PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL Esclas 1:250.000 – 1:100.000 – 1:50.000 Inácio de Medeiros Delgado COORDENAÇÃO TEMÁTICA Nacional Análises Minerais Vânia N. de Araújo Mello Bases de Dados Ernesto Von Sperling Bibliografia Tânia R. B. de M. Freire Editoração Afonso H. de Souza Lobo Financeira Idelmar da Cunha Barbosa Estratigrafia Augusto José Pedreira Geofísica Mário José Metelo Geologia Estrutural Reginaldo Alves dos Santos Geologia Econômica Ódimo Francisconi Geoprocessamento Ricardo Moacyr de Vasconcellos Geoquímica Carlos Alberto C. Lins Geotectônica Atahualpa Valença Padilha Hidrogeologia Antônio de Souza Leal Litogeoquímica Emiliano Cornélio de Souza Metalogenia Inácio de Medeiros Delgado Petrologia Luiz Carlos da Silva Processamento de Dados Gilberto G. da Vinha Programa Grande Carajás Orlando José B. de Araújo Sensoriamento Remoto Sérgio M. S. Guerra Treinamento Antônio José D. Rocha Regional Superintedência Regional de Belém Superintendente Xafi da Silva Jorge João Gerente de Recursos Minerais Paulo Augusto da Costa Marinho Gerente de Administração e Finanças Maria da Gloria Cicalise de Souza Supervisor de Projetos Raimundo Geraldo Nobre Maia Geologia Estrutural Orlando José Barros de Araújo Petrografia e Petrologia Xafi da Sliva Jorge João Sensoriamento Remoto Antônio Gonçalves Vale Geoquímica Rômulo Simões Angélica Geofísica Ruy Célio Martins Metalogenia José Maria de Azevedo Carvalho Estratigrafia e Sedimentação Raimundo Geraldo Nobre Maia OS CRÉDITOS SÃO DA ÉPOCA DA EDIÇÃO DA FOLHA (1995) FOLHA MARABÁ CRÉDITOS DE AUTORIA Capítulo 1 e 2 Herbert Georges de Almeida Capítulo 4 Herbert Georges de Almeida Orlando José Barros de Araújo Orlando José Barros de Araújo Ruy Célio Martins José Maria de Azevedo Carvalho Paulo Augusto da Costa Marinho Capítulo 3 Emiliano Cornélio de Souza Rômulo Simões Angélica Herbert Georges de Almeida Ruy Célio Martins João Infante Pena Filho José Maria de Azevedo Carvalho Cartas: Orlando José Barros de Araújo Geológica Paulo Augusto da Costa Marinho Raimundo Geraldo Nobre Maia Metalogenética/ Rômulo Simões Angélica Previsional Ruy Célio Martins Xafi da Silva Jorge João PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL PROJETO DE MAPEAMENTO GEOLÓGICO/METALOGENÉTICO SISTEMÁTICO Executado pela CPRM – Serviço Geológico do Brasil Superintendência Regional de Belém Consultores João Batista Sena Costa – UFPa Maurício da Silva Borges – UFPa Coordenação Editorial a cargo da Divisão de Editoração Geral – DIEDIG Departamento de Apoio Técnico – DEPAT Almeida, Herbert Georges de, org. et al. A447 Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB. Marabá – Folha SB.22-X-D, Estado do Pará, Maranhão e Tocantins. Escala 1:250.000 / Organizado por Herbert Georges de Almeida, Paulo Augusto da Costa Marinho e Ruy Célio Martins – Brasília: CPRM/DIEDIG/DEPAT, 2001. 1 CD-Rom Projeto de Mapeamento Geológico/Metalogenético Sistemático. Executado pela CPRM – Serviço Geológico do Brasil Superintendência Regional de Belém. 1. Geologia Econômica – Pará. 2. Econômica Mineral – Pará. 3. Mapea- mento Geológico – Pará. 4. Geomorfologia. 5. Metalogenia. I. Paulo Augusto da Costa Marinho, org. II. Ruy Célio Martins, org. III. CPRM - Serviço Geológico do Brasil. IV. Título. CDD 553.098115 Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Folhas em Execução NA.19-Z Alto Rio Negro9 SC.24-V-A-I Riacho Queimadas1 SE.23-Z-D-I Conceição do Mato Dentro1 NA.20 Boa Vista8 SD.22-Z-A Itapaci1 SF.23-Y Rio de Janeiro SW8 SA.22-X-D Belém4 SD.22-Z-B Uruaçu1 SG.22-X-B Itararé1 SB.22-X-B Rondon do Pará4 SD.24-Y-B Ilhéus1 SH.22 Porto Alegre8 SC.20 Porto Velho8 SE.22-V-A Guiratinga1 SC.21-Z-A Ilha 24 de Maio1 SE.23-Z-B-IV Serro1 Folhas Impressas Borda Oeste SB.24-Z-D-I Patos1 (PB) SD.23-Z-D-IV Janaúba3 Creporizão (Geoquímica) SB.24-Z-D-II Juazeirinho1 SD.23-Z-D-V Rio Pardo de Minas3 NA.20-X Roraima Central9 (CD-ROM) SB.24-Z-D-IV Monteiro1 SD.24-V-A Seabra2 (CD-ROM) NA.20-Y Serra Imeri1 (CD-ROM) SB.24-Z-D-V Sumé1 SD.24-V-A-I Seabra1 NA.20-X-C-III Paredão1 SB.25-V-C Natal2 SD.24-V-A-II Utinga1 NA.20-X-C-VI Serra do Ajarani1 SB.25-V-C-IV João Câmara1 SD.24-V-A-V Lençóis1 NA.20-Z Caracaraí9 SB.25-Y-C-V Limoeiro1 SD.24-V-C Livramento do Brumado NB.20-Z-B-V Monte Roraima1 SC.20-V-B-V Porto Velho1 SD.24-V-C-II Mucugê1 NB.20-Z-B-VI Monte Caburaí1 SC.20-V-C-V Abunã1 SD.24-Y-A Vitória da Conquista2 NB.20-Z-D-II Rio Quinô1 SC.20-V-C-VI Mutumparaná1 SD.24-Y-B-V Ibicaraí1 NB.20-Z-D-III Rio Cotingo1 SC.20-V-D-I Jaciparaná1 SD.24-Y-B-VI Itabuna1 NB.20-Z-D-V Vila Pereira1 SC.20-Z-C-V Paulo Saldanha1 (CD-ROM) SE.21-Y-D Corumbá1 (CD-ROM) NB.20-Z-D-VI Rio Viruquim1 SC.20-Z-C-VI Rio Pardo1 (CD-ROM) SE.22-V-B Iporá2 NB.21-Y-A-IV Sem denominação SC.22-X-A Redenção4 (CD-ROM) SE.22-V-B Iporá1 (1999) NB.21-Y-C-I Sem denominação SC.22-X-B Conc. do Araguaia4 (CD-ROM) SE.22-V-B Iporá1 (CD-ROM) SA.20-V Rio Cuiuni1 SC.23-Y-D Formosa do Rio Preto1 SE.22-X-A São Luís de Montes Belos2 SA.23-Z São Luís NE/SE8(CD-ROM) SC.23-X-D-IV Campo Alegre de Lourdes1 SE.22.X-A-II Sanclerlândia1(CD-ROM) SA.23-Z-C Itapecuru-Mirim4 SC.23-Z-A/Y-B Curimatá/Corrente1 SE.22-X-A-III Itaberaí1 SA.22-Y-D Altamira4 SC.23-Z-A/Y-B Curimatá/Corrente1 (CD-ROM) SE.22-X-A-VI Nazário1 SA.23-V-C Castanhal4 (CD-ROM) SC.23-Z-C Santa Rita de Cássica1 SE.22-X-B Goiânia2 SA.23-V-D Turiaçu4 SC.24-V-A Paulistana1 SE.22-X-B Goiânia8 (1999) SA.23-V/Y São Luís SW/NW8 SC.24-V-A-II Paulistana1 SE.22-X-B-I Nerópolis1 SA.23-X-C Cururupu4 SC.24-V-A-III Santa Filomena1 SE.22-X-B-II Anápolis1 SA.23-Y-B Pinheiro4 SC.24-V-A-IV Barra do Bonito1 SE.22-X-B-IV Goiânia1 (CD-ROM) SA.23-Z-A São Luís4 SC.24-V-A-V Afrânio1 SE.22-X-B-V Leopoldo de Bulhões1 SA.23-Y-D Santa Inês4 SC.24-V-A-VI Riacho do Caboclo1 SE.22-X-B-VI Caraíba1 SA.24-Y-D-V Irauçuba3 (CD-ROM) SC.24-V-B-IV Cristália1 SE.22-X-D Morrinhos2 SB.20-Z-B-VI Mutum1 SC.24-V-C Petrolina1 SE.23-V-B São Romão2 SB.21-V-D Vila Mamãe Anã8(CD-ROM) SC.24-V-C-III Petrolina1 SE.23-Z-B Guanhães2 SB.21-X-C Caracol8(CD-ROM) SC.24-V-D Uauá2 SE.23-Z-C Belo Horizonte2 SB.21-Y-B Jacareacanga8(CD-ROM) SC.24-V-D-I Itamotinga1 SE.23-Z-C-VI Belo Horizonte1 (CD-ROM) SB-21-Z-A Vila Riozinho8(CD-ROM) SC.24-X-A Belém de S. Francisco1(CD-ROM) SE.23-Z-D Ipatinga2 SB.21-Z-C Rio Novo8 (CD-ROM) SC.24-X-C-V Santa Brígida1 SE.23-Z-D-IV Itabira1 (CD-ROM) SB.22-Y-B São Félix do Xingu4 SC.24-X-C-VI Piranhas1 SE.24-V-A Almenara2 SB.22-X-C Serra Pelada4 SC.24-X-D-V Arapiraca1 SE.24-Y-C-V Baixo Guandu1 SB.22-X-D Marabá4 SC.24-Y-B Senhor do Bonfim2 SE.24-Y-C-VI Colatina1 SB.22-Z-A Serra dos Carajás4 SC.24-Y-B-VI Euclides da Cunha3 SF.21 Campo Grande 8 (CD-ROM) SB.22-Z-B Xambioá4 (CD-ROM) SC.24-Y-C Jacobina2 (CD-ROM) SF.21-V-B Aldeia Tomásia1 (CD-ROM) SB.22-Z-C Xinguara4 SC.24-Y-C-V Morro do Chapéu1 SF.21-V-D Porto Murtinho1 (CD-ROM) SB.22-Z-C Xinguara4 (CD-ROM SC.24-Y-D Serrinha1 (CD-ROM) SF.21.X.A Aquidauana1 SB.22-Z-D Araguaína4 (CD-ROM) SC.24-Y-D Serrinha2 SF.23-V-D-V-4 São Gonçalo do Sapucaí1 SB.23-V-A Açailândia4 (CD-ROM) SC.24-Y-D-II Gavião1 SF.23-X-B-I Mariana1 SB.23-V-B Vitorino Freire4 SC.24-Y-D-IV Mundo Novo1 SF.23-X-B-II Ponte Nova1 SB.23-V-C Imperatriz4 SC.24-Y-D-V Pintadas1 SF.23-X-B-IV Rio Espera1 SB.23-V-D Barra do Corda4 SC.S4-Y-D-VI Serrinha1 SF.23-X-C-III Barbacena1 SB.23-X-A Bacabal4 SC.24-Z-A-II Jeremoabo1 SF.23-X-C-VI Lima Duarte1 SB.23-X-B Caxias1 SC.24-Z-A-III Carira1 SF.23-X-D-I Rio Pomba1 SB.23-X-B Caxias4 (CD-ROM) SC.25-V-A-II Vitória de Santo Antão1 SF.23-Y-B-II-2 Heliodora1 SB.23-X-C Presidente Dutra4 SD.21-Y-C-II Pontes e Lacerda1 SF.24-V-A-II Afonso Cláudio1 SC.24-X Aracaju NE8 (CD-ROM) SD.21-Z-A Rosário do Oeste2 SF.24-V-A-III Domingos Martins1 SB.24-Y Jaguaribe SW8(CD-ROM) SD.21-Z-C Cuiabá2 SF.24-V-A-V Cachoeiro de Itapemirim1 SB.24.Z Jaguaribe SE8(CD-ROM) SD.22-X-D Porangatu2 SF.24-V-A-VI Piúma1 SB.24-V-C-III Crateús1 SD.22-Z-B Uruaçu2 SG.22-X-D-I Curitiba8 (CD-ROM) SB.24-V-D-V Mombaça1 SD.22-Z-C Ceres2 SG.22-Z-B Joinville2 SB.24-X-B/D Areia Branca/Mossoró2 SD.22-Z-C-II Morro Agudo1 SG.22-Z-D-I-2 Botuverá SB.24-Y-B Iguatu1 (CD-ROM) SD.22-Z-C-V Goiás1 SG.22-Z-D-II-1 Brusque1 SB.24-Y-B-II Catarina1 SD.22-Z-C-VI Itaguaru1 SG.22-Z-D-V Florianópolis1 SB.24-Y-C-V Patos1 (PI) SD.22-Z-D Goianésia2 SG.22-Z-D-VI Lagoa1 SB.24-Y-C-VI Simões1 SD.22-Z-D-IV Jaraguá1 SH.22-V-C-IV Santa Maria SB.24-Z-B Caicó1 SD.22-Z-D-V Pirenópolis1 SH.22-X-B-IV Criciúma1 (CD-ROM) SB.24-Z-B-II Currais Novos3 SD.23-X-B Ibotirama2 SH.22-Y-A Cachoeira do Sul2 SB.24-Z-B-V Jardim do Seridó3 SD.23-X-C-V Coribe1 SH.22-Y-A Cachoeira do Sul2 (CD-ROM) SB.24-Z-C Serra Talhada1 SD.23-X-D Bom Jesus da Lapa2 SH.22-Y-C Pedro Osório1 (CD-ROM) SB.24-Z-C Serra Talhada1 (1999) SD.23-Y-C Brasília2 SH.22-Y-A-I-4 Passo do Salsinho1 SB.24-Z-C Serra Talhada1 (CD-ROM)) SD.23-Y-D Buritis2 SH.22-Y-B Porto Alegre1 SB.24-Z-C-VI Afogados da Ingazeira1 SD.23-Z-D-II Monte Azul3 2 Geol. e Rec. Min. do E. de Sergipe (CD-ROM) Folhas em Editoração SB.22-Y-B São Félix do Xingu4 Geol. e Rec. Min. da Província do Tapajõs4 SB.22-Z-A Serra dos Carajás4 SA.23-V-D e Y-B Turiaçu/Pinheiro4 SC.24-Z Aracaju SW8 SB.22-X-C Serra Pelada4 SB.22-X-D Marabá4 SC.24-Z Aracaju SE8 1Levantamento Geológico/Geoquímico/Metalogenético nas escalas 1:500.000, 1:250.000, 1:100.000, 1:50.000; 2Mapas Metalogenéticos e de Previsão de Recursos Minerais escala 1:250.000; 3Mapas de Previsão de Recursos Hídricos Subterrâneos escala 1:100.000; 4Projeto Especial Mapas de Recursos Minerais, de Solos e de Vegetação para a Área do Programa Grande Carajás – Subprojeto Recursos Minerais; 5Levantamento geológico visando ao meio ambiente; 6Levantamentos aerogeofísicos; 7Integração geológica/geoquímica de regiões metropolitanas; 8Integração geológico/metalogenética nas escalas 1:500.000 e 1:250.000; 9Mapeamento Geológico/Metalogenético da Região Amazônica na escala 1:500.000. Folhas Concluídas SC.24-X-A Floresta2 SF.21-X-A Miranda2 NA.20-X-B Uraricoera2 SC.24-X-B Garanhuns2 SF.23-V-A-II.2 Rio São Lourensinho7 NA.21-V-A Conceição do Maú2 SC.24-X-C Paulo Afonso2 SF.23-V-A-III.1 Itanhaem7 NA.20-X-D Boa Vista2 SC.24-X-D Santana do Ipanema2 SF.23-V-A-III.2 Mangagua7 NA.20-Z-B- Caracaraí2 SC.24-Y-A Mirangaba2 SF.23-Y-A-V.4 Campinas7 NB.20-Z-B e SC.24-Z-A Jeremoabo2 SF.23-Y-A-VI.3 Valinhos7 NB.21-Z-A Monte Roraima2 SC.24-Z-B/D Aracaju/Estância2 SF.23-Y-C-II.2 Indaiatuba7 NB.20-Z-D Vila Surumu2 SC.24-Z-C Tobias Barreto2 SF.23-Y-C-II.4 Cabreúva7 NB.21-Y-C Rio Maú2 SC.25-V-A Recife2 SF.23-Y-C.III.1 Jundiaí7 NA.21-Z-B Rio Citaré2 SC.25-V-C Maceió2 SF.23-Y-C-III.2 Atibaia7 NA.22-V-B Rio Oiapoque2 SD.20-V-B Príncipe da Beira2 SF.23-Y-C-III.3 Santana do Parnaíba7 NB.22-Y-D Cabo Orange2 SD.20-X-A Pedras Negras2 SF.23-Y-C-III.4 Guarulhos7 NA.22-V-D Lourenço2 SD.20-X-B Vilhena2 SF.23-Y-C-V.2 São Roque7 NA.22-Y-A Serra do Tumucumaque2 SD.20-X-C Ilha do Sossego2 SF.23-Y-C-V.4 Juquitiba7 NA.22-Y-B Rio Araguari2 SD.20-X-D Pimenteiras2 SF.23-Y-C.VI.1 Itapecerica da Serra7 NA.22-Y-D Macapá2 SD.21-Y-C Mato Grosso2 SF.23-Y-C-VI.2 São Paulo7 SA.21-X-B Rio Maicuru2 SD.21-Y-D Barra do Bugres2 SF.23-Y-C-VI.3 Imbu-Guaçu7 SA.24-Y-A Parnaíba2 SD.22-X-A Araguaçu2 SF.23-Y-C-VI.4 Riacho Grande7 SA.24-Y-B Acarau2 SD.22-X-B Alvorada2 SF.23-Y-D-I.1 Piracaia7 SA.24-Y-C Granja2 SD.22-X-C São Miguel do Araguaia2 SF.23-Y-D-I.2 Igaratá7 SA.24-Y-D Sobral2 SD.22-Y-D Barra do Garças2 SF.23-Y-D-I.3 Itaquaquecetuba7 SA.24-Z-C Fortaleza2 SD.22-Z-A Mozarlândia2 SF.23-Y-D-I.4 Santa Isabel7 SB.22-X-C Rio Itacaiúnas2 SD.23-V-A Arraias2 SF.23-Y-D-II.3 Jacareí7 SB.22-X-D Marabá2 SD.23-V-C Campos Belos2 SF.23-Y-D-IV.1 Suzano (Mauá)7 SB.22-Z-A Rio Paraopebas2 SD.23-X-A Barreiras2 SF.23-Y-D-IV.2 Mogi das Cruzes7 SB.24-V-A Piripiri2 SD.23-X-C Santa Maria da Vitória2 SF.23-Y-D-IV.3 Santos7 SB.24-V-B Quixadá2 SD.23-Y-A São João d'Aliança2 SF.23-Y-D-IV.4 Bertioga7 SB.24-V-C Crateús2 SD.23-Z-A Manga2 SF.23-Y-D-V.1 Salesópolis7 SB.24-V-D Quixeramobim2 SD.23-Z-B Guanambi2 SF.23-Y-D-V.2 Pico do Papagaio7 SB.24-X-A Aracati2 SD.24-V-A Seabra2 SF.23-V-A Franca2 SB.24-X-C Morada Nova2 SD.24-V-B Itaberaba2 SF.23-V-B Furnas2 SB.24-Y-A Valença do Piauí2 SD.24-V-D Jequié2 SF.23-V-C Ribeirão Preto2 SB.24-Y-B Iguatu2 SD.24-X-C Jaguaribe2 SF.23-V-D Varginha2 SB.24-Y-C Picos2 SD.24-X-A Salvador2 SF.23-X-A Divinópolis2 SB.24-Y-D Juazeiro do Norte2 SD.24-Y-B Ilhéus2 SF.23-X-B Ponte Nova2 SB.24-Z-A Souza2 SD.24-Z-A Itacaré2 SF.23-X-C Barbacena2 SB.24-Z-B Caicó2 SD.24-Y-C Rio Pardo2 SF.23-X-D Juiz de Fora2 SB.24-Z-D Patos2 SD.24-Y-D Itapetinga2 SF.23-Y-A Campinas2 SB.25-Y-A Cabedelo2 SD.24-Z-C Canavieiras2 SF.23-Y-B Guaratinguetá2 SB.25-Y-C João Pessoa2 SE.21-V—D-V Morraria do Ínsua1 SF.23-Y-C São Paulo2 SC.20-V-C Abunã2 SE.21-Y-B-II Lagoa de Mandioré1 SF.23-Y-D Santos2 SC.20-V-D Ariquemes2 SE.21-Y-B-III Amolar1 SG.22-X-A Telêmaco Borba2 SC.20-Y-B Alto Jamari2 SE.23-V-A Unaí2 SG.22-X-B Itararé2 SC.20-Y-D Serra dos Uopianes2 SE.23-V-C Paracatu2 SG.22-X-C Ponta Grossa2 SC.20-Z-A Rondônia2 SE.23-V-D João Pinheiro2 SG.22-X-D Curitiba2 SC.20-Z-B Rio Branco2 SE.23-X-A Montes Claros2 SG.23-V-C Cananéia2 SC.20-Z-C Presidente Médici2 SE.23-X-B Araçuaí2 SG.23-V-A Iguape2 SC.20-Z-D Pimenta Bueno2 SE.23-X-C Pirapora2 SG.22-Z-D Florianópolis2 SC.21-Z-B Vila Guarita2 SE.23-X-D Capelinha2 SH.21-Z-D Bagé2 SC.22-X-D Miracema do Norte2 SE.23-Y-A Patos de Minas2 SH.21-Z-B São Gabriel2 SC.22-Z-B Porto Nacional2 SE.23-Y-B Três Marias2 SH.22-X-B Criciúma2 SC.22-Z-D Gurupi2 SE.23-Y-C Uberaba2 SH.22-Y-D Pelotas2 SC.23-X-D São Raimundo Nonato2 SE.23-Y-D Bom Despacho2 SH.22-Z-C Mostarda2 SC.23-Y-C Natividade2 SE.23-Z-A Curvelo2 SI.22-V-A Jaguarão2 SC.23-Z-B Xique-Xique2 SE.24-V-C Teófilo Otoni2 SC.23-Z-D Barra2 SE.24-Y-A Governador Valadares2 SC.24-V-A Paulistana2 SE.24-Y-C Colatina2 SC.24-V-B Salgueiro2 SF.21-V-B Baía Negra2 Memória Técnica  Mapas de serviço disponíveis para cópias heliográficas (*)  Disquetes de computador com análises químicas, petrográficas, mineralógicas etc (*)  Sistema de Informações em Recursos Naturais – SIR (**)  Bases de Dados: GEOB e GTM – Bibliografia SIGEO – Projetos de Geologia, Geoquímica e Geofísica META – Ocorrências Minerais SISON – Dados de Sondagem AFLO – Descrição de Afloramento DOTE – Acervo Bibliográfico da CPRM PETR – Análises Petrográficas PROJ – Carteira de Projetos da CPRM Locais de acesso: (*) DNPM: Brasília e Distrito Regional; (**) Brasília e Distritos Regionais e CPRM: Rio de Janeiro Departamento de Apoio Técnico Sabino Orlando C. Loguércio Divisão de Cartografia Paulo Roberto Macedo Bastos Divisão de Editoração Geral Valter Alvarenga Barradas EQUIPES DE PRODUÇÃO Cartografia Digital Afonso Henrique S. Lobo Leila Maria Rosa de Alcantara Carlos Alberto da Silva Copolillo Luiz Cláudio Ferreira Carlos Alberto Ramos Luiz Guilherme de Araújo Frazão Elcio Rosa de Lima Marco Antonio de Souza Hélio Tomassini de O. Filho Maria Luiza Poucinho Ivan Soares dos Santos Marília Santos Salinas do Rosário Ivanilde Muniz Caetano Paulo José da Costa Zilves João Batista Silva dos Santos Regina de Sousa Ribeiro João Carlos de Souza Albuquerque Risonaldo Pereira da Silva Jorge de Vasconcelos Oliveira Wilhelm Petter de Freire Bernard José Carlos Ferreira da Silva Julimar de Araújo José Pacheco Rabelo Editoração Antonio Lagarde Pedro da Silva Jean Pierre Souza Cruz Sandro José Castro José Luiz Coelho Sergio Artur Giaquinto Laura Maria Rigoni Dias MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA Ministro de Estado José Jorge de Vasconcelos Lima Secretário Executivo Luiz Gonzaga Leite Perazzo Secretário de Minas e Metalurgia Luciano de Freitas Borges COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS – CPRM Serviço Geológico do Brasil Diretor-Presidente Umberto Raimundo Costa Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Thales de Queiroz Sampaio Diretor de Geologia e Recursos Minerais Luiz Augusto Bizzi Diretor de Administração e Finanças Alfredo de Almeida Pinheiro Filho Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Paulo Antonio Carneiro Dias Chefe do Departamento de Geologia Carlos Schobbenhaus Filho SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS Superintendente de Belém Xafi da Silva Jorge João Superintendente de Belo Horizonte Osvaldo Castanheira Superintendente de Goiânia Mário de Carvalho Superintendente de Manaus Fernando Pereira de Carvalho Superintendente de Porto Alegre Cladis Antonio Presotto Superintendente de Recife Marcelo Soares Bezerra Superintendente de Salvador José Carlos Vieira Gonçalves da Silva Superintendente de São Paulo José Carlos Garcia Ferreira Chefe da Residência de Fortaleza Clodionor Carvalho de Araújo Chefe da Residência de Porto Velho Rommel da Silva Sousa RESUMO O quadro geológico da Folha Marabá, com- anisotropias observadas apresentam duas orienta- preende parte de três grandes províncias geotec- ções preferenciais. Uma de direção submeridiana tônicas, representadas pelos cinturões de cisalha- configurando os traços das zonas de cisalhamento mento Itacaiúnas e Araguaia e pela Bacia do Par- com caráter de cavalgamento oblíquo sinistral e ou- naíba. tra com orientação geral WNW - ESSE, represen- O Cinturão Itacaiúnas representa o contexto tando as zonas de cisalhamento transcorrentes mais antigo, com sua evolução atribuída ao final do (rampas laterais). Arqueano a Proterozóico Inferior, resultante de uma A Bacia do Parnaíba teve evolução e deposição tectônica colisional oblíqua, que incorpora com- de suas unidades geológicas, tanto no Paleozóico ponte direcional sinistral e movimentação de mas- quanto no Mesozóico, através da implantação de sas rochosas de SW para NE. Ocupa 10% da folha um regime distensivo controlado pela estruturação sendo dividido em dois domínios litoestruturais. O antiga de seu embasamento. No Paleozóico, o refe- primeiro compreende o domínio imbricado com rido regime extensional teve o eixo de estiramento transcorrências associadas, envolvendo rochas da máximo orientado segundo a direção NW-SE, en- Suíte Metamórfica Bacajaí e do Complexo Xingu, quanto no Mesozóico tal eixo orientou-se segundo dispostas em padrão anastomosado na direção a direção NE-SW. Completam o quadro geológico geral E-W, com inflexões para NW-SE e NE-SW. O da folha as coberturas cenozóicas compreenden- segundo representado pelo domínio transcorrente, do lateritos, coluviões, eluviões e aluviões, muitas com cavalgamentos associados onde compare- vezes controladas por neo-estruturações. cem rochas dos grupos Rio Novo, Tapirapé e Pare- No âmbito da folha trabalhada foram cadastra- dão, os quais encontram-se também dispostos em das 57 concentrações referentes às substâncias padrão anastomótico com orientação geral minerais: diamante, ametista, cristal-de-rocha, citri- WNW-ESE. no, amazonita, psaronius, calcário, cascalho, areia, O Cinturão Araguaia relacionado ao Proterozói- argila, concreções ferruginosas (piçarra); sob o co Inferior a Médio, é resultante da atuação de regi- status de ocorrência, garimpo e depósito e uma me compressivo oblíquo sinistral com vergência de mina de água mineral. SE para NW. Ocupa 40% da folha sendo represen- Finalmente, foram selecionadas áreas favoráveis à tado pelas formações Xambioá, Pequizeiro e Couto prospecção de ouro; níquel-cromo (secundariamen- Magalhães, as quais apresentam-se segundo um te amianto); cristal-de-rocha; citrino; ametista; dia- padrão de imbricação generalizada. As grandes mante; calcário (secundariamente chumbo-zinco). – vii – ABSTRACT The geo l og ic set ting of the Ma ra bá She et Ma ga lhães for ma ti ons, which show a ge ne ral im bri- com pri ses part of the three gre at geo t ect on ic ca ted re la ti ons hip. pro vin ces, which are re pre sen ted by the Ita ca i ú- The evo lu ti on and the lit ho ge ne sis of the Par na í- nas and Ara gua ia She ar Belts and the Par na í ba ba Bas in took pla ce from Pal eo z oi c to Me so zo ic Ba sin. through the dist ens iv e reg im e. In the Pa le o zo ic, The Ita ca i ú nas Belt, se pa ra ted in two struc tu ral the ex ten si o nal re gi me had the ma xi mum ori en ted do ma ins and occ upy ing 10% of the area, rep re- strechtching of its main axis, aft er the NW-SE di - sents the ol der ge o lo gic con text who se evo lu ti on rec ti on, whi le, in the Me so zo ic, the men ti o ned axis ran ges from the Arche an to the lo wer Pro te ro zo ic sho wed up along the NE-SW di rec ti on. li tos truc tu ral do ma ins. The first one com pri ses the The Ce no zo ic Co vers, en ti ring the ge o lo gic set- imb ric at ed do ma in ass oc ia t ed to trans cur rent ting, com pri ses la te ri tes, col lu vi um, el lu vi um and al- mo ve ments inv olv ing the Ba ca jaí Met am orph ic lu vi um, so me ti mes con trol led by ne os truc tu res. Su i te and the Xin gu Com plex rocks which show an Du ring the fi eld work, have been in ven to red fifty anas to mo sed pat tern with E-W trend pres ent ing se ven mi ne ral oc cur ren ces such as di a mond, ame- var ia t io ns to the NW-SE and NE-SW di rec ti ons. tis te, quartz, ci tri ne, ama zo ni te, psa ro ni us, li mes to- The se cond do ma in is ma te ri a li zed by the trans- ne, peb bles, sands, clays, iron con cre ti ons were cur rent system with as so ci a ted thrust ings inv ol- de tec ted and re gis te red “ga rim pos” and de po sits. ving the Rio Novo, Ta pi ra pé and Pa re dão groups. A mi ne ral wa ter mine has been dis co ve red. The Ara gua ia Belt is con si de red as early-midd le Sev er al fa vou ra ble are as for gold, nic kel-chro- Pro te ro zo ic and res ult ed from a com pres si ve re gi - mi um (se con da rily amia nth us), quartz, ci tri ne, me. It com pri ses 40% of the Ma ra bá She et and it is ame tis te, dia m ond and lim est on e (sec ond ar ily rep res ent ed by Xam bi oá, Peq uiz ei r o and Cou to lead-zinc) are des cri bed. – ix – SB.22-X-D (Marabá) 1 INTRODUÇÃO 1.1 Histórico do Programa ventário em 8 pólos, num total de 197.550km2, na escala 1:100.000; O Programa Grande Carajás – PGC ocupa uma – Sistema de Informação Geográfica, com vis- superfície de 840.000km2, sendo limitado aproxi- tas ao armazenamento e recuperação das infor- madamente pelos paralelos 0°00’ e 9°00’, de latitude mações e agilidade de acesso na divulgação re- sul, e pelos meridianos 42°00’ e 52°00’de longitude querida pelos usuários; e, oeste de Greenwich, abrangendo parte dos estados – Interpretação Automática de Imagens de Saté- do Pará, Maranhão e Tocantins (figura 1.1). lite, para aplicação nos subprogramas de levan- Esse programa visa, principalmente, fornecer tamentos de campo, através da pesquisa de méto- subsídios que facilitem o desenvolvimento so- dos e treinamento de pessoal na interpretação/in- cioeconômico, amenizem os processos de degra- tegração dessas imagens. dação ambiental e minimizem os riscos de investi- O primeiro subprograma, inicialmente de res- mento nas áreas de exploração mineral e de de- ponsabilidade conjunta com o Departamento senvolvimento agropecuário e florestal. Para atin- Nacional da Produção Mineral – DNPM, está gir esses objetivos, o programa foi dividido nos se- sendo executado, atualmente, apenas pela guintes subprogramas: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – – Mapas Geológicos, Metalogenéticos e de Pre- CPRM. Os demais, não foram implementados, visão de Recursos Minerais, cobrindo toda a área, até o momento. na escala 1:250.000; A Folha Marabá (SB.22-X-D), área objeto des- – Levantamento de Solos e Zoneamento Pedocli- te texto explicativo, teve os trabalhos iniciados mático, desenvolvidos em dois níveis, com reco- em julho/88 e concluídos em maio/93. Obede- nhecimento de média intensidade, na escala de ceu a metodologia apresentada no documento 1:250.000, com seleção de áreas para detalha- denominado Projeto Especial Mapas de Recur- mento na escala 1:100.000 e pesquisa geral de sos Minerais, de Solos e de Vegetação para a solos da área na escala 1:1.000.000; área do Programa Grande Carajás, gerado a – Mapeamento da Vegetação, Inventário Flores- partir da Solicitação de Serviço DNPM/CPRM nº tal e Monitoramento, na escala 1:250.000 e o in- 012/88. – 1 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 78º 74º 70º 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 34º 30º regulares, da Empresa Brasil Central, que utiliza 4º 4º aviões turbo-hélices tipo Bandeirante e da VARIG/ CRUZEIRO, com aeronaves do tipo Boeing 737. 0º 0º Outras sedes municipais e algumas fazendas dispõem de campo de pouso, possíveis de serem 4º ÁREA DO 4º utilizados por aviões de pequeno porte tipo mono e PROGRAMA bimotores. 8º 8º O acesso rodoviário pode ser efetuado através de estrada asfaltada, PA-150, principal via de 12º B R A S I L 12º acesso, num percurso de 540km a partir da cidade 16º de Belém e pelas estradas cascalhadas BR-23016º (Transamazônica), com origem na cidade de 20º Estreito, na BR-010 (Belém-Brasília) e pela BR-22220º (PA-332) que liga a cidade de Marabá à BR-010. 24º Nos limites da folha dispõem-se de uma rede de24º estradas secundárias e vicinais, mal conservadas, 28º mas com trânsito possível em qualquer época do28º ano (figura 1.3). 32° 32° O acesso ferroviário dá-se através da estrada de 78º 74º 70º 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 34º 30º ferro Ponta da Madeira - Carajás, ligando a cidade de Marabá à Serra dos Carajás e ao Porto de Itaqui Figura 1.1 – Mapa de localização – Programa Grande na cidade de São Luís (Estado do Maranhão). Carajás. 1.2 Localização e Acesso 1.3 Aspectos Socioeconômicos A Folha Marabá (SB.22-X-D) situa-se na região les- A região estudada apresenta núcleos populacio- te do Estado do Pará, norte do Estado do Tocantins e nais bem desenvolvidos, destacando-se: no Esta- oeste do Estado do Maranhão. É limitada pelos para- do do Pará, as cidades de Marabá, Itupiranga, São lelos 05°00’ e 06°00’, de latitude sul, e pelos meridia- João do Araguaia, São Domingos do Araguaia e nos 48°00’ e 49°30’ de longitude oeste de Greenwich, Bom Jesus do Tocantins; no Estado do Tocantins, abrangendo uma área de 18.265km2 (figura 1.2). as cidades de Araguatins, Buriti do Tocantins e São Nos seus limites territoriais são representados Sebastião do Tocantins; e, no Estado do Maranhão, os seguintes municípios: Marabá, Itupiranga, a cidade de São Pedro de Água Branca. Bom Jesus do Tocantins, Abel Figueiredo, São As sedes dos municípios dispõem de escolas pú- João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, blicas de primeiro e segundo graus, postos de saú- Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, São de e hospitais conveniados ao INAMPS/SUS (Siste- Geraldo do Araguaia e Curionópolis, pertencentes ma Único de Saúde) e ao FUNRURAL, precário ao Estado do Pará, cobrindo aproximadamente abastecimento d’água, energia elétrica da rede de 70% da folha; Araguatins, Sampaio, Augustinópo- transmissão da Hidroelétrica de Tucuruí – na maio- lis, Ananás, São Sebastião do Tocantins e Buriti do ria das sedes – e razoável rede hoteleira. Tocantins, no Estado do Tocantins, com ocupação No campo das comunicações, as sedes munici- de 20% da área; e, finalmente, parte oeste de pais citadas dispõem de serviços telefônicos, sinais Imperatriz, do Estado do Maranhão, ocupando os de televisão via satélite (EMBRATEL) e correios e te- 10% restantes. légrafos (E.C.T.). A cidade de Marabá, também dis- O acesso à folha pode ser feito por via fluvial, aé- põem de emissoras de rádio AM e FM. rea, rodoviária e ferroviária. As cidades de Marabá e Araguatins são servidas O principal acesso fluvial pode ser efetuado pe- por instituições financeiras como o Banco do Brasil, los rios Tocantins, Araguaia e Itacaiúnas, podendo a Caixa Econômica Federal, os bancos do Estado ser utilizados barcos de pequeno e médio porte, de Goiás (Araguatins) e do Estado do Pará (Mara- em qualquer época do ano. bá) e bancos particulares. O acesso por via aérea de maior utilidade, até a ci- Economicamente, a região apresenta as seguin- dade de Marabá, ocorre através de vôos comerciais, tes atividades: – 2 – OCEANO ATLÂNTICO ANO PA CÍFICO OCE SB.22-X-D (Marabá) 52º30' 51º00' 5º00' 4º00' 4º00' ÁREA DO PROGRAMA GRANDE CARAJÁS 55º30' 54º00' 49º30' 3º00 3º00' FOLHA MARABÁ '2º00' 2º00' AMAPÁ 1º00' 1º00 48º00' 46º30' 45º00' '0º00' 0º00' SA.22-X-A SA.22-X- B SA.23-V-A SA.23-V-B 43º30' 1º00' 1º00' SA. 22-V-D SA.22-X-C SA.22-X- D SA.23-V-C SA.23-V-D SA.23-X-C 42º00' 40º30' 2º00' 2º00' SA.23-Z-B SA. 22-Y-B SA.22-Z-A SA.22-Z-B SA.23-Y-A SA.23-Y-B SA.23-Z-A SA.24-Y-A 3º00' 3º00' SA.22-Y-C SA.22-Y-D SA.22-Z-C SA.22-Z- D SA.23-Y-C SA.23-Y-D SA.23-Z-C SA.23-Z-D SA.24-Y-C 4º00' 4º00' SB.22-V-A SB.23-V-B SB.23-X-ASB.22-V-B SB.22-X-A SB.22-X-B SB.23-V-A SB.23-X-B MARANHÃO 5º00' 5º00' SB.22-V-C SB.22-V-D SB.22-X-C SB.22-X- D SB. 23-V-C SB.23-V-D SB.23-X-C SB.23-X-D 6º00' 6º00' PARÁ SB.22-Y-A SB. 22-Y-B SB.22-Z-A SB.22-Z-B SB.23-Y-A SB.23-Y-B SB.23-Z-A SB.23-Z-B 7º00' 7º00' SB.22-Y-C SB.22-Y-D SB.22-Z-C SB.22-Z-D SB.23-Y-C SB.23-Y-D SB.23-Z-C 8º00' 8º00' SC.22-V-A SC.22-V-B SC.22-X-A SC.22- X-B SC.23-V-A SC.23- V-B PIAUÍ 9º00' 9º00' SC.22-V-C SC.22-V-D SC.22-X-D SC.23-V-C 10º00' 10º00' MATO GROSSO TOCANTINS BAHIA 11º00' 11º00' 55º30' 54º00' 52º30' 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' 45º00' 43º30' 42º00' 40º30' *SA.22-X-A - Chaves SA.23-Y-D - Santa Inês SB.22-Z-B - Xambioá *SA.22-X-B - Soure SA.23-Z-C - Itapecuru-Mirim SB.23-Y-A - Tocantinópolis *SA.23-V-A - Salinópolis *SA.23-Z-D - Chapadinha SA.23-Y-B - Fortaleza dos Nogueiras *SA.23-V-B - Baía de Emboraí *SA.24-Y-C - Granja *SB.23-Z-A - São João dos Patos *SA.22-V-D - Gurupá *SB-22-V-A - Rio Iriri *SB.23-Z-B - Floriano SA.22-X-C - Portel SB.22-V-B - Rio Bacajá *SB.22-Y-C - Crocaimore SA.22-X-D - Belém SB.22-X-A - Repartimento *SB.22-Z-D - Rio Fresco SA.23-V-C - Castanhal SB. 22-X-B - Rondon do Pará SB.22-Z-C - Rio Xinguara *SA.23-V-D - Turiaçu SB.23-V-A - Açailândia SB.22-Z-D - Araguaína *SA.23-X-C - Cururupu SB.23-V-B - Vitorino Freire SB.23-Y-C - Carolina *SA.22-Y-B - Senador José Porfírio SB.23-X-A - Bacabal *SB.23-Y-D - Balsas SA.22-Z-A - Cametá *SB.23-X-B - Caxias *SB.23-Z-C - Uruçuí SA.22-Z-B - Tomé-Açu *SB.22-V-C - Rio Pardo *SC.22-V-A - Rio Chiché SA.23-Y-A - Rio Capim SB.22- V-D - Alto Bacajá *SC.22-V-B - Serra Cubencranquém SA.23-Y-B - Pinheiro SB.22-X-C - Serra Pelada *SC.22-X-A - Redenção *SA.23-Z-A - São Luís SB.22-X-D - Marabá *SC.22-X-B - Conceição do Araguaia *SA.23-Z-B - Barreirinha SB.23-V-C - Imperatriz *SC.23-V-A - Itacajá *SA.24-Y-A - Parnaíba SB.23-V-D - Barra do Corda *SC.23-V-B - Tasso Fragoso *SA.22-Y-C - Agrópolis Brasil Novo SB.23-X-C - Presidente Dutra *SC.22-V-C - Rio Iriri Novo *SA.22-Y-D - Altamira *SB.23-X-D - Teresina *SC.22-V-D - Rio Capivara SA.22-Z-C - Tucuruí *SB.22-Y-A - Igarapé Triunfo *SC.22-X-D - Miracema do Norte SA.22-Z-D - Goianésia *SB.22-Y-B - São Félix do Xingu SC.23-V-C - Lizarda SA.23-Y-C - Paragominas SB.22-Z-A - Serra dos Carajás * FOLHAS PARCIAIS Figura 1.2 – Cobertura cartográfica na escala 1:250.000. – 3 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ 5º00’ Bom Jesus Abel Figueiredo 5º00’ RESERVA INDÍGENA do Tocantins MÃE MARIA São Pedro M A R A N H à O da Água 2 Imperatriz -33 Branca ITUPIRANGA PA Bom Jesus do Tocantins Agrovila 22BR-2 Castelo Branco Quilômetro Doze RAJÁSFERROVIA PONTA DA MADEIRA - CA São Sebastião do Tocantins T o Buriti do c Tocantins a n Tt O MARABÁ i n s -496 Vila União São João do Araguaia R i o B ApinajéR- T O C A N T I N S2 BR- 222 30 Brejo do Meio R io I t a ca iuna s São Domingos T do Araguaiaaur -594TO Marabá Araguatins Metade Brejo Grande B do Araguaia R-230 Palestina P A R Á do Pará no R io Ser So ro r i o oz R i Natal RESERVA INDÍGENA Curionópolis SORORÓ São Geraldo 6º00’ do Araguaia Ananás 6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Rodovia Asfaltada Curso d’água Rodovia Cascalhada Cidade acima de 100.000 hab. Estrada Secundária Cidade abaixo de 100.000 hab. Ferrovia Vilarejo Reserva indígena Limite Interestadual Aeroporto Limite Intermunicipal Campo de Pouso Nome do município Figura 1.3 – Infra-estrutura e acesso na Folha Marabá. – 4 – e R io Ve rme lho R io PA-150 So ro r ó R io Augustinópolis Sampaio 6 TO- 13 a u a i r a g A iz i nho nh o i o 302 R BR - SB.22-X-D (Marabá) Mineral – indubitavelmente dois grandes marcos outras, destinadas à exportação e ao atendimento podem ser referenciados como de alta relevância, do mercado interno; ao desenvolvimento regional, no setor mineral. O Pesqueira – desenvolvida nos rios Tocantins, primeiro ocorrido no início da década de 70, com a Araguaia e Itacaiúnas, com sua produção diária de implantação dos projetos de exploração mineral do pescado dirigida ao consumo na região. distrito de Carajás e o segundo no início da década de 80 com a descoberta de ouro no denominado garimpo de Serra Pelada. 1.4 Clima, Fisiografia e Geomorfologia Em função da exploração mineral na Serra dos Carajás, tornou-se viável a implementação de pro- A região estudada apresenta clima dos tipos jetos de grande magnitude, como as construções Am (tropical úmido e monção) e Aw (tropical úmi- da Hidroelétrica de Tucuruí, da estrada de ferro do), segundo a classificação de Köppen, com Ponta da Madeira - Carajás e do Núcleo Habitacio- base, principalmente, nas precipitações pluvio- nal de Serra Norte, o qual abriga funcionários da métricas e nas temperaturas. O período inverno- Companhia Vale do Rio Doce – CVRD. so com chuvas vai de janeiro a maio, com as mais No garimpo de Serra Pelada foram extraídos nos elevadas precipitações em março e abril, sendo três primeiros anos de exploração trinta toneladas que o verão estende-se de junho a dezembro, de ouro, o que redundou em uma grande circula- constituindo-se nos dois períodos marcantes da ção de moeda na região e na ocupação de aproxi- região. madamente cinqüenta mil garimpeiros. Atualmente Segundo a classificação climática de Thorntwai- o garimpo encontra-se parcialmente paralisado te – que considera os índices representativos de com uma produção diária de aproximadamente umidade, aridez e eficiência térmica, diretamente três quilos de ouro, o que mal possibilita a subsis- derivados da precipitação pluviométrica e da tem- tência dos três mil garimpeiros que persistem na peratura – a Folha Marabá enquadra-se em uma re- área. Existem ainda vários garimpos de cris- gião de clima úmido e subúmido, com pequena ou tal-de-rocha na região, compreendendo as varie- nenhuma deficiência de água, anualmente. dades quartzo hialino, citrino e ametista. A área da folha apresenta temperatura média mí- Industrial – instalada, principalmente, nas se- nima, anual, de 10°C a 26°C e média máxima de guintes cidades: 25°C a 35°C, com a umidade média anual de 85%. Em Marabá, existe um Distrito Industrial onde A insolação média anual, que mede o número de está instalada, em pleno funcionamento, uma side- horas de exposição solar de um ponto, é de 1.800 rúrgica (SIDEPA), com a produção de ferro-gusa horas, sendo os meses mais ensolarados os de ju- ora escoado para a cidade de São Luís do Mara- nho a novembro. nhão, através da ferrovia Ponta da Madeira-Cara- A rede hidrográfica é representada, principal- jás. Várias serrarias beneficiam madeiras, olarias mente, pelas bacias dos rios Tocantins, Araguaia, produzem tijolos e telhas, assim como, a extração Itacaiúnas, Taurizinho, Sororó, São Martinho, Ver- de areia e cascalho nas suas proximidades, consti- melho, Jacundá e seus afluentes. tuem os materiais utilizados no mercado local, nota- As margens dos rios Tocantins e Araguaia são as damente na construção civil. mais importantes da folha, pois nelas localizam-se Em Araguatins, Palestina do Pará e Itupiranga, os principais núcleos populacionais. O curso do principalmente, funcionam pequenas e precárias Rio Tocantins tem, aproximadamente, direção E-W olarias manuais, além da extração de areia e cas- entre as cidades de Imperatriz e Marabá, sofrendo calho, também utilizados na construção civil. brusca mudança para N-S, a jusante de Marabá até Agropecuária – a agricultura desenvolvida é de sua foz. Já o rio Araguaia possui, na área trabalha- subsistência, baseada principalmente na produ- da, um curso orientado aproximadamente segundo ção de arroz, feijão, mandioca e milho. Na pecuária as direções N-S e W-NW, até a sua confluência com reside a sua mais importante atividade, destacan- o rio Tocantins, na região conhecida como Bico de do-se o rebanho bovino para corte; Papagaio. Extrativa vegetal – evidenciada pelo aproveita- A vegetação, segundo o Projeto Radambrasil mento da castanha-do-Pará, do coco-babaçu e, (1974), pode ser dividida em dois grandes grupos principalmente, pela extração de madeiras como o ou regiões fitoecológicas: Florestas Abertas com mogno, a andiroba, a sucupira e a ucuúba, entre encraves de Floresta/Cerrado e Floresta Densa. – 5 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil A Floresta Aberta, com encraves de Flores- malmente associado aos terrenos das formações ta/Cerrado, está restrita às partes leste e norte da Itapecuru, Codó, Motuca, Pedra de Fogo e das co- folha, nas regiões de São Sebastião do Tocantins, berturas tércio-quaternárias; Bom Jesus do Tocantins, Palestina do Pará e Brejo c) Brunizém Avermelhado – solos de textura argi- Grande do Araguaia. Nesses locais a vegetação losa, rasos, bem drenados, estrutura em blocos su- encontrada é constituída, principalmente, de pal- bangulares e angulares e fertilidade natural alta. meiras tipo babaçu, breu-preto e carnaúba, que se Ocorre nos baixos platôs, com relevo suavemente alternam com gramíneas e espécies lenhosas ras- ondulado, moderadamente dissecados na parte teiras. Por outro lado, a vegetação do tipo cerrado sudeste, sobre as rochas básicas da Formação foi encontrada, dominantemente, nas áreas com Mosquito; bancos de areia da Formação Sambaíba, da Bacia d) Podzólico Vermelho-Amarelo – solos de textu- do Parnaíba, e situada exclusivamente na parte les- ra argilosa e arenosa, rasos, bem drenados, estru- te da folha, na região de Araguatins. Nesse trecho, tura maciça e fertilidade natural muito baixa. Tem acha-se constituída por várias espécies de gramí- sua origem a partir de alteração de rochas dos cin- neas, bromeliáceas, palmeiras rasteiras e outras turões Itacaiúnas e Araguaia, e de pequena área árvores de pequeno porte (2 a 4m de altura), com pertencente a unidades da Bacia do Parnaíba; caules retorcidos, como a sucupira, o angico e o pi- e) Areias Quartzosas – solos de textura arenosa, qui, entre outras. profundos, excessivamente drenados, estrutura A Floresta Densa, compreende as demais em grãos simples e maciça, de fertilidade natural regiões tidas como planas, baixas e arrasadas, muito baixa. Ocorrem nas regiões sudeste, cen- onde predominam árvores de porte médio-alto, tro-sul e centro-oeste, em domínio das formações bastante uniformes, constituídas, principalmente, Itapecuru, Motuca e Sambaíba; por castanheira (Bertholetia Excelsa), maçarandu- f) Solos Aluviais e Hidromórficos - Aluviões Eutró- ba (Mamilkara Huberi, Ducke), sapucaia (Lecy- ficos – essa unidade é constituída de solos com tex- this-sp.) e mogno (Swietenia Macrophila). Nos va- tura indiscriminada, medianamente profundos, mo- les dos rios e igarapés desenvolvem-se, por sua deradamente drenados, estrutura também indis- vez, as florestas ciliares ou matas-galerias. criminada e maciça, e de fertilitade natural, varian- Nos últimos anos, a ação do homem (garimpei- do de média a alta. Ocorrem nos flats aluviais dos ros, fazendeiros e madeireiros, entre outros), tem principais rios como Tocantins, Araguaia e Itacaiú- contribuído de maneira decisiva para a destruição nas; e, da cobertura vegetal. Hoje, os domínios com ve- g) Solos Litólicos - Podzólico Vermelho-Amarelo - getação preservada representam não mais que Areias Quartzosas – solos de textura indiscrimina- 20% da cobertura total da folha, e dizem respeito da, argilosos e arenosos, rasos, fortemente drena- às áreas restritas às reservas indígenas de Mãe dos, estrutura indiscriminada e fertilidade natural Maria e Sororó e ao Polígono dos Castanhais. Ain- variando de média a baixa. Ocorrem nas regiões da assim, no interior do Polígono dos Castanhais, sudoeste, sul e sudeste da área, onde se situam as são bem visíveis as marcas do desmatamento. cotas mais elevadas do Cinturão Itacaiúnas e da O trabalho de Rosatelli et al. (1974) apresenta os Formação Itapecuru. tipos de solos ocorrentes na região. As observa- Os estudos dos aspectos geomorfológicos tive- ções de campo permitiram relacionar os tipos pe- ram por base a interação de dados bibliográficos dológicos com as principais unidades geológicas com os obtidos em sensores remotos e as observa- como discriminado a seguir: ções de campo. A morfologia, resultante da atuação a) Latossolo Amarelo – solos de textura argilosa, de ciclos de erosão, respondeu de forma diferencia- profundos, bem drenados, estrutura maciça e ferti- da aos agentes intempéricos em função de sua na- lidade natural baixa. Ocorre na parte norte da folha, tureza e quanto à estruturação e composição das ro- em área de domínio da Formação Itapecuru e das chas. A partir dos dados coligidos pode-se compar- coberturas tércio-quaternárias; timentar a área da folha nas seguintes unidades de b) Latossolo Vermelho-Amarelo – solos de textu- relevo: Relevo de Platôs, Relevo de Morros, Relevo ra média, às vezes argilosos, profundos, bem dre- de Colinas e Planície Aluvionar. nados, estrutura maciça e fertilidade natural baixa. O Relevo de Platôs está relacionado às áreas de Situam-se nas partes norte, nordeste, centro-oeste ocorrência das rochas sedimentares de idade ter- e sudeste da folha, principalmente entre os rios ciária e da Formação Itapecuru (Cretáceo). Corres- Araguaia e Tocantins. Este tipo de solo ocorre nor- ponde a superfícies topograficamente aplainadas – 6 – SB.22-X-D (Marabá) com cotas em torno de 150m e aspecto textural liso O Relevo de Colinas predomina em quase toda a nos sensores remotos de carater fotográfico. Este extensão da área de ocorrência dos cinturões Ara- sistema de relevo está inserido no domínio do Pla- guaia e Itacaiúnas, exceto naqueles restritos locais nalto Setentrional Pará-Maranhão de Boaventura et mencionados anteriormente. Este sistema equivale al. (1974). A drenagem é rarefeita, com padrão parcialmente à Depressão Periférica do Sul do Pará dendrítico e intenso ravinamento ocorrendo nas definida por Boaventura et al. (op. cit.). A declivida- bordas dos platôs. de das encostas é predominantemente baixa, ca- O Relevo de Morros situa-se principalmente nas racterizando uma paisagem monótona composta regiões de ocorrência das rochas paleozóicas da por uma sucessão de colinas e vales com amplitu- Bacia do Parnaíba e de maneira mais restrita em al- des em torno de 50m, formando um perfil suave- guns segmentos dos cinturões Itacaiúnas e Ara- mente ondulado. As cotas topográficas situam-se guaia. Esta unidade de relevo está parcialmente em torno de 150-200m. A densidade de drenagem contida na denominada Depressão Ortoclinal do é média a alta com padrão geral essencialmente Médio Tocantins de Boaventura et al. (op. cit.). A al- dendrítico, localmente apresentando nítido con- titude situa-se ao nível dos 250m, correspondendo trole estrutural. No âmbito do Cinturão Araguaia às maiores cotas da folha, sendo a declividade mé- observam-se ocorrências locais de padrões de dia a alta. Na região de ocorrência das rochas sedi- drenagem paralelos, nos quais os cursos d’água mentares da Bacia do Parnaíba a topografia é ca- de terceira ordem estão orientados segundo nor- racterizada por uma sucessão de amplos patama- te-sul e encaixados em zonas de cisalhamento. res em forma de cuestas com suaves inclinações e Por outro lado, drenagens de segunda ordem com topos aplainados, eventualmente horizontalizados inflexões NW-SE, acompanham zonas transcor- formando mesetas. Nas áreas do Cinturão Itacaiú- rentes orientadas nesta direção. Na área do Cintu- nas os morros são alinhados na direção geral rão Itacaiúnas os padrões paralelos têm direção WNW-ESE, em forma de cristas estreitas e alonga- WNW-ESE. das, em segmentos localizados das unidades Rio A Planície Aluvionar ocupa cerca de 10% da fo- Novo, Tapirapé e Bacajaí. De forma igualmente res- lha sendo caracterizada por superfícies extrema- trita e em cristas alinhadas, porém na direção nor- mente horizontalizadas, às quais estão associados te-sul, aparecem morros relacionados a silexitos e os sedimentos inconsolidados de idade quaterná- rochas ferríferas da Associação Máfica-Ultramáfica ria, depositados nas margens dos cursos d’água. Serra do Tapa e aos veios de quartzo e quartzitos De uma maneira geral formam faixas de pequena ferruginosos encaixados nos xistos do setor mais expressão e flats estreitos, com exceção daquelas oeste da área de ocorrência da Formação ocorrentes no rio Tocantins em dois segmentos. O Xambioá, estas duas últimas unidades pertencen- primeiro extendendo-se do limite oeste da folha até tes ao Cinturão Araguaia. A rede de drenagem a confluência com o rio Araguaia e outro entre as ci- apresenta densidade média, disposta em padrão dades de Marabá e Itupiranga. dendrítico, com os elementos de segunda e tercei- Estas duas últimas ocorrências aluvionares es- ra ordem localmente paralelizados em conseqüên- tão ligadas a falhas normais submeridianas e trans- cia do controle estrutural, tendo direções gerais ferentes NE-SW que compõem, em parte, a arquite- norte-sul nas áreas da Bacia do Parnaíba e Cintu- tura da Bacia do Marajó e a borda oeste da Bacia rão Araguaia, e WNW-ESE no Cinturão Itacaiúnas. do Parnaíba segundo Costa et al. (1991). – 7 – SB.22-X-D (Marabá) 2 GEOLOGIA 2.1 Contexto Geológico-Geotectônico Regional blocos Belém, Araguacema, Juruena e Porangatu, articulados entre si pelos cinturões Itacaiúnas, Ara- Ao longo das últimas décadas, várias propostas guaia e Alto Tapajós, este último ainda pouco co- de organizações e de entidades tectono-estru- nhecido (figura 2.1). Grandes áreas desses com- turais têm sido encaminhadas para o Brasil e em partimentos tectônicos acham-se recobertas por particular para a Amazônia. A maioria dessas pro- unidades vulcano-sedimentares de idade protero- postas, por carência de sustentações multidiscipli- zóica, e coberturas sedimentares fanerozóicas das nares, vem sendo abandonada ao longo do tempo. bacias do Parnaíba e Foz do Amazonas. A vinculação da informação geológica à interpre- A Folha Marabá, enfoque principal desta abor- tação de dados geofísicos, em especial à gravime- dagem, abrange em seus limites porções dos cin- tria e magnetometria, permitiu que Hasui et al. (1984) turões Itacaiúnas e Araguaia, além de importante e Hasui & Haralyi (1985) visualizassem a estrutura- segmento da Bacia do Parnaíba (figura 2.2). ção mais antiga da Região Amazônica, a partir da articulação de blocos crustais bordejados por cintu- rões. As bordas desses blocos são definidas por for- 2.2 Arcabouço Estrutural / Tectônico da Folha te, generalizada e uniforme linearilidade dos conjun- Marabá tos rochosos, anomalias gravimétricas positivas, e por zonas intensamente magnetizadas. Nos núcleos Para facilitar o entendimento do Arcabouço dos blocos ocorrem granitóides e seqüências vulca- Estrutural e da Evolução Tectônica da folha, a abor- no-sedimentares tipo greenstone belts caracteriza- dagem deste capítulo é apresentada segundo dois das por domínios isentos de anomalias gravimétri- enfoques principais. No primeiro, essencialmente cas, com baixo relevo magnético e quase ausente descrito, são comentadas as principais feições ob- padrão de linearidade nos segmentos rochosos. servadas nos domínios de cada grande comparti- O modelo acima proposto, adaptado à evolução mento nas escalas macro, meso e micro (mapas, do conhecimento geológico da região, permite vis- afloramentos e lâminas) e no segundo, são encami- lumbrar para sul/sudeste do Pará um arcabouço nhadas as interpretações mais compatíveis com as estrutural/tectônico mais antigo, constituído pelos feições descritas. – 9 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 55º30’ 44º30’ 3º00’ 3º00’ O C E A N O A T L  N T I C O 0º00’ 8 0º00’ 1 2 3 6 4 ÁREA DO PROGRAMA 7 GRANDE CARAJÁS FOLHA MARABÁ 5 0 100 200km -11º00’ -11º00’ 55º30’ 44º30’ 1 Bloco Belém Cinturões de Cisalhamento 2 Cinturão Itacaiúnas Terrenos Gr-Gbs preservados 3 Bloco Araguacema Coberturas Vulcano-sedimentares 4 Cinturão Alto Tapajós Proterozóicas 5 Bloco Juruena Bacia do Parnaíba 6 Cinturão Araguaia Outras Coberturas Fanerozóicas 7 Bloco Parangatu 8 Cinturão Tentugal Figura 2.1 – Contexto geológico/geotectônico regional de parte da Amazônia Oriental (adaptado de Hasui et al., 1984 e Hasui e Haralyi, 1985). 