CPRM – SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL ACOMPANHAMENTO DA ESTIAGEM NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL RELATÓRIO 04/2016 Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte BELO HORIZONTE SETEMBRO/2016 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 ii MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Ministro de Estado Fernando Coelho Filho SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM Diretor Presidente Eduardo Jorge Ledsham Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Stênio Petrovich Pereira Chefe do Departamento de Hidrologia Frederico Cláudio Peixinho SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE BELO HORIZONTE Superintendente Regional Paulo César de Souza Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial Márcio de Oliveira Cândido Supervisora de Hidrologia Elizabeth Guelman Davis CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 3 CRÉDITOS Coordenação Executiva Éber José de Andrade Pinto – D. Sc. eber.andrade@cprm.gov.br Elaboração do Relatório Fernando Silva Rego – M. Sc. fernando.silva@cprm.gov.br Equipe Técnica Pesquisadores em Geociências Alice Silva de Castilho – M. Sc. Artur José Soares Matos – D. Sc. Elizabeth Guelman Davis Márcio de Oliveira Cândido –M. Sc. Washington Nunes Coelho Técnicos em Geociências Alessandro José da Silva José Geraldo Alves Franco Maurina Soares Siqueira de Freitas Equipe de Campo Alexandre Henrique, Altamir Texeira da Gama, Avilmar Gomes de Assis, Carlos Rubens G. Pereira, Emilia Yumi Kawaguchi, Francisco Magela Dias, Frederico Ernesto C. Carvalho, Gerson Lima Alves, Gesler Ferreira, Gustavo Guedes de Faria Cruz, Helton Roberto Gomes de Sousa, João de Matos Leão, José Ismael Bento, José Júlio de Souza, Moacyr Francisco Cândido, Oscar Alves da Silva, Oscar João Reis Martinelli, Rodney Geraldo do Nascimento, William Jhones Guimarães Assis Equipe de Escritório Ader Antônio Silva; Edilson Francisco Siqueira; Emerson Silva Martins; Elizabeth Cadete Costa; Gerson Rodrigues de Souza; Ivete Souza de Almeida; Juliani Costa Araújo Marinho; Lúcia Trigueiro Gonçalves; Luciene Magalhães da Fonseca; Márcio Alexandre; Maria Sueli Moraes da Mata; Monica Rejane Dias; Vera Lúcia Magalhães Gomes; Wanda Alexandre Xavier Franca. Equipe Atualização de Curvas Chaves Artur José Soares Mattos; Breno Guerreiro da Motta; Fernando Silva Rego; Luana Késsia Lucas Alves Martins; Maria Letícia Rabelo Alves; Marlon Marques Coutinho. Fotos da Capa Rio Paraúna em Presidente Juscelino – Foto de Gerson Lima Alves Rio São Mateus em Boca da Vala – Foto de Fernando Silva Rego CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 4 Sumário 1 Apresentação ........................................................................................................................ 5 2 Introdução ............................................................................................................................. 6 3 Metodologia .......................................................................................................................... 8 3.1 Acompanhamento das previsões climática e meteorológica ....................................... 8 3.2 Comparação da precipitação observada e a média histórica ....................................... 8 3.3 Análise da vazão média mensal observada ................................................................... 9 3.4 Análise da vazão medida ............................................................................................... 9 3.5 Análise da qualidade da água ........................................................................................ 9 3.6 Elaboração de prognóstico de vazões ......................................................................... 10 4 Resultados ........................................................................................................................... 11 4.1 Acompanhamento das previsões climática e meteorológica ..................................... 11 4.2 Comparação da precipitação observada e a média histórica ..................................... 11 4.3 Análise da vazão média mensal observada ................................................................. 15 4.4 Análise da vazão medida ............................................................................................. 29 4.5 Curvas Chaves ............................................................................................................. 38 4.6 Elaboração de prognóstico de vazões ......................................................................... 40 4.6.1 Resultados do Modelo “autoregressivo” ............................................................ 40 5 Considerações Finais ........................................................................................................... 40 6 Referências Bibliográficas ................................................................................................... 46 ANEXO I – Previsão Climática ...................................................................................................... 48 APÊNDICE I – Vazões Médias Mensais ........................................................................................ 51 APÊNDICE II – Resumo de Medição de Descarga ........................................................................ 72 APÊNDICE III – Previsão de vazões ............................................................................................ 116 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 5 1 Apresentação A água, um recurso natural de valor incalculável para a humanidade, cria imensos desafios quando se observam situações relacionadas com a ocorrência de eventos extremos como as secas e as inundações. Eventos deste tipo geram conflitos e degradam substancialmente a vida das populações. Em períodos de estiagem pronunciada é extremamente importante que a sociedade brasileira e as autoridades tenham instrumentos para gerenciar possíveis situações de escassez de água. Um destes instrumentos é o conhecimento da quantidade realmente disponível atualmente e a possibilidade de fazer prognósticos da situação futura. Nos meses de janeiro a março de 2014, em grande parte do sudeste brasileiro, as chuvas foram bem abaixo da média histórica, indicando que durante o período seco do ano, nos meses de maio a setembro, poderiam ser registrados níveis e vazões mínimas recordes nos principais rios da região. Consciente desta situação, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, o Serviço Geológico do Brasil, em consonância com a sua missão de gerar e difundir conhecimento hidrológico, e em parceria com Agência Nacional de Águas (ANA) alteraram o planejamento de operação da rede Hidrometeorológica Nacional para acompanhar este período de estiagem. O replanejamento da operação da rede Hidrometeorológica Nacional permitiu que fossem feitas medições extras de vazões mínimas ao longo dos períodos de estiagem de 2014 e 2015. A obtenção das vazões mínimas e o acompanhamento dos níveis dos rios possibilita que se analise e se registre para as gerações futuras períodos que talvez sejam excepcionais. Além disso, contribui bastante para melhorar a definição do ramo inferior das curvas chave das estações fluviométricas monitoradas, diminuindo as incertezas na estimativa das vazões a partir das cotas dos níveis dos rios. Assim, dando prosseguimento ao acompanhamento da estiagem, a CPRM publica o quarto volume de 2016 continuando a sequência de relatórios publicados em 2014 e 2015 demonstrando a situação atual das vazões e/ou níveis dos principais rios da região sudeste e, em alguns casos, efetuando prognósticos da situação futura. A divulgação dessas informações permitirá que os diversos setores que necessitam da água (abastecimento público, energia, agricultura etc) possam utilizá-las para se planejarem. Frederico Cláudio Peixinho Chefe do Departamento de Hidrologia CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 6 2 Introdução A CPRM opera há mais de 40 anos cerca de 75% da rede básica nacional de responsabilidade da ANA-Agência Nacional de Águas. A Superintendência Regional de Belo Horizonte da CPRM - SUREG/BH, por sua vez, é responsável pela operação da rede nas seguintes sub-bacias: - sub-bacia 40 – Área de drenagem do Alto São Francisco até a barragem de Três Marias, inclusive (Alto São Francisco); - sub-bacia 41 – Área de drenagem compreendida entre a barragem de Três Marias, exclusive, e a confluência do rio das Velhas, inclusive (inclui rio das Velhas, Abaeté e parte do São Francisco); - sub-bacia 42 – Área de drenagem compreendida entre a confluência do rio das Velhas, exclusive, e a confluência do rio Paracatu, inclusive; - sub-bacia 43 – Área de drenagem compreendida entre a confluência do rio Paracatu, exclusive, e a confluência do rio Urucuia, inclusive (inclui rio Urucuia e parte do São Francisco); - sub-bacia 44 – Área de drenagem compreendida entre a foz do rio Urucuia, exclusive, e a confluência do rio Verde Grande, inclusive; - sub-bacia 45 – Área de drenagem compreendida entre a confluência do rio Verde Grande, exclusive, e a confluência do rio Carinhanha, inclusive (parcialmente); - sub-bacia 54 – Bacia do rio Jequitinhonha; - sub-bacia 55 – Área de drenagem compreendida entre a foz do rio Jequitinhonha, exclusive, e a foz do rio Doce, exclusive; - sub-bacia 56 – Bacia do rio Doce; - sub-bacia 57 – Área de drenagem compreendida entre a foz do rio Doce, exclusive, e a foz do rio Paraíba do Sul, exclusive; - sub-bacia 60 – Bacia do rio Paranaíba (parcialmente); - sub-bacia 61 – Bacia do rio Grande (parcialmente). A Figura 1 apresenta a localização das sub-bacias que são totalmente ou parcialmente operadas pela SUREG/BH, além das bacias dos rios Pardo e Paraíba do Sul, que tem parte em Minas Gerais e a sub-bacia 46 que corresponde às bacias dos rios Grande e Paramirim, afluentes do rio São Francisco no estado da Bahia. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 7 Figura 1 - Localização das bacias hidrográficas relacionadas ao Estado de Minas Gerais. Na área de atuação da SUREG/BH o ano hidrológico vai de outubro a setembro, sendo o período chuvoso de outubro a março e o seco de abril a setembro. Nos quatro últimos anos hidrológicos: outubro de 2011 a setembro de 2012, outubro de 2012 a setembro de 2013, outubro de 2013 a setembro de 2014 e outubro de 2014 a setembro de 2015, em grande parte da região, foram registradas precipitações abaixo da média histórica. O período chuvoso do ano hidrológico 2015/2016 foi próximo da média em grande parte da região Sudeste. Entretanto, em algumas regiões, principalmente em parte da área de atuação da SUREG/BH, a situação continua crítica. Em função disto, as vazões dos rios em parcela da região estão abaixo das vazões médias já registradas. Estas condições podem acarretar problemas de escassez de água para diversos segmentos econômicos, tais como, abastecimento público e industrial, irrigação, geração de energia elétrica, navegação etc. Assim, desde 2014 a CPRM estabeleceu uma rotina de acompanhamento das chuvas e níveis dos rios nas áreas de atuação das SUREGs de Belo Horizonte e São Paulo para intensificar as medições realizadas para melhor definição do ramo inferior das curvas chaves, bem como estabelecer prognósticos de vazões para o período seco. Este é o quarto relatório do monitoramento da estiagem de 2016 na Região Sudeste considerando a área de atuação da SUREG/BH e apresenta uma análise das vazões observadas nos meses de outubro de 2015 até agosto de 2016, além das medições de vazões realizadas durante os meses de junho, julho e agosto de 2016. O relatório é composto por esta Introdução, a descrição da Metodologia, a apresentação dos Resultados, as Considerações Finais e os Anexos. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 8 3 Metodologia A metodologia utilizada consiste nas seguintes atividades: • Acompanhamento das previsões climática e meteorológica; • Comparação da precipitação observada e a média histórica; • Comparação da vazão mensal observada com: o Vazão média mensal; o Vazões de referência utilizadas para a concessão de outorgas, Q7,10; o Vazão com permanência de 95%, Q95%; o Vazão mensal do ano hidrológico de outubro de 2014 a setembro de 2015; • Direcionamento das equipes de campo para áreas mais críticas para realização de medição de vazões; • Comparação das vazões medidas com a mínima vazão medida da série histórica até 2013; • Elaboração de prognóstico de vazões. 3.1 Acompanhamento das previsões climática e meteorológica Os órgãos que atuam na área de meteorologia no Brasil são responsáveis pela divulgação das previsões meteorológicas e climáticas. Normalmente a previsão meteorológica apresenta um horizonte de previsão de precipitações de 1 a 7 dias, podendo também apresentar um indicativo das previsões no horizonte de 7 a 14 dias. A previsão meteorológica é apresentada na escala de tempo horária e diária e apresenta a distribuição temporal e espacial da chuva. Já a previsão climática é apresentada na escala de tempo mensal e apresenta o horizonte de prognóstico de três meses de precipitação. Em ambos os casos, para cada região, é importante estabelecer limites de precipitação que funcionem como indicadores da possibilidade de ocorrência de estiagens ou enchentes, sendo isso feito a partir das séries históricas de precipitação e de cotas/vazão. Foi adotado como indicador de estiagem um limite de precipitação que corresponde a 60% da precipitação média da região em análise, assim, caso no período chuvoso fosse observado menos que 60% da precipitação média, há um risco dessa região ter problemas com estiagem. 3.2 Comparação da precipitação observada e a média histórica A comparação da precipitação observada com a média histórica foi feita utilizando dados de precipitação estimados por satélite. Os dados de precipitação foram obtidos a partir do produto Precmerge disponibilizado pelo INPE/CPTEC, para o período de outubro de 1998 em diante, dada a facilidade de obtenção em tempo real e de espacialização da informação. Para a validação dos dados do Precmerge foi feita a comparação entre a precipitação média por bacia na escala de tempo mensal e anual calculada a partir dos dados do Precmerge com a precipitação obtida através das isoietas mensais do Atlas Pluviométrico (Pinto et al., 2011), sendo que os resultados encontrados foram satisfatórios, com desvios pequenos e aleatórios. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 9 3.3 Análise da vazão média mensal observada Foi estabelecida uma rotina de obtenção de dados de níveis dos rios de forma mais ágil, via telefone diretamente com o observador. Para tanto foi selecionado um grupo de estações, chamadas estações indicadoras, levando em conta os seguintes critérios: • Localização; • Curva chave estável; • Tamanho da série de vazões; • Possibilidade de contactar o observador; • Existência de equipamento automático de medição de nível. Os dados fluviométricos diários são enviados uma vez por semana pelos observadores. A partir dos dados de níveis dos rios e com a utilização das curvas chaves, são geradas as vazões diárias e calculadas as vazões médias mensais, e estas são comparadas com: • Vazão média mensal histórica; • Vazão de referência utilizada para a concessão de outorga, Q7,10, no estado de Minas Gerais em rios de domínio estadual e Q95%; • Vazão mensal do ano hidrológico de outubro de 2014 a setembro de 2015. Esta análise evidencia quais são as regiões onde se registram as condições mais críticas de estiagem. 3.4 Análise da vazão medida De acordo com os resultados encontrados na comparação das vazões observadas nas estações indicadoras com a média histórica mensal, vazões de referência e vazões mensais do ano hidrológico de outubro de 2014 a setembro de 2015, as equipes de campo são direcionadas para as regiões mais críticas para a realização de medições de vazões em todas as estações da região. As vazões medidas são comparadas com a vazão mínima medida da série histórica para avaliar o ganho na obtenção da informação para a definição das curvas chaves, em especial em seu ramo inferior. 3.5 Análise da qualidade da água Na operação da rede hidrológica nacional, normalmente são analisados 5 parâmetros in loco: Temperatura da água, pH, oxigênio dissolvido (OD), Turbidez e Condutividade Elétrica. Destes parâmetros somente pH, OD e Turbidez possuem limite de enquadramento quanto aos usos definidos na Resolução CONAMA nº357/2005. Os valores dos parâmetros analisados foram comparados os limites da Resolução CONAMA, conforme apresentado a seguir: • pH entre 6 a 9 – Classes 1 a 4; • Turbidez menor do que 40 UNT - Classe 1, menor do que 100 UNT – Classes 2 e 3; CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 10 • OD maior do que 6 mg/L – Classe 1, entre 5 e 6 mg/L – Classe 2, entre 4 e 5 mg/L – Classe 3, entre 2 e 4 mg/L – Classe 4. Quando os valores dos parâmetros remetem às Classes 3, 4 ou fora de Classe, é analisada a série histórica de qualidade da água da estação, identificando se este comportamento é natural ou anômalo, influenciado pela estiagem. 3.6 Elaboração de prognóstico de vazões O prognóstico de vazões é feito de duas formas distintas. A primeira para estações indicadoras consideradas estratégicas, utilizando modelo de transformação de chuva em vazão, com discretização mensal e horizonte de previsão de até 6 meses no futuro. A segunda para todas as estações indicadoras, utilizando modelo “autoregressivo”, válido para o período de estiagem, com discretização mensal e horizonte de previsão de até 3 meses. A partir das séries de precipitações e vazões foi calibrado o modelo SMAP de transformação de chuva em vazão (Lopes et al., 1981). O modelo utilizado é baseado em reservatórios superficial e subterrâneo e utiliza como dados de entrada a série de precipitação e evapotranspiração. No presente trabalho foi utilizada a discretização de dados mensal e foi selecionado um conjunto de dados para a calibração, outro para a validação e por fim foi feita a simulação para cenários de precipitação distintos. Na segunda forma, o modelo “autoregressivo” consiste em estabelecer as razões entre as vazões mensais de meses subsequentes, por exemplo, a vazão de Maio dividida pela vazão de Abril. Assim, utilizando toda a série histórica de vazões mensais é possível constituir séries de razões entre as vazões de meses do mês atual e do mês anterior. A previsão de vazão para o mês subsequente é realizada com a mediana da série de razões. Também foi definido um intervalo de variação desta previsão baseado nas razões calculadas com percentil de 5% e 95%. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 11 4 Resultados 4.1 Acompanhamento das previsões climática e meteorológica Os órgãos oficiais responsáveis pela previsão climática no Brasil têm divulgado uma previsão de consenso, a qual se encontra na íntegra apresentada no Anexo I. Na região Sudeste para o trimestre de agosto a outubro de 2016 a previsibilidade dos modelos é baixa, ou seja, a probabilidade de a precipitação ser acima, abaixo ou igual a média histórica é a mesma. 4.2 Comparação da precipitação observada e a média histórica Na região Sudeste existem dois períodos distintos, o período chuvoso, que vai de outubro a março e o seco que vai de abril a setembro. No período chuvoso são registrados cerca de 85% da precipitação anual total e no seco os 15% restantes. Dentro do período chuvoso pode ser observado um trimestre mais chuvoso, que na porção leste e norte da área de atuação da SUREG/BH vai de novembro a janeiro e na porção sul e oeste de dezembro a fevereiro. No semestre seco existe um trimestre mais seco, que vai de junho a agosto em toda a região, quando são registrados menos de 5% da precipitação anual. Nas Figuras 2 e 3 são apresentadas a precipitação de agosto de 2016 e a razão desse mês com a precipitação média de agosto de 1998 a 2014, respectivamente. A precipitação acumulada de outubro de 2015 a agosto 2016 está disposta na Figura 4, enquanto na Figura 5 é apresentada a razão desse período com a média histórica de 1998 a 2014. Analisando as Figuras 2 e 3 verifica-se que no mês de agosto de 2016 foram registradas precipitações abaixo da média histórica em partes das seguintes bacias: São Francisco, Jequitinhonha, Pardo, Mucuri, São Mateus, Doce e Itapemirim. Agosto é um dos meses do período seco, logo a média histórica de precipitação desse mês é baixa. Assim, por mais que em algumas regiões a chuva tenha sido acima da média, em magnitude o valor ainda é pequeno, o que não caracteriza em melhora considerável da disponibilidade hídrica nos cursos d’água. Analisando as Figuras 4 e 5 verifica-se que o total acumulado de outubro de 2015 a agosto de 2016 é menor do que a média histórica em quase toda a região monitorada, especialmente nas porções central, norte, nordeste e leste, com destaque para o Espírito Santo e o sul da Bahia. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 12 Figura 2 - Total precipitado (mm) de agosto de 2016. Figura 3 - Razão entre o total precipitado de agosto de 2016 a média histórica de 1998 a 2014. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 13 Figura 4 - Total precipitado (mm) de outubro de 2015 a agosto de 2016. Figura 5 - Razão entre o total precipitado de outubro de 2015 a agosto de 2016 e a média histórica de 1998 a 2014. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 14 A Figura 6 apresenta, por bacia, as precipitações acumuladas de outubro a agosto dos anos hidrológicos 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016 e a média histórica de outubro a agosto. Figura 6 - Comparação entre a precipitação média acumulada de outubro a agosto e a observada no período de outubro a de agosto nos anos hidrológicos 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016. Analisando a Figura 6 verifica-se que, com exceção para a bacia do rio Grande, todas as bacias monitoradas o total acumulado no período chuvoso atual é menor do que o total acumulado da média histórica de outubro a agosto. As precipitações de outubro de 2015 a agosto de 2016 foram menores que as precipitações de outubro a agosto do ano hidrológico 2013/2014 nas bacias dos rios Doce, Jequitinhonha, Itapemirim, Pardo, São Mateus e Mucuri, Calha do rio São Francisco, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Grande e Paramirim e Carinhanha e Corrente. As precipitações para o período de outubro de 2015 a agosto de 2016 foram menores do que as precipitações de outubro a agosto do ano hidrológico 2014/2015 nas bacias dos rios Itapemirim, Pardo, São Mateus, Mucuri, Paracatu, Grande e Paramirim e Carinhanha e Corrente. Os anos hidrológicos 2013/2014 e 2014/2015 foram anos de estiagem severa, onde as equipes de campo conseguiram medir as menores vazões das séries históricas em praticamente todas as estações localizadas na área de atuação da SUREG/BH. Por mais que agosto de 2016 tenha sido um mês com precipitações acima da média em algumas bacias em análise, o total acumulado para o ano hidrológico ainda está baixo em diversas regiões. Como o período seco começa em abril, espera-se que as eventuais precipitações ocorram com menor magnitude até o início do próximo período chuvoso. Assim, o ano hidrológico 2015/2016 será mais um ano na 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 Pr ec ip ita çã o (m m ) Precipitação Observada x Histórica Média Histórica (Out a Ago) Out/13 a Ago/14 Out/14 a Ago/15 Out/15 a Ago/16 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 15 sequencia com total precipitado abaixo da média, e juntando com o déficit hídrico que as bacias já se encontram, o ano hidrológico 2015/2016 também será um ano com problemas na estiagem nas bacias dos rios Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Pardo, Jequitinhonha, médio e baixo Doce, São Mateus, Mucuri, Calha do São Francisco, Itapemirim e os afluentes da margem esquerda do rio São Francisco, Rio Grande, Paramirim, Carinhanha e Corrente. 4.3 Análise da vazão média mensal observada A SUREG/BH opera cerca de 290 estações fluviométricas, e destas foram escolhidas 36 como indicadoras. Além disso, foram selecionadas mais 4 operadas pela SUREG/SA localizadas na bacia do rio Pardo, no norte de Minas Gerais; e na bacia do rio Grande, afluente da margem esquerda do rio São Francisco, totalizando assim 40 estações indicadoras. A Tabela 1 apresenta a relação das estações indicadoras, cuja localização encontra-se na Figura 7. Algumas curvas chaves das estações indicadoras foram apresentadas no Relatório 01/2015, exceto das quatro estações localizadas nas bacias do rio Pardo e do rio Grande, afluentes da margem esquerda do rio São Francisco, que foram apresentadas no Relatório 02/2015. Houve a necessidade de rebaixamento do zero da escala das réguas linmétricas em algumas estações operadas pela SUREG/BH, sendo que duas são indicadoras. Assim, no Relatório 04/2015 foram apresentadas as curvas chaves dessas estações indicadoras em que houve esse rebaixamento: estação Porto Firme, código 56075000, e Belo Oriente (antiga Cenibra), código 56719998. No Relatório 05/2015 foram apresentadas as curvas atualizadas das estações Honório Bicalho, São Francisco e também a curva de Colatina (56994500), a qual está sendo utilizada ao invés da estação Colatina Bombeiros (56994510). No Relatório 02/2016 foi apresentada a atualização da curva chave da estação Carlos Chagas (55630000) e no Relatório 03/2016 foram apresentadas atualizações das curvas das estações Carinhanha (45298000), São João da Cachoeira Grande (55850000) e Fazenda São Domingos (61788000). Tabela 1 – Relação das estações fluviométricas indicadoras localizadas na área de atuação da SUREG/BH e SUREG/SA Código Nome Rio SUREG Latitude Longitude AD (km²) 40100000 Porto das Andorinhas São Francisco BH -19,282 -45,281 13.087 40150000 Carmo do Cajuru Pará BH -20,181 -44,794 2.402 40800001 Ponte Nova Paraopeba Paraopeba BH -19,949 -44,305 5.663 40811100 Jardim Serra Azul BH -20,048 -44,409 112,4 41135000 Pirapora Barreiro São Francisco BH -17,359 -44,948 61.880 41199998 Honório Bicalho das Velhas BH -20,024 -43,823 1.642 41818000 Santo Hipólito das Velhas BH -18,306 -44,226 16.528 42395000 Santa Rosa Paracatu BH -17,255 -46,473 12.880 42600000 Porto dos Poções Preto BH -16,840 -46,357 9.370 43250002 Buritis Jusante Urucuia BH -15,610 -46,412 3.187 44200000 São Francisco São Francisco BH -15,949 -44,868 182.537 44670000 Colônia Jaíba Verde Grande BH -15,343 -43,676 12.401 45131000 São Gonçalo Carinhanha BH -14,314 -44,459 5.986 45298000 Carinhanha São Francisco BH -14,304 -43,763 251.209 46675000 Fazenda Macambira Grande SA -11,611 -44,157 39.600 46870000 Fazenda Porto Limpo Preto SA -11,236 -43,949 22.000 53460500 Passagem das Éguas Pardo SA -15,668 -42,453 2.870 53620000 Cândido Sales Pardo SA -15,513 -41,237 12.890 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 16 Tabela 1 – Relação das estações fluviométricas indicadoras localizadas na área de atuação da SUREG/BH e SUREG/SA Código Nome Rio SUREG Latitude Longitude AD (km²) 54195000 Barra do Salinas Jequitinhonha BH -16,618 -42,309 23.815 54390000 Pega Araçuaí BH -16,860 -42,348 10.099 55630000 Carlos Chagas Mucuri BH -17,704 -40,762 9.607 55850000 S. João Cach. Grande São Mateus BH -18,564 -40,336 6.732 56075000 Porto Firme Piranga BH -20,670 -43,092 4.251 56661000 Nova Era Telemétrica Piracicaba BH -19,766 -43,033 3.203 56719998(1) Belo Oriente Doce BH -19,328 -42,398 24.245 56825000 Naque Velho Santo Antônio BH -19,188 -42,423 10.170 56850000 Gov. Valadares Doce BH -18,882 -41,951 40.484 56891900 Vila Matias Mont. Suaçuí Grande BH -18,575 -41,918 10.189 56994500(2) Colatina Doce BH -19,533 -40,630 76.400 57450000 Rive Itapemirim BH -20,747 -41,466 2.217 60110000 Abadia dos Dourados Dourados BH -18,491 -47,406 1.906 60220000 Desemboque Araguari BH -20,014 -47,017 1.205 60250000 Faz. São Mateus Quebra Anzol BH -19,516 -46,571 1.231 60381000 Faz. Letreiro Uberabinha BH -18,988 -48,190 924 60845000 Ituiutaba Tejuco BH -18,941 -49,452 6.154 60925001 Ponte São Domingos São Domingos BH -19,219 -50,676 3.540 61173000 Usina Couro do Cervo do Cervo BH -21,342 -45,171 385 61565000 Cach Poço Fundo Machado BH -21,788 -46,122 339 61770000 Faz Carvalhais do Pinheirinho BH -21,135 -47,013 226 61788000 Faz São Domingos Sapucaí Paulista BH -20,200 -48,283 6.260 AD – Área de drenagem; (1) a estação Cenibra mudou de nome para Belo Oriente; (2) a estação Colatina Bombeiros (56994510) foi trocada pela estação Colatina (56994500). Figura 7 - Localização das estações fluviométricas indicadoras. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 17 A Tabela 2 apresenta as vazões mais recentes registrados nas estações indicadoras; precipitações atuais registradas nas áreas de drenagem afluentes às estações indicadoras; bem como, as vazões e as precipitações características. Os dados de vazões mensais das estações indicadoras desde o início de outubro de 2015 estão apresentados na Tabela 3. Os dados de vazões mensais que estão abaixo da Q95% foram marcados de roxo, enquanto os que estão abaixo da Q7,10 foram marcados de vermelho. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 18 Tabela 2 - Relação das estações indicadoras Código Nome Rio Pmed Agosto (mm) PObs Agosto16 (mm) Qmed Julho (m³/s) Qmed Agosto (m³/s) Q95% (m³/s) Q7,10 (m³/s) Qmed Jul16 (m³/s) Qmed Ago16 (m³/s) Razão (Qmed Jul16 /Qmed Jul) Razão (Qmed Ago16 /Qmed Ago) 40100000 Porto das Andorinhas São Francisco 11,6 11,7 91,5 73,7 51,2 35,7 56,1 44,5 0,61 0,60 40150000 Carmo do Cajuru Pará 10,4 6,5 21,7 20,9 14,4 9,87 15,2 17,2 0,70 0,82 40800001 Ponte Nova Paraopeba Paraopeba 10,3 8,3 43,9 37,0 24,9 15,4 20,3 15,1 0,46 0,41 40811100 Jardim Serra Azul 7,8 2,6 0,910 0,754 0,38 0,15 0,212 0,144 0,23 0,19 41135000 Pirapora Barreiro São Francisco 8,7 5,8 629 635 426 317 276 334 0,44 0,53 41199998 Honório Bicalho das Velhas 8,1 5,2 18,5 17,6 13,0 10,3 13,2 11,2 0,71 0,64 41818000 Santo Hipólito das Velhas 10,2 4,7 84,0 74,0 55,8 45,5 38,8 31,9 0,46 0,43 42395000 Santa Rosa Paracatu 9,6 6,6 66,7 54,3 32,1 21,1 26,1 21,8 0,39 0,40 42600000 Porto dos Poções Preto 9,1 2,5 48,7 41,5 21,3 13,2 19,4 18,8 0,40 0,45 43250002 Buritis Jusante Urucuia 6,9 1,3 11,3 9,50 5,35 2,07 2,52 2,29 0,22 0,24 44200000 São Francisco São Francisco 6,5 3,5 944 840 534 337 365 392 0,39 0,47 44670000 Colônia Jaíba Verde Grande 2,2 1,5 3,48 2,69 0,280 0,08 RC RC - - 45131000 São Gonçalo Carinhanha 2,4 3,9 50,5 48,0 40,1 34,8 23,9 21,8 0,47 0,45 45298000 Carinhanha São Francisco 2,3 1,3 1.064 950 645 482 454 478 0,43 0,50 46675000 Fazenda Macambira Grande 1,6 2,3 144 136 120 118 80,9 - 0,56 - 46870000 Fazenda Porto Limpo Preto 2,0 0,6 84,6 80,4 73,2 66,6 - - - - 53460500 Passagem das Éguas Pardo 2,0 1,1 - - 0,244(1) - 0,19 - - - 53620000 Cândido Sales Pardo 4,2 3,9 7,61 6,40 1,16 0,29 1,92 - 0,25 - 54195000 Barra do Salinas Jequitinhonha 4,2 9,5 44,7 36,6 20,6 12,4 66,9 62,0 1,50 1,69 54390000 Pega Araçuaí 8,9 14,3 39,5 34,3 17,7 11,6 7,1 5,83 0,18 0,17 55630000 Carlos Chagas Mucuri 16,3 5,0 57,0 50,4 17,9 10,5 6,51 5,31 0,11 0,11 55850000 S. João Cach. Grande São Mateus 25,1 8,3 19,6 15,9 3,72 1,39 1,4 1,29 0,07 0,08 56075000 Porto Firme Piranga 15,2 7,7 47,4 41,6 29,5 20,7 21,7 17,5 0,46 0,42 56661000 Nova Era Telem. Piracicaba 9,2 1,7 26,4 23,7 19,6 17,0 17 16,1 0,64 0,68 56719998 Belo Oriente Doce 14,2 3,6 185 168 128 97,7 97,1 80,5 0,52 0,48 56825000 Naque Velho Santo Antônio 8,7 1,7 91,5 79,7 50,5 30,1 32,3 28,2 0,35 0,35 56850000 Gov. Valadares Doce 11,7 4,0 319 286 216 171 133 107 0,42 0,37 56891900 Vila Matias Mont. Suaçuí Grande 13,2 4,2 47,5 42,1 22 13,5 4,13 1,96 0,09 0,05 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 19 Tabela 2 - Relação das estações indicadoras Código Nome Rio Pmed Agosto (mm) PObs Agosto16 (mm) Qmed Julho (m³/s) Qmed Agosto (m³/s) Q95% (m³/s) Q7,10 (m³/s) Qmed Jul16 (m³/s) Qmed Ago16 (m³/s) Razão (Qmed Jul16 /Qmed Jul) Razão (Qmed Ago16 /Qmed Ago) 56994500 Colatina Doce 17,6 3,0 495 437 295 216 170 136 0,34 0,31 57450000 Rive Itapemirim 23,8 3,9 20,8 17,4 11,7 8,26 6,46 4,03 0,31 0,23 60110000 Abadia dos Dourados Dourados 8,3 3,5 13,9 11,0 5,6 2,84 3,37 2,81 0,24 0,25 60220000 Desemboque Araguari 27,2 19,4 14,3 12,2 9,08 6,37 13,6 11,7 0,95 0,96 60250000 Faz. São Mateus Quebra Anzol 17,7 18,9 18,0 15,6 11,2 8,60 11,5 10,4 0,64 0,67 60381000 Faz. Letreiro Uberabinha 10,0 27,7 7,67 6,59 4,15 2,68 6,19 6,11 0,81 0,93 60845000 Ituiutaba Tejuco 12,6 35,9 49,7 42,1 23,9 9,60 37,2 31,0 0,75 0,74 60925001 Ponte São Domingos São Domingos 13,4 27,3 12,5 10,3 5,51 1,67 12,4 10,7 0,99 1,04 61173000 Us Couro do Cervo do Cervo 12,3 24,2 4,22 3,70 2,18 1,58 2,48 2,26 0,59 0,61 61565000 Cach Poço Fundo Machado 24,3 22,6 4,41 3,73 1,55 1,10 3,93 3,04 0,89 0,81 61770000 Faz Carvalhais do Pinheirinho 12,3 38,2 1,98 1,63 0,99 0,41 1,9 1,52 0,96 0,93 61788000 Faz São Domingos Sapucaí Paulista 19,3 64,8 65,0 51,6 30,0 16,6 66,3 52,4 1,02 1,02 Pmed – precipitação média mensal de 1998 a 2014 sobre a área de drenagem da estação indicadora; PObs – Precipitação observada no mês corrente sobre a área de drenagem da estação indicadora; Qmed – vazão média mensal; Q95% - vazão com permanência de 95%; Q7,10 – vazão mínima anual média com 7 dias de duração e período de retorno de 10 anos; Qmed – vazão média mensal no mês corrente; Qmed Jul16 - vazão média de julho de 2016; Qmed Ago16 – vazão média de agosto de 2016; Razão - razão entre a vazão média do mês em análise e a vazão média mensal do mesmo mês; RC – rio cortado; *– curva chave está sendo reavaliada; (1) vazão baseada na série histórica da estação 53490000. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 20 Tabela 3 – Vazões Médias mensais nas estações indicadoras Código Nome Q7,10 Q95% out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16 Abr/16 Mai/16 Jun/16 Jul/16 Ago/16 (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) 40100000 Porto das Andorinhas 35,7 51,2 39,6 68,6 175 355 254 217 121 82,8 83,4 56,1 44,5 40150000 Carmo do Cajuru 9,87 14,4 4,42 5,32 21,6 70,8 32,9 32,6 17,6 19,2 17,4 15,2 17,2 40800001 Pte Nova Paraopeba 15,4 24,9 16,4 49,1 75,7 155 71,4 90,5 35,1 31,0 33,6 20,3 15,1 40811100 Jardim 0,15 0,38 0,087 0,127 0,526 2,49 1,34 1,08 0,42 0,369 0,379 0,212 0,144 41135000 Pirapora Barreiro 317 426 512 585 487 593 237 191 150 205 213 276 334 41199998 Honório Bicalho 10,3 13 14,2 20,3 29,5 60,2 26 33,2 19,4 15,9* 16,9* 13,2 11,2 41818000 Santo Hipólito 45,5 55,8 26,7 84,9 128 470 152 136 66 63,7 49,8 38,8 31,9 42395000 Santa Rosa 21,1 32,1 17,3 43 61,2(2) 357 214 123 55,3 41,5 31,7 26,1 21,8 42600000 Porto dos Poções 13,2 21,3 27,1 43,4 42,1 210 40,9 44,6 22,1 20,4 19,5 19,4 18,8 43250002 Buritis Jusante 2,07 5,35 3,67 11,7 8 56,5 16,4 12,5 6,28 4,05 2,88 2,52 2,29 44200000 São Francisco 337 534 578 865 960 2729 1339 870 408 409 351 365 392 44670000 Colônia Jaíba 0,08 0,28 RC RC 1,95 22,1 95,1 3,76 0,37 RC RC RC RC 45131000 São Gonçalo 34,8 40,1 19,9 29,8 36,3 79 44,5 40,2 27,5 26,7 25 23,9 21,8 45298000 Carinhanha 482 645 639* 858* 1040* 2496* 1974* 965* 528* 498 448 454 478 46675000 Faz Macambira 118 120 94,9 113 109 198* 234* 122 94,2 81,1 79,7 80,9 - 46870000 Faz Porto Limpo 66,6 73,2 62,3 72,6 76,1 163* 122 72,1 64,3 59,6 58,5 - - 53460500 Passagem Éguas - 0,244(1) - - - 27,2 17,4 2,52 0,927 0,622 0,391 0,19 - 53620000 Cândido Sales 0,29 1,16 0,371 0,798 0,733 3,47* 12,7* 2,86* 2,25 2,69 2,96 1,92 - 54195000 Barra do Salinas 12,4 20,6 63,5 65,3 64 132 70,6 61,8 65,2 61,6 64,9 66,9 62,0 54390000 Pega 11,6 17,7 3,17 18,7 33,3 278 54,2 17,2 8,16 11,6 8 7,1 5,83 55630000 Carlos Chagas 10,5 17,9 3,63* 8,83* 7,88* 132* 37,9 11,5 3,81 2,03 3,58 6,51 5,31 55850000 S. João Cach. Gde 1,39 3,72 0,118 1,27 11,5 113 21,3 2,75 1,03 0,476 0,404 1,4 1,29 56075000 Porto Firme 20,7 29,5 11,8 29,5 73,2 116 60 64,4 30,9 30,6 29,4 21,7 17,5 56661000 Nova Era Telem. 17 19,6 16,6 30,4 41,8 121 35 27,4 20,4 20,1 20,6 17 16,1 56719998 Belo Oriente 97,7 128 62,7* 157* 273* 450* 232* 196* 116* 116* 120* 97,1* 80,5 56825000 Naque Velho 30,1 50,5 25,4 32 72,2 312,5 92,7 76,8 43,2 52,6 33,5 32,3 28,2 56850000 Gov. Valadares 171 216 85,4 184 372 863 346 308 171 186 160 133 107 56891900 Vila Matias Mont. 13,5 22 2 - 21,5 111 44,2 18,3 6,28 11,1 5,53 4,13 1,96 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 21 Tabela 3 – Vazões Médias mensais nas estações indicadoras Código Nome Q7,10 Q95% out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16 Abr/16 Mai/16 Jun/16 Jul/16 Ago/16 (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) 56994500 Colatina 216 295 108* 217* 514* 1090* 534* 376* 220* 235* 197* 170 136 57450000 Rive 8,26 11,7 9,26 8,34 26,3 47,9 23,9 18,3 8,26 7,80 8,4 6,46 4,03 60110000 Ab. dos Dourados 2,84 5,6 3 8,07 6,87 37,1 17 24,3 9,79 7,20 5,72 3,37 2,81 60220000 Desemboque 6,37 9,08 9,76 18,6 41,4 83,3 35 39,8 19,9 16,6 19,2 13,6 11,7 60250000 Faz. São Mateus 8,6 11,2 9,08 14,4 26,8 - 29,5 32,6 19,4 15,5 14,9 11,5 10,4 60381000 Faz. Letreiro 2,68 4,15 3,01 12,4 15,2 35,7 15,7 26,2 11,8 8,18 9,58 6,19 6,11 60845000 Ituiutaba 9,6 23,9 19,7 43,9 62,8 135 97,6 119 65,1 45,7 51,4 37,2 31,0 60925001 Pte São Domingos 1,67 5,51 8,77 16,8 29,9 83,1 35 45,2 19,7 19,2 23,9 12,4 10,7 61173000 Us. Couro do Cervo 1,58 2,18 1,12 2,68 3,79 7,61 5,17 5,97 3,52 3,13 3,79 2,48 2,26 61565000 Cach Poço Fundo 1,1 1,55 1,38 5,62 9,61 21 14,1 22,7 6,07 5,09 8,21 3,93 3,04 61770000 Faz Carvalhais 0,41 0,99 0,792 1,76 3,48 6,92 6,92 7,3 3,26 2,27 3,27 1,9 1,52 61788000 Faz São Domingos 16,6 30 28,2 63 112 223 196 242 136 104 99,2 66,3 52,4 Q7,10 – vazão mínima anual média com 7 dias de duração e período de retorno de 10 anos; Q95% - vazão com permanência de 95%; * - Dados reavaliados; (1) vazão baseada na série histórica da estação 53490000; (2) Dados até 16 de dezembro de 2015; - Sem dados CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 22 Os dados de cota e vazão das estações indicadoras serão atualizados toda sexta-feira no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), no seguinte link http://www.cprm.gov.br/sace/monitoramento/. Ressalta-se que eventuais falhas na atualização dessas estações são esperadas, visto que a divulgação é dependente da chegada desses dados ao escritório. As Figuras 8 e 9 apresentam a razão entre a vazão média do mês de julho de 2016 e: • Vazão média mensal histórica; • Vazão do mês de julho de 2015. Figura 8 - Razão entre a vazão de julho de 2016 e a vazão média mensal de julho. Analisando os dados apresentados na Tabela 2 e a Figura 8, verifica-se que as vazões do mês de julho de 2016 foram maiores que a média histórica de julho em apenas duas estações indicadoras, Barra do Salinas no rio Jequitinhonha e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 23 Figura 9 - Razão entre a vazão de julho de 2016 e a vazão de julho de 2015. Analisando os dados apresentados na Tabela 2 e na Figura 9 verifica-se que as vazões de julho de 2016 foram maiores do que as de julho de 2015 nas estações: Jardim no ribeirão Serra Azul, Santo Hipólito no rio das Velhas, Cândido Sales no rio Pardo, Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, Porto Firme no rio Piranga, Belo Oriente no rio Doce, Fazenda Letreiro no rio Uberabinha, Ponte São Domingos no rio São Domingos, Usina Couro do Cervo no rio do Cervo, Cachoeira Poço Fundo no rio Machado, Fazenda Carvalhais no rio do Pinheirinho e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. As Figuras 10 e 11 apresentam a razão entre a vazão média do mês de agosto de 2016 e: • Vazão média mensal histórica; • Vazão do mês de agosto de 2015. Analisando os dados apresentados na Tabela 2 e a Figura 10, verifica-se que a vazão de agosto de 2016 está acima da vazão média de agosto nas estações indicadoras Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, Ponte São Domingos no rio São Domingos e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. A vazão média de agosto de 2016 ficou acima da vazão média de agosto de 2015 (Tabela 2 e Figura 11) nas estações: Carmo do Cajuru no rio Pará, Jardim no ribeirão Serra Azul, Pirapora Barreiro no rio São Francisco, Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, Porto Firme no rio Piranga, Belo Oriente no rio Doce, Desemboque no rio Araguari, Fazenda Letreiro no rio Uberabinha, Ponte São Domingos no rio São Domingos, Usina Couro do Cervo no rio do Cervo, CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 24 Cachoeira Poço Fundo no rio Machado, Fazenda Carvalhais no rio do Pinheirinho e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. Figura 10 - Razão entre a vazão de agosto de 2016 e a vazão média mensal de agosto. Figura 11 - Razão entre a vazão de agosto de 2016 e a vazão de agosto de 2015. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 25 Foi publicada em 2015 a Deliberação Normativa CERH/MG nº49 de 25/03/2015 (DN 49/2015), que estabelece diretrizes e critérios gerais para a definição de situação crítica de escassez hídrica e estado de restrição de uso de recursos hídricos superficiais nas porções hidrográficas do estado de Minas Gerais. Esta Deliberação Normativa sofreu alterações de redação com a publicação da Deliberação Normativa CERH/MG Nº 50 de 09/10/2015. Após as alterações, a deliberação CERH/MG nº49 de 25/03/2015 define três Estados: • atenção, quando a(s) média(s) das vazões diárias de 7 (sete) dias consecutivos, observadas no(s) posto(s) de monitoramento fluviométrico de referência estiver(em) inferior(es) entre 100% e 200% da Q7,10; • alerta, “quando a média das vazões diárias de 7 (sete) dias consecutivos observadas no(s) posto(s) de monitoramento fluviométrico de referência estiver(em) igual ou inferior da 100% da Q7,10, ou quando o resultado dos estudos de simulação de balanço hídrico citados no item II do art. 6º apresentar riscos de não atendimento aos usos estabelecidos no reservatório e a jusante, até o final do período seco”; • restrição de uso, “quando a média das vazões diárias de 7 (sete) dias consecutivos observadas no(s) posto(s) de monitoramento fluviométrico de referência estiver(em) inferior a 50% (cinquenta por cento) da Q7,10 nas bacias hidrográficas do Estado ou inferior a 70% da Q7,10 para as bacias hidrográficas dos Rios Jequitaí, Pacuí, Urucuia, Pandeiros, Verde Grande, Pará, Paraopeba e Velhas ou quando o resultado dos estudos de simulação de balanço hídrico citados no item II do art. 6º apresentarem riscos acima de 70% de não atendimento aos usos estabelecidos no reservatório e a jusante, até o final do período seco.” Assim, as vazões de julho e agosto de 2016 também foram comparadas com a vazão Q7,10 e Q95%, que são vazões utilizadas para concessão de outorgas no Estado de Minas Gerais, dependendo da dominialidade do curso d’água. As Figura 12 e 13 apresentam a razão entre julho e agosto de 2016 e a Q7,10, respectivamente. Analisando a Tabela 2 e as Figuras 12 e 13, verifica-se que os locais que estiveram abaixo da Q7,10 em julho foram: Pirapora Barreiro e Carinhanha no rio São Francisco, Santo Hipólito no rio das Velhas, São Gonçalo no rio Carinhanha, Fazenda Macambira no rio Grande, Pega no rio Araçuaí, Carlos Chagas no rio Mucuri, Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce e Rive no rio Itapemirim. As estações que estão abaixo da Q7,10 em agosto de 2016 são: Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, Jardim no ribeirão Serra azul, Santo Hipólito no rio das Velhas, São Gonçalo no rio Carinhanha, Carinhanha no rio São Francisco, Pega no rio Araçuaí, Carlos Chagas no rio Mucuri, São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, Porto Firme no rio Piranga, Nova Era no rio Piracicaba, Naque Velho no rio Santo Antônio, Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, Rive no rio Itapemirim e Abadia dos Dourados no rio Dourados. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 26 Figura 12 – Razão entre a vazão de julho de 2016 e a vazão Q7,10. Figura 13 – Razão entre a vazão de agosto de 2016 e a vazão Q7,10. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 27 As Figura 14 e 15 apresentam a razão entre julho e agosto de 2016 e a Q95%, respectivamente. Os locais que estiveram abaixo da Q95% em julho foram: Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, Jardim no ribeirão Serra Azul, Pirapora Barreiro, São Francisco e Carinhanha no rio São Francisco, Santo Hipólito no rio das Velhas, Santa Rosa no rio Paracatu, Porto dos Poções no rio Preto, Buritis Jusante no rio Urucuia, São Gonçalo no rio Carinhanha, Fazenda Macambira no rio Grande, Pega no rio Araçuaí, Carlos Chagas no rio Mucuri, São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, Porto Firme no rio Piranga, Nova Era no rio Piracicaba, Naque Velho no rio Santo Antônio, Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, Rive no rio Itapemirim e Abadia dos Dourados no rio Dourados. As estações que estão abaixo da Q95% em agosto de 2016 são: Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, Jardim no ribeirão Serra Azul, Porto das Andorinhas, Pirapora Barreiro, São Francisco e Carinhanha no rio São Francisco, Honório Bicalho e Santo Hipólito no rio das Velhas, Santa Rosa no rio Paracatu, Porto dos Poções no rio Preto, Buritis Jusante no rio Urucuia, São Gonçalo no rio Carinhanha, Pega no rio Araçuaí, Carlos Chagas no rio Mucuri, São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, Porto Firme no rio Piranga, Nova Era no rio Piracicaba, Naque Velho no rio Santo Antônio, Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, Rive no rio Itapemirim, Abadia dos Dourados no rio Dourados, Fazenda São Mateus no rio Quebra Anzol e Usina Couro do Cervo no rio do Cervo. Ressalta-se que as vazões do rio São Francisco sofrem influência do reservatório de Três Marias e o rio Mucuri pode sofrer influência do reservatório da PCH-Mucuri, com um volume total de 87,15 Hm³. Cabe mencionar a derivação da vazão do rio Paraopeba que está sendo feita pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) em Brumadinho – MG, onde há um bombeamento de até 5 m³/s para a estação de tratamento de água do sistema rio Manso para garantir o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte nos próximos anos (COPASA, 2015). CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 28 Figura 14 – Razão entre a vazão de julho de 2016 e a vazão Q95%. Figura 15 – Razão entre a vazão de agosto de 2016 e a vazão Q95%. No Apêndice I estão apresentados gráficos onde além das vazões médias do ano hidrológico atual e vazões de referência, também estão representadas as vazões médias mensais CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 29 históricas e as vazões médias do ano hidrológico de outubro de 2014 a julho de 2016. Além das constatações anteriores, nestes gráficos é possível verificar que em várias regiões as vazões dos dois últimos anos hidrológicos são menores do que a média histórica. 4.4 Análise da vazão medida As equipes de campo da SUREG/BH realizaram medições de vazões de fevereiro a agosto de 2016 conforme apresentado na Tabela 4. Um conjunto destas medições estava previsto que fosse realizado na programação normal de operação da rede, outro conjunto destas medições foi realizado no âmbito de campanhas de medição extra, na região mais crítica. As medições estão sendo publicadas nos relatórios, quando estes são emitidos. Tabela 4 – Campanhas de campo realizadas pelas equipes da SUREG/BH em 2016 Campanha Mês Programação Normal Campanha extra Relatório 1 Fevereiro e Março/2016 Parte mineira da bacia do rio São Francisco - Relatório 02/2016 2 Março e Abril/2016 Nascentes dos rios Pará, Paraopeba e Velhas, Triangulo Mineiro, bacias dos rios Jequitinhonha e Mucuri - Relatório 02/2016 3 Maio/2016 Bacias do rio Doce, Mucuri, São Mateus e Itapemirim - Relatório 03/2016 4 Junho e Julho/2016 Parte mineira da bacia do rio São Francisco Bacias do rio Doce, Mucuri e São Mateus Relatório Atual 5 Julho e Agosto/2016 Nascentes dos rios Pará, Paraopeba e Velhas, Triangulo Mineiro, bacias dos rios Jequitinhonha e Mucuri Bacias dos rios Doce e Itapemirim Relatório Atual Na Tabela 5 é apresentada a relação das estações visitadas nas últimas duas operações pelas equipes da SUREG/BH. Tabela 5 – Relação das estações visitadas na quarta e quinta campanha Código Estação Rio Lat Long AD (km²) 40025000 VARGEM BONITA SAO FRANCISCO -20,3286 -46,3661 299 40032000 FAZENDA SAMBURA SAMBURA -20:08:46 -046:18:26 738 40037000 FAZENDA DA BARRA SANTO ANTONIO -20:12:50 -046:13:38 743 40040000 FAZENDA AJUDAS AJUDAS -20:06:06 -046:03:19 218 40060001 TAPIRAI-JUSANTE DA PERDICAO/RIB. DA MUTUCA -19:53:14 -046:01:00 543 40100000 PORTO DAS ANDORINHAS SAO FRANCISCO -19:16:54 -045:16:53 13087 40300001 JAGUARUNA-JUSANTE SAO JOAO/OU CORNELIO -19:44:37 -044:49:06 1543 40330000 VELHO DA TAIPA PARA -19:41:32 -044:55:57 7350 40500000 MARTINHO CAMPOS DO PICAO -19:19:53 -045:13:16 715 40800001 PONTE NOVA DO PARAOPEBA PARAOPEBA -19:56:57 -044:18:19 5680 40810400 FAZENDA LARANJEIRAS JUSANTE MATO FRIO -20:05:39 -044:29:37 10,2 40810800 FAZENDA PASTO GRANDE SERRA AZUL/FREITAS -20:05:14 -044:26:15 54,7 40811100 JARDIM SERRA AZUL/FREITAS -20:02:51 -044:24:32 112,4 40821900 BOM JARDIM MONTANTE SESMARIA -19:59:43 -044:31:50 39,8 40822995 MATEUS LEME-ALDEIA MATEUS LEME -19:59:07 -044:26:22 89,4 40823500 SUZANA MATEUS LEME -19:57:41 -044:21:58 153 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 30 Tabela 5 – Relação das estações visitadas na quarta e quinta campanha Código Estação Rio Lat Long AD (km²) 40850000 PONTE DA TAQUARA PARAOPEBA -19:25:23 -044:32:58 8720 40930000 BARRA DO FUNCHAL CABECEIRA/INDAIA -19:23:44 -045:53:10 881 40975000 FAZENDA SAO FELIX DO/BORRACHUDO -18:27:58 -045:38:45 905 41050000 MAJOR PORTO (ANEEL/CEMIG) AREADO -18:42:23 -046:02:23 1396 41075001 PORTO DO PASSARINHO ABAETE -18:24:11 -045:44:04 4330 41135000 PIRAPORA-BARREIRO SAO FRANCISCO -17:21:34 -044:56:52 61880 41199998 HONORIO BICALHO-MONTANTE DAS VELHAS -20:01:26 -043:49:22 1642 41210000 CAETÉ SAO FRANCISCO,DAS VELHAS -19:54:09 -043:39:58 41250000 VESPASIANO DA MATA -19:41:14 -043:55:14 676 41260000 PINHOES DAS VELHAS -19:42:18 -043:48:53 3928 41300000 TAQUARACU TAQUARACU -19:39:10 -043:41:13 584 41340000 PONTE RAUL SOARES DAS VELHAS -19:33:35 -043:54:40 4780 41380000 PONTE PRETA JABUTICATUBAS -19:27:43 -043:54:13 524 41410000 JEQUITIBA DAS VELHAS -19:13:52 -044:01:29 6292 41440005 REPRESA-JUSANTE JEQUITIBA -19:22:17 -044:09:10 176 41600000 PIRAPAMA DAS VELHAS -19:00:40 -044:02:18 7838 41600020 FAZENDA CAPAO DO GADO DA ONCA -19:01:44 -044:11:38 313 41650002 PONTE DO LICINIO-JUSANTE DAS VELHAS -18:40:21 -044:11:37 10980 41685000 PONTE DO PICAO DO PILAO -18:36:15 -044:17:05 534 41780002 PRESIDENTE JUSCELINO-JUSANTE PARAUNA -18:38:42 -044:03:02 3912 41818000 SANTO HIPOLITO (ANEEL/CEMIG) DAS VELHAS -18:18:22 -044:13:33 16528 41890000 ESTACAO DE CURIMATAI CURIMATAI -17:59:48 -044:10:39 1170 41990000 VARZEA DA PALMA DAS VELHAS -17:35:41 -044:42:50 25940 42089998 FAZENDA ESPIRITO SANTO JEQUITAI -17:16:49 -044:13:01 4300 42145498 FAZENDA UMBURANA- MONTANTE JEQUITAI -17:12:34 -044:27:36 6853 42187000 PONTE DOS CIGANOS PACUI -16:28:01 -044:22:34 1324 42210000 CACHOEIRA DA MANTEIGA SAO FRANCISCO -16:39:25 -045:04:51 107250 42250000 FAZENDA LIMOEIRO CLARO -17:54:54 -047:00:39 470 42251000 FAZENDA CORREGO DO OURO ESCURO -17:36:47 -046:51:31 1840 42257000 BARRA DO ESCURINHO ESCURINHO -17:30:45 -046:38:45 2013 42290000 PONTE DA BR-040 - PARACATU PARACATU -17:30:09 -046:34:16 7720 42365000 PONTE DA BR-040 - PRATA DO PRATA -17:39:43 -046:21:18 3430 42395000 SANTA ROSA PARACATU -17:15:18 -046:28:22 12880 42435000 FAZENDA BARRA DA EGUA BARRA DA EGUA -16:52:28 -046:35:11 1594 42440000 FAZENDA POCOES SAO PEDRO -17:02:30 -046:49:07 533 42490000 UNAI PRETO -16:20:58 -046:52:39 5250 42545002 FAZENDA RONCADOR RONCADOR -16:14:56 -046:48:01 455 42545500 FAZENDA "O" RESFRIADO RONCADOR -16:30:02 -046:39:53 704 42546000 FAZENDA SANTA CRUZ SALOBRO -16:08:05 -046:44:44 530 42600000 PORTO DOS POCOES PRETO -16:50:23 -046:21:24 9370 42690001 PORTO DA EXTREMA PARACATU -17:01:50 -046:00:48 29060 42840000 VEREDAS SANTO ANTONIO -18:08:21 -045:45:32 190 42850000 CACHOEIRA DAS ALMAS DO SONO -17:21:03 -045:31:56 4350 42860000 CACHOEIRA DO PAREDAO DO SONO -17:07:16 -045:26:09 5660 42940000 PORTO CURRALINHO PARACATU -17:01:50 -045:32:20 39640 42980000 PORTO ALEGRE PARACATU -16:54:24 -045:22:57 40300 43200000 SAO ROMAO (PCD) SAO FRANCISCO -16:22:21 -045:03:12 154100 43250002 BURITIS-JUSANTE URUCUIA -15:36:35 -046:24:44 3187 43300000 FAZENDA CARVALHO SAO DOMINGOS -15:31:18 -046:16:58 3135 43360000 PIRATINGA PIRATINGA -15:01:51 -046:17:33 434 43429998 ARINOS-MONTANTE URUCUIA -15:55:26 -046:06:34 11710 43670000 VILA URUCUIA (ANEEL/CEMIG) URUCUIA -16:07:59 -045:44:30 18600 43675000 FAZENDA CONCEICAO DA CONCEICAO -16:25:44 -045:44:25 2200 43880000 SANTO INACIO URUCUIA -16:16:52 -045:24:51 23765 43980002 BARRA DO ESCURO (PCD) URUCUIA -16:16:05 -045:14:13 24700 44200000 SAO FRANCISCO SAO FRANCISCO -15:56:58 -044:52:04 182537 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 31 Tabela 5 – Relação das estações visitadas na quarta e quinta campanha Código Estação Rio Lat Long AD (km²) 44250000 USINA DO PANDEIROS PANDEIROS -15:28:59 -044:46:05 3812 44290002 PEDRAS DE MARIA DA CRUZ SAO FRANCISCO -15:35:37 -044:23:43 191063 44350000 BOM JARDIM DO OURO -16:06:41 -043:51:08 876 44500000 MANGA SAO FRANCISCO -14:45:26 -043:55:55 202400 44535000 FAZENDA BOM RETIRO MONTANTE JAPORE -14:41:48 -044:14:24 531 44630000 CAPITAO ENEAS VERDE GRANDE -16:20:26 -043:46:59 900 44630500 BARRA DO RIO VERDE VERDE GRANDE -16:16:54 -043:46:41 44640000 Fazenda Alegre VERDE GRANDE -15:44:14 -043:35:11 44740000 Janauba (Assieg) GURUTUBA -15:44:57 -043:18:33 44770000 Fazenda Lagoa Grande MOSQUITO -15:47:35 -042:55:09 44890000 FAZENDA PEDRO CANTUARIA GURUTUBA -15:58:58 -043:10:10 45131000 SAO GONCALO CARINHANHA -14:18:49 -044:27:34 6186 45170001 FAZENDA PORTO ALEGRE ITAGUARI -14:15:51 -044:31:21 5398 45210000 LAGOA DAS PEDRAS CARINHANHA -14:16:50 -044:24:34 12120 45220000 CAPITANEA COXA -14:25:25 -044:28:59 2196 45260000 JUVENILIA (PCD) CARINHANHA -14:15:26 -044:09:38 15600 45298000 CARINHANHA SAO FRANCSICO -14:18:16 -043:45:48 251209 54485000 FAZENDA FACAO GRAVATA -16:58:16 -042:06:56 1120 54500000 ARACUAI ARACUAI -16:51:01 -042:04:44 16230 54580000 ITAOBIM JEQUITINHONHA -16:34:07 -041:30:14 45819 54590000 SAO JOAO GRANDE SAO JOAO -16:41:22 -041:29:57 1283 54710000 JEQUITINHONHA (PCD) JEQUITINHONHA -16:25:38 -041:00:49 53298 54730005 FAZENDA BOA SORTE-JUSANTE SAO MIGUEL -16:35:36 -041:01:35 1910 54770000 FAZENDA CAJUEIRO SAO FRANCISCO -16:07:13 -040:44:22 2660 54780000 JACINTO JEQUITINHONHA -16:08:19 -040:27:28 63300 55170000 FAZENDA LIMOEIRO BURANHEM -16:25:30 -039:21:12 2324 55241000 PONTE BR-101 DO FRADE -16:36:56 -039:32:16 630 55330000 JUCURUCU JACURUCU-BRACO NORTE -16:50:17 -040:09:26 2035 55340000 ITAMARAJU JACURUCU-BRACO NORTE -17:02:43 -039:32:37 3048 55360000 SAO JOSE DO PRADO JUCURUCU-BRACO SUL -17:11:15 -039:58:56 207 55370000 CACHOEIRA GRANDE JUCURUCU-BRACO SUL -17:15:05 -039:46:35 904 55380000 FAZENDA RIO DO SUL JUCURUCU-BRACO SUL -17:14:58 -039:37:16 1186 55460000 MEDEIROS NETO ALCOBACA OU ITANHEM -17:22:33 -040:13:17 3515 55490000 FAZENDA CASCATA ALCOBACA OU ITANHEM -17:30:37 -039:38:42 5084 55510000 HELVECIA PERUIPE -17:47:56 -039:39:49 2841 55520001 MUCURI MUCURI -17:35:46 -041:29:29 2016 55560000 FAZENDA DIACUI MUCURI -17:29:30 -041:14:21 5193 55610000 FRANCISCO SA TODOS OS SANTOS -17:44:15 -041:07:15 1785 55610000 FRANCISCO SA TODOS OS SANTOS -17:44:15 -041:07:15 1785 55630000 CARLOS CHAGAS MUCURI -17:42:15 -040:45:43 9607 55660000 SAO PEDRO DO PAMPA PAMPA -17:19:14 -040:40:35 1827 55699998 NANUQUE-MONTANTE MUCURI -17:50:29 -040:22:53 12799 55746000 PEDRO CANÁRIO (Estancia Pico) ITAUNAS -18:15:53 -040:02:01 1688 55779000 FIDELANDIA-MONTANTE SAO MATEUS/ BRACO NORTE -18:11:37 -041:14:55 839 55790000 ATALEIA SANTA CRUZ -18:02:43 -041:06:44 351 55800005 FAZENDA SAO MATEUS SAO MATEUS/ BRACO NORTE -18:07:23 -040:52:59 4024 55850000 SAO JOAO DA CACHOEIRA GRANDE SAO MATEUS/ BRACO NORTE -18:33:50 -040:20:10 6732 55850000 SAO JOAO DA CACHOEIRA GRANDE SAO MATEUS/ BRACO NORTE -18:33:50 -040:20:10 6732 55884990 JUSANTE BARRA DO ARIRANHA SAO MATEUS/ BRACO SUL -18:39:56 -041:05:57 1770 55900000 BARRA DE SAO FRANCISCO SAO FRANCISCO -18:45:11 -040:53:33 378 55920000 CORREGO