MONITORAMENTO ESPECIAL DA BACIA DO RIO PARAOPEBA ABRIL/2019 RELATÓRIO I MONITORAMENTO HIDROLÓGICO E SEDIMENTOMÉTRICO         CPRM – SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL                                    MONITORAMENTO ESPECIAL DA BACIA DO RIO PARAOPEBA        RELATÓRIO 01: Monitoramento Hidrológico e Sedimentométrico                              BELO HORIZONTE  ABRIL/2019              MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA  Ministro de Estado  Bento Albuquerque    SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM  Diretor Presidente  Esteves Pedro Colnago    Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial  Antônio Carlos Bacelar Nunes    Diretor de Geologia e Recursos Minerais  José Leonardo Silva Andriotti ‐ interino    Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento  Fernando Pereira de Carvalho ‐ interino    Diretor de Administração e Finanças  Juliano de Souza Oliveira ‐ interino    Chefe do Departamento de Hidrologia  Frederico Cláudio Peixinho    Chefe do Departamento de Gestão Territorial  Maria Adelaide Mansini Maia    SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE BELO HORIZONTE  Superintendente Regional  Marlon Marques Coutinho ‐ interino    Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial  Marlon Marques Coutinho    Gerente de Geologia e Recursos Minerais  Marcelo de Souza Marinho  Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento  Júlio Murilo Martino Pinho    Gerente de Administração e Finanças  Margareth Marques dos Santos      3    CRÉDITOS  Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial – Marlon Marques Coutinho    Equipe Técnica   Supervisor de Hidrologia ‐ Fernando Silva Rego    Equipe de Escritório  Alice  Silva  de  Castilho;  Artur  José  Soares Matos;  Breno  Guerreiro  da Motta;  Éber  José  de  Andrade Pinto; Elizabeth Guelman Davis; Luana Kessia Lucas Alves Martins; Márcio de Oliveira  Cândido; Maria Letícia Rabelo Alves Patrus  Alessandro José da Silva; Ivete Souza do Nascimento; José Geraldo Alves Franco; Juliani Costa  Araújo Marinho; Luiza Clemente Cardoso; Maurina Soares Siqueira de Freitas    Equipe de Campo  Alexandre Henrique, Aline da  Silva Garcia, Amarildo Gomes De Assis, Barbara H De O  Lobo  Cordeiro, Bruno Henrique F Ribeiro, Edilson Francisco Siqueira, Eduardo Soares Feliciano Dos  Santos,  Elenildo  Aparecido  Goncalves,  Emília  Yumi  Kawaguchi,  Francisco  Magela  Dias,  Frederico  Ernesto  C  Carvalho,  Grace  Kelly  Amaral  Ventura,  Gustavo  Guedes  De  Faria  Cruz,  Helton Roberto Gomes De Sousa, Jackson Tiago Ribeiro, Janaína Gomes Pires Da Silva, Joilson  Santana  Barbosa,  José Arcinei  Bardini,  Jose  Júlio De  Souza,  Juliana  Lourenção,  Luana  Souza  Serafim De Lima, Luis Carlos Pereira De Oliveira, Maíra Uchoa Pinto Dos Santos, Marco Antônio  Leitão Pimentel, Michele Bruna De Souza Nascimento, Oscar Alves Da Silva, Robinson De Souza  Marinho, Sidney Luiz Do Nascimento, Welington Cesário De Oliveira, Weslley Natan Da Rocha,  William Jhones G. Assis    Equipe de Laboratório  Supervisora ‐ Magda Cristina Ferreira Pinto  Álvaro Cesar Elias Mendes e Lorena Michele Oliveira Vaz    Capa  Elizabeth Almeida Cadete Costa        4    Sumário 1  Apresentação ........................................................................................................................ 5  2  Metodologia .......................................................................................................................... 6  3  Caracterização da Região ...................................................................................................... 8  3.1  Caracterização da bacia hidrográfica do rio Paraopeba ............................................... 8  3.2  Caracterização da rede de monitoramento existente ................................................ 12  3.3  Caracterização da barragem ....................................................................................... 24  3.4  Caracterização do monitoramento após a ruptura da barragem ............................... 26  3.4.1  40740000 – Alberto Flores .................................................................................. 29  3.4.2  Mário Campos ..................................................................................................... 30  3.4.3  BR‐381 e BR‐262 .................................................................................................. 31  3.4.4  Montante da BR‐262 ........................................................................................... 32  3.4.5  40800001 – Ponte Nova do Paraopeba ............................................................... 34  3.4.6  40850000 – Ponte da Taquara ............................................................................ 35  4  Resultados ........................................................................................................................... 37  4.1.1  Monitoramento de precipitação ......................................................................... 37  4.1.2  Monitoramento de níveis .................................................................................... 42  4.1.3  Monitoramento de vazões .................................................................................. 43  4.1.4  Monitoramento de 5 parâmetros de qualidade da água in loco ........................ 51  4.1.5  Monitoramento de concentração de sedimentos em suspensão ...................... 53  4.1.6  Monitoramento da granulometria do material em suspensão .......................... 66  4.1.7  Monitoramento da granulometria do material de fundo ................................... 69  4.1.8  Calculo da descarga sólida total .......................................................................... 70  5  Considerações Finais ........................................................................................................... 71  6  Referências Bibliográficas ................................................................................................... 74            5    1 Apresentação No  dia  25  de  janeiro  de  2019,  por  volta  as  12:30h,  houve  o  rompimento  da  barragem  de  rejeitos B1 da mina de minério de  ferro do Córrego do  Feijão da Vale.  Esta barragem  está  localizada na bacia do  ribeirão Ferro Carvão, que é afluente do  rio Paraopeba pela margem  direita, que por sua vez é afluente do rio São Francisco e um dos formadores do reservatório  de Três Marias.  A CPRM, como SGB, no dia 26 de janeiro, mobilizou sua equipe para o registro do evento. Este  registro consistiu:   Pela equipe de Hidrologia, no monitoramento:  o dos níveis e vazões do rio Paraopeba  imediatamente a montante e a  jusante  da confluência com o ribeirão Ferro Carvão;  o da precipitação em vários pontos da bacia;  o de 5 parâmetros de qualidade de água in loco: temperatura, turbidez, pH, OD,  condutividade elétrica;  o de concentração de sedimentos em suspensão;  o da granulometria em suspensão e de fundo.   Pela equipe de geoquímica:  o Realização  de  campanhas  de  amostragem  de  água  e  de  sedimentos  de  corrente em vários pontos da bacia: no rio Paraopeba a montante e  jusante  da  confluência do  ribeirão  Ferro Carvão, na bacia do  ribeirão  Ferro Carvão,  com a realização de vários parâmetros:   Água ‐ 27 cátions e 7 ânions;   Sedimentos – 53 elementos.  À medida que o evento  foi  registrado, os  resultados  foram  sendo apresentados em boletins  diários na página da CPRM: http://www.cprm.gov.br/sace/index_rio_paraopeba.php.   O monitoramento  hidrológico  e  sedimentométrico  da  bacia  do  rio  Paraopeba  foi  possível  devido  a parceria  existente  entre  a CPRM  e ANA na operação da Rede Hidrometeorológica  Nacional na região.  Este  relatório apresenta os  resultados do monitoramento  feito pela equipe de Hidrologia no  período de 26 de janeiro a 31 de março de 2019. Os resultados do monitoramento feito pela  equipe de geoquímica estão apresentados em outro  relatório: Relatório  II – Monitoramento  Geoquímico.  Este relatório está organizado em 6 capítulos, a saber:   Primeiro – Apresentação;   Segundo – Metodologia;   Terceiro – Caracterização da Região;   Quarto – Resultados;   Quinto – Considerações Finais;   Sexto – Referências Bibliográficas.      6    2 Metodologia Este capítulo apresenta a metodologia de medições realizadas no campo: desde a obtenção de  chuva,  nível,  medições  de  descarga  líquida,  coleta  de  amostras  de  água  e  sedimentos;  e  análises  laboratoriais de  turbidez, granulometria de  sedimentos em  suspensão e de  fundo e  concentração de sedimentos em suspensão.  Os níveis dos rios obtidos através de réguas linimétricas e de sensores de pressão automáticos  com transmissão de dados via satélite.  As medições de vazão  foram  feitas com molinetes e equipamentos acústicos: SONTEK M9 e  RDI RiverRay.   A  coleta  de  amostras  de  água  para  realização  de  análise  de  parâmetros  in  loco  e  de  concentração de sedimentos em suspensão foi feita como uso de amostradores do tipo US‐D‐ 59. As amostras para a determinação da concentração de  sedimentos em  suspensão  foram,  quando possível,  integradas e realizadas segundo o método de  igual  incremento de descarga  (IID).  A  determinação  dos  5  parâmetros  de  qualidade  da  água  in  loco  foi  feita  com  a  sonda  multiparamétrica YSI EXO1 e Hydrolab MS5. Para verificar a homogeneidade da seção, foram  determinados os parâmetros em vários pontos da seção, em geral, em três verticais: centro,  margem esquerda e margem direita; e em três profundidades: superfície, meia profundidade e  acima do fundo. Porém, os resultados divulgados representaram a média dos parâmetros nos  vários pontos da seção.  Os valores de turbidez encontrados em alguns casos foram maiores do que 1.500NTU, sendo  necessária  a  diluição  da  amostra.  Ainda  assim  as  amostras  foram  encaminhadas  para  o  laboratório e a turbidez feita no turbidímetro de bancada que tem maior precisão.  Para as amostras de água coletadas foram determinadas a concentração e a granulometria do  sedimento em suspensão.  Na coleta do sedimento de fundo foram utilizados os amostradores tipo USBM‐54 e Van Veen.  As amostras de material de fundo foram coletadas nas mesmas verticais onde foram coletadas  as amostras de material em suspensão.   As análises realizadas no laboratório foram as seguintes:   Turbidez;   Concentração de sedimentos em suspensão;   Granulometria em Suspensão;   Granulometria de Fundo.  A determinação de turbidez no  laboratório  foi  feita com o equipamento Turbidímetro HACH  TL2360.  A  determinação  da  concentração  de  sedimentos  em  suspensão  foi  feita  pelo  método  Filtração/gravimetria,  com  o  uso  de  Membrana  filtrante  de  fibra  de  vidro  tipo  934‐AH      7    (porosidade 1,5 µm). Este ensaio realizado pela CPRM é acreditado pela CGCRE/INMETRO (CRL  0463).  