2.2.1 Enfoque Descritivo Independendo da hierarquia desses elementos, chamam atenção alinhamentos ou feixes mais ou As análises de imagens (radar e satélite) e de menos sinuosos ou retilíneos, dispostos segundo geofísica aérea (gamaespectrometria e magneto- trends que variam tanto dentro como entre as uni- metria) e terrestre (gravimetria) integrados aos da- dades rochosas às quais se relacionam. Nesta vi- dos coletados em campo, permitem a visualiza- sualização, nos vários sensores, são desenhados ção de um cenário estrutural da Folha Marabá, arranjos e tramas anastomosadas ou em mosaico, marcado por significativos arranjos, padrões, for- relacionados com os padrões mais sinuosos ou mas, geometrias e trends dos elementos estrutu- mais retilíneos. Estes padrões, levam a definir três rais planares e/ou lineares. grandes compartimentos com produtos litológicos – 10 – SB.22-X-D (Marabá) 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ m m m v m m m m v m p p -6º00’ -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Cinturão Itacaiúnas Limite entre os cinturões Itacaiúnas, Zona de cisalhamento com caráterAraguaia e a Bacia do Parnaíba de cavalgamento oblíquo sinistral Lineamento definido por traços da Zona de cisalhamento transcorrenteCinturão Araguaia foliação milonítica com movimentação indicada v Vergência Bacia do Parnaíba Lineação de estiramento com caimento indicado p p Eixo extensional do Mesozóico (m) Falhas indiscriminadas e fraturas Falha extensional m m Eixo extensional do Paleozóico (p) Figura 2.2 – Provínicias tectono-estruturais, domínios e sistemas associados. e estruturais bem distintos: a faixa ocidental da fo- aerogeofísica são corroboradas por registros de lha; o conjunto centro-sul-sudeste; e porção cen- campo que mostram trends de foliação milonítica, tro-norte-nordeste (figura 2.2). essencialmente subverticalizada, com orientação No que se refere ao comportamento das feições geral ENE-WSW no domínio sul e WNW-ESE no do- mais sinuosas (dúcteis) observa-se, na faixa mais mínio norte. ocidental da folha, um primeiro compartimento com Nesta porção da folha não foram registrados, em largura aproximada de 12 a 15km. Neste, tanto na campo, elementos lineares. parte norte (representada pelo conjunto rochoso de Nos afloramentos do domínio norte deste com- alto grau metamórfico) como no setor sul (onde ex- partimento, os tipos rochosos apresentam varieda- põem-se as seqüências supracrustais com por- des granulométricas de muito finas a grossas, e va- ções mesocrustais lenticularizadas), as feições da riam de granitos a tonalitos em alto grau metamórfi- – 11 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil co e em arranjos imbricados. A anisotropia estrutu- nos muscovita quartzitos da estação PM-182 (foto 3). ral é variada, mostrando em alguns locais frações Ao longo de alguns perfis podem ser observadas fra- isentas e em outros exibem bandamentos feldspáti- ções ou lascas de rochas graníticas gnaissificadas, cos e biotíticos (PM-113), e bandas de cisalhamen- representantes da mesocrosta. to centimétricas em arranjos anastomosados. Por- Ao microscópio as rochas deste domínio apre- ções máficas apresentam-se em formas sig- sentam variadas taxas de deformação, com pre- moidais, com assimetria indicando rotação sinistral sença de microdobras e microcrenulações nos ti- (figura 2.3). pos mais deformados. As relações entre as micro- Também em lâminas delgadas, a anisotropia es- estruturas observadas permitem determinar o sen- trutural do domínio é marcada com variedades de tido de movimentação essencialmente sinistral a estágio protomilonítico a ultramilonítico (foto1). Os que foram submetidas estas rochas. processos deformacionais provocam cominuição Imediatamente a leste do segmento anterior, dos grãos minerais, e microbandas de cisalhamen- grosso modo, na porção centro-sul-sudeste da fo- to. Estas tendem a se paralelizar, tornando a orien- lha, expõe-se o segundo expressivo conjunto de ro- tação preferencial dos minerais segundo a direção chas supracrustais, também desta feita caracteri- da foliação superposta. As relações entre as micro- zado por domínios estruturais destintos. O principal bandas de cisalhamento, entre as foliações S e C, e deles apresenta trend geral de foliação com orien- as assimetrias de cristais, indicam movimentação tação submeridiana (variando de NNW-SSE a essencialmente sinistral (foto 2). NNE-SSW) e o outro, corresponde a feixes discre- As exposições rochosas do domínio sul são repre- tos com orientação preferencial NW-SE. No geral, sentadas fundamentalmente por supracrustais (me- tanto um como outro exibem mergulhos variando tabasitos e metassedimentos) em variado grau de de 50 a 20 para ENE a ESE no primeiro caso e anisotropia estrutural (figura 2.4) e com freqüentes para NE no segundo. bandas e zonas de cisalhamento. No ponto PM-178, No primeiro domínio deste segundo comparti- às margens do rio Sereno, identifica-se zona de cisa- mento litoestrutural, em especial nas porções ro- lhamento subvertical, com direção N85E. As assi- chosas menos pelíticas, é comum no plano da folia- metrias de dobras intrafoliais centimétricas indicam ção, o registro de uma lineação mineral oblíqua, movimentação sinistral, e a intensidade deformacio- mergulhando preferencialmente para SE e com va- nal chega a alcançar estágio ultramilonítico, como riações para ENE. 0 20cm 0 5cm Foliação Fração máfica Foliação Fração quartzo-feldspática Figura 2.3 (PM-77) – Granoblastito granítico da Figura 2.4 (PM-177) – Actinolita xistos (metabasaltos) Suíte Metamórfica Bacajaí, mostrando a anastomose do Grupo Rio Novo, com vista do plano XZ, da foliação e as porções máficas em formas observando-se as partes máficas finamente sigmoidais com movimentação sinistral. foliadas e as porções quartzo-feldspáticas concordantes com a foliação. – 12 – SB.22-X-D (Marabá) No segundo domínio, o elemento linear mos- A lineação de estiramento é representada princi- tra-se, via de regra, suborizontalizado, com mergu- palmente pela elongação de minerais de quartzo e lhos da ordem de 5 a 8, para SSE. massas quartzo-fedspáticas, que tomam a forma De uma maneira geral, as rochas apresentam de bastões estirados (fotos 6 e 7). Nos afloramentos uma xistosidade penetrativa, a qual pode asseme- estudados, a lineação tem direção preferencial lhar-se a uma foliação de transposição ou foliação NW-SE e mergulhos de 25 a 30 para SE, havendo milonítica. As feições de transposição e o arranjo mudanças locais relacionadas a rotações na pro- anastomótico são diagnosticadas por: terminações gressão da deformação. em cunha e interseções de níveis minerais, constan- Localmente, em zonas de maior concentração te presença de sigmóides quartzosas e/ou quart- de deformação, as micas encontram-se bem de- zo-feldspáticas envolvidas por porções micáceas e, senvolvidas (centimétricas, PM-133, 134 e 145), boudins e lentes de leitos e massas minerais (figuras as massas quartzosas e/ou quartzo-feldspáticas 2.5 e 2.6 e fotos 4 e 5). A transposição da xistosida- sigmoidais apresentam-se sulfetadas, estando de, por vezes, assume contornos pisciformes. ainda presente fases pegmatóides. Tais fatos de- monstram que estas zonas funcionaram como condutos favoráveis à percolação de fluidos. No afloramento PM-143, também em local de maior taxa de deformação, observa-se o encurvamento da lineação de estiramento e a conseqüente mu- dança de sua direção, ocasionado, em parte, pelo deslizamento dos planos da foliação milonítica, uns sobre os outros. Quanto às feições menos sinuosas ou mais retilí- neas (rúpteis), apesar da sua presença em todos os quadrantes da folha, as mesmas tornam-se mais significativas na porção centro-norte-nordeste, e 0 18cm em alguns locais fora deste contexto. Trata-se de Fração quartzosa/ Foliação quartzo-feldspática Fração micácea fraturas e/ou falhas relacionadas geneticamente ao desenvolvimento de seqüências sedimentares do Figura 2.5 (RM-25) – Xistos da Formação Xambioá com Fanerozóico, que constitui o terceiro grande com- frações quartzo-feldspáticas isoladas, dobradas isocli- partimento litoestrutural da folha. nalmente e envolvidas por lentes micáceas Os mapas exibem padrões em mosaico, refle- anastomosadas. tindo os trends preferenciais medidos em campo. Nos afloramentos de várias unidades sedimenta- res da Bacia do Parnaíba, foram registrados feixes de fraturas e/ou falhas verticalizadas orientadas preferencialmente segundo a direção NE-SW e outros com orientação preferencial NNW-SSE. Essas últimas, exibem mergulhos fortes, quase sempre superiores a 80, sistematicamente para ENE. Nas falhas NE-SW há indicação de movimenta- ção tanto sinistral como dextral. Por outro lado, nas falhas NNW-SSE, existem elementos indicadores de movimentação normal/oblíqua, caindo para NE; tais falhas, ocasionalmente, podem alojar diques 0 10cm básicos. Fração quartzosa/ Os mergulhos das camadas são da ordem de 3 Foliação quartzo-feldspática Fração micácea para ENE, mas em alguns pontos podem estar vol- Figura 2.6 (RM-25) – Xistos da Formação Xambioá com tados para WSW. As medidas de paleocorrentes feições de transposição, dobras similares “sem raí- mostram-se coerentes com o comportamento geral zes”, lenticularização, sigmóides quartzosas e anasto- das camadas, indicando um sentido geral de NW mose da foliação. Movimentação sinistral. para SE, e subordinadamente de SE para NW. – 13 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 2.2.2 Enfoque Interpretativo O segundo compartimento, descrito na porção centro-sul-sudeste da folha, corresponde à proje- O compartimento identificado na borda oeste da ção norte do Cinturão Araguaia, definido por Costa folha representa parte da projeção oriental do Cin- et al. (1988) e de idade atribuída ao Proterozóico In- turão de Cisalhamento Itacaiúnas, de idade ar- ferior a Médio. Os domínios estruturais identificados queana, e melhor definido por Araújo et al. (1989 e nesta folha, assim como a geometria das unidades e 1991) na Folha Serra dos Carajás, e investigado os arranjos dos elementos estruturais, são também também por Oliveira et al. (no prelo) na Folha Serra observados em outras áreas, ao longo do cinturão. Pelada, adjacente no lado oeste da Folha Marabá. Os arranjos lenticulares desenhados pela folia- Apesar da carência de informações em nível de ção, observados tanto em mapa (plano YZ), como detalhe na área estudada, esta província é bem em perfil (plano XZ – figura 2.8, foto 8), permitem identificada, tanto nos sensores fotográficos como deduzir que os corpos geológicos compõem siste- nos mapas geofísicos, permitindo com razoável fa- mas imbricados em 3D. cilidade o estabelecimento de seu limite leste (figu- ra 2.7). Os dados levantados, tanto de natureza lito- lógica como estrutural, permitem corroborar a com- partimentação deste segmento do Cinturão Itacaiú- nas em dois domínios litoestruturais a partir da atuação de um regime colisional oblíquo, com transporte preferencial de massas rochosas de SW para NE (Araújo et al., op. cit.). 49º28’ 49º15’ -5º21’ -5º21’ 0 4cm Fração quartzosa/ Fração Foliação quartzo-feldspática micácea Figura 2.8 (RM-10) – Xistos da Formação Pequizeiro W E mostrando a foliação milonítica com padrão amendoado e anastomosado com lentes sigmoidais quartzo-feldspáticos. Movimentação dominantemente sinistral. -5º30’ -5º30’ 49º28’ 49º15’ A análise integrada das foliações, lineações, bandas de cisalhamento, dobras assimétricas, e Figura 2.7 – Padrões aeromagnéticos característicos cristais assimétricos, permite vislumbrar a atuação dos cinturões Itacaiúnas (W) e Araguaia (E). de um regime compressivo oblíquo, com transporte preferencial de massas rochosas de SE para NW, gerando frentes de cavalgamento com orientações Nesse contexto, as unidades rochosas supra- submeridianas (domínio 1). Na progressão da de- crustais, ligadas ao domínio de sistemas transcor- formação, sistemas transcorrentes com orientação rentes da porção sul, são entendidas como geradas geral WNW-ESE são gerados (domínio 2) e podem e evoluídas a partir da progressão da compressão ser interpretados como rampas laterais. oblíqua regional. Do mesmo modo, o conjunto gra- Nos dois domínios é marcante o aspecto ondula- nulítico identificado no domínio de imbricações da do dos trends de lineamentos. Tal comportamento porção norte é interpretado como alçado tectonica- permite que se visualize ao longo das frentes de ca- mente durante a compressão, e posteriormente afe- valgamento a presença de segmentos transcorren- tado pela propagação de sistemas transcorrentes, tes, como aquele ao longo do limite entre os cintu- conforme denunciado pelos elementos estruturais rões Araguaia e Itacaiúnas, onde relevos e padrões que se superpõem às estruturas antigas. magnéticos relacionados ao Cinturão Itacaiúnas, – 14 – SB.22-X-D (Marabá) em profundidade, apresentam-se mais ou menos a A partir do Jurássico, com a separação dos con- leste do limite mapeado em superfície (figura 2.7). tinentes africano e sul-americano, a bacia passa a Este registro pode evidenciar uma franca variação estar sujeita à atuação de um eixo extensional de aloctonia na frente de cavalgamento principal, ENE-WSW, responsável pelo desenvolvimento do ocasionada tanto pela sinuosidade dos lineamen- Oceano Atlântico Equatorial (Costa et al., op. cit.). tos, como por variações na direção do transporte Nesse contexto, os lineamentos antigos NNW-SSE, de massas rochosas. que funcionaram como frentes de cavalgamentos O terceiro e último grande compartimento cor- oblíquos sinistrais no Pré-Cambriano e como zonas responde às estruturas e rochas ligadas à Bacia do de falhas normais oblíquas dextrais no Paleozóico, Parnaíba, que teve períodos evolutivos tanto no Pa- passam a incorporar movimentações extensionais leozóico como no Mesozóico. oblíquas sinistrais no Mesozóico, e controlam tanto Os traços estruturais que controlam a sua arquite- a instalação das unidades sedimentares (forma- tura, gerados por fluxo cataclástico, mostram orienta- ções Sambaíba, Pastos Bons, Corda, Codó e Itape- ção geral NNW-SSE a NW-SE e NE-SW (figura 2.9). curu), como a colocação dos derrames e instru- Costa et al. (op. cit.) registram que o arcabouço sões básicas das formações Mosquito e Sardinha, estrutural da Bacia do Parnaíba foi fortemente con- respectivamente. trolado pela estruturação pré-cambriana do seu Por outro lado, lineamentos NE-SW, que atua- embasamento. ram como zonas normais no Paleozóico, são rea- Um eixo extensional NW-SE, que atuou durante a tivados com movimentação direcional (falhas de abertura do Oceno Atlântico I (Wilson, 1966) no Pa- transferência no sentido de Gibbs, 1984) no Me- leozóico, foi o responsável pelo desenvolvimento de sozóico. As atitudes das camadas, as orienta- falhas normais e/ou oblíquas dextrais a partir da rea- ções e mergulhos de planos de falhas ou fraturas, tivação dos lineamentos NNW-SSE que funcionaram além de inúmeros registros de paleocorrentes, in- como zonas compressionais oblíquas com compo- dicam, além de um caimento geral para ENE, um nente strike-slip sinistral no Pré-Cambriano (Cinturão sugestivo basculamento para SE, também corro- Araguaia). Por outro lado, as zonas transcorrentes borado pelos resultados do levantamento gravi- NW-SE (rampas laterais) do Cinturão Araguaia vol- métrico, mapa Bouguer. tam a funcionar como transcorrências compartimen- Nesta evolução há predomínio de ambiências tais na evolução paleozóica da bacia. A área de ex- sedimetares continentais, com sistema deposicio- posição dos produtos ligados a essa evolução (for- nal desértico (Formação Sambaíba), fluvial a lacus- mações Pimenteiras, Poti, Piauí, Pedra de Fogo e tre (Formação Pastos Bons) e fluvial/eólico/lacustre Motuca), não é expressiva, bem como reduzidos (Formação Corda). Já no Cretáceo Inferior, abati- são os registros dos elemenetos estruturais. Pouco mentos mais significativos permitiram pequena en- se sabe sobre a geometria das falhas desse perío- trada do mar com ambientes lagunares, infra-mari- do, pois os registros de mergulhos suaves das ca- nho e de lobos deltaicos (Formação Codó). No tem- madas, normalmente voltadas pra ENE, e a presen- po Itapecuru restabelece-se a ambiência continen- ça de falhas mergulhando fortemente para ENE, tal, com retorno de sistemas fluviais e eólicos. gerando sinclinais de teto, se ajustam mais à tectô- No Período Cenozóico registra-se uma quies- nica mesozóica superposta. Alguns valores de cência nas movimentações essencialmente exten- mergulhos voltados para WSW podem significar sionais, e a partir do Terciário Inferior, segundo Ha- controle por falhas lístricas com mergulhos fracos, sui (1990), passa a dominar no interior da Placa desenvolvendo anticlinais de teto (figura 2.10). A Sul-Americana o regime direcional, decorrente da orientação preferencial das unidades, o mergulho atuação de um megabinário dextral de direção geral das camadas, e o estudo das paleocorrentes E-W, resultante do deslocamento da placa para W. corroboram esta interpretação evolutiva, sugerindo Como em toda evolução direcional, segmentos ainda abatimentos cíclicos, evidenciados pelas flu- transtrativos e transpressivos são previsíveis. tuações de entrada do mar, refletidos nos ambien- No contexto da Folha Marabá, chama atenção tes sedimentares que variam entre planícies de um singular controle tanto do relevo como das maré (Formação Pimenteiras), fluvial com ingres- várias ordens de hierarquia da rede de drenagem. sões marinhas (Formação Piauí), voltando a conti- Observam-se sugestivos alinhamentos de drena- nental, planície de maré e lagunar (Formação Pe- gens e de coberturas lateríticas, bem como de dife- dra de Fogo) e marinho/lagunar/continental/eólico rentes níveis de paleoterraços com orientação ge- (Formação Motuca). ral N-S, em especial a norte do rio Tocantins, e sig- – 15 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ Ki Ki Kim ITUPIRANGA m Kc Ki T o c Ki R i o a Kin t MARABÁ i n s m R SÃO JOÃO DO i o Cpo ARAGUAIA m Araguaia Jpb Ki Ki Ki m m m Ki Cpo Ppf m TRs Ki Jc Dp p Ppf ARAGUATINS Ki p TRJm Cpo Ki Dp T TRsRs Jc Ppf TRJm Ppf PTRm Ki Jc Cpi Dp Ppf PTRm TRJm Ppf TRs Ppf Dp -6º00’ Cpi -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Ki Formação Itapecuru TRs Formação Sambaíba Falha extensional Kc Formação Codó PTRm Formação Motuca Falhas e fraturas indiscriminadas Formação Sardinha Ppf Formação Pedra de Fogo Contato Jc Formação Corda Cpi Formação Piauí Contato aproximado Jpb Formação Pastos Bons Cpo Formação Poti m m Eixo extensional do Mesozóico TRJm Formação Mosquito Dp Formação Pimenteiras p p Eixo extensional do Paleozóico Figura 2.9 – Traços estruturais da Bacia do Parnaíba – Paleozóico e Mesozóico. – 16 – SB.22-X-D (Marabá) A B WSW NNE WSW NNE Figura 2.10 – Perfis esquemáticos mostrando o desenvolvimento de sinclinais de tela a partir de falhas normais com mergulho forte (A), e anticlinais de teto (roll over) a partir de falhas lístricas (B). nificativas inflexões dos rios alternando a orienta- va decai para -77mgal, indicando uma deficiên- ção geral dos seus cursos ora para N-S, ora para cia de massa causada pelo abatimento da crosta E-W (figura 2.11). Ao longo das drenagens maiores em cujo topo ajusta-se por sucessivos escalona- (rios Tocantins e Araguaia) merece destaque a al- mentos cobertos pelas supracrustais do Cinturão ternância de trechos mais retos (E-W) e mais sinuo- Araguaia. Na altura da estação do km135 (rio Ara- sos (N-S), assim como as feições de estrangula- guaia), o alto gravimétrico presente pode ser in- mento tanto nas direções de estrangulamento tanto terpretado pela injeção de uma massa densa na nas direções N-S como E-W. Sistematicamente à crosta (a 7,3km de profundidade). Corroboram montante desses estrangulamentos há expressivo essa interpretação as exposições de rochas desenvolvimento de cobertura aluvionar, como a gnáissicas e anfibolíticas nas folhas Xambioá e sul da cidade de Itupiranga e a oeste da cidade de Conceição do Araguaia que constituem o braqui- São João do Araguaia (figura 2.11). Estes controles anticlinal do Lontra e os domos de Guaraí e Col- são claramente estruturais e revelam a movimenta- méia, respectivamente, exibindo altos gravimétri- ção recente de blocos ora alçados com grande ex- cos causados pelo soerguimento dessas estrutu- posição de terraços rochosos (entre São João do ras, Carvalho (1987). Araguaia e Marabá), ora abatidos com grande de- senvolvimento de planícies aluvionares, por efeito de uma neotectônica, em grande parte de caráter 2.3 Arranjo Estratigráfico / Caracterização das ressurgente, notadamente no contexto dos linea- Unidades mentos submeridianos que parecem ter atuado desde o Pré-Cambriano. As análises de padrões, formas e geometrias Em síntese, uma integração de todos os dados, das unidades, integradas aos elementos estru- assim como as interpretações de ferramentas au- turais descritos em várias hierarquias na seção an- xiliares, permite a visualização de um perfil geoló- terior, permitem caracterizar na Folha Marabá uma gico esquemático integrado, como mostrado na compartimentação maior, onde o arranjo espacial, figura 2.12. Observa-se que tanto a compartimen- temporal e crustal dos conjuntos rochosos é enten- tação maior, como o arranjo das unidades são per- dido segundo um quadro com a seguinte organiza- feitamente coerentes e ajustados aos reflexos do ção (quadro 2.1): levantamento gravimétrico. A oeste, onde ex- Diante dessa organização, a caracterização de- põe-se o Cinturão Itacaiúnas, o perfil Bouguer talhada de todas as unidades envolvidas em seus ajusta-se com valores positivos de até  7mgal. sistemas e domínios estruturais atrelados às suas Desse trecho até a estação do km100, onde sur- respectivas províncias geológicas/geotectônicas é gem os sedimentos da Bacia do Parnaíba, a cur- feita nos itens a seguir. – 17 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ TQc TQc TQc TQc TQc TQc TQc ITUPIRANGA TQc TQc Qal Qal Qal T o R ci Qalo a TQcn Qal MARABÁ t i nQal s TQc Qal Qal SÃO JOÃO DO ARAGUAIA Qal R i o TQc Qal TQc TQc TQc Qal Qal TQc B A Qal ARAGUATINS TQc BREJO GRANDEQal DO ARAGUAIA Qal PALESTINA DO PARÁ Qal Qal TQc TQc Qal -6º00’ -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Qal Coberturas sedimentares atuais B Falhas extensionais prováveis(descontinuidades submeridianas) A A - Bloco alto b - Bloco baixo TQc Coberturas detríticas e/ou lateríticas Falhas transcorrentes (descontinuidades E-W) Falha extensional Figura 2.11 – Traços estruturais do Cenozóico. 2.3.1 Cinturão Itacaiúnas (Regime Compressivo sessenta é que surgiram, na região sudeste do Oblíquo) Pará, os primeiros trabalhos que redundaram em grande impulso na evolução do conhecimento geo- Histórico lógico regional e da pesquisa mineral do Cráton Amazônico. As unidades geológicas que compõem o arca- Barbosa et al. (1966) chamaram de Complexo bouço dessa Província Geotectônica foram objeto Basal, a unidade composta de rochas como dioritos, de estudos na década de 20, tais como os traba- anfibolitos, granitos, migmatitos com paleossomas de lhos de Oliveira (1928), que estudou os litótipos do metabasitos, quartzitos com veios e lentes de quartzo Complexo Xingu ao longo dos rios Xingu e Fresco, e pegmatitos, gabros e anortositos. Também apresenta- Guimarães (1928), que analisou petrograficamente ram o empilhamento estratigráfico e o tectonismo de as rochas coletadas por Oliveira (op. cit.). vasta região entre os rios Xingu e Tocantins. Dessa época, até o início dos anos sessenta, Almeida (1967), em Origem e Evolução da Plata- houve apenas incursões esporádicas visando a forma Brasileira, entre outros assuntos, define o descobertas de ouro e pedras preciosas na região. Cráton do Guaporé, onde a Folha Marabá situa-se Somente a partir da segunda metade da década de na sua margem oriental. – 18 – aia Ara gu SB.22-X-D (Marabá) 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ -15 -30 -60 -45 -20 0 A -15 -60 -40 -50 -70 -40 -90 -60 -65 B -6º00’ -6º00’ 49º30’ 48º00’ A - Mapa Bouguer A B Situação do Perfil A B 0km 25 50 75 100 125 150 170km 0 mgal -25 Calculado -50 Medido B - Perfil Bouguer -75 mgal 0km d1 d3 d2 10 d1 = 2,59g/cm3 d3 = 2,24g/cm3 d 32 = 2,39g/cm d4 = 3,10g/cm3 d4 20 C - Corte do Modelamento 30km 0km 25 50 75 100 125 150 170km 0km 10 20km D - Perfil Geológico Esquemático 0 10 20km Bacia do Parnaíba Cavalgamento Corpo Denso Cinturão do Araguaia Cinturão Itacaiúnas Contato Figura 2.12 – Interpretação geofísica integrada. – 19 – RIO ARAGUAIA Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.1 – Arranjo espacial/temporal/crustal das unidades. REGIME TRANSCORRENTE - COBERTURAS SUPERFICIAIS QUAT. Q a l TER. T Q c REGIME DISTENSIVO - EIXO EXTENSIONAL (NE-SW) - BACIAS E PLUTONISMO BÁSICO BACIAS MESO. MdbMESOZÓICAS REGIME DISTENSIVO - EIXO EXTENSIONAL (NW-SE) - BACIA PALEO. BACIA DO PARNAÍBA NÍVEL REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO - VETOR DE COMPRESSÃO (NE-SW) REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO - CRUSTAL VETOR DE COMPRESSÃO (SE-NW) CINTURÃO ITACAIÚNAS CINTURÃO ARAGUAIA DOMÍNIO TRANSCORRENTE DOMÍNIO IMBRICADO COM DOMÍNIO IMBRICADO COM TRANSCORRÊNCIAS ASSOCIADAS SISTEMA SISTEMA TRANSCORRÊNCIAS ASSOCIADAS CINZENTO CASTANHEIRA SUP. Arn Ppa Pxb Ppq Pcm MÉD. Acx A ta I N F. Aba CAVALGAMENTO OBLÍQUO ENTRE SUPERPOSIÇÃO DE DOMÍNIO TRANSCORRENTE TRANSCORRÊNCIA ENTRE DUAS PROVÍNCIAS GEOTECTÔNICAS SOBRE O DOMÍNIO IMBRICADO SISTEMAS ESTRUTURAIS INTRUSÃO EM FASE DISTENSIVA DISCORDÂNCIA POSIÇÃO CRONOLÓGICA POSSÍVEL Almaraz (1967) datou rochas do Pré-Cambriano Amaral (1974), com base em análises geocrono- Indiferenciado nas áreas dos rios Itacaiúnas, Pa- lógicas e bibliográfica, propõe a denominação Gru- rauapebas e Tocantins, pelo método K/Ar, obten- po Serra dos Carajás em substituição ao Grupo do uma idade média de 2.000Ma; Almeida (1968) Grão-Pará e faz uma síntese geológica do obteve idade semelhante em anfibólio xistos e Pré-Cambriano da Amazônia, dividindo-o em pro- migmatitos do rio Parauapebas; e Amaral (1969), víncias, denominadas de Pré-Cambriano Oriental, em amostras de gnaisses, anfibolitos e muscovita Central e Ocidental, separadas pela Bacia Sedi- xistos do rio Itacaiúnas, fixou o último evento meta- mentar do Amazonas. mórfico em 2.000Ma. Também determinou a idade Martins & Araújo (1979) descreveram e separa- de um anfibolito da parte oeste da serra Tapirapé, ram, do Complexo Xingu, unidades com predomi- em 3.280 113Ma, representando a rocha mais nância de rochas granulíticas. antiga do Brasil, até aquela data. Cordani et al. (1979) apresentaram com base em Na década de 70 intensificaram-se, na região su- dados geocronológicos, uma evolução do Cráton deste do Pará, os trabalhos de pesquisa, revelando Amazônico, a partir de faixas móveis denominadas novos conhecimentos, tendo como base à geocro- de Maroni-Itacaiúnas, Rio Negro-Juruena e Rondo- nologia e o mapeamento geológico. niana, marginais a uma província tectônica arquea- Puty et al. (1972), no Projeto Marabá, descreve- na, denominada Amazônia Central. ram rochas da Suíte Metamórfica Bacajaí e do Os trabalhos subseqüentes, a partir da década de Complexo Xingu, como pertencentes ao então cha- oitenta, na Amazônia Oriental, notadamente na re- mado Pré-Cambriano Indiferenciado. gião da Serra dos Carajás, evoluiram no conhecimen- Silva et al. (1974) denominaram como Complexo to geológico, apoiados em interpretações de ima- Xingu aos terrenos infracrustais do Cráton Amazô- gens de radar e de satélite. Informes geológicos, nio. Apresentaram os grandes domínios litológicos, geofísicos, geocronológicos e estruturais de concei- o empilhamento estratigráfico e o potencial metalo- tuações mais modernas contribuiram para uma inte- genético da região. gração multidisciplinar, em auxílio a essa evolução. – 20 – ARQUEANO/ PROTEROZÓICO FANEROZÓICO SB.22-X-D (Marabá) Hirata et al. (1982) integraram os dados geológi- algumas propostas para os principais problemas cos obtidos pelos trabalhos da DOCEGEO e apre- estratigráficos da área. sentaram um mapa geológico e um empilhamento Costa & Siqueira (1990) comentaram a geome- estratigráfico da Área Carajás. Denominaram aos tria e a cinemática do Sistema Transcorrente Cin- greenstone belts de Seqüência Salobo-Pojuca, po- zento, achando que o mesmo é formado por vários sicionando-a sobre o Complexo Xingu e abaixo do feixes de zonas de cisalhamento sinistrais. Reco- Grupo Grão-Pará. nheceram que esse sistema envolve duplexes Lima (1984) propôs a compartimentação do Crá- compressivos, distensivos, distensivos e ton Amazônico em províncias geológicas, denomi- rabo-de-cavalo, que experimentaram deformações nando-as de Amazônia Oriental, Central, Ocidental tipo transtração, transpressão e deslocamentos e Guiana Central, caracterizadas pelas similarida- transcorrentes. A essas estruturas, denominaram des da história geológica e das feições fisiográfi- de duplex distensivo Igarapé Solobo, duplex com- cas, petrográficas e estruturais. pressivo Cumaru e rabo-de-cavalo compressivo Meireles et al. (1984) englobaram uma seqüên- Serra Pelada. Finalmente, concluiram que tal linea- cia de rochas metavulcânicas, máficas e metamáfi- mento é parte de uma pequena fração da evolução cas, metassedimentares e sedimentos na Seqüên- do Cinturão Itacaiúnas, no final do Arqueano. cia Rio Novo de Hirata et al. (op.cit.), ampliando a Araújo et al. (op. cit.) apresentaram no mapea- faixa de ocorrência dessa unidade. mento geológico da Folha Serra dos Carajás, um Hasui et al. (op. cit.) e Hasui & Haralyi (op. cit.), na in- quadro Arqueano/Proterozóico Inferior, comparti- terpretação de dados gravimétricos e magnetométri- mentado em 3 unidades geotectônicas, denominan- cos, visualizaram a estruturação antiga da Amazônia do-as: Terreno Granito-Greenstone do Sul do Pará; Oriental, compartimentada em blocos crustais deno- Cinturão Itacaiúnas, subdividido em Domínio Imbri- minados Belém, Araguacema, Juruena e Porangatu. cado e Domínio Transcorrente; e, Cinturão Araguaia. Dall’agnol et al. (1986), Jorge João et al. (1987) e Ligado ao regime distensivo do Proterozóico Médio, Martins & Araújo (op. cit.), tentaram subdividir o identificaram granitos e corpos máficos e ultramáfi- Complexo Xingu de Silva et al. (op. cit.), propondo cos. Cartografaram uma expressiva seqüência de individualizações cartográficas para alguns grani- granulitos, a qual denominaram de Complexo Pium, tóides, pertencentes a esse complexo. aflorantes por alçamento tectônico em regime dúctil Jorge João et al. (op. cit.) descreveram e indivi- de baixo ângulo. Enquadraram a Seqüência Rio dualizaram rochas granulíticas de composição Novo definida por Hirata et al. (op. cit.), na categoria charno-enderbíticas, com tipos básicos subordina- de Grupo, com uma distribuição geográfica mais dos e as denominaram Granolitos Bacajaí, posicio- ampla e como pertencente ao Sistema Transcorren- nando-as no Arqueano Médio. te Carajás. Finalmente mostraram a importância A equipe da DOCEGEO (1987 e 1988) propôs econômica da Província Mineral Carajás e a poten- uma revisão na coluna litoestratigráfica de Hirata cialidade metalogenética da folha. (op. cit.), agrupando todos os greenstone belts do Lab & Costa (1992) estudaram a extremidade sul do Pará, no então denominado Supergrupo leste do Sistema Transcorrente Cinzento, obser- Andorinhas. Considerou ainda, o Complexo Xingu vando pelo arranjo geométrico de suas estruturas, como produto metamórfico retrabalhado de terre- tratar-se de um duplex transpressivo simétrico, nos graníticos arqueanos e as supracrustais como truncado a leste e a oeste pelo Cinturão Araguaia e pertencentes ao Supergrupo Itacaiúnas e ao Grupo Granito Cigano, respectivamente. Igarapé Pojuca, com sua área de ocorrência restri- Macambira & Vale (no prelo), no mapeamento da ta às feições morfológicas da serra do Tapirapé. Folha São Félix do Xingu, revelaram um quadro geo- Araújo et al. (1988) sugerem um modelo alternati- lógico compartimentado em Arqueano e Proterozói- vo para a megaestruturação arqueana da Folha co. Ao Arqueano, associaram: o Terreno Grani- Serra dos Carajás, com base na geometria dos ele- to-Greenstone do Sul do Pará, representado pelo mentos estruturais. Lembraram que tal estrutura é Grupo Tucumã e Granodiorito Rio Maria; e, o Cintu- parte de um cinturão de cisalhamento dúctil, então rão Itacaiúnas, Granito Plaquê e pelos grupos Sapu- denominado como Cinturão Itacaiúnas. Este, ca- caia, Aquiri, São Sebastião e São Félix. No Protero- racterizado a sul, por um sistema imbricado, resul- zóico, enquadraram o Grupo Uatumã, a Formação tante de uma tectônica compressiva e, a norte, por Triunfo e os granitóides Parauari e Velho Guilherme. uma estrutura em flor positiva, ligada a um sistema Oliveira et al. (op. cit.), quanto ao mapeamento direcional de caráter sinistral. Encaminham, ainda, da Folha Serra Pelada, mantiveram a denominação – 21 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil de Cinturão Itacaiúnas de Araújo et al. (op. cit.), di- partir das proximidades do rio Itacaiúnas para vidido em domínios Imbricado e Transcorrente. Ao norte e oeste, adentrando nas folhas vizinhas (fi- primeiro domínio associaram a Suíte Metamórfica gura 2.13). Bacajaí, o Complexo Xingu e o Granito Plaquê. O Suas melhores exposições foram encontradas segundo domínio subdividiram em: Sistema Cin- no rio Itacaiúnas e no igarapé Lago Vermelho. Aflo- zento, contendo os grupos Rio Novo, Salobo e Alto ramentos de menores expressões, ocorrem na Bonito; Sistema Carajás, formado pelo Grupo BR-230, PA-322 e ao longo de estradas carroçáveis Grão-Pará; Sistema Buritirama, envolvendo o Gru- ligadas a essas rodovias. po Buritirama; e Sistema Josinópolis, formado pelo A expressão morfológica dessa unidade, apre- Grupo Misteriosa. Esses autores optaram pela de- senta-se com um relevo de configuração variada, nominação Suíte Metamórfica Bacajaí, ao conjunto que no geral representa morros e serras alternan- de rochas granulíticas, outrora definidas como do-se com sítios peneplanizados. Complexo Pium por Araújo et al. (op. cit.), dividin- As relações de contato entre esta e as demais do-a em Enderbito Cajazeiras e Piriclasito Rio Pre- unidades estratigráficas, não foram observadas em to. Mantiveram as denominações Complexo Xingu campo, mas somente fotointerpretadas. A sul, o e Grupo Rio Novo, como definido por Araújo et al. contato dá-se com as rochas do Grupo Paredão, (op. cit.), acrescentando ao grupo, os metassedi- sendo, segundo Oliveira et al. (op. cit.), de natureza mentos da serra do Sereno, a Formação Serra Pela- estrutural. A leste, o contato dessa unidade é por da de Jorge João et al. (1982) e o Complexo Máfi- cavalgamento oblíquo e às vezes transcorrente co-Ultramáfico Luanga. Propuseram a designação com a Formação Couto Magalhães do Cinturão formal de Grupo Tapirapé (Sistema Castanheira), Araguaia e discordante com as rochas sedimenta- extraído do regionalizado Complexo Xingu, aos litó- res da Formação Itapecuru e com os sedimentos tipos metamorfizados de fácies anfibolito a xis- aluvionares. to-verde, com predominância de ortoanfibolito, com quartzitos e cherts subordinados. Estenderam seus limites para leste, além da serra homônima, Caracterização Litológica e Petrográfica adentrando na Folha Marabá. Finalmente, formali- zaram a denominação de Grupo Paredão, aos sedi- Os estudos petrográficos dos representantes ro- mentos litoestratigráficos da serra homônima, estes chosos dessa unidade, identificaram uma variação também incluídos no Sistema Castanheira. de faciologia metamórfica, com paragêneses com- Na Folha Marabá estão presentes, de forma não patíveis com fácies anfibolito alto a granulito. A uni- bem representativa quanto na Folha Serra Pelada, dade na folha estudada é representada fundamen- algumas unidades que compõem o Cinturão Itacaiú- talmente por constituintes ácidos, muito embora lo- nas. Por essa razão, a abordagem destas unidades calmente (PM-81,87 e 114) sejam identificados ti- nesta nota explicativa constitue um extrato, adapta- pos de composição mais básica de impossível deli- do onde coube, do apresentado naquela folha. As mitação cartográfica. Na Folha Serra Pelada, vizi- unidades representadas na Folha Marabá são a Suí- nha da Folha Marabá do lado ocidental, estes dois te Metamórfica Bacajaí, o Complexo Xingu e os gru- conjuntos receberam as denominações de Ender- pos Rio Novo, Tapirapé e Paredão. bito Cajazeiras e Piriclasito Rio Preto. A figura 2.13 mostra a disposição das unidades A Unidade Bacajaí constitui uma seqüência de litoestratigráficas e o arranjo estrutural simplificado alto grau sendo representada fundamentalmente do Cinturão Itacaiúnas, na Folha Marabá. por granulitos enderbíticos, charno-enderbíticos e granoblastitos monzograníticos e sienograníticos. De um modo geral, são rochas leucrocráticas a 2.3.1.1 Suíte Metamórfica Bacajaí (Domínio mesotipo, faneríticas de granulação média a gros- Imbricado com Transcorrências sa, comumente eqüigranulares, exibindo variados Associadas) – Aba graus de anisotropia estrutural. Os granulitos enderbíticos (PM-82 e 115), char- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações no-enderbíticos e charnockíticos (PM-73, 74, 76, de Contato 77, 78, 86, 116 e 118) apresentam uma textura gra- noblástica eqüigranular a ineqüigranular, exibindo A Unidade Bacajaí ocupa a maior parte do flan- freqüentemente taxas deformacionais crescentes, co ocidental da folha, ocorrendo continuamente a do tipo flaser com pronunciada foliação milonítica. – 22 – SB.22-X-D (Marabá) 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ Aba ITUPIRANGA T o R ci o a n t i MARABÁ n s V SÃO JOÃO DO ARAGUAIA R i o Aba Aba ARAGUATINS BREJO GRANDE DO ARAGUAIA Ppa PALESTINA Ata DO PARÁ Arn Arn Acx -6º00’ -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Ppa Grupo Paredão Aba Suíte Metamórfica Bacajaí Contato Ata Grupo Tapirapé Zona de cisalhamento com caráter V de cavalgamento oblíquo sinistral Vergência Arn Grupo Rio Novo Zona de cisalhamento transcorrente Lineamento definido por traço com movimentação indicada de foliação milonítica Acx Complexo Xingu Falha indiscriminada Lineamento de estiramento com caimento indicado Figura 2.13 – Cinturão Itacaiúnas: unidades litoestratigráficas e arranjo estrutural simplificado. A assembléia mineral é dominada por plagioclá- melas em função da deformação, exibem um inci- sio e quartzo nos tipos enderbíticos; plagioclásio, piente desenvolvimento para crescimento anti- microclina e quartzo nas variedades charno-ender- pertítico. bíticas; e microclina, plagioclásio e quartzo nas va- O feldspato potássico, representado por grânu- riedades charnockíticas, obedecendo geralmente los hipidioblásticos de microclina, assume alguma uma ordem decrescente em abundância, como fa- significância volumétrica nos tipos charno-enderbí- ses minerais majoritárias. Ortopiroxênio, clinopiro- ticos e passa a ser uma fase dominante nas varie- xênio, hornblenda e biotita são fases varietais que dades charnockíticas. Exibe típica geminação po- ocorrem em porcentagens volumétricas bastante lissintética cruzada e desenvolve intercrescimen- variadas. tos mirmequíticos ao longo dos planos de contato O plagioclásio ocorre como cristais tabulares com o plagioclásio. hipidioblásticos, parcialmente sericitizados, de O quartzo é uma fase essencial, ocorrendo em composição sódico-cálcica, em geral do tipo oli- dimensões e formas variadas, geralmente xeno- goclásio-andesina. Apresenta geminação do tipo blástico, como grãos eqüidimensionais nas varie- Albita e/ou combinada Albita-Periclina, cujas la- dades fortemente recristalizadas, desenvolvendo, – 23 – aia Ara gu Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil porém, aspecto achatado e estirado, como grãos Estes ortoderivados básicos têm granulação mé- ribonados nos estágios deformacionais miloníticos. dia a fina, índice de coloração melanocrático genera- Nesses tipos, constituem, por vezes, níveis bem in- lizado, um dominante isotropismo estrutural e uma re- dividualizados ou diferenciados, alternando-se lação geométrica de eqüigranularidade freqüente. com níveis feldspáticos. Nas variedades protomilo- Trata-se, em essência, de granulitos básicos, geral- níticas, ocorrem como agregados cristalinos de as- mente a dois piroxênios, de composição dominante- pecto sacaroidal, com efeitos de tensões internas mente gabróide, exibindo uma certa invariabilidade algo pronunciados, denunciando processo de re- composicional e estrutural. O arranjo mútuo entre os cuperação com formação de subgrãos e de recris- grãos minerais é do tipo granoblástico, eqüigranular, talização com geração de novos grãos. exibindo circunstancialmente efeitos de recristaliza- O ortopiroxênio, representado por hiperstênio, é ção poligonizada.Taxas deformacionais atingindo o o mineral índice marcador da faciologia metamórfi- estágiomiloníticosão freqüentes,modificandooarran- ca de alto grau. Ocorre sob a forma hipidioblástica, jo granoblástico para um padrão com forte anisotropia, como cristais de diferentes formas e dimensões e emqueosgrãosmineraissealinhampreferencialmen- em diferentes percentuais volumétricos. Comu- te,materializandouma foliaçãomiloníticasuperposta. mente, mostra um íntima associação com hornblen- A assembléia mineral é representada por plagio- da, titano-biotita e opacos, numa relação de dese- clásio-hiperstênio-diopsídio-titanobiotita-hornblen- quilíbrio reacional, indicativa de uma generalizada da,  quartzo,  granada, apatita e opacos, em or- ação retrometamórfica, ligada ao alçamento tectô- dem, aproximada, de decréscimo em abundância. nico das rochas granulíticas, para níveis crustais O plagioclásio é do tipo labradorita, ocorrendo compatíveis com a fácies anfibolito. Circunstancial- de forma hipidioblástica, geralmente exibindo efei- mente, as palhetas de biotita mostram parcial trans- tos de tensões internas, como extinção ondulante e formação para hidrobiotita e /ou vermiculita e/ou lamelas de geminação curvadas, parcialmente se- prehnita, indicando condições metamórficas relati- ricitizado. Nas variedades com mais intensa recris- vas à fácies xisto-verde. talização, os cristais tabulares de labradorita mos- De um modo geral, a associação piroxênio-anfibó- tram ausência de efeitos de tensões internas e ao lio-biotita constitui aglomerados orientados e confina- longo de seus contatos intergranulares desenvol- dos a leitos que mostram relativa individualização e vem padrão de poligonização. que são marcadores dos planos de cisalhamento. O hiperstênio e o diopsídio são as duas fases pi- Opacos, apatita, zircão e rara allanita constituem roxênicas, geralmente ocorrendo em quantidades os acessórios observados no conjunto estudado, aproximadamente iguais entre si e como grãos re- exibindo uma tendência à associação com essas lativamente bem individualizados, ocasionalmente fases minerais máficas varietais. mostrando parcial alteração para bastita. As propriedades óticas e as características mi- A hornblenda e a titanobiotita são duas fases mi- neralógicas das fases minerais que constituem es- nerais varietais, ocorrendo como cristais individua- sas assembléias são comuns, de modo generaliza- lizados e/ou coroando cristais de hiperstênio, indi- do, para as variedades enderbíticas, charno-en- cando reações em desequilíbrio, relacionadas ao derbíticas e charnockíticas. metamorfismo retrógrado atuante. Em íntima associação ocorre uma seqüência de Quartzo e granada são fases minerais oca- granoblastitos sienograníticos e monzograníticos, sionais e, quando ocorrem, são em percentual volu- caracterizados, fundamentalmente, pela ausência métrico subordinado. Apatita e opacos são acessó- das fases ortopiroxênicas, pelo marcante índice le- rios freqüentes e mostram uma tendência de íntima ucrocrático e notadamente pela alta triclinicidade associação às palhetas de biotita. dos cristais de microclina, mostrando, por vezes, características mesopertíticas. Os granoblastitos são quantitativamente subordi- Assinaturas Geofísica e Geoquímica nados, não pertencendo à zona hiperstênica regio- nal e a sua assembléia mineral sugere um protólito Nos mapas aerogeofísicos, essa unidade exibe com características distintas dos granulitos de natu- características magnetométricas de relevo médio, reza essencialmente alcalifeldspática granítica. com as isodinâmicas orientadas na direção E-W, e Os representantes básicos que ocorrem na Uni- gamaespectrométricas acima de 400cps, corres- dade Bacajaí são classificados como piriclasitos, e pondendo à predominância de rochas ácidas a in- via de regra ocorrem em forma de lentes. termediárias. A formação de baixos magnéticos – 24 – SB.22-X-D (Marabá) monopolares e radiação na faixa de 100 a 300cps, A unidade é dominada por tonalitos e granodiori- compreendem os encraves de rochas básicas da tos e, subordinadamente, monzogranitos, que via unidade. Na gravimetria há a formação de um pe- de regra apresentam estágios deformacionais mi- queno baixo no extremo-norte e de um alto, com loníticos (PM-185). Em conseqüência, o arranjo tex- eixo E-W, na altura do rio Itacaiúnas, estenden- tural é extremamente variado, com padrões grano- do-se para a Folha Serra Pelada. blásticos eqüidimensionais , eqüigranulares a milo- Trata-se de um conjunto bimodal de rochas ar- níticos, exibindo porfiroclastos rotacionados, con- queanas de alto grau, com predomínio dos termos trastando com a matriz cominuída. enderbíticos, com piriclasitos intimamente associa- De um modo geral, a assembléia mineral é repre- dos sob a forma de lentes. Os estudos geoquímicos sentada por plagioclásio, quartzo, microclina, bio- das rochas apresentadas no relatório da Folha Ser- tita, hornblenda, clorita, sericita, opacos,  apatita, ra Pelada, por Souza (no prelo), indicam que os en-  zircão,  allanita, em ordem decrescente de derbitos variam de intermediários a ácidos com abundância. predomínio dos ácidos. Têm composição desde to- O plagioclásio é geralmente do tipo oligoclásio, par- nalíticas a graníticas, o mesmo acontecendo com cialmente sericitizado, subédrico nos tipos não defor- os granoblastitos, estes, com maior freqüência de mados e anédricos sob a forma de fenoblastos, nas amostras de composição granítica. Os piriclasitos variedades miloníticas, nas quais mostra, ainda, evi- têm comportamento semelhante a rochas calcial- dênciasde rotaçãoemaclasdegeminaçãocurvadas. calinas de arco insular em ambiente de subducção, O quartzo é outra fase mineral majoritária, ocorrendo sendo provavelmente produtos de fusão parcial de como cristais subédricos nos estágios protomiloníticos, material toleiítico de fundo oceânico. modificando sua configuração para tipos ribonados, extremamente achatados nos estágios mais avança- dos da deformação, com geração de milonitos. 