CON- Marque de Almeida. São Paulo: Beca, 2004.
GRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 46.; CONGRESSO
DE GEOLOGIA DOS PAISES DE LINGUA PORTUGUESA, HENDERSON, R .G.; ZIETZ, I. The upward continua-
1., Set. 2012, Santos. Anais... Santos: SBG, 2012. tion of anomalies in total magnetic intensity fields.
Geophysics, v.14, p. 517-534, 1949.
FLEISCHER, R. A. 1976. Pesquisa de chumbo no Bra-
sil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 29. , HUNT, G. R.; ASHLEY, R. P. Spectra of altered rocks
nov. 1976, Ouro Preto - MG. Anais... Belo Horizonte: in the visible and near infrared. Economic Geology,
SBG. Núcleo Sudeste, 1976. V1, p.19-32. v.74, n.7, p. 1613-1629, 1979.
FOSSEN, H. Structural Geology. Cambridge: Cam- HUNT, G. R.; SALISBURY, J. W. Visible and near-infra-
bridge University Press, 2010. 463 p. red spectra of minerals and rocks: I Silicate minerals.
Modern Geology, v.1, p. 283-300, 1970.
FRAGOSO-CESAR, A. R. S.; FAMBRINI, G. L.; ALMEIDA,
R. P.; PELOSI, A. P. M. R; JANIKIAN, L.; RICCOMINI, C.; HUNT, G. R.; SALISBURY, J. W. Visible and near-infra-
MACHADO, R.; NOGUEIRA, A. C. R.; SAES, G. S. The red spectra of minerals and rocks: II Carbonates. Mo-
Camaquã extensional basin: Neoproterozoic to Early dern Geology, v.2, p. 23-30, 1971.
Cambrian sequences in southernmost Brazil. Revista HUNT, G. R.; SALISBURY, J. W.; LENHOFF, C. J. Visible
Brasileira de Geociências, v.30, n.3, p. 438–441, set. and near-infrared spectra of minerals and rocks: III
2000. Oxides and hydroxides. Modern Geology, v.2, p. 195-
FRITZSONS JR., O.; PERKARZ, G.F.; FALCADE, D. Geo- 205, 1971a.
logia e potencial econômico do Grupo Setuva (PR). HUNT, G. R.; SALISBURY, J. W.; LENHOFF, C. J. Visible
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 32, set. and near-infrared spectra of minerals and rocks: IV
1982, Salvador. Anais... Salvador: SBG. Núcleo Nor- Sulphides and sulphates. Modern Geology, v.3, p.1-
deste, 1982. V.3, p.987- 1001. 14, 1971b.
GNOJEK, I.; PRICHYSTAL, A. A new zinc mineralization JANASI, V. A.; LEITE, R. J.; VAN SCHMUS, W. R. U-Pb
detected by airborne gamma-ray spectrometry in chronostratigraphy of the granitic magmatism in the
northern Moravia (Czechoslovakia). Geoexploration, Agudos Grandes batholith (west of São Paulo, Bra-
v.23, n.4, p.491-502, dez. 1985. zil): implications for the evolution of the Ribeira belt.
HACKSPACHER, P. C.; DANTAS, E. L.; SPOLADORE, Â.; Journal of South American Earth Sciences, Amster-
FETTER, A. H.; OLIVEIRA, M. A. F. Evidence of Neo- dam, v.14, n.4, p. 363-376, set. 2001.
proterozoic backarc basin development in the central KAULFUSS, G. A. Geocronologia dos Núcleos de Em-
Ribeira belt, southeastern Brazil: new geochronologi- basamento Setuva, Betara e Tigre, Norte de Curiti-
cal and geochemical constraints from the São Roque- ba-PR. 2001. 115 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto
-Açungui groups. Revista Brasileira de Geociências, de Geociências, Universidade de São Paulo, São Pau-
São Paulo, v.30, n.1, p.110-114, ago. 2000. lo, 2001.
92
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
KEIM, M. F.; MARKL, G. Weathering of galena: Mi- NAIDU, S.; SCHERER, G. W. Development of hydroxya-
neralogical processes, hydrogeochemical fluid path patite films to reduce the dissolution rate of marble.
modeling, and estimation of the growth rate of pyro- In: INTERNATIONAL CONGRESS ON THE DETERIORA-
morphite. American Mineralogist, v.100, p.1584- TION AND CONSERVATION OF STONE, 12., New York,
1594, 2015. 2012. Abstracts… New York, 2012.
MACEDO, A. B. Prospecção litogeoquímica na mina ODAN, Y.; FLEISCHER, R.; ESPOURTEILLE, F. Geologia
do Perau, Paraná. São Paulo. 1986. 162 p. Tese (Dou- da mina de chumbo de Panelas-Adrianópolis - PR.
torado) - Instituto de Geociências, Universidade de In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 30, nov.
São Paulo, São Paulo, 1986. 1978, Recife. Anais... Recife: SBG. Núcleo Nordeste,
MACHADO JR., D. L. Idade do magmatismo alcalino 1978. V. 4, p. 1545-1552.
de Pariquera-Açú (SP). Revista Brasileira de Geociên- PAIVA, I. P.; MORGENTAL, A. Prospecto de ouro nas
cias, v.30, n.4, p. 593-596, 2000. regiões auríferas dos Agudos Grandes e Morro do
MACHEL, H. G. e LONNEE, J. Hydrothermal dolomite Ouro, Vale do Ribeira. São Paulo: CPRM, 1980.
– a product of poor definition and imagination. Sedi- PASSARELLI, C. R.; BASEI, M. A. S.; CAMPOS NETO, M.
mentary Geology, Amsterdam, v. 152, n.3-4, p. 163- da C.; SIGA JR, O.; PRAZERES FILHO, H. J. Geocronolo-
171, out. 2002. gia e geologia isotópica dos terrenos pré-cambrianos
MARINI, O. J.; TREIN, E.; FUCK, R. A. O Grupo Açungui da porção sul-oriental do Estado de São Paulo. Geo-
no estado do Paraná. In: BIGARELLA, J. J.; SALAMUNI, logia USP. Série Científica, São Paulo, v.4, n.1, p. 55-
R.; PINTO, V. M. (eds.) Geologia do Pré-Devoniano 74, abr. 2004.
e intrusivas subseqüentes da porção oriental do es- PEREIRA, R. M.; ÁVILA, C. A.; LIMA, P. R. A. S. Mine-
tado do Paraná. Boletim Paranaense Geociências, v. rais em grãos: técnicas de coleta, preparação e iden-
23/25, p. 43-103, 1967. tificação. São Paulo: Oficina de Textos, 128 p. 2005.
MELCHER, G. C. Contribuição ao conhecimento do PEREIRA, R. M.; HEILBRON, M.; VALERIANO, C. Me-
distrito mineral do Ribeira do Iguape, Estado de São talogênese da Faixa Ribeira. In: SILVA, M. G.; ROCHA
Paulo e Paraná. 1968. 122 p. Tese (Livre Docência) NETO, M. B.; JOST, H.; KUYUMJIAN, R. M. Metalogê-
– Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São nese das províncias tectônicas brasileiras. Belo Hori-
Paulo, 1968. zonte: CPRM, 2014. P. 501-514. (Metalogenia).
MEIRA, V. T.; JULIANI, C.; SCHORSCHER, J. H. D.; HYP- PERROTA, M. M. Potencial aurífero de uma região
POLITO, T. Does the Pico do Papagaio Batholith in- no Vale do Ribeira, São Paulo, estimado por mode-
deed represent a Neoproterozoic Marmatic Arc? In: lagem de dados geológicos, geofísicos, geoquímicos
SOUTH AMERICAN SYMPOSIUM ON ISOTOPE GE- e de sensores remotos num sistema de informações
OLOGY, 9., São Paulo, 2014. Abstracts… São Paulo, geográficas. 1996. 149 p. Tese (Doutorado) - Institu-
2014. to Geociências, Universidade de São Paulo, São Pau-
lo, 1996.
MELLO, I. S.; BETTENCOURT, J. S. Geologia e gênese
das mineralizações associadas ao maciço Itaoca, Vale PONTES, J. B. Geologia e potencialidades econômi-
do Ribeira, SP e PR. Revista Brasileira de Geociên- cas da Formação Água Clara (PR). In: CONGRESSO
cias, v.28, n.3, p. 169-284, 1998. BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 32. , set. 1982, Salvador.
Anais... Salvador: SBG. Núcleo Nordeste, 1982. V. 3,
MILANI E. J.; KINOSHITA E. M.; ARAÚJO L. M.; CUNHA p. 1002-1016.
P. R. Bacia do Paraná: possibilidades petrolíferas da
calha central. Boletim de Geociências da Petrobras, PONTUAL, S.; MERRY, N. J.; GAMSON, P. Spectral In-
v.4, n.1, p. 21-34, 1990. terpretation Field Manual. 3.ed. [Austrália]: Ausspec
International, 2008. 189 p. (GMEX Guides for Mineral
MILANI, E. J.; THOMAZ FILHO, A. Sedimentary Basins Exploration, 1).
of South America. In: CORDANI, U.G.et all. Tectonic
evolution of south America. Rio de Janeiro: 31° In- PRAZERES FILHO, H. J. Litogeoquímica, geocronolo-
ternational Geological Congress, 2000. P. 389-449. gia (U-Pb) e geologia isotópica dos complexos gra-
níticos Cunhaporanga e Três Córregos, Estado do
MILANI, E. J.; RAMOS V. A. Orogenias paleozoicas no Paraná. 2000. 180 p. Dissertação (Mestrado) - Insti-
domínio sul-ocidental do Gondwana e os ciclos de tuto de Geociências, Universidade de São Paulo, São
subsidência da Bacia do Paraná. Revista Brasileira de Paulo, 2000.
Geociências, v. 28, n. 4, p. 473-484, 1998.
PRAZERES FILHO, H. J. Caracterização geológica e
MORAES, J. M. Expedição científica a Serra de Parana- petrogenética do batólito granítico Três Córregos
piacaba e ao Alto Ribeira. Revista Brasileira de Geo- (PR-SP): geoquímica isotópica (Nd-Sr-Pb), idades
grafia, v.19, n. 3, p. 255-300, jul.-set. 1957. (ID-TIMS/SHRIMP) e δ18O em zircão. 2005. 207 p.
MORGENTAL, A. et al. Projeto Sudelpa: relatório final Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São
- geologia. São Paulo: CPRM, 1975. 18 v. Paulo, 2005.
MORO, R. P. X. A Bacia Ordoviciana do Grupo Castro PRAZERES FILHO, H. J.; HARARA, O. M.; BASEI, M.
– PR. 1993. 156 p. Dissertação (Mestrado) - Instituto A. S.; PASSARELLI, C. R.; SIGA Jr., O. Litogeoquímica,
de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Esta- geocronologia U-Pb e geologia isotópica (Sr-Nd-Pb)
dual Paulista, São Paulo, 1993. das rochas graníticas dos batólitos Cunhaporanga e
93
Informe de Recursos Minerais
Três Córregos na porção sul do Cinturão Ribeira, Es- INTERANTIONAL GEOLOGICAL CONGRESS, 31, 6-17
tado do Paraná. Geologia USP – Série Científica, São ago 2000, Rio de Janeiro. Field Trip Guide. Rio de Ja-
Paulo, v. 3, p. 51-70, ago. 2003. neiro: IGC 31, 2000. V. 1, p. 1-21.
