1 NÚMERO 27 Brasília, junho de 2025 ISSN: 2448-2242 DOI: http://doi.org/10.29396/itcprm.2025.27 OCORRÊNCIAS DE ELEMENTOS TERRAS RARAS E URÂNIO NA BORDA ORIENTAL DA BACIA DO PARNAÍBA, ESTADO DO PIAUÍ: ABORDAGEM COM DADOS GEOLÓGICOS E GEOQUÍMICOS AUTORES Nilo Costa Pedrosa Junior¹ (nilo.pedrosa@sgb.gov.br) Douglas Almeida Silveira² (douglas.silveira@sgb.gov.br) Paulo Roberto Rodrigues Benevides Filho3 (paulo.benevides@sgb.gov.br) Carolina Reis3 (carolina@sgb.gov.br) Serviço Geológico do Brasil – Residência de Teresina¹; Superintendência de Belo Horizonte2; Superintendência de Salvador3 ABSTRACT During the Geology and Mineral Potential Project of the Eastern Border of the Parnaíba Basin, mineral occurrences related to phosphatic and radioactive rocks were found. There is a higher concentration of these rocks in Devonian lithostratigraphic units (Itaim, Pimenteira, and Longá formations). Based on the results of chemical analyses in total rock, it was also found that these samples are enriched in rare earth elements (REEs, including Y) and uranium. A total of 39 new occurrences of these rocks have been registered. Notably, in the study area, phosphatic concre- tions exhibit P2O5 contents ranging from 16% to 27% and average concentrations of ΣRREs+Y2O3 of 0.4%, with an anomalous station containing a surprisingly high value of 2.3% of ΣRREs+Y2O3. These values mark the phosphatic concretions of the Parnaíba Basin as one of the most enriched in REEs in the world. The phosphatic sandstones and the sandstones rich in REEs have REE contents averaging 0.2% ΣREO+Y2O3, with a maximum of 0.4% ΣREO+Y2O3. Uranium concentrations range from 9 ppm to 1,270 ppm. A preliminary assessment indicates that these rocks fall within promising to highly promising zones for the economic development of a REE deposit. This scenario, based on the high demand for critical and strategic minerals, could place the Parnaíba Basin on the radar of major com- panies for further exploration of these mineralizations. Keywords: REEs, Phosphatic concretions, Uranium, Parnaíba basin RESUMO Durante o Projeto Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba foram encontradas ocor- rências minerais relacionadas a rochas fosfáticas e radioativas. Há uma concentração maior dessas rochas em unidades litoestratigráfi cas devonianas (formações Itaim, Pimenteira e Longá). Com o resultado de análises quí- INFORME TÉCNICO INFORME TÉCNICO 27 2 micas em rocha total verificou-se, também, o enriquecimento dessas amostras em elementos terras raras (ETRs, incluindo Y) e urânio. Foram cadastradas 39 novas ocorrências dessas rochas. Destacam-se na área de estudo concreções fosfáticas que apresentam teores entre 16% e 27% de P2O5 e concentrações médias do ΣTRO+Y2O3 de 0,4%, além de estação anômala que contém valor surpreendentemente elevado de 2,3% de ΣTRO+Y2O3. Estes valores marcam as concreções fosfáticas da Bacia do Parnaíba como uma das mais enriquecidas em ETRs do mundo. Os arenitos fosfáticos e os arenitos ricos em ETRs possuem valores de ETRs com média de 0,2% ΣTRO+Y2O3 e máximo de 0,4% de ΣTRO+Y2O3. Os teores de urânio variam de 9 ppm a 1.270 ppm. Uma avaliação preliminar indica que essas rochas estão posicionadas dentro de áreas promissoras a altamente promissoras para o desenvolvimento econômico de um depósito de ETRs. Este cenário, baseado na grande demanda por minerais críticos e estratégicos, pode colocar a Bacia do Parnaíba no roteiro de grandes empresas para o deta- lhamento dessas mineralizações. Keywords: REEs, Phosphatic concretions, Uranium, Parnaíba basin INTRODUÇÃO Durante os últimos anos há uma verdadeira corrida na busca por recursos minerais, prin- cipalmente aqueles que estão dentro de um contexto sustentável. A saber, os minerais críticos e estratégicos são cruciais na cadeia de suprimentos da indústria e na segurança econômica nacional. O SGB-CPRM tem pro- movido ações que estimulam o crescimento mineral em reservas já conhecidas e também a descoberta de novos depósitos em âmbito nacional. O risco de abastecimento de elementos de terras raras (ETRs, incluindo Y) para a transição tecnológica e energética de baixo carbono destacou a necessidade de novas fontes (Sovacool et al., 2020). Estudos re- centes identificaram fosforitos, rochas ricas em fosfato já exploradas para fertilizantes, como potenciais reservas de ETRs (Emsbo et al., 2015; Buccione et al., 2021; Valetich et al., 2022). A extração de ETRs como subproduto da mineração de fosforitos pode garantir um fornecimento mais sustentável e reduzir a de- pendência de fontes mais tradicionais desses materiais estratégicos, além de promover um melhor aproveitamento dos depósitos mine- rais, envolvendo o modelo de Economia Cir- cular. Com os investimentos em P&D neces- sários, isso pode tornar os fosforitos fontes potenciais e promissoras para o fornecimento industrial de ETRs no futuro próximo. A Bacia do Parnaíba é intracratônica, com evolução paleo a mesozoica e ocupa uma área de aproximadamente 600.000 km2² na região nordeste do Brasil (Figura 1). As for- mações Itaim, Pimenteira e Longá, perten- centes ao Grupo Canindé, depositadas, ma- joritariamente, em ambiente marinho durante o Devoniano (Vaz et al., 2007) destacam-se como áreas-alvo na