MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Silas Rondeau Cavalcante Silva Ministro de Estado SECRETARIA EXECUTIVA Nelson José Hubner Moreira Secretário Executivo SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO Márcio Pereira Zimmermann Secretário SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMA ÇÃO MINERAL Cláudio Scliar Secretário PROGRAMA LUZ PARA TODOS Aurélio Pavão Diretor do Programa PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODEEM Luiz Carlos Vieira Diretor SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM Agamenon Sérgio Lucas Dantas Diretor-Presidente José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Manoel Barretto da Rocha Neto Diretor de Geologia e Recursos Minerais Álvaro Rogério Alencar Silva Diretor de Administração e Finanças Fernando Pereira de Carvalho Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Frederico Cláudio Peixinho Chefe do Departamento de Hidrologia Fernando Antonio Carneiro Feitosa Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Exploração Ivanaldo Vieira Gomes da Costa Superintendente Regional de Salvador José Wilson de Castro Temóteo Superintendente Regional de Recife Hélbio Pereira Superintendente Regional de Belo Horizonte Darlan Filgueira Maciel Chefe da Residência de Fortaleza Francisco Batista Teixeira Chefe da Residência Especial de Teresina Ministério de Minas e Energia Secretaria Executiva Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral Programa Luz Para Todos PRODEEM – Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios CPRM – Serviço Geológico do Brasil Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA ESTADO - BAHIA DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE ABAÍRA ORGANIZAÇÃO DO TEXTO Ângelo Trevia Vieira Felicíssimo Melo Hermínio Brasil Vilaverde Lopes José Cláudio Viégas Campos Luiz Fernando Costa Bomfim Pedro Antonio de Almeida Couto Sara Maria Pinotti Bevenuti Salvador Outubro/2005 COORDENAÇÃO GERAL Frederico Cláudio Peixinho – DEHID COORDENAÇÃO TÉCNICA Fernando Antonio C. Feitosa - DIHEXP COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVO- FINANCEIRA José Emílio C. de Oliveira – DIHEXP APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO Sara Maria Pinotti Benvenuti - REFO COORDENAÇÃO REGIONAL Francisco C. Lages C. Filho – RESTE Jaime Quintas dos S. Colares – REFO João Alfredo da C L. Neves – SUREG-RE João de Castro Mascarenhas – SUREG/RE José Alberto Ribeiro – REFO José Carlos da Silva – SUREG-RE Luís Fernando C. Bomfim – SUREG-SA Oderson A. de Souza Filho – REFO EQUIPE TÉCNICA DE CAMPO Adriano Alberto Marques Martins - SUREG-SA Almir Araújo Pacheco – SUREG-BE Ana Cláudia Vieiro – SUREG-PA Ângelo Trévia Vieira - REFO Antônio José Dourado Rocha - SUREG-SA Antônio Reinaldo Soares Filho - RESTE Ari Teixeira de Oliveira - SUREG-RE Bráulio Robério Caye – SUREG-PA Breno Augusto Beltrão - SUREG-RE Carlos Antônio Luz - RESTE Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA Cícero Alves Ferreira - SUREG-RE Cipriano Gomes Oliveira - RESTE Cristiano de Andrade Amaral - SUREG-RE Dunaldson Eliezer G. A. da Rocha - SUREG-RE Edmilson de Souza Rosa - SUREG-SA Edvaldo Lima Mota - SUREG-SA Felicíssimo Melo - REFO Francisco Alves Pessoa - REFO Frederico José C. de Souza - SUREG-RE Geraldo de B. Pimentel – SUREG-PA Heinz Alfredo Trein - RESTE Herman Santos Cathalá Loureiro - SUREG-SA Hermínio Brasil Vilaverde Lopes - SUREG-SA Jader Parente Filho - REFO Jardo Caetano dos Santos - SUREG-RE João Cardoso Ribeiro M. Filho - SUREG-SA João de Castro Mascarenhas - SUREG-RE Jorge Luiz Fortunato de Miranda - SUREG-RE José Cláudio V. Campos – SUREG-SA José Roberto de Carvalho Gomes - REFO José Torres Guimarães - SUREG-SA José Wilson de Castro Timóteo - SUREG-RE Liano Silva Veríssimo - REFO Luís Henrique Monteiro Pereira - SUREG-SA Luiz Carlos de Souza Júnior - SUREG-RE Luiz da Silva Coelho - REFO Ney Gonzaga de Souza - RESTE Paulo Pontes Araújo – SUREG-BE Pedro Antonio de Almeida Couto - SUREG-SA Robério Boto de Aguiar - REFO Rosemeire Vieira Bento - SUREG-SA Saulo de Tarso Monteiro Pires - SUREG-RE Tomás E. Vasconcelos - SUREG-GO Valdercílio Galvão D. Carvalho - SUREG-RE Vania Passos Borges - SUREG-SA RECENSEADORES Almir Gomes Freire – CPRM Antônio Celso R. de Melo - CPRM Antônio Edílson Pereira de Souza Antônio Jean Fontenele Menezes Antonio Manoel Marciano Souza Antônio Marques Honorato Armando Arruda C. Filho - CPRM