MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Silas Rondeau Cavalcante Silva Ministro de Estado SECRETARIA EXECUTIVA Nelson José Hubner Moreira Secretário Executivo SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO Márcio Pereira Zimmermann Secretário SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMA ÇÃO MINERAL Cláudio Scliar Secretário PROGRAMA LUZ PARA TODOS Aurélio Pavão Diretor do Programa PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODEEM Luiz Carlos Vieira Diretor SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM Agamenon Sérgio Lucas Dantas Diretor-Presidente José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Manoel Barretto da Rocha Neto Diretor de Geologia e Recursos Minerais Álvaro Rogério Alencar Silva Diretor de Administração e Finanças Fernando Pereira de Carvalho Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Frederico Cláudio Peixinho Chefe do Departamento de Hidrologia Fernando Antonio Carneiro Feitosa Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Exploração Ivanaldo Vieira Gomes da Costa Superintendente Regional de Salvador José Wilson de Castro Temóteo Superintendente Regional de Recife Hélbio Pereira Superintendente Regional de Belo Horizonte Darlan Filgueira Maciel Chefe da Residência de Fortaleza Francisco Batista Teixeira Chefe da Residência Especial de Teresina Ministério de Minas e Energia Secretaria Executiva Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral Programa Luz Para Todos PRODEEM – Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios CPRM – Serviço Geológico do Brasil Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA ESTADO - BAHIA DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE PONTO NOVO ORGANIZAÇÃO DO TEXTO Ângelo Trevia Vieira Felicíssimo Melo Hermínio Brasil Vilaverde Lopes José Cláudio Viégas Campos Luiz Fernando Costa Bomfim Pedro Antonio de Almeida Couto Sara Maria Pinotti Bevenuti Salvador Outubro/2005 COORDENAÇÃO GERAL Frederico Cláudio Peixinho – DEHID COORDENAÇÃO TÉCNICA Fernando Antonio C. Feitosa - DIHEXP COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVO- FINANCEIRA José Emílio C. de Oliveira – DIHEXP APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO Sara Maria Pinotti Benvenuti - REFO COORDENAÇÃO REGIONAL Francisco C. Lages C. Filho – RESTE Jaime Quintas dos S. Colares – REFO João Alfredo da C L. Neves – SUREG-RE João de Castro Mascarenhas – SUREG/RE José Alberto Ribeiro – REFO José Carlos da Silva – SUREG-RE Luís Fernando C. Bomfim – SUREG-SA Oderson A. de Souza Filho – REFO EQUIPE TÉCNICA DE CAMPO Adriano Alberto Marques Martins - SUREG-SA Almir Araújo Pacheco – SUREG-BE Ana Cláudia Vieiro – SUREG-PA Ângelo Trévia Vieira - REFO Antônio José Dourado Rocha - SUREG-SA Antônio Reinaldo Soares Filho - RESTE Ari Teixeira de Oliveira - SUREG-RE Bráulio Robério Caye – SUREG-PA Breno Augusto Beltrão - SUREG-RE Carlos Antônio Luz - RESTE Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA Cícero Alves Ferreira - SUREG-RE Cipriano Gomes Oliveira - RESTE Cristiano de Andrade Amaral - SUREG-RE Dunaldson Eliezer G. A. da Rocha - SUREG-RE Edmilson de Souza Rosa - SUREG-SA Edvaldo Lima Mota - SUREG-SA Felicíssimo Melo - REFO Francisco Alves Pessoa - REFO Frederico José C. de Souza - SUREG-RE Geraldo de B. Pimentel – SUREG-PA Heinz Alfredo Trein - RESTE Herman Santos Cathalá Loureiro - SUREG-SA Hermínio Brasil Vilaverde Lopes - SUREG-SA Jader Parente Filho - REFO Jardo Caetano dos Santos - SUREG-RE João Cardoso Ribeiro M. Filho - SUREG-SA João de Castro Mascarenhas - SUREG-RE Jorge Luiz Fortunato de Miranda - SUREG-RE José Cláudio V. Campos – SUREG-SA José Roberto de Carvalho Gomes - REFO José Torres Guimarães - SUREG-SA José Wilson de Castro Timóteo - SUREG-RE Liano Silva Veríssimo - REFO Luís Henrique Monteiro Pereira - SUREG-SA Luiz Carlos de Souza Júnior - SUREG-RE Luiz da Silva Coelho - REFO Ney Gonzaga de Souza - RESTE Paulo Pontes Araújo – SUREG-BE Pedro Antonio de Almeida Couto - SUREG-SA Robério Boto de Aguiar - REFO Rosemeire Vieira Bento - SUREG-SA Saulo de Tarso Monteiro Pires - SUREG-RE Tomás E. Vasconcelos - SUREG-GO Valdercílio Galvão D. Carvalho - SUREG-RE Vania Passos Borges - SUREG-SA RECENSEADORES Almir Gomes Freire – CPRM Antônio Celso R. de Melo - CPRM Antônio Edílson Pereira de Souza Antônio Jean Fontenele Menezes Antonio Manoel Marciano Souza Antônio Marques Honorato Armando Arruda C. Filho - CPRM Carlos Alberto G. de Andrade - CPRM Celso Viana Maciel Cícero René de Souza Barbosa Cláudio Marcio Fonseca Vilhena Claudionor de Figueiredo Cleiton Pierre da Silva Viana Cristiano Alves da Silva Edivaldo Fateicha - CPRM Eduardo Benevides de Freitas Eduardo Fortes Crisóstomos Eliomar Coutinho Barreto Emanuelly de Almeida Leão Emerson Garret