PRO GRA MA LE VAN TA MEN TOS GE O LÓ GI COS BÁ SI COS DO BRA SIL CO OR DE NA ÇÃO NA CI O NAL DO PROGRA MA Iná cio de Me dei ros Del ga do CO OR DE NA ÇÃO TE MÁ TI CA Na ci o nal Ba ses de Da dos Pe dro Au ré lio C. Cor dei ro Geo fí si ca Má rio J. Me te lo Ge o lo gia Es tru tu ral Re gi nal do Al ves dos San tos Geoq uí mi ca Car los Al ber to C. Lins Li to geo quí mi ca Emi lia no Cor né lio de Sou za Me ta lo ge nia/Ge o lo gia Eco nô mi ca Iná cio de Me dei ros Del ga do Pe tro lo gia Luiz Car los da Sil va Se di men to lo gia Au gus to José Pe drei ra Sen so ri a men to Re mo to Cid ney Ro dri gues Va len te Re gi o nal Su pe rin ten dên cia Re gi o nal de Goiânia Co or de na dor Regional Gil ber to Scislewski Su per vi sor de Projetos Lo ren zo Jor ge Edu ar do Cu a dros Justo Geofísica Mu ri lo Ma cha do Pinheiro Ge o lo gia Estrutural Ci pri a no Ca val can te de Oliveira Geoquímica Eric San tos Camargo Petrografia Ma ria Aba dia Camargo Sen so ri a men to Remoto Cid ney Ro dri gues Valente FO LHA GOIÂNIA CRÉ DI TOS DE AU TO RIA Introdução João Olímp io Souz a e Luiz Carl os Moreton Geologia João Olímp io Souz a e Luiz Carl os Mor et on Ge o lo gia Estrutural João Olímp io Souz a e Luiz Carl os Mor et on Ge o lo gia Econ ô mi ca/Metalogenia João Olímp io Souz a e Luiz Carl os Mor et on Con clu sões e Recomendações João Olímp io Souz a e Luiz Carl os Mor et on Acom pa nha men to Técnico Orland o José de Barr os Arau j o Gilb ert o Scislewski PROG RAM A LEV ANT AM ENT OS GEO L ÓG IC OS BÁS IC OS DO BRAS IL PROJETO ESPECIAL MAPAS DE RECURSOS MINERAIS DE SOLOS E DE VEGETAÇÃO PARA A ÁREA DO PROGRMA GRANDE CARAJÁS SUBPROJETO RECURSOS MINERAIS Exec ut ad o CPRM – Serv iç o Geo l óg ic o do Brasil Sup er int end ênc ias Reg io n ai s de Bel ém, Rec if e, Goi ân ia e Port o Alegre Coo rd en aç ão Edit or ia l a carg o da Div is ão de Edit or aç ão Ger al – DIE DIG Dep art am ent o de Apoio Técn ic o – DEPAT S731 Sou za, João Olím pio, org. Pro gra ma Le van ta ment os Ge o ló gic os Bá si cos do Bra sil. – PLGB. Xam bi oá – Fo lha SB.22-Z-B. Esta dos da Pará e To can tins. Esca la 1:250.000./ Orga ni za do por João Olím- pio Souz a [e] Luiz Car los Mo re ton – Bra sí lia : CPRM/DIEDIG/DEPAT, 2001. 1 CD-ROM Pro je to esp e ci al ma pas de re cur sos mi ne ra is de so los e de ve ge ta ção para a área de Pro gram a Gran de Ca ra jás. Sub proj e to Re cur sos Min er ai s. Exe cu ta do pela CPRM – Ser viç o Ge o ló gi co do Bra sil. Su pe rin ten dên ci as Re gi o na- is de Be lém, Re ci fe, Go iâ nia e Por to Ale gre. 1. Ge o lo gia Eco nô mi ca – Pará . 2. Ge o lo gia Eco nô mi ca – To can tins, 3. Eco no mia Mi ne ral – Pará - 4. Eco no mia Mi ne ral - To can tins, 5. Ma pe a men to Ge o ló gi co – Pará. 6. Ma pe a men to Ge o ló gi co – Toc an tins. 7. Ge o mor fo lo gia. 8. Me ta lo ge nia. I. Mor e ton, Luiz Car los, org. II. CPRM – Ser vi ço Ge o ló gi co do Bra sil. IIITí tu lo. CDD 553.09811 Departamento de Apoio Técnico Sabino Orlando C. Loguércio Divisão de Cartografia Paulo Roberto Macedo Bastos Divisão de Editoração Geral Valter Alvarenga Barradas EQUIPES DE PRODUÇÃO Cartografia Digital Afonso Henrique S. Lobo Leila Maria Rosa de Alcantara Carlos Alberto da Silva Copolillo Luiz Cláudio Ferreira Carlos Alberto Ramos Luiz Guilherme de Araújo Frazão Elcio Rosa de Lima Marco Antonio de Souza Hélio Tomassini de O. Filho Maria Luiza Poucinho Ivan Soares dos Santos Marília Santos Salinas do Rosário Ivanilde Muniz Caetano Paulo José da Costa Zilves João Batista Silva dos Santos Regina de Sousa Ribeiro João Carlos de Souza Albuquerque Risonaldo Pereira da Silva Jorge de Vasconcelos Oliveira Wilhelm Petter de Freire Bernard José Carlos Ferreira da Silva Julimar de Araújo José Pacheco Rabelo Editoração Antonio Lagarde Pedro da Silva Jean Pierre Souza Cruz Sandro José Castro José Luiz Coelho Sergio Artur Giaquinto Laura Maria Rigoni Dias MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA Ministro de Estado José Jorge de Vasconcelos Lima Secretário Executivo Luiz Gonzaga Leite Perazzo Secretário de Minas e Metalurgia Luciano de Freitas Borges COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS – CPRM Serviço Geológico do Brasil Diretor-Presidente Umberto Raimundo Costa Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Thales de Queiroz Sampaio Diretor de Geologia e Recursos Minerais Luiz Augusto Bizzi Diretor de Administração e Finanças Alfredo de Almeida Pinheiro Filho Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Paulo Antonio Carneiro Dias Chefe do Departamento de Geologia Carlos Schobbenhaus Filho SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS Superintendente de Belém Xafi da Silva Jorge João Superintendente de Belo Horizonte Osvaldo Castanheira Superintendente de Goiânia Mário de Carvalho Superintendente de Manaus Fernando Pereira de Carvalho Superintendente de Porto Alegre Cladis Antonio Presotto Superintendente de Recife Marcelo Soares Bezerra Superintendente de Salvador José Carlos Vieira Gonçalves da Silva Superintendente de São Paulo José Carlos Garcia Ferreira Chefe da Residência de Fortaleza Clodionor Carvalho de Araújo Chefe da Residência de Porto Velho Rommel da Silva Sousa ABSTRACT The geo l og ic al scen ary of the Xamb io á Shee t The Pal eo-Mes oz oi c Parn aí b a Ba sin oc curs at (SB.22-Z-B) is for med by Itac ai ú n as, Arag uai a and the east area of this shee t with its lit hos tra ti grap hic Bac ia do Parn aí b a fold belts, al lu vi al and lat er it ic units rel at ed to a dist ens ib le reg im e. cov ers. Lat er it ic cov ers rep res ent the end of a ped i plan e The Itac ai ú n as Fold Belt, is rest rict ed to the west cycle in the Plei st oc en e. port io n of the shee t, for med by rocks of Xing u Com - In add it io n to the Geo phy sic Proj ect Bra sil-Ca na - plex and Rio Novo Group. Its evol ut io n char act er i- da (PGBC), a reg io n al Geo c hem ic al pros pec ti on zed by an obliq ue com pres si ve reg im e wher e the was carr ie d out through wat er se di ments and pan rocks mov ed from SW to NE, is att rib ut ed to the con cen tra tes. Archea n per io d. Gam ae sp ect rom et ric and Magn e tom et ric The Arag uai a Fold Belt which occ urs in 2/3 of the maps from PGBC were used for ge oph ysi cal in ter- stu di ed area, com pri ses sev er al lith ost rat ig raph ic pret at io n. units from Archea n to Prot er oz oi c: the Col méia The ex plo i ta ti on of min er al res ourc es in the re gi on Comp lex (orth ogn ei ss es), gran it oi ds of Ram al do is poor: one plant for prod uct io n of calc ar eo us, and Lont ra, met as ed im ents of Bai x o Arag uai a Group two gar imp os of quartz. and Serr a do Tapa Maf ic-UItram af ic Assoc ia t io n. The ot her min er al occ urr enc es are nick el, mon a - Thos e rocks had been subm itt ed to a prog ress i - zit e, xen ot im e, iron ore and gold, in min or amounts. ve def orm at io n al duc ti le event with trend from ESE Exhau st ed “gar imp os” of quartz, amet ist e, di a mond to WNW. and gold, also occ ur. – ix – RESUMO O quad ro geo l óg ic o da Fol ha Xamb io á ção de suas di ver sas unid ad es lit oe st rat i grá fi cas (SB.22-Z-B) comp ree nd e part e dos cint ur ões Ita ca i ú- ass oc ia d a a um reg im e dlstens iv o cont rol ad o pela nas e Ara gua ia e da Ba cia do Parn aí b a, além de co- es tru tu ra ção do seu emb as am ent o. Comp le tam o ber tu ras alu vi o na res a lat er ít ic as. quad ro geo l óg ic o co ber tu ras lat er ít ic as, re sul tan- O Cin tu rão Itac ai ú n as ocorr e, de man ei r a rest ri - tes de pro ces sos de ped ip lan aç ão plei st o cê nic a e ta, na porç ão oest e da fo lha e eng lob a roc has do aluv iões. Comp lex o Xing u e do Grup o Rio Novo. Sua evol u - Prosp ecç ão ge o quí mi ca de âmb it o re gio n al, ção é atrib uí d a ao Arquea n o e car act er iz a-se por comp lem ent ar à do Pro je to Geo f ís ic o Bra sil-Ca na - um reg im e comp ress iv o oblíq uo com mo vi men ta- dá (PGBC) const ou de amos tra gem de se dim ent os ção de mass as roc hos as de SW para NE. de cor ren te e de conc ent rad os de bat ei a. Aná lis es O Cin tu rão Arag uai a ocup a cerc a de dois terç os quím ic as, vis and o es ta be le cer par âm et ros que elu- da área est ud ad a, most ra orie nt aç ão sub me ri di a na cid ass em a amb iênc ia de ger aç ão de ro chas, se e abrang e di ver sas unid ad es lit oe st rat ig ráf ic as, de rest rin gir am às roc has bás ic o-ult rab ás ic as. idad es arq uea n as a prot er oz óic as, inc lui nd o os or - A geo f ís ic a const ou de int erp ret aç ão de ma pas togn ai ss es do Comp lex o Colm éia, os gran it óid es gam ae sp ect rom ét ric os e magn et om ét ric o do do Ram al do Lont ra e os met ass ed im ent os do Gru - PGBC. po Bai x o Arag uai a, além da Assoc ia ç ão Má fi- As ativ id ad es mi ne ra is rest rig em-se a uma ja zi da ca-Ultram áf ic a Serr a do Tapa. É ent end id o no con - de már mo re, em fase fi nal de instal aç ão, para a pro- tex to do mod el o dist ens ão-comp ress ão lit osf ér ic a duç ão de pó calc ár io, e a dois gar imp os de cris- com event o def orm ac io n al prog ress iv o, de nat ur e - tal-de-roc ha. Gar imp os aband on ad os de cris- za dúc til e env olv end o mov im ent aç ão de mass as tal-de-ro cha, ame tis ta, dia m ant e e ouro, e in dí ci os de ESE para WNW. de ocorr ênc ia s de níq uel, mo na zi ta, xen ot im a, fer - A Ba cia do Parn aí b a, de idad e pal eo-mes oz óic a, ro, ouro, com ple men tam os ja zi men tos mi ne ra is da ocup a o terç o lest e da fol ha e apres ent a a dep os i - fol ha. – vii – SB.22-Z-B (Xambioá) 1 INTRODUÇÃO 1.1 Histórico 1:250.000) e detalhamento de áreas selecionadas (escala 1:100.000); e pesquisa geral de solos de Este documento contém a síntese das informa- toda a área (escala 1:1.000.000); ções coletadas e processadas, relativas ao mapea- – Mapeamento da Vegetação, Inventário Flores- mento geológico na escala 1:250.000 da Folha tal e Monitoramento – a ser feito no total da área (es- Xambioá (SB.22-Z-B), um dos temas do “Projeto cala 1:250.000); e inventário em oito pólos, num to- 2 Especial Mapas de Recursos Minerais, de Solos e tal de 197.550km (escala 1:100.000); de Vegetação para a Área do Programa Grande – Sistema de Informação Geográfica – para ar- Carajás - Subprojeto Recursos Minerais”, que está mazenamento e recuperação das informações e fa- sendo executado para o MME desde 1985. A área cilidade de acesso e aceleração da divulgação dos total do programa é limitada, aproximadamente, dados aos usuários; pelos paralelos 0° e 9°S e os meridianos 42° e – Interpretação Automática de Imagens de Saté- 52°WGr, abrangendo parte dos estados do Pará, lite – para aplicação nos subprogramas de levanta- Maranhão e Tocantins, com superfície de mentos de campo, através da pesquisa de méto- 2 840.000km (figura 1.1). dos e treinamento de pessoal. Tais levantamentos objetivam coletar e agrupar A responsabilidade do primeiro tema coube ao informações básicas sobre o meio físico, de forma MME/DNPM, cuja execução compete à CPRM. Os a facilitar o desenvolvimento socioeconômico, di- demais subprojetos ainda não foram implementa- minuir os processos de degradação ambiental e dos e são de responsabilidade da EMBRAPA, propiciar a exploração racional do solo e do sub- IBGE, COCAR e INPE. solo. A primeira etapa dos levantamentos geológicos O Projeto foi dividido nos seguintes subprojetos: na Folha Xambioá, foi iniciada em maio de 1988, – Mapas Geológico e de Levantamento dos Re- através de compilação e análise bibliográfica, foto- cursos Minerais, cobrindo toda a área (escala interpretação preliminar e reconhecimento geológi- 1:250.000); co de campo. – Levantamento de Solos e Zoneamento Pedocli- A partir de maio de 1991, uma nova etapa de tra- mático – a ser desenvolvido em dois níveis: reco- balhos foi desenvolvida, cuja síntese está contida nhecimento de média intensidade (escala neste relatório. – 1 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 52º30’ 51º00’ 5º00’ 4º00’ 4º00’ ÁREA DO PROGRAMA GRANDE CARAJÁS 55º30’ 54º00’ 49º30’ 3º00’ 3º00’ FOLHA XAMBIOÁ 2º00’ 2º00’ AMAPÁ 1º00’ 1º00’ 48º00’ 46º30’ 45º00’ 0º00’ 0º00’ SA.22-X-A SA.22-X- B SA.23-V-A SA.23-V-B 43º30’ 1º00’ 1º00’ SA. 22-V-D SA.22-X-C SA.22-X- D SA.23-V-C SA.23-V-D SA.23-X-C 42º00’ 40º30’ 2º00’ 2º00’ SA. 22-Y-B SA.22-Z-A SA.22-Z-B SA.23-Y-A SA.23-Y-B SA.23-Z-A SA.23-Z-B SA.24-Y-A 3º00’ 3º00’ SA.22-Y-C SA.22-Y-D SA.22-Z-C SA.22-Z-D SA.23-Y-C SA.23-Y-D SA.23-Z-C SA.23-Z-D SA.24-Y-C 4º00’ 4º00’ SB.22-V-A SB.23-V-B SB.23-X-ASB.22-V-B SB.22-X-A SB.22-X-B SB.23-V-A SB.23-X-B MARANHÃO 5º00’ 5º00’ SB.22-V-C SB.22-V-D SB.22-X-C SB.22-X- D SB. 23-V-C SB.23-V-D SB.23-X-C SB.23-X-D 6º00’ 6º00’ PARÁ SB.22-Y-A SB. 22-Y-B SB.22-Z-A SB.22-Z-B SB.23-Y-A SB.23-Y-B SB.23-Z-A SB.23-Z-B 7º00’ 7º00’ SB.22-Y-C SB.22-Y-D SB.22-Z-C SB.22-Z-D SB.23-Y-C SB.23-Y-D SB.23-Z-C 8º00’ 8º00’ SA.22-V-A SA.22-V-B SC.22-X-A SC.23-V-A SC.23- V-B SC.22- X-B PIAUÍ 9º00’ 9º00’ SC.22-V-C SC.22-V-D SC.22-X-D SC.23-V-C 10º00’ 10º00’ MATO GROSSO TOCANTINS BAHIA 11º00’ 11º00 55º30’ 54º00’ 52º30’ 51º00’ 49º30’ 48º00’ 46º30’ 45º00’ 43º30’ 42º00’ 40º30’ Figura 1.1 – Localização e cobertura cartográfica. Como rotina foram usadas, nas diversas etapas, jo, realizou a coleta dos dados de sedimentos de fotografias aéreas convencionais (escalas 1:60.000 corrente e concentrados de bateia e os interpretou. e 1:45.000), mosaicos de radar, imagens de satélite A etapa final de escritório foi dedicada à elabora- (TM-Landsat-5, canais 3 e 4) e mapas aeromagneto- ção e consolidação dos produtos intermediários e fi- métricos e aerogamaespectrométricos. A interpreta- nais do projeto. Os primeiros, compreendendo os ção e integração multidisciplinar desses elementos, mapas e relatórios temáticos de Geofísica (geólogo aliadas às observações de campo, permitiram a ela- José dos Anjos Barreto Filho), Geoquímica Regional boração do Mapa Geológico Preliminar. (geólogo Éric Santos Araújo) e Litogeoquímica (geó- Os trabalhos de campo estenderam-se de maio logos Emiliano Cornélio de Souza e Mágda T. G. a outubro de 1991, e foram consubstanciados sob Marques), bem como mapas: Tectono-Estratigráfi- a forma de diversos perfis geológicos estrategica- co, Tectono-Estrutural, de Ocorrências Minerais, de mente dispostos, ao longo dos quais foram descri- Pontos de Afloramentos, Litológico e de Compilação tos e estudados os afloramentos, segundo as nor- Geológica, que acham-se arquivados na biblioteca mas internas da CPRM, pelos geólogos João Olím- da CPRM (Superintendência Regional de Goiânia). pio Souza e Luiz Carlos Moreton. Esta mesma equi- Os produtos finais, Carta Geológica e Carta Metalo- pe procedeu concomitantemente, o cadastramen- genética/Previsional, sumarizam o atual estágio do to das ocorrências minerais. Outra equipe especia- conhecimento geológico/metalogenético da região lizada, chefiada pelo geoquímico Éric Santos Araú- e fazem parte desta Nota Explicativa. As informa- – 2 – SB.22-Z-B (Xambioá) ções obtidas de afloramentos, análises petrográfi- cada qual específica aos limites geográficos das cas, químicas e geoquímicas e o inventário dos jazi- unidades. mentos minerais encontram-se devidamente arqui- A região do estado do Pará teve a sua ocupação vados nas bases de dados do Sistema de Informa- iniciada no princípio do século passado, a partir, ções Geológicas do Brasil – SIGA. principalmente, do extrativismo vegetal (casta- nha-do-pará). A ocupação inicial do estado do Tocantins de- 1.2 Localização e Acesso correu, sobretudo, da expansão agropecuária de fazendeiros de Goiás e do Maranhão, atividade A Folha Xambioá abrange uma superfície de essa, intensificada ao final da década de 50, em ra- 2 aproximadamente 18.000km . Situa-se no sudeste zão da abertura da Rodovia Belém-Brasília. do estado do Pará e norte do estado do Tocantins A partir da década de 70, a região como um todo (figura 1.1). Está delimitada pelos meridianos sofreu um intenso surto de desenvolvimento não 48°00’ e 49°30’ WGr e pelos paralelos 6°00’ e 7°00’ compatível com a ocupação racional do meio-am- Sul. Engloba inteiramente o município de Xambioá biente; esta teve por base, sobretudo, a derrubada e parte dos municípios de Araguaína, Ananás, Van- da mata nativa para a implantação de grandes pro- derlândia, Babaçulândia, Nazaré, Araguatins e To- jetos agropecuários, estimulada por políticas de in- cantinópolis, no estado do Tocantins; no estado do centivos fiscais do Governo Federal (foto 1). Pará estende-se parcialmente sobre os municípios Atualmente, a atividade principal é a criação e de São Geraldo do Araguaia, Curionópolis, Xingua- engorda de gado bovino para grandes centros ra e Palestina do Pará. consumidores do país e do exterior e como conse- A partir de Marabá, os rios Tocantins e Araguaia qüência , foi gerada uma demanda variável por in- possibilitam, com restrições, o acesso à área por sumos agrícolas como adubos, corretivos para solo pequenas embarcações equipadas com motor de etc., cujo maior ou menor emprego está em função popa (na época das cheias a navegação é franca). da existência de programas e da liberação de ver- Vôos regulares de jato puro (Boeing 737) de em- bas governamentais. presas aéreas comerciais (VARIG e VASP) ligam as A extração de madeiras de lei para os mercados cidades de Araguaína e Marabá ao resto do País. A interno e externo é a segunda atividade em impor- empresa Brasil Central também oferece transporte tância econômica. para essas localidades com aeronaves turboélice A atividade mineral é irregular e intermitente. (Fokker). Está restrita aos garimpos de cristal-de-rocha e de O acesso rodoviário é feito via estrada pavimen- ametista, que propiciaram o desenvolvimento da tada (BR-153 - Belém-Brasília) até a cidade de Ara- região de Xambioá nas décadas de 40/50. Por ra- guaína. Daí, a região tocantinense da folha é atingi- zões econômicas (preço de mercado x custo de da por várias estradas estaduais, sem pavimento produção) essas atividades estão atualmente se- asfáltico (TO-287 , 386, 136, 388 e 291). Uma des- miparalisadas. sas (TO-287) alcança a porção paraense, que é No município de Xambioá está sendo implantado adentrada em travessia do rio Araguaia, por balsa, um moinho para produzir calcário agrícola (reser- no povoado do Pontão ou, alternativamente, na ci- vas totais de 9,7 milhões de toneladas de calcário dade de Xambioá. A região interna ao estado do dolomítico) que deverá atender a demanda por cor- Pará é servida por duas rodovias asfaltadas: retivo de solos, no interesse dos pecuaristas da re- PA-150 e PA-275; sendo esta última o principal gião (foto 2). acesso à região da serra dos Carajás (figura 1.2). A produção agrícola, em essência, é de subsis- A malha viária local é complementada por inú- tência (arroz, feijão, mandioca, milho e banana). meras estradas vicinais que interligam fazendas, Os principais centros urbanos na área são as ci- povoados e vilas às principais rodovias estaduais e dades de Xambioá, São Geraldo do Araguaia, Ana- federais. nás, Eldorado e Araguanã, além de diversos povoa- dos e vilas. Estas comunidades, em sua maioria, são auto-suficientes em relação ao material básico 1.3 Aspectos Socioeconômicos usado na construção civil, tais como areia, argila, cascalho (brita), tijolos e pedras de revestimento. A história do desenvolvimento socioeconômico Esses centros dispõem de condições razoáveis em desta região é distinta para cada um dos Estados, telecomunicações, assistência médica, educação, – 3 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ 6º00’ 6º00’ PA SANTA-275 ISABEL ELDORADO TO -291 ANANÁS SÃO GERALDO XAMBIOÁ PIÇARRAS RIO VERMELHO ARAGUANÃ UA IA AG AR TO - RIO 386 PIRAQUÊ TO Faz. Rio -13 Vermelho 6JACILÂNDIA PONTÃO 3 -15 T B R O -28 7º00’ 7 7º00’ 49º30’ 48º00’ Rodovia pavimentada Travessia com balsa Rodovia sem pavimentação Cidade, vila e fazenda Figura 1.2 – Vias de acesso. saúde, saneamento, energia elétrica, etc., conside- Segundo Veloso et al. (1974), 80% da área en- radas no contexto da região. contrava-se coberta de floresta tropical densa e aberta. O cerrado, no extremo-leste da folha, perfa- zia pouco mais de 5%, e uma faixa de transição cer- 1.4 Clima, Fisiografia e Geomorfologia rado/floresta ocupava o restante. Atualmente, gran- de parte da cobertura original foi eliminada, nota- A Folha Xambioá está inserida numa área de clima damente nas margens da rodovia PA-150, ceden- do tipo Aw, com transição para Am, segundo a classi- do lugar às extensas pastagens. ficação de Köeppen (1948), O clima Aw, predomi- De acordo com Rosatelli et al. (1974), de um nante na parte leste, apresenta as seguintes caracte- modo genérico, ocorrem principalmente os seguin- rísticas: duas estações bem distintas, verão úmido tes tipos de solo: (outubro a abril) e inverno seco bem acentuado (maio – Podzólicos - são solos ácidos, bem desenvolvi- a setembro); temperaturas, média mínima e máxima dos, com acúmulo de argila no horizonte “B”. Ocor- anual entre, respectivamente, 13°C e 14°C e, 35°C e rem na parte da área ocupada por florestas desen- 36°C (Estação de Araguaína, dados de 1985 a 1989); volvidas sobre as rochas do Cinturão Araguaia. e índice pluviométrico médio anual entre 1.548mm – Latossolos - ocorrem associados à faixa de sedi- (estações Xambioá e Ananás, dados de 1969 a 1987) mentos da Bacia do Parnaíba, na zona de transição e 1.795mm (Estação Piraquê, dados de 1974 a 1987). cerrado/floresta, mostrando-se, no geral, friáveis, O clima Am, que prevalece na parte oeste, distin- profundos, porosos e com fertilidade natural baixa. gue-se por exibir uma estação chuvosa mais prolon- – Litólicos - ocorrem de maneira isolada, associa- gada, com índice pluviométrico médio anual superior dos às cadeias montanhosas ou a relevos aciden- a 2.000mm (Estação Marabá), e uma estação seca tados. São rasos, pouco desenvolvidos e de fertili- de pequena duração junho a agosto) e temperatura dade variável, dependendo dos litótipos que os ori- média mínima superior a 24°C. ginaram. – 4 – PA-150 PA-153 TO -136 88 -3 TO SB.22-Z-B (Xambioá) – Areias Quartzosas - apresentam textura grossa apresentam caimento suave em direção à calha do e alta permeabilidade. Desenvolveram-se em re- rio Tocantins. giões aplainadas ou de ondulações suaves das for- Três sistemas predominantes de relevo relacio- mações Sambaíba e Itapecuru, sob as coberturas nam-se à Depressão Periférica (figura 1.3): vegetais de cerrado e de floresta aberta, respecti- – Relevo Montanhoso - caracteriza-se por maci- vamente. ços montanhosos dissecados em cristas e ravinas, Uma superfície laterítica de pequena