Carlos Alberto G. de Andrade - CPRM Celso Viana Maciel Cícero René de Souza Barbosa Cláudio Marcio Fonseca Vilhena Claudionor de Figueiredo Cleiton Pierre da Silva Viana Cristiano Alves da Silva Edivaldo Fateicha - CPRM Eduardo Benevides de Freitas Eduardo Fortes Crisóstomos Eliomar Coutinho Barreto Emanuelly de Almeida Leão Emerson Garret Menor Emicles Pereira Celestino de Souza Ewerton Torres de Melo Fábio de Andrade Lima Fábio de Souza Pereira Francisco Augusto Albuquerque Lima Francisco Edson Alves Rodrigues Francisco Ivanir Medeiros da Silva Francisco Lima Aguiar Junior Francisco José Vasconcelos Souza Frederico Antônio Araújo Meneses Geancarlo da Costa Viana Genivaldo Ferreira de Araújo Haroldo Brito de Sá Henrique Cristiano C. Alencar Jamile de Souza Ferreira Jefté Rocha Holanda João Carlos Fernandes Cunha João Luís Alves da Silva Joelza de Lima Enéas Jorge Hamilton Quidute Goes José Carlos Lopes – CPRM Joselito Santiago Lima Josemar Moura Bezerril Junior Julio Vale de Oliveira Kênia Nogueira Diogénes Marcos Aurélio Correia de Góis Filho Matheus Medeiros Mendes Carneiro Michel Pinheiro Rocha Narcelya da Silva Araújo Nicácia Débora da Silva Oscar Rodriguês Acioly Junior Paula Francinete da Silveira Baía Paulo Eduardo Melo Costa Paulo Fernando R. Galindo Pedro Hermano Barreto Magalhães Raimundo Correa da Silva Neto Ramiro Francisco Bezerra Santos Raul Frota Gonçalves Rodrigo Araújo de Mesquita Romero Amaral Medeiros Lima Saulo Moreira de Andrade - CPRM Sérvulo Fernandez Cunha Thiago de Menezes Freire Valdirene Carneiro Albuquerque Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM Vilmar Souza Leal - CPRM Walter Lopes de Moraes Junior TEXTO COORDENAÇÃO Luís Fernando C. Bomfim – SUREG/SA Sara Maria P. Benvenuti - REFO ORGANIZAÇÃO/ELABORAÇÂO Angelo Trévia Vieira - REFO Felicíssimo Melo – REFO Hermínio Brasil V. Lopes - SUREG-SA José C. Viégas Campos - SUREG-SA José T Guimarães - SUREG-SA Juliana M. da Costa Luís Fernando C. Bomfim - SUREG-SA Pedro Antonio de A. Couto - SUREG-SA Sara Maria Pinotti Benvenuti – REFO APLICATIVO – SISTEMA GERADOR DE RELATÓRIOS Eriveldo da Silva Mendonça REVISÃO Angelo Trévia Vieira – REFO Frederico de Holanda Bastos Homero Coelho Benevides - REFO Luís Fernando Costa Bomfim – SUREG/SA EDITORAÇÃO Cíntia da Paz Conceição Isaias Alves de O. Filho Ivanara Pereira L. da Silva Juliana Mascarenhas da Costa Manuela de Azevedo Lima Maria da Conceição R. Gomes Valnice Castro Vieira FIGURAS/ILUSTRAÇÕES Euvaldo Carvalhal Brito – SUREG/SA Ivanara Pereira L. da Silva - SUREG/SA Juliana Mascarenhas da Costa - SUREG/SA Vânia Passos Borges - SUREG/SA BANCO DE DADOS COORDENAÇÃO Francisco Edson Mendonça Gomes - REFO ADMINISTRAÇÃO Eriveldo da Silva Mendonça CONSISTÊNCIA Homero Coelho Benevides - REFO Janólfta Lêda Rocha Holanda MAPAS DE PONTOS D’ÁGUA COORDENAÇÃO Francisco Edson Mendonça Gomes - REFO EXECUÇÃO José Emilson Cavalcante - REFO Selêucis Nogueira Cavalcante C737p CPRM – Serviço Geológico do Brasil Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado da Bahia / Organizado [por] Ângelo Trévia Vieira, Felicíssimo Melo, Hermínio Brasil V. Lopes, Hermínio Brasil V. Lopes, José C. Viégas Campos, José T Guimarães, Juliana M. da Costa, Luís Fernando C. Bomfim, Pedro Antonio de A. Couto, Sara Maria Pinotti Benvenuti . Salvador:CPRM/PRODEEM, 2005. 12p + anexos “Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea” 1.Hidrogeologia – nº. - Cadastro. 2. Água subterrânea, Infra-Estrutura CDD 551.49098135 APRESENTAÇÃO A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia, ações visando o aumento da oferta hídrica, que estão inseridas no Programa de Água Subterrânea para a região Nordeste, em sintonia com os programas do governo federal. Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, desde o início o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular, dos recursos hídricos subterrâneos, de forma compatível com as demandas da região nordestina. É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que engloba os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, parte da Bahia e Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Embora com múltiplas finalidades, este Projeto visa atender diretamente às necessidades do PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de receber sistemas de bombeamento por energia solar. Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de Minas e Energia, em parceria com as Secretarias de Energia e de Minas e Metalurgia e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsídios ao Programa Fome Zero, no tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das comunidades sertanejas do semi-árido nordestino. José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial CPRM – Serviço Geológico do Brasil SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................1 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA ....................................................................................1 3. METODOLOGIA .....................................................................................................2 4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ....................................................................2 4.1. Localização .......................................................................................................2 4.2. Aspectos Socioeconômicos ..............................................................................3 4.3. Aspectos Fisiográficos ......................................................................................4 4.4. Geologia ...........................................................................................................4 4.5. Recursos Hídricos ............................................................................................5 4.5.1. Águas Superficiais .........................................................................................5 4.5.2. Águas Subterrâneas ......................................................................................6 5. DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS....................................................7 5.2.3. Aspectos Qualitativos ..................................................................................10 6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ...............................................................11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................12 ANEXO 1...................................................................................................................13 ANEXO 2...................................................................................................................15 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 1 1. INTRODUÇÃO O Polígono das Secas apresenta um regime pluviométrico marcado por extrema irregularidade de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cenário, a escassez de água constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioeconômico e, até mesmo, à subsistência da população. A ocorrência cíclica das secas e seus efeitos catastróficos são por demais conhecidos e remontam aos primórdios da História do Brasil. Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regiões, através de uma gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. Entretanto, a carência de estudos de abrangência regional, fundamentais para a avaliação da ocorrência e da potencialidade desses recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gestão eficiente. Além disso, as decisões sobre a implementação de ações de convivência com a seca exigem o conhecimento básico sobre a localização, caracterização e disponibilidade das fontes de água superficiais e subterrâneas. Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto emergencial, como é o caso das secas, merece atenção a utilização das fontes de abastecimento de água subterrânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os setores, tanto do número quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se observa a grande quantidade de captações de água subterrânea no semi-árido, principalmente em rochas cristalinas, desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta, em muitos casos passíveis de ser solucionados com ações corretivas de baixo custo. Para suprir as necessidades das instituições e demais segmentos da sociedade atuantes na região nordestina, no atendimento à população quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente nos momentos críticos de estiagem, a CPRM está realizando o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, em consonância com as diretrizes do Governo Federal e consoante propósitos apresentados pelo Ministério de Minas e Energia. Este projeto tem como objetivo a realização do cadastro de todos os poços tubulares, poços amazonas representativos, fontes naturais, barragens subterrâneas e reservatórios superficiais significativos (barragens, açudes, barreiros) em uma área inicial de 722.000 km2 da região Nordeste do Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regiões metropolitanas. 