A determinação de  granulometria  em  suspensão  foi  feita pelo método de  espalhamento  a  laser, com o uso do equipamento Granulômetro a laser Malvern MS 2000.  A determinação de granulometria do material do fundo foi feita por peneiramento.  Foi realizado também o monitoramento pluviométrico em alguns pontos da bacia, a chuva foi  obtida através de pluviômetros convencionais e automáticos do tipo báscula, com transmissão  de dados via satélite. Além disso,  foi utilizada a precipitação espacializada obtida através de  informações de satélite. Os dados de precipitação estimados por satélite foram obtidos a partir  do produto MERGE disponibilizado pelo  INPE/CPTEC. Este produto é gerado utilizando dados  do  Global  Precipitation Measurement  (GPM)  Integrated Multi‐satellite  Rettrievals  for  GPM  (IMERG). Nos mapas de chuva foram utilizados os dados horários do MERGE com GPM‐IMERG  V04  gerados  na  etapa  mais  precisa  denominada  LATE.  Os  dados  são  disponibilizados  em  formato grib2 com resolução horizontal de 5 km.          8    3 Caracterização da Região Este capítulo apresenta a Caracterização:    da bacia hidrográfica do rio Paraopeba,    da rede de monitoramento existente,    da barragem,    do monitoramento após a ruptura da barragem.  3.1 Caracterização da bacia hidrográfica do rio Paraopeba A bacia do rio Paraopeba está localizada na região central do estado de Minas Gerais, próxima  a Região Metropolitana de Belo Horizonte, Figura 1.   O rio Paraopeba é afluente da margem direita do rio São Francisco e é um dos formadores do  reservatório da usina de Três Marias da CEMIG.  Os  principais  usos  da  água  da  bacia  do  rio  Paraopeba  são:  geração  de  energia  elétrica;  abastecimento público; abastecimento  industrial,  com destaque para mineração e  irrigação,  Figura 2.  A bacia do rio Paraopeba possui importantes mananciais de abastecimento da RMBH, que tem  da  ordem  de  5,15M  habitantes.  Três  de  seus  afluentes  tem  em  suas  bacias,  reservatórios  usados para este abastecimento: rio Manso (Manso); ribeirão Juatuba (Serra Azul) e rio Betim  (Várzea das Flores). O próprio Paraopeba  tem uma captação  sazonal para abastecimento da  RMBH, a qual foi suspensa após a ruptura da barragem. Vide Figura 3.  O rio Paraopeba é utilizado também para o abastecimento da cidade de Pará de Minas, com  cerca de 92mil habitantes, dentre outras.  Além de ser um dos formadores do reservatório de Três Marias, no rio Paraopeba existem as  usinas  hidrelétricas  de  Salto  do  Paraopeba  e  Retiro  Baixo,  e  a  barragem  de  nível  da  usina  termelétrica de Igarapé.  A  bacia  do  rio  Paraopeba  tem  área  de  drenagem  da  ordem  de  13.640km²,  sendo  que  a  montante do ribeirão Ferro Carvão, onde houve a ruptura da barragem a área é da ordem de  4.000km².  Ressalta‐se  que  o  ribeirão  Ferro  Carvão  é  afluente  pela margem  direita  do  rio  Paraopeba,  e  sua  bacia  tem  área  de  32,8km²,  e  a  vazão média  em  sua  foz  é  da  ordem  de  600L/s, obtida através de regionalização de vazão.         9    Figura 1 – Localização da bacia do Paraopeba        10    Figura 2 – Principais Usos da água na bacia do rio Paraopeba – Fonte: ANA        11    Figura 3 – Principais mananciais de abastecimento da RMBH e empreendimentos elétricos da  bacia do rio Paraopeba            12    3.2 Caracterização da rede de monitoramento existente A  rede  hidrometeorológica  nacional  –  RHN,  a  qual  é  gerenciada  pela ANA,  na  bacia  do  rio  Paraopeba,  é  operada  pela  CPRM.  Esta  rede  é  formada  por  estações:  pluviométricas,  fluviométricas e sedimentométricas. Já a rede de qualidade da água na bacia é operada pelo  IGAM em parceria com a ANA.  Ressalta‐se  que  existem  vários  pontos de monitoramento  na  bacia  pertencentes  a  diversos  órgãos a saber: CEMIG, COPASA, INMET, CEMADEN, dentre outros.  Importante  ressaltar  também  que  a  bacia  de  um  dos  afluentes  do  rio  Paraopeba,  ribeirão  Juatuba, foi escolhida há mais de 40 anos como Representativa do Cerrado de Minas Gerais.  Nesta  bacia  há  uma  rede mais  densa  de monitoramento  contando  também  com  estações  climatológicas e piezométricas.   A RHN da bacia do rio Paraopeba está apresentada nas Tabelas 1 e 2 e nas Figuras 4 e 5.  Nas estações fluviométricas da RHN são coletados dados diários de nível dos rios, e calculadas  as vazões diárias obtidas através de curvas chaves, que são estabelecidas a partir de medições  de vazão realizadas 3 a 4 vezes por ano durante as visitas de inspeção. Nestas visitas são feitas  também  análises de 5 parâmetros de qualidade da  água  in  loco:  temperatura da  água, pH,  Oxigênio Dissolvido e Condutividade Elétrica.  Nas estações  fluviométricas: Belo Vale – 40710000, Ponte Nova do Paraopeba – 40800001 e  Mateus  Leme – 40822995  são  realizadas medições de descarga  sólida durante  as  visitas de  inspeção,  quando  são  coletadas  amostras  de  água  para  determinação  da  concentração  de  sedimentos em suspensão.      13    Tabela 1 – RHN na bacia do rio Paraopeba – Estações Fluviométricas  CÓDIGO  NOME  CURSO D’ÁGUA  AD (km²)  LAT  LONG  40549998  SAO BRAS DO SUACUI‐MONTANTE  RIO PARAOPEBA  446  ‐20:36:17  ‐043:54:31  40579995  CONGONHAS‐LINIGRAFO  RIO MARANHAO  613  ‐20:31:07  ‐043:50:08  40680000  ENTRE RIOS DE MINAS  RIO BRUMADO  469  ‐20:39:37  ‐044:04:19  40710000  BELO VALE  RIO PARAOPEBA  2690  ‐20:24:29  ‐044:01:16  40740000  ALBERTO FLORES  RIO PARAOPEBA  3945  ‐20:09:45  ‐044:09:38  40800001  PONTE NOVA DO PARAOPEBA  RIO PARAOPEBA  5680  ‐19:56:57  ‐044:18:19  40810400  FAZENDA LARANJEIRAS JUSANTE  CORREGO MATO FRIO  10,2  ‐20:05:39  ‐044:29:37  40810800  FAZENDA PASTO GRANDE  RIBEIRAO SERRA AZUL/FREITAS  54,7  ‐20:05:14  ‐044:26:15  40811100  JARDIM  RIBEIRAO SERRA AZUL  112,4  ‐20:02:51  ‐044:24:32  40821900  BOM JARDIM MONTANTE  RIBEIRAO SESMARIA  39,8  ‐19:59:43  ‐044:31:50  40822995  MATEUS LEME‐ALDEIA  RIBEIRAO MATEUS LEME  89,4  ‐19:59:07  ‐044:26:22  40823500  SUZANA  RIBEIRAO MATEUS LEME  153  ‐19:57:41  ‐044:21:58  40850000  PONTE DA TAQUARA  RIO PARAOPEBA  8720  ‐19:25:23  ‐044:32:58    Tabela 2 – RHN na bacia do rio Paraopeba – Estações Pluviométricas  CÓDIGO  NOME  MUNICÍPIO  ALT (m)  LAT  LONG  1944004  PONTE NOVA DO PARAOPEBA  BETIM  721  ‐19:57:20  ‐044:18:24  1944007  FAZENDA ESCOLA FLORESTAL  FLORESTAL  745  ‐19:52:47  ‐044:25:16  1944010  HORTO FLORESTAL  PARAOPEBA  733  ‐19:16:05  ‐044:24:06  1944026  BARRO PRETO  MATEUS LEME  846,7  ‐19:57:51  ‐044:27:07  1944027  JUATUBA  MATEUS LEME  716  ‐19:57:20  ‐044:20:04  1944031  PONTE DA TAQUARA  PARAOPEBA  624,3  ‐19:25:24  ‐044:32:50  1944048  MATEUS LEME  MATEUS LEME  868,6  ‐19:59:30  ‐044:25:26  1944049  PAPAGAIOS  PAPAGAIOS  703  ‐19:25:39  ‐044:43:12      14    Tabela 2 – RHN na bacia do rio Paraopeba – Estações Pluviométricas  CÓDIGO  NOME  MUNICÍPIO  ALT (m)  LAT  LONG  1944055  BETIM  BETIM  822  ‐19:58:24  ‐044:11:17  1944059  FORTUNA DE MINAS  FORTUNA DE MINAS  729  ‐19:33:47  ‐044:26:49  1944062  FAZENDA SANTA RITA  MATEUS LEME  820  ‐19:58:58  ‐044:29:32  2043005  CONSELHEIRO LAFAIETE  CONSELHEIRO LAFAIETE  996  ‐20:39:54  ‐043:46:40  2043013  CONGONHAS‐MONTANTE  CONGONHAS  871  ‐20:31:19  ‐043:49:48  2044007  ENTRE RIOS DE MINAS  ENTRE RIOS DE MINAS  885  ‐20:39:40  ‐044:04:14  2044008  MELO FRANCO  BRUMADINHO  761  ‐20:11:52  ‐044:07:15  2044012  IBIRITE  IBIRITE  1073  ‐20:02:34  ‐044:02:36  2044016  FAZENDA BENEDITO CHAVES  ITATIAIU€U  944  ‐20:10:09  ‐044:30:54  2044019  FAZENDA VISTA ALEGRE  MATEUS LEME  913,4  ‐20:03:05  ‐044:27:06  2044020  CALAMBAU  ITAUNA  943  ‐20:04:06  ‐044:29:32  2044021  ALTO DA BOA VISTA  MATEUS LEME  905,2  ‐20:06:07  ‐044:24:04  2044024  FAZENDA CURRALINHO  MATEUS LEME  786,1  ‐20:01:23  ‐044:19:13  2044026  FAZENDA COQUEIROS  ITAUNA  974,7  ‐20:07:47  ‐044:28:28  2044041  FAZENDA LARANJEIRAS  ITAUNA  894,7  ‐20:06:08  ‐044:29:05  2044043  ESTIVA  MATEUS LEME  806,8  ‐20:00:01  ‐044:27:42  2044047  SERRA DA SAUDADE  MATEUS LEME  838,4  ‐20:01:26  ‐044:28:05  2044052  JARDIM  MATEUS LEME  806  ‐20:02:42  ‐044:24:28  2044053  ESCOLA DE VETERINARIA  MATEUS LEME  812  ‐20:04:01  ‐044:20:57  2044054  SERRA AZUL  MATEUS LEME  817,4  ‐20:05:12  ‐044:25:38      15    Figura 4 – RHN na bacia do rio Paraopeba – Estações Fluviométricas      16    Figura 5 – RHN na bacia do rio Paraopeba – Estações Pluviométricas            17    A  tabela  3  e  a  figura  6  apresentam  as  vazões médias mensais,  Qmlt  e  Q7,10  nas  estações  fluviométricas da bacia do rio Paraopeba pertencentes a RHN.   Tabela 3 – Vazões médias mensais, Q7,10 e Qmlt nos cursos d’água da bacia do rio Paraopeba  CÓDIGO  Q710  Qmlt JAN  FEV  MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET  OUT  NOV  DEZ 40549998  1,25  7,61 16,0  12,3  10,8 7,36 5,53 4,59 3,76 3,20 3,63  4,72  7,53  11,9 40680000  1,45  9,28 23,1  17,4  15,2 10,4 7,66 6,46 5,53 4,78 4,62  6,55  10,0  20,1 40710000  10,9  47,86  101,8  73,9  63,6 43,1 31,5 26,6 23,3 20,0 22,2  27,9  46,7  77,2 40740000  12,4  59,2 122,2  97,9  81,7 56,3 42,1 35,4 30,8 27,0 27,7  35,5  58,1  99,3 40800001  15,4  83,4 172,5  143,3  127,8 85,4 61,8 51,8 43,9 37,0 36,1  47,4  75,5  134,1 40850000  18,8  122,9  267,6  208,0  178,6 125,1 86,0 69,9 55,0 46,4 48,3  60,2  117,3  216,3 Fonte: Hidroweb‐dados consistidos  Figura 6 – Vazões médias mensais das estações fluviométricas da bacia do rio Paraopeba    As figuras 7 e 8 apresentam as isoietas anual e mensais da bacia do rio Paraopeba.  1 10 100 1000 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez V az õ e s  (m ³/ s) Vazões médias mensais ‐ bacia do rio Paraopeba 40549998 40680000 40710000 40740000 40800001 40850000     18    Figura 7 a  – Isoietas mensais de janeiro e fevereiro      19    Figura 7 b – Isoietas mensais março e abril      20    Figura 7 c – Isoietas mensais maio e junho      21    Figura 7 d – Isoietas mensais julho e agosto      22    Figura 7 e – Isoietas mensais setembro e outubro      23    Figura 7 f – Isoietas mensais novembro e dezembro        24        Figura 8  – Isoietas anuais da bacia do rio Paraopeba  3.3 Caracterização da barragem A Mina de  ferro do Córrego do Feijão  fica em Brumadinho, Minas Gerais. Segundo a Vale, a  barragem  B1  da  Mina  Córrego  do  Feijão  tinha  como  finalidade  a  disposição  de  rejeitos  provenientes  da  produção. A  barragem  estava  inativa,  não  recebia mais  rejeitos,  não  tinha  presença de lago e nenhuma atividade operacional em andamento.  A barragem foi construída em 1976 pela Ferteco Mineração e adquirida pela Vale em 2001. A  barragem  foi  construída  pelo método  de  alteamento  a montante,  tinha  86m  de  altura  e  comprimento  de  crista  de  720m.  Os  rejeitos  dispostos  ocupavam  uma  área  de  aproximadamente 250mil m² e um volume de 11,7milhões de m³.  