2.3.1.2 Complexo Xingu (Domínio Imbricado com A microclina ocorre em quantidades subordina- Transcorrências Associadas) – Acx das nas variedades granodioríticas, mais comu- mente como neocristais, confinados à matriz comi- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações nuída e exibindo evidências de recristalização me- de Contato tamórfica dinâmica. A biotita é a fase mineral varietal, encontrada O Complexo Xingu ocorre ocupando um peque- com freqüência nos tonalitos e granodioritos da uni- no espaço no extremo-sudoeste da folha (figura dade. Ocorre como palhetas relativamente bem 2.13). desenvolvidas e orientadas segundo uma direção Suas exposições, quase sempre de rochas tona- preferencial, realçando a foliação milonítica, consti- líticas em forma de lajeiros, foram encontradas na tuindo leitos ou níveis, por vezes bem definidos, estrada secundária que liga o garimpo da Cutia à e/ou contornando os fenoclastos de feldspatos. estrada de ferro Ponta da Madeira-Carajás. A clorita é uma fase mineral secundária, circuns- Via de regra exibe uma morfologia arrasada, tancialmente encontrada nos tonalitos e granodiori- com colinas e morros baixos de topos subarredon- tos intensamente deformados e cisalhados, denun- dados, fugindo do contexto geral aplainado. Às ve- ciando processos diaftoréticos. zes, morros isolados e serras alinhadas, de- Apatita, opacos, allanita e raras titanitas mostram nunciam feições estruturais ou mudanças nas lito- tendência à íntima associação com as fases máficas. logias da unidade. Os granitóides que compõem o Complexo Xingu A relação de contato que faz com a Unidade Rio mostram características litológicas de uma seqüên- Novo foi interpretada como sendo concordante es- cia infracrustal metamorfizada e deformada em regi- truturalmente. me de cisalhamento dúcil, com alçamento tectônico a níveis crustais superiores. As reações minerais em desequilíbrio denunciam um retrometamorfismo Caracterização Litológica e Petrográfica atingindo a fácies xisto-verde alta. As observações petrográficas sugerem, em especial na Folha Serra As amostras analisadas compõem uma seqüên- Pelada, que parte dos granitóides analisados e atri- cia de rochas granitóides, cuja paragênese é com- buídos ao Complexo Xingu poderiam representar patível com as condições físico-químicas inerentes catametamorfitos da Suíte Metamórfica Bacajaí re- à fácies anfibolito. trometamorfizados à fácies anfibolito. – 25 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Em íntima associação aos granitóides é freqüen- mentares, preferencialmente orientadas na direção te a ocorrência de anfibolitos como mesoencraves, ENE-WSW, como relevo plano a ondulado repre- sob a forma de boudins, constituindo possíveis res- sentando as faixas de ocorrência das rochas máfi- titos de uma crosta anfibolítica. co-ultramáficas e metabásicas. Mantém relação de contato com o Complexo Xin- gu e com os grupos Tapirapé e Paredão, que por Assinaturas Geofísica e Geoquímica critério interpretativo, não muito claro, parece dar-se segundo faixas de cisalhamento (Oliveira et A assinatura magnetométrica dessa unidade é al., op.cit.). Mais claramente, vê-se o contato entre caracterizada por um adensamento das isolinhas, esta unidade e a Formação Couto Magalhães, atra- com orientação preferencial na direção E-W, re- vés de cavalgamento oblíquo e transcorrência. fletindo um gradiente acentuado, que corresponde às rochas graníticas e granodioríticas. Quando ocorre a formação de anomalias alongadas, dipola- Caracterização Litológica e Petrográfica res, e lenticularizadas, acompanhando a foliação regional, acham-se elas relacionadas aos encraves Os principais litótipos encontrados são quartzi- de rochas metabásicas do Complexo Xingu. Na tos, metarenitos, filitos ferruginosos, manganesífe- gamaespectrometria são registrados valores qua- ros e grafitosos, talco-clorita xistos, quartzo-clorita se sempre superiores a 500cps, podendo algumas xistos, anfibolitos, formações ferríferas, metabasal- vezes, decrescer para a faixa de 300 a 500cps. Na tos, gabros, noritos e basaltos. gravimetria não existe um padrão de destaque, si- A granulação varia desde termos bastante finos tuando-se na faixa do gradiente regional, com afun- até grosseiros, estando ou não deformados, mos- damento para leste. trando diferentes graus de anisotropia estrutural. Na Folha Serra Pelada as rochas foram classifi- Acredita-se que as porções rochosas preservadas, cadas em tonalitos e trondhjemitos, além de gra- ou seja, isentas de deformação e metamorfismo, fa- nodioritos e granitos, tendo natureza calcialcalina. çam parte de um conjunto de lentes intercaladas ao Os diversos aspectos químicos permitiram ainda conjunto metamorfizado e deformado, constituin- caracterizar que o conjunto de rochas foi submeti- do-se em pods, representados, principalmente, do a regime tectônico de margem continental ativa por litótipos básico-ultrabásicos. com fenômenos de colisão meso a supracrustal, O Grupo Rio Novo constitui uma seqüência su- com transição de ambientes, que poderia ser pracrustal metavulcano-sedimentar, exibindo ca- resultante de mistura de materiais por imbrica- racterísticas de um segmento tipo greenstone belt mento tectônico. e compondo uma larga variedade de tipos litológi- cos. Esses tipos mostram uma acentuada deforma- ção polifásica e metamorfismo de baixo grau, com 2.3.1.3 Grupo Rio Novo (Domínio Transcorrente paragênese compatível com a fácies xisto-verde. com Cavalgamentos Associados) – Arn No curso do mapeamento, foram identificados metaultramafitos, metamafitos, metaquartzitos, for- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações mações ferríferas bandadas (BIF) e metapelitos de Contato grafitosos, manganesíferos e ferruginosos. Esse conjunto se encontra completamente dobrado e O Grupo Rio Novo situa-se no extremo-sudoeste imbricado, sendo difícil a separação dos seus litóti- da folha, com seus limites sul e oeste ultrapassando pos na escala de trabalho, bem como qualquer ten- para as folhas vizinhas (figura 2.13). tativa de organização espacial ou estratigráfica. Na faixa de ocorrência desta unidade são inúme- Os metaultramafitos são representados por acti- ros os afloramentos com excelentes exposições, no- nolita xistos, talco xistos, antofilita-clorita-talco xis- tadamente ao longo e nas adjacências da estrada se- tos, antofilita-tremolita xistos e serpentinitos. Os cundária que liga o garimpo da Cutia e a ferrovia Pon- metaquartzitos são de granulação fina a conglome- ta da Madeira-Carajás, cortando a serra do Sereno. rática, tendo como fase mineral varietal freqüente a Quanto à morfologia, o Grupo Rio Novo apresen- muscovita, como palhetas relativamente abundan- ta tanto relevo montanhoso, onde destacam-se as tes, contornando os grãos de quartzo ou mostrando serras de cristas alongadas e topos angulosos cor- uma tendência a formar leitos individualizados que respondentes às formações ferríferas e metassedi- marcam os planos de cisalhamento (PM-182). – 26 – SB.22-X-D (Marabá) As formações ferríferas bandadas apresentam ticularizadas, paralelas às zonas de transcorrência e uma paragênese simplificada, com quartzo e he- indicando a presença de litótipos fortemente mag- matita com proporções aproximadamente iguais netizados, tais como, formações ferríferas, rochas entre si. A rigor, os grãos de quartzo mostram um metamáficas e metaultramáficas. A gamaespectro- arranjo granoblástico, isogranular, sacaroidal, poli- metria revela uma alternância de valores de radia- gonizado, com evidências de recristalização ção para o Grupo Rio Novo, quase sempre situados pós-cinemática, por vezes brechada (PM-184). na faixa de 300 a 500cps. Na gravimetria, a exemplo Os metabasitos são constituídos por actinolita xis- do observado no Complexo Xingu, existe apenas o tos, em que a actinolita e o plagioclásio ocorrem em afundamento do gradiente regional para leste. quantidades aproximadamente iguais, exibindo De acordo com Suita (1988) os resultados das uma forte deformação milonítica, realçando uma in- análises químicas de rochas desta unidade suge- tensa anisotropia estrutural. Em associação, grânu- rem tratar-se de uma seqüência tipo greenstone los de titanita ocorrem como aglomerados estirados belt arqueano, gerado em um ambiente de e paralelos à foliação milonítica (PM-176, 177 e 179). arco-de-ilhas. O processo seria semelhante ao de A esses actinolita xistos intensamente deformados zona de choque de placas atuais, passível de ocor- associa-se na Folha Serra Pelada um grupo de rochas rência no Arqueano, com choque e consumo de gabróides com tendência norítica, relativamente bem uma placa oceânica. preservado do metamorfismo e da deformação. Esse grupo recebe designação local de Complexo Luanga, o qual representa um complexo máfico-ultramáfico 2.3.1.4 Grupo Tapirapé (Domínio Transcorrente acamadado, intrusivo, com evidências de uma domi- com Cavalgamentos Associados) – Ata nante superposição tectônica de natureza frágil. Como parte integrante do Grupo Rio Novo, mere- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações ce destaque a ocorrência de metassedimentos dos de Contato tipos filitos sericíticos e quartzo-sericíticos como paraderivados de siltitos, argilitos e argilitos sílti- Esta unidade é a que ocupa o menor espaço na cos, com significativa modificação na coloração. folha. Restringe-se ao flanco sudoeste em forma de Esses metassedimentos são ocorrentes no garim- cunha, entre os grupos Rio Novo e Paredão (figura po de Serra Pelada na folha homônima e as colora- 2.13). ções cinza, negra e vermelho-amarronzada deri- Sua distribuição na folha foi limitada por critérios vam de processos tectônicos propiciadores de interpretativos em imagens de radar e satélite, sem percolação de soluções mineralizantes, bem confirmação em campo de seus litótipos. como, pela presença de níveis de matéria orgânica Nesse pequeno trecho mapeado, o relevo apre- amorfa e incipiente processo de laterização. senta-se ora peneplanizado, ora formado por ser- Os filitos sericíticos e quartzo-sericíticos, local- ras de baixa altitude. mente ferríferos, manganesíferos e grafitosos, Mantém relações de contato com os grupos Rio constituem um importante metalotecto aurífero da Novo e Paredão, definidos por interpretação de ima- unidade. A granulometria é geralmente final, com gens de radar e de satélite. Para Oliveira et al. alguns cristais mais desenvolvidos como conse- (op.cit.), este grupo mantém contato tectônico, atra- qüência de recristalizações anormais e secun- vés de planos de cisalhamento, com o Grupo Rio dárias, localizadas. Esse pacote metassedimentar Novo. mostra uma pronunciada deformação polifásica, em que a sericita e o quartzo relevam uma conspí- cua orientação preferencial. É freqüente a presen- Caracterização Litológica e Petrográfica ça de turmalina como diminutos cristais prismáti- cos e idiomórficos, alinhados segundo a orientação A unidade, melhor estudada na Folha Serra Pela- preferencial da unidade. da, é representada por um conjunto de metabasi- tos ortoderivados, que exibem uma marcante inva- Assinaturas Geofísica e Geoquímica riabilidade textural e composicional. Tem como pe- culiaridade estrutural uma moderada a forte aniso- A agitação do relevo magnetométrico nesta uni- tropia, marcada por uma pronunciada foliação, ob- dade, mascarando o gradiente regional, dá-se em servada nas seções paralelas ao plano XZ do elip- função do aparecimento de pares de anomalias len- sóide de deformação finita. – 27 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Trata-se de rochas ortoanfibolíticas, cuja para- de ambiente tipo fundo oceânico para arco-de-ilha, gênese é dominada pela associação hornblen- ocupando posição de front arc. A classificação quí- da-plagioclásio, em quantidades aproximadamen- mico-mineralógica das rochas é predominante- te iguais entre si e dispostas segundo um arranjo mente do tipo basalto/toleiíto com pequenas varia- mútuo, nematoblástico eqüidimensional. ções para basalto/traquiandesito, andesito basálti- A associação mineral é diagnóstica de meta- co, andesito e olivina basalto. morfismo sob condições físico-químicas reinantes na fácies anfibolito. A hornblenda verde ocorre como cristais pris- 2.3.1.5 Grupo Paredão (Domínio Transcorrente máticos hipidioblásticos, circunstancialmente poi- com Cavalgamentos Associados ) – Ppa quiloblásticos e fortemente orientados segundo uma direção preferencial. Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações O plagioclásio é geralmente do tipo andesina, de Contato ocorrendo como cristais tabulares hipidioblásti- cos, exibindo parcial alteração a sericita e geral- A área de ocorrência dessa unidade situa-se no mente orientados paralelamente aos cristais de flanco sudoeste da folha, a partir das proximidades hornblenda. do rio Itacaiúnas, estendendo-se para sul e ultra- Grânulos de opacos e de titanita ocorrem em ín- passando os limites cartográficos para oeste (figu- tima associação com cristais de hornblenda. ra 2.13). Granada e diopsídio são duas fases minerais va- Seus litótipos foram confirmados em afloramen- rietais ocorrentes nos anfibolitos. tos ocorrentes nos flancos norte e leste da serra ho- A granada ocorre como cristais xenoblásticos, mônima. com numerosas inclusões de diopsídio com pa- A morfologia que exibe nesta folha é representa- drão tipo poiquiloblástico, e a apatita, zircão e cal- da por um relevo plano a levemente ondulado. À cita são fases minerais acessórias que ocorrem lo- medida que se avança para oeste, adentrando na calmente nas rochas anfibolíticas. Folha Serra Pelada, o relevo torna-se montanhoso, O conjunto anfibolítico Tapirapé evidencia uma com os flancos norte e sul bem talhados, com en- ação metamórfica e doformacional sobre protólito costas abruptas. de natureza basáltica. As evidências texturais e pa- O contato que o Grupo Paredão mantém com as ragenéticas indicam o envolvimento do Anfibolito demais unidades vizinhas, foi baseado em critérios Tapirapé num regime tectônico compressivo, após interpretativos, não observados em campo, sendo sua implantação em regime transtrativo, como se que a norte dá-se com a Unidade Bacajaí, a leste deduz das reações minerais em equilíbrio, denun- com a Formação Couto Magalhães, a sul com os ciando um retrometamorfismo por alçamento tectô- grupos Rio Novo e Tapirapé, e a oeste estende-se nico a níveis crustais superiores. para a folha vizinha. Assinaturas Geofísica e Geoquímica Caracterização Litológica e Petrográfica Não foi possível caracterizar uma feição geofísi- Os principais litótipos descritos na área de ocor- ca própria para esse grupo. Isso ocorre mais em rência do Grupo Paredão, em especial no contexto função da pequena área de exposição que a repre- da Folha Serra Pelada, são representados por are- senta, do que pela sua constituição litológica, re- nitos ortoquartzíticos e subordinadamente, arenitos presentada por rochas ortoanfibolíticas. Assim, en- arcosianos e conglomeráticos, grauvacas e con- tre os sensores geofísicos analisados, apenas o glomerados. magnético aéreo sugere que o contato entre essa O tipo litológico predominante é um arenito orto- unidade e o Grupo Rio Novo ocorre através de uma quartzítico, de coloração creme-esbranquiçado a zona de transcorrência de caráter sinistral. rosa, granulometria de fina a média, com grãos Os índices geoquímicos utilizados na Folha Ser- apresentando um grau de esfericidade que varia ra Pelada, indicaram que esta unidade ocupa pre- de subanguloso a subarredondado, mal seleciona- ferencialmente ambientes oceânicos, arcos insula- do, apresentando-se, em geral, bem litificado, sen- res ou ilhas oceânicas, situando-se na faixa dos to- do que os exemplares mais friáveis são bastante leiítos de arcos insulares. Têm caráter de transição subordinados. – 28 – SB.22-X-D (Marabá) Em geral, esses arenitos formam espessos pa- Os conglomerados são constituídos por matriz cotes, onde se observa como estrutura primária angulosa mal selecionada, sem estruturação, colora- predominante a estratificação plano-horizontal, po- ção avermelhada e, por vezes, esverdeada. A com- dendo, no topo das camadas, ser observada uma posição é arcosiana (feldspato  quartzo), envolven- certa ondulação (estratificação cruzada foi obser- do seixos polimíticos de silexito, quartzito, formação vada em blocos rolados). ferrífera, vulcânicas básicas e quartzo, que não se to- Em uma seção que corta transversalmente a bor- cam, e emprestam à rocha um arcabouço aberto. da oeste da serra do Paredão, observam-se, inter- Ao microscópio, esta rocha conglomerática ar- calados ao arenito ortoquartzítico, níveis de areni- cosiana exibe certas feições calaclásticas a proto- tos conglomeráticos, onde os grãos de quartzo se miloníticas. Muitas vezes, torna-se difícil observa- mostram um tanto quanto alongados, de forma li- rem-se tais feições, em face do corte impróprio geiramente amendoada, sugerindo que os sedi- dado na rocha, da incipiente deformação e da gra- mentos se encontram, pelo menos localmente, de- nulometria muito grosseira do sedimento. formados e metamorfizados. Ao microscópio, os arenitos ortoquartzíticos mostram-se ineqüigranulares, com matriz quartzo- Assinaturas Geofísica e Geoquímica sa e cimentados por sílica e raramente por óxido de ferro. O contato entre os grãos se dá de forma pre- O Grupo Paredão exibe uma particular feição dominantemente retilínea e, em menor monta, côn- magnetométrica. Trata-se de uma série de ano- cavos e suturados. Os grãos de quartzo, em geral, malias dipolares em pares positivos e negativos, apresentam-se com sobrecrescimento de sílica se- com pequenos comprimentos de onda e fortes gra- cundária, extinção variando de moderada a forte- dientes, as quais associam-se aos domínios das mente ondulante. Os contatos poligonizados são grauvacas e dos diques de diabásio. Estes últimos, freqüentes e indicam um moderado grau de recris- de idade mais jovem, intrudidos nessa unidade. A talização sofrido pela rocha, que, conforme a fraca gamaespectrometria exibe valores inferiores a orientação dos grãos de quartzo, sugere um fraco 400cps. A gravimetria marca a possível zona de metamorfismo imposto à rocha ou uma forte diagê- contato deste grupo com a Suíte Metamórfica Ba- nese que, em face da composição da rocha, não cajaí, através da passagem de um gradiente mer- permite maiores conclusões. gulhado a lete para outro, formando um alto a norte. A grauvaca é uma litologia subordinada, tanto Nas rochas desta unidade não foram efetuados nos domínios da Folha Serra Pelada como na Folha estudos geoquímicos. Marabá, onde aflora sob a forma de blocos arre- dondados, de dimensões que variam de decimé- trica a centimétrica. A coloração é cinza-escuro, Metamorfismo e Deformação do Cinturão granulometria média, aspecto maciço e fortemente Itacaiúnas litificada (RM-41). Ao microscópio, observa-se que a rocha se Conforme já referenciado anteriormente, os as- apresenta constituída por quartzo, plagioclásio, pectos inerentes ao Cinturão Itacaiúnas constituem, microclina e fragmentos de rochas. Os grãos mi- em sua maior parte, um extrato das considerações nerais e de fragmentos de rochas, que cons- apresentadas na Folha Serra Pelada (no prelo). tituem o litótipo, apresentam-se predominante- Desta forma, são aqui apresentadas as observa- mente angulosos e mal selecionados. Os mine- ções sobre metamorfismo e deformação das unida- rais acessórios mais comuns são a clorita, a des Suíte Bacajaí, Complexo Xingu e grupos Tapi- muscovita, o epídoto, opacos, zircão e carbona- rapé e Rio Novo, ocorrentes no âmbito da Folha Ma- to, este muito subordinadamente. A matriz, em rabá. geral, é constituída pela associação clorita, seri- Suíte Metamórfica Bacajaí – as rochas da Suíte cita e argilominerais. Bacajaí ocupam a maior parte da área de ocorrên- Os exemplares de grauvacas estudados na Fo- cia do Cinturão Itacaiúnas na Folha Marabá. A uni- lha Serra Pelada, exibem grão minerais alongados dade é caracterizada por um metamorfismo retró- e orientados preferencialmente, sugerindo tra- grado, através das relações texturais e paragenéti- tar-se de uma foliação metamórfica, evidenciando, cas dos granulitos básicos (piriclasitos) e ácidos portanto, estarem as mesmas metamorfizadas (me- (charnokitos - charno-enderbitos e granoblastitos) tagrauvacas ou grauvacas protomiloníticas). e metassedimentos (kinzigitos). – 29 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil De maneira generalizada, são identificadas as Estudos macro, meso e microscópicos, efetua- fácies metamórficas granulíticas e anfibolíticas re- dos em detalhe na Folha Serra Pelada, podem ser trógradas, sendo ocasional a ocorrência de para- estendidos para a área da Folha Marabá. Estes es- gêneses compatíveis com a fácies xisto-verde re- tudos indicam a freqüente variação da anisotropia trógrada, caracterizando alçamento a níveis crus- estrutural, resultante da deformação ser heterogê- tais superiores ou epizonais. nea e progressiva, com diferentes taxas deforma- A faciologia metamórfica retrógrada da Suíte Ba- cionais. A estrutura planar é constituída pela alter- cajaí é diagnosticada pelas fases minerais ou pares nância irregular de ocelos feldspáticos, com leitos de fases minerais, que determinam o estágio de re- de Bi - Hb - Qz - Fk matriciais, que apresentam trogressão. conspícua orientação preferencial. A observação microscópica mostra que a para- Ao microscópio a deformação é dada pela presença gênese sofreu modificações reacionais, gerando de efeitos de tensão interna, particularmente nos grãos transformações mineralógicas, com destaque para de quartzo com extinção ondulante e bandas de defor- alterações do tipo piroxênio-anfibólio, piroxê- mação, resultantes de deslocamentos intracristalinos e nio-biotita, piroxênio-bastita, anfibólio-biotita e bio- intergranulares. Nos estágios mais avançados de milo- tita-clorita, compondo pares de fases minerais de- nitização, os grãos de quartzo são achatados e estira- sequilibradas, geradas por reações químico-mine- dos, com desenvolvimento de ribbons que apresentam ralógicas hidratantes. Nesse processo metamórfi- diferentes graus internos de recuperação e recristaliza- co envolvendo cristalização mineral, associam-se ção. Ocelos feldspáticos rotacionados indicam o senti- os processos deformacionais, numa relação do da movimentação sinistral. O retrometamorfismo é sintemporal inerente ao regime tectônico oblíquo evidenciado palas transformações locais de biotita do Cinturão Itacaiúnas. marrom-claro a escuro em clorita secundária. Tanto os piriclasitos quanto os granulitos ácidos Rochas miloníticas a ultramiloníticas, com alto da Suíte Bacajaí, apresentam espécies com dife- grau de cominuição, marcam locais de concentra- rentes taxas deformacionais, gerando tipos miloní- ção da deformação, em forma de estreitas zonas li- ticos a ultramiloníticos, que se caraterizam por neares com padrão anastomosado. Localmente, uma forte redução matricial. A investigação petro- taxas extremas de deformação proporcionam uma gráfica mostra que os processos deforma- estrutura bandada, representada por bandas félsi- cionais são responsáveis por tensões internas nos cas e máficas alternadas, resultantes de processos grãos minerais, redundando no aparecimento de de migração composicional. extinção ondulante, formação de subgrãos (recu- A foliação de caráter penetrativo tem direção ge- peração) e formação de novos grãos, envolvendo ral E-W, tendo a lineação de estiramento um mergu- processos de recristalização, com evidências lho predominantemente suborizontal para ENE. marcadoras de um mecanismo deformacional por Grupo Rio Novo – esta unidade é representada por cisalhamento dúctil, compatível com o estágio metaultramafitos, metamafitos, metassedimentos e su- protomilonítico. bordinadamente formação ferrífera bandada, em A taxa deformacional é nitidamente progressiva, fácies xisto-verde baixo a alto, com processos defor- com geração local de tipos miloníticos a ultramiloní- macionais apresentando taxas extremamente varia- ticos, tendo como conseqüência uma variação mi- das. As transformações mineralógicas recristalizantes croestrutural, sendo produzidas uma forte cominui- têm reações geralmente completadas, associadas a ção, uma acentuada recristalização dinâmica e deformação dúctil com características polifásicas. uma forte paralelização entre os planos de cisalha- É freqüente a presença de metassedimentos filí- mento e da superfície de deformação finita. ticos intensamente microdobrados e microcrenula- Complexo Xingu – a unidade é constituída domi- dos. Quartzitos a sillimanita, com deformação poli- nantemente por granitóides sódicos e sódico-po- fásica, evidenciam a transformação progressiva de tássicos retrabalhados por cisalhamento dúctil, em muscovita para sillimanita fibrosa, resultante de in- regime tectônico de baixo e alto ângulo, em íntimo crementos nas variáveis físico-químicas. relacionamento genético e geométrico. A foliação Os metamafitos têm associações do tipo Ac - Cl - milonítica é anastomosada, sendo a paragênese Tr - Hb - Pl  Op Ti.Zr, com rearranjos mineralógi- (PI Qz  Mi  Bi  Hb  Ep  CI) da fácies anfibolito, co-estruturais resultantes de milonitização super- diagnóstica do nível crustal mesozonal. Diaftorese posta, onde a observação de leitos minerais filíticos local atinge a fácies xisto-verde alto, resultante de proporcionam a determinação da movimentação cloritização, às expensas de Hb e Bi. sinistral. – 30 – SB.22-X-D (Marabá) Os metaultramafitos são igualmente envolvidos de confiabilidade prejudicada, devido ao reduzido no metamorfismo e na deformação, através de pro- espalhamento dos pontos analisados e MSWD de fundas transformações mineralógicas com reações 34, considerado aceitável. completadas. Caracterizam-se por uma paragêne- Dessa maneira, verifica-se pelas análises cita- se representada por Ac - Tr - Tl - Cl  Ant, em dife- das, que as idades arqueanas são as mais compa- rentes proporções e padrões texturais. tíveis com a evolução da Unidade Pium, cujas ro- Grupo Tapirapé – é representado por espécies chas são perfeitamente correlacionáveis com as da metamáficas ortodserivadas, dispostas na direção Suíte Metamórfica Bacajaí. geral E-W, compreendendo essencialmente orto- No Complexo Xingu, os primeiros trabalhos que anfibolitos e subordinadamente xistos actinolíticos, se tem notícia sobre datações, devem-se a Almaraz observando-se uma relação isocronológica entre o (op. cit.), Almeida (op.cit.), Amaral (op.cit.) e Gomes metamorfismo e a deformação. A fácies metamórfi- et al. (1971). Neles, foram obtidas através do método ca é anfibolito baixo, ocasionalmente atingindo es- K/Ar, idade média de 2.000Ma, para granitos, mig- tágios de anfibolito alto retrometamorfizado a fácies matitos, anfibolitos, gnaisses, anfibólio xistos e mus- anfibolito baixo/xisto-verde. covita xistos dos rios Itacaiúnas, Parauapebas e To- Os efeitos deformacionais superpostos aos me- cantins. tamorfitos Tapirapé, são responsáveis por uma Posteriormente, outros trabalhos mostram amplo pronunciada estrutura planar, resultante da folia- intervalo de idade que geraram inúmeras interpre- ção milonítica, em que os eixos cristalográfi- tações: Basei et al. (1973) dataram biotita pelo mé- cos maiores dos prismas de anfibólio estão orien- todo K/Ar, obtendo idade em torno de 1.800Ma; tados unidirecionalmente paralelos à foliação. HIDROSERVICE (1973), em gnaisse do Complexo Os processos diaftoréticos são diagnosticados Cristalino obteve uma idade de 3.283  113Ma, pela passagem gradativa de porfiroclastos de gra- pelo método K/Ar em rocha total; Gomes et al. nada poiquilítica e de diopsídio para hornblenda (1975), utilizando o método Rb/Sr em rocha total, actinolítica e, ocasionalmente, de cristais de horn- definem uma isócrona de referência com idade de blenda verde para clorita. 1.960  20Ma, para as rochas dos rios Cateté, Ita- caiúnas e Parauapebas, interpretando que essa seria a idade do resfriamento regional. Idade e Correlação do Cinturão Itacaiúnas Tassinari e Basei (1980) e Cunha et al. (1981), conforme Cordani et al. (1984), através do método O Cinturão Itacaiúnas, como definido por Araújo Rb/Sr, alcançam retas isocrônicas de referência et al. (op. cit.), é uma Província Geotectônica em ní- de 2.800Ma, com Rl de 0,702 e 0,707, respectiva- vel crustal, cujas unidades rochosas são posiciona- mente. Atribuem a idade mais jovem como resul- das do Arqueano ao Proterozóico inferior. Na evolu- tante de efeitos geodinâmicos posteriores. ção dos conhecimentos, esses conjuntos rochosos Montalvão et al. (1984) usando o método Rb/Sr foram posicionados geocronologicamente e corre- em isócrona convencional, para granitos e gnais- lacionados a outros, cujos principais estudos são ses do rio Itacaiúnas, revelaram uma idade de comentados a seguir. 2.480  30Ma, com elevada Rl Sr 87/Sr86 de 0,707, Rochas granulíticas da Folha Serra dos Carajás, indicando retrabalhamento de rochas mais anti- correlacionadas à Suíte Metamórfica Bacajaí foram gas. datadas por Renne et al. (1988), através de estudos Idade mais elevada foi obtida por Machado et al. isotópicos Ar40/Ar39,em hornblenda, indicando ida- (1988), usando o método U/Pb, alcançando 2.851  de arqueana (2.700Ma), para o evento metamórfico 4Ma, em migmatitos do km16 da PA-275. que afetou essa seqüência. Biotita e plagioclásio Pelos dados expostos, pode-se agrupar um de- registraram um episódio termal de 1.900Ma. terminado número de datações que indicam um Araújo et al. (op. cit.) quando das análises de to- evento no final do Arqueano, ligado a um processo das as amostras selecionadas do Complexo Pium, de milonitização regional, correspondendo à insta- ainda na Folha Serra dos Carajás, encontraram lação do Cinturão de Cisalhamento Itacaiúnas, uma idade de 2.556  97Ma, com Rl Sr87/Sr86 de prosseguindo com reaquecimento no Proterozóico 0,00015, tido como um valor estatisticamente ver- inferior a Médio. dadeiro. Por outro lado, quando analisadas apenas O Complexo Xingu é correlacionado mais fre- as amostras com baixo teor em Rb, a idade obtida qüentemente, e aceito em dias atuais com algumas foi de 1.894  136 Ma, com Rl de 0,07024  0,00010, restrições, ao Complexo Guianense. – 31 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil No Grupo Rio Novo, as datações efetuadas por 2.3.2 Cinturão Araguaia (Regime Compressivo Machado et al. (op.cit.), através do método U/Pb, Oblíquo) em rochas do Complexo Luanga, intrudidas no re- ferido grupo indicam idade de 2.763  6Ma. Histórico Idades semelhantes foram obtidas em xistos do Grupo Salobo por Tassinari et al. (1982), através do O desenvolvimento histórico do relacionamento método Rb/Sr, alcan; ando 2.700 150Ma, e em ro- entre os conjuntos litológicos que formam esta pro- chas vulcânicas básicas do Grupo Grão-Pará por víncia geotectônica, tem sido objeto de diferentes in- Wirth et al. (1986), pelo método U/Pb, atingindo terpretações no decorrer do tempo. A principal con- 2.768  78Ma. trovérsia que tem sido suscitada diz respeito, princi- As litologias do Complexo Luanga foram englo- palmente, ao posicionamento estratigráfico bem badas no Grupo Rio Novo por Oliveira et al. (op. como à própria definição das unidades geológicas. cit.). Também pelos dados acima, torna-se possível Atualmente, pode-se entender, que o motivo das uma correlação do Grupo Rio Novo, em tempos conflitantes versões está intimamente relacionado temporais e evolutivos com os grupos Grão-Pará e à impossibilidade de um perfeito entendimento do Salobo. Da mesma forma, para Araújo et al. (op. posicionamento estratigráfico regional, em função cit.), outras correlações podem ser feitas com se- da movimentação compressiva que impôs mudan- qüências tipo greenstone belts do sul do Pará. ças expressivas nas posições espaciais originais No Grupo Tapirapé, o estudo geocronológico dos conjuntos litológicos. realizado por Amaral (op. cit.), através do método Outro fator que tem dificultado o entendimento do K/Ar, em anfibolito do setor oeste da serra Tapira- quadro geológico se refere à setorização dos estu- pé, revelou idade de 3.280  113Ma. Talvez pela dos, ou seja, o desenvolvimento de trabalhos sem suspeita de contaminação em argônio, verifica-se vinculação com programas sistemáticos e, em dife- que é contrastante este resultado com outros de rentes escalas, resultando em um quadro de dados datações em anfibolitos da região do rio Itacaiúnas heterogêneos, que ainda não proporcionou um en- e adjacências, pertencentes a essa unidade. tendimento integrado satisfatório, dos diversos as- Assim, Gomes et al. (op. cit.) dataram tais rochas, pectos litoestruturais desse segmento crustal. Além pelos métodos K/Ar e Rb/Sr, obtendo idades de disso, o caráter gradacional entre as litologias que 2.222  32Ma, 2.160  140Ma e 2.130  78Ma. compõem as unidades e do contato entre estas, são Para Oliveira et al. (op.cit.) uma análise desses fatores limitadores a definições mais acuradas. dados mostram que são incompatíveis a outros A primeira referência geológica sobre as rochas segmentos arqueanos da região, tais como, os dos do cinturão deve-se a Moraes Rego (1933), que defi- grupos Salobo, Rio Novo, Gão-Pará, etc., ou então, niu a Série Tocantins. Autores como Shearer et al. tal incompatibilidade deve-se à deficiência da apli- (1944), Campbell (1949) e Kegel (1952), este último cação do método K/Ar, em rochas antigas, subme- relatando os estudos que Othon H. Leonardos, Pe- tidas a eventos termais. dro de Moura e R. Fleury realizaram em 1938 em ro- No Grupo Paredão, as informações sobre o pos- chas do cinturão, deram contribuições referentes a sível posicionamento desta unidade, deve-se a hi- descrições litológicas em diversas localidades, al- póteses levantadas por Serique et al. (1984), que guns citando ocorrências de cristal-de-rocha e dia- acham, por analogia aos sedimentos da Área Gran- mante. ja na serra do Carajás, que as litologias desse gru- A partir de meados da década de sessenta co- po sejam de idade pré-cambriana. Da mesma ma- meçaram a surgir trabalhos de caráter mais abran- neira, Ramal et al.