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA A área de abrangência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, parte da Bahia e o Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Figura 1 – Área de abrangência do Projeto. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 2 3. METODOLOGIA O planejamento operacional para a realização desse projeto teve como base a experiência da CPRM nos projetos de cadastramento de poços dos estados do Ceará e de Sergipe, executados com sucesso em 1998 e 2001, respectivamente. Os trabalhos de campo foram executados por microrregião, com áreas variando de 15.000 a 25.000 km2. Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois técnicos da CPRM e composta, em média, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM. O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (poço tubular, poço escavado e fonte natural), com determinação das coordenadas geográficas pelo uso do Global Positioning System (GPS) e obtenção de todas as informações passíveis de ser coletadas através de uma visita técnica (caracterização do poço, instalações, situação da captação, dados operacionais, qualidade da água, uso da água e aspectos ambientais, geológicos e hidrológicos). Os dados coletados foram repassados sistematicamente a Divisão de Hidrogeologia e Exploração da CPRM, em Fortaleza, para, após rigorosa análise, alimentar um banco de dados. Esses dados, devidamente consistidos e tratados, possibilitaram a elaboração de um mapa de pontos d’água, de cada um dos municípios inseridos na área de atuação do Projeto, cujas informações são complementadas por esta nota explicativa, visando um fácil manuseio e compreensão acessível a diferentes usuários. Na elaboração dos mapas de pontos d‘água foram utilizados como base cartográfica os mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo de 2000), elaborados a partir das cartas topográficas da SUDENE e DSG – escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os dados referentes aos poços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final e impressão dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw. A base estadual com os limites municipais foi cedida pelo IBGE. Há municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa municipal. Tais casos ocorrem devido à imprecisão nos traçados desses limites, seja pela pequena escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.000), por problemas ainda existentes na cartografia estadual, ou talvez devido a informações incorretas prestadas aos recenseadores ou, simplesmente, erro na obtenção das coordenadas. Além desse produto impresso, todas as informações coligidas estão disponíveis em meio digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualização. 4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 4.1. Localização O Município de Abaíra está localizado na região de planejamento da Chapada Diamantina do Estado da Bahia, limitando-se a leste com os Municípios de Mucugê e Ibicoara, a sul com Jussiape e Rio de Contas, a oeste com Érico Cardoso e Rio do Pires e a norte com Piatã. A área municipal é de 620 km² e está inserida na folha cartográfica de Piatã (SD.24-V-C-I), editada pelo MINTER/SUDENE, em 1976, escala 1:100.000. Os limites do município, podem ser observados no Mapa Sistema de Transportes do Estado da Bahia, escala 1:1.500.000 (DERBA, julho/2000). A sede municipal tem altitude de 640 metros e coordenadas geográficas 13°15’00” de latitude sul e 41°40’00” de longitude oeste. O acesso a partir de Salvador é efetuado pelas rodovias pavimentadas BR-324, BR-116, BR- 242 e BA-148 num percurso total de 592 km (Figura 2). Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 3 Escala Gráfica 50 0 50 100 Km # # # # # # # # # # # # # S E R G I P E A L A G O A S P E R N A M B U C O O C E A N O A T L Â N T I C O BR 235 SALVADOR Juazeiro Remanso Senhor do Bonfim Lençóis Itaberaba Jequié Jacobina Brumado Serrinha Umburanas BA 21 0 B R 4 07 BR 324 B R 1 16 BA 052 BR 242 B A 1 42 B A 26 2 B R 1 1 6 P I A U Í ABAÍRA CONVENÇÕES # Sede do Município Rodovias Pavimentadas Sistema de Transportes, Escala 1:1.500.000. (Modif icado DERBA, 2000) Abaré BR 324 Figura 2 – Mapa de localização do município. 