DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE GILBUÉS Gilbués Março/2004 MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Secretaria de Desenvolvimento Energético Secretaria de MinaseMetalurgia Ministério de Minase Energia MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Dilma Vana Rousseff Ministra de Estado SECRETARIA EXECUTIVA Mauricio Tiomno Tolmasquim Secretário SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO André Ramon Silva Martins Secretário Interino SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA Giles Carriconde Azevedo Secretário PROGRAMA LUZ PARA TODOS João Nunes Ramis Diretor PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODEEM Paulo Augusto Leonelli Diretor Aroldo Borba Gerente Técnico SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL - CPRM Agamenon Sérgio Lucas Dantas Diretor-Presidente José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial Manoel Barretto da Rocha Neto Diretor de Geologia e Recursos Minerais Álvaro Rogério Alencar Silva Diretor de Administração e Finanças Fernando Pereira de Carvalho Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Frederico Cláudio Peixinho Chefe do Departamento de Hidrologia Fernando Antonio Carneiro Feitosa Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Exploração Ivanaldo Vieira Gomes da Costa Superintendente Regional de Salvador José Wilson de Castro Timóteo Superintendente Regional de Recife Hélbio Pereira Superintendente Regional de Belo Horizonte Darlan Filgueira Maciel Chefe da Residência de Fortaleza Francisco Batista Teixeira Chefe da Residência Especial de Teresina Ministério de Minas e Energia Secretaria de Desenvolvimento Energético / Secretaria de Minas e Metalurgia Programa Luz Para Todos Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios - PRODEEM Serviço Geológico do Brasil - CPRM Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA ESTADO DO PIAUÍ DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE GILBUÉS ORGANIZAÇÃO DO TEXTO Robério Bôto de Aguiar José Roberto de Carvalho Gomes Fortaleza Março/2004 COORDENAÇÃO GERAL Frederico Cláudio Peixinho - DEHID COORDENAÇÃO TÉCNICA Fernando Antônio C. Feitosa - DIHEXP COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVO- FINANCEIRA José Emílio C. Oliveira - DIHEXP APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO Sara Maria Pinotti Benvenuti - DIHEXP COORDENAÇÃO REGIONAL Jaime Quintas dos S. Colares - REFO José Alberto Ribeiro - REFO Oderson A. de Souza Filho - REFO Francisco C. Lages C.Filho - RESTE João Alfredo da C. L. Neto - SUREG- RE José Carlos da Silva - SUREG-RE Luis Fernando C. Bonfim - SUREG-SA EQUIPE TÉCNICA DE CAMPO REFO Ângelo Trévia Vieira Felicíssimo Melo Francisco Alves Pessoa Jader Parente Filho José Roberto de Carvalho Gomes Liano Silva Veríssimo Luiz da Silva Coelho Robério Bôto de Aguiar RESTE Antônio Reinaldo Soares Filho Carlos Antônio Luz Cipriano Gomes Oliveira Heinz Alfredo Trein Ney Gonzaga de Souza SUREG-RE Ari Teixeira de Oliveira Breno Augusto Beltrão Cícero Alves Ferreira Cristiano de Andrade Amaral Dunaldson Eliezer G. A da Rocha Franklin de Moraes Frederico José Campelo de Souza Jardo Caetano dos Santos José Wilson de Castro Temóteo João de Castro Mascarenhas Jorge Luiz Fortunato de Miranda Luiz Carlos de Souza Júnior Manoel Júlio da Trindade G. Galvão Saulo de Tarso Monteiro Pires Sérgio Monthezuma S. Guerra Simeones Neri Pereira Valdecílio Galvão Duarte de Carvalho Vanildo Almeida Mendes SUREG-SA Edvaldo Lima Mota Edmilson de Souza Rosa Hermínio Brasil Vilaverde Lopes João Cardoso Ribeiro M. Filho Luis Henrique Monteiro Pereira Pedro Antônio de Almeida Couto Vânia Passos Borges SUREG-BH Angélica Garcia Soares Eduardo Jorge Machado Simões Ely Soares de Oliveira Haroldo Santos Viana Reynaldo Murilo D. Alves de Brito EM DESTAQUE Almir Araújo Pacheco - SUREG-BE Ana Cláudia Vieira - SUREG-PA Bráulio Robério Caye - SUREG-PA Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA Geraldo de B. Pimentel - SUREG-PA José Cláudio Viegas C. - SUREG-SA Paulo Pontes Araújo - SUREG-BE Tomás E. Vasconcelos - SUREG-GO RECENSEADORES Acácio Ferreira Júnior Adriana de Jesus Felipe Álerson Falieri Suarez Almir Gomes Freire - CPRM Ângela Aparecida Pezzuti Antônio Celso R. de Melo - CPRM Antônio Edílson Pereira de Souza Antônio Jean Fontenele Menezes Antônio Manoel Marciano Souza Antônio Marques Honorato Armando Arruda Câmara F.