espessura, com cotas mínimas superiores a 200mm e cotas relacionada a um processo de pediplanação pleis- máximas entre 400 e 550mm . É controlado estrutu- tocênica, encontra-se amplamente distribuída sobre ralmente, pelas zonas de cisalhamento contracio- metassedimentos do Cinturão Araguaia e sedimen- nal e pelas estruturas dômicas. Exibe padrões de tos devonianos da Formação Pimenteiras. Apresen- drenagens radiais e dendríticos. Na parte cen- ta-se mais espessa quando desenvolvida sobre ro- tro-Ieste coincide com a área de ocorrência dos chas básico-ultrabásicas, como na parte sudoeste quartzitos da Formação Morro do Campo; na por- da folha, entre a serra do Tapa e o rio Araguaia. ção oeste desenvolve-se às expensas de rochas O rio Araguaia é o coletor hidrográfico principal básico-ultrabásicas e de silexitos. da área, atravessando-a diagonalmente de SW – Relevo de Morros - ocorre na parte centro-leste para NE. Seus principais afluentes são os rios Muri- da folha, sob a forma de morros e serras restritas, cizal, Lontra, Corda e Piranhas, pela margem direi- com topos arredondados a ligeiramente aplaina- ta, e o ribeirão Itaipavas e os rios Xambioá, Sucupi- dos e dissecados em colinas e ravinas. O substrato ra e Gameleira, pela margem esquerda. Freqüen- é constituído por rochas do Complexo Colméia e da tes cachoeiras e corredeiras restringem a navega- Formação Xambioá. A densidade de drenagem é bilidade na época da seca a embarcações de pe- média, com padrões dendríticos, por vezes radiais, queno porte. As porções NW e W da área são dre- em conseqüência do controle estrutural. As cotas, nadas pelos rios Sororó e Vermelho, tributários do no geral, situam-se entre 200 e 400mm. rio Itacaiúnas. – Relevo Colinoso - recobre toda a porção central O relevo foi analisado segundo o modelo de Boa- e oeste da folha, ocupando a região mais arrasada ventura et al. (1974), ao qual se adicionaram obse- do Cinturão Araguaia e dos sedimentos cretácicos. vações próprias, adquiridas no decorrer dos levan- Caracteriza-se por uma topografia suave, com co- tamentos. Foram identificadas duas unidades geo- tas entre 150 e 250mm e pelo padrão dendrítico de morfológicas principais (figura 1.3): Depressão Pe- drenagem de alta a média densidade. riférica do Sul do Pará, constituída por terrenos re- Na Depressão Ortoclinal do Médio Tocantins, o baixados, adjacentes às bacias sedimentares do relevo varia de aplainado, constituído por peque- Parnaíba e do Amazonas e resultante de processos nas escarpas que desenvolvem patamares com de pediplanação pleistocênica que atuaram sobre caimento suave para leste, a colinoso, de formas parte do planalto dissecado do sul do Pará e De- alongadas. Estas feições foram construídas, res- pressão Ortoclinal do Médio Tocantins, sob a forma pectivamente, às expensas das seqüências areno- de amplos patamares estruturais, edificados sobre sas e pelíticas dos sedimentos da Bacia do Parnaí- as formações paleozóicas da Bacia do Parnaíba e ba. Os drenos apresentam padrão retangular aber- retrabalhados por pediplanação pleistocênica; to, com densidade média. – 5 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 49º30’ 48º00’ 6º00’ 6º00’ 3a 2 1 3b 1 2 3b 2 1 SÃO GERALDO ANANÁS XAMBIOÁ 1 2 2 1 3b 1 2 2 3a 1 2 2 4 IA 3b A U G R A 2 ioR A L 1 o IO 3b 3a 2 ntr R a 1 3b 7º00’ 7º00’ 49º30’ 0 10 20 30km 48º00’ UNIDADES GEOMORFOLÓGICAS SISTEMAS DE RELEVO E SOLOS ASSOCIADOS 1 – Relevo Montanhoso (predomínio de Solos Litólicos) Depressão Periférica do 2 – Relevo de Morros (predomínio de Solos Podzólicos e Litólicos) Sul do Pará 3 – Relevo Colinoso : a) Predomínio de Areias Quartzosas e Latossolos; Depressão Ortoclinal do b) Predomínio de Solos Podzólicos Médio Tocantins 4 – Relevo Aplainado a Colinoso (predomínio de Latossolos e Areias Quartzosas) Figura 1.3 – Geomorfologia da Folha Xambioá. – 6 – Rio Vermelho Rio Sororó ash ira n P rd a o o Ri C io R R lio M uriciza SB.22-Z-B (Xambioá) 2 GEOLOGIA 2.1 Trabalhos Anteriores e Contexto Geológico rização de cinturões móveis proterozóicos, cons- Regional tante da proposta original de Cordani & Brito Neves (1982) e deTassinari et al. (1987). As primeiras referências geológicas sobre a re- Hasui et al. (1984) e Hasui & Haralyi (1985), utili- gião norte do estado do Tocantins e sul/sudeste do zando-se de dados geofísicos (gravimetria e mag- estado do Pará, são atribuídas a Lisboa (1940), Mo- netometria) e apoiados nas informações geológi- raes Rego (1933), Lofgren (1936) e Oliveira & Leo- cas disponíveis à época, propuseram para o nardos (1940). Investigações sistemáticas de cu- Arqueano da Amazônia Oriental uma estruturação nho regional e por vezes prospectivas, tiveram iní- regional composta de blocos crustais denomina- cio na década de sessenta, a partir dos trabalhos dos de: Belém, Araguacema, Juruena e Poranga- de Barbosa et al. (1966), Almeida (1965, 1967 e tu, em cujas bordas ocorreriam os cinturões Ita- 1968) e dos geólogos da Cia. Meridional de Minera- caiúnas, Alto Tapajós e Araguaia (figura 2.1). ção (1967), que identificaram os depósitos ferrífe- Estas faixas marginais aos blocos seriam caracte- ros da região. rizadas por anomalias gravimétricas positivas, por Nas décadas de 70 e 80 foram realizados inúme- forte linearização das unidades rochosas e por do- ros trabalhos, geralmente restritos às áreas adja- mínios magnéticos fortemente perturbados; os nú- centes à província mineral da serra dos Carajás cleos conteriam granitóides e seqüências vulca- (Tolbert, 1970; Rezende & Barbosa, 1972; Amaral, no-sedimentares do tipo greenstone belts não ali- 1974; DOCEGEO, 1981, 1988; Martins et al., 1982; nhados tectonicamente, em domínios magnéticos Hirata, 1982; Montalvão et al., 1984; Medeiros Neto pouco perturbados e sem anomalias gravimétri- & Villas, 1984 e Huhn et al., 1986), voltados para a cas significativas. Esta configuração foi interpreta- prospecção de depósitos minerais mas, também, da como tendo sido estruturada no Arqueano e com incursões nos campos de datações geocrono- modificada ao longo do Proterozóico, com o aloja- lógicas e definições de unidades estratigráficas. mento de novas seqüências vulcano-sedimenta- Com base nesses levantamentos, a maioria des- res e granitos. ses autores admitia que a Amazônia oriental possuía Na área de ocorrência do Cinturão Araguaia, organização tectônica sob a forma de províncias dentro dos estudos realizados pela Universidade estruturais, fato este modificado a partir da caracte- Federal do Pará, destacam-se os de Hasui et al. – 7 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil 54º00’ 50º00’ 46º00’ 4º00’ 1 4º00’ 2 3 RIO MARIA ARAGUAÍNA 8º00’ REDENÇÃO 8º00’ 4 7 5 FOLHA XAMBIOÁ 12º00’ 1 BLOCO BELÉM 12º00’ 2 CINTURÃO ITACAIÚNAS 6 3 BLOCO ARAGUACEMA 4 CINTURÃO ALTO TAPAJÓS PORANGATU 5 BLOCO JURUENA 6 BLOCO PORANGATU 7 CINTURÃO ARAGUAIA CRIXÁS ÁREAS DE TERRENOS GRANITO- GREENSTONES PRESERVADOS 0 120km COBERTURAS 54º00’ 50º00’ 46º00’ Figura 2.1 – Estruturação regional da Amazônia Oriental. (1977 e 1989), Abreu (1978), Costa (1980), Gora- zou levantamentos estratigráficos e prospectivos yeb (1981), Santos (1983), Teixeira (1984) e Souza nestes sedimentos (Lima & Leite, 1978 e Scislewski (1984). A partir destes, assume grande importância et al., 1983). a tentativa de caracterizar as inter-relações entre o O arcabouço tectônico regional delineado (figu- Cinturão Araguaia, o Cráton Amazônico e o Bloco ra 2.1) é entendido como o produto de colisão con- Porangatu e o arranjo geométrico resultante, preo- tinental associado a regime tectônico compressivo cupações estas observadas especialmente nos de baixo ângulo, que propiciaram através de desla- trabalhos de Costa (1985), Costa et al. (1984, 1985 minações e/ou imbricamentos das diversas fatias e 1988a, b), Hasui et al. (1984), Hasui & Haralyi crustais (figura 2.2), o desenvolvimento de nappes, (1985) e Hasui e Costa (1988). além de permitir a exposição, lado a lado, de unida- A partir de 1956 os sedimentos da Bacia do Par- des de graus metamórficos diferenciados. A Folha naíba foram estudados pela PETROBRAS, com Xambioá encontra-se no contexto da articulação destaque para a Revisão Geológica da Bacia Paleo- dos blocos Araguacema e Porangatu, contendo in- zóica do Maranhão (Aguiar, 1971). A CPRM reali- ternamente parte dos cinturões Araguaia e Itacaiú- – 8 – SB.22-Z-B (Xambioá) A C 100 200 MPa (Km) 300ºC Crosta superior rúptil Crosta média hidratada Crosta inferior desidratada 700-800º Moho 50 Manto litosférico B 100 Astenosfera COBERTURA SEDIMENTAR D ASSOCIAÇÃO MÁFICA-ULTRAMÁFICA COBERTURA METASSEDIMENTAR DOBRADA GRANITÓIDES E MIGMATITOS GRANULITOS FÉLSICOS GRANULITOS MÁFICOS E ULTRAMÁFICOS Figura 2.2 – Diagrama esquemático do desenvolvimento de nappes na crosta, segundo Weber (1985) - (A, B, C). Em D, perfil esquemático da Folha Xambioá. nas. Na parte leste, em faixa alongada segundo o típicos Archaean TTGs. São formados por rochas meridiano, dispõem-se os sedimentos da Bacia do de composição tonalítica, trondhjemítica e granodio- Parnaíba. As formações superficiais, na forma de rítica, gnaissificadas e migmatizadas, com frações lateritos e aluviões, ocupam indiscriminadamente de rochas supracrustais e granitóides associados. partes pouco significativas do terreno. O Grupo Rio Novo, interno ao Complexo Xingu, está sendo interpretado como parte de uma seqüência vulcano-sedimentar gerada a partir do desenvolvi- 2.2 Arranjo Tectono-Estratigráfico mento de uma bacia na porção terminal do grande Sistema Transcorrente Cinzento (Costa & Siqueira, Araújo et al. (1991) propuseram um modelo tec- 1990, in Araújo et al., 1991). Esta unidade também tono-estrutural para explicar a compartimentação foi incluída nos terrenos arqueanos e, juntamente regional dos terrenos da Amazônia Oriental. Este com o Complexo Xingu, representa na área o Cintu- modelo fundamenta-se em domínios crustais com- rão Itacaiúnas; interpretado como desenvolvido ci- binado com a atuação de regimes tectônicos, propici- nematicamente em um regime compressivo oblí- ando a elaboração de um novo arranjo espacial/tem- quo. poral das unidades. Este modelo é adotado neste As rochas atribuídas ao Grupo Baixo Araguaia, à trabalho e o quadro 2.1 sintetiza a geologia da área Associação Máfica-Ultramáfica Serra do Tapa e ao em estudo. Granito Ramal do Lontra, consideradas como de Ao Arqueano foram atribuídos os complexos Xin- idade proterozóica, formam ao lado dos litótipos do gu e Colméia, na qualidade de representantes dos Complexo de Colméia (Arqueano), o Cinturão Ara- – 9 – Litosfera Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.1 – Arranjo espacial/temporal/crustal das unidades. F COBERTURAS SUPERFICIAIS A N QUAT. Q a l Q l a E R REGIME DISTENSIVO (ENE - WSW) - PLUTONISMO BÁSICO O Z MESO. K r b M d b Ó I REGIME DISTENSIVO (NW - SE) C PALEO/ BACIA DO O MESO. PARNAÍBA CINTURÃO ITACAIÚNAS CINTURÃO ARAGUAIA NÍVEL REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO (SW - NE) REGIME COMPRESSIVO OBLÍQUO (SE - NW) ARQUEANO/ CRUSTAL DOMÍNIO IMBRICADO COM TRANSCORRÊNCIAS PROTEROZÓICO DOMÍNIO IMBRICADO DOMÍNIO TRANSCORRENTE ASSOCIADAS SUP. A r n P r l P m c P x b P p q P c m P s t MED. A c x A c c I N F. CAVALGAMENTO OBLÍQUO SUPERPOSIÇÃO DE DOMÍNIO TRANSCORRENTE POSIÇÃO CRONOLÓGICA ENTRE PROVÍNCIAS GEOTECTÔNICAS SOBRE O DOMÍNIO IMBRICADO POSSÍVEL INTRUSÃO EM FASE DISTENSIVA DISCORDÂNCIA guaia, marcado cinematicamente por um regime (conglomerados, arcóseos e arenitos), gradando compressivo oblíquo. para um ambiente marinho raso com planícies car- Segundo Hasui & Costa (1990), as estruturas bonáticas (formações Xambioá e Pequizeiro) até presentes no Cinturão Araguaia são produtos de atingir um ambiente marinho profundo (pelitos da estágio avançado de colisão continental, e seus li- Formação Couto Magalhães). tótipos correspondem a uma seqüência marinha Com base nos dados litogeoquímicos (Souza & transgressiva, depositada em uma depressão assi- Marques, 1993) que indicam uma suíte de compo- métrica do tipo hemigraben, com orientação sub- sição toleiítica (tipo P-Morb) com alto teor de ferro meridiana. Consideram que a fase distensiva al- para as rochas basálticas com estruturas do tipo cançou altas taxas de estiramento litosférico, em pillow-lava da Associação Máfica-Ultramáfica Ser- virtude da expressiva contribuição máfica-ultramá- ra do Tapa, admitem que tal unidade corresponda fica, não concluindo, porém, se foi alcançado o es- a parte do assoalho oceânico incorporado tectoni- tágio de formação de crosta oceânica. Na fase camente aos metassedimentos do Grupo Baixo compressiva registrada, os sistemas de cavalga- Araguaia. Tal hipótese, no entanto, não elimina a mentos e de transcorrências, aliados à posição es- possibilidade de que esta associação e outros cor- pacial da lineação de estiramento e à movimenta- pos de filiação básico-ultrabásica que ocorrem es- ção sinistral associada, dentre outros indicadores parsamente distribuídos ao largo do Cinturão Ara- cinemáticos, permitiram que apresentasse um mo- guaia, representem restos de terrenos arqueanos delo segundo o qual o Bloco Leste (Porangatu) teria do tipo greenstone belts ou corpos magmáticos de cavalgado obliquamente o Bloco Oeste (Araguace- derivação mantélica, alojados pré-tectonicamente ma). em níveis crustais mais profundos ou nos metasse- No presente trabalho, adota-se um modelo se- dimentos do Grupo Baixo Araguaia (Gorayeb, melhante para a evolução tectono-estratigráfica da 1989). área, no qual o Grupo Baixo Araguaia teria sido de- O Granito Ramal do Lontra é considerado como positado inicialmente em ambiente continental a li- corpo granitóide do tipo pré a sincolisional, por es- torâneo, admitido para a Formação Morro do Cam- tar alojado em zona de transcorrência oblíqua, em po e para parte da Formação Couto Magalhães meio a litótipos da Formação Xambioá 1. – 10 – SB.22-Z-B (Xambioá) No Fanerozóico, a deposição dos sedimentos da grafada em razão da ausência de afloramentos e 2 Bacia do Parnaíba e da Formação Rio das Barreiras da restrita área de ocorrência (menos de 6km ). associa-se a dois eixos distensivos: um de idade carbonífera (NW-SE) e o outro do Jurássico 2.3.1 Complexo Xingu – Acx (ENE-WSW), Costa et al. (1991), (figura 2.3). Os ba- saltos da Formação Mosquito são correlacionados As primeiras referências a estes litótipos datam ao evento geotectônico que proporcionou o rompi- de Oliveira (1928), Guimarães (1928) e Barbosa et mento do Supercontinente Gondwana. al. (1966), Menezes Filho (1970), Tolbert et al. As coberturas lateríticas são resultantes de pro- (1970), Pinheiro & Jorge João (1970), Puty et al. cessos de pediplanação pleistocênica e as alu- (1972), Marinho (1973) e Amaral (1974), entre ou- viões produto do entalhe erosivo dos rios atuais e tros, que os descreveram, denominando-os de da deposição localizada de seus produtos. Embasamento Cristalino ou de Pré-Cambriano Indi- ferenciado. Silva et al. (1974) introduziram o termo Complexo Xingu, que, a partir de então, passou a 2.3 Cinturão Itacaiúnas ter aceitação geral. Tentativas de subdivisão foram sugeridas por Ocorre de maneira restrita na parte oeste da fo- Martins & Araújo (1979), Cordeiro (1982) e Jorge lha, ocupando estreita faixa alongada meridiana- João et al. (1987). Araújo et al. (1991) restringem mente, com boas exposições ao longo da rodovia seu uso aos domínios do Cinturão Itacaiúnas. PA-275. Na Folha Xambioá, os litótipos do Complexo Xin- O Cinturão Itacaiúnas foi caracterizado por um gu têm distribuição restrita a pequenas faixas des- regime compressivo oblíquo (Araújo et al., 1991), contínuas no extremo-oeste. No geral, afloram exibindo dois domínios estruturais distintos: um im- como morrotes isolados sob uma superfície arrasa- bricado, ligado a uma cinemática essencialmente da, à exceção do extremo-noroeste onde estão ex- compressiva, cuja evolução esta associada às ro- postos. chas do Complexo Xingu e um transcorrente, com As rochas do Complexo Xingu encontram-se en- uma cinemática predominantemente oblíqua, im- cimadas tectonicamente pelos metassedimentos pressa nos litótipos do Grupo Rio Novo. do Cinturão Araguaia, enquanto que com as supra- Uma estreita faixa de rochas, com orientação crustais do Grupo Rio Novo o contato é concordan- aproximada E-W, atribuída ao Grupo Sapucaia te (Araújo et al., 1991). (Araújo et al., 1991), estende-se para a Folha Xam- Os litótipos do Complexo Xingu são predominan- bioá, em sua porção oeste, não tendo sido carto- temente tonalíticos. Trondhjemitos, granodioritos e 52º 44º 36º 52º 44º 36º O OCC EEAN 0º ANO O A 0º A TT LL ÂÂ NN TT ICIC OO COMPARTIMENTO OCIDENTAL COMPARTIMENTO 8º Coberturas fanerozóicas ORIENTAL 8º Falhas normais Falhas de transferência Eixo extensional ORDOVICIANO/TRIÁSSICO JURÁSSICO/MIOCENO Figura 2.3 – Evolução tectônica da Bacia do Parnaíba, segundo Costa et al. (1991). – 11 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil granitos ocorrem em quantidades subordinadas; 2.3.2 Grupo Rio Novo – Arn anfibolitos formam encraves de restos não digeri- dos. Exibem diferentes taxas de deformação e de Sob o nome de Seqüência Rio Novo, Hirata et al. migmatização; as cores variam de cinza a rosa, e a (1982), descreveram, na estrada que liga Serra Pe- granulação de média a grossa; em geral, apresen- lada à PA-275, anfibólio-clorita xistos associados a tam textura ineqüigranular porfiroclástica, com rochas félsicas, formações ferríferas bandadas e ocelos de quartzo e feldspatos envolvidos por ma- metacherts, e admitiram a possibilidade de se tra- triz granolepidoblástica. tar de um greenstone belt. A assembléia mineral é composta por plagioclá- Tal indicação é mantida por Meireles et al. sio, quartzo, microclina, biotita, hornblenda, opa- (1984). A DOCEGEO (1988) apud Araújo (op. cit.), cos, zircão, apatita, clorita, muscovita e epídoto, passa a denominá-la de Grupo Cabeça, engloban- em ordem decrescente de abundância. O plagio- do-o no Supergrupo Andorinhas, posição esta cor- clásio é do tipo albita-oligoclásio e exibe gemina- roborada posteriormente, quando procedeu, em ção polissintética e Albita-Periclina. Ocorre em cris- 1988, a revisão litoestratigráfica do Distrito de Cara- tais tabulares, apresentando em geral: sericitiza- jás, e passou a agrupar todas as seqüências do ção, epidotização e carbonatação. O quartzo é xe- tipo greenstone belt da região no Supergrupo nomórfico, apresenta extinção ondulante e tem Andorinhas. bandas de deformação. Por vezes desenvolve Araújo et al. (1991) associam os litótipos estuda- agregados policristalinos com formação de sub- dos por Hirata et al. (1982), ao que anteriormente foi grãos, em decorrência de deformação superposta. chamado de Grupo Pujuca (DOCEGEO, op. cit.), O microclínio é límpido, inalterado e deformado em restaurando a designação inicial, porém com a hie- estágio protomilonítico a milonítico. A biotita ocorre rarquia de grupo, o que também é aqui adotado. 2 generalizadamente em quantidades variadas. Ge- Esta unidade ocupa aproximadamente 10km no ralmente altera-se para clorita e está distribuída se- extremo-noroeste da área, onde encontram-se em gundo a orientação preferencial da foliação super- contato com as rochas do Complexo Xingu. posta. Encontra-se, via de regra, associada à horn- Segundo Araújo et al. (1991) o Grupo Rio Novo é blenda verde, fortemente pleocróica. Titanita, zir- constituído por anfibolitos, quartzitos ferríferos ban- cão, apatita, allanita e opacos são os acessórios dados e quartzo micaxistos. Os anfibolitos têm cor mais comuns. verde-escuro a cinza, textura granonematoblásti- Em razão da paragênese foram consideradas ca, estrutura foliada e são constituídos por horn- como edificadas em condições de metamorfismo blenda, em cristais tabulares e prismáticos, orienta- de fácies anfibolito, com regressões localizadas à dos e entremeados por cristais de plagioclásio in- fácies xisto-verde alto. tensamente saussuritizado e clinopiroxênio incolor. Segundo Araújo et al. (op. cit.), estas rochas são Os quartzitos ferríferos bandados e lenticulariza- ortoderivadas e têm natureza sódica. Exibem am- dos ocorrem intercalados nos anfibolitos, exibem pla dispersão composicional, dentro da série calci- forte bandamento milonítico, têm granulação fina à alcalina. média e compõe-se essencialmente de quartzo e Observações diretas indicam que as deforma- óxidos de ferro. Os metassedimentos são repre- ções impressas são variáveis, nas quais são exibi- sentados por micaxistos compostos por biotita, dos elementos estruturais diversos, como dobras muscovita, quartzo e feldspato, exibindo arranjo intrafoliais rompidas, lineação de estiramento e zo- textural lepidoblástico eqüigranular. nas de cisalhamento dúctil (AJ-48, rodovia Esta seqüência metavulcano-sedimentar é con- PA-275). Destaca-se uma proeminente estrutura- siderada como equivalente aos greenstones ar- ção E-W que identifica de maneira inconfundível os queanos (Araújo et al., 1991) e encontra-se engas- terrenos arqueanos do Complexo Xingu. tada nos gnaisses do Complexo Xingu. O padrão geofísico é o de domínios magnéticos A deformação superposta, em regime dúctil, pro- com relevos altos a muito altos. piciou o desenvolvimento de uma foliação miloníti- A idade admitida é arqueana, por analogia com ca de caráter anostomótico, gerada em condições terrenos semelhantes em diversas partes da Terra. de fácies xisto-verde alto (Araújo et al., op. cit.). Além do mais, dados isotópicos U/Pb de migmati- Apresenta um padrão de anomalias aeromagne- tos da divisa entre as folhas Xambioá e Serra dos tométricas de intensidade alta a muito alta, dispos- Carajás acusaram idade de 2.851  4 Ma (Machado tas segundo orientação E-W, direção esta que é a et al., 1988). “assinatura magnética” em especial dos terrenos – 12 – SB.22-Z-B (Xambioá) arqueanos do sul do Pará, retrabalhados em regi- opacos; ao passo que clorita, sericita e carbonato me de cisalhamento dúctil. são os secundários mais comuns. Os gnaisses graníticos são compostos por quartzo, microclínio, muscovita e biotita e apresentam o oli- 2.4 Cinturão Araguaia goclásio, opacos e zircão como acessórios. Os migmatitos apresentam estruturas pitigmáti- O Cinturão Araguaia é caracterizado por um esti- cas, estromáticas e nebulíticas. Segundo Macam- lo estrutural compatível com um regime compressi- bira (1983), as melhores exposições situam-se na vo oblíquo, com predomínio de cavalgamentos im- parte norte da estrutura dômica do Lontra, onde bricados associados a zonas de transcorrências. exibem paleossoma de cor cinza, granulação fina, Ocupa cerca de 2/3 dos terrenos da Folha Xambioá