A  figura 9 mostra a área da barragem antes e depois da  ruptura. A CPRM delimitou a área  atingida de 3,1 km² pelo rejeito na bacia do ribeirão Ferro Carvão com a utilização de imagens  Google Earth.        25    Figura 9 – Área da barragem da mina do Córrego do Feijão antes e depois da ruptura da barragem          26    3.4 Caracterização do monitoramento após a ruptura da barragem Nos  dias  26  e  27  de  janeiro  foram  realizadas  reuniões  em  Belo  Horizonte,  MG  com  a  participação  dos  órgãos:  ANA,  CPRM,  IGAM  e  COPASA  para  definição  de  um  plano  de  monitoramento  conjunto  entre  as  instituições,  otimizando  os  recursos.  Neste  plano  ficou  definido que:   IGAM – monitoramento de 11 pontos, 1 a montante da ruptura e 10 a  jusante até o  município  de  Pompéu,  cerca  de  318km  de  distância  da  barragem. Monitoramento  diário  com  coleta  de  água  e  realização  de  análises  dos  seguintes  parâmetros:  condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH,  temperatura,  turbidez,  sólidos  totais,  sólidos  dissolvidos  totais,  sólidos  em  suspensão  totais; metais:  alumínio  dissolvido,  ferro dissolvido e manganês total; contaminantes: arsênio total, cádmio total, chumbo  total, cobre dissolvido, cromo  total, mercúrio  total, níquel  total, zinco  total e selênio  total.   COPASA – monitoramento de 3 pontos, no rio Paraopeba a montante das captações da  RMBH, e das cidades de Paraopeba e Três Marias. Monitoramento diário com coleta  de amostras de água e realização das análises dos seguintes parâmetros: temperatura,  oxigênio dissolvido, turbidez e pH e a série de metais.   CPRM – monitoramento de 3 pontos no rio Paraopeba: Mário Campos e as estações  fluviométricas: Ponte Nova do Paraopeba – 40800001 e Ponte da Taquara – 40850000.  Monitoramento  diário  de  5  parâmetros  in  loco:  temperatura  da  água,  pH,  oxigênio  dissolvido, turbidez e condutividade elétrica.  Além  do  que  ficou  definido  neste  monitoramento  conjunto,  a  CPRM  promoveu  o  monitoramento  diário  de:  nível,  vazão,  descarga  sólida  e  granulometria  do  material  em  suspensão  e  do  fundo  nas  estações  fluviométricas  existentes  da  RHN  (40740000‐  Alberto  Flores, 40800001 – Ponte Nova do Paraopeba, 40850000 – Ponte da Taquara) e alguns pontos  extras.   Alberto  Flores‐40740000  fica a montante da  confluência  com o  ribeirão  Ferro Carvão, onde  houve  uma  grande  deposição  de  rejeitos  após  ruptura  da  barragem,  inviabilizando  o  monitoramento,  este  só  foi  retomado  a  partir  de meados  de  fevereiro  de  2019,  quando  o  material depositado foi erodido pelo rio Paraopeba. Com isto, a CPRM definiu outro ponto de  monitoramento: Mário  Campos,  a  jusante  da  confluência  do  rio  Paraopeba  com  o  ribeirão  Ferro Carvão.  Para  o  acompanhamento  do  avanço  da  pluma  de  rejeitos  a  CPRM  definiu  3  pontos  de  amostragem  entre  Mário  Campos  e  Ponte  Nova  do  Paraopeba‐40800001:  Ponte  BR‐381,  montante da BR‐262 e Ponte BR‐262.  Além disso, ainda definiu mais 5 pontos entre Ponte Nova do Paraopeba‐40800001 e Ponte da  Taquara‐40850000:  Povoado de Valentim,  Fazenda MG‐060,  Ponte MG‐060, Montante MG‐ 238, Ponte MG‐238; e posteriormente 2 entre Ponte da Taquara e UHE Retiro de Baixo: Ponte  MG‐420 e Montante Retiro de Baixo.        27    A CPRM monitorou e coletou também amostras a montante das captações de Pará de Minas e  Paraopeba.  As características dos pontos de monitoramento encontram‐se na tabela 4.    Tabela 4 – Características dos pontos de monitoramento da CPRM no rio  Paraopeba  CÓDIGO  NOME  LAT  LONG  DIST  (km)  AREA  (km²)  40740000  Alberto Flores  ‐20,1625  ‐44,1606  1 km a  montante  3945  ‐  Mário Campos  ‐20,0531  ‐44,1968  29  ‐  ‐  Ponte BR‐381  ‐20,0392  ‐44,2564  40  ‐  ‐  Mont Ponte BR‐262  ‐20,0044  ‐44,2717  48  ‐  ‐  Ponte BR‐262  ‐19,9730  ‐44,2769  52  ‐  40800001  Ponte Nova do  Paraopeba  ‐19,9492  ‐44,3053  57  5680  ‐  Povoado do Valentim  ‐19,8355   ‐44,3912  85  ‐  ‐  Fazenda MG‐060  ‐19,6932  ‐44,4954  98  ‐  ‐  Ponte MG‐060  ‐19,6707   ‐44,4805  102  ‐  ‐  Montante MG‐238  ‐19,6013   ‐44,5673  129  ‐  ‐  Ponte MG‐238  ‐19,5753   ‐44,5624  135  ‐  40850000  Ponte da Taquara  ‐19,4231  ‐44,5494  176  8720  ‐  Ponte MG‐420  ‐19,1729  ‐44,7010  239  ‐  ‐  Mont Retiro de Baixo  ‐19,0124  ‐44,7388  271  ‐    A  figura 10 apresenta os pontos de monitoramento da CPRM em  forma de mapa e a  figura  11em forma de diagrama unifilar.  O monitoramento diário foi realizado até 14 de março de 2019, a partir desta data estão sendo  realizadas visitas semanais nos meses de março e abril de 2019 nos pontos de monitoramento:  Alberto Flores, Mário Campos, Ponte Nova do Paraopeba e Ponte da Taquara.          28    Figura 10 – Pontos de monitoramento da CPRM após a ruptura da barragem          29    Figura 11 – Diagrama unifilar dos pontos principais pontos de monitoramento da CPRM após a  ruptura da barragem  3.4.1 40740000 – Alberto Flores A  estação  de Alberto  Flores  possui monitoramento  automático  de  nível,  que  foi  registrado  durante todo o evento. As medições de descarga  líquida nesta estação  foram retomadas em  14 de fevereiro de 2019, porém não diariamente, quando foram coletadas também amostras  de água para análise de 5 parâmetros.    Foto 1 –Rio Paraopeba na confluência com o ribeirão Ferro Carvão próximo a estação de  Alberto Flores        30    3.4.2 Mário Campos Este  ponto  de monitoramento  foi  estabelecido  para  a  realização  de medição  de  descarga  líquida e sólida, um vez por dia, e coleta de amostras de água para a realização de análise de 5  parâmetros  in  loco,  2  a  4  vezes  por  dia.  Amostragem  foi  feita  em  3  verticais  e  em  3  profundidades distintas.  Em  função da grande quantidade de  sedimentos em  suspensão, a princípio não  foi possível  fazer  a medição de descarga  líquida  com medidor  acústico e nem molinete, nem mesmo  a  realização de amostragem integrada na vertical.    Foto 2 –Rio Paraopeba em Mário Campos em 22/02/19            31    3.4.3 BR-381 e BR-262 Estes pontos de monitoramento foram estabelecidos para coleta de amostras de qualidade da  água,  determinação  de  5  parâmetros,  um  vez  por  dia,  em  3  verticais  e  3  profundidades  distintas.    Foto 3 – Amostras do rio Paraopeba na Ponte BR‐381 em 09/02/19      Foto 4 – rio Paraopeba na Ponte BR‐381 em 10/02/19        32        Foto 5 –Rio Paraopeba na Ponte BR‐262 em 09/02/19    3.4.4 Montante da BR-262 Este ponto de monitoramento foi estabelecido para medição de vazão e de nível, com seção  de réguas em substituição a Mário Campos, devido aos problemas de medição de vazão acima  mencionados. Neste  ponto  foram  coletadas  amostras  uma  vez  por  dia,  em  3  verticais  e  3  profundidades distintas.        33      Foto 6 – Rio Paraopeba a Montante de BR‐262    Foto 7 – Amostras do rio Paraopeba a montante da BR‐262 em 11/02/19          34      Foto 8 – Amostras do rio Paraopeba a montante da BR‐262 em 15/02/19  3.4.5 40800001 – Ponte Nova do Paraopeba Esta estação fluviométrica possui monitoramento automático de nível registrado durante todo  o evento. Nesta estação foram realizadas medições de descarga  líquida e sólida, uma vez por  dia, e as amostras coletadas para determinação de concentração de sedimentos em suspensão  foram  integradas em 5 verticais, conforme o método de amostragem de  igual  incremento de  descarga – IID. Foram coletadas amostras para determinação de qualidade da água 2 a 4 vezes  por dia em 3 verticais em 3 profundidades.     Foto 9 – Rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba em 18/02/19          35    Foto 10 – Amostra do rio Paraopeba coletada em Ponte Nova do Paraopeba em 18/02/19  3.4.6 40850000 – Ponte da Taquara Esta  estação  fluviométrica  possui  monitoramento  convencional  de  nível  em  réguas  linimétricas. Nesta estação  foram  realizadas medições de descarga  líquida e  sólida, uma vez  por  dia,  e  as  amostras  coletadas  para  determinação  de  concentração  de  sedimentos  em  suspensão  foram  integradas  em  5  verticais,  conforme  o método  de  amostragem  de  igual  incremento de descarga –  IID. Foram coletadas amostras para determinação de qualidade da  água  2  a  4  vezes  por  dia  em  3  profundidades  em  5  verticais  até  31/01/2019  e  após  em  3  verticais.        36      Foto 11 – Rio Paraopeba em Ponte da Taquara em 24/02/19      Foto 12 – Amostra do rio Paraopeba coletada em Ponte da Taquara em 20/02/19            37    4 Resultados Este  capítulo  apresenta  os  resultados  do  monitoramento  realizado  no  rio  Paraopeba  no  período de 26 de janeiro a 31 de março de 2019, em termos de:   Monitoramento de níveis;   Medições de vazão e perfis transversais;   Monitoramento de 5 parâmetros de qualidade da água in loco;   Monitoramento de concentração de  sedimentos em  suspensão  (até 10 de março de  2019);   Monitoramento da granulometria do material em suspensão (em análise);   Monitoramento da granulometria do material de fundo (em análise).  4.1.1 Monitoramento de precipitação A precipitação foi monitorada em 6 estações pluviométricas, bem como através de estimativa  por satélite.  A figura 12 apresenta as precipitações estimadas por satélite acumuladas por períodos secos e  chuvosos  de  25  de  janeiro  a  31  de março  de  2019.  Já  a  tabela  5  apresenta  os  valores  de  precipitação registrados nas 6 estações pluviométricas.   