RAIMONDO, T.; HAND, M., COLLINS, W. J. Compres- RUDNICK, R. L. (Ed.). The Crust: treatise on geoche-
sional intracontinental orogens: Ancient and modern mistry. In: HOLLAND, H. D. (Ed.); TUREKIAN, K. K. (Ed.).
perspectives, Earth-Science Reviews, v. 130, p. 128– Treatise on geochemistry: V.3 - the crust. Oxford, UK:
153, mar. 2014. Elsevier Pergamon, 2004. P. 1-64.
REPORT on geological survey of Anta Gorda: Pha- SALAZAR, C. A.; ARCHANJO, C. J.; BABINSKY, M.; LIU,
se I. [Tokyo]: Metal Mining Agency of Japan: Japan D. Magnetic fabric and zircon U-Pb geochronology
International Cooperation Agency, 1981. 79 f. Inclui of the Itaóca pluton: implications for the Brasiliano
mapas. deformation of the southern Ribeira belt (SE Brazil).
REPORT on geological survey of Anta Gorda Brazil: Journal of South American Earth Sciences, v.26, n.3,
Phase II. [Tokyo]: Metal Mining Agency of Japan: Ja- p. 286-299, nov. 2008.
pan International Cooperation Agency, 1982. 3 v. SALAZAR, C. A; ARCHANJO, C. J.; RODRIGUES, S. W.
REPORT on geological survey of Anta Gorda: phase O.; HOLLANDA, M. H. B. M.; LIU, D. Age and magne-
III. [Tokyo]: Metal Mining Agency of Japan: Japan In- tic fabrico f the Três Córregos granite batholith: evi-
ternational Cooperation Agency, 1983. 2 v. dence for Ediacaran transension in the Ribeira Belt
(SE Brazil). International Journal of Earth Sciences, v.
REPORT on Geological Survey of Anta Gorda Brazil: 102, n.6, p. 1563-1581, set. 2013.
phase IV. São Paulo: CPRM, 1984. 2 v.
SCHOLL, W. U. Geologia do Grupo Açungui na região
RIBEIRO, L. M. A. L. Estudo geológico e geocronológi- a noroeste de Rio Branco do Sul, Paraná. In: SIM-
co dos terrenos granito-gnáissicos e sequências me- POSIO REGIONAL DE GEOLOGIA, 3. , 1981, Curitiba.
tavulcanos sedimentares da região do Betara, PR. Atas... Curitiba: SBG, 1981. V.1, p. 170-184.
2006. 121 p. Dissertação (Mestrado) – Instituto de
Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SIBSON, R. H.; MOORE, J. Mc.; RANKIN, A. H. Seismic
2006. pumping a hydrothermal fluid transport mechanism.
The Geological Society of London, v. 131, n. 6, p.
RICCOMINI, C.; PELOGGIA, A.; SALONI, J.; KOHNKE, 653-659, dez.1975.
M.; FIGUEIRA, R. Neotectonic activity in the Serra do
Mar rift system (southeastern Brazil). Journal of Sou- SIBSON, R. H.; ROBERT, F; POULSEN, K.H. High-angle
th American Earth Sciences, Inglaterra, v. 2, n.2, p. reverse faults, fluid pressure cycling and mesother-
191-197, 1989. mal gold-quartz deposits. Geology, v.16, n.6, p. 551-
5, jun. 1988.
RIMSTIDT, J. D. Gangue mineral transport and de-
position. In: BARNES, H. L. (Org.). Geochemistry of SIGA JR., O. Domínios Tectônicos do Sudeste do Pa-
Hidrothermal ore deposits. 3.ed. New York: Wiley, raná e Nordeste de Santa Catarina: Geocronologia
1997. e Evolução Crustal. 1995. 212 p. Tese (Doutorado) -
Instituto de Geociências da Universidade de São Pau-
ROBERT, F.; BOULLIER, A. M.; FIRDAOUS, K. 1995. lo, São Paulo, 1995.
Gold–quartz veins in metamorphic terranes and their
bearing on the role of fluids in fauting. Journal of SIGA JR., O.; BASEI, M.A.S.; SATO, K.; PRAZERES FI-
Geophysical Research, v. 10, n.B7, p. 12861–12879, LHO, H.J.; CURY, L.F.; WEBER, W.; PASSARELLI, C.R.;
1995. HARARA, O.M.; REIS NETO, J.M. U-Pb (zircon) ages of
metavolcanic rocks from the Itaiacoca group: tecto-
RODRIGUES, S. W. de O; CALTABELLOTTA, F. P.; ALMEI- nic implications. Geologia USP - Série Científica, São
DA, V. V.; BRUMATTI, M.; ARCHANJO, C. J.; HOLLAN- Paulo, v.3, p. 39-49, ago. 2003.
DA, M. H. B. M.; SALAZAR, C. A.; LIU, D. 2011. Pe-
trografia, geoquímica e geocronologia dos granitos SIGA JR., O.; CURY, L. F.; HARARA, O. M.; SATO, K.;
Patrimônio Santo Antônio e São Domingos (Suíte RIBEIRO, L. M. A. L.; BASEI, M. A. S.; PRAZERES FILHO,
Cunhaporanga, Paraná, Sudeste do Brasil). Geologia H. J.; PASSARELLI, C. R. 2005. Evidências de Regimes
USP - Série Científica, São Paulo, v.11, n. 3, p. 03-21, Extensionais do Estateriano no Leste Paranaense,
2011. com base em Estudos Geocronológicos U-Pb (zircão).
In SIMPOSIO NACIONAL DE ESTUDOS TECTONICOS,
ROSTIROLLA, S. P; ASSINE, M. L.; FERNANDES, L. A.; 10., INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON TECTONICS,
ARTUR, P. C. Reativação de paleolineamentos duran- 4., Jun. 2005, Curitiba. Boletim de resumos expan-
te a evolução da Bacia do Paraná - o exemplo do Alto didos... Curitiba: SBG - Núcleo Paraná, 2005. P. 353-
Estrutural de Quatiguá. Revista Brasileira de Geoci- 356.
ências, v. 30, n.4, p. 639-648, dez. 2000.
SIGA JR., O.; KAULFUSS, G. A.; BASEI, M.A.S.; HARA-
RUBERTI, E. Petrologia do maciço alcalino do Banha- RA, O. M.; CURY, L. F.; SATO, K.; PASSARELLI, C. R.;
dão, PR. 1984. 248 p. Tese (Doutorado) – Universida- PRAZERES FILHO, H. J. Caracterização geológicas e
de de São Paulo, São Paulo, 1984. Geocronológicas do Núcleo Setuva: Implicações Tec-
RUBERTI, E.; GOMES, C. B.; MELCHER. G. C. Geo- tônicas. In: SIMPOSIO NACIONAL DE ESTUDOS TEC-
logical and Petrological Aspects of the Jacupiranga TONICOS, 10., INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON TEC-
Alkaline-Carbonatite Association, Southern Brazil. TONICS, 4., Jun. 2005, Curitiba. Boletim de resumos
94
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
expandidos... Curitiba: SBG - Núcleo Paraná, 2005. caimento Geologia USP - Série Científica, v. 19, p. 63-
P.399-402. 85, 1988.
SIGA JR., O. et al. O Maciço Alcalino de Tunas, PR: SPINELLI, F. P.; GOMES, C.B. A ocorrência alcalina de
Novos Dados Geocronológicos. Geologia uSP - Série Cananéia, litoral sul do estado de São Paulo: geologia
Científica, v. 7, n. 2, p. 71-80, 2007. e geocronologia. Geologia USP - Série Científica, São
SIGA JR., O.; BASEI, M. A. S.; PASSARELLI, C. R.; SATO, Paulo, v. 8, n. 2, p. 53-64, 2008.
K.; CURY, L. F.; MCREATH, I. Lower and upper Neopro- TASSINARI, C. C. G.; BARBOUR, A. P.; DAITX, E. C.;
terozoic magmatic records in Itaiacoca belt (Paraná- Sato. K. 1990. Aplicação dos isótopos de Pb e Sr na
-Brazil): zircon ages and lithostratigraphy studies. determinação da natureza das fontes das minerali-
Gondwana Research, v. 15, n. 2, p. 197-208, abr. zações de chumbo do Vale do Ribeira - SP e PR. In:
2009. CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 36. , 1990,
SIGA Jr., O., CURY, L. F., MCREATH, I., RIBEIRO, L. M. Natal. Anais... Natal: Sociedade Brasileira de Geolo-
A. L., SATO, K., BASEI, M. A. S., PASSARELLI, C. R. Ge- gia, 1990. V. 3, p. 1254-1266.
ology and geochronology of the Betara region in TAYLOR, G.; EGGLETON, R.A. In situ weathering profi-
south- 1009 southeastern Brazil: evidence for possi- les. In: TAYLOR, G.; EGGLETON, R.A. Regolith Geology
ble Statherian (1.80–1.75 Ga) and Calymmian 1010 and Geomorphology. Chichester: John Wiley, 2001.
(1.50–1.45 Ga) extension events. Gondwana Resear- P.191-218.
ch, v. 19, n.1, p. 260–274, jan. 2011a. VLACH, S.R.F. Microprobe monazite constraints for
SIGA Jr., O. et al. Extensional and colisional magma- na early (ca. 790 Ma) brasiliano orogeny: the Embu
tic records in the Apiaí Terrane, south-southeastern terrane, southeastern Brazil. In: SOUTH AMERICAN
Brazil: integration of geochronological U-PB Zircon SYMPOSIUM ON ISOTOPE GEOLOGY, 3., Pucón. Ex-
ages. Geologia USP - Série Científica, v. 11, n.3, p. tended Abstracts. Santiago: Sociedad Geológica de
149-175, dez. 2011b. Chile, 2001. P. 265-268.
SILVA, A. T. S. F. et al. Projeto integração e detalhe WALTHER, J. V. e ORVILLE, P. M. Volatile production
geológico no Vale do Ribeira: relatório final de in- and transport in regional metamorphism. Contribu-
tegração geológica. São Paulo: DNPM : CPRM, 1981. tions to Mineralogy and Petrology, Heidelberg, v.
15 v. 79, n.3, p. 252-257, jul. 1982.
SILVA, C. R., TAKAHASHI A. T., CHIODI FILHO C., BA- WANG, C. Y. e XIE, X. Hydrofracturing and episodic
TOLLA JR. F. 1982. Geologia e mineralizações na re- fluid flow in shale-rich basins- a numerical study.
gião do Perau - Água Clara, Vale do Ribeira, PR. In: AAPG Bulletin, Tulsa, v. 82, n.10, p. 1857-1869, 1998.
CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 32, set.