ocorrência de fosfato com ETRs (Emsbo et al., 2015; Abram, 2020). Na região do MATOPIBA (Figura 1), acrônimo para uma parte do nordeste do Brasil com forte expansão agrícola, há uma demanda im- portante e crescente por fertilizantes. Intensi- ficar pesquisas geológicas e ampliar o conhe- cimento na região são fatores decisivos para a descoberta de novos depósitos minerais, principalmente o fosfato. Além disso, a região se mostra com potencial para a exploração de minerais críticos e estratégicos. Neste estudo são apresentados dados geo- lógicos e geoquímicos sobre ocorrências de concreções fosfáticas e arenitos radioativos enriquecidos em ETRs e U, identificados nas porções leste e nordeste do Piauí. Esses da- dos foram obtidos durante as pesquisas do Projeto Geologia e Potencial Mineral da Bor- da Oriental da Bacia do Parnaíba, executado pela Residência de Teresina. Fornecemos, também, um comparativo com depósitos se- melhantes que ocorrem a nível global. CONTEXTO GEOLÓGICO A área estudada está inserida na porção oriental da Bacia do Parnaíba, compondo es- pecificamente, as porções leste e nordeste do Piauí e extremo oeste e noroeste do Ceará (Figura 1). Este projeto foi realizado a partir da cartografia geológica e do levantamento de recursos minerais na região da bacia em 05 folhas cartográficas de escala 1:250.000 (folhas Granja, Piripiri, Crateús, Valença do Piauí e Picos; Figura 1). Ao longo da borda leste da bacia afloram rochas do Grupo Serra Grande - porção ba- sal, que representam arenitos grossos a con- glomeráticos, formados em ambientes con- tinentais fluvial e glacial (formações Jaicós e Ipu; Barrera; Nogueira; Bandeira, 2020) com incursões marinhas restritas (Formação Tianguá; Figura 2). O Grupo Canindé é for- mado, da base para o topo, pelas formações: SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL 3 a) Itaim (unidade litoestratigráfica definida em superfície no âmbito do projeto; Pedro- sa Jr. et al., 2023; Lopes et al., 2023; Pedrosa Jr. et al., 2024; Correa et al., 2024; Lopes et al., 2024; Figura 2), que abrange arenitos fi- nos e micáceos, cujas estruturas sedimenta- res indicam ambiente transicional e marinho raso com ação de tempestades; b) Pimentei- ra (Figura 2), formada por folhelhos roxos e arenitos finos bioturbados e níveis fosfáticos de ambientes deltaicos e marinho com tem- pestitos (Della Fávera, 1990; Agostinho et al., 2012); c) Cabeças, composta por arenitos fi- nos a médios e estruturas sedimentares di- versas indicando ambientes flúvio-deltaicos dominado por inundações e glacial (Poncia- no; Della Fávera, 2009; Barbosa; Nogueira; Domingos, 2015); d) Longá (Figura 2), que é representada por folhelhos cinza escuros e arenitos finos com níveis heterolíticos, biotur- bados e horizontes calcíferos e fosfáticos de ambiente plataformal dominado por tempes- tades e shoreface (Góes; Feijó, 1994; Caputo, 1984); e e) Poti, associada a arenitos finos a médios amarelados cuja estruturas sedimen- tares marcam ambientes deltaico/estuarino, litorâneo e fluvial (Góes, 1995). Ocorrem soleiras e diques de gabros rela- cionados às suítes Sardinha e Pedro II (Figu- ra 2). Estes eventos magmáticos deram-se no Jurássico e Cretáceo (CAMP e EQUAMP) dentro do contexto do Gondwana Ocidental e da Plataforma Sul-americana (Hollanda et al., 2019). As demais unidades litoestratigrá- ficas da bacia não afloram na área de estudo. OCORRÊNCIA DE ROCHAS FOSFÁTICAS O potencial para a prospecção de rochas fosfáticas e mineralizações uraníferas na Ba- cia do Parnaíba e no estado do Piauí é conhe- cido desde a década de 60, com trabalhos realizados pela Comissão Nacional de Ener- gia Nuclear – CNEN. Os resultados do Projeto Estudo Global dos Recursos Minerais da Bacia Sedimentar do Parnaíba: Integração Geológico-Meta- logenética (Lima; Leite, 1978) indicavam as formações Pimenteira e Longá como regiões potenciais para a exploração de rochas fosfá- ticas. Os autores, baseados em dados geoló- gicos e geoquímicos, apontaram indícios em vários níveis litológicos. Mostraram boa cor- Figura 1: Mapa de localização da área de estudo dentro do contexto da Bacia do Parnaíba e os principais recursos minerais cadastrados no projeto da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba. Fonte: os autores. INFORME TÉCNICO 27 4 relação linear entre os valores de P 2 O 5 , F e Ca e associação geoquímica com urânio para as rochas fosfáticas da Formação Pimenteira. Estimaram que a espessura dos níveis fosfa- tados varia de poucos centímetros a cama- das com cerca de 20 m. O urânio, estudado por meio de levantamentos radiométricos, foi identificado, principalmente, associado às ocorrências de fosfato e arenitos ferrugino- sos (> 5.000 cps). Figura 2: Mapa geológico simplificado do projeto com o detalhamento das novas e principais ocorrências minerais relacionados às rochas fosfáticas e arenitos radioativos ricos em U e ETRs. Fonte: os autores. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL 5 O Projeto Fosfato de São Miguel do Tapuio (Oliveira; Barros, 1976) investigou de forma detalhada os níveis fosfáticos que ocorrem na região da cidade homônima. Os resulta- dos mostraram mineralizações fosfáticas ao longo de toda Formação Pimenteira, com destaque para três eventos fosfatogênicos, quais sejam: i) fosfatos em rochas carboná- ticas oolíticas (< 6,3% P 2 O 5 ); ii) fosfato no- dular (> 18% P 2 O 5 ) e; iii) fosfato disseminado em arenitos. A espessura da formação foi es- timada em 130 m, com horizontes fosfáticos identificados em furos de sondagem (entre 0,5 e 1 m de espessura e reserva estimada em 2,5 milhões de toneladas por km2), colo- cado, na época, como potencial econômico considerável. Mais recentemente, Abram (2020) analisou os fosforitos, concreções fosfáticas e ironsto- nes fosfáticos da Formação Pimenteira na bor- da leste da Bacia do Parnaíba. Os resultados trouxeram avanços importantes sob a ótica da estratigrafia de sequências e a gênese dessas rochas. O trabalho supõe que as condições pa- leoclimáticas no Devoniano e as altas taxas de sedimentação na plataforma não foram favo- ráveis para o acúmulo de fosforitos econômi- cos. Contudo, revela que altas concentrações de ETRs podem representar potencial econô- mico agregado para os fosforitos. NOVAS OCORRÊNCIAS DE ROCHAS FOSFÁTICAS E ARENITOS RADIOA- TIVOS ENRIQUECIDOS EM ETRs Foram identificadas 39 novas ocorrên- cias minerais anômalas (P, ETRs e/ou U) em concreções fosfáticas, arenitos fosfáticos e siltitos ou arenitos radioativos ou não ricos em ETRs e, majoritariamente, pertencen- tes às formações Itaim, Pimenteira e Longá (Tabela 1; Figura 2). Em menor proporção, algumas ocorrências situam-se em aflora- mentos da Formação Cabeças. As amostras de rochas foram separadas e analisadas para determinação da composição quími- ca de elementos principais e traços, a fim de elucidar o potencial para prospecção de fosfatos, urânio e elementos terras raras. Os trabalhos de campo foram realizados com o auxílio de gamaespectrômetro portátil RS- 125 da Radiation Solutions. Todas as amos- tras apresentam radiação moderada a alta (1.500 - > 10.000 cps). Tabela 1: Localização (Coordenadas geográficas – SIRGAS2000), principais características geológicas e teores de P2O5, TROs+Y2O3 e U das ocorrências minerais cadastradas na borda oriental da Bacia do Parnaíba. Estação Latitude Longitude Município Rocha Unidade Litoestratigráfica P2O5 (%) TRO+Y2O3 (%) U (ppm) AP-001A -6,292 -41,458 Pimenteiras/PI Arenito Formação Pimenteira 3,6 0,086 62 AP-004 -6,308 -41,447 Pimenteiras/PI Arenito Formação Pimenteira 0,6 0,150 37 AP-005A -6,276 -41,469 Pimenteiras/PI Arenito Formação Pimenteira 1,4 0,105 31 AP-020B -6,044 -41,384 São Miguel do Tapuio/PI Concreção fosfática Formação Itaim 17,5 0,228 22 AP-020C 16,8 0,054 10 AP-031 -6,108 -41,447 São Miguel do Tapuio/PI Concreção fosfática Formação Pimenteira 17,0 2,263 761 AP-041 -6,838 -41,926 São João da Varjota/PI Concreção fosfática Formação Itaim 20,2 0,309 140 CM-037A -6,403 -41,975 Novo Oriente do Piauí/PI Argilito Formação Pimenteira 2,7 0,185 116 CR-013D -5,482 -41,974 São João da Serra/PI Arenito fosfático Formação Pimenteira 5,9 0,106 43 CR-025AI -6,459 -41,971 Novo Oriente do Piauí/PI Argilito Formação Longá 3,5 0,123 37 CR-025AM 1,1 0,139 15 CR-039C -5,924 -41,832 Santa Cruz dos Milagres/PI Concreção fosfática Formação Longá 26,1 0,395 1268 CR-039D 23,5 0,592 795 NP-074 -6,042 -41,813 Aroazes/PI Concreção fosfática Formação Longá 20,1 0,58 9 NP-077 -6,490 -41,940 Novo Oriente do Piauí/PI Arenito fosfático Formação Pimenteira 4,7 0,09 107 NP-117 -7,217 -41,393 Geminiano/PI Concreção fosfática Formação Itaim 18,2 0,256 81 NP-161 -7,005 -41,377 Sussuapara/PI Concreção fosfática Formação Longá 26,8 0,151 37 NP-209 -7,482 -41,569 Itainópolis/PI Arenito Formação Pimenteira 0,9 0,156 21 NP-251 -7,421 -41,567 Itainópolis/PI Arenito Formação Cabeças 1,7 0,111 25 NP-268 -7,355 -41,438 Itainópolis/PI Concreção fosfática Formação Longá 19,6 0,320 479 NP-320 -7,779 -41,922 Simplício Mendes/PI Arenito Formação Longá 0,2 0,148 23 NP-321A -7,779 -41,920 Simplício Mendes/PI Arenito Formação Pimenteira 0,2 0,283 30 NP-321B 0,2 0,270 28 NP-335A -7,802 -41,713 Isaías Coelho/PI Arenito Formação Longá 0,2 0,141 15 NP-343 -7,938 -41,989 Bela Vista do Piauí/PI Arenito fosfático Formação Pimenteira 1,2 0,055 36 NP-349A -7,971 -41,855 Bela Vista do Piauí/PI Arenito fosfático Formação Pimenteira 2,4 0,386 8 NP-349B 4,9 0,125 9 NP-349C 0,1 0,136 12 NP-356 -7,866 -41,698 Conceição do Canindé/PI Arenito Formação Pimenteira 0,2 0,208 23 INFORME TÉCNICO 27 6 As concreções fosfáticas da bacia ocorrem exclusivamente no contexto das formações Itaim, Pimenteira e Longá (Tabela 1; Figura 3a) e apresentam-se em geral com formato nodular (Estação AP-031; Figura 3b). Alguns afloramentos formam estreitas camadas ou lentes de dimensões centimétricas a métri- cas e estão posicionadas entre estratos pla- no-paralelos de arenitos finos (Estação CR- 039; Figura 3c) e, por vezes, posicionam-se no contato entre litologias distintas, como é o caso da estação NP-268 (Figura 3d). Essas rochas têm densidade elevada quando com- paradas às rochas sedimentares da bacia, estrutura maciça concêntrica e coloração va- riada, desde tons esbranquiçados, amarela- dos e avermelhados. A estação NP-372 apre- senta concreções fosfáticas de coloração acinzentada com vênulas avermelhadas de mineralogia ainda desconhecida (Figura 3e) e elevado conteúdo de material radioativo (> 10.000 cps). Os litotipos que