Tabela 5 – Precipitações registradas em estações pluviométricas da bacia do rio Paraopeba em mm Data  Conselheiro  Lafaiete ‐ 1  Lagoa  Dourada ‐ 1  Entre Rios  de Minas ‐ 1  Alberto  Flores ‐ 1  Ponte Nova do  Paraopeba ‐1  Ponte da  Taquara ‐ 2  25/01/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 26/01/2019  0,4  7,8 0,2 5,8 6,4  0,0 27/01/2019  0,0  0,4 0,4 0,0 0,2  60,0 28/01/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 29/01/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 30/01/2019  0,0  0,0 0,0 10,6 0,0  0,0 31/01/2019  0,0  0,0 0,0 0,2 0,0  0,0 01/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 02/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 03/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 04/02/2019  15,0  67,6 18,8 30,8 85,6  2,5 05/02/2019  9,0  0,0 18,4 1,6 0,2  0,0 06/02/2019  3,0  1,4 5,4 20,0 57,4  13,4 07/02/2019  14,4  70,6 26,6 9,2 8,6  6,9 08/02/2019  0,2  8,4 3,0 0,0 0,2  8,2 09/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,2  0,0 10/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,6  0,0 11/02/2019  21,2  5,4 0,0 0,0 0,4  5,4 12/02/2019  0,2  0,2 0,2 0,0 0,0  0,0 13/02/2019  4,4  17,0 69,6 11,6 1,6  0,0 14/02/2019  1,2  0,6 0,2 0,4 0,0  8,2 15/02/2019  0,6  0,0 0,2 7,2 12,2  1,5 16/02/2019  31,4  66,2 21,8 29,4 32,8  8,0 17/02/2019  13,8  7,0 21,8 23,8 16,0  30,0 18/02/2019  2,2  2,8 1,2 3,6 1,4  19,6       38    Tabela 5 – Precipitações registradas em estações pluviométricas da bacia do rio Paraopeba em mm Data  Conselheiro  Lafaiete ‐ 1  Lagoa  Dourada ‐ 1  Entre Rios  de Minas ‐ 1  Alberto  Flores ‐ 1  Ponte Nova do  Paraopeba ‐1  Ponte da  Taquara ‐ 2  19/02/2019  0,4  0,6 0,4 4,4 0,2  40,5 20/02/2019  24,8  31,0 19,4 18,6 12,0  24,8 21/02/2019  4,2  24,6 25,4 14,2 8,4  4,2 22/02/2019  0,0  0,2 0,2 8,8 0,0  0,0 23/02/2019  0,2  0,0 0,2 0,0 0,2  0,0 24/02/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 25/02/2019  19,2  0,6 0,2 0,0 0,0  0,0 26/02/2019  4,8  35,6 8,2 42,2 9,8  0,0 27/02/2019  0,6  3,4 0,8 0,4 0,2  34,8 28/02/2019  0,0  4,4 8,2 28,4 6,8  0,0 01/03/2019  10,6  15,0 12,0 41,4 24  3,4 02/03/2019  6,0  3,0 1,8 0,6 0,8  7,3 03/03/2019  0,8  1,6 12,8 0,0 2,6  0,0 04/03/2019  0,4  2,8 0,2 1,0 0,6  0,7 05/03/2019  0,2  0,2 0,2 0,0 0,4  1,6 06/03/2019  0,0  0,0 0,0 2,0 0,2  1,0 07/03/2019  0,0  0,0 0,4 0,2 0,2  24,7 08/03/2019  0,0  0,0 0,2 0,0 0,0  0,0 09/03/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 10/03/2019  0,0  1,4 24,4 22,0 17,0  0,0 11/03/2019  18,4  37,4 10,6 0,2 5,6  43,3 12/03/2019  0,2  1,8 0,2 0,0 0,2  0,7 13/03/2019  0,0  19,4 0,0 0,0 14,8  3,5 14/03/2019  0,0  8,6 0,4 0,2 0,2  0,0 15/03/2019  0,2  0,4 0,2 0,2 0,2  0,0 16/03/2019  4,8  1,4 0,0 0,0 33,2  0,0 17/03/2019  3,0  12,2 9,0 1,4 10,0  4,6 18/03/2019  0,2  2,2 0,2 0,0 0,2  1,3 19/03/2019  8,0  20,0 9,4 0,0 0,0  0,0 20/03/2019  0,4  0,0 2,8 3,2 0,0  0,0 21/03/2019  0,8  2,4 2,2 13,6 60,8  8,4 22/03/2019  14,6  15,2 13,0 25,2 16,8  18,8 23/03/2019  0,4  0,0 0,2 0,0 0,0  3,4 24/03/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 25/03/2019  0,0  0,0 0,2 0,0 0,0  0,0 26/03/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  0,0 27/03/2019  0,2  0,0 0,2 0,0 0,0  ‐  28/03/2019  0,0  0,0 0,2 0,2 0,0  ‐  29/03/2019  0,0  0,8 0,0 0,0 0,0  ‐  30/03/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  ‐  31/03/2019  0,0  0,0 0,0 0,0 0,0  ‐  1 – Estações automáticas – precipitação de 0 a 24h; 2 – Estação convencional – precipitação de 7 as 7h –  a partir de 14/03/19 visitada uma vez por semana. Negrito – dias mais chuvosos nas estações  Os totais de precipitação registrados no mês de fevereiro de 2019 nas estações constantes na  tabela anterior variaram de 170 a 350mm, acima da média para este mês que varia de 150 a  200mm. Já os totais acumulados até 18 de março de 2019 variam entre 69 a 188mm, próximo  a média para março de 150 a 175mm.        39    Analisando a figura 13 verifica‐se que, na bacia do rio Paraopeba, nos períodos:   25/01  a  03/02;  08  a  12/02;  22  a  24/02  praticamente  não  foram  registradas  precipitações;   04 a 07/02 foram registradas precipitações, especialmente na margem esquerda;    13 a 21/02 foram registradas precipitações, especialmente na margem direita;   25/02 a 01/03  foram  registradas precipitações em parte do  trecho médio,  incluindo  bacia do ribeirão Ferro Carvão e no trecho baixo na margem direita;   02 a 09/03 foram registradas precipitações no trecho médio a baixo;   10 e 11/03 foram registradas precipitações nos trechos alto e parte do médio.  Figura 13 – Precipitações registradas na bacia do rio Paraopeba – 25/01 a 10/03            40    Figura 13 – Precipitações registradas na bacia do rio Paraopeba – 25/01 a 10/03 ‐ continuação  Figura 13 – Precipitações registradas na bacia do rio Paraopeba – 25/01 a 10/03 ‐ continuação            41    Figura 13 – Precipitações registradas na bacia do rio Paraopeba – 25/01 a 10/03 ‐ continuação          42    4.1.2 Monitoramento de níveis A  figura  14  apresenta  o monitoramento  de  níveis  do  rio  Paraopeba  de  janeiro  a março  de  2019.    Figura 14 – Monitoramento de níveis do rio Paraopeba em janeiro a março de 2019  Observa‐se que no dia 25 de  janeiro de 2019 a tarde houve uma elevação brusca do nível de  aproximadamente 5 metros do rio Paraopeba na estação 40740000 – Alberto Flores, que fica a  montante da confluência com o ribeirão Ferro Carvão, demostrando que houve uma deposição  de rejeitos na confluência, barrando o rio Paraopeba.  Neste mesmo  dia,  observou‐se  uma  diminuição  do  nível  do  rio  Paraopeba  em  40800001  –  Ponte  Nova  do  Paraopeba  demostrando  que  houve  uma  diminuição  de  vazão  do  rio  decorrente  da  citada  deposição  de  rejeitos  a  jusante  da  confluência  com  o  ribeirão  Ferro  Carvão.  Nos períodos em que  foram registradas chuvas na bacia houve uma variação do nível do rio  nas  estações  fluviométricas  e  consequente  aumento  da  turbidez  e  do  transporte  de  sedimentos.  No dia 30/01/19 foi registrada uma variação anômala do nível do rio Paraopeba em 40800001  – Ponte Nova do Paraopeba; houve uma elevação do nível, seguida de uma diminuição. Esta  variação pode ser um problema do sensor de pressão, mas pode ser também uma operação na  barragem de nível da usina termelétrica de Igarapé.  Os  dados  dos  níveis  do  rio  Paraopeba  e  chuva  nas  estações  automáticas  podem  ser  consultados  no  site  http://gestorpcd.ana.gov.br/Mapa.aspx  e  das  estações  convencionais  0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,00 100 200 300 400 500 600 700 800 25/01/2019 04/02/2019 14/02/2019 24/02/2019 06/03/2019 16/03/2019 26/03/2019 P re ci p it aç ão  (m m ) N ív e is  (c m ) Níveis do rio Paraopeba após a ruptura da barragem Precipitação 40740000 ‐ Alberto Flores 40800001 ‐ Ponte Nova do Paraopeba 40850000 ‐ Ponte da Taquara       43    futuramente  estarão  armazenados  no  site  http://www.snirh.gov.br/hidroweb/publico/medicoes_historicas_abas.jsf.  4.1.3 Monitoramento de vazões Foram  realizadas medições de  vazão diárias em: Mário Campos, BR‐262, 40800001 – Ponte  Nova  do  Paraopeba,  40850000  –  Ponte  da  Taquara,  após  a  ruptura  da  barragem  e  posteriormente  em  40740000  –  Alberto  Flores.  As  figuras  15  a  19  apresentam  os  gráficos  vazão x cota das estações da RHN que tem série histórica de medição de vazões e dos pontos  de monitoramento instalados denominados Mário Campos e BR‐262  Figura 15 – Vazão x cota do rio Paraopeba em Alberto Flores – 40740000  100 1000 1 10 100 1000 Co ta s  (c m ) Vazões (m³/s) Rio Paraopeba em Alberto Flores 40740000 Série de medições  de vazões Pós ruptura da barragem       44    Figura 16 – Vazão x cota do rio Paraopeba em Mário Campos    Figura 17 – Vazão x cota do rio Paraopeba em Montante BR‐262  0 50 100 150 200 250 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 140,0 160,0 C o ta s  (c m ) Vazão (m³/s) Rio Paraopeba em Mário Campos 148 150 152 154 156 158 160 162 164 0 10 20 30 40 50 60 70 80 C o ta s  e m  c m Vazão  em m³/s Rio Paraopeba em Ponte BR‐262       45    Figura 18 – Vazão x cota do rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba – 40800001  Figura 19 – Vazão x cota do rio Paraopeba em Ponte da Taquara ‐ 40850000    Analisando estas figuras observa‐se que:   Houve mudança da relação vazão x cota na estação Alberto Flores – 40740000, isto se  deu em função do depósito dos rejeitos a jusante da confluência do rio Paraopeba com  o  ribeirão  Ferro  Carvão,  provocando  um  remanso  na  estação  que  está  localizada  a  montante desta  confluência. O nível do  rio  subiu  cerca de 5 metros após a  ruptura  10 100 1000 1 10 100 1000 Co ta s  (c m ) Vazões (m³/s) Rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba 40800001 Série de medições  de vazões Pós ruptura da barragem 10 100 1000 1 10 100 1000 Co ta s  (c m ) Vazões (m³/s) Rio Paraopeba em Ponte da Taquara 40850000 Série de medições  de vazões Medições  de 2012 a 2014 Medições  de 2015 a 2016 Medições  de 2017 Medições  de 2018 Pós ruptura da barragem       46    nesta estação. Com o passar do tempo, o rio Paraopeba está escavando um novo canal  no depósito de rejeitos.   As vazões x cotas na estação de Mário Campos medidas após a ruptura da barragem  apresentam  boa  correlação.  Em BR‐262  esta  correlação não  é  tão boa quanto  a de  Mário Campos.   Não houve mudança na relação vazão x cota na estação Ponte Nova do Paraopeba –  40800001 após a ruptura da barragem.   A relação vazão x cota na estação Ponte da Taquara ‐ 40850000 tem sofrido alterações  ao  longo  do  tempo  após  2011,  porém  as  medições  realizadas  após  a  ruptura  da  barragem  estão  alinhadas  com  as medições  de  2018,  evidenciando  que  não  houve  mudança na relação vazão x cota em função da ruptura da barragem.  A  tabela  6  apresenta  as  vazões  diárias  do  rio  Paraopeba  nos  pontos  de  monitoramento.       47    Tabela 6 – Níveis em cm e Vazões em m³/s do rio Paraopeba  Data  Alberto Flores  Mário Campos  Ponte BR ‐ 262 Ponte Nova do Paraopeba  Ponte da Taquara  Nível ‐1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Nível ‐ 1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  Nível ‐ 4  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  25/01/2019  365  ‐  ‐  ‐  111  ‐  33,0  87  ‐  43,5  26/01/2019  638  ‐  ‐  ‐  101  33,6  26,8  86  ‐  42,9  27/01/2019  578  ‐  ‐  ‐  112  34,0  33,6  86  ‐  42,9  28/01/2019  557  ‐  ‐  ‐  108  30,7  30,6  85  45,0  42,3  29/01/2019  542  ‐  28,1  ‐  113  34,5  34,0  80  39,5  39,3  30/01/2019  529  ‐  26,2  ‐  109  31,7  31,7  74  ‐  35,9  31/01/2019  519  ‐  ‐  ‐  110  32,1  32,1  69  41,0  33,3  01/02/2019  482  ‐  ‐  26,4  105  27,4  28,3  68  37,5  32,8  02/02/2019  450  ‐  ‐  ‐  102  26,0  26,5  68  35,7  32,8  03/02/2019  440  ‐  ‐  ‐  100  24,5  24,9  68  34,8  32,8  04/02/2019  440  ‐  ‐  ‐  127  61,4  46,4  64  32,2  30,9  05/02/2019  447  ‐  22,6  ‐  119  37,6  38,8  70  47,4  33,8  06/02/2019  444  ‐  40,8  50,3  141  71,9  58,7  111  61,4  59,0  07/02/2019  411  ‐  40,6  51,6  144  55,8  60,8  118  66,1  63,6  08/02/2019  403  ‐  ‐  ‐  133  50,9  50,5  141  81,5  80,8  09/02/2019  415  ‐  62,3  70,7  148  68,7  64,9  131  75,2  73,3  10/02/2019  384  ‐  47,7  53,1  141  61,3  58,4  126  71,7  69,2  11/02/2019  364  ‐  38,6  41,6  128  48,4  46,5  136  78,4  77,0  12/02/2019  351  ‐  32,5  35,2  119  39,6  38,8  117  65,2  63,1  13/02/2019  347  ‐  29,5  ‐  123  34,8  42,6  105  ‐  54,6  14/02/2019  364  32,3  ‐  47,9  132  51,5  50,2  108  ‐  57,0  15/02/2019  ‐  ‐  49,7  56,7  139  50,3  56,6  114  ‐  61,0  16/02/2019  360  ‐  40,3  ‐  141  ‐  58,4  115  ‐  61,8  17/02/2019  384  57,9  57,4  69,7  162  ‐  78,7  156  ‐  92,7  18/02/2019  434  100,9  106,0  121,3  198  ‐  121,3  187  ‐  118,6  19/02/2019  399  80,2  87,5  ‐  194  50,4  116,6  244  ‐  173,4  20/02/2019  360  54,8  60,4  ‐  158  78,8  74,6  256  157,2  186,3        48    Tabela 6 – Níveis em cm e Vazões em m³/s do rio Paraopeba  Data  Alberto Flores  Mário Campos  Ponte BR ‐ 262 Ponte Nova do Paraopeba  Ponte da Taquara  Nível ‐1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Nível ‐ 1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  Nível ‐ 4  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  