MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL CPRM − SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL _______________________________________________________________ RELATÓRIO DE VIAGEM AO EXTERIOR UNIVERSIDADE DE WARWICK, INGLATERRA WORKSHOP ON “LEAVERING BIG DATA AND CROWDSOURCING T O SUPPORT DISASTER RISK MANAGEMENT AND IMPROVE URBAN RESILIENCE” UNIVERSIDADE DE WARWICK – INGLATERRA Juliana Maceira Moraes Patrícia Duringer Jacques 2016 2 RELATÓRIO DE VIAGEM AO EXTERIOR UNIVERSIDADE DE WARWICK, INGLATERRA WORKSHOP ON “LEAVERING BIG DATA AND CROWDSOURCING T O SUPPORT DISASTER RISK MANAGEMENT AND IMPROVE URBAN RESILIENCE” UNIVERSIDADE DE WARWICK – INGLATERRA Juliana Maceira Moraes Patrícia Duringer Jacques 2016 Capa: Palestra de abertura do workshop organizado pelo Dr. João Porto (Universidade de Warwick). ________________________________________________________________ 3 INDICE 1 Introdução 5 2 Objetivos da Viagem 6 3 Programa da Viagem 6 3.1 Cidade de Coventry 7 3.2 Universidade de Warwick 9 4 Descrição e Análise dos Assuntos Tratados 10 4.1 Cronograma do Workshop 12 4.1.1 Quarta-feira, 5 de outubro de 2016 12 4.1.2 Quinta-feira, 6 de outubro de 2016 14 4.2 Reuniões em grupos 15 4.3 Reunião com todos os grupos e uma proposta do projeto que deverá ser submetida à chamada do EPSRC 17 4.3.1 Sexta-feira, 7 de outubro de 2016 17 5 Programação Cultural – Visita ao Castelo de Kenilworth 20 5 Conclusões 22 6 Agradecimentos 23 ANEXO 1 Publicação no diário oficial 24 4 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Localização do Reino Unido na Europa 7 Figura 2 – Divisão geopolítica da Ingraterra – UK, com destaque para Conventry 8 Figura 3 - Rua no centro de Conventry 8 Figura 4 - Localização da Universidade de Warwick 9 Figura 5 - Prédio da Universidade de Warwick 10 Figura 6 - Praça central da Universidade, onde se localizam restaurantes e o centro de arte. 10 Figura 7 - Grupo de trabalho reunido em frente ao prédio da biblioteca da Universidade. 12 Figura 8 – Apresentação da pesquisadora Juliana, na tarde do primeiro dia de trabalho. 14 Figura 9 - Apresentação da pesquisadora Patrícia na manhã do segundo dia de trabalhos 15 Figura 10 - Sintese do projeto proposto 19 Figura 11 - Grupo de trabalho reunido em frente ao Castelo Kenilworth 21 Figura 12 - Ruinas do Castelo Kenilworth 22 5 1- Introdução A reunião de trabalho realizada na Universidade de Warwick, no período de 05 a 07 de outubro de 2016, teve como objetivo a discussão de abordagens para enfrentar os desafios relacionados à redução do risco de desastres naturais e resiliência urbana, reunindo pesquisadores de organizações acadêmicas e não acadêmicas com diferentes formações disciplinares, que trabalham com a temática de desastres naturais. Os itens mais abordados, tendo em vista a crescente frequência de eventos climáticos extremos e desastres nos últimos anos, foram fontes de dados emergentes, como: informação geográfica de múltiplas fontes (principalmente mídias sociais) e dados de sensores em tempo real. O workshop incluiu apresentações de pesquisadores de instituições envolvidas na resistência às catástrofes no Reino Unido e no Brasil (British Geological Survey, CEMADEN - Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de desastres Naturais, CPRM - Serviço Geológico do Brasil), acadêmicos e estudantes de doutorado das universidades: de Warwick, de São Paulo e da Federal do Rio de Janeiro, bem como os seguintes oradores convidados: Dra. Uta When (UNESCO-IHE Institute for Water Education, Holanda) e o Dr. Andrés Luque-Ayala (Departamento de Geografia da Universidade de Durham, Reino Unido). A última parte do evento consistiu em discussões de uma proposta de submissão de projeto multidisciplinar de uma chamada do EPSRC (Engineering and Physical Sciences research Council) no âmbito do Global Challenges Research Fund, que visa definir uma agenda de investigação conjunta sobre o uso de dados de múltiplas fontes para apoiar a resiliência urbana. 