apresentam tais concreções têm espessura de cerca de 15 m e distribuição espacial indefinida. Em al- guns trechos, os níveis fosfáticos concentram maior quantidade de minerais radioativos (> 6.000 cps). Esta característica é observada, principalmente, ao longo de falhas e fraturas que se interceptam (Figura 3f), a exemplo da estação NP-074, onde o conjunto de fraturas subverticais de direção NE-SW e NW-SE (pla- nos de fratura: 88/305; 80/010) apresentam acúmulo de minerais radioativos. Os arenitos ricos em ETRs ocorrem em sua maioria associados às formações Itaim, Pi- menteira e Longá e em um ponto da Forma- ção Cabeças (Pedrosa Jr. et al., 2024; Lopes et al., 2024; Figura 1; Tabela 1). Em geral, os arenitos são muito finos (Figura 4a) a médios, de coloração variada com tendência a tons avermelhados a amarronzados em função do alto conteúdo de minerais ferruginosos (Figu- ra 4b). Apresentam, por vezes, textura mos- queada com nódulos cinza escuros (Figura 4c) e esbranquiçados (Figura 4d) com inten- so fraturamento e elevado conteúdo radioati- vo (> 1.500 cps). Arenitos finos de coloração acinzentada, laminação plano-paralela e com vênulas preenchidas por minerais avermelha- dos, possivelmente argilominerais, apresen- tam alto conteúdo radioativo (> 2.000 cps) e elementos terras raras (0,4% do ∑TRO+Y 2 O 3 ; Figura 4e). Foi realizada análise petrográfica da estação PB-066, que mostra arenito fino a médio, formado por grãos de quartzo mo- deradamente selecionados e subangulosos. A matriz da rocha é de origem bioquímica. As bordas dos grãos de quartzo apresentam- -se corroídas por ação, provavelmente, de um fluido hidrotermal que atuou na matriz mais fosfatada desenvolvendo minerais como tita- nita e clorita em cristais euédricos a subédri- cos (Figura 4f). A atividade hidrotermal pode ter contribuído para o enriquecimento em elementos radioativos e terras raras presen- tes nas rochas. Outra possibilidade é que o acúmulo de urânio e ETRs esteja relacionado a processos autigênicos. Durante a diagêne- se, também podem ocorrer reações químicas que corroem os grãos de quartzo (Figura 4f), modificando sua forma e estrutura original. ANÁLISE GEOQUÍMICA DAS OCORRÊNCIAS Foram selecionadas 52 amostras de rocha para análises por Fluorescência de Raios X para dosar os óxidos maiores e espectro- metria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS) para medir os elementos menores e traços (Apêndice I: material suple- mentar). O critério de classificação adotado para as rochas analisadas teve como base o teor de fosfato nas amostras. Rochas com teor supe- rior a 16% de P 2 O 5 foram classificadas como fosforitos, entre 4% e 16% como arenito fosfá- tico (Greensmith, 1989) e menor que 4% como Estação Latitude Longitude Município Rocha Unidade Litoestratigráfica P2O5 (%) TRO+Y2O3 (%) U (ppm) NP-356 -7,866 -41,698 Conceição do Canindé/PI Arenito Formação Pimenteira 0,2 0,208 23 NP-372A -7,203 -41,587 Picos/PI Concreção fosfática Formação Pimenteira 16,0 0,343 39 NP-372B 22,3 0,479 79 NP-372C 21,2 0,413 68 NP-372D 21,5 0,448 75 PB-001B -7,689 -41,439 Patos do Piauí/PI Arenito Formação Itaim 0,1 0,173 14 PB-018B -5,922 -41,831 Santa Cruz dos Milagres/PI Concreção fosfática Formação Longá 17,2 0,358 771 PB-018C 19,1 0,247 643 PB-019 -5,940 -41,815 Santa Cruz dos Milagres/PI Concreção fosfática Formação Longá 22,7 0,381 409 PB-020 -7,222 -41,360 Geminiano/PI Concreção fosfática Formação Itaim 21,6 0,297 137 PB-066 -4,431 -41,101 Croatá/CE Arenito fosfático Formação Itaim 9,2 0,054 749 Tabela 1: Localização (Coordenadas geográficas – SIRGAS2000), principais características geológicas e teores de P2O5, TROs+Y2O3 e U das ocorrências minerais cadastradas na borda oriental da Bacia do Parnaíba (continuação). SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL 7 Figura 3: Rochas fosfáticas – localização na Figura 2 e teores na Tabela 1: a) Visão geral da estação PB-020 com presença de nódulos fosfáticos; b) Concreção fosfática com alto teores de P, U e ETRs (Estação AP-031); c) Horizonte fosfático e radioativo (Estação CR-039) e arenito fino com estratifica- ção plano-paralela; d) Nível fosfático de espessura centimétrica (Estação NP-268) posicionado entre litologias distintas; e) Nódulo fosfático radioativo com vênulas concêntricas de cor vermelha (Estação NP-372) e; f ) Horizonte fosfático fraturado (Estação NP-074). Fonte: os autores. arenitos ricos em ETRs por apresentarem conteúdo de ETRs+Y em torno de 1.000 ppm ou superior. Foram incorporadas 13 amostras, entre arenitos fosfáticos e radioativos e ricos em ETRs, de projetos prévios com intuito de tornar as análises geoquímicas mais robustas (Abram et al., 2016; Apêndice I). As concreções fosfáticas possuem teores de P 2 O 5 entre 16% e 27% (18 amostras; Apêndice I), em média 20%, e CaO entre 0,2% e 36%, em média 25%. Esta condição é atrelada ao forte conteúdo mineral de apatita e está quase sem- pre associada a teores elevados de ETRs (Pan; Fleet, 2002). Com exceção de uma amostra com 16% de P 2 O 5 e 0,2% de CaO e mais bai- xo teor de ETRs+Y (456 ppm), todas as outras apresentam teores maiores que 1.000 ppm de ETRs+Y (Apêndice I), com média de 3.000 ppm. Essas correlações, seus significados e implicações serão investigados em