Município: Campinas Código DAEE: D4-044 ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL Equações Intensidade-Duração-Frequência 2014 Estado: São Paulo Estação Pluviométrica: Campinas - IA Código ANA: 02447046 PROGRAMA GESTÃO ESTRATÉGICA DA GEOLOGIA, DA MINERAÇÃO E DA T R A N S F O R M A Ç Ã O M I N E R A L LEVANTAMENTOS DA GEODIVERSIDADE MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL PROGRAMA GESTÃO ESTRATÉGICA DA GEOLOGIA, DA MINERAÇÃO E DA TRANSFORMAÇÃO MINERAL LEVANTAMENTOS DA GEODIVERSIDADE CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA (Desagregação de Precipitações Diárias) Município: Campinas - SP Estação Pluviométrica: Campinas - IA Códigos: 02247046 (ANA); D4-044 (DAEE) SALVADOR 2014 PROGRAMA GESTÃO ESTRATÉGICA DA GEOLOGIA, DA MINERAÇÃO E DA TRANSFORMAÇÃO MINERAL LEVANTAMENTOS DA GEODIVERSIDADE CARTAS DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA (Desagregação de Precipitações Diárias) Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM Superintendência Regional de Salvador Copyright @ 2014 CPRM - Superintendência Regional de Salvador Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Centro Administrativo da Bahia Salvador - BA – 41.213-000 Telefone: (71) 2101-7300 Fax: (71) 3371-4005 http://www.cprm.gov.br Ficha Catalográfica CDU : 556.51 Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência (Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Campinas/SP. Estação Pluviométrica: Campinas - IA, Códigos 02247046 (ANA); D4-044 (DAEE). Osvalcélio Mercês Furtunato; Karine Pickbrenner; Eber José de Andrade Pinto. - Salvador, BA: CPRM, 2014. 12p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil) 1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O. M.; PICKBRENNER, K.; PINTO, E. J. A. http://www.cprm.com.br/ MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA MINISTRO DE ESTADO Edison Lobão SECRETÁRIO EXECUTIVO Márcio Pereira Zimmermann SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL Carlos Nogueira da Costa Junior COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB) CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Carlos Nogueira da Costa Junior Vice-Presidente Manoel Barreto da Rocha Neto Conselheiros Ladice Peixoto Luiz Gonzaga Baião Jarbas Raimundo de Aldano Matos Osvaldo Castanheira DIRETORIA EXECUTIVA Diretor-Presidente Manoel Barreto da Rocha Neto Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Thales de Queiroz Sampaio Diretor de Geologia e Recursos Minerais Roberto Ventura Santos Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Antônio Carlos Bacelar Nunes Diretor de Administração e Finanças Eduardo Santa Helena SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior Superintendente Gustavo Carneiro da Silva Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial Ivanaldo Vieira Gomes da Costa Gerente de Geologia e Recursos Minerais José da Silva Amaral Santos Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Renato dos Santos Andrade Gerente de Administração e Finanças PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL Departamento de Hidrologia Frederico Cláudio Peixinho Departamento de Gestão Territorial Cássio Roberto da Silva Divisão de Hidrologia Aplicada Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico Eber José de Andrade Pinto Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade Sandra Fernandes da