- CPRM Carlos Alberto G. de Andrade - CPRM Celso Viana Maciel Cícero René de Souza Barbosa Cláudio Márcio Fonseca Vilhena Claudionor de Figueiredo Cleiton Pierre da Silva V iana Cristiano Alves da Silva Edivaldo Fateicha - CPRM Eduardo Benevides de Freitas Eduardo Fortes Crisóstomos Eliomar Coutinho Barreto Emanuelly de Almeida Leão Emerson Garret Menor Emicles Pereira C. de Souza Érika Peconick Ventura Erval Manoel Linden - CPRM Ewerton Torres de Melo Fábio de Andrade Lima Fábio de Souza Pereira Fábio Luiz Santos Faria Francisco Augusto A. Lima Francisco Edson Alves Rodrigues Francisco Ivanir Medeiros da Silva Francisco José V asconcelos Souza Francisco Lima Aguiar Junior Francisco Pereira da Silva - CPRM Frederico Antônio Araújo Meneses Geancarlo da Costa Viana Genivaldo Ferreira de Araújo Gustavo Lira Meyer Haroldo Brito de Sá Henrique Cristiano C. Alencar Jamile de Souza Ferreira Jaqueline Almeida de Souza Jefté Rocha Holanda João Carlos Fernandes Cunha João Luis Alves da Silva Joelza de Lima Enéas Jorge Hamilton Quidute Goes José Carlos Lopes - CPRM Joselito Santiago Lima Josemar Moura Bezerril Junior Julio Vale de Oliveira Kênia Nogueira Diógenes Marcos Aurélio C. de Góis Filho Mário Wardi Junior Matheus Medeiros Mendes Carneiro Maurício Vieira Rios - CPRM Michel Pinheiro Rocha Narcelya da Silva Araújo Nicácia Débora da Silva Oscar Rodrigues Aciolly Júnior Paula Francinete da Silveira Baia Paulo Eduardo Melo Costa Paulo Fernando Rodrigues Galindo Pedro Hermano Barreto Magalhães Raimundo Correa da Silva Neto Ramiro Francisco Bezerra Santos Raul Frota Gonçalves Rodrigo Araújo de Mesquita Romero Amaral Medeiros Lima Rosângela de Assis Nicolau Saulo Moreira de Andrade - CPRM Sérvulo Fernandez Cunha Thiago de Menezes Freire Valdirene Carneiro Albuquerque Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM Vilmar Souza Leal - CPRM Wagner Ricardo R. de Alkimim Walter Lopes de Moraes Junior TEXTO ORGANIZAÇÃO José Roberto de Carvalho Gomes Robério Bôto de Aguiar CARACTERIZAÇÃO DO MUNICIPIO Localização e Aspectos Sócio- Econômicos Homero Coelho Benevides Raimundo Anunciato de Carvalho Robério Bôto de Aguiar Valderedo de Almeida Magno Aspectos Fisiográficos e Geologia Epifânio Gomes da Costa Recursos Hídricos Superficiais Francisco Tarcísio Braga Andrade Robério Bôto de Aguiar Recursos Hídricos Subterrâneos Jose Roberto de Carvalho Gomes DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS Liano Silva Veríssimo Ricardo de Lima Brandão Robério Bôto de Aguiar ILUSTRAÇÕES Ângelo Trévia Vieira Francisco Vladimir Castro Oliveira Iaponira Paiva Gomes José Alberto Ribeiro José Roberto de Carvalho Gomes Liano Silva Veríssimo Oderson Antônio de Souza Filho Raimundo Anunciato de Carvalho Ricardo de Lima Brandão Sara Maria Pinotti Benvenuti BANCO DE DADOS Coordenação Francisco Edson Mendonça Gomes Administração Eriveldo da Silva Mendonça Consistência Janólfta Leda Rocha Holanda MAPAS DE PONTOS D’ÁGUA Coordenação Francisco Edson Mendonça Gomes Execução Antônio Celso Rodrigues de Melo José Emilson Cavalcante Selêucis Lopes Nogueira Vicente Calixto Duarte Neto Aguiar, Robério Bôto de A282 Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea, estado do Piauí: diagnóstico do município de Gilbués. Organização do texto [por] Robério Bôto de Aguiar [e] José Roberto de Carvalho Gomes .  Fortaleza: CPRM - Serviço Geológico do Brasil, 2004. 1. Hidrogeologia – Piauí - Cadastros. 2. Água subterrânea – Piauí - Cadastros. I. Gomes, José Roberto de Carvalho. II Título. CDD 551.49098122 APRESENTAÇÃO A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia, ações visando o aumento da oferta hídrica, que estão inseridas no Programa de Água Subterrânea para a região Nordeste, em sintonia com os programas do governo federal. Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, desde o início o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular, dos recursos hídricos subterrâneos, de forma compatível com as demandas da região nordestina. É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que engloba os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Embora com múltiplas finalidades, este Projeto visa atender diretamente às necessidades do PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubula res em condições de receber sistemas de bombeamento por energia solar. Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de Minas e Energia, em parceria com as Secretarias de Energia e de Minas e Metalurgia e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsídios ao Programa Fome Zero, no tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fom e das comunidades sertanejas do semi-árido nordestino. José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial CPRM – Serviço Geológico do Brasil SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO 1 2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA 1 3. METODOLOGIA 2 4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICIPIO 2 4.1. LOCALIZAÇÃO 2 4.2. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS 2 4.3. ASPECTOS FISIOGRÁFICOS 3 4.4. GEOLOGIA 3 4.5. RECURSOS HÍDRICOS 4 4.5.1. Águas Superficiais 4 4.5.2. Águas Subterrâneas 5 5. DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS 5 6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8 ANEXO 1 - PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO ANEXO 2 - MAPA DE PONTOS D’ÁGUA Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 1 1 - INTRODUÇÃO O Polígono das Secas apresenta um regime pluviométrico marcado por extrema irregularidade de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cenário, a escassez de água constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioeconômico e, até mesmo, à subsistência da população. A ocorrência cíclica das secas e seus efeitos catastróficos são por demais conhecidos e remontam aos primórdios da história do Brasil. Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regiões, através de uma gestão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. Entretanto, a carência de estudos de abrangência regional, fundamentais para a avaliação da ocorrência e da potencialidade desses recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gestão eficiente. Além disso, as decisões sobre a implementação de ações de convivência com a seca exigem o conhecimento básico sobre a localização, caracterização e disponibilidade dessas fontes hídricas. Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto emergencial, como é o caso das secas, merece atenção a utilização das fontes de abastecimento de água subterrânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os setores, tanto do número quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se observa a grande quantidade de captações de água subterrânea no semi-árido, principalmente em rochas cristalinas, desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta, em muitos casos passíveis de ser solucionados com ações corretivas de baixo custo. Para suprir as necessidades das instituições e demais segmentos da sociedade atuantes na região nordestina, no atendimento à população quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente nos momentos críticos de estiagem, a CPRM está realizando o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea em consonância com as diretrizes do Governo Federal e com os propósitos apresentados pelo Ministério de Minas e Energia. Este Projeto tem como objetivo cadastrar todos os poços tubulares, poços amazonas representativos e fontes naturais em uma área, inicial, de 722.000 km2 da região Nordeste do Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regiões metropolitanas. 2 - ÁREA DE ABRANGÊNCIA A área de abrangência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, e norte de Minas Gerais. Figura 1 � Área de abrangência do Projeto Figura 1 - Área de abrangência do Projeto Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 2 3 - METODOLOGIA O planejamento operacional para a realização deste projeto teve como base a experiência da CPRM nos projetos de cadastramento de poços dos estados do Ceará e de Sergipe, executados com sucesso em 1998 e 2001, respectivamente. Os trabalhos de campo foram executados por microrregião, com áreas variando de 15.000 a 25.000 km2. Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois técnicos da CPRM e composta, em média, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM. O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (poço tubular, poço escavado e fonte natural), com determinação das coordenadas geográficas pelo uso do Global Positioning System (GPS) e obtenção de todas as informações passíveis de ser coletadas através de uma visita técnica (caracterização do poço, instalações, situação da captação, dados operacionais, qualidade e uso da água, e aspectos ambientais, geológicos e hidrológicos). Os dados coletados foram repassados sistematicamente ao Núcleo de Processamento de Dados da CPRM-Residência de Fortaleza, para, após rigorosa análise, alimentarem um banco de dados, que devidamente consistido e tratado, possibilitou a elaboração de um mapa de pontos d�água de cada um dos municípios inseridos na área de atuação do Projeto, cujas informações são complementadas por esta nota explicativa, visando fácil manuseio e compreensão acessível a diferentes usuários. Na elaboração dos mapas de pontos d�água foram utilizados, como base cartográfica, os mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo 2000), elaborados a partir das cartas topográficas da SUDENE e DSG � escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os dados referentes aos poços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final e impressão dos mapas foram realizados com o aplicativo ArcView. A base estadual com os limites municipais foi cedida pelo IBGE. Há municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa municipal. Tais casos ocorrem por problemas ainda existentes na cartografia municipal ou talvez devido a informações incorretas prestadas aos recenseadores. Além desse produto impresso, todas as informações coligidas estão disponíveis em meio digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualização. 