etapas fu- turas. Tem destaque a amostra da estação AP- 031 com 17% de P 2 O 5 e 19.000 ppm de ETR- s+Y, considerado outlier nesse estudo (valores não usados na matriz de correlação; Figura 5). Além disso, as concreções fosfáticas possuem teores de U variando entre 9 a 1.300 ppm, em média 325 ppm e teores de Th variando entre 7 a 1.718 ppm, em média 600 ppm. INFORME TÉCNICO 27 8 Os arenitos fosfáticos (12 amostras; Apên- dice I) apresentam teores de P 2 O 5 entre 4% e 11%, em média 7%, e CaO entre 0,2% e 15%, em média 5%, podendo ou não estar associado com enriquecimento em ETRs. O conteúdo de ETRs+Y varia de 360 até 2.220 ppm e mé- dia de 1.160 ppm. Os arenitos ricos em ETRs (22 amostras; Apêndice I) possuem teores de P 2 O 5 entre 0,1% e 3%, em média 1,2%, e CaO entre 0,01% e 4%, em média 1,2%. Apesar do baixo teor de P 2 O 5 , possuem conteúdo de ETRs+Y sig- nificativo, variando de 730 até 5.700 ppm e média de 1.720 ppm. Este enriquecimento de ETRs, sem relação com P 2 O 5 e CaO, deve es- tar relacionado a concentração de minerais pesados em ambientes deposicionais especí- ficos, como praias e sistemas fluviais, sendo produto de fontes ígneas e/ou metamórficas próximas. A presença de teores elevados de TiO 2 (> 7%) e Zr (> 10.000 ppm) em algumas amostras reforçam essa ideia. Em geral, os arenitos ricos em ETRs apresentam alto con- teúdo de arcabouço terrígeno e notável con- tribuição e cimentação por óxidos. Processos de laterização ocorrem em algumas amos- tras, marcadas por teores mais elevados de óxidos de alumínio e ferro. A Figura 5 apresenta a matriz de correla- ção entre os principais elementos e óxidos. Figura 4: Arenitos fosfáticos e ricos em ETRs: a) Arenito fino com estratificação plano-paralela (CM-037A); b) Arenito ferruginoso com estrutura maci- ça (NP-320); c) Arenito médio argiloso com textura mosqueada (Estação NP-321); d) Arenito fino com nódulos esbranquiçados de textura mosqueada (Estação NP-349C); e) Arenito fino com laminação plano-paralela e vênulas ferruginosas entre os estratos (NP-349A; Figura 2) e; f ) microfotografia de arenito fino a médio (PB-066), apresentando bordas dos grãos de quartzo corroídas e minerais radioativos na matriz/cimento. Cl: Clorita; Qz: Quartzo; Ti: Titanita. Fonte: os autores. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL 9 Figura 5: Matriz de correlação dos principais elementos e óxidos analisados. Nota: *p< 0,5 **p < 0,01 e ***p < 0,001. Fonte: os autores. Os resultados mostram forte correlação posi- tiva entre P 2 O 5 e CaO e boa correlação entre P 2 O 5 e U. Por sua vez, o SiO 2 tem boa corre- lação negativa com P 2 O 5 e CaO. Isso mostra que a colofana é o principal componente da matriz, enquanto os silicatos - especialmen- te o quartzo - formam a estrutura principal (arcabouço) da rocha. Em outras palavras, quanto mais matriz a rocha tem, maior tende a ser seu teor de P 2 O 5 . Há algumas exceções, porém, em que o fósforo é alto, mesmo com pouco CaO. A boa correlação positiva entre ETRs+Y e o Th sugere a presença de óxidos radioativos de origem detrítica no arcabou- ço de algumas dessas rochas (p. ex., Th em areias monazíticas). Todavia, isso deve ser melhor definido em etapas futuras com análi- ses mais robustas dos minerais. DISCUSSÕES – COMPARAÇÃO COM OUTROS DEPÓSITOS Emsbo et al. (2015) analisaram 23 depó- sitos de fosforitos nos Estados Unidos que sugerem o alto potencial para a prospecção de ETRs. Alguns depósitos americanos do Devoniano contêm teores de 18.000 ppm de ETRs totais, pouco inferior ao máximo valor encontrado na Bacia do Parnaíba (Figuras 2 e 3a). A extração de ETRs em rochas fosfáticas não configura um grande desafio tecnológico e ambiental, experimentos usando técnica de lixiviação com H 2 SO 4 e HCl diluídos foram ca- pazes de recuperar quase 100% do conteúdo total desses elementos (Emsbo et al., 2015). O potencial econômico de fosforitos com concentrações significativas de elementos terras raras foi discutido no trabalho de Vale- tich et al. (2022) na Bacia Georgina, Austrá- lia – Paleozoico inferior. Os autores revelaram que as rochas fosfáticas apresentam teores de até 5.330 ppm de ETRs totais. Indicaram que a mineralização dos ETRs é altamente promissora e sugerem que sejam usados na indústria como subproduto. INFORME TÉCNICO 27 10 Buccione et al. (2021) estudaram depósi- tos de fosfatos mesozoicos e cenozoicos na Tunísia, Argélia e Marrocos. Os resultados de análises químicas mostram valores médios de 300 ppm e máximo de 1.760 ppm. A ní- vel de comparação, esses valores são meno- res, em uma ordem de grandeza, do que os ETRs totais encontrados na Bacia do Parnaí- ba. Em contrapartida, na Bacia do Parnaíba, os teores são restritos a níveis centimétricos e majoritariamente a concreções, o que pode configurar um desafio à exploração comercial desses alvos. Baseado na criticidade de alguns dos ele- mentos terras raras (risco de demanda e ofer- ta), é fornecido um quadro para classificar o minério de ETRs pelo nível de demanda da indústria (Seredin, 2010). Segundo a análise, as rochas da área de estudo estão inseridas nas categorias de promissor a altamente pro- missor para prospecção de ETRs (Figura 6). A área de estudo apresenta também ele- vado potencial para prospecção de