6 2- Objetivos da viagem Entre os dias 05 a 07 de outubro de 2016, realizou-se na Universidade de Warwick, Conventry, Inglaterra, uma oficina coordenada pelo Professor Doutor João Porto de Albuquerque, com os objetivos de: (1) apresentar as ações e atividades realizadas pelas instituições participantes, relacionadas ao tema de risco geológico, big data, sensores remotos, sensores vivos, mídias sociais e resiliência urbana, e (2) discutir uma proposta de projeto multidisciplinar e de várias instituições, sobre o uso de dados de múltiplas fontes para apoiar a resiliência urbana, à ser submetido no EPSRC (Engineering and Physical Sciences research Council), no âmbito do Global Challenges Research Fund. 3- Programa da viagem A Inglaterra (em inglês: England) é uma das nações constituintes do Reino Unido (Figura 1). O país faz fronteira com a Escócia ao norte e com o País de Gales a oeste; o Mar da Irlanda está a noroeste, o Mar Celta está a sudoeste, o Mar do Norte está a leste e o Canal da Mancha, ao sul, que a separa da Europa continental. A maior parte da Inglaterra compreende a parte central e sul da ilha da Grã-Bretanha, no Atlântico Norte. O país também inclui mais de 100 ilhas menores, como as Ilhas Scilly e a Ilha de Wight. O idioma inglês, a Igreja Anglicana e o direito inglês (base para os sistemas legais de muitos outros países ao redor do mundo) desenvolveram-se na Inglaterra, e o sistema de governo parlamentar do país tem sido amplamente adotado por outras nações. A Revolução Industrial começou na Inglaterra do século XVIII, transformando sua sociedade na primeira nação industrializada do mundo. A Royal Society da Inglaterra lançou as bases da ciência experimental moderna. O território da Inglaterra é, em sua maioria, composto por pequenas colinas e planícies, especialmente no centro e no sul do país. No entanto, existem planaltos no norte (por exemplo, Lake District, Peninos e Yorkshire Dales) e no 7 sudoeste (por exemplo, Dartmoor e Cotswolds). A antiga capital da Inglaterra era Winchester até Londres assumir o posto em 1066. Hoje Londres é a maior área metropolitana no Reino Unido e a maior zona urbana da União Europeia. A população inglesa é de cerca de 51 milhões de pessoas, cerca de 84% da população do Reino Unido é majoritariamente concentrada em Londres, no sudeste e em aglomerações nas Midlands, no noroeste, no nordeste e em Yorkshire, regiões industriais que se desenvolveram durante o século XIX (Informações de Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra). Figura 1: Localização do Reino Unido na Europa 3.1 Cidade de Conventry Na região centro-oeste do país localiza-se a cidade de Conventry (Figura 2), que abriga o campus da Universidade de Warwick, onde foi realizado o evento. 8 Coventry (Figura 3) é uma cidade e distrito metropolitano do Reino Unido, na região de West Midlands. Com uma população de 305.000 (estimativa de 2006) é a oitava maior cidade inglesa e a décima primeira do Reino Unido. Após Birmingham é a segunda maior cidade de Midlands por população. Está localizada a 153 km ao noroeste de Londres e 30 km a leste de Birmingham, Coventry é famosa por ser sede da fabricante de automóveis Jaguar (Informações de Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Conventry). Figura 2: Divisão geopolítica da Ingraterra – UK, c om destaque para Conventry Figura 3 – Rua no centro de Conventry. 