4 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GILBUÉS 4.1 - Localização O município está localizado na microrregião do Alto Médio Gurguéia (figura 2), compreendendo uma área irregular de 3.475,18 km2, e tendo como limites ao norte os municípios de Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus e Santa Filomena, ao sul Barreiras do Piauí e São Gonçalo do Gurguéia, a leste Monte Alegre do Piauí e Riacho Frio, e a oeste Barreiras do Piauí, Santa Filomena e o estado do Maranhão. A sede municipal tem as coordenadas geográficas de 09o49�55� de latitude sul e 45o20�38� de longitude oeste de Greenwich e dista cerca de 797 km de Teresina. 4.2 - Aspectos Socioeconômicos Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos a partir de pesquisa nos sites do IBGE (www.ibge.gov.br) e do Governo do Estado do Piauí (www.pi.gov.br). O município foi criado pelo Decreto-Lei nº 52 de 29/03/1938. A população total, segundo o Censo 2000 do IBGE, é de 10.229 habitantes e uma densidade demográfica de 2,94 hab/km2, onde 55,8% das pessoas estão na zona rural. Com relação a educação, 69,6% da população acima de 10 anos de idade são alfabetizadas. A sede do município dispõe de energia elétrica distribuída pela Companhia Energética do Piauí S/A - CEPISA, terminais telefônicos atendidos pela TELEMAR Norte Leste S/A, agência de correios e telégrafos, e escola de ensino fundamental. A agricultura praticada no município é baseada na produção sazonal de arroz, feijão, mandioca, milho e soja. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 3 Área do município Teresina Figura 2 - Mapa de localização do município. 4.3 - Aspectos Fisiográficos As condições climáticas do município de Gilbués (com altitude da sede a 481 m acima do nível do mar) apresentam temperaturas mínimas de 25 oC e máximas de 36 oC, com clima quente e semi-úmido. A precipitação pluviométrica média anual é definida no Regime Equatorial Continental, com isoietas anuais em torno de 800 a 1200 mm e período chuvoso estendendo-se de novembro � dezembro a abril � maio. O trimestre mais úmido corresponde aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro (IBGE,1977). Os solos da região, provenientes da alteração de arenito, conglomerado, folhelho, calcário, silexito e siltito, são espessos, jovens, com influência do material subjacente, compreendendo latossolos amarelos, álicos ou distróficos, textura média, associados com areias quartzosas e/ou podzólico vermelho-amarelo concrecionário, plíntico ou não plíntico, fase cerrado tropical subcaducifólio e mata de cocais (Jacomine et al., 1986). O acidente morfológico predominante, é a ampla superfície tabular reelaborada, plana ou levemente ondulada, limitada por escarpas abruptas que podem atingir 600 m, exibindo relevo com zonas rebaixadas e dissecadas (Jacomine et al., 1986). 4.4 - Geologia Conforme a figura 3, as unidades geológicas que ocorrem no âmbito do município estão representadas, na sua totalidade, por coberturas sedimentares. Destacam-se a denominada Formação Urucuia no topo da sequência, constando de arenito e conglomerado. A Formação Areado, reunindo arenito, conglomerado e folhelho. A Formação Sambaíba, composta de arenito. Pela Formação Pedra de Fogo, englobando arenito, folhelho, calcário e silexito. A denominada Formação Piauí, com arenito, folhelho, siltito e calcário. Na base está a Formação Potí, cujas litologias estão representadas por arenito, folhelho e siltito. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 4 Figura 3 - Esboço geológico do município. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 5 4.5 - Recursos Hídricos 4.5.1 - Águas Superficiais Os recursos hídricos superficiais gerados no estado do Piauí estão representados pela bacia hidrográfica do rio Parnaíba, a mais extensa dentre as 25 bacias da Vertente Nordeste (ocupando uma área de 330.285 km2, o equivalente a 3,9% do território nacional), e abrange o estado do Piauí e parte do Maranhão e do Ceará. O rio Parnaíba possui 1.400 quilômetros de extensão e a maioria dos afluentes localizados a jusante de Teresina são perenes e supridos por águas pluviais e subterrâneas. Depois do rio São Francisco, é o mais importante rio do Nordeste. Dentre as sub-bacias, destacam-se aquelas constituídas pelos rios: Balsas, situado no Maranhão; Potí e Portinho, cujas nascentes localizam-se no Ceará; e Canindé, Piauí, Uruçuí-Preto, Gurguéia e Longá, todos no Piauí. Cabe destacar que a sub-bacia do rio Canindé, apesar de ter 26,2% da área total da bacia do Parnaíba, drena uma grande região semi-árida. Apesar do Piauí estar inserido no �Polígono das Secas�, não possui grande quantidade de açudes. Os mais importantes são: Boa Esperança, localizado em Guadalupe e represando cinco bilhões de metros cúbicos de água do rio Parnaíba, vem prestando grandes benefícios à população através da criação de peixes e regularização da vazão do rio, o que evitará grandes cheias, além de melhorar as possibilidades de navegação do rio Parnaíba; Caldeirão, no município de Piripiri, onde se desenvolve grandes projetos agrícolas; Cajazeiras, no município de Pio IX, é também uma garantia contra a falta de água durante as secas; Ingazeira, situado no município de Paulistana, no rio Canindé e; Barreira, situado no município de Fronteiras. Os principais cursos d�água que drenam o município são os rios Uruçui-vermelho, Uruçui-preto e Gurguéia, além dos riachos São Miguel e Santa Maria. 4.5.2 - Águas Subterrâneas No município de Gilbués distingue-se apenas como domínio hidrogeológico as rochas sedimentares da Bacia do Parnaíba, representadas pelas formações Potí, Piauí, Pedra de Fogo, Sambaíba, Areado e Urucuia. As formações Piauí e Poti pelas características litológicas comportam-se como uma única unidade hidrogeológica. Representam juntas, o equivalente a 70% da área total do município. A alternância de leitos mais ou menos permeáveis no âmbito dessas duas formações sugere comportamentos de aqüíferos e aquitards, tendo um relativo valor como manancial de água subterrânea. A Formação Piauí, por ter mais predominância de arenitos, e por aflorar numa área muito grande no município, apresenta um potencial maior como manancial de água subterrânea. A Formação Pedra de Fogo, pelas suas características litológicas, com predominância de camadas argilosas e intercalações de leitos de sílex, que são rochas impermeáveis, apresenta pouco interesse hidrogeológico. A Formação Sambaíba, embora constituída de arenitos, não se constitui numa opção boa para exploração de água subterrânea, porque ocorre somente numa reduzida área no extremo sudoeste do município. As formações Areado e Urucuia são constituídas litologicamente de arenitos finos a muito finos, o que permite caracterizá-las como áreas de potencial fraco a muito fraco em termos de água subterrânea. 5 - DIAGNÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS O levantamento realizado no município registrou a presença de 65 pontos d�água, sendo uma fonte natural, um poço escavado (cacimba ou amazonas) e 63 poços tubulares. Como os poços representam a grande maioria dos pontos cadastrados, o diagnóstico ficará restrito a esta categoria. Quanto à propriedade do terreno onde se encontram, os poços foram classificados em: públicos, quando estão em terrenos de servidão pública e; particular, quando estão em propriedades privadas. A figura 4 mostra que 32 poços são públicos e 32 são de uso particular. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 6 Públicos 32 Particulares 32 Figura 4 � Natureza da propriedade do terreno. Quatro situações distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em operação, paralisados, não instalados e abandonados. Os poços em operação são aqueles que funcionavam normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas relacionados com manutenção ou quebra de equipamentos. Os não instalados representam aqueles que foram perfurados, mas não foram ainda equipados com sistemas de bombeamento e distribuição. E por fim, os abandonados, que incluem poços secos e poços obstruídos, e representam os que não apresentam possibilidade de produção. A situação dessas obras, levando-se em conta seu caráter público ou particular, é apresentada em números absolutos no quadro 1 e em termos percentuais na figura 5. Quadro 1 - Situação atual dos poços cadastrados com relação a finalidade de uso da água. Natureza do poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Público 6 18 6 2 Particular 5 19 2 6 Total 11 37 8 8 Abandonado 17% Não Instalado 13% Paralisado 13% Em Operação 57% Figura 5 - Situação dos poços cadastrados. A figura 6 mostra a relação entre os poços atualmente em operação e os poços desativados (paralisados e não instalados), mas passíveis de entrar em funcionamento. Verifica-se que oito poços particulares estão desativados. Com relação aos poços públicos, oito encontram-se desativados, podendo entretanto, vir a operar, somando suas descargas àquelas dos 18 poços que estão em uso. 0 5 10 15 20 Público 18 8 Particular 19 8 Em Operação Desativados Figura 6 � Poços em uso e passíveis de funcionamento. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 7 Com relação à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos poços, a figura 7 mostra que 20 poços particulares e 12 poços públicos utilizam energia elétrica. O restante, 20 poços públicos e 12 particulares dependem de outras fontes de energia, como: eólica (cata-vento), solar e de combustíveis (óleo diesel, gasolina etc). 0 5 10 15 20 Público 12 20 Particular 20 12 Energia Elétrica Outras Fontes Figura 7 � Tipo de energia utilizada nos sistemas de bombeamento de água Com relação à qualidade das águas dos poços cadastrados, foram realizadas in loco medidas de condutividade elétrica, que é a capacidade de uma substância conduzir a corrente elétrica diretamente relacionada com o teor de sais dissolvidos. Na maioria das águas subterrâneas naturais, a condutividade elétrica da água multiplicada por um fator, que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos sólidos totais dissolvidos (STD) na água. Neste diagnóstico, utilizou-se o fator 0,65 para obter o teor de sólidos dissolvidos nas águas analisadas. A água com demasiado teor de minerais dissolvidos não é conveniente para certos usos. Contendo menos de 500 mg/L de sólidos dissolvidos é, em geral, satisfatória para o uso doméstico e para muitos fins industriais. Com mais de 1.000 mg/L contém minerais que lhe conferem um sabor desagradável e a torna inadequada para diversas finalidades. Para efeito de classificação das águas dos poços cadastrados, foram considerados os seguintes intervalos de sólidos totais dissolvidos (STD). < 500 mg/L → Água doce 500 a 1.500 mg/L → Água salobra > 1.500 mg/L → Água salgada Foram coletadas amostras de água e analisados os sólidos totais dissolvidos de 44 poços, tendo como resultados valores variando de 7,2 a 305,5 mg/L e valor médio de 122,3 mg/L. Conforme a figura 8, que ilustra a classificação das águas subterrâneas no município, todas as águas analisadas foram classificadas como doce, ou seja, os sólidos totais dissolvidos nestas águas estão abaixo de 500 mg/L. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Doce Salobra Salgada Figura 8 - Qualidade das águas subterrâneas dos poços cadastrados Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí 8 6 - CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A análise dos dados referentes ao cadastramento de poços executado no município, permitiu estabelecer as seguintes conclusões: 1. Em termos de domínio hidrogeológico, predominam as rochas da Bacia Sedimentar do Parnaíba, que possuem porosidade primária e boa permeabilidade, proporcionando boas condições de armazenamento e fornecimento de água; 2. O quadro 2 apresenta a situação atual dos poços existentes no município, onde 50% dos poços cadastrados são públicos e 25% são passíveis de funcionamento, podendo aumentar significativamente a oferta de água para a população; 3. Aproximadamente 50% dos poços são atendidos por rede de energia elétrica, o restante depende de fontes alternativas (eólica, solar) ou combustíveis para funcionar o sistema de bombeamento de água; 4. Em termos de qualidade das águas subterrâneas, as amostras analisadas mostraram que todos os poços apresentam água doce. Quadro 2 - Situação atual dos poços cadastrados no município Natureza do Poço Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Total Público 6 18 6 2 32 Particular 5 19 2 6 32 Total 10 37 8 8 64 Com base nas conclusões acima estabelecidas pode-se fazer as seguintes recomendações: 1. Os poços desativados e não instalados devem entrar em programas de recuperação e instalação de equipamentos de bombeamento, visando o aumento da oferta de água à região; 2. Poços paralisados em virtude de alta salinidade, devem ser analisados com detalhe (vazão, análise físico-química, no de famílias atendidas etc.) visando a instalação de equipamentos de dessalinização da água; 3. Todos os poços necessitam manutenção periódica para assegurar o seu funcionamento, principalmente em tempos de estiagens prolongadas; 4. Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriológico, devem ser implantadas, em todos os poços, medidas de proteção sanitária tais como: selo sanitário, tampa de proteção, limpeza permanente do terreno, cerca de proteção etc. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Geografia do Brasil. Região Nordeste. Rio de Janeiro, SERGRAF. IBGE, 1977 FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA � IBGE. [Mapas Base dos municípios do Estado do Piauí]. Escalas variadas. Inédito. JACOMINE, P.K.T. et al.. Levantamento exploratório � reconhecimento de solos do Estado do Piauí. Rio de Janeiro. EMBRAPA-SNLCS/SUDENE-DRN. 1986. 