Mapa de favorabilidade para ouro do Quadrilátero Ferrífero e seu entorno
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Resumo
O Quadrilátero Ferrífero destaca-se como uma das maiores províncias auríferas do Brasil, apresentando uma relevante produção histórica e estimativas promissoras de recursos ainda não descobertos. No Quadrilátero Ferrífero e em seu entorno, afloram diversas litologias ricas em ferro com potencial para hospedar depósitos auríferos, tais como sequências greenstone arqueanas e sequências metavulcanossedimentares mais jovens, rochas básicas e ultrabásicas intrusivas e formações ferríferas do tipo lago superior. As minas, depósitos e garimpos de ouro dessa província apresentam diferentes estilos de mineralização, incluindo múltiplas gerações de ouro orogênico (uma delas com influência de fluidos graníticos), ouro do tipo jacutinga e ouro em depósitos de paleopláceres. Neste trabalho, descreve-se a construção e os resultados do mapa de favorabilidade para ouro no Quadrilátero Ferrífero e seu entorno, no qual foi aplicada uma abordagem de caráter regional, visando mapear áreas favoráveis para abrigar mineralizações auríferas em geral, pertencentes aos diversos estilos de mineralização, tanto dentro da província quanto em seus arredores. A abordagem utilizada se baseia no conceito de sistemas minerais, contemplando parâmetros críticos como geodinâmica, fertilidade e arquitetura crustal. Dados geológicos, geoquímicos, geofísicos e informações de depósitos foram processados em ambiente de Sistemas de Informação Geográfica por meio de operações de distância euclidiana, densidade kernel e índice geoquímico de mineralização (GMPI), e integrados usando lógica fuzzy para gerar o mapa de favorabilidade. O resultado foi submetido à validação quantitativa, que utilizou um banco de dados de depósitos e minas de ouro do Serviço Geológico do Brasil, e confirmou que o modelo apresenta desempenho robusto, mapeando a maior parte das mineralizações conhecidas em frações reduzidas da área total. O modelo também destacou regiões com potencial para novas descobertas, tais como: i) porção noroeste do QF central; ii) região a norte de Caeté; iii) flanco norte do Anticlinal de Mariana, até os arredores da mina de ferro de Timbopeba; iv) área a leste do Complexo Santa Bárbara, na altura de Catas Altas e v) sudeste de Mariana e proximidades de Piranga.