9 3.2 Universidade de Warwick A Universidade de Warwick é uma das principais universidades no Reino Unido. Estabeleceu-se em 1965 como parte de uma iniciativa do governo com o objetivo de expandir o acesso ao ensino superior. Localiza-se em Coventry, 5 quilômetros (3 milhas) a sudoeste do centro da cidade (Figura 4), e não dentro da cidade de Warwick como o seu nome o sugere. Dista 12km de Warwick e 36km de Birminghan, que são as cidades mais próximas, sendo a ultima maior e mais importante da região, onde também está o aeroporto mais próximo da universidade. Warwick vem crescendo no ranking das universidades, permanecendo consistentemente entre as 10 mais cotadas. Nos anos 60 e nos 70, Warwick teve a reputação de ser uma instituição política radical. Warwick foi uma das primeiras universidades britânicas a desenvolver relações estreitas com a comunidade dos negócios (Figuras 5 e 6). (Informações parcialmente retiradas de wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Warwick). Figura 4: Localização da Universidade de Warwick (Fonte: https://www.google.com.br/maps/place/Coventry,+Reino+Unido/@52.4137755,- 1.5849581,12z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x4870b151656e22b7:0x4f660f5564f0689!8m2!3d52.406822!4d-1.519693) 10 Figura 5: Prédio da Universidade de Warwick Fonte: http://www2.warwick.ac.uk/about/campus/tour/universityhouse/ Figura 6: Praça central da Universidade, onde se lo calizam restaurantes e o centro de arte. Fonte: http://www2.warwick.ac.uk/about/campus/ 4- Descrição e Análise dos Assuntos Tratados O workshop foi dividido em três partes principais. A primeira contemplou as apresentações dos participantes (Figura 7), a segunda as reuniões em grupos temáticos específicos, e a terceira as apresentações dos grupos e uma proposta de projeto que deverá ser submetida à chamada do EPSRC. 11 Lista de Participantes: • João Porto de Albuquerque (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) • Nathaniel Tkacz (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) • Andrés Luque-Ayala (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) • Eduardo Mario Mendiondo (University of Sao Paulo/CEMADEN) • Flavio Horita (Institute of Mathematical and Computer Sciences, University of Sao Paulo) • Jon Coaffee (Politics and International Affairs, University of Warwick) • Vangelis Pitidis (Warwick Institute for the Science of Cities) • Joanne Garde-Hansen (Centre for Cultural Policy Studies, University of Warwick) • Uta Wehn (UNESCO-IHE) • Nataliya Tkachenko (Warwick Institute for the Science of Cities, University of Warwick) • Emma Bee (British Geological Survey) • Marcos Borges (Department of Computer Science, Federal University of Rio de Janeiro) • Camilo Restrepo (School of Engineering, University of São Paulo) • Sidgley Andrade (Institute of Mathematical and Computer Sciences, University of São Paulo) • Gilbert Huber (Department of Computer Science, Federal University of Rio de Janeiro) • Juliana Moraes (CPRM) • Patricia Jacques (CPRM) 12 Figura 7: Grupo de trabalho reunido em frente ao pr édio da biblioteca da Universidade. 4.1 Cronograma do Workshop: 4.1.1 Quarta-feira, 5 de outubro de 2016 9:15 - 9:30 Boas Vindas e objetivos do seminário – Dr João Porto de Albuquerque (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) 9:30 – 10:00 Warwick -Brazil Collaboration and Funding Opportunities – Emily Lim (Global Partnerships Manager, University of Warwick) 10:00 – 12:15 Session 1: Decision -making and Control Rooms - Chair: Dr Nathaniel Tkacz (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) 10:00 – 11:00 Computational logics and the smart city: Control si tes and the maintenance of urban circulation Dr Andrés Luque-Ayala (Centre for Interdisciplinary Methodologies, University of Warwick) 11:00 – 11:15 Intervalo 13 11:15 – 11:45 Decision -making and Forecasting at the Brazilian National Di saster Monitoring and Early -Warning Centre (CEMADEN) – Prof Eduardo Mario 11:45 – 12:15 Integrating emerging big data sources