(1984), repetem haver semelhan- gente e sistemático, destacando-se o Projeto Ara- ça com os arenitos da Área Granja, com provável guaia, de Barbosa et al. (op.cit.), os quais entre ou- idade entre 1.800 a 2.200Ma. tras questões de cunho mais regionalizado reuni- Entretanto, pela afinidade espacial, ligado ao ram os metassedimentos nas séries Araxá e Tocan- Sistema Castanheira, assim como pelos registros tins, com base em critérios metamórficos. Almeida das descrições de lâminas, denunciando metamor- (op.cit.) enquadrou estas séries na categoria de fismo em caráter protomilonítico a epimetamórfico Grupo, incluindo-as na Faixa de Dobramentos Pa- de algumas de suas amostras, permitem correla- raguai-Araguaia. Puty et al. (op.cit.), Reis et al. cionar tal unidade à Formação Águas Claras, con- (1974) e Silva et al. (op.cit.), mantiveram a categoria seqüentemente, ligada à fase final da implantação de Grupo, tendo estes últimos definido ainda a Fai- do domínio transcorrente do Cinturão Itacaiúnas. xa Orogênica Araguaia-Tocantins. Almeida (1974) – 32 – SB.22-X-D (Marabá) reconhece uma geossutura no limite do Cráton do racteriza por feições longitudinais submeridianas, Guaporé com a Faixa de Dobramentos Para- concordante com o comportamento litológico-estru- guai-Araguaia, denominando-a Geossutura Tocan- tural da área. Também analisando as cartas magnéti- tins-Araguaia. cas do Projeto Geofísico Brasil - Canadá (1979), rela- Da segunda metade da década de setenta em tou que elas oferecem condições à individualização diante, surgiram trabalhos específicos envolvendo de domínios magnéticos correlacionáveis às lito- aspectos diversos sobre as rochas do cinturão. Hasui logias e estruturas do arcabouço tectônico regional. et al. (1975) mostraram que a denominação Araxá Costa et al. (1988) definiram o Cinturão Araguaia não poderia ser mantida para os metassedimentos como um cinturão de cisalhamento oblíquo caval- dos Cinturão Araguaia, devido a suas vergências gante, descaracterizando a anterior concepção de opostas, portanto, o termo Araxá foi substituído por cinturão de dobramento. Hasui & Costa (1990) Estrondo. Hasui et al. (1977) definiram o Grupo Baixo apresentaram uma revisão do modelo litoestrutural Araguaia constituído, da base para o topo, pelas for- do Cinturão Araguaia, dividindo-o em duas unida- mações Estrondo, Couto Magalhães e Pequizeiro. des maiores: o Complexo Colméia e o Supergrupo Abreu (1978) definiu o Supergrupo Baixo Araguaia, Baixo Araguaia, este último compreendendo o Gru- formado pelos grupos Estrondo e Tocantins, sendo o po Estrondo, na base, e o Grupo Pequizeiro, no primeiro constituído pelas formações Morro do Cam- topo. A estruturação teria sido decorrente de imbri- po e Xambioá, e o segundo formado pelas formações cação generalizada das unidades litológicas, com- Couto Magalhães e Pequizeiro. preendendo dois pulsos cinemáticos. O primeiro Costa (1980) definiu a Formação Canto da Vazan- representado por cavalgamentos dúcteis e o se- te, relacionada ao Grupo Estrondo, posicionando-a gundo por dobramentos e falhas transcorrentes. sobre a Formação Xambioá. Gorayeb (1981) inver- Lima & Costa (1992) desenvolveram estudos estru- teu a posição estratigráfica das formações Pequizei- turais em níveis macro, meso e micro no Cinturão ro e Couto Magalhães e observou que as passagens Araguaia, entre as cidades de Marabá e São João entre as unidades é gradacional. Cunha et al. do Araguaia, tendo observado estruturas planares (op.cit.) corroboraram que não havia discordância e lineares, resultantes da deformação progressiva, entre as unidades do cinturão, e que os contatos são as quais evoluem do campo do achatamento para o gradacionais. Matta (1982) estudou a falha de em- contracional de oeste para leste. purrão de Tucuruí e estabeleceu um modelo estrutu- A figura 2.14 mostra a disposição das unidades ral para a área com três fases de deformações su- litoestratigráficas e o arranjo estrutural simplificado cessivas. Teixeira (1984) seguiu fundamentalmente do Cinturão Araguaia, na área da Folha Marabá. a coluna de Costa (op.cit.), porém suprimiu a Forma- ção Canto da Vazante. Santos et al. (1984) e Souza (1984), entre outros, mantiveram a divisão estrati- 2.3.2.1 Formação Xambioá – Pxb gráfica do Supergrupo Baixo Araguaia proposta por Abreu (op.cit.). Hasui et al. (op.cit.) fizeram uma sín- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações tese dos conhecimentos geológicos do setor seten- de Contato trional da Província do Tapajós, admitindo uma sub- sidência do embasamento da Faixa Araguaia, na Na Folha Marabá, as rochas da Formação Xam- forma de depressão geossinclinal que permitiu a de- bioá dispõem-se em uma faixa de direção sub- posição do pacote Baixo Araguaia, envolvendo a meridiana, localizada no setor centro-leste da fo- Geossutura Tocantins-Araguaia, a qual fragmentou lha, com 28km de largura e 40km de extensão (fi- a crosta possibilitando a ascensão de material bási- gura 2.14). co-ultrabásico do manto. O relevo apresenta uma expressão mais acen- A partir dos trabalhos de Hasui et al. (op. cit.) e Ha- tuada na porção leste desta faixa, sustentado por sui e Haralyi (op.cit.), a arquitetura crustal da Região veios de quartzo e lentes de quartzitos, não mapeá- Amazônica tem sido entendida através da articula- veis na escala de trabalho, as últimas provavelmen- ção de blocos crustais, o que permite que interpreta- te pertencentes à Formação Morro do Campo. Tan- ções mais modernas visualizem a compressão oblí- to os veios de quartzo, quanto os quartzitos, dis- qua a que foi submetido o Cinturão Araguaia, como põem-se na direção geral N-S. Na parte oeste, o re- resultante do cavalgamento do Bloco Porangatu so- levo torna-se mais suave, em consonância com a bre o Bloco Araguacema. Carvalho (1988) mostrou redução gradativa da ocorrência de veios de quart- que o padrão gravimétrico da Faixa Araguaia se ca- zo e quartzitos. – 33 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ Pcm ITUPIRANGA Pcm Pcm T o R ci o a n t i n s MARABÁ Pcm SÃO JOÃO DO ARAGUAIA Pcm R i o Pcm Pcm Pmu v Ppq Pcm Pmu Pcm BREJO GRANDE ARAGUATINSDO ARAGUAIA Pcm Pxb Pmu Pcm Ppq Pcm Pcm Pxb Pxb -6º00’ Pcm -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Pcm Formação Couto Magalhães Zona de cisalhamento com caráter Contato transicional de cavalgamento oblíquo sinistral Contato Ppq Formação Pequizeiro Zona de cisalhamento transcorrente v Vergência com movimentação indicada Pxb Formação Xambioá Lineamento definido por traço de Falha extensional foliação milonítica Pmu Ultramáficas Lineamento de estiramento com Falha indiscriminada caimento indicado Figura 2.14 – Cinturão Araguaia: unidades litoestratigráficas e arranjo estrutural simplificado. No âmbito da folha, esta formação encontra-se em indicativa de metamorfismo na fácies xisto-verde contatodiscordanteestrutural eerosivo,a lesteeanor- médio a alto. te com os sedimentos da borda oeste da Bacia do Par- Nos afloramentos estudados, os xistos são de naíba, incluídos nas formações Pimenteiras e Itapecu- granulação média, havendo poucas espécies fi- ru, respectivamente, e a oeste passa gradacionalmen- nas e grossas. O bandamento composicional é te para as rochas da Formação Pequizeiro através de paralelo à xistosidade e se expressa pela interca- uma faixa de concentração de deformação. lação rítmica de níveis milimétricos de minerais quartzo-feldspáticos, de cor clara, com leitos de minerais micáceos, de cor verde, com igual es- Caracterização Litológica e Petrográfica pessura. Em poucos afloramentos (PM-135, 148 e 149), as A unidade constitui-se de um uniforme conjunto rochas apresentam-se, virtualmente, monominerá- de rochas metassedimentares, cuja paragênese licas, compostas essencialmente por clorita, com mineral (quartzo, biotita, muscovita e granada) é alguns cristais de quartzo disseminados (clorititos). – 34 – aia Ara gu SB.22-X-D (Marabá) Ainda neste item, mencionam-se os quartzitos fer- cro-ocelos de epídoto rotacionados com sentido si- ruginosos (PM-133, 152 e 159) pertencentes à For- nistral. Não obstante, as fortes transformações mine- mação Morro do Campo, não mapeáveis na escala ralógicas e a extrema deformação cisalhante dúctil, de trabalho. Dos três afloramentos estudados, dois com obliteração total das características texturais e (PM-152 e 159) são compostos por grandes blocos mineralógicas originais, admite-se que tais tipos pe- deslocados e, no outro, as rochas estão in situ trográficos poderiam representar metavulcânicas (PM-133). Neste último afloramento, pode-se obser- máficas intercaladas no pacote metassedimentar. var, nitidamente, a intercalação rítmica dos quartzi- Esses xistos máficos exibem uma textura tipica- tos com os xistos da Formação Xambioá, em leitos mente nematoblástica em que os seus comporta- de aproximadamente dois metros de espessura. Os mentos mineralógicos não se dispõem em um pa- quartzitos têm granulação média a localmente gros- drão de leitos ou níveis diferenciados e/ou segrega- sa, exibem bandamento paralelo à foliação, e apre- dos. Em geral a associação actinolita, tremolita, sentam intercalação rítmica de níveis claros com ní- epídoto e clorita, constitui uma massa mineralógi- veis cinza-médio a escuro, ferruginosos. ca, incorporando grãos xenoblásticos de quartzo, A análise microscópica de um conjunto repre- cuja conseqüência textural está relacionada ao me- sentativo de rochas permitiu a caracterização das tamorfismo e à deformação, em sincronismo tem- variedades petrográficas mais significativas da uni- poral com uma forte tansposição estrutural, ineren- dade. Portanto, a Formação Xambioá é representa- te ao regime de cisalhamento dúctil impresso nesta da dominantemente por xistos a base de quartzo, litologia. biotita, muscovita, granada, epídoto e clorita. Em quantidade extremamente subordinada e Os biotita-muscovita xistos apresentam uma folia- sem expressão no nível da escala de trabalho, ção milonítica penetrativa, caracterizada pela alter- ocorrem quartzitos a magnetita, os quais mostram nância algo regular de leitos micáceos e quartzosos uma tendência à segregação em níveis quartzo- (fotos 9 e 10). O aspecto microestrutural mais mar- sos e ferruginosos. O conjunto quartzo-magnetita cante é o desenvolvimento de um padrão anastomó- dispõe-se segundo uma forte orientação preferen- tico e evidências de forte transposição dos corpos cial, traduzida por uma foliação milonítica. No pa- rochosos. De um modo geral, a muscovita e a biotita drão microestrutural destacam-se os grãos de ocorrem em íntima associação com granada, epído- quartzo com acentuado aspecto de recuperação e to e clorita em quantidades subordinadas, definindo recristalização estática, que evolui para um arranjo localmente a clivagem de crenulação. Os leitos textural granoblástico poligonal e conseqüente eli- quatzosos são compostos por agregados de grãos minação dos efeitos de tensões internas. de quartzo policristalinos e fases de recristalização A textura exibida pelos quartzos é em geral gra- sin e pós-cinemática. noblástica ineqüigranular, cujos contatos intergra- O arranjo mútuo entre os grãos minerais desenha nulares mostram uma tendência ao desenvolvi- um padrão textural lepidoblástico em que a biotita e mento de junção tríplice, como conseqüência de a muscovita se dispõem como agregados filitosos uma moderada recristalização pós-cinemática. A em nítida orientação preferencial, contrastando presença de delgados e subrdinados níveis de com os leitos de quartzo, exibindo internamente um magnetita empresta aos quartzitos um arranjo tex- arranjo textural granoblástico algo poligonizado, tural algo granolepidoblástico, em que os níveis de com contatos intergranulares formando ângulo die- agregados de grãos de magnetita se alternam irre- dral em junção tríplice. A textura interna dos níveis gularmente com os agregados quartzosos policris- micáceos e quartzosos são fortemente contrastan- talinos e anelados. O padrão textural, como eviden- tes e resultantes dos diferentes comportamentos ciado pelo relacionamento intergranular, resulta do reológicos entre as duas fases. O forte e conspícuo metamorfismo e da deformação, intimamente liga- arranjo textural lepidoblástico é decorrente do forte dos a um processo estrutural envolvendo uma forte processo de transposição estrutural sofrido por es- transposição destes litótipos. tes litótipos. É freqüente a ocorrência de anfibólio xistos, a exemplo daquele da estação PM-149, caracteriza- Assinaturas Geofísica e Geoquímica do por uma associação de actinolita-tremolita-quart- zo-epídoto-clorita, dispostos segundo uma forte ani- Esta formação acha-se representada por uma sotropia planar, materializada por uma foliação milo- unidade magnetométrica, onde o paralelismo das nítica; nesse arranjo destacam-se grãos ou mi- isolinhas na direção E-W, acha-se interrompido – 35 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil pelo aparecimento de sucessivos baixos de pe- O bandamento composicional, à semelhança da queno comprimento de onda e amplitude, os quais unidade anterior, também é paralelo à xistosidade e podem representar injeção de materiais básicos, demarcado pela milimétrica intercalação rítmica de através de planos de cavalgamento e/ou transcor- níveis quartzo-feldspáticos e micáceos. rência. Na gamaespectrometria são registrados ní- Os aspectos texturais das rochas desta unidade veis de radiação situados abaixo de 300cps. Um apresentam-se bastante uniformes. A foliação milo- grande alinhamento revelado por esses sensores nítica bandada, encontra-se freqüentemente lenti- da aerogeofísica, na direção NE-SW, sugere maior cularizada e anastomosada (figura 2.15, foto 11). exposição dessa unidade para norte ou não aflo- As feições de transposição ocorrem com menor in- rante, sob os sedimentos da Formação Itapecuru. tensidade que na Formação Xambioá, aparecendo Neste último caso, seria a unidade geológica brus- apenas em locais onde é maior a concentração da camente interrompida no próprio alinhamento. deformação. Dada a relativa homogeneidade das característi- Massas quartzo-feldspáticas, achatadas, lenti- cas das formações Xambioá, Pequizeiro e Couto cularizadas, boudinadas e com formas sigmoidais Magalhães, componentes do Cinturão Araguaia, o (foto 8), são responsáveis pelo aspecto anastomo- estudo geoquímico de suas rochas foi efetuado em sado da foliação. conjunto, sendo os resultados apresentados no As variedades litológicas são essencialmente item referente ao panorama litogeoquímico. psamo-pelíticas, compreendendo minerais micá- ceos e quatzosos, tendo como tipos predominan- tes clorita xistos, muscovita-clorita xistos, clori- 2.3.2.2 Formação Pequizeiro – Ppq ta-quartzo xistos, muscovita-biotita-clorita xistos, etc., cujas assembléias minerais apresentam para- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações gênese relacionada à fácies metamórfica xisto-ver- de Contato de médio a baixo, localmente podendo alcançar graus mais elevados. Apenas em um ponto Os clorita xistos da Formação Pequizeiro distri- (PM-141), nas proximidades do contato com a For- buem-se em uma estreita faixa de aproximadamen- mação Xambioá e em zona de maior concentração te 65km de comprimento, em disposição submeri- de deformação, foram observados minerais micá- diana, situada na porção centro-leste da folha, sen- ceos de tamanho centimétrico. do sua largura em torno de 8km (figura 2.14). A expressão do relevo é monótona, observan- do-se apenas uma relativa maior amplitude das colinas no setor leste, o que se atenua no sentido oeste. A unidade mantém contatos com as formações Xambioá, Couto Magalhães e Itapecuru. Com as duas primeiras, o contato é gradacional, verifican- do-se nas zonas de cisalhamento dúcteis uma gra- dual e progressiva mudança de isógradas meta- mórficas. A passagem das isógradas aumenta em direção ao contato com a Formação Xambioá (a leste) e diminui em direção a Formação Couto Ma- galhães (a oeste), às vezes ocorrendo superposi- ção de isógradas. 0 4cm Fração quartzosa/ Foliação quartzo-feldspática Fração micácea Caracterização Litológica e Petrográfica Figura 2.15 (PM -167) – Xistos da Formação Pequizeiro Os xistos desta unidade são freqüentemente do apresentando dobras intrafoliais desarmônicas tipo cálcio-muscovita-quartzo-clorita xistos, com apertadas. Sigmóides quartzosas, lenticularização granulação média a fina, colorações esverdeadas e anastomose são feições de ocorrência e tendo cores de alteração amareladas e/ou esver- generalizada nas rochas do Cinturão Araguaia. deadas. Movimentação dominantemente sinistral. – 36 – SB.22-X-D (Marabá) A observação em escala microscópica dos tipos 2.3.2.3 Formação Couto Magalhães – Pcm rochosos componentes da Unidade Pequizeiro, denuncia uma marcante homogeneidade microes- Distribuição Geográfica, Morfologia e Relações trutural e paragenética, em função dos espécimes de Contato coletados e analisados. O padrão textural exibido é tipicamente lepido- A Unidade Couto Magalhães ocupa uma grande blástico a granolepidoblástico, em que a alternân- porção da região centro-oeste da folha. Suas litolo- cia algo regular de leitos micáceos e quartzosos gias encontram-se dispostas em uma faixa de dire- denuncia uma extrema diferenciação por segrega- ção norte-sul, tendo aproximadamente 65km de ção metamórfica. Os leitos micáceos mostram uma largura por 83km de comprimento. Nas proximida- forte orientação preferencial, exibindo internamen- des do limite norte da folha, a unidade desaparece te microcrenulações, enquanto os níveis quartzo- sob as rochas da Formação Itapecuru (figura 2.14). sos ocorrem como agregados policristalinos poli- Com referência às feições morfológicas, obser- gonizados isogranulares, com contatos intergranu- va-se a predominância de um aspecto bastante ho- lares em junção tríplice, incorporando grãos de car- mogêneo, para a maior parte da unidade, o que se bonato com recristalização anômala. Entre os dife- encontra refletido nos sensores remotos de caráter rentes leitos quartzosos existem diferenças granu- fotográfico. Estes aspectos são verificados no terre- lométricas, em função das diferentes intensidades no, através da existência de um sistema de serras, do processo de cominuição resultante da miloniti- que estabelecem um padrão suavemente ondulado. zação inerente à transposição estrutural ocorrida. Nas proximidades do contato com o Cinturão Ita- A visualização conjunta mostra uma dominân- caiúnas, o relevo assume características topográfi- cia de quartzo-muscovita-clorita xistos como tipos cas mais elevadas, com desníveis mais íngremes, paraderivados, cujo grau metamórfico e taxas de- principalmente devido a presença de silexitos e ro- formacionais constituem aspectos constantes chas ferríferas bandadas, mais competentes. destes micaxistos. De um modo geral, o conspí- A Formação Couto Magalhães mantém relação cuo bandamento composicional resultante de ex- de contato de caráter discordante com as rochas trema deformação, com microdobras apertadas e do Cinturão Itacaiúnas nas proximidades do limite conseqüentes transposições estruturais (fotos 12 oeste da folha, através de zona de cisalhamento e 13), se materializa por uma alternância irregular com caráter de cavalgamento oblíquo. Ao norte, o de leitos micáceos e níveis quartzosos em padrão contato é de natureza discordante com a Formação de arranjo estrutural anastomótico. Os leitos micá- Itapecuru. Para leste, a Unidade Couto Magalhães ceos são constituídos por um aglomerado de mus- está em contato com as formações Pequizeiro e Ita- covita e clorita como fases dominantes, tendo em pecuru, sendo com a primeira por contato grada- associação quantidades subordinadas e variáveis cional através de zona de cisalhamento com trans- de opacos, epídoto, apatita e mais raramente de formações mineralógicas progressivas, e com a turmalina. Formação Itapecuru por discordância angular e erosiva. Igualmente apresentando caráter discor- dante angular, registra-se o contato da Formação Assinatura Geofísica Couto Magalhães com as formações Itapecuru e Pedra de Fogo, no graben situado ao redor da cida- Tanto os sensores aerogeofísicos (magnetome- de de Marabá. tria e gamaespectrometria) como o terrestre (gravi- metria), não apresentaram feições planares carac- terísticas que pudessem ser correlacionadas com Caracterização Litológica e Petrográfica a unidade geológica em questão. Até porque, sua faixa de exposição não ultrapassa a 8km de largu- Em termos regionais a Formação Couto Maga- ra. Contudo, uma grande peculiaridade revelada lhães compreende litótipos como filitos, ardósias, pela geofísica aérea e terrestre é uma feição linear, xistos (de granulação fina), quartzitos e calcários caracterizada pelos arranjos das isolinhas, corres- com baixo grau de metamorfismo. Na área da fo- pondendo a um grande alinhamento na mesma di- lha predominam xistos de granulação fina gradan- reção da camada, aproximadamente NNW-SSE, do a filitos. A fácies metamórfica situa-se do xis- que marca o contato entre esta unidade e a Forma- to-verde baixo a médio, alcançando o grau anqui- ção Couto Magalhães. metamórfico. – 37 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil As espécies rochosas representativas dos xistos nais os trabalhos anteriores delimitaram uma faixa de granulação fina, apresentam bandamento com- descontínua de direção N-S, estendendo-se desde posicional paralelo à xistosidade. a cidade de Araguacema até a norte do rio Itacaiú- Filmes de minerais micáceos intercalam-se ritmi- nas, na qual aflorariam corpos ultramáficos, com di- camente, definindo a foliação milonítica. À seme- mensões variadas, alcançando até 50km de com- lhança das rochas das unidades anteriores, a folia- primento por 5km de largura, situados nas proximi- ção apresenta-se anastomosada, com presença dades da área cratônica. de feições de transposições, massas minerais com Porém, trabalhos como os de Gorayeb (1989) e formas sigmoidais, lenticularização, boudinagem, Souza (no prelo), entre outros, demonstraram que, estruturas S-C, etc. na verdade, em apenas pequenas porções dos cor- As espécies pelíticas têm constituição quase pos, afloram rochas ultramáficas. Souza (op.cit.) de- monominerálica, compreendendo essencialmente nominou estes segmentos como Associação Máfi- sericita com algum quartzo disseminado (figura ca-Ultramáfica Serra do Tapa, composta por ser- 2.16, foto 14). Os afloramentos estudados apresen- pentinitos, metabasaltos e silexitos, com quantida- tam-se normalmente bastante alterados pelo intem- des subordinadas de talco xistos, clorita xistos, perismo, em face da pronunciada dominância de quartzitos ferríferos bandados e filitos. material pelítico sob a forma de filossilicatos. Com Segundo Gorayeb (op. cit.) não se trata de cor- isto, o aspecto melhor observado, mesoscopica- pos intrusivos, teriam características alóctores e mente, refere-se à anisotropia estrutural penetrati- seriam formados antes ou durante a tectogênese va, caracterizada como do tipo clivagem ardosiana do Cinturão Araguaia. (foto 15), resultante do deslizamento por fluxo plás- As dobras de crenulação, feições comuns na For- tico dos leitos minerais entre si. Estas anisotropias mação Couto Magalhães, são micro-ondulações da são marcadas pela superposição de filmes de mi- foliação milonítica em forma de sucessivas feições nerais micáceos. A direção média é norte-sul com antiformais e sinformais, os ângulos interflancos são mergulhos de 35°-65° para leste. normalmente fechados e os ápices espessados Ainda compondo esta unidade são encontradas (foto 16). Assumem formas variando de assimétricas na folha, sob a forma de corpos com dimensões a simétricas, às vezes com os flancos rompidos. Na restritas, espécies rochosas representadas essen- progressão da deformação a transposição em fai- cialmente por silexitos e rochas ferríferas banda- xas justapostas gera a clivagem de crenulação. Os das, estas com menor expressão. Em termos regio- planos axiais das dobras de crenulação e dos pla- nos de clivagem de crenulação têm postura subver- tical, com orientações NNW-SSE a WNW. As dobras de maior amplitude, que têm ocorrên- cia preferencial nesta unidade, apresentam um esti- lo holomórfico com perfis suaves e abertos (fotos 17 e 18). São dobras simétricas a levemente assimétri- cas, desenhadas pela foliação milonítica bandada, com planos axiais de direção submeridiana com pouca inclinação para leste. As variedades petrográficas observadas no cur- so do mapeamento são representadas por filitos e quartzo-sericita-clorita xistos de granulação extre- mamente fina (fotomicrografia 2.19), como um con- junto tipicamente metassedimentar, com caracte- rísticas de passagens transicionais para os metas- sedimentos da Unidade Pequizeiro. 0 5cm Na análise conjunta destes tipos petrográficos Foliação milonítica dobrada por banda de cisalhamento são marcantes a granulometria extremamente final, a predominante natureza pelítica e a aparente rela- Figura 2.16 (RM-11) – Metapelitos da Formação Couto tiva modificação do estilo estrutural. Magalhães com dobras assimétricas resultantes da De um modo geral a textura exibida é lepidoblás- atuação de bandas de cisalhamento marcadas por tica, em que os minerais filitosos se agregam em ní- filmes silicosos. veis com alternância regular a irregular com leitos – 38 – SB.22-X-D (Marabá) silicosos. Estes são representados por uma massa os grandes alinhamentos de direção N-S. Na gravi- de quartzo microcriptocristalino incorporando metria, dois grandes alinhamentos secundários, de grãos clásticos maiores de forma xenoblástica. Os direções NE-SW e NW-SE, cruzam-se sobre esta níveis filitosos representados por uma massa de unidade, sugerindo articulação de blocos. palhetas microcristalinas de sericita, manchadas por óxido de ferro, se dispõem em acentuada orien- tação preferencial, marcando uma foliação miloníti- Metamorfismo e Deformação do Cinturão ca por trasnsposição estrutural. Araguaia Alternâncias irregulares entre níveis filitosos e sili- cosos, em escala milimétrica, são resultantes de ex- O Cinturão Araguaia representa uma entidade trema deformação, com subseqüente transforma- geotectônica composta dominantemente, por uma ção em estágio milonítico (foto 20). Em todas as es- seqüência pelítica, cujo metamorfismo obedeceu pécies analisadas é visível o caráter de deformação às condições físico-químicas reinantes na epizona polifásica com destaque para as estruturas micro- e cujos processos deformacionais associados exi- crenuladas nos feixes micáceos (fotos 21, 22 e 23). bem uma larga heterogeneidade na sua progres- Os níveis silicosos são representados por quartzo são e intensidade. microcristalino, com alguns grãos exibindo cresci- A visualização regionalizada do cinturão, mostra mento ou recristalização anormal. Em associação, que suas unidades litoestratigráficas se inter-relacio- ocorrem com freqüência grãos relativamente bem nam de forma íntima, onde as variações físico-quími- desenvolvidos de calcita. cas, que determinam a faciologia metamórfica, têm A outra variedade relativamente dominante é re- passagem contínua e gradacional no range anqui- presentada por filitos ou ardósias filíticas, em que a metamorfismo - fácies xisto-verde alto, como obser- paragênese é constituída por sericita e quartzo, vado no curso do mapeamento da Folha Marabá. ocorrendo em dimensões microcriptocristalina, Considerando-se a direção do esforço compres- com forte orientação preferencial, marcando uma sivo, o trend da foliação regional e a vergência do conspícua foliação e mostrando uma tendência à cinturão como invariáveis, nos domínios geográfi- segregação em leitos filitosos e quartzosos. cos da Folha Marabá, os aspectos metamórficos e deformacionais são considerados de forma conjun- ta com relação às formações Xambioá , Pequizeiro Assinatura Geofísica e Couto Magalhães. A observação generalizada sobre as estações Duas distintas feições magnetométricas são re- das diferentes seções geológicas realizadas, de- gistradas nesta unidade. Uma caracterizada pela nuncia uma certa coerência nos traços macro, agitação do relevo e aparecimento de anomalias, e meso e microestruturais, em função da análise das a outra apresentando o relevo mais suave de todo o tramas estruturais e das conseqüentes transforma- padrão regional, interrompido esporadicamente ções e alterações mineralógicas, resultantes das pela incidência de porções anômalas locais de pe- ações metamórficas deformacionais. quena intensidade. A primeira, situada a oeste, atri- Os metapelitos mostram, a rigor, uma paragêne- bui-se tratar de uma zona de contato com o Cinturão se representada por quartzo  albita,  muscovita,  Itacaiúnas, através de cavalgamentos e transcor- clorita,  biotita,  calcita,  sericita,  epídoto, rências, e as anomalias alongadas na direção N-S, como componentes majoritários, refletindo, de um associam-se a presença de diques básicos e/ou a modo geral, uma neomineralização por recristali- presença de formações de rochas ferríferas. A se- zação metamórfica sincinemática, com reações mi- gunda, no centro-sul da folha, reflete um padrão neralógicas completadas. Esta paragênese domi- magnético de fundo, extremamente calmo, ditado nante mostra, com freqüência, transformações sob pelo paralelismo das isolinhas na direção E-W, que condições hidrotermais, com geração de minerais quando apresentam sucessivas quebras indicam secundários, resultantes da deformação simultâ- alinhamentos com movimentos direcionais, muitas nea em regime de cisalhamento dúctil. Muscovita e vezes coincidentes com as linhas dos planos de ca- clorita ocorrem geralmente como leitos bem segre- valgamento e transcorrência impostos ao cinturão. gados dos níveis quartzosos ou quartzosos carbo- Na gamaespectrometria, o canal de contagem total náticos, gerados por um processo de forte diferen- ressalta estreitas e alongadas feições com radiação ciação metamórfica e/ou laminação tectônica (foto máxima de 500cps, quase sempre acompanhando 25), envolvendo uma forte transposição estrutural – 39 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil (foto 26). Circunstancialmente esse conjunto de lei- A análise em seções favoráveis, do relaciona- tos algo bem segregados, edificam dobras abertas mento microestrutural entre os porfiroblastos e os de amplitudes decimétricas a métricas, algo suavi- componentes matriciais, seguem uma linha de evi- zadas (fotos 17, 18 e 27). dência de diacronismo temporal entre o metamor- Nos locais de maior taxa de deformação, a assi- fismo e a deformação, caracterizando sobremanei- metria de pequenos dobramentos com flancos ra um metamorfismo regional ou dinamotermal rompidos, tais como dobras isoclinais, em bainha e sindeformacional, polifásico, não-coaxial. São qua- intrafoliais, contribuem para a anastomose da folia- se generalizadas as evidências de um metamorfis- ção. As atitudes gerais da foliação têm direção sub- mo polifásico, associado a uma deformação hete- meridiana com mergulhos de 30° a 45° para leste. rogênea e progressiva, atingindo esta, com fre- Localmente, mudanças das atitudes regionais são qüência, os estágios miloníticos a ultramiloníticos observadas, devido a acomodações durante a pro- (foto 28). pagação da deformação heterogênea. No processo metamórfico sindeformacional, fo- As dobras intrafolias desenhadas pela foliação ram estabelecidas inúmeras zonas de cisalhamen- milonítica têm amplitudes centimétricas a métricas, to (foto 29), que se arranjam mutuamente, segundo apresentam ápices espessados e flancos adelga- um padrão anastomótico e, em cujos planos ocor- çados, freqüentemente rompidos. Os leitos dobra- rem as principais modificações ou transformações dos constituem-se de proeminentes massas quart- mineralógicas, por hidrotermalismo e incipiente zo-feldspáticas envolvidas por minerais micáceos. ação retrogressiva. Os planos axiais são paralelos à foliação e às linhas A sucessão de fases metamórficas imprime es- de charneira, que às vezes apresentam-se encurva- truturações superpostas com meso (foto 30) e mi- das, apontando sistematicamente para NNW a NW crocrenulações, relativamente bem desenvolvidas, com direções variando de NNW-SSE a WNW-ESE. como se observa freqüentemente nos metapelitos Na continuidade da deformação, os flancos dos das formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Maga- dobramentos tornam-se paralelos entre si e a folia- lhães (fotos 31 e 32). ção milonítica dando origem às denominadas do- Uma análise mais acurada do conjunto de ti- bras isoclinais (figura 2.17, foto 24). Seus ápices pologias que compõem o Cinturão Araguaia, apresentam-se espessados e seus flancos adelga- mostra um decréscimo no grau metamórfico no çados e por vezes rompidos. rumo oeste onde as proximidades da região cra- tônica atinge o grau anquimetamórfico, sem contudo representar um arrefecimento deforma- cional. A rigor, a Formação Xambioá na porção mais les- te da área trabalhada, exibe uma paragênese do- minada por quartzo, biotita, muscovita e granada, indicando o grau metamórfico mais avançado da seção estudada. A Formação Pequizeiro se destaca por assem- bléia mineral dominada por quartzo, muscovita e clorita e a Formação Couto Magalhães, com seus litótipos na faixa anquimetamórfica, se caracteri- za pela dominância de componentes finos, com destaque para quartzo microcristalino, sericita e clorita. Essas três unidades mostram, em termos meta- 0 3cm mórficos, uma nítida gradação dos aspectos gra- Fração quartzosa/ Fração nulométricos e composicionais mineralógicos. Tal Foliação quartzo-feldspática micácea fato é indicativo de que a Sequência metapelítica Araguaia materializa uma seqüência metamórfica Figura 2.17 (PM-165) – Xistos da Formação Pequizeiro regional progressiva de oeste para leste, cuja se- exibindo dobras isoclinais com planos axiais paralelos paração em unidades litoestratigráficas obedece, à foliação milonítica, sigmóides quartzo-feldspáticas e unicamente, o critério de estabelecimento de mine- estruturas S-C. O sentido da movimentação é sinistral. rais-índices ou guias. – 40 – SB.22-X-D (Marabá) Não obstante representar uma significativa se- assim como material carbonático cristalizado, po- qüência metamórfica progressiva no sentido for- rém ocupando os espaços intergranulares. mações Couto Magalhães/Pequizeiro/Xambioá, na Em fase sinmetamórfica e sindeformacional, es- análise regionalizada dessas unidades, é sugesti- ses xistos desenvolvem padrões miloníticos do tipo vo que, localizadamente, efeitos metamórficos re- S-C, geralmente indicativos de um sentido de movi- trógrados, estão presentes na Unidade Pequizeiro, mentação sinistral. traduzidos pela transformação de biotita em clorita. São freqüentes os processos de blastese suces- De certa forma, o retrometamorfismo da Formação sivos, como se depreende dos crescimentos porfiro- Xambioá, com características de indução à Forma- blásticos de albita rotacionada e de micas orientadas ção Pequizeiro, pode ser justificado e entendido paralelamente à xistosidade em fase sincinemática, pela natureza da forte lenticularização e imbrica- bem como, cristais algo desenvolvidos de micas de- ção, bem como ao possível alçamento tectônico, sorientadas e não alinhados em relação à matriz xis- inerente ao regime compressivo oblíquo que carac- tosa em fase pós-cinemática (foto 36). teriza o Cinturão Araguaia. Desta forma, os indicativos são de que, de um No curso do metamorfismo sindeformacional, modo geral, as assembléias minerais não se forma- processos de recuperação e recristalização re- ram simultaneamente, denunciando pequenas re- presentaram a evolução microestrutural observa- lativas discrepâncias temporais entre o metamor- da no cinturão, nos domínios da Folha Marabá. fismo e a deformação. Desta forma, os níveis quartzosos relativamente bem diferenciados e com freqüente ocorrência nos micaxistos apresentam uma forte heteroge- Panorama Litogeoquímico do Cinturão neidade no grau de recristalização, variando Araguaia dentro dos leitos quartzosos, desde frações forte- mente cominuídas a frações com acentuada re- Foram analisadas quimicamente 11 amostras de cristalização (foto 33). rochas metassedimentares distribuídas entre as Observam-se comumente zonas ou áreas – em unidades Xambioá (3), Couto Magalhães (6) e Pe- nível microscópico – com um processo de acentua- quizeiro (2). da recristalização metamórfica, em que os grãos O conjunto de amostras coletadas está distribuí- de quartzo ocorrem como agregados policristali- do espacialmente conforme indicado na figura nos em arranjo poligonizado, sem efeito de tensões 2.18. Para a seleção destas amostras utilizou-se so- internas, indicando uma recristalização estática ou bretudo critérios estratigráficos e petrográficos, pós-cinemática, com características blastomiloníti- buscando investigar os padrões químicos e even- cas. Acompanham este processo, de forma íntima, tuais distinções entre os litótipos dessas unidades. cristais relativamente bem desenvolvidos de calci- As pesquisas foram desenvolvidas em espécimes ta (fotos 34 e 35). petrograficamente isentos de alterações intempéri- Internamente, nos leitos micáceos, são conspí- cas e secundárias. cuos os traços de microplanos de cisalhamento, Os estudos visaram investigar, em nível de reco- estabelecendo nas micas uma certa configuração nhecimento regional, as características químicas pisciforme. Os níveis silicosos são representados específicas dos litótipos sedimentares clásticos de por aglomerados de cristais de quartzo fortemente cada unidade estratigráfica, a natureza quími- achatados e estirados em função de uma extrema co-petrográfica das áreas-fonte e a paleoambiên- deformação atingindo o estágio milonítico. Em ínti- cia tectônica deposicional. ma associação aos grãos de quartzo, ocorrem di- Nos espécimes selecionados por critérios estra- minutos cristais de albita com desenvolvimento de tigráficos e petrográficos foram analisados os óxi- incipiente geminação polissintética. A rigor, o con- dos dos elementos maiores e as concentrações de junto de grãos de quartzo mostra um acentuado elementos-traço, estando estes dados dispostos processo de recristalização estática, com desen- na tabela 2.1. As análises foram desenvolvidas no volvimento de agregados microcristalinos poligoni- Laboratório Central de Análises Químicas e zados, com ausência de feições de tensões inter- Minerais da CPRM – LAMIN, tendo-se obedecido nas, e mostrando incipientes características blasto- aos procedimentos e critérios dos padrões de con- miloníticas. Com relativa freqüência, associam-se trole de qualidade analíticos conforme especifica- aos níveis quartzosos, cristais de calcita como dos no Manual de Controle de Qualidade Analítica grãos individualizados com tendência idioblástica, do LAMIN - CPRM. – 41 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Óxidos de elementos maiores – as principais ob- clásticas de idade pós-arqueana, sendo pobres servações dizem respeito a: nestes óxidos quando comparadas com a média – os litótipos têm caráter essencialmente ácido, da crosta superior pós-arqueana; com porcentagens de SiO2na faixa de 70%, portanto, – o TiO2 e, sobretudo, o FeO têm padrões com- semelhante à média das rochas sedimentares clásti- patíveis com os sedimentos clásticos do cas pós-arqueanas, Taylor e McLennan (1981); pós-Arqueano. As relações Fe2O3/FeO são carac- – na grande maioria das amostras o Na2O predo- teristicamente superiores a 1, portanto, bem distin- mina sobre o K2O, tratando-se de uma característi- tas dos padrões dos pares grauvacas-argilitos ar- ca semelhantes às rochas clásticas arqueanas e às queanos e fanerozóicos de Condie (1981); crostas superiores arqueanas e pós-arqueanas; – o Al2O3 tem concentração bem mais baixa do – os percentuais de CaO e MgO são normalmen- que os padrões das rochas tanto arqueanas como te baixos e comparáveis às rochas sedimentares pós-arqueanas. Apesar disto, trata-se de rochas 49º30’ 48º00’ -5º00’ -5º00’ Pcm ITUPIRANGA Pcm Pcm T o R ci o a n t i n s MARABÁ Pcm SÃO JOÃO DO ARAGUAIA Pcm R i o Pcm Pcm Pmu v Ppq Pcm Pmu Pcm BREJO GRANDE ARAGUATINSDO ARAGUAIA Pcm Pxb Pmu Pcm Ppq Pcm Pcm Pxb Pxb Pcm -6º00’ -6º00’ 49º30’ 0 10 20km 48º00’ Zona de cisalhamento com caráter Contato Pcm Formação Couto Magalhães de cavalgamento oblíquo sinistral V Vergência Zona de cisalhamento transcorrente Ppq Formação Pequizeiro com movimentação indicada Lineamento definido por traço de foliação milonítica Falha extensional Pxb Formação Xambioá Lineamento de estiramento Falha indiscriminada com caimento indicado Pmu Ultramáficas Contato transicional Ponto de coleta de rocha Figura 2.18 – Cartograma indicando os pontos de coleta de amostras para os estudos litogeoquímicos das formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. – 42 – ia ragu a A SB.22-X-D ( Tabela 2.1 – Dados químicos das rochas metassedimentares na Folha Marabá. MOSTRAS XAMBIOÁ PEQUIZEIRO COUTO MAGALHÃES MICOS PM-94 PM-136 PM-146 X1 PM-164 PM-10 X2 PM-12 PM-32 PM-43 PM-58 PM-97 PM-105 X3 A B C N = 3 N = 2 N = 6 70,90 77,10 65,00 71,00 69,00 75,10 72,05 72,30 68,00 69,70 70,90 71,80 69,20 70,32 65,90 57,40 70,40 12,30 9,90 15,60 12,60 13,20 11,30 12,25 11,30 11,30 13,20 12,30 12,30 13,20 12,27 14,90 15,60 14,30 3,30 4,50 3,40 3,73 3,00 2,50 2,75 3,60 3,00 2,70 3,30 2,80 3,00 3,07 – – – 5,08 4,66 5,40 5,04 4,78 3,56 4,17 4,71 4,56 5,92 5,08 4,13 4,89 4,88 1,60 0,14 1,80 1,18 1,60 0,95 1,28 1,00 1,40 2,90 1,60 1,20 1,70 1,63 – – – 5,57 4,19 4,86 4,87 4,30 3,20 3,75 4,24 4,10 5,33 4,57 3,72 4,40 4,39 6,40 9,50 5,30 0,27 0,17 0,08 0,17 0,08 0,08 0,08 0,52 0,12 0,14 0,27 0,09 0,05 0,20 – – – 1,60 0,60 2,80 1,67 2,40 1,50 1,95 1,50 1,30 1,60 1,60 2,10 1,70 1,63 3,60 5,20 2,30 0,84 0,84 1,70 1,13 1,70 0,80 1,25 0,84 4,10 0,84 0,84 1,50 1,10 1,54 3,30 7,30 2,00 2,70 4,10 2,30 3,03 3,00 1,60 2,30 3,00 3,00 2,70 2,70 3,50 3,50 3,07 2,90 3,10 1,80 2,30 1,20 3,60 2,37 2,70 2,70 2,70 2,10 1,60 2,30 2,30 1,60 2,40 2,05 2,20 0,90 3,00 0,68 0,42 0,73 0,61 0,63 0,63 0,63 0,52 0,52 0,52 0,68 0,63 0,73 0,60 0,60 0,90 0,70 0,17 0,14 0,15 0,15 0,19 0,24 0,22 0,17 0,19 0,10 0,17 0,21 0,20 0,17 – – – 3,30 0,69 2,50 2,16 2,30 2,40 2,35 2,80 5,20 3,30 3,30 1,90 2,60 3,18 – – – 99,86 99,80 98,56 99,41 99,80 99,80 99,80 99,65 99,73 100,00 99,96 99,63 99,38 99,73 – – – 4,56 2,41 6,78 4,58 4,40 7,06 5,73 3,77 3,77 4,89 4,56 3,51 3,77 4,04 18,09 23,57 21,37 20,66 20,95 17,94 19,44 21,73 21,73 25,38 18,09 19,52 18,08 20,44 24,83 17,33 20,43 0,17 0,13 0,24 0,18 0,19 0,15 0,17 0,16 0,17 0,19 0,17 0,17 0,19 0,17 CaO) 3,47 2,00 3,90 3,03 2,81 4,71 3,45 2,94 1,59 3,73 3,47 2,46 2,87 2,66 1,17 3,42 0,64 1,74 1,11 0,59 0,85 1,43 1,88 1,17 1,17 2,19 1,46 1,55 1,30 3,40 0,60 2,06 32,14 1,89 12,03 1,88 2,63 2,25 3,60 2,14 0,93 2,06 2,33 1,76 2,14 6,68 5,26 8,20 6,71 7,18 5,06 6,12 6,21 5,86 7,52 6,68 6,23 6,59 6,52 1,45 1,03 1,45 1,31 1,20 1,60 1,40 1,29 0,80 1,60 1,45 1,20 1,27 1,27 1,13 0,80 1,45 10,00 2,00 25,00 12,33 25,00 15,00 20,00 40,00 25,00 35,00 25,00 15,00 25,00 27,50 2,50 2,50 20,00 8,33 15,00 15,00 15,00 20,00 15,00 30,00 20,00 15,00 15,00 19,17 150,00 7,00 100,00 85,67 70,00 70,00 70,00 70,00 70,00 150,00 150,00 100,00 100,00 106,67 30,00 2,50 15,00 15,83 20,00 20,00 20,00 30,00 30,00 20,00 20,00 5,00 15,00 20,00 15,00 5,00 15,00 11,67 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 7,00 15,00 10,33 100,00 7,00 70,00 59,00 70,00 70,00 70,00 70,00 70,00 70,00 50,00 50,00 70,00 63,33 35,00 100,00 45,00 48,33 135,00 115,00 125,00 20,00 90,00 50,00 50,00 235,00 30,00 79,17 500,00 700,00 1.000,00 733,33 500,00 1.000,00 750,00 700,00 150,00 500,00 700,00 700,00 700,00 575,00 10,00 30,00 114,00 47,67 92,00 90,00 91,00 100,00 86,00 70,00 30,00 20,00 91,00 66,17 200,00 700,00 100,00 333,33 70,00 200,00 135,00 100,00 100,00 700,00 500,00 300,00 100,00 300,00 70,00 7,00 30,00 35,67 50,00 30,00 40,00 50,00 50,00 50,00 50,00 30,00 50,00 46,67 10,00 50,00 10,00 23,33 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 7,00 7,00 30,00 14,67 30,00 30,00 30,00 20,00 20,00 10,00 15,00 15,00 10,00 15,00 20,00 14,00 10,00 14,67 7,00 20,00 13,50 10,00 10,00 70,00 50,00 30,00 10,00 35,00 20,00 23,33 0,88 14,74 0,76 2,22 1,49 1,00 1,16 10,00 16,67 15,00 1,10 7,21 1,00 1,67 0,09 0,92 0,11 0,11 0,11 0,10 0,12 0,14 0,33 0,50 0,11 0,17 4,00 0,80 1,25 2,02 1,67 1,00 1,33 2,00 1,67 1,17 1,25 1,00 1,67 1,52 1,50 2,50 0,60 1,53 0,40 0,67 0,53 0,25 0,40 0,29 0,40 0,47 0,60 0,33 0,10 0,71 0,15 0,32 0,14 0,14 0,14 0,14 0,14 0,07 0,07 0,07 0,15 0,10 10,00 3,50 2,80 5,43 2,80 4,67 3,73 1,75 2,80 2,00 2,00 3,33 2,80 2,14 4,29 0,20 2,86 2,45 2,00 2,00 2,00 2,00 2,00 4,29 4,29 2,86 2,86 3,14 8 Fe2O3 + FeO A/KCN = Al2O3/K2O+Na2O (molar) N.A.- Elemento não analisado A = Rochas sedimentares clásticas arqueanas rtzo-muscovita-clorita xisto PM-94 = Biotita-muscovita xisto (1) = Análise por absorção atômica B = Crosta superior arqueana = Cálcio-clorita-muscovita xisto PM-97 e 105 = Muscovita-clorita xisto (2) = Análise por raios C = Rochas sedimentares clásticas pós-arqueanas io-muscovita-clorita xisto PM-136 e 146 = Biotita-muscovita xisto (3) = Análise por espectrografia de emissão D = Crosta superior pós-arqueana Biotita-clorita-muscovita xisto * - Crosta continental, segundo Shaw et al. (1986) – 43 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil eminentemente peraluminosas, já que os parâme- Elementos-traço – os dados sobre os elemen- tros A/KCN são maiores do que 1, e média de 1,36, tos-traço constantes na tabela 2.1 são, na sua à exceção da amostra PM-32, conforme pode ser maioria, valores semiquantitativos obtidos por visto na tabela 2.1 e figura 2.19. Os índices de ma- análises espectrográficas por emissão óptica, o turidade química de Pettijohn (1973), representa- que, obviamente, prejudica um melhor entendi- dos pelas razões Al2O3/Na2O variam na faixa de mento dos padrões químicos originais e sua apli- 2,41 a 7,06, porém a maioria dos valores está ao cação em estudos litogeoquímicos. redor de 4, semelhante, portanto, à média dos gra- Não obstante, a inspeção desses dados permite nodioritos, segundo Nockolds (1954, apud Con- alinhar os seguintes aspectos: die, 1981). São também semelhantes às grauva- – os elementos ferromagnesianos (Ni, Cr, Co, Sc cas de Wyoming (Condie, 1967), porém bem mais e V) têm baixas concentrações e são comparáveis baixas do que a média das grauvacas, segundo ao grupo rico em sílica das supracrustais Malene, Jenner et al. (1985), para os quais este índice é do Pré-Cambriano do oeste da Groenlândia igual a 10. Embora originalmente tal índice tenha (McLennan, 1982) e as razões Cr/V, V/Ni e Ni/Co sido usado para expressar o grau de intemperis- são mais ou menos constantes; mo e erosão dos sedimentos, de acordo com Con- – o B varia na faixa de 30-50ppm, também seme- die (1970), ele reflete mais a composição dos ma- lhante às supracrustais da Groenlândia. Não se ob- teriais das áreas-fonte e os processos diagenéti- servam variações de teores deste elemento em fun- cos, como por exemplo a mobilização do sódio. ção do aumento do grau metamórfico entre as ro- Os valores mais baixos tendem a corresponder a chas das unidades Xambioá, Pequizeiro e Couto rochas mais tonalíticas, enquanto aqueles mais al- Magalhães, nas quais o metamorfismo decresce tos estariam ligados as rochas mais graníticas. da primeira para a terceira; – os teores de Zr e Nb, calculados semiquanti- tativamente, mantêm-se em valores constantes, o primeiro na faixa de 70-200ppm e o segundo em A/KCN 1,6 torno de 10ppm. Decorrem daí razões entre 7-20, semelhantes aos metassedimentos Akilia, da Gro- enlândia, de idade arqueana (McLennan et al., 1984), bem como aos valores da crosta superior atual; – o Y tem uma ampla faixa de concentrações 1,4 (10-114ppm). Embora a Formação Pequizeiro, com apenas duas amostras, tenha valores altos deste elemento, não se pode dizer que isto seja uma feição específica, já que as formações Cou- to Magalhães e Xambioá, ainda que em menor 1,2 freqüência, também possuem amostras com al- PERALUMINOSO tos valores de Y. Os teores deste elemento aci- ma de 50ppm são incomuns quando compara- dos com a maioria dos sedimentos/metassedi- mentos clásticos da literatura internacional, Jen- ner et al. (op. cit.); Leake & Syngh (1986); 1,0 McLennan et al. (1983); Mc Lennan et al. (op.cit.) e Floyd et al. (1989). Possivelmente estes valo- METALUMINOSO res devem ser atribuídos às concentrações de zircão e/ou xenotímio presentes nas rochas des- SiO tas unidades.2 0,8 Por outro lado, as amostras com altas concentra- 50 55 60 65 70 75 80 ções de Y têm Sr inversamente baixo, fato coerente Figura 2.19 – Diagrama A/KCN versus SiO discrimi- com o alto grau de maturidade da maioria das amos-2 nante das rochas paraluminosas e metaluminosas, tras das unidades em pauta. Trata-se de espécimes segundo Ague e Brimhall (1988). Aplicado às distintas das grauvacas de Wyoming, USA, de idade formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. entre 2.500-3.300Ma (Condie, op.cit.). – 44 – SB.22-X-D (Marabá) Protólitos/área-fonte – as classificações petro- Quanto aos espécimes rochosos das formações gráficas, meso e microscópicas dos litótipos das Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães, consta- unidades em questão como metassedimentos são ta-se, com base nos percentuais de SiO2, em média corroboradas por diversos parâmetros químicos. de 70% e, nas razões K2O/Na2O, na maioria inferio- Os índices A/KCN (figura 2.19, tabela 2.1), sempre res a 1, que não há combinação coerente entre es- superiores a 1 indicam tratar-se de protólitos sedi- tes parâmetros, à semelhança do modelo de Crook mentares. Também os valores altos de R1 e baixos de (op. cit.). Entretanto, no diagrama de Roser e Korsch R2 , de La Roche (1980), conforme mostrados na figu- (1986) que relaciona também sílica e álcalis, confor- ra 2.20, são de acordo com Ed Dewitt (comunicação me mostra a figura 2.28, percebe-se, claramente, pessoal) característicos de rochas sedimentares. que as rochas em questão ter-se-iam depositado As relações entre os óxidos de elementos maio- em ambiente de margem passagem (PM), distante res e destes com os elementos-traço, conforme in- dos limites das placas ativas, o que corresponderia dicadas nas figuras 2.21, 2.22 e 2.23, apontam a ambiente das grauvacas ricas em quartzo. Entre- para protótipos variando entre grauvacas, arenitos tanto, como não se trata de grauvacas ricas em quart- líticos e sedimentos maturos. zo, porém ricas em sílica, a aplicação dos diagramas Os diagramas CaO-Sr-Y e Ni-Sr-Y, de Holland & e parâmetros de Bhatia (1983), figura 2.29 e tabela Winchester (1983), figuras 2.24 e 2.25, demonstram o 2.3, ao que parece o ambiente deposicional tectônico alto grau de maturidade dos protólitos. Por outro lado, das rochas das unidades aqui estudadas foi seme- sua natureza, sua natureza predominantemente ácida lhante ao de margens continentais ativas, fato coe- com leve tendência para intermediária está indicada rente com a natureza granítica das áreas-fonte des- na figura 2.26, representando o diagrama CaO versus sas rochas. Ca/Sr de Condie (1967). Semelhante indicação é dada A aplicação do diagrama (Fe2O3*TiO2  pela figura 2.27, representando o diagrama CaO-Al2O3-SiO2) de Palain (1978), figura 2.30, pare- CaO-Na2O-K2O, com os campos das rochas ígneas ce indicar que as amostras das unidades investiga- segundo Le Maitre (1976). As razões Al2O3/Na2O (mé- das no presente estudo são de origem continental. dia de 4) e Al2O3/TiO2 (média de 18,60) são também Tal assertiva se confirma no diagrama Copeland e indicativas da maturidade química dessas rochas. Condie (1986), representado na figura 2.31, onde a Ambiência deposicional paleotectônica – inúme- partir das relações dos óxidos dos elementos ferro- ros diagramadas discriminantes têm sido usados magnesianos e Ti (Fe, Mg) os pontos indicativos das para determinar os ambientes deposicionais de ro- amostras das unidades Xambioá, Pequizeiro e Cou- chas sedimentares, metamorfizadas ou não. Crook to Magalhães se dispõem, preferencialmente, no (1974, apud Taylor & McLennan, 1985), com base campo das bacias extensionais continentais, evolu- nas relações K2O/Na2O, nos percentuais de SiO2 e indo um pouco para o campo dos arcos conti- quartzo, classificou as grauvacas em três tipos: ri- nentais. As relações Fe2O3/FeO da tabela 2.1, tam- cas, intermediárias e pobres em quartzo, as quais bém confirmam a existência de ambiente continen- são depositadas, respectivamente, em margens tal oxidante onde se teriam depositado as rochas continentais do tipo Atlântico (trailing-edge), mar- das unidades aqui estudadas. gens continente-arco do tipo Andino ( lea- ding-edge) e bacias de arco-frontais de arcos-de- ilhas, conforme a tabela 2.2. Idade e Correlação do Cinturão Araguaia No desenvolvimento dos trabalhos da Folha Ma- Tabela 2.2 – Classificação geotectônica das rabá não foram executadas datações geocronoló- grauvacas, segundo Crook (1974). gicas. Os dados da bibliografia apresentam inúme- Pobre em Intermediária Rica em ras controvérsias resultantes do pouco entendi- Quartzo em Quartzo Quartzo mento do contexto geológico regional e local, prin- Quartzo <15 15-65 < 65 cipalmente no que diz respeito à dificuldade em se SiO (média) % 58 68-71 89 poder saber, realmente, se a rocha objeto de data-2 K O/Na O ção pertence a determinada unidade do cinturão.2 2 (média) <1,0 (0,25) <1,0 <1,0 Outro fator a considerar é a histórica deficiência Ambiente Margem do tipo das técnicas analíticas, assim como os próprios tectônico Arco-de-ilha Margem dotipo Andino Atlântico métodos utilizados, fatores estes que mais moder-(margem passiva) namente começam a ser superados. – 45 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Fe O 3.000 2 3 *+MgO R2 ARENITO LÍTICO 2.000 (POTÁSSICO FERRO- MAGNESIANOS) 1.000 TONALITO QZ. GRAUVACA ARCÓSIO MONZONITO GRANODIORITO (ARENITOS SÓDICOS) (ARENITOS POTÁSSICOS) SEDIMENTOS GRANITO QZ. SIENITO ALCALIGRANITO R1 0 0 1.000 2.000 3.000 4.000 Na2O K2O Figura 2.20 – Diagramas R1-R2 de La Roche (1980) Figura 2.22 – Diagrama Fe2O3*  MgO-Na2O-K2O clas- propostos por Ed Dewitt para discriminar as rochas sificatório de rochas areníticas, segundo Blatt et al. sedimentares (R1>  3.000). Aplicado às rochas das (1980). Aplicado às rochas das formações Xambioá, formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Pequizeiro e Couto Magalhães. 