Nota técncia: cotas de Inundação e de interesse em relação a seção de réguas das estações fluviométricas: Santa Tereza (86472600), Muçum (86510000), Encantado (86720000), Barra do Fão (86780000), Estrela (86879300), Bom Retiro do Sul (86881000/8688200), Porto Mariante (86895000) e Taquari (86950000) - Municípios de: Santa Tereza, Muçum, Encantado, Travesseiro / Pouso Novo / Marques de Souza, Lajeado, Estrela, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires (distrito de Vila Mariante) e Taquari
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Resumo
A delimitação g de cotas de inundação e de interesse municipal, pelo corpo técnico de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (SGB), provê subsídios geoespaciais fundamentais ao ordenamento territorial e à mitigação de desastres em municípios vulneráveis a eventos hidrológicos extremos. O adensamento rigoroso do gradiente altimétrico viabiliza a modelagem de manchas de inundação, a compartimentação de zonas de restrição e a calibração de sistemas de alerta precoce. Em campo, a aquisição de dados cinemáticos de alta resolução espacial é otimizada pela tecnologia GNSS via método RTK (Real Time Kinematic), que emprega receptores base e receptor móvel para a obtenção instantânea de vetores tridimensionais com incerteza centimétrica. Todavia, as altitudes derivadas diretamente do sistema de posicionamento global são de natureza geométrica (h), referenciadas a um elipsoide de translação abstrato e desprovidas de correlação física com a hidrodinâmica do escoamento superficial urbano. Visto que o escoamento superficial hidrológico é governado estritamente pelo potencial gravitacional, faz-se mandatória a conversão desses valores para altitude normal. Para tal compatibilização, os arquivos brutos RINEX gerados pelo RTK são pós-processados na plataforma automatizada IBGE-PPP (Posicionamento Por Ponto Preciso). O algoritmo do IBGE aplica correções de efemérides precisas, parâmetros orbitais e modelagem geodinâmica para refinar o posicionamento tridimensional. A componente física vertical é equacionada pela integração do modelo nacional de ondulação geoidal (hGeoDRS), calculando o quase-geoide ou anomalia de altitude. Esse processamento atrela as observações ao Sistema Geodésico Brasileiro, consolidando uma matriz altimétrica hidrologicamente consistente e de elevada fidedignidade para simulações hidráulicas bidimensionais urbanas.