4.2. Aspectos Socioeconômicos Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos a partir de publicações do Governo do Estado da Bahia (SEPLANTEC/SEI – 1994/2002/Guia Cultural da Bahia – Secretaria da Cultura e Turismo – 1997/1999) e IBGE – Censo 2000. O município foi criado pela Lei Estadual nº 1.730 de 19.07.1962. A população total é de 7.067 habitantes, sendo 3.559 residentes na zona urbana e 3.508 na zona rural, com densidade demográfica de 15,62 hab/km2. O município apresenta infra-estrutura de serviços, uma casa lotérica que funciona como posto bancário da Caixa Econômica Federal, duas agências postais, empresas de transporte rodoviário interurbano e urbano, terminais telefônicos com acesso DDD, DDI e celular. O abastecimento de água no município é feito pela prefeitura. O sistema de abastecimento atende a 2.028 domicílios com rede geral, 75 com poços ou nascentes e 187 de outras formas. Cerca de 49 domicílios apresentam banheiros e sanitários ligados à rede geral, enquanto 1.818 possuem banheiros e sanitários com esgotamento através de fossas sanitárias. Em 472 residências não existem instalações sanitárias. O lixo urbano coletado é transportado em caminhão e depositado em lixões a céu aberto. As receitas municipais provêem basicamente da agricultura, pecuária, indústria e mineração. Na produção agrícola Abaíra é o 9º produtor baiano de cana de açúcar. Na pecuária destacam-se os rebanhos de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Existem 10 indústrias e 172 estabelecimentos comerciais. Seu parque hoteleiro registra 40 leitos. A energia elétrica é distribuída pela COELBA - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, com 2.554 consumidores, sendo o consumo no município de 2.170 mwh assim distribuídos: 1.932 residenciais, 45 industriais, 272 comerciais, 98 serviços e poderes públicos e 197 rurais. O sistema educacional dispõe de 68 estabelecimentos de ensino, sendo 30 de educação infantil, com 262 matrículas; 36 de educação fundamental, com 2.017 matrículas e 2 de educação média, com 348 alunos matriculados. Na área da saúde, a população dispõe de 4 unidades ambulatoriais. . Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 4 4.3. Aspectos Fisiográficos Com clima semi-árido, seco a subúmido, sujeito a prolongados períodos de estiagem ou escassez de chuvas, o município está inserido na área do denominado “Polígono das Secas”. O relevo é constituído pelas serras do bordo ocidental do planalto da chapada Diamantina, pediplano Central desta estrutura e o pediplano sertanejo, adjacente. Os solos foram classificados como Latossolos álicos e distróficos, com biota vegetal constituída por cerrado arbóreo aberto, caatinga arbórea densa e refúgio ecológico montano. Excetuando o rio Água Suja, situado no extremo-sul do município, o restante da drenagem é formada por riachos. 4.4. Geologia A geologia do Município de Abaira está representada na porção ocidental por rochas de idade Proterozóicas do grupo Paraguaçu e na porção oriental pelo complexo Gavião e granitóides anorogênicos. Destaca-se ainda, em uma pequena área na porção norte do município, a ocorrência da formação Tombador. O grupo Paraguaçu é constituído por litótipos das formações Açaruá, Lagoa de Dentro, Mangabeira, Ouricuri do Ouro e Rio dos Remédios. A formação Açuruá compreende essencialmente ardósia e metasiltito finamente laminados, com acamadamento ondulado a lenticular, com lentes de metarenito fino intercalados. A formação Lagoa de Dentro é constituída por metarenito eólico, finos a médios bem selecionados e sericíticos, intercalados com níveis metapelíticos maciços a laminados. A Formação Mangabeira é representada por quartzitos e metarenitos finos, também de origem eólica, bem selecionados, sericíticos, com intercalações de metaconglomerados de pequena espessura, com seixos de quartzito e quartzo leitoso. Na região de Abaíra, a formação Ouricuri do Ouro recobre a formação Rio dos Remédios, sendo a primeira caracterizada pela grande variedade lateral e vertical de fácies, e representada por metaconglomerado basal, com seixos subangulosos de quartzito, chert, itabiritos e de rochas do embasamento, que passa rapidamente, no sentido ascendente, para um quartzito feldspático grosso, mal selecionado, intercalados localmente com quartzitos finos a médios, bem selecionados. Estes quartzitos