2 Na O/K O TiO2(%)2 2 3 1 GRAUVACAS 1 2 ARCÓSIO 2 3 ARENITO LÍTICO 3 1 LAMITOS 0 1 ARENITOS 2 TRENDS SEDIMENTARES CALCÁRIOS SiO2/Al O Ni (ppm)2 3 -1 0 0 1 2 0 100 200 Figura 2.21 – Classificação química dos metassedi- Figura 2.23 – Diagrama TiO2-Ni mostrando os trends mentos das formações Xambioá, Pequizeiro e Couto grauvacas magmatogênicas e os sedimentares, Magalhães, na Folha Marabá. Segundo Pettijohn et al. segundo Floyd et al. (1989). Aplicado às rochas das (1973, apud Floyd et al., 1989). formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. – 46 – GRAUVACAS MAGMATOGÊNICAS SB.22-X-D (Marabá) 125 Ca/Sr 2 CaO x 10 GRANITO E QUARTZO MONZONITO 100 GRANODIORITO E QUARTZO DIORITO 75 50 25 GRAUVACAS DE WYOMING MATURIDADE Sr Y x 10 CaO(%)0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Figura 2.24 – Diagrama CaO-Sr-Y de Holland & Win- Figura 2.26 – Diagrama CaO-Ca/Sr mostrando a va- chester (1983) com indicação da natureza da área-fon- riação composicional de rochas sedimentares e de te e da evolução da maturidade química das rochas rochas ígneas segundo Condie (1967). Aplicado às sedimentares. Aplicado às rochas das formações formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Algumas idades podem ser referenciadas, com o intuito de demonstrar a provável inconsistência constatada. Desta forma pode-se, entre outros, re- ferenciar os dados apresentados por: Hasui et al. (op. cit.) que relatam datações K/Ar de 426 a 615Ma; Montalvão (1977) que apresenta idades de 2.000 a 1.800Ma, para o Grupo Xambioá; Hasui et Ni x 10 al.(1980) que mencionam duas isócronas Rb/Sr, sendo uma de 1.050Ma e outra de 520Ma; Cunha et al. (op. cit.) que mostram isócrona Rb/Sr de 97495 Ma; e para a Unidade Tocantins (equivalente à For- mação Couto Magalhães) idades citadas de 510Ma (Rb-Sr, Hasui et al., op. cit.) e 1.006 15Ma (K-Ar, Figueiredo, no prelo). Dados considerados mais consistentes são apresentados por Cunha et al. (op.cit.) e Costa et al. (op.cit.). Os primeiros autores, referem-se a in- trusões graníticas (Grupo Ipueiras), com idade de aproximadamente 1.950Ma, no Grupo Santo Antô- nio, o qual, por sua vez, truncaria rochas do Cintu- rão Araguaia. Os segundos, constatam haver per- feita concordância entre os elementos planares e MATURIDADE lineares do Cinturão Araguaia, com aqueles dos Sr Y x 10 complexos adjacentes (complexos Colméia, Porto Nacional, Manoel, Manoel Alves, etc). Observam Figura 2.25 – Diagrama Ni-Sr-Y de Holland e ainda que as intrusões graníticas da Suíte Lajea- Winchester (1983) com indicação da natureza da do, datadas de 1.873  25Ma, ocorreram após os área-fonte e da evolução da maturidade química eventos compressivos e transcorrentes que afeta- das rochas sedimentares. Aplicado às formações ram o Cinturão Araguaia e os complexos mencio- Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. nados. – 47 – ÁC ÁID CA IDA BÁ BS ÁIC SA ICA Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Log (K2O+Na2O) CaO 2 1 A PM D 0 GR ACM -1 ARC G SiO (%) Na2O K 2 2O -2 50 60 70 80 90 100 Figura 2.27 – Diagrama CaO-Na2O-K2O para arenitos, Figura 2.28 – Diagrama K2O + Na2O versus SiO2 discri- segundo Bhatia (1983). Campos: A - andesitos; D - Da- minando diferentes ambientes tectônicos deposicio- citos; GR - granodioritos e G - granitos, segundo Le nais, segundo Roser & Korsch (1986): PM - Margem Maitre (1976). Aplicado às rochas das formações Passiva; ACM - Margem Continental Ativa; ARC - Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Arco-de-Ilhas Oceânicas. Aplicado às rochas das for- mações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Moura et al. (1992) dataram zircões em corpos A Bacia do Parnaíba é considerada com litoes- graníticos associados as rochas do Cinturão Ara- tratigrafia correlacionável à da Bacia do Amazonas, guaia, obtendo idades de 498  19Ma a 583  pelo fato das mesmas terem sido ligadas ao longo 39Ma, às quais atribuem serem idades mínimas de de todo o Período Paleozóico (quadro 2.2). cristalizações dos zircões. Reportam ainda que o Nos trabalhos desenvolvidos na Folha Marabá, desenvolvimento estrutural do cinturão pode ser in- no que se refere às rochas sedimentares, foram es- terpretado como do Proterozóico Médio. tudadas e cartografadas várias unidades estrati- Com base nos dados acima e no contexto geoló- gráficas pertencentes a borda oeste da Bacia do gico regional, aceita-se a idade Proterozóico Parnaíba. Inferior a Médio, para as rochas do Cinturão Ara- A coluna estratigráfica adotada para essa siné- guaia como um todo. clise baseia-se nas revisões estratigráficas efe- Em termos históricos as unidades do Cinturão Ara- tuadas por Aguiar (1969) e é apresentada no qua- guaia foram correlacionadas à Série e/ou Grupo Ara- dro 2.3. xá, correlação esta que em face das discrepâncias O Paleozóico é representado pelas formações em termos de vergência tectônica é completamente Pimenteiras, Poti, Piauí, Pedra de Fogo e Motuca, inconsistente. Desta forma passa-se a situar o Cintu- com sedimentação a partir de depósitos de frente rão Araguaia como uma unidade geológica distinta deltaica, fluvial e lacustre, e planície de maré. dentro de um contexto geológico regional próprio. O Mesozóico compreende as formações Sam- baíba, Mosquito, Pastos Bons, Corda, Sardinha, 2.3.3 Bacia do Parnaíba e Grabens Associados Codó e Itapecuru, com depósitos continentais (flu- viais e eólicos), marinho (planície de maré) e de As bacias sedimentares paleozóicas brasileiras (fi- magma básico (extrusão e intrusão fissural). gura 2.32) foram classificadas nos tipos l e ll de Klem- Completando o quadro estratigráfico, tem-se os me (1971) por Asmus e Porto (1972) ou, do tipo Di (de- sedimentos do Cenozóico, representados pelo pressão interior) por Kingston et al. (1983). Elas abran- Terciário (coberturas detríticas e/ou lateríticas), e gem, aproximadamente, 70% da área sedimentar do o Quaternário (coberturas sedimentares atuais), Brasil, estando ligadas ao desenvolvimento do Super- distribuídos ao longo dos leitos dos rios, lagos, continente Gondwana, durante o Paleozóico. bem como em suas planícies de inundação. – 48 – SB.22-X-D (Marabá) 0,4 1,6 AlTiO 2 O3/SiO2 2 1,4 0,3 1,2 A 1,0 A B 0,2 0,8 C 0,6 B 0,4 C 0,1D D 0,2 * * Fe2O 3+MgO(%) Fe2O 3+MgO(%) 0 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 14 16 2,4 K2O/Na 72O Al2O3/(CaO+Na2O) 2,0 6 D 5 1,6 D 4 1,2 C 3 0,8 C B 2 B A 0,4 1 A Fe O* +MgO(%) Fe O* +MgO(%) 0 2 3 2 3 0 2 4 6 8 10 12 14 0 2 4 6 8 10 12 14 Figura 2.29 – Diagramas discriminantes de ambientes geotectônicos de areias e arenitos, com base na composi- ção a partir dos elementos maiores, segundo Bhatia (1983). Campos: A - Arco-de-Ilha Oceânica; B - Arco-de-Ilha Continental; C - Margem Continental Ativa; D - Margens Continentais Passivas. Fe2O3* = ferro total com Fe2O3. Aplicado às formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. – 49 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Tabela 2.3 – Parâmetros discriminantes de ambientes 1,2 deposicionais tectônicos de sedimentos areníticos, se- TiO2(%) gundo Bhatia (1983). 1 2 3 4 A 1,0 ARCOS OCEÂNICOS TiO2 0,8-1,4 0,5-0,7 0,25-0,45 0,20-1,21 0,61 0,8 Fe2O3*MgO 8-14 5-8 2-5 0,62-8,55 6,45 ARCO Al2O3/SiO2 0,25-0,33 0,15-0,20 0,1-0,2 0,001-0,19 0,17 0,6 CONTINENTAL Al2O3/(CaONa2O) 0,1-0,2 0,5-2,5 1,88-3,51 0,64-7,99 3,05 0,4 BACIAS EXTENSIONAIS CONTINENTAIS K2O/Na2O 0,2-0,4 0,4-0,8 0,68-1,86 0,57-1,93 0,79 1) arco-de-ilha aceânico; 2) arco-de-ilha continental; 3) margem conti- 0,2 BACIAS CRATÔNICAS nental ativa; 4) margem continental passiva; A) Média das formações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. Fe O*2 3+MgO(%) 0 0 2 4 6 8 10 12 14 A sucessão vertical dos sistemas deposicionais dessa bacia foi interpretada como sendo prove- niente de oscilações do nível do mar, estando re- Figura 2.31 – Diagrama TiO2-(Fe2O3*+MgO) discrimi- presentada pela figura 2.33, adaptada do relatório nante de ambientes geotectônicos, segundo Copeland de Pedreira (1991). & Condie (1986). Aplicado às formações Xambioá, A seguir, descreve-se cada unidade da bacia, Pequizeiro e Couto Magalhães. estudada no âmbito da Folha Marabá. * %Fe2O 3+TiO2+CaO 2.3.3.1 Formação Pimenteiras – Devoniano – DP Histórico Small (1914) in Blankennagel (1952) foi quem pela primeira vez usou o termo Pimenteiras para identificar as camadas de folhelhos e siltitos cin- za-arroxeados que afloram na cidade de Pimentei- ORIGEM ras, estado do Piauí. LITORÂNEA Plummer et al. (1948), Campbell (op.cit.), Kegel (1953), Brito & Santos (1965), Muller in Aguiar (op. cit.), Silva (1971) e Lima & Leite (1978) realizaram, também, estudos sobre esta formação. ORIGEM CONTINENTAL Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura Esta unidade ocorre na borda oeste da bacia, 50 sob a forma de uma faixa contínua, com cerca de SiO2 Al2O3 50km de comprimento e largura variando de 3 a Figura 2.30 – A litogeoquímica e os ambientes de sedi- 6km. Também encontra-se exposta em um graben mentação segundo Palain (1978) a partir do na parte centro-sul da folha. diagrama triangular de La Roche (1965). Aplicado Exibe um relevo ondulado, sendo que, em al- às rochas das formações Xambioá, Pequizeiro guns locais as elevações são controladas por falha- e Couto Magalhães. mentos. – 50 – 50 SB.22-X-D (Marabá) 60º 45º Quadro 2.2 – Crono e litoestratigrafia das bacias do Amazonas e Parnaíba (adaptado de Caputo, 1983). 0º 0º MÉDIO ALTO AMAZONAS AMAZONAS CRONOESTRATIGRAFIA LITOESTRATIGRAFIABAIXO PARNAÍBA ACRE AMAZONAS ERA ÉPOCA IDADE BACIA DO BACIA DO AMAZONAS PARNAÍBA HOLOC. PLEIST. ? 15º 15º PLIOCENO SOLI- ALMEIRIM PIABAS EO-MIOCENO MÕES EOCENO NOVA IORQUE NEO SENONIANO ALCÂNTARA PARANÁ TURONIANO MESO ALTER DO CHÃO ITAPECURU/ CENOMANIANO URUCUIA ALBIANO CODÓ GRAJAÚ EO APTIANO 30º 30º NEOCOMIANO SARDINHA 0 1.000km Fonte: PETROBRAS (1985) CORDA NEO PASTOS BONS 60º 45º Figura 2.32 – Bacias sedimentares paleozóicas MESO brasileiras. MOSQUITO EO NEO SAMBAÍBA MESO Através de uma seção geológica, foi calculada uma espessura média em torno de 30m,entretanto, EO Aguiar (op.cit.) informa ter encontrado no poço NEO ANDIRÁ MOTUCA 1-FM-1-MA uma espessura de 426m. MESO PEDRA NOVA OLINDA DE FOGO EO Relações de Contato STEFANIANO ITAITUBA NEO PIAUÍ Nos trabalhos de campo foi possível constatar MONTE ALEGREWESTFALIANO que os sedimentos desta formação repousam em POTI discordância angular erosiva sobre os metassedi- VISEANO FARO EO mentos da Formação Xambioá, do Cinturão Ara- TOURNASIANO ORIXIMINÁ LONGÁ guaia. O contato superior com a Formação Poti é des- STRUNIANO CURIRI CABEÇASNEO FAMENIANO crito por diversos autores como sendo concordan- FRASNIANO BARREIRINHA te, podendo localmente ser discordante. PIMENTEIRASGIVETIANO ERERÊ Em sua porção norte, esses sedimentos encon- MESO EIFELIANO tram-se em contato com a Formação Itapecuru, MAECURU ITAIM através de falhamentos. EO EMSIANO NEO WENLOCKIANO MANACAPURU JAICÓS Diagnose das Litofácies e dos Sistemas PITINGA TIANGUÁ MESO LANDOVERIANO Deposicionais NHAMUNDÁ IPU EO Os principais critérios e a interpretação do ambi- AUTÁS MIRIM ente deposicional das litofácies individualizadas no ? ? ? curso do mapeamento são apresentados no qua- EMBASAMENTO dro 2.4. – 51 – P A L E O Z Ó I C A M E S O Z Ó I C A CENOZÓICA ORD. SILURIANO D E V O N I A N O C A R B O N Í F E R O P E R M I A N O T R I Á S S I C O J U R Á S S I C O C R E T Á C E O TERC. Q. PERÍODO TROMBETAS S. GRANDE Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.3 – Coluna estratigráfica da Bacia do Parnaíba na Folha Marabá. CRONOESTRATIGRAFIA UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA DESCRIÇÃO AMBIENTE POTENCIAL EON ERA SIST. SÉRIE MINERAL COBERTURAS SEDIMENTARES COBERTURAS Areia, argila e níveis de cascalho. Argilas, areias QUAT. SEDIMENTARES CONTINENTAL e cascalhos (Qal) COBERTURAS Coberturas semiconsolidadas de Cascalho DETRÍTICAS E/OU arenito e argilito com capeamento de e fragmentosTERC. LATERÍTICAS laterito. CONTINENTAL lateríticos (TQc) BACIA DO PARNAÍBA Arenitos cinza e amarelados, grã fina Fluvial de rios entrelaçados a média, arcosianos, bem seleciona- associados a lagos em planí- SUP. FORMAÇÃO dos, localmente com lentes de con- cie de inundação e dunas Areias e ArgilasITAPECURU (Ki) glomerados. Pelitos avermelhados eólicas originados do retra- com acamadamento regular, interca- balhamento de barras e du- lados aos arenitos. nas subaquáticas. Planície de maré carbonática Calcário para FORMAÇÃO CODÓ Arenitos rosa, grã média, com lentes rasa, com lagos subordina- corret ivo de (Kc) de calcarenito e calcilutito intercala- dos, associados a ambiente solo e argila INF. dos a pelitos cinza-esverdeados. marinho. FORMAÇÃO Basalto preto e diabásio. Intrusão fissural continental. Brita SARDINHA (Ks) SUP. FORMAÇÃO CORDA Arenitos cinza, grã fina a média. Fluvial de rios entrelaçados Areia e arenito(Jc) com contribuição eólica. para brita Arenitos cinza, grã fina com intercala- Depósito lagunar e planície MÉD. FORMAÇÃO PASTOS ções de folhelhos (ritmito) de cor pre- carbonática de sub a supra- ArgilaBONS (Jpb) ta e lentes de calcarenito. maré com dunas subaquáti- cas. INF. FORMAÇÃO Basaltos maciços e amigdaloidais, Extrusão fissural de lavas. BritaMOSQUITO (TRJm) textura ofítica e alteração esferoidal. SUP. Arenitos cinza, grã fina a média e bi- Continental de dunas eóli-FORMAÇÃO modal. cas, associado a interduna. Areia MÉD. SAMBAÍBA (TRs) INF. FORMAÇÃO MOTUCA Arenitos avermelhados, grã fina a mé- Fluvial, de rios entrelaçados Areia SUP. (PTRm) dia, às vezes arcosianos classifica- com depósitos lagunares, re- dos, apresentando herringbone. trabalhada por maré. Marinho em zona de supra- Calcário para MÉD. Arenitos cinza, grã fina a média, com intermaré em planície de corretivo de so- lentes de calcarenitos, calcissititos e maré mista carbonática-sili- los e brita FORMAÇÃO PEDRA calcilutitos, localmente com lentes de ciclástica rasa e depósitos la- DE FOGO (Ppf) conglomerado. gunares de rios entrelaça- INF. dos. Arenitos cinza-avermelhados, grã Fluvial, de rios entrelaçados FORMAÇÃO PIAUÍ fina a média, às vezes arcosianos com depósitos lagunares,SUP. (Cpi) com cimento calcífero. Pelitos e folhe- raso com influência de marélhos avermelhados, localmente com e dunas eólicas, associadas níveis de calcarenito. com barras de Wady. Arenitos cinza e arroxeados, grã fina, Lagunar raso, planície de INF. FORMAÇÃO POTI e pelitos cinza-esverdeados. maré e dunas eólicas.(Cpo) Arenitos de cor cinza,e grã fina a mé- Planície de maré rasa, com dia, com intercalações de pelitos cin- lagos, depósitos de frente MÉD. FORMAÇÃO za-esverdeados, com acamadamen- deltaica e canais de maré.PIMENTEIRAS (Dp) to regular ondulado. Fonte: PETROBRAS (Aguiar, 1969, modificado). – 52 – F A N E R O Z Ó I C O PALEOZÓICO MESOZÓICO CENOZÓICO DEV. CARBONÍFERO PERMIANO TRIÁSSICO JURÁSSICO CRETÁCEO SB.22-X-D (Marabá) – 53 – T E X T U R A ARG. AREIA EST. PALEO-I D A D E F O R M A Ç Ã O LIT. I N T E R P R E TA Ç Ã O CAS. SED. CORR. SILT. f m g FLUVIAL E LEQUE ALUVIAL COM CONTRIBUIÇÃO ITAPECURU LACUSTRE E EÓLICA M F E CODÓ PLANÍCIE DE MARÉ EM ZONA DE SUBMARÉA S O SARDINHAN DIQUES DIABÁSIO Z CORDA FLUVIAL COM CONTRIBUIÇÃO EÓLICA E Ó R PASTOS BONS PLANÍCIE DE MARÉ I O C MOSQUITO DERRAMES BASÁLTICOS Z O DUNA E INTERDUNA SAMBAÍBA FLUVIAL A LACUSTRE Ó COM FRENTE DELTAICA E DELTA RETRABALHADO POR MARÉ I MOTUCA PLANÍCIE DE MARÉ EM P ZONA DE SUPRA A A INTERMARÉ C L PEDRA DE FOGO E O FLUVIAL A LACUSTRE COM CONTRIBUIÇÃO EÓLICA O PIAUÍ Z E RETRABALHAMENTO POR MARÉ Ó SUBMARÉ APOTI I SHOREFACE INFERIOR E C PLANÍCIE DELTAICA SOB O PIMENTEIRAS INFLUÊNCIA DE MARÉ PLANÍCIE DE MARÉ E M B A S A M E N T O Figura 2.33 – Sucessão vertical esquemática dos sistemas deposicionais da Bacia do Parnaíba, na Folha Marabá. D E V O N . T R I Á S S I C O J U R Á S S I C O C R E T Á C E O C A R B O N Í F E R O P E R M I A N O Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.4 – Descrição das litofácies. ESTRUTURAS COR/ LITOFÁCIES DESCRIÇÃO SEDIMENTARES/ TEXTURA/ GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO ESTAÇÕES LITOLOGIAS SUBORDINADAS – Bioturbação – Cor cinza Canal de maré com bai- Afm Arenito fino a médio – Estações: HA-02, – Grã fina a média xa a moderada energia20, 166 e 171 – Matriz areno-argilosa Tabular – Seixos e micas Pelito com linsen e – Linsen – Cor cinza-esverdeado Lacustre em planície de Plmo marcas onduladas – Marcas onduladas Lenticular maré rasa – Estações: HA-02 e 20 – Bioturbação – Grã fina a média Depósitos de frente del- – Estratificação cruza- – Lâminas de pelito amalgamando taica em lagos na planí- As Arenito sigmoidal da tangencial no topo os lobos sigmoidaise na base. Sigmoidal cie de maré – Marcas onduladas – Estações: HA-27 e 165 Arenito fino com – Laminação plano-para- – Grã fina Canal de maré com mo- Afpp laminação plano- lela – Seixos disseminados Tabular derada energia paralela – Estação: HA-167 Ambientes de Sedimentação e Sistemas Muller, in Aguiar (op.cit.) realizou um zoneamen- Deposicionais to posicionando a Formação Pimenteiras entre os intervalos R e P, que representam o Devoniano Infe- Com base nos critérios diagnósticos das lito- rior a Médio. fácies, como: estruturas sedimentares, textura e No presente trabalho, corrobora-se a idade devo- geometria, interpreta-se, para esta unidade, no âm- niana inferior a média para esta unidade, com base na bito da Folha Marabá, um paleoambiente deposi- análise palinológica realizada na amostra HA-R-02. cional relacionado a uma planície de maré rasa, com formação de lagos, depósitos de frente deltai- ca e canais de maré. 2.3.3.2 Formação Poti – Carbonífero – Cpo No quadro 2.5, apresenta-se a associação das li- tofácies, com sua interpretação. Histórico Paiva & Miranda (1935) usaram pela primeira vez Idade e Paleontologia o termo Formação Poti para designar uma seqüên- cia de rochas (arenitos e folhelhos carbonosos) Caster, in Blankennagel (op. cit.) datou a Forma- existentes no poço nº 125 do Serviço Geológico e ção Pimenteiras como sendo de idade devoniana Mineralógico do Brasil, localizado no vale do rio inferior, baseado, principalmente, na fauna presen- Poti, na cidade de Teresina, estado do Piauí. te nos folhelhos da região de Picos, estado do Piauí. Outros autores como Oliveira & Leonardos, Kegel (op.cit.) estudou restos de peixes e trilo- (1943), Campbell et al. (op.cit.), Kegel et al. (1958), bitas, da base da Formação Pimenteiras, e con- Aguiar (1971), Puty et al. (op. cit.) e Lima & Leite cluiu que os mesmos são idênticos aos encontra- (op.cit.), dentre outros, realizaram também estudos dos no Devoniano Inferior da Europa e América sobre esta formação. do Norte. Quadro 2.5 – Caracterização e associação das Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura litofácies da Formação Pimenteiras. Fácies Fácies Os sedimentos desta formação ocorrem na por-Unidade Dominantes Subordinadas Interpretação ção leste da folha, ocupando cerca de 2% da área Depósito de canais com total. Exibem uma faixa contínua, orientada aproxi- A Afm Afpp baixa a moderada energia, madamente na direção N-S, cortada pelo rio Ara-em uma planície de maré rasa. guaia. As melhores exposições desta unidade, lo- calizam-se em cortes da rodovia Transamazônica Depósitos de frente deltaica B As Plmo lagunar e planície de maré (BR-230), nas estações CF-03, 04 e 05, e nas mar- rasa. gens do rio Araguaia, nas estações HA-133 e 152. – 54 – SB.22-X-D (Marabá) Morfologicamente, a Formação Poti exibe uma su- Aguiar (op. cit.) considera que esta formação é de perfície plana coberta por sedimentos arenosos, e idade mississipiana, com base no estudo de macro e subordinadamente algumas elevações. microfósseis, sem contudo mencionar os seus tipos. Na área estudada não foi possível uma avaliação Brito (1981) menciona em seu trabalho a ocor- de sua espessura, entretanto, Perillo & Nahass rência de pelecípodes marinhos, nesta formação, (1968) registraram em seção realizada a sudeste sem contudo fornecer a idade. de Pedro Afonso, uma espessura de 208m. Neste trabalho não foram encontrados fósseis nas seções estudadas, entretanto, com base nos estudos existentes corrobora-se a idade carbonífe- Relações de Contato ra inferior apresentada por Aguiar (op.cit.). O contato Poti-Pimenteiras foi descrito por vários autores como sendo concordante e gradacional, 2.3.3.3 Formação Piauí – Carbonífero – Cpi podendo ser localmente discordante. Nas bordas da bacia, o contato Poti-Piauí apa- Histórico rece controlado por falhamentos e às vezes por discordância erosiva de baixo ângulo, segundo Small (op. cit.) utilizou o termo Série Piauí para Aguiar (op.cit.). Na Folha Marabá, o contato com designar toda a seqüência paleozóica da bacia. as formações Pedra de Fogo e Pastos Bons é gra- Duarte (1936) e Oliveira & Leonardos (op. cit.) em- dacional e tectônico, respectivamente. pregaram o termo Formação Piauí para designar Em alguns locais, a Formação Itapecuru assen- restritamente as camadas carboníferas do Pensil- ta-se discordantemente sobre a Formação Poti. vaniano. Dequech (1950) estabeleceu os limites estrati- gráficos para a Formação Piauí, sendo seguido por Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- outros autores, como Perillo & Nahass (op. cit.), sicionais Aguiar (op. cit.), Lima & Leite (op. cit.). Com base nos critérios diagnósticos, foram indi- vidualizadas cinco litofácies no curso do mapea- Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura mento. As principais características dessas litofáci- es e a interpretação do ambiente deposicional são A Formação Piauí ocupa cerca de 1% da área da apresentadas no quadro 2.6. Folha Marabá. Ocorre na porção sudeste, sob a forma de uma faixa contínua com direção aproximada N-S. A melhor exposição desta formação localiza-se na mar- Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- gem esquerda do rio Araguaia, estação CF-10. sicionais Aguiar (op. cit.) informa, em seu trabalho, que a maior espessura encontrada nesta formação foi no Na área trabalhada, com base nos critérios poço 1-MD-1-MA executado pela PETROBRAS, que diagnósticos, interpreta-se para esta unidade, um determinou cerca de 346m. Na região de Goiatins, ambiente deposicional relacionado a submaré Lima & Leite (op. cit.) informam que a espessura rasa, com depósito de frente ou planície deltaica, atingida foi de 220m. Entretanto, na área trabalhada, com a presença de lagos e depósitos eólicos. estima-se que sua espessura seja inferior a 80m. No quadro 2.7, acha-se resumidamente a asso- ciação das litofácies individualizadas, para esta formação. Relações de Contato O contato inferior desta formação é feito com a Idade e Paleontologia Formação Poti, através de falhamento normal, en- tretanto, segundo Aguiar (op. cit.) pode-se ter, lo- Kegel (op.cit.) estudando os sedimentos da For- calmente, discordância erosiva de baixo ângulo. Já mação Poti e com base na presença de fósseis do o contato superior é feito com sedimentos da For- filo lamelibranquia, concluiu que a idade da forma- mação Pedra de Fogo, de modo concordante e ção é Carbonífero inferior. gradacional, bastante sutil. – 55 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.6 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS COR/TEXTURAS/SEDIMENTARES/ESTAÇÕES/FOTOS LITOLOGIAS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Arenito com estratifi- – Estratificação cruzada de pequeno – Cor cinza cação cruzada porte – Grã fina Aec – Marcas onduladas assimétricas – Bem selecionado Tabular Fluvial – Estações: HA-21, 22, 23, 133, 136, 151 – Filmes de pelitos – Localmente arcosiano Arenito arcosiano – Estratificação cruzada tangencial de – Cor cinza sigmoidal pequeno porte – Grã fina Aas – Marcas onduladas – Bem classificado Sigmoidal Frente ou planície – Estações: HA-32 e CF-05 deltaica – Foto: 37 Pelito com marcas – Laminação planoparalela – Cor cinza-esverdeado Plmo onduladas – Gretas de ressecamento– Marcas onduladas Tabular Lagunar raso – Estação: HA-33 Arenito fino com es- – Estratificação cruzada tangencial – Cor cinza tratificação e acanalada – Grã fina Afc – Linha de grãos – Bem selecionado Lenticular Eólico – Línguas de grãos – Estações: HA-33 e 34, CF-04 Arenito com flaser e – Marcas onduladas no topo – Cor arroxeada Afd drape – Flaser e drape – Grã fina Lenticular Planície de maré – Estações: HA-152 e 169, CF-03 – Níveis milimétricos de pelitos Idade e Paleontologia Quadro 2.7 – Caracterização e associação das litofácies da Formação Poti. Kegel (op. cit.) estudando a coleção de rochas Unidade Fácies Fácies coletadas por Romeu Fleury (1938), em sua viagem fácies Dominantes Subordinadas Interpretação ao Araguaia, descreveu uma fauna marinha consti- A Aec – Fluvial tuída de lamelibrânquios e braquiópodos, atribuin- do à unidade uma idade carbonífera superior. Depósitos de frente ou planície deltaica com Aguiar (op. cit.) considera que a Formação Piauí B Aas Plmo influência de maré e la- é de idade pensilvaniana, baseado principalmente gos rasos subordina- em macro e microfósseis. dos. Neste trabalho não foram encontrados fósseis C Afc – Depósito de dunas eóli- nas amostras coletadas, entretanto, adota-se a ida-cas de atribuída por Kegel (op. cit.). D Afd – Depósito de planície demaré 2.3.3.4 Formação Pedra de Fogo – Permiano – Ppf Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- Histórico sicionais Plummer, Gomes & Price (op. cit.), em trabalho No curso do mapeamento foi possível individuali- para a PETROBRAS, propuseram o termo Pedra de zar oito litofácies, cujas características principais Fogo para caracterizar uma seqüência constituída de são mostradas no quadro 2.8. sílex, chert intercalado com siltitos, folhelhos com ca- madas fósseis (ostracóides) e madeira fóssil (psaro- nius), que ocorrem no riacho chamado Pedra de Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- Fogo, localizado entre as cidades de Pastos Bons e sicionais Nova York, e nos trechos São Domingos-Benedito Leite e Balsas-Riachão, no estado do Maranhão. A individualização das litofácies desta formação Vários pesquisadores contribuiram ao estudo desta permite elaborar uma associação destas, e inter- formação, e entre eles podem ser citados: Campbell pretar o paleoambiente deposicional, mostrado no et al. (Op. cit.), Barbosa & Gomes (1957), Oliveira quadro 2.9. (1961), Mesner & Wooldridge (1962), Moore (1964), – 56 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.8 – Descrição das litofácies. ESTRUTURAS LITOFÁCIES DESCRIÇÃO SEDIMENTARAES/ COR/TEXTURAS/ ESTAÇÕES/FOTOS LITOLOGIAS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO – Estratificação cruzada tangencial – Cor cinza Arenito com estratifica- de médio porte – Grã fina a médiaAct ção cruzada tangencial – Granodecrescência – Bimodal Lenticular Eólico– Linhas de grãos – Estações: HA-13, 14 e 16 – Marcas onduladas – Cor cinza e avermelhada Lagunar raso em Plmo Pelito com marcas on- – Greta de contração Tabular planície de inunda-duladas – Climbing e ripples ção. – Estações: HA-14 e 163 – Estratificação cruzada tangencial – Cor cinza Barra de pontal de Aec Arenito com estratifica- de pequeno porte – Grã fina a média Lenticular rio meandrante comção cruzada – Estações HA-18 – Filmes de pelitos variação de energia no transporte. Flt Folhelho tabular – Estrato tabular – Cor avermelhada Tabular Depósito lacustre– Estação: HA-164 – Laminado – Cor avermelhada Lagunar raso com – Marcas onduladas – Grã fina influência de maré Ac Arenito carbonático – Estação: FC-10 – Cimento calcífero Tabular onde, eventualmen-– Foto: 38 te, seca mostrando superfície de defla- ção. – Laminação planoparalela – Cor vermelha Lagunar raso com in- Pelito com laminação – Marcas onduladas – Cristais de calcita fluência de maré. Ppp planoparalela carboná- – Gretas de contração – Níveis de calcarenito Tabular tica – Estação: CF-10 – Foto: 39 – Estratificação cruzada tangencial – Bem selecionado e acanalada Afa Arenito fino arcosiano – Granodecrescente Lenticular Duna eólica – Grain fall – Grain follow – Estratificação planoparalela – Cor cinza Arenito com estratifica- e tabular – Níveis de seixos de quartzo App ção planoparalela – Estação: CF-10 e fragmentos de pelito verme- Lenticular Barra de Wady – Foto: 40 lho – Arcosiano – 57 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.9 – Caracterização e associação das ção Motuca. É recoberta pelas formações Sambaí- litofácies da Formação Piauí. ba e Itapecuru de maneira discordante, e também, por falhas normais com esta última. Unidade Fácies Fácies fácies Dominantes Subordinadas Interpretação Nos grabens da porção centro-sul, o contato desta unidade é feito através de falhas normais Depósito fluvial em bar- A Aec Flt ras de pontal, associado com as formações Couto Magalhães, Pequizeiro e Plmo a sedimentação lagunar Pimenteiras, e encontra-se recoberta pela Forma- e lacustre. ção Itapecuru de modo discordante. Depósitos lagunares ra- No graben próximo a Marabá, a Formação Pedra B AcPpp – sos com influência de de Fogo mantém contato através de falhamentosmaré. normais com a Formação Couto Magalhães, e está Depósitos de dunas eóli- recoberta, discordantemente, pela Formação Ita- C ActAfa App cas associados com bar- pecuru (fotos 45 e 46).ras de Wady. Aguiar (1964), Cunha (1964), Northfleet (1965) , Ojeda Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- & Bembom (1966), Ojeda & Perillo (1967), Melo & Pra- sicionais de (1968), Mabesoone (1977), Lima et al. (op. cit.), Lima & Leite (op. cit.), Faria Júnior (1979), Della Favera No quadro 2.10 são descritas onze litofácies & Uliana (1990), entre outros. desta unidade, individualizadas, com base nos se- guintes parâmetros: estruturas sedimentares, tex- tura e geometria. Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura Na folha trabalhada, esta formação ocorre, prin- Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- cipalmente, em três áreas distintas, a saber: sicionais a) na parte mais a leste, onde se estende em uma faixa contínua, com direção N-S, apresentan- Com base nas litofácies descritas e suas asso- do largura que varia de 10 a 20km, estando corta- ciações, interpreta-se, para esta unidade, um pale- da tanto na parte norte, quanto na parte sul, pelo oambiente deposicional relacionado a uma planí- rio Araguaia; b) próximo à cidade de Marabá, na cie de maré mista, carbonático-siliciclástica rasa porção oeste da folha, em quatro áreas restritas com variação de energia, possivelmente ligada a nos rios Itacaiúnas, Sororó, Tocantins e no igarapé um mar restrito, com interferência de depósitos Lago Vermelho; c) na porção centro-sul, em gra- continentais fluviais. bens sob a forma de duas faixas, relativamente es- No quadro 2.11 é apresentado um resumo da as- treitas. sociação das litofácies, que foram agrupadas em Aguiar (op. cit.) assinala que na área de São duas unidades de fácies, A e B, e suas respectivas João dos Patos, a espessura total exposta é de interpretações. 100m tendo sido de 189m, a maior espessura en- contrada em subsuperfície. Leite et al. (1975) assinalam que, na região de Ca- Idade e Paleontologia xias, sua espessura, em subsuperfície, é de 173m. Lima & Leite (op. cit.) informam que não foram encontrados fósseis marinhos, entretanto, psaro- Relações de Contato nius (madeira fóssil), restos de anfíbios labirinto- dontes e de tubarões foram identificados nesta Durante o mapeamento, foi possível constatar formação. que a Formação Pedra de Fogo mantém contato Para vários autores, a idade permiana desta for- em sua porção basal, no setor nordeste da folha, mação, foi sugerida, com base, principalmente, na com a Formação Piauí de modo gradacional e sutil, presença de evaporitos e de sílex, onde é demons- tornando-se difícil a sua separação, e com a Forma- trado a existência de um mar fechado, remanescen- ção Poti de modo erosivo. No topo mantém relação te, que atuou em um determinado tempo. Durante de contato de maneira gradacional com a Forma- este período, as condições climáticas tiveram uma – 58 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.10 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES/FOTOS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO – Marcas onduladas – Cor cinza-avermelhada a Zona de supra a inter- – Estratos planoparalelos esverdeada maré em planície de – Nódulos de espécies “ovóides” – Grã fina maré mista carbonáti- Calcarenito com de arenito, siltito e sílex – Vênulos e cristais de calcita co-siliciclástica rasa. Camo marcas – Estruturas circulares tipo Lenticular onduladas “bolachas” – Estações: HA-31, 117, 120, 121, 122, 129, 131, 153, 209 e 218. – Fotos: 41, 42, 43 e 49 – Marcas onduladas – Cor cinza Zona de supra a inter- Ctmo Calcilutito com – Nódulos tipo “bolachas” e “ovói- maré, em planície demarcas onduladas des” de sílex e argila Lenticular maré mista carbonáti- – Estações: HA-117, 119 e 209 co-siliciclástica rasa. – Marcas onduladas – Cor preta Lacustre em planície Pmo Pelito com marcas – Estação: HA-125 – Cristais de calcita Tabular de maré mista carbo-onduladas – Carbonoso nático-siliciclástica rasa. – Marcas onduladas – Cor cinza Zona de supramaré Domo Doloespatito com – Níveis de calcita – Grã finamarcas onduladas – Estruturas de Lenticular em uma planície de birds eyes maré mista carbonáti- – Estação: HA-130 co siliciclástica rasa. Conglomerado – Seixos suportados pela matriz – Seixos centimétricos de Leque aluvial proximal Csm suportado pela – Arcabouço aberto quartzo Lenticular a mediana. matriz – Estações: HA-153 e 225 – Estrato planoparalelo com mar- – Cor cinza-esverdeada a Lagunas com interfe- cas onduladas climbing ripples vermelha rência de maré. Plc Pelito calcífero – Gretas de ressecamento – Intercalação de níveis de– Estações: CF-6,8, HA-44, 110, sílica Tabular 111, 201, 204 e 209 – Foto: 44 – Níveis centimétricos – Cor esverdeada Zona de supra a inter- La Laminito algal – Ondulado – Grã muito fina Lenticular maré em planície de – Estação: HA-4 – Lentes de calcarenito maré carbonática. – Estratificação cruzada acanalada – Cor cinza Dunas subaquáticas Af Arenito fino e tangencial de pequeno porte – Grã fina de média Lenticular de rio entrelaçado.– Marcas onduladas – Estações: HA-4, 119 e 121 – Laminação ondulada – Cor cinza-esverdeada Lagunar raso em pla- Clo Calcissiltito – Filmes de calcita – Grã fina nície de maré mistaondulado – Núcleos de sílica Lenticular carbonático-siliciclás- – Estações: HA-30, 210 e 225 tica. – Laminado – Cor vermelha Zona de supra a inter- Ctl Calcissiltito – Marcas onduladas – Vênulos de calcita Tabular maré, em planície de laminado – Estações: HA-31, 36, 128 e 131 – Níveis de laminitos maré carbonática. – Laminação planoparalela – Cor cinza-vermelha Zona de supramaré, Calcissiltito com – Nódulos de arenito – Grã fina em planície de maré Ccpp laminação plano- – Estruturas circulares tipo mista carbonático-sili-paralela “ovóides” e “bolachas” Lenticular ciclástica rasa. – Estações: HA-117 e 209 – Fotos: 47 e 48 – 59 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.11 – Caracterização e associação das Relação de Contato litofácies da Formação Pedra de Fogo. Foi possível observar ao longo dos perfis realizados Unidade Fácies Fácies Interpretação que a Formação Motuca mantém relações de contatoFácies Dominantes Subordinadas tanto no topo como na base do tipo gradacional ou Camo, Pmo, Domo, Fácies marinho em zona de transicional, às vezes brusco e com discordância ero- Ctmo, Clo, Pcl e La supra a intermaré, relacionada A Ctl e Ccpp a uma planície de maré mista siva de cunho local (Lima & Leite, op. cit.) com as uni- carbonático-siliciclástica rasa dades Sambaíba e Pedra de Fogo, respectivamente. com depósitos lagunares. Observa-se no topo uma passagem de arenitos Af Csm Depósitos continentais de rios vermelhos, finos, friáveis (Formação Motuca) para B entrelaçados e subordinada- um arenito esbranquiçado ou rosa, granulometriamente leques aluviais proxi- mais. média, friável (Formação Sambaíba). O contato basal é feito pela passagem de folhe- lhos, arenitos e siltitos de cor vermelho-tijolo para grande variação, pois passaram de úmidas (onde foi folhelhos e siltitos, ora avermelhados, ora esver- desenvolvida vegetação de grande porte) a áridas deados da Formação Pedra de Fogo. (favorecendo deposição dos evaporitos). Os carbonatos desta formação têm uma grande distribuição na área trabalhada, entretanto, os or- Diagnose das Litofácies e dos Sistemas De- ganismos fósseis, normalmente associados a estas posicionais rochas, estão praticamente ausentes ou ocorrem localizadamente. Um ambiente restrito, sem comu- Nesta unidade foi possível individualizar no âmbi- nicação direta e constante com o mar aberto, pode to da folha, sete litofácies, com base nos seguintes ter limitado a atividade e o desenvolvimento desses parâmetros: estruturas sedimentares, textura e geo- organismos, contudo corrobora-se a idade permia- metria, e que são apresentadas no quadro 2.12. na para esta unidade. Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- 2.3.3.5 Formação Motuca – Permiano – PTRm sicionais Histórico A interpretação do paleoambiente deposicional desta unidade na Folha Marabá, relaciona-se a depó- Plummer, Price & Gomes (op. cit.) propuseram a sitos continentais de dunas eólicas, provenientes do denominação de Formação Motuca para designar retrabalhamento dos depósitos fluviais e lagos na pla- os folhelhos de cor vermelho-tijolo com lentes del- nície de inundação. A progressão deste sistema propi- gadas de calcário e anidrita, sobrejacentes aos es- ciou a formação de depósitos de frente deltaica repre- tratos Pedra de Fogo, existentes nos arredores da sentados por arenitos de geometria sigmoidal, alcan- fazenda Motuca, entre São Domingos e Benedito çandoatéa formaçãodedelta retrabalhadopormaré. Leite, no estado do Maranhão. O estudo das paleocorrentes, foi baseado em 59 medidas, e foi feito no plano das cruzadas tangen- ciais e acanaladas, mostrando, para esta forma- Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura ção, um fluxo deposicional de SE para NW, confor- me diagrama da figura 2.34. Esta formação ocorre em uma faixa contínua, As sete litofácies individualizadas foram agrupa- com ramificações geralmente estreitas, margean- das em uma unidade, cuja interpretação encon- do as escarpas da Formação Sambaíba na região tra-se resumida no quadro 2.13. sudeste da folha trabalhada. Aguiar (op. cit.), em seu trabalho sobre a Revisão Geológica da Bacia Paleozóica do Maranhão, infor- Idade e Paleontologia ma que a maior espessura desta formação foi en- contrada no poço 2-NG-1-MA com 296m. Mesner e Wooldridge (op. cit.) assinalam a pre- Neste trabalho, a espessura estimada foi de sença do gastrópode Pleurotomaria sp que tam- 50m, calculada a partir de perfis geológicos. bém ocorre no Permiano do Peru. Registram que al- – 60 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.12 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES/FOTOS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO – Estratificação cruzada acanala- – Cor avermelhada Barras transversais e dunas Arenito com da de pequeno porte – Grã fina subaquáticas de rio entrela- Aca estratificação – Estações: HA-45, 46, 47, 76, 77, – Matriz areno-argilosa Lenticular çado. cruzada acanalada 102 e 108. – Seixos disseminados – Foto: 51 Arenito com – Estratificação cruzada tangencial – Cor marrom Dunas subaquáticas de rios Act estratificação de pequeno porte – Grã fina entrelaçados com contri-cruzada tangencial – Estações: HA-48 e 49 – Matriz areno-argilosa Lenticular buição eólica. – Bem classificado Arenito com – Estratificação planoparalela – Cor vermelha Dunas subaquáticas de rio App estratificação – Curlets – Grã finaplanoparalela – Estações: HA-103 e 107 – Bem classificado Tabular entrelaçado. – Filmes de pelito – Estratificação planoparalela – Cor amarelada Depósito de rio entrelaçado Aa Arenito arcosiano – Estação HA-104 – Grã fina Tabular – Arcosiano – Laminado – Cor avermelhada Depósito retrabalhado por Pv Pelito vermelho – Estação: HA-112 Lenticular maré, planície de inunda- ção ou lagunar. – Estratificação cruzada – Cor vermelha Lobos sigmoidais amalga- As Arenito sigmoidal tangencial – Bem selecionada Sigmoidal mados de frente deltaica.– Estação: HA-114 – Foto: 50 – Herringbone – Cor vermelha Depósito deltaico retraba- Ah Arenito com – Ondulado – Grã fina lhado por maré. herringbone – Estação: HA-114 – Bem selecionado Tabular – Foto: 51 guns peixes encontrados assemelham-se aos pei- Sua espessura, segundo Lima & Leite (op. cit.) é xes permianos Paleoniscus e Elonichtys, de idade de aproximadamente 200m, conforme medida efe- neopermiana. tuada na cidade de Sambaíba, estado do Mara- Neste trabalho corrobora-se a idade neopermia- nhão, onde fica localizada sua seção-tipo. na para esta unidade. Relações de Contato 2.3.3.6 Formação Sambaíba – Triássico – TRs Durante os trabalhos de mapeamento na Folha Histórico Marabá, foi observado nas seções realizadas, que a Formação Sambaíba é sobreposta pelas unidades Plummer (op. cit., apud: Léxico Estratigráfico do Corda, Itapecuru e Mosquito de maneira discordan- Brasil, 1984) foi quem, pela primeira vez, definiu a te, entretanto, localmente os basaltos da Formação Formação Sambaíba como sendo arenitos forma- Mosquito, truncam os litótipos desta formação. dores das mesetas que ocorrem nas proximidades O contato basal, também, é do tipo discordante de Sambaíba, estado do Maranhão, onde se locali- com a Formação Pedra de Fogo, e é concordante za a sua seção-tipo. com a Formação Motuca, sem contudo mostrar Campbell (op. cit.), Mesner & Wooldridge (1964), uma nítida gradação. Barbosa et al. (1966), Aguiar (op. cit.), Cunha & Carneiro (1972), Lima & Leite (op. cit.), em seus tra- balhos apresentam estudos sobre esta unidade. Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- sicionais Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura Nesta unidade foi possível individualizar duas li- tofácies, com base nos critérios diagnósticos de Na área mapeada, esta unidade ocorre, principal- caracterização, relacionadas às estruturas sedi- mente, na porção sudeste, e é caracterizada por mentares, texturas e geometrias. apresentar uma morfologia de extensos chapadões, Estas litofácies e a interpretação dos sistemas que se destacam pela sua topografia conspícua. deposicionais, estão resumidos no quadro 2.14. – 61 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil FORMAÇÃO MOTUCA a interdunas. O estudo das paleocorrentes, com base em 226 medidas, foi feito no plano das cruza- 350 0 10 340 20 das acanaladas e tangenciais, indicando para esta 330 30 unidade um fluxo deposicional de SE para NW, 320 40 conforme mostrado no diagrama da figura 2.35. 310 50 Vm 300 60 Idade e Paleontologia 290 70 80 Mesner e Wooldridge (op.cit.) foram quem, pela280 primeira vez, distinguiram esta unidade como for- 270 90 mação geológica e, devido a ausência de fósseis, atribuiram a idade Triássico Superior, baseada em 260 100 sua posição estratigráfica. 