21/02/2019  ‐  ‐  55,4  ‐  156  ‐  73,0  185  114,5  116,8  22/02/2019  ‐  ‐  136,0  ‐  218  149,7  144,6  185  ‐  116,8  23/02/2019  403  89,1  114,0  ‐  203  133,5  126,1  250  ‐  179,5  24/02/2019  356  ‐  93,3  ‐  166  90,8  83,7  234  ‐  163,3  25/02/2019  331  46,5  53,1  ‐  144  64,7  61,1  178  ‐  111,2  26/02/2019  320  ‐  47,0  ‐  141  53,1  58,1  149  ‐  87,0  27/02/2019  334  ‐  57,9  ‐  156  70,8  72,6  144  ‐  83,1  28/02/2019  337  ‐  56,8  ‐  148  ‐  64,3  166  ‐  100,5  01/03/2019  355  ‐  71,5  ‐  175  102,0  93,3  156  ‐  92,7  02/03/2019  343  ‐  69,3  ‐  165  84,3  82,2  183  ‐  115,7  03/03/2019  338  ‐  61,5  ‐  151  72,5  66,9  217  ‐  146,5  04/03/2019  331  ‐  60,3  ‐  147  67,1  63,7  175  ‐  108,1  05/03/2019  321  ‐  49,7  ‐  147  63,2  64,0  159  ‐  95,4  06/03/2019  321  ‐  48,9  ‐  140  57,4  57,1  153  ‐  90,5  07/03/2019  315  ‐  48,2  ‐  138  55,9  55,1  143  ‐  82,3  08/03/2019  309  ‐  43,4  ‐  131  50,7  49,2  137  ‐  77,5  09/03/2019  302  ‐  39,3  ‐  126  47,0  45,1  125  ‐  68,9  10/03/2019  297  ‐  36,6  ‐  123  43,3  42,2  116  ‐  62,6  11/03/2019  293  ‐  35,5  ‐  131  47,9  49,0  132  ‐  74,0  12/03/2019  336  ‐  ‐  ‐  132  56,7  50,7  158  ‐  94,5  13/03/2019  358  ‐  79,9  ‐  167  ‐  84,6  144  ‐  82,8  14/03/2019  324  ‐  ‐  ‐  146  62,8  62,3  166  ‐  100,6  15/03/2019  318  ‐  ‐  ‐  135  ‐  52,5  154  ‐  90,7  16/03/2019  312  ‐  ‐  ‐  135  ‐  52,5  132  ‐  73,6  17/03/2019  317  ‐  ‐  ‐  145  ‐  61,9  133  ‐  74,7  18/03/2019  355  ‐  ‐  ‐  161  ‐  77,9  155  ‐  91,8  19/03/2019  347  ‐  ‐  ‐  156  ‐  72,6  157  ‐  93,5        49    Tabela 6 – Níveis em cm e Vazões em m³/s do rio Paraopeba  Data  Alberto Flores  Mário Campos  Ponte BR ‐ 262 Ponte Nova do Paraopeba  Ponte da Taquara  Nível ‐1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 2  Nível ‐ 1  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  Nível ‐ 4  Vazão ‐ 2  Vazão ‐ 3  20/03/2019  336  ‐  ‐  ‐  153  70,6  69,8  160  ‐  95,5  21/03/2019  363  ‐  61,8  ‐  182  ‐  102,7  178  ‐  111,0  22/03/2019  383  ‐  ‐  ‐  229  ‐  158,0  311  ‐  248,6  23/03/2019  363  ‐  ‐  ‐  183  ‐  103,5  350  ‐  295,3  24/03/2019  341  ‐  ‐  ‐  162  ‐  78,4  262  ‐  192,3  25/03/2019  323  ‐  ‐  ‐  147  ‐  63,6  200  ‐  130,8  26/03/2019  313  ‐  ‐  ‐  137  ‐  54,4  172  97,6  105,9  27/03/2019  306  ‐  42,7  ‐  132  ‐  49,5  ‐  ‐  ‐  28/03/2019  300  ‐  ‐  ‐  127  47,7  45,5  ‐  ‐  ‐  29/03/2019  295  ‐  ‐  ‐  123  ‐  42,6  ‐  ‐  ‐  30/03/2019  292  ‐  ‐  ‐  121  ‐  40,9  ‐  ‐  ‐  31/03/2019  290  ‐  ‐  ‐  120  ‐  39,6  ‐  ‐  ‐  1 – Nível automático‐média diária; 2 – vazão medida; 3 – vazão calculada pela curva chave atualizada; 4 – nível convencional – média de 7 e 17h        50    As vazões médias de 25 a 31/01, 01 a 28/02 e 01 a 31/03/19 foram:   31,7; 65,2 e 65,5 m³/s na estação Ponte Nova do Paraopeba, muito abaixo das vazões  médias dos meses de janeiro, fevereiro e março: 175,5; 143,3 e 127,8m³/s.   40,0; 86,2 e 111,4 m³/s em Ponte da Taquara, muito abaixo das vazões médias dos  meses de janeiro, fevereiro e março: 267,6; 208 e 178,6m³/s.  As  figuras  20  a  21  que  apresentam  os  perfis  transversais  do  rio  Paraopeba  nas  estações  fluviométricas antes e depois da ruptura da barragem.  Figura 20 – Perfil transversal do rio Paraopeba na estação Alberto Flores – 40740000    Figura 21 – Perfil transversal do rio Paraopeba na estação Ponte Nova do Paraopeba –  40800001  ‐200 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 ‐20 0 20 40 60 80 100 120 140 40740000 ‐ Rio Paraopeba em Alberto Flores Seção de réguas  2018 2019 ‐ pós ruptura da barragem MDME       51    Mesmo  com  a  grande  deposição  de  sedimentos  a  jusante  da  estação  Alberto  Flores  –  40740000,  que  alterou  a  relação  vazão  x  cota,  não  foi  alterado  o  perfil  transversal  do  rio  Paraopeba no local da estação.  Da mesma forma, o perfil transversal do rio Paraopeba não foi alterado na estação Ponte Nova  do  Paraopeba,  sendo  um  indicativo  que  nesta  seção  não  houve,  até  o  momento,  uma  deposição significativa de sedimentos.  Importante ressaltar que em função da grande quantidade de sedimentos, houve dificuldades  na realização das medições de descarga quer seja com: equipamentos mecânicos, molinetes,  onde  houve  o  fechamento  do  circuito  do  contador  de  pulsos  do molinete,  inviabilizando  a  contagem das  rotações; e  com equipamentos  acústicos, M9 e River Ray, que  apresentaram  dificuldade de localizar o fundo do rio.  4.1.4 Monitoramento de 5 parâmetros de qualidade da água in loco A tabela 7 apresenta os valores máximo, mínimo e médio dos 5 parâmetros de qualidade da  água  já monitorados nas estações  fluviométricas da bacia do  rio Paraopeba pertencentes  a  RHN,  antes  da  ruptura  da  barragem  e  dos  pontos  de  monitoramento  após  ruptura  da  barragem, em janeiro a março de 2019.  Analisando esta tabela verifica‐se que os valores nos cursos d’água da bacia do rio Paraopeba,  antes e após a ruptura da barragem, foram:   temperatura da água entre 13,8 a 30°C antes da ruptura; 23 a 33°C após a ruptura;   pH entre 5,1 e 8,4 antes da ruptura; 6 a 8,2 após a ruptura;   OD entre 3,6 e 10,2mg/L antes da ruptura; 5 a 8,2 mg/L após a ruptura;   Condutividade Elétrica entre 15 e 570µS/cm antes da ruptura; 29 a 270µS/cm após a  ruptura;   Turbidez entre 1,5 a 1.100 NTU; antes da ruptura; 11 a 22.000NTU após a ruptura.  Todos os valores encontrados estão compatíveis com os registrados na série histórica, exceto a  turbidez, cujos valores encontrados máximos encontrados eram da ordem de 1.100NTU.  Importante  ressaltar  que  os  valores  encontrados  para  pH  e OD  estão  compatíveis  com  os  limites previstos na DN COPAM/CERH Nº01/2008 para classe 2, entre 6 a 9 para pH e maior  que 5mg/L para o OD.  Já para Turbidez o  limite previsto nesta  legislação é de 100NTU. Não  existem limites para temperatura da água e condutividade elétrica.        52    Tabela 7 – Dados de Temperatura da água, pH, Condutividade Elétrica, OD e Turbidez antes e depois da ruptura da barragem até 31/03/2019  Parâmetro  Estat is‐  tica  Antes da ruptura Depois da ruptura São Bras  do  Suaçui  Congonhas  Linígrafo  Entre  Rios de  Minas  Belo  Vale  Alberto  Flores  Ponte Nova  do  Paraopeba  Mateus  Leme  Ponte  da  Taquara  Mário  Campos  Ponte  BR‐381  Mont  Ponte  BR‐262  Ponte  BR‐262  Ponte Nova  do  Paraopeba  Faz  MG‐ 060  Ponte  da  Taquara  Mont  Retiro  Baixo  Temperatura  da água  (°C)  Med 20,4  20,1  20,3 22,5 22,0 22,4 20,5 22,7  25,7 28,1 26,6 27,2 26,5 28,6 27,5  27,7  Min 14,8  14,9  15,1 13,8 15,1 17,0 15,0 17,0  23,0 23,8 23,7 23,6 23,7 25,9 24,6  26,1  Max 28,6  25,4  28,6 30,0 26,5 27,5 26,0 26,9  31,2 32,1 31,2 31,5 29,7 30,4 30,7  30,0  pH  Med 7,18  7,01  7,06 7,04 7,26 7,26 6,91 7,31  7,17 7,16 7,14 6,91 7,12 6,89 7,24  7,49  Min 6,50  6,30  6,22 5,10 6,07 6,07 5,60 6,75  6,08 6,36 6,50 6,40 6,61 6,48 6,52  7,20  Max 7,90  7,80  7,90 8,13 8,23 8,23 8,37 8,14  7,82 8,06 7,62 7,49 7,37 7,15 7,66  8,13  Condutivida de Elétrica  (µS/cm)  Med 43,9  182,6  31,9 69,4 65,9 71,6 67,7 88,6  74,0 110,2 104,0 109,4 107,2 120,0 103,1  90,8  Min 23,0  63,0  15,2 22,8 43,8 24,2 39,5 36,5  29,4 73,2 73,7 77,3 65,8 107,6 47,7  77,3  Max 59,1  412,9  55,0 135,0 128,1 161,0 567,9 156,9  127,0 130,7 138,1 130,9 270,0 122,0 130,6  102,9  Oxigênio  Dissolvido  (mg/L)  Med 7,57  6,45  7,83 7,47 8,11 7,59 6,71 7,01  7,42 7,04 6,86 6,25 6,86 6,92 6,60  7,07  Min 5,28  5,30  5,84 5,82 7,14 3,60 3,60 4,75  6,25 6,35 6,03 5,27 5,33 6,51 5,29  6,29  Max 10,20  8,57  10,10 9,90 9,70 9,71 8,43 9,14  8,20 7,94 7,54 7,24 7,68 7,07 7,80  7,36  Turbidez  (NTU)  Med 141,2  91,4  98,2 128,3 99,5 87,0 11,0 42,7  2393,8 1305,1 639,4 212,8 872,0 57,9 242,7  342,8  Min 2,2 2,1  2,8 2,9 4,4 2,1 1,5 2,9  366,4 45,7 30,5 15,1 19,7 30,4 11,4  97,4  Max 1082,0  829,0  566,0 858,0 746,0 750,0 72,0 381,0  21031,2 4020,7 1990,2 1590,4 13264,5 281,5 1681,9  900,6  Antes ‐ série histórica de um modo geral de 2002 a 2018, exceto turbidez 2013 a 2018; depois – 26/01 a 31/03/2019        53    A figura 22 apresenta os resultados do monitoramento de: turbidez in loco, ao longo do tempo  em diversos pontos do rio Paraopeba após a ruptura da barragem. Os valores representam a  média simples das amostras em cada seção.  Figura 22 – Monitoramento da turbidez ao longo do tempo no rio Paraopeba após a ruptura da  barragem.  Analisando a  figura verifica‐se que houve um aumento da  turbidez do  rio Paraopeba após a  ruptura da barragem e nos períodos de chuva de 4 a 8 de fevereiro, de 13 a 22 de fevereiro e  no início de março de 2019.  Importante  ressaltar  que  na  determinação  da  turbidez  in  loco,  em  função  da  grande  quantidade de sedimentos em suspensão, em alguns casos, onde a turbidez era maior do que  1.500  NTU,  foi  necessário  diluir  a  amostra  para  então  fazer  a  medição  com  a  sonda  multiparamétrica.   Os dados do monitoramento hidrológico, sedimentométrico e dos 5 parâmetros de qualidade  da  água  in  loco  realizado  pela  CPRM,  estão  sendo  disponibilizados  no  site:  http://www.cprm.gov.br/sace/index_rio_paraopeba.php.  4.1.5 Monitoramento de concentração de sedimentos em suspensão A tabela 8 apresenta os valores mínimo, médio e máximo de concentração de sedimentos em  suspensão já medidos em estações fluviométricas na bacia do rio Paraopeba, antes da ruptura  da barragem e nos pontos de monitoramento após ruptura da barragem até 10 de março de  2019.  Cabe  ressaltar  que  as  concentrações  de  sedimentos  em  suspensão  da  série  histórica  das  estações, são concentrações obtidas pelo método de  IIL ou  IID, onde são coletadas amostras  integradas em várias verticais ao longo de toda a sua profundidade.  