into decision -making: a model - based framework applied to disaster monitoring and early -warning in 12:15 – 13:00 Almoço 13:00 – 15:15 Session 2:Using Geological and Social Data to Enhan ce Urban Resilience - Chair: Prof Jon Coaffee (Politics and International Affairs, 13:00 – 14:00 Assessing Urban Resilience and its emerging geologi cal dimension – Prof Jon Coaffee (Politics and International Affairs, University of Warwick), Vangelis Pitidis (Warwick Institute for the Science of Cities) 14:15 – 15:15 Geohazards and Risk Mapping in Brazil – Juliana Maceira Moraes (CPRM) – Figura 8 15:15 – 15:30 Intervalo 15:30 – 17:45 Session 3: The role of citizen engagement and socia l media - Chair: Dr Joanne Garde-Hansen (Centre for Cultural Policy Studies, University of Warwick) 15:30 – 16:30 Citizen science for citizen engagement in flood ris k management – simply ‘plug and play’? – Dr Uta Wehn (UNESCO-IHE) 16:30 – 16:45 Intervalo 16:45 – 17:15 The rise of big (crisis) data and ‘digital’ humanit arians – Emma Bee (British Geological Survey) 17:15 - 17:45 Predicting floods with Flickr tags – Nataliya Tkachenko (Warwick Institute for the Science of Cities, University of Warwick) 18:00 Jantar e reunião social 14 Figura 8: Apresentação da pesquisadora Juliana, na tarde do primeiro dia de trabalho 4.1.2 Quinta-feira, 6 de outubro de 2016 9:00 – 11:30 Session 4: Real -time environmental sensing and disaster risk modell ing - Chair: Prof Eduardo Mario Mendiondo (School of Engineering, University of São Paulo & CEMADEN) 9:00 – 9:30 Emergencies and Disasters: The application domain f or studies on Knowledge Engineering at the GRECO Research Group – Prof Marcos Borges (Department of Computer Science, Federal University of Rio de Janeiro) 9:30 - 10:00 Urban resilience through Rio firefighters simulation exercise: a case study - Gilbert Huber (Department of Computer Science, Federal University of Rio de Janeiro) 10:00 – 10:15 Intervalo 10:15 – 11:00 One Geology Project – Patricia Jacques Geological Survey of Brazil/CPRM) – Figura 9 11:00 – 11:30 Novel geophysical sensor technology for near -real -time monitoring of the subsurface - Jonathan Chambers (British Geological Survey) 11:30 – 12:00 Mining spatiotemporal patterns in Twitter towards t he detection of heavy rainfall events – Sidgley Andrade (Institute of Mathematical and Computer Sciences, University of São Paulo) and Camilo Restrepo (School of Engineering, University of São Paulo) 12:00 – 13:00 Almoço 15 13:00 – 13:30 Introduction to the second part of the workshop: To wards a Collaborative Research Agenda – Dr João Porto de Albuquerque (University of Warwick) 13:30 – 15:00 Reuniões em grupos 15:00 – 15:30 Intervalo 15:30 – 17:00 Reuniões em grupos 17:15 Evento Social – Visita ao castelo de Kenilworth Castle e jantar social Figura 9: Apresentação da pesquisadora Patrícia na manhã do segundo dia de trabalhos 4.2 Reuniões em grupos Esta seção trata das reuniões realizadas em grupos na parte da tarde do segundo dia do seminário. Os participantes foram reunidos em três grupos que discutiram as temáticas de (1) Tenologias e Gestão de Risco, (2) Interoperabilidade e disseminação de dados e (3) Mídia social. No grupo (1) da pesquisadora em geociências Juliana Maceira participaram: Mario Mediondo (Cemaden), Camilo Restrepo (USP), Raquel Nunes (Universidade de Warwick), Gilbert Huber (UFRJ), Marcos Borges (UFRJ) e Yungfang Chen (Universidade de Conventry). O grupo tratou dos assuntos 16 Resiliência Urbana, Sistemas de suporte à tomada de decisões e tecnologias de monitoramento. Discussões: Com o objetivo de traçar uma linha de raciocínio e manter um único foco de abordagem para o grupo, o grupo julgou fundamental a definição das respostas aos principais tópicos que devem ser abordados quando o objetivo é lidar com desastres naturais: 1- Quando – Com qual fase do desastre estamos lidando? Neste caso o foco é na fase de resposta ao desastre já ocorrido. 