DA BOA ESPERANCA SAO MATEUS/ BRACO SUL -18:42:00 -040:26:30 4769 55960000 BOCA DA VALA SAO MATEUS -18:39:04 -040:05:20 11973 56891900 VILA MATIAS-MONTANTE (PCD) SUACUI GRANDE -18:34:19 -041:54:51 10200 56990990 AFONSO CLAUDIO-MONTANTE GUANDU -20:04:39 -041:07:27 466 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 32 Tabela 5 – Relação das estações visitadas na quarta e quinta campanha Código Estação Rio Lat Long AD (km²) 56991500 LARANJA DA TERRA GUANDU -19:54:05 -041:03:29 1331 57040008 VALSUGANA VELHA-MONTANTE TIMBUI -19:57:09 -040:33:08 82,8 57130000 SANTA LEOPOLDINA SANTA MARIA DA VITORIA -20:05:57 -040:31:40 997 57170000 CORREGO DO GALO JUCU-BRACO NORTE -20:19:01 -040:39:11 973 57230000 FAZENDA JUCURUABA JUCU -20:24:52 -040:29:06 1690 57250000 MATILDE BENEVENTE -20:33:24 -040:48:41 210 57300000 PAU D'ALHO NOVO -20:53:08 -040:56:48 304 57320000 ICONHA-MONTANTE ICONHA -20:46:37 -040:46:59 148 57350000 USINA FORTALEZA BRACO NORTE ESQUERDO -20:22:17 -041:24:25 223 57400000 ITAICI BRACO NORTE ESQUERDO -20:31:42 -041:30:41 1045 57450000 RIVE ITAPEMIRIM -20:44:49 -041:27:58 2217 57476500 FAZENDA LAJINHA CASTELO -20:25:34 -041:16:29 436 57490000 CASTELO CASTELO -20:36:22 -041:11:59 975 57550000 USINA SAO MIGUEL CASTELO -20:41:51 -041:10:26 1458 57580000 USINA PAINEIRAS ITAPEMIRIM -20:57:13 -040:57:03 5166 57650000 FAZENDA CACHETA MUQUI DO NORTE -21:01:00 -041:05:15 505 60010000 SANTANA DE PATOS PARANAIBA -18:50:27 -046:34:03 2714 60011000 PATOS DE MINAS (PCD) PARANAIBA -18:36:06 -046:32:24 3632 60012100 PONTE VICENTE GOULART PARANAIBA -18:17:56 -047:07:21 7224 60100000 CHARQUEADA DO PATROCINIO DOURADOS -18:54:03 -046:57:57 69 60110000 ABADIA DOS DOURADOS DOURADOS -18:29:27 -047:24:23 1906 60130000 FAZENDA CACHOEIRA PERDIZES -18:46:49 -047:24:30 125 60145000 IRAI DE MINAS BAGAGEM -18:58:33 -047:27:21 82 60150000 ESTRELA DO SUL BAGAGEM -18:44:17 -047:41:24 787 60220000 DESEMBOQUE ARAGUARI -20:00:50 -047:01:02 1205 60250000 FAZENDA SAO MATEUS QUEBRA ANZOL -19:30:59 -046:34:14 1231 60265000 IBIA MISERICORDIA -19:28:32 -046:32:32 1307 60272000 PONTE DO RIO SAO JOAO SAO JOAO -19:19:25 -046:38:14 945 60285000 ESTAÇÃO DO SALITRE DO SALITRE -19:5:0 -46:47:0 232 60381000 FAZENDA LETREIRO UBERABINHA -18:59:18 -048:11:25 924 60615000 FAZENDA CACHOEIRA POUSO ALEGRE -18:41:54 -048:46:50 199 60835000 FAZENDA PARAISO TIJUCO -19:14:39 -048:33:44 1469 60842000 PONTE BR-153 (Posto Tejuco) TIJUCO -19:02:22 -049:00:33 3780 60845000 ITUIUTABA TIJUCO -18:56:29 -049:27:06 6154 60848000 PONTE BR-153 (FAZ.NS.APARECIDA DA PRATA -19:30:07 -048:51:31 0 60850000 FAZENDA BURITI DO PRATA DA PRATA -19:21:33 -049:10:49 2526 60855000 PONTE DO PRATA DA PRATA -19:02:03 -049:41:52 5174 60856000 PONTE BR-365 (FAZ.BOA VISTA) SAO JERONIMO -18:53:05 -050:00:18 670 60925001 PONTE SAO DOMINGOS SAO DOMINGOS -19:13:10 -050:40:34 3540 61173000 USINA COURO DO CERVO COURO DO CERVO -21:20:32 -045:10:17 385 61565000 CACHOEIRA POÇO FUNDO MACHADO -21:47:18 -046:07:20 339 61568000 MACHADO MACHADO -21:41:15 -045:54:17 732 61700000 USINA SANTANA SANTANA -20:48:35 -046:48:24 473 61770000 FAZENDA CARVALHAIS DO PINHEIRINHO -21:08:07 -047:00:45 227 61788000 FAZENDA SÃO DOMINGOS SAPUCAI PAULISTA -20:12:00 -048:17:00 6271 61800500 BEIRA DE SANTA RITA PARDO -22:00:11 -046:18:20 356 61815000 GUAXUPÉ GUAXUPE -21:17:39 -046:42:15 73 61861000 INCONFIDENTES MOJI-GUACU -22:19:06 -046:19:19 462 61865000 JACUTINGA MOJI-GUACU -22:16:12 -046:36:15 918 Na Tabela 6 são apresentados os dados das medições e a razão entre essas vazões medidas e a vazão mínima histórica medida até 2013. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 33 Tabela 6 – Dados de medição da quarta e quinta campanha para cada estação e razão da vazão medida pela vazão mínima medida até 2013 da série histórica Código Data Cota (cm) Q medida em 2016 (m³/s) Q Mínima até 2013 (m³/s) Razão 40025000 11/07/2016 59 3,398 2,29 1,48 40032000 08/07/2016 92 9,373 6,68 1,4 40037000 07/07/2016 110 6,039 3,88 1,56 40040000 06/07/2016 108 1,436 1,07 1,34 40060001 05/07/2016 154 4,708 3,93 1,2 40100000 30/06/2016 175 62,425 43,11 1,45 40300001 28/06/2016 112 4,076 3,9 1,05 40330000 28/06/2016 146 28,615 21,39 1,34 40500000 04/07/2016 146 0,278 0,86 0,32 40800001 29/06/2016 99 24,144 20,73 1,16 40810400 28/07/2016 45 0,0215 0,04 0,54 40810800 28/07/2016 52 0,0658 0,14 0,47 40811100 29/07/2016 105 0,173 0,3 0,58 40821900 13/07/2016 36 0,0133 0,02 0,66 40822995 02/08/2016 57 0,1066 0,12 0,89 40823500 01/08/2016 101 0,211 0,4 0,53 40850000 22/06/2016 80 26,146 24,46 1,07 40930000 29/06/2016 158 3,262 2,27 1,44 40975000 22/06/2016 38 2,164 1,7 1,27 41050000 28/06/2016 98 3,343 2,91 1,15 41075001 23/06/2016 61 13,995 8,75 1,6 41135000 28/06/2016 144 230,736 368,94 0,63 41199998 09/06/2016 204 16,339 10,9 1,5 41210000 10/06/2016 44 0,0485 0,02 2,43 41250000 17/06/2016 123 1,831 1,573 1,16 41260000 14/06/2016 117 18,096 22 0,82 41300000 13/06/2016 120 1,972 1,32 1,49 41340000 16/06/2016 29 23,43 20,11 1,17 41380000 15/06/2016 54 1,061 0,882 1,2 41410000 17/06/2016 71 29,029 27,96 1,04 41440005 20/06/2016 126 0,7663 0,713 1,07 41600000 21/06/2016 44 29,7 25,04 1,19 41600020 22/06/2016 90 0,338 0,01 33,8 41650002 23/06/2016 142 29,696 30,46 0,97 41685000 27/06/2016 49 0,0476 0,08 0,6 41780002 24/06/2016 44 8,532 6,99 1,22 41818000 28/06/2016 77 38,491 40,82 0,94 41890000 06/07/2016 73 1,168 0,95 1,23 41990000 01/07/2016 128 45,196 47,3 0,96 42089998 04/07/2016 39 0,735 0,98 0,75 42145498 11/07/2016 97 1,467 1,14 1,29 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 34 Tabela 6 – Dados de medição da quarta e quinta campanha para cada estação e razão da vazão medida pela vazão mínima medida até 2013 da série histórica Código Data Cota (cm) Q medida em 2016 (m³/s) Q Mínima até 2013 (m³/s) Razão 42187000 08/07/2016 143 0,799 0,26 3,07 42210000 27/06/2016 114 289,42 361,8 0,8 42250000 27/06/2016 88 1,9 1,02 1,86 42251000 04/07/2016 63 5,26 3,6 1,46 42257000 01/07/2016 104 4,46 3 1,49 42290000 29/06/2016 96 16,7 11,25 1,48 42365000 30/06/2016 109 8,49 8,18 1,04 42395000 05/07/2016 129 26,7 22,69 1,18 42435000 06/07/2016 60 1,36 0,94 1,45 42440000 04/07/2016 43 1,3 1,2 1,08 42490000 21/06/2016 130 15,7 5,16 3,04 42545002 17/06/2016 44 0,798 0,79 1,01 42545500 20/06/2016 78 0,753 0,7 1,08 42546000 23/06/2016 43 0,988 1,09 0,91 42600000 07/07/2016 66 18,2 6,77 2,69 42690001 06/07/2016 261 34,9 34,8 1 42840000 24/06/2016 42 0,779 0,81 0,96 42850000 12/07/2016 107 3,485 4,09 0,85 42860000 11/07/2016 34 4,61 5,39 0,86 42940000 08/07/2016 149 51 105,16 0,48 42980000 24/06/2016 138 59,325 60,96 0,97 43200000 23/06/2016 149 338,985 410,53 0,83 43250002 27/06/2016 82 2,2496 3,78 0,6 43300000 29/06/2016 237 4,05 4,12 0,98 43360000 28/06/2016 54 0,3031 0,33 0,92 43429998 04/07/2016 105 10,1 11,4 0,89 43670000 30/06/2016 96 15,5 17,77 0,87 43675000 05/07/2016 125 2,7016 2,27 1,19 43880000 01/07/2016 125 17,1249 23,1 0,74 43980002 07/06/2016 103 17,1 15,24 1,12 44200000 22/06/2016 148 359,824 477,56 0,75 44250000 08/06/2016 25 6,7106 8,45 0,79 44290002 10/06/2016 106 388,032 548,63 0,71 44350000 16/06/2016 70 0,138 0,21 0,66 44500000 20/06/2016 107 371,96 467,02 0,8 44630000 15/06/2016 165 0,58 0,22 2,64 44630500 17/06/2016 172 0,5522 0,46 1,2 44640000 24/06/2016 62 0,6634 0,56 1,18 44740000 23/06/2016 87 0,0077 0,001 7,7 44770000 28/06/2016 67 0,1319 0,15 0,88 44890000 27/06/2016 24 0,0086 0,01 0,86 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 35 Tabela 6 – Dados de medição da quarta e quinta campanha para cada estação e razão da vazão medida pela vazão mínima medida até 2013 da série histórica Código Data Cota (cm) Q medida em 2016 (m³/s) Q Mínima até 2013 (m³/s) Razão 45131000 17/06/2016 100 29,269 29,4 1 45170001 20/06/2016 10 31,919 35 0,91 45210000 17/06/2016 19 61,42 64,7 0,95 45220000 15/06/2016 63 3,6383 4,2 0,87 45260000 15/06/2016 33 64,835 68,6 0,95 45298000 16/06/2016 81 462,661 507,33 0,91 54485000 14/07/2016 154 0,0361 0,06 0,6 54500000 14/07/2016 46 9,98 9,45 1,06 54580000 19/07/2016 173 63,309 27 2,34 54590000 13/07/2016 39 0,393 0,22 1,79 54710000 20/07/2016 48 79,238 30,9 2,56 54730005 20/07/2016 146 0,8783 1,21 0,73 54770000 21/07/2016 33 0,1126 0,12 0,94 54780000 25/07/2016 161 60,185 29,3 2,05 55170000 27/07/2016 94 5,341 3,35 1,59 55241000 27/07/2016 104 4,37 1,11 3,94 55330000 28/07/2016 42 1,7335 0,79 2,19 55340000 05/08/2016 147 16,9 3,9 4,33 55360000 29/07/2016 163 4,51 1,94 2,32 55370000 03/08/2016 242 8,18 3,56 2,3 55380000 04/08/2016 69 8,55 3,84 2,23 55460000 01/08/2016 154 3,8384 2,78 1,38 55490000 02/08/2016 130 4,9907 3,35 1,49 55510000 08/08/2016 56 2,3682 2,21 1,07 55520001 16/08/2016 76 0,8739 2,02 0,43 55560000 11/08/2016 62 5,3816 3,17 1,7 55610000 12/08/2016 39 0,5983 0,15 3,99 55610000 12/08/2016 39 0,6093 0,15 4,06 55630000 10/08/2016 170 11,832 5,12 2,31 55660000 10/08/2016 78 4,21 0,48 8,77 55699998 09/08/2016 109 13,1 3,39 3,86 55746000 27/06/2016 95 0,1359 0,9 0,15 55779000 28/06/2016 127 0,01 0,11 0,09 55790000 28/06/2016 73 0,1688 0,03 5,63 55800005 28/06/2016 64 0,3909 0,59 0,66 55850000 27/06/2016 26 0,75 1,9 0,39 55850000 27/06/2016 26 0,7482 1,9 0,39 55884990 23/06/2016 170 0,4685 0,82 0,57 55900000 23/06/2016 34 0,167 0,2 0,83 55920000 24/06/2016 128 1,0282 2,65 0,39 55960000 24/06/2016 62 1,3684 3,58 0,38 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 36 Tabela 6 – Dados de medição da quarta e quinta campanha para cada estação e razão da vazão medida pela vazão mínima medida até 2013 da série histórica Código Data Cota (cm) Q medida em 2016 (m³/s) Q Mínima até 2013 (m³/s) Razão 56891900 29/06/2016 47 8,2782 14,1 0,59 56990990 14/07/2016 84 0,608 1,48 0,41 56991500 15/07/2016 61 1,8116 4,31 0,42 57040008 15/07/2016 101 0,1357 0,23 0,59 57130000 15/07/2016 68 2,1078 2,66 0,79 57170000 18/07/2016 20 2,6933 4,97 0,54 57230000 18/07/2016 71 4,7873 9,32 0,51 57250000 18/07/2016 53 1,4825 2,12 0,7 57300000 19/07/2016 55 1,3461 1,44 0,93 57320000 19/07/2016 41 0,8544 1,07 0,8 57350000 22/07/2016 80 0,4323 0,8 0,54 57400000 22/07/2016 57 2,15 5,38 0,4 57450000 20/07/2016 41 2,946 10 0,29 57476500 21/07/2016 67 0,8395 1,3 0,65 57490000 21/07/2016 75 1,56 1,76 0,89 57550000 21/07/2016 75 2,937 4,13 0,71 57580000 19/07/2016 98 7,4447 18,07 0,41 57650000 20/07/2016 59 0,3243 0,96 0,34 60010000 12/08/2016 61 6,775 8,13 0,83 60011000 01/08/2016 62 7,821 8,79 0,89 60012100 10/08/2016 79,5 24,141 28,02 0,86 60100000 11/08/2016 48 0,223 0,22 1,01 60110000 09/08/2016 113 0,287 3,64 0,08 60130000 05/08/2016 36 0,374 0,25 1,5 60145000 05/08/2016 77 0,73 0,25 2,92 60150000 08/08/2016 57 4,536 3,25 1,4 60220000 03/08/2016 67 10,543 7,83 1,35 60250000 28/07/2016 75,5 11,482 11,07 1,04 60265000 27/07/2016 108 9,58 8,12 1,18 60272000 29/07/2016 119 2,945 3,28 0,9 60285000 11/08/2016 52 1,24 60381000 28/07/2016 63 5,553 2,62 2,12 60615000 29/07/2016 139 1,3493 1,16 1,16 60835000 08/08/2016 334 7,572 4,06 1,87 60842000 01/08/2016 112 17,097 14,84 1,15 60845000 03/08/2016 115 25,022 19,82 1,26 60848000 09/08/2016 31 2,822 2,31 1,22 60850000 05/08/2016 70 9,162 7,8 1,17 60855000 02/08/2016 41 18,146 11,98 1,51 60856000 03/08/2016 33 2,299 1,6 1,44 60925001 04/08/2016 189 10,725 7,13 1,5 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 37 Tabela 6 – Dados de medição da quarta e quinta campanha para cada estação e razão da vazão medida pela vazão mínima medida até 2013 da série histórica Código Data Cota (cm) Q medida em 2016 (m³/s) Q Mínima até 2013 (m³/s) Razão 61173000 13/07/2016 180 2,1385 2,36 0,91 61565000 19/07/2016 110 2,555 1,89 1,35 61568000 18/07/2016 80 6,471 4,29 1,51 61700000 27/07/2016 61 2,999 2,38 1,26 61770000 26/07/2016 66 1,475 1,02 1,45 61788000 27/07/2016 163 60,645 34,5 1,76 61800500 22/07/2016 53 4,18 2,36 1,77 61815000 25/07/2016 92 0,4821 0,29 1,66 61861000 20/07/2016 142 5,227 3,52 1,48 61865000 21/07/2016 140 10,124 7,53 1,34 *vazão mínima medida da série histórica até 2013 Na Figura 16 é apresentada a razão entre a vazão medida na quarta e quinta campanha e a vazão mínima medida até 2013. Observam-se pela Tabela 6 e Figura 16 que foram feitas 78 medições mínimas históricas (em relação à série histórica até 2013), sendo 41 estações na bacia do rio São Francisco, 3 estações na bacia do rio Jequitinhonha, 10 estações na bacia do rio São Mateus e Mucuri, 3 estações na bacia do rio Doce, 15 estações na bacia do rio Itapemirim, 5 estações na bacia do rio Paranaíba e 1 estação na bacia do rio Grande. Assim, espera-se até o fim do ano hidrológico que mais medições mínimas históricas sejam feitas, visto que o período seco se estende até setembro. No Apêndice II são apresentadas as medições realizadas desde o início do monitoramento da estiagem em 2014 até a campanha atual. As medições da próxima campanha serão realizadas nas bacias dos rios Doce, Mucuri, São Mateus e Itapemirim. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 38 Figura 16 – Razão entre a vazão medida na quarta e quinta campanha e a vazão mínima medida até 2013. 4.5 Curvas Chaves A CPRM está revisando as curvas chaves das estações dando ênfase ao traçado do ramo inferior incorporando as vazões históricas medidas, onde os parâmetros se referem a equação do tipo: Q = a (H-ho)n (1) Onde: Q – Vazão (m³/s); H – Cota do nível d’água (m); Demais símbolos – parâmetros constantes. Além da forma expressa na equação 1, a relação cota x descarga de algumas estações pode ser apresentada na forma tabular ou utilizando uma equação parabólica. As curvas chave das estações indicadoras e algumas não indicadoras foram apresentadas em relatórios anteriores, assim, as curvas apresentadas nesse relatório são atualizações das curvas de algumas estações. As curvas chave redefinidas encontram-se apresentadas na Tabela 7 . As medições realizadas na estação Honório Bicalho, 41199998, no rio das Velhas em agosto de 2016 indicaram uma mudança da curva chave no seu ramo inferior. Assim a curva foi alterada CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 39 e as vazões geradas novamente desde 30/04/2016. As vazões geradas de maio de 2016 em diante diferem do valor originalmente calculado conforme apresentado a seguir: • Maio de 2016 de 13,5 m³/s para 15,9 m³/s – diferença de 10%; • Junho de 2016 de 14,6 m³/s para 16,9 m³/s – diferença de 13,6%; • Julho de 2016 de 10,9 m³/s para 13,2 m³/s – diferença de 17,4%; Ressalta-se que a seção da estação de Honório Bicalho sofre influência da operação da captação para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte-RMBH, da operação de reservatórios de geração de energia elétrica a montante e da grande produção e transporte de sedimentos na bacia. Apesar da estação de Honório Bicalho ser muito importante para o gerenciamento de recursos hídricos na bacia do rio das Velhas, hidraulicamente as condições da estação não as melhores para definição de uma curva chave estável, sendo frequentemente modificada em especial no seu ramo inferior. A CPRM irá avaliar a possibilidade da instalação de uma estação a montante da estação de Honório Bicalho num local onde não haja influência da captação da RMBH. Além disso, a CPRM intensificará a realização de medições de vazões nos meses finais da estiagem de 2016, visando a melhor definição da curva chave no seu ramo inferior. Tabela 7 – Parâmetros das curvas chaves de estações operadas pela SUREG/BH Código Nome Rio a ho n Amplitude (cm) Validade 41199998 Honório Bicalho Das Velhas 49,2906 1,39 2,1513 180 a 240 30/04/2016 a 31/12/2016 63,65 1,55 1,461 240 a 300 05/01/2006 a 31/12/2016 55 1,42 1,53 300 a 470 12/03/2001 a 31/12/2016 54390000 Pega Araçuaí 18,226 0,54 3,209 111 a 250 19/03/2012 a 31/12/2016 52,158 0,77 2,022 250 a 610 01/01/1996 a 31/12/2016 56719998 Belo Oriente Doce 36,06 -0,297 2,192 90 a 400 03/07/2015 a 31/12/2016 55,53 0,085 2,026 400 a 700 03/07/2015 a 31/12/2016 56994500 Colatina Doce 391,566 0,59 1,343 91 a 570 01/09/2015 a 31/01/2016 199,823 0,139 1,724 82 a 150 01/02/2016 a 31/12/2016 391,566 0,59 1,343 150 a 570 01/02/2016 a 31/12/2016 279,1307 0,73 1,577 570 a 910 01/09/2015 a 31/12/2016 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 40 4.6 Elaboração de prognóstico de vazões Os prognósticos de vazões foram feitos utilizando o modelo “autoregressivo”. 4.6.1 Resultados do Modelo “autoregressivo” O prognóstico de vazões baseado nas vazões de junho e utilizando o modelo “autoregressivo” foi feito para a maioria das estações indicadoras. As estações que podem atingir a Q7,10 até o mês de setembro são: • Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba; • Jardim no ribeirão Serra Azul; • Honório Bicalho e Santo Hipólito no rio das Velhas; • Santa Rosa no rio Paracatu; • Porto dos Poções no rio Preto; • Buritis Jusante no rio Urucuia; • Porto das Andorinhas, São Francisco, Pirapora Barreiro e Carinhanha no rio São Francisco; • São Gonçalo no rio Carinhanha; • Fazenda Macambira no rio Grande; • Fazenda Porto Limpo no rio Preto; • Pega no rio Araçuaí; • Carlos Chagas no rio Mucuri; • São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus; • Porto Firme no rio Piranga; • Nova Era no rio Piracicaba; • Naque Velho no rio Santo Antônio; • Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce; • Vila Matias no rio Suaçuí Grande; • Rive no rio Itapemirim; • Abadia dos Dourados no rio Dourados; • Fazenda São Mateus no rio Quebra Anzol. Cabe ressaltar que algumas dessas estações já estão abaixo da Q7,10. No Apêndice III encontram-se os gráficos que ilustram este modelo de previsão para estas estações. 5 Considerações Finais As análises das precipitações e das vazões de março de 2014 até o mês de agosto de 2016 permitem que se observe de perto estes anos de estiagem, que é um dos mais rigorosos em parte da área de atuação da Superintendência Regional da CPRM em Belo Horizonte. Avaliando os dados levantados, foi possível observar que com exceção da bacia do rio Grande, todas as bacias monitoradas o total acumulado no período chuvoso atual é menor do que o CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 41 total acumulado da média histórica de outubro a agosto, sendo as bacias do Espírito Santo e do sul da Bahia mais problemáticas. As precipitações de outubro de 2015 a agosto de 2016 foram menores que as precipitações de outubro a agosto do ano hidrológico 2013/2014 nas bacias dos rios Doce, Jequitinhonha, Itapemirim, Pardo, São Mateus e Mucuri, Calha do rio São Francisco, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Grande e Paramirim e Carinhanha e Corrente. As precipitações para o período de outubro de 2015 a agosto de 2016 foram menores do que as precipitações de outubro a agosto do ano hidrológico 2014/2015 nas bacias dos rios Itapemirim, Pardo, São Mateus, Mucuri, Paracatu, Grande e Paramirim e Carinhanha e Corrente. Segundo a previsão climática para a região Sudeste para o trimestre de agosto a outubro de 2016 a previsibilidade dos modelos é baixa, ou seja, a probabilidade de a precipitação ser acima, abaixo ou igual a média histórica é a mesma. O ano hidrológico 2015/2016 já é mais um ano na sequência com total precipitado abaixo da média, e juntando com o déficit hídrico que as bacias se encontram, o ano hidrológico 2015/2016 registra problemas de estiagem nas bacias dos rios Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Pardo, Jequitinhonha, médio e baixo Doce, São Mateus, Mucuri, Calha do São Francisco, Itapemirim e os afluentes da margem esquerda do rio São Francisco, Rio Grande, Paramirim, Carinhanha e Corrente. a) Em relação às vazões observadas em julho de 2016: • As vazões de julho de 2016 foram maiores que a média histórica de julho em apenas duas estações indicadoras, Barra do Salinas no rio Jequitinhonha e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. • As vazões de julho de 2016 ficaram acima da vazão média de julho de 2015 nas estações: o Jardim no ribeirão Serra Azul, o Santo Hipólito no rio das Velhas, o Cândido Sales no rio Pardo, o Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, o Porto Firme no rio Piranga, o Belo Oriente no rio Doce, o Fazenda Letreiro no rio Uberabinha, o Ponte São Domingos no rio São Domingos, o Usina Couro do Cervo no rio do Cervo, o Cachoeira Poço Fundo no rio Machado, o Fazenda Carvalhais no rio do Pinheirinho, e o Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. • As vazões de julho de 2016 foram menores que a Q7,10 : o Pirapora Barreiro e Carinhanha no rio São Francisco, o Santo Hipólito no rio das Velhas, o São Gonçalo no rio Carinhanha, CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 42 o Fazenda Macambira no rio Grande, o Pega no rio Araçuaí, o Carlos Chagas no rio Mucuri, o Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, o Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, e o Rive no rio Itapemirim. • Analisando as vazões de julho de 2016, as estações que ficaram abaixo da Q95% foram: o Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, o Jardim no ribeirão Serra Azul, o Pirapora Barreiro, São Francisco e Carinhanha no rio São Francisco, o Santo Hipólito no rio das Velhas, o Santa Rosa no rio Paracatu, o Porto dos Poções no rio Preto, o Buritis Jusante no rio Urucuia, o São Gonçalo no rio Carinhanha, o Fazenda Macambira no rio Grande, o Pega no rio Araçuaí, o Carlos Chagas no rio Mucuri, o São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, o Porto Firme no rio Piranga, o Nova Era no rio Piracicaba, o Naque Velho no rio Santo Antônio, o Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, o Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, o Rive no rio Itapemirim, e o Abadia dos Dourados no rio Dourados. b) Em relação às vazões observadas em agosto de 2016: • As vazões de agosto de 2016 foram maiores que vazão média de agosto nas estações indicadoras Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, Ponte São Domingos no rio São Domingos e Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. • As vazões de agosto de 2016 ficaram acima da vazão média de agosto de 2015 nas estações: o Carmo do Cajuru no rio Pará, o Jardim no ribeirão Serra Azul, o Pirapora Barreiro no rio São Francisco, o Barra do Salinas no rio Jequitinhonha, o Porto Firme no rio Piranga, o Belo Oriente no rio Doce, o Desemboque no rio Araguari, o Fazenda Letreiro no rio Uberabinha, CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 43 o Ponte São Domingos no rio São Domingos, o Usina Couro do Cervo no rio do Cervo, o Cachoeira Poço Fundo no rio Machado, o Fazenda Carvalhais no rio do Pinheirinho, e o Fazenda São Domingos no rio Sapucaí Paulista. • As vazões de agosto de 2016 foram menores que a