0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,00 5000 10000 15000 20000 25000 P re ci p it aç ão  (m m ) Tu rb id ez  (N TU ) Data ‐ hora Turbidez no rio Paraopeba após a ruptura da barragem Precipitação Mário Campos Ponte BR‐262 Ponte Nova do Paraopeba Ponte da Taquara       54    Já  as  concentrações  de  sedimentos  em  suspensão  após  a  ruptura  da  barragem,  são  concentrações de amostras coletadas da seguinte forma: em 3 verticais e em 3 profundidades,  2 a 4 vezes por dia. Em Mário Campos, Ponte Nova do Paraopeba e Ponte da Taquara, foram  coletadas também amostras através do método IID uma vez por dia.        55    Tabela 8 ‐ Valores de concentração de sedimentos e descarga sólida em suspensão nos cursos d’água da bacia do rio Paraopeba, antes e após a ruptura da  barragem até 10/03/2019    Antes da ruptura  Depois da ruptura ‐ 3  Nome  Belo Vale   São  Joaquim  de Bicas  Ponte  Nova do  Paraopeba Mateus  Leme   Ponte da  Taquara  Porto  Mesquita  Mário  Campos  BR‐ 381   BR‐ 262   Ponte  Nova do  Paraopeba Ponte  da  Taquara  Rede  RHN 1  CEMIG 2  RHN 1  RHN 1  CODEVASF 2  CEMIG 2  Extra  Extra  Extra  RHN  RHN  Período  1975/2018  1982/1994 1975/2018 1989/2018 1972/1978  1978/1995 26/01 a 10/03/2019  Vazão  (m³/s)  medida  Média  35,8  111  81,4  15,5  114  195  51,8  ‐  ‐  59,2  79,6  DP  23,9  83  57,1  90,8  74  149  24,4  ‐  ‐  27,9  37,7  Mínimo  10,4  25  24,7  0,1  29  32  25,8  ‐  ‐  24,5  32,2  Máximo  150  410  246  575  414  889  136,0  ‐  ‐  149,7  173,4  Quartil 1 19,7  ‐  38,6  0,4  ‐  ‐  33,0  ‐  ‐  36,9  46,2  Mediana 27,1  ‐  62,9  0,7  ‐  ‐  47,6  ‐  ‐  54,5  72,7  Quartil 3 45,7  ‐  117  1  ‐  ‐  58,5  ‐  ‐  71,1  99,5  Css(mg/L)  medida  Média  341,9  428  428  47,9  276  354  1.685  819  286  334  141  DP  636,4  525  541  112,6  240  310  2.061  1.836  577  768  128  Mínimo  7,4  12,5  5,7  2,2  46  14  131  32  16  1  9  Máximo  4.879  3.664  2.651  632  1.468  2.120  8.844  7.558  2.353  4.112  737  Quartil 1 41,8  ‐  48,4  8,3  ‐  ‐  413  70  27  42  75  Mediana 109,2  ‐  193  13  ‐  ‐  784  336  42  115  109  Quartil 3 361,3  ‐  608  22,3  ‐  ‐  2.052  521  233  191  159  Fonte: 1 – Hidroweb, 2 – Castilho, 1998; Vazão medida; 3 – Mário Campos, Ponte Nova do Paraopeba e Ponte da Taquara amostras IID, BR‐381 e BR‐262 – amostras em 3  verticais e 3 profundidades até 15 e 18/02/19 respectivamente        56    Analisando  a  tabela 8  verifica‐se que os maiores  valores de  concentração de  sedimentos  já  monitorados  nos  cursos  d’água  da  bacia  do  rio  Paraopeba  foram  inferiores  a  5.000mg/L.  Importante ressaltar que a estação 40788000 – São  Joaquim de Bicas da rede da CEMIG era  bem próxima a ponte da BR‐381. A tabela apresenta que foram verificadas concentrações de  sedimentos em suspensão inferiores a 9.000mg/L após a ruptura da barragem.  Comparando as estatísticas das séries de vazão e concentração de sedimentos em suspensão  antes e após a ruptura da barragem verifica‐se:   As concentrações de sedimentos em suspensão medidas em São Joaquim de Bicas de  1982  a  1994  foram  muito  menores  do  que  as  concentrações  medidas  em  Mário  Campos  e  Ponte  BR‐381  após  a  ruptura  da  barragem  até  10  de  março  de  2019.  Entretanto  as  vazões medidas  durante  as medições  de  descarga  sólida  no mesmo  período 1982/1994  tem uma amplitude maior do que as medidas após a  ruptura da  barragem. Evidenciando a elevação das concentrações de  sedimentos em  suspensão  do rio Paraopeba em função da ruptura da barragem.   As concentrações de sedimentos em suspensão medidas em Ponte Nova do Paraopeba  de 1975 a 2018 foram menores do que as concentrações medidas nesta estação após a  ruptura  da  barragem  até  10  de  março  de  2019.  Ressalta‐se  que  a  mediana  da  concentração de sedimentos em suspensão antes da ruptura é maior do que depois,  isto porque no final de janeiro de 2019, as  vazões do rio Paraopeba eram da ordem de  32m³/s,  muito  menores  do  que  a  média  mensal  de  janeiro  de  173m³/s,  e  consequentemente a concentração de sedimentos em suspensão na data da ruptura  era muito pequena, da ordem de 25mg/L.   As  concentrações  de  sedimentos  em  suspensão  e  vazões  medidas  em  Ponte  da  Taquara  de  1972  a  1978  abrangeram  uma  faixa maior  do  que  as medidas  após  a  ruptura da barragem até 10 de março de 2019.   As figuras 23 e 24 apresentam os dados de Css registrados no rio Paraopeba antes e depois da  ruptura da barragem.        57    Figura 23 – Concentração de Sedimentos em Suspensão Medidas no rio Paraopeba antes da  ruptura    Figura 24 – Concentração de Sedimentos em Suspensão Medidas no rio Paraopeba após da  ruptura        1 10 100 1.000 10.000 1 10 100 1.000 10.000 Belo Vale Ponte Nova do Paraopeba C ss (m g/ L) C ss (m g/ L) Concentração de Sedimentos em Suspensão do rio Paraopeba  antes da ruptura  1975 a 2018 0 1 10 100 1.000 10.000 0 1 10 100 1.000 10.000 Mário Campos Ponte BR‐381 até 15/02/19 Ponte BR‐262 até 18/02/19 Ponte Nova do Paraopeba Ponte da Taquara C ss  ( m g/ L) C ss (m g/ L) Concentração de Sedimentos em Suspensão no rio Paraopeba  após a ruptura  até 10/03/19       58    Com os dados de concentração de sedimentos em suspensão (Css‐mg/L) e a vazão (Q‐m³/s) no  dia  da  coleta  das  amostras  é  possível  calcular  a  descarga  sólida  (Qss‐t/dia),  através  da  equação:  Qss = 0,0864 * Q * Css  A tabela 9 apresenta o resultado da concentração de sedimentos em suspensão, de vazão e o  cálculo  da  descarga  sólida  após  a  ruptura  da  barragem.  Até  o momento  só  se  encontram  disponíveis os dados de concentração de sedimentos em suspensão até o dia 10 de março de  2019.           59    Tabela 9 – Concentração de Sedimentos em suspensão e Descarga solida média diária no rio Paraopeba após a ruptura da barragem Data  Mário Campos Ponte Nova do Paraopeba Ponte da Taquara Css ‐ 1  (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  Css ‐ 1 (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss  (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  Css ‐ 1 (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  26/01/19  1.660  29 4.201 1.576 22 34 63  24 ‐ 43 ‐ ‐ 27/01/19  2.863  29 7.245 2.725 30 34 87  17 ‐ 43 ‐ ‐ 28/01/19  1.097  29 2.776 1.039 25 31 67  29 81 45 314 28 29/01/19  526  29 1.332 494 22 34 66  22 71 39 243 15 30/01/19  445  26 992 ‐ 41 32 111  40 69 36 213 ‐ 31/01/19  7.519  27 17.625 7.286 28 32 77  27 66 41 235 9 01/02/19  4.725  28 11.619 1.463 23 27 54  24 73 38 238 18 02/02/19  3.491  30 8.986 3.325 1 26 2  6 9 36 26 ‐ 03/02/19  585  31 1.572 549 13 25 28  12 15 35 46 ‐ 04/02/19  681  32 1.909 641 138 61 734  147 14 32 40 ‐ 05/02/19  1.572  34 4.588 1.492 44 38 142  30 22 47 90 ‐ 06/02/19  3.287  43 12.256 3.130 183 72 1.134  123 45 61 240 ‐ 07/02/19  1.800  44 6.891 1.710 102 56 490  91 78 66 443 ‐ 08/02/19  491  43 1.819 460 44 51 192  35 104 82 729 ‐ 09/02/19  2.451  64 13.518 2.331 90 69 534  89 125 75 809 ‐ 10/02/19  680  50 2.936 641 191 61 1.013  163 73 72 453 ‐ 11/02/19  1.616  40 5.525 1.535 50 48 208  43 82 78 554 ‐ 12/02/19  164  33 469 148 37 40 127  22 79 65 446 ‐ 13/02/19  131  30 339 113 13 35 38  16 96 55 451 ‐ 14/02/19  8.115  41 28.418 7.741 66 52 293  61 112 57 553 ‐ 15/02/19  873  51 3.865 782 445 50 1.932  386 129 61 679 ‐ 16/02/19  374  54 1.758 349 187 58 944  163 146 62 777 ‐ 17/02/19  2.868  57 14.233 6.800 258 79 1.757  170 162 93 1.298 ‐ 18/02/19  8.844  107 81.496 8.437 4.112 121 43.099  3.465 179 119 1.831 ‐ 19/02/19  2.070  90 16.124 1.620 2.352 50 10.249  1.984 195 173 2.926 182 20/02/19  3.840  61 20.165 491 198 79 1.345  172 737 157 10.010 918 21/02/19  825  57 4.059 1.107 237 73 1.494  205 308 114 3.048 290 22/02/19  2.815  136 33.077 2.419 2.565 150 33.171  2.155 278 117 2.803 ‐ 23/02/19  1.466  114 14.440 1.194 888 134 10.249  692 247 168 3.592 ‐       60    Tabela 9 – Concentração de Sedimentos em suspensão e Descarga solida média diária no rio Paraopeba após a ruptura da barragem Data  Mário Campos Ponte Nova do Paraopeba Ponte da Taquara Css ‐ 1  (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  Css ‐ 1 (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss  (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  Css ‐ 1 (mg/L)  Vazão (m³/s)  Qss (t/d)  Css ‐ 2 (mg/L)  24/02/19  743  93 5.985 692 336 91 2.637  289 548 153 7.241 ‐ 25/02/19  402  53 1.844 378 146 65 815  150 276 112 2.680 ‐ 26/02/19  244  47 991 243 115 53 527  90 147 84 1.070 ‐ 27/02/19  828  58 4.142 956 146 71 892  159 99 82 697 ‐ 28/02/19  535  57 2.626 535 166 30 433  162 146 101 1.277 ‐ 01/03/19  1.997  72 12.337 1.898 507 102 4.468  526 157 41 560 ‐ 02/03/19  651  69 3.898 697 276 84 2.010  253 168 127 1.839 ‐ 03/03/19  500  62 2.658 455 173 73 1.084  148 163 146 2.055 ‐ 04/03/19  355  60 1.847 382 150 67 868  150 159 110 1.508 ‐ 05/03/19  372  50 1.596 443 173 63 943  145 119 98 1.005 ‐ 06/03/19  395  49 1.668 425 72 57 359  75 106 95 873 ‐ 07/03/19  656  48 2.732 455 75 56 361  65 96 87 729 ‐ 08/03/19  301  43 1.127 296 81 51 357  57 127 81 888 ‐ 09/03/19  196  39 667 218 51 47 207  41 72 73 452 ‐ 10/03/19  273  37 862 272 42 43 155  43 74 67 427 ‐ Total 26/01/19 a 10/03/19 369.210 125.816 56.388 Total fev/19  305.649 114.533 45.048 Css – 1 – Amostras IID; Css‐2 – Amostras não IID; Em vermelho: vazões estimadas em Mário Campos; vazões obtidas pela curva chave atualizada em Ponte Nova do Paraopeba e Ponte da Taquara; concentrações  estimadas por meio de correlação de amostras IID e não IID        61    A Figura 25 apresenta a descarga sólida em suspensão acumulada até o dia 10 de março de  2019  nos  pontos  de monitoramento  e  a  precipitação  acumulada  registrada  nas  6  estações  pluviométricas.  Analisando  esta  figura  verifica‐se  que  os  aumentos  de  descarga  sólida  em  suspensão  na  bacia  estão  vinculados  a  ocorrência  de  precipitação.  Importante  ressaltar  o  aumento de descarga sólida registrada em Mário Campos no dia 30 de janeiro foi decorrente  de chuvas localizadas na bacia do ribeirão Ferro Carvão, bem como o esvaziamento preventivo  da barragem B2 da mina do Córrego Feijão.  Figura 25 – Descarga sólida em suspensão acumulada do rio Paraopeba após a ruptura da  barragem    As  Figuras  26  e  27  apresentam  a  descarga  sólida  diária  registrada  nos  pontos  de  monitoramento Mário Campos e Ponte Nova do Paraopeba até o dia 10 de março de 2019.  Observa‐se que o período de maior descarga sólida em suspensão está compreendido entre 17  a 24 de fevereiro de 2019, que coincide com a maior incidência de chuva na bacia.  0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 350,0 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 2 6 /0 1 /1 9 2 8 /0 1 /1 9 3 0 /0 1 /1 9 0 1 /0 2 /1 9 0 3 /0 2 /1 9 0 5 /0 2 /1 9 0 7 /0 2 /1 9 0 9 /0 2 /1 9 1 1 /0 2 /1 9 1 3 /0 2 /1 9 1 5 /0 2 /1 9 1 7 /0 2 /1 9 1 9 /0 2 /1 9 2 1 /0 2 /1 9 2 3 /0 2 /1 9 2 5 /0 2 /1 9 2 7 /0 2 /1 9 0 1 /0 3 /1 9 0 3 /0 3 /1 9 0 5 /0 3 /1 9 0 7 /0 3 /1 9 0 9 /0 3 /1 9 P re ci p it aç ão  (m m ) Q ss  ( t/ d ) Rio Paraopeba Descarga sólida  em suspensão  acumulada  após  ruptura da barragem Mário Campos Ponte Nova do Paraopeba Ponte da Taquara Precipitação Acumulada       62    Figura 26 – Descarga sólida média diária em Mário Campos após ruptura da barragem    Figura 27 – Descarga sólida média diária em Ponte Nova do Paraopeba após ruptura da  barragem  Com os valores de descarga  líquida e descarga  sólida é possível estabelecer uma correlação  entre estas variáveis, chamada curva chave de sedimentos e estimar a descarga sólida em dias  em que não houve coleta de amostras e, consequentemente estimar a descarga sólida mensal  e anual. A curva chave de sedimentos em suspensão tem a seguinte forma:  Qss = a Q b  0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,00 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 70.000 80.000 90.000 P re ci p it aç ão  (m m ) Q ss  ( t/ d ) Rio Paraopeba em Mário Campos Precipitação Mediana Qss em Ponte Nova Paraopeba antes ruptura Média diária Qss em Mário Campos após ruptura Mediana Qss em Mário Campos após ruptura 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,00 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 50.000 P re ci p it aç ão  (m m ) Q ss  ( t/ d ) Rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba Precipitação Mediana  Qss em Ponte Nova Paraopeba antes ruptura Média diária Qss em Ponte Nova do Paraopeba após a ruptura Mediana Qss em Ponte Nova do Paraopeba após ruptura       63    Importante ressaltar que o número de medições de descarga sólida realizado por ano, 3 a 4, é  muito  pouco  representativo  da  variação  da  concentração  de  sedimentos  em  suspensão  registrada  ao  longo  do  ano.  