textura granoblástica e lepidoblástica e quartzo, e abrange diversas unidades litoestratigráficas, de oligoclásio, microclínio e biotita como minerais idades arqueanas a proterozóicas, incluindo os or- acessórios. O neossoma apresenta textura grano- tognaisses do Complexo Colméia, os granitóides blástica, granulação fina a média com microclínio, do Ramal do Lontra e os metassedimentos do Gru- quartzo, oligoclásio e muscovita como minerais es- po Baixo Araguaia, constituído pelas formações senciais. Morro do Campo, Xambioá, Pequizeiro e Couto Ma- Encraves de seqüências metavulcano-sedimen- galhães, além da Associação Máfica-Ultramáfica tares são comuns, sendo compostos predominan- Serra do Tapa. temente por anfibolitos, serpentinitos, metacherts e quartzitos ferruginosos. As rochas máfico-ultramá- 2.4.1 Complexo Colméia – Acc ficas estão transformadas em talco e clorita xistos. Estudos petrológicos, desenvolvidos por Santos Gnaisses e migmatitos são os constituintes es- et al. (1984) e Dall’agnol et al. (1988) nos gnaisses e senciais expostos nos núcleos das estruturas dômi- migmatitos, permitiram-Ihes interpretá-Ios como cas do Lontra e de Xambioá, na região centro-norte pertencentes à família dos ortognaisses, semelhan- do estado do Tocantins. Foram primeiramente estu- tes a trondhjemitos continentais. dados por Barbosa et al. (1966), que os engloba- Ainda segundo estes autores, os migmatitos se- ram na Série Araxá. Silva et al. (1974), Guerreiro & riam formados por paleossomas trondhjemíticos, Silva (1976) e Abreu (1978), correlacionaram-nos com variações composicionais e petrográficas atri- ao Complexo Xingu. Montalvão et al. (1979) deno- buídas à diferenciação metamórfica e por leucos- minaram esses terrenos gnáissicos de Formação somas quartzo-feldspáticos, empobrecidos em Colméia, posicionando-a estratigraficamente na mica, originados, ou por fusão parcial de granitos base do Grupo Xambioá, este, por sua vez, incluso do Complexo de Colméia, ou por líquidos relacio- no Supergrupo Baixo Araguaia. nados a corpos graníticos não aflorantes. As tem- Costa (1980) introduziu o termo Complexo Col- peraturas atingidas no desenvolvimento destas ro- méia para designar as rochas aflorantes na estrutu- chas teriam sido entre 600 e 650°C, com pressões ra dômica localizada próximo a esta cidade. Corre- da ordem de 5 a 8kbar. lacionou-o ao Complexo Xingu, considerando-o Segundo Costa (1980), as rochas do Complexo mais antigo que os metassedimentos do Supergru- Colméia teriam sofrido metamorfismo regional da po Baixo Araguaia. Tal denominação e posiciona- fácies anfibolito alto. mento estratigráfico foi adotado por Santos et al. Em decorrência do cavalgamento em baixo ân- (1984) e por Dall’agnol et al. (1988), conceito este gulo dos metassedimentos sobre os gnaisses do aqui aceito e mantido. Complexo Colméia, estes foram fortemente afeta- Tanto na estrutura do Lontra quanto na de Xam- dos, desenvolvendo-se neles extraordinárias fei- bioá, os litótipos predominantes são gnaisses de ções de natureza dúctil. A interface entre o emba- composição trondhjemítica, sendo comum, tam- samento e a cobertura metassedimentar é caracte- bém, a presença de migmatitos e gnaisses graníti- rizada por uma superfície de descolamento de bai- cos. xo ângulo com foliações totalmente transpostas, Os gnaisses trondhjemíticos apresentam cor cin- que obliteram parcialmente uma foliação E-W pree- za, granulação média, textura granoblástica a lepi- xistente. Nessa superfície encontra-se bem impres- doblástica; são constituídos essencialmente de sa, uma lineação de estiramento mineral (Lx), con- quartzo, oligoclásio, microclínio e biotita; acessórios cordante com a observada nos metassedimentos predominantes são muscovita, apatita, epídoto e sobrepostos. – 13 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Duas isócronas Rb/Sr indicam arranjos isotópi- dera-se, contudo, que a rocha original poderia ter cos de idades geocronológicas de 2.591  64Ma sido gerada em época anterior ao desenvolvimento (razão inicial 0,75) e 1.834  39Ma (razão inicial do Grupo Baixo Araguaia, em cuja orogênese foi 0,715) (Tassinari, 1980). Araújo et al. (1991), inter- evidentemente deformada. Interpreta-se que o atu- pretaram as rochas do Complexo Xingu como gera- al posicionamento deste corpo granítico se deu das no Arqueano Superior, embasados em dados através de zona de transpurrão de direção subme- obtidos por Machado et al. (1988), que datou mig- ridiana. matitos no limite oeste desta folha pelo método Um pequeno corpo de granito, não mapeável na U/Pb, para os quais obteve idade de 2.851  4Ma. escala deste trabalho, é descrito por Macambira & Assim, admite-se que as rochas do Complexo Col- Kotschoubey (1981) na parte interna do flanco leste méia tenham sido geradas no Arqueano e constitu- da estrutura do Lontra (serra da Ametista) e possi- em uma crosta ensiálica primitiva típica e represen- velmente apresente o mesmo posicionamento tec- tativa de um nível crustal intermediário. tônico do Granito Ramal do Lontra. 2.4.2 Granito Ramal do Lontra – Prl 2.4.3 Grupo Baixo Araguaia Nas margens da estrada que dá acesso à fazen- As primeiras referências a respeito desta se- da Marinheiro, ocorrem granitos foliados embuti- qüência metassedimentar são atribuídas a Moraes dos tectonicamente na parte oriental dos metasse- Rêgo (1933), que a denominou de Série Tocantins, dimentos do Grupo Baixo Araguaia. correlacionando-a à Série Minas. Barbosa et al. Os diversos autores que têm estudado a região, (1966) incluiram-na na Série Araxá e Hasui et al. os posicionam estratigraficamente de diversas ma- (1975) utilizaram a denominação Grupo Estrondo neiras: Puty et al. (1972) interpretaram que os grani- em substituição a Série Araxá. Hasui et al. (1977), tos do Ramal do Lontra estariam superpostos aos introduziram o termo Grupo Baixo Araguaia para os quartzitos do Grupo Araxá, por falha de empurrão metamorfitos que ocupam a região do baixo rio Ara- de direção N-S; Abreu (1978) admite que tenham guaia, dividindo-o nas formações Estrondo, Pequi- desenvolvido contato tectônico no limite oeste, as- zeiro e Couto Magalhães. Abreu (1978) propôs uma sociando a ascensão desses granitos à evolução nova coluna estratigráfica elevando à categoria de diapírica das branquianticlinais do LontraeXambioá, Supergrupo o Grupo Baixo Araguaia, subdividin- enquadrando-os, em conseqüência, como intru- do-o nos grupos Estrondo (formações Morro do sões tardi-tectônicas do Grupo Estrondo; Macam- Campo e Xambioá) e Tocantins (formações Couto bira (1983) refere-se a estes granitos como intrusi- Magalhães e Pequizeiro). Costa (1980), manteve a vos nos micaxistos e quartzitos da Formação Morro estratigrafia de Abreu (op. cit.) e inseriu no topo do do Campo. Grupo Estrondo, a Formação Canto da Vazante. Dall’agnol et al. (1988) indicaram que seriam de- Cunha et al. (1981) mantiveram as denominações rivados do manto, associando-os a processos ana- Grupo Estrondo e Grupo Tocantins como subdivi- téticos, que teriam ocorrido, provavelmente, duran- sões do Supergrupo Baixo Araguaia, mas não os te o ápice do metamorfismo que afetou o Grupo Bai- subdividiram em formações. Montalvão (1985) revi- xo Araguaia. sou o Supergrupo Baixo Araguaia, sugerindo o A área de exposição destas rochas é de aproxi- nome de Grupo Serra das Cordilheiras, com as for- 2 madamente 8km embora os dados aerocintilomé- mações Serra do Lontra, São Geraldo e Serra dos tricos sugiram que possa prolongar-se por mais al- Martírios, em virtude destes locais apresentarem guns quilômetros na direção nordeste, sob a capa seções-tipo mais completas. Araújo & Olivatti laterítica. (1990), apresentaram uma nova coluna estratigráfi- Apresentam cor rosa, granulação fina a média, ca para a região, na qual o Grupo Estrondo englo- estrutura foliada, tendo por componentes: quartzo baria as formações Morro do Campo, Xambioá e (30%), microclínio (33%), plagioclásio (30%), bioti- Pequizeiro, ficando o Grupo Tocantins limitado à ta (5%) e muscovita (2%). Os acessórios mais co- Formação Couto Magalhães, sugerindo, por último, muns são opacos, zircão, apatita, rutilo e titanita. o abandono do termo Supergrupo Baixo Araguaia. Macambira (op. cit.) datou este granito obtendo Neste trabalho, todos os litótipos acima são inter- uma isócrona mal-alinhada (teores de Rb e Sr muito pretados como depositados em um único ciclo se- homogêneos), que acusou razão inicial de 0,7053  dimentar e com evolução tectônica única e comum 0,0002 e idade de 496,7  46,4Ma (brasiliana). Pon- a todos os seus membros. Por serem termos já con- – 14 – SB.22-Z-B (Xambioá) sagrados na literatura geológica, foram mantidas 2.4.3.2 Formação Xambioá – Pxb as denominações Morro do Campo, Xambioá, Pe- quizeiro e Couto Magalhães, apesar desta divisão A denominação Formação Xambioá foi introduzi- se fundamentar somente em características quanto da por Abreu (1978), ao descrever, ao longo da es- ao metamorfismo e aos litótipos atuais, e não quan- trada Xambioá-Vanderlândia, um espesso pacote to aos ambientes deposicionais originais. Ado- de xistos que jaziam sobre os litótipos da Formação tou-se a designação Baixo Araguaia (Hasui et al., Morro do Campo, para os quais passavam gradacio- 1977), com a hierarquia de grupo, para englobar nalmente. Estas litologias foram estudadas por di- estas formações. versos outros autores, destacando-se Silva (1980), Macambira (1983), Santos et al. (1984) e Montalvão 2.4.3.1 Formação Morro do Campo – Pmc (1985). Ocorre em toda a parte centro-leste da folha, en- A Formação Morro do Campo foi definida por volvendo as rochas da Formação Morro do Campo, Abreu (1978), englobando gnaisses e quartzitos. com as quais mantém contatos normais e tectôni- Costa (1980), incluiu os gnaisses no embasamento cos. Na parte leste está recoberta discordantemen- (Complexo Colméia), restringindo a designação te pelos sedimentos da Bacia do Parnaíba. Com a aos quartzitos. Formação Pequizeiro, o contato é tectônico e de di- As melhores exposições situam-se em torno das fícil discriminação em virtude, sobretudo, de reati- estruturas dômicas do Lontra e de Xambioá e nas vações no Mesozóico por falhas normais, que pro- serras das Andorinhas, Martírios e Bodocó, situa- piciaram as estruturas do tipo graben, que abrigam das na parte centro-Ieste da folha. Uma superfícle sedimentos da Bacia do Parnaíba e da Formação de descolamento suborizontal e outros imbrica- Rio das Barreiras. mentos tectônicos similares de baixo ângulo, deli- Dentro desta formação foram separadas duas as- mitam o contato com o Complexo Colméia. sociações litológicas, com caracteres petrográficos É constituída essencialmente por muscovita e assinaturas magnetométricas distintas: uma, de- quartzitos e ortoquartzitos, com intercalações de nominada de Formação Xambioá 1, composta por muscovita-biotita-quartzo xistos e conglomerados micaxistos de composição variada, grafita xistos, oligomíticos. anfibolitos, metarenitos, quartzitos ferruginosos, si- Os quartzitos apresentam tonalidades esbran- lexitos e metacórseos, dispostos em forma de um quiçadas a creme, granulação fina a média, grãos “Y” invertido, envolvendo parcialmente as estruturas bem selecionados, estrutura orientada e textura dômicas do Lontra e de Xambioá; e outra, designa- granoblástica com cristais xenoblásticos de quart- da como Formação Xambioá 2, com maior área de zo e palhetas de muscovita orientadas segundo o ocorrência, constituída, predominantemente, por plano da foliação. Níveis métricos e decimétricos, muscovita-biotita-quartzo xistos feldspáticos apre- ricos em magnetita, são freqüentes. sentando, subordinadamente, mármores, quartzitos Biotita-muscovita-quartzo xistos apresentam-se e metaconglomerados polimíticos. como intercalações nos quartzitos. Mostram textu- Nesta última associação, os xistos apresentam ra granolepidoblástica formada por cristais xeno- tonalidades cinzentas a esverdeadas, textura gra- blásticos de quartzo e agregados lamelares de bio- nolepidoblástica a milonítica e granulação fina a tita, orientados e deformados, e em parte substituí- média. Localmente, ocorrem termos mais grossos, dos por muscovita e clorita. Plagioclásio xenomórfi- que os tornam assemelhados a estruturas gnáissi- co, tabular e, às vezes, geminado é freqüente, e cas típicas. Têm como constituintes majoritários pode representar processo de feldspatização pos- quartzo, plagioclásio, biotita e muscovita. O quart- terior. Carbonatos, epídoto e sericita são minerais zo (40 a 60%), normalmente ocorre sob a forma de secundários. mosaicos de cristais xenomórficos, deformados e Santos (1983) descreve, próximo à Chapada, com extinção ondulante. A biotita exibe-se sob a lentes de cianita quartzito conglomerático interca- forma de lamelas, geralmente associada a musco- ladas em ortoquartzitos. Intercalações lenticulares, vita (5 a 10%), clorita (1 a 5%), epídoto e sericita, de espessura decimétrica a métrica, de conglome- formando agregados que definem a foliação miloní- rados formados por seixos de quartzo leitoso com tica. O plagioclásio (10%) é tabular xenomórfico, até dois centímetros de diâmetro, foram também ocorrendo, por vezes (sul de Araguanã), sob a for- observadas nas bordas das estruturas de Xambioá ma de porfiroclastos poiquilíticos deformados, com e Lontra (foto 3). porcentagens mais elevadas (20 a 35%) e desen- – 15 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil volvendo, internamente, inclusões orientadas que para Araguanã e fazendas Bela Vista e Indepen- evidenciam possível geração tardia. Processos de dência. Nas adjacências da Fazenda Independên- carbonatação (RO-31) e níveis ricos em cristais xe- cia (figura 2.4), observa-se uma seqüência interes- nomórficos de granada são freqüentes. A clorita, tratigráfica entre rochas vulcânicas, químicas e se- possivelmente, desenvolveu-se por processo retro- dimentares, fortemente cisalhadas, com traços de metamórfico superposto, ocorrendo em maiores orientação WNW-ESE a E-W, e mostrando interca- quantidades para oeste, o que, por conseguinte, lações de corpos gabróicos de granulação grossa, permite presumir-se terem sido mais intensos os não metamorfizados, posicionados ao longo das processos retrometamórficos nessa região. Opa- zonas de transcorrências e interpretados como cos, turmalina, zircão, apatita e rutilo são os aces- produtos da fase distensiva do Mesozóico. sórios mais comuns. Entre Xambioá e Araguanã, além dos litótipos Os mármores têm cor cinza-esbranquiçado, tex- acima, ocorrem diversos afloramentos de anfiboli- tura cristaloblástica e granulação média a grossa. tos finos, cisalhados, além de freqüentes intercala- Em nível de afloramento, notam-se níveis submili- ções de rochas subvulcânicas de natureza bási- métricos de opacos, provavelmente relacionados a ca-ultrabásica (JO-41), cujo conjunto evidencia a um bandamento primário. atuação de processo de feldspatização superposto Os metaconglomerados polimíticos exibem clas- (foto 4). Como regra geral, nesta seção é muito fre- tos de quartzo, gnaisses, quartzitos, mármores, qüente a alternância entre rochas com diferentes granitos e rochas básicas, com dimensões varian- graus de deformação: às faixas com alto strain, onde do de milimétrica a métrica, dispersos em uma ma- são comuns mini e mesodobras intrafoliais, foliação triz de biotita-quartzo xisto feldspático. Na margem de transposição, estiramento mineral, dobras com do rio Araguaia (LM-95; perímetro urbano de Xam- eixos encurvados e rompidas etc. , seguem-se zo- bioá), os seixos exibem diferentes graus de defor- nas quase não deformadas que foram poupadas da mação pós-sedimentar, observando-se o eixo de atuação dos processos tangenciais de natureza maior dimensão orientado na direção do estiramen- dúctil-rúptil. to mineral regional e o plano de achatamento para- A sul de Araguanã, grafita xistos, por vezes mos- lelizado ao da foliação milonítica. trando processos de feldspatização, encontram-se Na Formação Xambioá 1, os micaxistos apresen- associados a anfibolitos finos cisalhados e a cor- tam textura granolepidoblástica a milonítica e mos- pos gabróicos não metamorfizados. tram composição variada. São as rochas mais fre- A 2km a norte de São Geraldo do Araguaia qüentes e contêm, normalmente, quartzo, plagioclá- (RO-01), próximo ao córrego Jaó, aflora uma se- sio, biotita e muscovita, além de clorita, granada, ci- qüência de xistos, com textura de granolepidoblás- anita, estaurolita, andaluzita, carbonatos e opacos. tica a granular, exibindo porfiroblastos de andaluzi- Os grafita xistos possuem cor cinza-escuro a ta nodular, dispersos em uma matriz fina, constituí- preta, estrutura foliada e compõem-se predomi- da dominantemente por quartzo, plagioclásio e nantemente de muscovita, quartzo e grafita. agregados de biotita. A textura fina, o aspecto reco- Os anfibolitos têm cor verde-escuro e textura zido da matriz e a presença de andaluzita sugerem granoblástica fina. Os minerais essenciais são a existência de metamorfismo térmico. hornblenda, plagioclásio e quartzo. Associados aparecem talco-clorita xistos e clorita xistos, como 2.4.3.3 Formação Pequizeiro – Ppq produtos da atuação de processos hidrotermais. Quartzitos ferruginosos mostram textura grano- Formação Pequizeiro foi a designação dada por blástica fina e são compostos essencialmente de Hasui et al. (1977), para os clorita xistos aflorantes quartzo, sob a forma de cristais poligonais agrega- nas proximidades de Pequizeiro, atribuídos ao topo dos em mosaicos, formando bandas separadas do Grupo Tocantins. por “filmes” de opacos. Ocorre em uma faixa de orientação submeridia- Metarcóseos (LM-07) com textura granoblástica na, localizada na parte central da folha. Mostra con- fina, compostos por quartzo (52%), granada (15%), tatos tectônicos com as formações Xambioá, a les- plagioclásio (15%), muscovita (10%) e clorita (5%) te, e Couto Magalhães, a oeste. Está encimada por e silexitos ocorrem restritamente. sedimentos da Bacia do Parnaíba que preenchem Boas exposições desta associação são observa- grabens também orientados submeridianamente, das a sul de Araguanã, entre as fazendas Sagarana originados por reativações anisotrópicas antigas e Vale do Sonho, e sul de Xambioá, nas estradas no Fanerozóico. – 16 – SB.22-Z-B (Xambioá) Fazenda Independência Ribeirão Xambica N S Obs: Sem escala vertical 0 100 200km CIANITA - QUARTZO MICAXISTO, ALTERADOS, EXIBINDO BANDAMENTO COMPOSICIONAL E CISALHAMENTO GABRO COM TEXTURA GROSSA, HOMOGÊNEO, SEM DEFORMAÇÃO DÚCTIL CLORITA XISTOS COM FELDSPATIZAÇÃO SUPERIMPOSTA GRAFITA XISTOS COM INTERCALAÇÕES DE METARCÓSEOS (?) QUARTZITOS FERRÍFEROS BANDADOS (BIF) ANFIBOLITOS FOLIADOS PARCIALMENTE ALTERADOS Figura 2.4 – Perfil geológico esquemático da fazenda Independência. É constituída dominantemente por clorita-quart- Ocorrem em toda a parte oeste da área, onde en- zo xistos e clorita xistos. contram-se posicionados tectonicamente sobre as Os clorita-quartzo xistos, que ocupam a parte rochas do Complexo Xingu. A passagem para a leste da faixa, próximo ao contato com a Formação Formação Pequizeiro é o tipo tectônico com imbri- Xambioá, mostram cor cinza-claro, estrutura folia- camentos na região de contato. da (anastomosada e/ou crenulada) e textura grano- É constituída predominantemente por filitos, me- lepidoblástica fina. São constituídos por mosaicos tassiltitos e metargilitos, correspondendo a uma as- de cristais poligonais de quartzo, entremeados por sociação de litofácies caracteristicamente pelítica. plagioclásio subidiomórfico, com intercalações mi- Faixas consideráveis de conglomerados polimíti- limétricas de agregados lamelares deformados de cos e metarcóseos aparecem na parte ocidental, clorita, muscovita e sericita. A quantidade de quart- associados a zonas de cisalhamento, e possivel- zo varia de 40 a 60% da rocha. A biotita encontra-se mente correspondem à sedimentação da fase rift substituída por clorita e muscovita, como resultado do desenvolvimento inicial da bacia. de eventos retrometamórficos. Os filitos têm cores variadas, textura lepidoblásti- Os clorita xistos, que afloram na porção ociden- ca fina a milonítica, estrutura orientada e quartzo, tal, próximo ao contato com a Formação Couto Ma- plagioclásio e sericita como constituintes majoritá- galhães, exibem cor cinza-esverdeado, textura le- rios. Os metassiltitos têm cor cinza-esverdeado, pidoblástica fina, estrutura foliada e crenulação textura granolepidoblástica fina, estrutura foliada e bem marcante. São formados, predominantemen- minúsculos grãos de quartzo e plagioclásio envol- te, por clorita, muscovita e sericita. vidos por palhetas de sericita associadas à clorita e argilominerais. Os metargilitos mostram-se mais ri- 2.4.3.4 Formação Couto Magalhães – Pcm cos em argilominerais e sericita. Extensa faixa de metaconglomerados desorga- Hasui et al. ( 1977) utilizaram a designação For- nizados e alterados, afloram a leste da fazenda Po- mação Couto Magalhães para descrever os metas- rangiaí (JO-96). São formados por clastos de gnais- sedimentos aflorantes na Rodovia TO-376, nas pro- ses, rochas básicas, quartzitos, minério de ferro ximidades da cidade de Couto Magalhães. (especularita), quartzo, siltito etc., variando de grâ- – 17 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil nulos a blocos, e suportados por uma matriz arco- mas derivadas de sedimentos imaturos, e ressal- siana fina. Blocos soltos de metaconglomerados tam sua composição predominantemente ácida. algo organizados, de cor cinza, estrutura maciça, As assembléias mineralógicas correspondentes formados por grânulos e seixos arredondados, de aos litótipos do Grupo Baixo Araguaia mostram um composição variável, em matriz arcosiana (JO-89) aumento gradual no grau metamórfico, inician- afloram no limite com a Folha Serra dos Carajás e do-se com os anquimetamorfitos da Formação representam fácies de leques aluviais. Couto Magalhães, situados na parte oeste e alcan- Metarenitos feldspáticos de cor cinza com níveis çando a fácies xisto-verde alto a anfibolito baixo, avermelhados, textura granolepidoblástica fina e nas rochas das formações Xambioá e Morro do estrutura foliada, e metarcóseos de cor cinza-es- Campo. Processos metamórficos tardios, relacio- verdeado e textura granoblástica fina, afloram inter- nados à evolução tectono-termal, propiciaram a calados aos filitos, a norte da Vila Rio Vermelho, ao percolação de fluidos hidrotermais, ao longo de longo da PA-150. descontinuidades estruturais, consubstanciados Algumas referências a respeito do ambiente de sob a forma de