A arte das águas: uma análise histórica das grandes cheias e secas do Rio Negro em Manaus (séculos XIX e XX)

dc.contributor.advisorJames Roberto Silva
dc.contributor.authorOLIVEIRA, Hebe Souza de
dc.contributor.memberJussara Socorro Cury Maciel
dc.contributor.memberJames Roberto Silva
dc.contributor.memberFlávio Wachholz
dc.contributor.memberOtoni Moreira de Mesquita
dc.contributor.memberDavi Avelino Leal
dc.date.accessioned2026-05-29T23:31:06Z
dc.date.issued2026-03-12
dc.degree.date2026-03-12
dc.degree.departmentInstituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Amazonas
dc.degree.localManaus
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em História
dc.description.abstractInvestiga a relação histórica entre a cidade de Manaus e o Rio Negro, analisando os impactos socioambientais das maiores cheias e secas registradas nos séculos XIX e XX. O estudo parte do problema central do início tardio da institucionalização do monitoramento hidrológico e da previsão de eventos hidrológicos extremos. Questiona-se, ainda, o papel de fatores como o degelo dos Andes e as atividades antrópicas na intensificação desses eventos. Ademais, examinam-se as diferentes percepções sobre as grandes cheias e secas ao longo do tempo. Inserida no campo da História Ambiental, esta pesquisa adota a metodologia da longa duração, elaborada por Fernand Braudel, pois compreende o rio como uma estrutura geográfica que influencia o desenvolvimento da cidade de Manaus, ao mesmo tempo em que constitui elemento de vulnerabilidade. Com base em pesquisa documental e bibliográfica, produz-se um panorama inédito das maiores cheias e secas nos séculos XIX e XX. As evidências históricas ratificam a hipótese de que o início tardio do monitoramento hidrológico e da previsão de eventos hidrológicos extremos decorreu de problemas econômicos e do desinteresse dos governantes. Há também evidências históricas de que o aumento do degelo nos Andes ocorre em paralelo à intensificação das atividades antrópicas e dos eventos hidrológicos extremos. Verifica-se, ainda, que a década de 1970 apresenta a maior média das cotas máximas de cheia do Rio Negro, em Manaus, coincidindo com o período de abertura das grandes rodovias federais na Amazônia brasileira. Sugere-se a integração do conhecimento histórico ao planejamento urbano e à gestão ambiental como forma de reduzir as vulnerabilidades da cidade frente às ocorrências de grandes cheias e secas. Por fim, conclui-se que esta pesquisa contribui para a historiografia regional e abre caminhos para novas investigações sobre rios e cidades amazônicas.
dc.format240 f. : il., color. ; 31 cm
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Hebe Souza de. A arte das águas: uma análise histórica das grandes cheias e secas do Rio Negro em Manaus (séculos XIX e XX). 2026. 240 p. Tese (Doutorado em História) - Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2026.
dc.identifier.urihttps://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/26048
dc.language.isopor
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United Statesen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/
dc.subjectHISTÓRIA AMBIENTAL
dc.subjectRIO NEGRO
dc.subjectSECA
dc.subjectCHEIA
dc.subjectAMAZONAS
dc.subjectMANAUS
dc.subject.enENVIRONMENTAL HISTORY
dc.subject.enRIO NEGRO
dc.subject.enDROUGHT
dc.subject.enFLOOD
dc.subject.enAMAZONAS
dc.subject.enMANAUS
dc.subject.esHISTORIA AMBIENTAL
dc.subject.esRIO NEGRO
dc.subject.esINUNDACIÓN
dc.subject.esSEQUÍA
dc.subject.esAMAZONAS
dc.subject.esMANAUS
dc.titleA arte das águas: uma análise histórica das grandes cheias e secas do Rio Negro em Manaus (séculos XIX e XX)
dc.typeThesis

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