2- Pra quem – Entender perfeitamente para quem estamos desenvolvendo o trabalho. Quem será o usuário dos produtos/serviços desenvolvidos? O foco da proposta foram as equipes de resposta (defesa civil, serviços de emergência, autoridades locais, corpo de bombeiros etc) 3- O que – Qual tipo de informação é necessária de ser levantada? Informações climatológicas, geográficas, vulnerabilidade social, previsão de impacto. Com a definição dessas informações é possível identificar os tipos de tecnologia a serem utilizadas. 4- Quem – Quem são os agentes geradores de informação? Levantou-se a possibilidade do agente gerador de informação vir das mídias sociais, incluindo os cidadãos na disseminação da informação. 5- Escala – Atenção especial para a escala em que as informações são geradas e difundidas a fim de atender perfeitamente aos objetivos. A partir das respostas das perguntas acima e sendo definido o objetivo principal, é necessária a definição de quais tipos de mapas devem ser produzidos, a plataforma que será utilizada para prover informações, soluções para os gestores e decidir se é necessária a diferenciação de informações para gestores e público em geral. 17 No Grupo (2) da Pesquidadora em geociências Patricia Jacques participaram: Garry Backer (BGS), Komal Aryal (Newcastle), Flavio Horita (USP), Jonathan Chambers (BGS) e Nate Tkalz (Warwick). O grupo tratou dos seguintes assuntos: interoperabilidade, data driven, disseminação dos dados e fusão da informação de risco geológico. Discussões: 1- O “porque” do CEMADEN usar os dados em PDF disponibilizados pela CPRM ao invés de usar os dados vetoriais e do serviço WMS. Concluímos que existe pouca comunicação e interoperabilidade dos dados entre as instituições brasileiras. 2- Possibilidade do CEMADEN fazer a modelagem automatizada com base em data driven, utilizando as áreas de risco mapeadas pela CPRM e disponibilizadas em WMS, somada ao serviço meteorológico que em função do nível de chuvas poderia poderia enviar alertas automáticos aos gestores. 3- Possibilidade de gerar um aplicativo móvel que receberia o alerta do CEMADEN, dependendo da localização geográfica em que o usuário se encontra. Ex. Se o usuário instalar o aplicativo e estiver com o GPS do celular ligado, e a área que ele está estiver com risco de enchente ele receberia o alerta. 4.3 Reunião com todos os grupos e proposta do projeto que deverá ser submetida à chamada do EPSRC 4.3.1 Sexta-feira, 7 de outubro de 2016 09:30 – 10:00 Resumo das apresentações e discussões em grupos 10:00 – 12:00 Discussões e proposta de projeto No ultimo dia do seminário os grupos apresentaram as discussões realizadas na tarde do dia anterior. Patricia apresentou as discussões do grupo 18 dela, Eduardo Mario apresentou as discussões do grupo da Juliana e Sidgley Andrade apresentou as discussões do terceiro grupo. Após as apresentações dos grupos temáticos, todos deveriam conjuntamente formular uma proposta de projeto para ser apresentado junto à EPSRC, cuja execução prática deveria envolver e aproveitar os conhecimentos e expertises de cada um dos presentes. Juliana e Patrícia propuseram um projeto cujo objetivo principal é aproveitar os dados e informações relacionadas a risco geológico, provenientes das mídias sociais e da população em geral e armazená- las em uma base de dados do Sistema Geobank que após homologado pelos geólogos do Deget, ficariam armazenados no banco de dados do Geobank de produção e seria disponibilizado ao publico. A ideia é desenvolver um aplicativo para dispositivos móveis com GPS. O usuário, ao usar o aplicativo, deverá enviar as coordenadas X e Y (colhidas automaticamente