Silva Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE José Alexandre Moreira Farias - REFO Karine Pickbrenner - Sureg/PA Equipe Executora Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA Albert Teixeira Cardoso – Sureg/GO Caluan Rodrigues Capozzoli – Sureg/ SP Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE Luana Késsia Lucas Alves Martins – Sureg/BH Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA Sistema de Informações Geográficas e Mapa Ivete Souza do Nascimento - Sureg/BH Apoio Técnico Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA Debora Gurgel - REFO Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP Jennifer Laís Assano - Sureg/SP João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP Juliana Oliveira - Sureg/BE Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP Luisa Collischonn – Sureg/PA Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE Estagiários de Hidrologia Caroline Centeno – Sureg/PA Cassio Pereira – Sureg/PA Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE Glauco Leite de Freitas – Sureg/RE Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE Liomar Santos da Hora - Sureg/SA Lêmia Ribeiro - Sureg/SA Márcia Faermann - Sureg/PA Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA Rosangela de Castro – Sureg/SP Taciana dos Santos Lima – RETE Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP Vanessa Romero - Sureg/GO APRESENTAÇÃO O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa Gestão Estratégica da Geologia, da Transformação Mineral que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional. Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas. Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações máximas diárias. As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos. Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário. Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas, pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e enchentes. Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a equação IDF estabelecida para o município de Campinas/SP onde foram utilizados os registros de precipitações diárias máximas por ano hidrológico da estação pluviométrica de Campinas - IA, códigos 02247046 (ANA) e D4-044 (DAEE). 1 1 - INTRODUÇÃO A equação definida pode ser utilizada no município de Campinas/SP. O município de Campinas está localizado no Estado de São Paulo, na microrregião de Campinas e mesorregião de Campinas, distante cerca de 99 km da capital do Estado, fazendo fronteira com os municípios de Jaguariúna, Pedreira, Morungaba, valinhos, Indaiatuba, Itupeva, Monte Mor, Sumaré, Hortolândia e Paulínia. O município de Campinas/SP possui área de 794 km² (IBGE) e o distrito sede localiza-se a uma altitude aproximada de 685 metros. Apresenta uma população de 1.080 habitantes (IBGE, 2010). A Estação Campinas - IA, códigos 02247046 (ANA) e D4-044 (DAEE), está localizada na Latitude 22°53'00"S e Longitude 47°05'00"W. Esta estação pluviométrica continua em atividade, sendo operada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários de precipitação coletados em pluviômetro. A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação. Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fontes: Wikipédia e Google, 2014) 2 - EQUAÇÃO A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração- Frequência da Estação Campinas - IA, código 02247046, foi utilizada a série de precipitações diárias máximas por ano hidrológico apresentada no Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados diários foi a Exponencial, com os parâmetros calculados pelo método dos momentos-L. A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas para o município de Campinas por Vieira apud Martinez Junior e Magni (2013). As relações entre as alturas de chuvas de diferentes durações constam do Anexo II. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas. 2 Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo: 𝑖 = {[(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛(𝑡 + (𝛿 60⁄ ))] + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑} 𝑡⁄ (01) Onde: i é a intensidade da chuva (mm/h) T é o tempo de retorno (anos) t é a duração da precipitação (horas) a, b, c, d,  são parâmetros da equação No caso de Campinas, para durações de 10 minutos a 1 hora, os parâmetros da equação são os seguintes: a = 7,7772 ; b = 13,7646 ; c = 21,6069 ; d = 38,2935 e  = 2 𝑖 = {[(7,7772𝐿𝑛(𝑇) + 13,7646). 𝐿𝑛(𝑡 + (2 60⁄ ))] + 21,6069𝐿𝑛(𝑇) + 38,2935} 𝑡⁄ (02) Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos. Para durações superiores a 1 hora até 24 horas, os parâmetros da equação são os seguintes: a = 2,9824 ; b = 5,2963 ; c = 24,6120 ; d = 43,6124 e  = -36 𝑖 = {[(2,9824𝐿𝑛(𝑇) + 5,2963). 𝐿𝑛(𝑡 + (−36 60⁄ ))] + 24,6120𝐿𝑛(𝑇) + 43,6124} 𝑡⁄ (03) As equações acima são válidas para tempos de retorno de até 100 anos. A Tabela 01 apresenta as intensidades, em mm/h, calculadas para várias durações e diferentes tempos de retorno. Enquanto que na Tabela 02 constam as respectivas alturas de chuva, em mm, para as mesmas durações e os mesmos tempos de retorno. 3 Tabela 01 – Intensidade da chuva em mm/h. Duração da Chuva Tempo de Retorno, T (anos) 2 5 10 15 20 25 40 50 60 75 90 100 10 Minutos 134,6 184,6 222,4 244,5 260,2 272,4 298,0 310,2 320,1 332,3 342,3 348,0 15 Minutos 116,5 159,7 192,4 211,5 225,1 235,7 257,8 268,4 277,0 287,5 296,1 301,1 20 Minutos 102,2 140,1 168,8 185,6 197,5 206,8 226,2 235,5 243,0 252,2 259,8 264,2 30 Minutos 82,5 113,1 136,3 149,8 159,4 166,9 182,6 190,1 196,2 203,6 209,7 213,3 45 Minutos 64,8 88,9 107,1 117,7 125,3 131,2 143,5 149,4 154,2 160,0 164,8 167,6 1 HORA 53,9 73,9 89,1 97,9 104,2 109,1 119,4 124,3 128,3 133,1 137,1 139,4 2 HORAS 31,6 43,3 52,2 57,4 61,1 63,9 69,9 72,8 75,1 78,0 80,3 81,7 3 HORAS 22,4 30,7 37,0 40,7 43,3 45,3 49,6 51,6 53,2 55,3 56,9 57,9 4 HORAS 17,4 23,9 28,8 31,7 33,7 35,3 38,6 40,2 41,5 43,0 44,3 45,1 5 HORAS 14,3 19,6 23,7 26,0 27,7 29,0 31,7 33,0 34,1 35,4 36,4 37,0 6 HORAS 12,2 16,7 20,1 22,1 23,6 24,7 27,0 28,1 29,0 30,1 31,0 31,5 7 HORAS 10,6 14,6 17,6 19,3 20,5 21,5 23,5 24,5 25,3 26,2 27,0 27,5 8 HORAS 9,4 12,9 15,6 17,1 18,2 19,1 20,9 21,7 22,4 23,3 24,0 24,4 12 HORAS 6,5 9,0 10,8 11,9 12,7 13,3 14,5 15,1 15,6 16,2 16,7 16,9 14 HORAS 5,7 7,8 9,4 10,4 11,0 11,5 12,6 13,1 13,6 14,1 14,5 14,7 20 HORAS 4,1 5,7 6,8 7,5 8,0 8,4 9,1 9,5 9,8 10,2 10,5 10,7 24 HORAS 3,5 4,8 5,8 6,4 6,8 7,1 7,7 8,1 8,3 8,6 8,9 9,0 Tabela 02 – Altura de chuva em mm Duração da Chuva Tempo de Retorno, T (anos) 2 5 10 15 20 25 40 50 60 75 90 100 10 Minutos 22,4 30,8 37,1 40,8 43,4 45,4 49,7 51,7 53,4 55,4 57,0 58,0 15 Minutos 29,1 39,9 48,1 52,9 56,3 58,9 64,5 67,1 69,2 71,9 74,0 75,3 20 Minutos 34,1 46,7 56,3 61,9 65,8 68,9 75,4 78,5 81,0 84,1 86,6 88,1 30 Minutos 41,2 56,5 68,1 74,9 79,7 83,5 91,3 95,0 98,1 101,8 104,9 106,6 45 Minutos 48,6 