1982, Salvador. Anais... Salvador: SBG. Núcleo Nor- WEBER, W.; SIGA JR., O.; SATO, K.; REIS NETO, J. M.;
deste, 1982. V. 3, p. 1024-1036. BASEI, M. A. S.; NUTTMAN, A. P. A Formação Água
Clara na Região de Araçaíba - SP: registro U-Pb de
SILVA, A. D. R.; CAMPOS, F. F.; PAVAN, M. SALVADOR, uma bacia mesoproterozóica. Geologia uSP - Série
E. D. Metalogenia das Províncias Minerais do Bra- Científica, São Paulo, v.4, n.1, p. 101-110, abr. 2004.
sil. Áreas de Relevante Interesse Mineral: Minera-
lizações polimetálicas (Pb-Zn-Ag-Cu-Ba), Formação ZACCARELLI, M. A. Mina de chumbo de Panelas, Pa-
Perau, Cinturão Ribeira Meridional, PR. Informe de raná. In: SCHOBBENHAUS, C.; COELHO, C. E. S. (Co-
Recursos Minerais. (no prelo). ords.). Principais depósitos minerais do Brasil: me-
tais básicos não-ferrosos, ouro e alumínio. Brasília:
SPECTOR, A.; GRANT, F. S. Statistical models for inter- DNPM/CVRD, 1988. P. 147-156.
preting aeromagnetic data. Geophysics, v. 35, n. 2, p.
293-302, 1970. ZALÁN, P. V. et al. Análise da Bacia do Paraná. Rio
de Janeiro: PETROBRAS. DEPEX. CENPES, 1986. 195
SOARES PC. Tectônica sinsedimentar cíclica na Bacia p. (Relatório interno, Gt - Os -009/85).
do Paraná: controles. 1991. 148 p. Tese (Professor
Titular) - Departamento de Geologia, Universidade ZALÁN, P.V., et al. The Paraná Basin, Brazil. In: LEI-
Federal do Paraná, Curitiba, 1991. GHTON MW, KOLATA DR, OLTZ DF & EIDEL JJ (Eds.).
Interior cratonic basins. Tulsa: American Association
SOARES, P. C.; BARCELLOS, P. E.; CSORDAS, S. M. Aná- of Petroleum Geologists, AAPG, 1990a. P. 681-708
lise, interpretação e integração de lineamentos a (Memoir, 51)
partir de imagens (Radar-Landsat) e suas relações
com a tectônica da Bacia do Paraná. São Paulo: ZALAN, PV. et al. Bacia do Paraná. In: RAJA GABAGLIA
Paulipetro/ Consórcio CESP/IPT, 1982. Relatório RT- GP & MILANI EJ (Ed.). Origem e evolução de bacias
342/82. sedimentares. Rio de Janeiro, PETROBRAS, p. 135-
SOARES, P. C.; LANDIM, P. M.B; FULFARO, V. J. Tec- 164.
tonic cycles and sedimentary sequences in brazilian ZALÁN, P. V. et al.. A divisão tripartite do Siluriano da
intracratonic basins. Geological Society of America Bacia do Paraná. Revista Brasileira de Geociências,
Bulletin, v. 89, n. 2, p. 181-191, 1978. v.17, n.3, p. 242-252, 1987.
SONOKI I.K.; GARDA G. M. Idades K-Ar de rochas ZARTMAN, R. E. E DOE, B. R. Plumbotectonics -- the
alcalinas do Brasil meridional e Paraguai oriental: model. Tectonophysics, v. 75, n. 1-2, p. 135-162,
compilação e adaptação às novas constantes de de- maio 1981.
95
Informe de Recursos Minerais
96
LISTAGEM DOS INFORMES DE RECURSOS MINERAIS
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
SÉRIE METAIS DO GRUPO DA PLATINA E ASSOCIADOS
Nº 01 - Mapa de Caracterização das Áreas de Trabalho (Escala 1:7.000.000), 1996.
Nº 02 - Mapa Geológico Preliminar da Serra do Colorado - Rondônia e Síntese Geológico-Metalogenética,
1997.
Nº 03 - Mapa Geológico Preliminar da Serra Céu Azul - Rondônia, Prospecção Geoquímica e Síntese Geológi-
co- Metalogenética, 1997.
Nº 04 - Síntese Geológica e Prospecção por Concentrados de Bateia nos Complexos Canabrava e Barro Alto -
Goiás, 1997.
Nº 05 - Síntese Geológica e Prospecção Geoquímica/Aluvionar da Área Migrantinópolis - Rondônia, 2000.
Nº 06 - Geologia e Prospecção Geoquímica/Aluvionar da Área Corumbiara/Chupinguaia - Rondônia, 2000.
Nº 07 - Síntese Geológica e Prospecção Geoquímica/Aluvionar da Área Serra Azul - Rondônia, 2000.
Nº 08 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Rio Branco/Alta Floresta - Rondônia, 2000.
Nº 09 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Santa Luzia - Rondônia, 2000.
Nº 10 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Nova Brasilândia - Rondônia, 2000.
Nº 11 - Síntese Geológica e Prospecção Geoquímica da Área Rio Madeirinha - Mato Grosso, 2000.
Nº 12 - Síntese Geológica e Prospectiva das Áreas Pedra Preta e Cotingo - Roraima, 2000.
Nº 13 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Santa Bárbara - Goiás, 2000.
Nº 14 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Barra da Gameleira - Tocantins, 2000.
Nº 15 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Córrego Seco - Goiás, 2000.
Nº 16 - Síntese Geológica e Resultados Prospectivos da Área São Miguel do Guaporé - Rondônia, 2000.
Nº 17 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Cana Brava - Goiás, 2000.
Nº 18 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Cacoal - Rondônia, 2000.
Nº 19 - Geologia e Resultados Prospectivos das Áreas Morro do Leme e Morro Sem Boné - Mato Grosso, 2000.
Nº 20 - Geologia e Resultados Prospectivos das Áreas Serra dos Pacaás Novos e Rio Cautário - Rondônia, 2000.
Nº 21 - Aspectos Geológicos, Geoquímicos e Potencialidade em Depósitos de Ni-Cu-EGP do Magmatismo da
Baciado Paraná - 2000.
Nº 22 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Tabuleta - Mato Grosso, 2000.
Nº 23 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Rio Alegre - Mato Grosso, 2000.
Nº 24 - Geologia e Resultados Prospectivos da Área Figueira Branca/Indiavaí - Mato Grosso, 2000.
Nº 25 - Síntese Geológica e Prospecção Geoquímica/Aluvionar das Áreas Jaburu, Caracaraí, Alto Tacutu e
Amajari - Roraima, 2000.
Nº 26 - Prospecção Geológica e Geoquímica no Corpo Máfico-Ultramáfico da Serra da Onça - Pará, 2001.
Nº 27 - Prospecção Geológica e Geoquímica nos Corpos Máfico-Ultramáficos da Suíte Intrusiva Cateté - Pará,
2001.
Nº 28 - Aspectos geológicos, Geoquímicos e Metalogenéticos do Magmatismo Básico/Ultrabásico do Estado
de Rondônia e Área Adjacente, 2001.
Nº 29 - Geological, Geochemical and Potentiality Aspects of Ni-Cu-PGE Deposits of the Paraná Basin Magma-
tism, 2001.
Nº 30 - Síntese Geológica e Prospecção Geoquímica da Área Barro Alto – Goiás, 2010.
SÉRIE MAPAS TEMÁTICOS DE OURO - ESCALA 1:250.000
Nº 01 - Área GO-09 Aurilândia/Anicuns - Goiás, 1995.
Nº 02 - Área RS-01 Lavras do Sul/Caçapava do Sul - Rio Grande do Sul, 1995.
Nº 03 - Área RO-01 Presidente Médici - Rondônia, 1996.
Nº 04 - Área SP-01 Vale do Ribeira - São Paulo, 1996.
Nº 05 - Área PA-15 Inajá - Pará, 1996.
Nº 06 - Área GO-05 Luziânia - Goiás, 1997.
Nº 07 - Área PA-01 Paru - Pará, 1997.
Nº 08 - Área AP-05 Serra do Navio/Cupixi - Amapá, 1997.
Nº 09 - Área BA-15 Cariparé - Bahia, 1997.
Nº 10 - Área GO-01 Crixás/Pilar - Goiás, 1997.
Nº 11 - Área GO-02 Porangatu/Mara Rosa - Goiás, 1997
Nº 12 - Área GO-03 Niquelândia - Goiás, 1997.
Nº 13 - Área MT-01 Peixoto de Azevedo/Vila Guarita - Mato Grosso, 1997.
Nº 14 - Área MT-06 Ilha 24 de Maio - Mato Grosso, 1997.
Nº 15 - Área MT-08 São João da Barra - Mato Grosso/Pará, 1997.
Nº 16 - Área RO-02 Jenipapo/Serra Sem Calça - Rondônia, 1997.
Nº 17 - Área RO-06 Guaporé/Madeira - Rondônia, 1997.
Nº 18 - Área RO-07 Rio Madeira - Rondônia, 1997.
Nº 19 - Área RR-01 Uraricaá - Roraima, 1997.
Nº 20 - Área AP-03 Alto Jari - Amapá/Pará, 1997.
99
Informe de Recursos Minerais
Nº 21 - Área CE-02 Várzea Alegre/Lavras da Mangabeira/Encanto - Ceará, 1997.
Nº 22 - Área GO-08 Arenópolis/Amorinópolis - Goiás, 1997.
Nº 23 - Área PA-07 Serra Pelada - Pará, 1997.
Nº 24 - Área SC-01 Botuverá/Brusque/Gaspar - Santa Catarina, 1997.
Nº 25 - Área AP-01 Cassiporé - Amapá, 1997.
Nº 26 - Área BA-04 Jacobina Sul - Bahia, 1997.
Nº 27 - Área PA-03 Cuiapucu/Carará - Pará/Amapá, 1997.
Nº 28 - Área PA-10 Serra dos Carajás - Pará, 1997.
Nº 29 - Área AP-04 Tumucumaque - Pará, 1997.
Nº 30 - Área PA-11 Xinguara - Pará, 1997.
Nº 31 - Área PB-01 Cachoeira de Minas/Itajubatiba/Itapetim - Paraíba/Pernambuco, 1997.
Nº 32 - Área AP-02 Tartarugalzinho - Amapá, 1997.
Nº 33 - Área AP-06 Vila Nova/Iratapuru - Amapá, 1997.
Nº 34 - Área PA-02 Ipitinga - Pará/Amapá, 1997.
Nº 35 - Área PA-17 Caracol - Pará, 1997.
Nº 36 - Área PA-18 Vila Riozinho - Pará, 1997.
Nº 37 - Área PA-19 Rio Novo - Pará, 1997.
Nº 38 - Área PA-08 São Félix - Pará, 1997.
Nº 39 - Área PA-21 Marupá - Pará, 1998.
Nº 40 - Área PA-04 Três Palmeiras/Volta Grande - Pará, 1998.
Nº 41 - Área TO-01 Almas/Natividade - Tocantins, 1998.
Nº 42 - Área RN-01 São Fernando/Ponta da Serra/São Francisco - Rio Grande do Norte/Paraíba, 1998.
Nº 43 - Área GO-06 Cavalcante - Goiás/Tocantins, 1998.
Nº 44 - Área MT-02 Alta Floresta - Mato Grosso/Pará, 1998.