urânio. Conforme apontado por Steiner, Geissler e Haneklaus (2020), durante a década de 1980, aproximadamente 20% da demanda de urâ- nio dos Estados Unidos foi suprida por meio da recuperação a partir de rochas fosfáticas. Os autores destacaram que, diante da cres- cente demanda por minerais energéticos e da perspectiva de elevação nos preços do urânio, esses recursos não convencionais podem se tornar novamente economicamente viáveis. Além disso, indicaram que mineralizações da ordem de 160 ppm de urânio em rochas fosfá- ticas seriam suficientes para justificar a recu- peração em cenários atuais. Segundo Michael et al., 2024, o urânio em rochas fosfáticas é encontrado em concentrações que variam de 50 e 200 ppm, embora alguns depósitos apresentem teores mais altos. A borda orien- tal da Bacia do Parnaíba possui teores acima de 1.250 ppm em concreções fosfáticas, va- lores superiores a 800 ppm em arenitos fos- fáticos e teores mais baixos (< 160 ppm) nos arenitos ricos em ETRs (Apêndice I). Figura 6: Quadro de perspectiva econômica do minério de ETRs das concreções fosfáticas, arenitos fosfáticos e ricos em ETRs da borda oriental da Bacia do Parnaíba. Baseado no coeficiente de Seredin (2010), onde K outl =(Nd+Eu+Tb+Dy+Er+Y)/ (Ce+Ho+Tm+Yb+Lu) e ETR d %=(Nd+Eu+Tb+Dy+Er+Y)/ΣETRs ×100. Campos: i) pouco promissor; ii) promissor; iii) altamente promissor. Fonte: os autores. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL 11 GUIAS PROSPECTIVOS Com base nas observações de campo e na expertise obtida durante o projeto, foi possí- vel caracterizar feições diagnósticas e méto- dos eficientes para a investigação de rochas que podem conter mineralizações de urânio e ETRs na Bacia do Parnaíba: i) áreas com maior potencial incluem as rochas das formações Itaim, Pimenteira, Longá e base da Formação Cabeças; ii) trabalhos de campo devem ser executados, impreterivelmente, com auxílio de gamaespectrômetro portátil; iii) Anoma- lias radiométricas acima de 1.500 cps podem indicar teores apreciáveis de P, U, Th e ETRs associados; iv) rochas com estrutura nodular centimétrica a métrica são indicativas da pre- sença de anomalias geoquímicas; v) fatores como densidade elevada, presença de vênu- las, faturamento intenso e textura mosquea- da em arenitos são indicativos de anomalias geoquímicas nessas rochas. COMENTÁRIOS FINAIS E RECO- MENDAÇÕES Os resultados das análises geoquímicas indicam e reforçam o potencial elevado das formações Itaim, Pimenteira e Longá para prospecção de depósitos fosfatados e ra- dioativos enriquecidos em urânio e ETRs. As ocorrências estudadas tiveram diagnóstico favorável para o desenvolvimento econômi- co de um eventual depósito de ETRs, levando em conta aqueles mais críticos (Nd, Eu, Tb, Dy, Er e Y). Isto pode impulsionar ainda mais as pesquisas na região da bacia. Não foi pos- sível avaliar de modo mais preciso o volume dessas mineralizações em função da escala de trabalho do projeto. Cabe, portanto, veri- ficar e quantificar essas e outras ocorrências em escala de maior detalhe. REFERÊNCIAS ABRAM, M. B. Sedimentologia, estratigrafia e geoquímica dos fosforitos e ironstones fos- fáticos do devoniano inferior/médio da Ba- cia do Parnaíba. 2020. Tese (Doutorado em Geolo- gia) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2020. ABRAM, M. B.; CUNHA, I. 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Bacia do Parnaíba. Boletim de Geociências Petrobrás, v. 15, p. 253-263, 2007. ESTAÇÃO LITOTIPO Al2O3(%) CaO(%) Fe2O3(%) P2O5(%) SiO2(%) La (ppm) Ce (ppm) Pr (ppm) Nd (ppm) Sm (ppm) Eu (ppm) Gd (ppm) Tb (ppm) Dy (ppm) Ho (ppm) Er (ppm) Tm (ppm) Yb (ppm) Lu (ppm) Y (ppm) Th (ppm) U (ppm) ΣETR+Y (ppm) ΣTRO+Y2O3(%) Projeto/Referência NP-161 Concreção fosfática 6,51 36,4 8,93 26,81 13,2 57,8 214,5 31,87 164,5 46,7 15,37 81,87 11,14 66,78 12,71 32,54 3,61 19 2,69 488,61 12,1 37,14 1249,69 0,15 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba CR-039C Concreção fosfática 6,42 34 10,5 26,08 14,5 90,4 295,9 22,08 100,7 25,3 7,47 56,18 13,7 150,11 51,04 225,44 45,37 391,6 78,77 1701,25 343,5 1267,78 3255,31 0,40 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba CR-039D Concreção fosfática 7,57 30,2 13,3 23,46 16,6 277,1 665,5 72,64 333,7 90,2 24,58 142,53 29,16 259,15 70,37 280,75 46,6 359,8 59,4 2188,39 833,5 794,84 4899,87 0,59 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba PB-019 Concreção fosfática 6,11 29,3 17,8 22,66 16,5 198 724,8 73,23 335 93,6 22,6 127,41 24,33 183,65 40,36 129,88 16,8 96,2 12,18 1101,7 659,3 408,89 3179,74 0,38 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-372B Concreção fosfática 5,22 30,8 7,35 22,27 25,2 137,1 471,3 57,3 336,5 163,9 50,23 302,83 62,87 415,04 66,97 139,66 13,55 62,6 7,18 1689,34 1718,2 79,27 3976,37 0,48 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba PB-020 Concreção fosfática 9,86 29,2 3,65 21,58 27,8 191,7 549,1 77,75 391,5 101,5 28,84 151,4 19,68 111,92 20,08 51,4 5,59 28,9 3,85 748,59 13,5 136,63 2481,8 0,30 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-372D Concreção fosfática 3,41 29,9 6,14 21,54 31 124,2 517,3 73,57 444,5 209,4 59,77 326,89 59,09 342,62 52,32 108,81 10,84 52,9 5,88 1348,93 1434,5 74,67 3737,02 0,45 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-372C