250 110 Braun (1971) informa que a Formação Sambaíba posiciona-se entre o Jurássico e o Cretáceo 240 120 Inferior, e que esta idade está baseada em data- 230 130 ções radiométricas em basaltos, que se intercalam 220 140 aos arenitos dessa unidade. 210 150 Seu posicionamento estratigráfico, segundo 200 160 190 180 170 Lima et al. (op. cit.), foi baseado em relações estra- tigráficas como pertencente ao Triássico Médio e ESCALA - 1:2,5 Superior. Em virtude da ausência de fósseis, nesta forma- Figura 2.34 – Medidas de paleocorrentes. ção, adota-se o mesmo posicionamento estratigrá- Estações: HA-45, 47, 48, 76, 103 e 112. fico indicado por Lima et al. (op. cit.). Cruzadas Tangenciais e Acanaladas. Número de Medidas (n)=59. Escala= 2,5 Vetor Médio (Vm) = 287. 2.3.3.7 Formação Mosquito – Jurássico –TRJm Índice de Consistência 96%. Histórico Quadro 2.13 – Caracterização e associação das litofácies da Formação Motuca. Aguiar (op. cit.) foi quem primeiro denominou de Unidade Fácies Fácies Formação Mosquito os derrames basálticos com in- Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação tercalações de arenito, cuja localidade-tipo é o leito Barras transversais e do rio Mosquito, a sul da cidade de Fortaleza dos dunas subaquáticas de Nogueiras, estado do Maranhão. rios entrelaçados e de- Aca, Act, App Pv, As e Ah pósitos lagunares na Outros autores, como: Campbell (1946), Mesner A e Aa planície de inundação. & Wooldridge (op. cit.), Northfleet & Melo (op. cit.), Subordinadamente de- Projeto RADAM (1974), Lima & Leite (op. cit.) fize- pósitos de frente deltai- ca e delta retrabalhado ram referência em seus trabalhos, sobre esta uni- por maré. dade. Neste relatório, os autores adotam o termo For- mação Mosquito como definido por Aguiar (op.cit.). Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- sicionais Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura As litofácies individualizadas são agrupadas em Na Folha Marabá os derrames basálticos distri- uma única unidade de fácies, como apresentado buem-se nas porções leste e sudeste. no quadro 2.15. Estes derrames ocorrem nas partes topografica- A interpretação do sistema deposicional rela- mente mais baixas, recobrindo os sedimentos are- ciona-se a depósitos eólicos de dunas associadas nosos da Formação Sambaíba. – 62 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.14 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES/FOTOS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Arenito com – Estratificação cruzada tangencial e – Cor cinza cruzadas acanalada de grande a médio porte. – Grã média a fina tangencial e – Grain fall – Matriz arenosa Acta acanalada – Grain follow – Bimodal Lenticular Depósito de duna – Granocrescência eólica – Estações: CF-7, HA-41, 56, 57 e 58 – Fotos: 52, 53, 54, 55 e 56 Pelito com – Estratificação planoparalela – Cor cinza-avermelhada Depósito de inter- Ppp estratificação – Estações: HA-126 e 127 – Intercalações de arenito Tabular duna plano-paralela Quadro 2.15 – Caracterização e associação das amígdalas imersas em uma massa afanítica, com litofácies da Formação Sambaíba. pequenos pontos brancos, originados, possivel- Unidade Fácies Fácies mente, da alteração dos minerais de preenchimen- Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação to das vesículas. As amígdalas estão normalmente preenchidas por calcita, calcedônia, clorita e zeóli- Depósito continental tas (HA-06 e 83). A Acta Ppp eólico de dunas e in- terdunas. Em seção delgada, apresentam-se com textura ofítica/subofítica, constituídos, essencialmente, por ripas de plagioclásio (labradorita) com maclas do Na porção leste, esta formação é recoberta por sedimentos das formações Itapecuru e Corda. FORMAÇÃO SAMBAÍBA Sua espessura máxima é de 175m, tendo sido re- gistrada no poço JZST-1-MA da PETROBRAS, 350 0 10340 20 (Mesner & Wooldridge, op. cit.). 330 30 Na área trabalhada, a espessura encontrada foi 320 40 em um poço na Escola Técnica da cidade de Aragua- Vm 310 50 tins (estado do Tocantins), que atingiu cerca de 20m. 300 60 290 70 Relações de Contato 280 80 Esta unidade está sobreposta à Formação Sam- 270 90 baíba, em contato discordante, caracterizado por superfície de erosão. Entretanto, alguns autores 260 100 admitem uma certa contemporaneidade dos derra- 250 110 mes basálticos com a seção superior da Formação Sambaíba, não considerando discordância no seu 240 120 contato basal. 230 130 Nas porções norte e leste, as formações Itapecu- 220 140 ru e Corda sobrepõem-se, também, de modo dis- 210 150 cordante, à Formação Mosquito. Este contato é ca- 200 160190 180 170 racterizado por apresentar uma superfície erosiva com clastos de basalto e arenito. ESCALA - 1:5 Figura 2.35 – Medidas de paleocorrentes. Mineralogia Estações: HA-54, 58, 66, 139, 140, 142, 147, 148 e 202 Cruzadas Tangenciais e Acanaladas. O basalto da Formação Mosquito apresenta es- Número de Medidas (n) = 226. trutura esferoidal (foto 57) e amigdaloidal, cor cin- Escala = 5.Vetor Médio (VM) = 300. za-escuro a esverdeado, maciço, apresentando Índice de Consistência 87%. – 63 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil tipo Albita, coexistindo com piroxênio em cristais 2.3.3.8 Formação Pastos Bons – Jurássico – Jpb prismáticos. Foram observados, também, opacos e raros grãos de carbonato originados, possivelmen- Histórico te, da alteração dos piroxênios. Lisboa (1914) foi quem pela primeira vez usou o termo Pastos Bons para designar camadas de are- Idade nitos com intercalações de folhelhos e calcários, ocorrentes nas adjacências da cidade de Pastos Gomes (1968), em seu trabalho sobre “Fossas Bons, estado do Maranhão. Tectônicas do Brasil”, informa que as datações ra- Campbell et al. (op. cit.) elevaram as camadas diométricas, procedidas em amostras de diabásio Pastos Bons definidas por Lisboa (op. cit.), a cate- do Brasil, África e Austrália, estão de acordo com o goria de formação. posicionamento do diabásio na coluna cronoestra- Plummer (op. cit.), Luz (1958), Mesner & Wool- tigráfica da Bacia do Parnaíba. dridge (op. cit.), Santos (1974), Lima & Leite (op. Lima et al. (op. cit.), de acordo com os dados ra- cit.), entre outros, fizeram referências em seus tra- diométricos, atribuem um posicionamento Jurássi- balhos às litologias da Formação Pastos Bons. co/Triássico Superior para os derrames da Forma- ção Mosquito. Caputo (1985) identifica três diferentes estágios Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura de formação desses basaltos. Informa, ainda, que a manifestação mais antiga tem 215Ma, correspon- A Formação Pastos Bons ocorre na margem es- dendo ao Triássico Médio. O mesmo autor correla- querda do rio Araguaia, próximo a sua desemboca- ciona os basaltos, desta idade, com os diques de dura no rio Tocantins, abrangendo uma área com diabásio que ocorrem na área costeira do estado menos de 1% da folha. do Amapá. Os afloramentos estudados, estações CF-11, Neste relatório adota-se a idade Jurássi- HA-150 e 156 são restritos ao rio Araguaia, repre- co/Triássico com base no trabalho de Lima et al. sentados, predominantemente por calcarenitos e (op. cit.). mudstone (ritmito). Quadro 2.16 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Calcarenito com – Estratificação cruzada tan- – Grã fina Sand wave de maré em Caet estratificação gencial de baixo ângulo zona de intermaré.cruzada – Marcas onduladas Lenticular tangencial – Estação: CF-11 Folhelho com – Estratificação planoparalela – Cor preta Folhelho hemipelágico de Fpp estratificação – Estação: CF-11 – Grã fina Tabular zona de submaré profun- planoparalela da. Calcilutito com – Marcas onduladas – Cor cinza Depósito de submaré em Clmo marcas – estação: HA-150 – Grã fina planície de maré carboná-onduladas – Veios milimétricos de calcita Lenticular tica. espática Brecha intra- – Estação: HA-150 – Cor cinza Depósito de frente deltaica Bri formacional – Fragmentos angulosos de proximal.calcilutito – – Cimento de calcita Pelito com – Marcas onduladas – Cor esverdeada Depósito lagunar e planí- Pmo marcas – Estação: HA-150 – Lama carbonática Lenticular cie de maré. onduladas Arenito com – Estratificação cruzada tan- – Cor cinza Duna subaquática Act estratificação gencial de pequeno porte – Grã finacruzada – Estações: HA-150 e 156 – Bem selecionado Lenticular tangencial – Arcosiano – Estratificação planoparalela – Cor cinza-avermelhada Barra de plataforma terrí- Arenito com – Marcas onduladas – Grã fina gena, em águas rasas com App estratificação – Linsen, Wavy – Intercalação de pelito Lenticular variação de energia, sujei- planoparalela – Flaser, Drape vermelho ta à ação de maré. – Estação: HA-156 – 64 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.17 – Caracterização e associação das Silva & Santos (1974) identificaram peixes lepi- litofácies da Formação Pastos Bons. dotes piauhyensis, macrossemideo e pleuropho- Unidade Fácies Fácies lídeo, restritos à idade jurássica média a superior. Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação Assim, atribuiram o posicionamento da Unidade Caet, Fpp, Bri, Pmo Depósito de sub a supramaré Pastos Bons ao Jurássico Médio. A Clmo em bacia carbonática sujeitaà ação de ondas de tempes- Lima et al. (op. cit.) consideram a Formação tade. Pastos Bons como sendo de idade jurássica mé- Act, App Depósito de duna subaquáti- dia a superior, baseados, também em seu conteú-B – ca sujeita à ação de maré. do fóssil. Neste trabalho, os autores adotam a idade Jurás- A espessura média desta formação foi relatada sico Médio a Superior, baseados no trabalho de por Aguiar (op. cit.), como sendo de 60m, sem con- Lima et al. (op. cit.). tudo informar o local onde a mesma foi medida. 2.3.3.9 Formação Corda – Jurássico – Jc Relações de Contato Histórico O contato basal da Formação Pastos Bons com a Formação Poti foi interpretado como sendo por fa- Lisboa (op. cit.) foi quem pela primeira vez utili- lha normal e o superior, feito com a Formação Itape- zou a expressão Arenito Corda, referindo-se aos curu, de modo discordante erosivo. sedimentos arenosos e vermelhos que ocorrem próximo às eruptivas básicas do alto Mearim e dos seus tributários, no estado do Maranhão. Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- Campbell (1950) foi quem passou a designar es- sicionais tes arenitos de Formação Corda. Outros autores, como: Oliveira & Leonardos (op. No curso do mapeamento foram individualizadas, cit.), Mesner & Wooldridge (op. cit.), Northfleet & nesta unidade, sete litófacies cujas características Melo (op. cit.), Aguiar (op. cit.), Lima et al. (op. cit.), diagnósticas estão representadas no quadro 2.16. fizeram referência, em seus trabalhos, sobre os arenitos desta unidade. Ambientes de Sedimentação e Sistemas Deposi- cionais Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura As sete litofácies individualizadas, foram agru- Na Folha Marabá, a Formação Corda ocorre na padas em duas unidades de fácies cujas interpre- extremidade leste, abrangendo cerca de 1% da fo- tações encontram-se resumidas no quadro 2.17. lha. O paleoambiente deposicional interpretado para As exposições desta unidade são, geralmente, esta formação, no âmbito da Folha Marabá, relacio- restritas e descontínuas, às vezes ocupando vales na-se a uma bacia carbonática com depósitos em ou elevações. zonas de sub a supramaré, lagunares e de frente Em trabalho desenvolvido pela PETROBRAS, na deltaica, evoluindo para uma plataforma terrígena região de Imperatriz, foi registrada uma espessura rasa, mostrando ação de maré, com variação na em torno de 30m, para esta formação. Entretan- energia de transporte. to,em nível regional, esta espessura pode atingir até 100m, segundo Lima & Leite (op. cit.). Idade e Paleontologia Relações de Contato Mesner & Wooldridge (op. cit.), no trabalho de re- visão da Bacia do Maranhão, informam que Forma- Segundo dados bibliográficos, a Formação Cor- ção Pastos Bons foi datada com base em seu con- da assenta-se, discordantemente, sobre os basal- teúdo fossilífero, sendo posicionada no Triássico tos da Formação Mosquito e arenitos da Formação Superior. Sambaíba. – 65 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Seu contato superior, mantido com a Formação Mesner & Wooldridge (op. cit.), Cunha & Carnei- Itapecuru, é geralmente concordante, podendo lo- ro (op. cit.), Lima & Leite (op. cit.) e Guerreiro & Silva calmente ser discordante. (op. cit.) fizeram em seus trabalhos referências so- bre estes basaltos e diabásios. Neste relatório, adota-se a denominação de For- Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- mação Sardinha para os diques de diabásio ocor- sicionais rentes na porção leste da folha. Na área da Folha Marabá, foi possível individuali- zar somente uma litofácies, cujas características Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura estão resumidas no quadro 2.18. A unidade ocorre sob a forma de diques e solei- ras de diabásio (HA-17, 69, 134 e 137). Quando se Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- apresenta na forma retilínea, orienta-se segundo as sicionais direções de fraturamento NW-SE, NE-SW e N-S. Os diques são, normalmente, de pequena pos- A interpretação do paleoambiente deposicional sança, variando de 10 a 20m de largura, raramente desta unidade, na Folha Marabá, relaciona-se a um ultrapassando 50m. sistema fluvial entrelaçado com contribuição de se- dimentos eólicos. Relações de Contato Idade e Paleontologia Não foram observadas, neste trabalho, suas re- lações de contato. Segundo diversos autores, es- Mesner & Wooldridge (op. cit.) e Aguiar (op. cit.), tas rochas cortam várias unidades, desde o Paleo- com base nas relações de contato com as rochas bá- zóico até o Mesozóico, de modo discordante, man- sicas da Formação Mosquito, admitem para esta uni- tendo a forma de diques e soleiras. dade, uma idade jurássica. Lima & Leite (op. cit.), com base no conteúdo fos- silífero, posicionaram esta seqüência no Jurássico Mineralogia Superior. Neste relatório admite-se a idade como sendo ju- Estas rochas intrusivas básicas, ocorrentes na rássica superior proposta por Lima & Leite (op. cit.). borda oeste da bacia, são, em sua grande maioria, petrograficamente definidas como diabásio. São rochas melanocráticas, de coloração varian- 2.3.3.10 Formação Sardinha – Cretáceo – Ks do de cinza-escuro a preto, granulometria fina, tex- tura porfirítica, constituída, principalmente, de pla- Histórico gioclásio, piroxênio, quartzo, minerais opacos e mi- nerais de alteração. Os fenocristais de plagioclásio Aguiar (op. cit.) denominou de Formação Sardi- podem estar envolvidos por uma matriz de caracte- nha aos basaltos que afloram próximo à aldeia de rísticas subofíticas, onde são observados cristais Sardinha, na cidade de Barra do Corda, cartografa- prismáticos de piroxênio, circundados por cristais dos, anteriormente, por Moore (1961). de plagioclásio. Quadro 2.18 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES SUBORDINADA GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Arenito com – Estratificação cruzada tangencial – Cor cinza Dunas subaquáticas de estratificação de médio porte. – Grã fina a média rios entrelaçados com Act cruzada – Superfície ondulada – Bimodal Lenticular contribuição eólica. tangencial – Granocrescência – Estação: HA-75 – 66 – SB.22-X-D (Marabá) Idade Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Deposicionais Lima (op. cit.), baseado em relações estratigrá- ficas, coloca esta unidade no Cretáceo Inferior, No âmbito da Folha Marabá, foram individualiza- sugerindo, ainda, uma origem semelhante à da das 4 litofácies nesta unidade, cujos principais pa- Formação Mosquito, onde lavas extravasaram râmetros estão resumidos no quadro 2.19. através de fissuras, em condições subaéreas con- tinentais. Cordani (1967) informa que rochas desta forma- Ambientes de Sedimentação e Sistemas ção foram datadas como sendo de idade cretácea Deposicionais inferior, sem contudo informar o método utilizado para a datação. O sistema deposicional desta unidade foi inter- pretado como sendo uma planície de maré carbo- nática rasa, em zona de supramaré com lagos su- 2.3.3.11 Formação Codó – Cretáceo – Kc bordinados, associados a depósitos de ambiente marinho raso. Histórico A associação das litofácies desta formação é caracterizada por uma unidade de fácies, tendo a Campbell et al. (op. cit) foram os primeiros a de- mesma, três fácies dominantes e uma subordina- nominar de Formação Codó ao conjunto de folhe- da, conforme mostrado no quadro 2.20. lhos calcíferos e betuminosos com lentes de calcá- rio, concreções de gipsita e peixes fósseis, que ocorrem nas proximidades da cidade de Codó, es- Idade e Paleontologia tado do Maranhão. Outros autores como: Mesner & Wooldridge (op. Estudando as rochas desta unidade, Mesner & cit.), Lima & Leite (op. cit) fizeram referências sobre Wooldridge (op. cit.) definiram como sendo de ida- esta seqüência de folhelhos. de cretácea inferior, assinalando a presença de Anomia, Arca e Corbula, que associado a evi- dências palinológicas, permitiram esta datação. Modo de Ocorrência, Distribuição e Lima (1981, apud Caputo, op. cit.) baseado, Espessura principalmente, em conteúdo fóssil, definiu a For- mação Codó como sendo de idade neo-aptiana a A Formação Codó foi identificada na margem di- eo-albiana. reita do rio Tocantins, na cidade de Cocal, numa fai- Neste relatório, os autores adotam a idade cre- xa de direção NE-SW, e abrange cerca de 1% da tácea inferior, definida por Mesner & Wooldridge área estudada. (op. cit.). A sua espessura foi estimada em torno de 400m, segundo o mapa de isópacas, apresentado por Ca- puto (1984). 2.3.3.12 Formação Itapecuru – Cretáceo – Ki Histórico Relações de Contato Lisboa (op. cit.) trabalhando em sedimentos aflo- No curso do mapeamento, observou-se que esta rantes nos vales dos rios Itapecuru e Alpargatas, a unidade mantém o contato superior concordante norte da cidade de Pastos Bons, estado do Mara- com a Formação Itapecuru, podendo ser localmen- nhão, denominou-os de Camadas Itapecuru. te discordante erosivo. Com o Quaternário, se faz Campbell (op. cit.) posicionou as Camadas Ita- por falhamento normal. pecuru de Lisboa (op. cit.) na categoria de forma- O contato inferior não foi observado durante os ção, denominando de Formação Itapecuru os sedi- trabalhos, entretanto, Carneiro (apud Lima & Leite, mentos ocorrentes nas costas oriental do estado do op. cit.) comenta que o contato inferior é também Pará e ocidental do estado do Maranhão. concordante, excetuando-se, pequenas discor- Vários autores, como: Molnar & Urdinea (1966), dâncias locais. Aguiar (op. cit.), Northfleet & Melo (op. cit.), Barbo- – 67 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.19 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Calcilutito com – Estratificação planoparalela – Cor cinza Planície de maré car- estratificação – Estações: HA-144 e 145 – Grã fina bonática em zona de Clpp planoparalela – Foto: 58 – Níveis milimétricos de veios supramaré.de calcita espática. Lenticular – Intercalações de laminitos algais Pelito com – Marcas onduladas – Cor cinza-esverdeado Lagunar em planície Pmo marcas – Estações: HA-144 e 145, JI-8 e 28 – Leitos centimétricos Tabular de maré carbonática. onduladas – Foto: 58 Calcarenito com – Marcas onduladas – Cor cinza-esverdeado Planície de maré car- Camo marcas – Estratificação planoparalela – Grã fina Lenticular bonática em zona de onduladas – Estação: HA-145 supramaré. Arenito com – Marcas onduladas – Cor rosa Barra de off-shore. Amo marcas – Estações: JI-8 e 28 – Grã média Tabular onduladas Quadro 2.20 – Caracterização e associação das Na parte oriental da Folha Santa Inês (SA.23-Y-D), litofácies da Formação Codó. através de sondagem estratigráfica, realizada pela PETROBRAS, foi possível calcular a espessura des- Unidade Fácies Fácies ta formação, que atingiu 400m, 414m, 555m e 602m, Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação nos furos PMS-7-1-MA, SLST-1-MA, PAF-4R-MA e PAF-3-MA, respectivamente. Clpp, Camo, Pmo Planície de maré carbo- A Amo nática rasa, em zona desubmaré e lagos subor- dinados. Relações de Contato Durante os trabalhos da Folha Marabá não foram observadas a relações de contato basal desta unida- sa et al. (op. cit.), Costa (1977), Lima & Leite (op. de, contudo Lima & Leite (op. cit.) descrevem que o cit.), Góes (1981), Petri & Fúlfaro (1983) teceram contato entre as formações Codó e Itapecuru é con- comentários em seus trabalhos sobre as litologias cordante, podendo, entretanto, apresentar-se discor- desta formação e suas relações de contato com as dante, provavelmente devido a efeitos tectônicos. unidades adjacentes. Já o contato superior, observado nos trabalhos Neste trabalho, adota-se a denominação de de campo, se faz de modo discordante, nas partes Campbell (op. cit.) para designar uma seqüência mais elevadas, com sedimentos da cobertura detrí- de arenitos variegados, com intercalações de silti- tica e/ou laterítica. Nas áreas de menores cotas, tos e argilitos avermelhados, pouco fossilíferos, esta formação é recoberta por sedimentos atuais, aflorantes na Folha Marabá. localizados principalmente, ao longo dos rios To- cantins, Araguaia, Itacaiúnas, Sororó e Vermelho, entre outros. Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura A Formação Itapecuru ocupa cerca de 30% da Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- folha. Distribui-se em extensas áreas, nas porções sicionais norte, nordeste, centro-sul e centro-oeste. Os melhores afloramentos estudados estão lo- Através dos parâmetros característicos descri- calizados ao longo de cortes de estradas, como tos durante os trabalhos da Folha Marabá, foi possí- na BR-230 (Transamazônica), BR-222, PA-150, vel individualizar dez litofácies na Formação Itape- PA-461, PA-153, TO-136, TO-496, caminhos vici- curu, cujas descrições encontram-se resumidas no nais e na ferrovia Ponta da Madeira-Carajás. quadro 2.21. – 68 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 2.21 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES/FOTOS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Arenito com – Estratificação planoparalela – Cor rosa-avermelhada Barras de rios intrelaçados estratificação e tabular – Grã fina a média App planoparalela – Estações: CF-1 e Jl-7, 14 e 15 – Seixos de quartzo e frag- Tabular mentos de folhelhos – Arcosiano Arenito arcosiano – Estação: JI-14 – Cor rosa-avermelhado Barras de rios intrelaçados Aal lenticular – Grã fina a média– Matriz silto argiloso Lenticular – Lentes de pelito Pelito com – Estratificação planoparalela – Cor vermelha a amarelada Lagunar em planície de estratificação – Climbing e ripples inundação planoparalela – Gretas de ressecamento Ppp – Estações: JI-7, 14, 15, 16, e 17; Tabular HA-52, 53, 174, 175, 191, 202, 203, 221, 227, 228 e 234 – Fotos: 59, 60 e 61 Arenito com – Estratificação cruzada tan- – Cor cinza Dunas subaquáticas de rios cruzada gencial de pequeno porte – Grã fina entrelaçados Act tangencial – Estações: HA-52, 172, 173, – Bem selecionado Lenticular 191, 202, 203, 206, 215 e 216 – Bastante friável – Foto: 62 Arenito arcosiano – Estratificação cruzada tangen- – Cor cinza Depósito eólico oriundo do cial de pequeno e médio porte – Grã fina a média retrabalhamento de dunas – Grain fall – Bem selecionado e barras do sistema fluvial Aa – Grain follow – Seixos disseminados Lenticular – Estações: HA-67, 68, 73, 87, – Bimodal 140, 149, 174, 175, 181, 188, 208, 219, 229, 232 e 237 Arenito com – Estratificação planoparalela – Cor cinza-avermelhada Barras de rios entrelaçados Acs cimento silicoso – Estações: HA-89 e 138 – Grã fina– Cimento silicoso Tabular – Bem selecionado Conglomerado – Grãos suportados pela matriz – Seixos de quartzo Leque fluvial proximal a me- Csm suportado pela – Desorganizado – Matriz areno-argilosa dianomatriz – Estações: HA-181, 182, 191 e – Fragmentos de arenito e Lenticular 197 argila Arenito de – Estratificação cruzada tangen- – Cor amarela-avermelhada Dunas subaquáticas de rios Afm granulometria cial – Grã fina a média Lenticular entrelaçadosfina a média – Estações: HA-196, 210, 217, – Seixos de quartzo dissemi- 221 e 230 nados Arenito grosseiro – Estratificação cruzada tangen- – Cor cinza a rósea Dunas subaquáticas de rios e conglomerático cial de pequeno porte – Grã grossa a conglomerá- entrelaçados Agc – Estações: HA-233 e 234; JI-08 ticae 16 – Seixos de quartzo dissemi- Lenticular nados – Arcosiano Arenito cinza – Estratificação cruzada tangen- – Cor cinza Dunas subaquáticas de rios cial de pequeno porte – Grã fina entrelaçados Ac – Marcas onduladas – Bem selecionado Lenticular – Estações: HA-141, 142, 147 e 148 – 69 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Ambientes de Sedimentação e Sistemas De- Klein & Ferreira (1979) em trabalho de pesquisa posicionais paleontológica, na área de ocorrência da Forma- ção Itapecuru, na região de São Luís, estado do As dez litofácies individualizadas nesta forma- Maranhão, e baseados na assembléia fossilífera ção foram agrupadas em duas unidades de fácies, existente naqueles sedimentos, constataram que cujas litofácies predominantes e subordinadas, as- os mesmos são de ambiente estuarino, e sugerem sim como a interpretação do sistema deposicional, idade cenomaniana para esse conjunto. estão resumidas no quadro 2.22. Colares & Araújo (1987) estudaram raros mol- des internos de foraminíferos e crustáceos (?), Quadro 2.22 – Caracterização e associação das dentes e escamas de peixes mal preservados, su- litofácies da Formação Itapecuru. postamente colocados no Eo-Cretáceo. Não foi feito, neste projeto, nenhuma análise pali- Unidade Fácies Fácies Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação nológica, entretanto, corrobora-se a idade albiana definida por Mesner & Wooldridge (op. cit.). Barras e dunas subaquát icas de rios entrela- çados, associa- 2.3.4 Coberturas Detríticas e/ou Lateríticas – dos a lagos em Terciário – TQc A Act, Afm, Agc, Aa e Ppp planície de inun-Ac, App, Acs e dação e eólicos Aal oriundos do re- Histórico trabalhamento das barras e du- nas subaquáti- Matoso e Robertson (1959), em seu trabalho, in- cas. formam que o termo Barreiras tem um significado fi- siográfico, pois foi usado desde o século passado, Csm Leque aluvial na B – porção proximal referindo-se a uma estreita faixa sedimentar que a mediana. bordeja a maior parte da costa brasileira. Estes auto- res, por considerarem indevida a denominação de Série ou Formação Barreiras, sugerem a substitui- O paleoambiente deposicional da Formação Ita- ção pela designação de Formação Cenozóica Indi- pecuru, na Folha Marabá, relaciona-se predominan- ferenciada ou Cenozóica Indivisa, até que trabalhos temente a um sistema fluvial de rios entrelaçados estratigráficos detalhados sejam realizados. com variação de energia, depósitos de lagos na pla- Braun (op. cit.) definiu como “depósitos neóge- nície de inundação e eólicos provenientes do retra- nos indiferenciados”, todas as coberturas que co- balhamento dos depósitos fluviais. Subordinada- brem os remanescentes das superfícies de aplai- mente, registram-se depósitos de leques aluviais em namento do Ciclo Sul-Americano (King, 1956). porção proximal a mediana. O Projeto RADAMBRASIL (op. cit.) definiu como sendo Formação Barreiras os sedimentos clásticos mal selecionados, de granulometria síltica a con- Idade e Paleontologia glomerática, de coloração variando de amarela a vermelha. Os arenitos são caulínicos com lentes de Price (1947), em trabalhos de pesquisa, en- folhelhos. controu na ilha de Livramento, próximo à cidade Góes (op. cit.) efetuou estudos dos sedimentos de Alcântara, no estado do Maranhão, uma vér- Barreiras, Ipixuna e Itapecuru, admitindo ser a tebra de dinossauro e outros fragmentos de os- Formação Ipixuna uma fácies da Formação Itape- sos que indicam idades posteriores ao Triássi- curu. co e anteriores ao Terciário, atribuindo aos de- Neste trabalho, considera-se como Coberturas pósitos sedimentares, fluviolacustres, a idade Detríticas e/ou Lateríticas, os sedimentos imaturos cretácea. de natureza arenosa, argilosa e laterítica, que local- Mesner & Wooldridge (op. cit.) definiram a For- mente recobrem, discordantemente, as formações mação Itapecuru como sendo de idade albiana, Xambioá, Pequizeiro, Pimenteiras e Itapecuru. Em baseados em registros palinológicos, estabelecen- âmbito regional, essas coberturas comparecem re- do, inclusive, sua correlação com a Formação Tu- cobrindo parte de todas as unidades estratigráficas tóia, da Bacia de Barreirinhas. da Bacia do Parnaíba (Lima & Leite, op. cit.). – 70 – SB.22-X-D (Marabá) Modo de Ocorrência, Distribuição e Espessura A associação das litofácies e sua interpretação, estão resumidos no quadro 2.24. Esta unidade recobre aproximadamente 2% da Na Folha Marabá o perfil laterítico está represen- folha, estando distribuída irregularmente por vários tado por dois horizontes, descritos a seguir: setores. Plintito: são sedimentos de cor rosa-averme- Nas porções nordeste, norte, noroeste e leste, lhada, às vezes amarelada, matriz geralmente ar- ocorre em forma de platôs descontínuos, ocupan- gilosa, contendo ainda restos de rocha alterada e do as porções topograficamente mais elevadas, pequenas manchas avermelhadas de concentra- capeando morros e elevações da Formação Itape- ções de óxido de ferro, responsáveis pela pre- curu. Da mesma maneira, no centro e a sul da folha, sença, em alguns locais, de níveis de seixos de ocorre capeando as rochas das formações composição ferruginosa. Tal horizonte ocorre Xambioá, Pequizeiro e Pimenteiras. principalmente na porção nordeste, ao longo da A espessura destas coberturas é irregular, pois estrada PA-332 (trecho São Félix/Vila Rondon) e depende de seu posicionamento com referência à ao longo da estrada de ferro Ponta da Madeira - bacia. Lima & Leite (op. cit.) informam em seu tra- Carajás. balho, que a espessura encontrada foi de 30m na Petroplintito: constituído de seixos e matacões região de Paragominas (estado do Pará). Entretan- de composição ferruginosa, arredondados a su- to, na área trabalhada, sua espessura é bastante barredondados, às vezes angulosos, presença lo- reduzida, ficando em torno de 5m. cal de stone line e matriz areno-argilosa. Relações de Contato Idade e Paleontologia O contato com a Formação Itapecuru foi estudado Estudando um fragmento de tronco silicificado, nas estações JI-07 e 08 (corte na estrada PA-332) e Jupiassu (1970) realizou estudos palinológicos, em JI-34 (corte na Estrada de Ferro Carajás-Ponta da sedimento caulínicos da localidade de Irituia, esta- Madeira), HA-191 (corte na estrada PA-150), HA-202 do do Pará, identificando como sendo fósseis do (corte na estrada PA-461) e HA-195 (caminho ao sul grupo Angiospermae da família Humiriaceae, da- da cidade de Marabá), e definido como sendo dis- tando-os como do Terciário Inferior. cordante erosivo, confirmando os dados de Colares Neste relatório, os autores corroboram com a da- et al. (1989) na Folha Vitorino Freire, onde observaram tação, definida por Jupiassu (op. cit.). também discordância erosiva, em afloramentos ao longo da rodovia BR-222. Esse mesmo tipo de contato foi observado com 2.3.5 Coberturas Sedimentares dos Rios Ara- as formações Xambioá, Pequizeiro e Pimenteiras. guaia, Tocantins, Itacaiúnas, Vermelho e Sororó – Quaternário – Qal Diagnose das Litofácies e dos Sistemas Depo- Este pacote de sedimentos foi definido como sicionais sendo coberturas sedimentares dos rios Araguaia, Tocantins, Itacaiúnas, Vermelho e Sororó, distribuí- Nos depósitos Terciários detríticos ocorrentes do ao longo das margens desses rios e em suas na Folha Marabá, foram individualizadas oito litofá- planícies de inundação (foto 64). cies, cujas características principais são apresen- Estas coberturas são constituídas por siltes, argi- tadas no quadro 2.23. las, areias e cascalhos, originadas de um sistema fluvial entrelaçado e meandrante, assim como de ambiente lacustre. Ambientes de Sedimentação e Sistemas Depo- Através da análise litológica e das feições morfo- sicionais lógicas, foi possível individualizar 7 tipos de depó- sitos para esta unidade. O sistema deposicional interpretado para o Ter- Depósitos de barras em pontal ou em meandros: ciário detrítico na Folha Marabá, relaciona-se a de- são constituídos de areia fina a média, no lado inter- pósitos de leques aluviais, barras, lagos e preen- no dos canais meandrantes e silto-argilosas nas chimento de canais de rios meandrantes. partes mais elevadas, evidenciando a diminuição – 71 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.23 – Descrição das litofácies. LITOFÁCIES DESCRIÇÃO ESTRUTURAS SEDIMENTARES/ COR/TEXTURA/LITOLOGIASESTAÇÕES/FOTOS SUBORDINADAS GEOMETRIA INTERPRETAÇÃO Arenito – Níveis de seixos arredondados – Cor avermelhada Barra de rio mean- Acd conglomerático subarredondados – Grã média a conglomerática drantedesorganizado – Estruturas tipo Tabularstone line – Composição quartzosa – Estações: JI-4 –Seixos de até 6cm de diâmetro Conglomerado – Seixos suportados pela matriz – Grã grossa a conglomerática Barra de rio mean- desorganizado – Arcabouço aberto – Composição quartzosa drante Cd – Estações: JI-10, 19, 20 e 26 – Matriz arenosa– Mal selecionado Lenticular – Seixos variando de 1 a 6cm de diâmetro Arenito fino – Bioturbação por raízes vegetais – Cor amarela Barra de rio mean- Afa amarelado – Estações: JI-7, 18, 20 e 24 – Grã fina a média Tabular drante – Matriz argilosa Pelito com – Climbing e ripples – Cor avermelhada Lagunar em planí- Pcr climbing e – Ondulações Tabular cie de inundação ripples Conglomerado – Seixos suportados por grãos – Grã conglomerática Leque aluvial por- de debris flow – Arcabouço fechado – Seixos angulosos ção proximal Cdf – Debris flow – Composição quartzosa Tabular – Estações: JI-35 e HA-195 – Mal selecionado – Foto: 63 – Matriz arenosa Arenito – Níveis de seixos arredondados – Grã média a conglomerática Preenchimento de conglomerático – Seixos suportados pela matriz – Composição quartzosa canais Aco organizado – Arcabouço aberto – Seixos variando de 1 a 10cm– Estação: JI-12 de diâmetro. Lenticular – Arredondados a subarredondados – Matriz arenosa Arenito fino a – Bioturbação por raízes vegetais – Cor amarela Barra de rio mean- conglomerático – Estruturas tipo stone line – Grã fina a conglomerática drante Afc – Estações: JI-22 e 40 – Matriz areno-argilosa Tabular – Seixos de tamanho milimétrico a centimétrico Conglomerado – Seixos suportados pela matriz – Matriz arenosa Preenchimento de organizado – Arcabouço aberto – Grã conglomerática canais – Estações: JI-24, 27 e 36 – Seixos arredondados Co – Tamanho variando de 1 a 5cm Lenticular de diâmetro – Composição quartzosa – Mal selecionado Quadro 2.24 – Caracterização e associação Detríticas. de textura em direção ao topo das barras, forman- do a fácies de areia média a síltico-argilosa (Ams). Unidade Fácies Fácies Fácies Dominantes Subordinadas Interpretação Na parte externa desses canais são comuns fei- ções de escorregamento e desbarrancamentos, Cdf Depósito de leques alu- sendo o primeiro, o principal fator responsável pelo A – viais em porção proxi- deslocamento do canal. mal. Depósitos de canal: constituídos de areia de grã fina a média (Afm), localiza-se nas porções mais Cd, Afa, Per, Aco e Barras de rios mean- Afc, Co Acd drantes, associados profundas do canal, apresentando leitos com mega B com depósitos de pre- ripples de crista sinuosa.enchimento de canais e lagunar em planície Depósitos de diques naturais: formados durante de inundação os períodos de cheia, ocorrem margeando o canal – 72 – SB.22-X-D (Marabá) principal. São constituídos de areia fina, silte e argi- Depósitos de lagos: material oriundo da precipita- la (Asa). ção do material em suspensão nos lagos, são cons- Depósitos residuais de canal: constituídos de tituídos de argila de cor cinza plástica, contendo ma- areia grossa (Ag), de espessura reduzida, ocorren- téria orgânica e laminação planoparalela (Ppp). do sob a forma lenticular e descontínua nas partes Depósitos de conglomerados (Cg): constituídos mais profundas do canal. A sua forma de leito é nor- por seixos centimétricos de quartzo, quartzito, frag- malmente mega ripples de crista sinuosa. mentos de calcário, argila e blocos de lateritos, Depósitos de planícies de inundação: formados apresentando arcabouço aberto, suportado por durante o período de cheias, devido à precipitação uma matriz areno-argilosa. Foram depositados pro- de material em suspensão, são constituídos domi- vavelmente em porção proximal de leques aluviais nantemente de argila (P). (fotos 65 e 66). – 73 – SB.22-X-D (Marabá) 3 GEOLOGIA ECONÔMICA/METALOGENIA 3.1 Jazimentos Minerais um dos garimpos de Apinajé, cristais de primei- ríssima qualidade chegam a ser exportados para Na Folha Marabá foram cadastradas 57 concen- o Japão. trações de substâncias minerais de interesse eco- Psaronius – uma ocorrência próxima à Vila Itami- nômico (quadro 3.1), que, em função de seus sta- rim, na Formação Pedra de Fogo, contém alguns tus, foram assim classificadas: “troncos” com até 2,5m, apresentando bom apro- veitamento na indústria, segundo Collyer et al. 3.1.1 Minerais Não-Metálicos Industriais (1990). Calcário – algumas ocorrências de calcário Cristal-de-Rocha – entre os garimpos cataloga- cadastradas mostram especificações para fa- dos foram alvo de reconhecimento, por técnicos do bricação de cimento Portland, a julgar apenas projeto, apenas aqueles sobre mineralização pri- pelos resultados analíticos disponíveis de CaO e mária e que estão localizados em Vila Apinajé e nos MgO. Na listagem dos recursos minerais da Car- rios Sororó e Sororozinho. Nestas localidades, os ta Metalogenética/Previsional, são apresenta- cristais associam-se em drusas, preenchendo “bol- dos os teores destes óxidos e as respectivas es- sões” dispostos segundo a orientação filoneana. pessuras das ocorrências, obtidas através de As dimensões dos cristais variam de centimétricas sondagens, por Almeida et al. (1977). A provável a decimétricas, raramente chegando a 1m de com- insuficiência de volume destas ocorrências, de primento. morfologia lenticular, poderá não satisfazer à in- O cristal-de-rocha produzido classifica-se em dústria cimenteira. três tipos comerciais 1ª, 2ª e 3ª. A maior parte ex- Deve ser destacada a utilização do calcário na traída corresponde à produção de lascas, segui- indústria de cal para a construção civil, no preparo do de cristais para fins ornamentais e, finalmente, de argamassas, pinturas, e outros usos. Esta maté- uma pequena fração enquadra-se como de grau ria-prima também poderá ser usada na siderurgia, eletrônico. A produção não é controlada e a co- funcionando como purificador durante a industriali- mercialização é processada com compradores zação de certos tipos de minério. Em relação a esta do centro-sul do país. Segundo informação em possibilidade, Marabá ainda poderá ter seu pólo si- – 75 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 3.1 Areia – quatro depósitos de areia foram dimen- Substância Mineral Ocorrência Garimpo Depósito Mina sionados, através de furos de trado, segundo Diamante 05 Almeida et al. (op. cit.). O quadro 3.3 resume os Cristal-de-Rocha 07 dados disponíveis sobre esses depósitos. Citrino 01 Ametista 02 Quadro 3.3 Amazonita 01 Localização Distância Reserva Classificação Profundidade3 Calcário 12 (km)/Cidade (m ) da Areia Atingida (m) Cascalho 02 Rio Itacaiúnas 38/Marabá 2.000.000 Média a fina 3 Argila 02 11 (Ilha da Rainha) (a jusante) Areia 02 04 PA-150 (Fazenda 7,5/Vila S. Félix 1.840.000 Fina 4 Concreções Albuquerque) Ferruginosas 06 Rio Tocantins 16/Marabá Psaronius 01 2.900.000 Fina 8(Ilha S. João do Vaz) (a jusante) Água Mineral 01 Rio Tocantins Frontal/Marabá 2.030.000 Média a fina 1 (Praia do Tucunaré) derúrgico, como já foi previsto. Enfim, o calcário pode ter várias outras aplicações industriais, sem- Com base nas medidas da série Tyler, os autores pre em função de sua característica físico-química, anteriormente citados arbitraram a seguinte classi- fator determinante na sua utilização. ficação para areia (em mesh): grossa (4-14), média Água Mineral – no km 8 da rodovia BR-230, si- (14-48) e fina: <48. tua-se uma fonte de água considerada mineral, Argila – onze depósitos foram dimensionados, com vazão em torno de 4.000l/h (informação local) através de furos de trado, por Almeida et al. (op. cit.), que é industrializada sob o nome de Água Carajás cujas características resumem-se no quadro 3.4A. e comercializada na região. Concreções Ferruginosas (Piçarra) – enqua- dram-se nesta categoria seis depósitos, constituí- dos essencialmente por fragmentos de rochas late- 3.1.2 Materiais de Construção Civil rizadas e de lateritos ferruginosos. Preliminarmente dimensionados por Almeida et al. (op. cit.), esses Cascalho – dois depósitos de cascalho foram di- depósitos têm as seguintes características descri- mensionados por Almeida et al. (op.cit.) Um na mar- tas no quadro 3.4B. gem esquerda do rio Itacaiúnas, distante cerca de 5,5km da cidade de Marabá, com reserva avaliada em 50.000m3, espessura média de 5m e capeamen- 3.1.3 Insumos para Agricultura to de 3m. Outro, na margem esquerda do rio Sororó, situado em torno de 10,5km daquela cidade, com Trata-se de um importante assunto para o desen- somente 2.000m3 de reserva estimada e espessura volvimento de uma política de produção de alimen- de apenas 1m. O quadro 3.2 ilustra a composição tos para a região, pois a maioria dos solos apresenta granulométrica dos cascalhos desses depósitos. extrema acidez, ou seja: baixo valor do potencial hi- drogênico (pH) e elevada quantidade de Al+3. Isto Quadro 3.2. causa a substituição (e lixiviação) de cátions (K, Ca, 2 Mg, Na) nutrientes de culturas vegetais pelo hidro- Grãos em cm gênio, nas partículas coloidais dos solos; além da LOCALIZAÇÃO  1 > 1  2 > 2  3 >3  4 solubilidade de Fe, Mn e Al, elementos altamente tó- % de Grãos xicos para algumas culturas, que provoca a insolubi- Rio Itacaiúnas 37,6 18,6 15,9 27,9 lidade dos fosfatos dos solos e de inúmeros micro- Rio Sororó 65,8 11,3 22,9 – nutrientes. A acidez reduz os microorganismos do solo, prejudicando a decomposição da matéria or- O cascalho utilizado na região vinha sendo ex- gânica e deixando de ocorrer a decomposição das traído do leito do rio Tocantins, em frente à cidade bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico. de Marabá. Consta, porém, que está havendo in- O calcário reduz a concentração de hidrogênio e tervenção do setor público, por questão ambien- tende a insolubilizar a alumínio, elevando o pH. Daí tal, o que deverá despertar interesse no depósito a importância da calagem dos solos, que implica da margem do rio Itacaiúnas. na diminuição ou eliminação da solubilidade de – 76 – SB.22-X-D (Marabá) Quadro 3.4A Nº* Localização Distância (km)/ Reserva Classificação3Cidade (m ) (Uso Cerâmico) 03 Margem esquerda do rio Tocantins 0,6/Itupiranga 1.350.000 Vermelha 04 Margem esquerda do rio tocantins 1,2/Itupiranga 387.000 Vermelha, branca, (refratária) 08 Igarapé Lago Vermelho 7,0/Itupiranga 700.000 Vermelha, (branca), (refratária) 13 Margem direita do rio Tocantins Vila S.Félix 1.850.000 Vermelha, (branca) 15 Margem direita do rio Tocantins 7,5/Marabá 1.250.000 Vermelha 20 Margem direita do rio Tocantins Junto a Marabá 500.000 Vermelha, branca 21 Margem esquerda do rio Itacaiúnas Junto a Marabá 5.610.000 Vermelha, (branca) 26 Margem esquerda do rio Itacaiúnas 8,0/Marabá 1.200.000 Vermelha 30 Margem esquerda do rio Itacaiúnas 11,0/Marabá 540.000 Vermelha 34 Rio Sororó 14,0/Marabá 12.500 Vermelha 38 Rodovia PA-150 20,0/Marabá 5.500 Vermelha, branca, (refratária) * da Carta Metalogenética/Previsional ( ) Parte do depósito Quadro 3.4B Localização Distância de Reserva Composição Granulométrica (Mesh) 3 Marabá (km) (m ) >4 14 48 200 <200 % Rod. BR-230 Marabá/Altamira 51 10.000 61,2 12,4 6,0 6,6 13,8 Rod. BR-230 Marabá/Altamira 34 60.000 59,9 15,1 6,8 4,2 14,0 Rod. BR-230 Marabá/Altamira 15 1.000 63,3 4,9 5,1 4,8 21,9 Rod. BR-230 Marabá/Estreito 10 75.000 47,7 16,3 2,3 5,8 27,9 Rod. BR-230 Marabá/Altamira 3 20.000 47,5 11,3 8,4 14,7 18,1 Rod. PA-150 11 60.000 65,6 9,0 1,5 2,2 21,7 elementos tóxicos (principalmente Mn e Al) e au- doras de nitrogênio atmosférico e aumentar a efi- mento da disponibilidade de fósforo, na vida micro- ciência de adubação. biana e na quantidade de Ca e Mg do solo. Para Sabe-se de especificações quanto à granulome- isto, porém, é importante conhecer a quantidade tria do pó calcário, regulamentada pelo Decreto Fe- de calcário que o solo necessita, visando combater deral nº 50.146 de 27.01.61, e que a Secretaria da a “acidez potencial” – capacidade de certas subs- Fazenda do Estado de São Paulo (in Carvalho & Fi- tâncias (principalmente compostos de alumínio em gueiras, 1976) estabeleceu a seguinte classificação água e radicais ácidos de matéria orgânica) conti- quanto aos conteúdos de CaO e MgO: pó calcário nuarem liberando H+ para a solução do solo. Toda- calcítico (CaO  45%) e pó calcário dolomítico (CaO via, para o bom aproveitamento da calagem, deve  MgO  40%, onde MgO  10%). A qualidade do também ser aplicada a quantidade indicada de nu- pó calcário é determinada principalmente por três trientes e usadas boas práticas de manejo das cul- fatores: valor de neutralização – quantidade de CO3 turas. que pode reagir com ácidos do solo; granulometria – Inúmeras são as vantagens do pó calcário sobre deve ser proporcional a sua reação com ácidos do os demais produtos de correção de acidez de solos, solo; e conteúdo de magnésio. O pó calcário dolomí- tais como: farta distribuição, fácil transporte e manu- tico apresenta maior valor nutritivo para os vegetais, seio, possibilidade de ajuste na relação Ca/Mg e de enquanto que o calcário calcítico em grande quanti- escolha do poder de neutralização, maior poder re- dade pode gerar desequilíbrio entre Ca e Mg do solo sidual, não ser corrosivo; além de melhorar a porosi- e conseqüente deficiência na absorção do magné- dade, a permeabilidade e a textura do solo; aumen- sio pelas plantas. tar a capacidade de retenção de umidade, a dispo- A julgar por este nível de informações e pelos da- nibilidade de fósforo e potássio; melhorar o habit do dos analíticos disponíveis, constantes na listagem solo; permitir o desenvolvimento das bactérias fixa- dos recursos minerais da Carta Metalogenéti- – 77 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil ca/Previsional, constata-se que certas ocorrências econômico, assinala anomalias (principalmente de calcário cadastradas na Folha Marabá exibem aeromagnéticas) sugestivas de indícios de corpos especificações satisfatórias, quanto aos teores de potencialmente mineralizados, além da indicação CaO e MgO, para utilização na calagem de solos e/ou insinuação de metalotectos que culminaram dessa região. com a delimitação de áreas previsionalmente favo- Segundo informação da Prefeitura de Marabá, já ráveis a conter mineralizações. existe interesse da iniciativa privada local em ex- plorar algumas dessas ocorrências como insumo para agricultura. 