Polos cerâmicos da bacia do Paraná, RS
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Resumo
Este trabalho busca avaliar o potencial cerâmico das unidades pelíticas da Bacia do Paraná no estado do Rio Grande do Sul, com foco nas Formações Serra Alta e Teresina do Grupo Passa Dois. Estas unidades foram escolhidas por sua correlação temporal e deposicional com a Formação Corumbataí que ocorre no estado de São Paulo, que já abastece polos cerâmicos paulistas consolidados. Foram realizadas coletas em vários municípios gaúchos, como São Gabriel, Bagé, Hulha Negra, Aceguá, Dom Pedrito, Rosário do Sul e Pântano Grande, com o objetivo de identificar matérias-primas potenciais para produção de porcelanatos, louças e tijolos. A amostragem também incluiu alguns afloramentos pelíticos das Formações Palermo (Grupo Guatá) e Rio do Rasto (Grupo Passa Dois). Foram analisadas trinta e duas amostras com os métodos de granulometria eletrônica e difração de raios X, com o objetivo de caracterizar a granulometria e a mineralogia das amostras. A difração de raios X foi realizada no método para identificação de argilominerais, com a mesma amostra calcinada, glicolada e natural. As análises iniciais indicam que as rochas da Formação Serra Alta e algumas da Formação Teresina e Palermo possuem características mineralógicas (esmectita/ilita) adequadas para uso cerâmico. A amostra BL-604 se destacou como a mais promissora, devido à alta cristalinidade dos argilominerais. No entanto, é necessário realizar testes tecnológicos adicionais para validar a viabilidade industrial. Além disso, algumas amostras também apresentaram potencial para produção de tijolos comuns. O estudo poderá contribuir na prospecção e identificação de novas reservas, o que tenderá a impulsionar a economia local, tradicionalmente baseada em agricultura e pecuária, com abertura de novas lavras e a implantação de polos cerâmicos no estado.