pelo GPS do equipamento celular ou tablet - campo obrigatório ), data (campo obrigatório ), uma foto ou mais do evento de risco – campo obrigatório (enchente, erosão, deslizamentos, etc...). O aplicativo terá ainda um espaço para texto livre (não obrigatório ) e outro para a identificação do usuário (não obrigatório ). Os dados seriam enviados para a CPRM e ficariam armazenados em uma base de homologação. Ficará a cargo da equipe dos técnicos do Deget aprovar ou não os dados para serem armazenados no Sistema Geobank de produção e disponibilizado para o publico. Para incentivar os cidadãos a preencherem o aplicativo, seriam feitas campanhas com os cidadãos contando com as secretarias de educação (nas escolas com professores), de saúde (centros de saúde da família com agentes de saúde) e de defesa civil. Também foi proposto que seja colocado em um local central da cidade, como uma praça, por exemplo, um telão mostrando os dados espacialmente cadastrados, para que os cidadãos vejam seus dados sendo colocados no sistema 19 e se sintam estimulados a participar e colaborar com dados. Textos explicativos e informações visuais adicionais também podem ser agregados ao mapa principal. É um projeto multi-institucional que envolve: prefeituras (saúde, educação, defesa civil), CPRM, Cemaden e universidades. A Figura 10 sintetiza a ideia do projeto. Figura 10 – Síntese do projeto proposto. No final da reunião os participantes gostaram da ideia e ficou combinado que esta e outras ideias seriam enviadas para o João Porto de Albuquerque até o dia 5 de novembro. 5 – Programação Cultural – Visita ao Castelo de Ken ilworth No segundo dia de trabalho, após as 17 horas, como parte cultural da programação, os participantes do seminário foram fazer uma visita às ruínas do Castelo Kenilworth (Figura 11). F IN A L CIDADÃOS CEMADEN PREFEITURAS Sistema Geobank Banco de Produção Publicação dos dados Aplicativo Campos obrigatórios: Coordenadas X,Y; Data e foto. Campos não obrigatórios: texto livre e identificação CPRM- Banco de homologação Equipe Deget Não aprova Aprova IN IC IO Campanhas educativas nas escolas, centros de saúde, defesa civil CIDADÃO 20 O Castelo Kenilworth (Figura 12) se localiza da cidade homônima, vizinha à Conventry e é um dos principais pontos turísticos da região. É um castelo medieval que sofreu diversas modificações e acréscimos em sua construção ao longo dos séculos. Existia uma fortificação no local desde a época dos Saxões, mas as atuais ruínas são de origem normanda; uma grande torre quadrada de pedra construída por Geoffrey de Clinton, Tesoureiro e Chefe de Justiça de Inglaterra no reinado de Henrique I, por volta de 1125. Henrique II tomou o controle do castelo durante a Revolta de 1173-1174, dando a Clinton um outro castelo no Buckinghamshire como forma de compensação. Começou, então, o trabalho para melhorar as qualidades defensivas do castelo, continuado durante o reinado de Henrique III, que o transformou num dos mais fortes das Midlands. As vantagens estratégicas das defesas de água já eram conhecidas desde há muito, tendo sido criado em Kenilworth um grande lago artificial para defender três lados do castelo. Henrique III concedeu o castelo ao seu filho mais novo, Edmundo Crouchback. O castelo foi herdado pelo neto de Edmundo, Henrique de Grosmont, 1.º Duque de Lancaster, e depois passou para o genro do duque, João de Gante. A partir de 1364, João de Gante começou a conversão do castelo duma pura fortaleza em algo mais habitável, trabalho que continuou com o seu neto, Henrique V. O castelo manteve-se em mãos reais até ser dado a John Dudley em 1553. Depois da sua execução, Isabel I deu-o ao seu favorito, Robert Dudley, Conde de Leicester em 1563. O castelo voltou para a Coroa com a morte de Dudley. Durante a Guerra Civil Inglesa, o castelo foi invadido e saqueado pelas tropas Parlamentaristas. Tal como aconteceu com muitos outros castelos ingleses, Kenilworth foi destruído deliberadamente, com o fim de se tornar indefensível, após a guerra civil. 