3.2.1 Áreas Mineralizadas Previsionais – Para Ouro: abrange uma área constituída de 3.1.4 Gemas xistos máfico-ultramáficos, com possíveis forma- ções ferríferas e ainda metassedimentos ou apenas O mapa de Alves de Souza, apresentado por cobertura sedimentar de uma seqüência toleiíti- Barbosa (1991), mostra a intensa garimpagem de ca/komatiítica tipo Greenstone Belt (Grupo Rio diamante que existiu ao longo da faixa aluvionar do Novo). Neste contexto (fora da área do Projeto) são rio Tocantins, entre os paralelos 0520’ e 0400’S, conhecidas mineralizações de ouro (garimpos) em por aproximadamente 220km. No período de zonas de cisalhamento, encaixadas em siltitos ou 1941-1944, foi estimado cerca de 10.000 garimpei- metassiltitos (Serra Pelada, Cutia, Formiga), assim ros e uma produção em torno de 68.000ct, da qual como em metavulcânicas (serra Verde). A íntima re- 55% eram pedras lapidáveis, 40% industriais e 5% lação espacial de coberturas plataformais (?) mine- fundo. Quanto ao peso, foi calculado que 25% cor- ralizadas com as seqüências metavulcano-sedi- responderia a pedras <25pts, 20% a 25pts, 25% a mentares arqueanas, na região sul do Pará, sugere 50pts, 25% a 1ct, 5% de 2-5ct e com raras pedras uma fundamental influência desse tipo de “emba- >5ct. Ainda, Barbosa (1966) acreditava que cerca samento” nessas concentrações auríferas, onde de 10% da produção do país era fornecida pela re- processos tectônicos, localmente cisalhantes, con- gião de Marabá, onde a estatística oficial acusava dicionaram a remobilização e concentração de 12-13.000ct anuais em 1950-1951, caindo para ouro nas seqüências de cobertura, tal como ocorre 6-3.000ct em 1956-1957. em Carajás (Bahia e Água Claras) e nos greensto- Esses dados sugerem um elevado potencial dia- nes de Andorinhas e Gradaús. mantífero, ainda em fontes primárias, a serem des- Ainda referente ao domínio do Grupo Rio Novo, é cobertas na região. reconhecida sua potencialidade para cromo, como Na folha trabalhada foram catalogados apenas evidenciado pela ocorrência de corpos cromitífe- cinco garimpos, todos em ambiente de deposição ros no complexo máfico-ultramáfico de Luanga, in- secundária, dos quais três encontram-se inativos. O timamente associado à evolução do referido gre- garimpo da Vila Itamirim, por situar-se intramorros, enstone belt (Folha Serra Pelada). paralisa-se constantemente por falta d’água; já o de – Para Níquel, Cromo (Amianto): correspondem Vila Natal, na bacia do rio São Martinho, encontra- as áreas de ocorrência de corpos alóctones consti- va-se com apenas duas “chupadeiras” em atividade. tuídos de uma associação máfico-ultramáfica, in- A partir de informações extraídas de Collyer et al. tensamente serpentinizados e silicificados, aloja- (1990,1991) foram catalogados no âmbito da área dos em seqüência metapelítica de ambiente mari- trabalhada dois garimpos de ametista, um de citri- nho profundo, metamorfizados em fácies xisto-ver- no, e uma ocorrência de amazonita. de, situadas no contexto do Cinturão de Cisalha- mento Araguaia. Anomalias aeromagnéticas con- cordam parcialmente com os corpos mapeados e 3.2 Metalogenia previsional ao mesmo tempo sugerem a existência de outros dessa mesma natureza. A Carta Metalogenética/Previsional procura ex- A potencialidade previsional da área ganha su- pressar de forma clara as diversas associações li- porte ao se constatar a presença de pequenos de- tológicas individualizadas nos diferentes domínios pósitos de níquel laterítico e de cromita, dimensio- tectono-estruturais compartimentados na área tra- nados pela DOCEGEO, em corpos correlacio- balhada. Ilustra as características metalogenéticas náveis àqueles em questão, na serra do Quatipuru das várias concentrações minerais de interesse (Folha Redenção). Por outro lado, em função da ca- – 78 – SB.22-X-D (Marabá) racterização genética dessas rochas, a área pode- sobretudo em sítios onde há coincidência com real- rá apresentar interesse para mineralizações sulfe- ces radiométricos, uma vez que estas rochas ultra- tadas de cobre, com ouro associado. Finalmente, básicas normalmente apresentam conteúdo mais em caso de uma prospecção mineral, análises para elevado de Th e U em relação a outras rochas ultra- platinóides não devem ser esquecidas. máficas. Por outro lado, é importante observar a di- – Para Cristal-de-Rocha, Citrino e Ametista: as fícil detecção de kimberlitos em levantamentos ae- mineralizações filoneanas destas gemas encai- romagnéticos, seja pela falta de contraste, ou prin- xam-se em seqüências metapelítica a psamítica do cipalmente pelo reduzido tamanho desses corpos, Cinturão Araguaia e mostram nítido controle estru- como calculado por Haralyi et al. (op. cit.) onde, tural. As drusas preenchem fraturas tensionais, ori- para vôos com espaçamento de 2km e altura média entadas segundo NE-SW, geradas por estruturas de 200m, considerando o intervalo de amostragem transcorrentes NW-SE. As medidas de atitude obti- e o contorno das curvas de 5nT, corpos com diâme- das em algumas frentes de garimpagem indicam tros de 200m e 100m, têm respectivamente, orientação preferencial dos filões em torno de 15-22% e 6-10% de probabilidade de serem detec- N60E, com mergulhos dominantes para NW (10 a tados. Na área trabalhada, o espaçamento das li- 30) e mais raros para SE (80), variações estas re- nhas e a altura média dos vôos foi de 2km e 150m, sultantes da sinuosidade dos planos das transcor- respectivamente. rências. Apesar de serem individualizadas como Em uma visão regional, os garimpos de diamante áreas previsionalmente favoráveis, apenas aquelas concentram-se preferencialmente nos flancos SW relacionadas às concentrações conhecidas (Carta e NW da Bacia do Parnaíba. Na região de Gilbués Metalogenética/Previsional) são enfatizadas, devi- (SW), a Empresa SOPEMI descobriu vários corpos do à importância do controle estrutural na formação kimberlíticos, não se conhecendo a potencialidade daqueles veios pois, a rigor, todas as fraturas de diamantífera dessas descobertas. Aliás essa rela- distensão associadas às zonas de transcorrências ção região diamantífera/borda de bacia é muito co- que cortam aquelas seqüências metassedimenta- nhecida, a exemplo das regiões de Aquidauana res, tornam-se no principal metalotecto para esse (Mato Grosso do Sul) e do norte de Mato Grosso. tipo de mineralização. Assim, para uma pesquisa Nesta última região, Barbosa (1991) informa que a deverá partir-se de uma minuciosa interpretação mesma SOPEMI descobriu diversos kimberlitos. estrutural em escala de semidetalhe. Preliminarmente, julga-se estas informações su- – Para Diamante: como indicado na Carta Meta- ficientes para justificar um rastreamento de logenética/Previsional e descrito na legenda refe- minerais de natureza kimberlítica, principalmente rente ao tópico “Características das Áreas”, jul- granadas piropocromíferas e ilmenitas magnesia- ga-se sugestivamente convincente a prospecção nas, nas áreas previsionalmente delineadas na de corpos kimberlíticos, por métodos tradicional- Carta Metalogenética/Previsional, com posteriores mente aplicados nas áreas previsionalmente favo- trabalhos magnetométricos e radiométricos, de ráveis para diamante. O contorno da zona aero- onde provavelmente surgirá a descoberta de kim- magnética anômala, nas proximidades do garimpo berlitos na região do Araguaia-Tocantins. da Vila Itamirim, assemelha-se fortemente ao con- Finalmente, o conglomerado intensamente silici- torno magnético do Kimberlito Limeira, da região ficado, que ocorre em boulders no garimpo de oeste de Minas Gerais, onde Haralyi et al. (1984) in- Itamirim, carece de definição genética e estratigrá- dividualizaram dois corpos distintos constituídos fica. Pelo incipiente conhecimento que se dispõe pelo kimberlito propriamente dito e por um diatre- sobre a área, a relação do diamante com o conglo- ma-satélite de natureza ultrabásica. Em Itamirim, a merado ainda não deve ser descartada, pois nas curva máxima da anomalia magnética bipolar si- regiões de Poxoréu e do Alto Araguaia (Mato Gros- tua-se em torno de 27.000nT e da radiométrica em so), segundo Barbosa (op. cit.) os diamantes pro- 500cps, enquanto que, em Limeira, a máxima mag- vêm de conglomerados cretáceos. nética também bipolar corresponde a 29.000nT e a – Para Calcário (Chumbo/Zinco): são reconheci- curva radiométrica que delimita perfeitamente os das as ocorrências de calcário nas formações Pe- corpos em 100cps. dra de Fogo (principalmente na porção basal), Pas- As zonas de anomalias aeromagnéticas, que se tos Bons e Codó, da Bacia do Parnaíba. Embora dispõem aproximadamente N-S, relacionadas ao não sejam conhecidos indícios geoquímicos de mi- magmatismo mesozóico da Bacia do Parnaíba neralizações metalíferas, estas seqüências carbo- constituem áreas prospectáveis para kimberlitos, náticas são passíveis de conter concentrações em – 79 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil chumbo e zinco, por processos de diferenciação Sn, em concentrado de bateia, em ambiente geo- sedimentar química em ambiente carbonático. No lógico aparentemente desprovido de qualquer caso, mais previsionalmente do tipo estratiforme, manifestação de rochas graníticas. É possível re- sobretudo associadas a zonas de flexuras tectôni- sultar de detritos estanhados deixados por ação cas, do que resultante de fenômenos tardios de antrópica. Em todo caso, convém melhor investi- karstificação, estes desenvolvidos quando de uma gação de campo, uma vez que na mesma drena- imersão da seqüência carbonática. gem a montante de onde detectou-se tal anomalia – Para Estanho: refere-se a uma estranha, po- existem valores de 500cps revelados pela aeroga- rém possante anomalia que acusou 6.956ppm de maespectrometria. – 80 – SB.22-X-D (Marabá) 4 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES O levantamento geológico executado na Folha por dois domínios estruturais, um Imbricado e outro Marabá (inserida no Programa Grande Carajás), en- Transcorrente. A análise conjunta das foliações mi- sejou expressivo avanço no conhecimento geológi- loníticas, lineações minerais e indicadores cinemá- co-metalogenético da parte leste do estado do Pará, ticos apontam uma movimentação de massas ro- norte do estado do Tocantins e oeste do estado do chosas de SW para NE. Maranhão. O caráter multidisciplinar dos estudos O Domínio Imbricado constitui-se de rochas de alto efetuados, integrando os dados geológicos obtidos grau metamórfico, e é representado por litologias da no terreno, com os produtos de métodos indiretos Suíte Metamórfica Bacajaí e do Complexo Xingu. (fotográficos, geofísicos e geoquímicos), sem dúvi- No Domínio Transcorrente foram reconhecidos da contribuiram positivamente para os resultados al- os sistemas Cinzento e Castanheira. cançados. O Sistema Cinzento consiste em uma zona trans- A seguir são apresentados os aspectos mais re- corrente orientada segundo WNW-ESE. É repre- levantes dos estudos realizados. sentado pela terminação de uma estrutura tipo du- 1. Em termos de blocos crustais a folha situa-se plex, formada por cavalgamentos oblíquos dispos- no Bloco Araguacema o qual articula-se com os tos segundo NE-SW, e é constituído na folha por ro- blocos Belém, Porangatu e Juruena, que apresen- chas supracrustais do Grupo Rio Novo. tam movimentos relativos de cavalgamento entre O Sistema Castanheira compreende uma zona si. Nesse contexto destacam-se três grandes pro- transcorrente disposta segundo WNW- ESE, à qual es- víncias geotectônicas. Os cinturões Itacaiúnas e tão ligados os ortoanfibolitos do Grupo Tapirapé e par- Araguaia e a Bacia do Parnaíba, que correspon- cialmente os metassedimentos do Grupo Paredão. dem parcialmente às rochas gnáissico-migmatíti- 3. O Cinturão Araguaia é entendido como resul- cas de médio e alto grau metamórfico associadas a tado da atuação de um regime compressivo oblí- terrenos granito-greestone retrabalhados; metas- quo, de baixo ângulo, gerando frentes de cavalga- sedimentos e às rochas sedimentares, respectiva- mento com orientação submeridiana. A análise do mente. comportamento das foliações miloníticas associa- 2. O Cinturão Itacaiúnas resultou da atuação de das com as lineações minerais e indicadores cine- um regime compressivo oblíquo e é caracterizado máticos, indicam uma movimentação preferencial – 81 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil de massas rochosas de SE para NW. As zonas 6. A análise dos dados geoquímicos permitiu vi- transcorrentes com orientação WNW-ESE são inter- sualizar que a distribuição dos elementos químicos pretadas como rampas laterais. no ambiente secundário caracterizou-se por varia- O embaciamento que proporcionou a deposição ções de teores que refletiram essencialmente, e de dos sedimentos que compõem o Cinturão Araguaia maneira bastante generalizada, as variações litoló- é entendido como resultante de uma fase distensi- gicas ocorrentes no âmbito da folha. A distribuição va, que gerou uma estrutura assimétrica, em forma dos resultados analíticos em mapa revelou um de hemigraben formada por um feixe de falhas lís- grande espaIhamento dos mesmos, o que associa- tricas, de caráter normal, com mergulhos suaves do aos baixos valores obtidos para a maioria dos para leste. Na fase compressiva os maiores falha- elementos – ausência de relevo geoquímico – cul- mentos foram reativados, dando origem a inver- minou com a ausência de anomalias geoquímicas sões estratigráficas e transposições de isógradas. verdadeiras. As anomalias estatísticas ou valores Na folha, o cinturão está representado pelas for- estatisticamente anômalos obtidos através do tra- mações Xambioá, Pequizeiro e Couto Magalhães. tamento realizado, apenas refletiram as variações Estas unidades apresentam entre si uma nítida gra- litológicas existentes. dação progressiva de granulometria e composição A área de ocorrência das rochas ácidas do Cin- mineralógica, aumentando a granulação e o grau turão Itacaiúnas é destacada pela típica associa- metamórfico de oeste para leste. ção geoquímica da filiação ácida de Pb, Ba, La e Zr. 4. A Bacia do Parnaíba tem seu arcabouço estru- Na região de ocorrência do Cinturão Araguaia são tural controlado pela estruturação do seu embasa- destacados os teores mais elevados de Ni e Cr (176 e mento. No Paleozóico o regime distensivo teve um 340ppm respectivamente), além de outros dois teo- eixo extensional NW-SE, gerando falhas normais res para estes elementos de 26 e 32ppm Ni e 90 e submeridianas com mergulhos para leste, oblíquos 74ppm Cr. Esses teores refletem, exclusivamente, a ao eixo extensional. Os produtos desta evolução presença de prováveis corpos ultramáficos associa- estão representados pelas formações Pimenteiras, dos aos silexitos e formações ferríferas cartografadas Poti, Piauí, Pedra de Fogo e Motuca. como Associação Máfica-Ultramáfica Serra do Tapa. No Cenozóico o eixo extensional teve direção Na Bacia do Parnaíba destacam-se teores bas- ENE-WSW, responsável por reativações de aniso- tante elevados de Cu e Zn em três amostras, varian- tropias nas bordas W, N e E da bacia e pelo controle do de 110 a 284ppm de Cu e 29 a 43ppm de Zn. do preenchimento das unidades sedimentares. Estes valores no entanto refletem apenas a presen- No Cenozóico, a movimentação é distensiva ça de pequenos diques de diabásio da Formação NE-SW, discorrente de um binário dextral E-W, pas- Sardinha, de pequena expressão cartográfica na sando a dominar o regime direcional que controla os escala do mapeamento. depósitos aluvionares e as coberturas lateríticas. 7. A interpretação geofísica (aeromagnetometria, A evolução mesozóica é representada pelas for- aerogamaespectrometria e gravimetria terrestre) re- mações Sambaíba, Pastos Bons, Corda, Codó e velou uma forte correlação com os dados geoIógi- Itapecuru. co-estruturais. 5. A análise dos dados litogeoquímicos permitiu Nos mapas aeromagnetométricos, o Cinturão Ita- concluir que as rochas das formações Xambioá, Pe- caiúnas é caracterizado por um padrão de isolinhas quizeiro e Couto Magalhães, componentes do Cintu- paralelas e sinuosas com orientação geral E-W e rão Araguaia não têm diferença química entre si, sen- anomalias monopolares e dipolares. No Cinturão do de modo geral bastante homogêneas. São rochas Araguaia o relevo magnético é extremamente sua- silicosas, peraluminosas e sódicas, assemelhando-se ve, porém mantém a disposição das isolinhas, o que de modo geral aos sedimentos pós-arqueanos. é interpretado como reflexo do Cinturão Itacaiúnas Do ponto de vista químico, os protólitos que de- sob o Cinturão Araguaia. Na Bacia do Parnaíba al- ram origem a essas rochas, se assemelham a grau- ternam-se faixas submeridianas, ora com calmaria e vacas do tipo mediamente ricas em quartzo e a are- ora com bastante agitação magnética. As primeiras nitos líticos, de alta maturidade química expressa com grandes comprimentos de onda, são entendi- sobretudo pelo enriquecimento de Y (ítrio). das como reflexo do embasamento da bacia e as se- Os parâmetros químicos indicam que os metas- gundas, onde ocorrem anomalias dipolares sinuo- sedimentos ter-se-iam depositado em ambiente samente alongadas na direção E-W, pequenos continental oxidante, provenientes de áreas-fonte comprimentos de onda e altas intensidades, são as- de natureza granítica. sociadas ao magmatismo básico da bacia. – 82 – SB.22-X-D (Marabá) Os alinhamentos magnéticos N-S estão em con- minerais no âmbito da folha. As cartas, Geológica e cordância com as zonas de cavalgamento e aque- Metalogenética/Previsional, e o cartograma de les NW-SE com as transcorrências sinistrais do Cin- ações governamentais são, a rigor, a representa- turão Araguaia. Alinhamentos NE-SW que deslo- ção objetiva dos resultados alcançados. cam eixos e interrompem unidades magnéticas, Não obstante, algumas questões mais relevan- sugerem movimentação dextral e são relacionados tes são a seguir discriminadas a título de recomen- ao regime rúptil do Mesozóico. dações: Os dados gamaespectrométricos corroboram a – Executar o mapeamento geológico básico na interpretação da aeromagnetometria principalmen- escala 1:000.000 da Folha SB.22-X-D-IV, que tem te no que diz respeito aos alinhamentos N-S, NW-SE em seu interior rochas de seqüência tipo greenstone e NE-SW, os quais, conforme já observado, coinci- belt representada pelo Grupo Rio Novo, ao qual as- dem com os principais traços estruturais da folha. sociam-se importantes mineralizações auríferas, en- Entre as radiações registradas, as mais elevadas re- tre as quais o garimpo de Serra Pelada, localizado lacionam-se principalmente às rochas potássicas próximo ao limite da folha. Também nesta folha po- do Cinturão Itacaiúnas, enquanto as mais baixas dem ser aprofundados os estudos sobre o arcabou- mapea- ram as formações Sambaíba e Itapecuru. ço estrutural do Cinturão Araguaia, a natureza do Através da gravimetria foram interpretadas três contato entre os cinturões Itacaiúnas e Araguaia, os descontinuidades submeridianas e uma com dire- corpos de rochas relacionados à Associação Máfi- ção NW-SE. As submeridianas estão localizadas, co-Ultramáfica da Serra do Tapa, localizados nas uma no flanco ocidental da folha, outra no centro e a proximidades do contato dos dois cinturões e o rela- terceira no flanco oriental, e correspondem ao con- cionamento das mineralizações de cristal-de-rocha tato dos cinturões Itacaiúnas e Araguaia, à articula- com a geologia estrutural. ção de blocos crustais e à passagem de altos gravi- – Datações geocronológicas devem ser efetua- métricos para zonas abatidas que alojaram a Bacia das em locais satisfatórios do Cinturão Araguaia do Parnaíba, respectivamente. A de direção NW-SE como um todo, utilizando-se os diversos métodos reflete deslocamento de bloco no sentido sinistral. disponíveis e com um planejamento global, visan- No modelamento do perfil Bouguer foi evidencia- do melhor equacionar o posicionamento estratigrá- do que os sucessivos escalonamentos do topo do fico do cinturão dentro da evolução geológica re- Cinturão Itacaiúnas, através de blocos cavalgantes, gional, bem como das unidades que o compõem. estão refletidos nas rochas do Cinturão Araguaia. – Para complementação dos estudos litogeoquí- 8. A Carta Metalogenética/Previsional, produto da micos do Cinturão Araguaia faz-se necessário anali- integração e interpretação das informações disponí- sar os litótipos quanto ao seu conteúdo em elemen- veis, selecionou áreas sugestivas à prospecção das tos de terras-raras, além de Th, Rb e Sc. Igualmente seguintes substâncias minerais: ouro - em seqüên- para melhor compreensão do comportamento quí- cia metavulcano-sedimentar, toleiítica/komatiítica; mico das rochas recomenda-se a obtenção e análi- níquel, cromo (amianto) - sobre associação máfi- se de concentrados de minerais pesados nas amos- co-ultramáfica alóctone; cristal-de-rocha, citrino, tras objeto de estudos petroquímicos. ametista - relacionado à fraturas tensionais NE-SW, – Levantamento geológico sistemático da Folha geradas pelas transcorrências NW-SE, em seqüên- SB.22-X-B, situada a norte da Folha Marabá com fi- cia metapelítica; diamante - na borda da Bacia do nalidade de complementação da integração tecto- Parnaíba, associado a zonas de anomalias aero- no-estrutural regional, assim como estudar e carto- magnéticas; calcário (chumbo, zinco) - na porção grafar a continuidade das unidades geológicas. basal da Formação Pedra de Fogo e em áreas aflo- – Levantamento geológico na escala 1: 1 00.000, rantes das formações Pastos Bons e Codó. com prioridade para as áreas de ocorrência das Vários depósitos de cascalho, areia, argila e con- formações Piauí, Pedra de Fogo, Pastos Bons e creções ferruginosas (piçarra) que poderão apre- Codó, visando calcário para corretivo de solos e sentar interesse econômico foram cadastra- dos, diamante. além de outras ocorrências minerais. – A continuidade da implantação do distrito in- 9. O conjunto dos resultados obtidos pelos le- dustrial de Marabá e de novos municípios, deverá vantamentos, constitui uma base de dados de provocar um grande impulso de desenvolvimento grande valor para o planejamento mais racional de na região, o que certamente ocasionará um incre- futuras atividades a serem desenvolvidas no que mento na procura de materiais para construção ci- concerne à cartografia e pesquisas geológicas e vil. Desta forma, tornam-se necessários estudos – 83 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil geológicos mais detalhados e em escalas compatí- – Usar através da gamaespectrometria os valo- veis, e minucioso cadastramento desses bens mi- res radioativos mais elevados para auxiliar na indi- nerais nas proximidades dos núcleos popula- vidualização de rochas potássicas no contexto do cionais, visando principalmente argilas, areias e Cinturão Itacaiúnas, bem como investigar a pre- cascalhos, como também materiais para revesti- sença de possíveis “janelas” desses tipos de ro- mento. chas nas proximidades de Marabá. Identificar – Recomenda-se mapeamento geológico e pros- através de levantamentos geofísicos e geoquími- pecção geoquímica, na escala 1:100.000, nas fo- cos terrestres os tipos minerais das altas radia- lhas SB.22-X-D-IV e VI. Na primeira, com ênfase na ções nas margens do rio T ocantins, a montante da seqüência metavulcano-sedimentar e na associa- foz do rio Araguaia. ção máfico-ultramáfica alóctone (sedimentos de – Pela sugestiva interpretação do arcabouço tec- corrente e concentrados de bateia). Na segunda, tono-estrutural idealizado através da gravimetria visando a seqüência carbonática da Formação Pe- para os cinturões Itacaiúnas, Araguaia e Bacia do dra de Fogo (sedimentos de corrente) e as zonas Parnaíba, sugere-se o prosseguimento desse tipo de anomalias aeromagnéticas relacionadas à bor- de investigação para norte (Folha Rondon do Pará) da da Bacia do Parnaíba (concentrados de bateia e e para leste (Folha Imperatriz). A norte, visando in- eventualmente geofísica terrestre). vestigar uma possível continuidade e o relaciona- – Entre as anomalias magnéticas destacadas na mento entre os cinturões citados, e a leste, qual o Folha Marabá, observa-se com especial atenção comportamento tectono-estrutural do embasamen- para estudos terrestres, aquelas de formas circula- to da Bacia do Parnaíba. res no contexto da Bacia do Parnaíba, notadamen- – Quando estiverem disponíveis as cartas geo- te nas proximidades de garimpo de diamante, lógicas na escala 1:250.000 de todas as folhas como na Vila Itamirim, no rio São Martinho e na foz que abrangem o Cinturão Araguaia e parte de do igarapé do Lago Vermelho. Investigações geofí- seus terrenos limítrofes a leste (Bacia do Parnaíba) sicas nesses locais, como métodos elétricos e ele- e a oeste (Cinturão Itacaiúnas), é de fundamental tromagnéticos são recomendadas, visando encon- importância a execução de um projeto de integra- trar a origem desse mineral. ção regional. – 84 – SB.22-X-D (Marabá) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, F. de A. M. de. Evolução estrutural do Su- ALMEIDA, F.F. de et al. Radiometric age determi- per-Grupo Baixo Araguaia. In: CONGRESSO nations from Northern Brazil. Boletim da Socie- BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 30, Recife, 1978. dade Brasileira de Geologia. São Paulo, v. 17, Anais do... Recife: Sociedade Brasileira de nº 1, p. 3-14, dez., 1968. Geologia, 1978, v.1, p. 257-269. ALMEIDA, H. G.; MARTINS, R.C.; ALMEIDA, H.D.F. AGUE, J.J.P.; BRIMHALL, G.H. Magmatic arc asymme- de. Projeto Materiais de Construção Tucuruí - Ca- tric regional variations in bulk chemistry, mineralogy, rajás. 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Foto 3 Foto 4 LP-15X (PM-182) – Massa quartzítica dominada por (RM-25) – Xistos da Formação Xambioá, apresentando uma associação de grãos de quartzo em processo de frações quartzo-feldspáticas isoladas no meio dos recuperação e recristalização sin-cinemática. Em des- leitos micáceos anastomosados. Dobras isoclinais taque inúmeros planos de cisalhamento são materiali- são observadas, sendo demarcadas pelos leitos zados por delgados níveis muscovíticos em arranjos mais competentes. subparalelos desenhando um padrão algo anastomótico. Grupo Rio Novo. Foto 5 Foto 6 (RM-25) – Xistos da Formação Xambioá onde obser- (PM-141) – Xistos da Formação Xambioá, com desta- vam-se feições de transposição, dobras intrafoliais, que para a lineação de estiramento marcada por lenticularização, sigmóides quartzosas e anastomose bastões quartzosos alinhados segundo a direção da foliação. Movimentação sinistral. da movimentação. Foto 7 Foto 8 (RM-25) – Xistos da Formação Xambioá, observan- (PM-10) – Xistos da Formação Pequizeiro mostrando do-se outro aspecto de ocorrência da elongação de leitos de minerais quartzo-feldspáticos achatados, minerais de quartzo formando a lineação lenticularizados, boudinados e com formas sigmoidais, de estiramento. envolvidos por leitos micáceos, formando o aspecto anastomosado da foliação. Foto 9 Foto 10 LP-15X (PM-146) – Biotita-muscovita xisto da Forma- LN-15X (PM-146) – Biotita-muscovita xisto da Forma- ção Xambioá com pronunciada xistosidade e alternân- ção Xambioá mostrando a íntima associação de biotita cia regular de leitos micáceos e quartzosos. Os níveis e muscovita em forte anisotropia estrutural caracteri- quartzosos ocorrem como aglomerados granoblásti- zando a típica paragênese dos litótipos desta unidade. cos poligonizados como conseqüência do processo de recristalização pós-cinemática. Foto 11 Foto 12 (PM-167) – Xistos da Formação Pequizeiro apresentan- LP-15X (PM-164) – Cálcio-clorita-muscovita xisto da do dobras infrafoliais apertadas resultantes do proces- Formação Pequizeiro com nível quartzoso recristaliza- so deformacional. Sigmóides quartzosas e quart- do-poligonizado exibindo padrão em dobras zo-feldspáticas, lenticularização e anastomose são apertadas como conseqüência da extrema deforma- feições de ocorrência generalizada nas rochas do ção com características de superplasticidade. Cinturão Araguaia. Movimentação dominantemente sinistral. Foto 13 Foto 14 LP-15X (PM-166) – Clorita-muscovita xisto da Forma- (RM-11) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães ção Pequizeiro com níveis submilimétricos de quartzo com dobras assimétricas resultantes da atuação de recristalizados, mostrando extrema deformação com bandas de cisalhamento marcadas por filmes dobras apertadas, resultante de forte silicosos. transposição estrutural. Foto 15 Foto 16 (RM-11) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães, (PM-9) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães, mostrando forte anisotropia estrutural de caráter exibindo dobras de crenulação. penetrativo do tipo clivagem ardosiana. Foto 17 Foto 18 (RM-11) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães (PM-106) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães com dobra aberta, plano-axial verticalizado e eixo com mostrando dobra semelhante à da foto 17. suave caimento. Foto 19 Foto 20 LP-15X (PM-22) – Quartzo-muscovita xisto da Forma- LP-15X (PM-103) – Cálcio-clorita-muscovita-quartzo ção Couto Magalhães em que as frações micáceas e xisto da Formação Couto Magalhães com alternância quartzosas relativamente bem segregadas, ocorrem algo regular entre os níveis clorítico-muscovíticos e em granulação extremamente fina, resultante do forte carbonático-quartzosos resultando numa pronunciada processo de redução granulométrica com destaque xistosidade, resultante de uma deformação em para a cominuição em escala microcristalina dos estágio milonítco. grãos de quartzo. Foto 21 Foto 22 LP-15X (PM-14) – Cálcio-clorita-muscovita xisto miloní- LN-15X (PM-107) – Cálcio-clorita-muscovita xisto milo- tico da Formação Couto Magalhães, aspecto do cará- nítico da Formação Couto Magalhães, com o metamor- ter xistoso e da natureza deformacional polifásica des- fismo envolvendo deformação polifásica com desen- tes micaxistos finamente granulares. Quartzo micro- volvimento de estruturas microcrenuladas. cristalino fortemente cominuído e níveis de agregados clorítico-muscovíticos exibindo desenvolvimento de estruturas microcrenuladas. Foto 23 Foto 24 LP-15X (PM-164) – Cálcio-clorita-muscovita xisto da (PM-165) – Xistos da Formação Pequizeiro exibindo Formação Pequizeiro mostrando espessos níveis micá- dobras isoclinais com planos-axiais paralelos à folia- ceos, com desenvolvimento de crenulação, como ção milonítica, sigmóides quartzo-feldspáticas e estru- conseqüência da deformação polifásica, observada turas S-C. O sentido da movimentação é sinistral. de forma regionalizada nos metapelitos do Cinturão Araguaia. Foto 25 Foto 26 (PM-163) – Xistos da Formação Pequizeiro em que LP-15X (PM-146) – Biotita-muscovita xisto da Forma- muscovita e clorita ocorrem como leitos bem segrega- ção Xambioá mostrando pronunciada xistosidade e dos dos níveis quartzosos e quartzosos carbonáticos, alternância regular de leitos micáceos e quartzosos, gerados por processos de diferenciação metamórfica diferentes graus de recristalização em diferentes e/ou laminação tectônica. níveis quartzosos, como conseqüência da forte transposição estrutural. Foto 28 LP-15X (PM-101) – Cálcio-muscovita-clorita xisto da Formação Couto Magalhães mostrando xistosidade pronunciada com deformação em estágio milonítico e nítida segregação entre os leitos micáceos e quartzo- sos. Esses litótipos mostram geralmente granulação extremamente fina onde parecem estar ausentes pro- Foto 27 cessos de recuperação e recristalização dinâmica. (PM-107) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães Contudo observa-se na parte direita da foto um com dobra aberta, plano-axial verticalizado e porfiroblasto idiomórfico romboédrico de calcita eixo horizontal. gerado por recristalização pós-cinemática. Foto 29 Foto 30 (RM-11) – Metapelitos de Formação Couto Magalhães (PM-98) – Metapelitos da Formação Couto Magalhães exibindo bandas e zonas de cisalhamento em arranjo com desenvolvimento de meso e microcrenulações. anastomosado. Foto 31 Foto 32 LN-15X (PM-107) – Cálcio-clorita-muscovita xisto da LP-15X (PM-107) – Observação em luz polarizada da Formação Couto Magalhães, observando-se o desen- mesma lâmina da foto 31. volvimento de estruturas microcrenuladas resultantes do metamorfismo que envolve deformação polifásica. Foto 33 Foto 34 LP-15X (PM-14) – Cálcio-clorita-muscovita xisto miloní- LP-15X (PM-164) – Cálcio-clorita-muscovita xisto da tico da Formação Couto Magalhães, exibindo contras- Formação Pequizeiro mostrando uma relativa acen- te dimensional com passagem gradativa entre as tuada recristalização metamórfica pós-cinemática frações granulométricas. Os diferentes tamanhos dos em que os grãos de quartzo e carbonato se arranjam grãos resultam de diferentes intensidades do processo mutuamente num padrão granoblástico poligonizado. de recristalização metamórfica sin-cinemática. Observam-se cristais bem desenvolvidos de calcita confinados aos cristais maiores de quartzo, estando seu crescimento relacionado a uma blastese sob condições estáticas. Foto 35 Foto 36 LP-15X (PM-166) – Cálcio-clorita-muscovita xisto da LP-15X (PM-146) – Biotita-muscovita xisto da Forma- Formação Pequizeiro, semelhante à foto 34, mostrando ção Xambioá com palhetas relativamente bem desen- outro aspecto do arranjo dos grãos de quartzo volvidas de biotita em disposição desordenada com e carbonato. relação à xistosidade resultante de uma blastese ou recristalização pós-cinemática. Foto 37 Foto 38 (CF-05) – Sedimentos carboníferos. Formação Poti, (CF-10) – Sedimentos carboníferos. Formação Piauí, arenitos com geometria sigmoidal. Local: BR-230. geometria planoparalela, com intercalação de camadas de arenitos e pelitos. Local: Rio Araguaia. Foto 39 Foto 40 Detalhe do ponto anterior com destaque para a Detalhe da foto 38 com destaque para a camada camada de pelito vermelho. inferior de arenito fluvial (base do pacote). Foto 41 Foto 42 (HA-117) – Sedimentos permianos. Formação Pedra (HA-117) – Sedimentos permianos. Formação Pedra de Fogo, geometria lenticular, camadas de arenitos de Fogo mostrando detalhe das bolachas no pacote com bolachas e ovóides distribuídos irregularmente. arenoso. Local: Rio Araguaia. Local: Rio Araguaia. Foto 43 Foto 44 (HA-122) – Sedimentos permianos. Formação Pedra Detalhe do ponto anterior, com destaque para lentes de Fogo, geometria lenticular, apresentando pressão de calcarenito e níveis de pelito. de carga. Local: Rio Araguaia. Foto 45 Foto 46 (HA-209) – Sedimentos permianos. Formação Pedra (HA-209) – Sedimentos permianos. Formação Pedra de Fogo na base do pacote e arenitos da Formação de Fogo com vista panorâmica do afloramento. Local: Itapecuru no topo. Local: Rio Tocantins. Rio Tocantins. Foto 47 Foto 48 Detalhe da foto anterior, com destaque para os níveis Detalhe da foto anterior, com destaque para níveis de de ovóides e bolachas. pelito, e os ovóides e bolachas. Foto 50 (HA-114) – Sedimentos permianos. Formação Motuca em camada de arenito veermelho, mostrando estrutura espinha-de-peixe. Local: Rio Araguaia. Foto 49 (HA-218) – Sedimentos permianos. Formação Pedra de Fogo, geometria lenticular de calcarenito. Local: Rio Itacaiúnas. Foto 51 Foto 52 (HA-108) – Sedimentos permianos. Formação Motuca (HA-41) – Sedimentos triássicos, Formação Sambaíba em camadas de arenito vermelho, exibindo estratifica- apresentando arenitos com estratificação cruzada ção cruzada acanalada de pequeno porte. Local: tangencial de grande porte. Local: BR-230. Rio São Martinho. Foto 53 Foto 54 (HA-58) – Sedimentos triássicos. Formação Sambaíba Detalhe do flanco norte do afloramento anterior. apresentando arenitos com estratificação cruzada tangencial de grande porte. Local: Caminho originado na BR-230 no estado do Tocantins. Foto 55 Foto 56 Detalhe do afloramento anterior, destacando a estratifi- Destaque do afloramento anterior, destacando as cação cruzada tangencial de grande porte. linhas de grãos e as línguas de grãos. Foto 57 Foto 58 (HA-61) – Jurássico. Formação Mosquito, detalhe da (HA145) – Sedimentos cretáceos. Formação Codó, estrutura esferoidal no basalto. Local: nordeste da mostrando camadas de calcarenitos. Local: margem cidade de Araguatins. Estado do Tocantins. direita do rio Tocatins, cidade de Cocal. Foto 59 Foto 60 (HA-174) – Sedimentos cretáceos. Formação (HA-191) – Sedimentos cretáceos. Formação Itapecu- Itapecuru, geometria tabular, intercalação de arenito ru, geometria tabular, mostrando intercalação de areni- arcosiano e pelito. Local: Estrada PA-461. to arcosiano e pelito. Local: Estrada PA-150. Foto 61 Foto 62 (HA-202) – Sedimentos cretáceos. Formação Itape- Detalhe do ponto anterior, destacando o núcleo de curu, camada de argila com núcleos de arenito fino. arenito (com estratificação cruzada tangencial) no Local: PA-461. pacote de pelito. Núcleo recoberto por uma fina capa de pelito laterítico. Foto 63 (HA-195) – Sedimentos terciários. Coberturas Detríti- cas, mostrando contato entre o arenito e o conglome- rado. Local: estrada entre PA-150 e ferrovia Carajás - Ponta da Madeira. Foto 64 Foto 65 Vista parcial da planície de inundação. Local: ao lado (HA-43) – Vista de depósito de cascalho. Local: da estação HA-28 e próximo ao rio Araguaia. próximo ao rio Araguaia. Foto 66 (HA-211) – Sedimentos Quaternários, barranco de con- glomerado (cascalho). Local: margem esquerda do rio Itacaiúnas, próximo da cidade de Marabá. SÚMULA DOS DADOS DE PRODUÇÃO 1 – Ma pe a men to Ge o ló gi co Área es tu da da (km2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.150 Ca mi nha men to Ge o ló gi co Car ro (km) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.549 Bar co (km). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.050 Pé (km). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 Aflo ra men tos es tu da dos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 545 Amos tras co le ta das . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298 Ocor rên ci as Mi ne ra is Ca das tra das Con hec id as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Iné di tas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Aná li ses de Ro cha Terr as-rar as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Pe tro gra fi as de ro chas íg ne as/me tamór fi cas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Quí mi cas (óxi dos ma i o res) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Pe tro gra fi as de ro chas se di men ta res . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Mi cro-ma cro pa le on to ló gi ca e pa li noló gi ca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Pa li no ló gi ca com ple ta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Gra nu lo me tria, es fe ri ci da de e ar re don da men to (are ia) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Qu an ti ta ti va . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2 – Ge o quí mi ca Amost rag em Se di men to de cor ren te . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355* Con cen tra do de ba te ia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229 Aná li ses de Se di men to de Cor ren te Absor ção atô mi ca (Cu, Pb, Zn, Ni, Co, Cr, Fe, Mn, As) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355 Espec tro gra fia de emis são (30 ele men tos-padrão). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346** Aná li ses de Con cen tra do de Ba te ia Absor ção atô mi ca (Sn). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 3 – Ge o fí si ca Ter res tre Gra vi me tria (km). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 902 4 – Le van ta men to Hi dro ge o ló gi co Fon te de água ca das tra da. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 * Das qua is, 102 fo ram amos tra das pelo PGBC. ** Ape nas 9 amos tras do PGBC não apre sen tam re sul ta dos de EE. l l a Cib irin Córr . o artir inh r. d o M r do Có di Câ n 6 q d o O-1 3 T ão ór r. S C Rio S NT IN A TO C AIA GU AR A RÁ IO P A R g.I 30 nho -2 BR poli . C am Ig Bate -Papo Ig. i ap Gr . gI Rio l l l Córr. eir a o nh el rez i am Jac a G Ri o ór r raC e ma v riP Grot a Córr. o bul os Fa hon riz i Ta u Rio PA-1 53 ROXIMA DO P LIMITE A B á U o R i ata u P Rio ho oz in or So r po ipan io Je R Rio eiras r ó rech So ro F Rio Rio oRi atrinchãoM . Ig AT l AT l l l l l l nho l di dinh o Ge la la l Ge . l Soro ró Ig Rio l l l l l l NS NT I l CA Ig. Peru ano TO ú Zi l r V e Ig. l ho Burguin l Ig. l l IOR NIC A AZ Ô SA M N .TR A D RO Ig. da Surucucu R-2 30 B . gI leir a am e G nc ia ê g. Po t I l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l I I l I I l I l l I I I I I I I I I I I I I I I I I I I l I l I I I I l l l p I I I l I I I l I I I I I I I I I I l I I I lI I I I  I I I I I I I l  l I I I I I I  l I I I I I I I I  l I l I I I I I I I I  l   l l    l l   l l  l l l l l l l  l l l l l l  l ll l   l l l l ll ll l  l l l l l  l l l  l l   l l  l                I I  I I II l l lI I l l I I I l l I l l  I I I I I l   I l I I I I I I I I I II l I I I I I I I I l I I I I I I l l I  l l I I I I I I I I l l I I I I  lI I I I I I I I l l l I I I I I I I I I I I I I I I I  l l l I l lI I l i I I I I  i i i i  i I I I      I  I I I I  l    I I I I I I I I I   I I  l l l   I l l l l ll l l  l l   l l l l   l l  l   l l  l   l l   l l   l l  l l    l l l                           l l   l  l   l l l l    l      l l    l l  l l ll l  l l l l  l l l  l  l l                                                        CARTA GEOLÓGICA MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA FOLHA MARABÁ - SB.22-X-D ESCALA 1:250.000 - CPRM - 2001 SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL FOLHA SB.22-X-D MARABÁ CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL CARTA GEOLÓGICA - ESCALA 1:250.000 - ANEXO I 49º30' W.GREENWICH 680 15' 700 720 49º00' 740 45' 760 30' 780 PRINCIPAIS FEIÇÕES DE AEROMAGNETOMETRIA (CAMPO TOTAL) E GRAVIMETRIA TERRESTRE 5º00' 800 15' 82048°00’ 48º00'49°30’ Santa 5º00'5°00’ 5°00’ 49°30´ DOMÍNIOS TECTÔNICOS 48°00´ CONTEXTO GEOLÓGICO / GEOTECTÔNICO REGIONALAba Qal Faz. 54°00’ 46°00’Teresinha 5°00´ 5°00´ 3°00’ 3°00’Faz. do Tauri Faz. TQc Santana TQc TQc á x xMaré-Mansa Rema TQc TqcRÁ M b to ÁREA DO PROGRAMAPiçarreira Pcm PA O TQc Ja OC R Eio A FOLHA MARABÁM F Bom Jesus do à x Nrc PA-3 32 Faz. Ki H O Quilômetro he Retiro da Faz Tocantins P Nova Vida AN Cinqüenta e Sete ira M M As São Sebastião iab AR Tan TQc L M Nx TI Faz. Muriaé h Cx x x x OTQc Faz.Gloria a x x x x x Faz. Silvânia Faz. Três Barras 8 x x xFaz. v x 9440 1 ha Faz. Camateuzinho Primavera 9440 x xx ain cof R ar io Có Faz. LevesIIha da Rainha Faz. Roseira Faz. Basca R Faz. Novo Brasil r x r 2 G Ki Pau Seco TQc Faz. Boa Esperança v v . rr M . v . a Qal C ó x v . v . araju b Ki . v . v . vFaz.Quarentinha x x x x xM São Pedro de v . v . 3 x x x x x x Rio ITUPIRANGA . v . x x x x x x xSanta Helena AT S Água BrancaO x 6 P v . x x x x x x x xQuilômetro Onze a C m Çà Ki Santa Helena . v . x x x x TQc ó 4r ar M ú ARESERVA INDíGENA m C x P . v . 7da TQc Quilômetro a IFI v v . v . Ki D Faz. Santa Rosa . v . v . v . 