Assim,  as  curvas  chaves  de  sedimentos  que  derivam  deste  conjunto  de  medições,  possuem  uma  dispersão  dos  dados  muito  grande  e,  consequentemente, as estimativas de descarga sólida em suspensão resultantes da aplicação  destas curvas chaves devem ser limitadas a uma estimativa da descarga sólida mensal e anual.  Com os dados históricos, foram estabelecidas as curvas chaves de sedimentos para as estações  de  Belo  Vale‐40710000  e  Ponte  Nova  do  Paraopeba‐40800001,  as  quais  se  encontram  apresentadas nas figuras 28 e 29.  Figura 28 – Curva chave de sedimento do rio Paraopeba em Belo Vale    y = 0,0145x2,9363 R² = 0,7685 1 10 100 1.000 10.000 100.000 1 10 100 1.000 D e sc ar ga  S o lid a  e m  S u sp e n sã o  ( t/ d ) Vazão  (m³/s) Rio Paraopeba em Belo Vale ‐ 40710000       64    Figura 29 – Curva chave de Sedimento do rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba    A Tabela 10 apresenta a descarga sólida em suspensão média anual, e as mensais, calculadas a  partir da série de vazões médias mensais, e a descarga sólida transportada no rio Paraopeba  em diversos pontos de monitoramento no período de 26 de  janeiro a 10 de março de 2019,  após a ruptura da barragem.  Tabela 10 – Comparação entre a descarga sólida em suspensão média anual e transportada  pelo rio Paraopeba no período de 26 de janeiro a 10 de março de 2019  Estação  Qss (mil t) Jan  Fev  Mar  Abr  Mai  Jun  Jul  Ago  Set  Out  Nov  Dez  Anual  26/01 a  10/03/19  Belo Vale  750  292 154  55  20 12 7 5 7 15 56 235  1.608 (1)  ‐ Mário Campos  ‐  ‐ ‐  ‐  ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 1.421 (2)  369 Ponte Nova  do Paraopeba  560  223  206  57  22  13  7  4  5  10  44  193  1.345 (1)  126  Ponte da   Taquara  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  1.060 (3)  56  1 – Dados da RHN de 1975 a 2018; 2 – Descarga sólida em suspensão média em São Joaquim de Bicas de 1982 a 1994, Castilho,  1998; 3 ‐ Descarga sólida em suspensão média em Ponte da Taquara de 1972 a 1978, Castilho, 1998.   Analisando  a  Tabela  verifica‐se  que  a  descarga  sólida  em  suspensão  transportada  pelo  rio  Paraopeba em Mário Campos até o dia 10 de março de 2019 foi de 369mil toneladas, superior  a descarga  sólida média de  fevereiro em Belo Vale,  já em Ponte Nova do Paraopeba  foi de  126mil  toneladas no mesmo período,  inferior a média mensal no mês de  fevereiro que é de  223mil  toneladas.  Porém,  é  importante  ressaltar  que  as  vazões médias mensais  em  Ponte  Nova do Paraopeba, em janeiro e fevereiro são da ordem de 173 e 143 m³/s, respectivamente.  Entretanto a vazão média nesta estação no período de 25 de janeiro a 10 de março de 2019 foi  da ordem de 59,2m³/s, muito abaixo da média de janeiro e fevereiro e equivalente a vazão de  maio  nesta  estação. Assim  a  descarga  sólida média  transportada  neste  período  deveria  ser  y = 0,0019x3,0591 R² = 0,8015 1 10 100 1.000 10.000 100.000 1 10 100 1.000 D e sc ar ga  S o lid a  e m  S u sp e n sã o  ( t/ d ) Vazão  (m³/s) Rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba‐ 40800001       65    muito menor do que a média mensal de fevereiro, equivalente a descarga de maio, que é da  ordem de 22mil toneladas.  Por  outro  lado,  a  Vale  informou  em  reunião  ocorrida  em  13  de  março  de  2019  nas  dependências da CPRM que:   O volume da barragem de rejeitos é de 11,7Mm³, destes cerca de 2,7/2,9Mm³ ficaram  retidos na barragem.    Foi  feita uma estimativa do volume depositado na bacia do  ribeirão Ferro Carvão a  partir da topografia anterior a ruptura e por imagens LIDAR, da ordem de 4Mm³.  Considerando estas estimativas informadas pela Vale, cerca de 5,0Mm³, estariam depositados   sendo transportados no rio Paraopeba.  A título de comparação, segundo CPRM (2015), a concentração de sedimentos em suspensão,  após a ruptura da barragem do Fundão da Samarco, no mês de novembro de 2015, verificada  no rio Doce foi:    nas  estações mais  a montante,  Cachoeira  dos Óculos  e  Belo Oriente,  da  ordem  de  centenas de milhares de mg/L;    nas  estações  do  trecho médio,  Governador  Valadares  a  Tumiritinga,  da  ordem  de  dezenas de milhares de mg/L de;    nas estações a jusante de Resplendor, da ordem de unidades de milhares de mg/L.   Ou seja, a concentração de sedimentos em suspensão verificada no rio Doce após ruptura da  barragem  de  Fundão  da  Samarco  no  rio  Doce  foi muito maior  do  que  a  verificada  no  rio  Paraopeba, em Mario Campos, até o dia 10 de março de 2019, após a ruptura da barragem de  Córrego do Feijão da Vale.  A título de comparação, segundo CPRM (2015), a descarga sólida em suspensão transportada  pelo rio Doce após a ruptura da barragem em novembro de 2015 foi da ordem de:   16,6Mt em Cachoeira dos Óculos;    1,5Mt em Governador Valadares;    0,72Mt em Tumiritinga e    0,15Mt em Colatina.   Importante ressaltar que uma das características das amostras coletadas no rio Paraopeba foi  a grande velocidade de decantação das partículas em suspensão, diferentemente das amostras  coletadas no rio Doce após a ruptura da barragem de Fundão, vide Foto 13.  Em função da grande quantidade de sedimentos em suspensão no ponto de monitoramento  Mário Campos, no  início dos  trabalhos,  algumas  adaptações  foram  feitas para possibilitar  a  coleta das amostras para análise de sedimentos, com a retirada do bico do amostrador para  impedir o entupimento.          66    Foto 13 – Amostra do rio Paraopeba em Mário Campos – decantada e agitada de 07/02/19    4.1.6 Monitoramento da granulometria do material em suspensão A  tabela  11  apresenta  dos  diâmetros  característicos, médios  diários,  D10,  D50  e  D90  das  amostras coletadas do material em suspensão, após a ruptura da barragem. Até o momento só  estão  disponíveis  dados  de  granulometria  do  material  em  suspensão  no  ponto  de  monitoramento Mário Campos até o dia 6 de fevereiro. Observa‐se que do dia 29 de  janeiro  para 6 de fevereiro houve pequena variação do D50, de 4 a 7µm, mas dentro da faixa do silte  muito fino.  Tabela 11 – Diâmetros Característicos do Sedimento em Suspensão no rio Paraopeba, após a  ruptura da barragem   Estação  Data  D10(µm)  D50(µm)  D90(µm)  Mário Campos  29‐jan‐19  1,1  3,8  10,8  Mário Campos  30‐jan‐19  1,1  4,8  17,3  Mário Campos  31‐jan‐19  1,2  4,8  15,7  Mário Campos  01‐fev‐19  1,1  4,3  14,8  Mário Campos  03‐fev‐19  1,8  6,8  23,8  Mário Campos  04‐fev‐19  1,7  6,7  23,6  Mário Campos  05‐fev‐19  1,3  5,4  19,1  Mário Campos  06‐fev‐19  1,3  5,5  19,6    A tabela 12 apresenta a Classificação granulométrica da American Geophysical Union.        67    Tabela 12 – Classificação granulométrica da American Geophysical Union  Diâmetro (mm)  Denominação  64 a 32  Cascalho muito grosso  32 a 16  Cascalho grosso  16 a 8  Cascalho médio  8 a 4  Cascalho fino  4 a 2  Cascalho muito fino  2,00 a 1,00  Areia muito grossa  1,00 a 0,50  Areia grossa  0,50 a 0,25  Areia média  0,25 a 0,125  Areia fina  0,125 a 0,0625  Areia muito fina  0,0625 a 0,031  Silte grosso  0,031 a 0,016  Silte médio  0,016 a 0,008  Silte fino  0,008 a 0,004  Silte muito fino  0,004 a 0,0020  Argila grossa  0,0020 a 0,0010  Argila média  0,0010 a 0,0005  Argila fina  0,0005 a 0,00024  Argila muito fina    A  título de  comparação, a granulometria do material em  suspensão amostrado no  rio Doce  após a ruptura da barragem do Fundão em novembro de 2015, o diâmetro D50, foi da ordem  de:   Cachoeira dos Óculos e Belo Oriente – 18µm – silte médio;   Governador Valadares e Tumiritinga – 7 a 9µm – silte muito fino a silte fino;   Colatina e Linhares – 3 a 6µm – argila grossa.  As  figuras 30  e 31  apresentam  as  curvas  granulométricas do material  em  suspensão do  rio  Paraopeba e do rio Doce após a ruptura das barragens de rejeito.        68        Figura 30 – Curvas Granulométricas do material em suspensão do rio Paraopeba após ruptura  da barragem          69    Figura 31 – Curvas granulométricas do material em suspensão do rio Doce após a ruptura da  barragem  4.1.7 Monitoramento da granulometria do material de fundo A tabela 13 apresenta os valores de diâmetros em mm característicos do material de fundo no  rio Paraopeba em diversas estações, antes da ruptura da barragem.  Tabela 13  – Valores característicos de granulometria do material de fundo do rio Paraopeba  em diversas estações, antes da ruptura da barragem em mm  CODIGO  NOME  ESTATÍSTICA  D16  D35  D50  D65  D84  D90  40788000  São Joaquim  de Bicas  Média  0,32  0,46  0,60  0,86  1,44  1,87  DP  0,10  0,15  0,22  0,53  0,79  0,87  Máximo  0,92  1,38  1,73  4,48  6,35  6,95  Mínimo  0,09  0,23  0,32  0,45  0,83  0,95  40850000  Ponte da  Taquara  Média  0,19  0,28  0,36  0,45  0,66  0,81  DP  0,07  0,09  0,11  0,14  0,26  0,34  Máximo  0,57  0,72  0,90  1,40  2,70  3,55  Mínimo  0,08  0,11  0,16  0,21  0,32  0,41  40865000  Porto  Mesquita  Média  0,31  0,49  0,64  0,86  1,61  2,16  DP  0,09  0,11  0,15  0,21  0,89  1,43  Máximo  0,70  0,99  1,43  1,89  11,70  19,47  Mínimo  0,08  0,21  0,26  0,36  0,78  0,91  Fonte Castilho, 1998  Analisando a tabela anterior, segundo a classificação granulométrica da American Geophysical  Union, verifica‐se que o material de fundo é predominantemente:        70     Areia fina a areia muito grossa em São Joaquim de Bicas (1982 a 1994);   Areia muito fina a areia grossa em Ponte da Taquara (1978);   Areia fina a cascalho muito fino em Porto Mesquita (1978 a 1995).  Importante  ressaltar  que  a  série  de  dados  de  Ponte  da  Taquara  de  granulometria  é muito  pequena, apenas um ano e pouco representativa.  No  próximo  relatório,  serão  apresentados  os  resultados  da  granulometria  do material  de  fundo do rio Paraopeba após a ruptura da barragem.  A título de  informação, a granulometria do material de  fundo amostrado no rio Doce após a  ruptura da barragem do Fundão, encontra‐se apresentada na Tabela 14. O D50 corresponde a  areia grossa.   