Nº 45 - Área MT-03 Serra de São Vicente - Mato Grosso, 1998.
Nº 46 - Área AM-04 Rio Traíra - Amazonas, 1998.
Nº 47 - Área GO-10 Pirenópolis/Jaraguá - Goiás, 1998.
Nº 48 - Área CE-01 Reriutaba/Ipu - Ceará, 1998.
Nº 49 - Área PA-06 Manelão - Pará, 1998.
Nº 50 - Área PA-20 Jacareacanga - Pará/Amazonas, 1998.
Nº 51 - Área MG-07 Paracatu - Minas Gerais, 1998.
Nº 52 - Área RO-05 Colorado - Rondônia/Mato Grosso, 1998.
Nº 53 - Área TO-02 Brejinho de Nazaré - Tocantins, 1998.
Nº 54 - Área RO-04 Porto Esperança - Rondônia, 1998.
Nº 55 - Área RO-03 Parecis - Rondônia, 1998.
Nº 56 - Área RR-03 Uraricoera - Roraima, 1998.
Nº 57 - Área GO-04 Goiás - Goiás, 1998.
Nº 58 - Área MA-01 Belt do Gurupi - Maranhão/Pará, 1998.
Nº 59 - Área MA-02 Aurizona/Carutapera - Maranhão/Pará, 1998.
Nº 60 - Área PE-01 Serrita - Pernambuco, 1998.
Nº 61 - Área PR-01 Curitiba/Morretes - Paraná, 1998.
Nº 62 - Área MG-01 Pitangui - Minas Gerais, 1998.
Nº 63 - Área PA-12 Rio Fresco - Pará, 1998.
Nº 64 - Área PA-13 Madalena - Pará, 1998.
Nº 65 - Área AM-01 Parauari - Amazonas/Pará, 1999.
Nº 66 - Área BA-01 Itapicuru Norte - Bahia, 1999.
Nº 67 - Área RR-04 Quino Maú - Roraima, 1999.
Nº 68 - Área RR-05 Apiaú - Roraima, 1999.
Nº 69 - Área AM 05 Gavião/Dez Dias - Amazonas, 1999.
Nº 70 - Área MT-07 Araés/Nova Xavantina - Mato Grosso, 2000.
Nº 71 - Área AM-02 Cauaburi - Amazonas, 2000.
Nº 72 - Área RR-02 Mucajaí - Roraima, 2000.
Nº 73 - Área RR-06 Rio Amajari - Roraima, 2000.
Nº 74 - Área BA-03 Jacobina Norte - Bahia, 2000.
Nº 75 - Área MG-04 Serro - Minas Gerais, 2000.
Nº 76 - Área BA-02 Itapicuru Sul - Bahia, 2000.
Nº 77 - Área MG-03 Conselheiro Lafaiete - Minas Gerais, 2000.
Nº 78 - Área MG-05 Itabira - Minas Gerais, 2000.
Nº 79 - Área MG-09 Riacho dos Machados - Minas Gerais, 2000.
Nº 80 - Área BA-14 Correntina - Bahia, 2000.
Nº 81 - Área BA-12 Boquira Sul - Bahia, 2000
100
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Nº 82 - Área BA-13 Gentio do Ouro - Bahia, 2000.
Nº 83 - Área BA-08 Rio de Contas/Ibitiara Sul - Bahia, 2000.
Nº 84 - Área MT-05 Cuiabá/Poconé - Mato Grosso, 2000.
Nº 85 - Área MT-04 Jauru/Barra dos Bugres - Mato Grosso, 2000.
SÉRIE OURO - INFORMES GERAIS
Nº 01 - Mapa de Reservas e Produção de Ouro no Brasil (Escala 1:7.000.000), 1996.
Nº 02 - Programa Nacional de Prospecção de Ouro - Natureza e Métodos, 1998.
Nº 03 - Mapa de Reservas e Produção de Ouro no Brasil (Escala 1:7.000.000), 1998.
Nº 04 - Gold Prospecting National Program - Subject and Methodology, 1998.
Nº 05 - Mineralizações Auríferas da Região de Cachoeira de Minas – Municípios de Manaíra e Princesa Isabel
- Paraíba, 1998.
Nº 06 - Mapa de Reservas e Produção de Ouro no Brasil (Escala 1:7.000.000), 2000.
Nº 07 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Minas do
Camaquã - Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 08 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Ibaré –
Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 09 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Caçapava
doSul - Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 10 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Passo do
Salsinho - Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 11 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Marme-
leiro - Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 12 - Map of Gold Production and Reserves of Brazil (1:7.000.000 Scale), 2000
Nº 13 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Cambai-
zinho - Rio Grande do Sul, 2001.
Nº 14 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Passo do
Ivo - Rio Grande do Sul, 2001.
Nº 15 - Resultados da Prospecção para Ouro na Área RS-01 - Lavras do Sul/Caçapava do Sul, Subárea Batovi –
Rio Grande do Sul, 2001.
Nº 16 - Projeto Metalogenia da Província Aurífera Juruena-Teles Pires, Mato Grosso – Goiânia, 2008.
Nº 17 - Metalogenia do Distrito Aurífero do Rio Juma, Nova Aripuanã, Manaus, 2010.
SÉRIE INSUMOS MINERAIS PARA AGRICULTURA
Nº 01 - Mapa Síntese do Setor de Fertilizantes Minerais (NPK) no Brasil (Escala 1:7.000.000), 1997.
Nº 02 - Fosfato da Serra da Bodoquena - Mato Grosso do Sul, 2000.
Nº 03 - Estudo do Mercado de Calcário para Fins Agrícolas no Estado de Pernambuco, 2000.
Nº 04 - Mapa de Insumos Minerais para Agricultura e Áreas Potenciais nos Estados de Pernambuco, Alagoas,
Paraíba e Rio Grande do Norte, 2001.
Nº 05 - Estudo dos Níveis de Necessidade de Calcário nos Estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio
Grande do Norte, 2001.
Nº 06 - Síntese das Necessidades de Calcário para os Solos dos Estados da Bahia e Sergipe, 2001.
Nº 07 - Mapa de Insumos Minerais para Agricultura e Áreas Potenciais de Rondônia, 2001.
Nº 08 - Mapas de Insumos Minerais para Agricultura nos Estados de Amazonas e Roraima, 2001.
Nº 09 - Mapa-Síntese de Jazimentos Minerais Carbonatados dos Estados da Bahia e Sergipe, 2001.
Nº 10 - Insumos Minerais para Agricultura e Áreas Potenciais nos Estados do Pará e Amapá, 2001.
Nº 11 - Síntese dos Jazimentos, Áreas Potenciais e Mercado de Insumos Minerais para Agricultura no Estado
da Bahia, 2001.
Nº 12 - Avaliação de Rochas Calcárias e Fosfatadas para Insumos Agrícolas do Estado de Mato Grosso, 2008.
Nº 13 - Projeto Fosfato Brasil – Parte I, Salvador, 2011.
Nº 14 - Projeto Fosfato Brasil – Estado de Mato Grosso – Áreas Araras/Serra do Caeté e Planalto da Serra, 2011.
Nº 15 - Projeto Mineralizações Associadas à Plataforma Bambuí no Sudeste do Estado do Tocantins (TO) –
Goiânia, 2012.
Nº 16 – Rochas Carbonáticas do Estado de Rondônia, Porto Velho, 2015.
Nº 17 – Projeto Fosfato Brasil – Parte II, Salvador, 2016.
Nº 18 – Geoquímica Orientativa para Pesquisa de Fosfato no Brasil, Salvador, 2016.
Nº 19 – Projeto Fosfato Brasil – Parte III - Bacia dos Parecis, Manaus, 2017.
Nº 20 – Avaliação do Potencial do Fosfato no Brasil – Fase III: Bacia Sergipe-Alagoas, Sub-bacia Sergipe, Recife,
2017.
Nº 21 – Avaliação do Potencial do Fosfato no Brasil – Fase III: Centro-leste de Santa Catarina, Área Brusque,
Salvador, 2017.
101
Informe de Recursos Minerais
SÉRIE PEDRAS PRECIOSAS
Nº 01 - Mapa Gemológico da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, 1997.
Nº 02 - Mapa Gemológico da Região Lajeado/Soledade/Salto do Jacuí - Rio Grande do Sul, 1998
Nº 03 - Mapa Gemológico da Região de Ametista do Sul - Rio Grande do Sul, 1998.
Nº 04 - Recursos Gemológicos dos Estados do Piauí e Maranhão, 1998.
Nº 05 - Mapa Gemológico do Estado do Rio Grande do Sul, 2000.
Nº 06 - Mapa Gemológico do Estado de Santa Catarina, 2000.
Nº 07 - Aspectos da Geologia dos Pólos Diamantíferos de Rondônia e Mato Grosso – O Fórum de Juína – Pro-
jeto Diamante, Goiânia, 2010.
Nº 08 - Projeto Avaliação dos Depósitos de Opalas de Pedro II – Estado do Piauí, Teresina, 2015.
Nº 09 - Aluviões Diamantíferos da Foz dos Rios Jequitinhonha e Pardo - Fase I – Estado da Bahia, Salvador,
2015.
SÉRIE OPORTUNIDADES MINERAIS – EXAME ATUALIZADO DE PROJETO
Nº 01 - Níquel de Santa Fé - Estado de Goiás, 2000.
Nº 02 - Níquel do Morro do Engenho - Estado de Goiás, 2000.
Nº 03 - Cobre de Bom Jardim - Estado de Goiás, 2000.
Nº 04 - Ouro no Vale do Ribeira - Estado de São Paulo, 1996.
Nº 05 - Chumbo de Nova Redenção - Estado da Bahia, 2001.
Nº 06 - Turfa de Caçapava - Estado de São Paulo, 1996.
Nº 08 - Ouro de Natividade - Estado do Tocantins, 2000.
Nº 09 - Gipsita do Rio Cupari - Estado do Pará, 2001.
Nº 10 - Zinco, Chumbo e Cobre de Palmeirópolis - Estado de Tocantins, 2000.
Nº 11 - Fosfato de Miriri - Estados de Pernambuco e Paraíba, 2001.
Nº 12 - Turfa da Região de Itapuã - Estado do Rio Grande do Sul, 1998.
Nº 13 - Turfa de Águas Claras - Estado do Rio Grande do Sul, 1998.
Nº 14 - Turfa nos Estados de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, 2001.
Nº 15 - Nióbio de Uaupés - Estado do Amazonas, 1997.
Nº 16 - Diamante do Rio Maú - Estado da Roraima, 1997.
Nº 18 - Turfa de Santo Amaro das Brotas - Estado de Sergipe, 1997.
Nº 19 - Diamante de Santo Inácio - Estado da Bahia, 2001.
Nº 21 - Carvão nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, 1997.
Nº 22 - Coal in the States of Rio Grande do Sul and Santa Catarina, 2000.
Nº 23 - Kaolin Exploration in the Capim River Region - State of Pará - Executive Summary, 2000.
Nº 24 - Turfa de São José dos Campos - Estado de São Paulo, 2002.
Nº 25 - Lead in Nova Redenção - Bahia State, Brazil, 2001.
SÉRIE DIVERSOS
Nº 01 - Informe de Recursos Minerais - Diretrizes e Especificações - Rio de Janeiro, 1997.