Menor Emicles Pereira Celestino de Souza Ewerton Torres de Melo Fábio de Andrade Lima Fábio de Souza Pereira Francisco Augusto Albuquerque Lima Francisco Edson Alves Rodrigues Francisco Ivanir Medeiros da Silva Francisco Lima Aguiar Junior Francisco José Vasconcelos Souza Frederico Antônio Araújo Meneses Geancarlo da Costa Viana Genivaldo Ferreira de Araújo Haroldo Brito de Sá Henrique Cristiano C. Alencar Jamile de Souza Ferreira Jefté Rocha Holanda João Carlos Fernandes Cunha João Luís Alves da Silva Joelza de Lima Enéas Jorge Hamilton Quidute Goes José Carlos Lopes – CPRM Joselito Santiago Lima Josemar Moura Bezerril Junior Julio Vale de Oliveira Kênia Nogueira Diogénes Marcos Aurélio Correia de Góis Filho Matheus Medeiros Mendes Carneiro Michel Pinheiro Rocha Narcelya da Silva Araújo Nicácia Débora da Silva Oscar Rodriguês Acioly Junior Paula Francinete da Silveira Baía Paulo Eduardo Melo Costa Paulo Fernando R. Galindo Pedro Hermano Barreto Magalhães Raimundo Correa da Silva Neto Ramiro Francisco Bezerra Santos Raul Frota Gonçalves Rodrigo Araújo de Mesquita Romero Amaral Medeiros Lima Saulo Moreira de Andrade - CPRM Sérvulo Fernandez Cunha Thiago de Menezes Freire Valdirene Carneiro Albuquerque Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM Vilmar Souza Leal - CPRM Walter Lopes de Moraes Junior TEXTO COORDENAÇÃO Luís Fernando C. Bomfim – SUREG/SA Sara Maria P. Benvenuti - REFO ORGANIZAÇÃO/ELABORAÇÂO Angelo Trévia Vieira - REFO Felicíssimo Melo – REFO Hermínio Brasil V. Lopes - SUREG-SA José C. Viégas Campos - SUREG-SA José T Guimarães - SUREG-SA Juliana M. da Costa Luís Fernando C. Bomfim - SUREG-SA Pedro Antonio de A. Couto - SUREG-SA Sara Maria Pinotti Benvenuti – REFO APLICATIVO – SISTEMA GERADOR DE RELATÓRIOS Eriveldo da Silva Mendonça REVISÃO Angelo Trévia Vieira – REFO Frederico de Holanda Bastos Homero Coelho Benevides - REFO Luís Fernando Costa Bomfim – SUREG/SA EDITORAÇÃO Cíntia da Paz Conceição Isaias Alves de O. Filho Ivanara Pereira L. da Silva Juliana Mascarenhas da Costa Manuela de Azevedo Lima Maria da Conceição R. Gomes Valnice Castro Vieira FIGURAS/ILUSTRAÇÕES Euvaldo Carvalhal Brito – SUREG/SA Ivanara Pereira L. da Silva - SUREG/SA Juliana Mascarenhas da Costa - SUREG/SA Vânia Passos Borges - SUREG/SA BANCO DE DADOS COORDENAÇÃO Francisco Edson Mendonça Gomes - REFO ADMINISTRAÇÃO Eriveldo da Silva Mendonça CONSISTÊNCIA Homero Coelho Benevides - REFO Janólfta Lêda Rocha Holanda MAPAS DE PONTOS D’ÁGUA COORDENAÇÃO Francisco Edson Mendonça Gomes - REFO EXECUÇÃO José Emilson Cavalcante - REFO Selêucis Nogueira Cavalcante C737p CPRM – Serviço Geológico do Brasil Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo - Bahia / Organizado [por] Ângelo Trévia Vieira, Felicíssimo Melo, Hermínio Brasil V. Lopes, Hermínio Brasil V. Lopes, José C. Viégas Campos, José T Guimarães, Juliana M. da Costa, Luís Fernando C. Bomfim, Pedro Antonio de A. Couto, Sara Maria Pinotti Benvenuti . Salvador:CPRM/PRODEEM, 2005. 14p + anexos “Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea” 1.Hidrogeologia – nº. - Cadastro. 2. Água subterrânea, Infra-Estrutura CDD 551.49098135 APRESENTAÇÃO A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia, ações visando o aumento da oferta hídrica, que estão inseridas no Programa de Água Subterrânea para a região Nordeste, em sintonia com os programas do governo federal. Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, desde o início o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular, dos recursos hídricos subterrâneos, de forma compatível com as demandas da região nordestina. É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que engloba os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, parte da Bahia e Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Embora com múltiplas finalidades, este Projeto visa atender diretamente às necessidades do PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de receber sistemas de bombeamento por energia solar. Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de Minas e Energia, em parceria com as Secretarias de Energia e de Minas e Metalurgia e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsídios ao Programa Fome Zero, no tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das comunidades sertanejas do semi-árido nordestino. José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial CPRM – Serviço Geológico do Brasil SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................2 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA ....................................................................................2 3. METODOLOGIA .....................................................................................................3 