200km MÃE MARIA Quarenta e Quatro Faz. Boa Esperança v . v . v G O 5v . v Ig. Cametaú TQc M G x v 6°00’ agl AT M A AT 11°00’g. ITO 49°30’ 46°00’ Faz. Paloma I Faz.Ana Cristina G Murumuru JE E Ilha do Aristides TQc U .F. PONTA DA MADES IRA-C x ARAJÁS Alto Alegre M 6°00´ 6°00´ 1 Bloco Belem Cinturões deAldeia Gavião G O Cisalhamentoagl TQc BR-22 2 DO MARANH à 49°30´ 48°00´ A Qal 20 Km 2 Cinturão Itacaiúnas Quilômetro TQc IM M x x Terrenos Gr - GbsG 35 Bloco Araguacema x x preservados Ig. Qal inh o X vO IIha do Brás Qal 3 Trinta e Oito z R Cinturão Limite entre os Vergênciada Centro do nda Su P CANTIN Cajueiro dos x x Itacaiúnas cinturões Itacaiúnas, 4 Cinturão Alto Tapajós Coberturas di Tomaz di Jac A TO Vila Nova v . v Índios Araguaia e a Bacia . v . Vulcano-sedimentaresKc ITE M LI 5 Bloco Juruena Proterozóicasg. G M do ParnaíbaG I io 45 LI M R Qal ITE APR Jatobazinho Cinturão Eixo Extencional do 6 Cinturão Araguaia Outras Coberturas . Lagg o OX rio FanerozóicasI 76 lho 30 agl Água Preta I í Araguaia e IIha da Samaúma MA rt Mesozóico (m)DO a 7 Bloco Porangatu80 71 rm 3570 Ve rte cc M 54 Lineação de 8 Cinturão Tentugal Bacia do Parnaíba Lago do Quilômetro Doze o IIha do Jacaré G S do Bacia doFaz. Marlene Pcm estiramento com Eixo Extencional do Deserto Adaptado de Hasui et al. 1984 e Hasui et al 1985 Faz. Parnaíba Paleozóico (p)cc cof Qal . caimento indicado São Sebastião IIha da r Ki Ki Qal ór Praia do Meio G ar E.F PONTA DA MADEIRA-CARAJÁS i o C 9420 M R 9420 ARRANJO ESPACIAL / TEMPORAL / CRUSTAL DAS UNIDADES 15’ Lago Preto Qal Aba Faz. Albuquerque 15'6°00’ 6°00’ REGIME TRANSCORRENTE - COBERTURAS SUPERFICIAISFaz. Vale Grande Qal49°30’ 20 km 48°00’ do Anajá Ig. RIOSÃO SEBASTIÃO TOCANTINS QUATERNÁRIO Qal ar Ki IIha do TiçãoMI 58 Ki DO TOCANTINS M MII Limite entre Domínios Magnéticos Baixo magnético A l i n h a m e n t o G r a v i m é t r i c o TERCIÁRIO TQc  G  IIha do São João Vaz IIha dos Irmãos Secundário M Espírito Santo Unidade Magnética Alinhamento Magnético Principal São Félix REGIME DISTENSIVO - EIXO EXTENSIONAL (NE - SW) - BACIAS E PLUTONISMO BÁSICOM1 Vila Fuscão Falha com movimento direcional BR-2 Á O3 Centro do BACIAS0 R à MESOZÓICO Ks M2a Subunidade Magnética Alinhamento Magnético Secundário Indicado agl Qal 85 P A NH Centro dos Zé Gonçalves a MESOZÓICAS I I I I I I I I I I I I I Lago do 63 A z AR Mulatos e Faz. Cristo Rei G ris t Carrasco Bonito REGIME DISTENSIVO - EIXO EXTENCIONAL (NW - SE) - BACIA Curva de Isovalores G Alinhamento Gravimétrico Principal Carrapato 25 58 M rcos Buriti doQal Po T c 34 Centro do Zé Estevão Tocantinsof BACIA DOPcm agl Qal PALEOZÓICO PARNAÍBA cc ado 18 d Ki Faz. raia é‚ l Qal rr. P r RIO ó Cabeça do Ki C REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO- REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO 49°30’ PRINCIPAIS FEIÇÕES DE AERORRADIOMÉTRICAS - CONTAGEM TOTAL N.S.Aparecida . ami ar na Qal TOCA48°00’ Q Ppf Na u TINS Vila União NÍVEL CRUSTALIg l M c Qal VETOR DE COMPRESSÃO (NE - SW) VETOR DE COMPRESSÃO (SE - NW)5°00’ 5°00’ G TQc Tu 18 São Franciscocc G 27 IIha dos Bois Ki Centro Ferreira Qa 42 Qal CINTURÃO ITACAIÚNAS CINTURÃO ARAGUAIA Ki Quilômetro Oito l agl 34 cof crr 25 Grota Vermelha MARABÁ 15 G 48 45 SÃO JOÃO DO 25 38 M TO _ DOMÍNIO TRANSCORRENTE RIO cof AS 40 Ki -496 DOMÍNIO IMBRICADO COM DOMÍNIO IMBRICADO COM N ARAGUAIA Qal 32 Faz. IÚ ccr Cpo có TRANSCORRÊNCIAS ASSOCIADAS SISTEMA SISTEMA TRANSCORRÊNCIAS ASSOCIADAS PA- 3 cas Itacolomi CAA Faz. Ipiranga o Qal BT 41 R Faz. Mariela crr Apinajé IIha do Giquiri I agl IIha do Belizario do S CINZENTO CASTANHEIRA -230 Pcm 16 G crr Qal NS Centro do Firmino17 CANTI IIha do CocoO Brro BrancoM Qal 42c T SUPERIOR Arn Ppa 20 agl of IIha da Jurema r.Cajazera Qal ór Pxb Ppq Pcm 14 Qal C MÉDIO Acx AtaFaz. Perpétuo agl 22 Qal Qal Vinte Milcc IIha da montanha 9400 Socorro Boa Sorte 40 RFaz.Guaritas OD 18 AI A 9400 INFERIOR Aba az Ppf M . T RIO ARA GU Jpb Faz. Ouro Verde G Qal cc 28 RAN QalR M20 M 32 SA Cavalgamento oblíquo entre duas S u p e r p o s i ç ã o d e d o m í n i o Transcorrência entre sistemasMA Faz. Brasilia Ki IIha Bacuri Grande ARÁ cc Qal P províncias geotectônicas transcorrente sobre domínio estruturaisBR-222 cas ZÔ Cpo Faz.Olho d’Água G 35 NIC C imbricado Pcm A36 órr. Faz. o Cpoir IIha do Piauíajue l l l l l Intrusão em fase distensiva Posição cronológica possivel 34 São Raimundo C 26 R io G Discordância Ki 25 40 eiro 35 s Faz. Cajazeiro do na Rio B arb G da le Castanhal 26 Posto QuilômetroTQc io IIha dos Defuntos a DESCRIÇÃO DAS UNIDADES TQc Qal RQal MTaboquinha T Quarenta e Um 20 Ki Ki 30' agl aur Pcmi cc iro UNIDADES LITOTIPOS / METAMORFISMO / DEFORMAÇÃO / METALOGENIAAba zin Faz. Santa Luzia ar IIha Sapucaia Atole15 30'ho Faz. TucunaréKi a TQc lez Santa Luzia d o Aluviões Qal Areias, argilas e níveis de cascalho. Ambiente continental Pqp a R rt Faz. Canela rr.TQc Fo Có Atoleiro Coberturas G Ig. B TQc Coberturas semiconsolidadas de arenito e argilito com capeamento de laterito. Ambiente continental.RIO orra Ppf Detríticas e/ouQal ITACAI Borrageira ch ÚN eA iS ra cab a TQc Faz. Lindamar G (3) TRs ks Ba Lateríticas 37 São Domingos36 36 21 do Araguaia Có Arenitos cinza e amarelados, grã fina a média, às vezes arcosianos, bem selecionados, localmente comQal rM r. Formação lentes de conglomerado. Pelitos avermelhados com acamamento regular intercalados aos arenitos. Pcm(mu) 11 Córr. Itapecuru Ki28 36 Ambiente fluvial de rios entrelaçados, associados a lagos em planície de inundação e dunas eólicasG 1436 RIO M 25 Ba Qal originados do retrabalhamento de barras e dunas subaquáticas.2 26 c jes 24 30 ab Cpo Qal La Açaizal a M Formação Arenitos rosa grã média, com lentes de calcarenitos e calcilutito intercalados a pelitos cinza-esverdeados.Qal EncontroI Pcm 24 KcT 35 Faz. Cabaceiras Vila São Raimundo Ambiente de planície de maré carbonática rasa, com lagos subordinados, associados a ambienteA 21 Faz. TransparáC 45 di Codó A 30 Ppf Qal marinho.IÚN Qal TQcA 31 Pcm Ki Jc Formação 6°00’ 6°00’ S 14 14 ccr IIha S…o Vicente ks Ks Basalto preto e diabásio. Extrusão fissural de lavas. São Benedito 49°30’ 9380 24 30 9380 Sardinha20 km 48°00’ 32 32TQc 20 Sai-do-Sol M ia e l Faz. Carrasco 52 26 Faz. Pedra de Dp ucap inh Formação55 a p Jc Arenitos cinza, grã fina a média. Ambiente fluvial de rios entrelaçados com contribuição eólica.32 Amolar S s 14 R Santa Rita E CordaQal . Faz. dois Irmãos Unidade Radiométrica Baixo radiométrico Alinhamento Principal R1< 100cps R2 = 100-300cps 27 5 Ri 85o Ig TRs Arenitos cinza, grã fina, com intercalações de folhelho (ritmito) de cor preta e lentes de calcarenito.R1  Aba 52 38 6 (3) Formação 37 Faz. Paraguaia Jpb Ambiente de planície carbonática de sub a supramaré com ação de ondas de tempestade e depósitos de Curva de Isovalores Lineamento e/ou Foliação Alinhamento Secundário R1 = 300-500cps R4>500cps G 40 33 28 Tauriz Ki agl ARAGUATINS TRjm Pastos BonsPcm(mu) inho frente deltaica. 48 Ki 37 Faz. Bom Jesus (3) Ba Jcr Formação23 TQc 32 5 8 re TRJm Basaltos maciços e amigdaloidais, textura ofítica e alteração esferoidal. Intrusão fissural de lavas.G iro ioR Mosquito 46 42 Pqp psr Metade Itamirim di Formação TRs Arenitos cinza, grã fina a media, bimodal. Ambiente continental de dunas eólicas associado a interduna. 49°30’ PRINCIPAIS TRAÇOS ESTRUTURAIS 48°00’ 38 P . São João Sambaíba5°00’ 5°00’ A-46 Pxb Ig 25 tade 1 R e cc ioM TRs Formaçãoa PT m Arenitos avermelhados grã fina a média às vezes arcosianos e bem classificados. Ambiente fluvial de riosnç Córr. M Ppf R da O 25 Pcm Qal Ba Motucar entrelaçados, com depósitos lagunares e frente deltaica retrabalhados por maré.io 25 Faz. N.S. das Graças cc rR 44 Antena29 Brejo Grande P m eiro Faz. Bom Jesus Qal Faz. Boa Sorte M Porto das Balsas Formação Arenitos cinza, grã fina a média, com lentes de calcarenitos, calcissiltitos e calcilutitos, localmente com m do Araguaia Cpo ho Pedrain Transaraguaia Ppf lentes de conglomerado. Ambiente marinho em zona de supra a intermaré em planície de maré mista17 Ig. Ribeirãoz 50 25 M acú BR TRjm de FogoJ - carbonática-siliciclástica rasa e depósitos lagunares de rios entrelaçados.23 Faz. Sapucaia 21 ccr ROD 0 10 25 21 Pcm .Córr 34 Palestina na Pará G OVIA T (3) Rio Arenitos cinza e avermelhados, grã fina a média, às vezes arcosianos e com cimento calcífero. Pelitos eRA Faz.Serrinha 40 Ki Faz. São José po NZAM Rio Formação folhelhos avermelhados, localmente com niveis de calcarenitos. Ambiente fluvial, de rios entrelaçados, 5 ipa Cpi cc AZ Barreiro Cpi45’ n ÔNI Piauí com depósitos lagunares rasos com influência de maré e dunas eólicas, associadas com barras de18 33 Ppf G37 . Je ro ks CA Faz. Cedro Ki 32 Ig ta 45' “Wady” RI PpaO G 30 7 Ve25 r Jc me Faz. Santa Mônica T Arenitos cinza e arroxeados, grã fina, e pelitos cinza-esverdeados. Ambiente de submaré rasa, comPcm 35 36 at lh (3) agl r i RTOC 25 Qal a a z iQal u nh o s Formação A Cpo depósitos de frente ou planície deltaica sob a influência de maré, com lagos e depósitos eólicos oriundosNTINS m M 15 G Poti MARABÁ 25 29 Faz. Água Amarela do retrabalhamento.R v I 24 O m .m 9360 ge 51 Ig Ga G 9360AIA Soldado ss (3) Taquarazinho Arenitos de cor cinza, grã fina a média, com intercalação de pelitos cinza-esverdeados, com acamamentoARAGU a Faz. Jatobá ks Formaçãoo P Dp regular ondulado. Ambiente de planície de maré rasa, com lagos, depósitos de frente deltaica e canais de Pcm(mu) n a (3) (3) ks Pimenteirase 29 d m m . Pqp . Sara maré. Ig I g nzal IIha da Viração TRjm m S MaFaz. São João rtin Rochas metassedimentares compreendendo filitos, quartzo sericita-clorita xistos de granulação fina24 h Cpo Ppf PTRm o Formação gradando a filitos e ardósias. Subordinadamente ocorrem silexitos e rochas ferríferas bandada Pcm (mu).42 v m Rio 42 Ata Couto Pcm Fácies metamórfica xisto-verde baixo a médio, alcançando o grau anquimetamórfico. A marcante43 36 53 Pxb 5 Dp Faz. Nova vila Magalhães anisotropia esrtutural é expressa por alternâncias milimétricas de níveis filitosos e silicosos, sendoA M 40 TRs l M Qal B resultante de extrema deformação, com conseqüente transformações em estágio milonítico. Sãol Arn(ms) O S diEN ara registrados garimpos de cristal-de-rocha. ER 48 nS a g. zal O LIMITE A Faz. Santa Rita do L im I Rochas psamo-pelíticas, paraderivadas, com dominância de quartzo-muscovita-clorita xistos com l l l P l p D RRA Pcm(mu) Vira - Sedo ROXIMAD Ig. l variações para clorita xistos, muscovita-clorita-quartzo xistos, clorita-quartzo xistos e muscovita-biotita-SE Arn(mb) Pcm O M Formação11 4 (3) TRs Ppq clorita xistos. Fácies metamórfica xistos-verde médio a baixo. A anisotropia estrutural é conspícua, Qal M Pequizeiro10 Rio São observando-se nos níveis silicosos cristais de quartzo fortemente achatados e estirados, resultante daRio GAMELEIRA (3) Natal Cpi M formação que atinge o estágio milonítico. Na folha não há registro de ocorrências minerais.S PTRm aere M Dp M rno ti55 4 10 4 al nhb ou Xistos paraderivados com predominante associação de quartzo-biotita-muscovita, com granada , epidoto51 a 26 Aldeia Suruí 22 16 . b Faz. 42 Ig Um Formação e clorita como fases minerais adicionais. Fácies metamórfica xisto-verde médio a alto. Á anisotropia Pcm Santa Gertrudes Jc Pxb l Pcml Pcm Faz. Vira Sebo Ki TQc G . Xambioá estrutural de caráter penetrativo, por deformação dúctil, apresenta padrões anastomótico com forte I 17 25 transposição. Há registro de garimpos de cristal-de-rocha e ametista.I I I 15 Faz. Piranhas 23 TRjm at Ppf T s Arenitos ortoquartzíticos e subordinadamente arenitos arcosianos conglomeráticos, grauvacas eI I 29 Ig. .D 35 15 R eserto RESERVA INDÍGENA SORORÓ Formação PT m Ppa conglomerados. Exibem feições deformadas e metamorfizadas, com evolução diretamente ligada à faseArn(mb) 35 ccr TQc Pxb R Paredão 20 lo final de implantação do sistema transcorrente, transtrativo. A vocação metalogenética é desconhecida.6°00’ 6°00’ oc G 49°30’ 48°00’ ab 20 km o C Some Homem Faz. Nova vila d Cpo cc Metabasitos ortoderivados (ortoanfibolitos) e subordinadamente xistos actinolíticos. Evidenciam umaAcx 7 ccr ota M Faz. Angical (3) M Grupo53 Gr Ata ação metamórfica e deformacional sobre um protólito de natureza basáltica. A fácies metamórfica é 9340kmN 9340 Tapirapéha anfibolítica, retrometamorfizada à facies xisto-verde. Não há referência quanto à sua vocação mineral.n é Traços estruturais Arqueano- l Traços estruturais do Arqueano- p Eixo extensivo do Paleozóico 16 TQc Seca Ppf xu p l Faz. São José ua Quartzitos, metarenitos, filitos e formações ferríferas, são os representantes metassedimentares, ArnProterozóico l Pro te rozó ico rea t i vados no Córr. Bo 11a l S G orte QalPpf Pxb l e i (ms). Xistos, anfibolitos, metabasaltos, gabros, noritos e basaltos, constituem um complexo máfico-P a l e o z ó i c o - M e s o z ó i c o e / o u Lineação de estiramento com Dp 20 12 I .g Ga me r i n h a Traços estruturais Paleozóico- Cenozóico caimento indicado Acx 6 31 10 CpiDp Grupo ultramáfico acamadado, Arn (mb). Constituem uma seqüência de supracrustal metavulcano-sedimentar,6º00' 14 17 ArnMesozóico Rio Novo tipo greenstone belt, metamorfismo de baixo grau, com paragênse compatível com a fácies xisto-verde v 49º30' 680kmE 15' 700 49º00'm 720Eixo extensivo do Mesozóico Vergência 740 45' 760 30' 780 800 15' 6º00'820 48º00' baixa a alta. Nos domínios das folhas Serra dos Carajás e Serra Pelada, chama atenção a presença de Traços estruturais do Cenozóico vários garimpos de ouro, bem como associação geoquímicas de Cu-Pb-Zn-Ni-B-La e Nb. Ortognaisses de composição granitóde tipo tonalitos granodioríticos e subordinadamente monzogranitos SEÇÃO GEOLÓGICA ESQUEMÁTICA Coplexo e encraves de metabasitos do tipo anfibolito. Apresentam estágios deformacionais miloníticos e Xingu Acx progressivos. Exibem foliação milonítica, com paragênese na fácies anfibolito e retrometamorfismo atingindo a fácies xisto-verde alta. Na folha Serra dos Carajás, apresenta ocorrência de ouro nas zonas de W Rio E cisalhamento. Rio Sereno Rio Vermelho Rio Sororó Sororozinho Rio Taurizinho Ig. Saranzal Ig. Saranzal RIO ARAGUAIA Rio São Mortinho Suíte Granulitos básicos (priclasitos) e ácidos (enderbitos, charnoquítos e granoblastitos). Apresentam variado Metamórfica Aba grau de anisotropia estrutural, taxas deformacionais crescentes, com pronunciada foliação milonítica aTQc Arn(ms) TQc Ki Ki Dp Cpo TRs Ppf Bacajaí ultramilonítica. Caracterizam-se por um dominante metamorfismo com fácies granulítica e anfibolíticaBLOCO DIAGRAMA ESQUEMÁTICO TQc Qal Qal Qal Qal Cpi TRm TRjmKi Arn(mb) GDp M M retrógrada. Ocorrências de ouro e cobre são registradas no contexto da folha Serra dos Carajáis. TambémSEM ESCALA Pcm x M M apresentam afinidades para ouro, cobre e ferro, no domínio da folha Serra Pelada. Kc Ppq x Cinturão Itacaiúnas Indiviso Aba Qal Pcm Ki x x x x x Pcm x Dp Qal G Pxb Qal R Contato Zona de cisalhamento com caráter Afloramento descritoMARABÁ IO TAN x x x x x x GC de cavalgamento oblíquo sinistral T O Qal Ki PcmQal Contato aproximado Pcm Ppf x x x x x x x x Zona de cisalhamento transcorrente Ocorrência mineral Cpo Contato transicional sinistral, tracejada onde encoberta Aba Qall Jpb Pxb l l 0 H O R I Z O N T A L 10 km x x x x x x x x x Ppq Falha extensional, tracejada onde Dique Mina Jc Pcm 0 V E R T I C A L 5 km encoberta Pcm TRs x x x x x x x x x x x x x x 21 Foliação milonítica com mergulho de Ki Cpo ll Falha transcorrente dextral valor medido Depósito Pcm (mu) l l l l l l l l l l Ppf ll l l l l TRjm Al l l ll l x xl l Cinturão Itacaiúnas Indiviso B M Alinhamento obtido através de Foliação milonítica subverticall ll l l ll l l l l dados aeromagnetométricos Garimpo l l l Ppa l ll l lPpf ll TRjm Alinhamento obtido através de Foliação milonítica horizontal Ata l Rl TRs dados aerogamaespectrométricos Garimpo inativol l l TRm l 10 Arn Pcm (mu) Pcm ll Cpi Ppf G alinhamento obtido através de dados Lineação de estiramento com CC - calcáriol l Acx l gravimétricos caimento de valor medido agl - argila Pxb l l l TRs ar - areia Pcm Dp Dp (a) L i n e a m e n t o f o t o g e o l ó g i c o at - ametista Base planimétrica elaborada pelo Centro de Cartografia, a partir da Autores: representando traços de foliação Lineação de estiramento com az - amazonita Pcm milonítica (a), interpretado em caimento indicado cas - cascalho folha SB.22-X-D Marabá, escala 1.250.000, 1a edição, 1a impressão, Metalogenia: José Maria de Azevedo Carvalho e (b) LOCALIZAÇÃO DA FOLHA Herbert George e de Almeida profundidade como zonas e/ ou cit - citrinoPpq DSG,1984. ARTICULAÇÃO DA FOLHA faixas de cisalhamento (b) cof - concreções Dados temáticos e atualização da base planimétrica, foram 51º 49º 47º 45º transferidos pelos técnicos da SUREG/BE, responsáveis pelos 3º 3º 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' Geoquímica: Rômulo Simões Angélica Acamamento com mergulho de valor ferruginosas Lineamento fotogeológico, podendo (3) aproximado crr - cristal-de-rocha Pxb trabalhos de campo, visualmente, a partir da interpretação de aerofotos CARTA GEOLÓGICA 4º00' 4º00'Pcm s i g n i f i c a r f a l h a o u f r a t u r a di - diamantee imagens de satélite. Ppq Compilação e orientação na SUREG/BE: Herbert G. Almeida e Paulo REPARTIMENTO RONDON DO PARÁ Geofísica : Ruy Célio Martins indiscriminada, tracejado onde psr - psarônius ESCALA 1:250.000 AÇAILÂNDIA A. C. Marinho. SB.22-X-A SB.22-X-B SB.23-V-A encoberta paleocorrente ami - água mineral Esta carta foi produzida em meio digital e para publicação na Internet 5 0 5 10 15 20km5º 5º em dezembro de 2001, utilizando os mesmos dados da carta impressa 5º00' 5º00' O Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, em 1994, pela Divisão de Cartografia -DICART/Departamento de PARÁ MARANHÃO é executado pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil através de Apoio Técnico - DEPAT/Diretoria de Relações Institucionais e SERRA suas Unidades Regionais sob a coordenação da Divisão de CIDADE l l l Estrada de ferro Campo de Pouso IMPERATRIZ Desenvolvimento - DRI. PELADA MARABÁPROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR Geologia - DEGEO/Diretoria de Geologia e Recursos Minerais -SB.22-X-C SB.22-X-D SB.22-V-C Diretor da DRI: Paulo Antônio Carneiro Dias Origem da quilometragem UTM: Equador e Meridiano Central 51º W.Gr., DGM. Esta folha foi executada pela Superintendência Regional de Outras localidades Chefe do DEPAT: Sabino O. Loguercio 7º 7º acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente. Belém- SUREG/BE. Limite interestadual Curso de água permanente Chefe da DICART: Paulo Roberto Macedo Bastos Datum horizontal: SAD-69 - MG. 6º00' 6º00' Coordenador Nacional do PLGB: Inácio de Medeiros Delgado. Estrada pavimentada Editoração Cartográfica: Wilhelm P. de F. Bernard (coord.), Ivan Soares Declinação magnética do centro da folha em 1994: 19º16' W, cresce 7' anualmente Coordenador Nacional do PGC: Orlando José Barros de Araújo. SERRA DOS TOCANTI- dos Santos, Luiz Guilherme de A. Frazão e Regina de Sousa Ribeiro TOCANTINS PIAUÍ XAMBIOÁ Coordenador da Superintendência Regional de Belém:NÓPOLIS Estrada sem pavimentação, Limite intermunicipal Curso de água PeriódicoCARAJÁS Coordenação da digitalização: Marília S. Salinas do Rosário SB.22-Z-BSB.22-Z-A SB.23-Y-A Paulo Augusto da Costa Marinho. tráfego permanente Revisão: Carlos Alberto Copolillo e Paulo José da Costa Zilves CPRM9º 9º Coordenador geral de Metalogenia: Inácio de Medeiros Delgado. 51º 49º 47º 45º Serviço Geológico do Brasil 7º00' 7º00' Estrada sem pavimentação, Limite de reserva indígena 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' tráfego periódico Lago 2001 Linha de transmissão l l l l l l l l l l l l l l l ml l l l l l l l l l l l l l l l i l l I lN l lS l l l l l l l l l l l l l l l  l l l l l ll l l l l l l l l l l l l Ig. Medonho Ig. do Cinzeiro Az S uE lRRA DO URBANO E.F Bu P rgO oNTA DA M ADE R Ii Ro Ri o A-CA V Re erm r A m J el e Á h lo h S o PA-150 Grande PA-150 Ig. Tata Ig j. uba d Ma uR rumi uo ru S PA-150A on roróta Ig PA-150. São Domingos Rio Rio Mã M eã -e M-M aar ri ia a Rio Jacundá Rio PA J-405 acundá Ig. G r o t ã o Ig. Macaxeira Boa Veados Jacundazinho PA-153 Rio Ág R ui ao Forta Ble raz na ca C Ió grr .. Sur Su ab mim aúma C Bó o arr. do EsC peu rança PA Ig. T- alha4 do59 Surubim Córr. dos Ig. Denga Ig. do Ig. C Ra io Par pm agao io Rio Ig. do Noventa e Sete Córr. Sucuri Córr. Córr. Mar d celRi io o nP hoiranhas Papagaio C C Córr. M óró a r.rr rc. elin Mh ao rcelin P hre ojuízo Ta Córr. Córr. do Ma C rtí C ó rio ó rrr .r. Jatobá C T óra r.quar Ji aCórr. C toou bti anh zo inho C Ró ibrr .. C C d óa a C rró .m p rres M . tr ae ta da Lontr l a FORM. CINTURÃO ITACAIÚNAS CINTURÃO ARAGUAIA BACIA DO PARNAÍBA E GRABENS ASSOCIADOS ARQUEANO/PROTEROZÓICO FANEROZÓICOSUPERF. m m P m m P m m   l l l l l l l l l l  l  l l   l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l     l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l   l l l l l l l l l l l  l  l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l a irin Cib . Córr ho Mar tirin l r. d o l ór l d o C il ân d 6 l C 3 TO -1 l l q d o ão r r. l S C ó l Riol l l l l l l NSI AN T OCT AIA l U Á RA G PA R l l l A l l RIO l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l llll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l . l l l l lI g l l l 30-2 l l l l o l BR l poli nh ll l m l l a . C l l l Ig Bate -Papo Ig. i ap Gr . gI Rio l l l Córr. ho rez in Jac a r ele ira Có r ra am ve G ma o Ri Pr i Grot a l Có rr. l l l l l ll los o l Fab u l l l l l l l l l l l ll l ll l o l l zin h l l uri l l Ta l l l l l Rio l l l l l l A-15 3 P l l l l l l l l l l l l l l ll l l l MADO l IMITE AP ROXI L l l l l l á Ub Rio tau Pa Rio inh o oz ro r So po nip a io Je R Rio as oró Frech eir or Rio S Rio oRi atrinchãoM Ig . AT l AT l l l l l l l o adi nh o l din h l Ge Ge la . l S ororó Ig Rio l l l l l l NS NT I l lA l TO C l l Ig. Peruan o ú l l Zi l l Ig. l ho Burg uin l Ig. l l l O RI l l l l l l l l l l NIC A Ô MA Z NS A A D.T R RO l l da Surucucu R-2 30 Ig. B . gI leir a e Ga m cian ot ê Ig. P CARTA METALOGENÉTICA/PREVISIONAL MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA FOLHA MARABÁ - SB.22-X-DESCALA 1:250.000 - CPRM - 2001 SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL FOLHA SB.22-X-D MARABÁ CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL CARTA METALOGENÉTICA - ESCALA 1:250.000 - ANEXO II 49º30' W.GREENWICH 680 15' 700 720 49º00' 740 45' 760 CONVENÇÕES METALOGENÉTICAS 5º00' 30' 780 800 15' 820 48º00' Santa 5º00'Faz. CARACTERES DOS JAZIMENTOS Teresinha Faz. Faz. Santana COLUNA TECTONO-GEOLÓGICA do Tauri SUBSTÂNCIA MINERAL TEXTURA Rema Maré-Mansa bá Piçarreira toa COBERTURAS SUPERFICIAISJ ar - areia ami - água mineral crr - crital-de-rocha nodular, ,pisolítica, oolítica maciça, granular, brechóide Rio Bom Jesus do F -33 2 Faz. RÁ ÃO at - ametista cas - cascalho Quilômetro rec Retiro da Faz A Tocantins P P Nova Vida PA H QUAT. cCZ2 N CC - calcário di - diamante Cinqüenta e Sete he São Sebastião iab A cCZ1az - amazonita i a Rcof - concreções r n AFaz. Muriaé as Faz.Gloria ha M CZ agl - argila ferruginosas psr - psarônius disseminada, rede Multivenulada, “stockwork”, “stringer” Faz. Silvânia Faz. Três BarrasFaz. TERC. 9440 9440 MORFOLOGIA (orientada na direção dos corpos) PrimaveraCLASSE DOS JAZIMENTOS inh a Faz. Camateuzinho M Ra io COBERTURAS PLATAFORMAIS MAGMATISMO CINTURÕES DE CISALHAMENTOR lenticular filoniana de alteração superficial. Có Faz. Leves Bacia Intracratônica do Parnaíba e Regime sedimentares e/ou asso- 2ar IIha da Rainha Faz. Roseira Faz. Basca Faz. Novo rBrasil r Grabens Adjacentes Distensivo ciados a sequências sedi- Pau Seco1cof Faz. Boa Esperança fonte mentares rr Santa M Có cMZ3 juba Helena Faz.Quarentinha São Pedro de indeterminada ou filonianos-hidrotermais Rio Mar a ITUPIRANGA AT S Água Branca MZ cMZ2irregular não conhecida Quilômetro Onze a O (amas) Detríticos em pláceres. C m Çà Santa Helenaó aú A RESERVA INDíGENA rr m IC cMZ1da Quilômetro Faz. a IF Boa Esperança D Faz. Santa Rosa3agl INDÍCIOS INDIRETOS DE MINERALIZAÇÕES etaú MÃE MARIA Quarenta e Quatro MO cPZ2 Ig. am A INDÍCIOS GEOQUÍMICOS INDÍCIOS GEOFÍSICOS C AT O AT4agl TI EI cPZ1Faz. Paloma g. J PZ Estações Anômalas Faz.Ana Cristina Murumuru SU E.F. PONTA DA MADEIRA-CARAJÁS x anômalia aeromagnética: corpo tabular e/ou lenticular (não- Ilha do Aristides Aldeia Gavião DO Alto AlegreA modelado). M IM ARANHÃOSn 2 X M Quilômetro R-2 2 inh o B z R O anômalia aromagnética: corpo circular ou elíptico (não modelado). aIg. nd A P IIha do Brás Trinta e Oito 35 u INS GRABEN DO PAREDÃO CINTURÃO ARAGUAIA 6956 M da Centro do Jac IT E TOCANT6di Cajueiro dos Regime Compressivo OblíquoÁgua Preta Tomaz IM Vila Nova Índios em concentrado de bateia para estanho, valor em ppm. M L L zona de susceptibilidade magnética anômala. g. IM5di I io ITE M R 75 A JatobazinhoLago P o P R i cP4 bP3 bP2 bP1 Ig. 9CC 5 30 O r80 lh 4o í e 8agl IIha da Samaúma XIM rt 71 A a01 76 m DO M DADOS ECONÔMICOS Ver teLago do Quilômetro Doze rSo TAMANHO SITUAÇÃO ATUAL Faz. Marlene IIha do Jacaré 7cc o Deserto d Faz. r. pequeno CATEGORIAS São Sebastião 10cof IIha da rio Có CINTURÃO ITACAIÚNAS ativo Praia do Meio 11ar E.F PONTA DA MADEIRA-CARAJÁS R Re9420 gime Compr9420 essivoSubstância Pequeno Médio Grande Unidade l Domínio médio 15’ Lago Preto RIO 15' Transcorrente Imbricado mina 5 6 lgarimpo (lavra a) Diamante < 3 x 10 3 x 10 quilate Faz. Vale Grandeintermitente 12ar x A rudimentar) 510 5 t l do Anajá Ig Cristal-de-rocha . Faz. Albuquerque T 58 OCANTIN bA3 bA2b) 5 x 10 SÃO SEBASTIÃO SIIha do Tição grande l DO TOCANTINS c) Argila 5 510 5 x 10 m3 IIha dos IrmãosIIha do São João Vaz depósito inativo Vila Fuscão Espírito Santo x x BR-2 São Félix Á O3 Centro do0 63 85 PA R à NH Centro dos Zé Gonçalves abA116CC 13agl A Mulatos M ez a Lago do R t Faz. Cristo Rei x s Carrasco BonitoCarrapato 25 58 MA Mrcos Buriti do i Tr 14cof 34 Po Centro do Zé Estevão TocantinsÁREAS MINERALIZADAS/PREVISIONAIS ASSOCIAÇÕES LITÓGICAS 15agl a ROCHAS SEDIMENTARES ROCHAS METAMÓRFICASPOSSÍVEL: Área com contexto geológico POTENCIAL: Área com contexto geológico ddo Cabeça do x . Associação máf ico-u l t ramaf ica, a loctone favorável, provável e/ou possíveis favorável, possível existência de Faz. raia ‚ l 18 Cór r R cCZ2 Sedimentos argilo-arenosos, inconsolidados bP3P ré 20agl IO São Francisco (serpentinitíca,silexítca). metalotectos, ocorrências e/ou metalotectos e indícios indiretos de N.S.Aparecida . na TOCAN u TINg S Vila UniãoI c indícios diretos de mineralização. mineralização. 17ar Tu 18 18ami 22cof IIha dos Bois Centro Ferreira cCZ1 Sedimentos laterizados Seqüência metapelítica a psamítica (filitos, 42 bP2 Quilômetro Oito 34 2545 metassiltitos, clorita xistos), marinho profundo.CARACTERÍSTICAS DAS ÁREAS Grota Vermelha 23crr25casMARABÁ 24cof 48 40 SÃO JOÃO DO 27cr 38 x M TO cMZ3 Seqüência terrígena arenosa, continental fluvialOURO O garimpo n0 46 (área IVa) situa-se em pequena depressão intramorros, -49 Seqüência metassedimentar terrígena (xistosa), de6 bP1 ÁREA I - Composta de xistos máfico-ultramáficos, possíveis formações ferríferas denotando pequeno transporte do material garimpado. No garimpo ocorrem Faz. 21agl ARAGUAIA Faz. Mariela ó Seqüência terrígena - carbonato-evaporítica, lagunar/marinho plataforma rasa. e ainda metassedimentos, em ambientes do tipo greenstone belt (Grupo Rio boulders arredondados de um conglomerado formado de grânulos milimétricos e 2 Itacolomi cA-33 Faz. Ipiranga B o cMZ2R A1p7inajé S P 41 - IIha do Giquiri IIha do Belizario do restrito.Novo). Em metavulcânica dessa unidade (Folha Serra dos Carajás) é conhecido seixos de quartzo e calcedônia, com até 4cm de diâmetro, de forma muito variada, 26agl 230 IIIa Centro do Firmino bA3 Seqüência quartzítica.x garimpo de ouro (Serra Verde) e na Folha contígua (Serra Pelada) conhecem-se mal selecionados, mal arredondados, sem orientação preferencial, sustentados 20 IIha do Coco42 29cit TINS Brro Branco 28cr M cMZ1 Seqüência terrígeno, cor avermelhada, de sistema desértico. mineralizações de ouro (Serra Pelada, Cutia e Formiga) encaixadas em zonas de M Nem uma matriz com intensa silificação diagenética. Embora isto ocorra no âmbito 31cof IIha da Jurema TOCA x rr. S e q ü ê n c i a m e t a v u l c a n o - s e d i m e n t a r ,14 cisalhamento em siltitos (ou metassiltitos), que podem corresponder a seção da Formação Pedra de Fogo, sua origem e relacionamento estratigráfico não Sn Cajazera ó30agl 6956 22 G C cPZ2 Seqüência terrígeno -carbonática (estratos e lentes de calcário bA2 toleítica/komatítica. superior do greenstone ou a sedimentos de cobertura plataformal. De toda forma, foram definidos; porém, lembra um tipo debris flow. Os boulders aparecem Faz. Perpétuo IIha da montanha Vinte Mil e silexito), marinho de planície de maré. essas mineralizações sugerem estar relacionadas ao “embasamento” da dispersos em um material sílticos friável (garimpados). No local, também ocorre 9400 Socorro 33CC 40 RO AIA 9400 abA1 Complexo gnáissico-granulítico.Faz.Guaritas seqüência sedimentar. Pela reconhecida afinidade aurífera de sua ambiência Uuma rocha de granulometria fina; muito silificada. Em exame mesoscópico do Boa Sorte D. 18 RIO RAG cPZ1 Seqüência terrígeno -arenosa, de ambiente transicionalM TR A Vb Faz geológica, aliada à carência de investigações nessa área. caracteriza-se a conglomerado observam-se pequenas porções de matriz com minúsculos 34agl A25 28 NS Ouro Verde ROCHAS ÍGNEAS mesma como previsionalmente potencial para ouro. minerais máficos, distintas do restante da massa matricial. Os seixos de quartzos Faz. 32 AM35A Faz. Brasilia IIha Bacuri Grande PARÁ cP4 Seqüência terrígena (conglomerática, grauváquica, arenosa),37CC Soleiras, derrames e diques básicos. são dos tipos: leitoso e hialiano, ocorrendo também raros grãos de quartzo róseo. -222 Olho d’Água 32az ZR Ô continental.B N C x NÍQUEL, CROMO (AMIANTO) INas proximidades do garimpo é registrada uma zona de anomalias CA órr. IIha do Piauí36 b: cinturão de cisalhamento. c: coberturas superficiais e coberturas plataformais. ÁREA II - Corresponde a corpos máficos-ultramáficos alóctones, de origem não aeromagnéticas,encerrada em sua extremidade por forte anomalia circular 36cas Faz.l ajueiro ab: área de crosta antiga retrabalhada pelo cinturão indica discordância. definida, alojados em seqüência metapelítica de ambiente marinho profundo, bipolar, com 2km de diâmetro, a cerca de 1,8km de sítio garimpado . Esta l 21 34 São Raimundo Rio C submetidos a tectônica cisalhante com metamorfismo de fácies xisto -verde. A anomalia coincide perfeitamente com uma estrutura circular (imagem de radar, 26 4038agl 35 os a PRINCIPAIS FONTES DE INFORMAÇÃO área exibe anomalias aeromagnéticas concordantes com a posição desses olandsat e fotografia aérea) em cujo interior nota-se diferença textural das l irarbe Faz. Cajazeiro d lenB 49º30’ 49º00’ 48º30’ 48º00’ corpos, cujas porções aflorantes mostram intensas silicificação e acercanias, insinuando testemunho de manifestação magmática. Este contexto RioCastanhal 26 Posto Quilômetro io IIha dos Defuntos d M 28 a 5º00’ 5º00’ serpentinização. Associados a corpos dessa natureza ana Serra Quatipuru caracteriza a área Iva como previsional possível para diamente e enseja R MTaboquinha T Quarenta e Um Projeto Araguaia, 1:1.000.000, DNPM-SPVEA/PROSPEC, 1996. (Folha Redenção) foram dimensionados pequenos depósitos de níquel laterítico atrabalhos prospectivos visando definir o relacionamento destas informações com 30' ur 39ar Projeto Radam, 1:1.000.000, DNPM, 1974. Folha SB.22, Araguaia.iz o e de cromita, ocorrendo também amianto, o que sugere a área como potencial a mineralização diamantífera.É insinuada a potencialidade desta área para norte, l inh Faz. Santa Luzia IIha Sapucaia to leir 30' Projeto geofísica Brasil-Canadá, MME/DNPM-COLERMINCO, 1979. o F4a0zC. TCucunaré Apara estas substâncias. Dependendo da caracterização genética dessas rochas, Projeto Marabá, 1:250.000, DNPM/CPRM, 1972.no sentido de uma zona de alta sensibilidade magnética. A área IVb (garimpo no ez a Santa Luzia Atoleiro Projeto Estudo Global dos Recursos Minerais da Bacia Sedimentar do Parnaíba, a área poderá, por outro lado, apresentar interesse para mineralizações sulfetas l53), além de apresentar anomalias aeromagnéticas, tem sua recomendação ort a Faz. Canela orr. d 5º30’ 5º30’ 1:1.000.000, DNPM / CPRM, 1978.de Cu com Au associado. Análises para platinóides convêm ser efetuadas. reforçada por uma suposta extensão de trend de garimpos de diamantes M F. C ó Ig cadastrados na Folha Xambioá. Borrageira Borracheira Projeto Materiais de Construção Tucuruí - Carajás1:1.000.000, DNPM/CPRM, 1977. 36 RIO Faz. Lindamar 21 Vc CRISTAL-DE-ROCHA, CITRINO, AMETISTA l São Domingos Nota: As fontes de informação adicionais consultadas constam das referências36 C ÁREA III - Envolve garimpo de cristal-de-rocha ( n0 s 27, 28, 41, 55, 56) , quartzo l do Araguaia ó bibliográficas.l M rr citrino ( n029) e de ametista n0 54, em filões encaixados em metapelitos a CALCÁRIO (CHUMBO, ZINCO) 36 28 37 . 6º00’ 6º00’ l Córr. 49º00’ 48º30’ 48º00’ psamitos, cujo controle estrutural mostra-se bem definido: fraturas de tensão NE- ÁREA V - Várias ocorrências de calcário foram cadastradas no âmbito da folha, M 49º30’36 xM SW, geradas pelas transcorrências NW-SE. A direção dos filões mineralizados relacionadas a seqüências carbonáticas da Bacia do Parnaíba. Algumas com xRIO 30 l l M IIIb 32 Ba M 0 Encontro IVa35 l ca Lajes ELEMENTOS ESTRUTURAIS obtida em alguns destes garimpos situam-se em torno de N 60 E com mergulhos aparentes especificações para o cimento (% CaO elevada e MgO (6%); porém, 24 ba Vc para NW ou para SE. A sinuosidade das zonas transcorrentes determina sem resultados analíticos para SiO2(especificação exigida: (15%). Entre estas, Açaizal 45 Vila São Raimundo Zona de cisalhamento transcorrente variações nas atitudes filonianas. As áreas delimitadas definem-se enquadram-se a ocorrência no 7, na área Va, associada a Formação Codó. Mais ITA Faz. Cabaceir4a0s Faz. Transpará Contato entre conjuntos rochosos. C previsionalmente como de possíveis a potenciais; porém, preliminarmente, toda A 11crr x órr. significativas para a região são as ocorrências com especificações para IÚ CN 31 Lineamentos obtidos através de Foliação milonítica subvertical zona de transcorrência no contexto metassedimentar constitui metalotecto ou corretivos de solos, seja como pó calcário (/ 45º CaO), a exemplo de diversas AS 14 24 14 42cl IIha S…o Vicente M dados aeromagnetométricos. áreas potenciais para novas descobertas, o que pressupõe que a seleção de São Beneditoocorrências, ou como principalmente pó calcário dolomítico (CaO + MgO / 40%; 9380 x x 32 52 32 30 M 9380 Z o n a d e c i s a l h a m e n t o c o m áreas prospectivas deverá partir de acurada interpretação fotogeológica de x M Sai-do-Sol aia el cunho estrutural. Obsrvam-se, ainda, garimpos de crista-de-rocha (n0 49) e de MgO / 10%). Entre estas, caracteriza-se a área Vb (ocorrência n o 37), na x 26 Faz. Pedra de l puc inh Foliação milonítica fotointerpretada. calvalgamentox x 32 55 14 43ar20 Amolar Sa sp ametista (n0 51) cadastrados no âmbito de unidade inferior da bacia sedimentar, Formação Pastos Bons, e, sobretudo, a área Vc, na porção basal da Formação Faz. x l Santa Rita E 44ag Faz. dois Irmãos 30 Pedra de Fogo, onde a qualidade das ocorrências nos 48 e 50 poderá compensar Carrasco x Foliação milonítica com mergulho de + + + + Eixo de alto gravimétricodos quais não foi obtida informação do controle estrutural das minerarações. 38 Faz. Paraguaia 85 Ig. a ligeira desqualificação das ocorrências nos 40 e 47. Observe-se tratar-se de x x M valor medido.52 x 40 37 33 28 65 Eixo de baixo gravimétricouma avaliação preliminar, não esquecendo a forma lenticular das ocorrências e a G M ARAGUATINS natural variação dos teores de CaO e MgO. Além das áreas mostrarem-se Falha extensional tracejada (ondeDIAMANTE x 48 37 45psr previsionalmente possíveis para depósitos de calcários, por suas ambiências Rio Faz. Bom Jesus encoberta). (30) Acamadamento com mergulho de ÁREA IV - Os garimpos conhecidos na região classificam-se classicamente como x BT M 46di arreiro valor aproximadodo tipo detrítico cujo material garimpado torna-se de difícil acesso às suas fontes. geológicas podem ser sugestivamente potenciais para minerações de Pb e Zn. 23 42 32 au o x 36 riz R i i Falha transcorrente.nh x 38 o Metade g.Itamirim I LISTAGEM DE RECURSOS MINERAIS l l lCIDADE Estrada de ferrol São João Campo de Pouso 40 e PA- R N0 DE STATUS ROCHA ENCAIXANTE 25 l tad 461 l a Me 47CC io SUBSTÂNCIA DA LOCAL /HOSPEDEIRAE/OU O nç Córr. xDADOS ECONÔMICOS l Outras localidadesREF. MINERAL MINERALIZAÇÃO ASSOCIADA da io x 25 29 25 Faz. N.S. das Graças M l Limite interestadual R 44 Antena Ba Curso de água permanente l Brejo Grande 48CC rreiro Faz. Bom Jesus Porto das Balsas Estrada pavimentada 01 Concreção Ferruginosa Depósito R. Marajubará / BR-230 R = 10.000m3 Faz. Boa Sorte l do Araguaia17 Transaraguaia M 02 Areia Depósito R. Tocantins / I. Rainha Aluvião R = 2. 000.000m 3 Ig ho. ibeirãozin Estrada sem pavimentação, Limite intermunicipalR Curso de água Periódico25 M cú 49crr 03 Argila Depósito Itupiranga Aluvião aR = 1.350.000m3 21 J 34 rr. Faz. São José Faz. Sapucaia tráfego permanente Palestina na Pará RODO 04 Argila Depósito Itupiranga Aluvião VR = 387.000m3 M 10 25 Có IA BT R R 40 R -2A 3N 0 io Estrada sem pavimentação, Limite de reserva indígena 05 Diamante Garimpo Ig. Vermelho Aluvião Faz.Serrinha po x ZA x 18 33 pa 50CC MAZÔ RioN Barreiro tráfego periódico Lago 06 Diamante Garimpo R. Mãe Maria IC Aluvião 45’ ni A37 e G Linha de transmissão 30 J r 07 Calcário Ocorrência R. Tocantins / Vila Cocal CaO = 53,0%; MgO = 0,8% Faz. Cedro Ig . ota 45' V Base planimétrica elaborada pelo Centro de Cartografia, a partir da Autores: 08 Argila Depósito Ig. Vermelho 36 Aluvião R = 2.870.000m3 e35 30 51al 7 rme Faz. Santa MônicaII lh r folha SB.22-X-D Marabá, escala 1.250.000, 1 a edição, 1a impressão, Metalogenia: José Maria de Azevedo Carvalho e 09 Calcário Ocorrência Ig. Vermelho CaO = 47,5%; MgO =1,3% (5,93-8,30m) M 25 15 a ua i z i nho DSG,1984. Herbert George e de Almeida CaO = 45,6%; MgO =1,6¨% (11,30-14,05m) 24 M 52agl25 29 Faz.m Água Amarela Dados temáticos e atualização da base planimétrica, foram 51 . 9360 ge Ig 9360 transferidos pelos técnicos da SUREG/BE, responsáveis pelos Geoquímica: Rômulo Simões Angélica 10 Concreção Ferruginosa Depósito Ig. Vermelho / BR-230 R = 60.000m3 Soldado ss a Taquarazinho trabalhos de campo, visualmente, a partir da interpretação de aerofotos a Faz. Jatobá M 11 Areia Depósito PA-150 / Faz. Albuquerque Aluvião R = 1.840.000m3 29 P M e imagens de satélite.o 12 Areia Depósito R. Tocantins / Ig. S. João n M Aluvião R = 2.900.000m3 x re S Compilação e orientação na SUREG/BE: Herbert G. Almeida e Paulo Geofísica : Ruy Célio Martins Se a Ig . aranzal IIha da Viração A. C. Marinho. 13 Argila Depósito R. Tocantins / S. Félix d Aluvião MR = 1.850.000m3 Ig. x aFaz. São João rtinh Esta carta foi produzida em meio digital e para publicação na Internet 14 Concreção Ferruginosa Depósito BR-230 / R. Tocantins 24 o R = 1.000m3 M em Setembro de 2001, utilizando os mesmos dados da carta impressa, O Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, o 15 Argila Depósito R. Tocantins / Marabá iAluvião R = 1. 250.000m3 R 36 42 Vc pela Divisão de Cartografia -DICART é executado pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil através de43 16 Calcário Ocorrência R. Tocantins / Marabá CaO = 44,6%; MgO =1,1% Faz. Nova vila Departamento de Apoio Técnico - DEPAT suas Unidades Regionais sob a coordenação da Divisão de 53di Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento - DRI. Geologia - DEGEO/Diretoria de Geologia e Recursos Minerais - 17 Areia Depósito R. Tocantins / Marabá Aluvião R = 2.030.000m3 53 O Diretor da DRI: Paulo Antônio Carneiro Dias DGM. Esta folha foi executada pela Superintendência Regional de 18 Água Mineral Mina BR-230 (km 8) Arenito v = 4.000 l / h NRE 48 Faz. Santa Rita SE aran Chefe do DEPAT: Sabino O. Loguercio Belém- SUREG/BE.a 19 Calcário Ocorrência R. Tocantins / Marabá . CaO = 52,5%; MgO = 0,2% SO Vira - Sedo im Ig z L aI LM l Chefe da DICART: Paulo Roberto Macedo Bastos Coordenador Nacional do PLGB: Inácio de Medeiros Delgado.ITE . R. Tocantins / Marabá D II AP IgR d o 20 Argila Depósito Aluvião R = 3.050.000m3 RA OXI Editoração Cartográfica: Wilhelm P. de F. Bernard (coord.), Ivan Soares Coordenador Nacional do PGC: Orlando José Barros de Araújo.SER MADO 11 IVbR. Itacaiúnas / Marabá dos Santos, Luiz Guilherme de A. Frazão e Regina de Sousa Ribeiro Coordenador da Superintendência Regional de Belém:21 Argila Depósito Aluvião R = 5.610.000m3 10 GAMELEIRA R S Coordenação da digitalização: Marília S. Salinas do Rosário Paulo Augusto da Costa Marinho.22 Concreção Ferruginosa Depósito BR-230 / Rio Taurizinho R = 75.000m3 M iR o ãoio l Revisão: Carlos Alberto Copolillo e Paulo José da Costa Zilves Coordenador geral de Metalogenia: Inácio de Medeiros Delgado. 23 Cristal-de-Rocha Garimpo R. Ubá Aluvião 55 M Sere M l 6 51 art Revisão na DIEDIG: Antônio Lagarde Marabá no Natal3 in24 Concreção Ferruginosa Depósito R = 20.000m x l ho16 l 25 Cascalho Depósito R. Itacaiúnas / Marabá 3 26 a Aluvião R = 50.000m 22 Aldeia Suruí u b a Faz.42 g. b 26 Argila Depósito R. Itacaiúnas / Marabá I R = 1.250.000m3 17 . l U m Santa Gertrudes M 27 Cristal-de-Rocha Garimpo R. Araguaia / V. Apinajé I Faz. Vira Sebo 25 M Metapelitos l LOCALIZAÇÃO DA FOLHA ARTICULAÇÃO DA FOLHA25 15 Garimpo R. Araguaia / V. Apinajé Faz. Piranhas 54at M 28 Cristal-de-Rocha Metapelitos Ig. 23 l 51º 49º 47º 45º 51º00' 49º30' 48º00'IIIc 46º30'3º 3º 29 Citrino Garimpo R. Araguaia / V. Apinajé 35 Metapelitos Des 35 RESERVA INDÍGENA SORORÓ l 4º00' 4º00'erto 30 Argila Depósito R. Sororó / Marabá R = 540.000m 3 20 x oclo l REPARTIMENTO RONDON DO PARÁ 31 Concreção Ferruginosa Depósito PA-150 / Área Ind. Marabá R = 60.000m 3 55crr Cab Some Homem 57CC Faz. Nova vila AÇAILÂNDIA 53 o M SB.22-X-A SB.22-X-B SB.23-V-Ad Amazonita Ocorrência Ig. Burguinho / BR-230 l ota Faz. Angical32 r Ocorrência R. Tocantins / Marabá G 9340kmN 5º 5º33 Calcário CaO = 50,2%; MgO =0,8% (12,00-15,90m) a l axup é 9340 5º00' 5º00' Rio Sororó / Marabá 34 Depósito 3 16 56crr n h S G u Argila R = 12.500m ec Faz. São José PARÁ MARANHÃOIg. Sororó x a l SERRA 35 Calcário Ocorrência CaO = 48,2%; MgO =1,2% (9,75-11,80m) 28 Córr. Boa So PELADA MARABÁ IMPERATRIZrte CaO = 25,2%; MgO =14% (13,75-14,75m) 12 Ig. meleirin l SB.22-X-C SB.22-X-D SB.22-V-C6 20 17 Ga h31 a Vc 3 6º00' 14 36 Cascalho Depósito Rio Sororó / Marabá R = 2.000m l 49º30' 680kmE 15' 700 7º 7º720 49º00' 740 45' 760 30' 6º00' 6º00'780 37 Calcário Ocorrência Rio Araguaia / Ig. Talhada CaO = 27,8%; MgO =17,1% 800 15' 6º00' 820 48º00' SERRA DOS TOCANTI- 38 Argila Depósito PA-150 / V. Castanhal R = 7.500.000m3 PIAUÍ XAMBIOÁTOCANTINS CARAJÁS NÓPOLISSB.22-Z-B 39 Areia Ocorrência BR-230 / S. Domingos Arenito c = 20m/ e - 4m SB.22-Z-A SB.23-Y-A 40 Calcário Ocorrência Rio Araguaia / Faz. Tucunaré CaO = 22,4%; MgO =15,6% 9º 9º 7º00' 7º00' 41 Cristal-de-Rocha Garimpo BA-150 / ramal Sororó Metapelitos (manual) 51º 49º 47º 45º 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' 42 Diamante Garimpo R. Araguaia / V. S. Raimundo Aluvião 43 Areia Ocorrência R. Araguaia / Araguatins Aluvião a = 160.000m2/ e - 3m 44 Argila Ocorrência R. Araguaia / Araguatins Aluvião a = 150.000m 2/ e - 3m CARTA METALOGENÉTICA/PREVISIONAL 45 Psarônius Ocorrência Vila Itamirim / BR-230 46 Diamante Garimpo Vila Itamirim ESCALA 1:250.000 47 Calcário Ocorrência BR-230 / V. Itamirim CaO = 36,4%; MgO =7.0%(0,50 - 3,10m) 5 0 5 10 15 20km 48 Calcário Ocorrência Vila Itamirim / BR-230 CaO = 30,0%; MgO =17,17%(0,30 - 1,00m) 49 Cristal-de-Rocha Garimpo Palestina / Brejo Grande 50 Calcário Ocorrência R. Araguaia / Faz. Mônica PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR CaO = 25,0%; MgO =16,7% Origem da quilometragem UTM: Equador e Meridiano Central 51º W.Gr., 51 Ametista Garimpo Palestina / Faz. Paraná (proibido) acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente. 52 Argila Ocorrência R. Araguaia / Palestina Datum horizontal: SAD-69 - MG. Aluvião Declinação magnética do centro da folha em 1994: 19º16' W, cresce 7' anualmente 53 Diamante Garimpo Vila Natal / TO-136 Aluvião (2 chupadeiras) 54 Ametista Garimpo R. Sororó / Rio Sororozinho Metapelitos CPRM 55 Cristal-de-Rocha Garimpo R. Sororozinho / Faz. B. Sorte Metapelitos (manual) Serviço Geológico do Brasil 56 Cristal-de-Rocha Garimpo R. Sororozinho / Gr. Caboclo Metapelitos (manual) R. Araguaia / Faz. Angical 57 Calcário Ocorrência CaO = 49,5%; MgO =0,6% 2001 r = Reserva c = comprimento (5,93-8,30)m = intervalo de profundidade analisado e = espessura CaO=30,0%;MgO=17,17%(0,30-1,00m) v = vazão a = área estimada Ig. Medonho Ig. do Cinzeiro Az S uE lRRA DO URBANO E.F PONTA DA Bu M rg A o R Dio EIR Rio A-CA V Rer Am Je Álh So Vermelho PA IT- A1 C5 A0 IÚNAS l Grande l l l l l l l PA-150 Ig. Tata Ig j. uba d Ma uR rumi uo PA-150 ru A Son r l oró ta l Ig PA-150. São Domingos Rio Rio Mã Me-M ãa eri -a Maria Rio Jacundá Ri P oA-405 Jacu l l nd l l l l á l Ig. Grotão Ig. Macaxeira Boa Veados Jacundazinho PA-153 Rio Ág R ui a l o Fl l l ol rl ta B le raz na ca l l l l C Ió gr l r . . Sur Su ab mim aúma C Bó o arr. do EsC peu rança Ig. Talhado PA-459 l l l S l urubim Córr. d l os Ig. ll l Denga Ig. do Ig. C Ra io PaR r pm agi ao o io Ig. do Noventa e Sete Córr. Sucuri Córr. Córr. Marcel R dio o inh P oira lnhas Papa l gaio l C C Có órr. M óa r l rr r r. c . elin Mh ao rce l lin P hre o l juízo Ta Córr. Córr. d l o l Ma C rtl íó riorr. l Jatobá l Bacab CT óra r.qu l a ar Ji aCórr. Cou l tob ti anh zo l inho Ri C b.órr. C C óa da C rró .m p rre M .str ae ta da Lontr l a ARQUEANO PROTEROZÓICO PALEOZÓICO MESOZÓICO CENOZÓICO l l l l l l l l l l l l l l l l l l l   l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l