Nº 02 - Argilas Nobres e Zeolitas na Bacia do Parnaíba - Belém, 1997.
Nº 03 - Rochas Ornamentais de Pernambuco - Folha Belém do São Francisco - Escala 1:250.000 - Recife, 2000.
Nº 04 - Substâncias Minerais para Construção Civil na Região Metropolitana de Salvador e Adjacências - Sal-
vador, 2001.
SÉRIE RECURSOS MINERAIS MARINHOS
Nº 01 – Potencialidade dos Granulados Marinhos da Plataforma Continental Leste do Ceará – Recife, 2007.
SÉRIE ROCHAS E MINERAIS INDUSTRIAIS
Nº 01 – Projeto Materiais de Construção na Área Manacapuru-Iranduba-Manaus-Careiro (Domínio Baixo So-
limões) – Manaus, 2007.
Nº 02 – Materiais de Construção Civil na região Metropolitana de Salvador – Salvador, 2008.
Nº 03 – Projeto Materiais de Construção no Domínio Médio Amazonas – Manaus, 2008.
Nº 04 – Projeto Rochas Ornamentais de Roraima – Manaus, 2009.
Nº 05 – Projeto Argilas da Bacia Pimenta Bueno – Porto Velho, 2010.
Nº 06 – Projeto Quartzo Industrial Dueré-Cristalândia – Goiânia, 2010.
Nº 07 – Materiais de Construção Civil na região Metropolitana de Aracaju – Salvador, 2011.
Nº 08 – Rochas Ornamentais no Noroeste do Estado do Espírito Santo – Rio de Janeiro, 2012.
Nº 09 – Projeto Insumos Minerais para a Construção Civil na Região Metropolitana do Recife – Recife, 2012.
Nº 10 – Materiais de Construção Civil da Folha Porto Velho – Porto Velho, 2013.
Nº 11 – Polo Cerâmico de Santa Gertrudes – São Paulo, 2014.
102
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo
Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR
Nº 12 – Projeto Materiais de Construção Civil na Região Metropolitana de Natal – Recife, 2015.
Nº 13 – Materiais de Construção Civil para Vitória da Conquista, Itabuna-Ilhéus e Feira de Santana – Salvador,
2015.
Nº 14 – Projeto Materiais de Construção da Região de Marabá e Eldorado dos Carajás – Belém, 2015.
Nº 15 – Panorama do Setor de Rochas Ornamentais do Estado de Rondônia – Porto Velho, 2015
Nº 16 – Projeto Materiais de Construção da Região Metropolitana de Goiânia – Goiânia, 2015
Nº 17 – Projeto Materiais de Construção da Região Metropolitana de Porto Alegre – Porto Alegre, 2016
Nº 18 – Projeto Materiais de Construção da Região Metropolitana de Fortaleza – Fortaleza, 2016
Nº 19 – Projeto Materiais de Construção Civil da Região da Grande Florianópolis – Porto Alegre, 2016
Nº 20 – Projeto materiais de construção da região de Macapá - Estado do Amapá – Belém, 2016.
Nº 21 – Projeto Materiais De Construção da Região Metropolitana de Curitiba - Estado do Paraná, 2016.
Nº 22 – Projeto Materiais de Construção da Região Metropolitana de São Luís e Entorno - Estado do Mara-
nhão, 2017.
SÉRIE METAIS - INFORMES GERAIS
Nº 01 – Projeto BANEO – Bacia do Camaquã – Metalogenia das Bacias Neoproterozóico-eopaleozóicas do
Sul do Brasil, Porto Alegre, 2008
Nº 02 – Mapeamento Geoquímico do Quadrilátero Ferrífero e seu Entorno - MG – Rio de Janeiro, 2014.
Nº 03 – Projeto BANEO – Bacias do Itajaí, de Campo Alegre e Corupá – Metalogenia das Bacias Neoprote-
rozoico-eopaleozoicas do Sul do Brasil, Porto Alegre, 2015
SÉRIE PROVÍNCIAS MINERAIS DO BRASIL
Nº 01 – Áreas de Relevante Interesse Mineral - ARIM, Brasília, 2015
Nº 02 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Área Tróia-Pedra Branca, Estado do Ceará, Forta-
leza, 2015
Nº 03 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Área Sudeste do Tapajós, Estado do Pará, Brasília,
2015.
Nº 04 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Província Aurífera Juruena-Teles Pires-Aripuanã –
Geologia e Recursos Minerais da Folha Ilha Porto Escondido – SC.21-V-C-III, Brasília, 2015.
Nº 05 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Distrito Zincífero de Vazante – MG, Brasília,2015.
Nº 06 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Rochas Alcalinas da Porção Meridional
do Cinturão Ribeira. Estados de São Paulo e Paraná, Brasília, 2015.
Nº 07 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Área Sudeste de Rondônia, Brasília, 2016.
Nº 08 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Área Seridó-Leste, extremo nordeste da Província
Borborema (RN-PB), Brasília, 2016.
Nº 09 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Porção sul da Bacia do Paraná, RS, 2017
Nº 10 – Metalogenia das Províncias Minerais do Brasil: Área Eldorado do Juma, Estado do Amazonas, AM,
2017
Nº 11 – Áreas de Relevante Interesse Mineral: Cinturão Gurupi, Estados do Pará e Maranhão, Brasília,
2017.
Nº 12 – Áreas de relevante interesse mineral: Reserva Nacional do Cobre e Associados, Estados do Pará e
Amapá, Belém, 2017.
Nº 13 – Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn,
Cu e Au – “Tipo Panelas”) em zonas de cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira Meridional, SP-PR,
São Paulo, 2017.
SÉRIE MINERAIS ESTRATÉGICOS
Nº 01 – Diretrizes para Avaliação do Potencial do Potássio, Fosfato, Terras Raras e Lítio no Brasil, Brasília,
2015.
Nº 02 – Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil, Brasília, 2015.
Nº 03 – Projeto Avaliação do Potencial do Lítio no Brasil – Área do Médio Rio Jequitinhonha, Nordeste de
Minas Gerais, Brasília, 2016.
103
Informe de Recursos Minerais
104
ANEXO I
ANÁLISES LITOGEOQUÍMICAS
Informe de Recursos Minerais
106
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira
Meridional, SP-PR
Amostra AL-R-82A1 AL-R-82A3 AL-R-82C AL-R-83A AL-R-83A2 AL-R-83D AL-R-45A AL-R-45B AL-R-45C AL-R-45D AL-R-45E AL-R-45F AL-R-45G AL-R-45I AL-R-45J AL-R-45L AL-R-45M
Latitude -48,909716 -48,909716 -48,909716 -48,909716 -48,909716 -48,909716 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952 -24,708952
Longitude -24,684011 -24,684011 -24,684011 -24,684011 -24,684011 -24,684011 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214 -48,992214
Rocha Veio polimetálico Veio polimetálico Veio polimetálico Veio polimetálico Veio polimetálico Veio polimetálico Filito Filito Filito Filito Filito Filito Filito Filito Filito Filito (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha) Veio com sulfetos (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha) (zona de falha)
Mina Panelas Panelas Panelas Panelas Panelas Panelas Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha
Au (ppb) 702 508 490 441 765 451 275 30 150 <5 <5 <5 <5 1369 1230 180 5634
Ag (ppm) 450,00 464,00 564,00 405,00 371,00 462,00 >10 2,00 >10 0,17 0,51 0,65 0,34 >10 25,00 40,00 12,00
Zn (ppm e %) 4,28% 3,38% 592 4710 5,30% 1174 29 25 136 18 72 45 42 57 80 29 33
Cu (ppm) 1224,3 2286,0 4773,0 >10000 >10000 1358,2 272,8 119,3 1856,1 15,7 8,2 6,6 14,6 1065,5 1646,4 274,6 574,4
