Integração e modelagem de dados gamaespectrométricos, magnetométricos e gravimétricos na porção emersa da Bacia de Alagoas
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Resumo
A Bacia de Alagoas, situada na margem continental leste do Nordeste brasileiro, integra o sistema rifte Sergipe-Alagoas, desenvolvido durante o Cretáceo Inferior como consequência da fragmentação do Gondwana e da abertura do Atlântico Sul. Esse sistema preserva um registro completo das fases pré-rifte, rifte, pós-rifte e cenozoica, refletindo a evolução tectonossedimentar fanerozoica da margem continental leste da Província Borborema. A pesquisa integrou dados geológicos, gravimétricos e aerogeofísicos com o objetivo de caracterizar a arquitetura da bacia, o embasamento adjacente e as estruturas tectônicas regionais. Essa abordagem possibilitou a identificação de feições estruturais controladas por antigas zonas de fraqueza pré-cambrianas reativadas durante o Mesozoico. O estudo apresenta a síntese geológica da área, os métodos de aquisição e processamento dos dados, bem como as metodologias de integração e interpretação adotadas. A análise revelou padrões regionais de anomalias e lineamentos que evidenciam o controle tectônico sobre a sedimentação e a evolução da margem continental. A modelagem integrada dos dados gravimétricos e magnetométricos mostrou-se essencial para a caracterização estrutural da bacia e para a compreensão dos controles tectônicos. Foram realizadas 15 modelagens diretas 2,5D por meio do programa GmSys, integrando informações de 33 poços exploratórios, o que permitiu construir modelos quantitativos de densidade e suscetibilidade magnética consistentes com o arcabouço geológico regional. Os resultados destacam o papel das falhas normais e do embasamento cristalino na compartimentação e evolução da bacia, sendo igualmente discutidas as premissas, limitações e interpretações associadas a cada perfil modelado.
