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Patrimônio geológico do domínio Quadrilátero Ferrífero (Província São Francisco)
CAVALCANTI, José Adilson Dias
O inventário do Patrimônio Geológico do Brasil é uma das ações do Programa Patrimônio Geológico do Brasil (PPGB), conduzido pela Divisão de Geologia Básica (DIGEOB), da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). O Programa tem como objetivo principal realizar o levantamento do patrimônio geológico nacional, considerando contextos representativos da história geológica do Brasil. O Quadrilátero Ferrífero é uma das províncias minerais mais importantes do Brasil e vem sendo estudado desde o século XIX (Eschwege, 1833; Gorceix, 1881, 1884; Ferrand, 1998; Derby, 1881, 1901; e outros). Ao longo de sua história tem demonstrado sua importância não só econômica, mas também científica, histórica, cultural, artística e turística. Os sítios levantados possuem importância geocientífica que pode ser comprovada pelas pesquisas e publicações realizadas ao longo de mais de dois séculos; e pela sua utilização didática, formando engenheiros de minas, geólogos e geógrafos nas universidades federais de Minas Gerais e Ouro Preto. A história geológica do Quadrilátero Ferrífero se inicia em 3,2 Ga quando ocorre a formação dos terrenos do tipo TTGs que são os registros mais antigos da região. Depois, a fragmentação desses terrenos deu origem a um intenso vulcanismo e sedimentação química e clástica que gerou um cinturão de rochas verdes,
o Greenstone Belt Rio das Velhas, onde ocorrem os depósitos de ouro de classe mundial. Já, na transição do Arqueano para o Paleoproterozóico ocorre a deposição de formações ferríferas bandadas que são as rochas hospedeiras dos maiores depósitos de minério de ferro do Brasil, que vêm sendo explorados desde a década de 1940 até os dias atuais. Ainda nesse período, ocorre a sedimentação de rochas calcárias da Formação Gandarela, que guarda registros de vida marinha, através de seus estromatólitos de 2,45 Ga. São registros diversificados da história da Terra no Quadrilátero Ferrífero ao longo do Pré-cambriano. Os geossítios estudados fazem parte de um acervo maior, com 50 pontos levantados a partir de indicações de pesquisadores e de publicações disponíveis. A partir das análises de campo e da literatura disponível, foram selecionados 24 pontos para comporem o acervo do Patrimônio Geológico do Quadrilátero Ferrífero,classificados como sítios geológicos, paleontológicos, geomorfológicos e espeleológicos. A avaliação quantitativa dos geossítios (Geossit, SGB) mostrou que a maioria dos geossítios possui relevância científica alta a muito alta, e potencial para uso educacional e turístico alto. Em relação ao risco de degradação, mais da metade dos geossítios possuem médio risco e a outra metade baixo risco. Em relação à prioridade para proteção, a grande maioria demanda ações de médio prazo e uma minoria, de longo prazo. Os geossítios que necessitam de ações de longo prazo estão localizados em áreas de proteção integral ou já são utilizados para fins turísticos, tais como a Mina da Passagem e as Minas do Palácio Velho.
An overview of critical and strategic minerals potential of Brazil: 2026 edition
CABRAL NETO, Izaac; ABRAM, Maisa Bastos; ALMEIDA, Rogério Celestino de; CUNHA, Ioná de Abreu; SILVA, Guilherme Ferreira da; SILVA, Anderson Dourado Rodrigues da
Sistema de Informações de Águas Subterrâneas: relatório anual de 2024
FREDDO FILHO, Valmor José; SENHORINHO, Eliel Martins Belchior; VASCONCELOS, Mickaelon; CAJAZEIRAS, Cláudio César Aguiar
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Cartografia de risco geológico: Arapiraca, AL
ELLDORF, Bruno; LIRA, Rafaelly Rocha Cavalcanti de
Este trabalho apresenta os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico executado
no município de Arapiraca/AL, entre os dias 06 e 10 de Outubro de 2025. Durante os
levantamentos de campo foram identificadas 13 áreas de risco relacionadas aos processos
inundação e deslizamento. As conclusões apontam que as áreas de risco geológico cartografadas
decorrem das características naturais do meio físico, da ocupação inadequada do território, da
baixa qualidade das construções e da falta de manutenção das estruturas públicas de
saneamento.