782 p ilust. LIMA, E. de A. M. & LEITE, J.F. � 1978 � Projeto Estudo Global da Bacia Sedimentar do Parnaíba. Recife: DNPM/CPRM. PESSOA, M. D. � 1979 � Inventário Hidrogeológico Básico do Nordeste. Folha Nº 18 � São Francisco � NE. Recife. SUDENE PROJETO CARVÃO DA BACIA DO PARNAÍBA. Convênio DNPM/CPRM. Relatório Final da Etapa I. vol. 1. Recife. 1973 PROJETO RADAM. FOLHA SB.23 TERESINA E PARTE DA FOLHA SB.24 JAGUARIBE; geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro. 1973. Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí ANEXO 1 PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO CÓDIGO POCO LOCALIDADE LATITUDE_ S LONGTUDE_W PONTO DE AGUA NATUREZA DO TERRENO PROF (m) VAZAO (L/h) SITUACAO DO POÇO EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO FONTE DE ENERGIA FINALIDADE DO USO STD (mg/L) DK010 FRUTICULTURA VEREDAO 9 29 52,8 45 26 31,2 Poço tubular Particular 150 27000 Paralisado Bomba submersa Elétrica trifásica 33,8 DK011 FRUTICULTURA VEREDAO 9 30 18,5 45 26 41,4 Poço tubular Particular 152 6000 Em Operação Bomba centrifuga 13 DK012 FAZENDA SANTA LUZIA 9 28 12,3 45 26 53,6 Poço tubular Particular 162 10000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Particular 7,15 DK013 FAZENDA VEREDAO 9 28 40,4 45 17 58,4 Poço tubular Particular 199 Não Instalado 15,6 DK014 FAZENDA PARAISO 9 26 42,2 45 17 18,1 Poço tubular Público 280 3000 Em Operação Bomba submersa Óleo Diesel Comunitário 46,8 DK321 SEDE DO MUNICIPIO 9 49 30,3 45 20 4,1 Poço tubular Particular Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Particular 19,5 DK322 VAQUETA 9 51 44,9 45 24 15,2 Poço tubular Público 84 17600 Em Operação Bomba injetora Elétrica trifásica Comunitário 123,5 DK323 BOUQUEIRAO 9 48 39,4 45 25 4,7 Poço tubular Público 87 9000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário 208 DK324 FAZENDA BOQUEIRAO - BAIANA 9 49 29,6 45 24 41 Poço tubular Público 160 Não Instalado Sarilho Comunitário 182 DK325 GAVIAO 9 50 27,5 45 24 50 Poço tubular Público 100 18000 Em Operação Comunitário 143 DK326 FAZENDA GAVIAO 9 50 54,8 45 24 53,7 Poço tubular Particular 84 Em Operação Bomba injetora Elétrica monofásica 136,5 DK327 FAZENDA GAVIAO II 9 50 49,2 45 24 53,3 Poço escavado(cacimba/cisterna)Particular Em Operação Bomba submersa Elétrica monofásica 227,5 DK328 BELA VISTA 9 48 48,5 45 22 3,5 Poço tubular Público 100 Paralisado Bomba submersa Óleo Diesel Comunitário 305,5 DK329 BELA VISTA II 9 48 41,5 45 22 0,8 Fonte natural Particular Em Operação Particular 32,5 DK332 CATIVO 9 56 11,8 45 22 39,5 Poço tubular Particular Abandonado DK512 FAZENDA VEREDA COMPRIDA / FAZENDA N. S APARECIDA 2 9 42 4,5 45 26 6,8 Poço tubular Particular 85 Em Operação Bomba submersa Elétrica monofásica Particular 16,25 DK641 BANCO DO BRASIL GILBUES 9 49 54,4 45 20 32,2 Poço tubular Particular 60 Paralisado DK642 SEDE DO MUNICIPIO DE GILBUES 9 49 49,8 45 20 1,9 Poço tubular Particular 24 2500 Em Operação Bomba injetora Elétrica trifásica Particular 19,5 DK643 SEDE / POSTO BR 9 49 41,7 45 20 19,7 Poço tubular Particular 40 5000 Em Operação Bomba injetora Elétrica trifásica Particular 240,5 DK644 SEDE DO MUNICIPIO DE GILBUES 9 49 52,2 45 20 5,5 Poço tubular Particular 30 4400 Abandonado DK645 SEDE DO MUNICIPIO DE GILBUES 9 49 50,7 45 20 6,5 Poço tubular Particular Abandonado DK646 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 41,4 45 20 6,8 Poço tubular Particular 30 4600 Em Operação Bomba injetora Elétrica trifásica Particular 117 DK647 SEDE - CASA DO GERENTE BANCO DO BRASIL DE GILBUES 9 49 44 45 20 21 Poço tubular Particular 60 2000 Paralisado Bomba injetora Elétrica trifásica 110,5 DK648 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 25,8 45 20 24,9 Poço tubular Particular 60 Paralisado Bomba injetora Elétrica monofásica 32,5 DK649 AGESPISA - SEDE 9 49 50,9 45 20 27,8 Poço tubular Público 48 9300 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário 39 DK650 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 51,6 45 20 23,8 Poço tubular Público 50 4000 Paralisado 273 DK651 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 51,4 45 20 24 Poço tubular Público 41,5 14400 Abandonado DK652 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 51,7 45 20 23,8 Poço tubular Público 200 4000 Não Instalado 227,5 DK653 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 51,8 45 20 23,6 Poço tubular Público 202 40000 Abandonado DK654 SEDE - POR TRAS DO MERCADO MUNICIPAL 9 49 54,6 45 20 16,3 Poço tubular Público 60 10000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário 91 DK655 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 53,3 45 20 18,8 Poço tubular Público Abandonado DK656 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 56,1 45 20 14,7 Poço tubular Público 40 5000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário DK657 SEDE - ESTADIO PACAEMBU 9 50 1 45 20 5,6 Poço tubular Público 40 5000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués - Estado do Piauí CÓDIGO POCO LOCALIDADE LATITUDE_ S LONGTUDE_W PONTO DE AGUA NATUREZA DO TERRENO PROF (m) VAZAO (L/h) SITUACAO DO POÇO EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO FONTE DE ENERGIA FINALIDADE DO USO STD (mg/L) Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués - Estado do Piauí DK658 SEDE - ESTADIO PACAEMBU 9 49 56,3 45 20 6,3 Poço tubular Público 40 5000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário DK659 SEDE - COLEGIO FESAG 9 49 47,2 45 20 8,1 Poço tubular Público 40 7000 Não Instalado 32,5 DK660 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 50 2,4 45 20 36 Poço tubular Público 200 8000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário 156 DK661 FAZENDA PLANALTINA 9 46 46,9 45 19 24,5 Poço tubular Particular 120 15000 Em Operação Bomba submersa Elétrica monofásica Particular 305,5 DK662 FAZENDA BURITIRANA -DNOCS 9 47 43,6 45 19 41,4 Poço tubular Público 118 3600 Não Instalado DK663 SEDE - RUA FAUSTO LUSTOSA 9 49 29,7 45 20 10,7 Poço tubular Particular 60 4000 Abandonado DK664 SEDE - POCO AO LADO DA CAIXA D'AGUA 9 49 38,1 45 20 4,3 Poço tubular Público 150 2000 Abandonado DK665 UNIDADE MISTA DE SAUDE DE GILBUES 9 49 50,4 45 20 22,3 Poço tubular Público 40,6 7000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Comunitário DK666 UNIDADE MISTA DE SAUDE DE GILBUES 9 49 51 45 20 23,9 Poço tubular Público 40 Não Instalado 195 DK667 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 40,6 45 20 20,8 Poço tubular Particular 22 3000 Paralisado Elétrica trifásica Particular 162,5 DK668 ALOJAMENTO DO BANCO DO BRASIL / SEDE 9 49 35,9 45 20 18,8 Poço tubular Público 58 6000 Em Operação Bomba injetora Elétrica trifásica Comunitário 240,5 DK669 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 51,9 45 20 23,7 Poço tubular Público 41 9650 Abandonado DK670 SEDE MUNICIPAL DE GILBUES 9 49 49,9 45 20 1,9 Poço tubular Particular Abandonado DK671 FRUTICULTURA VEREDAO 9 29 47,4 45 26 42,3 Poço tubular Particular 150 27000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Particular 10,4 DK672 FAZENDA PARANA 9 27 29,5 45 20 52,3 Poço tubular Particular 10000 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Particular DK673 FAZENDA SANTO IZIDORIO 9 24 50,4 45 14 35,3 Poço tubular Particular 258 15000 Em Operação Bomba submersa Óleo Diesel Particular 17,55 DK674 AGROPECUARIA TIO LARA 9 26 2,5 45 12 5 Poço tubular Particular 204 14000 Em Operação Bomba submersa Óleo Diesel Comunitário DK801 CHACARA PONTO DE APOIO 9 49 29,8 45 21 38,9 Poço tubular Particular 100 Em Operação Bomba submersa Elétrica trifásica Particular 188,5 DK802 MARMELADA 9 48 18,8 45 31 16,3 Poço tubular Público 120 Em Operação Comunitário 97,5 DK805 FAZENDA CANTO DA LAGOA 9 49 37,1 45 28 59,6 Poço tubular Particular 102 Em Operação Particular 117 DK806 COMPRA FIADO 9 49 48,2 45 28 32,3 Poço tubular Público 75 4000 Abandonado DK807 COMPRA FIADO 9 49 49,5 45 28 7,5 Poço tubular Público Em Operação Bomba submersa Elétrica monofásica Comunitário 78 DK808 PEREQUITO - FAZENDA TAMBURIL 9 50 5,2 45 27 22,9 Poço tubular Público 65 Em Operação Bomba centrifuga Elétrica trifásica Comunitário 149,5 DK809 FAZENDA VENEZA II 9 54 15,5 45 20 11,3 Poço tubular Particular 200 Não Instalado 32,5 DK810 FAZENDA VENEZA I 9 54 16,3 45 20 10,8 Poço tubular Particular 90 3000 Paralisado Bomba injetora Óleo Diesel DK811 LOPES 9 54 37,2 45 17 54,8 Poço tubular Público 94 5000 Em Operação Bomba submersa Óleo Diesel Comunitário 253,5 DK812 CHAPADINHA 9 51 23,1 45 16 12,4 Poço tubular Público Em Operação Bomba submersa Óleo Diesel Comunitário 221 DK813 JENIPAPEIRO 9 53 0,3 45 8 20 Poço tubular Público 88 Não Instalado 26 DK814 ENSEADA 9 56 1,3 45 6 14,9 Poço tubular Público 85 Em Operação Bomba centrifuga Óleo Diesel Comunitário 130 DK816 ENSEADA - FAZENDA MANDACARU 9 55 44,4 45 6 27,6 Poço tubular Particular 76 4000 Em Operação Bomba centrifuga Óleo Diesel Particular 162,5 DK817 SACO 9 55 24,1 45 4 9,8 Poço tubular Particular 66 5000 Em Operação Particular 32,5 DK819 BOA VISTA 9 54 59,1 45 24 15,1 Poço tubular Público 119 Em Operação Bomba submersa Elétrica monofásica Comunitário 234 Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Município de Gilbués Estado do Piauí ANEXO 2 MAPA DE PONTOS D’ÁGUA