cloritização, saussuritização, epido- sedimentação do Grupo Baixo Araguaia foram fei- tização, muscovitização etc., além do alojamento tas por Silva et al. (1974), Abreu (1978), Santos de veios e vênulas de quartzo. (1983) e Hasui & Costa (1988), os quais sugeriram um ambiente marinho, variando de raso a profun- 2.4.4 Associação Máfica-Ultramáfica Serra do. do Tapa – Pst Estruturas primárias, tais como estratificações plano-paralelas, sand waves, estratificações cru- A designação Associação Máfica-Ultramáfica zadas tangenciais e herringbone, foram preserva- Serra do Tapa é atribuída a uma faixa com orienta- das nos quartzitos da Formação Morro do Campo, ção submeridiana que acompanha a topografia da e em metarcóseos da Formação Couto Magalhães serra homônima e aflora em meio aos metassedi- (fotos 5 a 8). Intercalações lenticulares de quartzi- mentos do Cinturão Araguaia. tos dentro da seqüência dos xistos da Formação Esta associação e outras semelhantes com mes- Xambioá, com estruturas wavy e linsen asseme- mo posicionamento estratigráfico, expostas a sul lham-se a barras de offshore. Metaconglomerados desta folha, foram abordadas por diversos autores, polimíticos suportados pela matriz (LM-85, RO-83 e tais como: Almeida (1974), Almeida et al. (1986), JO-96), posicionados tectonicamente dentro, res- Puty et al. (1972), Silva et al. (1974), Hasui et al. pectivamente, das formações Xambioá e Couto (1977), Abreu (1978), Cunha et al. (1981) e Hasui & Magalhães, representam fluxos gravitacionais e, Costa (1988), dentre outros. Estudos mais detalha- provavelmente, estariam correlacionados à fase de dos foram publicados por Gorayeb (1989), quando rift da bacia. Metaconglomerados oligomíticos, su- os considerou corpos magmáticos essencialmente portados por grãos arredondados de quartzo, em ultramáficos e de derivação mantélica. regime de fluxo confinado (RO-07), intercalados Na Folha Xambioá, suas melhores exposições si- nos quartzitos da Formação Morro do Campo, tuam-se nas serras do Tapa e dos Castanhais, e possivelmente estariam associados a leques alu- nas fazendas Escondida, Maringá e Jandaia, onde viais. encontram-se imbricadas tectonicamente nos me- Assim, com base nos litótipos, na geometria e tassedimentos da Formação Couto Magalhães. nas estruturas primárias, admite-se que os metas- Excelentes afloramentos são encontrados nas fa- sedimentos das formações Morro do Campo, Xam- zendas Escondida (AJ-34) e Maringá (LM-108), (fo- bioá e Pequizeiro tenham se depositado em um am- tos 9 a 11) (onde estruturas do tipo pillow-lavas biente marinho raso com praia e plataformas restri- mostram-se preservadas), ao longo da estrada tas, enquanto a Formação Couto Magalhães teria Pontão-Xinguara e nas fazendas Rio Vermelho se depositado em um ambiente marinho mais pro- (LM-106) e Visagem (JO-108 e JO-110). fundo (offshore). É formada predominantemente por serpentini- Estudos petroquímicos, com número reduzido tos, metabasaltos e silexitos, com quantidades su- de amostras, foram efetivados por Santos (1983) e bordinadas de talco xistos, clorita xistos, quartzitos Macambira (1983), entre outros. Souza et al. ferríferos bandados e filitos. (1988), ao analisarem 36 amostras deste grupo su- Os serpentinitos têm cor verde-escuro a claro, gerem uma cogeneticidade entre as formações textura fibrolamelar a fibrosa, estrutura maciça a fo- Xambioá e Pequizeiro, indicando serem as mes- liada e constituem-se predominantemente de ser- – 18 – SB.22-Z-B (Xambioá) pentina e opacos. Os metabasaltos são verde-es- rássico. O primeiro ciclo, desenvolvido em clima curos a claros, têm textura fina e maciça e mantêm temperado e úmido, estaria representado pela For- preservadas estruturas do tipo pillow-lava constituí- mação Pimenteiras; o segundo, em condições de das de tremolita/actinolita, epídoto e clorita; eviden- clima semi-árido a quente, englobaria, dentro da ciam processos de epidotização, cloritização, albi- área estudada, as formações Piauí, Pedra de Fogo, tização e silicificação. Remanescentes cristais ori- Motuca e Sambaíba; e o terceiro estaria evidenciado ginais de clinopiroxênios e plagioclásios podem, pelos sedimentos cretácicos da Formação Itapecu- contudo, ainda ser observados no meio desse con- ru. Os basaltos da Formação Mosquito, de idade junto transformado. mesozóica, possivelmente estariam correlaciona- Talco xistos e clorita xistos associam-se aos ser- dos ao rompimento do Supercontinente Gondwana. pentinitos, ocorrendo, em geral, fortemente miloniti- Costa et al. (1991), ao analisarem a evolução tec- zados. Os silexitos, responsáveis pelo destaque to- tônica da Bacia do Parnaíba, mostram que seu arca- pográfico da unidade, têm coloração marrom-aver- bouço geométrico foi fortemente influenciado por fei- melhada, estrutura variando de maciça a intensa- ções estruturais pré-cambrianas e sua evolução ci- mente foliada, com vênulas irregulares de quartzo, nemática marcada pelo registro de dois eventos tec- e estão, também, associados aos serpentinitos. tônicos (figura 2.3). O primeiro, de idade paleozóica Quartzitos ferruginosos bandados associados a e ligado a um eixo extensional NW-SE, induziu movi- filitos ocorrem com freqüência entre as faixas das mentação ao longo de falhas normais, formadas a rochas básico-ultrabásicas e entre a serra do Tapa partir de reativações de estruturas do embasamento e as fazendas Escondida e Maringá. Extensas co- da bacia e concentradas nas bordas W, E, SE e na berturas lateríticas ferruginosas, que formam clarei- parte central, originando compartimentos triangula- ras, bem identificáveis em fotos aéreas, desenvol- res. O segundo, com início no Jurássico, é associa- veram-se sobre estes litótipos. do a um eixo extensional ENE-WSW e incorporou A associação foi deformada em regime dúc- movimentação extensional às estruturas das bordas til-rúptil, o que gerou o desenvolvimento de faixas W, E e N e transcorrente àquelas com orientação NE. estreitas de alto strain, caracterizadas por intensa Na Folha Xambioá a Bacia do Parnaíba ocupa foliação milonítica, lineação de estiramento mine- toda a parte leste. Estruturas em graben, de orien- ral, dobras em bainha, dobras rompidas, rotação tação submeridiana da porção central, estão tam- de elementos planares preexistentes, boudins etc. bém preenchidas por sedimentos. Estas, intercalam-se com faixas mais amplas de Dos dados aerogeofísicos utilizados, a magneto- baixo strain, nas quais as rochas encontram-se pra- metria registra apenas a presença de rochas do ticamente indeformadas. embasamento em profundidade, enquanto a ga- As condições de temperatura e pressão atuan- maespectrometria separa as diversas unidades li- tes propiciaram o desenvolvimento de paragênese tológicas, devido aos diferentes níveis de radiação mineral sugestiva de metamorfismo de baixo grau apresentados por cada uma delas (figura 2.5). (fácies xisto-verde) com variação para tipos anqui- As unidades estratigráficas, individualizadas metamórficos. com base nos dados coletados em campo, em da- dos aerogeofísicos, imagens de radar e satélite, fo- tos aéreas convencionais e nos levantamentos geo- 2.5 Bacia do Parnaíba e Grabens Associados lógicos anteriores (quadro 2.2), mostram a Forma- ção Pimenteiras, de idade devoniana, como a mais A Bacia do Parnaíba, considerada como do tipo antiga, enquanto a mais nova é representada pela Depressão Interior por Kingston et al. (1983), exibe Formação Rio das Barreiras, correlacionável à For- 2 forma elipsoidal e área aproximada de 600.000km , mação Itapecuru. ocupando partes dos estados do Maranhão, Piauí, Pedreira (1991) interpreta a sucessão dos siste- Tocantins, Pará e Ceará. Caputo et al. (1983) suge- mas deposicionais desta bacia como proveniente rem continuidade entre esta bacia e a do Amazo- de oscilações do nível do mar em ambiente conti- nas, somente interrompida a partir do Triássico, nental (fluvial e desértico) (figura 2.6). com a instalação da Bacia do Marajó. Segundo Mesner & Wooldridge (1964), esta bacia 2.5.1 Formação Pimenteiras – Dp apresenta três megassítios deposicionais, separa- dos por duas grandes discordâncias erosivas corre- Esta denominação foi inicialmente utilizada por lacionadas ao início do Carbonífero e ao final do Ju- Small (1914) para identificar os folhelhos cinza-ar- – 19 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Dp Dp Dp Dp TRs Cpi TRm Ppf Dp Krb TRs + PTRm TRJm 0 10 20km Fm. Rio das Barreiras T Fm. Motuca Cpi Fm. PiauíKrb (<300cps) P Rm (100 a 300cps) (<300cps) TRs + Fm. Sambaíba e Mosquito Ppf Fm. Pedra de Fogo Dp Fm. PimenteirasTRJm (<100cps) (300 a 500cps) (500 a 700cps) Figura 2.5 – Relação entre as unidades fanerozóicas mapeadas e os dados aerogamaespectrométricos - contagem total. roxeados aflorantes nas proximidades da vila de Pi- lexitos oolíticos atribuídos à Formação Pedra de menteiras. Diversos autores têm estudado esta uni- Fogo. As melhores exposições localizam-se em dade, dentre os quais destacam-se: Plummer cortes de estrada nas proximidades da fazenda (1946), Kegel (1952), Rodrigues (1967), Carozzi et Castanhal (JO-71, JO-72 e JO-73). al. (1975), Aguiar (1971), Lima & Leite (1978), den- Foram identificadas três associações de litofá- tre outros. cies, descritas a seguir: Neste trabalho, foram considerados desta for- a) Associação de Litofácies Arenitos Conglome- mação os sedimentos aflorantes ao longo de uma ráticos faixa com largura aproximada de 7km e orientação Normalmente esta associação encontra-se posi- submeridiana, que ocupa a parte centro-leste da cionada diretamente sobre os xistos da Formação folha; também, parte dos sedimentos que preen- Xambioá, tendo sido melhor observada na Estação chem grabens, da porção norte, foram assim carto- JO-73, onde apresenta espessura superior a 1m e grafados. Dispõem-se em contato discordante so- geometria lenticular. É caracterizada por conglo- bre os metassedimentos do Cinturão Araguaia; merados e arenitos. Os conglomerados são supor- com os sedimentos da Formação Piauí o contato é tados por grãos organizados e mostram clastos tectônico. Na parte norte, em região praticamente sub a bem arredondados, de quartzo e xistos (ra- sem afloramentos, observam-se estes sedimentos ros), com tamanho máximo de 30cm. Os arenitos em contato com areiões apresentando níveis de si- apresentam granulação média a grossa, granode- – 20 – SB.22-Z-B (Xambioá) TEXTURAS CRONOESTRATI- AREIA GRAFIA FORMAÇÃO LITOLOGIAS/ESTRUTURAS INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL ARG F M G RIO DAS BARREIRAS FLUVIAL MOSQUITO SAMBAÍBA DESÉRTICO MOTUCA FLUVIAL A LACUSTRE PLATAFORMAL MARINHO RASO PEDRA DE FOGO FLUVIAL A LACUSTRE PIAUÍ DESÉRTICO FLUVIAL A LACUSTRE PIMENTEIRAS PLATAFORMAL MARINHO RASO ADAPTADO DE PEDREIRA (1991) PELITOS CONGLOMERADOS ARENITOS ESTRAT. PLANO-PARALELA ESTRAT. CRUZADA ACANALADA ESTRAT. CRUZADA PLANAR HUMMOCKY GRANODECRESCÊNCIA GRANOCRESCÊNCIA OÓLITOS SILICIFICAÇÃO DISCORDÂNCIA Figura 2.6 – Sistemas deposicionais das unidades da Bacia do Parnaíba, mapeadas dentro da Folha Xambioá. crescência e grânulos bem arredondados de Os argilitos e siltitos geralmente são dominantes, quartzo. É interpretada como originada a partir de como na fazenda Castanhal (JO-72), onde a espes- dunas subaquosas, em ambiente fluvial de alta sura é superior a 20m. Mostram laminações pla- energia. no-paralelas e acamamento maciço. b) Associação de Litofácies Pelitos c) Associação de Litofácies Arenitos Ferrugino- É caracterizada por uma seqüência de argilitos e sos siltitos de cor marrom-amarelado a cinza-claro, Os arenitos mostram tonalidades arroxeadas e com tonalidades avermelhadas, arroxeadas e es- amareladas; são geralmente ferruginosos, de geo- branquiçadas, com intercalações de arenitos finos metria lenticular, com laminação incipiente; normal- a muito finos. mente aparecem com espessura variando de centi- – 21 – F A N E R O Z Ó I C O P A L E O Z Ó I C O M E S O Z Ó I C O DEVONIANO CARBONÍFERO PERMIANO TRIÁSSICO JURÁSSICO CRETÁCEO CASC Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil Quadro 2.2 – Coluna estratigráfica da Bacia do Parnaíba na Folha Xambioá. Associação de Cronoestratigrafia Unidade Litofácies Descrição Ambiente Potencial Mineral Litoestratigráfica Do- Eon Era Sist. Série Subord. min. Arenitos finos a médios e con- Formação glomerados com intercalações Depósitos fluviais de Cretáceo Superior A, Cg Pv Itapecuru de argilitos e siltitos averme- rios entrelaçados. lhados. Basaltos, maciços, amigdaloi- Formação Continental. Extrusão Jurássico Inferior dais, com textura ofítica e al- Brita. Mosquito fissural. teração esferoidal. Superior Arenitos fino a médio, bimo- Areia (fraturamen- Formação dais com estratificação cru- Ae Continental eólico. to em poços de Médio Sambaíba zada de grande porte, linhas petróleo. de grãos e línguas de grãos. Inferior Argilitos e siltitos vermelhos Continental fluvial com Formação com intercalações de areni- possíveis contribuições Pv, Ac Ae Superior Motuca tos finos, transicionando para marinhas, trancionando arenitos eólicos no topo. para eólico. Médio Seqüência cíclica de argili- Formação Pv, tos, arenitos, vermelhos e es- Continental lagunar a Corretivo de solos, Cm, Sil Inferior Pedra de Fogo Aac verdeados, com níveis de sile- marinho. brita, cal. xitos, calcários e margas. Argilitos vermelhos com in- Depósitos fluviais asso- tercalações de arenitos finos Carbonífero Superior Formação Piauí Pv, Afi Ac ciados a ambiente de- e raras lentes de conglome- sértico. rados. Argilitos e siltitos com inter- calações de arenitos ferrugi- Formação Marinho raso, com tem- Devoniano Médio P, Afe Ac nosos e apresentando níveis Pimenteiras pestades episódicas. de conglomerados lenticula- res basais. Ae - Arenitos eólicos A - Arenitos Ac - Arenitos conglomeráticos Cm - Calcários e margas Aac - Arenitos e arenitos calcíferos P - Pelitos Afi - Arenitos finos Pv - Pelitos vermelhos Afe - Arenitos ferruginosos Sil - Silexitos métrica a métrica. Localmente, na fazenda Casta- 2.5.2 Formação Piauí – Cpi nhal (JO-71), notam-se intercalações de arenito fino com marcas truncadas por ondas. Small (op. cit.) designou de Série Piauí a seção Neste trabalho, esta formação é interpretada paleozóica da Bacia do Parnaíba. Duarte (1936) e como depositada em uma plataforma marinha rasa, Oliveira & Leonardos (1940) utilizaram o termo For- afetada episodicamente por tempestades, origi- mação Piauí restritamente aos sedimentos carboní- nando barras de costa afora. Os dados de aeroga- feros. Em 1948, Dequech & Kegel estabeleceram maespectrometria mostram um alto nível de radia- os atuais limites desta formação, no que foram se- ção (500 a 700cps), possivelmente devido à pre- guidos pelos demais autores que estudaram estes sença de arenitos ferruginosos associados ao pro- sedimentos. cesso de laterização que ocorre na borda da bacia, Na Folha Xambioá ocorre como uma faixa alon- destacando-a das demais formações. gada submeridianamente, de largura em torno de Caster, in Blankennagel (1952), com base na 4km, localizada na sua porção centro-leste. Encon- fauna encontrada em folhelhos na região de Pi- tra-se em contato com a Formação Pimenteiras cos, estado do Piauí, inclui os sedimentos da For- através de falhamentos normais. O contato superior mação Pimenteiras no Devoniano, idade esta com a Formação Pedra de Fogo é gradacional, confirmada por diversos outros autores. Segundo mostrando mudança lenta e constante. Foi utilizado Aguiar (1971), esta unidade é correlacionável à o critério de Lima & Leite (1978) para a separação parte basal da Formação Curuá, da Bacia Ama- entre ambas, segundo o qual a presença dos pri- zônica e à Formação Ponta Grossa da Bacia do meiros níveis de silexito marcariam a passagem Paraná. para a Formação Pedra de Fogo. Suas melhores – 22 – Fanerozóico Paleozóico Mesozóico Permiano Triássico SB.22-Z-B (Xambioá) exposições situam-se em cortes na estrada de no riacho Pedra de Fogo, entre Pastos Bons e Nova acesso para a Agropecuária São Francisco, logo Iorque, no estado do Maranhão. Diversos outros após o ribeirão Curicacas, NE da folha mapeada. autores estudaram-na, dentre os quais desta- Os litótipos predominantes foram separados em cam-se: Barbosa & Gomes (1957), Oliveira (1961), três associações de litofácies distintas: Mesner & Wooldridge (1964), Moore (1963), Aguiar a) Associação de Litofácies Pelitos Vermelhos (1964), Cunha (1964), Northfleet & Neves (1966), É formada por argilitos com níveis siltosos, com Ojeda & Perillo (1967), Lima & Leite (1978) e Faria estrutura maciça a laminada, de cor vermelha com Júnior (1979). tonalidades esbranquiçadas e esverdeadas. É ca- Ocorre na parte leste, sob a forma de faixa com racterizada por morrotes isolados, com até 20m de orientação aproximada norte-sul, com largura entre altura (em região arenosa e plana) e revestida por 3 e 7km e mergulho suave para leste. Neste local, solo avermelhado. as melhores exposições aparecem próximo ao b) Associação de Litofácies Arenitos Finos contato com a Formação Piauí, associadas a pe- É constituída por arenitos finos, bem seleciona- quenas escarpas sustentadas pelos níveis de sile- dos, friáveis, com tonalidades amarronzadas e aver- xitos (JO-68, JO-78 e JO-79). As ocorrências, rela- melhadas, com estratificações cruzadas tangenciais cionadas a grabens, localizam-se nas proximida- e plano-paralelas. Normalmente ocorre intercalada des do vilarejo Dois Irmãos, onde camadas hori- nos pelitos vermelhos e forma extensos areiões. zontalizadas de silexitos, oolíticos e criptocristali- c) Associação de Litofácies Arenitos Conglome- nos intercalam-se com arenitos. Nas imediações ráticos de Araguanã (JO-47) observam-se bons aflora- É particularizada por uma seqüência de arenitos mentos de calcário com silexitos, nas margens do finos a grossos, mal selecionados, com grãos sub a rio Araguaia. bem-arredondados e apresentando níveis conglo- Foram distinguidas quatro associações de litofá- meráticos e de material argiloso. Exibe gradação cies, descritas a seguir: normal e inversa, camadas lenticulares e estratifi- a) Associação de Litofácies Pelitos e Argilitos cações cruzadas acanaladas de pequeno e médio É caracterizada por siltitos e argilitos com tonali- porte. Ocorre de maneira isolada, chegando a atin- dades avermelhadas e esverdeadas; são físseis e gir espessura superior a 2m (JO-62). têm estrutura maciça e freqüentes níveis de marga. Esta formação mostra níveis de radiação inferior b) Associação de Litofácies Silexitos a 300cps, bem contrastante com o nível apresenta- É formada por silexitos, oolíticos e criptocristali- do pelas formações Pimenteiras e Pedra de Fogo, nos, distribuídos por toda a unidade sob a forma de com as quais encontra-se em contato. leitos, lentes delgadas e nódulos com espessura A natureza dos litótipos e das estruturas presen- variando de 1mm a 30cm. tes nesta folha e as descritas na Folha Marabá (de- c) Associação de Litofácies Calcários pósitos eólicos), (Almeida et al., no prelo), permi- Compõe-se de calcários de cor marrom-claro a tem caracterizar deposições em ambientes conti- marrom-avermelhado, com textura fina e geometria nentais fluviais de planície de inundação ou lagu- tabular. A espessura varia de 1 a 30cm. Nódulos de nares em um contexto geral de ambiente desértico. calcita e processos de silicificação são freqüentes. Estudos palinológicos realizados por Kegel Nas margens do rio Lontra (LM-63), os calcários es- (1952), Mesner & Wooldridge (1964), Müller (1964) tão intercalados em arenitos finos, pelitos verme- e Aguiar (1971), permitiram posicionar a Formação lhos, silexitos e margas. Piauí no Carbonífero Superior, idade esta também d) Associação de Litofácies Arenitos e Arenitos adotada neste trabalho. Calcíferos Segundo Almeida et al. (no prelo) esta formação São arenitos de cor cinza-claro a cinza-esverde- é correlacionável às formações Monte Alegre e Itai- ado, com tonalidades avermelhadas, friáveis, argi- tuba, da Bacia Amazônica. losos, de granulação fina a média, com raros níveis de granulação grossa, laminados incipientemente 2.5.3 Formação Pedra de Fogo – Ppf e, aparentemente, com estratificação plano-parale- la. Alternam-se com camadas normalmente delga- Formação Pedra de Fogo foi a denominação ori- das e, às vezes, lenticulares de arenitos calcíferos ginalmente utilizada por Plummer (1946), para par- de granulação fina a média, intercalações essas, ticularizar uma seqüência de siltitos, folhelhos, are- que ocorrem em repetições cíclicas ao longo de nitos e calcários, com chert e Psaronius, aflorante toda a coluna desta formação. – 23 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil As camadas carbonáticas indicam uma deposi- Os litótipos foram agrupados em três associa- ção marinha em ambiente de planície de maré, en- ções de litofácies: quanto que os arenitos e os pelitos, possivelmente, a) Associação de Litofácies Pelitos Vermelhos representam um ambiente fluvial com planícies de É formada por argilitos vermelhos, com tonalida- inundação e/ou lagunas. A repetição cíclica sugere des esbranquiçadas, quebradiços e com estrutura oscilações do nível do mar com incursões marinhas maciça. Apresenta níveis de siltitos de coloração sobre superfícies aplainadas. A ocorrência de eva- avermelhada e, localmente, finas intercalações de poritos citada na bibliografia (não observados nes- silexito. Representa depósitos continentais fluviais se levantamento), indica a presença de mares fe- de planície de inundação ou lagunas. chados remanescentes, característicos de condi- b) Associação de Litofácies Arenitos Conglo- ções climáticas áridas, enquanto que a existência meráticos de vegetação de grande porte (Psaronius) estaria Constitui-se predominantemente por arenitos fi- correlacionada a um clima úmido. Os dados aero- nos, de cor marrom, com tonalidades esbranquiça- gamaespectrométricos mostram uma variação do das e avermelhadas; bem selecionados, friáveis, e nível de radiação entre 300 e 500cps, demarcando algo feldspáticos. Apresenta estratificações pla- uma faixa anômala para as rochas desta formação, no-paralelas e cruzadas, de pequeno a médio por- em relação às formações Piauí e Motuca, as quais te com gradação normal. É comum a presença de mostram níveis entre 100 e 300cps. lentes centimétricas de conglomerados suporta- Estudos palinológicos e da fauna, efetuados por dos por grãos bem arredondados de quartzo. Pos- diversos autores como Mesner & Wooldridge sivelmente corresponde a depósitos fluviais de rios (1964), Cruz et al. (1973), Lima & Leite (1978) e entrelaçados. Scislewski et al. (1983), dentre outros, têm confir- Esta característica