Geotectônica e hidrogeologia do estado do Rio de Janeiro: síntese dos conhecimentos até 2012
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Tipo
Tipo de acesso
Local
Resumo
A Hidrogeologia do estado do Rio de Janeiro está compartimentada com base em dois eventos tectono‐magmáticos principais: o Evento Colisional Brasiliano (ECB) e o Rifteamento Sul Atlântico (RSA). Os domínios tectônicos gerados por estes eventos geológicos são responsáveis por 80% dos terrenos do estado do Rio de Janeiro possuírem aquíferos fraturados e apenas 20% representarem os aquíferos sedimentares. O armazenamento de água nos aquíferos fraturados está condicionado às propriedades dos fraturamentos (falhas e fraturas) e espessuras do manto de intemperismo. E podem ser subdivididos em relação aos eventos Pós a Pré Colisional Brasiliano em: Teresópolis/Pedra Branca; Pão de Açúcar/Corcovado; Serra dos Órgãos/Rio Negro; Paraíba do Sul e Região dos Lagos. Em relação aos aquíferos sedimentares de porosidade primária, associados ao RSA, destacam‐se os aquíferos fluvio‐deltaicos do nordeste fluminense, ou seja, o aquífero aluvionar de Campos (livre a confinado, espessura de 50 a 100 m), aquífero Emboré (confinado, até 2000m), Barreiras Profundo (confinado, até 1535 m) e o Barreiras Raso (livre, até 216m). Dentre os aquíferos fluvio‐marinhos associados ao Graben da Guanabara (RSA) destacam‐se o Macacu (livre, 200 m), Guaratiba (livre, 80 m) Piranema (livre, 20 m), além dos aquíferos em cordões, restingas e terraços litorâneos, onde destacam‐se o Piratininga, Itaipuaçu e Itacoatiara e Camboinhas. Em relação aos aquíferos do Graben do Paraíba do Sul, na região central do estado, destacam‐se os aquíferos de Resende (confinado a semi‐confinado, até 500 m) e de Volta Redonda (livre a semi‐confinado, 150m). O conhecimento sobre os aquíferos no estado do Rio de Janeiro ainda é restrito e disperso e depende de esforços conjuntos para a realização de estudos geológicos, geotécnicos e geofísicos, em escalas adequadas, além de cadastramento, monitoramento, centralização e disponibilização das informações sobre as captações subterrâneas existentes, para subsidiar os planos de bacias.