4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ....................................................................3 4.1. Localização .......................................................................................................3 4.2. Aspectos Socioeconômicos ..............................................................................4 4.3. Aspectos Fisiográficos ......................................................................................5 4.4. Geologia ...........................................................................................................5 4.5. Recursos Hídricos ............................................................................................6 4.5.1. Águas Superficiais .........................................................................................6 4.5.2. Águas Subterrâneas ......................................................................................7 5. DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS....................................................9 5.2.3. Aspectos Qualitativos...............................................................................12 6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ...............................................................13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................14 ANEXO 1...................................................................................................................15 ANEXO 2...................................................................................................................18 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 2 1. INTRODUÇÃO O Polígono das Secas apresenta um regime pluviométrico marcado por extrema irregularidade de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cenário, a escassez de água constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioeconômico e, até mesmo, à subsistência da população. A ocorrência cíclica das secas e seus efeitos catastróficos são por demais conhecidos e remontam aos primórdios da História do Brasil. Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regiões, através de uma gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. Entretanto, a carência de estudos de abrangência regional, fundamentais para a avaliação da ocorrência e da potencialidade desses recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gestão eficiente. Além disso, as decisões sobre a implementação de ações de convivência com a seca exigem o conhecimento básico sobre a localização, caracterização e disponibilidade das fontes de água superficiais e subterrâneas. Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto emergencial, como é o caso das secas, merece atenção a utilização das fontes de abastecimento de água subterrânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os setores, tanto do número quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se observa a grande quantidade de captações de água subterrânea no semi-árido, principalmente em rochas cristalinas, desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta, em muitos casos passíveis de ser solucionados com ações corretivas de baixo custo. Para suprir as necessidades das instituições e demais segmentos da sociedade atuantes na região nordestina, no atendimento à população quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente nos momentos críticos de estiagem, a CPRM está realizando o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, em consonância com as diretrizes do Governo Federal e consoante propósitos apresentados pelo Ministério de Minas e Energia. Este projeto tem como objetivo a realização do cadastro de todos os poços tubulares, poços amazonas representativos, fontes naturais, barragens subterrâneas e reservatórios superficiais significativos (barragens, açudes, barreiros) em uma área inicial de 722.000 km2 da região Nordeste do Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regiões metropolitanas. 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA A área de abrangência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, parte da Bahia e o Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Figura 1 – Área de abrangência do Projeto. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 3 3. METODOLOGIA O planejamento operacional para a realização desse projeto teve como base a experiência da CPRM nos projetos de cadastramento de poços dos estados do Ceará e de Sergipe, executados com sucesso em 1998 e 2001, respectivamente. Os trabalhos de campo foram executados por microrregião, com áreas variando de 15.000 a 25.000 km2. Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois técnicos da CPRM e composta, em média, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM. O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (poço tubular, poço escavado e fonte natural), com determinação das coordenadas geográficas pelo uso do Global Positioning System (GPS) e obtenção de todas as informações passíveis de ser coletadas através de uma visita técnica (caracterização do poço, instalações, situação da captação, dados operacionais, qualidade da água, uso da água e aspectos ambientais, geológicos e hidrológicos). Os dados coletados foram repassados sistematicamente a Divisão de Hidrogeologia e Exploração da CPRM, em Fortaleza, para, após rigorosa análise, alimentar um banco de dados. Esses dados, devidamente consistidos e tratados, possibilitaram a elaboração de um mapa de pontos d’água, de cada um dos municípios inseridos na área de atuação do Projeto, cujas informações são complementadas por esta nota explicativa, visando um fácil manuseio e compreensão acessível a diferentes usuários. Na elaboração dos mapas de pontos d‘água foram utilizados como base cartográfica os mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo de 2000), elaborados a partir das cartas topográficas da SUDENE e DSG – escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os dados referentes aos poços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final e impressão dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw. A base estadual com os limites municipais foi cedida pelo IBGE. Há municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa municipal. Tais casos ocorrem devido à imprecisão nos traçados desses limites, seja pela pequena escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.000), por problemas ainda existentes na cartografia estadual, ou talvez devido a informações incorretas prestadas aos recenseadores ou, simplesmente, erro na obtenção das coordenadas. Além desse produto impresso, todas as informações coligidas estão disponíveis em meio digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualização. 4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 4.1. Localização O Município de Ponto Novo está localizado na região de planejamento do Piemonte da Diamantina do Estado da Bahia, limitando-se a leste com o Município de Queimadas, a sul com Caldeirão Grande, a oeste com Saúde e a norte com Pindobaçu e Filadélfia. A área municipal é de 465 km² e está inserida nas folhas cartográficas de Campo Formoso (SC.24-Y-B-IV) e Caldeirão Grande (SC.24-Y-D-I), editadas pelo IBGE e MINTER/SUDENE, respectivamente, em 1968 e 1977 na escala 1:100.000. Os limites do município, podem ser observados no Mapa Sistema de Transportes do Estado da Bahia na escala 1:1.500.000 (DERBA, julho/2000). A sede municipal tem altitude de 400 metros e coordenadas geográficas 10°51’00” de latitude sul e 40°03’00” de longitude oeste. O acesso a partir de Salvador é efetuado pelas rodovias pavimentadas BR-324, BR-116 e BR-407 num percurso total de 332 km (Figura 2). Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 4 Figura 2 – Mapa de localização do município. 4.2. Aspectos Socioeconômicos Os dados socioeconômicos relativos ao município, foram obtidos a partir de publicações do Governo do Estado da Bahia (SEPLANTEC/SEI – 1994/2002/Guia Cultural da Bahia – Secretaria da Cultura e Turismo – 1997/1999) e IBGE – Censo 2000. O município foi criado em 1989. A população total é de 17.187 habitantes, sendo 6.767 residentes na zona urbana e 10.420 na zona rural, com densidade demográfica de 36,80 hab/km2. Na sede municipal não existe agência bancária, porém existem 2 agências de correio e telégrafo. Para o atendimento da população existe 1 hospital conveniado com o SUS dispondo de 40 leitos. Na área da educação o município conta com 55 colégios de ensino fundamental, sendo 44 na zona rural, e 1 de ensino médio. O abastecimento de água é feito pela Embasa, sedo que 31,4% dos domicílios possuem acesso a água encanada. A Coelba é a distribuidora de energia elétrica no município, com atendimento de 53,5% da população urbana. Escala Gráfica 70 0 70 140 Km # # # # # # # # # # # # # S E R G I P E A L A G O A S P E R N A M B U C O O C E A N O A T L Â N T I C O BR 235 SALVADOR Juazeiro Remanso Senhor do Bonfim Lençóis Itaberaba Jequié Jacobina Brumado Serrinha Umburanas BA 21 0 B R 4 07 BR 324 B R 1 16 BA 052 BR 242 B A 1 42 B A 26 2 B R 1 1 6 P I A U Í CONVENÇÕES # Sede do Município Rodovias Pavimentadas Sistema de Transportes, Escala 1:1.500.000. (Modif icado DERBA, 2000) Abaré BR 324 PONTO NOVO Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 5 As receitas municipais provêm basicamente da agricultura e mineração. Na agricultura o município se destaca como produtor de feijão e de mandioca. No setor de bens minerais é produtor de cromo. 