distribui-se por toda a coluna, mado uma idade permiana para esta formação. notadamente nas suas porções basais e interme- Mesner & Wooldridge (op. cit.) correlaciona- diárias, onde intercala-se aos pelitos vermelhos. ram-na à Formação Sucunduri, da Bacia Amazôni- Medidas efetuadas nas imediações de Ananás ca, e Aguiar (1971) associou-a à seção Paler- (AJ-17) indicam paleocorrentes orientadas prefe- mo-lrati-Teresina, do nordeste da Bacia do Paraná. rencialmente no sentido oeste. c) Associação de Litofácies Arenitos Eólicos 2.5.4 Formação Motuca – PTRm É representada por arenitos de granulação fina a média, cor marrom-amarelado com tonalidades Formação Motuca foi a denominação utilizada por avermelhadas, friáveis, às vezes feldspáticos e Plummer (1948) para caracterizar os folhelhos de com grãos bem selecionados. Apresenta estratifi- cor vermelho-tijolo, com lentes de calcário e anidrita, cações cruzadas de grande porte e estrutura tipo li- aflorantes nas proximidades da fazenda Motuca, en- nhas de grãos que ocorrem na parte superior, inter- tre São Domingos & Benedito Leite, no estado do calados aos arenitos fluviais e representam o início Maranhão. Campbell (1949) ampliou-a, acrescen- da implantação dos depósitos eólicos. Algumas tando o Membro Pastos Bons. Aguiar (1971) divi- medidas efetuadas (JO-80 e RO-17) indicam paleo- de-a em três membros, ratificando sua concordân- correntes no sentido oeste e sudoeste. cia com as formações Pedra de Fogo e Sambaíba, e Apesar da escassez de fósseis, alguns gastró- considerando-a de idade permo-triássica. podes e peixes, de idade permiana foram descritos A formação ocorre na parte leste como faixa sub- por Mesner & Wooldridge (1964). Outros autores meridiana e contínua que margeia as escarpas for- como Aguiar (1971), Lima & Leite (1978), entre ou- madas pela Formação Sambaíba. Tem relevo bas- tros, com base na sua posição estratigráfica consi- tante arrasado, impedindo a avaliação de sua es- deram-na como de idade permo-triássica. pessura, que é estimada em torno de 50m na Folha É correlacionada à parte superior da Formação Marabá, vizinha a norte (Almeida et al., no prelo). Sucunduri, da Bacia Amazônica (Mesner & Wool- O contato com a Formação Pedra de Fogo é gra- dridge, 1964) e ao Grupo Rio do Rastro, da Bacia dacional, cuja separação baseou-se, principal- do Paraná (Aguiar, 1971). mente, na ocorrência ou não das intercalações de silexito. O contato superior, com a Formação Sam- 2.5.5 Formação Sambaíba – TRs baíba, também é transicional tendo sido delimitado em função da implantação definitiva do sistema eó- O termo Formação Sambaíba foi introduzido por lico nessa unidade mais jovem. Plummer (1948) para designar os arenitos formado- – 24 – SB.22-Z-B (Xambioá) res das mesetas que ocorrem nas proximidades de manifestação mais antiga, data de 215Ma, correlacio- Sambaíba, estado do Maranhão. nando-os ainda com os diabásios na área costeira Afloram no extremo-Ieste sob a forma de escar- do estado do Amapá. pas bem marcadas, com boas exposições. Carac- terizam-se por formar extensos bancos de areias 2.5.7 Formação Rio das Barreiras – Krb nas partes mais elevadas. É formada por uma única associação de litofácies, Sob a designação de Unidade Rio das Barreiras, constituída por arenitos de cor marrom-amarelado Guerreiro & Silva (1976) descrevem uma faixa res- a marrom-avermelhado, granulação fina a média, trita de conglomerados, localizados entre Pequizei- bimodais. Apresentam estratificação cruzada de ro e Couto Magalhães. Hasui et al. (1977), Abreu grande porte, linhas e línguas de grãos em arranjo (1978) e Gorayeb (1981), entre outros, também utili- granocrescente. Corresponde a depósito continen- zam este termo, porém hierarquizando-o como for- tal eólico sob a forma de campos de dunas. É bem mação. Coimbra (1983), Figueiredo et al. (1990) e delimitada pelos dados de aerogamaespectrome- Araújo & Olivatti (1990) associam esses sedimen- tria, apresentando níveis de radiação inferior a tos à Formação Pedra de Fogo, e Barbosa et al. 100cps. (1966) e Aguiar (1969) incluem-nos na Formação Intercalações basálticas na parte superior desta Piauí. formação levaram Barbosa et al. (1966) e Lima & Na Folha Xambioá, uma seqüência de arenitos e Leite (1978) a aceitarem uma contemporaneidade conglomerados com intercalações de argilitos e sil- com a Formação Mosquito. titos, preenchendo estrutura do tipo graben com Devido à ausência de fósseis, as relações estra- orientação submeridiana, largura média de 27km e tigráficas que apresentam, possibilitam admití-la localizada a oeste do rio Muricizal, é considerada, como do Triássico Médio a Superior. neste trabalho, como pertencente à Formação Rio das Barreiras. Esta seqüência apresenta seme- 2.5.6 Formação Mosquito – TRJm lhanças quanto a litologias, ambiente deposicional e posicionamento tectônico e estratigráfico, tam- As primeiras referências a rochas básicas na re- bém com a Formação Itapecuru, aflorante a norte, gião tem por fonte Lisboa (1914) que descrevem os da qual encontra-se separada pelo Arco de Xambioá, derrames basálticos de Grajaú, no estado do Mara- alto estrutural do embasamento iniciando-se em nhão. Northfleet & Melo (1967) utilizaram a denomi- Xambioá e se dirigindo para Teresina-PI e ativo nação Mosquito para designar os derrames basálti- desde o Siluro-Devoniano (Aguiar, 1969). É tam- cos com intercalações de arenitos, no vale do rio bém correlacionável à Formação Urucuia e à Uni- Mosquito, localizado a sul da Fortaleza dos Noguei- dade Conglomerado Cipó (Souza, 1984). ras, estado do Maranhão. Aguiar (1971), nesta As rochas desta formação encontram-se em mesma região, divide esta unidade em cinco mem- contato com os metassedimentos do Grupo Baixo bros. Araguaia, através de falhamentos normais ou os re- A Folha Xambioá é constituída por derrames in- cobrem em discordância angular. Sobrepõe tam- tercalados nos arenitos eólicos da Formação Sam- bém sedimentos da Formação Pedra de Fogo, aflo- baíba. Suas melhores exposições situam-se na rantes nas cercanias de Araguanã, borda leste de parte sudeste. São formadas por basaltos de cor estrutura em graben. Apresenta nível de radiação marrom-arroxeado a cinza-escuro, textura ofítica menor que 300cps, em contraste com os litótipos fina, estrutura maciça e com freqüentes níveis do Grupo Baixo Araguaia que exibem nível médio amigdaloidais. São formados dominantemente por de radiação superior a 400cps. plagioclásio e clinopiroxênio e apresentando opa- Boas exposições foram registradas na estrada cos como acessório principal. Ao alterarem-se de- para a fazenda Ilha Branca (RO-59) e na rodovia senvolvem estruturas esferoidais. Pontão-Piçarras (JO-58), porém sua área de ocor- Lima & Leite (1978), com base em datações rência caracteriza-se por formar extensos areiões, K/Ar, atribuem o extravasamento ao período entre o com raros afloramentos. Triássico e o Jurássico, idade esta também já admi- Seus litótipos principais foram agrupados em tida por Mesner & Wooldridge (1964). Caldasso & três associações de litofácies distintas: Hama (1978) identificaram também por K/Ar, três a) Associação de Litofácies Arenitos diferentes estágios de derrames. Caputo (1985), É formada por arenitos de cor cinza-claro, com confirma estes cicIos magmáticos, aludindo que a tonalidades avermelhadas, friáveis, às vezes arco- – 25 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil sianos, de granulação fina a média. Apresentam Ocorrem sobre as diversas unidades geológicas estratificações plano-paralelas e cruzadas tangen- aflorantes na folha e mostram perfis mais comple- ciais de pequeno porte. Assemelham-se a depósi- tos e espessos em cima dos litótipos da Associa- tos fluviais de rios entrelaçados. ção Máfica-Ultramáfica Serra do Tapa e da Forma- b) Associação de Litofácies Pelitos Vermelhos ção Pimenteiras. Apresentam horizonte ferruginoso É constituída por argilitos e siltitos de cor verme- constituído por concreções esferoidais e nodulares lha, com estratificação plano-paralela, intercalados e estruturas colunares, envolvidas por minerais ar- aos arenitos. Corresponde a depósitos de planície gilosos e mostrando coloração marrom-avermelha- de inundação ou lagos, em ambiente de rios entre- do com tonalidades amareladas. O horizonte mos- laçados. queado e os saprólitos são bastante variados, de- c) Associação de Litofácies Conglomerados pendendo das rochas que os originaram. É composta predominantemente por conglome- Devido à escala do mapeamento optou-se por rados organizados, com estratificação plano-para- cartografar apenas o horizonte ferruginoso, que lela, gradação normal e inversa e clastos sub a ocorre sob a forma de crostas endurecidas, com- bem-arredondados de quartzo, variando, predomi- pondo pequenos platôs entre as principais bacias nantemente, de grânulos a seixos. Correspondem, hidrográficas. Ocorrem principalmente nos domínios provavelmente, a barras conglomeráticas de rio en- do Cinturão Araguaia e sustentando a topografia da trelaçado com fluxo desconfinado. Com menor fre- borda oeste da Bacia do Parnaíba. qüência, são também observados conglomerados pouco organizados, suportados pela matriz, com 2.6.2 Depósitos Aluvionares – Qal estratificações planares e tangenciais incipientes e mostrando níveis lenticulares de arenitos conglo- São constituídos essencialmente por areias, cas- meráticos correspondendo a leques aluviais em calhos, siltes e argilas, em proporções variáveis, de sua fase mais proximal. acordo com as litologias que os originaram. As alu- Em correlação com os sedimentos da Formação viões dos rios Muricizal, Corda e Lontra, (foto 12), Itapecuru, estes sedimentos foram considerados que cortam sedimentos fanerozóicos, mostram como de idade cretácea. predominância de areias; enquanto nas do rio Ver- melho, que correm sobre metassedimentos da For- mação Couto Magalhães, sobressaem-se os ter- 2.6 Formações Superficiais mos argilosos. As aluviões do rio Araguaia são constituídas por cascalhos limoníticos, lateritos, ar- 2.6.1 Coberturas Lateríticas – Qla gilas e arenitos com estratificação plano-paralela e cruzada, consolidados a semiconsolidados, e por São representadas por lateritos imaturos resultan- cascalhos, areias e argilas, inconsolidados de gra- tes de processos de pediplanação pleistocênica. nulação variável. – 26 – SB.22-Z-B (Xambioá) 3 GEOLOGIA ESTRUTURAL A Folha Xambioá inclui frações dos cinturões tro, com predomínio de cavalgamentos oblíquos li- Itacaiúnas e Araguaia, correspondentes à parte gados a transcorrências, no qual a análise de suas média da crosta, e da Bacia Parnaíba e do Graben estruturas permitiu a distinção de dois sistemas: o de Muricizal, representantes da fatia superior de da Serra dos Carajás (flor positiva) e Cinzento (he- crosta siálica, além de coberturas superficiais (figu- miflor positiva). ra 3.1). Neste capítulo são apresentados e analisa- Dentro da área estudada, as rochas do Grupo dos os elementos estruturais, sua geometria e cine- Rio Novo estão ligadas ao Sistema Transcorrente mática com ênfase para o Cinturão Araguaia, em Cinzento, enquanto as do Complexo Xingu asso- virtude de sua ampla distribuição na área em foco. ciam-se tanto ao Domínio Imbricado quanto ao Sis- tema Transcorrente Serra dos Caraiás. 3.1 Cinturão Itacaiúnas 3.2 Cinturão Araguaia Encontra-se precariamente representado na parte oeste da folha e inclui rochas do Complexo O Cinturão Araguaia ocupa cerca de 2/3 da área Xingu e do Grupo Rio Novo. Segundo Araújo et al. mapeada e inclui rochas do Complexo Colméia, do (1991) este cinturão é caracterizado por um regime Grupo Baixo Araguaia, da Associação Máfi- compressivo oblíquo, com dois domínios estruturais ca-Ultramáfica Serra do Tapa e do Granito Ramal distintos: um, onde predominam cavalgamentos do Lontra. É entendido no contexto do modelo dis- imbricados associados a uma cinemática essenci- tensão-compressão litosférica e sua deformação almente compressiva, mostrando o desenvolvi- tem abrangência regional, afetando tanto as rochas mento de foliação milonítica (E-W), lineações de es- proterozóicas quanto as arqueanas (Complexo tiramento (NE-SW), dobras intrafoliais, estruturas Colméia). S/C, rotação de fenocristais e assimetria de caudas O elemento estrutural mais expressivo é a folia- de cristais, entre outras estruturas, que, associa- ção que, dependendo da natureza das litologias e das, permitiram a dedução de um transporte prefe- da intensidade da deformação, é expressa por: xis- rencial de massas rochosas de SW para NE; e ou- tosidade, foliação milonítica ou foliação de transpo- – 27 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil A progressividade do movimento dúctil de baixo ângulo, provoca simultaneamente uma cuminuição 49º30’ 48º00’ no tamanho dos grãos, além de forte transposição 6º00’ BP 6º00’ GRN das superfícies planares preexistentes, gerando CS CX BP BP dobras de flanco rompido (“cabo de guarda-chu- BP va”), estiramento de superfícies planares, textura GBA GBAGBA anastomosada (amendoada), dobras em bainha CS XAMBIOÁ etc. As estruturas amendoadas ou pods, exibemAST em diferentes escalas, porções lenticularizadas CS CS CC com pouca ou nenhuma deformação, envoltas por AST faixas intensamente milonitizadas. O estágio mais BP avançado deste processo de deformação está re- CS CC CS presentado pela foliação milonítica e seus produtos GM AST GBA mais extremos que englobam desde os milonitos a CX CS GBA ultramilonitos; estes últimos característicos de zo- 7º00’ 7º00’ 49º30’ 48º00’ nas de descolamentos como os observáveis nas COBERTURAS PLATAFORMAIS CINTURÃO ARAGUAIA serras do Bodocó (LM-13) e Lontra (LM-31). As ori- CS COBERTURAS SUPERFICIAIS GBA GRUPO BAIXO ARAGUAIA entações diferenciais destes elementos permitiram V V ASSOC. MAF.-ULTRAM. destacar três domínios principais:GM GRABEN DO MURICIZAL AST V V SERRA DO TAPA Domínio N-S – Corresponde a um sistema de le- BP BACIA DO PARNAÍBA CC COMPLEXO COLMÉIA ques imbricados com orientação submeridiana e CINTURÃO ITACAIÚNAS mergulho para este, interpretados como rampas LINEAÇÃO DE ESTIRAMENTO GRN GRUPO RIO NOVO COM CAIMENTO INDICADO frontais, individualizadas no mapa como zonas de cisalhamento contracional. São destacadas por CX COMPLEXO XINGU SENTIDO DO TRANSPORTE apresentarem uma maior penetratividade da folia- ção (zona com alto strain), pela sua associação com lineamentos aeromagnetométricos e por mar- carem os limites entre as unidades estratigráficas Figura 3.1 – Domínios tectônicos da Folha Xambioá. maiores, além de estarem relacionadas com zonas de inversão do metamorfismo (figura 3.2), além de marcar importante zona de movimentação de mas- sição. Esta estrutura planar, encontra-se em alguns sas ou zona de descolamento. locais, como por exemplo nos quartzitos da Forma- Domínio NW-SE – Corresponde a zonas de cisa- ção Morro do Campo (foto 5), paralelizadas ao aca- lhamento transcorrentes com orientação NW-SE, se- mamento original (S0), gerando através das orienta- gundo as quais a foliação encontra-se orientada, im- ções dos minerais de quartzo e micas a foliação ou pondo traçado sinuoso ao arranjo submeridiano. Em xistosidade (S1). escala regional, dentro da área estudada, ressal- Esta por sua vez, dependendo da composição, tam-se diversas zonas, com destaque para a que granulação, textura etc., podem evoluir para um es- instala-se entre as estruturas de Xambioá e Lontra, tágio mais deformado (S2), caracterizada pelo do- onde a foliação tem mergulho variando entre alto a bramento da superfície (S1), observável em diver- subvertical, e o lineamento de estiramento mineral sas escalas (foto 13). (Lx), possui mergulhos suaves para o quadrante SE. A foliação impressa nos micaxistos da Formação Domínio das Estruturas Dômicas – Compreende Xambioá, mostra, microscopicamente, superfícies a região das estruturas do Lontra, Andorinhas-Mar- onduladas irregularmente, dadas pelos minerais tírios e Xambioá, que correspondem a dobras qui- micáceos e quartzo. Ainda nesta escala, os minerais lométricas do acamamento e/ou foliação, realça- micáceos (muscovita, biotita e clorita) exibem-se das pelos quartzitos da Formação Morro do Cam- em agregados lamelares orientados, lenticulariza- po. As duas primeiras estruturas apresentam dire- dos e microdobrados. O quartzo apresenta-se com ção NNW-SSE e variações geométricas ao longo formas xenomórficas, formando cristais estirados e do seu eixo, comportando-se como dobras simétri- imbricados entre si com forte extinção ondulante. cas em suas porções norte e como dobras assimé- Em litótipos menos deformados (filitos e metapeli- tricas, normais a invertidas, em suas partes cen- tos) a foliação (S1) encontra-se crenulada. tro-sul (figura 3.3). – 28 – SB.22-Z-B (Xambioá) Fazenda W Rio Vermelho Fazenda L Escondida A 0 1km FILITOS E SERPENTINITOS E SILEXITOS BASALTOS COM FILITOS, ARGILITOS ARGILITOS TALCO-CLORITA XISTOS E FILITOS PILLOW LAVAS COM BIF W L B 0 1km ANFIBOLITOS E GRANITO RAMAL MICAXISTOS QUARTZITOS GRAFITA XISTOS DO LONTRA BACIA DO PARNAÍBA Figura 3.2 – Perfil esquemático entre as fazendas Escondida e Rio Vermelho (A) e nas proximidades da fazenda Marinheiro (B). W L 500 m Ribeirão 400 PA-153 Gameleira 300 A 200 100 W L 500 m 400 Faz. Boqueirão 300 B Rio Araguaia 200 100 W L 500 m Rio Araguaia 400 Córrego C Sucuriu 300 200 100 0 1km QUARTZITOS XISTOS Exagero Vertical 5x Figura 3.3 – Perfis esquemáticos na serra Andorinhas-Martírios, em suas porções norte (A), centro (B), e sul (C). – 29 – Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil A Estrutura da Serra Andorinhas-Martírios é inter- caimentos para WNW estão associados aos mega- pretada como uma nappe de eixo frontal embai- dobramentos da foliação. Esta feição linear nhado. Na fazenda Boqueirão, LM-56, os mergu- acha-se melhor expressa nos quartzitos e conglo- lhos da foliação são subverticais com caimento merados, sob a forma de barras de quartzo, mine- para leste. Neste local observam-se inúmeras shear rais placosos e clastos de tamanhos variáveis, bands de direção N-S, verticais, paralelizadas e alongados segundo o eixo “X” do elipsóide de de- com espessuras variáveis de 3 até 40cm. Estas zo- formação (foto 14). Nos xistos é marcada principal- nas parecem horizontalizar-se ao longo do eixo mente pelos minerais placosos, enquanto que nos frontal, assumindo gradativamente para norte e a sul filitos é de difícil observação. da fazenda Boqueirão, mergulhos médios a suaves, Os mobilizados de quartzo com estricção e bou- até serem truncados por transcorrências NW-SE, dinagem ocupam preferencialmente o eixo “Y” do configuradas como rampas laterais. elipsóide de deformação e são muito comuns nos Na serra do Lontra, a estruturação do flanco oes- domínios da Formação Xambioá 1 (fotos 15 a 17). te seria semelhante à da serra das Andorinhas, só Estruturas derivadas de processos distensivos que em um estágio mais avançado, onde a parte como as tension gashes exibem estágios diferencia- frontal da megadobra (nappe) estaria fatiada pelos dos de deformação progressiva, como pode ser diversos empurrões que colocam lado a lado ro- observado no ponto RO-02 (fotos 18 e 19). chas do embasamento (gnaisses) com rochas da São observadas outras feições resultantes de ci- cobertura (metassedimentos). salhamento dúctil, em escala mesoscópica, como A Estrutura de Xambioá apresenta-se entre as de dobras de arrasto, intrafoliais e rompidas, deforma- Andorinhas-Martírios e Lontra e, ao contrário des- ção e rotação de cristais, clastos e sigmóides (foto tas, seu eixo principal orienta-se grosseiramente 20), além de dobras pitigmáticas, em bainha e do E-W. A princípio interpreta-se que esta forma seja o tipo “cabo de guarda-chuva”. Estes elementos são resultado da ação erosiva, atuando conjuntamente comuns, normalmente estão associadas às princi- a movimentos ascensionais positivos que configu- pais zonas de cisalhamento e foram usados como raram o Arco de Xambioá-Teresina no Mesozóico. A hipótese de uma provável rotação no início da 0 deformação não se confirma, por não terem sido até o presente momento observados elementos es- truturais característicos da fase pré-deformacional que teria atuado sobre o embasamento gnáissico. Os principais elementos estruturais observados, reforçam a proposta de descolamentos de metas- sedimentos sobre o assoalho siálico, onde o trans- porte de massa deu-se de SE para NW. Os mergu- lhos opostos diametralmente das lineações de esti- 270 90 ramento (Lx) nas bordas desta estrutura, corrobo- ram a interpretação acima e mais, podem também aventar a possibilidade destas estruturas terem se comportado, à época das deformações dúcteis, como produtos das rugosidades ou sinuosidades das linhas de propagação dos movimentos hori- zontais. Outros Elementos Estruturais 180 A lineação de estiramento mineral (Lx), contida SISTEMA PALEO - VERSÃO 2.1 AZIMUTE DO VETOR MÉDIO - 107º56’ no plano da foliação, orienta-se preferencialmente CPRM/SUREG - BE MÓDULO DO VETOR MÉDIO - 125,7420 na direção WNW-ESE (figura 3.4), com caimento ESCALA 1:5 ÍNDICE DE CONSISTÊNCIA - 51,3232 suave para ESE. Pequenas variações em sua dire- Nº DE MEDIDAS - 245 DESVIO-PADRÃO - 0,0281 ção preferencial são atribuídas a mundanças locais do transporte tectônico ou a rotações ligadas a zo- Figura 3.4 – Sentido de caimento da lineação de nas de cisalhamento transcorrente, enquanto que estiramento (Lx). – 30 – SB.22-Z-B (Xambioá) SUPRACRUSTAIS indicadores cinemáticos para a caracterização da RAMPA movimentação preferencial de massa do Cinturão NW LATERAL SE Araguaia. RAMPA Assim, os arranjos espaciais da foliação e da li- FRONTAL neação, deduzidos a partir da análise de critérios cinemáticos, indicam transporte preferencial de massa de ESE para WNW, ao longo de zonas de ci- Lx salhamento, com caráter de cavalgamento oblíquo. A evolução tectônica dos litótipos do Cinturão EMBASAMENTO ZONA DE Araguaia é entendida através de um evento de de- ARQUEANO DESLOCAMENTO formação, progressivo e dúctil de baixo ângulo, en- TERRENOS GRANITO-GNÁISSICOS volvendo duas etapas principais de movimentação. A movimentação inicial associa-se ao desenvol- SEQÜÊNCIAS DO TIPO GREENSTONE BELT vimento da foliação, da lineação de estiramento e dos sistemas imbricados de cavalgamentos dúcteis COBERTURAS METASSEDIMENTARES (rampas frontais), que ocasionaram inversões es- tratigráficas, transposição no quadro de isócronas Figura 3.5 – Modelo de evolução crustal em regime de e propagação de rampas laterais (figura 3.5). For- cisalhamento dúctil mostrando a evolução de faixas mam zonas mais ou menos deformadas e dobras delaminadas e/ou imbricadas (modificado de Coward, de arrasto, configurando um padrão amendoado, 1960, in Nicolas, 1984). em escala regional, aos lineamentos estruturais. A segunda movimentação envolve a formação de uma segunda geração de cavalgamentos dúcteis, normais, em geral com direção submeridiana, for- impondo dobramentos aos planos da foliação e de mados pela reativação de zonas de cisalhamentos descolamentos. É responsável pela formação dos do Cinturão Araguaia. megadobramentos regionais, expressos pelas es- Segundo Costa et al. (1991) a evolução estrutural truturas de Xambioá, Lontra e Andorinhas-Martírios da Bacia do Parnaíba é marcada pelo registro de e pelo desenvolvimento de uma clivagem de crenu- dois eventos tectônicos extensionais distintos (figu- lação, mais proeminente nos metassedimentos da ra 2.3), O primeiro, com eixo NW-SE, teve início no Formação Couto Magalhães, onde aparece paraleli- Ordoviciano e possibilitou a formação de falhamen- zada ao plano axial de dobramentos da foliação. tos normais de direção N-S associados a falhas de Os elementos estruturais característicos do regi- transcorrência NW-SE. Uma fraca inversão da ba- me rúptil encontram-se bem impressos nos quartzi- cia é registrada no Carbonífero Médio, modificando tos da Formação Morro do Campo, mormente nos a movimentação dos falhamentos. O segundo, com que amoldam a estrutura dômica de Xambioá, cór- eixo ENE-WSW, iniciou-se no Jurássico, incorporou rego Poção. Neste local, observam-se estruturas do movimentação extensional aos faIhamentos sub- tipo pull-apart com diversos estágios de movimenta- meridianos e desenvolveu os falhamentos transcor- ção, estruturas tipo “rabo-de-cavalo”, estruturas do tipo rentes de direção NE-SW. A este último evento são romboédrica, juntas escalonadas (tension gashes) (fo- correlacionados os derrames e diques de diabásio tos 21 a 25). Juntas de alívio, suborizontais, observá- e as estruturas do tipo graben, presentes na parte veis em afloramentos de grande porte, escavações central da folha, onde afloram sedimentos conti- e pedreiras, refletem a ação erosiva. nentais da Formação Rio das Barreiras. Movimentos epirogenéticos positivos, de idade 3.3 Estruturas Fanerozóicas pleistocênica, seriam os responsáveis pela forma- ção de cachoeiras ao longo do rio Araguaia, de es- A estruturação relacionada ao Fanerozóico, den- carpas de falhas, de terraços suspensos e pelo atual tro da área estudada, é definida por falhamentos nível de erosão. – 31 – SB.22-Z-B (Xamb io á) 4 GEOLOGIA ECONÔMICA/METALOGENIA 4.1 Jazim ent os Min er ai s Mon az it a ocorr e em veio pegm at ít ic o ca u li niz a - do, enc ai x ad o em mic ax ist os alt er ad os na lo ca li da- Na Fo lha Xam bi oá for am cat al og ad os 48 jaz i - de de Água Branc a, a 7km a sud oe st e da cid ad e de ment os mi ne ra is, em sua ma i o ria ocorr ênc ias e/ou Xam bi oá (Sant os, 1983). Os crist ai s ge ral ment e ga rim pos aband on ad os. Foi cad ast rad a uma únic a são eué d ric os, de cor marr om-averm el ha do, com ja zi da (márm or e), cuja lav ra enc ont rav a-se em fase dim ens ões, às ve zes, cent im ét ric as, e ocor rem as- fi nal de inst al aç ão para prod uç ão de pó calc ár io de soc ia d os com rut il o, zirc ão e turm al in a. Aind a se - uso agrí co la (foto 2). gun do Sant os (op. cit.), tant o os pegm at it os quant o So men te dois gar imp os, em se tem bro/91, est a- as enc ai x ant es for am afet ad os por so lu ções hid ro - vam em ati vi da de, am bos ded ic ad os à exp lor aç ão term ai s tard ia s que alt er ar am os felds pat os e as mi - de crist ai s de quartz o. cas, form and o ca u li ni ta nos pegm at it os e fuch si ta nos mic ax ist os en ca i xan tes. 4.1.1 Min er ai s Met ál ic os e Met ai s No bres Uma ocorr ênc ia de ferr o, na form a de es pe cu lar i - ta, foi cad ast rad a na faz end a Jand ai a, a oes te da For am rel ac io n ad as cinc o ocorr ênc ia s, (send o fol ha. Ocorr e de form a irr eg ul ar, com crist ai s de di - duas de níq uel), uma de mo na zi ta, duas de xe no ti- mens ões cent im ét ric as, dist rib uí d os sub-ra di al- ma e duas de ferr o (est as últ im as inéd it as) e dois in- ment e. Asso cia-se a fa lha de transp urr ão que co lo - dí ci os de min er al iz aç ão de níq uel de tec ta dos em ca pac ot es da Assoc ia ç ão Máf ic a-Ultram áf i ca da anál is es quím ic as efet ua d as em ser pen ti ni tos da Serr a do Tapa em cont at o com met ass e dim ent os serr a do Tapa e ref let em, ant es, teo r es norm ai s do Grup o Bai x o Arag uai a. Lo cal men te, ocor rem si - para est as roc has, do que prop ria m ent e val or es lex it os, met ac ong lom er ad os pol im ít ic os, ga bros e anôm al os. fil it os da Unid ad e Serr a do Tapa. Vei o s pegm at óid es, loc al iz ad os na marg em dir ei - A out ra ocorr ênc ia de ferr o, cad ast rad a por Ma - ta do rio Sor or ó e na bord a sul da serr a das Andor i- cam bi ra (1983), na serr a da Ame tis ta, aloj a-se nos nhas, abrig am xen ot im a (YPO4) em meio ao cau l im gnai ss es migm at iz ad os do Comp lex o Col méia. É prov en ie nt e da alt er aç ão dos felds pat os (Sil va et com pos to por crist ai s irr eg ul ar es de hem a ti ta e al.,1974). magn et it a. – 33 – Pro gra ma Le van ta men tos Ge o ló gi cos Bá si cos do Bra sil 4.1.2 Min er ai s Não-Met ál ic os Indust ria i s event o met am órf ic o-def orm at iv o dúct il-rúp til e alo - jad a em enc ai x ant e const it uí d a de quart zo mi ca xis- Ocor rên ci as de crist al-de-roc ha for am inc lus as to felds pát ic o da Form aç ão Xamb io á 1. Rest os de como não-met ál ic os, por dest in ar em-se princ ip al - aren it os ferr ug in os os da Form aç ão Pim en tei r as são men te para a ind úst ria elet ro-elet rôn ic a, aind a que obs erv áv ei s nas red ond ez as. ten ham aprov ei t am ent o sec und ár io como ped ra Se gun do inf orm aç ões loc ai s, o aprov ei t a men to sem ip rec io s a. dess a opal a na ind úst ria de bi jou te ri as é prej ud i ca- Os gar imp os lav ram vei o s com est rut ur a, text ur a do dev id o ao alto grau de frat ur am ent o, o que tam- e dim ens ões var ia d as, dist rib uí d os princ ip alm ent e bém li mi ta o seu uso para out ros fins. na reg ião de Xamb io á. As esp ess ur as va ri am de cent im ét ric as a mé tri cas, com os crist ai s de mai o r 4.1.3 Mat er ia i s de Const ruç ão Civ il tam an ho ocu pan do ger alm ent e o cent ro dos fil ões. Assoc ia d as ao quart zo ocorr em musc ov it a, feld spa- Os prin ci pa is núc leo s hab it ac io n ai s re gi o na is uti- tos, turm al in a (afriz it a) e sec und ar ia m ent e, he ma ti - liz am-se de mat er ia i s bás ic os para const ru ção ci vil, ta, ame tis ta, fluo r ap at it a e clor it a. Se gun do Sant os ob ti dos em sua ma i o ria nos rios, rib ei r ões e córr e gos (1983), “as zon as ext ern as dest es cor pos exib em da reg ião. No cur so dest es são ex plo ra dos: o cas ca- in ter cres ci men tos de alb it a e quartz o, às vez es lho, a arei a e a arg il a; os dois pri me i ros uti li za dos no com text ur a grá fi ca e con cen tra ções loc ai s de epí- prep ar o de arg am ass a e a arg il a, por peq uen as ola- dot o”. Além diss o, obs erv ou tamb ém que a atua ç ão ria s para fab ric aç ão de tij ol os e tel has. de pro ces sos hid rot erm ai s post er io r es, atua nd o Bloc os e mat ac ões de mic ax ist os e lat er i tas são nas roc has en ca i xan tes, ter ia prov oc ad o nas bor - usad os nas fund aç ões de ca sas, pont es etc. Con - das dest es cor pos epid ot iz aç ão e felds pat iz aç ão. creç ões lat er ít ic as têm amp lo em pre go como rev es - Os crist ai s de quart zo pod em form ar acu mu la - tim ent o e aterr o nas rod ov ia s e est rad as vi cin a is. ções col úv io-eluv io n ai s (gar imp os da cid ad e de Qua rtz it os forn ec em plac as de re ves ti men to de Xamb io á, Manc hão do Meio e Chap ad a). Tais dep ó - cas as e ruas. sit os for am ob je to dos prin ci pa is gar imp os du ran te Ocor rên ci as res tri tas de calc ár io (Form a ção Pe- as déc ad as de 50/60, mola de um imp uls o no des en- dra de Fogo), como a loc al iz ad a 4km a nor te da vol vi men to reg io n al da époc a. Atua lm ent e, essa ati- Arag uan ã, for am ex plo ra das rud im en tar men te vid ad e enc ont ra-se em franc a ret raç ão; aind a as - como ca i e i ras. sim, por ocas ião dest e lev ant am ent o, ent re maio e ou tu bro/91, for am reg ist rad as la vras em dois loc ai s: 4.1.4 Insu mos para Agric ult ur a Reb oj o e córr eg o Pisc in a, nas quai s eram ex plo ra - dos meg ac rist ai s (foto 26). Poss ant es vei o s de Na reg ião de Chap ad a, 12km a lest e da cid a de de quartz o são tamb ém obs erv áv ei s nas marg ens dos Xamb io á, ocorr em lent es de márm or e int er cal a das rios Mu ri ci zal (foto 27) e Arag uai a. nos me tas se di men tos do Grup o Bai x o Ara gua ia - A amet ist a pode ocorr er ass oc ia d a ao cris- Form aç ão Xamb io á. tal-de-ro cha, ger alm ent e na form a de drus as e geo - A Comp an hia Vale do Rio Doce, atrav és da sua dos, com cor averm el had a, gra dan do para lil ás, de subs id iár ia DOCEGEO, pesq uis ou a área em 1982. tam an hos cent im ét ric os e bem fa ce ta dos. Estes Dest es trab al hos res ult ar am as seg uint es re ser vas: dep ós it os pri má ri os rest ring em-se às áre as gnáis - (ver quad ro a seg uir). sic o-migm at ít ic as (Comp lex o Colm éia) ou a seus bord os. Tipo de Calc ár io Cal cá rio Calc ít ic o Cal cá rio Do lo mít i co Na per if er ia de São Ge ral do do Arag uai a (faz en - Res erv as (ton.) (ton.) da Charq ue, do Sr. Ma no el Ambrós io) foi cad ast ra - Res erv as Med id as 20.736.324 3.698.244 da uma ocorr ênc ia de opal a em uma cata aband o- Res erv as Indic ad as 13.154.616 5.388.336 nad a de 8mx5m. Este agreg ad o cript oc rist al in o Res erv as Inf er id as 11.877.435 708.766 tem form as irr eg ul ar es, des env olv end o text ur as/es - Tot al 45.768.375 9.795.346 trut ur as bre chói des gross as mui t o fra tu ra das. A cor Total Ger al 55.563.721 - dom in ant e é o amar el o-cast an ho com vên ul as bran cas, verd es, azui s etc, est amp and o um arr anj o OBS.: Lim it e ent re calc ár io calc ít ic o e dol om ít ic o - 5% de MgO. comp let am ent e irr eg ul ar. Bloc os de hem at it a tam - bém for am obs erv ad os. Essa ass oc ia ç ão mi ne ra ló- A DOCEGEO des env olv eu uma sér ie de es tu - gic a foi ger ad a, prov av elm ent e, por oca sião do dos: pesq uis a bib lio g ráf ic a, int erp ret aç ão de fot os – 34 – SB.22-Z-B (Xam bi oá) e de imag ens div ers as; for am abert os 98km de pi- emb ut id os tect on ic am ent e nos met ass e di men tos cad as, esp aç ad as de 20mx20m, col et ad as 961 do Grup o Bai x o Arag uai a. amost ras de calc ár io (márm or e), e ident if ic ad os 15 Área III – Cont emp la vei o s de crist ai s de quart zo corp os; for am perf ur ad os (son da gem ro ta ti va a dia - em zon as de transc orr ênc ia s re gi o na is com di re- mant e) 440,56m. ção NW-SE; tend o cont in ui d ad e para a fo lha vi zi - O márm or e ocorr e em form a de lent es cuj as di- nha onde ocorr em vár io s gar imp os sem el han tes. mens ões va ri am de pouc as cent en as de met ros a Áreas IV e IVa – As alu viões dos rios Mu ric iz al e corp os de ca mé tri cos, int erc al ad os aos mic ax ist os Lont ra, for am ga rim pa das para dia m ant e em déc a- felds pát ic os e quartz it os do Grup o Estrond o. Têm cor das pass ad as. As ind ic aç ões são fa vo re ci das por bran ca a cinz a, gran ul aç ão méd ia a gros sa e text ur a ser a Form aç ão Rio das Bar re i ras corr e lac io nad a sac ar oi d al; vên ul as de cal ci ta re cris ta li za da rec ort am às form aç ões Ita pe curu, Uruc ui a e Par ec is, not a da - a xis to si da de e/ou a lam in aç ão plan o-par al el a. men te port ad or as de dia m ant es. Por tra tar-se de Em 1991 esta jaz id a est av a re ce ben do inf ra-es- grab en loc al iz ad o em bord a de ba cia int rac ra tô ni- trut ur a ind ust ria l para a oper aç ão de lav ra e be ne fi- ca seu pot enc ia l é alarm ad o. cia m ent o (mo a gem), de modo a atend er a enorm e Área V – Zona ga rim pe i ra, pio n ei r a na ex plo ta - dem and a reg io n al por ins um o agríc ol a. ção de crist al-de-roc ha nas déc ad as de 50/60. Out ras três ocorr ênc ia s de már mo re, int erc al ad as Conc ent raç ões irr eg ul ar es de bloc os em elú vi os e em meio aos met ass ed im ent os do Grup o Bai x o Ara - col úv io s com esp ess ur as méd ia s de 2m. guai a, não têm suas car act er íst ic as con hec id as: loc al i - Área VI – Cor pos lent ic ul ar es de márm o res, ca - zam-se na faz end a Indep end ênc ia, a 10km a sul de ract er iz ad os como dep ós it o pela DOCEGEO (1982), Xamb io á; na faz end a Sant a Isab el, a 8km a nort e de com 45 mil hões de ton el ad as de calc ár io calc ít i co e São Ge ral do do Arag uai a; e no rio Ga me le i ra, a 21km a 9 mil hões de ton el ad as de calc ár io dol om í tic o. oest e do pov oa d o de Sant a Isab el do Arag uai a. Área VII – A pres enç a de prat a nat iv a é rel ac io na- da, prov is or ia m ent e, com pro vá ve is cor pos (não 4.1.5 Pe dras Pre ci o sas ma pe a dos) máf ic o-ult ram áf ic os aloj ad os tec ton i- cam ent e ent re os met ass ed im ent os do Gru po Ba i - For am ca ta lo ga das seis ocorr ênc ia s de dia m an- xo Arag uai a. te, to das rel ac io n ad as com dep ós it os alu vi o na res la - Área VIII – Abrang e os lim it es da Form a ção Pe - vrad os por mét od os de gar imp ag em. É uma ativ id a - dra de Fogo que poss ui nív ei s de cal cá ri os em sua de int erm it ent e de peq uen a exp ress ão, haja vist a base, bem car act er iz ad os na fo lha viz in ha a nort e. que, du ran te o pe río do de camp o, so men te um ga- Área IX – É des ta ca da por apres ent ar vá rio s ga - rim po est av a em franc a ativ id ad e (rib ei r ão das La - rimp os aband on ad os de dia m ant es em terr a ços la - jes). lnform aç ões verb ai s ob ti das em Xam bi oá rel a - ter ít ic os e um ga rim po int erm it ent e em aluv ião, loc a - tam que as cac hoe i r as do rio Arag uai a são ex plo ra- li za dos a lest e de uma ext ens a fal ha de gra vi da de. das even tu al e esp or ad ic am ent e, des ta can do-se as de São Mig uel, Sant a Cruz e Sant a Isab el. Indí ci os Geo q uím ic os A prod uç ão é mui t o ir re gu lar e pe que na, e os re- gis tros são qua se nul os, lim it and o-se a in for ma- Os prin ci pa is in dí ci os geo q uím ic os loc al i zam-se ções de mor ad or es da reg ião. na porç ão nor te-nor des te da fo lha. As duas prin ci pa is áre as de li mi ta das en con- tram-se no li mi te nort e, tra tan do-se de da dos re fe ren- 4.2 Me ta lo ge nia Prev is io n al tes a con cen tra dos de ba te ia para Au e Ag; se di men- tos de cor ren te rev el ar am Cu e Zn anôm al os de 1ª or - Área s Ia e Ib – Englob am toda a área ma pe a da dem. As dem ai s áre as en glo bam bac ia s hi dro gráf i- como Assoc ia ç ão Má fi co-Ultra má fi ca da Serr a do cas com uma únic a amost ra de conc ent rad o de ba tei a. Tapa, com dest aq ue para os li tó ti pos máf ic os-ult ram á- Interp ret a-se que o Au es te ja rel ac io n ad o com ati vi- fic os pass ív ei s de por ta rem Ni, Co, Cr, Fe, Cu na form a dad es hid rot erm ai s as cen di das atrav és de zon as de de sul fe tos e Ni em con cen tra ções sup erg ên ic as. in ten sas mov im ent aç ões tect ôn ic as, cons ubs tanc i a - Área II – Con di ci o na da fort em ent e por elem ent os das em transc orr ênc ia s de dir eç ão NW-SE e em pur- tect ôn ic os (transc orr ênc ia s e emp urr ões), não des - rões orie nt ad os se gun do N-S. Prov áv el orig em de Ag, cart and o uma fil ia ç ão sup erg ên ic a (Iat er it os) para Cu e Zn pode est ar rel ac io n ad a a sul fe tos de pe que- Au. Prat a nat iv a tem a sua orig em atri bu í da, prel im i- nas lent es alóct on es da Form aç ão Xamb io á 1, port a - narm ent e, a peq uen os cor pos máf ic o-ult ram áf ic os dor a de cor pos máf ic o-ult ram áf ic os. – 35 – SB.22-Z-B (Xamb io á) 5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES As inf orm aç ões con ti das nest e doc um ent o e as b) o reg im e tect ôn ic o princ ip al ser ia com press i - in ter pre ta ções elab or ad as de acord o com a atua l id a- vo oblíq uo com transp ort e de mas sa de SE para de das ciênc ia s geo l óg ic as, serv ir am para cont rib ui r NW; no sent id o de avanç ar na cart og raf ia e no ent end i - c) a atua ç ão prog ress iv a dos esf orç os com pres- men to da evol uç ão geo l óg ic a dest a reg ião, sab en - si vos ger and o pro ces sos de cis al ham ent o dúc til de do-se que a com ple xi da de da área exig e mai o r grau bai x o âng ul o prod uz iu, como fe i ção est ru tu ral prin- de pesq uis a e de ta lha men to. A seg uir são re la ta das cip al, a fol ia ç ão de transp os iç ão e/ou mil on í tic a as prin ci pa is cont rib ui ç ões adv ind as dest e trab al ho: com merg ul hos su a ves a mod ern os para lest e-su- 1) As roc has map ea d as no âmb it o da Fo lha Xam- dest e; bio á ins er em-se na meg ae st rut ur a da Amaz ôn ia d) a li ne a ção de es ti ra men to min er al (Lx) ali - Ori en tal ocu pan do uma imp ort ant e porç ão do Cin- nha-se, reg io n alm ent e, se gun do NW-SE com mer - tu rão Arag uai a e da Ba cia do Parn aí b a além de fra- gul hos coi nc id ent es da fol ia ç ão; ções do Cin tu rão Itac ai ú n as; e) di ver sos elem ent os est rut ur ai s, obs er va dos 2) Estes con jun tos ins er em-se em dom ín io s crus - ao long o das prin ci pa is zon as de def orm aç ão con- tai s, int erm ed iár io a sup er io r, onde, no prim ei r o, fo- subst anc ia r am o ent end im ent o dos reg im es tec tô - ram ger ad as cond iç ões de met am orf ism o reg io n al nic os atua nt es, bem como corr ob or ar am para a var ia nd o do grau an fi bo li to bai x o à xis to-ver de para cons ol id aç ão do sent id o do mov im ent o de mas sas os cint ur ões Arag uai a e Itac ai ú n as. prin ci pal de SE para NW. Os prin ci pa is ele men tos No do mí nio sup er io r, prev al ec er am as cond i- de tec ta dos for am: es ti ra men to de cor pos ge ol ó gi- ções da crost a sup er io r, com sed im ent os send o cos, re la ções S/C, dob ras em bai n ha, do bras ass i- afe ta dos por pro ces sos di a ge né ti cos; mét ric as, sig mo i da is de crist ai s, est ricç ão de quart - 3) A princ ip al unid ad e tect on o-est rut ur al que ocor- zo, dob ras romp id as etc; re nest a fol ha é o Cin tu rão Arag uai a e dele conc lui-se: f) os prin ci pa is plan os de mov im ent aç ões tec tô- a) trat a-se de um cin tu rão de cis al ham ent o reg io - nic as são trad uz idos por transp urr ão de ori ent aç ão nal de prov áv el idad e pro te ro zói ca, res ult ant e da N-S e transc orr ênc ia s NW-SE, car ac te ri zad as col is ão con ti nen tal oblíq ua ent re os bloc os Arag ua - como ram pas front ai s e ram pas la te ra is, res pec ti- cem a a oest e e Por ang at u a lest e; vam ent e; – 37 – Pro gra ma Le van ta men tos Ge o ló gi cos Bá si cos do Bra sil g) as zon as de des co la men to que prop ic ia r am o norm ai s ger ad as em amb ie nt e sem el han te a ilhas ar ran jo esp ac ia l map ea d o, tamb ém for am in ter pre- oceân ic as, não tend o, se gun do os pad rões quí mi - tad as como as sup erf íc ie s que bal iz am os lim it es cos, nen hum a afi ni da de com as seq üênc i as do tipo en tre as prin ci pa is unid ad es, des ta can do-se os ter- gre ens to ne belt; ren os gran it o-gnáiss ic os (em ba sa men to) dos me- 4) A Ba cia do Parn aí b a apres ent a em sua car to - tass ed im ent os da co ber tu ra (Grup o Bai x o Arag uai a). graf ia um conj unt o de fa lhas norm ai s, par a le las de Estas zon as de mov im ent aç ão de mass as prop ic ia - dir eç ão N-S em sua bord a, e mais a oest e um con- ram o des env olv im ent o de meg ad ob ras do tipo junt o de grab ens des ta can do-se a área de ocor rên- nap pe para as est rut ur as da serr a das Andor in has- cia da Form aç ão Rio das Barr ei r as, corr el ac i o ná vel Mart ír io s e Lont ra. A est rut ur a dô mi ca de Xamb io á é à Form aç ão Itap ec ur u; ent end id a como prod ut o dest a mov im ent aç ão, de- 5) O po ten ci al met al og en ét ic o da área po de rá ser vid o à prov áv el sin uo s id ad e pos it iv a da su per fí cie inv est ig ad o com base nas áre as del im it a das com do emb as am ent o, que ter ia serv id o de “as so a lho” ênf as e para ouro cuja orig em pode est ar rel a cio na - para o desl iz am ent o da cob ert ur a met ass ed im en - da com pro ces sos hid rot erm ai s, carr ea d os atrav és tar; dos fal ham ent os de em pur rão e transc orr ên cia s as- h) no con tex to do Grup o Bai x o Arag uai a, foi ind i - soc ia d as ou a con cen tra ções epi ge né ti cas em su - vid ua l iz ad a uma unid ad e com car act er íst ic as de perf íc ie s lat er iz ad as. Apes ar da int ens a ati vi da de hi - seq üênc ia vulc an o-sed im ent ar, den om in ad a de drot erm al re gis tra da na porç ão lest e do Cin tu rão Form aç ão Xam bi oá 1, apre sen tan do ass in at ur a ae - Arag uai a, princ ip alm ent e na reg ião das es trut u ras ro mag né ti ca próp ria. Este conj unt o com amp la va- dôm ic as, não for am ali de tec ta das anom al i as para ri e da de li to ló gi ca, apres ent a-se com grau met a- Au e met ai s-base, como ser ia de se es pe rar, ten do mórf ic o bai x o a méd io, e tect on ic am ent e enc on - em vist a o sup ort e geo l óg ic o-tect ôn ic o fa vo rá vel. tra-se fort em ent e def orm ad o com vár io s nív ei s de A evol uç ão do con hec im ent o geo l óg ic o re sul tan- esc am aç ões e imb ric am ent os de seus lit ót ip os e te dest e tra ba lho perm it iu que se cheg ass e a um ní- uni da des vi zi nhas. A nat ur ez a do vulc an ism o bás i- vel tal que, anal is ad os de man ei r a crit er io sa, in du - co foi car act er iz ad a como tol ei í t ic a. Atrav és da lit o - zem a uma sér ie de ques ti o na men tos, tor nan do-se ge o quí mi ca não foi poss ív el afirm ar tax at iv am ent e nec ess ár io s est ud os e pesq uis as adic io n ai s; nes te o amb ie nt e ge ra dor. As amost ras cont emp lam, em cont ext o rec om end a-se que: div ers os grá fi cos, am bi en tes var ia d os como: 1) As áre as map ea d as como Form aç ão Xam bi oá arco-de-ilhas mod ern os, crost a oceâ ni ca bas ált ic a 1 e Assoc ia ç ão Máf ic a-Ultram áf ic a Serr a do Tapa, e int rap lac a, send o este úl ti mo o que mais se apro- mer ec em lev ant am ent os geo l óg ic os, ge of í sic os e xim a, de acord o com Souz a & Marq ues (1993); geo q uím ic os mais det al had os em es ca la i) o Grup o Bai x