66,7 80,3 88,3 94,0 98,4 107,6 112,0 115,6 120,0 123,6 125,7 1 HORA 53,9 73,9 89,1 97,9 104,2 109,1 119,4 124,3 128,3 133,1 137,1 139,4 2 HORAS 63,1 86,6 104,4 114,8 122,1 127,8 139,9 145,6 150,3 156,0 160,7 163,4 3 HORAS 67,1 92,1 110,9 122,0 129,8 135,9 148,7 154,7 159,7 165,8 170,7 173,6 4 HORAS 69,7 95,6 115,2 126,6 134,8 141,1 154,3 160,7 165,8 172,1 177,3 180,2 5 HORAS 71,6 98,2 118,3 130,1 138,4 144,9 158,6 165,0 170,3 176,8 182,1 185,2 6 HORAS 73,1 100,3 120,8 132,8 141,3 148,0 161,9 168,5 173,9 180,5 185,9 189,0 7 HORAS 74,3 102,0 122,9 135,1 143,8 150,5 164,7 171,4 176,9 183,6 189,1 192,3 8 HORAS 75,4 103,4 124,6 137,0 145,8 152,6 167,0 173,8 179,4 186,2 191,8 195,0 12 HORAS 78,6 107,8 129,9 142,8 152,0 159,1 174,1 181,2 187,0 194,1 199,9 203,3 14 HORAS 79,8 109,4 131,9 145,0 154,3 161,5 176,7 183,9 189,8 197,0 202,9 206,3 20 HORAS 82,5 113,2 136,4 149,9 159,5 167,0 182,7 190,2 196,3 203,8 209,9 213,4 24 HORAS 83,9 115,1 138,6 152,4 162,2 169,8 185,8 193,4 199,6 207,2 213,4 217,0 4 3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO Suponha que em um determinado dia, em Campinas, foi registrada uma Chuva de 63 mm com duração de 12 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação? Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da equação 01. Dessa forma temos: 𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 [ 𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛(𝑡+(𝛿 60⁄ ))−𝑑 𝑎𝐿𝑛(𝑡+(𝛿 60⁄ ))+𝑐 ] (04) A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja, 63 mm dividido por 0,20 h é igual a 315 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos: 𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 [ 315 × 0,20 − 13,7646𝐿𝑛(0,20 + (2 60⁄ )) − 38,2935 7,7772𝐿𝑛(0,20 + (2 60⁄ )) + 21,6069 ] = 77,3 𝑎𝑛𝑜𝑠 O tempo de retorno de 77,3 anos corresponde a uma probabilidade de 1,29% que esta intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer, ou 𝑃(𝑖 ≥ 315𝑚𝑚/ℎ) = 1 𝑇 100 = 1 77,3 100 = 1,29% 4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GOOGLE EARTH. Disponível em: http://www.google.com/earth. Acesso em março de 2014. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=350950&search=sao- paulo|campinas. Acesso em março de 2014. MARTINEZ JUNIOR, F.; MAGNI, N. L. G. Precipitações Intensas no Estado de São Paulo. Convênio DAEE-USP. Dez, 2013. PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013. WIKIPEDIA, 2014. Ficheiro – São Paulo - Município de Campinas. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Campinas. Acesso em: março de 2014. http://www.google.com/earth http://www.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=350950&search=sao-paulo|campinas http://www.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=350950&search=sao-paulo|campinas http://pt.wikipedia.org/wiki/Campinas ANEXO I Série de Dados Utilizados – Altura de Chuva diária (mm) Máximo por Ano Hidrológico (01/Out a 31/Set) AI AF Data Precipitação Máxima Diária (mm) AI AF Data Precipitação Máxima Diária (mm) 1941 1942 09/12/1941 77,5 1973 1974 01/01/1974 55,7 1942 1943 20/02/1943 51,2 1974 1975 30/10/1974 52,8 1943 1944 03/03/1944 71,5 1975 1976 27/01/1976 72,6 1944 1945 17/01/1945 83,1 1976 1977 29/01/1977 52,0 1945 1946 18/01/1946 63,5 1977 1978 22/12/1977 67,7 1946 1947 26/02/1947 77,9 1978 1979 11/02/1979 84,4 1947 1948 19/01/1948 51,5 1979 1980 21/01/1980 59,3 1948 1949 09/02/1949 68,3 1980 1981 04/12/1980 51,0 