Pb (ppm e %) 0,2 0,2 >35% 0,2 21,41% 29,95% 5,2 4411,4 1179,9 105,6 87,6 153,7 92,3 642,8 1771,9 1769,6 1003,4
Fe (%) 13,22 15,27 20,43 23,45 18,97 19,81 8,94 5,98 >15 1,61 3,76 3,23 3,72 6,46 13,13 2,50 10,43
S (%) >5 >5 >5 >5 >5 >5 0,02 <0.01 0,03 0,01 0,32 <0.01 0,19 0,03 0,03 0,04 0,04
As (ppm) 336 280 194 501 476 426 67 50 130 3 7 6 11 37 110 33 100
Bi (ppm) 1,06 0,92 0,30 0,37 0,34 0,26 37,21 0,81 60,75 0,08 1,04 0,65 0,26 117,46 113,62 109,33 44,27
Sb (ppm) 43,63 97,75 137,64 403,36 101,33 71,81 17,16 3,87 13,82 2,86 0,63 0,74 1,16 8,24 9,38 11,89 10,55
Ca (%) 5,77 4,99 1,15 0,35 0,97 0,47 0,22 15,98 0,12 2,69 12,27 11,05 12,05 0,15 <0.1 <0.1 <0.1
Mg (%) 0,78 0,42 0,14 0,24 0,21 0,12 0,19 0,21 0,23 1,14 5,79 3,20 5,22 0,06 0,09 0,01 0,19
Ba (ppm) 26 16 <5 <5 7 <5 321 196 411 25 29 72 16 75 148 34 595
Mn (%) 0,46 0,37 0,41 0,27 0,65 0,28 0,54 0,51 0,06 0,15 0,46 0,51 0,41 0,01 0,03 0,03 0,03
K (%) 0,15 0,07 0,02 0,02 0,04 0,03 0,99 0,45 1,01 0,02 0,2 0,48 2,15 0,17 0,36 0,09 1,16
Na (%) 0,03 0,03 <0.01 <0.01 <0.01 <0.01 0,03 0,02 0,05 0,03 1,15 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,04
Al (%) 0,32 0,22 0,07 0,06 0,10 0,18 1,95 0,78 2,22 0,40 1,87 2,25 1,67 0,50 0,83 0,21 2,49
Ti (%) 0,02 0,01 <0.01 <0.01 <0.01 <0.01 0,03 0,02 0,03 <0.01 0,05 0,04 0,03 <0.01 0,01 <0.01 0,04
P (ppm) 56 51 <50 <50 <50 <50 501 254 876 96 724 433 308 191 455 93 546
Zr (ppm) 9,2 7,2 5,5 7,1 6,4 6,4 24,6 17,5 51,0 3,6 21,1 23,3 17,0 14,6 27,1 6,2 44,9
Sn (ppm) 454,1 468,7 488,5 495,0 555,3 391,7 26,9 3,0 37,9 0,4 1,4 1,5 1,2 66,0 71,7 67,2 48,9
Be (ppm) <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 0,8 0,6 1,1 <0.1 0,6 0,5 0,5 0,4 0,4 <0.1 1,1
Cd (ppm) 142,51 118,71 13,06 21,31 180,91 8,94 0,33 0,11 0,12 0,10 0,13 0,10 0,11 <0.02 0,15 0,19 0,07
Ce (ppm) 15,09 17,88 6,04 8,59 6,86 6,91 16,23 20,16 49,86 13,50 24,57 12,95 11,09 11,96 23,66 9,19 43,93
Co (ppm) 1,1 0,9 1,5 0,3 0,3 0,4 6,7 14,9 13,2 1,1 4,8 2,6 5,9 3,4 2,6 0,5 2,8
Cr (ppm) <1 <1 <1 <1 <1 <1 27 11 5 3 14 6 7 3 3 3 15
Ga (ppm) 3,9 3,2 0,5 2,4 5,6 1,9 8,4 2,2 12,4 0,7 5,4 5,5 3,2 2,7 4,9 1,4 12,8
Ge (ppm) 0,3 0,2 0,2 0,6 0,3 0,2 0,3 <0.1 0,2 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 0,1 0,3 0,3 0,4
Hf (ppm) 0,18 0,10 0,05 0,07 0,08 0,46 0,60 0,39 1,18 0,06 0,51 0,54 0,38 0,24 0,74 0,21 1,41
In (ppm) 17,30 18,13 8,16 24,34 31,95 22,28 0,05 0,05 0,62 <0.02 0,03 0,04 0,02 3,17 1,39 0,64 0,64
La (ppm) 11,3 14,0 3,8 6,8 4,6 5,2 7,7 9,3 24,7 6,9 11,7 6,1 5,2 6,0 12,3 4,8 21,8
Li (ppm) 5 2 <1 <1 <1 <1 12 4 11 <1 2 6 1 3 4 <1 11
Lu (ppm) <0.01 <0.01 <0.01 <0.01 <0.01 0,03 0,13 0,06 0,09 0,05 0,38 0,13 0,16 0,03 0,04 <0.01 0,10
Mo (ppm) 0,90 1,68 0,64 0,61 0,92 0,70 1,09 0,65 0,70 0,33 0,66 0,30 0,27 0,49 1,04 0,42 0,78
Nb (ppm) 0,5 0,3 0,2 0,6 0,3 1,2 0,6 1,6 1,7 0,9 12,6 2,6 5,0 1,0 3,1 0,7 2,0
Ni (ppm) <0.5 <0.5 <0.5 <0.5 <0.5 <0.5 2,6 9,1 3,3 2,1 5,4 4,0 15,9 1,8 <0.5 <0.5 <0.5
Rb (ppm) 9,3 3,5 0,6 0,9 1,4 1,8 43,5 19,2 51,1 0,9 7,7 23,5 55,4 10,5 17,5 3,9 52,8
Sr (ppm) 325,6 315,5 59,3 14,5 42,2 16,3 11,7 47,8 12,0 46,6 228,3 128,9 191,3 10,5 4,1 5,0 19,5
Sc (ppm) <0.5 <0.5 <0.5 <0.5 <0.5 0,5 2,7 2,6 3,2 0,9 7,5 2,7 3,8 1,1 1,8 <0.5 3,2
Ta (ppm) <0.05 <0.05 <0.05 0,08 <0.05 0,30 0,05 <0.05 0,07 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 0,22 0,08 0,22
Tb (ppm) 0,07 0,06 0,05 <0.05 <0.05 0,06 0,25 0,20 0,30 0,12 0,58 0,24 0,29 0,08 0,15 <0.05 0,27
Te (ppm) 0,10 0,08 0,09 <0.05 <0.05 0,30 10,21 0,35 5,07 <0.05 0,09 0,14 0,10 6,92 6,16 2,38 3,35
Th (ppm) 0,6 0,5 <0.2 <0.2 <0.2 3,3 2,4 3,6 4,1 8,2 28,1 5,6 12,0 1,4 4,1 0,7 3,4
Tl (ppm) 0,02 0,01 <0.01 <0.01 <0.01 <0.01 0,19 0,02 0,27 0,03 0,10 0,13 0,37 0,06 0,01 <0.01 0,04
U (ppm) 1,4 1,3 0,5 1,7 2,3 1,3 2,2 0,9 1,5 0,6 1,2 0,6 0,7 0,5 1,1 0,2 0,9
V (ppm) 13 10 6 9 8 7 18 38 24 5 62 18 30 8 14 13 54
W (ppm) 1,9 1,6 8,7 2,7 3,4 2,2 2,1 0,9 2,5 0,1 1,8 1,1 0,8 0,6 2,1 0,5 2,1
Y (ppm) 2,5 2,1 2,4 1,6 1,9 1,4 9,3 5,6 7,2 4,7 27,8 10,3 13,3 2,5 3,3 1,1 9,5
Yb (ppm) 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,9 0,6 0,6 0,4 2,7 0,9 1,1 0,2 0,3 <0.1 0,8
107
Informe de Recursos Minerais
Amostra AL-R-45N AL-R-45O AL-R-36B AL-R-37B AL-R-38B AL-R-39B AL-R-40 AL-R-41 AL-R-49 AL-R-50 AL-R-69A AL-R-69C AL-R-69E AL-R-69L AL-R-69P AL-R-69S
Latitude -24,708952 -24,708952 -24,703188 -24,694833 -24,699597 -24,702412 -24,702901 -24,706058 -24,712347 -24,709888 -24,711405 -24,711405 -24,711405 -24,711405 -24,711405 -24,711405
Longitude -48,992214 -48,992214 -49,006804 -48,971432 -48,974636 -48,978523 -48,982656 -48,978366 -48,993325 -48,996024 -48,997269 -48,997269 -48,997269 -48,997269 -48,997269 -48,997269
Rocha Filito Filito Veio de quartzo Veio de quartzo Veio de quartzo Veio de quartzo Mármore com Veio de quartzo Filito Filito com vênulas Filito com vênulas Brecha com Mármore com Filito com níveis de (zona de falha) (zona de falha) com sulfetos com sulfetos com sulfetos com sulfetos sulfetos com sulfeto (zona de falha) Veio polimetálico Filito com sulfetos de sulfetos de sulfetos sulfetos sulfetos sulfetos
Mina Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha
Au (ppb) 5 304 <5 5 <5 <5 <5 <5 33 1052 <5 6 <5 <5 <5 <5
Ag (ppm) 3,00 39,00 0,10 0,74 0,32 0,81 <0.02 0,78 <1 539,00 0,18 0,24 0,33 0,20 <0.02 0,17
Zn (ppm e %) 43 43 10 15 20 55 9 39 32 196 19 80 83 31 20 34
Cu (ppm) 20,2 1410,3 5,0 13,1 20,8 158,4 6,5 12,6 64,5 1955,1 3,6 673,2 159,9 19,3 3,8 4,2
Pb (ppm e %) 62,8 5236,2 11,3 102,9 42,6 212,0 12,8 87,0 32,9 0,2 7,7 22,4 9,5 8,8 67,3 5,4
Fe (%) 7,45 10,47 1,22 2,47 2,73 2,12 1,74 4,68 4,07 1,47 3,37 5,64 5,56 4,23 0,80 2,80
S (%) <0.01 0,05 <0.01 <0.01 0,09 1,11 0,08 0,43 0,03 1,18 1,89 1,38 0,08 0,53 0,48 0,54
As (ppm) 3 75 1 1 6 6 20 80 76 60 8 9 5 30 7 9
Bi (ppm) 0,62 125,16 0,06 15,72 0,29 0,17 <0.04 1,17 1,96 0,39 0,50 0,61 0,16 0,37 0,11 0,41
Sb (ppm) 1,32 12,69 0,07 0,09 0,22 0,99 0,11 1,25 1,28 230,21 0,45 0,85 0,37 1,02 0,98 0,47
Ca (%) 8,82 <0.1 0,03 0,49 0,06 0,13 >15 0,23 <0.1 9,81 0,44 0,25 1,60 1,78 >15 1,79
Mg (%) 1,08 0,10 0,02 0,85 0,07 0,06 1,06 0,03 0,22 3,43 1,01 1,91 2,03 1,55 1,28 1,71
Ba (ppm) 236 199 24 268 169 23 31 196 662 120 477 552 434 231 318 294
Mn (%) 0,49 0,02 0,01 0,49 0,02 0,03 0,37 0,15 <0.01 0,76 0,06 0,06 0,25 0,14 0,09 0,11
K (%) 0,17 0,52 0,09 0,11 0,6 0,08 0,13 0,04 2,84 0,64 1,38 2,34 2,07 1,5 0,51 1,55
Na (%) 0,01 0,03 0,02 0,11 0,05 0,09 0,02 0,04 0,11 0,03 2,87 0,24 1,58 1,28 0,10 0,27
Al (%) 1,90 1,20 0,39 0,71 1,20 0,21 0,54 0,28 5,14 1,31 4,55 4,81 6,35 4,83 0,98 3,64
Ti (%) 0,04 0,02 0,02 0,05 0,04 <0.01 0,02 0,01 0,14 0,03 0,29 0,18 0,33 0,21 0,03 0,13