Concreção fosfática 3,53 29,2 6,62 21,21 31,6 84,4 296,8 44,47 279,6 145,2 46,87 277,6 58,95 387,56 60,71 125,17 11,66 52,6 5,69 1541,04 1589,8 67,73 3418,32 0,41 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-041 Concreção fosfática 6,27 26,20 11,60 20,15 27,70 169,60 426,20 62,67 299,90 84,20 20,17 110,05 19,47 143,18 33,61 112,97 15,46 91,00 11,23 972,48 283,40 139,45 2572,19 0,31 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-074 Concreção fosfática 8,98 24,8 16,9 20,05 18,5 381,8 1103,2 126,29 559,3 144,1 34,58 180,69 32,8 249,19 57,19 182,33 24,71 161 23,5 1579,91 231,8 9 4840,59 0,58 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-268 Concreção fosfática 8,7 27,4 14,9 19,6 19,6 92 226,8 39,98 245,1 132,5 36,68 223,02 32,19 215,77 44,25 128,04 15,41 81,7 9,51 1129,92 757,1 479,38 2652,87 0,32 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba PB-018C Concreção fosfática 6,36 24,5 18,7 19,11 21,9 109,8 399,1 41,27 190,6 49,6 11,03 67,33 12,82 107,72 27,02 98,03 14,01 98,3 15,72 808,4 504,1 642,97 2050,75 0,25 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-117 Concreção fosfática 8,17 22,3 19,8 18,21 20,4 171,7 560,1 70,68 333,1 84,8 20,87 108,68 14,18 90,43 17,48 46,99 5,49 31,3 4,16 585,92 14,7 80,82 2145,88 0,26 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-020B Concreção fosfática 9,77 17,9 8,34 17,51 36 91,5 337,9 52,3 274,4 86,8 24,18 125,55 20,23 127,54 22,56 57,82 7,08 42,4 5,39 627,27 12,8 21,57 1902,92 0,23 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba PB-018B Concreção fosfática 5,67 21,7 34,9 17,18 11,8 198,8 761,4 82,64 374,9 104 22,24 124,28 21,91 155,85 33,62 103,88 13,35 79,8 10,79 906,2 624,1 771,36 2993,66 0,36 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-031 Concreção fosfática 7,32 18,70 3,22 17,03 39,40 2413,50 4709,50 676,84 3050,70 813,90 201,66 990,15 147,29 863,00 147,02 343,15 34,11 165,80 20,73 4439,16 755,30 760,73 19016,51 2,26 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-020C Concreção fosfática 8,37 0,25 24,90 16,83 25,90 57,80 161,00 17,72 66,00 11,40 2,68 12,11 2,00 14,29 2,81 7,66 1,07 7,90 1,30 90,87 7,60 9,58 456,61 0,05 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-372A Concreção fosfática 3,49 21,4 14,3 16,02 38,6 127,1 618,1 46,72 245 99,9 29,49 188,37 39,03 251,32 39,34 87,05 9,81 56,9 7,68 1013,37 1070,3 39,38 2859,18 0,34 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-250BD Arenito fosfático 5,9 15,65 39,44 11,37 13,66 36,1 90,3 9,95 42,1 9 2,45 12,85 1,91 11,97 2,61 7,85 1,31 11,1 2,58 117,32 7,7 402,96 359,4 0,04 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 LL-001E Arenito fosfático 8,66 0,14 15,61 10,58 47,59 89,1 215,9 32,95 139,6 26,5 5,67 30,54 4,97 33,24 7,67 30,85 7,55 81,2 16,13 223,84 13,9 622,78 945,71 0,11 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 LL-001B Arenito fosfático 9,55 0,14 13,84 10,55 48,57 248,3 623,9 98,3 401,6 69,2 12,32 56,2 7,47 51 10,83 47,05 10,48 90,8 14,07 329,69 55,4 846,35 2071,21 0,24 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 PB-066 Arenito fosfático 1,39 11,70 1,97 9,21 73,40 24,70 51,70 6,18 26,10 7,8 2,09 16,2 3,77 31,75 7,19 24,51 3,67 27,3 3,98 206,96 83,20 749,00 443,9 0,05 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-33AC Arenito fosfático 13,19 5,78 43,33 6,27 19,83 190,4 571,4 75,41 342 86,8 22,15 123,51 18,86 125,12 23,49 57,44 6,95 39,5 4,86 530,08 61 80,07 2217,97 0,26 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 CR-013D Arenito fosfático 12,60 7,44 21,80 5,90 35,40 91,70 198,50 29,88 133,40 34,00 9,47 43,40 6,54 43,44 8,29 22,71 2,91 14,50 1,80 250,15 58,00 43,18 890,69 0,11 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-313A Arenito fosfático 7,1 7,16 23,4 5,89 43,39 95,2 268,9 42,19 211,3 63,4 14,42 77,22 13,12 85,96 17,72 46,79 5,43 27,5 3,86 445,48 90,1 200,58 1418,49 0,17 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 LL-001 Arenito fosfático 12,59 0,18 7,61 5,8 62,28 257,3 659,4 88,48 362,3 72,2 14,55 59,08 8,51 51,54 11,55 44,25 9,49 77,7 11,57 301,83 42,2 796,5 2029,75 0,24 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 LL-195 H Arenito fosfático 14,54 7,72 16,84 5,77 40,27 78,5 187,8 28,06 147,6 47,9 13,59 74,24 14,6 103,58 19,75 45,65 4,63 22,2 1,82 502,64 150,4 241,59 1292,56 0,16 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 NP-349B Arenito fosfático 4 6,45 28 4,93 50 142,3 344,3 41,33 170,2 39,8 8,27 43,3 6,35 37,38 6,63 17,36 2,08 12,1 1,65 179,78 37,3 8,48 1052,83 0,12 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-077 Arenito fosfático 5,79 2,83 19,70 4,70 62,20 83,60 236,10 31,65 127,90 34,60 8,52 31,68 5,48 32,89 5,46 14,01 1,86 11,50 1,23 109,70 64,80 106,91 736,18 0,09 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-343 Arenito fosfático 1,96 5,94 1,17 4,39 84,9 22,1 79,2 11,86 66,9 23,8 6,93 39,43 5,37 29,41 5,02 10,99 1,07 5,3 0,61 150,87 41 36,38 458,86 0,05 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-001A Arenito rico em ETRs 7,04 3,90 12,30 3,62 66,40 52,70 207,90 54,12 200,80 22,40 4,38 29,14 3,99 24,35 5,59 8,79 1,30 7,40 0,91 102,26 26,80 61,72 726,03 0,09 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-313C Arenito rico em ETRs 7,94 4,55 14,96 3,59 