Avaliação do potencial mineral de fosfato do Brasil - Área: formação Inajá, Bacia do Jatobá (PE)

dc.contributor.authorBARROS, Silvana Diene Sousa
dc.contributor.authorSILVA, Cleide Regina Moura da
dc.contributor.authorFERRARI, Viviane Carillo
dc.contributor.authorMANFREDI, Tamara Reginatto
dc.date.accessioned2025-12-18T13:45:07Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractA Bacia do Jatobá foi objeto de extensas pesquisas de urânio realizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) nas décadas de 1960 e 1970, que revelaram a ocorrência de teores significativos de fósforo (P₂O₅) associados à Formação Inajá. Esta formação, de idade Devoniana, ocorre acima da Formação Tacaratu, que constitui o embasamento basal da sequência Paleozoica da bacia, apoiando-se diretamente sobre o embasamento cristalino. Os sedimentos da Inajá são predominantemente siliciclásticos, depositados em ambiente marinho raso, refletindo variações de energia e profundidade típicas de plataformas internas a externas. No final da década de 1970, o SGB utilizou os dados da CNEN para a prospecção de minerais estratégicos, identificando unidades rochosas com elevados teores de urânio e concentrações de P₂O₅ variando entre 4% e 26% na rocha total, evidenciando o potencial econômico da Formação Inajá para fosfatos. Atualmente, essas informações serviram de base para a reavaliação das rochas da Formação Inajá no Projeto Fosfato Brasil. A seleção dos alvos priorizou dados de projetos anteriores, modelos geológicos e geofísicos, bem como anomalias de urânio detectadas em mapas aerogamaespectrométricos, permitindo a definição de áreas com maior probabilidade de ocorrência de mineralização fosfática. Nas atividades de campo, foram levantados perfis estratigráficos detalhados e utilizados métodos geofísicos e geoquímicos para caracterizar os sedimentos, incluindo o gamaespectrômetro para rastreamento de urânio e a fluorescência de raios X portátil para determinação de fósforo (P%) in situ. Os resultados obtidos nos diferentes setores da bacia revelaram variações espaciais significativas na distribuição de urânio e fósforo. No setor Petrolândia, a sudoeste dos 13 perfis analisados, os teores de urânio ficaram entre 5,3 e 8,5 ppm e fósforo de 0,12 a 0,68%. No setor central, Inajá, nos 26 pontos avaliados, os teores de urânio ficaram entre 5,4 e 61 ppm e fósforo de 0,25 a 1,0%. No gráben Moxotó, nove afloramentos apresentaram valores de urânio entre 5,2 e 18,5 ppm e fósforo em torno de 0,3%. O setor Ibimirim-Puiú, na porção nordeste da bacia, apresentou a assinatura mais expressiva, os teores de urânio variaram entre 28, 31 e 257 ppm e fósforo entre 1,5%, 4,5% e 15,81%, evidenciando áreas de elevado potencial mineral. No setor Buíque-Tupanatinga, os afloramentos apresentaram teores de urânio de 5,1 a 10,8 ppm e fósforo de 0,15%. As análises laboratoriais de geoquímica de rocha total confirmaram cinco amostras com P₂O₅ acima de 1% nos setores Moxotó e Ibimirim-Puiú, com concentrações variando de 1% a 7%, associadas a altos teores de SiO₂ (60 a 90%). Os dados litoquímicos indicaram que CaO não apresenta correlação direta com P₂O₅, e o Fe₂O₃ raramente ultrapassa 10%, os valores de urânio em geral são baixos. A petrografia e análises em microscópio eletrônico de varredura (MEV) demonstram que a mineralização fosfática ocorre associada a ferro e cálcio, sob a forma de cimento que circunda os grãos do arcabouço siliciclástico, indicando processos de cimentação pós-deposicional e interação química entre os componentes da rocha. A integração dos dados geológicos, geoquímicos e petrográficos sugere que as fácies da Formação Inajá com anomalias de fósforo foram depositadas em ambiente marinho raso, em transição de plataforma interna para externa, sob condições de baixa biodisponibilidade de fósforo. A distribuição irregular dos teores de P₂O₅ e urânio indica controle primário por características litológicas e deposicionais, associado a processos secundários de cimentação e alteração. Estes resultados corroboram o potencial de exploração de fosfatos na Bacia do Jatobá, destacando áreas de maior concentração, como Ibimirim-Puiú e Moxotó, que podem orientar futuras campanhas de prospecção mineral e planejamento estratégico para exploração de recursos fosfatados.
dc.identifier.citationBARROS, Silvana Diene Sousa; SILVA, Cleide Regina Moura da; FERRARI, Viviane Carillo; MANFREDI, Tamara Reginatto (org.). Avaliação do potencial mineral de fosfato do Brasil - Área: formação Inajá, Bacia do Jatobá (PE) Recife: Serviço Geológico do Brasil, 2025 (Série Insumos Minerais para a Agricultura; 32).
dc.identifier.isbn978-65-5664-708-1
dc.identifier.urihttps://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25813
dc.language.isopor
dc.localRecife
dc.publisherServiço Geológico do Brasil
dc.relation.ispartofseriesInsumos Minerais para a Agricultura; 32
dc.subjectGEOLOGIA ECONÔMICA
dc.subjectRECURSOS MINERAIS
dc.subjectFOSFATO
dc.subjectINSUMO MINERAl
dc.subjectAGRICULTURA
dc.subjectBACIA DO JATOBÁ
dc.subjectMINERALIZAÇÕES
dc.titleAvaliação do potencial mineral de fosfato do Brasil - Área: formação Inajá, Bacia do Jatobá (PE)
dc.typeReport of Mineral Resources

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