P (ppm) 887 451 <50 329 110 <50 127 113 227 434 663 1156 534 285 273 233
Zr (ppm) 34,7 23,5 5,6 10,2 9,6 1,8 6,7 5,1 88,6 17,5 91,4 37,8 34,2 111,1 15,7 72,9
Sn (ppm) 1,7 46,3 0,4 0,5 1,8 0,6 0,5 0,5 10,5 55,2 4,0 2,2 2,4 3,1 2,9 2,7
Be (ppm) 0,9 0,5 0,1 0,3 0,6 <0.1 0,3 0,2 2,6 0,6 2,2 2,1 1,9 2,0 0,4 1,7
Cd (ppm) 0,05 0,14 <0.02 0,04 0,05 0,15 0,03 0,09 0,02 12,49 0,02 0,07 <0.02 <0.02 0,07 <0.02
Ce (ppm) 31,99 36,01 3,31 8,15 9,48 0,56 17,70 7,71 35,17 27,05 58,11 44,01 63,93 55,88 7,10 39,29
Co (ppm) 2,0 2,8 0,9 3,8 3,9 3,8 2,7 4,8 5,1 4,2 19,5 90,5 15,5 11,7 3,3 5,4
Cr (ppm) 7 10 3 7 11 3 2 11 20 5 41 27 46 31 4 11
Ga (ppm) 4,1 6,9 0,8 1,8 4,1 0,5 1,2 0,9 17,8 3,9 21,7 16,9 19,6 15,5 2,3 9,9
Ge (ppm) 0,3 2,1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 0,2 0,2 0,1 <0.1 0,2 <0.1 <0.1 <0.1
Hf (ppm) 0,88 0,63 0,14 0,28 0,25 0,03 0,15 0,09 2,63 0,43 2,86 1,27 1,11 3,17 0,47 2,18
In (ppm) 0,04 1,33 <0.02 <0.02 <0.02 <0.02 0,02 <0.02 0,06 0,71 0,03 0,07 0,07 0,06 <0.02 0,05
La (ppm) 15,8 18,8 1,7 4,4 5,4 0,3 9,8 2,0 15,7 20,2 25,6 22,6 31,3 25,1 3,6 17,9
Li (ppm) 39 6 <1 10 4 <1 9 2 10 7 9 28 23 8 12 11
Lu (ppm) 0,12 0,05 0,02 0,11 0,02 <0.01 0,11 0,03 0,11 0,16 0,10 0,15 0,10 0,18 0,04 0,16
Mo (ppm) 0,44 0,47 0,35 0,50 0,76 0,34 0,17 4,16 56,36 0,26 0,35 0,17 0,33 0,50 0,18 0,44
Nb (ppm) 1,5 0,7 0,6 1,2 1,2 0,4 0,5 0,5 8,3 0,5 8,8 6,3 10,0 15,6 0,8 5,9
Ni (ppm) 2,9 <0.5 1,7 4,4 9,2 17,8 1,7 10,0 3,6 3,9 25,7 33,7 37,2 11,2 3,3 6,0
Rb (ppm) 13,6 25,5 6,5 11,1 31,1 3,1 8,2 3,5 149,6 33,3 45,4 94,3 101,7 69,8 26,4 82,2
Sr (ppm) 24,4 15,3 6,3 48,2 12,3 9,6 638,4 19,2 14,1 147,8 128,5 51,0 117,5 131,9 1737,1 61,5
Sc (ppm) 4,7 1,8 0,9 1,1 1,2 0,6 2,3 0,7 8,1 4,4 11,5 8,5 16,4 11,6 1,5 6,4
Ta (ppm) 0,09 0,06 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 0,26 <0.05 0,56 1,46 1,41 0,74 <0.05 0,20
Tb (ppm) 0,34 0,19 <0.05 0,12 0,05 <0.05 0,27 0,07 0,18 0,38 0,37 0,45 0,36 0,36 0,08 0,28
Te (ppm) 0,90 6,55 <0.05 12,61 0,21 0,13 <0.05 0,20 0,38 47,42 0,11 0,17 0,07 0,17 <0.05 0,06
Th (ppm) 2,9 2,9 0,5 1,0 1,1 0,3 1,3 0,8 7,6 2,5 8,8 5,3 7,1 7,8 1,3 6,1
Tl (ppm) 0,04 0,02 0,02 0,06 0,10 0,03 0,05 0,12 0,14 0,55 0,22 0,48 0,46 0,40 0,12 0,33
U (ppm) 0,6 0,7 0,1 0,2 0,3 <0.1 0,5 0,4 2,5 0,9 1,7 0,5 1,1 3,0 1,7 1,8
V (ppm) 25 39 4 10 12 2 7 6 48 13 80 48 111 72 10 37
W (ppm) 0,8 1,6 0,1 <0.1 1,7 0,2 0,2 0,7 4,8 0,4 8,8 1,1 1,8 2,6 1,2 2,4
Y (ppm) 11,6 6,3 0,8 6,1 1,3 0,6 13,0 1,9 3,6 11,7 6,9 13,3 5,9 6,9 3,5 6,5
Yb (ppm) 0,9 0,4 <0.1 0,6 0,1 <0.1 0,8 0,2 0,7 1,1 0,7 1,0 0,6 1,1 0,3 0,9
108
Áreas de Relevante Interesse Mineral – Vale do Ribeira: Mineralizações Polimetálicas (Pb, Ag, Zn, Cu E Au – “Tipo Panelas”) em Zonas de Cisalhamento Rúptil, Cinturão Ribeira
Meridional, SP-PR
Amostra AL-R-69V AL-R-70B AL-R-70C AL-R-70D AL-R-70E AL-R-70K AL-R-16A AL-R-21A AL-R-22A AL-R-25A AL-R-25B AL-R-60A AL-R-60B AL-R-60C AL-R-60F
Latitude -24,711405 -24,700364 -48,710477 -24,700364 -24,700364 -24,700364 -24,737369 -24,729789 -24,729695 -24,720284 -24,720284 -24,583254 -24,583254 -24,583254 -24,583254
Longitude -48,997269 -48,995173 -24,570182 -48,995173 -48,995173 -48,995173 -49,129489 -49,144291 -49,141811 -49,125603 -49,125603 -48,708186 -48,708186 -48,708186 -48,708186
Rocha Filto com Filito com Mármore com Filito com Filito com Filito com Mármore venulado Mármore com Veio de carbonato Filito com sulfetos Veio de quartzo com Mármore com sulfeto Mármore com sulfeto Minério polimetálico sulfetos sulfetos sulfetos sulfetos sulfetos sulfetos com sulfetos sulfetos e fluorita com sulfetos (hospedeira) sulfetos (hospedeira) Veio polimetálico (hospedeira) (teto)
Mina Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Barrinha Rocha Rocha Rocha Rocha Rocha Lajeado Lajeado Lajeado Lajeado
Au (ppb) 10 <5 <5 <5 <5 <5 <5 <5 48 70 150 <5 680 <5 551
Ag (ppm) 0,25 0,35 <1 0,29 0,92 0,24 <0.02 <0.02 >10 0,51 0,75 1,27 381,00 0,33 529,00
Zn (ppm e %) 23 55 <1 86 183 51 16 22 1727 36 70 16 260 36 252
Cu (ppm) 15,6 48,2 2,6 13,7 81,2 28,5 8,7 19,4 160,5 53,0 169,3 15,9 760,5 46,5 447,2
Pb (ppm e %) 30,3 9,5 11,0 18,8 187,1 12,3 4,1 16,4 9816,0 108,6 73,4 767,2 0,1 35,4 0,2
Fe (%) 4,73 4,11 0,39 3,74 5,56 3,43 0,73 0,89 1,19 3,16 6,70 0,92 24,37 2,05 22,05
S (%) 4,42 0,11 <0.01 0,03 1,83 0,24 0,01 0,26 0,17 0,12 0,06 0,16 0,46 0,75 0,46
As (ppm) 47 3 <1 <1 <1 11 2 4 19 27 19 <1 3903 35 2997
Bi (ppm) 3,82 0,07 <0.04 0,31 0,44 0,20 0,04 0,07 0,12 1,02 3,26 0,05 0,34 0,27 0,98
Sb (ppm) 0,32 0,20 0,18 0,39 0,22 0,67 0,30 0,39 24,74 0,57 0,55 2,57 92,58 0,98 40,19
Ca (%) 0,40 0,31 >35 0,36 0,93 0,65 >15 >15 >15 0,75 0,31 >15 0,13 10,48 1,79
Mg (%) 0,58 1,23 0,13 1,09 1,33 1,35 9,48 3,87 10,93 0,10 0,04 3,11 0,06 5,71 0,04
Ba (ppm) 23 561 74 589 675 616 135 170 271 36 35 210 147 976 69
Mn (%) 0,02 0,28 0,01 0,34 0,83 0,23 <0.01 0,04 0,17 0,17 0,14 0,08 0,02 0,09 0,03
K (%) 0,05 2,65 0,05 2,7 3,75 2,85 0,44 0,46 0,19 0,03 0,06 0,53 0,19 2,35 0,09
Na (%) 0,16 1,43 <0.01 1,18 1,00 1,10 0,02 0,42 0,08 0,02 0,02 0,12 0,02 0,20 <0.01
Al (%) 1,57 4,38 0,19 4,47 5,47 3,81 1,23 1,04 0,78 0,25 0,26 1,51 0,45 5,80 0,23
Ti (%) 0,03 0,29 <0.01 0,31 0,30 0,29 0,04 0,03 0,02 <0.01 <0.01 0,03 <0.01 0,13 <0.01
P (ppm) 129 939 <50 938 1225 1111 148 218 130 <50 60 235 246 1135 155
Zr (ppm) 23,4 71,7 2,3 76,6 95,8 99,8 13,3 17,8 17,7 5,6 6,3 17,3 16,6 91,9 8,6
Sn (ppm) 0,7 2,6 0,5 3,0 7,2 2,6 0,7 0,6 9,0 0,5 0,4 1,0 7,1 2,3 5,2
Be (ppm) 0,4 2,1 <0.1 2,2 2,7 2,4 0,6 0,7 0,6 1,7 3,9 0,5 0,4 1,6 0,2
Cd (ppm) 0,07 0,04 <0.02 0,09 0,40 0,04 0,16 <0.02 5,55 0,08 0,04 0,09 0,88 0,05 2,79
Ce (ppm) 35,63 54,92 6,23 60,49 84,49 48,84 8,84 21,03 12,20 2,60 2,94 13,72 12,50 34,39 16,10
Co (ppm) 5,3 18,2 0,5 16,3 24,7 13,1 1,5 6,6 1,9 18,2 24,3 2,9 3,7 13,4 2,5
Cr (ppm) 3 26 <1 27 33 31 4 3 3 2 <1 6 <1 18 <1
Ga (ppm) 4,0 16,3 0,4 16,9 18,8 15,8 2,4 2,1 2,6 0,4 0,4 3,4 5,9 13,8 2,1
Ge (ppm) 0,2 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 <0.1 0,3 <0.1 0,3
Hf (ppm) 0,63 2,18 0,05 2,98 2,96 3,11 0,36 0,43 0,33 0,10 0,09 0,45 0,47 2,76 0,14
In (ppm) <0.02 0,06 <0.02 0,08 0,12 0,06 <0.02 <0.02 0,52 <0.02 0,02 <0.02 2,61 0,06 1,40
La (ppm) 17,5 25,4 3,7 28,9 38,9 24,4 4,1 18,2 6,7 1,2 1,1 6,7 6,2 16,7 8,5
Li (ppm) 2 19 <1 21 34 24 13 23 4 <1 1 21 4 51 2
Lu (ppm) 0,14 0,10 <0.01 0,11 0,13 0,10 0,07 0,21 0,14 0,09 0,10 0,10 0,03 0,11 <0.01
Mo (ppm) 0,77 0,17 0,31 0,31 0,45 0,60 0,39 0,84 0,78 0,77 1,53 <0.05 10,80 0,54 12,81
Nb (ppm) 1,0 11,2 0,3 13,2 12,2 11,0 1,0 2,5 3,5 1,0 0,8 1,3 1,1 6,7 0,3
Ni (ppm) 7,7 36,8 <0.5 34,6 46,0 26,9 3,5 3,8 2,8 10,1 25,2 5,3 <0.5 23,0 <0.5