passam lateralmente para quartizitos grossos e ritmitos (filitos e quartzitos centimetricamente intercalados). Já a formação Rio dos Remédios é constituída por vulcanitos ácidos a intermediários (metarriolito, metadacito e metarriodacito) em parte porfiritico, em geral xistificados, calcialcalinos de alto K, peraluminosos. Pertencente ao grupo Chapada Diamantina, a formação Tombador é caracterizada por arenitos grossos a finos, com grau de selecionamento variável, conglomerado polimítico, arenito conglomerático e pelito. O complexo Gavião é constituído por ortognaisses migmatítico tonalítico-trondhjemitico- granodioritico, com enclaves máfico e ultramáfico, e os granitóides anorogênicos, denominados de granitóides Abaira-Jussiape são constituídos por granito e granodiorito, em parte porfirítico e com facies subvulcânicas, localmente foliados/milonitizados. O mapa geológico do município pode ser visto na figura 3. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 5 # Abaíra N PALEOPROTEROZÓICO GRUPO PARAGUAÇU FORMAÇÃO RIO DOS REMÉDIOS: metarriolito, metadacito e me- tarriodacito, em parte porfirítico, em geral xistif icados, calc ialcalinos de alto K, peraluminosos. GRANITÓIDES ABAÍRA-JUSSIAPE, IBITIARA E RODEADOR-SU- RUBIM: granito e granodiorito, em parte porfiríticos e com fácies subvulcânica, localmente foliados/milonitizados, calcialcalinos de alto K, metaluminosos. FORMAÇÃO OURICURI DO OURO: metaconglomerado polimítico e quartzito. GRANITÓIDES ANOROGÊNICOS SUÍTE INTRUSIVA LAGOA REAL Ortognaisse migmatít ico tonalí tico-trondhjemítico-granodiorí tico, com enclaves máfico e ultramáfico COMPLEXO GAVIÃO PALEOARQUEANOFORMAÇÃO LAGOA DE DENTRO: metarenito eólico com níveis metapelíticos. GRUPO PARAGUAÇU FORMAÇÃO AÇURUÁ: ardósia e metassilt ito com lentes de me- tarenito. FORMAÇÃO MANGABEIRA: quartzitos e metarenitos com inter- calações de metaconglomerados. FORMAÇÃO TOMBADOR INDIVISA: arenito, conglomerado poli- mít ico, arenito conglomerático e pelito. GRUPO CHAPADA DIAMANTINA MESOPROTEROZÓICO PALEOPROTEROZÓICO-MESOPROTEROZÓICO 2 0 2 4 Km Escala Gráfica Geologia e Recursos Minerais do Estado da Bahia - SIG, modificado (Dalton de Souza et al, 2003, Salvador, CPRM) Figura 3 – Esboço geológico. 4.5. Recursos Hídricos 4.5.1. Águas Superficiais O Município de Abaíra está inserido na bacia do rio de Contas. Tem como principais drenagens o rio Água Suja, o rio de Contas e o riacho Água Branca (CEI, 1994g). O rio Água Suja localiza-se no limite sul municipal fazendo a divisa com os Rios de Contas e Jussiape. Trata-se de uma drenagem perene que flui, de modo geral, para leste até desaguar no extremo sudeste do município no rio de Contas. O rio de Contas faz limite leste com o Município de Mucugê. Trata-se de um rio perene que flui na direção sul, apresentando dois tributários importantes dentro da área municipal que chegam pela sua margem direita: o riacho Água Branca e o rio Água Suja. O rio Água Suja passa nas proximidades da sede municipal de Abaíra. Trata-se de uma drenagem inicialmente intermitente que passa a ser perene um pouco antes da confluência com o riacho São José, um dos seus tributários, próximo à cidade de Abaíra. De modo geral, a drenagem flui para leste até desaguar no rio de Contas. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 6 4.5.2. Águas Subterrâneas No Município de Abaíra, pode-se distinguir três domínios hidrogeológicos: Grupo Chapada Diamantina/Estância/Juá, Metassedimentos/Metavulcanitos e Cristalino (Figuras 4 e 5). O dominio hidrogeológico denominado grupo Chapada Diamantina/Estância/Juá, envolve litologias essencialmente arenosas com pelitos e carbonatos subordinados, e que tem como características gerais uma litificação acentuada, forte compactação e intenso fraturamento, que lhe confere além do comportamento de aqüífero granular com porosidade primária baixa, um comportamento fissural acentuado (porosidade secundária de fendas e fraturas), motivo pelo qual prefere-se enquadrá-lo com mais propriedade como aqüífero do tipo fissural e “misto”, com baixo a médio potencial hidrogeológico. Os metassedimentos/metavulcanitos e cristalino têm comportamento de “aquifero fissural”. Como basicamente não existe uma porosidade primária nestes tipos de rochas, a ocorrência de água subterrânea é condicionada por uma porosidade secundária representada por fraturas e fendas, o que se traduz por reservatórios