4.3. Aspectos Fisiográficos Com clima semi-árido e seco a subúmido, o município está inserido no denominado “Polígono das Secas”, sujeito a ter prolongados períodos de estiagem. Os solos predominantes são dos tipos latossolos distróficos, planossolos eutróficos, argissolos eutróficos e luvissolos. A vegetação varia de floresta estacional semidecidual a contato caatinga-floresta estacional. O relevo é essencialmente representado por tabuleiros interioranos e serranos, cortados pelos rios Itapicuru-Açu e Itapicuru-Mirim e seus riachos tributários, pertencentes à bacia hidrográfica Itapicuru. 4.4. Geologia O Município de Ponto Novo é constituído por rochas cristalinas pertencentes aos complexos Tanque Novo-Ipirá e Caraíba, em contato lateral com rochas dos complexos Mairi e Saúde separados por uma falha de sentido NE-SW. O complexo Tanque Novo-Ipirá está representado pelo gnaisse Ipirá constituído por gnaisse kinzigitico, rocha calcissilicática, quartizito, formação ferrífera, xisto grafitoso e anfibolito/metamafito. O complexo Caraíba é constituído por ortognaisses de cor cinza esverdeado quando frescos e pardos nas superfícies de alteração. Segundo Kosin et al (2003), o complexo é composto por uma suite bimodal das fácies granulito, na qual o pólo félsico é constituído por ortognaisses enderbítico, charnoenderbítico e raramente charnockítico, cinza a esverdeados.O polo básico é composto por lentes gabro-dioríticas. É frequente a presença de feições migmatíticas, tais como estruturas schlieren, nebulítica e schöllen, cujas fases leucossomáticas são sienogranítica e monzonítica. O complexo Mairi e o complexo Saúde são carecterizados respectivamente por gnaisse kinzigítico e anfibolito, e ortognaisse migmatítico, tonalítico-trondhjemítico-granodiorítico, com enclaves máfico e ultramáfico; e rocha calcissilicática, quartizito impuro e rochas metamáfica e metaultramáfica. Coberturas detrito lateríticas constituídas por areia com níveis de argila e cascalho e crosta laterítica recobrem grande porção do município, conforme pode ser visto na figura 3. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 6 Figura 3 – Esboço geológico. 4.5. Recursos Hídricos 4.5.1. Águas Superficiais O Município de Ponto Novo está inserido totalmente na bacia do rio Itapicuru, mais precisamente na região do Alto Itapicuru (SRH, 1995). Apresenta como principais drenagens o rio Itapicuru-Açu, riacho Caldeirão Grande e rio Grande (CEI, 1994f). O rio Itapicuru-Açu ocorre no extremo norte da área municipal fazendo o limite norte com o Município de Filadélfia. Neste trecho, constitui um rio perene fluindo no sentido oeste-leste tendo em sua margem direita o riacho Caldeirão Grande como afluente. A sede municipal encontra-se as suas margens. O riacho Caldeirão Grande é um rio intermitente, como a grande maioria das drenagens do município, corre no sentido sudoeste-nordeste e desemboca no rio Itapicuru-Açu. O rio Grande é uma drenagem intermitente que ocorre na porção central do Município de Ponto Novo e flui na direção leste. COMPLEXO CARAÍBA Ortognaisses enderbítico, charnoenderbít ico e charnockít i- co, em parte migmatizados, calcialcalinos e baixo e médio K, com enclaves de metamafito Ortognaisses mangerítico e charnockít ico, calcialcalinos de alto K COMPLEXO TANQUE NOVO-IPIRÁ GNAISSE IPIRÁ: gnaisse kinzigítico, rocha calc issilicát ica, quartzito, formação ferrí fera, xisto graf itoso e anf ibolito/me- tamafito Ortognaisse migmatítico, tonalí tico-trondhjemítico-grano- diorítico, com enclaves máfico e ultramáfico COMPLEXO MAIRI CORPOS MÁFICO-ULTRAMÁFICOS INDIFERENCIADOS Rocha calcissilicática, quartzito impuro e rochas metamáfi- ca e metaultramáfica COMPLEXO SAÚDE Coberturas detrito-lateríticas: areia com níveis de argila e cascalho e crosta laterítica NEOARQUEANO PALEOARQUEANO PALEOARQUEANO-PALEOPROTEROZÓICO PALEOPROTEROZÓICO CENOZÓICO FORMAÇÕES SUPERFICIAIS # N Geologia e Recursos Minerais do Estado da Bahia - SIG, modificado (Dalton de Souza et al, 2003, Salvador, CPRM) Ponto Novo Escala Gráfica 2 0 2 4Km Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 7 4.5.2. Águas Subterrâneas No Município de Ponto Novo, podem-se distinguir três domínios hidrogeológicos: formações superficiais Cenozóicas, metassedimentos/metavulcanitos e cristalino (Figuras 4 e 5), o primeiro ocupando cerca de 50 % do território municipal. As formações superficiais Cenozóicas, são constituídas por pacotes de rochas sedimentares de naturezas diversas, que recobrem as rochas mais antigas. Em termos hidrogeológicos, têm um comportamento de “aqüífero granular”, caracterizado por possuir uma porosidade primária, e nos terrenos arenosos uma elevada permeabilidade, o que lhe confere, no geral, excelentes condições de armazenamento e fornecimento d’água. Na área do