Q7,10 : o Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, o Jardim no Ribeirão Serra Azul, o Santo Hipólito no rio das Velhas, o São Gonçalo no rio Carinhanha, o Carinhanha no rio São Francisco, o Pega no rio Araçuaí, o Carlos Chagas no rio Mucuri, o São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, o Porto Firme no rio Piranga, o Nova Era no rio Piracicaba, o Naque Velho no rio Santo Antônio, o Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, o Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, o Rive no rio Itapemirim, e o Abadia dos Dourados no rio Dourados. • Analisando as vazões de agosto de 2016, as estações que ficaram abaixo da Q95% foram: o Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba, o Jardim no ribeirão Serra Azul, o Porto das Andorinhas, Pirapora Barreiro, São Francisco e Carinhanha no rio São Francisco, o Honório Bicalho e Santo Hipólito no rio das Velhas, o Santa Rosa no rio Paracatu, o Porto dos Poções no rio Preto, o Buritis Jusante no rio Urucuia, o São Gonçalo no rio Carinhanha, o Pega no rio Araçuaí, o Carlos Chagas no rio Mucuri, o São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus, o Porto Firme no rio Piranga, o Nova Era no rio Piracicaba, o Naque Velho no rio Santo Antônio, o Vila Matias Montante no rio Suaçuí Grande, o Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce, o Rive no rio Itapemirim, o Abadia dos Dourados no rio Dourados, CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 44 o Fazenda São Mateus no rio Quebra Anzol, e o Usina Couro do Cervo no rio do Cervo. Ressalta-se que o rio São Francisco sofre influência do reservatório de Três Marias e rio Mucuri do reservatório da PCH-Mucuri. Cabe mencionar a derivação da vazão do rio Paraopeba que está sendo feita pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) em Brumadinho – MG, onde há um bombeamento de até 5 m³/s para a estação de tratamento de água do sistema rio Manso para garantir o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte nos próximos anos (COPASA, 2015). O prognóstico de vazões baseado nas vazões de julho e utilizando o modelo “autoregressivo” foi feito para a maioria das estações indicadoras. As estações que podem atingir a Q7,10 até o mês de setembro são: • Ponte Nova do Paraopeba no rio Paraopeba; • Jardim no ribeirão Serra Azul; • Honório Bicalho e Santo Hipólito no rio das Velhas; • Santa Rosa no rio Paracatu; • Porto dos Poções no rio Preto; • Buritis Jusante no rio Urucuia; • Porto das Andorinhas, São Francisco, Pirapora Barreiro e Carinhanha no rio São Francisco; • São Gonçalo no rio Carinhanha; • Fazenda Macambira no rio Grande; • Fazenda Porto Limpo no rio Preto; • Pega no rio Araçuaí; • Carlos Chagas no rio Mucuri; • São João da Cachoeira Grande no rio São Mateus; • Porto Firme no rio Piranga; • Nova Era no rio Piracicaba; • Naque Velho no rio Santo Antônio; • Belo Oriente, Governador Valadares e Colatina no rio Doce; • Vila Matias no rio Suaçuí Grande; • Rive no rio Itapemirim; • Abadia dos Dourados no rio Dourados; • Fazenda São Mateus no rio Quebra Anzol. Cabe ressaltar que algumas dessas estações já estão abaixo da Q7,10. Em relação às medições de vazões, foram realizadas 78 medições mínimas históricas (em relação à série histórica até 2013), sendo 41 estações na bacia do rio São Francisco, 3 estações na bacia do rio Jequitinhonha, 10 estações na bacia do rio São Mateus e Mucuri, 3 estações na bacia do rio Doce, 15 estações na bacia do rio Itapemirim, 5 estações na bacia do rio Paranaíba e 1 estação na bacia do rio Grande. Assim, espera-se que até o fim do ano hidrológico mais medições mínimas históricas sejam feitas, visto que o período seco se estende até setembro. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 45 A análise das precipitações e das vazões até agosto de 2016 indica que nos próximos meses podem ser observados valores de vazão inferiores aos observados no ano passado, que já foi um dos anos mais secos da série histórica em diversas localidades da área de atuação da SUREG/BH. Dessa forma, está sendo feita uma reprogramação da operação da rede hidrometeorológica para possibilitar a medição de vazões tanto nas estações fluviométricas das regiões críticas, bem como nas estações da programação normal. As medições da próxima campanha serão realizadas nas bacias dos rios Doce, Mucuri, São Mateus e Itapemirim. A partir de junho de 2016, os dados de cota e vazão das estações indicadoras serão atualizados toda sexta-feira no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), no seguinte link http://www.cprm.gov.br/sace/monitoramento/. Ressalta-se que eventuais falhas na atualização dessas estações são esperadas, visto que a divulgação é dependente da chegada desses dados ao escritório. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 46 6 Referências Bibliográficas BARNES, S. L., 1973: Mesoscale objective analysis using weighted time-series observations, NOAA Tech. Memo. ERL NSSL-62 National Severe Storms Laboratory, Norman, OK 73069, 60 pp. [NTIS COM-73-10781.], 1973. 2359 CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente (2005). Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Alterado pela Resolução CONAMA 410/2009 e pela 430/2011. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=459>. Acesso em: mar. 2015. COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Captação Rio Paraopeba (2015). Disponível em: < http://www.copasaparaopeba.com.br>. Acesso em: jul. 2016. CPRM. Projeto Operação da Rede Hidrometeorológica Nacional. Análise da Consistência de Dados Sedimentométricos e de Qualidade da Água das Sub-bacias 40, 41, 42, 43, 44, 45, 54, 55, 56, 57, 60. Relatório Técnico. Volume 4. Período 2002 a 2004. Belo Horizonte, 2005. CPRM. Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil - Relatórios 1 a 5 - Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte. BELO HORIZONTE, abril/2014 a setembro/2014. CPRM. Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Boletins Nº 01 a Nº 17 - Fevereiro a Maio - Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte. BELO HORIZONTE, fevereiro/2015 a dezembro/2015. CPRM. Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Informativo sobre a precipitação 01 e 02 - Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte. BELO HORIZONTE, junho e agosto/2016. CPRM. Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatórios Nº 01 a Nº 05 - Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte. BELO HORIZONTE, maio/2015 a dezembro/2015. CPRM. Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatórios Nº 01 a Nº03 - Área de Atuação da Superintendência Regional da CPRM de Belo Horizonte. BELO HORIZONTE, fevereiro/2016 a julho/2016. EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE, Banco de Dados Climáticos do Brasil. 2003. Disponível em: http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br/index.php. Acesso em Fevereiro de 2015. KOCH S. E., M. DESJARDINS, and P. J. KOCIN, 1983: An interactive Barnes objective map analysis scheme for use with satellite and conventional data. J. Climate Appl. Meteor., 22, 1487–1503. PINTO, E. J. de A.; AZAMBUJA, A. M. S. de; FARIAS, J. A. M.; SALGUEIRO, J. P.de B.; PICKBRENNER, K. (Coords.). Atlas pluviométrico do Brasil: isoietas mensais, isoietas trimestrais, CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 47 isoietas anuais, meses mais secos, meses mais chuvosos, trimestres mais secos, trimestres mais chuvosos. Brasília: CPRM, 2011. 1 DVD. Escala 1.5:000.000. Equipe Executora: Da Costa, Margarida Regueira; Dantas, Carlos Eduardo de Oliveira; Melo, De Azambuja, Andressa Macêdo Silva; Denise Christina de Rezende; Do Nascimento, Jean Ricardo da Silva; Dos Santos, André Luis M. Real; Farias, José Alexandre Moreira; Machado, Érica Cristina; Marcuzzo, Francisco Fernando Noronha; Medeiros, Vanesca Sartorelli; Rodrigues, Paulo de Tarso R.; Weschenfelder, Adriana Burin; Sistema de Informação Geográfica-SIG - versão 2.0 - atualizada em novembro/2011; Programa Geologia do Brasil; Levantamento da Geodiversidade. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2014. LOPES, J.E.G., BRAGA, B.P.F., CONEJO, J.G.L., 1981, “SMAP - A simplified hydrological model”, Proceedings of the International Symposium on Applied Modelling, Mississippi, USA. CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 48 ANEXO I – Previsão Climática CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 49 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 50 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 51 APÊNDICE I – Vazões Médias Mensais CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 52 Figura 17 – Vazões médias mensais do rio São Francisco em Porto das Andorinhas. Figura 18 - Vazões médias mensais do rio Pará em Carmo do Cajuru. 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio São Francisco em Porto das Andorinhas 40100000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio Pará em Carmo do Cajuru 40150000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 53 Figura 19 – Vazões médias mensais do rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba. Figura 20 – Vazões médias do ribeirão Serra Azul em Jardim. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio Paraopeba em Ponte Nova do Paraopeba 40800001 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Ribeirão Serra Azul em Jardim 40811100 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 54 Figura 21 – Vazões médias mensais do rio São Francisco em Pirapora Barreiro. Figura 22 – Vazões médias mensais do rio das Velhas em Honório Bicalho. 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio São Francisco em Pirapora Barreiro 41135000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 0 10 20 30 40 50 60 70 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio das Velhas em Honório Bicalho 41199998 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 55 Figura 23 – Vazões médias mensais do rio das Velhas em Santo Hipólito. Figura 24 – Vazões médias mensais do rio Paracatu em Santa Rosa. 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio das Velhas em Santo Hipólito 41818000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 0 50 100 150 200 250 300 350 400 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio Paracatu em Santa Rosa 42395000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 56 Figura 25 – Vazões médias mensais do rio Preto em Porto dos Poções. Figura 26 – Vazões médias mensais do rio Urucuia em Buritis Jusante. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio Preto em Porto dos Poções 42600000 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/ 16 ju l/1 6 ag o/ 16 Va zã o (m ³/ s) Rio Urucuia em Buritis Jusante 43250002 Vazão Mensal Média Vazão Mensal Percentil 10% Vazão Mensal Observada Q7,10 CPRM – Serviço Geológico do Brasil Acompanhamento da estiagem na região Sudeste do Brasil – Relatório 04/2016 57 Figura 27 – Vazões médias mensais do rio São Francisco em São Francisco. Figura 28 – Vazões médias mensais do rio Verde Grande em Colônia Jaíba. 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 ou t/ 14 no v/ 14 de z/ 14 ja n/ 15 fe v/ 15 m ar /1 5 ab r/ 15 m ai /1 5 ju n/ 15 ju l/1 5 ag o/ 15 se t/ 15 ou t/ 15 no v/ 15 de z/ 15 ja n/ 16 fe v/ 16 m ar /1 6 ab r/ 16 m ai /1 6 ju n/