aleatórios, descontínuos e de pequena extensão. Dentro deste contexto, em geral, as vazões produzidas por poços são pequenas, e a água em função da falta de circulação, dos efeitos do clima semi-árido e do tipo de rocha, é, na maior parte das vezes, salinizada. Essas condições, definem um potencial hidrogeológico baixo para as rochas, sem no entanto diminuir sua importância como alternativa no abastecimento nos casos de pequenas comunidades, ou como reserva estratégica em períodos de prolongadas estiagens. SERGIPE PERNAMBUCO O CE AN O AT LÂ NT IC O SALVADOR ALAGOAS PIAUÍ Escala Gráfica 50 0 50 100 150 Km Domínios Hidrogeológicos do Estado da Bahia (BOMFIM, L.F.C. & JESUS, J.D.A., no prelo, CPRM) Abaíra Bacias Sedimentares (Aqüífero Granular) Carbonatos/Metacarbonatos (Aqüífero Cárstico) Cristalino (Aqüífero Fissural) Formações Superficiais Cenozóicas (Aqüífero Granular) Grupo Chapada Diamantina/Estân- cia/Juá (Aqüífero Granular e Misto) Metassedimentos/Metavulcanitos (Aqüífero Fissural) DOMÍNIOS HIDROGEOLÓGICOS Figura 4 – Domínio hidrogeológico. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 7 # N Escala Gráfica 3 0 3 6 Km Domínios Hidrogeológicos do Estado da Bahia (BOMFIM, L.F.C. & JESUS, J.D.A., no prelo, CPRM) Abaíra Cristalino (Aqüífero Fissural) Grupo Chapada Diamantina/Estân- cia/Juá (Aqüífero Granular e Misto) Metassedimentos/Metavulcanitos (Aqüífero Fissural) DOMÍNIOS HIDROGEOLÓGICOS Figura 5 – Domínio hidrogeológico do município. 5. DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS O levantamento realizado no município registrou a ocorrência de 21 pontos d’água, sendo todos poços tubulares. Com relação a propriedade do terreno onde estão localizados os poços cadastrados, pode-se ter: terrenos públicos, quando o terreno for de serventia pública e; particular, quando for de propriedade privada. Conforme ilustrado na figura 6, 3 poços encontram-se em terreno particular, 18 em terreno público. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 8 Público 86% Particular 14% Figura 6 – Natureza da propriedade do terreno. Quanto ao tipo de abastecimento que se destina o uso da água, os poços cadastrados foram classificados em: comunitários, quando atendem a várias famílias e; particular, quando atendem apenas ao seu proprietário. A figura 7 mostra que 4 poços destinam-se atendimento comunitário, 1 poço destina-se ao atendimento particular e 16 poços não tem informação quanto ao uso.. Comunitário 19% Sem informação 76% Particular 5% Figura 7 – Finalidade do abastecimento dos poços. Quatro situações distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em operação, paralisados, não instalados e abandonados. Os poços em operação são aqueles que funcionavam normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas relacionados à manutenção ou quebra de equipamentos. Os não instalados representam aqueles poços que foram perfurados, tiveram um resultado positivo, mas não foram ainda equipados com sistemas de bombeamento e distribuição. E por fim, os abandonados, que incluem poços secos e poços obstruídos, representam os poços que não apresentam possibilidade de produção. A situação dessas obras, levando-se em conta seu caráter público ou particular, é apresentada em números absolutos no quadro 1 e em termos percentuais na figura 8. Quadro 1 – Situação dos poços cadastrados conforme a finalidade do uso Natureza do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido Comunitário - 4 - - - Particular - 1 - - - Indefinido - - - - - Total 2 5 10 4 - Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 9 Figura 8 – Situação dos poços cadastrados em percentagem. Em relação ao uso da água, 46% dos poços cadastrados são destinados ao uso doméstico primário (água de consumo humano para beber); 45% são utilizados para uso doméstico primário e secundário (água de consumo humano para beber e uso geral); e em 9% para agropecuária conforme mostra a figura 9. Doméstico Primário 46% Doméstico Secundário 45% Agropecuaria 9% Figura 9 – Uso da água. A figura 10 mostra a relação entre os poços tubulares em operação e os desativados (paralisados e não instalados). Dos 14 poços desativados, 13 são públicos e 1 é particular, podendo todos virem a operar, somando suas descargas aos 5 poços em operação. Não Instalado 48% Em Operação 24% Abandonado 9% Paralisado 19% Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 10 0 2 4 6 8 10 12 14 Particular 1 1 Público 4 13 Em Operação Paral/N. Instalado Figura 10 – Relação entre poços em uso e desativados. Com relação à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos poços, a figura 12 mostra que 4 poços utilizam energia elétrica, sendo 4 poços públicos, enquanto que 1 poço público utiliza outra forma de energia. 