21 Em 1656, uma parede da torre foi explodida e as grandes defesas de água destruídas. Em 1660, Carlos II deu o castelo a Sir Edward Hyde, a quem fez Barão Hyde de Hindon e Conde de Clarendon. O castelo permaneceu como propriedade dos Clarendon até 1937, antes de passar para a posse de John Davenport Siddeley, 1º Barão Kenilworth. A família ofereceu o castelo a Kenilworth em 1958 e o English Heritage tem olhado por ele desde 1984. Em 2005, o English Heritage anunciou que depois de investigações arqueológicas terem revelado mais detalhes do jardim original, este seria restaurado mais próximo da forma isabelina. Foram reconstruídos uma fonte e um aviário, tendo o projeto ficado pronto em Maio de 2009. Em Dezembro de 2008, foram apresentados planos para voltar a encher o original lago em volta do castelo. Assim como contribuir para a recriação do aspecto do castelo, espera-se que o lago seja parte do plano de contenção de inundações para a área, podendo ser usado para andar de barco e praticar outras diversões aquáticas (Informações compiladas de Wikipédia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Kenilworth). Figura 11: Grupo de trabalho reunido em frente ao C astelo Kenilworth 22 Figura 12: Ruinas do Castelo Kenilworth 6- Conclusões Participaram do workshop realizado na Universidade de Warwick pesquisadores e técnicos de diversas instituições, brasileiras e britânicas, o que proporcionou uma visão multidisciplinar do tema abordado. Desse modo, as apresentações individuais e os grupos de discussão foram de grande valia, não somente para fins de divulgação dos projetos onde atua a CPRM, mas especialmente para conhecimento e compreensão de novos e diferentes pontos de vista, vindos de áreas de atuação e realidades socioculturais diferentes da nossa. Os objetivos da reunião foram alcançados, tendo sido promovida a integração entre os participantes, o entendimento do tema principal e culminado com a proposta final de projeto para a EPSRC, a ser submetido ao Global Challenges Research Fund. Nesse sentido, a participação das pesquisadoras Patrícia e Juliana foi importante, pois lançando mão de suas experiências com avaliação de risco geológico e disseminação de informações, estavam aptas a desenvolver a proposta supracitada, que foi unanimemente aceita e elogiada pelo grupo de trabalho. 23 Por fim, o workshop proporcionou uma extensa troca de experiências entre os participantes e os conhecimentos adquiridos certamente servirão de insumo para a construção de novas ideias aplicáveis aos projetos executados na CPRM. 7- Agradecimentos Agradecimentos são devidos a todos os nossos colegas e superiores da CPRM - Serviço Geológico do Brasil, especialmente: Eduardo Ledsham (Diretor Presidente), Antônio Carlos Bacelar Nunes (Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento - DRI), Stênio Pereira (Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial - DHT), Maria Glícia da Nóbrega Coutinho (Chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais), Laura Estela Madeira de Carvalho (Chefe do Departamento de Informações Institucionais - DEINF), Jorge Pimentel (Chefe do Departamento de Gestão Territorial - DEGET) e todos os nossos colegas da DIGEOP (Divisão de Geoprocessamento) e do DEGET. Pelos intensos dias semana de aprendizado e discussões, agradecemos à toda equipe do Professor Doutor João Porto, que custeou a viagem das pesquisadoras e proporcionou a troca de informações entre pesquisadores e professores de renomadas instituições britânicas e brasileiras. 24 ANEXO 1 – PUBLICAÇÕES NO DIÁRIO OFICIAL