1949 1950 24/12/1949 100,4 1981 1982 02/01/1982 119,5 1950 1951 01/01/1951 54,8 1982 1983 01/02/1983 87,3 1951 1952 25/11/1951 97,6 1983 1984 20/04/1984 54,5 1952 1953 03/04/1953 42,0 1984 1985 18/03/1985 66,8 1953 1954 04/01/1954 84,0 1985 1986 19/02/1986 69,0 1954 1955 17/01/1955 72,7 1986 1987 09/03/1987 108,3 1955 1956 04/12/1955 122,0 1987 1988 20/02/1988 83,0 1956 1957 21/03/1957 99,4 1988 1989 30/07/1989 57,3 1957 1958 27/01/1958 85,0 1989 1990 02/01/1990 150,0 1958 1959 19/11/1958 70,0 1990 1991 06/02/1991 81,5 1959 1960 26/11/1959 83,0 1991 1992 01/10/1991 63,8 1960 1961 18/12/1960 69,8 1992 1993 27/02/1993 100,0 1961 1962 05/02/1962 68,7 1993 1994 05/02/1994 73,1 1962 1963 02/01/1963 90,6 1994 1995 18/12/1994 71,4 1963 1964 22/10/1963 96,5 1995 1996 13/12/1995 98,6 1964 1965 23/02/1965 75,0 1996 1997 16/02/1997 153,0 1965 1966 05/01/1966 62,0 1997 1998 25/12/1997 185,0 1966 1967 21/12/1966 96,2 1998 1999 11/03/1999 88,7 1967 1968 26/10/1967 80,5 1999 2000 26/01/2000 76,9 1968 1969 03/02/1969 64,5 2000 2001 18/11/2000 62,5 1969 1970 22/02/1970 97,0 2001 2002 02/10/2001 152,7 1970 1971 28/03/1971 83,2 2002 2003 18/02/2003 117,0 1971 1972 08/02/1972 65,6 2003 2004 01/12/2003 140,3 1972 1973 11/10/1972 50,8 ANEXO II As razões entre as alturas de chuvas de diferentes durações obtidas a partir das relações IDF estabelecidas por Vieira apud Martinez Junior e Magni (2013) para a IDF do município de Campinas/SP. Relação 24h/1dia: 1,13 Relação 14h/24h Relação 8h/14h Relação 6h/8h Relação 4h/6h Relação 3h/4h Relação 2h/3h Relação 1h/2h 0,96 0,95 0,97 0,95 0,96 0,94 0,85 Relação 45 min/1h Relação 30 min/45 min Relação 15 min/30 min Relação 10 min/15 min 0,91 0,85 0,70 0,77 ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL ENDEREÇOS O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Gestão Estratégica da Geologia, da Mineração e da Transformação Mineral que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre chuvas o b t i d a s n a o p e r a ç ã o d a r e d e hidrometeorológica nacional. Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se a definição das relações intensidade-duração-frequência (IDF). As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos. Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário. www.cprm.gov.br Sede SGAN- Quadra 603 – Conjunto J – Parte A – 1º andar Brasília – DF – CEP: 70830-030 Tel: 61 2192-8252 Fax: 61 3224-1616 Escritório Rio de Janeiro Av Pasteur, 404 – Urca Rio de Janeiro – RJ Cep: 22290-255 Tel: 21 2295-5337 - 21 2295-5382 Fax: 21 2542-3647 Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial Tel: 61 3223-1059 - 21 2295-8248 Fax: 61 3323-6600 - 21 2295-5804 Departamento de Gestão Territorial Tel: 21 2295-6147 - Fax: 21 2295-8094 Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento Tel: 21 2295-5837 - 61 3223-1059 Fax: 21 2295-5947 - 61 3323-6600 Superintendência Regional de Salvador Av. Ulysses Guimarães, 2.862 - Sussuarana Salvador - BA - CEP: 41213-000 Tel.: 71 2101-7300 - Fax: 71 2101-7383 Assessoria de Comunicação Tel: 61 3321-2949 - Fax: 61 3321-2949 E-mail: asscomdf@cprm.gov.br Divisão de Marketing e Divulgação Tel: 31 3878-0372 - Fax: 31 3878-0370 E-mail: marketing@cprm.gov.br Ouvidoria Tel: 21 2295-4697 - Fax: 21 2295-0495 E-mail: ouvidoria@cprm.gov.br Serviço de Atendimento ao Usuário – SEUS Tel: 21 2295-5997 - Fax: 21 2295-5897 E-mail: seus@cprm.gov.br 1: Frente 2: Verso