60,55 121,6 282,9 36,74 164,2 42,9 8,88 48,57 7,68 49,28 9,52 26,32 3,16 17,6 2,61 239,23 69,3 116,05 1061,19 0,13 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 CR-025AI Arenito rico em ETRs 11,00 4,95 6,89 3,47 60,70 79,10 203,80 29,41 138,30 38,40 9,03 53,13 8,28 57,19 11,14 34,46 4,67 29,20 4,35 329,43 67,90 36,65 1029,89 0,12 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba CM-037A Arenito rico em ETRs 15,9 3,57 11,5 2,69 49,3 134,7 356,2 45,15 208,5 58,6 13,17 73,84 1,14 78,54 15,85 40,43 5,18 29,8 3,88 476,86 190,1 116,17 1541,84 0,18 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-022 Arenito rico em ETRs 9,83 3,18 5,99 2,55 66,54 469,6 900,1 141,85 670,7 165,3 39 191,52 27,16 152,3 26,41 60,77 6,6 35,4 4,68 801,69 116 163,39 3693,08 0,44 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 NP-349A Arenito rico em ETRs 5,44 2,56 24,7 2,44 57 627,2 1351,2 151,91 553,5 106,2 19,84 85,68 11,05 58,79 9,85 25,66 3,19 19,1 2,46 254,89 43,1 8,4 3280,52 0,39 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-251 Arenito rico em ETRs 4,96 0,12 26,6 1,7 57 99,1 308,2 44,03 210 73,5 18,53 70,01 6,93 30,23 3,81 9,01 1 6,3 0,78 65,73 357,4 24,64 947,16 0,11 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-257 D Arenito rico em ETRs 9,82 0,11 12,2 1,43 60,74 857,7 2067 272,27 1137 236,6 43,25 223,36 31,26 174,09 25,95 55,59 5,58 28 3,74 531,24 229,9 18,54 5692,63 0,67 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 AP-005A Arenito rico em ETRs 6,80 1,82 2,68 1,37 79,20 94,70 241,10 36,10 174,00 47,70 9,87 48,34 6,89 34,02 6,03 15,42 1,90 10,70 1,60 157,50 46,00 31,26 885,87 0,10 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba CR-025AM Arenito rico em ETRs 14,5 0,27 18,6 1,13 49,4 130,4 364,5 53,93 249,8 69,9 16,14 70,26 10,66 51,34 7,5 15,56 1,66 9,9 1,3 131,47 203,3 14,48 1184,32 0,14 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-209 Arenito rico em ETRs 4,5 0,05 34 0,92 51,1 202,2 522,6 60,53 246,4 57,3 13,59 55,03 7,6 41,18 5,76 11,59 1,19 6,4 0,87 93,14 272 21,15 1325,38 0,16 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba AP-004 Arenito rico em ETRs 6,46 0,11 15,6 0,5 67,1 214,1 463,5 61,69 247,4 50 8,46 42,31 6,06 31,85 5,05 12,41 1,84 10,9 1,63 120,94 67,3 36,85 1278,14 0,15 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-344C Arenito rico em ETRs 17,4 0,005 27,86 0,44 42,44 159,7 436,6 57,62 233,5 58,7 14,88 73,32 12,19 78,87 15,49 44,34 5,66 34,9 4,9 208,77 22,8 33,5 1439,44 0,17 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 NP-321A Arenito rico em ETRs 8,15 0,10 18,90 0,22 60,30 479,60 989,10 106,35 373,10 69,2 6,69 56,18 7,13 43,96 8,13 25,37 3,4 25,7 4,06 209,70 199,20 29,68 2407,67 0,28 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-330C Arenito rico em ETRs 37,57 0,02 5,56 0,21 42,04 167,7 387 48,26 189,3 37,1 6,67 32,32 4,42 27,93 5,28 16,37 2,06 14,5 1,71 112,16 46,2 14,51 1052,78 0,12 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 NP-320 Arenito rico em ETRs 6,63 0,05 21,8 0,19 58,8 246 501,9 56,39 199,9 35,7 3,5 29,34 3,82 23,92 4,48 14,49 2,08 14,7 2,27 121,06 101,7 23,03 1259,55 0,15 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-356 Arenito rico em ETRs 5,64 0,18 28,7 0,19 53,3 353,8 728,8 77,39 275,5 49,8 5,03 39,16 5,2 30,71 5,78 17,46 2,52 17,9 2,72 155,38 141,3 23,3 1767,15 0,21 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-321B Arenito rico em ETRs 8,28 0,02 17,7 0,18 60,8 449,5 939,9 101,19 355,7 65,2 5,94 54,03 7,1 42,04 8 23,61 3,39 25,2 3,84 206,53 186,6 27,94 2291,17 0,27 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-335A Arenito rico em ETRs 7,27 0,14 11,1 0,16 71,3 219,8 457,6 51,48 183,6 36 4,63 28,84 4,2 27,72 5,32 16,28 2,38 17,6 2,72 136,8 84,1 15,2 1194,97 0,14 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba PB-001B Arenito rico em ETRs 8,46 0,01 5,64 0,14 75,6 270,3 592,8 66,05 234 44,3 5,73 35,21 4,6 28,75 5,45 16,33 2,42 17,8 2,59 139,78 106,8 13,62 1466,11 0,17 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba NP-349C Arenito rico em ETRs 6,47 0,5 6,21 0,12 77,4 213,5 461,4 50,91 186 33 4,51 26,76 3,66 22,08 4,32 13,03 2 14 2,1 116,54 70,6 11,61 1153,81 0,14 Geologia e Potencial Mineral da Borda Oriental da Bacia do Parnaíba LL-285C Arenito rico em ETRs 7,54 0,14 2,29 0,1 85,8 205 396,3 48,08 177,9 32,2 3,59 26,34 3,48 20,93 4,09 12,31 1,71 13,1 1,93 159,1 69,6 13,36 1106,06 0,13 Fosfato Brasil - Parte II/Abram et al., 2016 APÊNDICE I INFORME TÉCNICO 27 14 INFORME TÉCNICO N° 27 Brasília, junho de 2025. ISSN: 2448-2242 Publicação on-line seriada Serviço Geológico do Brasil Disponível em: www.sgb.gov.br Serviço Geológico do Brasil SBN – Quadra 02 – Bloco H, Ed. Central Brasília, 1º andar Brasília - DF - Brasil CEP: 70040-904 Telefone:(61) 2108-8400 www.sgb.gov.br Contatos: seus@sgb.gov.br maisa.abram@sgb.gov.br DIRETOR DE GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS Francisco Valdir Silveira CORPO EDITORIAL Maisa Abram Bastos (Editor) Guilherme Ferreira da Silva REVISÃO Hugo José de Oliveira Polo REVISÃO GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA Irinéa Barbosa da Silva NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Maria Gasparina de Lima DIAGRAMAÇÃO Marcelo Henrique Borges Leão