Tabela 14 – Granulometria do material de fundo do rio Doce após a ruptura da barragem  do Fundão  Estação  Data  D10% (mm)  D50% (mm)  D60% (mm)  Governador Valadares  01/12/15  ‐  0,70  1,20  Tumiritinga  02/12/15  0,27  0,62  0,98  Colatina  07/12/15  0,20  0,63  0,81  15/12/15  0,22  0,53  0,68  Linhares  08/12/15  0,27  0,55  0,65  16/12/15  0,25  0,59  0,71    4.1.8 Calculo da descarga sólida total Castilho (1998) fez uma análise comparativa das equações para cálculo da descarga de fundo e  total.  Para  as  estações  localizadas  na  bacia  do  rio  Paraopeba  chegou‐se  as  relações  apresentadas na tabela 15.  Tabela 15 – Relação entre a descarga sólida do fundo e total obtida através de várias equações  nas estações do rio Paraopeba, antes da ruptura da barragem  Estação  Ackers  Engelund  Yang  Meyer  Schoklistch  Colby   Belo Vale  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  0,38  São Joaquim de Bicas  0,31  0,60  0,39  0,07  0,20  0,29  Ponte Nova do Paraopeba  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  0,27  Mateus Leme  ‐  ‐  ‐  ‐  ‐  0,40  Ponte da Taquara  0,31  0,56  0,50  0,11  0,15  0,33  Porto Mesquita  0,17  0,47  0,40  0,07  0,14  0,29  Média  0,26  0,54  0,43  0,08  0,16  0,33    A  equação  de  Colby  depende  de  parâmetros  hidráulicos  da  seção  e  a  descarga  de  fundo  representa 29 a 40% da descarga total das estações da bacia do rio Paraopeba.  Para aplicação das demais estações, além dos parâmetros hidráulicos da seção, são utilizados  também dados de granulometria de fundo. Verifica‐se que a relação obtida pelas equações de        71    Meyer Peter & Muller e Shoklistch variam entre 7 a 20% da descarga total. Já a relação obtida  pelas equações de Ackers & White, Engelund & Hansen e Yang para areias varia entre 17 a 60%  da descarga total.  Como os resultados preliminares mostram que a descarga sólida em suspensão transportada  pelo  rio  Paraopeba,  após  a  ruptura  da  barragem,  tem  sido  compatível  com  valores médios  mensais para o mês de fevereiro e que os sedimentos em suspensão tem uma velocidade de  decantação  elevada,  será  necessário  calcular  a  descarga  sólida  de  fundo  no  rio  Paraopeba,  assim  que  os  dados  de  granulometria  do  fundo  estiverem  disponíveis,  com  o  objetivo  de  verificar se houve um aumento da descarga de fundo após a ruptura da barragem.    5 Considerações Finais Em 25 de janeiro de 2019 por volta das 12:30h houve a ruptura da barragem de rejeitos  B1 da  Mina do Córrego do Feijão da Vale no município de Brumadinho, Minas Gerais. Cerca de 30  minutos  depois,  os  rejeitos  atingiram  o  rio  Paraopeba,  a  jusante  da  estação  Fluviométrica  Alberto Flores, onde grande parte  ficou depositada,  represando o  rio Paraopeba. Em  função  disto, foi registrado um aumento do nível do rio nesta estação da ordem de 5 metros.  A CPRM iniciou no dia 26 de janeiro o monitoramento da passagem da pluma de rejeitos no rio  Paraopeba decorrente da ruptura da barragem. Em termos de turbidez medida in loco, no rio  Paraopeba:   No ponto de monitoramento Mário Campos houve um aumento de turbidez no dia 26  de janeiro, da ordem de 2mil NTU, no dia 31 neste ponto foram verificados valores da  ordem de 10mil NTU, e se mantiveram entre 3 a 10mil no dia 01 de  fevereiro. Este  patamar  de  turbidez  foi  verificado  neste  ponto  de  monitoramento  nos  períodos  chuvosos subsequentes de 4 a 8 e de 13 a 22 de fevereiro, chegando acima de 20mil.   Na estação de Ponte Nova do Paraopeba – 40800001, valores da ordem de 3 a 10mil  NTU de turbidez, só foram registrados no período de 18 a 22 de fevereiro.   Na estação Ponte da Taquara – 40850000 os valores de turbidez mais altos, da ordem  de 1,5mil NTU foram verificados nos dias 20 e 24 de fevereiro.   No ponto de monitoramento MG‐420, a turbidez atingiu valores próximos a 1mil NTU  no dia 25 de fevereiro, um mês após o rompimento da barragem.  Importante  ressaltar que  a  turbidez  registrada na  série histórica da bacia do  rio Paraopeba  contém  valores  máximos  da  ordem  de  1.100NTU.  Já  no  monitoramento  da  ruptura  da  barragem do Fundão da Samarco, foi registrada turbidez da ordem de centenas de milhares de  NTU nos primeiros dias de monitoramento nas estações do rio Doce, mais próximas ao local da  ruptura.  Quanto  aos  demais  parâmetros  medidos  in  loco:  temperatura  da  água,  OD,  pH  e  Condutividade Elétrica, não foram observadas alterações significativas entre a série histórica e  o monitoramento após a ruptura da barragem.        72    Quanto ao monitoramento dos níveis do rio Paraopeba, verificou‐se que:   Na estação Alberto Flores – 40740000 houve um aumento brusco do nível no dia 25 de  janeiro da ordem de 5 metros, decorrente da deposição dos rejeitos na confluência do  ribeirão  Ferro  Carvão  com  o  rio  Paraopeba,  a  jusante  da  estação,  formando  uma  barreira de rejeitos, a qual foi escavada pelo rio Paraopeba.   Na estação de Ponte Nova do Paraopeba – 40800001, em função desta deposição de  rejeitos, citada no  item anterior, ocorreu uma diminuição do nível do  rio Paraopeba  nesta estação no dia 26 de janeiro, o qual foi reestabelecido.   Na  estação  de  Ponte  da  Taquara  –  40850000,  não  foram  registradas  alterações  no  nível do rio em função da ruptura da barragem.  Quanto ao monitoramento de vazões do rio Paraopeba, verificou‐se que:   As vazões médias mensais na estação Ponte Nova do Paraopeba – 40800001 de janeiro  e fevereiro são da ordem de 172 e 143m³/s respectivamente. No dia 25 de  janeiro a  vazão nesta estação foi da ordem de 35m³/s e a vazão média dos meses de fevereiro e  março  de  2019  foram  da  ordem  de  65m³/s,  ou  seja,  as  vazões  no  rio  Paraopeba  estiveram  muito  abaixo  da  média  histórica,  o  que  resulta  numa  capacidade  de  transporte de sedimentos menor.   A relação vazão x cota da estação de Alberto Flores – 40740000 foi comprometida em  função da deposição de rejeitos a jusante desta estação.   Não foi verificada alteração significativa da relação vazão x cota da estação Ponte Nova  do Paraopeba – 40800001.   Na  estação  Ponte  da  Taquara  –  40850000,  estão  sendo  verificadas  alterações  da  relação vazão x cota nos últimos anos, porém as medições de vazão realizadas após a  ruptura  da  barragem  estão  alinhadas  com  as  medições  realizadas  em  2018,  não  havendo  portanto  alteração  da  relação  vazão  x  cota  nesta  estação  em  função  da  ruptura da barragem.  Quanto ao levantamento de perfil transversal verificou‐se que:   Na estação Alberto Flores – 40740000, apesar do depósito de rejeitos a  jusante, não  foi verificada alteração do perfil transversal.   Na  estação  Ponte Nova  do  Paraopeba  –  40800001,  não  foi  verificada  alteração  do  perfil transversal.   O perfil transversal da estação Ponte da Taquara – 40850000 será feito futuramente.  Quanto a concentração de sedimentos em suspensão verificou‐se que:  No ponto de monitoramento de Mário Campos no período de 26 de janeiro a 10 de março de  2019 a concentração máxima de  sedimentos em  suspensão, obtidas pelo método  IID,  foi da  ordem de 10.000mg/L, já na estação Ponte Nova do Paraopeba da ordem de 4.000mg/L. Ainda  serão realizadas as análises dos pontos de monitoramento das amostras coletadas após o dia  10 de março de 2019.        73    Na série histórica foram registrados valores máximos de 5mil mg/L.   No monitoramento da ruptura da barragem do Fundão da Samarco, foram registrados valores  da ordem de centenas de milhares de mg/L nos primeiros dias, nas estações localizadas do rio  Doce próximas ao local da barragem.  Quanto a descarga sólida em suspensão verificou‐se que:   No ponto de monitoramento de Mário Campos no período de 26 de  janeiro a 10 de  março de 2019 foram transportadas cerca de 369mil toneladas, 126mil toneladas em  Ponte Nova do Paraopeba e 56mil  toneladas em Ponte da Taquara. Porém, a vazão  média  do  rio  Paraopeba  nesta  data  estava  bem  abaixo  da  média  mensal  de  janeiro/fevereiro,  logo a descarga sólida esperada deveria ser bem menor do que foi  transportado, decorrente do rompimento da barragem.   Considerando a densidade do minério 2t/m³, o volume transportado de sedimento em  suspensão em Mário Campos no período de 26 de  janeiro a 10 de março de 2019 foi  da ordem de 175mil m³, muito menor do que o volume da barragem de rejeitos, de  11,7Mm³.  A descarga sólida média anual na estação Belo Vale – 40710000 é da ordem de 1,6M t/a e na  estação Ponte Nova do Paraopeba – 40800001 é da ordem de 1,3M t/a.   No  monitoramento  da  barragem  do  Fundão  da  Samarco,  a  descarga  sólida  calculada  em  novembro de 2015 variou de montante para jusante ao longo do rio Doce, na estação próxima  da barragem foi cerca de 10 vezes maior do que a descarga anual, em Governador Valadares  da mesma ordem de grandeza da descarga anual e em Colatina cerca de 5% da descarga anual.  Evidenciando que grande parte dos sedimentos  ficou depositada ao  longo do rio Doce e nos  reservatórios e transportada nos meses subsequentes.  Quanto a granulometria de sedimentos em suspensão verificou‐se que:  No ponto de monitoramento Mário Campos no período de 26 de  janeiro a 6 de  fevereiro, o  D50 dos sedimentos em suspensão foi da ordem de 4 a 7 µm, correspondendo ao silte muito  fino. Ainda serão realizadas as análises dos pontos de monitoramento das amostras coletadas  em fevereiro e março de 2019.  Na série histórica grande parte dos valores registrados é inferior a 0,0625mm, ou seja, menor  que areia muito fina.   No monitoramento da ruptura da barragem do Fundão da Samarco, foram registrados valores  de D50 para o material em suspensão de 18 a 3 µm, de montante para jusante ao longo do rio  Doce, ou seja, silte médio a argila grossa.  Quanto a granulometria do material de fundo verificou‐se que:  Ainda estão sendo realizadas as análises de granulometria do material de fundo das amostras  do rio Paraopeba após a ruptura da barragem.        74    Na série histórica os valores de D50 do material de fundo registrados são da ordem de 0,16 a  0,64mm, o que corresponde a areia muito fina a areia grossa.   No monitoramento  da  ruptura  da  barragem  do  Fundão  da  Samarco,  foram  registrados  em  dezembro de 2015, valores de D50 da ordem de 0,53 a 0,70mm, ou seja, areia muito grossa.  No próximo relatório serão publicados os resultados:   Parâmetros in loco coletados e medições realizadas em abril;   Concentração de sedimentos em suspensão das amostras coletadas após 10 de março  de 2019;   Granulometria  do  material  em  suspensão  e  de  fundo  das  amostras  coletadas  de  janeiro a março de 2019;   Calculo da descarga sólida após a ruptura da barragem.    6 Referências Bibliográficas http://www.ana.gov.br/. Hidroweb. Acesso em março de 2019.  http://www.cprm.gov.br/sace/index_rio_paraopeba.php. Acesso em março de 2019.  http://www.cprm.gov.br/publique/Hidrologia/Mapas‐e‐Publicacoes/Atlas‐Pluviometrico‐do‐ 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