Avaliação da infiltração em área de risco de deslizamento na região de Petrópolis/RJ utilizando Hydrus-1d: comparação entre pedofunção Rosetta e modelagem inversa
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Resumo
O aumento da poropressão devido à infiltração de água da chuva é um fator deflagrador de deslizamentos. Modelos de balanço hídrico do solo podem ser utilizados para se estimar o grau de saturação e a poropressão correspondente. O presente trabalho avaliou a infiltração da água de chuva, considerando o cenário de pluviometria ocorrido no bairro Quitandinha (Petrópolis/RJ) em período antecedente ao desastre de 15/02/2022. Na metodologia foi utilizado o Hydrus-1D para duas formas de determinação dos parâmetros hidráulicos do solo: uma baseada na pedofunção Rosetta e outra considerando dados de campo (método inverso). Foram considerados os períodos de 24h e 96h de pluviometria antecedentes ao evento, que formam o par de períodos mais relevante para observação das probabilidades de deslizamento na região, visando avaliar o acumulado de precipitação e infiltração simulada. Os resultados mostram que a infiltração simulada usando o método inverso foi maior do que a usando a pedofunção Rosetta. A simulação da infiltração por meio da modelagem inversa pode ser considerada de maior confiabilidade pelo fato de reproduzir os parâmetros hidráulicos amostrais com mais acurácia, enquanto o Rosetta pode levar a predições imprecisas. Os resultados das simulações quando analisados em conjunto com a precipitação podem auxiliar na previsibilidade de deslizamentos, através da investigação da poropressão.