municipio, este domínio está representado por depósitos relacionados temporalmente ao Terciário-Quaternário (coberturas detrito-lateriticas). A depender da espessura e da razão areia/argila dessas unidades, podem ser produzidas vazões significativas nos poços tubulares perfurados, sendo, contudo, bastante comum, que os poços localizados neste domínio, captem água dos aqüíferos subjacentes. Os metassedimentos/metavulcanitos e cristalino têm comportamento de “aqüífero fissural”. Como basicamente não existe uma porosidade primária nestes tipos de rochas, a ocorrência de água subterrânea é condicionada por uma porosidade secundária representada por fraturas e fendas, o que se traduz por reservatórios aleatórios, descontínuos e de pequena extensão. Dentro deste contexto, em geral, as vazões produzidas por poços são pequenas e a água, em função da falta de circulação, dos efeitos do clima semi-árido e do tipo de rocha, é na maior parte das vezes salinizada. Essas condições definem um potencial hidrogeológico baixo para as rochas, sem, no entanto, diminuir sua importância como alternativa no abastecimento nos casos de pequenas comunidades ou como reserva estratégica em períodos de prolongadas estiagens. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 8 Figura 4 – Domínio hidrogeológico. Domínios Hidrogeológicos do Estado da Bahia (BOMFIM, L.F.C. & JESUS, J.D.A., no prelo, CPRM) Escala Gráfica 60 0 60 120 Km PIAUÍ ALAGOAS SALVADOR O CE AN O AT LÂ NT IC O PERNAMBUCO SERGIPE Ponto Novo Bacias Sedimentares (Aqüífero Granular) Carbonatos/Metacarbonatos (Aqüífero Cárstico) Cristalino (Aqüífero Fissural) Formações Superficiais Cenozóicas (Aqüífero Granular) Grupo Chapada Diamantina/Estân- cia/Juá (Aqüífero Granular e Misto) Metassedimentos/Metavulcanitos (Aqüífero Fissural) DOMÍNIOS HIDROGEOLÓGICOS Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 9 Figura 5 – Domínio hidrogeológico do município. 5. DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS O levantamento realizado no município registrou a presença de 39 pontos d’água, todos poços tubulares. Com relação à propriedade do terreno onde estão localizados os poços cadastrados, pode-se ter: terrenos públicos, quando o terreno for de serventia pública e; particular, quando for de propriedade privada. Conforme ilustrado na figura 6, 20 poços encontram-se em terreno particular e 19 em terreno público . # Escala Gráfica 5 0 5 10 Km Domínios Hidrogeológicos do Estado da Bahia (BOMFIM, L.F.C. & JESUS, J.D.A., no prelo, CPRM) Ponto Novo N Cristalino (Aqüífero Fissural) Metassedimentos/Metavulcanitos (Aqüífero Fissural) Formações Superficiais Cenozóicas (Aqüífero Granular) DOMÍNIOS HIDROGEOLÓGICOS Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 10 Público 49% Particular 51% Figura 6 – Natureza da propriedade do terreno. Quanto ao tipo de abastecimento a que se destina o uso da água, os poços cadastrados foram classificados em: comunitários, quando atendem a várias famílias e; particular, quando atendem apenas ao seu proprietário. A figura 7 mostra que 5 poços destinam-se ao atendimento comunitário e 34 poços não tiveram a finalidade do abastecimento definida. Comunitário 13% Sem informação 87% Figura 7 – Finalidade do abastecimento dos poços. Quatro situações distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em operação, paralisados, não instalados e abandonados. Os poços em operação são aqueles que funcionavam normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas relacionados à manutenção ou quebra de equipamentos. Os não instalados representam aqueles poços que foram perfurados, tiveram um resultado positivo, mas não foram ainda equipados com sistemas de bombeamento e distribuição. E por fim, os abandonados, que incluem poços secos e poços obstruídos, representam os poços que não apresentam possibilidade de produção. A situação dessas obras, levando-se em conta seu caráter público ou particular, é apresentada em números absolutos no quadro 1 e em termos percentuais na figura 8. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 11 Quadro 1 – Situação dos poços cadastrados conforme a finalidade do uso. Natureza do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido Comunitário - 5 - - - Particular - - - - - Indefinido 12 4 13 5 - Total 12 9 13 5 - Não Instalado 33% Em Operação 23% Abandonado 31%Paralisado 13% Figura 8 – Situação dos poços cadastrados em percentagem Em relação ao uso da água, 27% dos poços cadastrados são destinados ao uso doméstico primário (água de consumo humano para beber); 36% são utilizados para uso doméstico primário e secundário (água de consumo humano para beber e uso geral); e 37% para dessedentação animal, conforme mostra a figura 9. É importante ressaltar que todos os poços, anteriormente citados, podem apresentar outras finalidades de uso. Doméstico Primário 27% Doméstico Secundário 36% Agropecuaria 37% Figura 9 – Uso da água A figura 10 mostra a relação entre os poços tubulares em operação e os desativados (paralisados e não instalados). Dos 18 poços desativados, 9 são públicos e 9 são particulares, podendo todos virem a operar, somando suas descargas aos 9 poços em operação. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Particular 3 9 Público 6 9 Em Operação Paral/N. Instalado Figura 10 – Relação entre poços em uso e desativados. Com relação à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos poços, a figura 11 mostra que 7 poços utilizam energia elétrica, sendo 1 particular e 6 públicos, enquanto que 4 poços, sendo 3 particulares e 1 público, utilizam outras formas de energia. 0 1 2 3 4 5 6 7 Particular 1 3 Público 6 1 Energia Elétrica Outras Fontes Figura 11 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’água. 5.2.3. Aspectos Qualitativos Com relação à qualidade das águas dos pontos cadastrados, foram realizadas in loco medidas de condutividade elétrica, que é a capacidade de uma substância conduzir a corrente elétrica estando diretamente ligada com o teor de sais dissolvidos sob a forma de íons. Na maioria das águas subterrâneas naturais, a condutividade elétrica multiplicada por um fator, que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos sólidos totais dissolvidos (STD) na água. Para as águas subterrâneas analisadas, a condutividade elétrica multiplicada pelo fator 0,65 fornece o teor de sólidos dissolvidos. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 13 Conforme a Portaria no 1.469/FUNASA, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos totais dissolvidos (STD) é de 1.000 mg/L. Teores elevados deste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danificar as redes de distribuição. Para efeito de classificação das águas dos pontos cadastrados no município, foram considerados os seguintes intervalos de STD: 0 a 500 mg/L água doce 501 a 1.500 mg/L água salobra > 1.500 mg/L água salgada Foram coletadas e analisadas amostras de água de 16 poços tubulares. Os resultados das análises mostraram valores oscilando de 386,75 e 4.595,50 mg/L., com valor médio de 1.588,23 mg/L. Observando o quadro 2 e a figura 12, que ilustra a classificação das águas subterrâneas no município, verifica-se a predominância de água salobra em 63% dos poços cadastrados. Quadro 2– Qualidade das águas subterrâneas no município conforme a situação do poço. Qualidade da água Em Uso Não Instalado Paralisado Indefinido Total Doce 1 - - - 1 Salobra 6 4 - - 10 Salgada 2 3 - - 5 Total 9 7 0 0 16 Salgada 31% Salobra 63% Doce 6% Figura 12 – Qualidade das águas subterrâneas do município. 6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A análise dos dados referentes ao cadastramento dos poços tubulares executado no município permitiu estabelecer as seguintes conclusões: • A situação atual dos poços tubulares existentes no município é apresentada no quadro 3 a seguir: Quadro 3 – Situação atual dos poços cadastrados no município. Natureza Do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido Total Público 4 (21%) 6 (32%) 6 (32%) 3 (15%) - 19 (49%) Particular 8 (40%) 3 (15%) 7 (35%) 2 (10%) - 20 (51%) Indefinido - - - - - 0 (0%) Total 12 (31%) 9 (23%) 13 (33%) 5 (13%) - 39 (100%) Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 14 Com base nas conclusões acima estabelecidas podem-se tecer as seguintes recomendações: • Os poços desativados e não instalados deveriam entrar em programas de recuperação e instalação de poços, visando o aumento da oferta de água da região; • Poços paralisados em virtude de alta salinidade, deveriam ser analisados com detalhe (vazão, análise físico-química, no de famílias atendidas, etc) para verificação da viabilidade da instalação de equipamentos de dessalinzação; • Todos os poços deveriam sofrer manutenção periódica para assegurar o seu funcionamento, principalmente, em tempos de estiagens prolongadas; • Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriológico, devem ser implantadas, em todos os poços, medidas de proteção sanitária tais como: selo sanitário, tampa de proteção, limpeza permanente do terreno, cerca de proteção, etc. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. [Mapas Base dos municípios do Estado do Piauí]. Escalas variadas. Inédito. LIMA, E. & LEITE, J. – 1978 – Projeto Estudo Global da Bacia Sedimentar do Parnaíba. Recife: DNPM/CPRM. PESSOA, M. D. – 1979 – Inventário Hidrogeológico Básico do Nordeste. Folha Nº 18 – São Francisco – NE. Recife. SUDENE SANTOS, E. J. dos (Org.) 1978 - Projeto Estudo Global dos Recursos Minerais da Bacia Sedimentar do Parnaíba – Mapa Integração Geológico-Metalogenética. Esc. 1:500.000. Nota Explicativa – CPRM. Recife VIEIRA, A. T.; FEITOSA, F. A C. & BENVENUTI, S. M. P. - 1998 - Programa de Recenseamento de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea no Estado do Ceará. Diagnóstico do Município de Caucáia. CPRM. Fortaleza BONFIM, L. F. C.; COSTA, I. V. G & BENVENUTI, S. M. P. - 2002 – Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste. Estado de Sergipe. Diagnóstico do Município de Salgado. CPRM. Salvador Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 15 ANEXO 1 PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 16 CÓDIGO LATITUDE LONGITUDE PONTO DE NATUREZA PROF. VAZÃO SITUAÇÃO EQUIPAMENTO DE FONTE FINALIDADE STD POÇO LOCALIDADE S W ÁGUA DO TERRENO (m) (L/h) DO POÇO BOMBEAMENTO DE ENERGIA DO USO (mg/L) GD114 ANGICO 105927,3 400838,9 Poço tubular Público 81 Abandonado Bomba submersa , GD141 BEZERRAS 105412,5 400355,0 Poço tubular Público 80 Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Secundário, 1288,3 GD142 ALAGADICO DAS PANELAS I 105521,2 400448,8 Poço tubular Público Paralisado Bomba manual , GD143 ALAGADICO DAS PANELAS II 105450,8 400415,7 Poço tubular Público 142 Não Instalado , 566,8 GD145 BOGODO 105634,9 400525,5 Poço tubular Público Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 1234,4 GD146 PAJEU 105801,2 400432,4 Poço tubular Público 83 Paralisado Bomba submersa , GD147 PEDRA GRANDE I 105835,1 400445,8 Poço tubular Público Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 3217,5 GD148 PEDRA GRANDE II 105825,1 400515,9 Poço tubular Público 80 Paralisado Bomba injetora , GD149 REPRESA 110034,3 400535,3 Poço tubular Público 80 Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 386,75 GD150 VARZEA DA PEDRA I 110040,6 400601,9 Poço tubular Particular 72 Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Secundário, Agropecuaria, 1378 GD151 VARZEA DA PEDRA II 110214,7 400703,2 Poço tubular Público 80 Não Instalado , 1885 GD152 VARZEA DA PEDRA II 110204,2 400644,3 Poço tubular Público Abandonado , GD153 VARZEA GRANDE 105437,2 400552,6 Poço tubular Público 80 Não Instalado , 1417 GD181 ICO 110004,9 400716,2 Poço tubular Particular Paralisado Catavento , GD182 ANGICO 105830,8 400714,6 Poço tubular Particular 20 Em Operação Bomba submersa Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 1043,9 GD321 ALAGADICO DO VITOR 105637,1 400718,0 Poço tubular Público Em Operação Bomba submersa Trifásica Agropecuaria, 1618,5 GD322 VARZEA DA MOLA 105824,9 400713,6 Poço tubular Particular 70 Em Operação Bomba injetora Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 1287 GD323 ANGICO I 110110,8 400852,7 Poço tubular Particular 102 Paralisado Bomba injetora , GD324 ANGICO III 105923,9 400834,6 Poço tubular Particular Não Instalado , Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - Bahia 17 GD325 ANGICO I 110020,5 400823,9 Poço tubular Particular 81 Não Instalado , GD326 ANGICO IV 105952,2 400829,4 Poço tubular Particular 34 Abandonado , GD327 ANGICO V - TAMBORIL 105954,2 400833,5 Poço tubular Particular 80 Abandonado , GD328 ANGICO IV 105855,0 400814,5 Poço tubular Particular Abandonado , GD329 MAMOTA - FORMOSA 105732,8 401123,5 Poço tubular Particular Abandonado , GD330 FAZENDA JATOBA 105057,8 400723,1 Poço tubular Particular 80 Não Instalado , GD331 LIIMEIRA 105039,9 401349,5 Poço tubular Particular 55 Não Instalado , GD332 FAZENDA SANTA FE 105629,9 401337,8 Poço tubular Particular Abandonado , GD333 VARZEA COMPRIDA I 105652,1 401220,6 Poço tubular Particular 80 Abandonado , GD334 VARZEA COMPRIDA III 105636,2 401222,7 Poço tubular Público 60 Abandonado , GD335 CORNIJA 105538,4 401132,2 Poço tubular Particular Não Instalado , GD336 BARREIRA 105427,4 401100,1 Poço tubular Particular 120 Não Instalado , GD337 VARZEA DO CAPIM I 105438,3 401237,7 Poço tubular Particular 72 Não Instalado , 4595,5 GD338 VARZEA DO CAPIM II 105440,1 401241,3 Poço tubular Particular 60 Abandonado , GD339 CONTORNO DE PONTO NOVO II 105134,3 400620,4 Poço tubular Particular 80 Abandonado , HQ039 RIACHO DOS PILOES - FAZENDA CACADOR 110722,4 400208,2 Poço tubular Público 70 Em Operação Bomba submersa Trifásica Doméstico Primário, Doméstico Secundário, Agropecuaria, 984,1 HQ724 AGUA BRANCA V 105512,9 401602,5 Poço tubular Público Abandonado , HQ725 AGUA BRANCA VI 105500,4 401557,3 Poço tubular Público 110 Não Instalado , 2405 HQ742 PORTEIRAS IV - SALINAS 105329,3 401508,4 Poço tubular Público 77,3 Não Instalado , 1133 HQ743 PORTEIRAS V - SALINAS 105330,3 401508,7 Poço tubular Público 70,42 Não Instalado , 971,1 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - BA 18 ANEXO 2 MAPA DE PONTOS D’ÁGUA Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Ponto Novo Estado - BA 19 109 - PONTO NOVO.pdf Página 1