o Arag uai a é aqui ent end id o como 1:100.000; uma unid ad e de po si ta da em um únic o cic lo sed i- 2) Con co mi tan te com o det al ham ent o ge o ló gi co ment ar, send o que a man ut enç ão form al das no - das unid ad es acim a ref er id as, dev em-se pro gra - men cla tu ras foi no sent id o de resp ei t ar os term os já mar est ud os li to ge o quí mi cos mais acur ad os para cons ag rad os na lit er at ur a geo l óg ic a reg io n al; comp ar ar a prov áv el co ge ne ti ci da de ent re os di - j) na porç ão SW da fol ha foi ind iv id ua l iz ad a a ver sos lit ót ip os e as ass oc ia ç ões do tipo vul ca - Asso ci a ção Máf ic a-Ultram áf ic a da Serr a do no-sed im ent ar que en con tram-se em bu ti das tect o- Tapa, comp ost a por derr am es bas ált ic os com nic am ent e nos met ass ed im ent os do Grup o Bai x o pill ow-lav as, pel it os/psam it os com int erc al aç ões Arag uai a. Em virt ud e da alta freq üênc ia des tas as- de se di men ta ção quí mi ca (me ta chert-quartz it o fer - soc ia ç ões, som ad as com a sua imp ort ân cia met a - ríf er o). Esta unid ad e, além de poss ui r exp ress ão to - log en ét ic a para met ai s-base, ouro e met a is do Gru- pog ráf ic a co in ci den te com lev ant am ent os aer o - po da Plat in a, além da im por tân cia téc ni co-ci en tí fi- magn et om ét ric os é resp ald ad a por da dos da geo - ca rea lç am a sua pri o ri da de para trab al hos fu tu ros; quím ic a reg io n al de sed im ent os de cor ren te e con - 3) Dat aç ões geo c ron ol óg ic as dev em ser efe - cent rad os de bat ei a. Tec to ni ca men te esta ass oc ia - tua d as nest as ass oc ia ç ões vul ca no gê ni cas, ção enc ont ra-se em pos iç ão alóct on a dada pel os bem como em suas equi va len tes eng as ta das no fal ham ent os de em pur rão N-S e transc orr ênc ia s Comp lex o Col méia que, nest e tra ba lho são int er - oblíq uas, além de out ros ind ic ad or es cin em át ic os. pret ad as como rest os de terr en os do tipo gran i - O grau me ta mór fi co é bai x o (xist o-verd e). Os da- to-gre ens to ne; dos lit og eo q uím ic os in di ca dos, se gun do Sou za & 4) Rec om end a-se que nos det al ham en tos das Marq ues (1993), trat ar em-se de roc has tol ei í t ic as zon as anôm al as geo q uím ic as, as anál is es quí mi - – 38 – SB.22-Z-B (Xamb io á) cas sej am re a li za das atrav és de mét od os de mai o r crust al usad o para exp lic ar o arr anj o esp a ci al/tem - prec is ão, com men or li mi te de sen si bi li da de, para po ral das unid ad es map ea d as. O per fil su ge ri do se- que elem ent os como o Au poss am, em alg uns ca - ria do ext rem o-SW (Comp lex o Xing u) pass an do pela sos, ser de tec ta dos com mai o r grau de seg ur anç a; Serr a do Tapa, grab en da Form aç ão Rio das Bar re i - 5) Le van ta men tos gra vi mé tri cos são ind ic ad os ras, mic ax ist os do Grup o Bai x o Arag uai a, com ra mi - para cons ubstancia r o mod el o de del am in aç ão fic aç ão pela est rut ur a dôm ic a da serr a do Lont ra. – 39 – SB.22-Z-B (Xambioá) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, F.A.M. de. Estrat ig raf ia e evol uç ão est rut u - GEOL., 34. Goi ân ia, Soc. Bras. Geol, 1986. (3): ral do seg men to set ent rio n al da fai x a de do bra- 1.269-1.277. ment os Par ag uai-Arag uai a. Tese de Mes tra do. ALMEIDA, H.G. et al. Proj et o Espec ia l Ma pas de Bel ém, UFPa/NCGG. 1978. 90 p. Re cur sos Min er ai s, Sol os e Ve ge ta ção para a ABREU, F.A.M. de; HASUY, Y. 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NQ 24, p. 95-106. – 45 – SÚMULA DOS DADOS DE PRODUÇÃO 1 – Map ea m ent o Geo l óg ic o Área est ud ad a (km2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000 Cam in ham ent o geo I óg ic o (km) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.320 Aflor am ent os est ud ad os . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 372 Amos tras col et ad as. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212 Anál is es pet rog ráf ic as. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 Anál is es quím ic as de roc has . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Cad ast ram ent o min er al . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 2 – Geo q uím ic a Sed im ent os de cor ren te (395 amost ras do PGBC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 586 Con cen tra dos de ba te ia (nº de amost ras). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 3 – Geo f ís ic a Interp ret aç ão de da dos aer om agn et om ét ric os e aer oc int il om ét ric os (km2) . . . . . . . . 18.000 Foto 1 Foto 2 Fazenda Sinhá Moça (LM-100) – Aspecto da ocupa- (LM-12) – Usina Moageira de calcário em fase de ção irracional promovida pela atividade agropastoril. instalação, próximo à cidade de Xambioá. Foto 3 Foto 4 (RO-07) – Aspecto dos metaconglomerados (JO-41) – Anfibolito fino, exibindo feições de oligomíticos da Formação Morro do Campo. feldspatização superposta, Formação Xambioá 1. Foto 5 Fotos 6 e 7 (RO-07) – Quartzitos da Formação Morro do Campo (LM-56) – Quartzitos da Formação Morro do Campo mostrando o acamamento (S0) paralelo ao plano da com estruturas tipo sand wave (06) e estratificações foliação (S1). cruzadas bidirecionais (07). 2km a leste da fazenda Boqueirão. Foto 7 Foto 8 (LM-95) – Metarcóseos da Formação Couto Magalhães exibindo estratificações cruzadas e plano-paralela. Fotos 9 a 11 Foto 10 (AJ-34) – Aspecto das estruturas tipo pillow-lava dos metabasaltos da Associação Máfica-Ultramáfica Serra do Tapa aflorantes na fazenda Escondida. Foto 11 Foto 12 (LM-63) – Aluviões arenosas com estratificação plano-paralela e cruzada de baixo ângulo. Fazenda Capingo, rio Lontra. Foto 13 Foto 14 Padrão de dobramento da foliação S1, localmente (JO-40) – Estiramento de grãos de quartzo (Lx) mostrando transposição e eixos de dobras (S1) de alto observáveis em quartzitos da Formação Morro do ângulo, paralelos à lineação de estiramento, Campo, margem direita do ribeirão Xambioazinho. fazenda Sagana (LMM-19). Foto 15 Fotos 16 e 17 (LM-85) – Mobilizados quartzosos com boudinagem e (RO-01) e 17 (LM-20) – Mobilizados quartzosos estrutura tipo “cabo de guarda-chuva”. mostrando boudinagem e diferentes estilos de dobramentos da foliação S1, em xistos feldspáticos da Formação Xambioá. Foto 17 Fotos 18 e 19 (RO-01) – Estruturas tipo tension gashes evidenciando a deformação progressiva diferenciada que atuou sobre os metassedimentos do Grupo Baixo Araguaia. Foto 19 Foto 20 (LM-85) – Deformação tangencial em clastos de meta- conglomerado, originando sigmóide. Fotos 21 a 25 Foto 22 (Xambioá - Balneário Poção) – Exemplos de estruturas rúpteis em quartzitos da Formação Morro do Campo: (21) Duplex; (22) Rabo-de-Cavalo; (23) Amendoada; (24) Escalonada e (25) Tension Gashes. Foto 23 Foto 24 Foto 25 Foto 26 (LM-84) – Aspecto da atividade garimpeira, na exploração de cristais-de-rocha. Córrego Piscina, próximo a Araguanã. Foto 27 Detalhe de megacristais de quartzo em veio localizado na margem direita do rio Muricizal (Balsa). l l l l l l  l argem l Córr. da V l l o Vela me l e ór reg órr. d l Rib. C l l C l n l l l ra l . l l l l l l G b l d as l Ri l l l l . l Rib l orr o l M l l l l l l l l ll l l l l l l l l l a l l gu a lRio ord lC l l l Á ll l ll l l l l r. Có r l l l l l l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l as nh ira órr.C ipó o P C Ri 91-2 TO de l anGr rr. Ra posa ra Lag o i C ó l p ucu Rib . S l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l l l l l l ll l l l l ll l l l l l l l l ord a l C l l l l l l l l ll l l l l l l l l . Tri nta  rr ll l Có po Córr.do Garim l  SERRA AZUL l l   l l    l   A       l   IN G    T      -C A  A        TI R  A   R     SE R  86 DE ntr a -3O  VER  . o T Rib L    Rio      Có rr. a ele ir m a Ga -38 8 bic   TO am A 53 / . X  AMET IST  1 ib  BR - R RA DA  ER Rio S              rra .     Se  Rib      aje        L RR A    E      S   a     Gr ot  Lontra             s Ri o a um3 -15  h  In  3/P A -15    BR  86  -3 Rib. b TO d  l  iza   Rio Mu ric  l l l l l l l l  l  l l l iciz a    ur l  Rio Ma  l l or l ób l Ab l l l l l l l l l l l l l . Pac u l Córr l l       os ng   i  om  rozin ho   D   o o l Soro i  tôn S ã   An Rib. . l Rio órr . S C l l l l l l l ro l Ou l o l d l l l   l l l l l o l l    órr . Ric ll l l l C l ll l    Rib.do Tonico ou  d o  l       l l        l l l l l  Soro ró o Ri                             Itaipavas     . eboji rira nha Rib R nh Ao ou        Ig.         gaa    z n  o    G  ib . R                            alva  D tre la   Es                                o     os d ar    C                                                        iga     rt  U  a d            da    cuíb a a a ot   M Gr        Ig.                 o    fúg i  Re órr. Jat obá  C                                                                                                                                                                                                                                                MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL CARTA GEOLÓGICA FOLHA SB.22-Z-B XAMBIOÁ CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL FOLHA XAMBIOÁ - SB.22-Z-B 49º30' W. GREENWICH 680 15' 700 CARTA GEOLÓGICA - ESCALA 1:250.000 - ANEXO I720 49º00' 740 45' 760 ESCALA 1:250.000 - CPRM - 19946º00' Am 30' 780 800 15' 820 48º00' 25 6º00' PRINCIPAIS FEIÇÕES DE AEROMAGNETOMETRIA - CAMPO TOTAL l50 CONTEXTO GEOLÓGICO 49º30' 48º00' 20 Dp l DOMÍNIOS TECTÔNICOS 6º00' 6º00' 50 20 Faz.Transbrasiliana 60 49º30' 48º00' GEOTECTÔNICO REGIONAL A 10 Dp15 T Dp l Ri a 6º00'o c 25 C O n bP3 órr. 50 Bacaba C Ro GRM B São Raimundo A30 N ÁREA DO PROGRAMAQal crr P Tac 30 10 Rib.Ax ix IN BP 5 u S 5 Ppq Cpi BPR Pxb2 ÁREA DO PROJETOB 15 Açaizal io Faz.DoisM Ppq CX MA Corações 15 MM Pxb2 P G A Ppf TRs GBA B Acx 5 a P RÁ xm meleir Dois Irmãosa 15 A Pxb2 -459 10 25 Agropecuária São Francisco GBA GBA Pcm Faz. Sete 1 Barracas o dp CS lh 40 Qal 75 erm e Pcm Goianos V R Ppf 25 15 PTRm AST XAMBIOÁio Dp 2 MII MB de Eldourado F B Ver o 5 Dois r 10 m 30 Dp A 8I M MI1 70 ig CC a 30 AU ta db G 3 B ro 40 Qal Faz.Limpesa Pmc R A R 7 . G R Faz.Água Azul io G 15 Ig io 50 amel Sta Isabel A 45 Dp e30 i 40 40 ra do Araguaia 4 20 Rio BP MA A P db 30 Faz.Sta.Paula ndQla s oa ri I O Antoninanh Faz. ir CS 5 d as R a 40 nÁgua Roxa ha 6A 9320 25 UHE Santa Isabel s 9320 CCM B 25 80 Faz.Cajueiro (Canteiro de obras) 20 Faz.Aliança II GM GBA A boclo s AST CS A Ca 70 Rib. 1 Bloco Belém 5 Bloco JuruenaFaz.Macacheira A Faz.Barra do Dia ta GBA A Qla Pxb2 ca R CX Alper oxa 2 Cint. Itacaiúnas 6 Bloco Porangatu A 20 rr.ó 7º00' 3 Bloco Araguacema 7A C Cint. AraguaiaA Retiro Faz 20 Faz.Bom Jardim Faz.SampaioBamerindus C Dp Faz.Légua Retiro C' COBERTURAS PLATAFORMAIS CINTURÃO ARAGUAIA CINTURÃO ITACAIÚNAS 4 Cint. Alto Tapajós 8 Bacia do Parnaíba 25 Faz. 25 Fundação Serra Faz.Guanabara Faz.Gostosa Boa Dp de Pedra A MIII MII MI MB Acx Qal Faz.Boa Sorte das Andorinhas ib. Cu CS Coberturas GBA2 Grupo Baixo Araguaia GRN Grupo Rio NovoB Novo Paraíso Esperança Qla R ric Superficiais Pmc Faz.Furna Azul ac Faz.Castanhal as MII 70 10 20 Santa Cruz Sr. Elpídio20 Assic. Máf. ultram. M B Ppq Pmc GM Graben do Muricizal AST CX Complexo XinguMA A db Dp G Serra do Tapal o A Limão 15 u a st 20 12 25 oÁg sa Lineação de estiramento Qla Pcm 20 Faz.Guanabara Dp 5 l Córr. Complexo Colméia com caimento indicado15' Qal 80 10 BP Bacia do Parnaíba CC 35 C 15 10Km órr. a Dp Ppfd 20 15' Sentido de transporte 7º00' l7º00' db 30 49º30' 60 Pxb2 1548º00' Pmc l diriú Rib.Qla cu da Cpi MA - Unidade de relevo magnético muito alto u s Pmc R Qla ARRANJO ESPACIAL/TEMPORAL/CRUSTAL DAS UNIDADESMI Limite de domínio magnético Acx S anf ixm 20 b. Su A A - Unidade de relevo magnético alto Sr.Joaquim 45 5 Retiro Faz.Bamerindus cu Faz.Sinhá Moça Qla pira Faz.Morada Nova Faz.São Miguel COBERTURAS SUPERFICIAIS ( A ) Unidade magnética gb An Tdo OC Faz. PTRm QUA. Qal QlaM - Unidade de relevo magnético médio ri Alinhamento magnético principal AQla n25 Ppq ha Duzentoss 10 NT B - Unidade de relevo magnético baixo Pxb2 P IN Qla São João do AraguaiaA REGIME DISTENSIVO (ENE-WSW) - PLUTONISMO BÁSICOS Rch. io 20 25 RÁ Baçaizal Faz.Bandeirantes Alinhamento magnético secundário MB - Unidade de relevo magnético muito baixo R 50 MM 25 Dp MESO. Krb Mdb9300 9300 Faz.Trampolim 10 gb 10 l l l l lSr. Brás Pxb245 REGIME DISTENSIVO (NW-SE) Qal 30 35 Qla Vila Nova do Xambioá 5 10 Faz. S.Isabel Qla Qla 5 anf PALEO. BACIA DO 30 Retiro da Faz. Jandáia 15 Pxb2 Rio puio MESO. PARNAÍBA PRINCIPAIS FEIÇÕES AERORRADIOMÉTRICAS-CONTAGEM TOTAL Acx Qal T a 15 di 49º30' 48º00' Qla Córr. 10 Pmc 6º00' 6º00' Fe Faz.Bamerindus 60 50 R5 R R Pst M2 R 1 Faz.Jandaia ucura ANANÁS R Vermelh Pxb1 Rib. l CINTURIÃO ITACAIÚNAS CINTURIÃO ARAGUAIAR R 5 4 20 a5 R 3R 3 R4 R sp 7 Grota opa Pxb2 crr Remanso l Garimpinho3 R 23 R R Gr Qla 15 mm R R dos Botos TO-291 4 5 R R R R otão Cardoso 85 15 7 l REGIME COMPRESSIVO OBLíQUO (SW-NE) REGIME COMPRESSIVO OBLíQUO (SE-NW)6 2 4 6 4 2 R1 io 20 25 Qla São Geraldo 15 BezerrasR R 5 RR 2 85 Cachoeirinha 30 do Araguaia XAMBIOÁ 17 crr l R 3 R Manchão do Meio sp Faz.São Lucas u 5 Faz.Fortaleza a -p DOMÍNIO 3 ca São Raimundo DOMÍNIO IMBRICADO DOMÍNIO IMBRICADO COM R R 102 R 15 15 Retiro Faz.Lourilândia l Pi TRANSCORRENTE TRANSCORRÊNCIAS ASSOCIADAS2 R c5 R Retiro A3 R h3 Faz.Surubim . A U A I Chapada 15 . R r3 R lta rm Qla Faz.Estância 25 25 G Pmc crr 15 l Cpi ó SUP. Am Prl Pmc Pxb PpqC Pcm Pst5 i R ra 5 Retiro do Sol Nascente A 5 5 CIB Piçarra Faz.Cajazeira A R l R R Faz.Bamerindus crr  4 50 Qla  Faz. Fortaleza anf 25 at S mm MÉD. Acx Acc5 R R E 10 R 4 Monte Santo 40 35 75 Có anf 4 rr Xa anf Acc R S R5 R R 25 A Qal Riachinho R 4R R 3 Faz.Esperancinha3 Retiro Faz.Surubim 85 Faz.Seis Corações Cabo . R 4 clos 20 crr m ob roró 15 35 TRs 3 3 40 Faz.Sr.Albertino mz ioaz Se crr INF. R4 R 65 20 Retiro Cacau d in rr ch Qla o anf 30 h5 o a anf 30 l R . 70 C dR 2 Acx db 50 10 ed 15 r oo 10 15 l Sororoca Cavalgamento oblíquo entre Superposição de domínio transcorrente Posição cronológica possível5 R2 R R So Faz.Caçador R 4 30 40 ror ão privíncias geotectônicasó t sobre o domínio imbricado5 4 R5 R 50 Retiro lR o55 R5 15 Colônia Sete rR Retiro MM Qla G l 3 . R 30' Qal 75 3 Se 20r có db sp 30 35 30 crr anf ra 10 o Qla 6 rr 2 Qla d Faz.Cameleira - 1 3 Có l l l l l30 Intrusão em fase distensiva DiscordânciaR 85 di crr Pxb1 do l 5 Bo TO Zé do Borges 30' R5 R R 92802 6 R 25 Córr. 30 Faz. C T 2 ó ábua 9280 R Retiro 30 Independência l rr. 4 Faz.Bela Vista R DESCRIÇÃO DAS UNIDADES5 R R1 R 70 Rio Vermelho 60 ninha Ppq Faz.Alvoradaa anf anf 10 10 Pmc Faz.Alto Alegre l 1 2 40 85 Cig gb anf 80 Dp TRs ALUVIÕES Qal Areias, cascalhos, siltes e argilas.R5 40 30 Pxb2 R4 R5 Rib. anf 50 80 15 uanto R R R4 R Qal ch. q 3 10 Retiro Qla erdidos cc 20 20 5 or- en 3 R P  de P R 4 QlaQal . 30 Cpi Rib. LATERITOS Ppf r S Qla Lateritos imaturos, ferruginosos, com concreções esferoidais e nodulares e estruturas colunares.R 42 R2 20 Cigano crr r R  C ó ão Bento Quilometro Vinte e Um 5 Acx R Krb Faz. 3 R PpqbP3 crr Pxb1 30 15 int e Faz.Natal 2 db Canoa TRs R1 15 V FORMAÇÃO RIO DAS R Pcm Krb Arenitos finos a médios e conglomerados com intercalações de argilitos e siltitos avermelhados.4 R R R3 2 1 25 Lu Faz.Lagoa Azul 40 sp 75 15 BARREIRAS a RR ib Porto João Lima5 R1 R Qal Lagoa de gb . dp R R 2 db ib2 R5 R R São Domingos Faz. 5 Faz.Caiçaras Qla Araguanã 5 Antena Qla Dp Ppf . Cano FORMAÇÃO 4 4 tu atanf Qla a R TRJmo Basaltos maciços a amigdaloidais, com textura ofítica e alteração esferoidal.R 3R R 10Km an MOSQUITO 3 5 R 45 do Porangaí4 Faz.Rodeio ai crr TRsR R 3 l7º00' 3 1 R R5 7º00' Acx Retiro Faz. Espírito Santo Faz. 5 db 85 Retiro Faz. Itaipavas 70 C rr. Faz.Boa Vistaó Acc sp 10 60 Faz.Ouro Verde5 49º30' Faz. do Poranga¡ C30 do Araguaia sp l TRs Arenitos finos amédios, bimodais, apresentando estratificações cruzadas de grande porte e48º00' 60 50 60 40 Faz.Seis Irmãos gb 15 Faz. Pxb1 Qla FORMAÇÃO SAMBAÍBA Novo Mundo estruturas tipo linhas e línguas de grãos.R1 100cps R4 > 300 500cps Alinhamento principal dbdb 60 Faz.Vale do Sonho sp Eldourado l Unidade Radiométrica R2 > 100 200cps R > 500 < 1.000cps 70 60 70 5 Prl e R > 200 300cps R > 1.000cps Alinhamento secundário Do Lagoa São José Pcm anf at 10 anf is PpfRetiro Argilitos e siltitos vermelhos com intercalações de arenitos finos, transicionado para arenitos eólicos3 6 40 Qla l FORMAÇÃO MOTUCA PTRm 35 75 no topo.Pcm at,crr Fe 80 Krb pe Faz. 20 TRs 65 Retiro calo Pxb1 di l Faz.Wilson Trinta Lagoa sPcm Qla do E 25 Marinheiros Prlha Sagarana 80 5 Retiro FORMAÇÃO PEDRA DE Sequencia cíclica de argilitos e arenitos, vermelhos eesverdeados, com níveis de silexitos, calcários 80 80 Lote Oito I l Lago Novo B Cór Ppf10 r. crr,at 20 lha B' FOGO e margas. PRINCIPAIS TRAÇOS ESTRUTURAIS C InPst 30 Ppq órr h  Faz.Riacho de Deus r . me . Faz.Seita Core . 49º30' 48º00' Faz. umi r rn bha sp anf Có Ve Faz.Lago Grande is 5 a R RetiroRetiro 80 di Bom Jesus t 6º00' 6º00' oQla Ni Qal 60 crr Córr. Gr FORMAÇÃO PIAUÍ Cpi Argilitos vermelhos com intercalações de arenitos finos e raras lentes de conglomerados. 9260 9260 sp 30 C Faz.Sete Estrelas l CRetiro ór 15 10 sp orda Qal Rio sp r. S 70 crr TRs TRJm FORMAÇÃO Argilitos e siltitos com intercalações de arenitos ferruginosos e apresentando níveis lenticulares de 20 70 70 ão l crr PIMENTEIRAS Dp conglomerados basais. 15 V Rerm elho 10 ai ha Qalm Il gb DO anf crr  40 u PPcm nd Bran ca iläe  o LONTRA s l FORMAÇÃO COUTO Pcm Filitos, metassiltitos e metargilitos, com intercalações de metaconglomerados polimíticos ePstsl Faz.Espírito Santo Qla Retiro Faz.S.José Krb Faz. MAGALHÃES gb metarcórseos, corpos gabróicos (gb) alóctones. Qla 25 1030 db 40 Pilões Retiro Faz.S.José 45'  Faz. db 60 Qal Pmc 25 5 . Faz, TRs lgb 25 35 Cór r Faz. Vale Formoso A Pxb2 São Bernardo l FORMAÇÃO Pst I crr 45' Ppq Clorita-quartzo xistos e clorita xistos de cor cinza claro a cinza avermelhado Faz.Castanhal Ppq U A N.S da Abadia l PEQUIZEIROQla Qla . R A G Faz. 10 15 10 l TRJm Pst A 15 rr.Qla Faz. dos Castanhais 30 Faz. Itaipavas Ilha Branca Faz.Tamboril 15 Faz. Có TRJm anf Ppq 10 S.Marta 15 l Faz. Pxb 1 Flor de Cálcio 50 Faz.S.Antônio 10 20 10 Barro Preto gb 1 - micaxistos de composição variada, grafita xistos, anfibolitos (anf), metarenitos,quartzitos 20 Ppq 80 80 Faz.Uberaba Piraquê l gb ferruginosos, silexistos e metarcoseos. Corpos gabróicos (gb) alóctones.   30 crr Qla Dp FORMAÇÃO XAMBIOÁAraguaci l Pstsl RÁ l anf 2 - muscovita-biotita-quartzo xistos feldspáticos com intercalações de mármores (mm), quartzitosQla PA Faz. Pxb2 Retiro l TO-388 sp e metaconglomerados polimíticos. Corpos gabróicos (gb) alóctones. Retiro da Faz. 10 Primavera l Rio Vermelho Faz.Visagem Qla 70 sp 25 15 PTRm25 TRs São Lourenço mm Pxb 2 sp Qla 10 Faz.Boa Esperança BR30 -153 25 10 /TC O-1 FORMAÇÃO MORRO3 Muscovita quartzitos e ortoquartzitos, com intercalações de muscovita-qurtzo xistos eó 80 rr 30 6 DO CAMPO Pmc Faz.Reunidas . conglomerados oligomíticos.Qla Faz.Sta.Rita 15 Retiro 85 I O R NS KrbI 10A 20Qla A' Qal NT Retiro 10 uriti 25 A J Jacilâdia Faz. Faz. C5 sp C ato Uirapuru CapingoQla O b 50 Gr ga-Mach ASS. MÁFICA- Pst Serpentinitos (sp) metabasalto, silexistos (sl), talco xistos, clorita xistos, quartzitos ferríferosT á o e a sp di 35 tão 5 10 órr. C do ULTRAMÁFICA SERRA bandados, filitos e gabros subordinados,sp Faz.S.José Pontão 20 C 9240km 9240 DO TAPA sl Faz.RioVermelho 30 Qla 10 Cpi 10 sp Qal 30Pcm 70 Córr. F tão l Qla 10 TRs GRANITO RAMAL DO un Ppq ro 65 Qal Prl Granito de cor rósea, granulação fina a média e apresentando estrutura foliada.Faz.Escondida do G Qla Qla LONTRAQla sp 40 gb 15 70 Faz.Inajá 10 ou sp anf 25 Faz.Aldeia Gnaisses trondhjemítico com migmatitos e gnaisses graníticos subordinados. Anfibolitos (anf) e 20 45 sp Pcm Có Faz.N.S COMPLEXO COLMÉIAr 6 Acc serpentinitos (sp) alóctones. 45 C 35 r. Aparecida r. 5 -22 10Km Qla Pcm r ó nia ó BRrr. alifó r gb C Qal 40 A C Faz. / Pcm Retiro 53 7º00' 7º00' r Pst ap 55 Qla Boa Vista -1 LajeR s GRUPO RIO NOVO Amu Pxb2 B Anfibolitos qurtzitos ferríferos,bandados e quartzo-micaxistos. 49º30' 48º00' Pcm á Pxb2Acx PpfTO Qla 10 20 te TRssp db - r2 o Qla 87 Faz. Maracaja S Rib. 10 Boa Qal COMPLEXO XINGU Acx Gnaisses tonalíticos e trondhjemíticos, com granodioritos, granitos e anfibolitos subordinados.  Traços estruturais Arqueano-Proterozóico Traços estruturais Fanerozóicos Pst Faz.Água Azul 60 Qla 10 Inh b. Cu Qla Ri TRs am Pstspp Faz.Maringa Faz.Canaã m R as 10 Faz.Sta.Maria p 70 eir Qla Pstsl Qla ib. Cpi o 40 Dp Retiro Guerobal Retiro Re 40 Contato definido Lineação de estiramento com Branquissinformesp ria Qla bo F jinh i ranh Retiro anf o TRJm BLOCO DIAGRAMA ESQUEMÁTICO a 35 Solteiro B TRs representação do movimento Rib. Águ sp Pcm Pcm 25 30 Rib. rejã Córr. Contato aproximado transcorrente sinistral Fotolineamentos estruturaisa o Qal ou 30 Qla 10 7º00' Acx Pba 30 Acamamento com mergulho Lineação de estiramento com Jazida49º30' 680km E 15' 700 720 49º00' TRJm 740 45' 760 30' 780 7º00'Fp 800 15' medido caimento medido820 48º00' Garimpo ativo Acamamento com mergulho db Diques (diabásio-db) indicado Garimpo inativo Pba SEÇÕES GEOLÓGICO-ESTRUTURAIS Veios de quartzo Base planimétrica elaborada pelo Centro de Cartografia, a partir da folha Autores: João Olímpio Souza e Luiz Carlos Moreton. Acamamento horizontal Ocorrência mineral  Pba SA.22-Z-B Xambioá, escala 1.250.000, 1a edição, 1a impressão, IBGE, 1987. Falha ou fratura Pst A A'Dados temáticos e atualização da base planimétrica, foram transferidos pelos 30 Foliação com mergulho Perfil esquemáticoAcc técnicos da SUREG/GO, responsáveis pelos trabalhos de campo, O Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - medido Falha extencional Fp W E E W visualmente, a partir da interpretação de aerofotos e imagens de satélite. PLGB, é executado pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil Afloramento sp Qla 500 Qla 500 Compilação e orientação na SUREG/GO: João Olimpio Souza e Luiz Carlos através de suas unidades regionais sob a responsabilidade da Filiação com mergulho Falha ou zona de cisalhamento sl Rio Araguaia Rio Muricizal Pba sp Qla Moreton Divisão de Geologia - DEGEO/Diretoria de Geologia e Recursos indicado sl sp sl 250 Qalsp Qal Qal 250 Dp Esta carta foi produzida em meio digital e para publicação na Internet em Minerais - DGM. Esta folha foi executada pela Superintendência Zona de cisalhamento Fe - ferro Acc spPcm sp Pxb 2Pcm Ppq ? Krb Pxb 2 Acc Setembro de 2001, utilizando os mesmos dados da carta impressa, pela Regional de Goiânia - SUREG/GO tendo sido concluída em Foliação vertical transcorrente sinistral Ni - níquel 0 m ? ? ? ? Pxb 1 0 m Divisão de Cartografia - DICART/Departamento de Apoio Técnico - 1983. at - ametista Pmc I A Acc Pmc anf Pmc Pst DEPAT/Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento - DRI. Coordenador Nacional do PLGB: Inácio de Medeiros Delgado. 