Geologia e recursos minerais das folhas Pará de Minas e Nova Serrana: estado de Minas Gerais, escala 1:50.000
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Resumo
Este estudo apresenta uma caracterização geológica detalhada das folhas Nova Serrana (SE.23-Z-C-IV-3) e Pará de Minas (SE.23-Z-C-IV-4), na escala 1:50.000. Foram identificadas sequências supracrustais de idades meso a neoarqueanas associadas ao Supergrupo Rio das Velhas, incluindo o Grupo Pitangui e a Formação Antimes. Além disso, foram mapeadas unidades gnáissico-migmatíticas aflorantes no Complexo Divinópolis, abrangendo rochas do Grupo Boa Vista de Minas, correlatas ao Grupo Pitangui, em fácies metamórfica anfibolito-granulito, bem como os corpos gnáissico-migmatíticos Pedra Negra e Carioca. O magmatismo da região foi dividido em distintos eventos, com destaque para o magmatismo granítico neoarqueano, que inclui suítes cálcio-alcalinas de médio e alto-K, como as Suítes Maravilhas-Florestal, Córrego Gaia e Liberdade-Córrego do Arruda. Adicionalmente, foram mapeados episódios de magmatismo máfico-fissural do Paleoproterozóico e Neoproterozóico, representados pelos enxames de diques Paraopebas, Pará de Minas e Formiga. O registro sedimentar inclui unidades do Grupo Bambuí, com destaque para a Formação Carrancas – Membro Mata Vaca. O magmatismo kimberlítico mesozoico está representado pelo Corpo kimberlítico Junco. Foram também identificadas unidades cenozoicas, como coberturas eluvionares detrito-lateríticas e depósitos aluvionares e de terraços. Além disso, foram descritas algumas unidades de posicionamento estratigráfico incerto, como a Serra dos Ferreiras, os agalmatolitos e os veios de quartzo. A análise estrutural revela um histórico deformacional complexo, caracterizado por eventos compressivos e distensivos (D1, D2 e D3), que influenciaram a arquitetura da região e resultaram na definição de domínios estruturais distintos. O estudo avaliou ainda o potencial mineral da área, destacando a presença de recursos como ouro, ferro, diamante, granada, caulim, quartzo refratário, agalmatolito, areia, argila, brita para construção civil, gnaisse ornamental e filito carbonoso/grafita. Esses dados são fundamentais para a compreensão da evolução tectônica da região e fornecem subsídios para futuras investigações geoeconômicas e ambientais.
