Relatório Síntese da Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS) ‐ 2025
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Resumo
A Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS) realiza o acompanhamento sistemático dos níveis d’água em diversos poços dedicados a essa finalidade, além de apoiar a identificação de alterações qualitativas periódicas nos mesmos pontos de monitoramento. O objetivo é, além da ampliação do conhecimento hidrogeológico, compreender o comportamento dos principais corpos hídricos subterrâneos diante dos seus diferentes usos e da sua resiliência (ou não) às mudanças climáticas. No ano de 2025, no âmbito da parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foram realizadas 5 perfurações de poços no Sistema Aquífero Guarani. Em parceria com a ANA e com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a RIMAS manteve e ampliou o monitoramento em tempo real, por meio das instalações de 15 estações telemétricas, registrando simultaneamente as variações dos níveis d’água subterrâneos e das precipitações em 44 poços de monitoramento. Além da operação regular de 465 poços ativos na RIMAS, a rede do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) atualizou sua plataforma on-line com a inserção dos links das redes estaduais de monitoramento das águas subterrâneas. Apesar dos grandes desafios e melhorias ainda necessárias para que a rede alcance as dimensões e condições pretendidas, a estrutura existente é robusta e o SGB/CPRM segue comprometido com o desenvolvimento do conhecimento geológico, contribuindo para o crescimento econômico e social do país e para a construção de um futuro mais sustentável. Por fim, a RIMAS oferece dados científicos sólidos para embasar políticas de gestão das águas subterrâneas e apoia a formulação de leis e regulamentos específicos voltados à sua proteção e uso sustentável, em especial no contexto dos planos locais.