Rb (ppm) 3,1 132,6 1,8 122,1 169,6 122,7 16,4 27,8 8,0 2,1 3,7 18,8 11,5 92,6 4,2
Sr (ppm) 35,0 60,9 2219,5 62,4 87,2 75,5 993,3 579,7 243,7 36,9 16,1 1577,8 175,8 718,2 468,8
Sc (ppm) 2,3 9,6 <0.5 10,1 13,3 8,6 2,0 2,2 1,3 0,9 1,9 2,6 0,9 10,1 0,6
Ta (ppm) 0,08 0,78 <0.05 3,01 1,30 0,99 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 <0.05 0,64 2,51 <0.05
Tb (ppm) 0,30 0,34 0,05 0,36 0,48 0,36 0,17 0,39 0,25 0,09 0,08 0,20 0,09 0,20 0,08
Te (ppm) 0,21 <0.05 <0.05 0,25 0,18 0,05 <0.05 <0.05 0,52 0,24 0,33 0,47 0,27 0,29 <0.05
Th (ppm) 2,9 8,3 <0.2 11,7 11,7 8,1 1,4 2,6 1,6 1,8 0,7 1,8 2,2 12,4 1,3
Tl (ppm) 0,04 0,60 <0.01 0,57 0,75 0,50 0,14 0,11 0,15 0,07 0,08 0,07 0,31 0,42 <0.01
U (ppm) 0,6 1,4 1,1 1,9 1,8 2,5 0,4 1,3 0,4 0,4 1,0 0,5 6,9 1,9 14,2
V (ppm) 18 59 3 76 73 80 36 8 7 2 3 11 13 41 37
W (ppm) 0,5 1,7 0,2 2,0 3,9 2,2 0,2 0,5 1,3 0,2 0,2 0,4 0,6 5,6 0,1
Y (ppm) 11,4 5,3 2,4 5,3 7,0 6,2 6,7 19,8 13,7 5,6 3,8 7,8 2,2 6,4 2,5
Yb (ppm) 1,0 0,6 <0.1 0,6 0,8 0,6 0,5 1,5 1,0 0,6 0,6 0,6 0,2 0,7 0,2
109
Informe de Recursos Minerais
Amostra AL-R-60G AL-R-60I AL-R-60K AL-R-61B AL-R-71A AL-R71B AL-R-08D AL-R-54 AL-R-79 AL-R-90 AL-R-30C AL-R-66B AL-R-66C AL-R-81 AL-R-93 AL-R-98C AL-R-100
Latitude -24,583254 -24,583254 -24,583254 -24,657795 -48,683805 -48,683805 -24,535679 -24,752628 -49,049481 -48,819998 -24,692679 -24,633549 -24,633549 -48,992526 -48,973665 -48,881788 -48,904703
Longitude -48,708186 -48,708186 -48,708186 -49,006063 -24,572455 -24,572455 -48,718653 -49,07262 -24,670491 -24,689432 -48,896311 -48,952321 -48,952321 -24,709225 -24,616538 -24,537824 -24,542595
Rocha Mármore Veio polimetálico Veio polimetálico Mármore com Rocha alterada Rocha alterada Veio com Mármore com Filito com Mármore com Granito com Granito com Filito venulado Filito Xisto (hospedeira) (subgaleria) sulfetos (zona de falha) (zona de falha) sulfetos fluorita e sulfetos Metabásica sulfetos sulfetos sulfetos sulfetos com sulfetos Filito com sulfetos (zona de falha) (zona de falha)
Mina Lajeado Lajeado Lajeado Lajeado Lajeado Lajeado Furnas Paqueiro Paqueiro Paqueiro Outros Outros Outros Outros Outros Outros Outros
Au (ppb) <5 140 568 <5 <5 <5 30 <5 <5 6 <5 <5 <5 <5 7 8 10
Ag (ppm) 1,00 107,00 7,00 <0.02 <1 <1 0,31 >10 <1 4,00 <0.02 <1 <1 <1 5,00 <1 <1
Zn (ppm e %) 4 365 454 33 56 126 23 780 113 698 26 21 105 72 37 59 113
Cu (ppm) <0.5 252,6 625,3 17,0 102,9 57,1 22,6 255,3 147,2 295,6 5,5 11,0 2,5 4,8 19,2 82,6 3,0
Pb (ppm e %) 271,2 0,0 0,0 21,5 14,2 47,0 9,0 2321,0 257,5 2639,6 286,7 81,0 75,8 412,2 2912,9 116,3 110,6
Fe (%) 0,42 6,83 >30 1,26 2,07 3,70 5,12 0,52 10,25 4,14 1,50 1,86 3,45 6,10 2,13 4,73 6,79
S (%) 0,03 0,06 0,02 0,39 0,18 0,07 4,66 0,03 0,03 0,19 <0.01 0,25 <0.01 <0.01 0,18 1,67 <0.01
As (ppm) 17 806 5474 6 1 3 78 35 2 7 93 8 3 24 2 2 <1
Bi (ppm) <0.04 0,50 13,93 0,09 0,13 0,08 6,24 4,46 0,12 0,05 0,05 0,60 <0.04 0,33 <0.04 0,29 0,14
Sb (ppm) 1,14 13,16 59,28 0,55 0,31 7,35 1,03 81,20 0,50 5,60 18,21 0,35 0,39 8,14 4,52 <0.05 <0.05
Ca (%) 33,92 4,50 1,79 >15 5,50 0,30 1,30 >15 7,37 1,11 >15 0,28 <0.1 23,11 17,48 9,72 0,13
Mg (%) 0,50 0,12 0,09 4,85 8,12 0,56 1,27 1,72 3,84 0,70 0,13 0,17 1,27 0,45 3,90 4,95 0,63
Ba (ppm) 117 528 133 127 444 717 365 408 29 1533 57 334 1268 50 115 756 996
Mn (%) 0,02 0,06 0,08 0,01 0,02 0,07 0,05 1,68 0,16 0,04 0,02 0,01 0,02 0,9 0,22 0,05 0,69
K (%) 0,12 0,56 0,18 0,7 1,51 2,39 2,28 2,66 0,22 3,66 0,02 0,69 1,89 0,1 0,81 1,67 2,49
Na (%) 0,02 0,03 0,01 0,07 0,27 2,32 0,20 0,16 1,51 2,55 0,01 0,29 1,57 0,01 0,28 0,63 0,89
Al (%) 0,30 1,22 0,69 1,85 3,77 4,44 4,42 6,10 6,49 6,40 0,49 1,68 5,79 0,44 1,32 5,89 5,20
Ti (%) 0,01 0,02 0,01 0,07 0,15 0,15 0,20 0,02 0,69 0,41 0,01 0,02 0,18 0,02 0,05 0,42 0,22
P (ppm) 100 413 766 133 409 265 449 327 491 79 150 <50 <50 205 157 542 250
Zr (ppm) 4,7 18,2 20,2 33,0 72,0 81,7 122,4 9,7 17,5 125,0 15,4 11,0 42,7 11,2 25,2 86,9 102,7
Sn (ppm) 0,7 5,4 7,7 0,9 2,2 1,7 4,3 11,7 1,5 10,8 0,5 0,9 4,0 0,5 5,5 2,8 4,6
Be (ppm) 0,1 1,1 0,5 0,8 1,4 1,4 2,0 >100 0,4 2,4 3,7 1,6 2,7 0,6 0,7 1,2 4,3
Cd (ppm) 0,02 0,62 2,62 0,37 0,08 0,48 0,05 3,81 0,13 1,85 0,08 0,03 0,03 0,05 0,15 0,07 0,07
Ce (ppm) 6,83 20,22 47,48 18,75 41,47 34,12 46,93 8,15 11,91 67,35 7,18 37,18 73,57 12,69 16,21 60,65 198,37
Co (ppm) 0,8 3,8 3,2 3,9 8,6 13,7 17,2 2,0 42,8 13,4 2,3 6,2 3,1 4,3 3,5 30,6 18,8
Cr (ppm) 3 10 <1 7 20 46 27 <1 92 56 <1 5 10 <1 5 49 17
Ga (ppm) 0,7 9,4 7,1 4,3 9,9 15,2 17,1 9,7 17,5 28,2 1,7 6,5 38,6 1,1 2,6 15,6 27,2
Ge (ppm) <0.1 0,1 0,6 <0.1 0,2 0,2 <0.1 <0.1 0,3 0,3 <0.1 0,1 0,3 <0.1 <0.1 <0.1 0,3
Hf (ppm) 0,11 0,49 0,39 0,99 1,85 2,16 3,54 0,29 0,78 4,45 0,19 0,34 1,24 0,24 0,72 2,55 2,62
In (ppm) 0,02 2,55 1,74 0,03 0,07 0,09 0,04 0,17 0,12 0,41 <0.02 <0.02 0,09 <0.02 0,25 0,05 0,13
La (ppm) 3,6 10,1 36,1 9,1 21,7 17,6 20,5 7,3 4,5 36,7 7,4 24,8 43,0 5,9 8,4 31,3 90,0
Li (ppm) 2 12 7 37 80 16 10 733 8 26 <1 1 4 3 37 83 23
Lu (ppm) <0.01 0,02 0,20 0,17 0,14 0,31 0,21 0,07 0,36 0,13 0,08 <0.01 0,03 0,18 0,10 0,22 0,30
Mo (ppm) 0,33 8,93 6,60 1,59 0,33 1,43 0,74 3,19 0,32 0,36 1,42 3,55 0,31 0,87 0,28 1,17 0,25
Nb (ppm) 0,5 0,3 1,1 1,5 4,4 3,3 10,5 3,1 2,6 13,9 0,8 0,5 2,0 0,8 1,5 16,6 16,9
Ni (ppm) 0,5 14,6 <0.5 10,4 26,4 36,3 23,0 1,6 72,8 25,7 4,0 18,3 20,8 15,1 5,0 79,3 17,9
Rb (ppm) 4,5 24,4 12,7 29,6 68,9 67,6 101,2 557,3 5,3 142,7 1,6 18,0 48,7 6,0 49,3 71,2 103,5
Sr (ppm) 1669,9 250,3 20,9 1305,9 369,3 119,5 61,1 799,5 122,8 715,3 589,0 194,6 1105,6 95,8 149,3 599,9 69,6
Sc (ppm) 0,7 1,4 3,3 3,6 6,0 7,7 12,8 1,3 49,0 10,7 0,9 1,6 8,3 1,8 2,6 8,5 7,0
Ta (ppm) <0.05 <0.05 0,07 <0.05 0,36 0,18 0,59 0,71 0,27 3,23 <0.05 <0.05 0,10 <0.05 0,16 1,35 0,21
Tb (ppm) 0,08 0,13 0,53 0,36 0,27 0,59 0,42 0,17 0,77 0,29 0,19 0,11 0,23 0,30 0,21 0,46 1,15
Te (ppm) <0.05 0,07 0,09 <0.05 0,06 <0.05 0,21 1,47 <0.05 0,13 <0.05 10,97 0,25 0,12 <0.05 0,31 <0.05
Th (ppm) 0,3 2,0 2,4 2,4 8,4 8,4 9,5 1,6 1,0 11,4 1,4 3,5 10,8 0,7 1,6 11,1 13,7
Tl (ppm) 0,01 0,02 0,01 0,29 0,15 0,15 0,46 3,21 0,69 0,41 <0.02 0,02 0,18 0,02 0,05 0,42 0,22
U (ppm) 0,6 3,2 4,9 1,9 1,7 2,6 25,4 2,0 0,1 2,3 2,1 0,6 1,5 0,9 0,5 1,6 1,1
V (ppm) 5 147 45 62 52 72 67 12 304 83 33 15 137 10 11 58 35
W (ppm) 0,2 0,2 0,6 0,3 0,7 0,5 5,5 16,1 0,2 1,8 5,8 1,0 8,3 1,1 0,1 1,3 1,0
Y (ppm) 3,5 4,0 32,1 14,0 7,7 24,0 10,1 7,4 28,5 5,9 9,9 1,7 4,0 16,1 12,3 13,6 23,4
Yb (ppm) 0,2 0,3 1,5 1,2 1,0 2,2 1,3 0,5 2,6 0,7 0,5 <0.1 0,3 1,2 0,7 1,5 2,0
110
SECRETARIA DE
GEOLOGIA, MINERAÇÃO MINISTÉRIO DE
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL MINAS E ENERGIA