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 Particular Público 4 1 Energia Elétrica Outras Fontes Figura 11 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’água. 5.2.3. Aspectos Qualitativos Com relação a qualidade das águas dos pontos cadastrados, foram realizadas in loco medidas de condutividade elétrica, que é a capacidade de uma substância conduzir a corrente elétrica estando diretamente ligada com o teor de sais dissolvidos sob a forma de íons. Na maioria das águas subterrâneas naturais, a condutividade elétrica multiplicada por um fator, que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos sólidos totais dissolvidos (STD) na água. Para as águas subterrâneas analisadas, a condutividade elétrica multiplicada pelo fator 0,65 fornece o teor de sólidos dissolvidos. Conforme a Portaria no 1.469/FUNASA, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos totais dissolvidos (STD) é de 1.000 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 11 mg/L. Teores elevados deste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danifica as redes de distribuição. Para efeito de classificação das águas dos pontos cadastrados no município, foram considerados os seguintes intervalos de STD: 0 a 500 mg/L água doce 501 a 1.500 mg/L água salobra > 1.500 mg/L água salgada Foram coletadas e analisadas amostras de água de 13 poços tubulares. Os resultados das análises mostraram valores oscilando de 175,50 e 3.373,50 mg/L., com valor médio de 1.073,60 mg/L. Observando o quadro 2 e a figura 12, que ilustra a classificação das águas subterrâneas no município, verifica-se a predominância de água doce em 38% dos poços cadastrados. Quadro 2– Qualidade das águas subterrâneas no município conforme a situação do poço. Qualidade da água Em Uso Não Instalado Paralisado Indefinido Total Doce 1 4 - - 5 Salobra 2 2 - - 4 Salgada 1 3 - - 4 Total 4 9 0 0 13 Salina 31% Salobra 31% Doce 38% Figura 12 – Qualidade das águas subterrâneas do município. 6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A análise dos dados referentes ao cadastramento dos poços tubulares executado no município permitiu estabelecer as seguintes conclusões: • A situação atual dos poços tubulares existentes no município é apresentada no quadro 3 a seguir: Quadro 3 – Situação atual dos poços cadastrados no município. Natureza Do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido Total Público 1 (6%) 4 (22%) 9 (50%) 4 (22%) - 18 (86%) Particular 1 (33%) 1 (33%) 1 (33%) - - 3 (14%) Indefinido - - - - - 0 (0%) Total 2 (10%) 5 (24%) 10 (48%) 4 (19%) - 21 (100%) Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 12 Com base nas conclusões acima estabelecidas podem-se tecer as seguintes recomendações: • Os poços desativados e não instalados deveriam entrar em programas de recuperação e instalação de poços, visando o aumento da oferta de água da região; • Poços paralisados em virtude de alta salinidade, deveriam ser analisados com detalhe (vazão, análise físico-química, no de famílias atendidas, etc) para verificação da viabilidade da instalação de equipamentos de dessalinzação; • Todos os poços deveriam sofrer manutenção periódica para assegurar o seu funcionamento, principalmente, em tempos de estiagens prolongadas; • Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriológico, devem ser implantadas, em todos os poços, medidas de proteção sanitária tais como: selo sanitário, tampa de proteção, limpeza permanente do terreno, cerca de proteção, etc. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. [Mapas Base dos municípios do Estado do Piauí]. Escalas variadas. Inédito. BONFIM, L. F. C.; COSTA, I. V. G & BENVENUTI, S. M. P. - 2002 – Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste. Estado de Sergipe. Diagnóstico do Município de Salgado. CPRM. Salvador Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 13 ANEXO 1 PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 14 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 15 ANEXO 2 MAPA DE PONTOS D’ÁGUA Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Abaíra Estado - BA 16 1 - Abaíra.pdf Página 1