10 Clivagem de crenulação com Zona de cisalhamento CRR - cristal-de-rocha U AG Pba A' Diretor da DRI: Paulo Antônio Carneiro Dias Coordenador Nacional do PGC: Orlando José Barros de Araújo. mergulho medido transcorrente dextral cc - calcário A R A A B B' Chefe do DEPAT: Sabino O. Loguercio Coordenador da Superintendência Regional de Goiânia: di - diamante R I O Chefe da DICART: Paulo Roberto Macedo Bastos Gilberto Scislewski. Lineação B com caimento Zona de cisalhamento com Lz - lazurita  Frb Fp Editoração Cartográfica: Wilhelm P. de F. Bernard (Coord.), Afonso Lobo, indicado caráter de cavalgamento oblíquo MM - mármorePba Pst Luiz Guilherme de A. Frazão e Regina de Sousa Ribeiro sinistral opa - opala Digitalização: Marília S. Salinas do Rosário (Coord.) e Ivan Soares dos Santos 10 Lineação B com caimento  tu - turmalina Revisão: Carlos Alberto Copolillo e Paulo José da Costa Zilves medido Janela estrutural xm - xenotima Revisão na DIEDIG: Antonio Lagarde mz - monazita Lineação de estiramento Branquiantiforme horizontal W CIDADE Estrada pavimentada Caminho E 500 Dp QlaDp Vila Estrada sem pavimentação, Campo de pouso Dp Pmc Rio Araguaia Ppf 250 LOCALIZAÇÃO DA FOLHA ARTICULAÇÃO DA FOLHA tráfego permanente Bacia do Parnaíba (Fp) Ppq Pxb2 Pmc Dp Fazenda e outras localidades Curso de água permanenteComplexo Xingú (Acx) Cinturão Granulítico Médio Ppq Pxb2 Cpi Ptrm 0 m 51º 49º 47º 45º 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' Estrada sem pavimentação, e Colméia (Acc) Tocantins Pxb2 3º 3º 5º00' 5º00' Limite interestadual tráfego periódico Curso de água periódico Formação Rib. das Barreiras (Frb) C C' SERRA MARABÁ IMPERATRIZ Associação máfica-ultramáfica PELADA SB.22-X-D SB.22-V-C Serra do Tapa (Tst) Grupo Baixo-Araguaia (Pba) SB.22-X-C 5º 5º 6º00' 6º00' PARÁ MARANHÃO SERRA DOS TOCANTI- CARTA GEOLÓGICA CARAJÁS XAMBIOÁ NÓPOLIS SB.22-Z-A SB.22-Z-B SB.23-Y-A ESCALA 1:250.000 7º 7º 7º00' 7º00' 5 0 5 10 15 20km XINGUARA ARAGUAÍNA CAROLINA TOCANTINS PIAUÍ SB.22-Z-C SB.22-Z-D SB.23-Y-C PROJEÇÂO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR Origem da quilometragem UTM: Equador e Meridiano Central 51º W.Gr., acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente. 9º 9º 8º00' 8º00' Datum horizontal: SAD-69 - MG. 51º 49º 47º 45º 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' Declinação magnética do centro da folha em 1994: 19º16' W, cresce 7' anualmente CPRM Serviço Geológico do Brasil 1994      Ig. Pinico s s Vermelho s s Rio s s s s s s s s TAPA DO SERRA Rib. Umburana Rib. Grotão Rib d .os Açaizal R Córr. São iJ boã .o Rib. Peba Córr. da Córr. Raso l l Ar l l io SororóR Mai lrr. taó caC ou Sapu lcaia l l l l l Rib. Barreira Bra lnca l l l l l l Rib. Mogno l Rl il bl . l l R I O l l l Xambio C Xambó iol rr. Rib.     SERRA DA  AMETISTA  Serra  Córr. Grotão Córr. da Onça Galh rr.e óir C Bo onito Serra do B Rib o. doGa cme óleira C C Có órr. rr. órr. Ca C çi anc do or C R ó e N io rL ro . ov n Vt oltas C era inco Rib. Lago Grand P eiraquˆ Córr. Tucum das Lajes Córr. Es ltiva Có Cr ór. A r llde ria . Cruz l l l l Rib. l l l l l l l CINTURÃO ITACAIÚNAS CINTURÃO ARAGUAIA FORMAÇÕES BACIA DO PARNAÍBA E GRABENS ASSOCIADOS SUPERFICIAIS FANEROZÓICO ARQUEANO/PROTEROZÓICO NÍVEL CRUSTAL                    l l l l                           l  l l             l l  l l l  l     l l l l l l  l   l     l l l l l         l l l Varge m l Córr. da l l o Vela me l rr. de b Có rreg l Có n Ri l Gr a l as b. dl Ri l ib.R orr o l llll M l l l l l a io C l u R or l g da l l l Á l l l r. l l l r l Có l l l l ls l l ll l l l ll l l l l l ll ll l l l l l l ll l l l l l ll ll l l s nh a ira órr.C ipó C io P 1 R O-2 9 T end l aGr rr. Ra posa ra Lag o i C ó l cup Rib. Su l l l l l l l l l l l l l l l l l l ll l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l a l l l ord l l l C ll l l l l l l l l l l l . Tri nta l órr ll lC .do Gar impo Córr l SERRA AZUL l  l l   A       G      INT      A-C   A     R   TI  A   R 6R  O- 38   SE T RDE t ra E  n V . oRib L       Rio     ra ele i m i ca a -38 8 mb  G /TO X a  53 ib.   A-1 R DA MER TIS   B RA TA  R Rio SE            rra   Se Rib .              Laje A   RR            S E      ta        o Gr Lontra         53  A-1/P Rio -15 3   BR        -38 6 Rib. TO  Muriciz al   Rio     iza l   ric  Rio M u  or a  ób Ab l l l l l l cu Córr . Pa       os   in g ho    om ororo zin l  D S     io o  tôn S ã   . A n Rib. l io rr. S l R Có l l l l l l l ur o l O l do l l l l l   l    rr. Rico l l l l l l l Có l l     Rib.do Tonico o  ou d  l   l    l   l       l l l l   roróSo io  R                    Itaipavas   nha  . Rebojin u Ari ra Rib ho o            Ig.           ag a     z  n  o    G  ib . R                 órr alva    C D ela   st r    E                                     os o      rd      Ca                                         a  rtig   a Ud   da  ba ta Mac uí ro G    Ig.             gio  io  efú R  R órr. Jat obá  C                                                   CARTA METALOGENÉTICA/PREVISIONAL MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA FOLHA XAMBIOÁ - SB.22-Z-B ESCALA 1:250.000 - CPRM - 1994 SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL FOLHA SB.22-Z-B XAMBIOÁ CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL CARTA METALOGENÉTICA - ESCALA 1;250.000 - ANAXO II CONVENÇÕES METALOGENÉTICAS Au6 ça ln DIVISÃO TECTONO-GEOLÓGICA São O CARACTERES DOS JAZIMENTOS 5crr Faz. l Raimundo R Bacaba Transbrasiliana TO l io nca COBERTURAS SUPERFICIAIS C CA Roó SUBSTÂNCIA MINERAL TEXTURA R ri r. N o III T6crr Rib.Axix INS crr - cristal-de-rocha tu - turmalina at - ametista bandada, laminada, foliada,xistosa Au1 P mz - monzonita Ni - níquel lz - lazurita Açaizal Faz.Dois acu Au1 cCZ2 cCZ1 CC - calcário MM - mármore opa - opala G Corações 7MM PAR Cza Au1 di - diamante xm - xenotima ta - talco nodular, concêntrica,pisolítica, oolítica, botrióide, "colloforme" m PA Áele Dois Irmãos -i Faz. Sete 4r Au1 59 AgropecuáriaFe - ferro a São Francisco 4xm Barracas o COBERTURAS PLATAFORMAIS MAGMATISMO CINTURÕES DE CIZALHAMENTO ASSOCIAÇÃO MINERALÓGICA - (Mineral - minério sublinhado) maciça, granular, compacta, brechóide lhme R Goianos crr - cristal-de-rocha + turmalina + magnetita rdisseminada, mosqueada, rede Ve io Cu1 Zr1 Ag1 Au1 (Bacia intracratônica do Parnaíba Regime Distensivo Regime Compressivo Oblíquo opa - opala calcedônia + óxido de ferro Eldourado e "grabens" associados)e mz - monzonita + feldspato + quartzo Ver d A Dois VIIA I lz - lazurita + feldspato + quartzo X pegmatítica II Fo U MZ cMZ2 Fe - especularita + quartzo rm G rot a i A at - ametista + feldspato + mica gG R a Faz.Limpesa Au1 Ri o Game Au1 l R eira Sta Isabel A tu,ta - turmalina + talco + magnetita + biotito + antofilita Ig. io Au1Faz.Água Azul do Araguaia xm - xenotima + feldspato + quartzo cMZ1 CLASSE DOS JAZIMENTOS RioNi - serpentinito + óxido de ferro + magnetita And O Antonina Pir CC - calcário + quartzo II Faz.Sta.Paula s orinh Faz. ada a R I s nh MM - mármore + quartzo UHE Santa Isabel Água Roxa as Au1 Faz.Cajueiro (Canteiro de obras) cPZ2Faz.Aliança II sedimentares e/ou asso- Não sublinhado: óxidos, hidróxidos e metais nativos (Ex: Fe) oclos PZ ciados a sequências sedi- Cab R Sublinhado duplo: carbonatos, fosfatos,sulfatos (Ex: Mg) Faz.Macacheira ib. mentares Faz.Barra do Dia Sublinhado com traços: silicatos (Ex: Ni) Au3 lperca ta IX R A oxa cPZ1 ór r. MORFOLOGIA (orientada na direção dos corpos) Retiro Faz Faz.Bom Jardim Faz.Sampaio C Pb Zn Bamerindus Faz. Au1 Faz.Légua Retiro REGIME CINTURÃO ARAGUAIA ligados a pegmatitos Fundação Serra Faz.Guanabara Faz.Gostosade Pedra COMPRESSIVO (Domínio Imbricado)Boa das Andorinhas . Cu lenticular Faz.Boa Sortefiloniana Novo Paraíso Esperança Rib ricaca bP4 bP3 bP2 bP1 Faz.Furna Azul P Santa Cruz Faz.Castanhal Sr. Elpídio irregular indeterminada ou filonianos-hidroternais Au1 G CINTURÃO ITACAIÚNAS (amas) onão conhecida Limão ua stoAu1 l Á g sa Domínios Faz.Guanabara Córr. Có O símbolo morfológico, quando tracejado, representa jazimento subaflorante rr. da l 46di abA3 Transcorrente Imbricado Au1 A Au1 l bA2 abA1 INDÍCIOS INDIRETOS DE MINERALIZAÇÕES DADOS ECONÔMICOS ur iú Au1 Rib. c da Retiro S u s Ri 8xm b Pb Zn INDÍCIOS GEOQUÍMICOS E MINERALOMÉTRICOS .TAMANHO SSr.Joaquim Faz.Bamerindus u ASSOCIAÇÕES LITOLÓGICAS Au2 cupi Faz.São MiguelFaz.Sinhá Moça ra Zonas Anômolas ou com significância geoquímica An T Faz.Morada Novado OC Faz. ROCHAS SEDIMENTARES ROCHAS METAMÓRFICASrinh AN Duzentos PbZn pequeno médio grande as P TIN São João do Araguaia cCZ2 Aluviões Associação máfico-ultramáfica, alóctone em sedimento de corrente, para chumbo e zinco Au1 9MM ARch io Au1 R S bP4 Á Baçaizal Faz.Bandeirantes (serpentinítica, silexítica). R Faz.Trampolim Au1 Au1 cCZ1 Lateritos em concentrado de bateia para ouro (1a ordem) SITUAÇÃO ATUAL Ib Sr. Brás Au1 Vila Nova do Xambioá Faz. Au1S.Isabel Sequência metapelítica a psamítica (filitos,Au1 bP3 R metassilticos, clorita xistos) de ambiente marinhoRetiro da Faz. Jandáia io Tapuio cMZ2 Sequência terrígeno-arenosa, profundo Estações Anômalas Au1 47di continental fluvialjazida Valores em ppm ativo Au7 Có rr. Faz.Bamerindus Faz.Jandaia Mucur 10opa ANANÁS bP2 Sequência metassedimentar terrígeno-carbonática1Fe a s Ag1/Au7 Verm . l elha Rib cMZ1 Sequência terrígeno de cor (xistosa de plataforma rasa Au2 em concentrado de bateia para ouro/prata/zircão/ Grota Remanso Garimpinho avermelhada, continental-desértica T cobre (número de pintas) intermitente G Orotã 13crr VI dos Botos l -291 o Cardoso Sequência quartzítica transicional (marinho/ garimpo io São Geraldo 12crr l Bezerras bP1 a 2 R do Araguaia XAMBIOÁ V 17crr u Sequência terrígeno-carbonática, continental)Anomalia de 1 ordem: > G.DG para sedimentos (lavra Au2 inativo Cachoeirinha Manchão do Mei 1o4crr Faz.São Lucas cPZ2 a 2 de corrente Faz.Fortaleza a Anomalia de 2 ordem: entre G.DG - G.DG rudimentar) a- p São Raimundo de ambiente marinho (planície da maré) l ic R Retiro Faz.Lourilândia Pch A. Retiro Ag12 A IA Chapada abA3 Complexo ortognáissico r. ZONAS DE ALTERAÇÃO Faz.Surubim lta Faz.Estância U ór cPZ1 Sequência terrígeno-arenosa, dem Gi A 18at Cra ambiente transicional CIB Retiro do Sol Nascente Piçarra Faz.Cajazeira A R  16MM  Faz.Bamerindus 19crr at bA2 Sequência metavulcano-sedimentar, toleítica zonas de alterações endógenas Faz. Fortaleza  Córr SE 15crr (hidrotermais-pneumatolíticas-metassomáticas) CATEGORIAS Faz. Monte Santo Có 11crr X . Rrr. 21crr a So RA Riachinho ROCHAS ÍGNEASEsperancinha Retiro Faz.Surubim Faz.Seis Corações Cabo m roró abA1 Substância Pequeno Médio Grande Unidade clos b Complexo GnáissicoRetiro Cacau Faz.Sr.Albertino ab ioa d z S in erra Soleiras, diques e derramesR o 22mz ho 20crr ats silicificação ab albitização sp serpentinização c Au1 l basálticos e gabros a) calcário calcítico 4,5 x 107 t h. Ce dd o l Sororoca b) calcário dolomítico 9,7 x 106 t ro Soro Faz.Caçador Granito Sintectônico II Retiro ró l tãoo Au34 Colônia Sete 24MM l Gr Retiro ÁREAS MINERALIZADAS/PREVISIONAIS 23dSie 6rr có 3 órr . 45crr a o 25cm d od Faz.Cameleira - 1 C a - terreno de crosta antiga b - cinturão móvel c - coberturas plataformais o B TO l Zé do Borges PROVÁVEL: relação entre jazimentos e contexto POSSÍVEL: contexto geológico favorável, POTENCIAL:contexto geológico favorável, órr. Faz. Táb geológico claramente definido; identificação e/ou continuidade de presença de indícios indiretos de C Córr. ua ab - terreno de crosta antiga retrabalhado pelo cinturãoRetiro Independência identificação de metalotectos dos m e t a l o t e c t o s d o s t i p o s mineralizações relacionadas a Faz.Bela VistaFaz. Faz.Alto Alegre l tipos comprovados e indicados e comprovados e/ou indicados e metalotectos dos tipos indicados Rio Vermelho aninh a ig Alvorada Contato definido Zona de cizalhamento Zona de cizalhamento contracionalC presença de indícios diretos e inferidos; raridade de indícios e/ou inferidos, e ausência de transcorrente sinistral indiretos de mineralizações. diretos de mineralizações e indícios diretos. Rib. o Rch. os IXa ant d enqu Contato aproximado  presença de indícios indiretos. Retiro -Perdid e 28crr P or  . Zona de cizalhamentoib Janela estrutural (fenstel) 27crr rr. S Ró ã Falha extencional transcorrente dextral26CC  C o Bento Quilometro Vinte e Um Faz. CARACTERÍSTICAS DAS ÁREAS te Faz.Natal Cigano in Canoa CIDADE Estrada pavimentada Caminho29tu ta  V ÁREA I - ( Ia e Ib ) - Engloba toda a área mapeada como Associação ÁREA V - Zona garimpeira, pioneira na explotação de cristal-de-rocha nas L Faz.Lagoa Azul Porto IXu R Vila Estrada sem pavimentação, Campo de pouso Máfico-ultramáfica da Serra do Tapa, com destaque para os litótipos décadas de 50/60. Concentrações irregulares de blocos em elúvios e a ib. João Lima Antena tráfego permanente Lagoa de  Rib. máficos-ultramáficos passíveis de portarem Ni, Co, Cr, Fe, Cu na forma de colúvios com espessuras médias de dois metros. CSão Domingos Faz. Faz.Caiçaras Araguanã anoa Fazenda e outras localidades Curso de água permanente sulfetos e Ni em concentrações supergênicas. o 30crr Estrada sem pavimentação,do Porangaí Faz.Rodeio anFaz. aiC Limite interestadual tráfego periódico Curso de água periódicoRetiro Faz. Espírito Santo Retiro Faz. rr. Faz.Boa Vista Faz.Ouro VerdeItaipavas ó l Faz. do Porangaí C do Araguaia ÁREA II - Condicionada fortemente por elementos tectônicos ÁREA VI - Corpos lenticulares de mármores, caracterizados como Faz.Seis Irmãos Faz. (transcorrências e empurrões), não descartando uma filiação supergênica depósito pela DOCEGEO (1982), com 45 milhões de toneladas de calcário Novo Mundo Faz.Vale do Sonho 31at Eldourado le (lateritos) para Au. Prata nativa tem a sua origem atribuída, calcítico e 9 milhões de toneladas de calcário dolomítico. 34at crr VII Retiro Ag1 Dois l preliminarmente, a pequenos corpos máfico-ultramáficos embutidos Lagoa São José Ag2 tectonicamente do Grupo Baixo Araguaia. Faz. Faz.Wilson Marinheiros Trinta l ÁREA VII - A presença de prata nativa é relacionada, provisoriamente, com Lagoa Sagarana Ag1Lote Oito 35Fe as Retiro Base planimétrica elaborada pelo Centro de Cartografia, a partir da Autores: João Olímpio Souza e Luiz Carlos Moreton. prováveis corpos (não mapeados) máfico-ultramáfico, alojados Lago Novo Faz. Ia Retiro ab V dÁREA III - Comtempla veios de cristais de quartzo em zonas de er39crr . mC elha folha SA.22-Z-B Xambioá, escala 1.250.000, 1 a edição, 1a Eric Santos Araújo. Seita Core ó C Faz.Riacho de Deus rr 48di transcorrência regionais com direção NW-SE; tendo continuidade para a tectonicamente entre os metassedimentos do Grupo Baixo Araguaia. rr. Faz. órr. a José dos Anjos Barreto Filho.I n 36crr C ó ot Faz.Lago Grande b. Retiro impressão, IBGE, 1987.2Ni rBom Jesus h G Ri Dados temáticos e atualização da base planimétrica, foram folha vizinha onde ocorrem vários garimpos semelhantes. Retiro Faz.Sete Estrelas uminhas 33crr at Córr. transferidos pelos técnicos da SUREG/GO, responsáveis pelos O Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - ÁREA VIII - Abrange os limites da Formação Pedra de Fogo, que possui 37crr trabalhos de campo, visualmente, a partir da interpretação de PLGB, é executado pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil32crr lz C níveis de calcários em sua base, bem caracterizados na folha vizinha a l oV rda aerofotos e imagens de satélite. através de suas Unidades Regionais sob a responsabilidade daÁREA IV e IVa - As aluviões dos rios Muricizal e Lontra, foram garimpadas e norte. rm Compilação e orientação na SUREG/GO: João Olimpio Souza e Divisão de Geologia - DEGEO/Diretoria de Geologia e Recursospara diamante em décadas passadas. As indicações são favorecidas por elh Retiro . Luiz Carlos Moreton Minerais - DGM. Esta folha foi executada pela Superintendência40crr ser a Formação Rio das Barreiras correlacionada às formações Itapecuru, o Sã D 38crro R a O Esta carta foi produzida em meio digital e para publicação na Regional de Goiânia - SUREG/GO.a c Urucuia e Parecis, notadamente portadoras de diamante. Por tratar-se de I i n PÁREA IX - É descartada por apresentar vários garimpos abandonados, de mu ra iläes Internet em Setembro de 2001, utilizando os mesmos dados da Coordenador Nacional do PLGB: Inácio de Medeiros Delgado.n "grabem" localizado em borda de bacia intracratônica seu potencial é do Retiro ira B LONTRA carta impressa, pela Divisão de Cartografia -DICART Coordenador Nacional do PGC: Orlando José Barros de Araújo. diamante, em terraços lateríticos e um garimpo intermitente em aluvião, e Faz. realçado. Faz.Espírito Santo Faz.S.José ar r IV Departamento de Apoio Técnico - DEPAT Coordenador da Superintendência Regional de Goiânia: localizados a leste de uma extensa falha de gravidade. a B Pilões Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento - DRI. Gilberto Scislewski. Faz Retiro Faz.S.José Ilh I Faz. rr. Faz, nh Diretor da DRI: Paulo Antônio Carneiro Dias Coordenador geral de Metalogenia: Inácio de Medeiros Delgado. LISTAGEM DE RECURSOS MINERAIS Có Vale Formoso A um São Bernardo l Castanhal A I Faz. a Chefe do DEPAT: Sabino O. Loguercio G U N.S da Abadia s A Chefe da DICART: Paulo Roberto Macedo Bastos N0 Faz. DE SUBSTÂNCIA ROCHA ENCAIXANTE/HOSPEDEIRA A R rr. lIlha Branca Faz. Có Editoração Cartográfica: Wilhelm P. de F. Bernard, Afonso Lobo,LOCAL Faz. REF. E/OU ASSOCIADA DADOS ECONÔMICOSMINERAL Faz. dos Castanhais Itaipavas 41crr Faz.Tamboril S.Marta Faz.Flor de Faz.S.Antônio Luiz Guilherme de A. Frazão e Regina de Sousa Ribeiro Cálcio l Barro Preto Coordenação da digitalização: Marília S. Salinas do RosárioFaz.Uberaba 01 Ferro Faz. Jandaia Filitos/gabros Piraquê Revisão: Carlos Alberto Copolillo e Paulo José da Costa Zilves 02 Níquel Faz. Castanhais Serpentinitos/filitos Á Araguaci l Revisão na DIEDIG: Antônio Lagarde3Ni 03 Níquel Faz. Rio Vermelho Serpentinitos/filitos PA R Faz. 42crr lRetiro VIII l TO-388 04 Xenotima Rio Sororó Filito Retiro da Faz. Faz.Visagem Primavera l São Lourenço 05 Cristal-de-Rocha Rio Sororozinho Filito Rio Vermelho Faz.Boa Esperança BR- 06 Cristal-de-Rocha Rio Sororozinho Filito 153/T sp O-1 07 CMármore Rio Gameleira Micaxistos ó 36 Faz.Reunidas rr. 08 Xenotima Serra das Andorinhas Quartizitos Faz.Sta.RitaRetiro I O S 09 Mármore Córr. Açaizal Micaxistos s R TINN Jacilâdia Faz. C uriti Retiro 10 Opala São Geraldo Micaxistos CA Ja Capingo LOCALIZAÇÃO DA FOLHAt G ARTICULAÇÃO DA FOLHAob r ga-Mach 11 Cristal-de-Rocha Faz. Pedra Branca Micaxistos TO á 44di otão Faz. rr. Ce ado 51º 49ºó 47º 45º 51º00' 49º30' 48º00' 46º30'Pontão C 3º 3º 12 Cristal-de-Rocha Xambioá Micaxistos/quartizitos Uirapuru 5º00' 5º00' 13 Cristal-de-Rocha Manchão do Meio Micaxistos/quratizitos Faz.RioVermelho l SERRA MARABÁ IMPERATRIZ 14 Cristal-de-Rocha Chapada Quartizitos CóFaz.S.José rr. F tão PELADAu o SB.22-X-D SB.22-V-Cn r SB.22-X-C 15 Cristal-de-Rocha Chapada Quartizitos Faz.Escondida do G 16 Mármore Córr. do Nilo Quartizitos e Micaxistos Reserva total 5,4 x 107 t s Faz.Inajá ou 5º 5º 6º00' 6º00' 17 Cristal-de-Rocha Remanso dos Botos Quartizitos Faz.Aldeiasp Có Faz.N.S 26 PARÁsp C r MARANHÃOr Aparecida 2 SERRA DOS18 TOCANTI-Ametista Km4, Estr.Xambioá/Vanderlândia Granito-gnaisse migmatizados s ór rnia . rr. R - CARAJÁS XAMBIOÁr ifó Faz. /B NÓPOLIS19 Cristal-de-Rocha e Ametista Km6, Estr. Xambioá/Vanderlândia Granito-gnaisse migmatizados . Cal Ar C ó Boa Vista Retiro 5 3 SB.22-Z-A SB.22-Z-B a -1 Lajes SB.23-Y-A 20 Cristal-de-Rocha e Ametista Faz. Paraibanos Granito-gnaisse migmatizados pu BRá 7º 7º 21 Cristal-de-Rocha Faz. Pedra Preta Micaxistos T te 7º00'r 7º00'O- o 22 Monazita Água Branca Pegmatitos 287 Faz. Maracaja S BoaRib. XINGUARA ARAGUAÍNA CAROLINA 23 Diamante Rio Araguaia com Rio Lontra Aluvião Faz.Água Azul In .h Rib Ca TOCANTINS PIAUÍ SB.22-Z-C SB.22-Z-D SB.23-Y-C sp Faz 24 Mármore Faz. Independência Micaxistos Faz.Canaã um m Maringa R as Faz.Sta.Maria peir 25 Cristal-de-Rocha Faz. Independência Micaxistos, anfibolitos, BIF ib. a 9º 9º 8º00' 8º00' 51º 49º 45º 26 47ºCalcário Rio Araguaia Silexito Retiro Guerobal Re 51º00' 49º30' 48º00' 46º30' Retiro bo Retiro 27 rCristal-de-Rocha Rio Lontra Anfibolitos Fria jinh i anha R o ib. Br . So lteiro i Á R e rr 28 bCristal-de-Rocha Serra da Ametista Quartizito . gua jã óou o C 29 Turmalina e Talco Serra da Ametista Serpentinito, talco-xisto 30 Cristal-de-Rocha Rebojo Micaxisto, gabro 31 Ametista Rio Lontra Granito-gnaisse migmatizados 32 Cristal-de-Rocha e Lazurita Faz. Wilson Barbosa Veios, qurtizitos, granito-gnaisse 33 Cristal-de-Rocha e Ametista Rio Lontra Granito-gnaisse CARTA METALOGENÉTICA/PREVISIONAL 34 Ametista e Cristal-de-Rocha Serra de Ametista Granito-gnaisse ESCALA 1:250.000 35 Ferro Rio Lontra Anfibolito 5 0 5 10 15 20km 36 Cristal-de-Rocha Serra do Lontra Granito-gnaisse 37 Cristal-de-Rocha Serra do Lontra Granito-gnaisse 38 Crstal-de-Rocha Rio Lontra Quartizitos/micaxistos PROJEÇÂO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR 39 Diamante Rio Muricizal Aluvião Origem da quilometragem UTM: Equador e Meridiano Central 51º W.Gr.,acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente. 40 Cristal-de-Rocha Faz. Jaracatiá Micaxistos Datum horizontal: SAD-69 - MG. 41 Cristal-de-Rocha Rio Muricizal Micaxisto (?) Declinação magnética do centro da folha em 1994: 19º16' W, cresce 7' anualmente 42 Cristal-de-Rocha Araguaci Micaxistos 43 Cristal-de-Rocha Rio Muricizal Micaxistos CPRM 44 Diamante Rio Muricizal Aluvião Serviço Geológico do Brasil 45 Cristal-de-Rocha Rio Araguaia Micaxisto 1994 46 Diamante Garimpo da Gostosa Laterito 47 Diamante Garimpinho Laterito 48 Diamante Ribeirão das Lajes Aluvião Ig. Pinico Vermelho Rio TAPA DO SERRA Rib. Umburana Rib. Grotão Rib d .os Açaizal R Córr. São iJ boã .o Rib. Peba Córr. da Córr. Raso l l Ar l l io SororóR l r. Maita r caó ouC Sap lucaia l l l l l l l Rib. Barreira Branca l l l l l l Rib. Mogno l Rl l ibl .l l R I O Xa Xm ab mio C bó iorr. Rib.      SERRA DA AMETISTA  Serra  Córr. Grotão Córr. da Galh órr.eir C Bo onito Serra do B Rib o. docG óameleira C Có órr. r C r. órr. Ca C çi anc do or Có eR Nio rLon V r. oo vt era ltas Cinco Rib. Lago Grand P eiraquê Córr. Tucum Lajes Córr. Estiva Có Cr ór. A rlde ria . Cruz Rib. ARQUEANO PROTEROZÓICO PALEOZÓICO MESOZÓICO CENOZÓICO   l                 l  l  l l l        l l l l l    l l l l   l   l l l l